Pois é

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Podiam manifestar-se contra a repressão no Zimbabwe, os massacres no Sudão, a ditadura birmanesa ou quem sabe (imagine-se!) mesmo contra a teocracia iraniana. Mas não. Afinal é contra o Bush.

0 pensamentos sobre “Pois é

  1. CN

    Quem é que pode estar perto de violar com actos de guerra a soberania de um Estado pela segunda vez, situado no outro lado do planeta e que não oferece perigo militar eminente?

  2. lucklucky

    Vejamos
    Comandos Iranianos detidos no Iraque
    Ataque a um aliado dos EUA = Israel via Hiz-b-alá
    Ataque á bomba na Argentina

  3. Naturalmente as opiniões públicas ocidentais terão sempre mais peso junto de líderes democráticos e interessados em fortalecer alianças do que junto a ditadores autistas e autocráticos.

    E não consta que no passado recente tenhamos ajudado o maluco do Mugabe ou outros similares a massacrar ninguém. Já na invasão do Iraque…

  4. José F.

    Caro Mioguel,
    Não apoio o Presidente Bush, mas respeito-o porque ele é o presidente dos EUA. E bem ou mal, a Europa deve muito aos EUA. Noaemadamente a sua defesa. Afinal de contas quem paga a factura da defesa da Europa são os EUs. Não me esqueço contudo que Bush quando foi eleito tinha como prioridade governar os EU. Aliás ele, enquanto pessoa tinha muito pouco conhecimento do mundo. Mas o Mundo mudou com o 11/9. E obviamente que os EUs tinham que intervir. E interviram mal, é certo. Mas também é verdade que hoje será impensável haver intervenções tipo Iraque. Hoje a ordem internacional evoluiu e os consensos ao nível internacional fazem-se com as potências regionais. Nenhuem conflito regional foi solucionado sem a participação das potências regionais. Veja-se o caso do Líbano e agora da Coreia do Norte.
    Por outro lado, Bush tem toda a razão quando alerta que o terrorismo entrou numa nova face, globalizou-se, e os atentados podem fazer-se a partir das montanhas do Afganistão, ou doutro Estado falido. O armamento nuclear dos países da ex URSS anda à deriva sabe Deus por onde. E é isto não podemos esquecer. Não sei se o mundo está preparado para bombas “sujas”. mas que elas vão aparecer mais tarde, ou mais cedo é certo. Só não se sabe onde.
    Concluindo, mais do que atacar Bush, que é fácil e parece que pode dar votos, deve-se atacar todos os elementos que contribuem para a ameaça terrorista no Mundo: Terrorismo, Estados desestruturados ou falidos, conflitos regionais, crime organizado, proliferação de armas de destruição massissa.

  5. «E interviram mal, é certo.»

    Se é assim tão certo não deve ter dificuldade em demonstrar que tinha uma alternativa melhor realizável.

  6. José F.

    Caro Mário,
    Claro que um intervenção no Iraque, ou onde quer que seja sem o aval do CS da ONU, e isolado de potências regionais não pode ser aceitável.

  7. Caro José F.,

    Para demonstrar que tem uma alternativa melhor não basta assinalar as falhas na solução adoptada, como tenho a certeza que sabe.

  8. José F.

    Caro Mário:
    A ameaça terrorista tem 5 factores que não podemos dissociar: Terrorismo, Estados desestruturados ou falidos, conflitos regionais, crime organizado, proliferação de armas de destruição massiva. Se olharmos o Afeganistão, todas estas condições estão preenchidas. Mas em relação ao Iraque estas condições não estão todas preenchidas. Tinhamos efectivamente um conflito regional, porventura crime organizado, mas não estava provado que houvesse armas de destruição massiva , nem estavas perante uma estado desestruturado, ou falido.
    O ataque ao iraque, com o objectivo que foi divulgado, não se justificou. Hoje o Iraque está pior e representa uma ameaça à segurança. Hoje sim, mas em resultado ,directo de uma intervenção injustificada.

  9. Caro José F.,

    Se tivesse apoiado a intervenção no Iraque não seria certamente com base no combate ao terrorismo mas sim pensando nos iraquianos oprimidos em primeiro lugar. Bem sei que isto é um “efeito colateral” mas não deixa de entrar na equação.

    Mas quando fala que não estava provado que existissem armas de destruição maciça, qual é a prova que necessita para agir? Levar com uma bomba em cima primeiro? Vários serviços secretos, incluindo franceses e russos, relataram fortes indícios da existência de ADM no Iraque. Você tem de avaliar a decisão da intervenção à luz desta informação e não daquela que irá obter no futuro.

    Com esta informação disponível você pode traçar vários cenários. E um cenário que teria uma probabilidade não nula de ocorrer era a utilização de armas químicas contra Israel ou de bombas sujas em algumas cidade ocidentais. Se isso tivesse ocorrido, não iria também dizer que o não ter feito nada, face às suspeitas, não teria também sido um erro claro?

    Esperar pela ONU é prolongar o problema ad infinitum. Ou talvez até piorar, porque a ONU limita-se a aplicar sanções que tornam o povo mais frágil e incapaz de influenciar o regime.

  10. lucklucky

    Era absolutamente necessário chamar o terrorismo islâmico para o combate, pois é a única maneira de o impedir de maximizar a hora a dimensão e o local do próximo ataque. Bush fê-lo na perfeição. Evidentemente que para isso é preciso lançar um desafio estratégico ao islamismo radical.
    Como Saddam tinha armas de destruição maciça e foram encontradas
    (o que não foi encontrado foi armas de destruição maciça de programas recentes, isto é após 1990 ao contrário do que os Serviços secretos diziam).
    Ler Kenneth M. Pollack (da administração Clinton) “The case for invading Iraq” http://www.cfr.org/publication/5212/threatening_storm.html?breadcrumb=%2Fbios%2F317%2Flisa_anderson
    .
    A Europa obcecada pela America não percebeu que ajudar a eliminar Saddam seria no seu melhor interesse.

    Só vai fazer mais vítimas futuras na próxima guerra em que terá de usar violència extrema para recuperar a sua credibilidade.

  11. José F.

    Caros Mário e Lucklucky
    Se bem entendo a mensagem, a América tentou pôr em prática a estratégia de guerra de Sun Tzu. Isto é, concentrar num só espaço ol inimigo, para aí lhe fazer frente. A estratégia é classica e tem provado. Mas o problema é que os EUs fizeram a guerra sozinhos e nunca conseguiram evidenciar que esta guerra, naquele sítio e naquele momento era justa e necessária. E isso seria decisivo.

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