Boas razões para estudar filosofia política

Elogio da filosofia política. Por Paulo Tunhas

Em todo o caso, a filosofia, e não é um dos seus menores benefícios, protege da facilidade da indignação. Não dos actos de aprovação e de desaprovação, é claro. Muito pelo contrário. Mesmo que, como dizia Hegel com razão, não deva ser edificante, deve-nos ajudar a julgar. Mas protege-nos da facilidade da indignação quando esta funciona quase como uma cumplicidade com aquilo que indigna, um caso desagradavelmente frequente. E a grande filosofia política protege-nos da facilidade das indignações políticas e do guarda-roupa retórico que fatalmente as acompanha. Quer dizer: impede-nos de levarmos muito a sério a quase totalidade dos discursos políticos que nos acompanham diariamente. Ou melhor: impede-nos de os levarmos à letra e convida-nos a traduzi-los, por difícil ou improvavelmente satisfatório que o exercício pareça, nas questões fundamentais que se repetem.

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John Hibbs, R.I.P.

John Hibbs, R.I.P. Por Michael Goldstein.

John Hibbs was an IEA author whose work led to a radical change in policy in the somewhat unfashionable field of bus transport. (…) John is almost certainly right that the 1985 Act prevented the ‘strange suicide of the British bus industry’ – traffic fell from 42 per cent to 6 per cent of the transport market between 1952 and the beginning of the 21st century, but that fall came to an end with the greater flexibility and more effective marketing techniques that were possible after the 1985 Act. Before the Act, many local authorities were still running routes determined by post-World War I timetables. He was a strong critic of those voices (still prominent today) who wished to re-regulate the industry believing it would usher in the days of decline again. John described the idea of franchising as ‘competition for a monopoly’ and incompatible with liberalisation and the best possible passenger service.

Dennis O’Keeffe, R.I.P.

Dennis O’Keeffe, R.I.P. Por Steve Davies.

Over the years his academic work took a number of directions and involved work with several institutions. His great professional interest was always the sociology of education and he was always a fierce critic of the way that educational quality had been undermined by misguided ideas and practices. During the 1990s he undertook perhaps the major project of his academic life, a study of truancy. He was able to show that truancy was vastly more widespread than most realised and that the great bulk of it was not simple hostility to education by delinquent pupils but a perfectly rational decision by pupils to avoid certain subjects and teachers while attending other classes. The fault for him lay in the rigid control of schools by the state and a range of misguided pedagogical philosophies. These findings were of course unwelcome to both left and right at the time and in particular the Department of Education and so they were ignored.

In addition to this work Dennis undertook a number of very important major editing and translation projects for the Liberty Fund of Indianapolis, making use of his fluent command of French to rediscover the great tradition of French Classical liberalism. He edited and translated Benjamin Constant’s Principles of Politics and worked on the Fund’s continuing six volume complete works of Bastiat. He also translated the complete text of Gustave de Molinari’s ‘Evenings on the Rue St Lazare’ which the Liberty Fund will be bringing out in the near future.

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Entrevista para o podcast do Instituto Mises Brasil

Foi com muito gosto que dei mais uma entrevista (salvo erro a terceira) ao Bruno Garschagen para o podcast do Instituto Mises Brasil, desta vez tendo como tema o artigo “Hayek’s Slippery Slope, the Stability of the Mixed Economy and the Dynamics of Rent Seeking”, recentemente publicado na Political Studies, a principal revista científica da Political Studies Association.

PODCAST 150 – ANDRÉ AZEVEDO ALVES

Para fechar o ano com chave de ouro depois de um 2014 muito produtivo na divulgação das ideias da Escola Austríaca no Brasil, incluindo o lançamento realizado no início desta semana do terceiro número da revista MISES, o Podcast do Instituto Mises Brasil foi conversar com André Azevedo Alves, professor e doutor em Ciência Política pela London School of Economics, sobre um artigo acadêmico escrito em parceria com o professor John Meadowcroft, do King’s College London, e publicado na edição mais recente da revista Political Studies.

Subjacente ao artigo (com primeira versão concluída em 2012) está uma série de ideias e uma linha de investigação que o John Meadowcroft e eu vimos tentando desenvolver já há alguns anos e relativamente à qual esperamos poder apresentar mais resultados nos próximos anos. Em 2014, por motivos de força maior, não foi possível avançar substancialmente nesta linha, mas espero que 2015 seja um ano mais produtivo a este respeito, com novos frutos a médio prazo.

Candidaturas IEP-UCP – Semestre de Primavera

Estão abertas candidaturas aos programas de MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

No semestre académico que se iniciará em Fevereiro, leccionarei a unidade curricular de Global Political Economy, obrigatória no MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e opcional nos programas de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais.

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Henrique Leitão vence Prémio Pessoa

Um prémio justamente atribuído: Investigador Henrique Leitão vence Prémio Pessoa

Com 50 anos completos há pouco mais de um mês, o físico têm dedicado os últimos anos à investigação da história da ciência em Portugal. “Um interesse antigo, que se foi intensificando depois de finalizar o doutoramento”, contou ao Observador Henrique Leitão, acrescentando que se dedica a esta área a tempo inteiro desde 2002. Trabalhando na história da ciência como um todo, sobretudo nos séculos XV, XVI e XVII, o investigador valoriza sobretudo a história portuguesa. “O passado científico português é muito mais vivo do que se pensa.”

Católica Lisbon mantém-se no Top 25 do Financial Times

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Está mais uma vez de parabéns toda a equipa da Católica Lisbon School of Business and Economics, pela manutenção do 25º lugar no ranking do Financial Times.

Repito que escrevi por ocasião da mesma distinção, há um ano: tendo sempre o cuidado de não sobrevalizar este tipo de rankings, é de realçar o notável trabalho que tem vindo a ser realizado pela CLSBE, sem financiamento estatal, com os resultados que estão à vista, nos rankings e muito além deles.

O Liberalismo em discussão, amanhã, 18:30, Lisboa

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Recordo que amanhã, às 18:30, no seguimento de um convite da JP Lisboa, darei uma palestra subordinada ao tema “Afinal o que é o Liberalismo?”. A sessão terá lugar na sede do CDS no Largo Adelino Amaro da Costa.

A entrada é livre e os interessados podem inscrever-se aqui.

Mises: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia

misesrevMomento publicitário: convido todos os amigos e leitores d’O Insurgente a conhecerem e, se assim o desejarem,a curtirem a página da nossa revista Mises: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia no Facebook. Somos a única revista acadêmica em língua portuguesa dedicada à Escola Austríaca. Contemplamos não somente a divulgação das ideias Austríacas, mas também o desenvolvimento da corrente através da produção de pesquisas originais.

O Liberalismo em discussão, 18 de Novembro, 18:30, Lisboa

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Na próxima terça-feira, dia 18 de Novembro, às 18:30, no seguimento de um convite da JP Lisboa, darei uma palestra subordinada ao tema “Afinal o que é o Liberalismo?”. A sessão terá lugar na sede do CDS no Largo Adelino Amaro da Costa.

A entrada é livre e os interessados podem inscrever-se aqui.

Artigo na Political Studies

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Depois de ter sido aceite para publicação e estar disponível online desde Junho de 2013, o meu artigo conjunto com John Meadowcroft, “Hayek’s Slippery Slope, the Stability of the Mixed Economy and the Dynamics of Rent Seeking”, saiu finalmente no número de Dezembro da Political Studies.

Continuamos a desenvolver este tema de investigação – cruzando a Teoria da Escolha Pública com a Escola Austríaca – e, se tudo correr bem, 2015 e 2016 também deverão ser anos produtivos nesta frente, de preferência continuando a publicar nas principais revistas científicas internacionais.

Nova Cidadania 54

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A Nova Cidadania 54 está à venda nas livrarias Alêtheia, Almedina, Bulhosa, Coimbra Editores, Europa-América, Férin, Wook e também na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa, Porto e Viseu).

Neste número, recordo John Blundell (1952-2014) e Gary Becker (1930-2014). Destaco também especialmente o artigo “Liberalismo e Cristianismo”, em que Leonard Liggio explicou a relevância do livro O lugar da Religião na Filosofia Liberal de Constant, Tocqueville e Lord Acton, de Ralph Raico.

Mais informações aqui.

Regressar a Adam Smith

Interesse próprio. Por José Manuel Moreira.

Em tempos de promiscuidade entre poder político e poder económico, vale a pena regressar a Adam Smith para apurar as semelhanças com um período mercantilista em que interesses emergentes se aliaram ao poder real para, em nome do colectivo, fazerem crescer a burocracia e um aparelho de Estado protector da corte de instalados.

Mais quatro anos?

Imagem retirada da página do Facebook do PSD

Imagem retirada da página do Facebook do PSD

Longe vão os tempos em que Pedro Passos Coelho dizia com orgulho – e suspeito que com pouca sinceridade – “que se lixem as eleições”. Hoje, a um ano – ou menos – das ditas, o Primeiro-Ministro parece pensar em pouco mais. Não só garante aos nervosos fiéis (e a hipotéticos adversários internos) que não se vai embora, como faz discursos “aguerridos” contra “jornalistas e comentadores” para animar as tropas (sempre dadas a criticar qualquer pessoa que pense de forma diferente, ou que pense, pura e simplesmente). Faz até promessas para um novo mandato, cuidadosamente desenhadas para dar à campanha eleitoral que aí vem a mesma “responsabilidade” que, embora escassa na acção política, tem sido abundante na retórica que tem emanado de São Bento.

É compreensível que o próximo acto eleitoral não saia da cabeça de Passos Coelho. Afinal, não serão poucas as dificuldades que o esperam até ao dia em que os portugueses colocarão o rabiscado papelinho na urna da sua Junta de Freguesia ou Centro Comunitário. A maior delas, sem dúvida, será a de explicar aos eleitores por que razão devem ele e os seus correligionários governar por mais quatro anos. Afinal, se Passos procura um novo mandato é porque entende que ainda há coisas a fazer. E é natural que o entenda, dado que reconheceu – se bem que involuntariamente – que o Governo fracassou nos últimos anos, ao dizer, como disse no último debate sobre o Orçamento, que “qualquer um gostaria de ter impostos mais baixos”, mas que teve de os colocar no nível actual por não se ter reduzido a despesa de forma a que a carga fiscal pudesse ela própria ser reduzida. Mas, se ainda há coisas a fazer, depois de quatro anos de governação, é apenas e só porque Passos não as fez nos primeiros quatro anos em que teve a oportunidade – e, já agora, a tal “responsabilidade” – de as fazer. Se quer governar por mais quatro anos, terá agora de explicar o que falhou nesses quatro anos e por que razão os hipotéticos quatro adicionais seriam diferentes.

O Primeiro-Ministro, justiça lhe seja feita, parece ter consciência do problema. E não se tem escusado a dar uma explicação, que repete a todos aqueles que o queiram ouvir (um conjunto cada vez mais reduzido de pessoas): o Governo quis cortar a despesa e fazer “reformas”, mas o Tribunal Constitucional não deixou. Deixemos de lado os méritos ou deméritos da explicação, e a duvidosa premissa de que as tais “reformas” eram mais do que meros remendos do sistema vigente, mantendo-o intacto apenas com menos dinheiro para distribuir, e aceitemos como verdadeira a defesa do Governo: a Constituição de 2015 a 2019 será a mesma de 2011 a 2015, e por isso, aquilo que não foi feito por ser inconstitucional nos primeiros quatro anos de Governo PSD/CDS não terá apreciação muito diferente nos quatro seguintes. A não ser, claro, que se mude a Constituição. Mas isso é algo que Passos Coelho não pode prometer aos portugueses, pela simples razão de que só com o apoio e colaboração com o PS poderá ser promovida uma tal Revisão Constitucional. Ou seja, o que Passos Coelho, sem querer, diz aos portugueses quando diz que não fez o queria nos seus primeiros quatro anos de Governo por causa das decisões do TC, é “se me derem mais quatro anos, não vou fazer nada de diferente”.

Haveria uma explicação alternativa, que dispensaria Passos Coelho de se colocar nesta posição de impotência e que teria ainda a vantagem de ser bem mais verdadeira: houve, da parte do Governo, uma mistura incapacidade e de falta vontade para ultrapassar bloqueios, obstáculos e grupos de interesses instalados no Estado, na sociedade e nos próprios partidos do Governo, que viam nas reformas de que o país precisa e de que o Governo falava incessantemente, sem as passar do papel (ou que nem ao papel chegaram), uma ameaça ao seu bolso, poder e modo de vida. O problema está em que também esses bloqueios, obstáculos e grupos de interesse se mantêm intactos, e que por isso, tudo aquilo que fez com que o Governo não tenha tido capacidade ou vontade para mudar produzirá, de 2015 a 2019, o mesmo resultado que provocou de 2011 até hoje.

E assim se vê a razão dos temores do Primeiro-Ministro: não se vislumbra como Passos Coelho possa explicar a necessidade de mais quatro anos em São Bento sem passar à sua pessoa e aos seus quatro anos de governação um atestado de incompetência ou compadrio, nem ao mesmo tempo colocar enormes dúvidas sobre a possibilidade de poder ser diferente nos restantes quatro. E sem isso, não poderá ser levado a sério, e mesmo que por milagre ganhe as eleições, o seu futuro será igual ao passado. É aliás por isso – e pelo facto do PS não constituir uma verdadeira alternativa – que entendo que o melhor que Passos Coelho teria a fazer seria anunciar a sua intenção de renunciar à liderança do PSD, abrindo caminho a quem no partido queira fazer uma análise séria do que correu mal nestes anos, e seja capaz de explicar aos portugueses aquilo que Passos, manifestamente, não pode.

Dia 6 de Novembro, na FCSH-UNL

IPRI-IEP

No próximo dia 6 de Novembro, a partir das 10:00, terá lugar no Edifício I&D da FCSH-UNL a conferência “A Revolução Europeia Vinte e Cinco Anos Depois”, uma iniciativa conjunta do IPRI-UNL e do IEP-UCP que assinala o 25º aniversário do colapso do totalitarismo comunista na Europa.

Pela minha parte, falarei sobre “Consolidação democrática e liberdade económica na Europa de Leste”, no painel que tem início às 14:00.

A entrada é livre.

Charles Murray sobre Ayn Rand

Um excelente artigo de Charles Murray: How Ayn Rand Captured The Magic Of American Life: Ayn Rand was a philosophical hypocrite, but a magical novelist.

In 1991, the book-of-the-month club conducted a survey asking people what book had most influenced their lives. The Bible ranked number one and Ayn Rand’s “Atlas Shrugged” was number two. In 1998, the Modern Library released two lists of the top 100 books of the twentieth century. One was compiled from the votes of the Modern Library’s Board, consisting of luminaries such as Joyce Carol Oates, Maya Angelou, Edmund Morris, and Salman Rushdie. The two top-ranked books on the Board’s list were “Ulysses” and “The Great Gatsby.”

The other list was based on more than 200,000 votes cast online by anyone who wanted to vote. The top two on that list were “Atlas Shrugged” (1957) and “The Fountainhead” (1943). The two novels have had six-figure annual sales for decades, running at a combined 300,000 copies annually during the past ten years. In 2009, “Atlas Shrugged” alone sold a record 500,000 copies and Rand’s four novels combined (the lesser two are “We the Living” [1936] and “Anthem” [1938]) sold more than 1,000,000 copies.

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Falemos de desigualdade (4)

A ideia neste post de comparar os níveis de bem-estar do Zé e do Vasco com os dos seus avós não foi o de demonstrar a tendência secular de crescimento económico e a forma como afecta todos positivamente, pobres e ricos. Essa é uma questão importante, mas não o ponto fundamental do post.

O principal ponto deste post foi o de, assumindo que efectivamente a desigualdade no nível de rendimentos aumentou, tentar saber se isso se converteu numa efectiva diferença nos níveis de bem-estar. O gráfico em baixo explica melhor este ponto. No eixo horizontal está o nível de rendimento e no eixo vertical o nível de bem-estar.

desigualdade

Será mais ou menos consensual que o aumentos de rendimento têm retornos marginais decrescentes em termos de bem-estar. É irrelevante para esta discussão discutir se o formato da curva é exactamente este ou a definição de “bem-estar”, mas parece-me que o conceito da curva será intuitivo para todos. Partindo do pressuposto que todos concordam, em termos gerais, com a localização dos pontos na curva a questão que se coloca é: será que o aumento das desigualdades de rendimento nas últimas décadas é assim tão importante na vida das pessoas como os números apontam?

Sobre este tema:
Falemos de desigualdade, no Observador
Falemos de desigualdade (2)
Falemos de desigualdade (3)

Recordando Leonard Liggio (6)

Leonard Liggio e a tradição da liberdade. Por João Carlos Espada.

Leonard Liggio pensava que todos esses preconceitos continentais partiam de um erro original: a crença de que a liberdade é uma invenção moderna, em ruptura com a tradição cristã medieval. Daí as suas insistentes contribuições sobre temas relacionados com a tradição pré-moderna da liberdade e com o contributo crucial do cristianismo para a emergência do conceito de liberdade da pessoa e da sua consciência.

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Recordando Leonard Liggio (5)

Leonard Liggio, R.I.P. Por Steve Davies.

At the close of his life Leonard left a large and rich legacy, of institutions he had helped to build and strengthen, and of persons whose lives he had touched and whose thinking and careers he had nurtured. His intellectual legacy, both directly and through the work of people he directly inspired and influenced is perhaps the one that will live longest. There are several elements of classical liberal thinking that have only survived or attracted renewed interest because of his efforts. The most important are the class theory and analysis of classical liberalism, the critique of expansionist and interventionist foreign policy and reaffirmation of traditional liberal ideas about peace and international order, the classical liberal approach to historiography and the study of history, and rich and growing tradition of Christian and particularly Roman Catholic liberalism. As with all intellectual builders he leaves a work unfinished in all of these areas and with much more to do, but his own work, his character and his life leave a model to all of us.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Recordando Leonard Liggio (4)

Leonard Liggio, R.I.P.: A Great Teacher Passes. Por Lawrence W. Reed.

“A teacher,” wrote journalist and educator Henry Brooks Adams, “affects eternity; he can never tell where his influence stops.”

With Leonard P. Liggio, who seemed to many of us to have been around forever, influence began decades ago and runs so deep that he easily meets Adams’s description. It is among the highest honors to be thought a “teacher,” and especially if what you taught was as right, true, and noble as it always was with Leonard.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Recordando Leonard Liggio (3)

Remembering Leonard Liggio (Tom G. Palmer)

Leonard Liggio was an important pillar in the modern libertarian movement and someone who connected modern libertarian ideas with their historical antecedents. Tom G. Palmer comments on Liggio’s impact on ideas and libertarianism.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Recordando Leonard Liggio (2)

Statement on the Passing of Leonard Liggio. Por Ron Paul.

As a lecturer for IHS, CATO, and numerous other libertarian organizations, Leonard taught and inspired generations of young students to devote their lives to studying and spreading the ideas of liberty.

I first meet Leonard in the mid-seventies when I was embarking on my political career. I am pleased to be one of the many whose interest and understanding of the freedom philosophy was deepened by Leonard Liggio. I was honored to receive his support for my presidential campaigns.

All those who value individual liberty, sound economics, and peace should be thankful for Leonard Liggio’s often lonely efforts to build the liberty movement and spread the ides of freedom.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Recordando Leonard Liggio

Leonard Liggio RIP. Por Alberto Mingardi.

Leonard was himself a sort of humane, smiling version of Wikipedia. He had a profound understanding of the history of political thought, rooted in an extremely detailed knowledge of the history of political facts. (…) Intellectuals are very often, and almost by definition, “me!me!me!” persons. Leonard wasn’t. He put the values he believed in and cherished–the ideas of liberty–above any stupid ego play. But, furthermore, he also really cared about other people. He didn’t dream of having disciples, he didn’t want to make converts, he was a truly radical libertarian that never rejoiced in sectarianism. He did care to help youngsters to grow their own way, by pursuing those very ideas he held dear. This is the reason why he is and will be so sorely missed by all those had the privilege of crossing his path.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Entrevista a Alexandre Mota – Instituto Mises Portugal

Uma entrevista interessante dada por Alexandre Mota, o novo presidente do Instituto Ludwig Von Mises Portugal, ao jornal Vida Económica: O caminho para o progresso é o Estado “sair da frente”

Vida Económica – O que é o Mises Portugal, o que defende e o que pretende?
Alexandre Mota
– O Instituto Ludwig von Mises Portugal é um “think tank” liberal, português, na linha dos vários institutos Mises congéneres em todo o mundo. Temos como lemas a liberdade, a propriedade e a paz e pretendemos revolucionar as ideias em Portugal. É um objetivo difícil, mas de outra forma não seria tão excitante.

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Leonard Liggio (1933-2014)

Obrigado por tudo.

Leonard Liggio on the Rise of the Modern American Libertarian Movement

IN MEMORIAM: LEONARD LIGGIO

Leonard P. Liggio, Executive Vice President of Academics at Atlas Network, passed away October 14, 2014 at the age of 81.

Leonard’s career advancing liberty spanned seven decades, during which time he served as the President of the Mont Pelerin Society, the Philadelphia Society, and the Institute for Humane Studies, where he later continued to serve as its Distinguished Senior Scholar. He was a professor at George Mason University, a visiting professor at the Universidad Francisco Marroquín, a board member of the Competitive Enterprise Institute, and a Trustee of Liberty Fund.

Alex Chafuen and the late John Blundell once wrote that, if F.A. Hayek was the great architect of the revival of classical liberalism, then Leonard has been its “great builder, building a worldwide movement… one career at a time.”

As decapitações do ISIS e a “comunhão na culpa”

Porque é que o ISIS decapita os reféns? Por Rui Ramos.

A tendência natural é para pensar que o ISIS é simplesmente demente e apocalíptico. Talvez seja. Mas nem por isso deixa de ter razões para fazer o que faz. O ISIS não enfrenta Israel, mas inimigos fracos. Interessa-lhe, portanto, não a reputação de vítima, mas a fama de potência violenta e implacável, adequada para desmotivar qualquer resistência. Por outro lado, o ISIS é o resultado de enxertos de gente de procedência vária. O terror é-lhe útil. Cria o que Tucídides chamava a “comunhão na culpa” entre a sua tropa heteróclita. Limita contactos com o inimigo e, em consequência, as mudanças de campo frequentes nas guerras da região. E a intervenção ocidental, desde que limitada, ajuda-o a retratar os seus adversários como fantoches americanos.

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