The shocking photos show several established left-wing members of the Stockholm cultural elite watching and laughing as Minister of Culture Lena Adelsohn Liljeroth slices a cake depicting a black African woman with minstrel-esque face.
Lena Adelsohn Liljeroth was invited to open the festivities by performing a clitoridectomy on the cake, which she did by slicing off the part of the cake depicting female genitalia. She then proceeded to feed that part of the cake to a performance artist, done up in blackface, his head protruding through the table.
Abril 20, 2012
Bush não tem emenda
Perseguições primaveris
Não há fome que não dê em fartura.
The new Ennahda Islamist rulers are keeping Ben Ali’s autocratic laws to persecute not only political opponents, but also those who deviate from the required path of religion.
Abril 18, 2012
Ponto de ordem
A eliminação de feriados, civis ou religiosos, não significa necessariamente que se “deite fora” a celebração da data ou um “ataque à celebração”. Não impede que, quem assim o pretende, continue a celebrar a data e o seu significado. Que eu saiba não limitamos as celebrações às datas oficialmente estipuladas como feriados. Assim como algumas há que, embora permancendo feriados, há muito que deixaram de ser celebradas.
Abril 17, 2012
Mulheres e a súbita ausência primaveril
After revolution in Egypt, women’s taste of equality fades
Women were at the vanguard in the protests that ousted Hosni Mubarak. But long-held sexism has reasserted itself at the hands of the military and the Islamists.
Sem o estado, o que seria do Google e do Facebook?
O Presidente Obama dá a resposta: “Google, Facebook would not exist.”
O melhor dos mundos está prometido por Assange
Putativo violador entrevista terrorista.Tem tudo para ser um sucesso.
Abril 15, 2012
O progresso é imparável
“In an effort to support gender neutrality, Sweden recently added a gender-neutral pronoun, ‘hen,’ to the country’s National Encyclopedia. Slate reports that several preschools in Sweden have stopped making references to the gender of their students. Instead of calling children ‘boys and girls,’ teachers are referring to students as ‘buddies.’ One school even stopped allowing free playtime during the day because stereotypical gender patterns are born and cemented. In free play there is hierarchy, exclusion, and the seed to bullying.’ And the country just published its first gender-neutral children’s book, ‘Kivi och Monsterhund.’“
Pardon my bourgeois instincts, but wouldn’t true “gender neutrality” entail teaching respect for others’ differences and for encouraging individuality?
Abril 14, 2012
A descoberta da pólvora primaveril
But now we can see that these Islamic groups are taking us for fools.
Não é que faça grande diferença mas nós é muita gente. Cada um sabe de si, Deus sabe de todos.
Abril 13, 2012
“Cultura e Espaço Público”, 20 de Abril, Porto
Decorrem a bom ritmo as inscrições para a Conferência Anual do MPA (UCP.Porto em parceria com UAveiro) que este ano vai ter lugar no Palácio da Bolsa (Salão Árabe), no Porto, no próximo dia 20 de Abril, e será dedicada ao tema “Cultura e Espaço Público”.
A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.
Abril 12, 2012
Resultado do multiculturalismo em Londres
Numa universidade londrina a venda de álcool passou a ser vista como imoral.
Leitura complementar: Resultado do multiculturalismo na Alemanha.
Abril 11, 2012
Resultado do multiculturalismo na Alemanha
Hundreds of young female immigrants are hiding from their families in Germany after fleeing oppression, physical violence and even death threats. Charities and social workers help the women get new identities and build independent lives for themselves, but the risk of revenge from honor-obsessed relatives remains.
Mais um excelente trabalho jornalístico da Spiegel. E mais um assunto complementar.
Sobre a eco-religião
Follow the money. The morality of green funding
Jonathan Bracey-Gibbon undertakes a comprehensive takedown of warmists, alarmists and the false flag paper trails they cite. But where does the money really go?
Abril 10, 2012
Prioridade comunista explicada aos pequeninos
Enquanto o regime prepara o lançamento de um foguetão, 150 mil norte-coreanos estão presos em campo de concentração.
U.S. alleges the camp holds political dissidents of ‘political repression’
Documents cases of infanticide and forced abortions
‘Whole families kept in camp’ due to ‘crimes’ by relatives
North Korea denies existence of camp – but it is visible on Google Earth
Leitura complementar: Paixão comunista explicada aos pequeninos.
Abril 9, 2012
No Fio da Navalha
O meu artigo para o jornal i deste fim de semana de Páscoa.
Ressurreição
Mais difícil que dar a alma por algo, é guardá-la. A Páscoa é também a festa do renascimento da vontade humana e das suas capacidades.
To sell your soul is the easiest thing in the world. If I asked you to keep your soul – would you understand why that’s much harder?
Ayn Rand, The Fountainhead.
Ayn Rand foi uma filósofa e escritora norte-americana, autora de diversos livros, dos quais os mais conhecidos são “Atlas Shrugged” e “The Fountainhead”. Neste último, Rand conta-nos a vida de Howard Roark, um arquitecto genialmente criativo, que adora o seu trabalho e não se rende ao que pelos outros foi convencionado como devia ser a arquitectura. Nem se deixa aliciar pela consagração fácil e rápida dos que trocam a realização pessoal pelo prestígio e uma vida fácil. Roark chegará a ter dinheiro, até um grande atelier, mas este pouco mais é para ele que o resultado do trabalho, uma forma de ser independente e não se sujeitar a quem quer que seja. O que gera a incompreensão dos seus colegas é o não compreenderem porque Roark não escolhe o caminho mais rápido para o sucesso. O não entenderem que para ele, o êxito é, não o reconhecimento social, mas estar liberto dos condicionalismos que tolhem o processo criativo. São muitos os que o receiam porque não valorizam o que apenas alguns conseguem almejar. Por não conseguirem conviver com alguém que busca o que para tantos nem sequer é um sonho. E não suportam o seu silêncio, o facto de não fazer sugestões, de não perder tempo a comentar as decisões dos outros. Não o faz, da mesma forma que agradece que não o façam consigo. Não o faz porque pressupõe que cada um procure viver da forma que lhe agrada, não imaginando que alguém troque a sua realização pessoal pelo reconhecimento alheio. Ou melhor: que alguém se realize por ser o que os outros desejam que seja. Que alguém deixe de ser quem é, desista da sua individualidade, da sua essência, natureza, para agradar a terceiros. A atitude de Roark, que muitos apelidam de egoísta, é tremendamente cristã. E é por essa razão que trago hoje, para este jornal e na Páscoa, a sua história.
Se houve mensagem que Cristo deixou foi a de não julgarmos os outros e não sermos escravos dos bens materiais. A concepção do indivíduo como algo sagrado, porque criado à imagem e semelhança de Deus; a imoralidade que é destrui-lo, não o deixar singrar na vida, ou pior, destruir-se em nome dos outros. A ilusão que é explicar os nossos fracassos, falhas, com os erros alheios. Culpabilizá-los pelo que fizemos e somos. Não assumirmos a responsabilidade de sermos aqueles em quem nos transformámos, porque nem sempre quisemos ser aquilo em que nos poderíamos tornar. O dever de não trocarmos a nossa realização pessoal pela busca do bem estar material, como sinal de afirmação na sociedade. E se encararmos a questão por este prisma, o altruísmo não será prescindirmos de nós em nome dos outros, mas fazermos o nosso melhor. A procura da felicidade torna-se um direito inalienável e a entrega já não será irmos contra a nossa vontade, mas usá-la para algo que nos deixe intimamente felizes. Porque só alguém feliz, realizado por fazer o que gosta, ou por lutar por fazer o que gosta, cumpre o papel divino que lhe foi destinado e é uma referência para quem lhe preste a devida atenção.
Se somos criados à imagem e semelhança de Deus, nada é mais valioso que a vida humana. Uma vida que só se dignifica com trabalho, independência e em liberdade, com a obrigação de fazermos o melhor, mesmo que desagrade a terceiros. De subirmos a parada dos nossos feitos. Assim sendo, a virtude medir-se-á não pelo que fazemos pelos outros, mas pelo que fazemos por nós. Se acreditarmos nas nossas capacidades, sem termos de pedir ajuda a quem quer que seja, encontramos a razão de ser da nossa existência e confiamos também na dos demais. Se tentamos, eles também podem tentar. O respeito pelo outro passa por este ponto tantas vezes esquecido que é não prescindirmos de nós e seguirmos com a nossa vida. O não nos deixarmos prender pela convenção aparente de entregar a nossa essência por algo que nos seja alheio.
Abril 7, 2012
A sorte
Dois bloggers apanharam sete anos de prisão porque colocaram nas suas páginas do facebook caricaturas de Maomé. Graças a Deus, são de um país primaveril, com um governo moderadamente islâmico.
Adenda: A Autoridade Palestiniana continua a prender pessoas que a critiquem politicamente ou que denunciem casos de corrupção. Em ambos os casos, aplicam-se as palavras de Thomas Jefferson: our liberty depends on the freedom of the press, and that cannot be limited without being lost.
Abril 5, 2012
Paixão comunista explicada aos pequeninos
Fontes: The Australian e SII (Serviço de Informações Insurgente)
Uma prova mais do espírito igualitário do glorioso sistema político norte-coreano, que não descrimina em função da altura das pessoas. Todos os esfomeados são iguais…
Vale a pena ler na íntegra A Grim Reminder of the Pervasive Evil of Communism, de Dan Mitchell.
Like its evil twin of Nazism, communism is an utterly despicable ideology that explicitly elevates the state over the individual.
That’s actually the nicest thing that can be said about this barbaric system. If you want to begin to understand the human cost of communism, watch this short Reason TV video featuring Lee Edwards.
Sometimes, it’s helpful to mock this disgusting philosophy with humor, as Reagan did so effectively (see the fourth video at this link and the first video at this link). Or we can use jokes like this doctored image.
And we can point out that communism is so inefficient that you wind up with rationing of everything from food to toilet paper.
But let’s not forget that communism isn’t just a sad page from history. Some people are still suffering under the yoke of Bolshevik tyranny.
Here are some excerpts from a report in the Australian.
“Cultura e Espaço Público” – Conferência Anual do MPA (UCP.Porto e UAveiro), 20 de Abril, Porto
Abril 4, 2012
A narrativa higiénica da Al jazeera
A operação que levou à detenção de 10 extremistas islâmicos, não tem ligação alguma ao Islão. Vai na volta, a culpa é de Israel.
Soares é fixe mas o estado é que paga
Segundo o CM (sem link), o carro em que seguia Mário Soares, foi ontem apanhado na A8 a circular a 199 km/hora por uma patrulha da GNR. Fonte dos militares acrescentou que perante a opção de pagar logo a multa, de 300 euros, ou o condutor ficar com a carta apreendida, Mário Soares terá declarado “o Estado é que vai pagar a multa”. A lei é para todos mas o socialista, laico e republicano ex-presidente da república esconde-se atrás do estado para fugir às responsabilidades. Já não me espanto com a fuga manhosa do pai da democracia mas com o facto de viajar num automóvel que está em nome da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças. A carta do motorista foi apreendida pelo que presumo que o carro tenha sido conduzido pelo próprio Mário Soares.
Abril 3, 2012
Tenho uma vaga sensação
Que as temáticas que compõem a eco-religião o ambiente vão deixar de ser tão queridas e apoiadas pelas mentes mais progressistas.
Abril 1, 2012
Defender o Indefensável
“(…)there needs protection also against the tyranny of the prevailing opinion and feeling; against the tendency of society to impose, by other means than civil penalties, its own ideas and practices as rules of conduct on those who dissent from them; to fetter the development, and, if possible, prevent the formation, of any individuality not in harmony with its ways, and compel all characters to fashion themselves upon the model of its own. There is a limit to the legitimate interference of collective opinion with individual independence: and to find that limit, and maintain it against encroachment, is as indispensable to a good condition of human affairs, as protection against political despotism.” – John Stuart Mill, On Liberty
Uma determinada direita beata deambula pelas redes sociais com uma sede inquisitória que não lembra ao Papa – literamente. Se é certo que a Vida, como têm dito – e bem – não é propriedade do Estado, também é certo que a mesma não é propriedade de um deus, de uma igreja ou de qualquer outro culto obscuro a que façam questão de pertencer. A Vida é propriedade do indivíduo e a este cabe ou não – desde que na plena posse das suas faculdades mentais – desfazer-se dela a seu bel prazer, por mais reprovável que este acto possa parecer aos olhos de alguns. E a própria Felicidade – a suprema aspiração de uma sociedade livre – é um direito do indivíduo, no seu particular entender da definição e que, assim como a Vida, não está sujeito a qualquer intervenção divina que não se faça por vontade do próprio. No caso das crianças, sobretudo, é pornográfica a insurreição armada que se ergue contra a possibilidade destas encontrarem essa aspiração na forma de um lar e de uma família. É portanto uma ironia perigosa esta dos paladinos da moral que se julgam no direito de vetar a uma criança a possibilidade de ser feliz e de receber o carinho de uma família, argumentando como se o amor se medisse, não por actos, mas por uma jurássica concepção do agregado familiar. E quão moralmente condenável é este julgamento. Por fim, é vê-los, na sua liberdade poética, dando largas -e bem largas – à inspiração filosófica na – chamemos-lhe assim – turva interpretação de tudo que é carta, princípio, tratado ou acordo que possa oferecer um pouco de luz, por mais que branda, artificial e efémera que seja, sobre os vagos princípios e moralidades que, como pão com bolor, têm andado na boca desta ilustre casta de iluminados. O problema de uma auto-apelidada direita não é o facto de terem fortes valores, muito pelo contrário. É precisamente a ausência, entre esse aparentemente bem estruturado conjunto de princípios, do princípio da Liberdade. Ora se a minha luta contra a esquerda se prende principalmente com as suas tentativas de utilizar o Estado como instrumento de transformação da sociedade, a minha luta contra esta direita prende-se com as suas tentativas de utilizar o mesmo Estado, da mesma forma coerciva, como instrumento duma tradicionalização forçada da mesma sociedade. São parceiros, pois ambos teimam em impôr pela força a sua cartilha de valores. Defendem o indefensável, como disse Walter Block, para uma direita das liberdades
Março 31, 2012
Santorum Vs Ron Paul, para Católicos
Tom Woods tem um excelente vídeo sobre o assunto:
Março 27, 2012
Mohamed Merah e as restantes “vítimas da sociedade”
O artigo da Paris Match revela a homenagem ao terrorista Mohamed Merah, cujo pai pretende processar o estado francês pela sua morte. Talvez porque não deixaram os feitos de Merah tornar-se suficientemente famosos. A verdade seja dita: a vontade nunca lhe faltou.
Leitura complementar: Deve estar para muito breve, Deve estar para muito breve II, Tariq Ramadan não está desorientado nem é uma vítima da sociedade ocidental.
Março 25, 2012
Tariq Ramadan não está desorientado nem é uma vítima da sociedade ocidental
Mas a sanha do intelectual seguido religiosamente pelas mentes progressistas chega a ser patética. Escreve Tariq Ramadan o seguinte sobre Mohamed Merah:
Leituras complementares: Tariq Ramadan e a esquerda francesa, Deve estar para muito breve, Deve estar para muito breve II.
Março 22, 2012
Deve estar para muito breve II
Desde a esperada morte do terrorista, saíram e devem estar prontos a sair apelos, manifestos e opiniões políticas e outras mais ou menos mediáticas sobre o receio da comunidade muçulmana vir a sofrer actos de retaliação e da oportunidade única dos políticos alterarem o status quo. Dado a natureza humana, vinganças serão possíveis. Mas o que a realidade evidencia são detalhes e factos de natureza bem diferente: guetos onde a lei não entra, ou melhor é seguida a sharia, onde distúrbios acabam por incendiar propriedades de infiéis, onde judeus são perseguidos, sovados e assassinados.
Qualquer mudança tem que começar e acabar na própria comunidade. Até ver, os resultados estão longe de serem animadores.
Leitura complementar: Deve estar para muito breve.
Março 21, 2012
Deve estar para muito breve
Atribuir à pobreza, ao racismo contra muçulmanos, à existência de Israel e ao imperialismo dos EUA os actos imperdoáveis do terrorista Merah.
Adenda: Laying the groundwork for the Toulouse massace, artigo de Melanie Phillips.
Março 20, 2012
Democracia, “Common Law” e a “Broken Britain”
O meu caro amigo e colega Samuel escreveu um texto onde procurou clarificar que não há apenas um liberalismo monolítico mas sim vários, e fê-lo com a sua eleição pessoal e apologia do modelo liberal clássico de F.A. Hayek.
Apesar de considerar Hayek um autor extremamente interessante e multifacetado (que tal como eu se dedicou ao estudo da evolução, psicologia e economia), nunca me poderia considerar Hayekiano como o Samuel o fez. Havendo muitas razões para tal, irei agora apenas debruçar-me sobre um ponto que considero importante no seu pensamento: o governo limitado democraticamente e a “Common Law”.
O Samuel descreveu a posição Hayekiana neste campo da seguinte forma:
“Hayek insere-se numa linha de pensamento que perspectiva a democracia como um método que se preocupa essencialmente em limitar o poder de quem governa, o que é uma concepção característica da teoria e prática da democracia de origem anglo-saxónica, por oposição à concepção de origem francesa e continental que vê a democracia assente em princípios como o bem comum e a vontade geral. (…) As leis, se partirmos do jusnaturalismo, não emanam no Estado, e no sistema de direito anglo-saxónico são descobertas através de um processo análogo ao do mercado, por tentativa e erro.”
De facto, Hayek considerava a democracia ilimitada como uma das piores formas de governo (a tirania da maioria); porém, a forma como defende a democracia como meio de limitar o governo e como aliado do liberalismo é igualmente questionável, principalmente na sua consistência epistemológica. Todas as democracias (liberais) representativas ocidentais são constitucionalmente limitadas e, no entanto, poucas ou nenhumas conseguem limitar o governo de forma substancial. A questão torna-se mais grave quando observamos a “teoria e prática” do mundo anglo saxónico. Para onde nos levou a tal “common law” britânica baseada na tradição em que Hayek se baseia para suportar a sua ideia? Levou-nos para um país (Reino Unido) que em muitos sentidos está infinitamente pior que Portugal. Economicamente, tal como escreveu Niall Ferguson, o RU está numa situação tão má ou pior que os PIIGS (“outpigging the piigs”), revelando que o BIS projecta uma dívida pública para 2040 de valores entre os 300 e os 500% do PIB. (dívida necessária para suportar o indomável Estado Social). Isto é tudo menos uma governação limitada pela democracia e apoiada pela tradição. A vitalidade financeira da City e o facto de estarem fora do euro compram algum tempo, mas a médio/longo prazo este é um caminho insustentável.
Em termos culturais a questão é muito pior, os últimos 60 anos foram um ataque à tradição cultural britânica, e esta está em muitos sentidos praticamente morta. A imigração em massa promovida pelos partidos políticos desde 1945 alterou a cultura britânica de forma irreparável. Em Londres, já só se encontram (segundo dados oficiais) cerca de 50% de nativos britânicos (“white british”) e, pelo resto do país, em muitas outras cidades britânicas como Birmingham ou Leicester estes passarão igualmente a ser minorias nas suas localidades. Com a natalidade e imigração do seu lado, os imigrantes de matrizes essencialmente não-europeias que os vão substituir terminarão com o que resta da cultura britânica dentro de vários anos. Por outras palavras, a ilha será apenas geograficamente europeia com um extenso povo não-europeu e balcanizado. Os próprios britânicos começam a fugir das cidades para viverem no campo ou a saírem do país de todo por já não sentirem que as cidades têm uma cultura que lhes é familiar, tal como o Morrissey (vocalista dos The Smiths) ou John Cleese (Monty Phyton) disseram e fizeram. Ademais, a tradição da liberdade de expressão começa a diminuir progressivamente, com as multas, penas de prisão e penas diversas para todos os que se queixam do processo de integração multicultural forçada. Por conseguinte, a curto prazo, a forma de manter de pé uma sociedade culturalmente partida (a célebre “Broken Britain”) é através da crescente subsidiação dos inadaptados e através do autoritarismo; que hoje em dia se manifesta na imposição de leis anti-racistas/anti-xenófobas que afectam todo o discurso humano e dão enorme poder a burocratas que fiscalizam desde crianças a pais, até jogadores de futebol. Ademais, o governo tenta actualmente proibir o uso de símbolos cristãos no emprego (como a cruz ao pescoço) para remover os restos identitários da nação. Conhecendo bem a realidade de ambos os países, neste momento arrisco dizer que Portugal usufrui de uma maior liberdade de expressão.
Sem surpresas, a independência escocesa em curso vem no seguimento deste processo de perda identitária.
Para quem (como eu) estudou ciência política/direito e teve de recitar (como gospel) a diferença entre a tradição legal britânica de “common law” (feita de baixo para cima) e a continental francesa (de cima para baixo), vale a pena constatar que na prática a diferença sob processo democrático representativo é quase nula. Ou seja, vale a pena tirar a cabeça de alguns livros de teoria política clássicos e olhar para a realidade actual, pensando o fenómeno político através de outras lentes metodológicas.
Desta forma, o que pretendo mostrar é que não é a democracia ou a “common law” de origem britânica que limitam o governo tal como Hayek postula, mas sim as pessoas que limitam os efeitos negativos da democracia e do governo através da sua proximidade ao governo, seja qual for a forma deste governo. O pequeno e descentralizado Liechtenstein é dos poucos países europeus onde o governo está limitado (apesar de ser uma monarquia quase absoluta) e na Suíça a democracia directa nunca limitaria o governo como o faz se não fosse o elevado grau de descentralização cantonal. Claramente, é sim a variável da descentralização e governo local que é relevante nesta questão e não a democracia. A democracia (liberal) de larga de escala nunca limitará absolutamente nada; tal como postula a teoria da escolha pública, ela será invariavelmente capturada pelos grupos de interesse que concentrarão os benefícios em si mesmos e dispersarão os custos sobre a extensiva população desorganizada e racionalmente ignorante sobre política.
O Reino Unido que o diga…
Eco-religião e o upload à antropologia
How Engineering the Human Body Could Combat Climate Change.
Para se atingir a perfeição. Não falta mais nada, pois não?
Março 19, 2012
World War IV?
Burak Bekdíl apresenta a lista para se alcançar a verdadeira paz, revela a impotência da Rússia e da China e os saltinhos das mentes conturbadas brilhantes.
Março 17, 2012
O comunismo não funciona
Meet Elke. This inspiring woman was born in Hitler’s Germany and lived under communist rule for years before becoming an American citizen.
Her video explanation of what happened in Germany under communism and the parallels to our current administration and the path we are on will give you a chill.
God’s Choice: Pope Benedict XVI and the Future of the Catholic Church
God’s Choice: Pope Benedict XVI and the Future of the Catholic Church, no Instituto Acton.
Transcrição de um artigo no sítio do Instituto Acton sobre o livro com o nome escrito acima indicado:

George Weigel
New York: HarperCollins, 2005 (320 páginas)O diálogo Górgias de Platão (428-347 a.C.) começa com Sócrates dizendo a Querofonte para perguntar a Górgias quem ele é. Eric Voegelin (1901-1985) chamou esse diálogo de a chave para a pergunta existencial – quem és tu. No início do século XX, a Europa se depara com a mesma pergunta e crescem as evidências de que não sabe respondê-la. A rejeição da herança católica na Constituição Européia foi um exemplo do que Marcello Pera chamou de “auto-aversão”, e a crise demográfica de uma população, cada vez mais velha e que não se renova, revela um misto de falta de esperança no futuro e de auto-obsessão. Esse não é só um problema europeu. Cada geração deve enfrentar novamente as questões fundamentais da vida e nenhuma cultura ou civilização é impenetrável ao declínio e à desintegração. Historiadores, como Oswald Spengler (1880-1936), afirmaram que o declínio era inevitável. Arnold Toynbee (1852-1883) rejeitou a tese determinista de Spengler e afirmava que uma civilização pode resistir ao declínio, mas suas esperanças repousam em indivíduos extraordinários, ou naquilo que ele chama de minorias criativas. O livro de George Weigel, God’s Choice: Pope Benedict XVI and the future of the Catholic Church [A escolha de Deus: o Papa Bento XVI e o futuro da Igreja Católica], trata de dois indivíduos extraordinários e da missão de reconstruir a cultura: João Paulo II e Bento XVI, líderes intelectuais e morais cujas vidas foram dedicadas a pregar a liberdade, a esperança e a alegria baseadas na verdade sobre o homem e sobre Deus.
O livro God’s Choice realmente é a seqüência do tour de force biográfico de João Paulo II escrito por Weigel chamado Witness to Hope [Testemunho da esperança]. Weigel começa detalhando das últimas semanas da vida de João Paulo II, a memorável vigília na janela de seus aposentos durante os momentos finais na véspera da festa da divina misericórdia, e o funeral, acompanhado por uma multidão e assistido por milhões em todo o mundo.
Weigel concentra-se no tema dos últimos anos do pontificado de João Paulo II – a realidade do sofrimento e da fragilidade humanos. O Papa via seu sofrimento como um sinal de Cristo e Imago Dei – uma verdade a que ele dedicou o intelecto e, por fim, o próprio corpo para comunicá-la ao mundo. Ao contrário dos campos de concentração do século XX, João Paulo II afirmou a dignidade de cada pessoa, independente de sua condição ou utilidade. No fim de sua vida, o frágil e trêmulo pontífice incorporou a passagem de São Paulo “Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja” (1Col 1,24).
The Call of the Entrepreneur
Um dos melhores vídeos de sempre para compreender a Economia, pelo Instituto Acton.
Conta a história de 3 Empreendedores: um agricultor em Evart, um financeiro em Nova Iorque e um refugiado Comunista em Hong Kong. Robert Sirico, Michael Novak, George Gilder e outros membros do Instituto Acton usam aqueles 3 exemplos para exemplificar como os Empreendedores mudam o mundo.
Quem quiser ver o vídeo fale comigo pois eu fiquei com ele após o Campo da Liberdade Porto 2010.
Links Recomendados: Site (Trailer - R), no IMDb, no Blogtrepreneur, Instituto Acton (Princípios) (Descrição do Instituto)

Março 15, 2012
Era uma vez a eco-religião
Germany’s Failing Environmental Projects, um bom trabalho da Spiegel.
It would be nice if we would occasionally subject our certainties to a reality check. If it turns out that we made a mistake, there is nothing wrong with taking a step back and trying something different. A can deposit law that also eliminates the environmentally friendly deposit bottles should be thoroughly reformed, and so should the subsidization of inefficient solar energy, some of our insulation regulations and plastics recycling.
No one should be forced to bring toxic mercury-containing light bulbs into the house. It doesn’t make sense to shut down more nuclear power plants if it just makes us dependent on imported nuclear electricity from France. And as long as a disposal paper bag is worse for the environment than a plastic bag, the green morals police should think about whether it’s the plastic bag that they should be banning.
People who shop in organic grocery stores, eat a vegan diet or drive an electric car are free to do so. But this should not give them the right to lecture others on the environmentally correct way to live their lives. Things are sometimes more complicated than they seem at first glance.
A viralidade ficcionada de Pallywood II
Afinal o sangue que o menino da imagem está a limpar é o de uma vaca e não o do seu irmão. O arquivo fotográfico que serve os propósitos da propaganda palestiniana deve andar pelas ruas da amargura pois, também neste caso, não é a primeira vez que a imagem é utilizada. Vale mesmo tudo.
Leitura complementar: A viralidade ficcionada de Pallywood.








