Episódios como este em nada ajudam a credibilidade do Governo, especialmente num período que tem sido e vai continuar a ser marcado pela austeridade. É preciso pensar duas vezes antes de nomear…
Fevereiro 25, 2012
As quotas e a vitória cultural da esquerda
As quotas parecem estar a fazer furir no actual Governo. Nas matérias nas quais não há ideias nem pensamento estruturado, de nada serve a (aparente) conquista do poder: vence quem ocupa o terreno com a sua agenda ideológica, por mais errónea que esta possa ser.
Criatividade e dinheiros públicos não combinam…
Cavaco Silva pede aposta nas indústrias criativas mas, infelizmente, quando se mistura dinheiro público com criatividade os resultados tendem a não ser os melhores…
Fevereiro 24, 2012
“A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”
Não deixa de ser curiosa a persistente obsessão da revista Sábado com o Opus Dei. Será apenas por razões comerciais?
Comunicado de 24 de Fevereiro de 2012
Na sequência do artigo “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal” publicado ontem pela revista Sábado.
2012/02/24
O Opus Dei é, pela quinta vez, tema de capa na revista “Sábado”, desta vez sob o título “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”. A esse propósito, esclarecemos: (mais…)
DiVisões sobre a crise europeia – Aveiro, 28 de Fevereiro
Na próxima Terça-Feira, em Aveiro, no âmbito do Colóquio “Aprender a Crescer com a Crise”, participarei num painel sobre a crise europeia no qual intervirão também Fernando Alexandre (EEG-UM), Luciano Amaral (FE-UNL) e Miguel Lebre de Freitas (DEGEI-UA), com moderação do jornalista Paulo Ferreira.
Mais informações aqui.
Recordar Zeca Afonso
Só para recordar. Por Eurico de Barros.
José Afonso era um defensor da revolução armada, da ditadura do proletariado e dos princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical, glorificando a acção política violenta em várias das suas canções, nas quais propunha, por exemplo, “atirar aos fascistas de rajada”.
Fevereiro 23, 2012
Primárias no PSD (para as Autárquicas)
Pedro Passos Coelho também surpreende pela positiva. Agora foi a vez de propor a introdução de uma boa-prática Americana:
Ganham…
… os candidatos que não têm medo de ir a votos
… a transparência do processo e, assim, a qualidade dos candidatos
… as populações que beneficiarão da qualidade dos candidatos
Perdem…
… as elites caciques que até agora tinham maior peso na escolha dos nomes
… os partidos que não sigam o exemplo (algo me diz que o PC não vai mudar…)
… os candidatos que apostam simplesmente em “conhecimentos” para serem candidatos
Outras propostas incluem;
- Reforço dos poderes das distritais na escolha dos deputados
- Quotas para as mulheres nos Órgãos Internos
- Criação de uma Comunidade Virtual (fórum político através da internet para discussão de vários temas, entre militantes e simpatizantes)
- Criação do estatuto de simpatizante
O Congresso do PSD está marcado para 23 a 25 de Março.

Dica aos jornalistas que escrevem sobre a indignação com a queima acidental do Corão no Afeganistão
Se se derem ao trabalho de investigar, ainda descobrem que em Lisboa ocorreu uma queima do Corão, há poucas décadas, organizada pela comunidade muçulmana, da quase totalidade de uma tradução do Corão para português, que parece que era heresia. Ou bem que um Corão pode ser queimado por toda a gente ou bem que não pode ser queimado por ninguém.
Um caminho alternativo para o ensino superior: concorrência, liberdade e responsabilidade
An OFFA top universities ought to refuse? Por Len Shackleton.
We should head in another direction. Our elite universities, beginning with Oxbridge but including great universities such as UCL, Imperial, Warwick, the LSE and so forth, should go independent of state funding for teaching. They could charge higher average fees than the £9000 currently on offer and develop their own means of attracting the best students. These would include all those prepared for serious high-level study and willing to work hard – including, but not specifically, those from disadvantaged backgrounds. A needs-based system of grants and bursaries, as in the leading American institutions, would surely develop.
Fevereiro 22, 2012
Mais um passo na direcção da ditadura fiscal (2)
Fui informado que a injustificável ministra Paula Teixeira da Cruz conseguiu levar adiante a sua missão justiceira e que a maioria PSD/CDS chegou a acordo para aprovar a invenção de um novo crime de enriquecimento ilícito. Parece que apenas o PS se opôs a esta subversão do estado de direito; e vejo que o ex-ministro Pedro Silva Pereira, lembrança simbólica da era Sócrates, tal a semelhança física e de estilo oratório com o ex-líder de má memória, foi capaz de escrever sobre o assunto com a lucidez que faltou à grande maioria dos apoiantes deste governo, que fecham os olhos a esta monumental perversão. Confortavelmente iludidos atrás da cortina do «quem não deve não teme», continuam na sua passividade a assistir ao lento – mas imparável – caminho na direcção de uma tirania gentil, que a todos oprime sem que a ilusão de que são livres seja quebrada. No fundo, como diria Tocqueville, na direcção de uma nação reduzida a um rebanho de animais tímidos e trabalhadores, dos quais o governo é um pastor.
Leitura complementar: Mais um passo na direcção da ditadura fiscal.
Fazer dos portugueses parvos
Como escrevi em comentário ao excelente texto do Ricardo Campelo Magalhães, até teria sido respeitável se tivessem sido dito e assumido apenas que as garrafas representam um custo pequeno e que seria demagogia barata passar a usar água da torneira. Agora tentar fazer dos portugueses parvos é que não fica nada bem aos Srs. Deputados: Mais valia estarem quietos. Por David Levy.
Toda a gente perceberá que o país não vai à falência por os parlamentares beberem água engarrafada. Só alguém movido por uma tremenda demagogia é poderá sugerir tal coisa.
Assim, ao proporem disparates destes apenas para fingir que poupam uns tostões, para logo de seguida encontrarem contabilidade alternativa para não o aplicarem, só se estão a descredibilizar ainda mais. Mais valia estarem quietos.
Num Parlamento que se desse ao respeito, o mínimo exigível seria um pedido de desculpas público e a demissão imediata dos responsáveis pelo “estudo”. Mas como se trata da Assembleia da República é bem possível que nada aconteça além de mais uma exposição ao ridículo de uma instituição decadente e cada vez mais desacreditada.
Leitura complementar: Parlamento ensina a arte de Enganar Controles de Custos.
A água da torneira com o engarrafamento mais caro do mundo
Fonte santa. Por Helena Matos.
Fevereiro 21, 2012
Um país em processo de descivilização…
A caminho da desagregação social. Por Samuel de Paiva Pires.
Quando a falta de educação e de maneiras civilizadas passam a ser a regra e não a excepção, algo de muito errado se passa em Portugal.
Desta vez, a vitória é o único caminho
Memórias de Manchester. Por Filipe Caetano. (mais…)
Mensagem para Abramovich
A cláusula de rescisão de Vítor Pereira é de apenas 18 milhões de euros e Portugal precisa de aumentar as exportações: Villas-Boas afunda-se em Nápoles.
Nigel Farage: primeiro estranha-se, depois entranha-se
Nigel Farage ganhou mais um fã, neste caso de origem improvável.
Parlamento ensina a arte de Enganar Controles de Custos
Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30 vezes mais cara.
Como se consegue isto?
Num documento enviado aos deputados, o Conselho de Administração do Parlamento sustenta que a água engarrafada servida nas reuniões da comissão custa 259,20 euros por mês. Para a água da torneira, o valor a que se chegou foi muito maior. O cálculo incluiu os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames” e chegou à cifra de 2730 euros – cerca de dez vezes o valor para a água mineral. O Conselho de Administração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4680 euros – o equivalente a 18 meses de água mineral.
Ou seja: basta na água engarrafada não considerar custo nenhum a não ser a garrafa e na água da torneira considerar os custos com o pessoal (10x o preço das garafinhas) e dos jarros em si (18x o custo das garrafinhas, TODOS OS MESES).
Face a isto:
“Face aos encargos evidenciados, o Conselho de Administração pronunciou-se favoravelmente à utilização de água engarrafada, considerando que o respectivo uso, enquanto recurso geológico nacional distribuído por empresas portuguesas, assegura as melhores condições aos utilizadores internos e aos convidados da Assembleia da República, a um custo sem significado financeiro”, conclui o documento.
Os Senhores Deputados da Comissão de Ambiente elevam a arte de forjar Controles de Custos a uma Arte!

Pormenor de classe: Nunca garrafas médias ou grandes, mas sempre das pequeninas. Sempre em duplicado. Assim se poupa dinheiro em São Bento.
Assim vai a extrema-esquerda em Portugal
O jugular João Pinto e Castro acusado de construir “uma tese que o mais fervoroso adepto do PNR não desdenharia” e Daniel Oliveira a apontar baterias publicamente contra Luís Fazenda, que parece assumir agora o papel de inimigo interno preferencial no Bloco de Esquerda.
De cada vez que se fala em “alternativas de esquerda ao PS”, convém nunca esquecer que é de fenómenos como estes que estamos a falar.
Leitura complementar: A extrema-esquerda sedenta de sangue; A ruptura da ruptura da ruptura: o que faz falta é animar a malta….
Se vem no Público, desconfie…
DETALHES. Por Eduardo Pitta.
Leitura complementar sobre o Público: Contas à moda do “Público”…; As delirantes teorias conspirativas de São José Almeida; O Público e o Bloco de Esquerda; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público.
Em defesa do Porto de Leixões
Fundir o Porto de Leixões: um crime contra o Norte. Por Tiago Barbosa Ribeiro.
Fevereiro 20, 2012
Enriquecimento ilícito: Pedro Silva Pereira tem razão
Que tenhamos chegado a uma situação na qual a razão está do lado de Pedro Silva Pereira numa matéria tão importante como esta, é algo que deve envergonhar PSD e CDS. Resta esperar que o Tribunal Constitucional trave esta absoluta aberração jurídica e impeça o estabelecimento de uma medida que atenta gravemente contra os direitos e liberdades individuais: Crime sem ilícito. Por Pedro Silva Pereira.
Em suma, esta lei permite que um cidadão seja considerado criminoso sem ter cometido nenhum ilícito, sem ter tido nenhum comportamento censurável, sem ter agido com nenhuma espécie de culpa e até sem ser o verdadeiro proprietário de um património de que pode ser mero “detentor” ocasional. Seria, sem dúvida, uma estreia mundial num Estado de Direito: o crime sem culpa, o crime sem ilícito!
A urgência de liberalizar a “economia protegida”
Um artigo acertado e corajoso de Pedro Santos Guerreiro: Vaia con Dios, Pedro.
Pedro Passos Coelho já fala como a sua nova eminência parda, António Borges. No Parlamento, criticou “a economia protegida, que protegeu alguns grupos económicos e que não democratizou o acesso à economia”. Lindo. E agora, o que fará? Enfrentar uma vaia em Gouveia é nada ao pé desses silenciosos lóbis. É mais fácil não ter medo do povo que do polvo.
A extrema-esquerda sedenta de sangue
Sendo certo que há quem seja ainda mais explícito na apologia da violência, a extrema-esquerda bloquista-caviar também já praticamente não disfarça a sua impaciência com o facto de ainda não correr sangue nas ruas. Face ao descalabro nas urnas e às cisões internas no Bloco de Esquerda, até se compreende a táctica, mas não abona grandemente a favor dos respectivos autores.
É interessante verificar também a dissonância cognitiva que leva a afirmar que Portugal, a Espanha e a Europa são governadas há mais de dez anos por liberais (Sócrates, Zapatero, etc) e que Vítor Gaspar é um extremista neoliberal.
Felizmente, nem toda a esquerda portuguesa está ao nível desta extrema-esquerda bloquista-caviar, mas o facto de em Portugal, em 2012, haver quem escreva este tipo de coisas beneficiando de amplos palcos mediáticos e de um tratamento favorável e frequentemente cúmplice da comunicação social é sintomático. Resta esperar que o PS resista à tentação de seguir pelo mesmo caminho.
Rajoy escuta, o Expresso está em luta
Livro de estilo. Por Helena Matos.
Rajoy defende reforma laboral, povo está em luta – Este título do Expresso online é um bom exemplo do estado das redacções ( e tb da particular afeição do Expresso pelo PSOE mas essa é outra conversa que no tempo de Aznar os levou a produzir as mais disparatadas notícias sobre a ETA ) Em Espanha aconteceram dezenas de manifestações nos últimos anos. (…) Não tinham interesse. Mesmo iniciativas com as das famílias de Mari Luz e Marta del Castillo pouco foram referidas em Portugal e contudo estas duas famílias conseguiram organizar manifestações em dezenas de cidades e organizar petições com milhões (sim, milhões) de assinaturas. Enfim deve estar no livro de estilo que aquilo não é apadrinhado pelos socialistas não deve ser noticiado ou então deve ser menosprezado.
Auditando a auditoria
Passei por estes dias pelo site da Auditoria Cidadã à Dívida Pública. Os organizadores andaram, e ainda andam, a recolher dinheiro para realizar uma auditoria às origens da dívida. Em Dezembro passado, alguns dos autores apresentaram finalmente o resultado do seu trabalho: uma auditoria às PPP e outra aos “transportes públicos”.
Vão ver, vale a pena. Fica-se sem saber se os documentos são realmente os resultados de uma auditoria séria e independente ou o trabalho final de um curso das Novas Oportunidades. Diz que alguns dos autores são professores universitários.
Fevereiro 19, 2012
No Fio da Navalha
O meu artigo para o jornal i deste fim de semana.
O custo do verdadeiro egoísmo
Ao adiar a mudança do que estava errado, fomos colectivamente egoístas e nunca chegámos a ser individualmente generosos.
O fim da tolerância de ponto para os funcionários públicos, na terça-feira de Carnaval, é apenas mais um passo na mudança a que estamos a assistir. As críticas são imensas, e muitas mais ouviremos nos próximos anos. Uma coisa é certa: virão maioritariamente dos que perdem privilégios. Dos que têm regalias sem qualquer contrapartida. Sem nada que as compense ou sequer as justifique. Não deixa de ser interessante que se lamente tanto o fim dos feriados e tão pouco o mais de um milhão de pessoas que não têm trabalho. Qualquer sociedade com o mínimo de sensibilidade sentiria vergonha. Mas aquela em que grande parte dos seus membros é apaparicada pelo Estado em troca de votos, em que tantos escolheram um emprego com o único critério de ser para sempre, é uma sociedade que não guarda nada para o outro. Uma sociedade onde o jargão socialista da solidariedade social é encarado como algo suave, indolor e brando. Algo que não afecta a pessoa que partilha, pois transferiu essa aptidão para uma entidade intangível e inatingível. Um Estado que, por ser responsável por todos, pouco liga ao indivíduo. Pouco faz por quem precisa.
O egoísmo prega-nos a partida de ter dois sentidos, consoante a perspectiva em que encaramos o problema. Não serão hoje egoístas os que se queixam do fim de alguns feriados quando tantos não têm trabalho? Não será egoísmo que metade do país tenha emprego garantido no Estado, no Estado que vive dos impostos que pagamos e da dívida que contrai lá fora e nos onera a todos, enquanto a outra metade receia perder o trabalho? Se discuta o fim dos subsídios de férias e de Natal na função pública e não se refiram os que já há tanto tempo não o recebem? Aqueles a quem a crise não chegou em 2012, mas antes, quando os primeiros avisos de que algo não ia bem, não quiseram ser ouvidos pelo governo e pelo eleitorado.
O Estado social foi criado sobre a premissa de ajudar quem precisa. Mas o que faz ele agora? Vive à custa de quem trabalha. E o mais grave é que não só se transformou numa máquina que sustenta quem a ele pertence e explora os que de fora entregam a dízima, como já nem é social. Desvirtuou-se. Foi muito além do objectivo salutar que é ajudar os mais desfavorecidos e transformou-se num monstro burocrático que nos consome. Estamos cada dia que passa mais pobres, porque considerámos egoísta qualquer crítica ao Estado social. Como uma apreciação baseada em princípios interesseiros, algo que não podíamos aceitar porque feria a nossa boa consciência. Afinal a boa consciência que escondia uma forma de egoísmo. A boa consciência de quem vivia bem num sistema que se esperava durasse para sempre.
Não durou. Como nada dura, e acaba quando menos se espera. E agora que acabou podemos pensar em termos que até há pouco julgámos impróprios. Podemos construir um Estado mais justo, que não viva à custa da habilidade dos cidadãos, deixe de ter empresas, faça menos negócios e se concentre no cumprimento do que devem ser as suas funções essenciais e de soberania. O problema de termos adiado este repensar do que o Estado dever ser é que hoje vivemos tempos de emergência. Que serão de calamidade quando na Primavera a Grécia sair do euro. Não haverá tempo para edificar o que quer que seja, mas apenas para sobrevivermos. O cada um por si vai doer. O desespero e a angústia leva as maiorias a preferir a ordem à justiça. A preferir o previsível ao imprevisto. A Grécia pode cair nas mãos da extrema-esquerda nas eleições de Abril. O que suceder a partir daí é uma incógnita. O egoísmo comodista deu nisto: uma colossal incerteza. Em 1989, tinha eu 16 anos, disse- -me o professor Agostinho da Silva, sobre a dívida que havia no mundo e quem a ia pagar, que o barco ia abanar e o importante era não enjoar a bordo. Agarremo-nos então todos e fixemos bem os olhos no horizonte.
No fundo é isto
Os realizadores portugueses andam a ser subsidiados há décadas. Se por esta altura ainda não conseguem obter financiamento privado baseado na qualidade passada dos seus filmes é porque a política de subsídios falhou.
Fevereiro 18, 2012
Sócrates em grande forma
Depois de ter liquidado politicamente o soarismo e contribuido para a pesada humilhação pessoal sofrida por Mário Soares nas presidenciais de 2006, Sócrates não deixa passar a oportunidade para voltar a deixar claro quem continua a mandar no PS e a ser a principal figura no panorama do xadrez partidário da esquerda portuguesa: Sócrates tem “memória doce” de discussão “gravíssima” com Soares
Para Mário Soares, foi “uma discussão gravíssima”. Para José Sócrates, uma conversa que lhe deixou “memórias doces”, como todas as outras que tem tido com o ex-Presidente. (…) Sobre as conversas e os conselhos que recebeu de Mário Soares ao longo do tempo, a mesma fonte recorda em particular um episódio ocorrido pouco depois do discurso de Cavaco Silva na tomada de posse do seu segundo mandato, a 9 de Março de 2011. Nessa altura, o ex-Presidente enviou a José Sócrates um recado urgente, através de Almeida Santos, dizendo que devia demitir-se. Mas o ex-primeiro-ministro fez então o que sempre fazia: ouvia e depois não seguia o conselho, porque não estava de acordo.
As macaquices e os dogmas do politicamente correcto…
Independentemente de eventuais cânticos menos próprios de alguns adeptos, a vulgarização das queixas (e pressões) com base em acusações de racismo é um sinal dos tempos: se há questões onde todos os insultos são permitidos – e não raras vezes até encorajados e subsidiados pelo Estado – (por exemplo, quando têm por alvo os cristãos, e em especial os católicos); outras há onde o mínimo indício de mau comportamento gera automaticamente ameaças, castigos e até condenações judiciais. Alguns tipos de racismo (real ou imaginado), as ideologias do género e LGBT e o anti-fascismo são os dogmas dos tempos modernos, com direito a protecção armada por parte do Estado.
Leitura complementar: A tirania do politicamente correcto; Se não quer arranjar problemas, nunca questione dogmas progressistas.
A ruptura da ruptura da ruptura: o que faz falta é animar a malta…
No presente contexto, se há coisa que fazia falta no panorama da política partidária em Portugal era mesmo mais um partido de extrema-esquerda. Resta esperar que consiga pelo menos contribuir para o esvaziamento do Bloco de Esquerda. Isso sim, seria um verdadeiro serviço público do MAS: Dissidentes do BE fundam novo partido, o MAS
Um caso de alergia ao Porto (Canal) ?
Os “conselhos de redacção” são, em geral, propensos à ocorrência de fenómenos bizarros, mas por vezes ainda conseguem surpreender com as suas estranhas prioridades de intervenção e pressão pública. Dá ideia que para o conselho de redacção da TVI é mais importante marcar o território do que contribuir para as audiências e o bom funcionamento do próprio canal que os emprega: Jornalistas da TVI contra continuidade de Júlio Magalhães
Júlio Magalhães, que foi director de informação da estação entre 2009 e 2011, saiu da TVI no início deste ano para ocupar o cargo de director-geral do Porto Canal, propriedade do FC Porto. Ficou, porém, acordado com a TVI que se manteria na apresentação do espaço de opinião de Marcelo Rebelo de Sousa até meados de Abril, altura em que termina o contrato com o comentador, que pode ser renovado em breve.
Júlio Magalhães já veio a público dizer que gostava de continuar no futuro na TVI com Rebelo de Sousa, mas o conselho de redacção (CR) da estação veio agora manifestar-se contra.
Nem toda a corrupção se dá em Angola e Portugal…
Ainda que seja de salientar que neste caso o desfecho acabou por ser a demissão do principal envolvido: Presidente alemão apresenta a demissão.
Do Estado-nação à Nação-estado
Um filme realizado por um português, com técnicos e actores portugueses e financiado a 60% pelo sector privado português, não é um filme português. Segundo a esquerda bloquista, faltou ali o carimbo oficial do estado (leia-se dos contribuintes portugueses) para atestar a nacionalidade do filme.
Desta situação pode-se tirar duas conclusões. A primeira é que, ao contrário do que vai sendo dito, pode existir arte de qualidade em Portugal sem que para tal seja necessário recorrer à extorsão aos contribuintes. Em segundo lugar, esta reacção do Sérgio Lavos também vem demonstrar que para a esquerda a existência de arte de qualidade é realmente o que menos importa quando defendem os subsídios. O que importa mesmo é que a sua visão do mundo, de que o estado os políticos têm que colocar a mão em tudo o que mexe, predomine.
Fevereiro 17, 2012
Sobre as Causas de Portugal ter pedido o Resgate Europeu
Discussão gravíssima com Soares levou Sócrates a pedir ajuda externa, diz Soares no Público.
Obrigado Soares!
Afinal, não há evidência estatística suficiente para se poder relacionar esse pedido e a gestão ruinosa dos dinheiros públicos dos 6 anos anteriores!
Faz-me lembrar uma piada sobre a Falácia “Post Hoc, Propter Hoc“ (“Depois disto, portanto por causa disto”):
Um cavaleiro judeu mais velho casa-se com uma moça e os dois estão muito apaixonados. Porém, por mais que se esforce sexualmente, a mulher nunca atinge o clímax. Como a esposa judia tem direito ao prazer, eles decidem falar com o rabino. O rabino ouve a história, alisa a barba, e faz a seguinte sugestão:
- Contratem um rapaz forte e sadio. Enquanto vocês estiverem a fazer amor, mandem o rapaz abanar uma toalha em cima de vocês dois. Isso vai ajudar a sua mulher a ter fantasias e a fazê-la provocar um orgasmo.
Eles voltam para casa e seguem o conselho do Rabino: contratam um lindo rapaz e ele fica sacudindo uma toalha em cima deles enquanto fazem amor. Não dá certo e ela continua insatisfeita. Perplexos, voltam ao Rabino:
- Tudo bem – diz o rabino ao marido – vamos tentar ao contrário: o rapaz faz amor com a sua mulher e você fica abanando a toalha em cima deles.
Mais uma vez, eles seguem o conselho do Rabino: o rapaz vai para a cama com a esposa e o marido abana a toalha. O rapaz logo se põe a trabalhar com grande entusiasmo e a esposa em pouco tempo tem um enorme, trepidante e ruidoso orgasmo. O marido sorri, olha para o rapaz, e diz triunfante:
- Idiota. É assim que se sacode uma toalha!
Procurar as verdadeiras causas do pedido de ajuda é como procurar o relógio na história seguinte…
Um homem está à procura de algo debaixo de um candeeiro. Passa um amigo e pergunta:
- O que é que estás à procura?
- Do meu relógio?
- E perdeste-o aqui, debaixo deste candeeiro?
- Não, perdi-o no fundo da rua. Mas aqui a luz é mais forte e portanto é mais fácil procurar.
… em que o relógio é o pedido e o candeeiro é tudo o relacionado com o Soares: é certo que vem tudo na Comunicação Social e portanto a luz é boa… mas não foi aqui a fonte do problema. Gotcha?
Referências: Piadas Filosóficas – Correntes, Piadas Filosóficas – Leis, Paradoxos e Falácias.

Da omnipresença do Estado
O cardeal D. Manuel Monteiro de Castro veio dizer que o grande problema de Portugal está no facto de o Estado não praticar em pleno o dom da ubiquidade. O mal está no Estado se substituir à mãe na educação dos filhos, diz o cardeal, e a solução está no Estado ter ainda mais políticas que se imiscuem na família, nomeadamente um certo tipo de apoio que permite à mãe ficar em casa ou trabalhar pouco.
Acreditar que o Estado pode ter um papel activo na família sem perturbar a função essencial da mãe na educação dos seus filhos é acreditar que o Estado pode ser encarado como um prolongamento natural das organizações sociais. Ou o senhor cardeal está a confundir o papel do Estado – coercivo – com o da Igreja, ou quando disse que o Estado não se devia substituir à mãe-educadora foi apenas para afirmar que o Estado se devia substituir ao pai-providenciador.
Como Gerir um Estado – Edição para Totós
Com a elegância típica de quem se vê forçado a uma posição de condescendência, o Ministro holandês dos Assuntos Europeus esteve num encontro em Lisboa com as nossas “autoridades” para uma lição sobre como se gere um Estado, sempre frisando que a Holanda também comete erros e que melhores dias virão:
- É preciso recuperar confiança e isso significa mostrar à população, ao mundo, aos mercados e à União Europeia de que são capazes de gerir a vossa dívida.
- Se um país viveu acima das suas possibilidades durante décadas, tem agora de pagar o preço.
- A ideia de que não há um preço é tentadora para um político usar perante o eleitorado, em véspera de eleições, mas não é verdade.
- Se um país acumula défices grandes e não tem um crescimento económico forte, a certa altura isso vira-se contra ele.
- A sua vontade de emprestar depende muito de sentirem ou não que esse dinheiro está a ser bem gasto e essa confiança só se conquista com melhorias na governação da zona euro e se países como Portugal agirem de acordo com as regras que todos decidimos.
Não é que os holandeses não nos queiram emprestar, mas, como diz o senhor do Norte, temos de certificar-nos que o dinheiro que emprestamos não é consumido pelas chamas. Claro que aí ele devia estar a pensar na Grécia. O nosso estilo em Portugal é mais afogá-lo em poços sem fundo.
