II GENEALOGIA RACISTA DO SOCIALISMO

(a) O racismo dos marxistas 

No oitavo capítulo do livro de George Watson (citado na Primeira Parte) o autor afirma que:

‘…by the 1940s the extermination of whole races had been an element in socialist thought for a century.  Genocide was an idea unique to socialism.’

Esta declaração, chocante para esses esquerdistas que se vangloriam de ocupar o ‘moral high ground’, vem de um professor de inglês de St John’s College, Cambridge.  Como investigador sério que é, ele fundamenta a sua denúncia com  inúmeras citações de figuras eminentes do socialismo e do comunismo. Durante muitos anos toda a esquerda tem tentado esconder a verdade.  Hoje, já é mais difícil.

Marx e Engels acreditavam na supremacia branca 

Friedrich Engels, co-autor com Marx do Manifesto Comunista, pregou o genocídio num artigo do Neue Rheinische Zeitung (publicado por Marx) de Janeiro-Fevereiro de 1849.  Foi várias vezes  traduzido  e louvado, inclusive por Estaline no seu Fundamentos do Leninismo de 1924.

Os pais do comunismo, se ainda estivessem entre nós, não tinham muita sorte com as leis ocidentais contra a discriminação racial.

‘…race itself is an economic factor,’ escreveu Engels numa carta de 1894.  Já nas suas ‘Notas de Anti-Duhring’, tinha formulado a sua fé na superioridade inata dos ocidentais.

‘If, for instance, among us mathematical axioms seem self-evident to every eight-year-old child, and in no need of proof from experience, that is solely the result of “accumulated inheritance”. It would be difficult to teach them  by proof  to a bushman or to an Australian negro.’ 

Para os fundadores do marxismo os brancos eram os portadores do progresso.

‘Os polacos estão acabados,’ escreveu Engels numa carta para Marx no 23 de Maio de 1851,  ‘não conseguiram nada excepto ‘uma valente e irritável estupidez’.  Engels achava que se devia tirar tudo quanto possível da Polónia ocidental e colonizá-la com alemães.’Quanto ao resto, dizia, ‘devia-se deixá-los estragar tudo, empurrá-los para o fogo, para devorar o seu país.’

Em ‘Revolução e Contra-Revolução na Alemanha’ publicado na Neue Rheinische Zeitung, Março-Abril de 1852, Marx assinou um artigo recomendando a extinção dos crioulos franceses e espanhóis recentemente conquistados pelos anglo-saxões. Preconizou igual destino para as nacionalidades moribundas, como os boémios, os coríntios, Dalmácios, etc., ‘que terão que aceitar o veredicto de mil anos de história’.  Deviam aceitar  ‘o poder físico e intelectual da nação germânica para subjugar, absorver e assimilar os seus velhos vizinhos orientais’. 

Continua em b)  O racismo dos descendentes

15 pensamentos sobre “II GENEALOGIA RACISTA DO SOCIALISMO

  1. CN

    Acho que sim mas com cuidado e sem repetir a tentativa de “high moral ground” desta vez à direita.

    O problema alemão era saber o que deveria incluir a Alemanha.

    Os ingleses por exemplo, já não tinham problemas em saber que a Irlanda, e a Escócia eram “ingleses”.

    Vamos falar de racismo? Ou de exterminio a propósito da fome na Irlanda?

    A unificação nacional alemá foi tema de debate infindável, saber se incluia a Àustria, a Boémia, ou não.

    A Polónia tinha muitos territórios com presença alemã desde há centenas de anos.

    Os Liberais eram favoráveis á unificação alargada.

    O tema é complexo e vai provar na verdade que “calha a todos”.

    E que a ambição “nacional” era também presente à esquerda, como aos liberais.

  2. Infidel

    Parabéns à autora.

    Espero que os fiéis do Socialismo Científico parem de o vender como (mais uma) ‘religião da paz’…

  3. Jose Sarney

    Que à Esquera e à Direita, há muitas tentações totalitárias e sanguinárias, (quase) todos o sabemos.

    Agora, o problema é manter “espaços sacrossantos” e querer branquear situações.

    Veja-se o caso de Castro? Porquê que é endeusado por muita Esquerda Europeia? Incluindo os tais “socialistas democráticos”. Por cá, chegou a ser aplaudido pelo Requadinho Narciso, em Matosinhos, num pavilhão cheio!

    O caso do Multi-Democrático Bernardino querer branquear a “democracia” Norte-Coreana?

    O caso do Democrata Mugabe?

    Naturalmente, essa gente perde toda a “força moral”, quando fica incomodada com o resultado do concurso “melhores portugueses”…..e até quer acabar com o programa!

    Bem prega, Frei Tomás!

  4. Ricardo

    Já agora e para cultura de todos a patrícia podia editar os textos completos e não frase isoladas.
    E já agora não confundir a discussão dos novos espaços nacionais do século XIX, em contraponto com os impérios absolutistas, e o extremínio e a superioridade genética de povos sobre outros.

  5. António Bastos

    Parabéns, Patrícia, é a primeira vez que vejo referir esse excelente livro, que encomendei pela internet há 4 anos. É um livro a que gosto de chamar “iconoclasta” para a esquerda. O capitulo “Marx and the holocaust” mostra bem o quanto foi natural a aliança dos dois socialismos (Pacto germano-soviético), o nacionalista e o internacionalista. Esse livro indirectamente ajuda-nos a compreender porque é que a esquerda defende o infanticídio pré-natal.

  6. Ezequiel

    Cara Patricia,

    Um livro interessante, sem dúvida. Terei que o ler cuidadosamente. O Sr Prof Watson não foi o primeiro a identificar e a analisar as semelhanças estruturais entre as ideologias totalizantes. Existem, sem duvida, afinidades profundas entre TODAS as formas de totalitarismo. No entanto, quando Engels fala na raça como factor economico ele está a descrever um fenomeno. Não está a defender a tese de que a raça DEVE ser um factor economico (tanto quanto me recordo)

    O método das “citações” não me parece muito honesto. Nunca li “superioridade inata” em nenhum dos textos de Engels, e penso que os li todos (estudo filosofia politica). Engels, como Marx, defendia a superioridade produtiva do sistema capitalista, que era a condição que tornaria possivel a instituiçaõ de uma nova sociedade. Existem muitas semelhanças, sem dúvida, que merecem ser consideradas.

    Afirmar que “para os fundadores do marxismo os brancos são os portadores do progresso” é pura demagogia. O Marxismo não subjectivica o progresso histórico desta forma. As estruturas do omnipotente e omnipresente materialismo histórico assumem, sempre, primazia sobre as caracteristicas culturais (ou etnicas) das classes. Todavia, antes de me precipitar, devo dar ao Sr. Watson o beneficio da dúvida e ler o seu livro com atenção, apesar de, prima facie, parecer ser a bit too exuberant for my taste. Vamos lá a ver se o Sr Prof de Inglês descobriu algo de verdadeiramente novo.

  7. Ezequiel

    Uma coisa é defender que um sistema político é historicamente superior e outra, bem diferente, é afirmar que um grupo étnico é inatamente superior. A diferença não é trivial. Num caso a superioridade pode ser falsificada(podemos demonstrar que sistema x não é de facto superior…interpretação histórica) Afirmar a superioridade INATA é algo diferente, apesar de propiciar, em termos pragmáticos, o mesmo tipo de susceptibilidade totalitária. O argumento racial é, conceptualmente falando (e não historicamente…não estou a defender o totalitarismo marxista-leninista-sovietico, nem estou a defender que não existe um nexo intrinseco entre teoria e prática, entre marxismo como teoria e o totalitarismo sovietico) distinto. Este tipo de big brush may ofuscate more than it illuminates! (in spite of the similarities)

  8. Ezequiel

    (as minhas desculpas, não quero ser chato)

    O Sr Watson não escreve (consultei o index do seu livro no amazon.co.uk) sobre o ocultismo germânico e a sua influencia na gestação do conceito de superioridade racial. Algo de muito muito importante!!!!

  9. Prof. X

    Os textos são uma reductio ad absurdum, um corta e cola de citações descontextualizada: em primeiro lugar porque citá-las em inglês? EM segundo, só pra ter um exemplo, “A raça como fator econômico”, retirada de uma carta de Engels, é exatamente ao contrário do que foi afirmado no texto acima. A racialização é fator e produto econômico. Não foi o marxismo que criou o racismo e sim o colonialismo europeu.

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