O Insurgente

Maio 27, 2012

Pensar a Democracia com Tocqueville – 5 de Junho em Lisboa

Filed under: Agenda,Educação,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00


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Maio 25, 2012

MPA – Católica.Porto / UA – 3ª edição 2012-2013

Filed under: Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 10:00

Estão abertas candidaturas ao Master in Public Administration oferecido pela Católica.Porto em parceria com a Universidade de Aveiro.

Mais informações aqui.

Maio 24, 2012

Montesquieu e a relação entre a liberdade e a forma de governo

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:00

A defesa da liberdade e da monarquia em Montesquieu. Por Samuel de Paiva Pires.

O corolário disto é a concepção de Montesquieu de que a liberdade não está directamente relacionada ou dependente da forma de governo, que um povo não é livre por ter esta ou aquela forma de governo mas sim porque o governo é estabelecido pela Lei, porque obedece ao estado de direito. Isto implica a invalidação do muito utilizado argumento de que uma república garante mais liberdade que uma monarquia. Na verdade, conquanto exista uma ordem constitucional baseada na Lei, na separação de poderes e nos direitos individuais, uma monarquia pode garantir o mesmo ou um maior grau de liberdade que uma república, tal como acontece com a monarquia britânica, na qual Montesquieu se inspirou.

Maio 23, 2012

Debate Murphy – Krugman

Filed under: Economia,Eleições EUA 2012,Internacional,Política Monetária,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 18:01
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Robert Murphy faz hoje anos. Assim, nada melhor do que relembrar a ideia do Debate Murphy – Krugman. Basicamente, quem quiser pode comprometer-se a pagar uma pequena importância para uma instituição de caridade que só será descontada quando Krugman aceitar a proposta de debate de Robert Murphy.

Site da PropostaSite do Compromisso de CaridadeLançamento da CampanhaVídeos. Vídeo Principal:

   

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Maio 22, 2012

Diagrama de Nolan

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:50

Via Juliano Torres, a quem agradeço a sugestão, aqui fica o Diagrama de Nolan na versão dos Estudantes Pela Liberdade.

Em breve este diagrama estará disponível em mais de 10 línguas.

Deus, O outro do Paraíso de Paris

Sócrates ameça processar quem invocar o seu nome em vão.

Adenda: Mesmo correndo o risco de não ser compreendido pelo estudante de filosofia de Paris, reproduzo a notícia do site IF: Freeport: Sócrates ameaça quem abusivamente invocar o seu nome e o do Pinóquio.

Maio 21, 2012

Revolução: liberdade, ruptura ou conservação?

Maio 19, 2012

Thatcher on public money

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Um video recomendado tanto à oposição como – talvez ainda mais – ao governo e à maioria que actualmente o sustenta.

Thatcher: There is no such thing as public money

Leitura complementar: Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal.

A direita ignorante e a esquerda dos amanhãs que cantam

Filed under: Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:09

Um contributo para a compreensão do estado comatoso de Portugal: “Ser de esquerda é, como ser de direita…” Por Samuel de Paiva Pires.

Maio 18, 2012

A invenção de países e a ignorância histórica

Filed under: Comentário,Educação,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:11

Não haveria lugar para tanto choque se os chocados lessem alguns bons livros de história em vez de se limitarem a cartilhas de extrema-esquerda. Assim se prova mais uma vez que há poicas coisas mais difíceis de vencer do que a ignorância: Era uma vez a Grécia. Por João Miranda.

A ideia deve ter sido inventar uma herança cultural para os gregos do século XIX. Como outros lhes inventaram uma língua. Até a população foi um bocadinho inventada. Bem, no século XIX inventaram-se e reinventatam-se muitos países. Só damos atenção à Grécia porque os gregos resolveram inventar as contas públicas.

“A política de imperfeição e a disposição conservadora” – João Carlos Espada na FCSH-UNL, 21 de Maio de 2012

Filed under: Agenda,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:26

Um momento de pluralismo a não perder na FCSH-UNL.


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Maio 17, 2012

The Left on Campus

Filed under: Cultura,Livros,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 22:00

Harvey Mansfield — The Left on Campus

Regulation Nation

Filed under: Economia,Internacional,Media,Nanny State Watch,Política,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 16:55
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Paradoxo da Água e do Diamante

Filed under: Economia,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:00

 “Não há nada de mais útil que a água, mas ela não pode quase nada comprar; dificilmente teria bens com os quais trocá-la.
Um diamante, pelo contrário, quase não tem nenhum valor quanto ao seu uso, mas se encontrará frequentemente uma grande quantidade de outros bens com o qual trocá-lo.”
Adam Smith – Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações, 1776.
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Para resolver o paradoxo é muito simples: toda e qualquer unidade de um bem vale de acordo com a satisfação das nossas necessidades e desejos que se obtém da última unidade disponível do bem.
No meio de um deserto, 1 copo de água pode valer mais que 1 diamante, pois perante o desejo de ter os 2, escolheríamos o que nos era mais útil na situação em que estávamos.
Porém, se estivermos numa cidade com sistema de água instalado, a água é tão super-abundante que não valerá nada, enquanto o diamante continua a ser escasso e o objeto de cobiça de todos.
Neste mundo, tudo é relativo e o valor depende da facilidade com que obtemos as coisas.
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Leituras adicionaisComo ajudar os seus filhos a valorizar mais a água (em inglês).
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Agora para economistas:
Para resolver o paradoxo é muito simples: basta desenhar um gráfico com 2 curvas da Oferta e 2 curvas da Procura como na figura abaixo.
Sd e Dd são Oferta e Procura de Diamantes e intersectam-se no Preço de Equilíbrio Pd e na quantidade Q1.
Sw e Dw são os da Água (Water) e intersectam-se no Preço de Equilíbrio Pw e na quantidade Q2.
Sw pode ser completamente inelástica, como na figura, ou pode ser-lhe dada alguma elasticidade (declive positivo), mas deve ser sempre muito baixo. Sd pode ser ainda mais subido: é caro extrair diamantes!
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Para finalizar, para quem quer ir ainda mais fundo, fica a explicação teórica:

O porquê da falta de empreendedores em Portugal

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — Ricardo G. Francisco @ 11:55

Porquê é que tantos Portugueses emigram e tornam-se empreendedores em outros países de um momento para o outro. Ser-se empreendedor em um país diferente, longe da família e amigos, longe de relações pessoais se convertem tantas vezes em relações profissionais, deveria ser mais difícil. Porquê é que Portugueses ganham assim de repente um espírito empreendedor com a mudança da país.  Será a mudança de ares ou a descida do Espírito Santo que os faz esquecer anos de educação e cultura anti-empreendorismo?

Existirão vários factores que contribuem para a resposta. Mais oportunidades de investimento associadas ao crescimento da economia como um todo será um factor. A verdade é que em qualquer economia estagnada existem sectores a crescer. É aí que estão os tais empreendedores encontram oportunidades. E é por isto que se podem encontrar imigrantes Portugueses empreendedores em qualquer país do mundo onde se encontrem Portugueses. Porque é que não nos sectores em crescimento em Portugal?

Precisamos de encontrar mais e melhores razões para a falta de empreendedorimo,

Como empreendedor dou algumas das razões para recomendar a amigos que não o sejam em Portugal. Em Portugal uma pequena empresa é esmagada por um lado por regulações fiscais, de trabalho, ambientais, sanitárias e demais e por outro lado por concorrentes que beneficiam dos subsídios estatais ao alcance de apenas das empresas já estabelecidas. Tudo isto temperado com uma Justiça que continua a ser lenta e cara. A falta de financiamento disponível para novas empresas é apenas uma consequência destes factores.

O problema de fundo é o Corporativismo em Portugal, que permite que as regras de mercado sejam discutidas entre políticos, representantes de associações empresariais que defendem o interesse de umas poucas empresas e representantes sindicais que representam os interesses de uns poucos trabalhadores. Só dessa forma se entende que pequenas empresas de serviços no sector das tecnologias tenham as mesmas obrigações que grandes empresas industriais. Só assim se entendem as regras de acesso aos subsídios estatais que colocam barreiras intransponíveis a novas empresas.

O Corporativismo em Portugal conseguiu que a palavra “concorrência” seja entendida como “controlo à concorrência”. Uma nova empresa em Portugal sabe que a sua capacidade para concorrer em qualidade/preço é fundamental para capturar mercado. Na maior parte dos mercados o estado regula preço e/ou obriga a requisitos de qualidade. Mecanismos que facilitam a continuidade do modelo de negócio dos incumbentes.

A facilidade de contratação/despedimento penaliza mais empresas que não têm uma dimensão estabilizada. Uma nova empresa, por definição, tem um potencial de crescimento e decrescimento muito maior que uma empresa incumbente. Não será por acaso que o enfoque dos “representantes das empresas” nas corporativas “consertações sociais” nunca seja a flexibilização da contratação e a desburocratização das relações laborais.

Se Passos Coelho quer de facto criar “oportunidades” de empreendedorismo pode dar menos conselhos aos outros, e começar a fazer o que lhe compete que e desregulamentar e destruir o sistema corporativo que atrofia a economia Portuguesa.

O Salário Mínimo Cria Desemprego?

Filed under: Economia,Política,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:00
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Obviamente que Sim.

Como em qualquer mercado, se no Mercado de Trabalho for imposto por lei um limite mínimo acima do preço de equilíbrio no mercado, então, a oferta será superior à situação de equilíbrio (pessoas que ficariam em casa desejam trabalhar) e a procura de trabalho será inferior (as empresas irão expandir-se menos e quando se expandirem será mais à custa de aquisição de maquinaria). Naturalmente o 2º efeito é maior que o 1º (devido à “elasticidade”), mas como podem ver no gráfico abaixo a criação de desemprego é inevitável, como facilmente se poderá constatar na Espanha, onde mesmo em altura de BOOM económico o desemprego era elevado.

Quem perde:
- Empresários, que terão de contratar menos empregados
- Empregados com pouca produtividade, pois assim em vez de ganhar 400 Euros ficam desempregados
- Contribuintes, pois vão ter que financiar pessoas que de outro modo trabalhariam.

Quem ganha:
- Ninguém, pois obviamente só são contratados trabalhadores com produtividade acima do salário mínimo e que receberiam aquele salário de qualquer das formas. Acham mesmo que os empresários vão contratar quem só dê 500 de produção e vai custar 700 (salário mínimo mais outros custos associados a cada trabalhador)?!?

Se duvidam, pensem nestas profissões que com o tempo foram desaparecendo:
- Ascensorista – Para ajudar nos elevadores. Substituído por nada (self-service).
- Bombista – Para ajudar a atestar o depósito. Substituído por nada (self-service).
- Auxiliar de Caixa de Supermercado – Para encher os sacos. Substituído por nada (self-service).
- Caixas de Supermercado – Já está a chegar a eles. Estejam atentos. Substituído por nada (self-service).
- Polícia Sinaleiro – Para regular cruzamentos. Substituídos por semáforos electrónicos.

Podem ser a favor do Desemprego, mas ao menos tenham noção disso.

Referências adicionaisWalter WilliamsDesemprego no OcidenteExemplo recente.

Maio 16, 2012

Selecção Individual, Selecção de Grupo e Liberalismo Clássico

Filed under: Comentário,Cultura,Diversos,Livros,Teoria — Filipe Faria @ 15:34

O reputado biólogo e fundador da sociobiologia E. O. Wilson acabou de lançar o seu mais recente livro intitulado “The Social Conquest of Earth”. O livro está a ser recebido com sentimentos díspares junto da academia e a principal razão para esse efeito é que Wilson, uma das grandes referências no campo da biologia, abandonou o paradigma que desde os anos 60 tem vindo a dominar o campo da biologia evolutiva: o paradigma da selecção individual. Desta forma, Wilson é mais um grande nome da disciplina a abraçar a força evolutiva da selecção de grupo como modelo explicativo do comportamento humano. Wilson não inventou a roda, limitou-se a reverter às ideias iniciais de Charles Darwin, que deixou escrito que a evolução se dava ao nível dos grupos, ou mais especificamente, ao nível de tribos mais fortes e adaptadas que suplantam tribos menos adaptadas.

 “A tribe including many members who, from possessing in a high degree the spirit of patriotism, fidelity, obedience, courage, and sympathy, were always ready to aid one another, and to sacrifice themselves for the common good, would be victorious over most other tribes; and this would be natural selection. At all times throughout the world tribes have supplanted other tribes.” Darwin, em “The Descent of Man”

Nos anos 60 o paradigma mudou a favor da pura selecção individual (preconizada por autores como Richard Dawkins e o seu “Gene Egoísta”), esta postula que a selecção natural dos mais adaptados é feita apenas ao nível do indivíduo porque os seus genes são “egoístas” e como tal irão colocar-se sempre a si mesmos à frente dos interesses de qualquer grupo.

Este paradigma individualista influenciou as ciências sociais, que viram na selecção individual a confirmação do liberalismo, um mundo onde só existem indivíduos soberanos, genericamente auto-interessados e racionais, e onde não há lugar para grupos como unidades orgânicas.

Porém, sem negarem a força da selecção individual, cada vez mais autores a favor da selecção de grupo (mais especificamente da selecção multi-nível) estão a argumentar que nas situações onde a sobrevivência de um indivíduo depende do modelo organizativo da tribo, o interesse do indivíduo passa a estar alinhado com o da tribo, gerando o fenómeno da selecção de grupo. Por outras palavras, devido à possível ameaça de um grupo sobre outro, o grupo mais coeso, mais bem organizado, com mais altruístas e mais etnocêntrico irá prevalecer sobre o vencido em caso de disputa social ou territorial e irá passar os seus genes às próximas gerações. Em suma, podemos estar a assistir ao fim do paradigma analítico estritamente individualista que dominou a segunda metade do século XX.

Wilson foi muito claro quando escreveu que o legado genético dos humanos é o etnocentrismo e a propensão para pertencer a grupos e, se preciso, para lutar por eles.

“People are prone to ethnocentrism. It is an uncomfortable fact that even when given a guilt-free choice, individuals prefer the company of others of the same race, nation, clan, and religion. They trust them more, relax with them better in business and social events, and prefer them more often than not as marriage partners.” E. O. Wilson

As repercussões na filosofia política fizeram-se sentir no imediato. Os partidários do igualitarismo desgostam da destruição do mito universalista que está presente nesta real dinâmica de altruísmo (“in-group”) e antagonismo (“out-group”), mas não desgostam da ideia subjacente de que afinal o “bem do grupo/colectivo” existe.  Já muitos liberais clássicos/libertários desgostam de praticamente tudo. A sua pré-disposição ideológica para ver apenas indivíduos e não grupos, etnias, nações ou colectivos leva a que muitos ignorem as evidências empíricas que os antropólogos e historiadores nos relevam: que o legado genético da humanidade é a história de tribos étnicas contra outras tribos étnicas, de grupos contra grupos. O maior receio deste liberais é que a aceitação da selecção de grupo signifique a aceitação do socialismo ou de outras formas estatizantes de colectivismo.

Curiosamente, F. A. Hayek, uma das grandes referências liberais clássicas contemporâneas, foi dos primeiros a abraçar a selecção de grupo ao aplicar o processo evolutivo à análise social. Na altura foi inclusivamente acusado por outros académicos liberais de estar a “trair” a lógica do individualismo metodológico e até dos princípios liberais. Porém, já depois de uma longa carreira, em “Law, Legistation and Liberty” e em “Fatal Conceit”,  Hayek não hesitou em aplicar a selecção de grupo biológica às normas sociais. O académico austríaco postulou que os grupos com as normas sociais mais eficientes seriam materialmente mais prósperos, aumentariam comparativamente a sua reprodução populacional e conquistariam outros grupos que detenham normas sociais menos eficazes. Para Hayek é irrelevante se essa conquista se dava pela via da guerra ou da colonização migratória, o importante para ele é a percepção de que os grupos com normas sociais que favorecessem a prática mercantil, propriedade privada e cumprimento de contratos estariam na posição de vanguarda (e.g. a expansão dos europeus pelos continentes do mundo e conquista de novo território).

Por conseguinte, Hayek percebeu que a aceitação da selecção de grupo não teria necessariamente de negar o liberalismo clássico, apenas teria de o enquadrar num cenário realista que esteja de acordo com o legado evolutivo humano. Caso contrário, esta filosofia política poderia passar a ser um castelo construído no ar, baseada em indivíduos genericamente atomizados que não existem. O próprio Hayek não concordaria com o sentido literal da famosa frase de Margaret Thatcher “não existe tal coisa como sociedade, apenas indivíduos e famílias” pois tal sugere a inexistência de uma sociedade como força bio-cultural adaptativa.

Desta forma, e observando a actual mudança de paradigma em curso, torna-se importante salientar que F. A. Hayek demonstrou uma capacidade intelectual notável ao abraçar a selecção de grupo numa fase (70’s e 80’s) em que a selecção individual era o paradigma evolutivo em voga, contrariando as expectativas de todos os que seguiam o seu trabalho académico; especialmente no mundo liberal clássico onde o conceito de grupo era e é anátema para muitos. Isto demonstra a razão porque Hayek é possivelmente o pensador liberal clássico contemporâneo com mais reconhecimento no mundo académico: ao contrário do que costuma ser alegado, a razão não está simplesmente no facto de Hayek ser um liberal moderado que pode ser facilmente absorvido pelo status quo, mas sim porque, apesar de erros possíveis que possa ter cometido, era um pensador com flexibilidade intelectual suficiente para perceber muitos dos principais problemas que existem no seu campo político-filosófico.

O inevitável retorno da selecção de grupo promete mudanças consideráveis no pensamento filosófico do futuro. Ademais, em Harvard, quando E. O. Wilson ficou a saber que John Rawls não tinha qualquer conhecimento de sociobiologia, Wilson respondeu: “o tempo em que os filósofos não sabem nada de sociobiologia irá acabar”.

F. A. Hayek, naturalmente, esteve à frente desse tempo.

PS: Os biólogos como E. O. Wilson que estão a trazer de volta esta perspectiva de grupo renegada no pós-guerra, fazem-no numa altura especialmente relevante para a Europa: depois de 60 anos de engenharias sociais ao nível da U.E., onde se promoveu a destruição das identidades nacionais e do conceito de “nação” pela via das fronteiras abertas e do multiculturalismo (para abrir alas ao homem universal e atomizado sob a égide de um super-Estado), a verdadeira face da natureza humana irá erguer a sua cabeça, com consequências (im)previsíveis.

 

Leitura complementar: E.O. Wilson: “Why do Humans Need Tribes?”

Maio 15, 2012

Contributos para uma compilação do léxico esquerdista

Filed under: Insurgentologia,socialismo,Teoria — Miguel Noronha @ 08:59

Alarvidade ignorante: Caracteristica de quem não deseja subsidiar coercivamente a produção cinematrografica nacional.
Urbanidade esclarecida: Caracterisca de quem preza a qualidade e a necessidade da produção cinematrografica nacional. Tanto que deseja obrigar terceiros a financiá-la.

Maio 13, 2012

res publica totius orbis

Filed under: Blogosfera,Cultura,Insurgentologia,Internacional,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:59

Agradeço a simpática referência de Pedro Arroja a’O Insurgente. Além de simpática, parece-me também genericamente adequada: um blogue de homens (e mulheres) do povo e com o nível intelectual mais aceitável nos erros que vai cometendo.

Maio 12, 2012

Diferenças entre Nazismo e Comunismo

Filed under: Justiça,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 08:00

Um excelente video que já foi aqui utilizado, mas que vale a pena recomendar novamente.

Diferenças entre Nazismo e Comunismo

Maio 11, 2012

A Escola Austríaca e os ciclos económicos

Filed under: Economia,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 15:15

Uma introdução (muito) simplificada à ABCT, mas útil para ter uma ideia geral dos termos gerais da abordagem da Escola Austríaca aos ciclos económicos.

Austrian Business Cycle Theory

(agradeço ao leitor Amdré Campos a indicação do link)

Maio 9, 2012

Edward O. Wilson – The Social Conquest of Earth: Why humans need tribes

Filed under: Cultura,Insurgentologia,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:58

The Social Conquest of Earth. Por Edward O. Wilson.

Biologist E.O. Wilson on Why Humans, Like Ants, Need a Tribe

Religion. Sports. War. Biologist E.O. Wilson says our drive to join a group—and to fight for it—is what makes us human.

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“You can’t always get what you want”

É extraordinário como ainda há quem seja capaz de ter entusiasmos destes. Um político francês ganha umas eleições (alguém tinha de as ganhar), e por esse mundo fora não falta quem pareça acreditar que chegámos a uma espécie de Terra Prometida. No domingo, essa totémica figura intelectual que dá pelo nome de Marcelo Rebelo de Sousa dizia que a partir de agora, “a Europa vai ter de olhar para o crescimento”. E nas páginas do New York Times, Paul Krugman anunciou que a chegada de Hollande ao poder aumenta as hipóteses de sobrevivência do Euro e do “projecto europeu”. Já com Obama abundaram arrebatamentos deste género, mas o homem era dado a proclamações salvíficas e possuía uma retórica suficientemente vaga para que ninguém pensasse muito sobre o que ele dizia. Hollande, no entanto, não consegue dizer três palavras sem se adormecer a si próprio, e faz promessas que deixam bem claro que ou não tem consciência da realidade ou mente de forma descarada. Nenhuma delas uma característica particularmente redentora.

Hollande ecoa o discurso muito em voga de que é preciso deixar a “aposta” na “austeridade” e “virarmo-nos” para o “crescimento”. Como se houvesse uma opção. Como se a “austeridade” fosse uma escolha. Como se bastasse querer “crescer” para o conseguir. Mas ao contrário do que muitas pessoas parecem pensar, não há ninguém que defenda “políticas de empobrecimento”. A “austeridade” que de facto nos empobrece não é uma escolha, algo a que se possa “pôr fim” por decreto e voluntarismo.

É estranho como as pessoas parecem crer na capacidade de um governo (nenhum em particular, mas a entidade abstracta) para resolver problemas. Na realidade, os governos são um animal dos mais impotentes que existem à face da Terra. Estão limitados pelas acções de outros governos, pelas acções de simples indivíduos cujos resultados não controlam, e acima de tudo pelas circunstâncias. Nenhum governo escreve numa folha em branco. E nas circunstâncias actuais, é impossível acabar com a “austeridade”. Com cortes de impostos ou cortes da despesa, com aumentos de impostos ou aumento do “investimento público”, os europeus em geral e os portugueses em particular vão continuar a empobrecer. Qualquer “aposta” no “crescimento” dificilmente será bem sucedida.

O que Hollande propõe, e que tanta esperança alimenta nos que excitadamente acolheram a sua eleição, é atirar dinheiro para a economia. O problema é que o dinheiro custa dinheiro. Para “investir”, o Estado precisa ou de cobrar mais impostos, que dificultarão a vida à classe média e que mais depressa farão fugir os ricos do que fazê-los pagar mais, ou se endividar. E quem é que emprestará dinheiro a Estados já excessivamente endividados, numa conjuntura como a actual, a não ser com juros quase proibitivos? Basicamente, estar-se-ia a repetir o erro das últimas décadas, alimentando uma falsa prosperidade hipotecando o futuro cada vez mais.

É claro que há um outro sítio ao qual os Estados podiam ir buscar dinheiro. Ao contrário do que a sabedoria popular nos ensina, o dinheiro até cresce nas árvores. Apenas quanto mais se colhe, menos valor ele tem. Se os governos quiserem (e querem sempre) “injectar” dinheiro na economia, basta pedirem aos Bancos Centrais para o imprimirem. É o que Hollande tenciona fazer, e certamente que o BCE terá ouvidos receptivos para o Eliseu. E como que por milagre, haverá mais dinheiro a circular. Mas esse dinheiro valerá menos. O pouco que as pessoas comuns conseguiram poupar valerá menos. Os que ainda vão recebendo um salário irão ver esse salário representar menos poder de compra. Haverá mais dinheiro, mas o empobrecimento será maior.

O melhor que os governos têm a fazer, nestas circunstâncias, é garantir que a “austeridade” não se venha a repetir no futuro. É garantir que políticas como as que nos conduziram até aqui são definitivamente abandonadas. É garantir que no futuro as pessoas não tenham que abdicar de metade do que ganham para alimentar um Estado que nem assim paga tudo o que deve, e que a única coisa que lhes dá em troca é um aumento de impostos de seis em seis meses. Mas para isso, será preciso reformar profundamente os sistemas públicos de Segurança Social, os sistemas públicos de Saúde, os sistemas públicos de Educação. Na prática, isso traduzir-se-á em fazer com que um número significativo de pessoas paguem mais por eles. A longo prazo, será a melhor opção para todos. Mas a curto prazo, significará também o empobrecimento dessas pessoas. É triste, mas é verdade.

Ninguém mais do que eu gostaria que as políticas dos governos, fossem as de Obama, as de Passos Coelho, as de Hollande, as de Merkel ou as de qualquer um outro, fizessem com que eu pudesse olhar para o futuro e ver outra coisa que não a desgraça que todos tememos estar aí à porta. O problema está em que a “austeridade” não foi uma escolha feita em detrimento do “crescimento”, por perfídia de uns senhores de índole duvidosa que ocupam o poder. “Crescimento” todos queremos. Mas infelizmente, como sabiamente dizia o filósofo Jagger, “you can’t always get what you want”.

The Antinomies of Conservative Thought

Filed under: Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:30

O mais recente número da Political Studies Review inclui um muito recomendável artigo de Joseph V. Femia no qual são analisados dez livros da colecção ‘Major Conservative and Libertarian Thinkers’, entre os quais The Salamanca School, que escrevi conjuntamente com José Manuel Moreira. Aqui fica a recomendação: The Antinomies of Conservative Thought.

Modern conservatism is the product of a gradual merger between traditional holism and liberal individualism. As a result, what we now call conservative thought embodies a number of contradictory values and principles. Even individual conservatives find it hard to be consistent, with some, for example, proclaiming their reverence both for national traditions and for universal moral truths. The books reviewed in this article illustrate the remarkable diversity of conservative ideology, though the article concludes by arguing that the familiar distinction between ‘left’ and ‘right’ remains valid.

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Como seria uma sociedade sem violência?

Filed under: Double standards,Economia,Educação,Internacional,Nanny State Watch,Política,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 07:20
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Maio 8, 2012

3ª edição da conferência de Escola Austríaca no Brasil, 12 e 13 de Maio em São Paulo

Filed under: Agenda,Brasil,Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:00

Terá lugar nos próximos dias 12 e 13 de Maio em São Paulo a 3ª edição da conferência de Escola Austríaca no Brasil. Entre os palestrantes desta edição, destaco as presenças de Peter Schiff, Walter Block, Jeffrey Tucker, Ubiratan Iorio e José Manuel Moreira.

Mais informações aqui.

O Instituto Ludwig von Mises Brasil promove a 3ª edição da conferência de Escola Austríaca no Brasil, que vem ocorrendo anualmente desde 2010.

Após dois anos de sucesso, a Conferência se consolida como o maior e mais importante evento da Escola Austríaca do país, sempre contando com seus maiores representantes internacionais e nacionais.

O crescimento do cristianismo na China

Filed under: Economia,Internacional,Política,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:00

Na sequência deste post e dos respectivos comentários, uma notícia de 2011 que traça um panorama interessante sobre o rápido crescimento do cristianismo na China: Christians in China: Is the country in spiritual crisis?

It is impossible to say how many Christians there are in China today, but no-one denies the numbers are exploding.

The government says 25 million, 18 million Protestants and six million Catholics. Independent estimates all agree this is a vast underestimate. A conservative figure is 60 million. There are already more Chinese at church on a Sunday than in the whole of Europe.

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Parabéns F. A. Hayek

Hayek nasceu a 8 de Maio de 1899. Parabéns a um dos maiores Economistas de sempre.

Para o celebrar ficam alguns vídeos inspirados nele:

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Hélio Beltrão sobre a crise

Filed under: Brasil,Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:24

Leitura recomendada: Helio Beltrão: “É muito difícil afirmar que a desregulamentação tenha causado a crise, pois o setor financeiro é o mais regulamentado e estatizado de todos”

“o meu filho sempre foi mau”

Filed under: Justiça,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:21

O mal existe. Por José Carlos Alexandre.

Maio 7, 2012

Alemães que não votaram em Hollande não o querem subsidiar ainda mais

De acordo com a agência Reuters

“Germans could end up paying for the Socialist victory in France with more guarantees, more money. And that is not acceptable,” her ally Kauder said. “Germany is not here to finance French election promises.”

Pândegos (3)

Filed under: Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:31

Leftism Revisited: From De Sade and Marx to Hitler and Pol Pot, de Erik von Kuehnelt-Leddihn.

Maio 2, 2012

A promoção do Pingo Doce e as reacções anti-capitalistas

Filed under: Cultura,Economia,Educação,Livros,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:00

Algumas sugestões de leitura:

Anti-Capitalistic Mentality, de L. von Mises.
Why Do Intellectuals Oppose Capitalism?, de R. Nozick.
The Intellectuals and Socialism, de F. A. Hayek.
The Fatal Conceit: The Errors of Socialism, de F. A. Hayek.
Socialism: An Economic and Sociological Analysis, de L. von Mises.

Massacre da Noruega explicado por sociólogo

Anders Breivik afinal não é mais do que um peão da Mossad.  O autor da ideia chama-se Johan Galtung, é professor na Universidade de Oslo e é conhecido como o pai da Global Peace Studies. Apesar de doente, consta que a criatura universitária ainda não foi internada. Sabe Deus porquê, lembrei-me de Boaventura Sousa Santos.

Alexandre Soares dos Santos, um exemplo de coragem e determinação

Filed under: Comentário,Economia,Educação,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:50

Concordo com o essencial do que escreveu o Carlos Guimarães Pinto: Alexandre Soares dos Santos está de facto de parabéns pela determinação e pelas intenções subjacentes a iniciativas como a Fundação Francisco Manuel dos Santos e , ainda mais, pela sua notória coragem de agir mesmo quando isso implica o risco de irritar os poderes instalados.

No que concerne à FFMS, e por muitas razões que possa haver – e há – para discordar de opções que têm sido seguidas, graças a iniciativas de verdadeiro serviço público como a PORDATA e a algumas das publicações e projectos em curso, há um contraste flagrante e evidente com a conduta deplorável da Sonae no que diz respeito ao seu continuado investimento no Público, bem como em relação a outros grupos económicos portugueses que seguem padrões de actuação semelhantes.

Por outro lado, a promoção do 1º de Maio do Pingo Doce obviamente não deixará de ser vista por alguns segmentos da esquerda como um desafio e uma provocação (veja-se, por exemplo, aqui), pelo que, mais do que a acção de marketing, o que é de louvar é mesmo a coragem para enfrentar os poderes e os preconceitos estatistas instalados, uma qualidade infelizmente (ainda que compreensivelmente, dado o peso do Estado e o seu registo intervencionista) rara em Portugal.

Alexandre Soares dos Santos é de facto um dos poucos faróis de esperança neste país, mas temo que os faróis de pouco valham sem uma mudança de fundo nas ideias. E a esse respeito, o estatismo que continua profundamente enraizado a todos os níveis na sociedade portuguesa não augura nada de bom.

Disclaimer: Alexandre Soares dos Santos é Presidente do Conselho Geral da Universidade de Aveiro, onde actualmente trabalho, e sou membro do Conselho Editorial do Anuário da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Leitura complementar: O último independente.

A promoção do Pingo Doce e a concorrência: dumping e/ou instrumento predatório ?

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:24

Uma excelente – e muito pedagógica – análise da promoção do Pingo Doce num enquadramento neoclássico: Estive no Pingo Doce, paguei 50% e sobrevivi! Por Pedro Pita Barros.

Vantagens da URSS

Filed under: Double standards,Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:30

Aposto que se as prateleiras estivessem vazias não teríamos de assistir a este tipo de imagens de “terceiro mundo”.

Maio 1, 2012

As “políticas de crescimento” que levaram Portugal à estagnação

Filed under: Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:25

O crescimento. Por João Miranda.

Nenhum dos proponentes desta via passa 5 minutos a pensar o que é o crescimento económico, quais as suas causas ou porque é que há mais de 10 anos que o país não cresce decentemente. Muito menos nos consegue explicar como é que uma economia que não cresceu durante mais de 10 anos vai subitamente começar a crescer apenas porque passamos a ter uma política de crescimento. E antes não tínhamos, é?

Filosofia Liberal – O Liberalismo definido

Para quem não sabe o bê-a-bá do Liberalismo:

Versões:
Philosophy of Freedom: Flash (PTESFREN), SiteDownload & Youtube (PTESFREN)
Podem ver este e diversos outros recursos interessantes na minha página de links.

Abril 30, 2012

Quem Tem Mais Fobia da Ciência? A Direita (religiosa) ou a Esquerda?

Filed under: Diversos,Livros,Teoria,Videos — Filipe Faria @ 11:34

Nesta entrevista, o sociobiólogo David Sloan Wilson (autor de obras como “Darwin’s Cathedral” ou “Unto Others”) entrevista o psicólogo social  Jonathan Haidt (autor de obras como “The Righteous Mind: Why Good People Are Divided By Politics and Religion“) e discutem as posições anti ciência vindas da direita religiosa (e.g. criacionista) e da esquerda. Apesar de a direita religiosa ser promovida na imprensa como a principal facção anti-ciência, Jonathan revela que na realidade, e apesar de se apresentar sempre como “open minded”,  a esquerda apresenta iguais níveis de antagonismo. À direita o dogma é conhecido: se a ciência revela dados diferentes do que está escrito na bíblia, (i.e. a idade do planeta), nega-se imediatamente. À esquerda, porque o seu dogma religioso é a igualdade,  quando a ciência revela diferenças inatas entre sexos, populações ou diferenças hereditárias ao nível do QI, esta é a primeira a acusar a ciência de falsidade.
Ademais, eles discutem igualmente o papel da “revisão de pares” na academia e o que acontece a estes “checks and balances” quando em determinados campos das ciências sociais (como a psicologia social) quase 100% dos pares são de esquerda.

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