Lost in space

No EU Referedum descreve-se a catastrófico estado do projecto Galileo, um sistema de satélites de navegação apadrinhado (ie financiado) pela UE.

Não sei porquê, lembrei-me um artigo na Economist acerca da Airbus, outro “projecto europeu” que também atravessa grandes dificuldades.

The trouble at the pan-European firm is, in part, the reason it exists at all: the pressure of business entwined with politics and diplomacy.

0 pensamentos sobre “Lost in space

  1. Se as empresas americanas perden dinheiro e são subsidiadas quem sofre (em primeira análise) são os contribuintes americanos. Nos casos em questão, como contribuinte de um país-membro da UE sou parte interessada. Para além disso os erros dos outros não servem para desculpar os nossos.

  2. Bejos

    O problema Miguel, é que o mundo que você deseja não existe.
    E se não existisse Airbus o mundo hoje viveria numa situação complicada de monopólio total da Boeing, e olhe que o historial de corrupção e espionagem da Boeing na aniquiliação dos seus concorrentes internos é tudo menos nobre e maravilhoso.

    A mesma coisa se pode dizer do sector da georeferenciação. Vai ser um dos sectores mais importantes nas próximas décadas, e perfeitamente compreensível países europeus não quererem depender dum sistema americano. O GPS americano também foi construido à custa dos contribuintes americanos, subsidiado pelo Estado, quer via industria militar, quer espacial.

  3. Nem que para isso tenhamos que gastar milhões dos contribuientes…

    Como eu disse, os erros dos outros não desculpam nem justificam os nossos.

  4. “O problema Miguel, é que o mundo que você deseja não existe.”

    No mundo em que eu vivo dois projectos megalomanos (para não dizer mais) deu prejuizos enormes. Mas os responsáveis pensam que a solução é atirar-lhes mais dinheiro. Qual é o seu mundo?

  5. Bejos

    No mundo em que eu vivo dois projectos megalomanos (para não dizer mais) deu prejuizos enormes. Mas os responsáveis pensam que a solução é atirar-lhes mais dinheiro. Qual é o seu mundo?

    No caso da Airbus não se pode dizer que hoje os contribuintes lhes estejam a atirar com dinheiro. Felizmente esse tempo já lá vai …

    Não se pode dizer que a Airbus seja um projecto megalomono. O A380 talvez tenha sido, mas no restante a Airbus foi uma empresa muito bem sucedida. A familia A320 colocou durante vários anos a Airbus à frente da Boeing. Mais de 3000 aviões construidos.
    A familia A330 tem a linha de produção esgotada para os próximos 2 ou 3 anos, apesar da concorrência do B770 e do novo B787.
    Mesmo o A380 passado todo este caos começará a vender razoávelmente bem. O futuro A350, que sofreu com os problemas do A380 também está agora a começar a ter saída, ainda esta semana a Qatar aumentou a encomenda de 60 para 80, e a Aerflot encomendou 22 em detrimento da Boeing. Nas próximas semanas vão surgir mais encomendas.

    Agora mudou o ciclo, a Boeing terá uns anos de liderança, mas a Airbus continua a vender bastante. E aguardemos pelos próximos meses para ver se o B787 também não terá pelo menos alguns dos problemas e atrasos que o A380 teve.

    No caso do Galileo, o que se passa é que são projectos tão complexos e dispendiosos que tem que haver ajuda estatal, tal como houve nos Estados Unidos. O mundo em que vivemos assim o exige, é impossivel à Europa sobreviver se não fizer o mesmo pois que os EUA também o fazem ou que a China também fará nas próximas décadas.

    Porque é que o sector privado não ´+e capaz de se lançar a tal tarefa ? Não sei, é uma bela pergunta. Mas não o é aqui nem em lado nenhum…

  6. “No caso da Airbus não se pode dizer que hoje os contribuintes lhes estejam a atirar com dinheiro. Felizmente esse tempo já lá vai”

    De momento não posso investigar essa alegação mas continua, pelo menos, a beneficiar da protecção dos governos europeus que lhe dão prefrência na aquisição de aviões mesmo quando essa não é a melhor opção.

    “Nas próximas semanas vão surgir mais encomendas.”

    E quantas já foram canceladas. Posso procurar os números quando tiver mais tempo.

    “O mundo em que vivemos assim o exige, é impossivel à Europa sobreviver se não fizer o mesmo pois que os EUA também o fazem ou que a China também fará nas próximas décadas.”

    Não sobrevive como? Desaparece do mapa?
    Um factor que muita gente se esquece quando faz estas análises (e que é essêncial em qualquer estudo económico) é o custo de oportunidade. Os fundos consumidos por estes projectos estão a ser desviados dos privados que lhes poderiam dar melhor uso e proporcionar maior riqueza.

    “Porque é que o sector privado não ´+e capaz de se lançar a tal tarefa ? Não sei, é uma bela pergunta. Mas não o é aqui nem em lado nenhum”

    Provavelmente porque os projectos estatais dispõe de fundos ilimitados e nenhum privado irá enveredar por um projecto arriscado sabendo que tem um concorrente que terá a protecção dos estados.

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