O regresso do “bom aluno europeu”

Talvez para evitar resultados menos agradáveis Cavaco Silva apelou ontem à não realização do referendo sobre o tratado constitucional da UE. Como o próprio referiu “às vezes, avança-se para essas coisas sem pensar bem nas consequências e, depois, discute-se é como corrigir“.

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0 pensamentos sobre “O regresso do “bom aluno europeu”

  1. José F.

    Caro Miguel,
    Mas você já leu o Tratado Constitucional Europeu? Tem ideia do que é que se pede para referendar?

  2. Ricardo

    Pois, quando dá jeito recorremos à vontade popular, quando já não dá recorremos à representatividade de um parlamento que foi eleito na perspectiva (unanime) de realizar um referendo. A democracia no seu melhor.
    O velho Cavaco está de volta!!!

  3. “Mas você já leu o Tratado Constitucional Europeu? Tem ideia do que é que se pede para referendar?”

    Resposta afirmativa para as duas perguntas
    Acrescento que se não se fizer um referendo menos motivos existe para que alguém se sinta interessado em lê-lo e em discuti-lo.

  4. José F.

    Caro Miguel,
    Estamos a falar de um texto que tem 1 Preâmbulo e 4 Partes, composto por 448 artigos e ainda 2 protocolos. Não estamos a falar da Constituição americana!…

  5. José F.

    Caro Miguel,
    Voltamos então ao inicio. Acha este texto referendável, sem que outros temas igualmente relevantes como é o caso da adesão da Turquia ou o conceito de soberania nacional não se entreponham pelo caminho, ganhem maior relevância e sejam determinantes no resultado? Foi o que sucedeu em França e na Holanda!

  6. Como é que sabe qual foi o “factor determinante” na França e na Holanda? Sabe discernir (e agregar) as motivações individuais de cada eleitor?

  7. Será que podemos falar em motivações menos nobres (por oposição à “mais nobres” que determinem o nosso sentido de voto? E que consequências devemos tirar disso?

  8. José F.

    Caro Miguel,
    Obviamente que não sei, nem sou sociólogo. Mas é o que diziam os analista na altura e é o que se aprende hoje nas Universidades por essa Europa fora.

  9. José F.

    Pelo menos nas francófonas, sim. Nomeadamente ao nível dos mestrados. Discute-se a Europa: o que é hoje, o que vai ser, o que pode ser. Fazem-se as análises SWOT à situação actual. Analisa-se e discute-se o resultado dos referendos da França e da Holanda, bem como a estratégia dos países que mais pesam nesta decisão.

  10. José F.

    Caro Miguel,
    Como sabe, uma das hipóteses de que se fala é a de haver um referendo, mas a nível europeu. Isto é, cada voto contaria um voto e a aprovação, ou reprovação seria determinada pelo número de votos global e não por país. esta seria uma forma de superar este impasse e, simultaneamente de aprofundar e cimentar o conceito de cidadania europeia.

  11. Ricardo

    «Como sabe, uma das hipóteses de que se fala é a de haver um referendo, mas a nível europeu. Isto é, cada voto contaria um voto e a aprovação, ou reprovação seria determinada pelo número de votos global e não por país.»
    Que eu saiba a União Europeia é uma associação livre de países.
    O que sugere representa um dos maiore oportunismos da história.
    Fazer parecer democrático o que não é.
    Antes mesmo da revisão do tratado, é do que se trata, reve-se por completo o conceito de soberania nacional em vigor.
    Eu sei que há muitas cabeças pensantes , mas não me assuste!

  12. António Bastos

    A “construção europeia” é um crime contra o pricípio da subsidiaredade. É um processo sinistro de roubar o poder às bases colocando-o nas mãos de um directório jacobino em Bruxelas. Propor que tal seja votado só no parlamento é uma confissão de cobardia e um atentado aquilo que nos resta (muito pouco) de soberania nacional. Devemos utilizar todos os meios legais ao nosso alcance (a blogosfera é um trunfo preciosíssimo)para por termo a essa “construção” que estresanda a Rousseau.

  13. José F

    ‘A “construção europeia” é um crime contra o pricípio da subsidiaredade. É um processo sinistro de roubar o poder às bases colocando-o nas mãos de um directório jacobino em Bruxelas’
    Quem tem o poder sao ministros de cada um dos paises. Sempre. O poder nao esta em Bruxelas.
    Acho que ha conceitos a rever com a globalizaçao. Um é seguramente o conceito de soberania nacional. Outro o conceito de economia nacional. O conceito de nacional e ainda por cima o eufemismo “o que é nacional é bomé deve ser visto numa perspectiva masi alargada.

  14. lucklucky

    “Como sabe, uma das hipóteses de que se fala é a de haver um referendo, mas a nível europeu. Isto é, cada voto contaria um voto e a aprovação, ou reprovação seria determinada pelo número de votos global e não por país. esta seria uma forma de superar este impasse e, simultaneamente de aprofundar e cimentar o conceito de cidadania europeia.”

    Isso é que era bom…as nossas decisões serem tomados por outros!

    “Quem tem o poder sao ministros de cada um dos paises. Sempre. O poder nao esta em Bruxelas.”

    O poder está muito em Bruxelas.

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