Resultados eleitorais na Finlândia

Polls close in Finnish election: live results

Com 95,7% dos votos contados: Centre 21,5%; NCP 18,0%; Finns 17,6%; SDP 16,4%.

Notícias da democracia na Finlândia…

Coligação pró-austeridade deve incluir os eurocéticos do Partido dos Finlandeses. Ao Observador, um candidato do partido diz que, com eles no governo, “não haverá apoio a nenhum resgate grego”.

Agora, em 2015, o grande ponto de interrogação cai sobre a possibilidade de um terceiro plano de resgate grego. Terho, que é uma das figuras de proa do Partido dos Finlandeses, deixa uma garantia ao Observador quanto a esse assunto: “Connosco no governo não haverá apoio a nenhum resgate grego”. “Não faz sentido estarmos a mandar dinheiro para países que não conseguem pagar as dívidas deles. Eles têm de declarar falência e a partir daí lidar com a situação”, avança. Fora do euro? “Claro.”

A questão grega é uma das que reúne mais consenso dentro da possível coligação entre o Partido do Centro, a Coligação Nacional e o Partido dos Finlandeses. Embora o último seja o mais direto no que diz respeito a este assunto, o Partido do Centro também já deixou provas de não ser favorável a que se envie mais dinheiro para a Grécia.

O fim da linha para a Grécia?

Negociações com Atenas estão a ser “muito complicadas”

Vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, diz que o governo tem tido, por vezes, “uma retórica que não ajuda em nada”. Ultimato dado pelos credores termina no final da semana.

“Chegámos ao fim da linha”, diz fonte grega ao Financial Times

Fonte do governo grego diz ao jornal britânico Financial Times que “se os europeus não desbloquearem dinheiro do resgate, não haverá alternativa” a uma falha de pagamentos, a começar pelo FMI.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

Grexit: será desta? (2)

The Wall Street Journal defende que Grécia deve sair do euro

Jornal norte-americano toma uma posição clara: o contágio da saída da Grécia do euro seria limitado. “A maior ameaça de contágio” seria mais um resgate – sem condições – a um governo que “não é sério”

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Grexit: será desta?

Ultimato: Europa dá seis dias à Grécia para apresentar reformas
Tsipras: Se não houver acordo é pior para a UE
Grexit? Finlândia tem memorando a preparar saída da Grécia da zona euro

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

Entrevista de Manos Matsaganis ao Observador

Manos Matsaganis: “Estratégia do governo grego tem sido ridícula”

O economista grego Manos Matsaganis diz-se um “homem de esquerda” mas está “aterrorizado” com o governo Syriza. “Aterrorizado” com a estratégia “ridícula” que tem sido seguida na relação com os parceiros europeus, com a aliança com um “charlatão” como Panos Kammenos, vindo da extrema direita, e com o risco de que a Grécia caminhe, como um sonâmbulo, para o abismo da saída do euro. Porquê? Porque há muita gente disposta a ser “catastroficamente heroica” no governo. Depois de um discurso em Harvard que lhe mereceu fortes críticas porque “não se pode dizer que o governo é outra coisa que não fantástico”, Manos Matsaganis falou com o Observador a partir do jardim adjacente ao seu “pequeno apartamento em Berkeley”, nos EUA, onde está a passar um ano em trabalho académico. À entrada em mais uma semana decisiva para Atenas, propomos-lhe uma entrevista a um grego influente, que não se retrai nas palavras.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

O plano de contingência do Syriza (2)

Rússia não planeia dar ajuda financeira à Grécia
Ministro das finanças grego reúne-se com a diretora-geral do FMI no domingo

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

O plano de contingência do Syriza

Grécia admite nacionalizar bancos e emitir moeda, diz The Telegraph

A Grécia estará a trabalhar num plano de contingência que passa pela nacionalização dos bancos e pela emissão de moeda própria. A informação foi transmitida ao jornal britânico The Telegraph por uma fonte próxima do Syriza, o partido que lidera o governo de coligação na Grécia, e surge numa altura delicada em que a Grécia se aproxima perigosamente da insuficiência de fundos para pagar a dívida pública e as despesas correntes. A ameaça, que não vem acompanhada do nome do seu autor mas que é citada pelo The Telegraph, equivaleria a uma saída da Grécia da zona euro, um cenário que os analistas do suíço UBS passaram a ver como mais provável do que o seu contrário.

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Varoufakis anda com azar com as casas…

Casa da mulher de Varoufakis não tinha permissão para ser alugada

Os prédios da família do ministro das Finanças grego continuam a dar que falar em Atenas, com uma investigação de um jornal grego a revelar que as casas que a mulher de Yanis Varoufakis arrendou não tinham permissão do Instituto de Turismo e não pagaram os respetivos impostos.

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Um beco com saída

Talvez assim Merkel perceba o seu erro: Negociações entre Atenas e credores estão num beco sem saída

Participantes nas negociações entre Atenas e os credores internacionais afirmam que a lista de medidas prometida pelo Governo grego é vaga, não em credibilidade e não é escrutinável.

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Recordar o que foi escrito sobre o Syriza

Dois meses depois da vitória eleitoral do Syriza, é uma boa altura para recordar algumas das enormidades escritas sobre o partido. O João Miranda começa, e muito bem, pelos disparates escritos por Miguel Esteves Cardoso sobre o Syriza.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje ‘i’.

A defesa da Europa

Foi há poucos dias, e perante a Comissão Europeia, que Manuel Valls apelou a que os 28 países da União Europeia (UE) se unissem e comparticipassem no custo da luta contra o terrorismo. Perante o esforço que o governo francês para fazer frente a esta ameaça, o primeiro–ministro francês chegou mesmo a dizer que “l’armée européenne existe, c’est la France”.

Quem diria. Quem diria há 15 anos que ouviríamos a França falar deste modo, chamando atenção para a necessidade de a Europa financiar a sua defesa. Na verdade, não é só o terrorismo que a ameaça. Os EUA têm outros desafios na Ásia e no Pacífico e a Rússia está novamente a levantar um muro que a separa do velho continente.

Sem esquecermos a Grécia, que, saindo do euro, cairá num limbo para o qual arrastará aquela zona do Mediterrâneo e afastará a Turquia do Ocidente. Não é por acaso que Obama se preocupa com a situação grega e apela a que a UE reconsidere  a cobrança da dívida daquele país.

Aquilo que os europeus estão a começar a perceber é que o guarda-chuva norte-americano já não é suficiente. A Europa precisa de fazer por si. O que cria um desafio militar acrescido, pois implica um aumento da despesa pública, precisamente quando a maioria dos estados europeus estão fortemente endividados. Como é que países com já tão pouca margem de manobra vão financiar o tão necessário armamento, aumentando o orçamento no sector da defesa? Como é que uma Europa atulhada em despesa investe na defesa?

O critério de representatividade de Marine Le Pen

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A propósito de uma entrevista de Marine Le Pen. Por João Carlos Espada.

Em entrevista ao semanário Expresso do último sábado, Marine Le Pen classificou Durão Barroso como “o chefe dos guardas prisionais. Foi o chefe da prisão, foi o grande general da prisão dos povos, que é o que na realidade é a União Europeia.” Quanto a Angela Merkel, ficámos a saber que “é a directora da prisão”.

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Resultados das eleições em França e na Andaluzia

Assim vai a Europa…

Eleições departamentais em França: Sarkozy em primeiro, Le Pen em segundo
Andaluzia: PSOE ganha eleições, Podemos em terceiro

O bom exemplo da Estónia

taavi-roivas-peaministri-kandidaat-sotsiaalminister-68441387Passou algo despercebido, mas há 18 dias atrás o Reform Party ganhou as eleições legislativas na Estónia, formando governo em coligação com os sociais-democratas. Taavi Rõivas, 34 anos, líder do Reform Party, assume assim o cargo de primeiro-ministro da Estónia.

Isto é particularmente interessante porque o Reform Party não é o tradicional partido socialista, social-democrata, conservador ou democrata-cristão, pejado de senis senadores e de figuras do regime do tempo da outra senhora, ou de repetidos vultos que obstinadamente teimam em não desaparecer. Nem é um partido dos ex-apparatchiks agora hipsters na New Left. É um partido reformista de cariz assumidamente liberal, cheio de gente jovem e dinâmica. “A primazia da liberdade individual”, “um dono privado é melhor mestre que o Estado”, “uma sociedade aberta”, ou a ideia que “para uma sociedade funcionar, indivíduos, empresas e sindicatos podem resolver muitos dos seus problemas sem a intervenção do Estado” são alguns dos mantras políticos publicamente assumidos pelo partido, que contrastam com a cansativa e estéril ladainha do bem comum, chavão máximo da ética republicana.

Talvez porque a Estónia tenha de facto sentido na pele — literalmente — o comunismo sob a égide da União Soviética; talvez porque preza a liberdade, após tantos anos de privação; talvez porque os seus cidadãos saibam, por experiência própria, o que é a opressão do Estado; talvez por isso nem sequer existam partidos comunistas na Estónia; ou simplesmente porque acreditam na liberdade individual, os estónios transmitem uma importante mensagem aos restantes países europeus: existe vida para além do nacionalismo da Frente Nacional, ou do insano disparate do Syriza.

A Grécia e o erro de Merkel (3)

Via Facebook, mais uma leitura complementar na sequência do meu artigo de ontem no Observador (A Grécia e o erro de Merkel), desta vez um post de 2011 de Vera Gouveia Barros: O Buraco e o Bicho da Madeira.

O post relaciona-se em particular com esta passagem do meu artigo de ontem:

Ainda que o efeito final das transferências seja discutível também para os países que são recebedores líquidos (pense-se por exemplo, na vasta e perniciosa indústria de captura de fundos europeus que se estabeleceu entre nós), será sempre mais fácil convencer gregos, espanhóis e portugueses a receberem fundos europeus do que alemães, holandeses, britânicos e finlandeses a pagarem-nos. Para os leitores portugueses que tenham dificuldade em aceitar esta ideia, um exercício simples poderá ajudar: basta pensar na última vez que ouviram um político português continental a defender o aumento das transferências orçamentais para a Madeira para fazer face à crise orçamental da Região Autónoma.

Varoufakis e a Paris Match

varoufakis_paris_matchVaroufakis faria bem melhor em arrepender-se publicamente das políticas ignorantes e irresponsáveis que defende do que de um exercício de vaidade idiota, mas inofensivo: Varoufakis arrependeu-se da sessão fotográfica do Paris Match

“Gostaria que aquela sessão fotográfica não se tivesse realizado, arrependo-me dela”, disse este domingo Yanis Varoufakis à Alpha TV, citado pelo britânico Guardian. O professor de economia de 53 anos acrescentou ainda que não concordou com a “estética” das imagens divulgadas. Já antes, no decorrer da sessão fotográfica, disse não gostar de atenção mediática: “Eu desprezo o sistema do estrelato”.

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A Grécia e o erro de Merkel (2)

Aqui fica uma leitura complementar sugerida pelo leitor Joaquim Costa em comentário ao meu artigo de ontem no Observador (A Grécia e o erro de Merkel): Endgame: Power Struggle in Brussels and Berlin over Fate of Greece.

Political leaders in Berlin understood Juncker’s words just as he meant them: as a challenge. Merkel too, to be sure, would like to prevent Greece from leaving the euro zone. She is concerned about the chaos that would ensue in Greece — and from a practical perspective, a Grexit would mean that Germany would have to write down the billions it has loaned Athens for good.

Merkel, though, sees Juncker’s categorical promises as undermining efforts to force the Greek government to see reason. Merkel’s advisors in the Chancellery are wondering how it is possible to take a tough negotiating stance with Tsipras when the most severe penalty has been ruled out by the Commission president. But Merkel’s team suspects that Juncker also may be trying to protect his own reputation: Should Greece ultimately be forced out of the euro zone, it would be clear to all that Merkel, rather than Juncker, is to blame.

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O euro: do dogma à tragédia

O meu artigo de hoje no Observador: A Grécia e o erro de Merkel

O euro não pode ser visto como um dogma de fé europeísta nem como uma varinha mágica para impor boas práticas governativas a povos indisciplinados. Sob pena de acabar como uma tragédia.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

Sadistic tourism in Greece

Greece and tax sadist tourism. Por Alberto Mingardi.

The Greek government apparently announced that it wants to hire part timers as “undercover agents to grab out tax evaders”. Tourists, students and housewives could work armed with wireless devices to catch shopkeepers and service providers who do not issue receipts when they sell goods and services. (…) The application of the concept to tourists potentially opens up a new whole kind of business: sadistic tourism. Syriza regularly portrays Germans as evil people that want to make the poor Greek suffer: why not turning that into a profitable line of activity for the government? Come to Greece. Ouzo, great sea, beautiful landscapes, moussaka, and you’ll have the pleasure to force dirty little shopkeepers to pay their dues to the government!

Como descredibilizar um país

Ministério da Defesa grego quer introduzir capítulo sobre reparações de guerra alemãs nos livros escolares
Embaixada da Grécia em Berlim faz protesto formal contra declarações de Schäuble

Presidente da Comissão Europeia insatisfeito com falta de progressos nas últimas semanas
Presidente do Eurogrupo diz que a Grécia culpa outros pelos seus problemas
Alemanha admite saída ‘acidental’ da Grécia do euro

Seia e Gouveia. E Vitor Bento.

imagem1_5210No meu artigo de hoje no Observador faço um pequeno remoque ao ensaio que Vitor Bento publicou, tentando explicar a arquitectura monetária europeia através de queijos da Serra, e com queijos da Serra mostrar porque discordo de Vitor Bento na narrativa que tece à volta da sua análise económica.

Terras frias das Beiras, Seia e Gouveia há muito que competem entre si. Seia produz o seu conhecido e apreciado queijo amanteigado de ovelha, ou Queijo da Serra, assim como queijo de cabra. Gouveia usa os derivados da ovelha de uma outra forma, tecendo casacos, mantas e sapatos de lã. Ambas as cidades trocam produtos entre si — de Seia saem os queijos, de Gouveia os casacos. Entretanto, porque do boca-em-boca se enche o granel — assim corre o adágio popular, ou assim creio que corra —, Seia começou a vender os seus famigerados queijos para outras localidades também. Rezam os boatos que até para as terras distantes do Porto os queijos viajavam, deliciando e contentando os ougados por uma tosta bem barrada. Com tanta procura externa, Seia começou a enriquecer, e os preços acompanharam esta tendência. Gouveia, em comparação, por lá continuava.

A importância de permitir diferentes graus de integração na UE

O euro e a União Europeia. Por João Carlos Espada.

Talvez as elites alemãs venham a ter de aceitar que a Alemanha tem de pagar para salvar o euro no seu presente formato, isto é, incluindo um grupo tão diversificado de países e de economias. Mas, se e quando as elites alemãs aceitassem essa alternativa, iria o eleitorado alemão aceitá-la também? Se e quando uma união orçamental fosse implementada, com transferências automáticas, a Alemanha não iria assistir à subida do extremismo, neste caso de sinal contrário ao do Syriza na Grécia? Em boa verdade, a subida do extremismo de direita na Alemanha, por enquanto limitada, é já um facto observável a olho nu.

Este desencontro entre as preocupações da Alemanha e, em geral, dos países do Norte da Europa, e, por outro lado, as expectativas de vários países do Sul constitui um alerta importante que devia intrigar os europeístas com abertura de espírito.

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A fórmula Ferreira Leite para a Grécia

Quase 11 anos atrás a então ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, contratou Paulo Macedo (o actual ministro da Saúde) como Director-Geral de Impostos, com o objectivo de modernizar e tornar mais eficaz a cobrança de impostos. Esta foi a solução encontrada em 2004 para fazer face ao défice orçamental excessivo, ao invés de reformar o Estado e consequente redução da despesa pública. Solução que, na década seguinte, continuou a ser implementada em Portugal.

Agora o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, pretende aumentar o volume de impostos cobrados, uma das medidas será a contratação de “espiões” fiscais. Numa economia já bastante fragilizada nada que se queira ouvir. Por outras palavras, tal como Ferreira Leite fez doutrina por cá, também lá estão a privilegiar o sector público em prejuízo do privado.

Nota: O discurso de combate à evasão fiscal anda sempre à volta da maior justiça entre os contribuintes. Mas, apesar de se conseguir cobrar mais impostos a alguns, a carga fiscal para os restantes nunca baixa.

Incompreensão

Jorge Sampaio recebeu um doutoramento honoris causa na Universidade do Porto. Aproveitou a ocasião para demonstrar, mais uma vez, a sua invulgar capacidade para incompreender o mundo à sua volta. Disse Sampaio: «A questão está em saber como é que nós saímos deste colete-de-forças e como é que conseguimos crescer economicamente, socialmente mantermos a Europa com o sentido que ela sempre teve desde a sua fundação. (…) [A] União Europeia assiste hoje a inadmissíveis anátemas morais decretados por alguns Estados-membros e a uma triunfante cultura de ortodoxia financeira que tem conduzido a situações sociais insustentáveis, a uma preocupante deflação e à mácula desencorajadora projetada pelos seus milhões de desempregados. (…) [Estamos] longe do tempo em que se conciliava eficácia económica com coesão social e se declinava no plano das decisões, de vários modos, a palavra solidariedade. (…) [A Europa] precisa de encontrar uma linguagem que dê satisfação aos cidadãos em geral porque é disso que se trata.»

Fica sempre bem dizer estas coisas. Uma pessoa parece sempre mais séria e profunda quando apela à solidariedade. Mesmo quando o que diz está pejado de equívocos:

  • Em primeiro lugar, as medidas com que a Europa se depara, particularmente países como Portugal, não são uma questão de “eficácia económica” mas antes de evitar o descalabro. Para alguém que usou a famosa expressão “há vida para além do défice” e precipitou a entrada em funções do coveiro do país, recomenda-se mais recato.
  • Se estamos num “colete-de-forças”, não será por termos entrado nele desavisados. Dificilmente sairemos seguindo o caminho que nos levou a entrar nele, por mais apelos à solidariedade que se façam e mais boa vontade que demonstremos.
  • Afirmar que estados soberanos defenderem os seus interesses é o decretar de “inadmissíveis anátemas morais” é, em si mesmo, um “inadmissível anátema moral”. Isto da moral dá para os dois lados.
  • Não é encontrando “uma linguagem” que se resolvem os problemas. Quanto mais não seja por ser notório que o actual secretário-geral do PS usa várias, diferentes consoante a plateia.

Um novo paradigma de democracia radical

Cerco a Tsipras: Acordo não será sujeito a votação no parlamento

Está decidido. Acordo de extensão concluído na terça-feira irá ser debatido no parlamento de Atenas, mas não irá haver lugar a votação. Cresce a oposição a Alexis Tsipras dentro do partido Syriza.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza.

O valor da palavra do Syriza…

Grécia garante pagamento ao FMI, mas não ao BCE

A Grécia quer começar a discutir com os seus credores uma extensão do prazo de pagamento da sua dívida pública, diz o seu ministro das Finanças numa entrevista à Associated Press. Yanis Varoufakis garante ainda que a Grécia vai pagar a sua dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI) mas põe em causa os reembolsos ao Banco Central Europeu (BCE).

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