No seguimento do post do André Azevedo Alves que mostra que a esquerda começa a simpatizar com a retórica eurocéptica (e libertária) de Nigel Farage do UKIP, deixo aqui outra sugestão igualmente relevante que merece ser descoberta pela esquerda: Godfrey Bloom (igualmente do UKIP e igualmente libertário). A falta de estilo combinada com uma honestidade própria de quem parece já não ter nada a perder faz com que as intervenções de Bloom sejam das mais interessantes do parlamento europeu e da europa política em geral. (mais…)
Fevereiro 22, 2012
Fevereiro 21, 2012
Nigel Farage: primeiro estranha-se, depois entranha-se
Nigel Farage ganhou mais um fã, neste caso de origem improvável.
Fevereiro 20, 2012
Nigel Farage prevê revolução na Grécia
This is getting very very serious. My great fear is that if we go on treating Greece like a colony, with it being runned by unelected bureaucrats, I think the result will be a revolution, and I really mean that.
You get to a point where you say “What else can people do?”. I mean, if you can’t change your future through the ballot box, violence is the only resource you have left.
So I’m not pessimistic, in the sense that I think these plans for this sort of New World Order of government, I think in the end the people are going to rebel and bring it down but it may have a terrible terrible price.
Fevereiro 18, 2012
Nem toda a corrupção se dá em Angola e Portugal…
Ainda que seja de salientar que neste caso o desfecho acabou por ser a demissão do principal envolvido: Presidente alemão apresenta a demissão.
Fevereiro 15, 2012
5 Pistas de Esquerdismo Profundo
Você sabe que sofre de Esquerdismo profundo se tem diversos dos seguintes sintomas:
1. Personificação de Colectivos - Culpa os males do mundo a entidades que não existem como “A Sociedade”, “A Economia de Mercado”, “O Mercado de Trabalho”, “A Pobreza” ou “Esses Capitalistas” (que eu nem sei quem são, pois se há inimigos do capitalismo são esses que geralmente são referidos nestas situações). Se chega ao ponto de usar estes substantivos colectivos como sujeitos de frases, tipo “O Mercado de Trabalho é que obrigou o Joaquim a aceitar aquelas condições” ou “A Pobreza existente neste país levou a que ele ter de trabalhar em 2 empregos”, então… Obviamente estas frases são apenas destinadas a esconder os verdadeiros culpados, desresponsabilizando-os, e não permitindo atacar verdadeiramente o problema. Ou por preguiça intelectual, ou por incapacidade de compreensão da situação.
2. Atracção pelos Paradoxos - Ciências que lidem com fenómenos a escalas muito pequenas ou muito grandes (física, química, astronomia, entre outras) muitas vezes chegam a resultados contrários ao que parecia a uma pessoa simplesmente usando o senso comum. Aparentemente, isto preparou a mente de algumas pessoas para aceitar que eventos muito mais banais e à escala humana também deverão na verdade ser explicados por uma teoria contrária à percepção comum. Aceitar o senso comum traz consigo o rótulo de ingénuo, enquanto que preparação para o contrariar é a marca do sofisticado.
Exemplos: Punição não desincentiva, Casamento é como Prostituição, Machos são inerentemente iguais a Fêmeas, Indivíduos a livremente realizarem contratos estão a ser coagidos mas adquirir sapatos do único fornecedor numa loja soviética era liberdade, a inteligência é irrelevante para o sucesso na vida e qualquer aluno pode atingir qualquer nível se o seu professor acreditar que ele pode, dar dinheiro a mulheres por terem filhos ilegítimos desencoraja-as de terem filhos ilegítimos, taxar algo – como o trabalho – leva a que haja mais disso, Estaline e Che Guevara eram tipos porreiros.
3. Sentimento de Missão - Inveja, Culpa, Identificação com o Fraco, a Perspectiva de Gerir a Máquina Estatal, … muitas podem ser as causas para desejar expandir o Estado. E claro desejar ser quem o faz, ou pelo menos estar próximo de quem o faça. Este sentimento é fundamental e, claro, tem que ser tudo menos racional, resistindo a todo e qualquer argumento sobre as falhas do Estado.
4. Sentimento de Revolta - Sem o correspondente desejo de resolver a situação por si, claro. A culpa da sua situação não é sua (como visto no ponto 1). A riqueza existente neste mundo é fixa (o crescimento económico não existe e o crescimento do PIB é só devido à Inflação) e portanto alguém ficou com a sua parte. Provavelmente uma daquelas pessoas que têm muito dinheiro e que não faz mais nada senão receber juros do mesmo – sendo ele cada vez mais rico e os outros cada vez mais pobres. Sim, é mesmo isso. Até porque os camaradas (que percebem tanto de criação de riqueza como a “vítima”) confirmam.
5 – O que é meu, é meu. O que é teu, é nosso. - Obviamente. Dúvidas?

Por fim, fica um pequeno estudo da Anatomia de um verdadeiro “Avantis Camaradis”.

Sobre o Ponto 2, deixem-me só acrescentar: os sexos parecem ser diferentes, portanto são o mesmo; homens e mulheres parecem ligar-se devido a emoções profundas, por isso a sua ligação é meramente comercial; sexo com outro homem é nojento e repulsivo para heterossexuais, por isso uma personalidade heterossexual é igual à homossexual; as línguas ocidentais são fonéticas, por isso devem ser ensinadas por imagens, como se fossem Chinês; o Capitalismo levou à prosperidade onde quer que foi usado, por isso deve ser mau – o Socialismo nunca funcionou, por isso deve ser bom; ninguém força ninguém a assinar contratos, por isso eles não são livres; sobre o Socialismo, não somos autorizados a escolher nada, por isso somos livres; todos temem morte, dor e perda de propriedade, portanto ameaças de morte, dor e perda de propriedade não afectam o comportamento; algumas pessoas não percebem certos conceitos por mais detalhada e lentamente que eles lhes sejam explicados, por isso a culpa é de quem lhes explica; as pessoas ficam desmoralizadas quando aquilo que é deles lhe é retirado, por isso aumentar impostos fazem-nas trabalhar mais (curva de Laffer invertida =]); Estaline e Che Guevara mataram milhões de pessoas dos seus próprios povos, por isso seriam bons chefes.
Referências: Michael Levin, The Era of Deadly Error (MP3), Anatomias (Recomendo fortemente!)
Fevereiro 14, 2012
Presença de Portugal nas negociações do ACTA
A Comissão Europeia publicou ontem um documento sobre a transparência das negociações do ACTA. O acordo esteve em negociações de Junho de 2008 a Novembro de 2010, durante o primeiro e segundo mandato de José Sócrates enquanto primeiro ministro. Das onze rondas de negociação, Portugal esteve apenas presente em duas: na primeira a 3-4 de Junho de 2008 em Genebra, e na quarta a 15-18 de Dezembro de 2008 em Paris.
Fevereiro 13, 2012
No Fio da Navalha
O meu artigo para o jornal i deste fim de semana.
A força do Atlântico
Depois de David Cameron ter vetado a proposta de alteração dos tratados europeus, o “Wall Street Journal” publicou, no final do ano passado, um artigo que defendia uma aproximação entre o Reino Unido e os EUA. Os seus autores, ambos norte-americanos, entendem que a integração do Reino Unido na Europa foi feita à custa dos laços naturais que partilha com os EUA e demais países de língua inglesa. Foi algo que trouxe benefícios aos britânicos, mas, com a crise do euro e as propostas de aprofundamento da União Europeia, implica um custo muito elevado.
A CEE, dentro da qual o primeiro- -ministro Edward Heath conseguiu fazer admitir o seu país, que visava um mercado de livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, e sem um poder supranacional não eleito, já não existe. Pelo contrário, transformou-se num muro que cerca a Europa, por se ter querido fazer dela um paraíso kantiano fechado a quatro chaves. A União Europeia, pressionada pela crise do euro e pelas decisões políticas de Merkel e Sarkozy, caminha para a criação de um megaestado centralizado, que visa controlar a vida política dos países-membros. O que sucede na Grécia e na Itália, onde o governo eleito foi substituído por líderes próximos de Bruxelas, o desejo de colocar em Atenas um comissário europeu que vistorie as contas gregas, aprove ou chumbe as decisões do seu governo, apontam para o possível fim das democracias e das soberanias nacionais. Que estados recentes como a Grécia e a Itália, habituados ao longo da sua curta história a vergar-se à vontade de potências estrangeiras, aceitem as imposições que lhes estão a ser feitas, não é de estranhar. Mas que outros, como a Espanha e o Reino Unido, o façam, já será muito difícil. Se o aprofundamento e o alargamento da União foi conseguido com relativo sucesso quando havia dinheiro, o que se quer levar a cabo para salvar o euro conduzirá o velho continente ao desastre. Uma federação criada numa época de crise, em que a capacidade negocial é mínima, em que qualquer solução é imposta, não tem futuro. Só criará ressentimentos que conduzirão ao colapso daquilo que tantos anos levou a construir.
Continuando o raciocínio do artigo referido no primeiro parágrafo, a solução preconizada não é assim tão descabida. Na verdade, o Reino Unido tem outras soluções além da Europa. Bem vistas as coisas, a Europa também. Aliás, a resolução dos problemas europeus foi sempre encontrada noutros continentes. O que foram os Descobrimentos senão uma abertura dos europeus ao mundo, buscando outras formas de obter os produtos de que necessitavam? O que foi o desbravamento de novos territórios senão a procura de espaços para se viver? O que seria da Europa sem a entrada dos EUA nas duas guerras mundiais? Onde está hoje a força de alguns países europeus, se não entre os países que falam as suas línguas? Que seria de Portugal sem o Brasil, Angola e Moçambique? Do Reino Unido sem os EUA, o Canadá e a Austrália? Da França sem a sua influência no Magrebe, no Sudeste Asiático e no Pacífico? Da Espanha sem o continente sul-americano?
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou há dias que, com a procura de investimento angolano, o futuro de Portugal é o declínio. Apesar de não agradar a forma como os empresários angolanos fazem dinheiro, para alguns países europeus o regresso ao Atlântico é uma alternativa natural. Por isso já há tantos portugueses em Angola. Durante anos o aprofundamento dos laços com o Brasil foi preterido devido ao risco que tal implicava para a Europa, como aconteceu com a obtenção dos vistos. Precisamos todos de dinheiro e sangue novo. Uma vez mais, ele está lá fora e vai ter profundas implicações no equilíbrio europeu. Quais, não podemos prever. Como no passado, o mundo bateu à porta da Europa e vamos ter de a abrir.
Fevereiro 11, 2012
Carta aberta à Europa
Um texto interessante e com vários pontos válidos, ainda que discorde de alguns outros. Vale a pena ler e reflectir: An open letter to Europe
Fevereiro 10, 2012
Ana Gomes é mais schulziana que Martin Schulz
Diz a eurodeputada socialista frau Ana Gomes, a culpa é dos alemães.
“Tenho a certeza que Martin Schulz, ao apontar para o risco de enfeudamento português ao investimento angolano, está a ter em mente normas básicas da União Europeia em matéria de direitos humanos, promoção de democracia, combate à corrupção, para fazer o mercado interno e as regras da concorrência, responsabilidade social das empresas”, observou, num comentário em vídeo (ver abaixo) gravado na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
“É no entanto necessário dizer a Martin Schulz e a todos os amigos alemães, a senhora Merkel incluída, que esse risco é consequência das desastrosas políticas europeias que têm sido determinadas pelo Governo alemão, que empurra Portugal e outros Estados-membros para recursos exteriores à União Europeia (UE), onde interesses contrários aos da UE podem de facto fazer perigar as possibilidades de progresso desses países e do próprio projecto europeu”, acrescentou Ana Gomes.
“É isso que se passa também em relação à China. É importante chamar à atenção (…) que é no quadro de ajustamento orçamental que nos é imposto pela União Europeia, com particulares responsabilidades da Alemanha, que Portugal está a vender infra-estruturas críticas, essenciais para a própria segurança nacional e europeia, ao Partido Comunista Chinês”, disse a eurodeputada socialista.
“É fundamental que falemos – como Martin Schulz fala – e que digamos à frau Merkel o que temos a dizer nesta matéria. E explicar em particular que é por falta de solidariedade europeia e alemã, em concreto, para resolver a crise, é por causa das receitas desastrosas que só agravam a crise que têm sido determinadas pela frau Merkel, que Portugal se vê obrigado a se sujeitar a investimentos estrangeiros, alheios à União Europeia, e a ceder o controlo de empresas estratégicas”, continuou. “Era bom que Passos Coelho dissesse isso à frau Merkel, em vez de se apresentar sempre obediente e amestrado.”
Fevereiro 9, 2012
Martin Schulz, um socialista imperialista
Presidente do Parlamento Europeu diz que o futuro de Portugal é “o declínio”
Martin Schulz garante que não quis interferir na política externa de Portugal
Farage: What kind of President Schulz are we going to get?
Fevereiro 8, 2012
O Princípio da Secessão Como Valor Liberal
Há algumas semanas atrás tive o privilégio de estar presente na Universidade Queen Mary em Londres onde decorreu uma palestra/tertúlia para cerca de 15 pessoas com o eurodeputado britânico Daniel Hannan. Hannan dispensa grandes apresentações; é uma das vozes britânicas mais activas a favor do fim da União Europeia, especialmente como projecto federal, e um reputado defensor de princípios do liberalismo clássico.
Um dos argumentos mais importantes que Hannan dá contra o actual processo de centralização europeu em curso é o facto de a Europa ter desenvolvido a sua civilização e atingido prosperidade precisamente porque era um território descentralizado, com inúmero Estados independentes e sob o efeito da competição fiscal. Para consubstanciar este argumento, ele constantemente enfatiza as vantagens dos países pequenos (Liechtenstein, Singapura, Hong Kong, Suíça) e de como estes são em média mais ricos, prósperos e livres do que países vastos onde o Estado controla uma grande população e território.
Ele não só está coberto de razão, mas tem também o mérito de ser dos poucos políticos europeus a enfatizar esse facto numa era em que a maior parte dos políticos deixa-se seduzir pelos salários e carreiras eurocratas; significando na prática que apoiam a destruição das independências das nações, assim como a construção de um super Leviatã europeu cuja palavra de ordem provém da (agora modernizada) doutrina socialista: “harmonização”.
Hannan é igualmente um grande defensor da democracia directa onde a descentralização, o localismo e o referendo são princípios fundamentais. Conhecendo a sua posição a favor de uma Europa descentralizada, perguntei-lhe publicamente se advoga o mesmo princípio secessionista para os Estados dos EUA que usa para os da UE. Ademais, afirmei com veemência que os 50 Estados americanos estariam muito melhor sendo autónomos do que obedecendo a um Estado federal. Adicionalmente, perguntei-lhe se, segundo a mesma lógica, ele apoia a independência da Escócia.
Sentindo-se algo desconfortável em relação ao tema, respondeu-me que, ao contrário do caso da União Europeia, não acha bem que no caso dos EUA se tente “partir” um país que o é de forma legítima pois tem o apoio do povo. No caso Escocês, disse que não apoia a independência da Escócia essencialmente porque não acredita que o povo escocês queira ser independente e considera que os escoceses iriam provavelmente votar contra a sua própria independência no referendo que se avizinha.
Não sei se estas posições se devem a um sentimentalismo anglo saxónico que gosta de percepcionar o Reino Unido e os EUA como unos ou se advêm do facto de Hannan, apesar de ser um dos poucos políticos academicamente bem informados, ser, afinal de contas, um político de um partido de forte tradição unionista (o partido conservador). Seja qual for a razão, apesar de regularmente admirar o seu trabalho, não posso deixar de apontar aquilo que considero ser alguma falta de consistência nesta atitude dicotómica (UE vs EUA/RU).
A independência da Escócia seria extremamente benéfica para a causa liberal que Hannan defende: com esta secessão a Escócia transformar-se-ia num competidor fiscal e deixaria de viver de subsídios Londrinos, acabando assim com a ilusão socialista escocesa actual de que o dinheiro cai do céu. Ademais, a competição fiscal escocesa iria igualmente obrigar o Estado Inglês a competir fiscalmente sendo obrigado a descer as actuais cargas fiscais.
O mesmo se pode dizer para a independência dos inúmeros Estados dos EUA. Porém, os defensores da manutenção do Estado federal americano alegam que já existe actualmente competição fiscal nos EUA e como tal vale a pena mantê-lo; mas tal é um abuso de linguagem. O Estado federal americano consome quase 70% da receita fiscal americana. Alegar que apenas cerca 30% de competição fiscal interna é verdadeira competição fiscal parece-me claramente um insulto para o conceito.
Naturalmente, quanto eu retorqui com o anterior argumento, Hannan revelou que não concorda que os governos centrais, quer no RU, quer nos EUA, tenham tanto poder, devendo estes entregar total autonomia às regiões e localidades mas mantendo a função da defesa e política externa em si mesmo.
Contudo, considero que tal é manifestamente uma impossibilidade: quando existe um Estado poderoso, centralizado, com vasto território/população e distante dos cidadãos, a tendência natural será para maximizar a concentração de poder. Tal observa-se no proto-Estado burocrático que é a UE e igualmente nos EUA, onde nem uma constituição marcadamente liberal clássica conseguiu limitar e impedir o crescimento totalitário do Estado central. Desta forma, os constrangimentos ao poder dos Estados devem advir essencialmente de 2 fontes: da proximidade dos cidadãos ao centro de poder e da competição fiscal entre Estados. Só as secessões colocam um fim ao processo de centralização e acumulação de poder, tal como se verificou com os países da ex-União Soviética.
Talvez essa não seja vontade de Hannan, mas existe uma forte possibilidade de os escoceses se tornarem independentes em breve via referendo (ou não fosse o partido independentista que está em maioria no parlamento escocês); considero igualmente que os EUA terão muitas dificuldades no futuro em evitar movimentos secessionistas numa sociedade progressivamente multi-étnica onde, segundo os índices de fecundidade e imigração, os construtores daquele modelo político (os euro-americanos) passarão a ser uma minoria populacional. Estes movimento tornar-se-ão evidentes aquando a falência em curso do actual Estado “welfare-warfare” americano. Afinal de contas, o etno-nacionalismo está por trás da dissolução de todos os impérios centralizadores que conhecemos até hoje, desde o império Romano ao Otomano.
A contar de 1914 até ao presente, passámos de 62 para 193 Estados soberanos. Estamos aparentemente no bom caminho; porém, em todas as épocas existem forças centralizadoras e descentralizadoras. A promoção do princípio da secessão como valor liberal é assim de vital importância para as segundas e, consequentemente, para o liberalismo como ideal, seja na Europa, no Reino Unido ou nos Estados Unidos da America.
Visionamento complementar: Ron Paul e as vantagens da secessão
Fevereiro 7, 2012
João Carlos Espada condecorado na Polónia
Uma justa e merecida distinção:
O IEP-UCP tem o prazer de informar que o seu Director, Professor João Carlos Espada, acaba de ser condecorado pela Republica da Polónia com a distinção Bene Merito, “a mais alta distinção civil conferida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros a individualidades cuja contribuição para a Polónia seja considerada excepcional”.
A perigosa tentação de seguir o modelo grego de “ajustamento”…
Temo que seja qualquer parte que implique cortar na despesa pública.
Fevereiro 4, 2012
Da subserviência de Portugal
Como é que se explica que uma semana depois de Portugal ter assinado o ACTA, os portugueses continuam a achar que o assunto não é com eles quando o resto do mundo o discute activamente? Só encontro uma resposta: subserviência à autoridade da UE.
Na Polónia, os protestos, onde a bandeira da UE foi inclusive queimada na rua, já levaram o primeiro ministro a dizer que o país errou ao subscrever o ACTA.
Na Eslovénia, a opinião pública pressionou de tal forma os seus representantes que a embaixadora que assinou o ACTA escreveu uma carta a explicar-se e desculpar-se.
Na Alemanha, o assunto é de tal forma discutido que deputados do governo escrevem artigos sobre o assunto (e sofrem as consequências).
Em França, o assunto é analisado nas TVs por figuras proeminentes da política.
Em Inglaterra, o partido popular do UKIP já criticou o salto por cima dos parlamentos nacionais que o ACTA permite.
Enquanto isso, em Portugal, a meia dúzia de gatos pingados que lá vai contestando o ACTA não parece ter problema no facto do país ter vendido os seus cidadãos à UE, não fazendo disso assunto e aceitando facilmente que a acção política devida a ter é a que cai na categoria da cidadania europeia.
Enquanto isso, em Portugal, não se sabe quem assinou por nós o ACTA, a mando de quem e com que base de discussão a nível nacional, nem há preocupação dos media em descobrir ou, sequer, parece-me, a consciência de que essa é uma questão importante.
Enquanto isso, em Portugal, confirmando a cultura subserviente à UE do país, os políticos portugueses continuam calados, não falando do assunto nem nos jornais nem nas TVs, nem a favor nem contra. A possibilidade de um acordo internacional da envergadura do ACTA não passar pelo parlamento não tira o sono aos nossos políticos.
O assunto é, para Portugal, evidentemente menor. O que somos nós para participar naquilo que o nosso Senhor decide?
Fevereiro 3, 2012
ACTA e privacidade online
Ainda sobre o argumento usado pela esquerda para rejeitar o ACTA, ser a favor do respeito pelos Direitos de Autor na internet será compatível com ser a favor da privacidade on line?
Como é que se calcularia o montante em que o autor foi lesado sem violar a privacidade do consumidor?
ARTIGO 9.º
Indemnização por perdas e danos
As presunções referidas no n.º 3, alínea b), podem incluir uma presunção de que o montante da indemnização é constituído por: i) a quantidade de mercadorias que infringem o direito do titular do direito de propriedade intelectual em questão e realmente destinadas a terceiros, multiplicada pelo montante do lucro por unidade das mercadorias que teriam sido vendidas pelo titular do direito se não tivesse existido o acto de infracção; ou ii) um royalty razoável; ou iii) um montante fixo com base em elementos como, pelo menos, o montante de royalties ou direitos devidos se o infractor tivesse solicitado autorização para utilizar o direito de propriedade intelectual em questão.
Como é que se protegeria os autores do prejuízo económico causado pela pirataria se se esperasse por cada processo judicial em vez de tomar medidas provisórias contra «utilizadores que “possam” estar a violar direitos de autor»?
ARTIGO12º.
2. Cada Parte deve prever que as respectivas autoridades judiciais têm poderes para adoptar medidas provisórias inaudita altera parte sempre que necessário, especialmente nos casos em que um eventual atraso seja susceptível de causar prejuízos irreparáveis ao titular do direito, ou quando exista um risco comprovável de destruição dos elementos de prova.
Como é que se criminaliza um infractor online sem saber a sua identidade?
ARTIGO 27º.
4. Cada Parte pode, em conformidade com o respectivo ordenamento jurídico, outorgar às autoridades competentes o poder de ordenar a um prestador de serviços em linha que divulgue rapidamente ao titular do direito as informações suficientes para permitir identificar um assinante cuja conta se presuma estar a ser utilizada para cometer uma infracção ao direito do titular, caso este último tenha apresentado um pedido, suficiente no plano jurídico, relativo a uma infracção a uma marca ou a direitos de autor ou a direitos conexos e caso essas informações sejam pedidas para efeitos de protecção ou aplicação dos referidos direitos.
Como é que se faz valer a aplicação dos direitos de autor na internet sem partilhar informação sobre os criminosos globalmente?
ARTIGO 33º.
Cooperação internacional
1. Cada Parte reconhece que a cooperação internacional é vital para proteger eficazmente os direitos de propriedade intelectual, e que deve ser incentivada, independentemente da origem das mercadorias que infringem os direitos de propriedade intelectual ou da localização ou nacionalidade do titular do direito.
Carlos Costa é o Presidente do Clube, o Euro o Treinador
Carlos Costa pede à UE para assegurar que o euro não está a prazo.
Se a intenção era tranquilizar-nos, o melhor era mesmo estar caladinho e fingir que nada se passa…
Fevereiro 2, 2012
Vamos todos mudar para a Dinamarca, já!
Aparentemente lá é que se pode fazer tudo o que um homem (ou uma mulher) quiser, com quem quer que seja, onde quer que seja, até mesmo casar com animais!
Pelo menos é o que diz um grande entendido Saudita…
Outras lições úteis incluem:
- Porque é que a masturbação de meninas é mais perigosa que a dos rapazes;
- Porque uma mulher não pode guiar (ele perde-se um bocado, mas ‘tá fixe);
- Moda de roupa feminina para ir à praia (Publicidade);
- Casamento de primos não é incesto! – Famílias pedem: “Pela honra!” - Sayyid
- Pedofilia no Islão não é problema (desde que aceite pelo pai, claro);
- Como bater numa mulher (dicas de profissionais experientes) - 2ª Opinião – Regras.
- Ao menos é melhor que os Sicks: isto sim, é violência!

Formigas
“(…) à long terme la croissance d’un pays est déterminée par trois facteurs: la croissance de la population active, le progrès technique et l’augmentation du stock de capital.”
Lemos esta entrevista no Le Figaro e, se os problemas do Japão de hoje, forem nossos amanhã, vamos ter de ser formigas durante muitos anos. Poupar e ter filhos. Amealhar e multiplicar. A solução é fácil e, bem vistas as coisas, nem é muito cara.
Fevereiro 1, 2012
Eurabia – A Islamização Europeia
De todos os ataques à sociedade ocidental, o mais grave talvez não seja algo que nós façamos directamente, mas uma das consequências necessárias do que nós fazemos.
O nosso modo de vida é atacado por pessoas de boas intenções que, querendo ajudar os seus compatriotas – com educação, saúde, energia e transportes “tendencialmente gratuitos” – tudo o que fazem é destruir esses mesmos sectores e empobrecer a sociedade.
Este ataque económico tem consequências:
1. A Economia estagna e foca-se em manter o emprego e a produção actual, não gerando crescimento e novos empregos a um ritmo necessário para absorver os jovens que saem das Universidades. Este é um barril de pólvora que em muitos países tem provocado revoluções.
2. A sociedade divide-se em 2 classes: os que são demasiado ricos e que, mercê dos seus meios conseguem evitar pagar muitos impostos e os que são demasiado pobres e que, mercê das suas necessidades, têm “direito” a “exigir” ao Estado. A classe média, contribuinte por excelência, soçobra perante o peso que lhe é imposto.
3. O ambiente desce em escala de importância (quem não tem boas condições de vida é muito mais egoísta) e, independentemente de opiniões políticas sobre o que deve ser feito, o que é certo é que muitas medidas básicas de eficiência e aproveitamento de recursos não são seguidas por falta de recursos e de interesse.
4. Os activos do país são vendidos, geralmente aos credores que momentos antes nos estavam a permitir manter um nível de vida antes possível, mas que entretanto com o peso das políticas sociais “gratuitas”…
5. A Demografia altera-se profundamente, com os casais jovens (os tais que têm altas taxas de desemprego e que têm de manter os privilégios “gratuitos” da geração dos “direitos adquiridos”) a decidirem adiar ou a simplesmente não ter filhos. Pensem nos vossos amigos que têm 30 a 40 anos.: têm filhos? Pensam ter?
Várias consequências daqui irão advir: domínio económico Chinês, ascensão Indiana e…
Este vídeo tem algumas previsões alarmistas, mas pensem por vocês e confirmem os dados:
Essencialmente, algumas noções parecem-me exageradas. Afinal, é sempre possível qualquer número de fertilidade, não é necessário 80 a 100 anos para inverter, e os 8.1 Árabes não têm a mesma Esperança Média de Vida, só para citar alguns. Mas a questão mantém-se, a Europa duplicará o número de Árabes em 20 anos e o número de não-muçulmanos diminuirá. Ao fim de 3 gerações (3×20 = 60 anos) assim, seremos vizinhos de vários estados muçulmanos.
E Portugal? Portugal vai sofrer mais com as outras variáveis. Nesta em particular, os Descobrimentos vão ajudar-nos: a nossa população já hoje se está a suster com Brasileiros e PALOPs e assim se deve manter. Mas a nossa vizinhança deverá mudar substancialmente e ainda antes de eu deixar este mundo.
And so what? Ok, vamos her muitos mais muçulmanos do que hoje temos. E depois? Que consequência terá esse facto matemático? Ao tornarem-se super-abundantes, não se irá a sua cultura esbater e tornar-se mais uma opção, sem grandes impactos políticos e sociais? Não se irá perder o fervor religioso numa vida dominada por problemas comuns como arranjar emprego, cozinhar, tratar a roupa e poupar para casa e carro? Pela minha parte, tendo a minha última namorada sido uma Turca que viveu toda a sua vida em Berlim, vi de perto como a religião se esbate e se acaba a: comer carne de porco (embora ela não admitisse a certas pessoas da comunidade), beber álcool e vestir roupas reveladoras. E nunca a vi rezar.O facto de eles se tornarem abundantes não significa muito se se tornarem moderados e integrados na cultura (sim, ela também não passava passadeiras no vermelho).
Pela minha parte, limito-me a dar referências. Sei da tendência da comunicação social e da blogosfera para os alarmismos e portanto olho para este como para todos os assuntos com desconfiança. O que é certo é que a demografia não ajuda. E eu olhando para os meus amigos e as taxas de natalidade dos que me são próximas fico um pouco preocupado. Mas no fim de tudo: “And so what?”
Referências:
- Sarkozy referido pela Jihad Watch,
- Eurabia no NY Times,
- Washington Times,
- Roterdão como Capital,
- YnetNews (Israel) sobre a Eurabia,
- Barcelona Declaration (comentário negativo) (processo)
- Eurabia na Wikipedia (& SIOE na Wikipedia),
- História com uma luz diferente, no Gates of Vienna,
- Exagero no Islam Watch (Alá na Europa),
- As 3 opções: Eurabia, guerra, integração
- Eurabia como tema de campanha na Holanda,
- O fim da Eurabia, no Finantial Times,
- Crítica ao argumento (2025 é muito cedo… 2060 é bem mais credível)

O natural upgrade terrorista
Demorou nove anos para que o terrorismo da jihad evoluísse. O primeiro ataque britânico que matou três pessoas e feriu mais de 50 no Mike’s Bar, teve lugar em Jerusalém. Nove anos decorridos, os objectivos evoluíram: passaram do assassinato de civis em Israel para a tentativa de assassinar britânicos.
A criatura da fotografia é Mohammed Chowdhury, o cabecilha do grupo terrorista. A imagem foi captada numa manifestação pacífica em Inglaterra, organizada pela Islam4UK. A lei que Chowdhury defende tem, de facto, resposta para tudo.
Janeiro 31, 2012
ACTA: Revolução Francesa, round 2
Enquanto este o congressista republicano Darrell Issa alerta publicamente que o ACTA só foi camuflado de «acordo comercial» para não ter de passar pelos parlamentos nacionais (Nigel Farage já disse também que votará contra o ACTA, apesar do seu país ter assinado o acordo, precisamente por isso), outros parecem acreditar genuinamente na filosofia de mercado subjacente ao ACTA. Um deputado alemão do partido da Merkel teve todas as suas contas de internet assaltadas depois de publicar um artigo em que compara os que protestam contra o ACTA a uma minoria de reis totalitaristas que a Revolução Francesa – a iluminada maioria (e a sua invenção dos Direitos de Autor) – veio destronar.
‘Dear Netsociety:’ you will lose the fight. And that is not a revelation from a lonely politician, it is the perspective of a politician who is cognizant of history.
He then goes on to cite the French Revolution, which is when he says the idea of intellectual property was born in 1789. Supporters of the net movement, he writes, just want “digital totalitarianism,” and are involved in an unholy alliance of “digital Maoists” and “monopolists with an accumulation of capital.”
O dogmatismo com que a afirmação de que indústria do entretenimento é prejudicada devido à pirataria tem sido repetida lembra de facto os períodos mais negros do terror revolucionário francês, tempo de execuções sumárias sem julgamento (que o ACTA aliás prevê no conceito de “medidas provisórias” a serem aplicadas antes de qualquer processo).
Momento Zen na Aljazeera quando, em resposta a uma porta-voz do ACTA que explica que o acordo é meramente comercial pois temos de proteger a propriedade intelectual contra os prejuízos económicos, um jornalista lê alto os lucros crescentes de um dos lobistas do ACTA, a Motion Picture Association, e põe a senhora a gaguejar que afinal é tudo uma questão de direitos.
Janeiro 30, 2012
Os rendeiros do ACTA
Um panfleto que explica aos deputados europeus porque devem ratificar o ACTA começa assim: «Effective intellectual property protection and enforcement are essential to fostering creativity and innovation, creating jobs and increasing cultural diversity». A lista de patrocinadores do panfleto fala por si:
Para além da famosa americana Motion Picture Association; existem coisas como a Federação Internacional do Vídeo, que aparentemente serve simultaneamenente para proteger e taxar o consumidor; associações anti-pirataria holandesas (BREIN), francesas (BIEM), alemãs (VAP), etc; outras tantas associações contra a contrafacção; e obviamente, a indústria farmacêutica.


ACTA, a Era do Ambiente Digital Mundial
Alguém pergunta na caixa de comentário de um post anterior o que é afinal o ACTA que Portugal assinou a 26 de Janeiro. Em português Acordo Comercial de Anti Contrafacção, é um acordo internacional que tem como objectivo número um «a aplicação efectiva dos direitos de propriedade intelectual como primordial para garantir um crescimento económico sustentável em todas as indústrias a nível mundial». Estamos a falar de uma série de mecanismos legais que permitirão aplicar efectivamente e globalmente sanções a quem desrespeita Direitos de Autor, aplicando-se quer a «mercadorias em trânsito aduaneiro», quer a «mercadorias pirateadas».
Como tenho vindo a dizer nos últimos posts sobre os Direitos de Autor, eles não são efectivamente respeitados na internet, quer porque grande parte das pessoas parece não compreender bem que os estão a violar (a partilha de ficheiros tornou-se um hábito desde o aparecimento do YouTube), ou simplesmente porque os autores que de facto se insurgem contra a partilha livre do seu trabalho são raros, existindo até uma nova cultura de marketing de partilha voluntária da propriedade intelectual.
Para ter uma ideia de como funcionaria a internet se os Direitos de Autor fossem efectivamente aplicados, podemos olhar para o caso de Prince. Prince instaurou processos a todas as pessoas que fizeram upload do seu trabalho no YouTube, obrigando em tribunal o site a retirar os vídeos, e chegando até a processar uma mãe que postou um vídeo de 30 segundos do filho a dançar ao som de uma das suas músicas: o caso arrasta-se em tribunal desde 2007 e complica-se porque a mãe respondeu com um processo à editora Universal por esta violar os seus direitos de expressão.
Há, na lógica dos defensores dos Direitos de Autor, três problemas nesta técnica pré-ACTA de aplicar sanções: sai caro em custos jurídicos; é preciso estar permanentemente atento a infracções; e a instauração de processos desgasta publicamente a imagem do autor.
E como é que se consegue então aplicar efectivamente as sanções? Entrando na Era do Ambiente Digital em que o policiamento não vem do exterior mas sim do próprio interior das redes digitais, instaurando medidas desenhadas para dissuadir à partida a pirataria. Os artigos do ACTA são um sem fim de medidas que visam impedir que direitos de autor sejam ou venham a ser lesados, auxiliados das devidas ferramentas de dissuasão pecuniária. O conceito de medida provisória é até introduzido para garantir que mesmo antes do processo judicial os autores possam ser ressarcidos e protegidos (ou seja: há sanção antes do julgamento).
Em consonância com o Ambiente Digital em que pretende actuar, O ACTA dilui as fronteiras físicas nacionais que comummente dificultavam a aplicação de sanções, como nos casos em que os sites se alojavam no domínio de um certo país para fugir ao domínio legal de outro. Com o artigo 33º sobre a Cooperação Internacional, a nacionalidade torna-se obsoleta: «Cada Parte reconhece que a cooperação internacional é vital para proteger eficazmente os direitos de propriedade intelectual, e que deve ser incentivada, independentemente da origem das mercadorias que infringem os direitos de propriedade intelectual ou da localização ou nacionalidade do titular do direito».
Todo este dispositivo de aplicação efectiva de sanções baseia-se supostamente na crença de que a violação de Direitos de Autor «prejudica o comércio legítimo e o desenvolvimento sustentável do mundo económico, provoca significativas perdas financeiras aos titulares de direitos e às empresas legítimas». Já tentei aqui demonstrar que esse conceito de remuneração justa assenta na realidade numa maneira errada de perceber como é que o «mundo económico» funciona.
O secretismo que envolve o ACTA
Precisamente dois anos antes do acto em que a Inglaterra e mais 21 países europeus assinaram o ACTA neste 26 de Janeiro, 81 deputados ingleses submeteram a Early day motion 700 ao Parlamento em que afirmam que this House is deeply concerned by the secrecy surrounding international negotiations on the Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA) (…) and urges the Government to work to achieve release of details of the negotiations to hon. Members as soon as possible. A notícia foi encontrada através de um pequeno site, que noticia também que o Ministro de Estado David Lammy terá explicado que a disclosure of any documents without the agreement of all our ACTA negotiating partners would damage the United Kingdom’s international relations.
Tal como em Portugal, os grandes media britânicos têm feito um péssimo trabalho de informação no que respeita ao ACTA: é preciso ir a pequenos media ou ao jornalismo cívico de blogues para saber que o UK esteve incluído nos países que assinaram o ACTA esta semana. Numa pesquisa pelo google não encontro nenhum grande media que tenha dado destaque à notícia, e se nos fiássemos por esta notícia de site da BBC, ficaríamos até a pensar que o UK não faz parte da lista de países que assinou o ACTA esta quinta-feira.
O deputado europeu Nigel Farage publicou esta semana na sua página de facebook que todos os deputados do UKIP irão votar contra o ACTA por se tratar de um projecto desenhado para não ser discutido pelos governos nacionais, procurando assim passar mais facilmente a nível supra-nacional.
Em Portugal, que também assinou o ACTA a 26 de Janeiro, não me parece que tenha havido alguma proposta de discussão do ACTA em Parlamento, nem encontrei comunicados dos nossos deputados europeus sobre as suas intenções de voto, apesar de todos terem assinado uma declaração sobre a falta de transparência do ACTA.
Post-scriptum
Agradeço o comentário de Jay na caixa deste post que me alertou para um erro na data da moção dos deputados ingleses, que já rectifiquei.
Aproveito para acrescentar que os países europeus que não assinaram o ACTA esta semana foram o Chipre, a Estónia, a Alemanha, a Holanda e a Eslováquia, por estarem obrigados a encetar procedimentso nacionais antes de o fazer.
Podem consultar aqui o documento oficial da assinatura.
Janeiro 29, 2012
Lixo tóxico
Sarkozy anuncia “taxa Robin Hood” e levanta o véu sobre recandidatura
Este anúncio foi feito durante uma entrevista transmitida em nove televisões francesas. Sarkzoy diz esperar “criar um choque” com esta taxa Robin Hood, que leve a que a medida seja seguida por outros países – apesar de, por agora, ter uma forte oposição no seio da União Europeia.
(…)
“Sou Presidente do quinto país mais importante do mundo”, justificou-se, para dizer que não pode ser Presidente e candidato – pelo menos durante muito tempo.
Extremistas polacos queimam bandeira da UE em protesto contra lei anti-pirataria

Se o facto de que os polacos têm saído à rua e tomado conta das redes sociais para protestar contra o ACTA – que o seu primeiro ministro assinou no dia 26 – tivesse saído nos jornais portugueses, o título da notícia poderia ter sido algo semelhante ao título deste post.
Por cá, os portugueses usam redes sociais para partilhar o seu profundo desdém ideológico pelo extremismo que conspurca ocasionalmente as nossas ruas, e o nosso bom senso e bom gosto é de tal ordem que o facto de Portugal ter também assinado o ACTA nem chegou a enfeitar jornais, quanto mais t-shirts.
Janeiro 26, 2012
Janeiro 24, 2012
O Referendo de Adesão à União Europeia na Croácia
Sensivelmente 28% da população Croata votou a favor da adesão à União Europeia e tal foi suficiente para entregar a soberania do país aos eurocratas. Mas o que realmente se passou? Cada um que julgue por si:
O que vai acontecer quando acabar o euro
Um eventual desmentelamento do euro vai ser mais problemático do que muita gente – mesmo que bem intencionada – pensa: Euro break-up – not so simple. Por Philip Booth.
The euro was deliberately designed so that break-up was next-to-impossible. The politicians wanted this so that the relentless march to ever-closer union would continue at speed. The economists wanted it to maximise credibility and therefore reduce borrowing costs.
To break up the euro requires a change to the treaties. This will require a constitutional process. Even if this is not a long process, it will be sufficiently open to prevent the element of surprise that is necessary when breaking up a monetary union. To by-pass the constitutional process may create huge legal uncertainty.
Janeiro 23, 2012
Croácia vota pela entrada na UE
Croácia votou 2Vs1 pela entrada na UE, apesar de só 47% terem votado.
Expresso, IndiaTimes, Associated Press.
Aconselho a leitura sobretudo do último, mas não posso deixar de sublinhar uma informação que diz muito das partes envolvidas na eleição:
“Croatian officials, who have launched a pro-EU campaign before the referendum, warned that a “no” vote would have deprived the country of the much-needed accession funds, and that even the payment of pensions for retirees and war veterans could be in jeopardy.”
Janeiro 17, 2012
As agências de rating e a conspiração americana para destruir o euro
Somos lixo. Por José Carlos Alexandre.
Há, claro, uma teoria da conspiração para o que se está a passar. Ao que consta, existem razões políticas por detrás desta despromoção “sistémica” e uma guerra entre o dólar e o euro. Infelizmente, não nos são fornecidos muitos detalhes sobre o assunto. Presumo, no entanto, que haverá uma mão de Obama nesta tramóia. Curiosamente, os partidários destas “teorias” também
nunca explicam bem o que é que os EUA ganhariam com a desintegração do euro e a consequente hecatombe da União Europeia. Sim, repito, que vantagens económicas teriam os EUA com uma Europa de rastos? Não se percebe.Ou melhor, até se percebe. É mais reconfortante acreditar que foram os americanos que malevolamente nos atiraram para o caixote do lixo do que admitir que fomos lá parar por culpa nossa.
“Forget austerity, sovereign debt and the euro. Europe has a much deeper problem”
Artigo do New York Times sobre a crise nos países europeus:
Martin Schultz, o novo Presidente do Parlamento Europeu
Farage: What kind of President Schulz are we going to get?
Janeiro 14, 2012
The new Jugoslavia
O embaixador da Croácia explica ao Jornal i por que é que o país saiu da Jugoslávia e por que quer agora entrar na UE. Escolhi citações que dão conta de ambos.
«A maneira como o dinheiro de cada república era redistribuído pelo banco federal seguia também factores políticos, e muita gente na Croácia sentia que isso não estava a ser justo. O mesmo acontecia em termos de tomada de decisões políticas comuns: estava tudo centralizado em Belgrado – definida como centro, porque a Sérvia era o maior país – e havia a sensação de não haver democracia suficiente.»
«Tivemos esta Primavera Croata em busca de mais democracia, de processos de decisão menos centralizados, de mais participação de cada república.»
«Mais tarde, quando a Croácia e a Eslovénia quiseram sair desta federação injusta, a Sérvia disse que só podíamos se ela dissesse sim, quando isso não estava escrito em lado nenhum.»
Continuar aqui a ler a entrevista sobre os destinos entrelaçados da EU e da Jugoslávia: «A CEE fez uma oferta que, penso, é pouco conhecida. Ofereceu à Jugoslávia o estatuto de membro da União Europeia. Ou seja, nós devíamos ter sido o primeiro membro, e não o último (risos). É uma ironia histórica.»
Janeiro 9, 2012
Prioridades da despesa pública na Grécia
Greece Spends Bailout Cash On European Military Purchases
As Greek standards of living nose-dive, loans to households and businesses shrink still further, and Troika-imposed PSI discussions continue, there is one segment of the country’s infrastructure that is holding up well. In a story on Zeit Online, the details of the multi-billion Euro new arms contracts are exposed as the European reach-around would be complete with IMF (US) and Europe-provided Greek bailout cash doing a full-circle into American Apache helicopters, French frigates, and German U-Boats. As the unnamed source in the article notes: “If Greece gets paid in March the next tranche of funding (€ 80 billion is expected), there is a real opportunity to conclude new arms contracts.” With the country’s doctors only treating emergencies, bus drivers on strike, and a dire lack of school textbooks and the country teetering on the brink of Drachmatization, perhaps our previous concerns over military coups was not so far-fetched as after the Portuguese (another obviously stressed nation), the Greeks are the largest buyers of German war weapons. It seems debt crisis talks perhaps had more quid pro quo than many expected as Euro Fighter commitments were also discussed and Greek foreign minister Droutsas points out:”Whether we like it or not, Greece is obliged to have a strong military”.
Janeiro 8, 2012
Philipp Bagus on Possible Ways to Leave the Euro
Philipp Bagus Essay: Practical Steps to Withdraw From Euro
Janeiro 5, 2012
Janeiro 4, 2012
A deslocalização da Jerónimo Martins e a competitividade da economia
Relativamente à histeria demagógica instalada em torno da deslocalização da sociedade que controla a Jerónimo Martins, recomendo estes posts do João Miranda: Harmonização fiscal; Harmonização fiscal II; Competitividade é isto; Como impedir a deslocalização de empresas.





