A pobreza do profeta Thomas Piketty

profeta

De uma vez por todas, os terroristas não são activistas. Os terroristas não se enganaram quando planearam e decidiram assassinar. Os terroristas não foram enganados por quem matam. Os terroristas não são profetas que pela internet, com umas roupas e gestos relativamente cool procuram acabar com as desigualdades que atormentam Thomas Piketty . Os terroristas islâmicos matam inocentes e quando alcançam o poder, provocam pobreza e espalham a crueldade. A este propósito Vale a pena ler o artigo de Benjamin Weingarten, intitulado  Did Inequality Cause ISIS? Thomas Piketty thinks so.

More fundamentally, Piketty succumbs to the widely held belief that the global jihad can be understood through a Western prism rather than on the jihadists’ own terms. This Western prism is obscured by a materialist screen, which assumes that all peoples are ultimately driven by the same motives, desires, and ambitions—namely economic ones. We in the West believe that a love of freedom is sown into the hearts of all men, and that we all seek a good job, a nice house, and a fine education. But liberty is not a universal ideal; upper-middle-class values aren’t shared by everyone. For the pious Muslim, according to the jihadists, the great overarching goal is to bring the whole world into Dar al-Islam, the House of Islam, ruled by Sharia under Allah. Subscribers to theopolitical Islamic-supremacist ideology are expansionistic because it is their religious duty to be so.

To understand the jihadis’ goals better, Piketty and his ilk might put down their economics texts and consult a core Islamic-supremacist text such as Sayyid Qutb’s Milestones or an essential work on Sharia law like Reliance of the Traveller. They could pick up a briefing or book on jihadis’ beliefs from Stephen Coughlin, a military intelligence officer with expertise in Sharia and the global jihad. They could watch any ISIS propaganda video. Or they could simply note that in practically every jihadist attack, the perpetrators are reported to yell Allahu Akbar, not “workers of the world unite!”

Jihadists are willing to subordinate earthly concerns in the name of Allah. Turning back the jihadist tide will require the West to remove its blinders and examine the jihadists’ worldview honestly. The United Nations Climate Change Conference, held in Paris just days after ISIS murdered 129 people, surely did nothing to shake the jihadis’ belief that they are on the winning side of a battle with an unserious enemy. Nor are they likely concerned with the force of history, despite progressive proclamations that jihadis are “on the wrong side” of it.

That Piketty would come to such an ill-conceived conclusion that jihadism is attributable to “inequality” may be a mere reflection of his myopia—indeed anyone heavily invested in a particular area of study may imagine linkages in other areas. Maybe we shouldn’t be surprised that a socialist interprets the jihad according to first materialist principles. But it should disturb us that many in the Western elite—including President Obama—either share such sentiments or are willing to mislead us for political purposes.

Como escreveu Alberto Gonçalves no Correio da Manhã, a propósito dos atentados de Londres, “A angústia dos terroristas não provém da fome ou da injustiça, mas da insuportável inadequação do mundo deles ao nosso mundo. Com variantes, o Ocidente conquistou nos últimos séculos a laicização do Estado e da vida corrente. Semelhante processo valeu-nos perplexidades, “erosão moral” e, sem dúvida, um imenso avanço tecnológico. Em certo sentido, a modernidade entregou-nos a nós próprios, o que é, à falta de melhor, uma definição possível de liberdade. Inúmeros muçulmanos não a percebem. Alguns não a toleram. O Corão não prega o respeito pelos infiéis. Pior: o Corão exige estrita observância, e a ausência de uma hierarquia religiosa deixa os critérios dessa observância ao cuidado de pregadores avulsos, o que convida ao zelo e ao fanatismo.”

Compreender o putinismo XXXII

A Embaixada russa em Londres possui uma conta na rede social Twitter e por aquilo que lá vai postando, pode muito bem ser a responsável pelo argumento original do próximo filme de Steven Seagal.

Almas gémeas

Putin e Erdoğan quando estavam disponíveis para o amor e a paz.

Putin e Erdoğan quando estavam disponíveis para o amor e a paz.

As relações entre a Rússia e a Turquia após o abate de avião de guerra russo vivem um momento teen. A Santa Mãe Rússia protesta e bloqueia as importações de vegetais, galinhas e, imagina-se, de perús de origem turca. Um dos elos queixa-se que ele não devolveu a minha chamada. O outro continua à espera do pedido de desculpas. O primeiro faz birra e magoado avisa que o amor não pode brincar com o fogo. Longe vai o paraíso.

Leitura complementar: As voltas que o mundo dá.

“De maneira que isto, por aqui fora, era tudo putas”

joaosoares

Memorável forma de estar e ser de S. Exa. o Ministro da Cultura, por Margarida Bentes Penedo.

(…)

Foram os últimos a chegar, e vinham do lado de cima. Ouviam com atenção a aula de história que o presidente desenvolvia, gesticulando, parando para apontar, provocando gargalhadas espontâneas e acenos de cabeça. Pareciam um grupo de crianças, as gravatas a esvoaçar, os casacos desapertados como os bibes no recreio. “De maneira que isto, por aqui fora, era tudo putas”, foi a parte que ouvi quando já estavam a poucos metros.

De seguida, deram-se as apresentações. Trocaram-se apertos de mão e os vereadores trocaram olhares cúmplices e divertidos. De pé, todos dispostos em bateria, semicerraram os olhos e fizeram silêncio por uns segundos, contemplando os rectângulos de tinta colorida, concentrados a apreciar. Da boca socialista do presidente que, apesar de calado, nunca tinha chegado a fechá-la, saiu uma decisão: “Vermelho está fora de questão. Epá, para vermelho já me basta as gajas uma vez por mês”.

Aturdida com a sensibilidade do poeta, com o coração enaltecido por sentir os destinos da cidade entregues a este homem enorme, distraí-me das razões que levaram à exclusão da outra cor. Mas foi assim que em Lisboa, ao fundo do Parque Eduardo VII, para servir a Feira do Livro e os aflitos do ano inteiro, nasceu um edifício de casas de banho da cor das flores dos jacarandás.”

Enquanto houver gueto, a Hasna levará a bomba

Hasna num momento descontraído. Imagem de Simob Aston/Mail Online

Hasna num momento descontraído. Imagem de Simob Aston/Mail Online

Hasna Ait Boulahcen, gosta de banhos de imersão. Rapariga extrovertida, curte álcool e cigarradas. Não dispensa a companhia da rapaziada e de chapéus à cowboy. Só pode ser uma vítima do gueto, coitada. 

Nova oportunidade para os críticos de cartoons XV

Os desenhos de Hadi Heydary são uma ameaça ao regime iraniano

Os desenhos de Hadi Heydary são uma afronta à segurança do regime iraniano

Desenhar a Torre Eiffel e mostrar solidariedade às vítimas dos atentados de Paris dá direito a prisão. No Irão moderado.

Prémio hot para o deputado socialista da legislatura

TBR

O senhor deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro não está habituado ao escrutínío sobre o que escreve nas redes sociais. De seguida, apresento um “best of” de como as coisas saem nas redes sociais ao promissor deputado, no calor da discussão.

Cavaco, a lástima irresponsável.cavaco a lastima irresponsavel

Calvão, o abjecto.

Calvao o abjecto

Cavaco, o irresponsável.cavaco o irresponsavel

Cavaco, a lástima.

Cavaco, a Lástima

Passos, o molusco.

Cavaco, o Gangster

Jornalistas, os palhaços.jornalistas os palhacos

José Rodrigues dos Santos, o pulha reincidente.JRS javardo pulha

Martins da Cruz, o miserável.Martins o miserável

Paulo Portas, o irredutível mentiroso.Portas o irredutivel mentiroso

Rangel, o bonzo

Rangel o bonzo

Raposo das cavernas.

Raposo das caverna

Sérgio Monteiro, o mafioso.

sergio o mafioso

Paris, Teerão e os eternos culpados

Substituam Estado Islâmico por Israel e encontrarão o culpado pelos atentados no mundo, esclarece Mohammad Reza Naqdi.

Substituam Estado Islâmico por Israel e encontrarão o culpado pelos atentados no mundo, esclarece Mohammad Reza Naqdi.

Esqueçam Churchill, as cruzadas, o Jesus, a saga Guerra das Estrelas, as constantes viagens de Star Trek e da Lua no Espaço 1999 bem como as mudanças que levaram ao fim dos impérios e à extinção dos dinossauros. A culpa do terrorismo é do imperialismo americano, de Israel e da islamofobia.

“If we write the word Israel instead of ISIL, the behind the scene of the recent events in France will come into light; the ISIL is the infantry unit of the US and the usurper Zionist regime since they don’t have fighters today anymore and have lost power to fight, and they have created the ISIL by making investment on the fools,” Naqdi said on Wednesday.

“Such events should happen in Europe in order for the US and its hirelings to be able to justify their presence in the region and escape from criticisms,” he added.

Naqdi also described Saudi Arabia as the dealer of the recent incidents, and said Riyadh has founded the ISIL stream and as long as the US is unable to fill the banking accounts of its arms companies with the Saudis’ money, these wars and cruel massacres will continue.

He also warned that the western states seek to spread Islamophobia in Europe and the US by creating fear and horror among the European and American people.

In relevant remarks on Saturday, Deputy Chief of Staff of the Iranian Armed Forces Brigadier General Massoud Jazzayeri warned Washington and its European allies not to replay the September 11 theatre to pressure and attack Muslims by misusing the Friday night’s terrorist events in Paris.

Jazzayeri made the remarks after a series of bombings and shootings in the French capital left over 150 people dead and scores of others injured following which certain western media attempted to blame all Muslims for the attacks.

“The French people paid the price for their government’s support for the ISIL and the Takfiri terrorism,” he said. (…)

Leitura complementar: Alcançado o inovador patamar de moderação.

 

Mãe querida, em Paris o stress faz mal à saúde

salahstressado

Extremismo islâmico? Não, A culpa dos atentados na cidade de Paris é do stress que obriga o indivíduo a provocar o terror. À família  Salah sempre faltou chá.

Their mother, speaking to a reporter through her nephew – the bombers’ cousin – outside the family home in Molenbeek, Brussels, told the Belgian website Het Laatste Nieuws that she was sure he had not planned to kill anyone.

Another family member said he would not have wanted to become a suicide bomber. “Maybe the explosives went off prematurely by accident. Maybe it was stress.

“We even saw him two days before the attacks. There were no signs that they had plans to do anything violent

“The fact that his bomb belt exploded without killing anyone else says a lot.”

The family admitted he had spent “a long time” in Syria.

“We were really surprised that Salah was involved. Ibrahim was different. We did see that he had been radicalised, at least in part. But not so much that we ever thought he would commit an atrocity like this”.

Ibrahim, who seriously injured a bystander when he detonated his suicide bomb, rented a Seat Leon used in the attacks.

The car was used by the terrorists who murdered diners outside the Casa Nostra pizza restaurant and the La Belle Équipe cafe.

It was later found abandoned with a cache of weapons inside.

 

Avisos ao Bataclan

Paris’ Bataclan Theater was BDS and terrorist target for years.

Adenda: Pascal Laloux, um dos antigos proprietários do Bataclan, revela que vendeu a casa em Setembro e zarpou para Israel.

Assad e Estado islâmico separados à nascença

Cartoon de David Simonds/The Observer

Cartoon de David Simonds/The Observer

Bashar al-Assad afirmou que os ataques a Paris são o resultado da política externa francesa. Por mais que procure não encontro as declarações do ditador em que diz que o abate do avião comercial russo no Egipto foi a consequência esperada da política externa russa.

 

Rei Saudita nunca ouviu falar de wahhabismo

Habituem-se

Alfredo Barroso, distinto socialista, laico e republicano não esquece as regras básicas do socialismo e aponta os criminosos colaboradores do bom senso da direita liberal de cabeça perdida. Na verdade, não é nada de inovador, apenas revelador.

PS

Nacionalizado à Isabel Santiago Henriques.

Perestroika lusitana

pcperestroila

Tiago Barbosa Ribeiro, doravante conhecido como o Gorbachov da Invicta escreve na sua página do Facebook que “A direita percebeu agora que o radicalismo ideológico da sua governação (não, não era retórica) possibilitou a maior transformação do sistema partidário desde 1974. O trabalho que fizemos permitiu o resto.” Está assim explicado o facto do comunicado final da reunião do Comité central do PCP ter sido votado de braço no ar mais de duas horas depois do Secretário-Geral dos comunistas o ter lido na conferência de Imprensa.

Os trabalhadores e o Povo podem contar com o PCP e amigos

RDA

A derrubar muros de forma patriótica, desde sempre.

1. Mais do que a «queda do muro de Berlim» o que as forças da reacção e da social-democracia celebram é o fim da República Democrática Alemã (RDA), é a anexação (a que chamam de «unificação») da RDA pela República Federal Alemã (RFA) com a formação de uma «grande Alemanha» imperialista, é a derrota do socialismo no primeiro Estado alemão antifascista e demais países do Leste da Europa e, posteriormente, a derrota do socialismo na URSS.

 

2. A criação da RDA socialista, herdeira das heróicas tradições revolucionárias do movimento operário e comunista alemão (de que, na sequência de Marx e Engels, são símbolos Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Ernest Thalmann) é inseparável da vitória sobre o nazi-fascismo na 2.ª Guerra Mundial e produto das aspirações do martirizado povo alemão à liberdade, à paz e ao progresso social. (…)

3. Hostilizada e caluniada pela reacção internacional, a RDA, pelas suas notáveis realizações nos planos económico, social e cultural e pela sua política antifascista e de paz, impôs-se e fez-se respeitar no concerto das nações como Estado independente e soberano e tornando-se depois de anos de duro combate membro de pleno direito da ONU (1973) em simultâneo com a RFA. Mas o imperialismo nunca desistiu das suas tentativas de liquidar a RDA socialista acabando em 1989 por alcançar a vitória, conseguindo que manifestações, nomeadamente em Leipzig, que na sua essência reclamavam o aperfeiçoamento do socialismo e não a sua destruição, ganhassem a dinâmica contra-revolucionária que conduziu à precipitação dos acontecimentos e à anexação forçada da RDA pelo governo de Helmut Kohl.

 

4. É necessário desmascarar a hipocrisia daqueles que, clamando contra o muro erguido em Berlim pelas autoridades da RDA, têm construido e continuam a construir barreiras do mais variado tipo (sociais, raciais, religiosas e outras) por esse mundo fora, incluindo muros físicos, intransponíveis de que o exemplo mais brutal é o muro erguido por Israel para cercar e aprisionar o povo palestiniano na sua própria pátria, a que se juntam os muros erguidos pela Coreia do Sul na Península da Coreia dividida, por Marrocos contra a luta libertadora do povo sahauri, pelos EUA na fronteira com o México e outros.

 

5. A construção do muro de Berlim em 1961, com carácter defensivo, é um episódio histórico que se situa num tempo de agudíssima confrontação anticomunista, visando, de acordo aliás com a estratégia de «contenção do comunismo» proclamada pelo presidente dos EUA HarryTruman, a subversão dos países socialistas. (…)

6. É importante não esquecer que a competição entre os dois sistemas sociais opostos, o capitalismo e o socialismo, teve em solo alemão uma das suas mais importantes e perigosas expressões. O esforço do imperialismo para apresentar a RFA e Berlim Ocidental como «montra do capitalismo» foi colossal. Um tal contexto confere ainda mais significado às realizações e ao prestígio mundial da RDA socialista, e à sua activa política de paz e de solidariedade internacionalista.

O PCP não esquece que o povo português encontrou sempre na RDA e no Partido Socialista Unificado da Alemanha (PSUA) solidariedade para com a sua luta contra o fascismo e para com a Revolução de Abril.

7. (…) Aquilo a que assistimos no território da ex-RDA foi à destruição forçada das realizações económicas, sociais e culturais de mais de quarenta anos de poder dos trabalhadores e, no plano internacional, à tentativa de impor, tal como proclamado por Bush durante a Guerra do Golfo, «uma nova ordem mundial» contra os trabalhadores e contra os povos. A aliança agressiva da NATO, em lugar de dissolver-se como aconteceu com o Tratado de Varsóvia, reforça-se e estende a sua esfera de intervenção a todo o planeta e a CEE, transformada em União Europeia com o Tratado de Maastricht, afirma sem lugar para dúvidas a sua natureza de bloco imperialista dando um novo salto nas suas políticas neoliberais, federalistas e militaristas e na sua articulação com os EUA e a NATO. A Alemanha, manifestando as suas ambições de grande potência económica e militar, estende a sua esfera de influência para o Leste do continente europeu e lança-se na destruição da Jugoslávia tornando-se responsável pela primeira guerra na Europa depois da 2.ª Guerra Mundial. A situação que hoje se vive na Ucrânia, nomeadamente com a ascensão ao poder de forças fascistas, a perseguição anticomunista e a escalada de confrontação com a Rússia é o desenvolvimento lógico da «cavalgada» do imperialismo para Leste que se seguiu às derrotas do socialismo na RDA e noutros países socialistas.

8. O sistema capitalista que na viragem dos anos oitenta/noventa do século passado se apresentava a si mesmo como o melhor dos mundos possível em matéria de democracia, direitos humanos, desenvolvimento económico e progresso social, não só se revela incapaz de resolver os problemas dos trabalhadores e dos povos como tende a agravá-los cada vez mais, ao ponto de pôr em causa a própria existência da Humanidade (…)

9. (…) Num processo acidentado, feito de avanços e recuos, de vitórias e derrotas, o futuro da Humanidade não é o capitalismo mas o socialismo e o comunismo.

 

 

 

 

Leitura recomendada

Falta António Costa, o homem que destroi muros e une Estaline e Trotsky.

Falta António Costa, o homem que destroi muros e une Estaline e Trotsky.

 Os “anti-comunistas” que ainda não abandonaram a utopia, por Rodrigo Constatino.

Há um tipo de “crítico” do comunismo que considero extremamente perigoso. Falo daqueles que “condenam” os regimes comunistas, vistos como exemplos do “socialismo real”, mas porque teriam sido desvirtuados, desviados de sua essência, de sua verdadeira proposta.

Eles não abandonaram a utopia e não entendem que as consequências nefastas foram resultado inexorável das premissas adotadas. Eles acham que o comunismo é uma boa ideia que foi colocada em prática pelas pessoas erradas. Nada mais falso! (…)

Claro que não! Mas os “moderados” que “criticam” os “excessos” do “socialismo real” não querem largar o osso, abandonar o sonho, a utopia assassina. Para eles, se ao menos aquela ideia “linda” de “igualdade” fosse colocada em prática por pessoas melhores, tudo seria maravilhoso. É muita cegueira ideológica mesmo, não perceber que o mal está na ideologia igualitária, não em sua execução.

O “sonho igualitário”, que de democrático nunca teve nada, simplesmente não combina com a natureza humana. Por isso essa gente quer criar o “novo homem”, um sujeito “abnegado”, “altruísta”, que não tenha ganância alguma e coloque o coletivo acima de seus interesses sempre. Não entendem que forçando a transformação do homem numa abelha eles sempre vão causar morte e escravidão, além de miséria.

 

Exclusivo: as linhas do acordo entre comunistas e socialistas

PCP

Econoima e Aparelho Produtivo.

Soberania, Política Externa e Defesa.

Pertence ao actual secretário-geral comunista a frase:  “valeu e vale a pena empunhar estas bandeiras, hoje e sempre por Portugal, pelos portugueses, com Portugal e com os portugueses. Também assim e agora a rasgar as alamedas do futuro no chão alicerçado por Abril.”  A frase é retirada da parte final do discurso de Jerónimo de Sousa, em 2006,  no Pavilhão Atlântico, na campanha das Presidenciais.

O Partido Comunista Português (PCP) – o mais moscovita-estalinista dos partidos comunistas da Europa, há muito que não ganha qualquer eleição a concorrer enquanto PCP. As que tem  “ganho”, aconteceram no âmbito autárquico como FEPU, APU e com a actual CDU. Enquanto partido conservador- comunista, o título do seu programa político não podia ser e estar mais adequado. Intitula-se “Uma   Democracia Avançada – Os Valores de Abril no Futuro de Portugal”. Presume-se que o Abril, se reporte ao moderno ano de 1974.

Após a falência e derrocada do comunismo na Europa de Leste,  houve necessidade de purgar os elementos menos ortodoxos, cabendo a alguns deles a abertura de novos movimentos de participação cívica-comunista-na-realidade-mas-com-outro-nome ou mesmo  a integração de outros dissidentes em partidos neo-comunistas como o PS..

Tendo em conta as primeiras linhas do acordo político que O Insurgente revela entre os derrotados das últimas eleições legislativas, enganaram-se todos aqueles que afirmavam que seria impossível firmar um acordo da Frente Unida de Esquerda. Ou que seria mais plausível um acordo de legislatura baseado no entendimento democrático e popular com o governo da Coreia do Norte do que com qualquer outro movimento de esquerda mais reaccionário. O Presidente da Câmara de Loures poderia até ter dado uma mãozinha solidária naquela “germinação”. No futuro próximo, oportunidades não faltarão.

Avante, camaradas de todas as estirpes o palco é vosso. A falência será nossa.

A escolha de Lello

lello

Entre estar com José Sócrates ou na comissão nacional.

“Lamento não poder participar na reunião da Comissão Nacional do próximo sábado, em razão do facto de ter sido oportunamente convidado pelo ex-secretário-geral do PS José Sócrates para estar presente numa conferência que irá ter lugar ao mesmo tempo em Vila Real”, escreveu José Lello numa mensagem dirigida à agência Lusa.

O ex-primeiro-ministro José Sócrates discursa no sábado numa sessão pública, no Teatro Municipal de Vila Real, promovida por autarcas e dirigentes socialistas transmontanos, durante a qual se espera que fale sobre o seu futuro político.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, disse que cabe a José Sócrates escolher o tema da sua intervenção.

“Esperamos, naturalmente, que nos fale sobre a sua experiência no último ano, do atual momento político, mas também sobre o seu futuro político. José Sócrates é um homem carismático, uma força da natureza e ele próprio já afirmou que mantém intactos todos os seus direitos políticos”, justificou Rui Santos.

Emigrantes afegãos sensibilizados pelo Irão a defender floresta síria

Foto de Mujtaba Jalali.

Foto de Mujtaba Jalali.

O Irão descobriu um filão uma nova utilidade para os refugiados que acolhe.

Afghan refugees in Iran being sent to fight and die for Assad in Syria

Exclusive: Photographs of funerals for Afghans killed in Syria reveal refugees recruited into Iran’s effort to save its ally

Ementa para o jantar: diálogo

CAW

Canon Andrew White: ‘Vicar of Baghdad’ on leading a church in Iraq and being in the crosshairs of Isis

Canon Andrew White has a remarkable faith in human nature, but in the face of so much cruelty, even he believes a line has been crossed

They were coming for him and his people. Friends were being killed or fleeing for their lives. So Andrew White did what he always does when faced with an enemy. “I invited the leaders of Isis [Islamic State] for dinner. I am a great believer in that. I have asked some of the worst people ever to eat with me.”

This extraordinarily self-confident priest is best known as the vicar of Baghdad, leader of a church in the chaos outside the protected Green Zone. He made his offer last year as the terrorist forces threatened to take the city. Did he get a reply? 

“Isis said, ‘You can invite us to dinner, but we’ll chop your head off.’ So I didn’t invite them again!” 

And he roars with laughter, despite believing that Islamic State has put a huge price on his head, apparently willing to pay $157m (£100m) to anyone who can kill this harmless-looking eccentric. Canon White was a doctor before he became a priest and could be one still, in his colourful bow-tie and double-breasted blazer with a pocket square spilling silk. But appearances are deceptive.

Em Defesa do Veganismo

Gosto do meu bife assim: blue raw. É um desatino tremendo explicar aos senhores do restaurante o que é que “mesmo muito mal passado” significa.

Desconheço qual possa ser o problema de tantas pessoas contra os vegans. Vejo constantemente, ao vivo e nas redes sociais, mensagens de escárnio e irritação para com este estilo de vida que, como as calças dobradas no tornozelo, o gin e os hambúrgueres, está francamente na moda. Apesar de aparecer sempre por aí um jovem revolucionário que aponta o dedo aos carnívoros como eu – porque ser omnívoro é para bebés – com insultos e afins, como quem compara a matança do porco ao holocausto e acha que tirar leite da teta da vaca constitui uma violação dos direitos da mesma equivalente a um gang rape numa aldeia bósnia nos tempos do Milosevic, geralmente os vegans são excelentes pessoas que sabem meter-se na sua própria vida.

E assim sendo, quando se abstêm de tentar salvar o mundo declarando uma jihad aos apreciadores da posta à mirandesa, merecem todo o nosso respeito. São pessoas que pagam um preço caro – muitas das vezes literalmente – por seguirem aquilo em que acreditam, ao contrário dos seus primos afastados, os vegetarianos. São, acima de tudo, gente fofa e altruísta que faz baixar a oferta e nos permite comer um bife maior e mais suculento a preços mais baixos.Que seria de nós, com o aumento dos preços da carne nos recentes anos, se não houvesse quem a parasse de comer ? É uma win-win situation. Excepto quando uma vegan vos tenta levar a jantar e vos começa a impingir restaurantes. Aí o bixo pega.

Sócrates o processador

Da série coisas encantadoras. Tiago Barbosa Ribeiro, deputado socialista “gosta” de uma ligação via Facebook do semanário Sol. A notícia é “Sócrates processa SOL“.

Nova mesquita de Lisboa: as “marcas de abertura”

Custam dinheiro. Como aparentemente houve “dificuldade em mobilizar meios financeiros”, o contribuínte paga tudo. Tudo? Não. “Caberá à comunidade muçulmana fazer os acabamentos.” A bem da sacrossanta abertura.