1. Uma explicação simplista Diz-se que a melhor arma do diabo é fazer crer que ele não existe. A melhor arma dos humanos malévolos é fazer crer que são bons. Foi (e é) essa a arma do comunismo e dos marxistas. E é aqui que reside a diferença entre o comunismo e o nazismo. É importante saber distingui-los. Saber discriminar é o princípio da sabedoria Quem se aventura na floresta sem conhecer a diferença entre o tigre e a cobra é capaz de ser devorado por um deles. E para a nossa própria defesa é preciso discriminar entre o comunismo e o nazismo. Este durou doze anos e, como o nacionalismo era da sua essência, os adeptos que conquistou fora da esfera germânica foram poucos. Os comunistas duraram no poder na Europa mais de oitenta anos. O comunismo estendeu a sua influência ao mais remoto canto do mundo, mesmo até ao pequeno e insignificante Timor.
Para combater o comunismo é preciso entendê-lo. Não podemos ignorar o segredo do seu poder de sedução. Não basta falar da inveja que incentiva a luta de classes. É preciso entender que o comunismo, tal como o diabo, engana pessoas de boa vontade.
O nazismo nunca enganou ninguém. Proclamou alto e bom som os seus desígnios e os seus sentimentos: a conquista das chamadas raças inferiores pelos super-homens arianos; a glorificação da guerra; o desprezo pelos fracos; e o ódio à liberdade e aos direitos democráticos. O comunismo, pelo contrário, reescreve a história. Esconde os milhões de mortos (os nazis não tiveram tempo para tantos). Fez, e faz, apelo aos melhores sentimentos das pessoas: a compaixão pelos pobres, os oprimidos e os explorados; a solidariedade para com os que sofrem; a dedicação à paz e ao ilusório ideal da igualdade. Todos conhecemos os slogans dos comunistas. Os nazis proibiram e queimaram livros em praça pública. Os comunistas fazem da defesa da cultura e da ciência a sua bandeira.
E depois ficamos admirados que alguns jovens inteligentes, mas ignorantes e impetuosos como é próprio da sua idade, tenham caído e continuem a cair na velha armadilha. Há alguns, principalmente entre os que conseguem subir à liderança, que serão motivados por inveja, ressentimento ou ambição. Há desses em todos os partidos. Mas o comunismo e o seu filhote, o socialismo, sempre conseguiram recrutar para as suas fileiras muitos idealistas e utópicos, tão impacientes para ver melhorar o mundo que não pararam para pensar, para reflectir, para estudar a história. E quem desconhece a história, como se sabe, é condenado a repeti-la. (A segunda parte segue amanhã.)