Há gravações mas não há dinheiro…

Mentiras e vídeo. Yanis Varoufakis confirma que gravou reunião de Riga
“Não há dinheiro” para pagar ao FMI em junho, diz ministro do Interior

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

O FMI e o triste fado português

Lacunas nacionais. Por Pedro Braz Teixeira.

É lamentável que tenham de ser instituições externas, como o FMI, a apontar o caminho das reformas para a nossa saúde económica.

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António Costa aprendeu com tontices do Syriza?

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António Costa. “Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha” (Janeiro de 2015)

“Temos de travar um combate na UE de forma inteligente, não de forma tonta como o Syriza” (Maio de 2015)

Leitura complementar: O socialismo europeu e o Syriza; O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

Uma segunda moeda para a Grécia?

Alemanha não defendeu, mas falou de moeda paralela para a Grécia

Wolfgang Schäuble admitiu que a Grécia poderá necessitar de uma moeda paralela se não houver progressos nas negociações com os credores. Quem o diz são fontes próximas do ministro alemão.

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

E se o fantasma da troika não for suficiente?

Porque é que só Cavaco Silva e Evans-Pritchard estão preocupados? Por Rui Ramos.

O regime não está incomodado. Já ninguém lê os relatórios do FMI. Por enquanto, há dinheiro barato. E para o futuro, os sábios esperam que as perspectivas difíceis descritas por Evans-Pritchard, só por si, imponham responsabilidade e disciplina aos partidos do chamado “arco da governação”. No fundo, confia-se no fantasma da troika, isto é, na pressão externa sobre uma pequena economia aberta. A oligarquia não imagina outra base de governo em Portugal. A questão é esta: para aquilo que é preciso fazer, bastarão o medo e o cinismo? Não serão precisos também alguma visão, alguma esperança?

Leitura complementar: O guião do regresso ao passado.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no jornal ‘i’.

A doença europeia

Depois da sua vitória eleitoral, David Cameron pretende cumprir o prometido e permitir que os britânicos referendem a continuidade do Reino Unido na União Europeia. Os alarmes soaram em Bruxelas, já a braços com a possível saída da Grécia da zona euro, ao mesmo tempo que se deseja que o referendo britânico, com uma vitória do “não”, ponha um ponto final na indecisão e insatisfação britânica.

Numa entrevista esta semana ao “Guardian”, Graeme MacDonald, chefe-executivo da JCB, uma multinacional britânica que é a terceira maior fabricante mundial de equipamentos para construção, defendeu a saída do Reino Unido da União Europeia, se Cameron falhar a negociação para reduzir a burocracia europeia que prejudica as empresas britânicas.

Admitindo ser, por vezes, mais fácil vender para a América do Norte do que dentro da própria Europa, MacDonald bate num ponto essencial: a União Europeia foi criada para derrubar barreiras, não para as erguer. E o que se passa é que o projecto europeu, tendo sido mais político que económico, tem ido ao desencontro do seu objectivo inicial, que é a criação de um mercado comum, logo aberto.

Claro que os riscos são imensos. Mas estes não advêm apenas de uma possível saída do Reino Unido, mas da dificuldade que é reformar a União. A teia burocrática é de tal forma gigantesca e contorcida que uma diferença natural entre os povos facilmente se torna uma disparidade crónica entre os Estados.

O disparate de canalizar recursos públicos para novos centros de congressos

Subscrevo a preocupação e também espero que prevaleça o bom senso e não se avance para a construção de mais elefantes brancos: Europarque é do Norte. Por Emídio Sousa.

É com base nessa moderação e bom senso que me preocupam as notícias sobre novos centros de congressos. Aconselho os decisores políticos a refletirem. Manter e recuperar o que já está construído parece-me bem. Sem bairrismos bacocos, construir novos centros de congressos parece-me um perfeito disparate e espero que em momento algum o Estado ou os fundos comunitários financiem esse tipo de despesa.

Regresso ao passado em Portugal

O meu artigo de hoje no Observador: O guião do regresso ao passado.

Se a tendência dos últimos tempos se mantiver, o filme que se perspectiva para depois das legislativas é uma sequela em tons cinzentos do que conduziu ao pedido de resgate em 2011. Tal como acontece na maioria das sequelas, o filme arrisca-se a ser de ainda pior qualidade do que o original, mas num aspecto não devem restar dúvidas: o final será muito semelhante. Caso venha a ser colocado em prática, o guião do regresso ao passado será uma receita para o desastre depois das próximas legislativas.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

A quadratura do círculo na Grécia

Bruxelas. Atenas deve entregar uma “lista de reformas completa e credível”
Tsipras promete aos gregos não ultrapassar linhas vermelhas nas pensões e salários

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

Syriza: chegou a vez das embaixadas…

Governo grego obriga embaixadas a entregar fundos

Ordem foi emitida com data desta quinta-feira com o número da conta do Banco da Grécia. Se não puder ser feita transferência bancária, o dinheiro pode ser enviado por mala diplomática.

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

“Labour as we know it will never rule again” (2)

David Miliband defende o regresso ao New Labour e critica o irmão

Após a derrota do Labour, houve quem se interrogasse se o partido tinha optado pelo irmão errado. David não quis entrar directamente nesse tipo de análise, na entrevista que deu na segunda-feira à BBC. Os trabalhistas não perderam devido a um problema de “personalidade” mas de “orientação política”.

David Miliband é um homem do New Labour, a bandeira política de Tony Blair (primeiro-ministro entre 1997 e 2007) que reescreveu o manifesto do partido retirando-lhe premissas antigas (uma visão do socialismo) e cortando os laços com as estruturas tradicionais de apoio, como, por exemplo, os sindicatos. Nas respostas que deu à BBC, David Miliband, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Blair, disse que a chave para o fracasso trabalhista foi um regresso ao passado, ou pelo menos o apagar das orientações do New Labour que, na sua opinião, têm mais que ver com a sociedade actual e com as aspirações do eleitorado.

“Penso que o veredicto do eleitorado é muito claro e se o Labour não adoptar uma política que desafie as bandeiras tradicionais que dominaram a política durante tanto tempo, abraçando uma política de ambição e inclusão, não vai ganhar”, disse David Miliband. “Não vale a pena culpar o eleitorado ou dizer que os eleitores não perceberam a mensagem. Eles simplesmente não quiseram o que o partido lhes propôs.”

Leitura complementar: “Labour as we know it will never rule again”.

Momento WTF

No site do Jornal de Negócios, há um link para um video da Bloomberg onde discutem vários assuntos brevemente, entre os quais a possibilidade de saída do Euro por parte da Grécia. O título é “Será mais fácil a Grécia sair do euro com uma moeda forte“. O conteúdo do video não tem nada a ver.

Syriza: desilusão e irritação

Apoio dos gregos ao Governo está em queda

Se em fevereiro, apenas 6,8% dos gregos inquiridos mostrava desilusão face à expectativa que se seguiu à vitória do Syriza nas eleições de janeiro, agora, em maio, esse número sobe para 47,6%.

Dijsselbloem: “Houve uma explosão de irritação” no último Eurogrupo

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijssebloem, diz que os credores e a Grécia ainda não estão perto de conseguir um acordo, apesar de terem sido alcançados progressos e diz que os problemas nas negociações não estão limitados à relação com o ministro das Finanças grego. Na reunião de Riga, na Letónia, diz que houve uma “explosão de irritação” à devido falta de progressos.

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

Sweet

A celebração: “Esta foi a vitória mais doce de sempre!”

Perante os seus colaboradores mais próximos, David Cameron, primeiro-ministro britânico e líder dos Conservadores, celebrou a “vitória mais doce de sempre”. E não esqueceu os críticos.

Eleições, TAP & Grécia

Como é habitual à terça-feira, estive com o Marco Capitão Ferreira a debater os temas em cima da mesa, desta vez a data das eleições, a TAP e a Grécia.

Os gregos e o syrizismo

A Grécia terá um longo e penoso caminho a percorrer: Maioria dos gregos rejeita referendo a um acordo com os credores internacionais

O atual Governo grego, liderado pela extrema-esquerda representada pelo Syriza, não sai bem desta sondagem, já que o apoio à estratégia nas negociações com FMI, BCE e Bruxelas baixa de forma substancial, apesar de ainda recolher apoio maioritário. Num estudo anterior, concretizado em fevereiro de 2015, 90,3% dos eleitores gregos mostraram-se concordantes com a atuação do Governo de Alexis Tsipras, mas as respostas positivas baixaram, agora, para 58,3%. Do lado dos críticos, registou-se um forte aumento: passaram de 7,4% na sondagem anterior para 39,8% no presente trabalho.

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Podemos em queda

Ondas de choque da evolução da situação grega?

El PP volvería a ganar las elecciones y Podemos cae al cuarto lugar

El Partido Popular sería hoy el partido más votado de celebrarse unas elecciones generales, seguido del PSOE. Como tercera fuerza se situaría Ciudadanos, que mantiene un imparable ascenso y deja en cuarta posición a Podemos. La fuerza de Pablo Iglesias ha retrocedido más de cinco puntos en apenas un mes.

Varoufakis contra o mundo (cruel)

Varoufakis cita Roosevelt. “Eles odeiam-me. E dou as boas vindas ao seu ódio”

A citação de FDR, que data de 1936, pode traduzir-se da seguinte forma: “Eles são unânimes no seu ódio em relação a mim; e eu dou as boas vindas a esse ódio“. Yanis Varoufakis acrescenta um comentário em que diz que esta é uma citação “muito próxima do meu coração (e da realidade) por estes dias“.

UBS diz que saída da Grécia é gerível e sem grandes perdas para o banco

Axel Weber, que foi governador do banco central alemão entre 2004 e 2011, explicou que a tranquilidade face ao impacto da eventual saída da Grécia da zona euro é baseada no facto de o banco ter cortado os riscos de incumprimento da Grécia “há muito tempo”.

A entrevista de Weber surge numa altura em que cada vez mais se fala da possibilidade de a Grécia entrar em incumprimento financeiro e escolher sair da zona euro, perante o arrastar das negociações entre Atenas e os seus parceiros com vista à resolução do problema financeiro grego.

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PS desiste das “varoufakisses” ? (2)

O Miguel já aqui recomendou a entrevista de Vieira da Silva ao Observador, mas creio que vale a pena reforçar essa recomendação para compreender a situação actual do PS: Vieira da Silva: “Os custos de qualquer rutura com a UE são inaceitáveis”

“Do ponto de vista do debate político, há um período antes do programa eleitoral e um processo depois dele”.

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis.

Um plano B para a Grécia

Países de leste pedem plano B em caso de falta de acordo com a Grécia

Eslovénia levantou a questão no Eurogrupo e a Grécia não gostou, mas a Eslováquia e a Lituânia também querem discutir plano de contingência. França e Letónia também foram muito críticas da Grécia.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

They foolishly keep digging…

Vitor Constâncio diz que eventual incumprimento da Grécia não significa saída imediata do euro

The first law of holes: if you find yourself in a hole, stop digging.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

Bem vindo à Europa

24Existem dois perigosos mitos que importa erradicar: 1) que a tecnologia destrói emprego; 2) que os imigrantes roubam postos de trabalho. O discurso nacionalista e identitário tem sido recuperado tanto pelo UKIP como pela FN. Se me debato tanto contra a extrema-esquerda, não poderia deixar a extrema-direita incólume. Sobre isto versa a minha crónica no Observador.

«Se é de salutar uma boa dose de eurocepticismo, que contrarie os ímpetos federalistas de uma União Europeia que teima em afastar-se das suas bases, uma zona de livre comércio de bens e de serviços, para convergir para um Leviatã burocrático, anafado, distante do princípio da subsidiariedade, com múltiplas estruturas redundantes e de dúbia utilidade, menos proveitosa é a repetida discussão, promovida pelo UKIP mas também pela Frente Nacional em França, sobre as maleitas da imigração.»

Notícias da democracia na Finlândia…

Coligação pró-austeridade deve incluir os eurocéticos do Partido dos Finlandeses. Ao Observador, um candidato do partido diz que, com eles no governo, “não haverá apoio a nenhum resgate grego”.

Agora, em 2015, o grande ponto de interrogação cai sobre a possibilidade de um terceiro plano de resgate grego. Terho, que é uma das figuras de proa do Partido dos Finlandeses, deixa uma garantia ao Observador quanto a esse assunto: “Connosco no governo não haverá apoio a nenhum resgate grego”. “Não faz sentido estarmos a mandar dinheiro para países que não conseguem pagar as dívidas deles. Eles têm de declarar falência e a partir daí lidar com a situação”, avança. Fora do euro? “Claro.”

A questão grega é uma das que reúne mais consenso dentro da possível coligação entre o Partido do Centro, a Coligação Nacional e o Partido dos Finlandeses. Embora o último seja o mais direto no que diz respeito a este assunto, o Partido do Centro também já deixou provas de não ser favorável a que se envie mais dinheiro para a Grécia.

O fim da linha para a Grécia?

Negociações com Atenas estão a ser “muito complicadas”

Vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, diz que o governo tem tido, por vezes, “uma retórica que não ajuda em nada”. Ultimato dado pelos credores termina no final da semana.

“Chegámos ao fim da linha”, diz fonte grega ao Financial Times

Fonte do governo grego diz ao jornal britânico Financial Times que “se os europeus não desbloquearem dinheiro do resgate, não haverá alternativa” a uma falha de pagamentos, a começar pelo FMI.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.