O Insurgente

Maio 9, 2012

Hollande deve ter ido à Sorbonne falar com um estudante de filosofia

Filed under: Economia,Política,socialismo,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 10:56

«Uma auditoria do Tribunal de Contas francês às contas públicas gaulesas pode ser a oportunidade de François Hollande para corrigir as suas previsões de crescimento e as promessas eleitorais de criação de emprego. Figuras de relevo ligadas ao Partido Socialista já admitem que a auditoria vai trazer “más surpresas” e, para os conselheiros de Hollande, essa poderá ser a altura ideal para reduzir as taxas de crescimento, consideradas demasiadas optimistas

A 1ª Medida

Filed under: Internacional,Política,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:04
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Hollande foi eleito estes dias para a Presidência Francesa. 1ª Medida: Congelar o preço dos Combustíveis por 3 Meses (anúncio pela ex-mulher) (na RTP) (quanto custou a Portugal no tempo do Guterres).

Ainda me lembro da eleição de Obama. 1ª Medida: Fechar a Prisão de Guantanamo (intenção) (ordem) (como correu).

Vamos ver quanto tempo vai demorar para a Esquerda descobrir a se desiludir com Hollande, quando este tiver que dizer o que vai mesmo fazer relativamente ao pedido de Berlim de manter os planos de Austeridade…

É que Esquerda e Direita têm os mesmos objectivos. Só que um dos grupos é mais realista.

Maio 8, 2012

Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal

Neste post, a esquerda louçaniana demonstra falta de atenção de duas formas.

Primeiro, por ainda não ter percebido que n’O Insurgente há, desde sempre, pluralismo de opiniões sobre os mais diversos assuntos, incluindo as questões relativas à dívida pública e ao futuro (ou falta dele) do euro. Ao contrário do que acontece em alguns sectores da esquerda, na “direita hayekiana” (uma descrição de que alguns insurgentes não gostarão mas que pessoalmente até me parece adequada), a convergência em torno de princípios não implica monolitismo de posições nem ausência de debate de ideias.

Segundo, porque no que diz respeito ao caso específico da dívida pública, muito antes da vitória do, para já bestial, Hollande em França e da progressão eleitoral na Grécia de vários partidos estatistas e anti-troika (como o Syriza e o Chrysi Avgi) que tanto entusiasmou o Sérgio Lavos, já vários insurgentes – em diversas ocasiões e por diversas razões – haviam expresso o seu cepticismo relativamente aos bailouts e aos respectivos pressupostos no que diz respeito ao pagamento integral da dívida pública.

Para não ir mais longe, recordo o que eu próprio escrevi num texto para o Institute of Economic Affairs publicado ainda em… 2010: Euro crisis: the prognosis for Portugal is dire

In this scenario, unless the Portuguese government can provide an internationally credible commitment to wide reaching and immediate cuts in public expenditure – which seems unlikely at this point – the remaining options appear to be a bailout package and/or some form of default on existing debt. If a bailout does materialise, it would be important for creditors to take a substantial haircut on their claims. Assuming Portugal retains fiscal sovereignty (which is not a given under present circumstances in the EU), linking any bailout with a haircut on creditors will be essential to limit moral hazard in the actions of international lenders and also to ensure Portuguese politicians undertake much needed structural reform.

Mantenho o meu cepticismo relativamente aos efeitos dos bailouts e ainda recentemente no debate com Vítor Gaspar na Universidade Católica expressei mais uma vez essa posição salientando que embora compreenda que os bailouts dão maior margem de manobra política e social aos governos, eles têm também o efeito provavelmente inevitável de adiar reformas por as tornar menos urgentes e permitirem a sustentação da despesa pública a níveis mais elevados do que seria desejável. A esse respeito, a situação da Grécia é um excelente exemplo.

A minha solução preferida seriam cortes radicais de impostos acompanhados de cortes a sério na despesa pública, um caminho que nem Portugal nem a Grécia seguiram. O actual Governo português aposta tudo no cumprimento do memorando e no regresso aos mercados internacionais de crédito. Desejo-lhe, para bem do país, sorte e faço votos de que o sector privado seja capaz de acomodar os esforços brutais que lhe estão a ser impostos para manter o Estado mas temo que, caso não seja rapidamente invertida a crescente asfixia fiscal e tomadas medidas para a liberalização da economia e para a redução do peso do Estado, os resultados sejam francamente decepcionantes.

Felzimente

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:44

O líder parlamentar da bancada socialista Carlos Zorrinho garantiu nesta terça-feira que o PS vai cumprir os compromissos que assumiu e que não se vai “desvincular de nada”.

Felizmente, parece que a actual liderança do PS é bem mais sensata que o seu líder histórico.

O consenso acerca do cumprimento do MoU é bastante importante agora que a Grécia caminha para o colapso.

O buraco que a “direita” cavou para si

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Portugal,União Europeia — Nuno Branco @ 14:37

Como alguns repararam nos últimos tempo o meu número de postas reduziu significativamente. Uma das principais razões que contribuiu para esse facto foi eu estar constantemente a repetir-me, achei que depois de tanto tempo a dizer a mesma coisa não haveria muito a ganhar com continuar a dizê-lo. Ora um dos temas recorrentes nos meus artigos de há 2 ou 3 anos atrás era precisamente a impossibilidade de países como Portugal ou Grécia (ou Espanha, ou Itália, ou …) pagarem as suas dívidas. Isto, para mim, não é um ponto de vista é um facto da vida inerente ao sistema monetário que impera pelo mundo inteiro. Como bem dizia Sócrates sobre este assunto (ironicamente, prontamente crucificado pela “direita” na  única vez em que falou verdade): as dívidas (soberanas) não se pagam, rolam-se.

(mais…)

Dois políticos, a mesma luta

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:45

Correio da Manhã: Jardim diz que França rejeitou “política orçamentalista”

Público: Soares diz que PS tem de romper com a troika

LEITURA COMPLEMENTAR: Brother in arms

Batatas quentes

Filed under: Internacional,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:15

Líder do partido mais votado na Grécia: coligação “é impossível”
“Terá de haver uma nova ronda eleitoral na Grécia”

Comentário do leitor H.:

Quanto aos gregos, o Samaras já passou a batata quente. Uma coligação anti-austeridade não é matematicamente possível – mesmo que existisse uma maioria anti-austeridade ou anti-Euro, teríamos comunistas de linha estalinista, radicais de esquerda, nacionalistas de direita, pragmáticos de centro-esquerda e neo-nazis sentados no mesmo governo.

O governo grego tem liquidez nos cofres até finais de Junho. Novas eleições podem ser marcadas para meados do mesmo mês – continuo a acreditar que 17 de Junho será a data mais provável. Vai ser divertido.

François Hollande pode começar o “debate sobre a Europa” pelo caso grego…

Maio 7, 2012

Alemães que não votaram em Hollande não o querem subsidiar ainda mais

De acordo com a agência Reuters

“Germans could end up paying for the Socialist victory in France with more guarantees, more money. And that is not acceptable,” her ally Kauder said. “Germany is not here to finance French election promises.”

Pois é (2)

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 13:14

A Grécia não se deve desviar do caminho desenhado pelo plano de ajuda europeu, defendeu hoje o Governo alemão, que em resposta a François Hollande rejeita alterações na política orçamental da zona euro.

Alexis Tsipras é o bom

Filed under: Double standards,Economia,Internacional,Política,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 02:16
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Os outros são sociopatas que querem destruir o país deles intencionalmente.
E os seus lacaios em particular, porque se há coisa que isto da Austeridade prejudica, é a capacidade de estourar ainda mais dinheiro em tachos do que já se estoura.

Alexis é que é bom. Fala em crescimento. Afinal, ele sabe onde investir para obter retorno.
Ah, e é boa pessoa, pois pretende salvar os gregos de pagar as suas dívidas. O objectivo deve ser que os fundos lhe sejam cortados de seguida. Afinal, você caro leitor emprestaria dinheiro a um governo que incluísse este Alexis? Eu não.

Deve pensar que os recursos vêm da Lua…

Crescimento em França e estabilidade monetária na Grécia (3)

Em França, a “esperança tranquila” apela ao nacionalismo dos franceses. Na Grécia, e face a estes resultados, se calhar o caminho para salvar o sonho europeu começou mesmo hoje, só que é cada vez mais provável que o caminho para essa provável “salvação” tenha de passar pela saída da Grécia da zona euro.

Crescimento em França e estabilidade monetária na Grécia (2)

Filed under: Internacional,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:13

Comentário do leitor H.:

Não estou a perceber a interpretação que estão a fazer das eleições gregas.

Neste momento, com 67% dos votos, dentro, os resultados são:
- Partidos “eurófilos/pro-troika/pro-austeridade”
ND: 111 deputados
PASOK: 42 deputados
DIMAR: 18 deputados

Direita pro-troika 111, esquerda pro-troika 60, total 171.

(infelizmente o DISY, o único partido decente na Grécia, não ultrapassou a barreira dos 3%)

- Partidos “anti-troika/anti-austeridade”
SYRIZA: 50 deputados
ANEL: 32 deputados
KKE: 26 deputados
XA: 21 deputados

Direita anti-troika 32 deputados, esquerda anti-troika 50 deputados, marxistas/leninistas/estalinistas 26, nazis 21. Total 129.

Os comunistas do KKE subiram 0.9%, o que não me parece motivo para grandes alarmes. O resultado do Golden Dawn-XA-nazis, cerca de 7%, será certamente motivo para imensos editoriais por esse mundo fora, mas significa que os nacionalismos xenofóbicos gregos subiram de 6% para 10% – embora adoptando uma forma mais virulenta.

Com estes resultados, há dois cenários plausíveis: um governo de unidade nacional ND+PASOK (e eventualmente DIMAR) ou nenhum governo. A Constituição grega prevê prazos bastante apertados para a formação do governo e negociação de coligações; caso não saia um governo deste parlamento, teremos novas eleições em pouco mais de 30 dias. Pode ser wishful thinking, mas neste momento apostaria em novas eleições a 17 de Junho.

Crescimento em França e estabilidade monetária na Grécia

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:00

O futuro é já amanhã: Boas notícias. Por João Miranda.

Em França ganhou o crescimento (começa logo amanhã). Na Grécia o Dracma está à beira da maioria absoluta.

Maio 6, 2012

Au revoir, Sarko (8)

Filed under: Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 21:13

Palpita-me que amanhã a dívida francesa e dos periféricos vai entrar em saldos. O recém-eleito presidente irá exigir lesgilação contra estas “promoções inesperadas”.

Au revoir, Sarko (7)

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 21:09

Será que finalmente vão revelar em que consistem as fabulosas “medidas concretas que permitam o crescimento económico e a criação de emprego”? Estou expectante.

Au revoir, Sarko (4)

Filed under: Internacional,Política,Religião,União Europeia — ruicarmo @ 20:16

A vitória de Hollande é um renascer da esperança. Os tempos de austeridade acabaram.

Maio 5, 2012

Presidente Vaclav Klaus: O que fazer à Europa?

Filed under: Política,Política Fiscal,Política Monetária,União Europeia — Filipe Faria @ 00:14

Ontem tive o privilégio de assistir à conferência do Presidente Vaclav Klaus organizada pelo Grupo Bruges, assim como de o conhecer pessoalmente. Sem dúvida, é um dos últimos políticos com personalidade em grande destaque na Europa. Tal como ele disse no seu discurso, todas estas recomendações anti-federalistas são urgentes para o continente europeu, e, com um sorriso provocador nos lábios, sugeriu que exactamente o mesmo também se aplica aos Estados Unidos.

“Let me suggest the main components of such a change. First, we must get rid of the unproductive and paternalistic social market economy. Second, we should accept that economic adjustment processes take time and that impatient politicians and governments usually make things worse. Third, we should start making comprehensive reductions of government expenditures and forget flirting with solutions based on tax increases.

We should also stop the constantly expanding green legislation. The Greens must be prevented from taking over much of our economy under the banner of such flawed ideas as the global warming doctrine. And we should get rid of the centralisation, harmonisation and standardisation of the European continent and start decentralising, deregulating and desubsidising our society and economy. It should be made possible for countries that are the victims of the European Monetary Union to leave it and return to their own monetary arrangements. And we should forget such plans as a European fiscal union, not to mention anti-democratic ambitions to politically unify Europe. We should return to democracy, which can exist only at the level of nation-states, not at the level of the whole continent.” Vaclav Klaus (03/05/2012)

Maio 4, 2012

Master in Business, Law and Economics at Aix Marseille University – 2012

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Internacional,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 13:31
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Mail recebido do director do Mestrado:

We are proud to announce the opening of a new Master in Business, Law and Economics at Aix Marseille University.

Although new and entirely in English, this program builds on a long tradition developed here in Aix-en-Provence, France. A tradition based on sound economics that promote a dynamic, open-world, austrian understanding of social phenomena and of the emergence and evolution of institutions.
This one-year program is open primarily to students with a background in economics, although we consider students with a law or business background as well.
You will find more information on the attached flyer. Printed flyer can be mailed on request.
We hope that you will find that program interesting and advertise it among your students and friends.
Of course, don’t hesitate to contact me for further information on that program.
Mais informações: Universidade, Mestrado.
Gostaria que houvesse Portugueses por lá, a mostrar que o país também tem interesse numa formação nestes temas sobre uma orientação Austríaca. Se precisarem de alguma informação não hesitem em contactar.

Maio 2, 2012

O gauche-lepénisme

Filed under: Internacional,Política,Sondagens,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:00

Comentário do leitor H. ao post Le Pen empenha-se em garantir vitória de Hollande:

- O sistema eleitoral francês torna alianças eleitorais com a FN menos interessantes para a direita tradicional. Apesar dos sucessos eleitorais recentes, o número de eleitos da FN continua a ser residual e a nível local. O MSI elegia 30-40 deputados já antes da implosão da Primeira República nos anos 90. A FN não tem nenhum e elegeu 2 nos últimos 20 anos. Não é nada líquido que as “alianças republicanas” nas 2ª voltas sejam mais úteis à esquerda que à direita tradicional.

- Hoje por hoje, é arriscado catalogar a FN como um partido de direita – como aliás o FN sugere. Nas políticas económicas, estão provavelmente à esquerda do Hollande. Na retórica sobre assuntos económicos, certamente que estão. São quase um partido de extrema-esquerda com um discurso anti-imigração, pró “lei e ordem” e anti multi-cultural. Mesmo neste último aspecto, o discurso da MLP é substancialmente diferente daquele que o pai dela tinha. Apela mais aos valores secularistas e de laïcité da república que às tradições morais típicas da França católica.

- Et por cause, o gauche-lepénisme é mais importante do que nunca para o sucesso da FN. Boa parte dos eleitores da FN em 2012 não são votantes típicos da direita francesa, seja em termos ideológicos ou sociológicos. Não se pode presumir que esse eleitorado pertença à FN ou que seja transferível para um grande coligação das direitas – excepto talvez se a FN for o partido largamente dominante. Mas neste tipo de cenário, é complicado imaginar que os herdeiros dos radicais e dos politiques não fugissem para a esquerda. (mais…)

Maio 1, 2012

Rupert Murdoch is not a “fit and proper person”

Filed under: Internacional,Justiça,Política,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:03
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CNN Londres.

Até agora, era um ser normal. Agora serve para muita coisa mas não para ter um império mediático.

E os “British lawmakers” devem saber, pois como se sabe são cidadãos exemplares.

Filosofia Liberal – O Liberalismo definido

Para quem não sabe o bê-a-bá do Liberalismo:

Versões:
Philosophy of Freedom: Flash (PTESFREN), SiteDownload & Youtube (PTESFREN)
Podem ver este e diversos outros recursos interessantes na minha página de links.

Abril 30, 2012

Carlos Coelho não aprova Acordo PNR com os Estados Unidos da América

Filed under: Internacional,Justiça,Política,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 20:28
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Carlos Coelho, hoje em Estrasburgo na Sessão Plenária do Parlamento Europeu, declarou que não aprova o Acordo PNR (utilização e a transferência dos registos de identificação de passageiros) com os Estados Unidos da América.

O Deputado português criticou sobretudo:
- a falta de protecção dos cidadãos europeus;
- a utilização do sistema “pull“;
- a utilização de dados sensíveis (anteriormente proibidos);
- o alongamento do período de retenção de dados;
- os recuos face ao Acordo em vigor.

Carlos Coelho sobre o sistema “pull” afirmou: “no Acordo com a Austrália está claramente previsto apenas o sistema “push”, ao contrário do presente acordo que ainda permite transferência por extracção “pull”. Concordo plenamente que os Estados Unidos, enquanto Estado soberano tenham o direito de requerer informação sobre as pessoas que queiram entrar no seu território, porém, a possibilidade de entrar nas bases de dados das companhias aéreas para extrair os dados que necessita, não lhe dará acesso a um maior leque de informação, do que a relativa às pessoas que queiram viajar para os Estados Unidos? Uma coisa é assinarmos um Acordo em que nos comprometemos a fornecer dados. Outra bem diferente é permitir a devassa dos nossos computadores e bases de dados à utilização por forças de segurança de Estados terceiros“.

Carlos Coelho desmentiu que haja mais protecção dos cidadãos europeus:

Alguns sustentam que foram melhorados os direitos relacionados com o acesso, rectificação e eliminação dos dados, ou a possibilidade de recurso judicial e administrativo. Como decorre do próprio Artigo 21 do Acordo, porém, só poderiam ser conferidos este tipo de direitos na medida em que já estejam consagrados na legislação americana. Este Acordo apenas poderia conferir novos direitos se houvesse um envolvimento do Congresso Americano na aprovação deste Acordo, o que não é o caso“.

Carlos Coelho reconheceu porém que é melhor um Acordo europeu do que acordos bilaterais:

Não tenho dúvidas que a celebração de um Acordo entre a União e os Estados Unidos, sobre a utilização e a transferência dos registos de identificação de passageiros (PNR) é a melhor solução, ao contrário da celebração de Acordos bilaterais, para garantir uma abordagem coerente e um grau mais elevado de certeza jurídica e protecção dos direitos dos nossos cidadãos”.

Ao concluir Carlos Coelho afirmou “reconhecer o esforço feito pela Comissão nestas negociações com os Estados Unidos mas o resultado final está longe do que, na minha opinião, podemos e devemos aprovar. Irei, assim, abster-me no voto final“.

Fonte: CarlosCoelho.eu

Estes Americanos estão fora de controle.
É claro que quanto menos acordos melhor (maior simplicidade, maior poder negocial Europeu,…), mas o que eles pedem…
Fica mais um sinal de que os EUA caminham para o sistema “Big Brother” a passos largos.

Abril 29, 2012

200.000.000.000 são trocos

Filed under: Economia,Portugal,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 23:49

200.000 Milhões são trocos.

Curiosidade: PIB Português = 186.000 Milhões de Euros.

Apontamento: Lamento profundamente esta mudança de política. Here we go again…

Does size matter?

Filed under: Cultura,Política,Teoria,União Europeia,Videos — André Azevedo Alves @ 08:00

Does size matter?

Abril 27, 2012

Sarkozy não podia ser mais claro: radicalismo anti-imigração, populismo e xenofobia

Filed under: Double standards,Internacional,Media,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 18:23

“Les étrangers qui sont en situation irrégulière seront reconduits à la frontière”, a-t-il affirmé. “Je ne peux être plus clair.”

(mais…)

Abril 26, 2012

A Europa impotente perante o regresso do fascismo argentino

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:03

“princípio da História” de Luciano Amaral (Diário Económico)

Nos anos 90 e princípio do século XXI, a Europa transbordava de optimismo. A vitória sobre o comunismo, o euro, a riqueza, a “sensibilidade social” eram outros tantos sinais de uma superioridade que tinha por inequívoca. A Europa desse tempo era o fim da História. Nem sequer a América tinha lições para dar(…). Toda a gente devia ser como a Europa.(…)

Ouvir a retórica anti-colonial de Kirchner remete-nos para um tempo de que os europeus já não se lembravam. Pouco importa que Kirchner (de origem alemã e espanhola) e a própria Argentina sejam dos melhores exemplos do colonialismo europeu (que massacrou os verdadeiros argentinos originais, os índios de que lá há poucos vestígios actualmente). Importa que o nacionalismo da América do Sul não é apenas anti-americano, é também anti-europeu. E importa mais ainda que a Europa não sabe lidar com isto: porquê atacar quem só quer a paz, quem só quer um mundo de harmonia entre os povos?

Claro que estamos aqui de regresso a uma velha história argentina, a do peronismo, essa espécie de fascismo social e sindical que se afirmou contra os banqueiros, os fazendeiros e os ingleses (nem que fosse apoiando a Alemanha nazi). Cristina Kirchner não perde uma oportunidade para aparecer enquadrada com imagens de Evita Perón. Mas a Europa olha estupefacta. Noutros tempos talvez a Espanha enviasse uma expedição punitiva. Hoje, não consegue garantir um mínimo de protecção dos direitos de propriedade dos seus investidores ou uma condenação efectiva da Europa, essa entidade que pura e simplesmente não sabe o que fazer consigo própria.

Era o fim da História, não era? Afinal parece que está tudo apenas a começar.

Abril 23, 2012

The Rise of Nationalism

Filed under: Internacional,Teoria,União Europeia — Filipe Faria @ 21:29

The depressing rise of English nationalism makes me miss good old-fashioned British patriotism: by Ed West

“Another recent tradition we’ve come to love is Labour politicians saying we should “reclaim” our flag from the far Right. This began with the debate over the Union Jack during the late 1980s, when people on the Left began lamenting that the flag had connotations of fascism and racism and that it should be detoxified. (…)

The problem with “reclaiming” the national flag is that those making the argument don’t actually know what patriotism is. When politicians talk about Britishness or Englishness they usually talk about values; David Cameron did so at his Munich speech last year when he defined Britishness as a devotion to “equal rights regardless of race, sex or sexuality … It says to its citizens, this is what defines us as a society: to belong here is to believe in these things”; Gordon Brown has spoken about “fairness” and “tolerance”, as if other countries define themselves by their unfairness and intolerance. That is not patriotism, that’s a sort of fluffy universalism which by its very nature becomes intolerant; after all, what if a British person doesn’t define themselves by equal rights as it is currently understood? What if they just want to be left alone in their shed?

The modern Left doesn’t get patriotism because patriotism has to be exclusive, and involve parochial altruism – caring more about people like yourself. This tendency is innate in all of us, but the followers of current ideological fads are convinced it can somehow be eliminated, despite all available evidence to the contrary. (…)

Being English doesn’t mean conforming to a world-view set by a few people living in an arc from Shepherd’s Bush to Haringey; it just means being English, whether by blood or adoption (although the extent to which any nationality can be elective is limited). (…)

For 300-odd years English and British have been psychologically interchangeable in English people’s minds, largely because there has never been a need for a separate English identity. However, a combination of factors have recently altered this: unfairly slanted devolution settlements, an unpopular professional political class, mass immigration, and the question of Europe. And Englishness is a reaction to British identity becoming too “inclusive” and, therefore, meaningless (which is why whites apply the label far more often than minorities). (…)

you can see the same thing happening in England, where the new ruling class despise English patriotism and feel attached instead to Brussels, Geneva and the brotherhood of (rich and powerful) man. (…)

And this debate will lead nowhere while people continue to talk about a patriotism based on values rather than belonging. “

O fenómeno Marine Le Pen

Filed under: Internacional,Media,Política,Sondagens,União Europeia — André Azevedo Alves @ 14:00

Sarkozy and Hollande tune up for presidential run-off

While her name would not be on the run-off ballot, Marine Le Pen’s third-place finish on Sunday confirmed her position as the National Front’s new leader and as a major player on France’s political stage.

The Ipsos poll revealed that 48% of people who voted for the Marine Le Pen were between 25 and 44 years of age, challenging established ideas about the far-right’s electorate and perhaps signalling an important shift in the party’s makeup under Marine Le Pen.

The same study showed that Le Pen supporters said immigration and insecurity were their top concerns, whereas Sarkozy backers said the financial crisis was France’s most pressing problem.

(mais…)

Abril 20, 2012

Tudo errado

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:35

À preponte decisão do governo argentino que nacionalizou a petrolifera YPF, o Parlamento Europeu sugere retaliar com a imposição de restrições aduaneiras pela UE.

Abril 19, 2012

Espanha: rumo ao desastre anunciado ?

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:59

Pelo que foi demonstrado até agora pelo novo Governo espanhol há – infelizmente – razões para estar pessimista: Spain is running out of time. Por Ángel Martín Oro.

Tragicómico

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Miguel Botelho Moniz @ 17:35

Estas declarações do lider parlamentar do PS mostram a confusão que vai na cabeça dos socialistas por estes dias. É impressionante como a falta de memória pode levar a que posições perfeitamente escabrosas passem por “progressismo”. Tendo em conta a gaveta onde há muito o marxismo foi arquivado, se os socialistas rejeitarem a “terceira via” o que é que sobra? Os “saudosos” tempos nas nacionalizações dos anos 60 e 70 e utilização dessas empresas públicas para “resolver” o problema do desemprego?

Abril 18, 2012

Indemnizar despedimentos finalmente em valores Europeus

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:40
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Segundo o Diário Económico, os valores das indemnizações em Portugal baixam em Novembro para 6 a 13 dias por ano de antiguidade, alinhando assim Portugal com a média Europeia.

Finalmente será mais fácil contratar sem um medo tão grande de depois se ficar preso a uma pessoa que mais tarde se prove inapta para o trabalho. Ficam assim mais fáceis as contratações e ataca-se uma das causas do Desemprego, numa importante aproximação às práticas comunitárias.

A ver se evitamos isto:

Bélgica procura Engenheiros Portugueses para 8000 vagas de trabalho

Filed under: Economia,Internacional,Media,Portugal,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:27
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Notícia completa no Económico.

Um salário limpo de dois mil euros, em início de carreira, e rápida progressão salarial são as condições oferecidas.

A Bélgica procura portugueses para ocuparem os cerca de oito mil empregos disponíves para engenheiros e profissionais de Ciência e Tecnologia (C&T) que há nas empresas da região flamenca. “Só para engenheiros há cerca de três mil vagas, mas, se juntarmos os profissionais do sector da Ciência e Tecnologia, as vagas chegam às oito mil”, explicou Gert de Buck, responsável pelo recrutamento internacional da agência de emprego da comunidade flamenga na Bélgica, ao Diário Económico.

(…)

Muitas vezes, a dificuldade está em saber onde encontrar as vagas disponíveis nestes países. Para além das ofertas de emprego que poderá encontrar na rede Eures, há hipóteses de emprego no portal da Associação Europeia dos Estudantes de Tecnologia (Best) em best.eu.org.

(…)

Oportunidades
Um salário limpo de dois mil euros, mais carro, telemóvel e computador. São estas as condições oferecidas a um diplomado em engenharia na Bélgica,em início de carreira. E a progressão salarial é muito rápida, garante Ludo Froyen, director da Faculdade de Engenharia da Universidade de Lovaina. Esta escola quer aumentar em cerca de 30% os estudantes nos seus cursos e está a convidar estudantes portugueses a frequentar o 2º ciclo. Se vierem do IST entram sem qualquer limitação. Neste momento, já há 25% de estudantes estrangeiros neste nível de ensino, mas gostariam de ter mais. A propina é de 600 euros por ano, mais baixa que a cobrada em Portugal. A maioria dos estudantes consegue emprego mesmo antes de terminar o curso.

Se eu fosse Engenheiro, era mais um Insurgente a escrever a partir do exterior…
E depois dá nisto (fonte do gráfico):

Abril 17, 2012

Ainda se lembram do processo?

Filed under: Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 14:24

Aparentemente, e já com grande atraso, a Espanha será o próximo dominó a cair já em poucos meses senão mesmo semanas. Como é que eu sei? Porque o primeiro passo do processo já foi tomado por Jean-Claude Juncker ao afirmar que a Espanha não precisa de ajuda externa.

Para os que ficaram confusos relembro aqui e aqui o processo de pedido de ajuda externa:

Passo 1: Alguém de Bruxelas dizer que está tudo bem

Passo 2: Figura de estado de <inserir nome de país falido> afirmar que pedido de ajuda externa é absurdo.

Passo 3: Alguém do FMI dizer como está confiante que <inserir nome de país falido> saberá ultrapassar os problemas sozinho.

Passo 4: Nova figura de estado de <inserir nome de país falido> é ainda mais veemente na forma como recusa a ajuda externa.

Passo 5: A Troika entra em cena.

Depois claro vem o segundo baile mas esse é só em Bruxelas. Lembram-se do segundo baile certo? É aquele em que os eurocratas nos garantem que se pusermos mais não sei quantos milhões num fundo qualquer desta vez é que vai funcionar mesmo e o arco-iris vai voltar a brilhar. Temo que com Espanha vão precisar de adicionar uns quantos zeros…

A Liberdade é para todos?

Filed under: Cultura,Double standards,Internacional,Media,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 01:11
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Não.

Pelo menos, de acordo com o que escreve certa imprensa, este claramente não é o caso.

Indescritíveis Capitalistas são incorrigíveis e portanto já não surpreende e deles espera-se quase tudo.
Até abastecerem onde o gasóleo é mais barato.

Agora, membros de Casas Reais, com vidas públicas estudadas ao mínimo detalhe, devem representar o melhor de cada sociedade a cada instante.
Caçar é claramente politicamente incorrecto. Fazer um safari no Botswana quando o país sofre com uma crise gravíssima, é claramente inaceitável.
Merece perseguição, manifestações, comunicados, petições e notícias internacionais. Ficam alguns excertos:

“Preocupa ao PP e ao Governo que o rei possa perder o apoio não da esquerda republicana, que nunca teve, mas de boa parte da direita e incluindo da direita monárquica”

A alimentar a polémica está também a demora da Casa Real espanhola em anunciar o que acontecera, o que levou a que a notícia se tenha sabido mais depressa através das autoridades do Botswana. Por fim, a fotografia de Juan Carlos armado diante de um elefante morto – a imagem é de 2006 – correu mundo e contribuiu para intensificar o escândalo.

A actriz francesa Brigitte Bardot escreveu uma carta aberta ao rei espanhol a dizer-lhe: “É indecente, repugnante e indigno de uma pessoa com a sua responsabilidade. Você é a vergonha de Espanha”. E na Internet está a circular uma petição para que Juan Carlos abandone o cargo de presidente honorário da filial espanhola da WWF, a qual já conta com mais de 40 mil assinaturas. O próprio Fundo para a Conservação da Natureza, para o qual não serão novidade as caçadas de Juan Carlos, prometeu através de uma mensagem no Twitter fazer chegar ao rei de Espanha todos os comentários e críticas que entretanto recebeu.

Em Espanha, a imagem de um rei a caçar no Botswana num momento de grave crise económica causou indignação. “Não é o que esperavam os espanhóis. É pouco edificante”, considerou Tomás Gómez. Várias organizações de defesa dos direitos dos animais, como a Igualdade Animal ou a Equanimal, chegaram mesmo a convocar manifestações para a porta do hospital onde Juan Carlos está internado.

A caçada do rei junta-se a outros escândalos recentes que têm atingido a família real espanhola, como o processo de corrupção de que é acusado o genro do rei e marido a infanta Cristina, Iñaki Urdangarín, ou o acidente em que, na semana passada, o neto de 13 anos de Juan Carlos, Felipe Juan Froilan Marichalar Borbón, disparou sobre o próprio pé com uma espingarda de três canos de calibre 36 quando praticava tiro ao alvo com o pai.

A polémica atravessou fronteiras. No New York Times foi referida a “polémica viagem de caça” que “acalentou as críticas sobre o modo de vida do rei num momento em que o país enfrenta uma crise económica”. E no britânico Guardian leu-se que “enquanto os espanhóis enfrentam a austeridade e a recessão, a família real desfruta de caras viagens de caça.”

Acho bem. Quem vem com o discurso intervencionista e ainda por cima é líder da WWF tem de agir em coerência e aceitar a ingerência de todo e qualquer eventual peticionário na sua vida. Agora não se queixem e aceitem a consequência natural: a resignação em favor do filho. Enquanto ele se comportar, claro.

Juan Carlos’s expensive trip to Botswana – from which he was flown home injured – arouses anger in recession-hit country

Abril 14, 2012

A importância de facilitar o investimento para sair da crise

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 16:19

Italy must remove the barriers to foreign investment. Por Alberto Mingardi e Carlo Stagnaro.

Easing the way for investors should be point one on Mr Monti’s agenda. In a fiscal crisis, the instrument to achieve that goal should be a radical simplification of the legal procedures that regulate investment.

Abril 13, 2012

Vêm aí os Especuladores! Fujam, fujam, abandonem a França!

Em plena campanha, irá surgir um novo instrumento para especular contra a França!.

Este estilo de jornalismo é risível. Mais “fearmongering” que Bush, mais “socialist” que o Obama. Politiquice total, isenção nula.

O verdadeiro resultado é maior transparência e rapidez de ajustamento do preço do subjacente (a dívida) a reagir a todos os desmandos do Governo Francês.

Claro que, como eles são super-irresponsáveis, a coisa deverá correr muito mal e o Estado vai ficar nas mãos dos credores bem mais depressa do que normal (20x mais rapidamente, em concreto, pois agora com apenas 5% do dinheiro anteriormente necessário compra-se e despeja-se dívida no “mercado”).

Friso: a culpa é da irresponsabilidade do Estado Francês. De todos os Presidentes dos últimos 50 anos, inclusivamente de Sarkozy. Mas como a malta é míope, vão culpar os “mercados” (ou seja, os aforradores que são crédulos o suficiente para colocarem o dinheiro nas mãos de financeiros com extremo gosto pelo risco) que na verdade só irão acelerar o inevitável.

Ah, como o mundo é previsível. A Oeste, nada de novo!
Fiquem bem. Ou informem-se.

The Stateless Man

Dei em 21 de Março uma entrevista à Rádio Overseas Radio Network, e em particular ao Programa The Stateless Man do meu amigo Fergus Hodgson. Podem ver a lista e ouvir todos os arquivos, ou ir directamente ao ficheiro onde me podem ouvir neste MP3.

A ligação (por Skype) estava má e já reparei em pelo menos 2 palavras que desapareceram, mas creio que o essencial ficou dito.

Abril 11, 2012

Resultado do multiculturalismo na Alemanha

Hundreds of young female immigrants are hiding from their families in Germany after fleeing oppression, physical violence and even death threats. Charities and social workers help the women get new identities and build independent lives for themselves, but the risk of revenge from honor-obsessed relatives remains.

Mais um excelente trabalho jornalístico da Spiegel. E mais um assunto complementar.

Abril 4, 2012

Coisas fantásticas que se lêem nos jornais

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:09

Conta-nos Luís Rego no Diário Económico: “A era da austeridade começou a ser ensaiada no último governo de Guterres e nunca mais nos deixou

Pelos vistos, os ensaios não correram lá muito bem porque não se notam grande efeitos da tal austeridade (ver área seleccionada no gráfico 1995-2002). Pelo contrário, é no primeiro governo de Guterres que vemos algum decréscimo do peso da despesa (tendência que já vinha do último governo do PSD e para a qual contribuiu principalmente o crescimento do PIB).

Logo para abrir o artigo sou informado que:”A pegada que a ‘troika’ está a deixar no País mede-se entre os 15% de desemprego, os 3,3% de recessão e a probabilidade de uma segunda dose de ajuda, que pode começar a ser discutida já antes do Verão.”. Mas vamos com calma, afinal “A culpa do estado a que o País chegou não é só da ‘troika’“. É pena. Estava a ver que bastava mandarmos os senhores da “troika” ir deixar “pegadas” para outras paragens e ficávamos com o problema resolvido.

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