O melhor selecionador português de sempre (republicação)

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Inquérito: Quem foi o melhor seleccionador português dos últimos 30 anos?

Sondagens para as eleições europeias em Portugal

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Agregação de sondagens e análise de Pedro Magalhães: Sondagens europeias.

As cinco sondagens publicadas a partir da segunda metade de Março colocam o PS em vantagem sobre a coligação, com uma vantagem que oscila entre os 4 e os 8 pontos percentuais, sendo que a tendência parece ser de aumento dessa vantagem. A CDU aparece com valores entre os 9% e os 12%, BE entre 5% e 7%, ambos sem tendência clara. Esta semana deveremos conhecer outras, e veremos se há modificações de última hora, tendências novas ou tendências que se consolidam.

Leitura complementar: Programas e listas para as eleições europeias.

Marinho Pinto com possibilidades de ser eleito nas eleições europeias

A fazer fé nesta sondagem, Marinho Pinto será, por larga margem, o candidato melhor posicionado a beneficiar da concentração do voto de protesto, enquanto o actualmente eurodeputado Rui Tavares – outra possibilidade para o mesmo efeito dada a ampla cobertura e simpatia mediática de que goza – fica muito longe da fasquia necessária para ser eleito. Dia 25 se verá, até porque para valores pequenos, o impacto da margem de erro é naturalmente superior: Marinho e Pinto pode ser eleito eurodeputado

Marinho Pinto, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, pode ser eleito eurodeputado nas eleições para o Parlamento Europeu do próximo dia 25 pelo Partido da Terra (MPT).Segundo uma sondagem CM/Aximage, realizada entre os dias 7 e 14 de maio, o cabeça de lista do MPT obtém 4,3% das intenções de voto, o suficiente para obter o passaporte para a Europa.

(…)

As intenções de voto no novo partido Livre (pela primeira vez considerado na sondagem), que tem como cabeça de lista Rui Tavares, fica-se pelos 0,8%.

“pink elephants will fly over Mare Nostrum”

France is the new cauldron of Eurosceptic revolution. Por Ambrose Evans-Pritchard.

Britain is marginal to the great debate on Europe. France is the linchpin, fast becoming a cauldron of Eurosceptic/Poujadist views on the Right, anti-EMU reflationary Keynesian views on the Left, mixed with soul-searching over the wisdom of monetary union across the French establishment.

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Análise dos resultados das autárquicas: Porto, Gaia e sondagens

Devido à presença como comentador no Porto Canal, acabei por não escrever nada por aqui sobre as autárquicas.

Verifico com agrado que a minha ausência não prejudicou a qualidade da cobertura eleitoral insurgente mas, mesmo sem tempo para uma análise mais aprofundada, há algumas breves notas que não quero deixar de registar: Continuar a ler

Maus sinais para o PSD em Gaia e Gondomar

Como é óbvio, nem todas as sondagens merecem a mesma credibilidade e em Portugal há frequentemente alguns casos difíceis nesta área, mas reacções generalizadas contra sondagens são quase sempre um mau sinal para as respectivas campanhas.

Percebe-se a preocupação com a possibilidade de derrota nas duas autarquias referidas – em especial no caso de Gaia – mas o PSD faria melhor em olhar para dentro e para a responsabilidade das decisões internas – nomeadamente no processo de escolha de candidatos – relativamente às dificuldades que agora enfrenta: PSD luta contra sondagens e tenta evitar derrota em Gaia e Gondomar

Ao final da tarde de ontem, na sede de candidatura do candidato a Gaia, Carlos Abreu Amorim, o ambiente era belicoso, mas taciturno. Uma sondagem que deverá ser publicada esta quarta-feira, explica o retrato. “Na semana passada, foram-me ditos os dados de mais uma sondagem que sairá no JN. Não acredito”, disse o presidente da distrital do PSD Porto, Virgílio Macedo. Para debelar a sondagem, desfavorável a Abreu Amorim – candidato para quem as sondagens são “instrumentos políticos para influenciar a opinião” – Macedo recorreu a outra sondagem encomendada esta terça-feira pelo próprio PSD “a uma empresa de Lisboa”. (…) Mais curto nas palavras, Abreu Amorim disse que as sondagens são “trambicadas e marteladas”.

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Sondagem Gaia: Guilherme Aguiar 28,4%; Eduardo Rodrigues 27,1%; Carlos Abreu Amorim 24,5%

Se pelo Porto, não obstante o apoio do CDS a Rui Moreira e as divisões internas, as coisas parecem relativamente bem encaminhadas para o PSD, em Gaia o panorama neste momento é pouco menos do que catastrófico.

Além do muito real risco de perder um dos principais municípios do país onde contava com uma confortável maioria absoluta autárquica, o PSD (que se apresenta em Gaia, recorde-se, coligado com o CDS) arrisca um cenário verdadeiramente dantesco. Considerando a escassa margem de vantagem de Guilherme Aguiar para Eduardo Rodrigues é perfeitamente possível que o PSD não só fique em terceiro lugar como perca a Câmara de Gaia para o PS, com todo o forte impacto negativo que isso implicaria não só a nível local mas também a nível nacional.

Menezes na frente no Porto

Não obstante a oposição aberta de Rui Rio ao candidato do seu próprio partido, Luís Filipe Menezes continua a liderar com uma vantagem considerável as intenções de voto no Porto.

Nada está decidido, mas suspeito que a hiper-agressividade das críticas dirigidas contra Menezes do interior do PSD, juntamente com o cortejo de algumas figuras que se têm agregado em torno de Rui Moreira e uma excessiva colagem ao CDS, dificultam mais do que ajudam a afirmação da candidatura do próprio Rui Moreira que, à partida, pelo seu perfil pessoal e notoriedade, teria boas condições de elegibilidade.

É de notar também a continuação do fraco desempenho de Manuel Pizarro nas sondagens, sendo que é bem possível que o comportamento do eleitorado que tradicionalmente vota PS venha a ser decisivo na definição do vencedor das autárquicas no Porto.

PS 37%; PSD 28%; PCP 11%; BE 7%; CDS 6%

Pode não ser irrevogável, mas a aparente penalização da deplorável conduta de Paulo Portas e do seu CDS é um sinal positivo: Portas em queda livre: O CDS-PP está em queda livre no barómetro mensal

Entre os meses de Junho e Julho, o partido de Paulo Portas passou de 9,4 por cento para 5,8 por cento, ou seja, menos 3,6 pontos percentuais, em plena crise política. O PSD sobe dos 23,2 % para os 28%, encurtando a distância face ao PS.

Leitura complementar: As “aventuras nocturnas” de Paulo Portas em Lisboa; Portas só sai à força; Cavaco Silva e a instabilidade; Portas vai finalmente mostrar o guião ?; Uma “irrevogável” falta de vergonha na cara.

PS 34%; PSD 24%; PCP 13%; CDS 9%; BE 9%

A extrema-esquerda acima dos 20% e PSD e CDS com menos de um terço das intenções de voto

É de realçar ainda que o trabalho de campo da sondagem decorreu entre 28 de Junho e 2 de Julho: i/Pitagórica. Esquerda com 56% no parlamento. PSD bate mínimos

PS, PCP e BE reúnem a maioria mais alargada desde o início do barómetro. Intenção de voto no PSD é agora de 23,7%

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A evolução de Menezes nas sondagens

O Tiago Barbosa Ribeiro realça a evolução de Luís Filipe Menezes nas sondagens identificando uma tendência descendente com base em três observações.

Para além de, como o Tiago assinala (e bem) as sondagens em geral não deverem ser sobrevalorizadas por vários factores, neste caso concreto há elementos adicionais que devem ser considerados e que, a meu ver, tornam difícil – com os dados disponíveis até agora, afirmar que estamos perante uma tendência descendente de Menezes.

A primeira sondagem é de Setembro de 2012, altura em que o campo eleitoral ainda não estava bem definido, pelo que os 60% – aliás um valor em que poucos acreditariam como resultado eleitoral final, independentemente do candidato da sua preferência no Porto – a meu ver não são sequer comparáveis com as outras duas.

Relativamente à sondagem IPOM de Abril, já me parece mais comparável mas ficamos reduzidos a dois pontos para estabelecer uma tendência e, ainda por cima, com possíveis (prováveis) house effects dado que uma é IPOM e outra Eurosondagem.
Assim sendo, diria que precisamos de pelo menos mais duas sondagens comparáveis para poder falar de tendências com alguma sustentação.

Isto dito, e complementando o que escrevi aqui sobre o caso do Porto, há algumas constatações/especulações interessantes que podem ser feitas com os dados disponíveis até agora: Continuar a ler

Correcção sobre a candidatura de Hélder Amaral e a sondagem JN/Eurosondagem relativa a Viseu

Uma correcção com toda a pertinência à forma como foi apresentada pelo JN a sondagem sobre Viseu: Seriedade e rigor é cena que não assiste… Por Rui Rodrigues dos Santos.

Ora, nas datas em que, pretensamente, foi realizado o estudo, nem Hélder Amaral, nem Francisco Almeida eram ou tinham apresentado a sua candidatura…

Hélder Amaral, anunciou a sua candidatura a 24 de Maio e Francisco Almeida apenas a 28 do mesmo mês.

Não são por isso legítimas – pelo menos com base nestes dados – as inferências sobre a candidatura de Hélder Amaral que retirei aqui e aqui, tendo sido induzido em erro pela notícia do JN.

Adenda: Comentário de um leitor sobre o caso:

A sério? Estamos a brincar? Olhem, acho que o Ricardo Rio também só apresentou a candidatura neste sábado! Querem mesmo fazer crer que toda a gente em Viseu não sabia já há uns meses largos que o Hélder Amaral era candidato, apenas neste caso específico esteve tudo à espera da apresentação formal da candidatura? Desculpem lá, eu não sou de Viseu, nunca vivi em Viseu, mas isto cheira a desculpa de mau perdedor… sobretudo depois de uma curta pesquisa no google

Leiam a notícia, isto foi em Fevereiro! Pois…

Sondagem Porto – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)

Luís Filipe Menezes (PSD): 33%
Rui Moreira (Independente, com apoio CDS): 25%
Manuel Pizarro (PS): 25%

Luís Filipe Menezes na frente, com Rui Moreira e Manuel Pizarro em empate técnico na segunda posição. De realçar também o resultado expressivo de Pedro Carvalho, pela CDU, com intenções de voto acima dos 10%. Ou seja, vantagem com algum significado para Menezes mas com tudo ainda em aberto no Porto.

Menezes e Moreira reúnem um total de 58% das intenções de voto, mais 10 pontos do que o resultado de Rui Rio em 2009, o que sugere que parte do eleitorado que tradicionalmente vota PS não se revê na candidatura de Pizarro. E também que com um candidato com maior notoriedade o PS teria forte probabilidade de voltar a ganhar no Porto.

O Bloco de Esquerda continua longe de conseguir um mandato no Porto e poderá eventualmente ainda sofrer com o voto útil (provavelmente mais do que o candidato da CDU).

25% é um valor honroso para Rui Moreira – sem dúvida só possível devido à sua notoriedade e credibilidade no Porto – e que, apesar da distância para Menezes, deixa em perspectiva uma disputa intensa. Já para o CDS é um verdadeiro jackpot, já que dificilmente qualquer outra candidatura que apoiasse conseguiria sequer metade desse score no Porto (veja-se o exemplo de Viseu em que Hélder Amaral estará baixo dos 5% nas intenções de voto).

O Porto será um dos palcos a merecer mais atenção no dia das eleições e de onde poderão resultar também implicações a nível nacional.

Adenda: Correcção sobre a candidatura de Hélder Amaral e a sondagem JN/Eurosondagem relativa a Viseu.

Sondagem Gaia – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)

Eduardo Rodrigues (PS): 32%
José Guilherme Aguiar (Independente): 31%
Carlos Abreu Amorim (PSD/CDS): 23%

Em Gaia, a maior surpresa das sondagens divulgadas pelo JN e, por larga margem, o dado mais preocupante para o PSD: um empate técnico entre Eduardo Rodrigues e José Guilherme Aguiar com Carlos Abreu Amorim relegado para um penoso terceiro lugar.

O resultado de Eduardo Rodrigues, apesar de o colocar na frente da corrida, representa uma melhoria de apenas 7 pontos face ao obtido na pesada derrota do PS em 2009, com 25%. Já Guilherme Aguiar surpreende pela positiva estando numa situação de empate técnico com Rodrigues e à frente do candidato oficial da coligação PSD/CDS.

É precisamente para a coligação PSD/CDS que os dados da sondagem são francamente preocupantes. Em 2009, Menezes atingiu os 62%. Segundo a Eurosondagem, Carlos Abreu Amorim estará neste momento com pouco mais de um terço do resultado de Menezes em termos de intenções de voto: 23% comparados com 62%. Se poucos esperariam que Amorim superasse ou igualasse o resultado de Menezes, a verdade é que menos ainda – pelo menos fora de Gaia – alguma vez colocariam a hipótese de uma perda tão acentuada. Aliás, os dados são tão maus para a candidatura de Amorim que roçam mesmo o inacreditável, pelo que se compreendem perfeitamente as reacções de apoiantes da sua candidatura como PMF e FMS.

Dados tanto mais preocupantes quanto a escolha de Carlos Abreu Amorim deu origem a uma candidatura de elevado risco para a coligação PSD/CDS (em especial para o PSD, já que o CDS em Gaia, como se tem visto, conta pouco ou nada), por várias razões. Continuar a ler

Sondagem Braga – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)

Ricardo Rio (PSD/CDS): 43%
Vítor Sousa (PS): 41%

Não obstante o título escolhido pelo JN (“Direita ganha Braga com Rio à terceira tentativa”), a verdade é que os dados da sondagem apontam para um empate técnico, com ligeira vantagem para Ricardo Rio.

As duas derrotas passadas podem pesar, mas também é verdade que, com a troca de candidato do PS por via da limitação de mandatos e com as investigações judiciais em curso que envolvem o PS em Braga, 2013 poderá bem ser o ano de Ricardo Rio. Uma coisa é (praticamente) certa: esta será a última oportunidade de Ricardo Rio para conquistar Braga.

O Nuno Gouveia refere-se aqui a outra sondagem e também ao track record da Eurosondagem em Braga. Não analisei os dados com suficiente detalhe para me pronunciar sobre as questões que ele levante mas recomendo a leitura: Sondagens para todos os gostos

Na última semana foi publicada uma sondagem pelo Diário do Minho/RUM que dava também a vitória a Ricardo Rio, mas por uma diferença de oito pontos. Esta do JN/Eurosondagem atribui 2,2% a Ricardo Rio, mas é preciso enquadrar o histórico da Eurosondagem em Braga.

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Sondagem Lisboa – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)

António Costa (PS): 52%
Fernando Seara (PSD/CDS): 30%

Um resultado muito mau para a coligação PSD/CDS e que perspectiva, caso se confirme, uma vitória esmagadora para António Costa em Lisboa.

Aliás, o caso de Lisboa é algo estranho, já que a coligação PSD/CDS parece, desde o início, pouco entusiasmada com as suas próprias possibilidades e em larga medida apostada em apenas marcar presença. Pelo menos é o que tem transparecido para o exterior.

Tudo somado, parece uma eleição feita à medida para reforçar a imagem nacional de António Costa e, quem sabe, facilitar o seu lançamento para outros voos. Será interessante observar também o caminho de Fernando Seara após a (previsível) derrota eleitoral em Lisboa.

Sondagem Aveiro – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)

Ribau Esteves (PSD/CDS): 48%
Eduardo Feio (PS): 33%

Ribau Esteves com uma vantagem confortável sobre Eduardo Feio (que continua sem recuperar da estrondosa – e inesperada – derrota de Alberto Souto em 2005, que parece ter deixado um pesado legado ao PS em Aveiro), mas que simultaneamente deixa tudo em aberto no caso de o actual Presidente, Élio Maia, avançar com uma candidatura independente.

Considerando que as intenções de voto em Ribau Esteves estão cerca de 6 pontos abaixo do resultado obtido por Élio Maia em 2009, a sondagem pode até ser vista como encorajadora a uma potencial candidatura independente deste último. A seguir com atenção.

Sondagem Matosinhos – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)

Guilherme Pinto (Independente): 35%
António Parada (PS): 28%
Pedro Vinha da Costa (PSD/CDS): 17%

Um bom resultado para Guilherme Pinto, mas tudo em aberto considerando a influência potencial da máquina eleitoral do PS em Matosinhos.

O candidato apoiado pela coligação PSD/CDS com um resultado fraco, em linha com o (mau) resultado de 2009.

A confirmarem-se os dados da votação global em Guilherme Pinto e António Parada, o PS em Matosinhos terá votos suficientes para “sustentar” duas candidaturas sem com isso deixar de garantir os dois primeiros lugares. Interessante.

Sondagens Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem) – Guimarães, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu

O JN divulga hoje uma série de estudos realizados pela Eurosondagem que, fazendo fé nos dados apresentados (e com sondagens convém ter sempre bastante cautela, em especial em Portugal), permitem ter uma ideia do ponto da situação em algumas das principais disputas eleitorais nas Autárquicas 2013, particularmente a Norte.

Guimarães: Domingos Bragança (PS): 51%; André Coelho Lima (PSD/CDS): 33% – Sem surpresa, o PS mantém uma liderança sólida em Guimarães e, se a campnha correr dentro da normalidade, não deverá ter problemas em manter Guimarães na sua esfera. O resultado da coligação PSD/CDS é relativamente fraco, mas as expectativas também não seriam, à partida, muito elevadas.

Viana do Castelo: José Maria Costa (PS): 52%; Eduardo Teixeira (PSD): 25% – Também sem surpresa, o PS deverá manter Viana do Castelo, ainda que neste caso seja de realçar o valor desanimador – mesmo para as baixas expectativas iniciais – da candidatura do PSD, que neste momento estará com menos de metade das intenções de voto da candidatura do PS.

Vila Real: António Carvalho (PSD): 44%; Rui santos (PS): 42% – Dados muito preocupantes para o PSD e animadores para o PS. De uma vantagem de quase 17 pontos percentuais em 2009, o PSD vê-se agora numa situação de empate técnico. A perda de Vila Real seria um duro golpe para o PSD e os dados da sondagem deverão merecer reflexão séria por parte da campanha e do candidato.

Viseu: Almeida Henriques (PSD): 50%; José Junqueiro (39%) – Vantagem como esperado para o PSD, mas por margem diminuta por padrões históricos. PSD deverá manter Viseu, mas recuo em termos de votação poderá sinalizar tendência regional e, eventualmente, também nacional. É de assinalar também que a candidatura de Hélder Amaral pelo CDS – à partida uma aposta forte do partido – apresenta neste momento valores baixíssimos, não chegando aos 4%.

Comentários adicionais:
Sondagem Porto – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)
Sondagem Gaia – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)
Sondagem Braga – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)
Sondagem Lisboa – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)
Sondagem Aveiro – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)
Sondagem Matosinhos – Autárquicas 2013 (JN/Eurosondagem)

Adenda: Correcção sobre a candidatura de Hélder Amaral e a sondagem JN/Eurosondagem relativa a Viseu.

Esperam-se as alternativas…

Vamos lá a ver: eu também não gosto de cortar nas minhas despesas.

Eu também gostava de ter rendimentos sem trabalhar. Eu também gostava de ter um trabalho em que quando fingia que trabalhava ganhasse o suficiente para uma vida descansada e sem preocupações. Eu não sou masoquista e certamente aprecio um suave “dolce far niente”, seja ele absoluto ou pelo menos relativo – i.e., finjo que faço e ganho como se fizesse.

Eu também gostava que o Estado tivesse dinheiro infinito vindo de Marte para me proporcionar a continuidade do “modelo social” que gerações anteriores “conquistaram”. Que fechando os olhos o problema desaparecesse. Que palavras doces resolvessem o problema actual e pudéssemos todos regressar aos abusos de 2006, 2007 e 2008. Que os “credores” não esperassem que lhes pagássemos de volta.

Eu também gostava de acreditar em todas as fantasias que por aí se dizem em todas as sedes partidárias. Eu também gostava de ignorar a economia, a história, a matemática e a lógica e acreditar na poesia e nos amanhãs que cantam. Eu também gostava de não ter qualquer pudor em mentir, qualquer moral para poder ser popular e qualquer inteligência para permitir ser feliz sem grandes preocupações.

Mas infelizmente sou realista e sei o que se está a passar. A “pool” de recursos físicos a diminuir, o crédito a aumentar, a pirâmide demográfica a inverter, a taxa de juro a evoluir n direcção contrária à necessária, … Sei demais para acreditar que esta “austeridade” seja passageira – sobre a necessidade de equilíbrio de contas, sobre as estratégias dos demagogos (ex: Galamba e a tentativa de sair do Euro para roubar as poupanças dos cidadãos para o estado via cunhagem), sobre a dificuldade de reversão da demografia, sobre como evoluíram no passado sociedades sobre-endividadas e crescentemente avessas aos conceitos de risco, lucro, brio e liberdade.

É assim com um sorriso triste que leio mais esta notícia: Sondagem mostra vontade de renegociar ou denunciar acordo com a troika. Tantos a querer acreditar que não é preciso esforço para sair da solução actual. Se a política do estado se alterasse – no sentido de mais despesa, sublinhe-se – tudo se resolveria. Faz-me lembrar esta imagem: o povo prefere uma mentira piedosa. E já agora a citação da tecnologia “fascismo” no Civ4.

Mostra porque chegamos ate aqui. E mostra que não há muito que se possa fazer. Ou nos adaptamos ou emigramos.
PS: Isto não quer dizer que eu concorde com tudo o que diz a Troika (por exemplo, não concordo com o aumento do imposto sobre os combustíveis). Mas caso não tenham reparado, se não houver o dinheiro deles, muita coisa teria de ser cortada de emergência. O que se calhar também não era mau de todo…

Franceses com saudades de Sarkozy…

A experiência Hollande deve estar a ser muito má para que tantos franceses já declarem estar com saudades de Sarkozy: Half of France misses Sarkozy as Hollande disappoints

Less than a year after François Hollande (left) was elected French president, voters appear to be dissatisfied with his performance. A recent poll shows that a slim majority wish his predecessor, Nicolas Sarkozy (right), had stayed in power.

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Dois terços dos franceses já não têm confiança em Hollande

Durou pouco a nova luminosa esperança da esquerda europeia: 66% des sondés ne font pas confiance à François Hollande pour résoudre les problèmes qui se posent actuellement à la France.

L’électorat du chef de l’État est mécontent de la politique menée par l’exécutif. La cote de confiance de François Hollande baisse de 5 points, selon le baromètre Figaro Magazine-TNS Sofres.

Le répit aura définitivement été de courte durée pour François Hollande. Depuis le début de l’année, et grâce notamment à l’intervention militaire au Mali, la cote de confiance du président était restée stable. Jusqu’ici, l’Élysée pouvait d’ailleurs se féliciter de constater que l’électorat du chef de l’État demeurait fidèle. C’est désormais terminé.

(…)

Dix mois après son arrivée à l’Élysée, François Hollande reste le chef de l’État le plus impopulaire.