Já dizia o Niels Bohr que “É difícil fazer previsões, sobretudo sobre o futuro”. O que acho preocupante é que em intervalos de tempo tão curtos, as previsões estejam sistematicamente a ser ajustadas por várias entidades – Governo, Banco de Portugal, Troika, OCDE e União Europeia – sempre na pior direcção, o que leva a crer que ainda possam ser actualizadas brevemente para valores ainda piores.
Pessoalmente, já não atribuo credibilidade praticamente nenhuma tanto às previsões dos indicadores económicos como às metas do défice e da dívida pública. Aparentemente é sempre possível conceder mais tempo e adiar as reformas inadiáveis. O dinheiro para pagar as contas, esse pequeno pormenor, há de surgir por milagre – a constituição portuguesa é capaz de conter uma fórmula mágica algures por entre os seus 296 artigos.
