O Insurgente

Fevereiro 25, 2012

A estocada final a Keynes

Filed under: Economia,Livros,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 09:30

La estocada final a Keynes. Por Ángel Martín Oro.

Fevereiro 24, 2012

DiVisões sobre a crise europeia – Aveiro, 28 de Fevereiro

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:15

Na próxima Terça-Feira, em Aveiro, no âmbito do Colóquio “Aprender a Crescer com a Crise”, participarei num painel sobre a crise europeia no qual intervirão também Fernando Alexandre (EEG-UM), Luciano Amaral (FE-UNL) e Miguel Lebre de Freitas (DEGEI-UA), com moderação do jornalista Paulo Ferreira.

Mais informações aqui.

Fevereiro 22, 2012

The ethics of war and cosmopolitan war

Filed under: Internacional,Justiça,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 09:30

Comentário do leitor H. ao post O caos e a bancarrota da Grécia não são responsabilidade de Israel (2):

A tese de que as guerras preemptivas são necessariamente injustas é que, sendo popular nos dias de hoje, nunca antes foi tida como aceitável por qualquer doutrina da guerra justa com alguma respeitabilidade. St. Agostinho – “a iniquidade da parte adversa é que impõe ao homem sábio que empreenda a guerra justa” – e St. Tomás ficariam estarrecidos com a ideia de que iniciar a guerra é moralmente reprovável; ditto para Vitória ou Suarez e mesmo Grotius.

Mesmo admitindo uma “presunção contra a guerra” como ponto de partida, iniciar uma agressão militar pode ser tão moralmente justo ou injusto como não o fazer.

Relativamente à discussão ética sobre conflitos armados, recomendo esta selecção de textos clássicos e contemporâneos, que inclui, entre muitos outros, textos de Tucídides, Platão, Aristóteles, Cícero, S. Tomás de Aquino, Maquiavel, Lutero, Vitoria, Molina, Suárez, Hobbes, Pufendorf, Kant e Anscombe: The Ethics of War: Classic and Contemporary Readings

Sobre o mesmo tema, e apesar de ainda não ter lido a versão final na sua totalidade, estou certo de que o novo livro de Cécile Fabre com publicação prevista para Maio deste ano será também uma leitura muito interessante: Cosmopolitan War.

(mais…)

Fevereiro 21, 2012

O exemplo que vem do Leste

Filed under: Ambiente,Educação,Internacional,Media,Política,Saúde,Teoria — ruicarmo @ 23:06

In order to defend ourselves in the future against other totalitarian regimes, we have to understand how they worked in the past, like a vaccine,” said Lukasz Kaminski, the president of Poland’s Institute of National Remembrance. Across Central and Eastern Europe, a consensus of silence appears to have ended, one that never muted all criticism and discussion but did muffle voices crying out for a long-awaited reckoning.

Estatismo, a religião de Obama

Barack Obama’s Theory of Government, por Peter Wehner, na Commentary.

Jeffrey Anderson of the Weekly Standard points out that prior to Obama, our annual deficit spending had only exceeded 6 percent of GDP during the Civil War, World War I, and World War II. But during Obama’s four years in the White House, annual deficit spending will average 8.4 percent of GDP (the figure is higher – 9.1 percent – if you count 2009, which some argue you should because Obama’s $800 billion stimulus passed in February).

These numbers are important, but they need to be understood above all as a manifestation of a particular philosophy, which some have called reactionary liberalism. Barack Obama has an almost undiluted attachment for and belief in the wondrous powers of the federal government. He believes the role of the state is to redistribute wealth and level out differences. He would trade off greater prosperity in all classes and income brackets in order to narrow the gap in income inequality, which he considers to be a moral offense. Obama wants to punish wealth creators, empower unelected bureaucrats, undermine private enterprise and centralize power.

Beyond even that, Obama wants government to weaken, and eventually replace, civil society, create greater dependency, and expand the state’s reach into every nook and cranny of life, including into the internal life of the church. And at a time when Medicare in particular is driving us toward a Greece-like crisis, the president opposes any modernization of our entitlement state and savages those who are offering up reforms.

More than any president in our lifetime, Barack Obama identifies the state with society and wants society absorbed by the state.

Mises Italia

Filed under: Economia,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Mais um passo rumo a uma maior divulgação da Escola Austríaca na Europa: Istituto Ludwig Von Mises

Peter Gleick

Filed under: Ambiente,Justiça,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:27

O criminoso Peter Gleick

Fevereiro 20, 2012

Keynesian arguments: from naivety to sophistry

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:59

Sobre alguns dos principais argumentos keynesianos que têm estado na ordem do dia: From naivety to sophistry – Keynesian arguments on both sides of the Atlantic. Por Philip Booth.

A reforma laboral em Espanha

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 23:13

Uma discussão interessante, com a participação do Angel Martín.

La Reforma Laboral del Partido Popular (2 de 2)

Para já, a produção de notas ainda compensa…

Filed under: Economia,Justiça,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00

Coisas que acontecem numa economia assente na imposição do fiat money e na confiscação de recursos por via da inflação: Obama wants cheaper pennies and nickels

The U.S. Mint is facing a problem — especially during these penny-pinching times. It turns out it costs more to make pennies and nickels than the coins are worth.

And because of that, the Obama administration this week asked Congress for permission to change the mix of metal that goes to make pennies and nickels, an expensive recipe that has remained unchanged for more than 30 years.

To be precise, it cost 2.4 cents to make one penny in 2011 and about 11.2 cents for each nickel.

Desemprego jovem

Filed under: Economia,Teoria — BZ @ 14:44

Público:

O desemprego não poupou ninguém, mas os jovens foram os principais atingidos. No final do ano passado, mais de um em cada três jovens estavam desempregados.

Alguns comentários:

  1. numa economia em recessão as empresas estabelecidas perdem receita e, consequentemente, não contratam novos trabalhadores (a maioria, jovens!).
  2. muitos jovens não se candidatam a empregos fora da sua área de residência ou em actividades não “ajustadas” ao seu currículo académico.
  3. maioria dos jovens licenciados têm cursos com pouca/nenhuma utilidade para as empresas dos (ainda poucos) segmentos de mercado em crescimento.
  4. a lei laboral dificulta a troca de maus trabalhadores por outros potencialmente melhores (geralmente os jovens compensam pouca produtividade com maior vontade de trabalhar).
  5. o salário mínimo nacional é um obstáculo para as empresas contratarem trabalhadores com baixa produtividade (jovens em início de carreira – e com inadequadas habilitações académicas – são fonte de maior incerteza).

Colóquio “Aprender a Crescer com a Crise”, 28 Fevereiro, Aveiro

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 10:30

Colóquio “Aprender a Crescer com a Crise”

Mais informações aqui.

Fevereiro 18, 2012

Satoshi Kanazawa

Filed under: Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:54

Satoshi Kanazawa – cujo trabalho o Filipe Faria comenta neste post – foi um dos meus professores de metodologia na LSE e é alguém de quem guardo boas memórias, pela sua inteligência e especialmente pela sua atitude em relação à ciência. Independentemente da avaliação que possa ser feita sobre a sua investigação (a evolutionary psychology está longe de ser uma das minhas áreas de especialidade) Satoshi Kanazawa tem revelado uma notável coragem para enfrentar a tirania do politicamente correcto, mesmo quando tal acarreta substanciais custos pessoais e profissionais.

Essa é aliás uma atitude que está bem expressa nas máximas que escolheu colocar na sua página: (mais…)

Direita, Esquerda e QI (2)

Filed under: Economia,Educação,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:23

Algumas sugestões de leitura na sequência deste interessante post do Filipe Faria:

The Fatal Conceit: The Errors of Socialism, de F. A. Hayek.
The Counter-revolution of Science: Studies on the Abuse of Reason, de F. A. Hayek.
The Sensory Order: Inquiry into the Foundations of Theoretical Psychology, de F. A. Hayek.
Why Do Intellectuals Oppose Capitalism? Por R. Nozick.
Anti-Capitalistic Mentality, de L. von Mises.
Socialism: An Economic and Sociological Analysis, de L. von Mises.

Direita, Esquerda e QI

Filed under: Comentário,Política,Teoria — Filipe Faria @ 13:50
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Segundo o psicólogo evolutivo Satoshi Kanazawa da London School of Economics, os conservadores são em média menos inteligentes que os sociais democratas (liberals). Os conservadores são aqui definidos como aqueles que desejam impostos baixos e que preferem praticar caridade de forma voluntária no sentido de escolher pessoalmente os recipientes das ajudas. Normalmente estes recipientes são pessoas geneticamente próximas (família, comunidade, raça, etc…). Por outro lado, os sociais democratas (liberals) são aqueles que estão dispostos a redistribuir riqueza via Estado para ajudar também outros que estão geneticamente distantes. Nas palavras de Kanazawa, a ideologia destes define-se “as the genuine concern for the welfare of genetically unrelated others and the willingness to contribute larger proportions of private resources for the welfare of such others.

O estudo de QI revelado por Kanazawa mostra que os conservadores têm em média QIs mais baixos do que os seus antagonistas ideológicos de esquerda. A reacção mais comum dos que se dizem de direita é atacarem imediatamente a validade dos testes de QI. Contudo, isto é apenas a saída mais fácil para uma questão que é muito mais relevante do que parece.

Os testes de QI, apesar de muito criticados (na maioria dos casos por razões ideológicas), não só são abundantes e executados por milhares de cientistas, mas também revelam resultados consistentes ao longo do tempo. A maior dessas consistências é a forte correlação positiva que existe entre QI e sucesso económico-social, tanto nos indivíduos individualmente considerados, como em grupos geograficamente localizados. Isto não significa que estes testes que medem G (General Intelligence) sejam perfeitos na sua capacidade de medição, significa sim que apresentam uma capacidade de previsão fortíssima.

Neste caso, Kanazawa não revela o primeiro estudo que aponta para este resultado, vários outros já apontam neste sentido. Como tal, em vez de atacar cegamente os resultados, parece-me mais lógico tentar perceber porque é que existe esta forte correlação entre altos QIs e o apoiar de políticas estatais ditas de esquerda, principalmente perante a evidência do predomínio do pensamento igualitário nas instituições das elites.

Do ponto de vista evolutivo, no sentido da perpetuação genética,  é bastante mais racional praticar caridade com aqueles que nos são geneticamente próximos (e que como tal partilham mais genes) do que com aqueles que não o são, tal como postula a teoria sociobiológica da Inclusive Fitness. Esta atitude deveria ser suficiente para colocar os conservadores como aqueles que merecem o epíteto de inteligentes; mas o contrário parece ser o que a realidade actual nos revela. Segundo a minha análise, tal deve-se a 2 razões:

A primeira razão passa pelo facto de que as pessoas mais inteligentes têm uma capacidade para o raciocínio abstracto que os leva a acreditar que existem soluções desenhadas racionalmente que podem mudar o mundo via planeamento central. Muitas dessas soluções desenhadas por eles mesmos. Aquilo que F.A. Hayek chamou de “arrogância fatal” (The Fatal Conceit).

A segunda razão prende-se com o facto de estas pessoas de QI mais elevado considerarem que vão ser elas, directamente ou indirectamente, a controlar o processo estatal, seja no governo, ou em instituições públicas ou em fortes grupos de interesse. Tal confere-lhes, como é claro, inúmeros benefícios pessoais, o que acentua o papel do auto-interesse, que em boa parte dos casos termina em alocação de recursos privilegiados aos seus “geneticamente próximos”. Isto é, o objectivo é  tendencialmente o mesmo, mas a estratégia para o atingir é mais “sofisticada” do que a dos conservadores.  Não é assim de surpreender que os estudos mostrem que a academia, a imprensa,  os cargos públicos e outras posições de destaque estejam compostos na sua maioria por sociais democratas (liberals).

Visto que conceitos de direita e esquerda são veículos em permanente mutação, a crescente atracção intelectual pelo funcionamento, não só mercado, mas também da acção humana, poderá dentro de algum tempo alterar estas distribuições consideravelmente. Porém, dados os incentivos e vantagens que o Estado dá às elites cognitivas, não é lógico pensar que a atracção das mesmas pelo Estado irá mudar de forma drástica. Pelo menos não no actual contexto. Por fim, como curiosidade, é importante referir que apesar destes estudos contemporâneos mostrarem que em média, as pessoas de esquerda têm um QI mais elevado do que as de direita, a associação internacional Mensa, que aceita apenas elementos com QI que estão entre os melhores 2% da população, é constituída essencialmente por libertários.

Mensans tend to be a refreshingly and disproportionately independent, free-thinking, (lower-case) libertarian-leaning bunch. This group is intended as a relatively nonpartisan forum for the intelligent, reasoned discussion of liberty-related issues, and how to pursue an environment of philosophically honest and consistent, practical limited government, individual liberty and personal responsibility.”

Fevereiro 17, 2012

Exigência fotográfica tunisina

Leva à prisão três jornalistas por ofensa à moral. Aconteceu na pátria da Primavera árabe.

Tristemente irónico (2)

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:44

Em comentário a este meu post, o Luís Lavoura defende a decisão de atribuir o doutoramento honoris causa a Paul Krugman com base no Nobel que este recebeu e sugere que quem ousar criticar essa atribuição o fará em função de preferências políticas e não por considerações científicas e académicas.

Independentemente do estilo muito próprio do Luís Lavoura, o comentário é útil porque reflecte na perfeição o mindset dominante em Portugal.

Por que não, por exemplo, aplicar o mesmo tipo de padrão à decisão de convidar Krugman e não um qualquer outro nobelizado?

Que características distintivas terá Krugman que o tornam uma figura especialmente atractiva num contexto como o português?

Note-se que pelos padrões frequentemente empregues pelas Universidades portuguesas para conceder doutoramentos honoris causa, considero que Krugman até se distingue largamente pela positiva. Além de ter recebido o Nobel – o que é relevante mas por si só não constitui critério que anule a necessidade de sentido crítico – Krugman (na sua anterior encarnação como economista) deu contributos importantes na área da geografia económica e teve também um papel influente (ainda que parcialmente pernicioso) no âmbito da economia internacional.

Mas a ironia da notícia está, como escrevi, fundamentalmente centrada em dois elementos: por um lado, “premiar” um dos mais destacados e influentes defensores do intervencionismo e do despesismo estatais na actualidade num país que foi conduzido à bancarrota pelo intervencionismo e pelo despesismo estatais; por outro, que o consenso muito alargado que existe em Portugal em torno de Krugman resulta ele próprio de um quadro mental no qual o keynesianismo continua a ser praticamente hegemónico.

Que Krugman seja no establishment português uma figura (quase) consensual é apenas mais um indicador da pobreza intelectual do país e da falta de sentido crítico. Compreender as causas da crise também passa por aí.

Leitura complementar: Paul Krugman, o Nobel oráculo dos socialistas; Keynesianismo Clássico vs. Keynesianismo Popular Português.

Se não quer arranjar problemas, nunca questione dogmas progressistas

Filed under: Cultura,Educação,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:17

Ir lá fora ver se chove. Por Helena Matos.

Essa averiguação do politicamente correcto aplicada a obras não contemporâneas pode levar a que se considerem racistas ou machistas livros como A Peregrinação, Os Lusíadas , o Auto da Barca do Inferno… e acabaríamos a restringir a circulação de obras como a Odisseia.

(…)

Ir lá fora ver se chove quando o assunto é aquilo que os jornais definem como polémico – ou seja quando o visado não pensa aquilo que o jornalista acha que ele devia pensar – tornou-se um modo de fazer política.

Fevereiro 16, 2012

Tristemente irónico

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:25

Uma escolha apropriada e oportuna para um país que chegou à bancarrota na sequência de uma orgia despesista e onde o keynesianismo continua a ser o quadro mental praticamente hegemónico: Paul Krugman vem a Lisboa para doutoramento honoris causa

Três universidades de Lisboa vão juntar-se pela primeira vez na sua história para concederem o doutoramento ‘honoris causa’ a Paul Krugman.

O doutoramento será concedido pelas universidades de Lisboa, Técnica e Nova numa cerimónia que vai decorrer a 27 de Fevereiro, a que se segue uma conferência. O Nobel da Economia de 2008, que conhece Portugal desde que foi estudante no MIT, visita Lisboa na sequência da sua entrada para a Academia de Ciências de Lisboa como correspondente estrangeiro.

Fevereiro 13, 2012

The Fed’s war on savings

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:30

The Fed’s Immiseration of People Who Live on Interest Earnings. Por Robert Higgs.

The link between the Fed’s policies and this undeniable effect is too direct and too obvious for anyone, including the Fed’s managers, to overlook or misunderstand. We may only conclude, then, that the Fed’s managers either (1) want to wipe out the retirees and others who rely heavily on interest earnings or (2) consider these people’s immiseration an acceptable price to pay in order to achieve other objectives. Can any decent person approve such policy making?

Fevereiro 12, 2012

Quem disse que o comunismo não faz milagres?

A imagem é do ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble. De acordo com o comentador (da espécie comunista-intelectual) Ruben de Carvalho, Schäuble não teve a delicadeza de se levantar. Vale mesmo tudo.

Fevereiro 11, 2012

Hipocrisia Repulsiva de Obama

Repulsive progressive hypocrisy.

Excerto do último parágrafo:

I’ve often made the case that one of the most consequential aspects of the Obama legacy is that he has transformed what was once known as “right-wing shredding of the Constitution” into bipartisan consensus, and this is exactly what I mean. When one of the two major parties supports a certain policy and the other party pretends to oppose it — as happened with these radical War on Terror policies during the Bush years — then public opinion is divisive on the question, sharply split. But once the policy becomes the hallmark of both political parties, then public opinion becomes robust in support of it. That’s because people assume that if both political parties support a certain policy that it must be wise, and because policies that enjoy the status of bipartisan consensus are removed from the realm of mainstream challenge. That’s what Barack Obama has done to these Bush/Cheney policies: he has, asJack Goldsmith predicted he would back in 2009, shielded and entrenched them as standard U.S. policy for at least a generation, and (by leading his supporters to embrace these policies as their own) has done so with far more success than any GOP President ever could have dreamed of achieving.

Eu nunca gostei do Bush II. Infelizmente, Obama é mais e mais Bush III.

Fevereiro 10, 2012

Visionamento recomendado

Filed under: Teoria,Videos — ruicarmo @ 23:23

A crianças, comunistas e outros progressistas: Why we suck.

Fevereiro 8, 2012

III Conferência de Escola Austríaca, São Paulo, 12 e 13 de Maio

Filed under: Agenda,Brasil,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:00

Peter Schiff, Walter Block, Jeffrey Tucker e José Manuel Moreira são presenças confirmadas na III Conferência de Escola Austríaca, que vai decorrer em São Paulo, nos dias 12 e 13 de Maio. Mais informações disponíveis em breve.

O Princípio da Secessão Como Valor Liberal

Filed under: Política,Teoria,União Europeia — Filipe Faria @ 19:57

Há algumas semanas atrás tive o privilégio de estar presente na Universidade Queen Mary em Londres onde decorreu uma palestra/tertúlia para cerca de 15 pessoas com o eurodeputado britânico Daniel Hannan. Hannan dispensa grandes apresentações; é uma das vozes britânicas mais activas a favor do fim da União Europeia, especialmente como projecto federal, e um reputado defensor de princípios do liberalismo clássico.

Um dos argumentos mais importantes que Hannan dá contra o actual processo de centralização europeu em curso é o facto de a Europa ter desenvolvido a sua civilização e atingido prosperidade precisamente porque era um território descentralizado, com inúmero Estados independentes e sob o efeito da competição fiscal. Para consubstanciar este argumento, ele constantemente enfatiza as vantagens dos países pequenos (Liechtenstein, Singapura, Hong Kong, Suíça) e de como estes são em média mais ricos, prósperos e livres do que países vastos onde o Estado controla uma grande população e território.

Ele não só está coberto de razão, mas tem também o mérito de ser dos poucos políticos europeus a enfatizar esse facto numa era em que a maior parte dos políticos deixa-se seduzir pelos salários e carreiras eurocratas; significando na prática que apoiam a destruição das independências das nações, assim como a construção de um super Leviatã europeu cuja palavra de ordem provém da (agora modernizada) doutrina socialista: “harmonização”.

Hannan é igualmente um grande defensor da democracia directa onde a descentralização, o localismo e o referendo são princípios fundamentais. Conhecendo a sua posição a favor de uma Europa descentralizada, perguntei-lhe publicamente se advoga o mesmo princípio secessionista para os Estados dos EUA que usa para os da UE. Ademais, afirmei com veemência que os 50 Estados americanos estariam muito melhor sendo autónomos do que obedecendo a um Estado federal. Adicionalmente, perguntei-lhe se, segundo a mesma lógica, ele apoia a independência da Escócia.

Sentindo-se algo desconfortável em relação ao tema, respondeu-me que, ao contrário do caso da União Europeia, não acha bem que no caso dos EUA se tente “partir” um país que o é de forma legítima pois tem o apoio do povo. No caso Escocês, disse que não apoia a independência da Escócia essencialmente porque não acredita que o povo escocês queira ser independente e considera que os escoceses iriam provavelmente votar contra a sua própria independência no referendo que se avizinha.

Não sei se estas posições se devem a um sentimentalismo anglo saxónico que gosta de percepcionar o Reino Unido e os EUA como unos ou se advêm do facto de Hannan, apesar de ser um dos poucos políticos academicamente bem informados,  ser, afinal de contas, um político de um partido de forte tradição unionista (o partido conservador).  Seja qual for a razão, apesar de regularmente admirar o seu trabalho, não posso deixar de apontar aquilo que considero ser alguma falta de consistência nesta atitude dicotómica (UE vs EUA/RU).

A independência da Escócia seria extremamente benéfica para a causa liberal que Hannan defende: com esta secessão a Escócia transformar-se-ia num competidor fiscal e deixaria de viver de subsídios Londrinos, acabando assim com a ilusão socialista escocesa actual de que o dinheiro cai do céu. Ademais, a competição fiscal escocesa iria igualmente obrigar o Estado Inglês a competir fiscalmente sendo obrigado a descer as actuais cargas fiscais.

O mesmo se pode dizer para a independência dos inúmeros Estados dos EUA. Porém, os defensores da manutenção do Estado federal americano alegam que já existe actualmente competição fiscal nos EUA e como tal vale a pena mantê-lo; mas tal é um abuso de linguagem. O Estado federal americano consome quase 70% da receita fiscal americana. Alegar que apenas cerca 30% de competição fiscal interna é verdadeira competição fiscal parece-me claramente um insulto para o conceito.

Naturalmente, quanto eu retorqui com o anterior argumento, Hannan revelou que não concorda que os governos centrais, quer no RU, quer nos EUA, tenham tanto poder, devendo estes entregar total autonomia às regiões e localidades mas mantendo a função da defesa e política externa em si mesmo.

Contudo, considero que tal é manifestamente uma impossibilidade: quando existe um Estado poderoso, centralizado, com vasto território/população e distante dos cidadãos, a tendência natural será para maximizar a concentração de poder. Tal observa-se no proto-Estado burocrático que é a UE e igualmente nos EUA, onde nem uma constituição marcadamente liberal clássica conseguiu limitar e impedir o crescimento totalitário do Estado central. Desta forma, os constrangimentos ao poder dos Estados devem advir essencialmente de 2 fontes: da proximidade dos cidadãos ao centro de poder e da competição fiscal entre Estados. Só as secessões colocam um fim ao processo de centralização e acumulação de poder, tal como se verificou com os países da ex-União Soviética.

Talvez essa não seja vontade de Hannan, mas existe uma forte possibilidade de os escoceses se tornarem independentes em breve via referendo (ou não fosse o partido independentista que está em maioria no parlamento escocês); considero igualmente que os EUA terão muitas dificuldades no futuro em evitar movimentos secessionistas numa sociedade progressivamente multi-étnica onde, segundo os índices de fecundidade e imigração, os construtores daquele modelo político (os euro-americanos) passarão a ser uma minoria populacional. Estes movimento tornar-se-ão evidentes aquando a falência em curso do actual Estado “welfare-warfare” americano. Afinal de contas, o etno-nacionalismo está por trás da dissolução de todos os impérios centralizadores que conhecemos até hoje, desde o império Romano ao Otomano.

A contar de 1914 até ao presente, passámos de 62 para 193 Estados soberanos. Estamos aparentemente no bom caminho; porém,  em todas as épocas existem forças centralizadoras e descentralizadoras. A promoção do princípio da secessão como valor liberal é assim de vital importância para as segundas e, consequentemente, para o liberalismo como ideal, seja na Europa, no Reino Unido ou nos Estados Unidos da America.

Visionamento complementar: Ron Paul e as vantagens da secessão

Fevereiro 7, 2012

Os novos mundos da BBC

Um homem bom, um homem da paz.

João Carlos Espada condecorado na Polónia

Filed under: Educação,Internacional,Política,Portugal,Teoria,União Europeia — André Azevedo Alves @ 16:40

Uma justa e merecida distinção:

O IEP-UCP tem o prazer de informar que o seu Director, Professor João Carlos Espada, acaba de ser condecorado pela Republica da Polónia com a distinção Bene Merito, “a mais alta distinção civil conferida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros a individualidades cuja contribuição para a Polónia seja considerada excepcional”.

(mais…)

Fevereiro 6, 2012

Peace through strength

Filed under: Internacional,Justiça,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 01:16

Reagan – A Time For Choosing

Fevereiro 5, 2012

Going Galt

Ayn Rand escreveu um livro chamado Atlas Shrugged, que recentemente foi passada a filme (trailer da Parte I, notícia da Parte II - site).

Qual é a história? Basicamente, é esta:

“Limonaid!”Outros VídeosAyn Rand InstituteWho is John Galt?

E já agora, o trailer dum documentário para perceber melhor:

SiteAyn Rand explica pessoalmente. Gosto da ideia segundo a qual “Se é correcta a Separação entre Estado e Igreja – e é – então também é correcta a Separação entre Estado e Economia”.

A novidade hoje é que muitos Americanos estão a fazer mesmo o que Ayn Rand previu: A abandonar o seu país! Vejam o excerto do final do artigo (depois de terem dado vários casos concrectos):

And then there are those who are just disappearing altogether without a fare thee well. John Gaver, editor of Action America, wrote that there is a “vast and increasing number of wealthy US citizens who are just ‘dropping out’ — taking all of their wealth and leaving the US without renouncing. They just disappear off the US tax rolls and appear on some other country’s tax rolls.”

The number disgusted with how America treats its successful citizens continues to grow. As Bugnion of ACA notes, “It is a sad outcome, but I personally feel that we are now seeing only the tip of the iceberg.”

Portugal e Espanha – Holanda – Inglaterra – Estados Unidos.
A história repete-se: Ascensão, Enriquecimento, Perseguição, Queda.
Tem mesmo que ser assim?

Como diria Ayn Rand,

Government “help” to business is just as disastrous as government persecution… the only way a government can be of service to national prosperity is by keeping its hands off.

Ainda os direitos adquiridos

Desta vez, coube a sorte às galinhas a propósito do Super Bowl.

(…) Sleiman also reveals a grim stat about Super Bowl feasting: “600 million, yes million, chickens will lose their wing and their lives for just this one game.”

Ciclo de Cinema “O Filme Político”: Iron Lady, 9 de Fevereiro em Lisboa

Filed under: Agenda,Cultura,Educação,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 09:00

Uma excelente iniciativa do IEP-UCP: Sessão de Inauguração do Ciclo de Cinema “O Filme Político”: IRON LADY

O IEP-UCP tem o prazer de convidar para a Sessão de Inauguração do Ciclo de Cinema “O Filme Político” que se realiza no dia 9 de Fevereiro, quinta-feira, pelas 18.45h nos Cinemas UCI – El Corte Inglés com a estreia do filme “A Dama de Ferro” de Phyllida Lloyd.

Se quiser assistir a esta sessão de estreia do filme sobre a vida de Margaret Thatcher, deverá inscrever-se até terça-feira e fazer o pagamento de 6.80 Euros junto da Dra. Cátia Silva no Secretariado do IEP para garantir um lugar. Depois de terça-feira, a compra dos bilhetes para esta sessão deverá ser feita directamente nos Cinemas UCI – El Corte Inglés.

Na esperança de podermos encontrá-lo nesta ocasião especial, enviamos os melhores cumprimentos.

Mais informações: secretariado.iep@iep.lisboa.ucp.pt | Telefone: 21 721 41 29 |

O programa completo da iniciativa está disponível aqui.

Fevereiro 4, 2012

Notícias da eco-religião

Filed under: Ambiente,Educação,Energia,Media,Política,Religião,Saúde,Teoria — ruicarmo @ 11:18

How green zealots are destroying the planet: The provocative claim from a writer vilified for denying global warming, um artigo de James Delingpole.

Síria: há guerras menos mortíferas

Num só dia, um conflito territorial provoca 260 mortos.

Sugestões simples e eficazes, comprovadas pelos ensinamentos da História: levar Israel para o Bangladesh e/ou remover o cancro.

Concorrência monetária

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 09:00

Evento debateu o fim do Banco Central norte-americano

Fevereiro 3, 2012

Os habitantes da ilha da Páscoa, Noronha do Nascimento, Maria José Morgado, Cavaco Silva e Ron Paul

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:41

Os “direitos adquiridos” dos “cavaquistas anónimos”. Por José Manuel Fernandes.

Para os habitantes da ilha da Páscoa abater as árvores das suas florestas era o que estavam habituadas a viver – era um hábito adquirido… -, pelo que as abateram até não restar mais nenhuma. Para venerandas figuras a chegarem ao momento de se tornarem pensionistas (mesmo se abastados pensionistas), a ideia de que não receberão as reformas tal e qual como esperavam receber deve ser tão estranha como teria sido a de procurar fontes de energia alternativas às florestas em via de desaparecimento. Por isso chamam às suas expectativas “direitos adquiridos” e enroupam-nas com argumentos sibilinos.

Como num sistema fechado a tender para a máxima entropia, para a morte térmica, as sociedades em que vivemos deixaram de ter energia suficiente para acrescentarem a riqueza necessária à consagração dessas expectativas. Não é um mal temporário e passageiro, é um mal profundo e há muito diagnosticado, um mal fatal, se tudo continuar como dantes. Daí que seja uma falácia tomar como “adquiridos” direitos que só seriam sustentáveis, se a nossa máquina económica continuasse a trabalhar com o vigor de há algumas décadas. A actual crise só precipitou essas evidências.

(mais…)

Manifestação de doença incurável

Vinte e quatro horas após a tragédia de Port Said, são apresentados os culpados.

Fevereiro 1, 2012

O natural upgrade terrorista

Demorou nove anos para que o terrorismo da jihad evoluísse. O primeiro ataque britânico que matou três pessoas e feriu mais de 50 no Mike’s Bar, teve lugar  em Jerusalém. Nove anos decorridos, os objectivos evoluíram: passaram do assassinato de civis em Israel para a tentativa de assassinar britânicos.

A criatura da fotografia é Mohammed Chowdhury,  o cabecilha do grupo terrorista. A imagem foi captada numa manifestação pacífica em Inglaterra, organizada pela Islam4UK. A lei que Chowdhury defende tem, de facto, resposta para tudo.

“As Direitas e o Estado face ao Mercado”, amanhã, às 15:45, em Lisboa

Filed under: Agenda,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 11:57

Amanhã, às 15:45, apresentarei a comunicação “As Direitas e o Estado face ao Mercado” no Colóquio “O Estado das Direitas na Democracia portuguesa”, no Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa. O painel em que a comunicação está integrada tem início marcado para as 14:30 e nele participarão também Luís Salgado de Matos e Marina Costa Lobo, com moderação de António Costa Pinto.

Mais informações aqui.

Janeiro 31, 2012

A raíz verde-nazi

Filed under: Ambiente,Internacional,Religião,Teoria — ruicarmo @ 00:31

Um curioso artigo de Mark Musser: Green Lebensraum: The Nazi Roots of Sustainable Development.

Janeiro 30, 2012

Os católicos e a Mont Pelerin Society

Filed under: Comentário,Economia,Política,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:59

Muito interessante este post (“fui eu que matei”) de Pedro Arroja.

Relativamente à Mont Pelerin Society, é verdade o que afirma Pedro Arroja (embora me pareça algo exagerado chamar à MPS a “uma espécie de Meca do liberalismo moderno”), mas também é curioso constatar o que aconteceu desde a sua fundação. Não obstante o episódio referido por Pedro Arroja relativamente à fundação da organização, suspeito (e trata-se apenas de uma suspeita, porque não fiz essa contabilização) que nunca como hoje houve tantos católicos membros da MPS.

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