Pacífica santidade

Considerar que o controle do porte de armas resolve a violência, é partir do pressuposto que qualquer um de nós, com armas, se torna um assassino em potência e todos nós, não armados, somos santos.

A confiança, o excesso ou a sua falta, é uma marca social que se debate muito pouco.

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3 pensamentos sobre “Pacífica santidade

  1. Que giro, é um daqueles puzzles do tipo “se todos os homens têm pilinha e algumas pilinhas são circuncisadas então todos os homens são judeus?”

    Eu diria que o post do Filipe implica que _alguns_ potenciais assassinos só não o são na prática porque não têm acesso facilitado a armas de fogo. Ou, de uma forma talvez mais correcta, que _alguns_ assassinos em potência se tornam assassinos de facto porque têm armas de fogo à mão.

    Eu conheço bem as tendências do Filipe para exagerar os factos ou para só ver um lado da questão e neste caso até eu estou 100% de acordo com ele, o que é raro.

  2. Não é preciso ir tão longe. É suficiente pensar que todos nós passamos (ou somos susceptíveis de passar) por situações de falta de auto-controlo. Ter ou não ter uma arma à mão aumenta ou diminui a probabilidade de ser cometer um crime de sangue, sobretudo se não intencional. É portanto um argumento estatístico, não “individualizado”.

    O controlo de porte de arma, mitiga (estatisticamente) as mortes por arma de fogo, sobretudo aquela sem dolo directo. Facto.

    É claro que o ideal era sermos todos cidadãos exemplares que apenas têm arma para se defender e que nunca, nunca perderiam a cabeça e disparariam contra alguém. Aí também não seriam necessárias para defesa.

  3. correcção ao comentário: estou 100% de acordo no que diz respeito à relação entre acesso livre a armas de fogo e aumento da ocorrência de massacres ou homicídios; basta comparar as estatísticas de homicídios e vemos que, em proporção à população, os EUA só são ultrapassados por países como a Colômbia ou Venezuela (estão em 6º lugar mundial, penso eu).

    Já não concordo com a simplificação do problema vista pelo Filipe e acho que há muito mais a analisar. Não creio que proibir ou limitar o acesso a armas de fogo por si só consiga eliminar todos os casos de massacres (também os há noutros países, embora com menor frequência).

    Posso é com segurança dizer que estou 100% em desacordo com a lógica deste seu post.

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