Lido o mais recente report do #veryveryvcoselyislamwatch, conclui-se que a culpa é do David Cameron.
Maio 23, 2013
Maio 22, 2013
O instinto de sobrevivência e as pantufas
Parece. Por FNV
As situações-limite potenciam comportamentos que parecem contraditórios se a pessoa não se enfiar na cama ou na negação. Como somos apanhados por ventos laterais e imprevistos, as nossas melhores decisões parecem exageradas ou tolas.
O instinto de sobrevivência não foi desenhado para aquela hora em que chegamos a casa e calçamos as pantufas.
Ainda assim são brandos os soldados de Alá

De acordo com o clérigo Anjem Choudary, o tornado que afectou o estado de Oklahoma com violência, foi uma resposta de Alá à opressão sofrida pelos muçulmanos.
Maio 20, 2013
“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Sexta-feira, na Católica.Porto
É já esta Sexta-feira, na Católica.Porto: “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.
A informação sobre o programa está disponível aqui.
A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.
Maio 16, 2013
Outra pergunta sobre a Função Exponencial
E já agora uma mais fácil:
Imaginem que há uns nenúfares de rápida multiplicação que chegam a um lago. De 3 em 3 dias á área ocupada pelos mesmos duplica até que, ao fim de 45 dias, toda a superfície do lago está ocupada pelos ditos nenúfares. Quantos dias foram necessários desde a sua chegada para que os nenúfares cobrissem 50% da superfície do lago (ou seja, a 1ª metade)?
Uma pergunta sobre a Função Exponencial
A função exponencial é a mais importante para quem compreender um pouco a estatística por detrás da maior parte das opções políticas, mas é uma ilustre desconhecida de muitos. Para demonstrar o meu ponto, deixo aqui uma situação:
Imaginem que a população de uma cidade com uma boa economia está a crescer a 7% ao ano. Acham muito?
7% ao ano leva a cidade a crescer rapidamente, muito rapidamente. A pergunta é:
Imaginando que a cidade começou com 10.000 habitantes, quantos terá ao fim de 1 século a crescer sempre àquele ritmo?
Maio 15, 2013
“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Dia 24 de Maio, na Católica.Porto
O final de Maio vai ser um período de actividade intensa. Além da conferência de 27 de Maio aqui bem recordada pelo Tiago, recordo também que no dia 24 de Maio terá lugar a conferência “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.
A informação sobre o programa está disponível aqui.
A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.
Maio 13, 2013
Maio 10, 2013
“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Conferência Anual MPA, 24 de Maio, Porto
A informação sobre o programa está disponível aqui.
De particular interesse para os leitores d’O Insurgente, poderá ser a conferência de abertura, a cargo do Secretário de Estado do Turismo Adolfo Mesquita Nunes.
A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.
Lisboa – 14 de Maio: Soberania; 28 de Maio: Liberdade económica
Dia 14 de Maio, às 18h30, na FNAC Chiado, a Fundação Francisco Manuel dos Santos organiza um debate com Miguel Morgado, Diogo Pires Aurélio e José Manuel Fernandes em torno do artigo do Miguel “Os usos e os abusos da noção de soberania”, publicado na revista da Fundação.
Dia 28 de Maio, também às 18:30 e também na FNAC Chiado, serei eu a participar num debate, com José Manuel Fernandes e Francisco Veloso, director da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica (em Lisboa), em torno do meu artigo “A economia portuguesa, depois da década perdida”.
Estão todos convidados.
Maio 7, 2013
O liberalismo clássico e as direitas
Embora com pouca disponibilidade para participar activamente, tenho acompanhado com interesse a discussão sobre direita e liberalismo aqui no blogue. Tal como o Carlos Fernandes, alinho nesta questão (como na maioria das questões) com o Miguel Noronha.
Do ponto de vista substantivo, estou mais próximo do posicionamento liberal clássico e das referências do Rui A., mas tenho reservas sobre esta interpretação do que é ser de direita e, tal como o Miguel, concordo com várias das objecções levantadas pelo Filipe Faria. (mais…)
Maio 5, 2013
Grupos de estudos de Escola Austríaca no Brasil
Uma interessante e muito louvável iniciativa do Instituto Mises Brasil: Grupos de estudos de Escola Austríaca. Por Fernando Chiocca.
Maio 3, 2013
Faz Sentido ser de Direita, mas não Liberal
Depois de escrever o meu texto sobre o declínio da direita, o Rui Albuquerque escreveu um texto com uma posição contrária aos meus argumentos, apesar de não me mencionar no seu texto. Depois de ler o texto em questão optei por fazer alguns comentários que me parecem vitais em temas de filosofia política.
O Rui parece determinado em provar que o liberalismo clássico é uma ideologia de direita. Vale a pena lembrar que no meu texto eu não disse que este não era visto como de direita no actual momento. Perante a total rendição da direita ao liberalismo, o liberalismo clássico apresenta-se como uma forma menos igualitária do que o vigente liberalismo social. Mas, por todas as razões que expliquei no meu texto, é uma teoria com fortes elementos igualitários, anti-tradicionalistas e universalistas, que a afastam da direita tradicional. Uma coisa é certa, um liberal clássico no século XIX era de esquerda de caras. Foi a vitória da esquerda actual que os colocou na alegada “direita” sem que eles saíssem do mesmo lugar.
Seja como for, há pontos na argumentação do Rui que violam as bases consensuais da teoria política. O Rui alega que o que caracteriza a direita é o individualismo (por oposição ao que eu escrevi: que a direita é tradicionalmente anti-individualista, familista e tribal). Diz também que o indivíduo visto como parte de um colectivo é uma posição de esquerda. Nas palavras do Rui:
“Enquanto que a direita vê nele o indivíduo, a esquerda tem-no como cidadão. Nesta perspectiva, o homem é, para a direita, por si mesmo, sujeito e objecto de direitos face ao poder político, enquanto que, para a esquerda, ele existe essencialmente na sua relação com a coisa pública”
Obviamente, é possível subverter as bases da teoria política para colocar o liberalismo na direita, mas basta abrir uma enciclopédia para encontrar a definição básica de conservadorismo. Da Encyclopedia Brittanica:
“Conservatism, political doctrine that emphasizes the value of traditional institutions and practices.
Conservatism is a preference for the historically inherited rather than the abstract and ideal. This preference has traditionally rested on an organic conception of society -that is, on the belief that society is not merely a loose collection of individuals but a living organism comprising closely connected, interdependent members.”
O conservadorismo é tribal e comunitário, considera as tradições locais e particulares acima do indivíduo. E, claro, a não ser que achemos que o conservadorismo é de esquerda, a lógica “a direita vê o indivíduo antes do colectivo” não é válida.
O Rui escreve que “para a esquerda o homem nunca é, por si só, suficiente”. Podemos aceitar perfeitamente esta definição. Porém, à direita, aquilo que a esquerda pode chamar de cidadão, a direita tradicional chama de “pertença” (membership). Como diria Roger Scruton, que talvez, quem sabe, seja um “colectivista de esquerda”, todos nós precisamos de pertencer a um grupo para nos identificarmos e lutarmos juntos por objectivos; que a felicidade passa por essa submersão do eu num colectivo maior que nós.
Assim, é muito claro que a direita tradicional também não vê o homem como suficiente por si só. E nem precisamos de recorrer a teorias Hobbesianas para o verificar.
Depois há a questão da dominação e alteração do social pela via do poder. O Rui escreve:
“A esquerda entende que o “mundo” pode ser transformado por golpes de vontade e é o resultado de forças inteligentes e direccionadas.”
Aqui eu tendo a concordar parcialmente. A esquerda tende a preferir a ruptura porque num mundo onde a igualdade é uma utopia, é sempre preciso mudar algo mais. Onde eu discordo é que esta seja a única a agir com via a transformar o social. Todos os governos, da esquerda à direita, tentam gerir a sociedade no seu sentido, usando retórica, propaganda, valores ou espiritualidade. As elites, para o bem ou para o mal, lideram e modelam as massas. Mas mais, o mundo pode facto ser transformado com golpes de vontade das elites. Se à esquerda temos exemplos como a Escola de Frankfurt, à direita temos os conservadores/nacionalistas judeus que visualizaram e criaram um etno-Estado para o seu povo. Nietzsche, que é insuspeito de ser de esquerda, sabia bem que o mundo é transformado por “golpes de vontade” (the will to power) dos homens com grandes capacidades.
Por fim, o Rui escreve que a direita existe quando existem direitos negativos (universais e igualitários, suponho) protegidos por uma constituição liberal. Nas palavras dele:
“Os direitos naturais do indivíduo à liberdade e à propriedade, isto é, os direitos negativos sobre os quais o estado não poderá nunca dispor, reconhecidos por via da Constituição ou de outros instrumentos normativos que o protejam perante o poder público, é marca da direita.”
Com isto, (e em forma de caricatura) somos obrigados a concluir que a civilização ocidental viveu em esquerdismo durante milénios até que o constitucionalismo liberal foi inventado pelos pensadores do iluminismo. Os gregos clássicos, que na sua polis tinham um noção política tribal, distinguindo perfeitamente os cidadãos dos escravos, eram portanto esquerdistas. Esquerdistas estes que continuaram pelas monarquias divinas durante séculos até que se inventou o constitucionalismo liberal. É caso para dizer que a civilização ocidental foi inventada e vivida pela esquerda; isto claro, se aceitarmos que a marca da direita são direitos naturais à liberdade e propriedade pela via constitucional.
A meu ver, a distinção que ofereci de direita e esquerda no meu texto anterior continua a ser a distinção fundamental desta divisão. Tenho agora o prazer único de me citar; escrevi:
“Se há algo que difere a esquerda da direita é a perspectiva moral com que encaram a igualdade e a desigualdade. Enquanto que a esquerda faz do igualitarismo um deus intocável, um bem moral último, a direita vê a desigualdade humana como natural e respeitante da ordem humana e daí deriva a sua força moral positiva. Por outras palavras, a direita idealiza a qualidade (que implica desigualdade) e a esquerda idealiza a igualdade.”
Se a direita idealiza a qualidade, essa qualidade significa hierarquia; não só entre indivíduos, mas igualmente entre grupos.
Isto tudo, claro, para dizer que o que define a direita não poderá ser o seu individualismo moral e muito menos o liberalismo constitucional.
Leitura complementar: Roger Scruton: How to be a Non-Liberal, Anti-Socialist Conservative.
PS: Percebo que a minha posição seja anátema para muitos neste blogue, porém, eu sou da opinião de que quando algo não está a funcionar é preciso mudar e perceber as “causas da doença”. É assim que se vencem determinadas lutas e é a obrigação daqueles que percebem os problemas articulá-los perante a sua comunidade. Sei também que as comunidades sobrevivem à volta de certos axiomas e que se tornam colectivamente antagonistas quando esses axiomas são questionados. Se for esse o caso, então a parte mais fraca é o dissidente e não a comunidade. Isto é algo que temos de aceitar como uma evidência humana. Por isso, novas comunidades se formam.
Maio 2, 2013
A “Direita”: Causas do Declínio.
Muitos que se dizem de direita queixam-se de que esta não tem representação no mainstream político e comunicacional. Tudo é de esquerda agora, variando apenas na intensidade do igualitarismo apregoado. Porém, o termo “direita” é usado em todo o lado e temos a sensação de que ela existe e que se move. Ela tem representantes na televisão a verbalizar coisas supostamente de direita; e mais, alegadamente há gente de direita a escrever na imprensa e em blogues. Na realidade, com as devidas excepções, não há direita no discurso mainstream político e tal explica-se com uma das mais ferozes críticas à postura conservadora: que esta se limita a conservar as revoluções dos outros (i.e. da esquerda).
Se há algo que difere a esquerda da direita é a perspectiva moral com que encaram a igualdade e a desigualdade. Enquanto que a esquerda faz do igualitarismo um deus intocável, um bem moral último, a direita vê a desigualdade humana como natural e respeitante da ordem humana e daí deriva a sua força moral positiva. Por outras palavras, a direita idealiza a qualidade (que implica desigualdade) e a esquerda idealiza a igualdade. Desta forma, talvez fosse mais correcto usar os termos “vertical (hierarquia) vs horizontal (igualdade)” em vez do clássico “direita vs esquerda” que saiu do parlamento francês durante a revolução francesa.
O problema daquilo que passa por direita hoje em dia é ter absorvido muitos dos valores das revoluções igualitárias do passado e defendê-los como se fossem seus. Muitos destes valores poderiam ser discutidos, mas para este artigo interessam particularmente 3: liberalismo, materialismo e racionalismo.
Liberalismo
O liberalismo fez-se contra a tradição, contra a autoridade religiosa, contra a aristocracia, ou seja, fez-se contra a ordem hierárquica natural que se tinha desenvolvido na Europa durante milénios. Fez-se a favor do indivíduo e da igualdade e liberdade do Homem. Do ponto de vista moral, o liberal considera que todos os homens são formalmente iguais e que no indivíduo e só nele reside a soberania última. Daí a crença liberal em “direitos”, sejam eles “humanos”, de propriedade ou de libertação. Esta foi uma revolução igualitária contra a autoridade da tradição e que a direita tentou combater desde sempre. Em Inglaterra, os liberais estavam à esquerda do parlamento e passaram o século XIX a lutarem contra a ordem tradicional hierárquica.
Hoje em dia, perante o esmagador triunfo do liberalismo no ocidente do pós guerra, a direita cedeu e abraçou o liberalismo. Regra geral, acredita em “direitos humanos”, no mercado, no universalismo do Homem, no secularismo de Estado, na democracia liberal, etc… Por outras palavras, acredita em todas as revoluções feitas pela esquerda igualitária e agora convence-se que estas são as suas causas.
Isto advém em grande parte da aversão patológica que a direita geralmente tem a ideias abstractas. O “direitista” médio diz-se um homem pragmático, desprovido de grandes utopias loucas, que gere o que a vida apresenta, mas sem saber tornou-se num escravo das ideias igualitárias; pior, convenceu-se que estas ideias são suas, mesmo que muitas vezes sinta que elas não funcionam, ele acha que elas são moralmente boas.
Ao abraçar o liberalismo a direita ignorou a sua posição tradicional anti-individualista baseada na família, nação, tradição, sangue, autoridade, hierarquia e espiritualidade. Aliás, tirando os mais eruditos, os “direitistas” médios não fazem ideia do que é a direita tradicional e acham que ser de direita é defender o indivíduo até ao infinito. Não é surpreendente que a esquerda tenha uma vida tão fácil e que mantenha a sua hegemonia, mesmo quando o seu modelo social igualitário vai colapsando a olhos vistos. Assim, perante a progressiva derrota da direita não é de admirar que o liberalismo clássico, outrora uma ideologia de esquerda, seja agora o último refúgio da direita que não tem coragem ou engenho para sair do actual paradigma; desta forma, a luta ideológica fica limitada a 2 liberalismos: o clássico (de inspiração Lockeana) e o social de pendor ainda mais igualitário (de J. S. Mill a John Rawls).
Materialismo/Economicismo
Existe a ideia de que foi Marx quem nos trouxe o materialismo (histórico), onde o fenómeno social é explicado segundo as condições materiais existentes. Porém, tal como em tudo o resto, Marx limitou-se a seguir a lógica do liberalismo clássico que colocou o foco da moralidade no material quando fez da propriedade sinónimo de liberdade individual. A partir daí os “direitos” ganharam uma componente material.
Hoje em dia tudo é explicado em termos materiais: quanto cresceu o PIB? Qual a dívida pública? A política X cria ou não mais riqueza material? Outras considerações à “direita”, especialmente de índole cultural e particular, praticamente desapareceram do discurso político, permitindo à esquerda basear todo o seu discurso na igualdade material (i.e. justiça social). Isto baseia-se na assumpção de que se o problema do crescimento económico for resolvido, tudo está resolvido. Porém, o que vemos no mundo é a conquista demográfica de povos com culturas pouco materialistas, com práticas nada liberais e com mercados muito menos desenvolvidos; e como se costuma dizer: a demografia é destino. A resposta aqui está na cultura e no seu impacto. Nisto a “direita” calou-se, ou quando fala é para criticar práticas anti-liberais de outros povos (e.g. muçulmanos). Mais uma vez, a melhor defesa das revoluções igualitárias e anti-tradicionais vem da actual “direita”.
Racionalismo
A direita sempre foi céptica em relação ao racionalismo. Sempre assumiu que os homens são competitivos, instintivos e vítimas de paixões. Reagiu negativamente contra o iluminismo alegando que a crença na razão é simplesmente isso: uma crença infundada.
Porém, hoje a direita entregou-se de corpo e alma ao racionalismo, esquecendo a velha máxima de David Hume que a “Razão é a escrava das paixões”. Isto é particularmente evidente quando tenta convencer racionalmente as massas de que o que é preciso são “contas em dia”, “austeridade”, “procura e oferta” e mercado (mais ou menos) livre. Como a direita já devia saber, os seres humanos sentem primeiro e pensam depois (quando pensam). A “direita” postula que é preciso austeridade e continhas no sítio, mas como perdeu o lado do discurso que permitia ser convincente e persuasiva (a nação, Portugal, a cultura, a “raça” portuguesa), tornou-se na coisa menos apelativa de sempre … não admira que o povo seja todo de esquerda. Ao ignorar o tribalismo natural e o emocionalismo humano a direita entregou as cartas todas à esquerda. Ficando apenas com reivindicações de baixos impostos, mercado globalista e austeridade sem ter valores colectivos para oferecer. Isto, claro está, é a melhor receita para derrotas infinitas, quer na frente económica, quer na frente cultural.
Em suma, não se combate a esquerda do século XXI com ideologias de esquerda do século XIX.
Maio 1, 2013
Como garantir mais emprego
Riqueza, riqueza, riqueza. Por Paulo Ferreira.
No Congresso, Seguro repetiu essa ideia. Encheu os pulmões com ar e disse que a prioridade é: emprego, emprego, emprego (assim, três vezes seguidas, para que não subsistam dúvidas). Ora, ninguém, em bom rigor, pode dizer o contrário. Mas pode – e deve – questionar-se: mas que tipo de emprego tem António José Seguro na cabeça?
Um engenheiro chegado à China reparou que muitos homens construíam uma represa à força de pás e picaretas. Questionou o responsável: por que não usam uma escavadora? Ouviu a resposta: porque assim destruiríamos muito emprego. O engenheiro ousou contrapor: se o objetivo é garantir mais e mais emprego, então o melhor é pôr os homens a trabalhar com colheres em vez de pás.
A caricatura, usada pelo professor José Manuel Moreira no livro “Leais, Imparciais & Liberais”, serve para dizer o seguinte: a criação de trabalho não pode, ou não deve, ser vista como um fim em si mesmo, mas sim como um passo para chegarmos à criação de riqueza. Explicar aos portugueses como pensa o PS criar os empregos que têm mais valor para as pessoas é, creio, uma boa forma de mudar a roupagem, aproximando o discurso do que realmente interessa. É trocar a pá pela escavadora.
Abril 28, 2013
Baixar impostos potencia o crescimento económico
Como baixar impostos gera crescimento. Por Carlos Guimarães Pinto.
Abril 27, 2013
Monarquia constitucional
não há outro. Por Rui A.
Se a ideia é ter um chefe de estado politicamente neutro, inibido de ter opiniões políticas, e que seja um puro símbolo de unidade nacional, porque constitucionalmente impedido de agir politicamente e de tomar decisões, então, a solução é evidente: um rei constitucional. Não há outro.
Abril 26, 2013
“A Filosofia Política de Edmund Burke”, de Ivone Moreira, dia 29 de Abril, em Lisboa, às 18:30
Uma sessão altamente recomendável, com apresentação da obra a cargo de António Braz Teixeira e João Pereira Coutinho.

Abril 24, 2013
Abril 23, 2013
Swaps para totós
No Jornal de Negócios, explica-se o que são swaps de taxas de juro e diz-se que são um produto de elevado risco. Não surpreende que os “peritos” da nossa imprensa económica percebam tanto de derivados como de culinária. Estou a ser injusto. Admito que saibam fazer ovos mexidos. Já nos habituaram a tal. Mal posso esperar pelos comentários incisivos do Professor Martelo, do José Trocas-te e do Pincel Sousa Tavares, entre outros.
Mas explicando uma evidência que parece escapar ao génios da lâmpada cá do burgo: O propósito de contratar um swap é de fixar a taxa de juro. (Atenção que o que está a ser noticiado relativamente ao Metro do Porto, etc, é diferente.) Ao diminuir a incerteza, está-se a reduzir o risco, não a aumentá-lo. No exemplo dado pelo Negócios, é verdade que se o contrato estiver fixado nos 2% e a taxa estiver a 1%, o cliente terá de pagar a diferença ao banco. Mas se não existisse o swap, e tivesse contratado taxa fixa, estaria a pagar os mesmos 2% no total. Dizer que isto é arriscado é como dizer que perdemos dinheiro por contratar um seguro automóvel e não nos acontecer nada ao carro.
Abril 16, 2013
Fórum da Liberdade em Porto Alegre: um exemplo a seguir
Aproveitando a conjugação de uma ida ao Brasil para um colóquio académico em Petrópolis e de um simpático convite da organização do Fórum da Liberdade em Porto Alegre tive a oportunidade de, pela primeira vez, assistir ao vivo ao evento.
Apesar de ter já uma considerável experiência acumulada ao longo da última década (como o tempo passa…) em vários eventos com objectivos similares em múltiplos países, posso afirmar que este até foi, até hoje, o que mais me impressionou.
Abril 15, 2013
Como funciona o Bitcoin
Muito interessante: Bitcoin From an Austro-Libertarian Perspective, Part I. Por Robert P. Murphy e Silas Barta.
The first thing we want to stress is that—contrary to the impression one might have gotten—all of Bitcoin’s “bookkeeping” is done in full public view. Far from being encrypted, every Bitcoin transaction is out in the open, subject to independent auditing by anyone who downloads the software. In fact, that’s the very strength of Bitcoin, and why its proponents say that it relies on no central authority: Precisely because no single organization is “in charge” of Bitcoin, it will be extremely difficult to stamp it out of existence if Bitcoin should ever become a commonly accepted currency. Friedrich Hayek talked of privately-issued fiat currencies, but his vision still involved management of each (competing) currency by a particular issuer. In contrast, no single group manages Bitcoin; this is the sense in which it is “decentralized.” (However, it’s true that a commodity money like gold is also decentralized in the same sense.)
Causas da inflação no Brasil
Sobre a atual inflação de preços no Brasil e o problema da SELIC. Por Leandro Roque.
Como atualmente só se fala em tomate, era inevitável tratarmos da crônica inflação de preços por que passa o Brasil. Qual a sua causa? Como resolvê-la?
Abril 13, 2013
To the extent a country is free…
To Be Born Poor Doesn’t Mean You’ll Always Be Poor. Por Yaron Brook e Don Watkins.
Long after he had established himself as one of America’s leading businessmen, as well as history’s greatest steelmaker, Andrew Carnegie reflected that “We all live in the richest and freest country in the world, where no man is limited except by his own mental attitude and his own desires.”
Abril 9, 2013
“Crescimento Económico”
Produção: pode cair à vontade. Investimento, Poupança, Taxa de Juro, Valor da Moeda, … : podem cair e nem vem nas notícias.
Consumo: tem que subir, seja como for – esgotamento de recursos, impostos sobre quem produz riqueza e gostaria de poupar para mais tarde investir, crédito de estrangeiros, criação de moeda sem equivalente económico, seja como for.
Giro, mas giro mesmo, é quem considera gastar dinheiro emprestado como “crescimento económico”.
Mas é o mundo em que vivemos…
Abril 7, 2013
Abril 1, 2013
Catholicism and economics
Catholicism and economics: The poor pope
Philip Booth, a Catholic economist at the Institute of Economic Affairs, a British free-market think-tank, wants his church’s approach to move in a different direction—towards crunchier thinking about the state and the abuses that an over-mighty one can easily commit. Like almost every other Catholic, conservative or radical, who thinks about economics, he sees an important starting point in a famous Vatican document of 1891, Rerum Novarum, which recognised the usefulness of trade unions and collective bargaining. But he thinks that ideas like “solidarity” and “subsidiarity” or devolved decision-making have been debased in left-wing Catholic discourse, to imply support for a redistributionist state. In fact, voluntary or private initiatives can often be a better way of showing “solidarity” with the poor.
Março 31, 2013
Março 30, 2013
Sobre a definição de Estado
Uma reflexão interessante: Um Estado ou o inverso de um Estado? Por Miguel Madeira.
A guerra das civilizações está ao rubro
A estratégia imperialista-sionista-libertadeira está claramente a mostrar-se, apostada que está em fazer escalar a guerra de civilizações que conduz ao desaparecimento de (não me lembro bem do quê em) países vizinhos onde antes existiam paz, pão, mel e tranquilidade. Em doses óptimas.



