O fabuloso destino de Ana Drago

Passa pela esquerda e pela eterna soma de divisões canhotas

A ex-dirigente do Bloco de Esquerda Ana Drago assumiu, esta quarta-feira, a criação de uma plataforma política de esquerda que congregue “movimentos que já estão no terreno” que tenha a “seriedade e humildade” de ser colocada “perante os votos dos portugueses”.

 

O Ranking das Esquerdas Mais Convergentes sempre esteve ultrapassado pela realidade interventiva d@s cidadad@s que querem tacho e pela natureza das coisas.

É provável, que à data da publicação do artigo tenham surgido de forma espontânea, outros movimentos de convergência da esquerda portuguesa. Assim sobrem pessoas e se redescubram causas. Afinal, precisamos de mais esquerdas por forma a tornar mais difícil a vida aos comediantes e a reinvenção permanente com um verdadeiro efeito multiplicador das petições on-lne.

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O preço da propaganda

No Irão, um país auto-declarado moderado, o preço da propaganda é alto e prejudica gravemente a saúde.

Iranian journalist Marzieh Rasouli said Monday that she has been sentenced to two years in Tehran’s notorious Evin prison and 50 lashes for publishing anti-regime propaganda.

Rasouli, respected for her work as an arts and culture reporter for leading reformist media outlets, including the Shargh and Etemaad dailies, was detained in January 2012 as part of a crackdown. (…)

In a statement posted Monday on Twitter, Rasouli said she had been charged with “propaganda against the establishment and disruption of public order through participation in gatherings.” (…)

The first charge has been commonly used by Iran’s conservative-dominated judiciary to convict activists and journalists since the disputed 2009 presidential election that triggered widespread anti-regime protests.

Rasouli suggested the sentence had been approved by an appeals court, without elaborating, only adding that “I have to go to prison tomorrow to serve my sentence.”

 

Entretanto por Lisboa

Aposta-se sem medos na premissa que o progresso individual contribui para o progresso da Humanidade em geral e de alguns maçons em particular.  Um bom trabalho de José António Cerejo.

Restaurante do Parque Eduardo VII foi entregue pela câmara a uma empresa sem daquele que veio a ser o restaurante Eleven foi ganha em 2001 por uma empresa que se registou nas Finanças na véspera do concurso. Empresa pertencia a dois filhos de um ex-ministro e ex-grão mestre da Maçonaria. Concorrentes preteridos eram dois grandes empresários de restauração.

Ad Majorem Dei Gloriam (ou O Engate) – versão 2.0

Ocorreu ontem, uns graus de latitude a norte de onde estou, a ordenação como padre jesuíta do Paulo Duarte. O Paulo, que eu conheci no CUPAV e que costumava encontrar em aviões – o Paulo era comissário de bordo – ou no aeroporto de Lisboa, ele compostíssimo, elegante e cheio de energia e eu desgrenhada (que, como se sabe, só se emerge gorgeous de 18 horas de viagens de avião nas comédias românticas de Hollywood), com olheiras e o cérebro toldado de uma noite de regresso de Hong Kong passada em aviões. O Paulo, que eu descobri que tinha decidido tornar-se jesuíta na ordenação de outro amigo, o Gonçalo Castro Fonseca – mais um padre heterodoxo, que me proporcionou a melhor experiência da Fontana di Trevi ever (mas sem banhos) e com quem partilhei expedições irresponsáveis como um assalto (sem apropriação ou dano de propriedade alheia, acalmem-se) noturno ao encantador Castelo de Xavier, em pleno País Basco com a ETA em guerra (sim, eu sei que as minhas crianças me farão pagar estas coisas com juros usurários).

Admiro, cada vez mais, a capacidade de entrega e de renúncia de pessoas como o Paulo e o Gonçalo. Também sei o quão apaixonante e envolvente é Deus, sempre pronto a arrebatar-nos (como o Paulo dizia há poucos dias, ‘Deus é irresistível’). E como são gratificantes e prazentosos os momentos de namoro com Deus (também chamados de oração, ainda que nisto, como em tantas outras coisas, eu seja esquisita; contemplação inaciana – que requer tempo e disponibilidade – está muito bem, em coisas como terços não me apanham). Mas as relações longas têm todos momentos espinhosos, um lifelong affair com Deus não é exceção. Não me refiro às zangas com Deus, que são geralmente muito úteis. Não: não me imagino a suportar aqueles momentos, que, dizem-me, todos passam, de secura espiritual e em que Deus aparentemente se esconde, eu que lido tão mal e me melindro com silêncios e ausências e sofro horrores quando as explicações do que não entendo (que é tudo o que me faz sofrer) tardam. Nem, claro, tenho a capacidade de renunciar aos afetos humanos ou aos bens materiais (logo eu que sou tão materialista e me afeiçoo tanto a alguns objetos – não da espécie eletrodoméstico, evidentemente; é mais coisas como as minhas estantes art deco, a mais recente lá em casa adquirida num leilão a um preço indecoramente baixo e que agora alberga os livros das minhas orientalices; o anel e os brincos lindos de morrer com que fui presenteada quando as minhas crianças nasceram; a minha saddle bag street chic de ganga; por aí). Por estas e outras coisas me serem tão difíceis maravilho-me por pessoas como o Gonçalo e o Paulo as aceitarem de coração aberto.

Hoje é dia de agradecer, portanto, o Paulo, o Gonçalo, as suas vocações e aquilo que representam para a Igreja (que também é mais ou menos aquilo que representa o Papa Francisco): padres que não sendo do mundo, estão no mundo e não estão em guerra com o mundo; padres que querem acolher e converter, em vez de quererem fechar a Igreja num grupo de estóicos e puros que aguentam serem cristãos; padres que se ocupam das suas missões e não estão obcecados com a moral sexual; padres que são cristãos e não papistas.

A música é um presente para o Paulo; como contacta muito com refugiados políticos, alguns vindos dos imbróglios do Médio Oriente, parece-me que o tema ‘escravas persas’ é adequado.

Última gota?

João, neste momento o debate já não vale muito a pena, porque tu achas que estás a rebater argumentos, como se fosse má avaliação minha que me faz ter a minha opinião, quando é evidente que temos valorizações diferentes que nos levam a posições diferentes, desde logo sobre a burka, a lei e, até, o bom senso das pessoas.

1. Não são a mesma coisa resíduos de sangue menstrual e de muco vaginal ou umas mãos por lavar (e vou mesmo ter de falar de resíduos de fezes?). Ou se percebe a diferença ou não se percebe. E não vejo porque hás-de tu assumir comportamentos de bom senso se a ausência de legislação para ti é benéfica precisamente para permitir todos os comportamentos, os sensatos e os outros. Se as pessoas tivessem todas bom senso e bons propósitos e bons sentimentos (coisas que, de resto, são diferentes para cada indivíduo) não haveria necessidade de criação de leis.

4. Não faço ideia em que te baseias para supor que não havia coação pelo facto de a lei ter sido implementada sem problema. A mim parece-me precisamente o contrário: com a existência da proibição muitas mulheres tiveram a oportunidade de se livrarem daquelas coberturas todas com a desculpa do cumprimento da lei e sem necessitarem de afrontar maridos, pais, irmãos, religiosos, etc. Mais: até me parece que muitos pais e maridos e irmãos tiveram eles próprios a desculpa perante a comunidade de não mais exigirem às mulheres da sua família que se cobrissem. No facebook Nelson Reprezas contava como via mulheres sauditas que mal chegavam ao avião de Riad se desfaziam daqueles panos todos. Eu nunca fui a Riad, espero nunca lá ir, mas também já vi situações semelhantes noutros locais (e muitas sauditas destapadas noutros países). Só não percebe que as mulheres se tapam para não afrontar as convenções sociais do seu país ou comunidade ou família e se destapam logo que podem quem não quer.

Do resto do ponto só é relevante não considerares a burka degradante, porque tudo gira à volta disso. Tu aceitas que os direitos humanos das mulheres das comunidades muçulmanas sejam ignorados porque assumes que são elas que o querem – e também não sei onde foste buscar a ideia de que essas mulheres já estão protegidas pela legislação contra a coação dos seus familiares, porque à realidade em que elas vivem não foi de certeza. Eu não. E não aceito porque são os meus direitos que ficam assim diminuídos. Isto são valores e opiniões e conceitos de realidade diferente. Não é nada que se rebata. Tu achas uma coisa e eu acho outra. Podes achar-me uma tremenda intervencionista se quiseres, eu acho a tua posição também nada coerente (porque se há algo que deve ser defendido pela lei são os direitos humanos e ou não aceitas que existam tais leis de todo ou, então, não podes defender nenhum absolutismo neste caso) e, como já se percebeu, nada recomendável – porque o que tu defendes diminui os meus direitos. E se calhar tu achas que legislar a forma de vestir (mesmo só recusando os extremos) diminui a tua liberdade. É um conflito e não entendo por que hei-de eu aceitar que sejam os teus direitos a permanecer intactos. O que tem piada – salvo seja – é que tu nem concebas esse conflito. Acho que é porque, no fundo, pensas que sabes melhor do que eu como é que eu devo viver em liberdade. Ou então que o meu conceito de liberdade não vale tanto quanto o teu.

5. As leis obviamente devem ser gerais e abstratas. Mas só devem ser feitas quando existem problemas concretos que surgem e têm de ser enquadrados legalmente. Só faz sentido criar leis para o uso da internet depois de existir internet. Só se legisla o uso de burka depois destas aparecerem em determinado país. A proibição do uso da burka não é apenas para as mulheres muçulmanas, é para todas e, também, para todos, que presumo que os homens não possam agora passar a cobrirem-se totalmente. A lei francesa é uma lei geral criada para responder a um problema concreto. Está tudo bem.

6. Não sei se perante a lei francesa o uso de burka é crime ou apenas infração. De uma forma ou de outra, que digas que ‘não tem vítima’ é muito curioso e apenas uma opinião tua. Mais uma vez desvalorizas inteiramente a vivência da mulher debaixo de uma burka e ignoras aquilo que a burka representa. Não falei em ‘valores coletivos’. Estou a defender os meus valores e, neste como noutros assuntos, puxo para o lado que coincide com os meus valores.

Nota: apanhei estes posts do João Miranda ontem à noite. Não há nada melhor do que palpitar sobre assuntos de que nada se entende. Se bem percebi, é o mesmo um véu de casamento – e mais informo que se há coisas com que embirro são véus e vestidos de noiva e quando casei evidentemente não levei véu, e vestido de noiva foi mais ou menos – que permite ver perfeitamente a cara da noiva, e permite à noiva ver também muito bem, e uma burka ou niqab. E o João Miranda nem entende que a fotografia de uma mulher com uns olhos lindamente maquilhados (coisa não permitida por quem insiste no niqab – com a burka não se vêem olhos -, nem uma musselina amarela é um pano preto ou azul opaco, pelo que a foto é uma fraude) é mesmo o melhor argumento para mostrar como as mulheres não querem prescindir de mostrar os seus encantos. Enfim.

E mais champanhe

Ainda a propósito das burkas, ide ler o José Meireles Graça – que tem quase, quase sempre razão em tudo (e o quase, quase sempre passa a invariavelmente quando me cita, como é evidente) – que faz um bom ponto da situação e termina com um parágrafo que devia ser evidente para toda a gente, mas não é. E nesta questão dos muçulmanos na UE há muita gente que gosta de desconversar, como se a liberdade fosse algo teórico e não algo que se vivencia. Como se as nossas leis não estivessem cheias de infrações e crimes que o são independentemente da vontade/liberdade dos visados. Como se nas nossas sociedades a própria liberdade não fosse imposta devido a considerações sobre a dignidade do ser humano, através da proibição da escravatura, por exemplo (porque alguém até pode gostar de ser escravo de outra pessoa – e há livros sobre os tempos da escravaura nos Estados Unidos, é ir-se ler o Gone With the Wind, para falar só de um, onde os escravos até estão muito satisfeitos com a sua condição).

Sobre os trapos – que o José Meireles Graça referiu e também é uma conversa muito interessante para estas considerações sobre os direitos das mulheres – falo noutra altura.

Do sistema local de unidades de medida

Segundo famíliar de um dos adolescentes israelitas raptado e assassinado.

(…) “If the Arab youth was murdered because of nationalistic motives then this is a horrible and horrendous act. There is no difference between (Arab) blood and (Jewish) blood. Murder is murder. There is no forgiveness or justification for any murder,” said Yisahi Frenkel, Naftali’s uncle.

 

Leituras complementares:It’s not occupation, it’s Islam, por Daniel Greenfield; Sobre o assassinato e decapitação da família Fogel em 2011: Um crime inqualificável por Nuno Guerreiro Josué; A doença crónica por Melanie Phillips; Sobre a resistência islâmica.

O génio evaporou-se

Ó génios da finança, Garay não foi nada mal vendido!, por Domingos Amaral.

Comunicado do Benfica SAD.

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248º do Código dos Valores  Mobiliários, e em conformidade com o solicitado pela CMVM relativamente à alienação da totalidade dos direitos
desportivos e económicos do atleta Ezequiel Marcelo Garay Gonzalez ao FC Zenit pelo montante de € 6.000.000
(seis milhões de euros), vem prestar a seguinte informação complementar ao comunicado de 25 de junho de 2014:
A parcela atribuível à Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, representando 40% dos direitos económicos do atleta
Ezequiel Marcelo Garay Gonzalez, ascende a € 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil euros).

Corrente de pensamento estatal em alta

Olha que dois, n’A Batalha.

(…) A mais alta magistrada da nação argentina também tem dado que falar. A “culpa” é da criação do novo cargo inserido no Ministério da Cultura – a Secretaria de Coordenação estratégica para o Pensamento Nacional – que dará emprego ao filósofo argentino Ricardo Forster e aos intelectuais que defendem as políticas de Cristina Fernández de Kirchner. As almas mais ácidas poderão pensar que a Secretaria para o Pensamento Nacional não passará de um Ministério da Propaganda na tradição do de Joseph Goebbels e as mais moderadas, associar a criação argentina ao do eficaz Ministério da Felicidade venezuelano, que tantos frutos deram à humanidade. Puro engano. A Secretaria do Pensamento Nacional “deverá gerar instâncias de diálogo e debate sobre temas contemporâneos.” A tarefa do filósofo encarregue da causa passará por “desenhar e coordenar uma oficina de pensamento nacional ajustado, promovendo novas correntes de pensamento que apelem à participação dos cidadãos.” Só falta decretar o fim do problema de competitividade económica da Argentina. Considerado como um dos problemas económicos mais sérios que o país sul-americano se defronta, a decisão de Cristina Fernández de Kirchner em criar a Secretaria para o Pensamento pode tornar a Argentina no novo paraíso na Terra e revelar-se como um instrumento único na resolução dos problemas que afectam os argentinos. Com a mudança de pensamento tutelada por uma secretaria de estado, o sector produtivo rapidamente deixará de ser ineficiente e passará a competir com os mais exigentes parceiros internacionais. Basta pensar no assunto e acaba-se com a detioração das infraestruturas de transportes e comunicações que potenciam os custos dos sectores. Na mesma linha de acção, vale a pena ter o pensamento tutelado por uma autoridade governamental para que estejam decididos o fim dos altos impostos, regulações e normas excessivas, arbitrárias e conflituosas entre si. Com a liberdade de pensamento e debate administrados por uma entidade governamental, extingue-se o pseudo-empresariado subsidio-dependente dos dinheiros dos contribuintes e das indispensáveis ajudas estatais. Por fim, mas não menos importante, pela primeira vez o sector político deixará de lado a fome insaciável por recursos e a obsessão pela regulação da vida das pessoas. Tudo graças à oportunidade criada pelo governo argentino de ter possibilitado a abertura de um espaço muito franco e ainda mais amplo para discutir tudo o que se mostra imprescindível de discutir na moderna Argentina. A esquerda e o radicalismo, estão bem e recomendam-se. (…)

A Rússia precisa de mais Sochi’s e mais Crimeias

sochi

E de caminho, os fundos de pensões servem para estimular a economia.

The Finance Ministry wants to free the billions of dollars locked up in Russia’s pension funds for investment in the economy from Jan. 1, a move that could spell either social collapse or effective economic stimulus depending on where the money goes, analysts said.

In a declaration of aims published on its website Tuesday, the ministry said the economy demands a source of financing for “long-term investment projects … [and] in the current difficult conditions for investment, this source ought to be funds from the pension system.”

State pension funds in Russia — where the greater part of the country’s 2.5 trillion ruble ($71 billion) pensions pot is stored — have long been stoppered by laws that severely restrict their investment activities. But over the past year the wheels of reform have been turning, the Finance Ministry said, and the floodgates may be opened on Jan. 1, 2015.

The influx could relieve an economy on the edge of recession and with restricted access to overseas sources of finance in the aftermath of Russia’s annexation of the Crimean peninsula from Ukraine in March.

According to Maxim Osadchy, head of analysis at Corporate Finance Bank, the funds would likely be destined for such massive and financially risky government projects as the 2014 Sochi Olympics. If this is the case, such a decision is “fraught with potential social catastrophe,” Osadchy said.

Mãezices

«Nunca tive medo de andar de avião. Gosto de aeroportos, de passar os controlos de segurança, dos bilhetes e cartão de cidadão na mão. Gosto ainda mais da ideia de viajar, mesmo que para sítios conhecidos. E fico sempre deslumbrada com a possibilidade de tirar os pés da Terra. Foi sempre assim, até ser mãe.
A Sofia nasceu, e houve pouca coisa que tivesse ficado igual. De um dia para o outro, passei a ter medos que nunca antes tinha sentido. Como o medo de andar de avião. Mas, ao mesmo tempo, nasceu em mim uma segurança imensa, e desapareceram medos e receios. E percebi coisas que antes eram mistério.»

Vão ler sff o resto do maravilhoso texto da Ana Margarida no iMissio. (Vou ter de escrever mais demoradamente sobre isto, porque ando há anos – desde 2008 – para escrever sobre este medo de andar de avião que eu, of all people, também desenvolvi depois de ser mãe.)

Não avançámos um milímetro desde que Agamemnon matou Ifigénia

«A pregnant woman is beaten to death by her relatives outside a court building. And for what? She eloped with the man she loved rather than marry the groom chosen by her family.

The terrible fate of Farzana Parveen, 25, is one shared by all too many women in Pakistan and elsewhere.

She was killed in the name of “honor,” on the grounds her actions had brought shame on her family.

“I do not even wish to use the phrase ‘honour killing’: there is not the faintest vestige of honour in killing a woman in this way,” U.N. High Commissioner for Human Rights Navi Pillay said in a statement condemning the killing.

Pillay called on Pakistan’s government to work harder to stop such killings and protect women from violence.

According to a report published in April by the Human Rights Commission of Pakistan, 869 women in the country were the victims of honor killings last year. And activists say the true number may be much higher.

Parveen’s killing is all the more shocking because it was so public.

She was beaten to death with bricks close to the high court in the eastern city of Lahore by a group of about 20 people, including her brothers, father and cousin, police said.

One family member made a noose of rough cloth around her neck while her brothers smashed bricks into her skull, said Mushtaq Ahmed, a police official, citing the preliminary report into the killing. She was three months pregnant, he said.

So-called honor killings often originate from tribal traditions in Pakistan but are not a part of Islam. Although they’re common in rural areas, Tuesday’s attack in a public area of a big city was unusual. [...]

Police said they had arrested Parveen’s father, whose name they gave only as Azeem. They said he had admitted to the killing and expressed no regret

(bolds meus)

CNN, via John Wolf.

Selfie cor de rosa

O meu texto no Observador, que começa assim:

‘Lembram-se da parte de O Leque de Lady Windermere, de Oscar Wilde, quando Lord Windermere desconfia que a sua lady, cumulativamente proprietária do leque recém-descoberto em casa de Lord Darlington, está sozinha em casa deste homem solteiro? E que, depois de ameaça de pancadaria entre marido e dono da casa, Mrs Erlynne se mostra ao grupo de cavalheiros (para salvar Lady Windermere), arruinando a reputação ao revelar-se em casa de um homem com o qual, claro, só pode ter uma ligação pecaminosa? Ou, desta vez em Um Marido Ideal, do mesmo Wilde, da suspeita de adultério que varre Sir Robert Chiltern ao ler uma carta da sua mulher dizendo ao amigo de ambos, Lord Goring, da necessidade de se encontrarem?’

Um tratado sobre relações amorosas, gente desocupada que se interessa pela vida alheia, a sociologia do país, imprensa cor de rosa, Oscar Wilde e mais uma coisa ou duas.