A bota e a perdigota do PS

Estando Portugal, por razões óbvias, sob vigilância da Comissão Europeia dada a sua elevadíssima dívida pública, o PS resolveu usar o facto para atacar o governo. Algo expectável, naturalmente, sendo oposição. O engraçado é que o PS, ou pelo menos o seu porta voz Vieira da Silva, parece não ter entendido os termos dessa vigilância. Se tivesse, talvez fosse mais reservado na manifestação pública, na medida em que o comunicado da CE aponta explicitamente para fragilidades da nossa economia que são o estandarte da campanha do PS: Diz a comissão que Portugal está demasiado dependente do crescimento económico para atingir os seus objectivos de redução do défice e da dívida pública. Isto é, há ainda muito para reformar e muita despesa para cortar. Sem estes passos, um crescimento económico durável não voltará.

O relatório da CE é tipicamente político no sentido de dar no cravo e na ferradura, deixando expressões e frases que podem ser usadas tanto pelo governo como pela oposição para puxar a brasa à sua sardinha. No entanto, errando o alvo mais uma vez, Vieira da Silva confunde contexto com causa: A comissão indica o reduzido crescimento, reduzida inflação e alto desemprego como factores que dificultam o atingir dos objectivos. Vieira da Silva entende estes factores como a causa dos desiquilíbrios. É curioso achar que inflação baixa é a raíz dos nossos problemas, quando o desiquilíbrio fundamental da periferia europeia face ao centro foi justamente um diferencial de inflação (no sentido de nível de preços, não massa monetária) superior ao crescimento da produtividade.

António Costa e o comunicado do PASOK

Espero que com a maior brevidade possível haja algum senhor jornalista que se lembre de pedir a António Costa, líder do PS, para comentar o Comunicado do PASOK sobre o acordo com o eurogrupo.

Recordo que o PASOK é o partido grego irmão do PS português na Internacional Socialista.

A discussão que deveríamos estar a ter sobre a Grécia

Felizmente, começa a haver cada vez mais responsáveis alemães a alertar publicamente para aquele que tem sido o grande erro de Angela Merkel relativamente à gestão política da zona euro: Instituto alemão defende que a Grécia devia fazer uma saída ordeira da zona euro

Líder do mais importante instituto de análise económica alemão defende a saída “ordeira” da Grécia da zona euro. A extensão dos financiamentos é um “analgésico” que não vai curar a doença grega.

Leitura complementar: Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza.

Nem toda a esquerda está em estado de negação da realidade (3)

Eurodeputado do Syriza critica acordo do Governo helénico com Eurogrupo

“A mudança do nome da ‘troika’ para ‘instituições’, do ‘memorando’ por ‘acordo’ e dos ‘credores’ por ‘parceiros’ não altera nada a realidade anterior”, afirmou Manolis Glezos. (…) No seu artigo, Glezos pede desculpa aos eleitores gregos por tê-los feito “participar na ilusão” durante a campanha eleitoral de ter um Governo de esquerda, pedindo-lhes uma reação “antes que seja demasiado tarde”.

Leitura complementar: Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza.

Nem toda a esquerda está em estado de negação da realidade (2)

3 semanas em que a Europa se viu grega. Por LA-C.

Deixando de lado os aspectos simbólicos que alguns valorizam muito (como, por exemplo, passar a haver alguém que fale grosso com os alemães) e a que eu não sei dar valor, fica o acordo que foi assinado.

E esse é tristemente doloroso para as pretensões syrizicas. Conseguiram muito menos do que um governo discreto teria conseguido. E houve coisas que perderam; como parte do dinheiro que tinha ido para a Grécia para apoiar os bancos e que voltou para o BCE.

Leitura complementar: Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza.

Nem toda a esquerda está em estado de negação da realidade

Desanimado suspiro. Por João Rodrigues.

O que estava escrito pareceu-me uma cedência em toda linha em relação ao moderadíssimo programa do Syriza, veremos se temporária, muito depende da reacção interna, no partido e fora dele, mas o que era dito pareceu-me que estava longe disso, aproximando-se de um Ministro das Finanças, mais um, a falar de confiança entre parceiros e das imposições de austeridade como forma de evitar tentações e outras coisas mais: palavras, as coisas significam o que eu quero que elas signifiquem e por aí fora.

Leitura complementar: Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza.

O que distingue a Grécia da Venezuela?

Pequeno dicionário do nosso tempo mediático. Por Helena Matos.

O que distingue a Grécia da Venezuela? A crise humanitária. Ou seja, a Grécia vive, no dizer de muitos jornalistas portugueses, uma crise humanitária. Já a Venezuela, com as prateleiras vazias, presos políticos e uma criminalidade elevadíssima, que por sinal afecta e muito a comunidade portuguesa, vai vivendo com algumas dificuldades, nas quais se inclui aquela coisa mais ou menos folclórica de não terem papel higiénico e o facto de os preservativos custarem uma pequena fortuna.

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A arrogância do Syriza e a realidade

As entradas de leão, e a saída de sendeiro, do Syriza. Por José Manuel Fernandes.

Recapitulemos. A promessa eleitoral de Tsipras era que iria renegociar a dívida, obter um perdão substancial (metade?) e formar uma coligação de convocasse uma conferência europeia sobre as dívidas soberanas. A seguir, Varoufakis andou pela Europa a tentar vender uma solução para a dívida grega que já não falava em perdão, mas implicaria sempre grandes perdas para os credores. Na sexta-feira o acordo diz taxativamente que a Grécia se compromete a honrar as suas dívidas e os seus prazos de pagamento.

No discurso de vitória da noite eleitoral, Tsipras proclamou que o memorando tinha acabado e troika também. No acordo ficou escrito que o memorando passou a chamar-se “o actual acordo” e a troika mudou de nome para “as instituições”, algo que estas, de resto, agradecem. Os técnicos que costumavam visitar Atenas vão continuar a visitar – e a vigiar – Atenas. O dinheiro também só voltará a fluir para a Grécia quando “as instituições” e o Eurogrupo aprovarem.

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Pablo Iglesias: o Podemos e a Venezuela como modelo

Pablo Iglesias: «Qué envidia de los españoles que viven en Venezuela, es un ejemplo democrático»

Pablo Iglesias en Venezolana de Televisión – Entrevista completa

Quando a Grécia exigiu mais dinheiro para não vetar Portugal

1985: Quando a Grécia exigiu mais dinheiro para aceitar Portugal na CEE

Em março de 1985, Portugal e Espanha negociavam em Bruxelas a adesão à CEE, mas na altura contavam com um opositor de peso: a Grécia. Ibéricos entravam se os gregos recebessem mais fundos.

“replacing conditions w/ equal econ impact”

O grande erro de Merkel

Em 2015 como em 2012 e em anos anteriores, o grande erro de Merkel tem sido precisamente o de tentar tudo para manter a Grécia na zona euro.

Se nem com o Syriza esse erro for corrigido rapidamente, temo que o preço a pagar pela Europa vá ser mesmo muito elevado num futuro não muito distante.

Uma linha vermelha e de decência

Eslováquia recusa mais ajuda financeira à Grécia

O primeiro-ministro Robert Fico diz que a Eslováquia está “calma” perante a possibilidade de a Grécia sair da Zona Euro se o país se recusar a honrar os seus compromissos e diz ser “impossível” explicar aos eslovacos que têm que pagar salários e pensões na Grécia. (…) “Esta é uma linha vermelha para nós. É impossível explicar às pessoas que os pobres da Eslováquia … devem compensar a Grécia”, afirmou o primeiro-ministro do país da Europa de Leste, que entrou no euro em 2009. “Explicar aos eslovacos que temos que dar dinheiro à Grécia para pagar salários e pensões? Impossível. Impossível,” reiterou.

Golpe de mestre?

No passado dia 10 de Fevereiro Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia, dirigiu através do Twitter as seguintes palavras aos gregos:

I want to assure the Greek ppl that our policies will be implemented in full & I’m optimistic that we’ll find a compromise w/EU partners

Ontem o ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis, enviou ao Eurogrupo uma proposta de acordo (meus destaques):

Dear President of the Eurogroup,
Over the last five years, the people of Greece have exerted remarkable efforts in economic adjustment. The new government is committed to a broader and deeper reform process aimed at durably improving growth and employment prospects, achieving debt sustainability and financial stability, enhancing social fairness and mitigating the significant social cost of the ongoing crisis.

The Greek authorities recognise that the procedures agreed by the previous governments were interrupted by the recent presidential and general elections and that, as a result, several of the technical arrangements have been invalidated. The Greek authorities honour Greece’s financial obligations to all its creditors as well as state our intention to cooperate with our partners in order to avert technical impediments in the context of the Master Facility Agreement which we recognise as binding vis-a-vis its financial and procedural content.

In this context, the Greek authorities are now applying for the extension of the Master Financial Assistance Facility Agreement for a period of six months from its termination during which period we shall proceed jointly, and making best use of given flexibility in the current arrangement, toward its successful conclusion and review on the basis of the proposals of, on the one hand, the Greek government and, on the other, the institutions.

The purpose of the requested six-month extension of the Agreement’s duration is:
(a) To agree the mutually acceptable financial and administrative terms the implementation of which, in collaboration with the institutions, will stabilise Greece’s fiscal position, attain appropriate primary fiscal surpluses, guarantee debt stability and assist in the attainment of fiscal targets for 2015 that take into account the present economic situation.
(b) To ensure, working closely with our European and international partners, that any new measures be fully funded while refraining from unilateral action that would undermine the fiscal targets, economic recovery and financial stability.
(c) To allow the European Central Bank to re-introduce the waiver in accordance with its procedures and regulations.
(d) To extend the availability of the EFSF bonds held by the HFSF for the duration of the Agreement.
(e) To commence work between the technical teams on a possible new Contract for Recovery and Growth that the Greek authorities envisage between Greece, Europe and the International Monetary Fund which could follow the current Agreement.
(f) To agree on supervision under the EU and ECB framework and, in the same spirit, with the International Monetary Fund for the duration of the extended Agreement.
(G) To discuss means of enacting the November 2012 Eurogroup decision regarding possible further debt measures and assistance for implementation after the completion of the extended Agreement and as part of the follow-up Contract.
With the above in mind, the Greek government expresses its determination to cooperate closely with the European Union’s institutions and with the International Monetary Fund in order: (a) to attain fiscal and financial stabilityand (b) to enable the Greek government to introduce the substantive, far-reaching reforms that are needed to restore the living standards of millions of Greek citizens through sustainable economic growth, gainful employment and social cohesion.

Sincerely,
Yanis Varoufakis
Minister of Finance
Hellenic Republic

Por outras palavras, a proposta grega era de garantir a extensão do empréstimo por 6 meses e, em contrapartida… continuar negociações sobre políticas que Syriza deseja implementar. Uma espécie de «primeiro enviem o dinheiro, depois vemos o que fazer com ele». O governo alemão percebeu a intenção e rejeitou-a imediatamente.

Mas, na minha opinião, o vencedor deste confronto foi a Grécia ao fazer a Alemanha cair numa “armadilha” mediática (foi vista como o vilão). É que – ao contrário de entidades oficiais – os jornalistas e comentadores foram enganados pela retórica da missiva e, por via daqueles, o público em geral (antes de ler o texto reproduzido acima, eu incluído), presumindo que a Grécia fez algumas cedências. Não o fez, colocou apenas no papel aquilo que anda a dizer há semanas.VaroufakisXadrez

Varoufakis teve aqui uma jogada de mestre o que, para um político dito amador, é louvável (acredito que a saída do euro é consequência perfeitamente aceitável para o Syriza, desde que não seja este percepcionado como a causa).

A Grécia, o Syriza e a União Europeia (2)

Como deve a UE lidar com free riders? Por João Miranda.

Por que é que a Eslováquia haveria de ser solidária para com um país como a Grécia que é mais rico e que ao longo dos anos violou gravemente as regras da união? Não se deveria antes exigir aos gregos solidariedade para com a Eslováquia?

Por que é que a Eslováquia emprestou dinheiro à Grécia a taxas inferiores àquelas que a própria Eslováquia pagava?

Tem a Eslováquia alguma obrigação de assegurar aos gregos um nível de vida superior ao seu, mesmo que os gregos não respeitem nenhuma regra e ameacem todos os dias violar os compromissos assumidos com a Eslováquia?

Pode uma união sobreviver sem punir exemplarmente o tipo de free riding que os gregos têm adoptado?

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza;

A Grécia, o Syriza e Portugal

Os gregos que ajudem a Grécia. Por João Miranda.

O PIB per capita da Grécia é aproximadamente igual ao PIB de Portugal. Quanto a mim, esta é razão suficiente para Portugal não ajudar a Grécia. A Grécia tem os mesmos recursos per capita de Portugal e se nós nos sabemos organizar com esse dinheiro os gregos também têm que se saber organizar. O Pedro Romano defende que o que conta não é o PIB per capita mas o sentimento de perda que os gregos têm por terem perdido rendimento per capita. Devo dizer que esse argumento não me impressiona. Não estou disposto a ajudar os gregos só porque eles agora ganham o mesmo que eu e se sentem mal porque em tempos ganharam mais do que eu. Não me convence a mim nem deverá convencer ninguém. Se não acreditam façam um peditório para ajudar a Grécia com base neste argumento. Vamos ver quem contribui.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza;

A Grécia, o Syriza e a União Europeia

Boa sorte. Por João Miranda.

A Grécia tem neste momento 2 problemas: 1. como financiar a sua actividade normal; 2. como meter a economia a funcionar. Para qualquer um destes problemas o Syriza constitui neste momento o principal obstáculo. Para se financiar, o Estado grego precisa de um empréstimo da União Europeia, mas não está disposto a dar as contrapartidas que a UE exige. Na verdade, é cada vez mais evidente que o Syriza não pretende cumprir nenhum compromisso que venha a assinar, e os credores já perceberam isso. (…) O principal indicador de que as coisas estão a correr muito mal na Grécia é o contraste entre o apoio à estratégia do Syriza (mais de 80% em algumas sondagens) e a fuga dos depósitos bancários (mais de 20 mil milhões em 2 meses). Os gregos acreditam na estratégia do Syriza de sacar dinheiro à União Europeia, mas não apostam o próprio dinheiro no futuro da Grécia.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza;

José Rodrigues dos Santos “absolvido”

Provedor dá razão a Rodrigues dos Santos. Porque neste país ai do jornalista que vá contra a narrativa da inteligentsia radical de esquerda.

Podem ver a reportagem “atrevida” aqui.

 

Processo de saída da Grécia do Euro, segundo Varoufakis

Pese embora, eu ainda acredite que o mais provável é a Grécia continuar com o seu programa de reformas e assim beneficiar dos empréstimos da Troika, a saída do Euro é cada vez mais uma possibilidade. O agora ministro Varoufakis em tempos descreveu o processo de saída do Euro da Grécia. Fica aqui o excerto:

Any decision to exit from the Eurozone will be accompanied by a weeklong bank closure during which euro notes will be marked manually (e.g. with indelible ink) to differentiate them from euros and brand them as New Drachmas (NDs), until freshly minted NDs circulate many months later.

Even before the prolonged ‘bank holiday’ begins, the ATMs will have run dry and will remain so for a while (as the banks will not have the authority to dispense euros any more). In the meantime, Greeks with hoarded cash will try to take it out of the country, to prevent their stamping and devaluation. Liquidity will thus disappear. Meanwhile, strict capital controls will re-appear and the Schengen Treaty provisions will be suspended indefinitely, since every bag and every suitcase leaving an airport, a port, or a land border will have to be checked by armed police.[1] And when the banks re-open, long queues of angry depositors will form outside seeking to withdraw their stamped euro notes with a view to trading them as soon as possible for unstamped ones (or for other currencies) based on a self-confirming expectation that the NDs’ exchange rate will fall and fall and fall…

A Grécia, o Syriza e o euro

Uma boa síntese de alguns pontos essenciais para compreender o que está em causa: Estou farto do choradinho dos desgraçadinhos dos gregos. Por José Manuel Fernandes.

Os problemas da Grécia não começam agora no Syriza nem acabarão com o Syriza. São problemas antigos, entranhados, que fazem do país um corpo cada vez mais estranho numa união monetária como o euro.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza.

Alberto João Jardim: «Je suis Syriza»

Bate certo: Alberto João Jardim declara-se: «Je suis Syriza»

O presidente cessante do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, manifestou este sábado a sua solidariedade com o povo grego ao usar um chapéu de folclore da Grécia na tribuna onde viu o cortejo alegórico de Carnaval.

«Hoje estou numa atitude de protesto e de solidariedade. Trouxe um chapéu grego para exprimir a minha solidariedade com o Syrizae, por isso, levanto a minha voz: não pagamos, não pagamos!», cantou aos jornalistas, no Funchal.

Uma multidão de algumas dezenas

Cerca de meia centena de pessoas está concentrada no Largo de Camões, na baixa lisboeta, numa manifestação de solidariedade com a Grécia.

Poucos minutos depois das 15.00, hora marcada para início da manifestação, algumas dezenas de pessoas marcavam presença no Largo de Camões e um grupo de jovens da Plataforma 15 de Outubro seguravam um cartaz com as bandeiras de Portugal e da Grécia com a mensagem “Juntos Contra a ‘Troika’”, escrita em português e em grego.

Cerca das 15.15 surgiu um outro grupo de pessoas empunhando uma tarja que dizia “O Medo Mudou de Lado”.

Os deputados bloquistas Luís Fazenda e Mariana Mortágua, a médica Isabel do Carmo ou o realizador de cinema António Pedro Vasconcelos são algumas das personalidades presentes nesta iniciativa convocada pelas redes sociais.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza.

Portugal (ainda) não é a Grécia

O nosso futuro está nas mãos dos gregos? Por Rui Ramos.

Cada um dos países assistidos é, como as famílias infelizes de Tolstoy, um caso à parte.

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Um bom sinal

Quase ninguém em Lisboa para apoiar governo grego

«Nem mais um sacrifício pelo euro» e «Viva Alexis Tsipras e todo o seu Governo» eram algumas das frases que se liam nas dezenas de cartazes empunhados pelos manifestantes, onde se destacavam diversos dirigentes do Bloco de Esquerda.

Varoufakis, a troika e a CIA

Troika? A CIA também tinha boas pessoas que torturavam prisioneiros, diz Varoufakis

Yanis Varoufakis insiste no haircut da dívida grega em entrevista à revista alemã Der Spiegel e compara a atuação da troika com a dos membros da CIA que, contra a sua vontade, torturavam prisioneiros.

A palavra que não pode ser pronunciada

Grécia negoceia com BCE, FMI e UE. Não com a troika

“Temos todo o gosto em deixar de lhes chamar troika, mas as três instituições vão continuar a monitorizar a situação na Grécia”, afirmou o porta-voz do Ministério das Finanças da Alemanha.