Silva Lopes sobre Filipe Pinhal e o Movimento dos Reformados Indignados

A apresentação por Filipe Pinhal do Movimento dos Reformados Indignados foi a melhor propaganda que o Govetno alguma vez poderia esperar como apoio ao corte nas pensões mais elevadas: Silva Lopes: “Extorsão é o rendimento que atribuíram a Filipe Pinhal”

O economista José Silva Lopes concorda com cortes nas reformas mais elevadas e refere-se ao valor da pensão do ex-presidente do BCP Filipe Pinhal como “uma extorsão”.

Continuar a ler

About these ads

Ele só pode estar a brincar…

Filipe de Jesus Pinhal, um dos responsáveis pelo erros que afundaram a banca, surgiu nestes dias a defender o Estado Social – o que sabendo qualquer Português que este é insustentável é logo à partida negativo.

Mas não defende todo o Estado Social. Ele e mais alguns vulneráveis, também eles injustiçadosjuntaram uns trocos e acusa: estes impostos são para pagar juros da dívida – deixando no ar a dúvida se defende que não se paguem esses juros ou se estes deverão ser pagos por outros elementos a designar da sociedade.

Podem ouvir como o Movimento se defende . Podem ler Henrique Monteiro. Mas sobretudo considerem estes 2 dados:

  1. 94% dos Portugueses recebe reformas inferiores a 500€ – um valor próximo do salário mínimo nacional.
  2. Em 2050, 1.7 contribuintes pagarão cada reforma – impossibilitando que a minha geração receba sequer uma “reforma digna”.

O Estado Social como está é insustentável e, com 100% de probabilidade, tem de ser adequado à produtividade do país.
Que alguém – ainda por cima alguém que ainda ganhe 14.000 Euros mês – ache que deve estar imune aos cortes, é… bem… prefiro nem comentar…

Ex-presidente do BCP lidera Movimento dos Reformados Indignados contra a «profunda crise social vivida pelo país»

Talvez não tenha sido a escolha mais feliz para a liderança do movimento, embora do ponto de vista simbólico não esteja mal: Ex-presidente do BCP lidera Movimento dos Reformados Indignados

Filipe Pinhal, ex-presidente do Banco Comercial Português (BCP) vai liderar o Movimento dos Reformados Indignados (MRI), que será apresentado em Lisboa na próxima terça-feira, conta a «profunda crise social vivida pelo país» e contra os «ataques que o Governo está a fazer aos reformados».

o caso BCP

Filipe Pinhal: “Sócrates precisava de bancos obedientes e dóceis”

Filipe Pinhal usou ainda o tempo que lhe foi dado para falar pela juíza que conduz o processo para dar ao tribunal a sua leitura de uma conjuntura política e económica. De acordo com o ex-presidente do BCP, o governo de José Sócrates “iniciava em 2007 a sua política keynesiana [de investimento público] – TGV, novo aeroporto, terceira travessia do Tejo – e precisava de bancos obedientes e dóceis”.

O governo socialista contava com a Caixa Geral de Depósitos e o BES, na opinião de Filipe Pinhal, mas não com o BPI, que era dominado pelos espanhóis do La Caixa e pelo banco brasileiro Itaú, assim como também não controlava o BCP, “que tinha uma base acionista muito dispersa”. “Não seria fácil abanar o BCP e foi o que foi feito”, afirmou ao tribunal.

Nesta estratégia, acusou Pinhal, colaboraram ativamente “pessoas devedoras umas das outras”, “íntimas”, em dois “pilares” distintos: governo e Caixa Geral dos Depósitos. No Governo, Pinhal distinguiu José Sócrates, Fernando Teixeira dos Santos, então ministro das Finanças, e Carlos Pina, ex-secretário de Estado do Tesouro; na CGD, o ex-presidente do BCP identificou Carlos Santos Ferreira e Armando Vara.

Finalmente, “estes dois pilares contavam com um candidato a agitador, Joe Berardo”, com quem o Governo tinha feito um acordo que “ninguém percebeu”, o da instalação da coleção Berardo no Centro Cultural de Belém, afirmou Filipe Pinhal