O Insurgente

Maio 1, 2012

As “políticas de crescimento” que levaram Portugal à estagnação

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:25

O crescimento. Por João Miranda.

Nenhum dos proponentes desta via passa 5 minutos a pensar o que é o crescimento económico, quais as suas causas ou porque é que há mais de 10 anos que o país não cresce decentemente. Muito menos nos consegue explicar como é que uma economia que não cresceu durante mais de 10 anos vai subitamente começar a crescer apenas porque passamos a ter uma política de crescimento. E antes não tínhamos, é?

Filosofia Liberal – O Liberalismo definido

Para quem não sabe o bê-a-bá do Liberalismo:

Versões:
Philosophy of Freedom: Flash (PTESFREN), SiteDownload & Youtube (PTESFREN)
Podem ver este e diversos outros recursos interessantes na minha página de links.

Abril 30, 2012

Quem Tem Mais Fobia da Ciência? A Direita (religiosa) ou a Esquerda?

Filed under: Diversos,Livros,Teoria,Videos — Filipe Faria @ 11:34

Nesta entrevista, o sociobiólogo David Sloan Wilson (autor de obras como “Darwin’s Cathedral” ou “Unto Others”) entrevista o psicólogo social  Jonathan Haidt (autor de obras como “The Righteous Mind: Why Good People Are Divided By Politics and Religion“) e discutem as posições anti ciência vindas da direita religiosa (e.g. criacionista) e da esquerda. Apesar de a direita religiosa ser promovida na imprensa como a principal facção anti-ciência, Jonathan revela que na realidade, e apesar de se apresentar sempre como “open minded”,  a esquerda apresenta iguais níveis de antagonismo. À direita o dogma é conhecido: se a ciência revela dados diferentes do que está escrito na bíblia, (i.e. a idade do planeta), nega-se imediatamente. À esquerda, porque o seu dogma religioso é a igualdade,  quando a ciência revela diferenças inatas entre sexos, populações ou diferenças hereditárias ao nível do QI, esta é a primeira a acusar a ciência de falsidade.
Ademais, eles discutem igualmente o papel da “revisão de pares” na academia e o que acontece a estes “checks and balances” quando em determinados campos das ciências sociais (como a psicologia social) quase 100% dos pares são de esquerda.

Abril 29, 2012

Uma biblioteca virtual do liberalismo e do conservadorismo

Filed under: Economia,Insurgentologia,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00

Recomendo uma visita à pequena – mas criteriosa – Biblioteca Virtual do Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha.

Does size matter?

Filed under: Cultura,Política,Teoria,União Europeia,Videos — André Azevedo Alves @ 08:00

Does size matter?

Abril 28, 2012

Ludwig Erhard – Economia Livre versus Economia Planeada

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:58

Uma iniciativa do Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha que constitui um verdadeiro serviço público: Economia Livre versus Economia Planeada

O Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha disponibiliza a tradução de um excerto da obra “The Economics of Success”, do ex-Chanceler da República Federal da Alemanha, Ludwig Erhard, publicado em 1963. Neste texto, Erhard pretende fazer uma distinção entre “uma economia de mercado com livre ajustamento de nível de preços, por um lado, e uma economia autoritária com controlos estatais que se estendem à esfera de distribuição, por outro”.

Abril 26, 2012

O eixo do bem-estar dos regimes

O que  liga China, Bahrain, Bielorrussia, Cuba, Irão e Síria?

Abril 25, 2012

Os liberais e o “25 de Abril”

Filed under: Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 11:40

Deverá um liberal festejar o “25 de Abril”? Por Luís Aguiar Santos.

Ano após ano, as comemorações do “25 de Abril” estão enredadas numa série de equívocos que seria pueril esperar que políticos ou jornalistas desfizessem. Supostamente, festejamos nessa data a “democracia”. Mas qual “democracia”? A que estava pressuposta no abraço frentista entre Álvaro Cunhal e Mário Soares dias depois do golpe de estado (que não seria muito diferente da dos oficiais da Coordenadora do M.F.A.)? Ou a que estava pressuposta na acção do general Spínola (e que, doa a quem doer, é aquela que hoje temos e quase todos defendem)?

Ao contrário do que possam pensar alguns distraídos, os liberais identificam-se com muito pouco no regime derrubado em 1974: não gostam de um figurino “constitucional” que limitara bastante as liberdades individuais instauradas no século XIX (e não na I República, como os mesmos distraídos pensam); não gostam da arbitrariedade com que o poder executivo se permitia violar as liberdades restantes; não gostam do monopólio político e sindical que o Estado patrocinava (União Nacional e estrutura corporativa); não gostam do regime económico profundamente regulado e proteccionista que fôra herdado do passado, mas que Salazar aperfeiçoara, sistematizara e tornara ainda mais pesado; não gostam da férrea regulação da educação e das actividades culturais que a burocracia e a polícia impunham.

Talvez tenham alguma simpatia pela geral ordem financeira em que o Estado vivia e pela política do “escudo forte”; mas, convenhamos, é pouco quando tanto estava tão mal. No que os liberais divergem dos “democratas de Abril” é no pouco entusiasmo com que olham para a cultura política que surgiu em 1974 como alternativa ao Estado Novo.

O “25 de Abril” não se fez em nome da experiência histórica do liberalismo que o republicanismo, primeiro jacobino e depois autoritário, interrompeu; fez-se em nome de uma míriade de socialismos coligados que iam fundar um “país novo” e que chegaram ainda a apresentar-se como nova “União Nacional democrática” no defunto M.D.P. (PCP+PS+PPD), como se ainda se vivesse, trinta anos depois, no equívoco frentismo anti-fascista de 1945.

(mais…)

Abril 24, 2012

Bons exemplos do Brasil: o Fórum da Liberdade em Porto Alegre

Filed under: Brasil,Cultura,Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:11

Um excelente artigo de João Carlos Espada: Surpresa no Brasil, choque em Portugal

Quando se chega a uma certa idade, pensamos que já nada nos vai surpreender. Esse era certamente o meu estado de espírito quando há precisamente duas semanas aterrei em Porto Alegre, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Não era a primeira vez que visitava o Brasil, embora fosse a primeira visita a Porto Alegre, e não havia motivo para esperar grandes surpresas. Mas enganei-me redondamente e, ainda agora, no rescaldo da viagem, tenho dificuldade em ordenar o turbilhão de impressões que esta viagem me deixou.

(mais…)

Abril 23, 2012

The Rise of Nationalism

Filed under: Internacional,Teoria,União Europeia — Filipe Faria @ 21:29

The depressing rise of English nationalism makes me miss good old-fashioned British patriotism: by Ed West

“Another recent tradition we’ve come to love is Labour politicians saying we should “reclaim” our flag from the far Right. This began with the debate over the Union Jack during the late 1980s, when people on the Left began lamenting that the flag had connotations of fascism and racism and that it should be detoxified. (…)

The problem with “reclaiming” the national flag is that those making the argument don’t actually know what patriotism is. When politicians talk about Britishness or Englishness they usually talk about values; David Cameron did so at his Munich speech last year when he defined Britishness as a devotion to “equal rights regardless of race, sex or sexuality … It says to its citizens, this is what defines us as a society: to belong here is to believe in these things”; Gordon Brown has spoken about “fairness” and “tolerance”, as if other countries define themselves by their unfairness and intolerance. That is not patriotism, that’s a sort of fluffy universalism which by its very nature becomes intolerant; after all, what if a British person doesn’t define themselves by equal rights as it is currently understood? What if they just want to be left alone in their shed?

The modern Left doesn’t get patriotism because patriotism has to be exclusive, and involve parochial altruism – caring more about people like yourself. This tendency is innate in all of us, but the followers of current ideological fads are convinced it can somehow be eliminated, despite all available evidence to the contrary. (…)

Being English doesn’t mean conforming to a world-view set by a few people living in an arc from Shepherd’s Bush to Haringey; it just means being English, whether by blood or adoption (although the extent to which any nationality can be elective is limited). (…)

For 300-odd years English and British have been psychologically interchangeable in English people’s minds, largely because there has never been a need for a separate English identity. However, a combination of factors have recently altered this: unfairly slanted devolution settlements, an unpopular professional political class, mass immigration, and the question of Europe. And Englishness is a reaction to British identity becoming too “inclusive” and, therefore, meaningless (which is why whites apply the label far more often than minorities). (…)

you can see the same thing happening in England, where the new ruling class despise English patriotism and feel attached instead to Brussels, Geneva and the brotherhood of (rich and powerful) man. (…)

And this debate will lead nowhere while people continue to talk about a patriotism based on values rather than belonging. “

O alarme social da tirania

Para as autoridades iranianas, a rede social Facebook existe para destruir o bem-estar social.

Leitura complementar: Simpsons, vade-retro.

Abril 22, 2012

O estado do ensino em Portugal: “peritos”, pedagogia, sociologia, psicologia e ignorância

Filed under: Educação,Política,Portugal,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 13:30

Várias observações pertinentes e críticas válidas num video que vale a pena ver na íntegra.

(via Raquel Varela: Tive alguns professores como esta senhora. Bem hajam!)

Abril 17, 2012

Sem o estado, o que seria do Google e do Facebook?

O Presidente Obama dá a resposta: “Google, Facebook would not exist.”

Abril 15, 2012

Coming Apart: The State of White America, 1960-2010 – Charles Murray

Filed under: Cultura,Economia,Educação,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 09:00

Ainda não li, mas tendo em conta a entrevista e a restante obra de Charles Murray, deve ser um livro interessante: Coming Apart: The State of White America, 1960-2010

Uncommon Knowledge: White America Is ‘Coming Apart’

Outros livros de Charles Murray:

Losing Ground: 10th Anniversry Edition: American Social Policy, 1950-1980
In Our Hands: A Plan to Replace the Welfare State
Real Education: Four Simple Truths for Bringing America’s Schools Back to Reality
Bell Curve: Intelligence and Class Structure in American Life (A Free Press Paperbacks Book)
What It Means to Be a Libertarian
Human Accomplishment: The Pursuit of Excellence in the Arts and Sciences, 800 B.C. to 1950

Abril 14, 2012

The retreat from Classical Liberalism – Deepak Lal

Filed under: Economia,Educação,Livros,Política,Política Fiscal,Saúde,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:14

Lost Causes: The retreat from Classical Liberalism

Uma breve recensão do livro está disponível aqui: Lost Causes: The Retreat from Classical Liberalism. Por Philip Booth.

Abril 13, 2012

“Cultura e Espaço Público”, 20 de Abril, Porto

Filed under: Agenda,Cultura,Economia,Educação,Política,Portugal,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 11:00

Decorrem a bom ritmo as inscrições para a Conferência Anual do MPA (UCP.Porto em parceria com UAveiro) que este ano vai ter lugar no Palácio da Bolsa (Salão Árabe), no Porto, no próximo dia 20 de Abril, e será dedicada ao tema “Cultura e Espaço Público”.

A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.


(clique para aumentar)

Abril 11, 2012

Economics in One Lesson: o caso da Parque Escolar

Filed under: Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 21:00

Em complemento a este post do CGP, aqui fica uma leitura recomendada: Economics in One Lesson

Michael Seufert – Intervenção final na audição a Maria de Lurdes Rodrigues

(mais…)

Quando o Estado falha no essencial

Filed under: Economia,Justiça,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 09:00

Crime Has Turned Venezuela Into a Multi-Layered Ghetto

Thus, crime is turning Venezuela into a multi-layered ghetto. It began with bars in the windows and walls around homes, then came the fences around a group of houses, which my friend says is now becoming quite common in his and other barrios. everyone is looking for protection since the Government no longer provides any form of safety.

(mais…)

Abril 8, 2012

More death = better presidents ?

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:00

presidents who kill people are popular

David Henderson and Zachary Gouchenour have a paper on the topic of presidential ratings. The finding is simple. War casualties, as a fraction of the population, positively correlate with how historians rate presidents. More death = better presidents.

(mais…)

Abril 7, 2012

E.O. Wilson: “Why do Humans Need Tribes?”

Filed under: Teoria — Filipe Faria @ 20:50
Tags:

Why Humans, Like Ants, Need a Tribe: the new article by the great Harvard’s sociobiologist E.O. Wilson

“Have you ever wondered why, in the ongoing presidential campaign, we so strongly hear the pipes calling us to arms? Why the religious among us bristle at any challenge to the creation story they believe? Or even why team sports evoke such intense loyalty, joy, and despair?

The answer is that everyone, no exception, must have a tribe, an alliance with which to jockey for power and territory, to demonize the enemy, to organize rallies and raise flags. (…)

The drive to join (a tribe) is deeply ingrained, a result of a complicated evolution that has led our species to a condition that biologists call eusociality. “Eu-,” of course, is a prefix meaning pleasant or good: euphony is something that sounds wonderful; eugenics is the attempt to improve the gene pool. And the eusocial group contains multiple generations whose members perform altruistic acts, sometimes against their own personal interests, to benefit their group. Eusociality is an outgrowth of a new way of understanding evolution, which blends traditionally popular individual selection (based on individuals competing against each other) with group selection (based on competition among groups). Individual selection tends to favor selfish behavior. Group selection favors altruistic behavior and is responsible for the origin of the most advanced level of social behavior, that attained by ants, bees, termites—and humans. (…)

Today, the social world of each modern human is not a single tribe but rather a system of interlocking tribes, among which it is often difficult to find a single compass. People savor the company of like-minded friends, and they yearn to be in one of the best—a combat Marine regiment, perhaps, an elite college, the executive committee of a company, a religious sect, a fraternity, a garden club—any collectivity that can be compared favorably with other, competing groups of the same category. (…)

The elementary drive to form and take deep pleasure from in-group membership easily translates at a higher level into tribalism. People are prone to ethnocentrism. It is an uncomfortable fact that even when given a guilt-free choice, individuals prefer the company of others of the same race, nation, clan, and religion. They trust them more, relax with them better in business and social events, and prefer them more often than not as marriage partners. They are quicker to anger at evidence that an out-group is behaving unfairly or receiving undeserved rewards. And they grow hostile to any out-group encroaching upon the territory or resources of their in-group. When in experiments black and white Americans were flashed pictures of the other race, their amygdalas, the brain’s center of fear and anger, were activated so quickly and subtly that the centers of the brain were unaware of the response. (…)

Civilization appears to be the ultimate redeeming product of competition between groups. Because of it, we struggle on behalf of good and against evil, and reward generosity, compassion, and altruism while punishing or downplaying selfishness. But if group conflict created the best in us, it also created the deadliest. As humans, this is our greatest, and worst, genetic inheritance.”

Abril 5, 2012

Duck Tales – Inflation episode

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Duck Tales Inflation Lesson

Paixão comunista explicada aos pequeninos

Fonte: theaustralian.com.au

Fontes: The Australian e SII (Serviço de Informações Insurgente)

Uma prova mais do espírito igualitário do glorioso sistema político norte-coreano, que não descrimina em função da altura das pessoas. Todos os esfomeados são iguais…

Vale a pena ler na íntegra A Grim Reminder of the Pervasive Evil of Communism, de Dan Mitchell.

Like its evil twin of Nazism, communism is an utterly despicable ideology that explicitly elevates the state over the individual.

That’s actually the nicest thing that can be said about this barbaric system. If you want to begin to understand the human cost of communism, watch this short Reason TV video featuring Lee Edwards.

Sometimes, it’s helpful to mock this disgusting philosophy with humor, as Reagan did so effectively (see the fourth video at this link and the first video at this link). Or we can use jokes like this doctored image.

And we can point out that communism is so inefficient that you wind up with rationing of everything from food to toilet paper.

But let’s not forget that communism isn’t just a sad page from history. Some people are still suffering under the yoke of Bolshevik tyranny.

Here are some excerpts from a report in the Australian.

“Cultura e Espaço Público” – Conferência Anual do MPA (UCP.Porto e UAveiro), 20 de Abril, Porto

Filed under: Agenda,Cultura,Economia,Educação,Política,Portugal,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 10:30


(clique para aumentar)

O cartaz com informação completa sobre o programa está disponível para download aqui.

A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.

Abril 3, 2012

Tenho uma vaga sensação

Que as temáticas que compõem a eco-religião o ambiente vão deixar de ser tão queridas e apoiadas pelas mentes mais progressistas.

Germany’s Far-Right Turns to Environmentalism.

Q.E.D.

Filed under: Blogosfera,Double standards,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:40

Em complemento ao oportuno post do Carlos Guimarães Pinto, aqui fica uma prova dos perigos de “aprender” economia através do “Querido, mudei a casa”: querido, mudei a casa! – um excelente programa para perceber como funciona a economia. Por Tiago Mota Saraiva.

A mim parece-me que no “Querido” se aprende mais sobre a economia que CGP defende do que sobre arquitectura. Se, para a arquitectura e construção o programa é um atentado, as formulações ideológicas que repercute são as bases de um sistema que pretende manter desequilibrada a balança entre pobres e ricos conferindo aos ricos a possibilidade de fingir salvar da pobreza um ou outro “caso” e fazendo disso alarde.

Leitura complementar: Querido, apatetei a economia.

Abril 1, 2012

Noruega: O Paradoxo da Igualdade dos Sexos

Filed under: Cultura,Double standards,Educação,Teoria,Videos — Filipe Faria @ 02:21

A Noruega é considerada o país modelo da igualdade. Mas, tal como em qualquer outro país do mundo,  também lá as distribuições profissionais entre homens e mulheres são desiguais. A brigada académica dos estudos de género e feminismos apressa-se a explicar que a culpa é da educação e dos valores “conservadores” da sociedade e que são estes que precisam de ser combatidos. Para elucidar a questão, neste documentário, um jornalista norueguês foi falar com cientistas sociais e naturais que lidam com as diferenças biológicas entre sexos e recolheu provas dessas diferenças. Confrontados com as mesmas, os académicos feministas negaram-nas, mantendo que os seres humanos são tábuas rasas. Com que base? Quando o jornalista pergunta uma académica feminista qual é a sua base científica para negar que existam diferenças comportamentais biológicas entre homens e mulheres, ela responde: ”digamos que tenho uma base teórica”. Ou seja, por outras palavras, ela leu Marcuse, Adorno e todos os derivados da Escola de Frankfurt e ficou convencida. Assim se conclui novamente que, independentemente dos factos, o igualitarismo radical ideológico predominante na academia ocidental não precisa da ciência nem da realidade, nem, em última instância, do bom senso.

Leitura complementar: A Tábua Rasa, a Escola de Frankfurt e a “Broken Britain”

Visionamento complementar: Steven Pinker on Egalitarianism

Março 31, 2012

Justiça Inter-Geracional

A geração da minha avó (nascida a 1932) assistiu ao nascimento da Segurança Social e foi a 1ª a beneficiar da Segurança Social nos moldes de hoje (história). Quando ela se reformou, poucos pagavam, muitos recebiam, mas um valor tão baixo que na verdade o sistema era excedentário. Esta geração beneficiou de uma reforma imediatamente. Mesmo pessoas que nunca tinham contribuído começaram a receber de imediato para justificar politicamente o imposto. Esta geração beneficiou do sistema.

A geração da minha mãe (nascida a 1952) beneficiou fortemente da Segurança Social. Pagou uma Segurança Social baixa (a poucos) e recebe um valor muito superior (todos eles). Cálculos por cima baseados na Esperança Média de Vida e nos rendimentos conhecidos e esperados indicam que cada pessoa vai receber 2 a 3 vezes o que pagaram à Segurança Social. Esta geração beneficia fortemente do sistema.

A minha geração (nascida a 1980) paga uma Segurança Social elevada, a muitos, e vai receber um valor reduzido – muito mais reduzido do que a percentagem actualmente escrita na legislação, pois a necessidade vai forçar a novas alterações – pago por uma geração em regressão demográfica.

Resultado? Uma injustiça que já começou a fazer efeitos nas estatísticas, como pode ser visível no gráfico da direita e no artigo em que foi publicado. A “geração mais bem preparada de sempre” trabalha e recebe muito menos… para pagar os direitos da “geração dos direitos adquiridos”, que assim é também a “geração dourada“.
Ou seja, os nossos pais viveram melhor do que nós quando éramos pequenos e essa mesma “geração dourada” vivem agora melhor do que os pais deles viviam com a mesma idade. Deixando uma situação bem pior, sublinhe-se. E pior em 2 sentidos:
1. Pagamos elevadíssimos impostos para pagar direitos como nós não vamos ter
2. Como a cargar é muito elevada, muitos não são suficientemente produtivos para justificarem a sua contratação e ficam no Desemprego
3. Ficamos uma dívida colossal que passaremos a vida a pagar.
4. Devido aos pontos anteriores, não nos deixam neste momento gerar a geração que nos permitiria ter reforma.

Sim, porque o dinheiro que vocês pagam para a reforma não está lá e dependemos sempre da próxima geração. Se calhar é melhor exemplificar como funciona a Segurança Social.
Imaginem o seguinte exemplo:

Todos os meses, eu no dia 1 coloco numa caixa 200 Euros. Mas também todos os meses, no dia 24 eu retiro da caixa os 200 Euros e deixo uma folha na caixa a dizer “Devo a mim próprio 200 Euros”. Ao fim de 20 anos a fazer o mesmo, quanto dinheiro eu tenho guardado no fim?
Zero, claro. E é isso que está no “Fundo da Segurança Social”.
O “fundo” que lá está (uma fracção do devido aos que já contribuíram e têm expectativas de vir a receber reformas do sistema) no fundo contabiliza apenas o dinheiro que o Estado tirou de lá e gastou onde entendeu.

É a contabilidade “pública”, que diz que as transferências da Segurança Social para o Orçamento são contabilizadas, mas a dívida do Estado para com os investidores no PPR do Estado não entra para as contas (como acontece nos Fundos de Pensões empresariais). E que permitiu um desvio cada vez maior, que fez a 1ª geração beneficiar, a “dourada” beneficiar o máximo e explodir o sistema com cada vez mais direitos e à 3ª apanhar os cacos.

Ler mais em “Liberdade, Igualdade e Fraternidade“.

(mais…)

Março 29, 2012

Green and greener

Filed under: Ambiente,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:30

Greener than thou: authoritarian environmentalism vs. authoritarian environmentalism. Por Kristian Niemietz.

Anthony de Jasay: What is the Liberal Stand on Immigration?

Filed under: Política,Teoria — Filipe Faria @ 03:39
Tags: , ,

Immigration: What is the liberal stand? : By Anthony de Jasay

Classical liberals have a bad conscience about immigration controls, let alone severe ones. The liberal mind has always disliked frontiers and regards the free movement of people, no less than those of goods, as an obvious imperative of liberty. At the same time, it also considers private property as inviolable, immune to both the demands of the ‘public interest’ (as expressed in the idea of the ‘eminent domain’) and of the rival claims of ‘human rights’ (satisfied by redistributing income to the poor who have these rights). Private property naturally also implies privacy and exclusivity of the home.

One strand of libertarian doctrine holds that it is precisely private property that should serve as the sole control mechanism of immigration. Immigrants should be entirely free to cross the frontier—indeed, there should be no frontier. Once in the country, they should be free to move around and settle in it as if it were no man’s land, as long as they do not trespass on any part of it that is someone’s land, someone’s house, someone’s property of any sort. They can establish themselves and find a living by contracting to work for wages and to find a roof by paying rent. In all material aspects of life, they could find what they need by agreements with owners and also by turning themselves into owners. Owners, in turn, would not object to seeing immigrants get what they had contracted for.

A very different stand can, however, be defended on no less pure liberal grounds. For it is quite consistent with the dictates of liberty and the concept of property they imply, that the country is not a no man’s land at all, but the extension of a home. Privacy and the right to exclude strangers from it is only a little less obviously an attribute of it than it is of one’s house. Its infrastructure, its amenities, its public order have been built up by generations of its inhabitants. These things have value that belongs to their builders and the builders’ heirs, and the latter are arguably at liberty to share or not to share them with immigrants who, in their countries of origin, do not have as good infrastructure, amenities and public order. Those who claim that in the name of liberty they must let any and all would-be immigrants take a share are, then, not liberals but socialists professing share-and-share alike egalitarianism on an international scale.”

Leitura complementar: A Filosofia Libertária e a Falácia das Fronteiras Abertas

 

Março 27, 2012

Macroperspectivas Kaleidoscópicas

Filed under: Blogosfera,Economia,Internacional,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

O novo blog de Angel Martín sobre finanças e macroeconomia: Macroperspectiva Kaleidoscopica.

Thinking, Fast and Slow – Kahneman

Filed under: Economia,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:30

Um interessante apontamento do Luís Aguiar-Conraria sobre o livro Thinking, Fast and Slow, de Daniel Kahneman.

Março 26, 2012

Do desequilíbrio ao colapso

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:59

Endividamento e colapso. Por José Carlos Alexandre.

O elevado endividamento colocou os EUA numa posição de alto risco e a administração Obama anda a brincar com o fogo ao seguir políticas expansionistas. Niall Ferguson não se tem cansado de alertar para os perigos que isso acarreta, tendo inclusive entrado em polémicas violentas com Paul Krugman. Quando se brinca com o fogo, corre-se o risco de provocar um incêndio, que neste caso teria dimensões catastróficas.

Abaixo-assinado contra o aumento do imposto de importação para vinhos no Brasil

Filed under: Brasil,Economia,Internacional,Justiça,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:20

Há poucas causas mais nobres, importantes e necessárias do que o combate contra o proteccionismo sob todas as suas formas: Abaixo-assinado Não ao aumento do imposto de importação para vinhos

Um bom exemplo vindo de Angola (2)

Filed under: Brasil,Cultura,Educação,Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:30

Mais uma vez, no que diz respeito ao acordo ortográfico, o bom exemplo vem de Angola: Um golpe dos “patrões” da Língua

Nos dias de hoje, não me parece que seja através da força, com o uso de golpes baixos, que teremos de ser forçados a aceitar o novo acordo ortográfico de língua portuguesa. Aproveitar o facto de os PALOP não terem ainda um parque editorial à altura, para, automaticamente, nos forçarem a aceitar um acordo onde, para além dos erros e das situações duvidosas, são mais as excepções que as regras, é uma má opção estratégica, com consequências a curto, médio e longo prazo e com sérios prejuízos para a própria Língua Portuguesa.

(mais…)

Março 25, 2012

A Tábua Rasa, a Escola de Frankfurt e a “Broken Britain”

Filed under: Diversos,Livros,Política,Teoria — Filipe Faria @ 19:39
Tags:

Em resposta ao meu texto “Democracia, “Common Law” e Broken Britain” onde abordo o declínio acentuado das tradições britânicas, o Samuel de Paiva Pires escreveu um texto onde tenta explicar com eloquência o ataque contemporâneo à tradição recorrendo a Roger Scruton e John Gray e aos abusos do racionalismo. Adicionalmente, nesse texto deixa-me a seguinte pergunta:

Que papel teve o pensamento da Escola de Frankfurt nesta destruição da “Britishness”?

Naturalmente que a actual situação de perda de identidade britânica pela via da imigração (não-europeia) em massa tem mais do que uma causa e não podem todas ser reduzidas a uma corrente de pensamento produzida por intelectuais. Para além do poder destas ideias no poder político, entre outros factores contextuais, juntam-se os lobbies pró-imigração de grupos de minorias étnicas, de activistas humanitários, de instituições supranacionais como o Concelho da Europa ou a ONU e de grandes empresas interessadas em mão de obra barata ou em mercados internos alargados para os seus produtos (e.g. sector da construção imobiliária).

Porém, sem a força das ideias por trás deste processo, nunca se teria chegado a um ponto onde muitas das principais cidades inglesas terão uma minoria de britânicos nativos num curto espaço de tempo. Mas que ideias foram estas?

As mais importantes foram a crença na tábua rasa e os postulados da Escola de Frankfurt.

A Tábua Rasa

A crença na tábua rasa (a ideia de que os seres humanos não têm cruciais pré-disposições comportamentais de origem genética) começou-se a desenvolver na ciência contemporânea com autores como Franz Boas, um judeu alemão que foi para os EUA e que por volta dos anos (19)20 fundou a escola de antropologia na academia americana com mais impacto até aos dias hoje. Franz Boas dedicou a sua vida académica a tentar mostrar que não existiam quaisquer diferenças inatas entre populações e grupos humanos e que as diferenças observáveis eram puramente culturais, esteve ligado a movimentos de extrema esquerda e sempre combateu a ideia de “evolução por meios de selecção natural” como explicação para essas diferenças, temendo que elas fossem usadas para fins políticos (como veio a acontecer na Alemanha). Os seus estudos postulavam que tribos primitivas de Samoa tinham muito para ensinar aos ocidentais (que na altura se julgavam civilizacionalmente superiores), dando assim o pontapé de saída para o relativismo cultural pós-moderno que equipara as obras de Beethoven a estátuas de barro de tribos da Samoa. As bases teóricas para uma nova fundação de um igualitarismo radical estavam assim formadas.

Este pensamento  atingiu um dos seu pontos altos com o precursor do Behaviorismo John B. Watson, académico que proferiu a famosa frase onde afirmava que seria capaz de transformar qualquer criança no que quer que fosse (médico, bombeiro, professor, mendigo, etc…) para mostrar como a educação ou socialização era praticamente tudo o que definia o ser humano e não as suas pré-disposições genéticas.

A crença na tábua rasa alastrou-se a todas as disciplinas das ciências sociais e, com algumas excepções, perdura até hoje. O principal impulsionador desta crença é a ideia reconfortante de que é possível melhorar a natureza do homem e assim transformá-lo em algo novo, algo que o socialismo latente na academia via como vital para os seus ideais.

Com a segunda guerra mundial  e com o uso erróneo das ideias evolucionistas pelos nacionais socialistas, estas foram praticamente ignoradas na academia, ficando até hoje remetidas quase exclusivamente para as ciências naturais, nomeadamente a Biologia.

A Escola de Frankfurt

A Escola de Frankfurt foi uma escola de pensamento baseada num instituto criado na Alemanha em 1923, constituído por marxistas judeus que visavam aprofundar o marxismo académico. Entre estes, os nomes com mais proeminência foram Herbert Marcuse, Theodore Adorno, Max Horkheimer e Walter Benjamin. No início, o instituto dedicava-se essencialmente a estudos económicos clássicos marxistas, mas rapidamente virou o seu foco para a cultura. Antes desta viragem, já outros marxistas como Antonio Gramsci e György Lukács tinham notado que apesar da primeira Guerra mundial, o proletariado não se tinha revoltado na Europa e que a razão para tal estava nos valores culturais do ocidente. Com base no conceito de “ideologia” de Karl Marx, eles consideravam que os valores e instituições culturais do ocidente eram resultado de propaganda capitalista destinada a cegar o povo e manter o poder da burguesia (i.e. do grande capital). Lukacs chegou mesmo a perguntar “quem é que nos salva da cultura ocidental?”.

Os académicos da Escola de Frankfurt viram a 2ª Guerra mundial acontecer e chegaram à mesma conclusão; isto é, perguntaram-se como foi possível que o proletariado se tenha entregue ao fascismo e nacionalismo em vez de se rebelar contra o capitalismo? A resposta foi a mesma: eram a cultura e os valores ocidentais que estavam no caminho da revolução comunista. Como tal, lançaram-se numa carreira cujo fim último seria derrubar as instituições culturais do ocidente.

A “arma” intelectual que criaram denominou-se “teoria crítica”. O seu objectivo era em linhas gerais criticar, colocar em questão todas as instituições da civilização ocidental: a família, o papel das mulheres e dos homens em sociedade, os valores cristãos, os conceitos de beleza, etc…

Estes académicos fugiram de Hitler a caminho dos EUA, onde continuaram o seu trabalho, e encontraram por lá aquilo que consideravam ser uma cultura fascista burguesa que reprimia os indivíduos. Recorrendo à psicanálise de Freud, Marcuse usou o conceito de “repressão sexual” para mostrar como os americanos eram controlados pelos detentores do capital via uma doutrina burguesa de repressão sexual e família. Sem surpresa, Marcuse tornou-se no “poster boy” intelectual dos movimentos “paz e amor livre” da “new left” dos anos 60.

Ao aperceberem-se que a classe trabalhadora nunca se iria rebelar e estava satisfeita com o sistema capitalista, o alvo a atingir mudou. Era preciso gerar novos indignados para gerar revolução, e foi neste ponto que o foco se virou para as minorias raciais oprimidas, homossexuais e as mulheres. Marcuse foi muito claro quando revelou que se as mulheres se rebelassem, grande parte do trabalho teria sido feito, pois com mais de 50% da população “em libertação do machismo” seria possível mudar com certeza os valores ocidentais. Assim, boa parte da sua esperança estava no feminismo.

A forma de promover esta revolução baseou-se no aprofundamento da tábua rasa; ou seja, no veicular a ideia de que todas as diferenças entre os vários grupos humanos são “construções sociais” e que devem ser combatidas. Não há raça, não há mulheres nem homens, não há homossexuais ou heterossexuais, o que há são imposições e doutrinações burguesas que fazem com que os indivíduos tenham os comportamentos que têm em sociedade. Nada é natural e inato, tudo é produto da cultura que, no seu entender, tinha de ser mudada para libertar todas essas pessoas das construções sociais para onde foram remetidos.

Com isto desenvolveu-se o relativismo e o pós modernismo, pois nada tem assim um valor objectivo nem qualquer função, e todas as culturas são boas e más ao mesmo tempo. Qualquer juízo de valor é uma forma de intolerância.

Marcuse definiu em particular aquilo que veio a marcar o zeitgeist (espírito dos tempos) até aos dias de hoje quando escreveu que a verdadeira tolerância implica intolerância contra qualquer discurso de direita que se baseie em salientar as diferenças de uma cultura sobre outra, de uma etnia sobre outra, de o mérito de uma pessoa sobre outra, de um sexo sobre outro, etc… Isto transformou-se no que hoje chamamos de doutrina do politicamente correcto ou, como também é conhecida, marxismo cultural. Desta forma, qualquer debate que envolva uma das partes a alegar que existem desigualdades inatas e naturais entre seres humanos é imediatamente encerrado. Em discurso político, não existe liberdade de expressão para quem não acreditar na tábua rasa.

Broken Britain

Esta filosofia acabou por dominar a academia do mundo anglo-saxónico e dos países do norte/centro da Europa. Quando o genial precursor da sociobiologia (agora mais conhecida como psicologia evolutiva) Edward O. Wilson  lançou nos anos 70  a disciplina que estuda as diferenças no comportamento humano à luz da evolução genética e cultural, este foi atacado por grande parte da academia e inclusivamente ,numa conferência, terminou literalmente com um balde de água na cabeça, presente de um grupo anti-racista da new-left americana. Wilson, claro, não incitou qualquer forma de ódio racial, mas o simples facto de ter lançado uma disciplina que rejeita a tábua rasa foi o suficiente para ser atacado pelo “establishment” inquinado à esquerda.

Apesar de este hostil ambiente académico nas ciências sociais permanecer, geneticistas, biólogos, psicólogos evolutivos não têm dúvidas de que existem profundas diferenças entre humanos de natureza inata e evolutiva, que não têm origens na cultura ou na socialização, seja ela burguesa ou de qualquer outro cariz. Porém, são os cientistas sociais que lançam as ideias “políticas” para a sociedade, onde são depois promovidas por jornalistas (“second hand dealers of  ideas”) e políticos (“second hand followers of ideas”), e estes académicos são ainda os herdeiros da escola de Frankfurt, ocupados com estudos de género, estudos africanos, estudos multiculturais, estudos de desenvolvimento, estudos feministas, entre outros. Por outras palavras, estudos marxistas aplicados à cultura, numa era em que quase ninguém acredita no marxismo económico.

Foi neste ambiente intelectual dos últimos 70 anos que se desenvolveu a progressiva perda de identidade britânica, assim como a respectiva balcanização cultural e étnica da Grã Bretanha. Imbuídos nesta nova cultura de rejeição dos valores tradicionais ocidentais, os políticos britânicos promoveram a imigração em massa não-europeia alegando que todas as culturas devem ser encaradas como iguais e que, tal como Marcuse deixou escrito,  tudo o que é necessário é tolerância para com elas e intolerância para com os que se opõem a esta destruição cultural. Para o combate a quem se opunha a este processo estavam (e estão) reservados epítetos de fascista, extremista, racista e a imposição de quotas e multas. Em suma, autoritarismo “anti-direita”. Assim, a direita  política main-stream transformou-se em esquerda, incapaz de contrariar este novo ambiente intelectual e social. Tal como Andrew Neather (o conselheiro de Tony Blair) relevou, a esquerda quis esfregar o nariz da direita na “diversidade”.

Na realidade, como é facilmente observável, diferentes grupos de pessoas geram culturas diferentes e geralmente  de socialização incompatível no mesmo espaço geográfico. Ignorando esta evidência, mergulhados no espírito da tábua rasa, economistas  e demais cientistas sociais continuam a temer o decrescer da população nativa e a incentivar mais imigração para aumentar a extensão do mercado (como postulava Adam Smith) e assim manter o crescimento económico (da mesma forma que temem a deflação monetária). Porém, em sociedade partidas culturalmente, com baixos níveis de confiança e ressentimento entre grupos étnicos, o mercado será sempre primeiro a sofrer e o autoritarismo a recrudescer.

Olhando para o Reino Unido, mas igualmente para outros países europeus, ficamos com poucas dúvidas sobre o sucesso que este grupo de académicos de Frankfurt teve na destruição das instituições culturais ocidentais e, em termos gerais,  na progressiva destruição de uma civilização.

Março 22, 2012

Quantos elementos dos piquetes de greve já foram julgados e condenados por terem recorrido à violência ?

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:56

Mesmo que não se partilhe a conclusão expressa no título do post, é difícil não subscrever a pertinência da questão levantada pelo Samuel: A existência de piquetes de greve é inaceitável numa sociedade livre

Ora, dado que não é assim tão ocasional quanto isso a interferência com a liberdade e direito de trabalhar dos não aderentes, recordam-se de alguma vez terem sido levados à justiça elementos dos piquetes de greve que recorram à violência? Eu não me recordo, o que não quer dizer que não tenha acontecido.

Gold backed money in Utah

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:45

Sinais interessantes, vindos dos EUA: Utah Legalizes Gold, Silver Coins As Currency

Utah legislators want to see the dollar regain its former glory, back to the days when one could literally bank on it being “as good as gold.”

To make that point, they’ve turned it around, and made gold as good as cash. Utah became the first state in the country this month to legalize gold and silver coins as currency. The law also will exempt the sale of the coins from state capital gains taxes.

Craig Franco hopes to cash in on it with his Utah Gold and Silver Depository, and he thinks others will soon follow.

The idea is simple: Store your gold and silver coins in a vault, and Franco issues a debit-like card to make purchases backed by your holdings.

Sindicatos – os Persuasores da Ineficiência

Filed under: Blogosfera,Economia,Política,Teoria — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:32
Tags: , ,

Um artigo interessante por Daniela Silva sobre como os sindicatos prejudicam toda a classe trabalhadora ao insistir em greves e salários mínimos.

Ciências ocultas: do inofensivo fosfenismo ao perigoso “socialismo científico”

Filed under: Double standards,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:26

No domínio das ciências mais ou menos ocultas, bem pior que as experiências locais inspiradas pelo fosfenismo são as experiências centralizadas de instrumentalização pura e dura de várias disciplinas para propaganda socialista e progressista: Quero lá saber do fosfenismo

Sinceramente, quero lá saber do fosfenismo. Preocupa-me muito mais certa propaganda que se ensina em muitas aulas de História e noutras disciplinas das áreas “sociais”. O que me inquieta mesmo nestas notícias e comentários é atendência nacional para ver o Ministério da Educação como o polícia de todas as escolas e recusar-lhes qualquer grau de autonomia. Deixem-nos em paz, os fosfenos não mordem…

Recordar Hayek e Oakeshott em dia de greve

Filed under: Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:31

Eu que não faço greve relembro Hayek
Eu que não faço greve relembro Oakeshott

« Página anteriorPágina Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 2.436 outros seguidores