Sobre o aborto

Quero falar com um (ex-)progenitor cuja companheira tenha decidido abortar. Quero saber se ela o consultou ou se foi só ela a ‘decidir do seu corpo’. Quero saber se pagou o aborto, se foi clandestino ou legal, se acompanhou a companheira, se assistiu, se sentiu … o quê …

Claro que mais interessante será falar com a (ex-)progenitora para lhe perguntar coisas muito semelhantes. Porquê? Doeu? O quê? O corpo? A alma? Ambos? Quanto tempo demorou a pegar num recém nascido após o aborto? O que sentiu? O que melhorou na sua vida? O que piorou? Repetiria em iguais circunstâncias? Se o caso se colocar com uma filha sua e for chamada a opinar que fará?
Porque as perguntas de Zero são também as minhas.

0 pensamentos sobre “Sobre o aborto

  1. De quando em vez o pessoal anda à procura de causas, por mais estúpidas que possam ser. Posso juntar umas quantas perguntas?

    Porque é que a gaja não tomava a pílula? Porque é que não tomou a pílula do dia seguinte? Porque é que não foi a Badajos onde curiosos como o Rui e o Zero não fazem perguntas?

    Ao sujeito, basta desejar que a gaja seja boa…

  2. Eu

    Sou um progenitor. Uma companheira minha fez um aborto. Consultou-me. A medida foi debatida entre o casal. A decisão cabe SEMPRE à mulher, isto em circunstâncias normais (estou a excluir situações de violência nomeadamente, em que o aborto é provocado deliberadamente por marido, pai ou mãe, por exemplo). No noso caso, foi aconselhada por mim, com o maior tacto que pude.
    Paguei o aborto (ou pagámos, pois tínhamos contas misturadas). Foi clandestino, no sentido em que não é legal fazê-lo em Portugal. Foi feito numa clínica de Benfica.
    Acompanhei a progenitora. Estive na sala ao lado. Não me deixaram estar na sala onde decorreu o aborto.
    Mais tarde pudemos escolher opção diferente. Tivemos um filho juntos.
    Se fosse hoje, tudo decorreria exactamente da forma como decorreu.

  3. Eu

    Por razões que considero compreensíveis neste caso, prefiro o relativo anonimato da assinatura “Eu”. O mail, que espero não seja de todo divulgado, esclarece os autores do Insurgente sobre a minha identidade.

  4. Luis Moreira

    O NÃO é um deserto, não serve para nada! Tudo fica igual!

    Quem faz vai continuar a fazer.As que não têm meios vão continuar a fazer em vãos de escadas!

    O SIM retira as mulheres sem meios das mãos de trapaceiros,evitando problemas de saúde e matando um negócio vil!

    Tenho dificuldade em falar ao nível dos principios!

    No plano prático ao menos proteja-se a mulher!

  5. Já não sei como vim cá parar…
    Esta questão do referendo é algo que me deixa fora de mim, porque tenho lido tanta barbaridade pela net, que enfim…
    Sei que vivemos em democracia, sei que todos têm direito à opinião, desde que não ofenda ninguém, mas acho que deve ser bem fundamentada, certo?
    Gostei de coisas que li aqui, do testemunho de alguém, que é louvável, e consigo perceber.
    Sou uma mulher que deseja muito ter um filho, mas infelizmente a Vida já se encarregou de me tirar 3, de me fazer passar por 2 abortos. Mas o facto de ter passado por algo, que acreditem, nenhuma mulher esquece, nem o homem, não me faz ficar cega e ser irracional.
    Eu defendo o SIM, como alguém disse aqui e muito bem, defendo o SIM aquelas mulheres que não têm meios para o poder fazer no privado e correm risco de vida.
    São muitas as situações de mulheres que não podem ter o filho, sejam económicas, sejam de saúde, seja de violação, maus-tratos, enfim. É algo que só diz respeito à mulher e ao homem, pai da criança.
    E acreditem, que mesmo com despenalização (o que duvido que aconteça neste país), quem tem possibilidades vai continuar a faze-lo no privado às escondidas de tudo e de todos, e esses, são os primeiros a dizer bem alto NÃO.
    Li algures que este referendo tem um NÃO porque a questão não deverá rodar só à volta da mulher, mas sim dela e do pai da criança, o que esta correcto. Por isto, concordo com um NÃO a este referendo, pelo simples facto de estar mal redigido.
    Quanto ao resto, é SIM, cada pessoa é que sabe da sua vida. Nós muito gostamos de dar palpites na vida dos outros, em vez de nos preocuparmos com a nossa.
    Não lhes consigo descrever o que sinto quando vejo notícias do género: recém-nascido foi encontrado no contentor do lixo do Hospital X; criança de 4 anos foi assassinada pelo padrasto; criança de 6 anos foi violada pelo pai; etc.
    Saudações :-*

  6. nao perguntem a quem abortou… é um acto pessoal e privado…
    se eu por acaso tivesse sido abortado… não estava aki
    nao vejo qual o problema de maior nisto. haveria outro para me substituir.

  7. Sou um progenitor. A minha companheira fez um aborto. Consultou-me. A medida foi debatida entre nós. A decisão cabe SEMPRE à mulher, isto em circunstâncias normais (estou a excluir situações de violência nomeadamente, em que o aborto é provocado deliberadamente por marido, pai ou mãe, por exemplo). No nosso caso, foi conversado e aconselhei o aborto, com o maior tacto que pude.
    Paguei o aborto (ou pagámos, pois tínhamos contas misturadas). Foi clandestino, no sentido em que não é legal fazê-lo em Portugal. Foi feito numa clínica da Amadora.
    Acompanhei a progenitora. Estive na sala ao lado. Não me deixaram estar na sala onde decorreu o aborto.
    Mais tarde escolhemos opção diferente. Tivemos e continuamos a ter um filho juntos.
    Se fosse hoje, tudo decorreria de forma diferente e, provávelmete o não-nascido seria um adolescente. A decisão que tomámos há quinze anos foi uma mistura de egoísmo, medo e ignorância. E deixou marcas nos dois. Falámos nisso ontem, a propósito de nada.

  8. Luis Moreira

    Kuckluky:

    A força das suas convicções é essa! Como tenho opinião diferente da sua já não havia mal se tivesse sido objecto de aborto!

    Como vê os seus argumentos estão ao nível do vão de escada, onde se fazem os desmanchos, enquanto as “tias” os vão fazer a Londres!

    Tenha melhor sorte na próxima…

  9. lucklucky

    “A força das suas convicções é essa! Como tenho opinião diferente da sua já não havia mal se tivesse sido objecto de aborto!”

    Qualquer ser vivo deve defender os seus interesses. O seu interesse seria não ter sido abortado.

  10. Eu

    Caro Helder, o seu aproveitamento do meu comentário é uma peça de muito mau gosto. Para não falar da desconsideração. Tomo nota.

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