O Insurgente

Novembro 6, 2011

Eleições em Espanha

Filed under: Internacional — Carlos M. Fernandes @ 14:48
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Faltam duas semanas para as eleições e tudo aponta para uma derrocada inédita do PSOE e para uma maioria absoluta do PP. Não são novidades. Os socialistas espanhóis preparam-se para este cenário há meses. Com Rubalcaba na liderança, esperava-se, e espera-se, uma mistura de manobras sujas e trapalhadas na pré-campanha e campanha eleitorais do PSOE. E é isso mesmo que estamos a ter.

Primeiro, foi o infame comunicado da ETA, que tresanda a arranjinho e embuste: declaramos a trégua definitiva, mas não tiramos os barretes ao estilo Klu Klux Klan nem entregamos as armas. (As lágrimas no comício do PSOE, derramadas pelo comunicado da ETA e pelo “fim” do terrorismo, foram confrangedoras e insultantes). Agora, desesperado, Rubalcaba recorre às velhas glórias do partido, com Felipe González à cabeça do pelotão. Isso mesmo, González, o pai da crise económica dos 1990s, do terrorismo de Estado e de uma mancheia de escândalos e casos de corrupção. Manobras sujas e trapalhadas, como fora “prometido”. É Rubalcaba, senhoras e senhores, também conhecido como o Rasputín da Moncloa. Um patético e desajeitado Rasputín que teve um papel central nos governos que deixaram Espanha de joelhos, e que agora, também de joelhos e com as mãos enlaçadas em posição de súplica, pede o perdão e o voto dos eleitores, com uma ladainha que oscila entre a canção do bandido e o tango do arrependido. Pouco sucesso terá, num país finalmente cansado da trágica gestão socialista.

Setembro 7, 2011

Espanha: Isto é que é confiança! Ou não…

Filed under: Comentário,Economia,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 02:24
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Neste artigo do Público, é avançado que um “sindicalista” primeiro disse “Ele [Zapatero] disse-nos que a situação era muito má” e que a economia espanhola “estava à beira do abismo”, mas que depois corrigiu o tiro para “precisar as palavras pronunciadas” acerca da reunião com Zapatero, dizendo que “Espanha nunca esteve, nem está à beira de um resgate, ainda que considere urgente que os países da União Europeia avancem com o governo económico da Europa e façam frente aos movimentos especulativos dos mercados financeiros

Isto tem “piada” a vários níveis: o que o Zapatero sabe e o que conta, como os sindicatos são capazes de deturpar as suas próprias palavras se forem correctamente motivados para tal, como os Espanhóis são nacionalistas, …

Só não sei é se isto não é mais um prenúncio do fim do Euro, a juntar ao discurso de Barroso: como no futebol, quanto mais o Presidente diz estar confiante no treinador…

Julho 31, 2011

O Sócrates Espanhol: Zapatero a destruir a Economia Espanhola

Zapatero a la Sócrates:

  • “España está totalmente a salvo de la crisis financiera”, Agosto de 2007
  • “En esta crisis, como ustedes quieren que diga, hay gente que no va a pasar ninguna dificultad” (Julho de 2008)
  • “La próxima legislatura lograremos el pleno empleo en España. No lo quiero con carácter coyuntural, lo quiero definitivo” (Julho de 2007)

Fonte: O Insurgente

Espanha, terra da bolha do imobiliário, gerida por mais um Socialista “promissor”.

Vejamos o que correu mal:

Numa economia pode-se usar os Recursos para Investir ou Consumir. O conjunto das possibilidades desta combinação, à medida que aumentamos uma e diminuímos outra, pode ser representada pela linha azul acima: a curva de possibilidades de produção.

Segundo Keynes, se baixarmos muito a taxa de juro e portanto aumentarmos o crédito, podemos fugir desta prisão e produzir mais e consumir mais ainda (ponto R).

Segundo Mises, ao baixarmos artificialmente a taxa de juro e aumentarmos o crédito, consumimos a quantidade de recursos disponível até um ponto em que teremos de cortar no consumo e no investimento, passando um tempo no interior da curva para repôr esses recursos (ponto Q).

Segundo Hayek, os sectores em que isto se vai notar mais são os de bens duráveis, mais utilizadores de crédito (como o habitacional, de que Espanha é um caso paradigmático).

Ou seja, Espanha aproveitou juros baixos e construiu demais. Agora, vai ter de consumir menos e produzir mais (de bens que tenham procura efectiva) para recuperar.

Na questão do desemprego:

(S = Supply, D=Demand – ou seja, são normalíssimas rectas de Oferta e Procura)

Espanha há muito que tem um salário mínimo muito elevado. Em muitas funções, o salário mínimo é superior ao que geralmente vigoraria no mercado. Se o Salário de acordo com a produtividade fosse A e o salário mínimo é B, naturalmente há menos contratados e daqui resulta necessariamente desemprego. Logo, salários mínimos à Espanhola causam desemprego (e os sindicatos em 2010 ainda o queriam aumentar 8%!)

Naturalmente, causam ainda mais quando eliminam profissões que, por 630 Euros, mais vale não ter. Falo de enchedores de sacos nos supermercados, de atestadores de depósitos nas bombas de gasolina, dos que indicavam os lugares nos cinemas, dos ascensoristas, de policias sinaleiros e de muitas outras profissões hoje desaparecidas de Espanha e de grande parte da Europa (no Brasil eu vi dezenas de profissões que não existem na Europa!).

Resultado: os que trabalham pagam a essas pessoas na mesma: mas pagam mais e não têm nenhum serviço em retorno. E para os que pensam que ao menos os que recebem o subsídio de desemprego estão melhor: a estes foram roubadas profissões de entrada que lhes permitiriam ganhar conhecimentos e hábitos que os colocariam em trajectórias de carreira que lhes permitiriam construir uma vida plena, com amor próprio, respeitabilidade e um salário bem superior. Assim, são ociosos, inseguros de si, e causadores de fricções sociais. Sem o primeiro degrau, é mais difícil subir a escada social!

Espanha viveu anos com um desemprego de 10%. À luz dos salários e produtividades espanholas, este valor tem de ser visto como muito baixo e só possível numa economia sobreaquecida pelo crédito fácil. Quando aquele passou, o desemprego voltou aos valores normais, pouco abaixo do 20%. Está agora a passar os 20 porque… quem esteve no ponto R, tem de passar uma temporada no Q. É a vida.

Deixo-vos com uma citação de Mises para pensarem: “There is no means of avoiding the final collapse of a boom brought about by credit expansion. The alternative is only whether the crisis should come sooner as the result of a voluntary abandonment of further credit expansion, or later as a final and total catastrophe of the currency system involved.”

Maio 23, 2011

A má notícia da noite eleitoral espanhola…

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 05:03
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…foi a entrada da ETA, em força, nas instituições democráticas. É mais um item na herança negra de Zapatero, um messiânico que julgava ser o messias pagão, mas que após sete anos na Moncloa deixa um país arrasado, com cinco milhões de desempregados, risco de bancarrota, a economia destroçada, conflitos sociais inimagináveis há uma década, e mais de mil concejales nas mãos dos terroristas. Espanha enterrou ontem o zapaterismo, sem dúvida. Mas o nojo promete ser longo, um longo período de depressão que resulta do infame legado do Partido Socialista Espanhol. E da teimosia de um homem que não se demite, nem vendo o desespero de um povo que suplica por uma mudança mais profunda do que aquela que deixou hoje nas urnas.

Agosto 15, 2010

O legado de Zapatero

Filed under: Internacional,Nanny State Watch,Política — Carlos M. Fernandes @ 15:43
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Este cuaderno propone buscar cuentos no sexistas, ya que las historias infantiles “suelen estar llenos de estereotipos”, pues “casi todas las historias colocan a las mujeres y a las niñas en una situación pasiva en la que el protagonista, generalmente masculino, tiene que realizar diversas actividades para salvarla”, como son los cuentos de la “Bella Durmiente, la Cenicienta o Blancanieves”.

Esta foi uma das batalhas inventadas por uma mulher que, dizem, poderá vir a ter um papel de relevo no próximo PSOE: banir a Branca de Neve e a Cinderela. O que mais surpreende nesta farsa que já dura há quase oito anos não é o atrevimento ou a intolerância das feminazis; é a falta de sentido de ridículo. E, se a iminente  “promoção” de Aído não for um boato de mau gosto, vamos assistir, entre o divertimento e a náusea, à gratificação desse descrédito do Estado espanhol.

Janeiro 26, 2010

Sucessos das políticas socialistas

Filed under: Economia,Internacional,Política — Carlos M. Fernandes @ 14:13
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España será la única economía de países desarrollados que no crecerá en 2010.

Mas a culpa é da crise internacional, do neoliberalismo e de George W. de Bush.

Dezembro 13, 2009

Igualdade?

Filed under: Internacional,Política — Carlos M. Fernandes @ 15:35
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UN JUEZ de Sevilla se ha atrevido a romper el tabú sobre la violencia de género al denunciar la unidireccionalidad de la ley, enfocada únicamente a perseguir los malos tratos de los hombres por encima incluso de algunas de las más elementales garantías jurídicas.

(…)

Miles de hombres han sido detenidos en estos últimos años por denuncias de mujeres, pero no hay ni un solo caso en el que las acusadoras hayan sido procesadas por denuncias falsas, a pesar de que, como declaró públicamente la jueza de Barcelona María Sanahuja, hay constancia de que muchas esposas se inventan esos malos tratos para mejorar las condiciones del divorcio.

(…)

No ya sólo la casuística pone en evidencia la existencia de un doble rasero. La Ley de Violencia de Género, aprobada en diciembre de 2004, es un ejemplo de desigualdad. Si alguien se tomara la molestia de dedicar diez minutos a ojear el articulado de la norma, podría ver que la violencia de género se circunscribe solamente al mal trato de los hombres contra las mujeres.

Novembro 20, 2009

A decadência de um país

Filed under: Internacional,Política,Religião — Carlos M. Fernandes @ 16:15
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…sob o comando de um sacerdote da seita progressista.

Gibraltar: la Royal Navy practica el tiro con una bandera española

El Ejecutivo ni puede pretender convertir le humillante victoria de los piratas en un triunfo de España

Una hipótesis diabólica para el ‘caso Faisán’

Rubalcaba sufre un ataque de ira por Sitel

Estas notícias e comentários anunciam que o caminho que Espanha tem trilhado chegou a uma bifurcação e que agora enfrenta dois ramais, um que pode conduzir o país a uma situação perigosa, outro que o pode transformar numa anedota. Ou, pior ainda, podem acontecer as duas coisas simultaneamente, e teremos finalmente uma Venezuela na Europa (ou outra, dado o estado abjecto em que já se encontra a III república portuguesa), cumprindo-se assim o ideal de Mário Soares e do seu séquito de aprendizes. Esperemos que não seja tarde demais para inverter o rumo. Quanto à economia, já estamos resignados: os estragos causados pelo governo de Zapatero são irreparáveis a curto prazo.

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