Alcança, quem não cansa

Mas é capaz de ser mais prudente esperar sentado.

El Vaticano pide a los líderes musulmanes que condenen la violencia y persecución que sufren cristianos, yazidíes, y otras minorías religiosas y étnicas en Irak.
En una declaración, el Pontificio Consejo para el Diálogo Interreligioso pide a líderes religiosos, sobre todo a los musulmanes, que condenen abiertamente la violencia y den un paso contra los yihadistas y sus actos críminales. No hacerlo dañaría la credibilidad de cualquier religión, de sus seguidores y líderes,asegura la declaración
El documento también subraya que ningún motivo ni religión puede justificar esta violencia, e incluye una lista con los crímenes cometidos por los yihadistas que pretenden imponer un Estado islámico.
Entre ellos destacan la decapitación y crucifixión por motivos religiosos; la conversión forzada al Islam, o el pago de un impuesto en su lugar; los secuestros de mujeres y niñas, y la destrucción de lugares de culto.
 El documento reconoce que la mayor parte de instituciones religiosas y políticas musulmanas se oponen a los yihadistas. Sin embargo, aclara, esta oposición no ha evitado más ataques. (…)

Referendos

Referendo

 

Por forma a aplicar as mesmas regras universais às relações internacionais, Vladimir Putin acede a fazer mais um referendo, desta vez no Leste da Ucrânia. Polónia, Finlândia, Moldávia, países bálticos, Geórgia e Azerbaijão são os países que se seguem na “short list” onde a Rússia deseja prosseguir a democracia. A questão é: “Considera prioritário o envio de ajuda humanitária suiça?”

Visionamento recomendado

Apesar dos especiais cuidados que os meios de comunicação social devem ter na abordagem ao tema do terrorismo, aconselho o visionamento do trabalho da Vice, o primeiro orgão de comunicação “embedded” com o grupo terrorista Estado Islâmico.

The Islamic State (Part 3)- O passeio com a polícia da virtude e dos bons costumes islâmicos.

The Islamic State (Part 2)- A doutrinação de crianças na moral do grupo terrorista.

The Islamic State (Part 1)- O jornalista Medyan Dairieh inicia a reportagem na cidade de Raqqa (Síria), onde o grupo jihadista procura dominar a resistência oferecida pelo exército do ditador Assad.

 

Leitura recomendada

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Kokito, por António Araújo.

E para aqueles que, por cegueira político-ideológica, conspurcam as paredes de Lisboa com grafitos que gritam Free Palestine!, importaria parar por momentos e pensar um pouco. Em Portugal e em Israel, pode dizer-se o que se pensa. Com Kokito, quem se arrisca a pensar pela própria cabeça, perde-a. Perde-a decapitada, no sentido mais literal do termo. Conviria pensar nisso. Se possível, pela própria cabeça. Sem dogmas nem preconceitos.

Do Egipto com amor e bom senso

Os negociadores egípcios que trabalharam no Cairo em prol do cessar-fogo na Faixa de Gaza deixaram claro ao Hamas que não conte com o aeroporto, o porto ou a mera abertura da fronteira em Rafah. Creio que as vestes dos indignados não se rasgarão.

“há pessoas que deviam ser diabéticos”

Tomas Vasques, no seu Facebook, sobre Diabetes:

O Ministério da Saúde está muito preocupado porque, em 2013, se gastaram 575 mil euros por dia em medicamentos para diabéticos. Sabendo que existem cerca de 1 milhão de diabéticos, em Portugal, significa que cada doente, em média, consumiu em medicamentos 60 cêntimos por dia. Repito 60 cêntimos. Se se preocupassem com os milhões consumidos pelas PPPs, swaps e outras benesses dadas aos bancos, os diabéticos deste país agradeciam.

Comecemos pelos números: Tomas Vasques aponta para este artigo do Público (não riam, vá) para justificar o seu “1 milhão de diabéticos”. Se ele visse o relatório “Diabetes: Factos e Números – 2013″, aqui disponível na página da DGS, ele saberia 2 coisas:

  1. Dos supostos “1 milhão”, como é visível na página 10 do relatório e vem mencionado no artigo do Público, 44% são “não diagnosticados”. Gostava de saber quanto dinheiro é gasto com esses 44% não diagnosticados.
  2. Sobre os 575 mil Euros por dia (ou 210 Milhões por ano): como é visível na página 63 do relatório, esse é apenas um dos custos que o Estado tem com a diabetes, que é estimado ser entre 1250 a 1500 Milhões por ano – 8 a 9% dos gastos com saúde em Portugal.
  3. Se vai usar o argumento do rácio “gasto por cidadão”, porque usar um numerador menor e um denominador maior? Dá mais “pontos” por os números não serem já antes relevantes?

Gostando de ter os números corretos, chamei a atenção. A resposta? Podem ler aqui.

Vou-me ditar, mas antes digo: há pessoas que deviam ser diabéticos.

Superioridade moral? Certo, certo…

E eu, o que desejo para este Jurista, “liberal à moda antiga”? Desejo apenas tempo. Tempo para pensar. Para ser coerente. E porque a questão de fundo aqui é muito mais preocupante que a dos números, ficam algumas questões para ajudar o Tomás a pensar:

  1. Eu também não concordo com os “milhões consumidos pelas PPPs, swaps e outras benesses dadas aos bancos”. Mas o que tem isso a ver com o caso aqui? Então “se se gasta mal em A, tem que se compensar gastando mal em B”?
    Isso é argumento, mesmo para um jurista?
  2. Assumindo que ele não tinha puxado pela e-nésima vez do argumento falacioso anterior, qual é a perspectiva do Tomás sobre a despesa estatal com a saúde? Uma vez criada a rubrica da despesa, é sacrossanta e indiscutível? Nunca se pode descer um cêntimo ou sequer se mostrar preocupação com os valores gastos?
  3. Assumindo que os cortes são impossíveis, a subida da despesa é inevitável. O que acontece quando ela atingir 20% do PIB? E 30%? E 50%? Qual é o limite?
  4. Há alguma preocupação com o modo como o dinheiro é gasto, ou apenas com o atirar mais dinheiro para a rubrica? É discutível em que são gastos os fundos para a saúde em Portugal, ou dá-se sempre preferência ao uso anterior dos fundos?
  5. Assumindo que a preocupação é honesta e não apenas uma jogada para se posicionar, se se preocupa tanto com o tema, o que é que alguma vez fez para ajudar a debelar o problema? Ou o seu apoio é apenas o apelo à “caridade forçada”?

Eu sou da opinião que numa sociedade democrática tudo deve ser discutido.
Eu sou da opinião que numa sociedade de recursos limitados tudo deve ser pesado, e que muitas vezes é possível oferecer mais com menos gastos.
Eu sou da opinião que numa sociedade inclusiva todos devem ser apoiados – e não apenas os diabéticos, e não apenas com o subsidiozinho.
Eu sou da opinião que numa sociedade eficiente, em que o Estado deixasse a sociedade resolver os problemas, mais cuidados de saúde seriam oferecidos a mais pacientes.

O Tomás é da opinião que eu deveria ser diabético.

O fabuloso destino de Ana Drago

Passa pela esquerda e pela eterna soma de divisões canhotas

A ex-dirigente do Bloco de Esquerda Ana Drago assumiu, esta quarta-feira, a criação de uma plataforma política de esquerda que congregue “movimentos que já estão no terreno” que tenha a “seriedade e humildade” de ser colocada “perante os votos dos portugueses”.

 

O Ranking das Esquerdas Mais Convergentes sempre esteve ultrapassado pela realidade interventiva d@s cidadad@s que querem tacho e pela natureza das coisas.

É provável, que à data da publicação do artigo tenham surgido de forma espontânea, outros movimentos de convergência da esquerda portuguesa. Assim sobrem pessoas e se redescubram causas. Afinal, precisamos de mais esquerdas por forma a tornar mais difícil a vida aos comediantes e a reinvenção permanente com um verdadeiro efeito multiplicador das petições on-lne.

My 2 cents

Deixem-me também dar umas colheradas nesta conversa do financiamento do ensino superior. Concordo que tendencialmente o custo dos cursos superiores deve ser suportado pelos alunos e famílias, desde que haja atribuição de bolsas a quem quer e tem notas para frequentar o ensino superior mas não tem família que o pague. E a eliminar-se o financiamento público, terá de se alargar o dinheiro disponível para bolsas. (Algo que penso que é pacífico.)

(E para o que se segue: juro que não fui raptada e substituida por António Arnaut.)

Mas, para além deste ponto inicial, eu recebo sempre com muitas reservas estes aumentos das propinas pagas no ensino superior público, ou das taxas pagas no SNS ou no sistema judicial. Porque apesar de estes aumentos por si só fazerem sentido para o financiamento saudável (e para além de todas as discussões necessárias sobre a possibilidade de escolha nos prestadores de cuidados de saúde), com a extorcionária carga fiscal atual não penso que haja qualquer justificação moral para aumentar o que seja. Com o nível de impostos que pagamos, podemos todos exigir serviços públicos de primeira água sem mais contribuições privadas. Parece-me que defender a racionalidade e a moralidade no financiamento dos serviços públicos do princípio utilizador-pagador, estando tudo já inquinado e distorcido à partida com o saque fiscal a que estamos sujeitos, é apenas ajudar que mais recursos privados sejam transferidos para a esfera pública.

Por mim, enquanto não baixarem impostos não têm apoio para qualquer aumento de qualquer taxa, por muito que isso em abstrato seja justo. Vão buscar os recursos que necessitam para SNS, ensino superior público, tribunais, whatever, ao tal estado que era para reformar e afinal continuou igual, talvez com uns gramas a menos de celulite. E que, neste momento, já está outra vez a correr desvairado em direção ao carrinho dos gelados.

gelados

O preço da propaganda

No Irão, um país auto-declarado moderado, o preço da propaganda é alto e prejudica gravemente a saúde.

Iranian journalist Marzieh Rasouli said Monday that she has been sentenced to two years in Tehran’s notorious Evin prison and 50 lashes for publishing anti-regime propaganda.

Rasouli, respected for her work as an arts and culture reporter for leading reformist media outlets, including the Shargh and Etemaad dailies, was detained in January 2012 as part of a crackdown. (…)

In a statement posted Monday on Twitter, Rasouli said she had been charged with “propaganda against the establishment and disruption of public order through participation in gatherings.” (…)

The first charge has been commonly used by Iran’s conservative-dominated judiciary to convict activists and journalists since the disputed 2009 presidential election that triggered widespread anti-regime protests.

Rasouli suggested the sentence had been approved by an appeals court, without elaborating, only adding that “I have to go to prison tomorrow to serve my sentence.”

 

O génio evaporou-se

Ó génios da finança, Garay não foi nada mal vendido!, por Domingos Amaral.

Comunicado do Benfica SAD.

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248º do Código dos Valores  Mobiliários, e em conformidade com o solicitado pela CMVM relativamente à alienação da totalidade dos direitos
desportivos e económicos do atleta Ezequiel Marcelo Garay Gonzalez ao FC Zenit pelo montante de € 6.000.000
(seis milhões de euros), vem prestar a seguinte informação complementar ao comunicado de 25 de junho de 2014:
A parcela atribuível à Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, representando 40% dos direitos económicos do atleta
Ezequiel Marcelo Garay Gonzalez, ascende a € 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil euros).

A pândega é livre

RT

O movimento/partido/agremiação unipessoal Livre, apesar da utilização ilegítima madeirense – motivo pelo qual os empreendedores locais estarão à partida excluídos da formação de uma alternativa ao governo verdadeiramente cool- apela a mais um diálogo à esquerda a pensar nas legislativas. Aviso grátis: o diálogo será hilariante longo, tendo em conta o ranking das esquerdas mais convergentes.

Grandes ideias progressistas

De acordo com o mesmo estudo, os alunos do ensino secundário gostariam ainda de estar mais envolvidos nas atividades relativas à educação sexual nas escolas, manifestando disponibilidade para serem “mentores, em atividades informativas e formativas com colegas mais novos”.

(via Blasfémias)

Corrente de pensamento estatal em alta

Olha que dois, n’A Batalha.

(…) A mais alta magistrada da nação argentina também tem dado que falar. A “culpa” é da criação do novo cargo inserido no Ministério da Cultura – a Secretaria de Coordenação estratégica para o Pensamento Nacional – que dará emprego ao filósofo argentino Ricardo Forster e aos intelectuais que defendem as políticas de Cristina Fernández de Kirchner. As almas mais ácidas poderão pensar que a Secretaria para o Pensamento Nacional não passará de um Ministério da Propaganda na tradição do de Joseph Goebbels e as mais moderadas, associar a criação argentina ao do eficaz Ministério da Felicidade venezuelano, que tantos frutos deram à humanidade. Puro engano. A Secretaria do Pensamento Nacional “deverá gerar instâncias de diálogo e debate sobre temas contemporâneos.” A tarefa do filósofo encarregue da causa passará por “desenhar e coordenar uma oficina de pensamento nacional ajustado, promovendo novas correntes de pensamento que apelem à participação dos cidadãos.” Só falta decretar o fim do problema de competitividade económica da Argentina. Considerado como um dos problemas económicos mais sérios que o país sul-americano se defronta, a decisão de Cristina Fernández de Kirchner em criar a Secretaria para o Pensamento pode tornar a Argentina no novo paraíso na Terra e revelar-se como um instrumento único na resolução dos problemas que afectam os argentinos. Com a mudança de pensamento tutelada por uma secretaria de estado, o sector produtivo rapidamente deixará de ser ineficiente e passará a competir com os mais exigentes parceiros internacionais. Basta pensar no assunto e acaba-se com a detioração das infraestruturas de transportes e comunicações que potenciam os custos dos sectores. Na mesma linha de acção, vale a pena ter o pensamento tutelado por uma autoridade governamental para que estejam decididos o fim dos altos impostos, regulações e normas excessivas, arbitrárias e conflituosas entre si. Com a liberdade de pensamento e debate administrados por uma entidade governamental, extingue-se o pseudo-empresariado subsidio-dependente dos dinheiros dos contribuintes e das indispensáveis ajudas estatais. Por fim, mas não menos importante, pela primeira vez o sector político deixará de lado a fome insaciável por recursos e a obsessão pela regulação da vida das pessoas. Tudo graças à oportunidade criada pelo governo argentino de ter possibilitado a abertura de um espaço muito franco e ainda mais amplo para discutir tudo o que se mostra imprescindível de discutir na moderna Argentina. A esquerda e o radicalismo, estão bem e recomendam-se. (…)

Jovens bloquistas e afins, o festival de Verão do Hamas abriu em Rafah

hamas

O programa de actividades lúdicas especialmente criado para crianças em idade escolar já se encontra disponível.