Ana Catarina Mendes e Adolfo Mesquita Nunes

Ana Catarina Mendes e Adolfo Mesquita Nunes entrevistados por Anabela Mota Ribeiro

São a geração de 70, nascida aquando da democracia. Não se envergonham de ser políticos porque tudo é política, como dizia Bertold Brecht. Isto num tempo em que ser político parece uma nódoa, e se vive a descrença nos agentes políticos e nas instituições. Como se chegou aqui? Quais foram os passos, quem foram os protagonistas?

O verso do dramaturgo alemão é trazido por Adolfo Mesquita Nunes, Ana Catarina Mendes concorda. Ele é secretário de Estado do Turismo, ela é deputada do PS. Não acham que os seus pais, a geração dos seus pais, tenha feito tudo fazendo a democracia. Abrindo a sua história, entram também na História do país, e do que é ser de esquerda e de direita nos 40 anos do 25 de Abril.

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O bom exemplo do Turismo

Turismo: Novas regras facilitam instalação de hotéis em Portugal

Entre as novas facilidades que o enquadramento legal traz está a eliminação da declaração de Interesse para o Turismo, que atrasa o investimento neste segmento. Da mesma forma, eliminam-se as taxas cobradas pela realização de auditorias obrigatórias de classificação efetuadas pelo Turismo de Portugal, reduzindo também o peso do Estado sobre a economia e os privados. Também os requisitos inerentes à profissão de diretor de hotel deixam de ser pedidos.

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O que seria um governo liberal?

A lei que põe fim às burocracias até agora necessárias para abrir empresas de animação turística e que reduz as taxas de turismo até mais de 80% foi hoje publicada em Diário da República. Desta forma, o governo pretende facilitar e tornar significativamente mais barato o acesso à actividade turística, liberalizando o sector de forma a cativar novo investimento.”

É muito importante que liberais cheguem a posições com poder executivo para que possam demonstrar na prática o que seria uma alternativa liberal no nosso contexto específico.

Em uma economia estrangulada com leis, regulamentos, regras, restrições, licenciamentos, registos e uma míriade de burocracias um governo liberal teria como missão principal, senão única, de eliminar ao máximo os nós que não deixam indivíduos empreender, criar emprego e valor e em última análise, trabalhar. Há tantas “políticas de crescimento” que não só não implicam investimento público como ainda por cima permitiriam diminuir a despesa corrente que é desesperante ouvir que Portugal não tem solução. Só não teremos solução se não nos afastarmos da mentalidade colectivista, proteccionista, corporativista e socializante que aqui nos levou.

CIOET: Comissão Interministerial de Orientação Estratégica para o Turismo

Governo cria Conselho de Ministros só para o Turismo

A criação da Comissão Interministerial de Orientação Estratégica para o Turismo (CIOET) é a grande novidade do Plano Estratégico Nacional para o Turismo (PENT) 2013-2015, cuja proposta final está já concluída e a circular no governo, sabe o Dinheiro Vivo.

A comissão terá ainda mais peso, uma vez que será presidida pelo próprio primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, integrando o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes – a quem Álvaro Santos Pereira parece querer dar maior peso político -, e restantes membros do governo cujas competências têm influência no sector. Ou seja, representantes das Finanças, dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna, da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, da Saúde, da Educação e Ciência e da Cultura.