Oremos pelo príncipe Carlos

Prince Charles

We can only pray that our sick planetary patient might be placed on a road to recovery, in the process bringing gains for human well-being.

“Failure to write the prescription, however, might leave us contemplating the death certificate instead.

Procura-se consciência na Câmara de Lisboa

Roseta diz que Salgado tinha “perfeita consciência” dos 4,6 milhões.

A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa diz que o vereador Manuel Salgado “tem perfeita consciência” de que a isenção de taxas e compensações urbanísticas que a Câmara de Lisboa propôs que fosse concedida ao Benfica é de 4,6 milhões de euros e não de 1,8 milhões. Então por que é que o autarca nunca corrigiu o valor que tem sido divulgado? “Isso pergunte-lhe a ele”, responde Helena Roseta, recusando fazer uma leitura desse facto.

Rua e lenços revolucionários

Maduro

Enquanto o povo se prepara para defender a revolução nas ruas, a política económica revolucionária de Maduro continua a frutificar.

Exercícios intelectuais nas fronteiras do conhecimento e da paz

Rússia anuncia manobras militares na fronteira com Estónia e Letónia,

Polónia não aprecia comemorações.

 Suécia e a Finlândia assinaram um pacto militar entre si como resposta à crescente ameaça da Nato.

I Have Never Left Russia“.

Os oito erros que levaram a Ucrânia a invadir várias regiões da Rússia.

Showbiz (arquivo cultural-caridoso do então PM russo).

Os apoios de António Costa

O próprio messias no Casino da Póvoa.

O Terceiro excluído, por João Cardoso Rosas.

(…) Os partidos da social-democracia, que sempre constituíram a primeira ou segunda força política europeia, estão em crise profunda. Não se trata de pensar agora no caso português e na ambiguidade da liderança do PS – António Costa pode andar por aí a repetir as vacuidades que quiser porque na Europa não sabem sequer que ele existe. O que deve fazer pensar são os casos da Alemanha ou da Holanda, onde os social-democratas alinham inteiramente pela política de austeridade. Nos Governos de França ou da Itália, eles pareciam ter uma visão diferente, mas acabaram por não ser consequentes.

O actual debate na Europa é muito importante e dele depende não só o futuro da Grécia, ou de Portugal, mas também o destino do projecto europeu. Neste debate o aspecto político mais surpreendente é, sem dúvida, a auto-exclusão do centro-esquerda.

Entretanto no PCTP/MRPP

Já não s@m@s Syris@.

Adenda: Por um qualquer motivo revolucionário que me escapa, os camaradas do site do PCTP/MRPP removeram o link para o vídeo. No entanto, a revolução do Garcia Pereira continua por aqui. Divirtam-se.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons X

A survivor of the Copenhagen attack speaks: ‘If we should stop drawing cartoons, should we also stop having synagogues?’

Compreender o putinismo XV

Há que prestar a devida homenagem aos soldados russos que caíram na defesa da Ucrânia Hungria em 1956.

Porque recordar é viver…

Portugal está na bancarrota e não vai cumprir a dívida

José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos (Out 2011)

Maduro: a última vítima da “direita pelo direito à blasfemia”

 

CartoonSemana

O Presidente da Venezuela é a mais recente aquisição da glamourosa equipa dos críticos de cartoons.

Fonte: Semana.

Legalize it?

legalize-it

Consciente de que todas as atenções estão viradas para o próximo acessório de roupa que Varoufakis possa exibir enquanto decorre a reunião do Eurogrupo — a cada vez mais provável saída da Grécia da zona Euro é uma minudência —, não deixarei, ainda assim, de aludir ao artigo que escrevi esta semana para o Observador sobre a legalização das drogas leves em Portugal, dando como exemplos a lei seca dos Estados Unidos, assim como as recentes experiências de legalização de cannabis no Colorado ou em Washington.

Alerta para os potenciais perigos decorrentes do seu consumo, leiam, mas não inalem.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons IX

12cartoons

O evento intitulado “Arte, Blasfémia e Liberdade de Expressão” que visava discutir aqueles temas foi interrompido pelo participante Omar Abdel Hamid El-Hussein, nascido e criado no Reino da Dinamarca, que dentro da sua liberdade decidiu responder aos tiros, assassinando o realizador dinamarquês Finn Norgaard. Guiado pela natural insatisfação humana, o crítico expôs os seus pontos de vista à porta de uma sinagoga, assassinado Dan Uzan, membro daquela comunidade judaica. Pelo caminho, dentro da sua liberdade feriu mais cinco pessoas. O crítico de arte – variante cartoons – foi abatido pelas forças repressivas dinamarquesas.

Uma vez mais e ao contrário das vítimas,  os afamados críticos dos cartoons têm a oportunidade para se exprimirem em liberdade. De preferência através da caixa de comentários.

Calote argentino II

CristinaKirchner

Argentine President and Foreign Minister Charged Over Cover-Up of Iran’s Role in AMIA Atrocity

The Argentine Federal Prosecutor appointed to examine the accusation that the Argentine government attempted to cover up Iran’s role in the 1994 bombing of the AMIA Jewish center in Buenos Aires has announced that he will be pursuing the country’s top leadership over the charge, in a major endorsement of the claims advanced by Special Prosecutor Alberto Nisman on the eve of his death last month in suspicious circumstances.

President Cristina Fernández de Kirchner and Foreign Minister Héctor Timerman are the most prominent names in Gerardo Pollicita’s complaint, described by the Buenos Aires Herald as giving “a green light” to the charges originally made by Nisman before he died. As The Algemeiner reported earlier today, there is a growing conviction in both Argentina and Israel that Iran was also behind Nisman’s death, which the Argentine government is officially treating as a suicide.

In addition to Fernández de Kirchner and Timerman, Pollicita also charged several of their main political allies, including Luis D’Elia, a former member of the cabinet of Néstor Kirchner (Fernández de Kirchner’s late husband and predecessor in office) Andrés Larroque, a parliamentarian, former prosecutor Héctor Yrimia and Allan Bogado, a suspected member of Argentina’s state intelligence service.

 

Leitura complementar: Calote argentino.

“…mas não a qualquer custo”

Eurodeputados indignam-se com preço de tratamento para hepatite C

No debate de quarta-feira à noite, o socialista Carlos Zorrinho declarou que (…)”A vida não tem preço, mas esta perspectiva humanista não pode dar aos fornecedores uma vantagem competitiva injustificada na formação dum preço justo para o acesso aos novos medicamentos”(…)

O eurodeputado do PCP João Ferreira também teceu críticas ao Governo português, por considerar “que um medicamento que pode salvar a vida a doentes com hepatite C, por exemplo, é demasiado caro.” Denunciando preços “escandalosos”, acrescentou que apoia “qualquer iniciativa que vise forçar as multinacionais da indústria farmacêutica a baixarem os preços dos medicamentos

Porque é que os médicos não gostam de genéricos e os farmacêuticos gostam?

O Economista Insurgente

A relação próxima entre médicos e a indústria farmacêutica tem décadas. Durante anos, através dos chamados “delegados de propaganda médica”, a indústria incentivou das mais variadas formas os médicos no sentido de maximizar as suas vendas. Tempos houve em que as farmacêuticas davam prémios materiais (até automóveis!) aos médicos em função da quantidade de receitas que prescreviam os seus produtos. Era o chamado “fartar vilanagem”. Hoje em dia já não é fácil. Há mecanismos de controlo mais apertados tanto sobre os médicos como sobre os delegados. Até a designação mudou, para um mais politicamente correto título de “delegado de informação médica”.

Apesar disto, a relação é ainda muito forte e não pode ser quebrada. A indústria só consegue vender existindo prescrição, pelo que a simbiose é inevitável. Não existirão os prémios descarados de outrora, mas congressos com tudo pago nas caraíbas e outros locais aprazíveis continuam a fazer parte do cardápio. Independentemente de muitos médicos argumentarem de forma veemente que não existe o mesmo nível de controlo de qualidade na produção de genéricos face aos medicamentos originais cujo princípio ativo foi replicado, a realidade da diferença nos incentivos económicos subjacentes a medicamentos “de marca” e genéricos explica no quase totalidade as diferentes preferências de médicos e farmacêuticos. Incentivos económicos que são aplicados a quem tem o poder de decisão, leia-se. No caso dos médicos, a recomendação de um medicamento de marca específica; no dos farmacêuticos a possibilidade de escolher qual o genérico a vender, uma vez que a prescrição não indica marca.

A introdução dos genéricos alterou o balanço de poder entre médicos e farmacêuticos. A indústria passa a depender de farmacêuticos para a decisão que lhe permite vender, não de médicos. Logo aí fica explicada a diferença de preferências entre as duas classes profissionais. No entanto, uma análise económica aos incentivos mostra a magnitude do efeito dos genéricos na rentabilidade das farmácias; e explica a força que farmacêuticos fizeram e continuam a fazer, em termos de lobby, para conseguir e manter este novo poder de decisão.

No caso de medicamentos de marca, a concorrência é limitada por patentes. Existem monopólios legais, por força do estado, que permitem esta proteção aos laboratórios. Nos genéricos, a concorrência é real. Vários laboratórios podem fabricar medicamentos baseados no princípio ativo. Todos eles interagem com os farmacêuticos para vender o que é essencialmente o mesmo produto. Não há argumentos clínicos, provas científicas, congressos em Aruba. O preço é a chave. Mas como existem limites impostos pelo estado tanto aos preços como às margens das farmácias, este novo mercado exige criatividade. São as chamadas “dúzias de dezoito”, que em alguns casos chegam a ser “dúzias de vinte e quatro”.

Os laboratórios vendem uma dúzia de caixas de um determinado genérico à farmácia. Mas entregam dezoito (ou vinte e quatro). Daí a designação. Como as margens são fixadas, para as caixas faturadas nominalmente, a entrega de unidades não faturadas multiplica a margem efetiva da farmácia várias vezes. Imaginemos um medicamento X. O produto de marca, CaroX, tem um preço de 50 euros por caixa, sendo a margem da farmácia de 20%, ou seja 10 euros. Em alternativa, existe o genérico BaratoX, que custa 20 euros e deixa 4 euros de margem para a farmácia. Só que por cada caixa de BaratoX que a farmácia compra para stock, o laboratório entrega outra. Esta segunda caixa tem uma margem de 100%, ou seja 20 euros. A margem média é de 12 euros por caixa. Apesar do medicamento ser mais barato, o farmacêutico ganha mais vendendo o genérico. No limite, para casos sem comparticipação, pode mesmo tentar vender as caixas não faturadas pela “porta do cavalo”, poupando também em impostos. Embora no que toca a medicamentos a procura não seja propriamente elástica (as pessoas não vão comprar mais remédios só porque são mais baratos), a verdade é que o preço mais reduzido dos genéricos, quando não há comparticipação, pode permitir acesso ao medicamento a pessoas que de outro modo não o teriam. Nesse sentido, as farmácias só têm a ganhar com a mudança.

(in O Economista Insurgente, Esfera dos Livros, 2014)

Hot

Arrogant statism of global warming fanatics, por por Daniel J. Mitchell

Global warming may well be real. But climate alarmists, and especially those who follow their agenda, are filled with arrogance and hubris and they have immense power to cause damage  (…)

But here’s the catch. I don’t trust radical environmentalists. Simply stated, too many of these people are nuts.

Then there’s the super-nutty category.

But you know what’s even worse than a nutty environmentalist?

What terrifies me far more are the very serious, very connected, and very powerful non-nutty environmentalists who hold positions of real power. These folks are filled with arrogance and hubris and they have immense power to cause damage.

If you think I’m exaggerating, here’s some of what was contained in a release from the United Nations Regional Information Centre for Western Europe. (…)

Quanto vale uma vida?

child-rules

Publicado n’Observador

Sentimentalmente, diremos todos que não tem preço. O problema é que os cuidados de saúde têm um custo. E sendo os recursos escassos, coloca-se o problema económico do custo de oportunidade: para salvarmos uma vida, quantas teremos de sacrificar?

O que se está a passar com o tratamento para a hepatite C ilustra bem o problema subjacente [curiosamente, usei este caso há três meses atrás para ajudar a explicar o conceito de custo de oportunidade aos meus alunos de Microeconomia]. Um tratamento custa, antes das recentes negociações, cerca de 42 mil euros. Ora, 42 mil euros permitiriam, por exemplo, financiar o seguinte:

  • 14 bypasses coronários ou
  • 140 operações às cataratas ou
  • 6900 refeições em cantinas escolares ou
  • 2 salários anuais de professores contratados no 2º escalão.

Dado que os recursos são escassos, optar por um pode implicar abdicar de outro. Outros problemas similares colocam-se. Por exemplo, quanto dinheiro devemos investir para reduzir a sinistralidade rodoviária em 1%? 1 milhão de euros? Mil milhões de euros? Estas decisões, envolvendo vidas, requerem contudo uma análise económica. E, para o fazer, temos de avaliar o valor de uma vida. Quanto vale uma vida?

Existem diversos métodos em economia da saúde para tentar estimar o valor de uma vida. Um dos primeiros, entretanto abandonado, era o de estimar os cash-flows futuros que aquela pessoa geraria. O método era não apenas incerto, extremamente variável, como iníquo: a vida de um rico valeria bem mais do que a vida de um pobre. Uma outra abordagem mais indirecta, o valor estatístico de uma vida (VSL), recorre a um proxy por forma a avaliar qual o valor que aquela sociedade em particular atribui a uma vida. Por exemplo, admitamos que a sociedade está disposta a investir mil milhões de euros para reduzir a sinistralidade rodoviária em 1%. Ora, se 1% corresponder a mil vidas, uma vida valerá então cerca de 1 milhão de euros.

Esta análise preliminar permite aferir quanto dinheiro deverá estar adjudicado à saúde. Mas coloca-se outra questão: dentro da saúde, e dado que os recursos são escassos, que tratamentos privilegiar? Uma forma de avaliar isto é calculando o número de QALYs, ou quality-adjusted life-years, que vale um tratamento. Por exemplo, admitamos que um ano de vida de uma pessoa normal vale 1 QALY, e que uma pessoa com hepatite C vê a qualidade de vida reduzida em 50%, ou seja, 0.5 QALYs. Se o tratamento para a hepatite C permitir recuperar esses 0.5 QALYs durante 30 anos, então o valor desse tratamento será de 0.5 vezes 30, 15 QALYs. E o tratamento oncológico para uma criança? Se lhe permitir viver 60 anos e recuperar 0.75 QALYs, então vale 45 QALYs.

Posto isto, há que combinar ambos os indicadores: primeiro, perceber quanto dinheiro quer a sociedade afectar à saúde como um todo, o que implica responder à questão de quanto vale uma vida. Depois, perceber que tratamentos serão preteridos. Isto porque, e usando o exemplo supra-referido, o custo de um tratamento oncológico poderia permitir, por exemplo, salvar três pacientes com hepatite C (admitindo que o tratamento oncológico custa cerca de 150 mil euros).

A decisão política de adjudicar o máximo possível de recursos não pode estar desconectada da realidade económica: para o fazer, de onde se retiram? Da educação? Da defesa? Das transferências sociais? Aliás, é até possível que o custo de financiar todas as necessidades de cuidados de saúde seja superior ao próprio produto do país. Uma discussão sobre o assunto requer ponderação e racionalidade. Fugir a uma discussão que racionalize o SNS implicará um dia forçar outra que o racione, como aliás acontece. As filas e listas de espera são formas indirectas de racionamento que se prendem com a falta de recursos.

Pessoalmente, não tenho qualquer dúvida que a vida vale todo o nosso esforço. E por essa razão em particular, o Estado deve primar pela disciplina orçamental e rigor na alocação do Orçamento de Estado. Quando financiamos uma peça de Brecht de um qualquer encenador que jura que a cultura deve ser financiada por todos nós, podemos estar a reduzir os recursos disponíveis para mais um tratamento que possa salvar mais uma vida. E sacrificar a vida de uma criança é um preço demasiado elevado a pagar.

P.S. – Como antecipo desde já comentadores que me irão recordar os 7 mil milhões anuais de serviço de dívida, montante que poderia salvar muitas vidas, é importante lembrar que não pagá-los poderia significar sacrificar todos os tratamentos de saúde subsequentes. As nossas decisões de curto-prazo não deverão afectar as de longo-prazo.

“socialismo é liberdade e abundância” II

NM1

Os verdadeiros socialistas detestam algumas formas de controlo de natalidade e determinadas formas de protecção.

The $755 Condom Pack Is the Latest Indignity in Venezuela

Venezuelans who already must line up for hours to buy chicken, sugar, medicines and other basic products in short supply now face a new indignity: Condoms are hard to find and nearly impossible to afford.

“The country is so messed up that now we have to wait in line even to have sex,” lamented Jonatan Montilla, a 31-year-old advertising company art director. “This is a new low.”

A collapse in oil prices has deepened shortages of consumer products from diapers to deodorant in the OPEC country that imports most of what it consumes, with crude exports accounting for about 95 percent of its foreign currency earnings. As the price the country receives for its oil exports fell 60 percent in the past seven months, the economy is being pushed to the brink with a three-in-four chance of default in the next 12 months if oil prices don’t recover.

The impact of reduced access to contraceptives is far graver than frustration over failed hookups. Venezuela has one of South America’s highest rates of HIV infection and teenage pregnancy. Abortion is illegal.

“Without condoms we can’t do anything,” Jhonatan Rodriguez, general director at the not-for-profit health group StopVIH, said by phone Jan. 28 from Venezuela’s Margarita Island. “This shortage threatens all the prevention programs we have been working on across the country.” (…)

 

Em Abril do ano passado, nas farmácias estatais cubanas não se encontravam preservativos. Era possível encontrar o popular método anti-concepcional em lojas cubanas vocacionadas para os turistas que os vendiam à unidade, pelo simpático preço de um dia de trabalho de um cubano: cerca de um dólar e trinta cêntimos.
Na altura, na esperança de diluir a falta de profilácticos no mercado, as autoridades sanitárias cubanas aprovaram a venda de mais de um milhão de preservativos com o prazo de validade expirado. No entanto, as mesmas autoridades garantiam que o material estava em perfeitas condições e que as embalagens apresentam um erro nas datas de validade.
Leitura complementar: “socialismo é liberdade e abundância

Prioridades

É no mínimo profundamente irónico (não fosse o trágico que envolve a situação) que, no dia em que mais uma vez vem a lume (no seguimento da morte de uma doente de hepatite C a quem não foi administrada por decisão tutelada pelo ministério da Saúde a terapia inovadora de custo elevado disponível para o efeito) a problemática do limite do custo das intervenções efectuadas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, tenha vindo ao parlamento e falado sobre o problema o responsável pela tutela que é a principal cara da insistência da maioria que sustenta o governo em manter no SNS a prática do aborto. Uma despesa do seu ministério que, contrariamente a outras menos afortunadas e susceptíveis, claramente se elevou ao domínio do intocável.

A somar a este facto discute-se no mesmo dia, e no mesmo parlamento – por proposta de uma maioria significativa da oposição – a ascensão ao mesmo SNS, com as respectivas despesas paga por apoiantes e detractores, da procriação medicamente assistida de mulheres sem quaisquer problemas de fertilidade, que têm todas as condições físicas para procriar sem essa assistência médica e não sofrem de qualquer patologia do foro médico.

São as prioridades que temos.

Leitura adicional: As contas do ministério da saúde afinal já estão resolvidas

Mahmoud Charlie Abbas, o novo crítico dos cartoons

abbas

As forças blasfemas atacam onde menos se espera.

Palestinian president Mahmud Abbas has ordered an investigation into a drawing of the Muslim Prophet Mohammed which appeared in a West Bank newspaper, local media reported Tuesday.

The cartoon, which appeared Sunday in Al-Hayat al-Jadida, depicted what appeared to be a giant Mohammed standing on top of the world, sprinkling grains of love and acceptance from a heart-shaped satchel.

Palestinian news agency Wafa quoted Abbas as deeming it “necessary to take deterrent measures against those responsible for this terrible mistake.” (…)

Abbas joined world dignitaries including Israeli President Benjamin Netanyahu on a symbolic march through the streets of Paris days after the attack. (…)

Farmville terrorista

bokoharam

‘Suicide bomber’ camels, goats, cows and donkeys are being prepared to carry out attacks for Boko Haram, says Nigerian government.

Em Agosto, o líder do grupo terrorista nigeriano Boko Haram, Abubakar Shekau, proclama o califado na localidade de Gwoza, no Nordeste da Nigéria, no estado de Borno. “Graças a Alá, os nossos irmãos alcançaram a vitória em Gwoza, que a partir deste momento faz parte do califado islâmico.” A declaração com a duração de mais de uma hora, foi transmitida em vídeo e constituíu o primeiro passo na concretização do objectivo de implantar a lei e o estado islâmico na Nigéria. Na altura, cerca de 100 pessoas, entre os quais 35 polícias, desapareceram. Em jeito de aviso às autoridades nigerianas, Abubabar Shekau, informou que os islamitas resistirão a qualquer tentativa que seja feita no sentido de os desalojar das zonas ocupadas.
O grupo terrorista Boko Haram tem intensificado durante o último ano as suas acções na zona Norte do país, de maioria muçulmana. Para atingirem os seus objectivos, assassinam não só quem representa alguma forma de ameaça e matam para servir de exemplo, queimando pessoas, casas e igrejas.

O aristocrata republicano em grande forma

soares

O Che Che nacional continua sem amigos e família que o estimem e cuidem.

Foi em outubro de 2013 que li o livro de Stephen Emmott, professor ilustre da Universidade de Cambridge, Dez Mil Milhões – Enfrentando o Nosso Futuro.

Apercebi-me então do que seria a dramática situação do planeta se a ganância da globalização dos mercados continuasse, sem regras, em busca do petróleo, furando a terra e provocando trágicas consequências nos oceanos, a que infelizmente temos vindo a assistir nos últimos anos.

Daí, seguramente, a razão por que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, um político de uma inteligência e visão extraordinárias, fez baixar o preço do petróleo por toda a parte, tentando ao mesmo tempo limitar a fúria dos oceanos e a consequente formação de gelo que este ano, excecional, atingiu as duas costas dos Estados Unidos e outros continentes.

No ano passado, o mar, em Portugal, destruiu grande parte das nossas praias. Mas se este ano isso se repetisse – e não gostaria que isso acontecesse – ficaríamos sem praias e sem turismo.

Daí que seja necessário que os cientistas que ainda nos restam e que se interessam por esta área se imponham e responsabilizem o governo pela prevenção dos impactos negativos das alterações climáticas, que tendem a agravar-se.

Compreender o putinismo XIV

URSS

Back in USSR.

The Association of Tour Operators of Russia (ATOR) has issued a reminder through Russian media that a new rule for foreign tourists comes into effect as of January 26, obligating them to list the cities, towns and other inhabited areas they plan to visit while in Russia.

Russia’s Federal Migration Service is also requiring proof of an invitation to visit these settlements and the name of the person or organization giving the invitation.  All types of visas must have this information on them.

As complicações de Tarik Kafala

Terrorismo é demasiado ofensivo.

The Islamists who committed the Charlie Hebdo massacre in Paris should be not be described as “terrorists” by the BBC, a senior executive at the corporation has said.

Tarik Kafala, the head of BBC Arabic, the largest of the BBC’s non-English language news services, said the term “terrorist” was too “loaded” to describe the actions of the men who killed 12 people in the attack on the French satirical magazine.

Mr Kafala, whose BBC Arabic television, radio and online news services reach a weekly audience of 36 million people, told The Independent: “We try to avoid describing anyone as a terrorist or an act as being terrorist. What we try to do is to say that ‘two men killed 12 people in an attack on the office of a satirical magazine’. That’s enough, we know what that means and what it is.”

Mr Kafala said: “Terrorism is such a loaded word. The UN has been struggling for more than a decade to define the word and they can’t. It is very difficult to. We know what political violence is, we know what murder, bombings and shootings are and we describe them. That’s much more revealing, we believe, than using a word like terrorist which people will see as value-laden.” (…)

Leituras complementares: Pequeno mas cuidadoso exercício de limpezaNão são separatistas, são assassinos IV.

Críticos da Sétima Arte em alta

AE

Apesar da confusão do crítico oriundo da Coreia do Norte, a crítica ao filme “A Entrevista” não pode deixar de ser clara.

O filme A Entrevista já rendeu muita dor de cabeça à Sony, por provocar a ira do regime norte-coreano e de hackers que invadiram o sistema de segurança da empresa em novembro passado. Agora, o longa é responsável por tirar o sono dos organizadores do Festival de Cinema de Berlim, já que o governo de Kim Jong-un acredita que o filme terá sua estreia em Berlim durante o festival, porque ambos acontecem no mesmo dia, 5 de fevereiro. “Esse filme claramente instiga o terrorismo“, diz um trecho do comunicado em tom de ameaça emitido pela emissora estatal norte-coreana, que também afirma que se A Entrevista for para a Berlinale, a Alemanha será vista como uma aliada dos Estados Unidos. Entretanto, o evento já divulgou a sua lista de filmes, e A Entrevista não está entre eles.

De regresso à normalidade lunática II

Foto: Maan Images

Foto: Maan Images

Hamas e Fatah de costas voltadas. E ontem estavam tão bem. Em Julho do ano passado, uma vez mais, os dois principais movimentos palestinianos apesar de terem acordadado na construção de um governo de unidade nacional palestiniano regressam aos confrontos políticos. Na altura, um dos principais líderes do Hamas em Gaza, acusou o governo de unidade palestiniano de ignorar a Faixa de Gaza e reafirmou o que era esperado – é possível que o Hamas volte a retomar o controlo político e militar da área. O autor das ameaças foi Abu Marzouk, dirigente político do Hamas que negociou o acordo de reconciliação nacional com a Fatah. Abu Marzouk responsabilizou também o Presidente Mahmoud Abbas pelo agudizar do conflito.
Sete anos após a última guerra civil palestiniana, a 23 de Abril último, o movimento islamista Hamas e a Autoridade Palestiniana assinaram o acordo de reconciliação nacional que instituíu a 2 de Junho um governo de unidade nacional transitório formado por seis meses, composto por tecnocratas cujos obejectivos maiores passam por incrementar a economia local e preparar as eleições, prevista para… Janeiro de 2015.
De regresso ao mundo real, o que desplotou na altura as critícas do Hamas foram os incumprimentos financeiros aos mais de 50 mil funcionários públicos afectos ao Hamas na Faixa de Gaza que deixaram de receber os seus salários, anteriormente pagos pelos islamistas. O Hamas pediu ainda a demissão dos quatro ministros do governo de unidade nacional que se encontram colocados no território da Faxa de Gaza  em protesto pela falta de pagamentos e pelo facto de Mahmoud Abbas nunca ter visitado Gaza após o acordo de constituição do governo de unidade nacional.
A História tem todas as condições para voltar a repetir-se. Hoje um carro explodiu. já tinha acontecido este espisódio, Terça-feira.

Correia de Campos e Paulo Macedo: descubra as semelhanças

Excelente análise de Luís Aguiar-Conraria: Um novo Correia de Campos?

Isto é extraordinário. Nos anos anteriores, nunca ninguém morria nas urgências. O que também era extraordinário. Isto é tudo tão extraordinário que nem sei o que é mais extraordinário.

Isto faz lembrar os últimos tempos de Correia de Campos como Ministro da Saúde. Se bem me lembro, de um momento para o outro, as mulheres começaram a parir em barda nas ambulâncias. Penso que até houve um bebé que nasceu num helicóptero a caminho de uma maternidade. O mais fantástico deste fenómeno foi que mal o ministro caiu as mulheres deixaram de ter filhos nas ambulâncias. Uma explicação possível é a queda de natalidade.

Entretanto, no que diz respeito a notícias com base em dados estatiscamente significativos, a realidade é esta: Nunca morreram tão poucas crianças em Portugal

Em 2014 registaram-se em Portugal 238 mortes infantis, até ao primeiro ano de vida, o valor mais baixo de sempre em números absolutos.

Continuar a ler