O Insurgente

Novembro 2, 2011

Grécia não quer dinheiro Europeu?!?

Filed under: Economia,Internacional,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 02:07
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De acordo com esta notícia, a Grécia parece preferir o sistema SBA (sistema de betão armado) ao ABS? Passo a explicar:

O 1º Ministro Grego, cansado de impor as medidas de austeridade aos seus concidadãos, pede agora que eles escolham entre estas e a alternativa, para os co-responsabilizar pela decisão. Ou seja, os Gregos vão ser chamados para votar nas 2 alternativas:

- Medidas de Austeridade: vão ter de travar a fundo com as despesas, aumentar a carga fiscal e tentar conter o défice enquanto existe um balão de ar disponibilizado pelos restantes países Europeus.

- Caso contrário: no sistema betão armado, a economia bate contra uma parede e pára de brusco. Sem dinheiro dos mercados ou dos parceiros Europeus, o Estado colapsa, deixa de ter dinheiro para pagar salários, pensões e subsídios vários. Provavelmente sai do Euro e quiçá da União Europeia. Pode demorar mais algum tempo a recuperar do que a Argentina, mas eventualmente os Gregos sairão do fosso, mas agora com pensões e salários adequados à sua (baixa) produtividade e transportes adequados às suas posses.

O 1º Ministro grego, cansado das greves e do conflito social joga tudo. Vamos ver como corre, pois Portugal ainda está na zona de perigo e um derrape grego pode afundar a confiança dos credores em emprestar a países que ainda estão longe de equilibrar os orçamentos estatais…

Julho 13, 2011

A culpa é do CDS

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 10:50
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Estes “seguros de crédito” tiveram um papel fundamental na crise subprime e estão a ter um papel fundamental na crise das dívidas soberanas.

O CDS é uma ferramenta muito interessante. Eu empresto 1000 milhões de Euros à Grécia por Euribor+4%. Eu crio 1.000.000 de títulos CDS que dizem o seguinte:

- Eu pago a quem me os comprar Euribor+3% até a dívida estar paga – O equivalente ao prémio do seguro

- Quem me compra os CDS paga 0 Euros (Eu não recebo uma torradeira ou uma máquina nespresso de bónus)

- Se existir um evento de crédito, definido como tal pelo ISDA, quem me comprou o CDS e esteve a receber o “prémio” até lá tem de pagar a mim o valor em dívida correspondente à base do que esteve a receber – Recebo o capital seguro.

Estes CDS transformaram desde bancos a empresas a pequenos investidores em pequenos seguradores. Esta é a primeira consequencia.

Como acontece normalmente nos mercado de activos derivados, o que é que foi feito de seguida? Emitiram-se CDS sem se ter dívida! A verdade é que o título tem um valor económico por si mesmo. O Mercado de derivados é assim muitas vezes maior do que o do activo subjacente.

É desta forma que a exposição do exterior à Grécia esteja estimada em mais de 10 vezes o total da sua dívida.

A crise do subprime, nomeadamente a falência de grandes Bancos de investimento deveu-se à exposição a CDS sobre dívida imobiliária. O mercado de CDS’s não só valia centenas de vezes o do mercado de dívida imobiliário como ainda por cima permite alavancamento. Alavancamento feito sobre bancos com autorização do FED (os big 5) para não terem limites de alavancamento.

Depois da crise do subprime afigura-se como possível a crise da dívida soberana. A verdadeira crise da dívida soberana ainda não chegou. Chegará no momento em que a ISDA disser que existiu um evento de crédito, por exemplo, com a dívida soberana grega.

Se esse momento chegar vão exisitir consequencias imprevisiveis. As perdas não são limitadas aos “haircuts” falados, são perdas totais, multiplicadas e alavancadas. Não são apenas os CDS em carteira dos Bancos. São os CDS em carteira dos clientes dos Banco que vão entrar em falencia e originar defaults de pagamento de dívida aos Bancos e imparidades. É o impacto na economia de falencias de empresas que embora sólidas no seu core vão sofrer do aventureirismo financeiro dos seus decisores.

É este momento que se está a tentar evitar. O default técnico grego é assustador por ter consequências imprevisíveis por serem muitas vezes multiplicadas pelo mercado de CDS. Todos nós que assistimos de fora apenas podemos esperar o melhor e preparar para o pior.

Abril 18, 2011

Vila grega em guerra aberta contra aquilo que consideram ser ocupação do Estado

Filed under: Internacional,Política — elisabetejoaquim @ 13:19
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As explosions boom, the town’s loudspeakers blare: “Attention! Attention! We are under attack!” Air-raid sirens wail through the streets, mingling with the frantic clanging of church bells.

The anger is most palpable in Keratea, a town of 15,000 people 30 miles south of Athens which appears to have spun out of control. The state’s attempt to start work on a planned landfill site on a nearby hillside in December caused locals to set fire to construction vehicles and erect massive roadblocks on a road that bypasses the town and runs to the capital. It’s a fight that has galvanised the town, from the mayor and the local priest to shopkeepers, farmers, schoolteachers and teenagers.

“We’ve learned at the age of 60 about Molotov cocktails,” he thundered through his gas mask – an accessory sported by young and old alike.

A government spokesman, Giorgos Petalotis, condemned the violence, and said the government had no intention of abandoning its plans to build the landfill site, which it said would ease problems at Athens’s single rubbish dump. “We are the only authority that has comprehensive plans for [greater Athens] regional development. We will not abandon the effort that has been made and is currently being made to build this new facility,” he said.

But the residents are adamant. “There’s no way we will back down. If they don’t accept that this project cannot happen, we will be here as long as it takes,” said Kostas Levantis, the town’s mayor.

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