Solidariedade socialista

España impondrá también dos años de restricciones a la libre circulación de trabajadores de Rumanía y Bulgaria a partir del próximo 1 de enero de 2007, cuando ambos países ingresen en la Unión Europea.

No ABC.

“Isto anda tudo ligado” – II

RR:

Há fortes possibilidades da Autoeuropa vir a produzir o novo modelo de carrinha que sucede à Sharan. O acordo laboral obtido no passado dia 18 foi decisivo.
A noticia (…) foi transmitida à Comissão de Trabalhadores (CT) pelo próprio presidente do grupo Volkswagen, Wolfgang Bernhard.(…)
O texto, hoje revelado pela CT, diz ainda que os colaboradores da Autoeuropa provaram, mais uma vez, que estão preparados para lutar pelo seu futuro, fazendo inclusive algumas concessões.

Lembram-se da sindicalista que dizia não ter receio de comprometer a produção de outra empresa?

Janela Indiscreta

Nota: a partir de hoje passo a publicar uma coluna semanal insurgente com o título em epígrafe; a escolha do nome é, sobretudo, uma homenagem a Alfred Hitchcock (que realizou o filme com o mesmo título) e a Frédéric Bastiat (que, em 1850, descreveu a falácia da janela quebrada para exemplificar a importância dos custos de oportunidade).

Na próxima sexta-feira, 3 de Novembro, o jogo de apostas Euromilhões vai sortear um primeiro prémio estimado em 131 milhões de euros. Até lá, milhares de apostadores de nove países europeus (Portugal incluído) vão continuar a imaginar como gastariam tal quantia, caso fossem o vencedor: nova casa, novo carro, volta ao mundo, os melhores restaurantes, reforma antecipada, um novo futuro…

Mas, considerando as probabilidades inerentes ao referido concurso, quem nele aposta só mesmo em sonhos terá acesso ao multimilionário estilo de vida desejado. Contudo, dado tratar-se de um prémio astronomicamente(!) alto, qualquer evidência estatística é, desde logo, “esquecida”. Tudo em nome da ínfima possibilidade do quase impossível acontecer!

E, no entanto, é curioso verificar que, para uma grande maioria das pessoas, aquela capacidade imaginativa para criar cenários “alternativos” rapidamente desvanece quando se trata de equacionar os benefícios de um Estado com menor peso na economia e, consequentemente, maior liberdade para os cidadãos que, supostamente, deveria servir.

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Carreiras em risco

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George Allen

Seis anos depois de ter entrado no Senado, após uma longa carreira na Casa dos Representantes e como Governador do Estado da Virgínia, George Allen tem sido apontado como um dos preferidos dos republicanos para a eleição presidencial de 2008. Acusações de ser racista, por ter alegadamente utilizado a expressão ‘macaca’ referindo-se a um apoiante de James Webb, seu adversário na corrida ao Senado e por ter escondido as suas origens judaicas, estão-lhe a dar sérias dores de cabeça nesta reeleição que, à partida, parecia ganha. As últimas sondagens já dão a vitória a Webb. Pode ser o fim de Allen, mas se este ganhar por uma curta margem, bem pode ser o lançamento para um mais alto voo.

‘post’ corrigido.

O elo mais fraco

Domingo passado, a SIC transmitiu uma reportagem de estudantes que, para estudarem medicina foram para a República Checa. Como eles há muitos outros à procura do seu futuro fora daqui. O Estado tomou conta do país e obriga portugueses a sair de cá, caso queiram um futuro promissor. Em Portugal, os cidadãos tornaram-se o ‘elo mais fraco’. A porta da rua é a única saída.

Estilhaçar o monstro

Quando se fala em cortar os subsídios do Estado à cultura, de imediato surgem personagens que protestam, alegando ser necessário ‘formar públicos’. A educação está controlada por uns poucos que guardam consigo inúmeros privilégios que consideram inalienáveis. A função pública entrincheirou-se atrás dos seus sindicatos e prepara greves para breve. Parece que ter emprego certo para o resto da vida já não serve. Querem também ver subir o seu poder de compra. O professor Rui Ramos, há tempos, num artigo publicado no jornal Público, falava em ‘nacionalizar o Estado’. Necessitamos bem mais que isso. É preciso estilhaçar o monstro em que se transformou o Estado socialista. Descentralizá-lo, retirar-lhe o poder e devolvê-lo aos cidadãos.

Estranho

Mais uma sondagem (desta feita da Marktest) a dar a vitória ao sim no referendo sobre a despenalização do aborto. Até aqui nada de novo. O que estranhei (embora sem acesso directo aos resultados da sondagem) foi a divisão entre apoiantes dos dois lados.

Não é suposto que quem vota sim o faça porque se pretende acabar com um flagelo social que afecta principalmente as mulheres economicamente menos favorecidas, pondo em risco a sua saúde ao recorrerem a abortos realizados em condições médicas precárias? E que para além disso as mulheres são donas dos seus próprios corpos? Então alguém me pode explicar o seguinte, se faz favor?

São sobretudo os homens, os mais jovens e os de classe média-alta os mais favoráveis à interrupção voluntária da gravidez a pedido da mulher, nas dez primeiras semanas de gestação em estabelecimento de saúde devidamente autorizado.

Em contrapartida, as mulheres, os mais idosos e os de classe baixa são os mais reticentes nesta matéria.