Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

Um estudo em Francês sobre a França. Apresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.

 

Como Se Diz “Going Galt” em Francês?

Depois de Gerard Depardieu, segundo esta notícia do Financial Times, mais executivos de topo franceses se estão a preparar para abandonar o país e a recusar cumprir o seu “dever patriótico” de trabalhar a grande maior parte do ano em prol do bem comum. Aqui fica um excerto.

“New evidence of top French executives leaving the country has emerged as President François Hollande battles a stalling economy and tumbling approval ratings.

Two senior executives at Moët Hennessy, the champagne and cognac arm of the LVMH luxury group, are moving to London from Paris and the head of Dassault Systèmes, the software arm of Dassault Aviation, said some senior managers of his company had left and he was considering following suit. LVMH, headed and controlled by Bernard Arnault – Europe’s richest man – told the Financial Times that the moves by Gilles Hennessy, an LVMH director who is also executive vice-president of commercial at Moët Hennessy, and Christophe Navarre, chief executive of Moët Hennessy and a member of LVMH’s executive committee, were not because of tax reasons. 

But Bernard Charlès, chief executive of Dassault Systèmes, was sharply critical of the high tax policies of Mr Hollande’s Socialist government, telling Le Monde newspaper in an interview: “Residing in France has become a big handicap. Very largely, our hiring of top managers will have to be done elsewhere than in France.”

The news follows Mr Arnault’s own application for Belgian citizenship, leaked last September, which poured fuel on a fiery debate in France about entrepreneurship, patriotism and high taxes.

Figures released on Monday showing a worse-than-expected 1.2 per cent fall in industrial production in January over December underlined the grim outlook facing Mr Hollande, whose approval ratings have fallen this month to as low as 30 per cent. 

The economy went into reverse in the last quarter of 2012, unemployment has hit 10 per cent of the workforce and the government is battling to formulate painful spending cuts as it seeks to contain a budget deficit overshoot this year.

Preparem-se: vem aí a… Austeridade de Esquerda!

Hollande equilibra contas com plano de austeridade de esquerda:

O presidente francês anunciou um plano de austeridade e reformas económicas com que pretende relançar o país para um novo ciclo de crescimento. Hollande quer poupar 33 mil milhões por ano e pediu aos sindicatos para flexibilizar as leis laborais.
De alguma forma, “I told you so” não é suficiente para transmitir o que eu sinto sobre isto. Hollande reconhece finalmente que as contas têm de ser equilibradas e que a alternativa implica unicórnio e fadas.
Noto ainda que Hollande quer:
  1. Fazer 2/3 do esforço em aumentos de impostos – ou seja, é tempo de a classe média ficar a pagar impostos sozinha pois quem tem dinheiro vai mudar o domicílio fiscal, se ainda não o fez;
  2. Ao mesmo tempo que aumenta impostos, dificultar o despedimento – ou seja, aumentar o risco de cada contratação, pois se uma pessoa não é a ideal para o lugar, depois o empresário terá de ficar com ela independentemente da sua adequação e, com o tempo, motivação… ao mesmo tempo que quer aumentar o emprego na economia.

Vai ser giro.

Pelo menos já reconhece que há que ter contas certas, enquanto que os socialistas em Portugal ainda estão a caçar gambuzinos.

Franceses com saudades de Sarkozy…

A experiência Hollande deve estar a ser muito má para que tantos franceses já declarem estar com saudades de Sarkozy: Half of France misses Sarkozy as Hollande disappoints

Less than a year after François Hollande (left) was elected French president, voters appear to be dissatisfied with his performance. A recent poll shows that a slim majority wish his predecessor, Nicolas Sarkozy (right), had stayed in power.

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Conselho de Estado

Comunicado Oficial após Reunião do Conselho de Estado (ver membros) (negritos e sublinhado meus):

Presidente da República reuniu o Conselho de Estado

O Presidente da República presidiu à reunião do Conselho de Estado,tendo como ordem de trabalhos o tema “Resposta europeia à crise da Zona Euro e a situação portuguesa”.

No final da reunião, foi divulgado o seguinte comunicado:

“1) O Presidente da República reuniu hoje o Conselho de Estado, para efeitos do artº 145º, alínea e), segunda parte, da Constituição, tendo como ordem de trabalhos o tema “Resposta europeia à crise da Zona Euro e a situação portuguesa”

2) Na fase inicial da reunião do Conselho de Estado, que contou com a presença de todos os seus membros, participou nos trabalhos, a solicitação do Presidente da República, o Ministro de Estado e das Finanças, que fez uma exposição sobre o tema da agenda e prestou os esclarecimentos solicitados.

3) O Conselho debruçou-se sobre as medidas já tomadas pelas instituições europeias visando combater a crise da Zona Euro e a suas implicações para Portugal e manifestou o desejo de que a criação da União Bancária Europeia, a disponibilidade do BCE para intervir no mercado secundário da dívida soberana de países sujeitos a estrita condicionalidade e as políticas europeias para o crescimento e o emprego sejam concretizadas tão rapidamente quanto possível.

4) No quadro da situação do País, os conselheiros sublinharam a importância crucial do diálogo político e social e da procura de consensos de modo a encontrar soluções que, tendo em conta a necessidade de cumprir os compromissos assumidos perante as instâncias internacionais que asseguraram – e continuam a assegurar – os meios de financiamento essenciais à nossa economia, garantam a equidade e a justiça na distribuição dos sacrifícios bem como a protecção das famílias de mais baixos rendimentos e permitam perspectivar o crescimento económico sustentável.

5) Embora reconhecendo que Portugal depende muito do exterior para o financiamento do Estado e da sua economia, sendo por isso importante preservar a credibilidade externa do País e garantir avaliações positivas do esforço de ajustamento visando a correcção dos desequilíbrios económicos e financeiros, o Conselho de Estado considera que deverão ser envidados todos os esforços para que o saneamento das finanças públicas e a transformação estrutural da economia melhorem as condições para a criação de emprego e preservem a coesão nacional.

6) O Conselho de Estado foi informado da disponibilidade do Governo para, no quadro da concertação social, estudar alternativas à alteração da Taxa Social Única.

7) O Conselho de Estado foi igualmente informado de que foram ultrapassadas as dificuldades que poderiam afectar a solidez da coligação partidária que apoia o Governo.

Lisboa, 21 de Setembro de 2012″

Na imprensa:

  • Notícia no Económico – TSU deverá cair na Concertação Social de Segunda-feira.
  • Notícia no Negócios – Imprensa dá como “quase certo o cancelamento da proposta do Governo” da alteração à TSU.
  • Notícia no Expresso – Conselheiros pedem “equidade” e “justiça” na “distribuição dos sacrifícios” – ainda nenhuma referência directa à ADSE.
  • Notícia do Público – Todos procuram consensos. O que só pode ser conseguido à esquerda, já que esta nem percebe outra linguagem.
  • “Basta” no Público – Ana Drago diz que a manif “prova de que há aqui uma vontade democrática que não apoia nenhuma medida, nem a continuação desta austeridade”. – mas não eram estes eleitores de Esquerda que votaram em quem estourou o governo? Isso resolve-se com a presença numa manif?
  • “Assambleia” popular na TVI24 – Queremos o nosso futuro de volta, deixem de pagar os nossos salários. A Troika deve adorar.

Notas pessoais:

  • É triste que a solução do CE seja mais dívida, ainda por cima comprada pelo BCE. Não surpreende, e mostra como podemos confiar em desvalorizações competitivas quando sairmos do Euro, mas é sempre triste.
  • Políticas para Crescimento e Emprego é pagar a dívida e começar a criar riqueza. Que o CE ache que é preferível para o crescimento e o emprego ficarmos para sempre presos às correias da dívida pois a dívida é para rolar – na essência condenando o país a viver para pagar a dívida – é revoltante.
  • Bagão Félix, Vitor Bento e outros que ainda queiram manter a sua reputação faziam bem em distanciar-se das conclusões do encontro. Ou então fica a ideia que no essencial seguem a receita do Hollande para resolver a crise Europeia.

Dan Mitchell sobre a França

Time to Start the Countdown for France’s Fiscal Crisis. Excertos:

“France wasn’t doing so well under the de facto socialist Nicolas Sarkozy, and it seems that things are looking even worse now that the de jure socialist Francois Hollande is in charge.”

(…)

I’m wondering when the pessimism will spread to investors. France recently lost its triple-A credit rating, but the rating agencies don’t do a good job, so I think it’s much more important to look at the prices of credit default swaps.

In other words, how much does it cost for an investor to insure debt from the French government? According to this CNBC site, France isn’t viewed as being as creditworthy as nations such as Switzerland, Germany, and the United States, but it is closer to those countries than it is to Spain, Italy, or Portugal.

This is just a guess on my part, but I think France is reaching the point where investors are suddenly going to get concerned about the government’s ability to fulfill its promises.

If Hollande follows through on his threat to impose a “patriotic” 75-percent tax rate, for example, that could be the trigger that makes the bond market a lot more skittish. Particularly since it will result in fewer rich people in France.

Carregar em quem produz e cria valor (75%!) para atirar o dinheiro a quem calha – por coincidência, geralmente amigos da cúpula do poder – para estimular o consumo. A diferença, soma-se à dívida.

Eu sou Economista e portanto tenho a certeza que isto não resulta, mas a minha questão é: será que é mesmo necessário um curso de Economia para perceber que uma situação destas tem de rebentar mais tarde ou mais cedo?

Entretanto, aceitam-se apostas sobre quando é que os juros exigidos à França vão ultrapassar os 7%.

Hollande dá mais um passo para terminar com a Segurança Social

François Hollande anula decisão de Sarkozy e volta a definir idade da reforma aos 60.

Hollande cumpriu uma das suas promessas eleitorais e voltou a definir a idade da reforma nos 60 anos. O anterior Presidente, Nicolas Sarkozy, tinha alterado a idade da reforma dos 60 para os 62 anos, decisão que foi agora revogada pelo actual Presidente francês.

Quando a SS foi criada, ela foi criada ao nível da EMV (Esperança Média de Vida) e era sustentável. Com o evoluir da EMV – e de outras variáveis como a pensão média – a situação da SS tornou-se cada vez mais insustentável. Políticos por toda a Europa estão a tentar salvar a SS para que ela, nem que seja por menos anos, se mantenha de pé. Daqui a uns anos vai falhar o dinheiro à França e depois “Ai, quem me salva dos mercados”. Já estou cansado de ver este filme. E tenho pena que o povo Francês, que tem tão boa opinião de si próprio e da sua capacidade de separar o trigo do joio, tenha eleito este “homem comum” que faz o 1º disparate que lembra àquela cabeça. A política é uma actividade para líderes com a capacidade de aguentar o barco e tomar decisões difíceis. Este claramente não tem esse calibre e nem percebe as consequência do que faz.

Entre ter SS por menos anos ou não ter SS, Sarkozy preferiu a 1ª, Hollande prefere a 2ª.

Eurobonds e Gallic-bonds

Uma proposta que esbarra com o facto de a França estar – ela própria – numa situação orçamental próxima da ruptura: Eurobonds: porque não Gallic-bonds, para começar? Por Tavares Moreira.

4- A Alemanha tem-se oposto a esta ideia com o fundamento de que a mutualização das dívidas faria desaparecer o incentivo para que os países menos cumpridores da disciplina das finanças públicas e com economias mais desequilibradas corrijam as suas políticas orçamentais e adotem medidas estruturais para melhorar a competitividade das suas empresas (risco chamado de “moral hazard”)…e é capaz de ter uma forte dose de razão…

5- Acontece que o Presidente Hollande parece estar pouco preocupado com o “moral hazard”, ele pensa (ou diz que pensa) em 1º lugar no Crescimento…e os Eurobonds, resolvendo as restrições financeiras, permitiriam abrir uma janela larga – uma larga varanda talvez – para a política de crescimento com bese no endividamento…talvez para tragédia nossa mas enorme satisfação dos Crescimentistas domésticos e outros, como sabemos…

6- Assim sendo, ocorre perguntar: se a França se encontra agora tão convencida das vantagens dos Eurobonds, e se a Alemanha continuar, como parece, a não aceitar esta ideia, porque não avança a França, acompanhada por um grupo de países que parece simpatizar com a mesma ideia – a Itália, a Espanha e a Grécia, pelo menos – e criam uma “proxy” dos Eurobonds, a que poderiam apelidar de Gallic-bonds em homenagem à iniciativa e arrojo europeus da França de Hollande?

7- Para além de não existir qualquer obstáculo legal à inciativa, poderia ser uma forma muito interessante de testar o apetite dos mercados por esta dívida mutualizada, criando um incentivo para que outros países viessem a aderir à ideia e esta acabasse por vingar…e uma oportunidade para a “nova” França mostrar ao mundo que a solidariedade não é apenas uma questão de discurso, também se pode praticar…

(via Helena Matos)

A 1ª Medida

Hollande foi eleito estes dias para a Presidência Francesa. 1ª Medida: Congelar o preço dos Combustíveis por 3 Meses (anúncio pela ex-mulher) (na RTP) (quanto custou a Portugal no tempo do Guterres).

Ainda me lembro da eleição de Obama. 1ª Medida: Fechar a Prisão de Guantanamo (intenção) (ordem) (como correu).

Vamos ver quanto tempo vai demorar para a Esquerda descobrir a se desiludir com Hollande, quando este tiver que dizer o que vai mesmo fazer relativamente ao pedido de Berlim de manter os planos de Austeridade…

É que Esquerda e Direita têm os mesmos objectivos. Só que um dos grupos é mais realista.