Alternativas liberais

Artigo de Tiago Mendes no Diário Económico sobre as perspectivos de um movimento liberal em Portugal.

Embora o meu liberalismo e do Tiago sejam algo distintos e ache algo inusitadas as esperanças que ele coloca em Paula Teixeira da Cruz (*) acho que este artigo é um bom contributo para a discussão.

(*) pode ser falha da minha parte…

0 pensamentos sobre “Alternativas liberais

  1. Mais do que “esperanças”, é um “benefício da dúvida”, sendo que o nome é em grande parte resultante de um exercício de “exclusão de partes” do que de uma “escolha por si só”.

    Abraço,

  2. JoaoMiranda

    «(*) pode ser falha da minha parte…»

    Paula Teixeira da Cruz é pela despenalização do aborto, logo deve ser liberal …

    Aliás, o liberal de que o Tiago anda à procura é o Sócrates. O Sócrates encaixa melhor no conceito de liberalismo do Tiago do que qualquer outro político, à direita ou à esquerda.

  3. Chegou o João Miranda e disse.

    Acontece que disse mal. Acontece até que disse o que disse com um tom um pouco excessivo, mas ignoremos isso.

    Sócrates não é o “liberal” que eu procuro, desde logo porque não é liberal, é socialista. E não falo de “ser membro do PS”, falo de ter a matriz de socialista, de dar prioridade à igualdade e à justiça social sobre a liberdade individual. Representa a “ala direita” do PS? É possível. Será um “socialista liberal”? Sem dúvida.

    Ora nem o “socialismo liberal” é o mesmo que “liberalismo social”, nem eu defendi, sequer, o liberalismo social – sendo que, de todo o modo, esse já seria suficientemente diferente do que defende Sócrates para a afirmação de JM ser uma falsidade de monta.

    O que eu também não defendo é o “liberaloidismo” do JM. Portanto, “liberal como o JM” é, não sou, com certeza. Quanto à piadinha do aborto e da PTdC, é isso mesmo: uma piadinha. Ria-se o JM se conseguir.

  4. Miguel: lido o teu comentário, também fico com essa impressão. Até porque o JM não usa reticências e o estilo dele não é aquele. Pode ser que ele apareça aqui mais tarde para desconfirmar. O que escrevi, e com as devidas ressalvas caso não se trate do “verdadeiro” João Miranda, mantenho, naturalmente.

  5. Jose Sarney

    Não se percebe, porquê que o “casamento de casais homossexuais” haveria de ser uma prioridade na agenda liberal!

    Admito que seja uma prioridade, mas se calhar, mais importante seria avaliar a eutanásia.

    Mas quer uma, quer outra, serão eventualmente “prioridades 55 e 56”, de uma eventual agenda liberal. Seja lá, o que isso for!

    O caminho para o liberalismo, a ser trilhado, tem muitas outras etapas anteriores, desde o corte radical com as múltiplas ligações adoráveis ao “papá” Estado, como sejam:

    – Lugarzinhos nas endogamicas Universidades.
    – Lugarzinhos nos Departamentos Públicos.
    – Erradicar a promiscuidade nas “parcerias publico – privadas”
    – Financiamentos partidários, através de negócios com empresas públicas, clubes de futebol, camaras municipais, negócios do betão, e afins.
    – E, para não ser mais exaustivo: accountability (isto é, de 3 em 3 anos, a prestação pública dos resultados; a criminalização do não reporte público obrigatório da declaração ao fisco; etc.).

  6. José Sarney: parece que esquece a palavra-chave: “exemplo”. Ninguém falou em “prioridades” sequer, apenas em “três exemplos”, por motivos óbvios “diversificados” e relativamente fáceis de “veicular uma mensagem”, de resto explicada no final do primeiro parágrafo. Ok?

  7. JoaoMiranda

    A característica essencial do liberalismo é o respeito rigoroso pelas liberdades negativas de cada indivíduo. Ora, tal é incompatível com projectos políticos com ideias elaboradas e detalhadas para os costumes. A única coisa que liberalismo tem a dizer sobre os costumes é que estes estão fora da esfera política. Não é tentando trazer ainda mais questões de costumes, como os supostos direitos dos casais homossexuais (que ainda por cima são direitos de um colectivo), para a esfera política que se chega ao liberalismo. Isso só serviria para politizar ainda mais a vida privada.

    Em relação ao Sócrates, em Portugal os líderes políticos são todos socialistas, mesmo os que estão no CDS ou no PSD (e por enquanto Paula Teixeira da Cruz ainda não demonstrou ser excepção). O Sócrates tem a vantagem de ser minimamente pragmático, o que o coloca em termos de liberalismo bem no topo do ranking. Em terra de cegos …

  8. HO

    Um dos problemas com certas agendas “liberais” para os costumes é o de que aqueles que são, ou soam a, progressistas, devem ser acarinhados e protegidos pelo estado; os outros, deve o Estado zelar por os excluir da vida pública.

    Mais importante: eu conheço muito pouco do pensamento político da Paula Teixeira da Cruz (como, creio eu, qualquer outra pessoa). E esse muito pouco deve-se, quase exclusivamente, a uma entrevista, há uns meses, para a rádio – salvo erro à Maria de Flor Pedroso. E não vejo de que forma, mesmo adoptando os critérios do Tiago Mendes, se pode classificar PTC como liberal. Quando a conversa resvalou para questões mais doutrinais, por causa da revisão dos estatutos do PSD, defendeu o caminho da social-democracia humanista e personalista (seja lá isso o que for) e mais uma vacuidades sem sentido. Em termos de políticas públicas, o ênfase foi claramente para as questões de justiça social, inclusão, solidariedade e outros chavões. Será, adoptando a grelha do Tiago, e numa perspectiva nada pessimista, uma socialista liberal.

  9. Como escrevi nos comentários de um post há uns dias, acho que o estado não tem que regulamentar (ou sequer registar) relações voluntárias entre adultos. Individualmente poderemos estar a favor ou contra (ou mesmo ser indiferentes). Não me parece é lícito que o estado proiba uma decisão que apenas diz respeito a terceiros.

    Não sei que lugar isto terá numa eventual “agenda liberal” mas estará certamente lá algures.

  10. Jose Sarney

    Vai-se escrevendo por aí, “o caminho faz-se, fazendo”. Se quisermos uma “agenda liberal”, jamais lá chegaremos com tanto prurido. É preciso deixar espaço ao indivíduo e, no mínimo, deixar que o Estado seja regulador, pois se não, os mais poderosos irão limitar a liberdade dos menos poderosos……

    Hong-Kong model?

  11. Pingback: O Insurgente » Blog Archive » Alternativas liberais (sociais [democratas])

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