Mário Nogueira no seu melhor

Sintomático do estado do país. Mário Nogueira é inimputável, inatacável, apoiado por inúmeras figuras do regime, do poder político (nacional e local) ao escrito. Diz os disparates que quer e nada. Defende a Revolução Bolivariana e nada. Insulta todos e nada. Manipula influências e nada. Enquanto não se desfizerem estes centros de poder, a Educação continuará no actual caminho de perda contínua de qualidade e o futuro do país é que está em causa. O verdadeiro Ministro da Educação é o líder da FenProf, e ele terá que ser substituído por alguém de ideologia muito diferente, ou o caminho está traçado.

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Mário Nogueira fala de si na 3ª pessoa?

Aparentemente sim. Reparem o que ele diz sobre o deputado e presidente da JSD Hugo Soares, que é genericamente o seguinte: Eu sei que ele tem dificuldade em perceber isso, pois ele nunca fez nada em que enfrentasse as dificuldades da vida e ganha cerca de 3.000 Euros. Agora está ali instalado e quer saber quanto os outros ganham, o que quer dizer que tem défice de democracia. Se um dia obtivesse um emprego e soubesse o que era a vida, era capaz de não ser mau…

Creio que ele falava do Presidente da JSD porque falou em juventude, o que ele próprio claramente não é. Mas quanto a viver numa redoma livre de qualquer risco, ganhar 3.000 Euros, não ter sentido democrático e ter dificuldade em perceber o mundo que o rodeia, creio que estamos falados…

PS: estive sem ver televisão uns dias e esta escapou-me na altura. Peço desculpa por a notícia já ter uns dias.

Mário Nogueira, o Zelota da “Igualdade”

Função Pública exige o mesmo tratamento dos professores.

Excerto:

A Frente Sindical da Administração Pública (Fesap) vai exigir ao Governo abertura para alterar as propostas relativas à mobilidade especial e ao horário de trabalho para os trabalhadores das carreiras gerais e especiais, tal como aconteceu com os professores.
“Congratulamo-nos com as cedências do Governo na negociação com os sindicatos dos professores, mas esperamos igual abertura para tratar os trabalhadores do regime geral e das restantes carreiras especiais da mesma forma”, disse ao Económico José Abraão, da Fesap.
(…)
“Não queremos acreditar que o Governo se assume forte com os fracos e fraco com os fortes”, disse ainda o dirigente da Fesap.
José Abraão lembrou ainda que também na negociação com os sindicatos dos médicos, o Governo cedeu, ao aumentar o horário para as 40 horas, mas com o devido pagamento salarial.

Naturalmente, a Fesap tem razão: ou é para todos, ou não é para ninguém.

Depois leio também este comentário na notícia:

Os Privados exigem o mesmo tratamento dos funcionários públicos!

O comentador no Diário Económico também tem razão: ou é para todos, ou não é para ninguém.

Depois deste episódio, ficam as seguintes questões:

  1. Quando a questão era a Igualdade, aquando do acórdão do Tribunal Constitucional, o sr. Mário Nogueira era dos seus maiores defensores.
    Ele sempre foi hipócrita ou é algo mais recente?
  2. Em relação à Igualdade, agora que é evidente que é contra esta na prática, ainda a defende na teoria?
  3. O que é que faz com que os professores mereçam tratamento especial quer entre os cidadãos em geral, quer entre os funcionários públicos em particular? Há algum racional pensado e estruturado para justificar tal tratamento preferencial?
  4. De todas as profissões em Portugal, é a de professor aquela em que se têm piores condições? Nenhuma outra profissão mereceria mais atenção por parte do governo?
  5. Quanto custa e quem paga este direito excepcional dos professores? Ou essas são questões demasiado terrenas para quem se dedica a questões “de princípio”?
  6. Se a profissão tem especificidades, porque é que as mesmas especificidades não se aplicam aos professores do privado?

A questão 3 (justificação para a excepcionalidade), 4 (exemplos de outras), 5 (contas) e 6 (professores de 1ª e de 2ª) eu gostava de ver respondidas.
As outras são opcionais e exigem uma frontalidade e uma fortaleza (no sentido cristão) de espírito que não estou à espera por parte da personagem. Mas pode ser que alguém saiba as respostas…

Raquel Varela? Please…

Escrevi há 2 dias um artigo atacando auto-proclamados “professores” que na verdade pouco mais são que sindicalistas e que pensam mais na sua carteira que nos seus alunos – peço desde já desculpa aos que fazem a opção contrária e não mereciam a associação – e disse que é preciso ter coragem para exigir que o Estado resolva o seu défice com mais receita e não com menos despesa, ainda para mais quando os impostos são lançados sobre uma população que ganha – em média – 777 Euros e quando os professores são desde meados da década de 90 uma classe privilegiada.

Logo um tal João José Cardoso me chamou de ignorante porque… nem sei bem porquê, simplesmente chamou. Respondi com uma perguntaQue Impostos se deveriam aumentar para poder manter o nível actual de financiamento das escolas públicas em Portugal? Afinal, se não se corta na despesa, que aumento de receita propõe o meu oponente que seja fiscalmente neutra. Vamos lá a ver, eu por mim gostava que todos fossem milionários, mas não vivemos na Terra do Natal e desde crianças todos aprendemos a fazer escolhas: ou vejo televisão, ou brinco com os colegas – não é possível viver uma vida sem fazer escolhas.

Mas aparentemente há quem deseje que sim. O mesmo João José Cardoso responde-me dizendo que “O ensino público não precisa de mais impostos“. Curioso sobre se a solução é uma guerra com extra-terrestres como advogada por Paul Krugman, ou algo ainda mais criativo, segui o link e, qual não é a minha surpresa quando o meu adversário nesta contenda me brinda com uma brincadeira? Aponta para o livro “Quem Paga o Estado Social em Portugal?” da fundadora da Raquel Varela Business School.

A mesma especialista em dívida pública que diz que Portugal em 2012 financiou-se a 57%, que o pagamento da dívida devia ser suspenso (porque não repudiar a dívida de vez?) e que a dívida é uma renda privada de alta rentabilidade porque baseada na transferência de salários para a carteira dos investidores“. Vejam o link  da Raquel Varela Business School em que o Noronha explica isso. Eu não tenho pachorra. A minha avó, sem nunca ter ido à escola e tendo aprendido contas com os irmãos, sabe mais de Economia do que esta senhora. Evocá-la é desistir de argumentar. Esta discussão acaba aqui porque chegou-se ao nível do disparate. Um dia destes divirto-me com a Raquel Varela e com o que ela diz (ela tem afirmações do mesmo calibre numa entrevista à Económico TV que vou tentar recuperar). Esta discussão estava a correr bem e não havia necessidade.

PS: O tag com o meu nome no Aventar não funciona. Podiam ao menos corrigir isso.

Ainda sobre os professores sindicalizados e as suas exigências…

A minha questão para os Sábios do Aventar é:

Que Impostos se deveriam aumentar
para poder manter o nível actual de financiamento das escolas públicas em Portugal?

Ou respondem a esta questão, ou então continuem a escrever posts de uma linha.

Os Professores estão em Luta! – XLVIII

Que clichê: Escolas iniciam esta segunda-feira semana de luta contra cortes na Educação.

Precariedade laboral dos professores, empobrecimento dos currículos, mega-agrupamentos e cortes nas escolas estão na base dos protestos que decorrem até sexta-feira.

Mas quem é que os professores pensam que são? O salário médio líquido Português é 777. O bruto mal passa dos 1.000. Isso é menos do que ganha um professor de quadro no início do contrato. Porque devem os privados ser extorquidos para manter esse exagero?

A frase “Professores de luto em luta pela profissão e pela defesa da escola pública” invade esta segunda-feira milhares de escolas inscrita em cartazes, faixas, lenços, autocolantes. A semana de luto promovida pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) dura até sexta-feira e, como adiantou ao PÚBLICO Mário Nogueira, daquela estrutura sindical, pretende denunciar as consequências das medidas e dos cortes impostos pelo Ministério da Educação na qualidade do ensino público em Portugal.

A defesa “da profissão e da escola pública” é uma frase vaga e indefinida. O que significa?
Que as escolas vão ficar sem professores? Não me parece.
Que as escolas vão ficar sem alunos? Sim, vão. Mas precisamente porque os jovens de hoje não vos conseguem pagar todas as vossas exigências!
Que a quebra de qualidade se deve aos cortes e não à pedagogia laxista vigente? Não atirem areia para os olhos.

“Desde a instabilidade dos postos de trabalho ao empobrecimento dos currículos, passando pelos mega-agrupamentos, aquilo a que estamos a assistir é ao maior ataque contra a escola pública dos últimos quarenta anos”, precisou o sindicalista, cujas contas apontam para a distribuição pelas escolas de 1.200 faixas pretas, 40 mil lenços a usar pelos docentes, milhares de autocolantes e ainda “dois a três mil cartazes”.

E quem paga tudo isso… deixem ver… Ah, os que ainda não têm os direitos adquiridos.

O arranque nos protestos será dado com a colocação de uma faixa de luto nas instalações do Ministério da Educação, por volta das 11h00. Seguem-se várias iniciativas ao longo da semana, em que se incluem conferências de imprensa sobre temas como a “gravíssima situação” que se vive no Ensino Superior e o desemprego entre os docentes.

Iniciativas…

“A 31 de Dezembro havia 31.501 professores sem colocação e a situação não variou muito desde então”, conta Mário Nogueira. Por outro lado, os professores representam cerca de metade dos 28 mil funcionários públicos que cessaram o vínculo em 2012. “São 14 mil professores, muitos dos quais poderiam ter-se mantido em funções durante mais tempo se não estivessem a ser vítimas de um autêntico bullying político por parte deste Governo”, considera o mesmo responsável.

Ou isso, ou o facto de serem inúteis.
Porque o grupo que vos paga os salários não consegue poupar o suficiente para ter filhos.
Basta ver quantos entre os 23 e os 35 ainda não têm filhos. Porque têm de pagar a maior carga fiscal de sempre.
Carga esta que vai para quem tem poder junto do Estado: médicos, professores, juízes, CPs, banqueiros, …

A Fenprof conta chegar ao final da semana com uma resposta de Nuno Crato ao pedido de audiência que lhe foi endereçado e que continua sem resposta. “Já redireccionámos esse pedido para Pedro Passos Coelho e este disse que sim mas voltou a remeter para Nuno Crato que continua sem dizer nada. Esse silêncio é inconcebível porque os professores precisam de saber com o que podem contar e significa que o senhor ministro ou não tem nenhum projecto para a educação em Portugal ou até tem mas sabe que não manda nada e por isso não o apresenta”, criticou Nogueira, para quem o pedido de adiamento por um ano do corte de quatro mil milhões de euros que o Governo irá pedir à troika, “não vai reverter a opção ideológica que está na sua origem e que, no caso da Educação, é destruir a escola pública em Portugal”.

Inconcebível é ganharem mais do dobro de quem vos paga os salários e acharem-se superiores.
Quem não tem projecto para o país são vocês. Como diria Mises, vocês não têm noção de como o vosso destino está ligado ao do país e da capacidade deste de serem sugados e ainda sobrar para sustentarem – ou sequer ter – filhos.

O líder da Fenprof acrescentou que durante esta semana serão apresentados alguns dados sobre as acções judiciais intentadas pela estrutura sindical para travar a criação de alguns mega-agrupamentos anunciados.

Sim, porque os tribunais não devem ter nada mais importante para despachar.

Bem, é apenas mais um exemplo da prepotência e do carácter primário de Mário Nogueira – o “professor” que sem ter dado uma aula nas últimas décadas teve uma avaliação de “muito bom” e de quem se diz que ganha mais de 6 salários mínimos – e da sua comandita.
E o país aguenta este abuso? Ai aguenta, aguenta. Até o dia…