O Insurgente

Maio 14, 2013

Um desastre à espera de acontecer… (3)

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 10:30

Infelizmente, é basicamente isto que está mesmo a acontecer: “A troika sabe que está a ser enganada e aceita este jogo político”

Leitura complementar: Um desastre à espera de acontecer… (2); Cortes estruturais na despesa: depois do próximo aumento de impostos é que é ?; A responsabilidade de Vítor Gaspar e a sua falta de peso político no Governo; razões liberais para se dar prioridade à consolidação orçamental pelo lado da despesa.

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No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no jornal i. Há 10 anos, um governo alemão de esquerda encetou reformas similares às que devemos fazer hoje em Portugal e que o PS considera deploráveis. É caso para dizer que cada país tem os políticos que merece.

A esquerda na Alemanha

Há dez anos a Alemanha era o doente da Europa, em parte devido aos custos de integração da RDA. Isso mudou. Como? Devido às reformas nas leis laborais, aos cortes nos subsídios de desemprego, nos excessos vários do Estado social e no aumento da idade da reforma. Até os impostos baixaram. Estas reformas foram feitas por Gerhard Schröder, líder do SPD e chefe do governo que o seu partido formou com os Verdes. Um governo socialista que fez as reformas que a nossa esquerda considera atentatórias da dignidade humana.

Hoje a Alemanha domina a Europa, não por ter sido mal–intencionada, mas por ter feito o que os outros não quiseram: resolver os problemas que lhe hipotecavam o futuro. Para o conseguir, o governo alemão contou com sindicatos que aceitaram congelar salários para evitar despedimentos. Passada a tormenta, os ordenados dos alemães, função pública incluída, vão aumentar mais de 4%. Foi isto que o nosso Tribunal Constitucional chumbou com os aplausos de muitos.
Saber que um governo de esquerda fez na Alemanha as reformas que devemos levar a cabo é importante. Faz-nos ver que aquilo que o governo alemão nos exige não é nada por aí além. Por cá, como nos restantes países do Sul, compara-se a exigência alemã com os seus erros no passado. Nada mais injusto e perigoso. Na verdade, o que objectivamente podemos ver, e os alemães vêem de certeza, é que para muitos a solidariedade europeia parece não ter passado de um conceito para os forçar ao pagamento de pecados passados.

A propósito da Nextpower e das camapanhas autárquicas do Porto e Gaia

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 09:34

Comentário de Fernando Moreira de Sá no post anterior:

A notícia do Público já foi desmentida através de um direito de resposta (estranhamente ainda não publicado) enviado no próprio dia para o jornal. Desmentida em coisas simples e de fácil verificação se a jornalista se tivesse dado a esse trabalho, nomeadamente no ponto 1. Assim, aqui vai:

1. A Nextpower é a empresa de comunicação das 24 horas de karting de Gaia desde a sua edição de 2011 e do Porto Wine Fest desde a sua primeira edição (em 2012). Sendo completamente falso quando esta afirma que é a primeira vez…

2. A Nextpower não trabalha para a campanha de LFM. Aliás, quem conhece o mercado das agências de comunicação e sabendo quem é a agência de comunicação contratada por LFM certamente que nem teria dúvidas…

3. A Nextpower não trabalha a campanha de Carlos Amorim que, aliás, nem tem nenhuma empresa de comunicação a trabalhar com ele mas sim um assessor de imprensa que nunca trabalhou em agências…

4. A minha empresa, a Comunicatessen, nunca trabalhou em Gaia nem nunca trabalhou com LFM. Nem com a CMPorto, verdade seja dita.

5. Eu sou amigo pessoal do Carlos (como é público e notório), sou militante do PSD (idem) e, a exemplo do TAF, colaborei nas directas e nas legislativas da mesma forma que dei, dou e darei todo o meu apoio e conhecimentos técnicos aos amigos e candidatos do meu partido.

6. O registo web do Porto Forte foi feito por mim e pago (os 75 euros) integralmente pelo PSD Cidade do Porto. Nem sendo a minha empresa nem empresa minha fornecedora quem está a produzir e gerir o respectivo site.

7. Publicitarei nas minhas redes, como sempre o fiz em relação ao meu partido, tudo e mais alguma coisa e desde que concorde. Quanto mais não fosse por, na esmagadora maioria dos casos, serem pessoas das minhas relações pessoais.

8. Nas campanhas onde a minha empresa está presente, tudo é facturado e dentro das verbas da subvenção estatal.

9. Percebo bem as motivações de quem pretendeu, com sucesso, “plantar” esta notícia. Espero, em nome da igualdade de tratamento, que o Público vá verificar e, posteriormente, publicar todos os ajustes directos feitos pelas câmaras, empresas municipais e outros entes públicos a agências de comunicação e, pelo caminho, verificar se coincidem ou não com as que estão a trabalhar inúmeras campanhas autárquicas por esse país.

10. Não sou e penso que isso é público e até conhecido do Insurgente CEO da Nextpower – quem o é e com elevado profissionalismo é um conhecido blogger. E a Nextpower Norte não existe como empresa – até por isso, tudo o que afirmei antes para a Nextpower é válido para a marca Nextpower Norte.

10. Continuarei, com todo o gosto a publicitar e a produzir conteúdos para candidatos do meu partido e a utilizar a minha rede para os publicitar. A minha empresa e as minhas colaborações são públicas, sempre o foram e tenho muito orgulho por tudo o que fiz e tenho feito no mundo da comunicação.

11. Por último, deixo uma pergunta: acham que seria assim tão estúpido para fazer tudo às claras se existisse alguma coisa a esconder? Não acham, no mínimo, estranho?

 

França Pondera Taxar Dispositivos Que Se Ligam à Internet

Filed under: Diversos — João Cortez @ 08:42

Esta medida, defendida pela ministra da cultura francesa Aurélie Filippetti, deixaria a Gabriela Canavilhas orgulhosa.

Aurélie Filippetti afirma que “será legítimo que os fabricantes que distribuem estes equipamentos contribuam para o financiamento da criação, e que os preços elevados que os consumidores estão dispostos a pagar por estes dispositivos se devem em parte à possibilidade de os usarem para aceder a um número quase infinito de conteúdos culturais ricos e diversos”. Mais ainda, “sendo a taxa muito moderada (por exemplo, 1%) será relativamente indolor para o consumidor”.

Que impostos não se conseguem justificar usando estes argumentos?

Um desastre à espera de acontecer… (2)

Enquanto se discutem – de forma absurda e irresponsável – medidas “facultativas” e supostas “folgas” com protagonistas políticos a sugerirem de forma quase explícita que assumem compromissos com reserva mental e sem a mínima intenção de os respeitar, a verdade é que os cortes previstos são drasticamente insuficientes.

Com o grosso dos cortes na despesa pública empurrados com a barriga para 2014 e os políticos portugueses de todos os quadrantes a apostarem cegamente num milagre de chuva de euros a seguir às eleições alemãs, estamos perante um desastre à espera de acontecer.

Leitura complementar: Cortes estruturais na despesa: depois do próximo aumento de impostos é que é ?; A responsabilidade de Vítor Gaspar e a sua falta de peso político no Governo; razões liberais para se dar prioridade à consolidação orçamental pelo lado da despesa.

Um bom exemplo

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:37

Nem tudo no CDS é deprimente: Governo liberaliza acesso à actividade de animação turística

“As empresas e actividades de animação turística são uma excelente oportunidade de negócio e de emprego, sobretudo para as novas gerações”, diz o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, citado num comunicado. “A animação turística de qualidade precisa de criatividade e inovação: e só existe criatividade e inovação quando o Estado sai de cima! É por isso que liberalizámos o acesso à profissão e baixámos drasticamente as taxas de acesso à actividade e os seus custos de contexto”.

UKIP support at record high

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 00:34
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Farage factor powers Ukip support to record high

Guardian/ICM poll sees Ukip double its support in a month amid unprecedented disillusionment with top three parties

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Não está mal visto

Filed under: Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:28

Marques Guedes chama CDS “principal partido da oposição”

Maio 13, 2013

Um desastre à espera de acontecer…

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:52

Daqui por uns meses logo se vê: Eurogrupo fecha sétima avaliação do programa de ajustamento e liberta ajuda

Estas medidas incluem nomeadamente uma taxa de sustentabilidade sobre as pensões de reforma embora com a ressalva de que só será accionada em último recurso, como exigido pelo CDS.

A medida “apenas será tomada em caso de absoluta necessidade, sendo que o Governo está colectivamente empenhado na identificação atempada de alternativas”, afirmou Gaspar. Isto porque, lembrou, todas as medidas acordadas com a troika são susceptíveis de ser substituídas por outras de qualidade e impacto orçamental equivalentes. [destaque meu]

A paz está mesmo ali ao lado

Estão em marcha acelerada os preparativos da enésima conferência internacional para a paz regressar à Síria.

Coisas que fazem todo o sentido

Iran to chair U.N. disarmament conference.

O Império Dos Comentadores

Filed under: Diversos — João Cortez @ 21:40

Um artigo interessante do jornal Público, onde se pode ler que existem cerca de 69 horas por semana de comentário político nos canais generalistas portugueses (incluindo o RTP Informação, SIC Notícias e TVI24) o que equivale a quase três dias inteiros.

De uma lista de cerca de 97 comentadores com presença semanal, 60 são ou já foram políticos. Isto é, as mesmas pessoas responsáveis pela situação de grave crise em que o país se encontra são as mesmas pessoas que comentam sobre o estado do país e que produzem opinião para ser consumida na televisão.

Esta actividade parece ser bem lucrativa com Marcelo Rebelo de Sousa a receber cerca de dez mil euros pelo seu comentário na TVI, Marques Mendes alegadamente recebe um valor superior a sete mil euros na SIC, Manuela Ferreira Leite recebe cerca de cinco mil euros na TVI 24 e José Sócrates tem as despesas de deslocação entre Lisboa e Paris pagas pela RTP.

Em termos “clubísticos”, o PSD é o partido com mais comentadores na televisão, seguido pelo do PS e depois pelo CDS-PP. Uma curiosidade é que existem mais comentadores do BE do que do PCP embora o BE tenha menos deputados que o PCP.

Audiencias

Quem paga as campanhas do PSD em Gaia e no Porto?

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 19:29

Tiago Azevedo Fernandes n”A Baixa do Porto

Leio hoje no Público“Em vésperas de extinção Gaianima faz ajustes directos de 130 mil euros.” ”Os contratos foram feitos com as empresas NextPower Comunicação Lda e com a Boston Media Comunicação Imagem SA”.

Conheço relativamente pouco as máquinas partidárias, mesmo a do PSD, mas nesta notícia (além do relato preocupante de um ajuste directo numa empresa municipal) o nome da empresa “NextPower” soou-me familiar e fui investigar. Confirmou-se. Segundo o seu perfil do LinkedInFernando Moreira de Sá (julgo que militante do PSD), um activo apoiante de Luís Filipe Menezes e de Carlos Abreu Amorim, é CEO da NextPower e de outra empresa chamada Comunicatessen. Constatei também que os domínios oficiais na Internet das campanhaspara o Porto e para Gaia foram registados em nome da Comunicatessen. Daí que surja naturalmente a pergunta: é afinal a Gaianima (empresa municipal de Gaia presidida por Ricardo Almeida, também presidente da Concelhia do PSD/Porto) que está a pagar as campanhas de Menezes e de Amorim?

Partido Os Verdes diversifica mercados

O meu alemão encontra-se muito para lá do enferrujado mas parece que o partido verde alemão, para além de tolerar, também financia um grupo de pressão pedófilo.

Adenda: Shadows from the Past: Pedophile Links Haunt Green Party, versão inglesa do artigo da Spiegel indicada por Miguel P.

Há professores a mais?

Filed under: Educação,Insurgentes nos media — Alexandre Homem Cristo @ 15:19

teachers

(artigo publicado hoje no i)

“Naturalmente, as corporações, os sindicatos e os partidos da extrema-esquerda acreditam que não – o que há é professores a menos. É uma posição preconceituosa e, para além de fazer agitar bandeiras, de nada serve. Mas, não sejamos ingénuos, também há, na posição oposta, muito de preconceito. E se à esquerda estamos habituados a um certo alheamento face aos factos, à direita esse mesmo alheamento não pode ser consentido. [...]“

[ler mais]

Chesterton explica…

Filed under: Media,Política,Portugal,socialismo,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00

A propósito do recuo que afinal não é um recuo mas uma vitória do CDS, mesmo que se faça aquilo que se disse que não se poderia deixar fazer. Por Samuel de Paiva Pires.

Alemanha Comunista vendeu saúde dos seus cidadãos a quem pagava melhor (2)

Filed under: Comentário,Economia,Justiça,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 13:30

Mesmo sem conhecer o caso em pormenor, concordo com o Ricardo que ele provavelmente constitui uma boa ilustração de como os regimes comunistas tratam os respectivos cidadãos e do profundo desrespeito pelas pessoas e pela dignidade humana que acarreta qualquer experiência prática de “socialismo real”.

Ainda assim, há uma dimensão adicional a considerar: a conduta eticamente inaceitável que as empresas farmacêuticas em causa terão tido. E aí a responsabilidade não pode ser toda atribuída ao comunismo. Aliás, o caso serve para relembrar algo que por vezes (demasiadas vezes) é esquecido pelos defensores da economia de mercado: a defesa da liberdade económica não deve ser confundida com a defesa incondicional da conduta de capitalistas ou gestores de empresas a qual, como em qualquer outra área da actividade humana, pode e deve ser avaliada eticamente. Até porque, infelizmente, não faltam exemplos de crony capitalism, com capitalistas e gestores a promoverem activamente políticas intervencionistas em seu próprio benefício.

‘Direita’ bipolar

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 13:24

Supostamente vivemos numa democracia representativa, não é? Os eleitores votam nas listas do partido em cujo programa mais se revêem, ou no partido que tem o líder que parece dizer coisas mais consequentes, certo? Num país normal talvez seja assim, por cá, à direita, nada disto se passa.

Temos o PSD que tem programa e deputados muitas milhas à esquerda dos valores do seu eleitorado – esta divergência entre eleitores e eleitos do PSD é mesmo um case study da ciência política. E, para mim, explica a incapacidade do PSD em obter maiorias absolutas, mesmo em caso de falência socrática do país como em 2011. O eleitorado tradicional do PSD já não chega e os novos eleitores de direita compreensivelmente não querem votar naquilo que percebem ser um partido de centro-esquerda.

E, caso mais estranho, temos o CDS. CDS que, depois de ter conseguido em 2011 seduzir boa parte do eleitorado urbano mais jovem, tendência que já se havia vislumbrado em 2009 – eleitorado que foi responsável por um bom número de deputados eleitos em Lisboa e Porto – se tem entretido no governo a trabalhar contra esse eleitorado urbano e jovem em prol de eleitores-fantasma. Por exemplo, os agricultores, que estão representados por uma ministra que é uma pena não ser militante do PS, onde estaria como peixe na água. E esse tal eleitorado urbano também não pode deixar de ser sensível ao ridículo que foi rasgar as vestes com a taxa sobre as pensões para depois se reclamar vitória por esta deixar de ser (no papel, que na realidade é como se já estivesse a ser aplicada) obrigatória para passar a facultativa.

O mais risível disto tudo é que tanto contorcionismo de PSD e CDS nem sequer será recompensado eleitoralmente. Estes dois partidos ou ganham juizo e se decidem a começar a representar os seus eleitorados ou estão condenados a governar (mal) nos breves interlúdios em que os eleitores se indispõem com o PS e decidem colocá-lo de castigo durante, no máximo, o tempo de uma legislatura completa.

A cegueira francesa está em toda a parte

Filed under: Comentário,Internacional,Política,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 12:42

É do conhecimento público que a esquerda francesa esqueceu o papel que o SPD teve na revitalização da economia alemã e sofre, de há uns tempos a esta parte, de germanofobia. Infelizmente, (para nós todos e para a UE) a direita francesa, não se tendo tornado anti-alemã, também parece não perceber o mundo que a França habita neste século.

Ainda há dias, Laurent Wauquiez, deputado do UMP, ex-ministro do governo de Fillon e seu apoiante na luta interna pela liderança deste partido, afirmou que a França tem de ter cuidado na forma como lida com a Alemanha, sob o risco de a atirar para os braços do Reino Unido. Algo que quando aconteceu trouxe sempre resultados desastrosos para os franceses. O que sugere então Wauquiez? Nada mais, nada menos que uma marcha atrás no processo europeu, com a criação de uma Europa a duas velocidades. A primeira, que implicaria uma maior integração social e fiscal, seria constituída pelos estados fundadores e possivelmente estendida a Portugal e a Espanha. De fora ficaria o Reino Unido e a Europa Central. Ou seja, aquilo porque que a Alemanha se bateu desde a queda do muro de Berlim e sua reunificação. A proposta de Wauquiez pode não ter grande futuro, mas mostra bem como é que, depois de tudo o que se tem passado em França, a sua classe política ainda não acordou.

Se a esquerda quer vergar a Alemanha à sua vontade, batendo-se de igual para igual contra o que qualifica de seus ditames, a direita já só quer, de mansinho, amarrar a Alemanha a um projecto que mais serve para a França manter a supramacia na Europa, sem os custos que a reforma do seu estado implica. Já não é não perceber o mundo globalizado em que vivemos. É mesmo não entender a Europa que temos hoje

Inteligentinhos

Filed under: Brasil — Claudio Téllez @ 12:41

Ainda o debate (interminável!) sobre a (interminável!) criminalidade no Brasil… ou, direitos humanos para os humanos direitos.

“Dirão os inteligentinhos que a causa da criminalidade é social. Hoje em dia, “causa social” serve para tudo, como um dia foram os astros e noutro a vontade dos deuses.”  (Luiz Felipe Pondé, na Folha de São Paulo)

Como eu o compreendo

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 11:30

Ouvi há pouco na TSF o líder sombra da oposição do CDS António Pires de Lima gabar, entre outras considerações sobre como o acordo de ontem relativamente à questão dos cortes nas pensões tinha permitido desbloquear a sétima avaliação da troika, a maneira como esse acordo tinha permitido “salvar a cara dos intervenientes”. Nomeadamente, assegurando que tinha sido conquistada perante a troika (certamente representada ao mais alto nível no conselho de ministros) a opcionalidade de uma medida em relação à qual se tinha obtido compromissos dentro do governo de que não seria aplicada.

Quando se chega a um ponto em que o único facto de que o CDS se pode gabar da sua participação e acção no governo, e a única vitória negocial que tem a apresentar, é a suposta reserva mental conquistada nos compromissos perante a troika, está tudo dito em relação ao estado calamitoso e a um certo desespero em crescendo que vai transparecendo na intervenção pública do partido, dos seus agentes e, em concreto, do seu líder.

Pouco mais de uma semana volvida do “cisma grisalho”, dos limites de consciência inabaláveis e solenemente proclamados, e das linhas vermelhas – afinal travestidas em linhas cor-de-rosa-, é perfeitamente compreensível o elencar por um porta-voz do partido como conquista da possibilidade de se “salvar a cara”.

Quão carente está, afinal, o partido de “salvar a cara” perante o que vai fazendo no governo e na maioria que o suporta, quando se confronta essa acção com a solenidade e a assertividade passada das suas promessas.

À medida que se confirma (para quem tivesse dúvidas – o que atendendo ao resultado das últimas eleições parecia ter ainda alguma difusão) como dado adquirido a credibilidade nula e a ausência de valor das palavras do líder do CDS, é natural que assuma uma prioridade crescente da acção político-partidária deste partido (cada vez mais personalizado, refém e carregando o ónus do seu líder) o peso de acções urgentes de limpeza da face. A culminarem, quem sabe, na ascensão próxima de um novo-velho animal político à cátedra do comentário político num qualquer canal público de televisão próximo de si.

Católica-Lisbon School of Business and Economics é a única instituição portuguesa no ranking do “Financial Times”

Filed under: Economia,Educação,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:30

Num país onde há infelizmente poucas excepções à mediocridade vigente no sistema de ensino superior, a Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica (em Lisboa) continua a distinguir-se pela positiva e a constituir neste domínio um bom exemplo: Escola da Católica entre as 50 melhores do mundo

No ranking global da Formação de Executivos do “Financial Times”, a Católica-Lisbon é a única escola portuguesa de negócios a aparecer.

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Igualdade de tratamento

Filed under: Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:57
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As promessas do CDS aos pensionistas valem o mesmo que as feitas aos contribuintes.

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CDS devia arranjar um líder com experiência na comunicação social…

Filed under: Humor,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:48
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CDS reclama vitória e rejeita recuo na taxa sobre as pensões

Democratas-cristãos não gostaram da forma como chegou à comunicação social o compromisso assumido em conselho de ministros.

Great minds think alike ?

Filed under: Insurgentologia,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:38
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Pode ter sido apenas por ser a interpretação mais lógica dos eventos, mas constato que José Sócrates fez exactamente a mesma interpretação que eu aqui havia feito: Sócrates: “A credibilidade de Portas ficou arrasada”

“A credibilidade do doutor Paulo Portas ficou arrasada”, disse Sócrates, no seu habitual comentário na RTP. Para o ex-líder socialista, o Conselho de Ministros deste domingo serviu para “assinalar com pompa e circunstância que a fronteira de consciência do doutor Paulo Portas durou uma semana”.

Resta-me ficar a aguardar, com alguma preocupação, o convite para escrever no Jugular ou n@ câmara corporativa.

Maio 12, 2013

O posicionamento dos candidatos autárquicos do PSD face ao Governo

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:16

Uma análise que me parece ponderada e com a qual estou, no essencial, de acordo: Pela boca morre o Carlos. Por Paulo Ferreira.

É uma tentação para qualquer candidato do PSD querer afastar-se o mais depressa possível dos males que as políticas deste Governo causam no povo eleitor. Trata-se, contudo, de uma tentação que arrasta consigo três problemas.

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O credibilidade da “fronteira” de Portas e o regular funcionamento da coligação

Filed under: Double standards,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 20:05
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Parece que sim. Ou seja, há uma semana Paulo Portas comunica solenemente ao país que esta taxa é “a fronteira” que não pode “deixar passar”. Hoje, afinal, a tal “fronteira” já pode ser passada, desde que “excepcionalmente”.

Não desejo uma crise política – em particular porque não consigo de momento perspectivar alternativas mais animadoras no horizonte – mas o panorama actual é cada vez mais preocupante…

Vamos lá fingir que as ‘religiões do livro’ têm todas a mesma relação com as mulheres, que o mundo não é a preto e branco (e não é mesmo)

Filed under: Blogosfera,Double standards,Médio Oriente,Religião — Maria João Marques @ 19:45

Este post do Jugular fala de três apontamentos de três religiões na sua relação com as mulheres: os protestos dos judeus ultraortodoxos pela permissão das mulheres judias poderem rezar junto do Muro das Lamentações com rituais tradicionalmente reservados aos homens; um novo livro sobre sexualidade – e a sexualidade é, de facto, sempre corolário do resto – feminina no Egito; o conflito que tem oposto o Vaticano e as freiras americanas. (E para este último caso foi escolhido um texto do Público que, enfim, é um texto do Público: começa logo por dizer que o Vaticano se assusta porque as ditas freiras não usam hábito e, ui!, que grande susto deve ser esse, tendo em conta que não usar hábito é comum a várias congregações de freiras católicas em todo o mundo e algo perfeitamente pacífico).

Não vale a pena estar aqui a elaborar sobre este caso Vaticano vs freiras americanas – até porque é muito sintomático de várias doenças da Igreja e ando para escrever sobre isso desde a eleição do meu querido Francisco, mas tem-me faltado o tempo e o assunto é sério -, no entanto sempre vou dizendo que algo está muito mal quando na avaliação da conduta de freiras ou padres ou o que seja pesa mais a opinião sobre assuntos como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a ordenação de mulheres – que não são matéria de Fé – do que o trabalho social em benefício dos mais pobres e vulneráveis. E, neste ponto, as freiras americanas não têm falhado, o que já foi reconhecido e elogiado por este papado.

Passando à frente; não percebo se este post, como parece, pretende equiparar as três situações que apresenta. É que às mulheres judias foi de facto permitido e protegido o acesso ao Muro das Lamentações, havendo protestos de um grupo de judeus e aceitação pelos restantes. As freiras americanas escolheram, em total liberdade, fazer parte de uma organização que ainda tem muitas imperfeições porque na Igreja, tal como na política, os homens não são anjos. Já no caso das muçulmanas, a rapariga que tem um discurso ‘muito pouco “conservador”‘ é americana e cresceu na Carolina do Sul – a mulher-tipo do Médio Oriente, portanto – e a autora do livro sobre sexualidade feminina no Egito fala de constragimentos religiosos e sociais que afetam a intimidade das muçulmanas (leigas) e até dessa maravilha que é a mutilação genital feminina, à qual muitas egípcias são submetidas sem voto próprio na matéria mas por vontade das mães ou avós. Eu diria que entre as situações reportadas no judaísmo e cristianismo e as reportadas no Islão egípcio há um mar de diferenças. E que, para religião que dê cobertura a maus-tratos vários a mulheres tal como sucede no Islão, se terá de ir para o hinduísmo (é ver a discriminação nas heranças, ou as restrições às viuvas, só para dar uns exemplos leves). Mas, claro, devo ser eu a ser picuinhas, que isto das religiões do livro são todas iguais. Dá jeito para outros combates, não é?

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 19:36

A liberdade sob Cavaco, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

O Bloco de Esquerda (BE) é um acérrimo opositor da iniciativa privada em quase tudo, excepto no que lhe cheirar a “transgressão”. Ou a haxixe. Num momento em que o País está mais para lá do que para cá, o BE fez o que se impõe a um partido responsável e apresentou no Parlamento uma proposta que visava legalizar o cultivo doméstico da canábis e a sua venda em clubes da especialidade.Por mim, acho óptimo que cada cidadão tenha o direito a plantar e a vender o que quiser e acho encantador que o BE tome, enfim, uma posição amiga do livre-arbítrio. Mas também acho tontinho que o faça motivado por um desejo pueril de confrontar um imaginário “sistema”. Que idade tem o dr. Semedo? Se a resposta for dezassete anos, tudo bem. Acima disso, a coisa começa a resvalar para o ridículo.Em qualquer dos casos, tudo isto poderia ser uma iniciação do BE e do eleitorado do BE às agruras do ramo empresarial. Em circunstâncias ideais, esses hippies requentados saltariam da exploração da canábis para a produção têxtil ou o sector dos transitários e, num ápice, estariam a rebelar-se contra o que importa, leia-se o peso do Estado. Infelizmente, da canábis não se salta para nada, excepto para o sofá entre risinhos. Aliás, a proposta parlamentar acabou rejeitada e os interessados provavelmente nem notaram..

Afinal, Paulo Portas aceita taxa sobre as pensões ?

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:38

Aguardam-se os próximos desenvolvimentos da saga: CDS recua e aceita eventual taxa “excepcional” sobre as pensões

O CDS aceitou introdução de taxa de sustentabilidade sobre as pensões, avança a SIC Notícias, citando fonte oficial do governo.

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Dan Brown’s Inferno

Filed under: Livros,Media,Política — André Azevedo Alves @ 18:34
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Don’t make fun of renowned Dan Brown

The critics said his writing was clumsy, ungrammatical, repetitive and repetitive. They said it was full of unnecessary tautology. They said his prose was swamped in a sea of mixed metaphors. For some reason they found something funny in sentences such as “His eyes went white, like a shark about to attack.” They even say my books are packed with banal and superfluous description, thought the 5ft 9in man. He particularly hated it when they said his imagery was nonsensical. It made his insect eyes flash like a rocket.

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Crise política à vista ?

Filed under: Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 17:12

Alerta vermelho no Governo
CDS admite crise política se taxa sobre pensionistas não cair

Como é difícil ser liberal em Portugal (3)

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 16:45

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E eis que, subitamente, a caixa de comentários ao post Como é difícil ser liberal em Portugal (2) sofre uma pequena – mas sintomática pelo seu padrão – rajada de ratings, todos no mesmo sentido (agradeço aos vários leitores que me chamaram a atenção para o fenómeno).

Não estou, por várias razões, particularmente inclinado a tomar partido nas campanhas para as autárquicas, mas constato com alguma perplexidade que parecem andar por aí alguns artistas empenhados em enterrar as próprias campanhas.

Como muito bem avisa o João José Cardoso, com (supostos) amigos destes, ninguém precisa de inimigos…

O efeito Liedson/Kelvin: Não há coincidências…

Filed under: Humor,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:13

Kelvin deixou o título à mercê do FC Porto
“Esperemos não prejudicar o PIB”
PSD convoca de urgência Comissão Permanente para este domingo

Alemanha Comunista vendeu saúde dos seus cidadãos a quem pagava melhor

Filed under: Diversos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:50
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Mais de 50 mil pessoas na ex-RDA foram cobaias para grupos farmacêuticos ocidentais:

Mais de 50 mil pessoas da antiga República Democrática Alemã (RDA) serviram de cobaias para grupos farmacêuticos ocidentais, muitas vezes sem o saberem e algumas perderam a vida. A notícia é avançada pelo semanário alemão Der Spiegel deste domingo.

No total, foram levados a cabo mais de 600 estudos em 50 clínicas, até à queda do muro de Berlim em 1989, especifica a revista, que se baseia em documentos inéditos do Ministério da Saúde da Alemanha de Leste e do instituto alemão dos medicamentos.

Nesses dossiers, aparecem dois mortos em Berlim-Leste na sequência de testes relacionados com o Trental, um produto que melhora a circulação sanguínea, desenvolvido pelo grupo Hoescht (que entretanto se fundiu com a Sanofi), da então República Federal da Alemanha; ou ainda dois mortos perto de Magdebourg durante ensaios de um medicamento para a tensão para o laboratório alemão Sandoz, entretanto comprado pelo grupo suíço Novartis.

(…)

Se o PCP tomasse conta de Portugal (e não digo em coligação, digo se o Jerónimo de Sousa se tornasse o ditador Português), com a sua política de altas despesas e baixos impostos (já agora), o que faria passados 20 anos de crise económica e face a uma fome à norte-coreana (um regime que eles ainda hoje defendem publicamente, apesar das evidências)?

Fica a pergunta e uma ou outra possíveis respostas.

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