O Insurgente

Maio 22, 2013

Nem todas as “direitas” são igualmente cegas e colaboracionistas…

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 20:00
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Alberto Ruiz Gallardón

Él era el predilecto de cierta izquierda, y ahora le ponen a caer de un burro por la reforma del aborto. Reflexiona Gallardón, muy relajado: «Yo desde luego no he cambiado, ni creo que ellos hayan cambiado tampoco, no. Yo creo que la izquierda se ha sorprendido de que me atreva a tocar el aborto, de que yo no rehuya este debate… porque no me conocían, claro, y porque la izquierda parte del supuesto de que ellos están siempre en posesión de la verdad y nosotros no tenemos legitimidad para cambiar sus leyes, da igual que para hacerlo tengamos el apoyo de los ciudadanos». Él tiene claro que el problema no es tanto la izquierda como el hacerle demasiado caso. «Uno de los problemas que hemos tenido en España durante toda la Transición es que la pretendida superioridad moral de la izquierda no solamente se la creían ellos sino que también se la ha creído una parte del pensamiento de centro y hasta de centro-derecha», advierte. ¿Hay una especie de síndrome de Estocolmo político? «Pues sí».

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No Brasil, a versão mais bolchevique da Raquel Varela, que não tarda a lá chegar

Filed under: Brasil,Educação,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:08

O vídeo acima mostra todo o amor que a professora do departamento de filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Marilena Chauí, sente pela parte da sociedade brasileira que trabalha e é obrigada (mediante tributos) a pagar o salário de professores de universidades públicas que a tratam dessa forma tão carinhosa.

O comportamento de Marilena Chauí, notoriamente conhecida por exibir nas palestras sua gentileza maoísta, não é um caso único nas universidades públicas brasileiras.

Com pouco esforço, Raquel Varela não demora a se tornar uma versão portuguesa da professora brasileira.

 

Leitura recomendada

Ela nos odeia. Ela nos abomina. Ela quer o nosso fim! Ou: Por que Marilena não nos conta quanto ganha com os livros didáticos adotados pelo MEC?

Em Portugal, o que rende é o “empreendedorismo” em rent-seeking

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A exploração colectivista é uma vergonha

Raquel Varela queria que andássemos nus?

Quem é Raquel Varela ?

As muitas faces do centralismo

Filed under: Desporto,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:35

Futebol e patriotismo. Por Tiago Barbosa Ribeiro.

Nenhum desses povos atrasados da Europa compreenderia este bafio patriótico que nos querem impor como óleo de fígado de bacalhau: alemães, franceses, ingleses, espanhóis, italianos, todos e os outros, nenhum torce pelo clube adversário em nome da pátria mãe. Seria como conduzir com os pés trocados. São uns contra os outros, voz ao alto, disputa em disputa, clubes não são países. Isso é uma estupidez lusitana como qualquer outra. Na duplicidade de critérios, centralismo é que é apenas um, mais um, dos nossos atrasos.

Em Portugal, o que rende é o “empreendedorismo” em rent-seeking…

Filed under: Double standards,Economia,Educação,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 15:21
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Sad, but probably true: Martim fizeste mal. Por Helena Matos.

Se queres mesmo ter um futuro assegurado, ter artigos simpáticos nos jornais, passar logo ao estatuto de criador… deixa-te de empresas Martim e dedica-te ao protesto. Diz coisas contra o sistema. Faz uma banda e canta Boaventura Sousa Santos. Acabas logo em tournée por vários festivais no Brasil e na Venezuela. E claro Martim mal entras na faculdade integras um daqueles grupos de estudo e observatórios dirigidos pelos tais doutores muito esquerdistas e onde abundam as bolsas para isto e para aquilo. Propões-te estudar qualquer coisa como a orgânica dos movimentos sociais numa perspectiva de género e ficas logo doutorado e professor. Se continuares a apostar na empresa Martim nunca serás intelectual, nunca haverá espaço para ti nos ‘isctes’ e ainda vais ter de os aturar toda a santa vida porque exploras os trabalhadores, porque não pagaste todos os impostos, porque tens uma empresa de vão de escada ou porque pelo contrário tens uma empresa com alta tecnologia e pouca mão-de-obra.

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Filed under: Double standards,Economia,Humor,Media,Política,Portugal,socialismo,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:14
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Raquel escreve a Martim. Por JCD.

Penso que compreendes a ideia. Muitas roupas que se vendem por aí têm na sua origem matérias-primas que vêm de ditaduras como a Birmânia ou Israel e deves evitar sempre que os teus produtos estejam manchados do sangue cruel da violência dos despotismos autocratas de direita.

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António Costa dá 40 mil a Mário Soares

É louvável esta generosidade e gestão solidária do dinheiro de António Costa.

Quem é Raquel Varela ?

raquel_varela

Perfil de Raquel Varela enquanto investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o “Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais”
Página / blogue pessoal de Raquel Varela
Posts de Raquel Varela no 5 Dias

Raquel Varela Business School
Quem não deve, não deve (mas se calhar até teme)
Como funciona o mercado de dívida
Martim Neves e Raquel Varela no Prós & Contras

A pergunta que dá título ao post é mais relevante do que possa parecer à primeira vista, porque Raquel Varela está longe de ser, como interpretações de vários quadrantes têm sugerido, um caso raro. Antes pelo contrário: Raquel Varela é bem representativa de um modo de pensar e agir profundamente enraizado – e ainda mais institucionalizado – em Portugal.

Se alguma coisa a distingue, não será o ser mais radical, mas antes o ter um discurso mais articulado e publicamente apresentável do que muitos dos seus pares que, pensando basicamente o mesmo, são ainda assim incapazes de o transmitir de uma forma minimamente compreensível e persuasiva.

Nesse sentido, compreender quem é Raquel Varela é também um importante contributo para compreender o país que temos e o estado a que chegamos.

Maio 21, 2013

Sinais saudáveis da teocracia

No Irão, à medida que se aproximam as eleições presidenciais, torna-se mais complicado o acesso à internet.

Martim Neves e Raquel Varela no Prós & Contras


(via José Maria Barcia: Prós e contras)

No Fio da Navalha

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 09:56

O meu artigo para o jornal i de hoje. Será que o tempo de Vítor Gaspar terminou porque as eleições estão à porta?

Coragem?

Há dias, o deputado do PSD Carlos Abreu Amorim afirmou que o tempo de Vítor Gaspar tinha terminado, porque o país precisa de uma nova etapa no combate à crise. Afirmações oportunas de quem se candidata à Câmara Municipal de Gaia e que, além de necessitar de se distanciar do governo, vai precisar, como qualquer autarca que se preze, de dinheiro fresco para gastar e fazer obra.

Há uma razão que faz realçar este dos demais candidatos autárquicos. Carlos Abreu Amorim afirmou-se publicamente como liberal, o que é raro entre os políticos. No entanto, ao invés de se destacar com um discurso inovador, defendendo, por exemplo, a descentralização fiscal como forma de responsabilizar os autarcas pelas despesas contraídas, Carlos Abreu Amorim repete o que estamos fartos de ouvir, mas ainda não de acreditar: que é distribuindo dinheiro, que o Estado tira aos cidadãos, que a economia cresce. É caso para dizer que com liberais destes quem é que precisa de socialistas?

Infelizmente, além de muitos eleitores dependerem financeiramente deste círculo vicioso, restam todos os outros que ainda não são suficientemente exigentes. Há quem apelide de corajosas as afirmações Amorim. Por mim, aguardo sentado a verdadeira coragem: de quem governe em defesa dos indivíduos, e não os destrua com promessas feitas a grupos, interesses corporativos e pseudo-empresários. Quem queira fazer a diferença na política não deve cair à primeira tentação.

Maio 20, 2013

Os governos e a liberdade de imprensa

Um passeio não romântico que incluí retratos da Venezuela, Equador e Argentina.

O pensamento mágico do Tó-Zero

Evidenciado no (Im)pertinências.

Uma das propostas mirabolantes de António José Seguro apresentada no congresso de Santa Maria de Feira para salvar empresas viáveis «sem que o Estado meta lá um cêntimo» consiste em transformar em capital as dívidas fiscais, à Segurança Social e aos bancos.

E como se faria essa milagrosa transformação de vários passivos em capital sem gastar um cêntimo? Perceberá AJS que isso equivaleria a um perdão de dívidas que, sendo passivos de uma empresa, são activos do Estado ou dos bancos que se perderiam com a «transformação»? E que diferença faria isso no que respeita à liquidez das empresas, cujo aumento é um dos propósitos da proposta mirabolante, se não entrasse «um cêntimo» na empresa? AJS não explica (…)

(…) Tudo por junto, salvar empresas viáveis «sem que o Estado gaste um cêntimo» custaria possivelmente umas dezenas de milhares de milhões e, talvez pior do que tudo isso, colocaria essas empresas sob a tutela do acionista mais incompetente que o sector empresarial português algum dia viu: o Estado Socialista.

 

“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Sexta-feira, na Católica.Porto

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:02

É já esta Sexta-feira, na Católica.Porto: “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.

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A informação sobre o programa está disponível aqui.

A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.

Dois Divórcios

Filed under: Comentário,Política,Política Fiscal,Portugal — Bruno Alves @ 14:15

(Artigo publicado no Diário Económico de hoje)

As recentes peripécias governamentais têm provocado grande entusiasmo, talvez na esperança de que a discórdia entre os dois partidos da coligação traga um divórcio. Principalmente depois de Paulo Portas ter afirmado ser “politicamente incompatível” com a taxa a aplicar aos pensionistas.

Compreendo a ânsia, mas convém ter em conta que Portas já disse tudo e o seu contrário. Logo depois de proclamar a sua “incompatibilidade” com a medida, Portas quis “sossegar” os pensionistas dizendo que graças a si a medida deixara de ser “obrigatória” para ser “meramente opcional”. Mas se esta é “opcional”, é porque é ainda possível optar-se por ela. E já na sua declaração de há semanas atrás, Portas disse o mesmo que antes Passos Coelho dissera: essa medida está prevista, e será adoptada se não se conseguir poupar dinheiro com outras.

No entanto, é significativo que ninguém tenha compreendido isso: todas as declarações de Portas se destinam a fazê-lo parecer (sublinhe-se o “parecer”) preocupado com as intenções do PSD. Atente-se bem na medida que fez Portas demarcar-se do seu parceiro (ao mesmo tempo que de forma dúplice admite que ela seja aplicada): ela afecta directamente uma parte do eleitorado que, mesmo que não vote no CDS, é essencial à sua propaganda. É essa a diferença que faz um partido que se diz muito preocupado com “os mais fracos da sociedade” não ter qualquer incómodo em diminuir os apoios aos desempregados. Tudo porque faz também parte da propaganda do CDS ser duro para com quem “vive de subsídios”.

Tudo isto mostra bem qual é a verdadeira preocupação gerada pela “TSU dos pensionistas”, e como o Governo só cairá, não por questões de substância, mas se o CDS considerar que perde mais votos por se manter ao lado do PSD do que a lançar o País em crise.

Mas há um outro divórcio trazido à luz do dia por estas atribulações: o já há muito existente entre os cidadãos e a política. Enquanto as pessoas comuns se preocupam com os seus empregos, os impostos elevados e o futuro incerto, os partidos preocupam-se com a data das próximas eleições e o que delas sairá. Talvez aí percebam o que andaram a fazer.

Maio 19, 2013

Esperam-se as alternativas…

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,Sondagens — Ricardo Campelo de Magalhães @ 23:38
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Vamos lá a ver: eu também não gosto de cortar nas minhas despesas.

Eu também gostava de ter rendimentos sem trabalhar. Eu também gostava de ter um trabalho em que quando fingia que trabalhava ganhasse o suficiente para uma vida descansada e sem preocupações. Eu não sou masoquista e certamente aprecio um suave “dolce far niente”, seja ele absoluto ou pelo menos relativo – i.e., finjo que faço e ganho como se fizesse.

Eu também gostava que o Estado tivesse dinheiro infinito vindo de Marte para me proporcionar a continuidade do “modelo social” que gerações anteriores “conquistaram”. Que fechando os olhos o problema desaparecesse. Que palavras doces resolvessem o problema actual e pudéssemos todos regressar aos abusos de 2006, 2007 e 2008. Que os “credores” não esperassem que lhes pagássemos de volta.

Eu também gostava de acreditar em todas as fantasias que por aí se dizem em todas as sedes partidárias. Eu também gostava de ignorar a economia, a história, a matemática e a lógica e acreditar na poesia e nos amanhãs que cantam. Eu também gostava de não ter qualquer pudor em mentir, qualquer moral para poder ser popular e qualquer inteligência para permitir ser feliz sem grandes preocupações.

Mas infelizmente sou realista e sei o que se está a passar. A “pool” de recursos físicos a diminuir, o crédito a aumentar, a pirâmide demográfica a inverter, a taxa de juro a evoluir n direcção contrária à necessária, … Sei demais para acreditar que esta “austeridade” seja passageira – sobre a necessidade de equilíbrio de contas, sobre as estratégias dos demagogos (ex: Galamba e a tentativa de sair do Euro para roubar as poupanças dos cidadãos para o estado via cunhagem), sobre a dificuldade de reversão da demografia, sobre como evoluíram no passado sociedades sobre-endividadas e crescentemente avessas aos conceitos de risco, lucro, brio e liberdade.

É assim com um sorriso triste que leio mais esta notícia: Sondagem mostra vontade de renegociar ou denunciar acordo com a troika. Tantos a querer acreditar que não é preciso esforço para sair da solução actual. Se a política do estado se alterasse – no sentido de mais despesa, sublinhe-se – tudo se resolveria. Faz-me lembrar esta imagem: o povo prefere uma mentira piedosa. E já agora a citação da tecnologia “fascismo” no Civ4.

Mostra porque chegamos ate aqui. E mostra que não há muito que se possa fazer. Ou nos adaptamos ou emigramos.
PS: Isto não quer dizer que eu concorde com tudo o que diz a Troika (por exemplo, não concordo com o aumento do imposto sobre os combustíveis). Mas caso não tenham reparado, se não houver o dinheiro deles, muita coisa teria de ser cortada de emergência. O que se calhar também não era mau de todo…

Maio 18, 2013

Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,socialismo,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 03:00
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Um estudo em Francês sobre a França. Apresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.

 

Maio 17, 2013

“Os meus filhos são Socialistas”, por Inês Teotónio Pereira

Filed under: Cultura,Política,Portugal,socialismo — Ricardo Campelo de Magalhães @ 19:25
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Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estóicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.

Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Ele dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.

O segundo sintoma tem que ver com a origem desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta. 

Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém…

O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou menos a mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.

Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a “cultura democrática” em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.

A minha sorte é que os meus filhos crescem. Já os socialistas são crianças a vida inteira.

Não sou eu o autor, mas gostaria. Está muito bom. Ou deprimente, dependendo do ponto de vista.
Editado para acrescentar a autora: Inês Teotónio Pereira.

Greve em dia de exame: é certamente em defesa do interesse dos alunos

Filed under: Educação,Política,Portugal — Maria João Marques @ 15:30

Quando os professores se queixarem da falta de respeito que os alunos lhes têem, é bom que antes de culparem os pais por não terem dado educação aos rebentos se lembrem que se calhar as culpas próprias são maiores.

Agora sff é não enterrar a cabeça na areia e não deixar a adoção por casais do mesmo sexo entregue aos fanáticos da coisa

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 14:40

Está aprovada a possibilidade de adoção pelo conjuge de mãe/pai de uma criança já adotada individualmente por um deles para casais do mesmo sexo e a mim parece-me isto de evidente bom senso, afinal as crianças a co-adotar já vivem e já criam laços com futura mãe/pai.

Segue-se evidentemente a adoção (chamemos-lhe simultânea) por casais do mesmo sexo e, como esta questão requer cuidados, seria muito aconselhável a gente moderada de todos os partidos não deixar essa legislação entregue a Isabeis Moreiras e outros fanáticos da causa gay e lésbica, que estão evidentemente mais interessados em apontar o dedo acusatório, chamar homofóbicos a quem os ousa questionar (nem é necessária uma discordância aberta), marcar pontos políticos, e um largo etc. do que proteger os interesses das crianças institucionalizadas com possibilidade de adoção. (Ouvi há umas horas no rádio parte do discurso de Isabel Moreira e não se suporta o tom revanchista e self-righteous da senhora, que percebe tanto de crianças como eu da produção de ananáses.)

Não é indiferente para uma criança crescer com um pai e uma mãe ou crescer com dois pais e duas mães, não é sequer indiferente para uma criança crescer com duas mães ou ser crescer com dois pais. Os que juram a pés juntos que essa categoria que são ‘os estudos’ mostram que não há diferenças entre ser educado por pai e mãe ou por dois pais ou duas mães, mentem. (Já escrevi sobre este assunto dos estudos no Cachimbo e não vale a pena repetir-me).

Como de facto não há pior destino para uma criança do que crescer institucionalizada – e apesar das crianças institucionalizadas não votarem e correrem o risco de ninguém lhes ensinar por que é importante ir votar quando se tem idade – pede-se aos senhores deputados à AR que sejam crescidinhos. E legislem de forma a garantir às crianças que têm a possibilidade de ser adotadas que o sejam preferencialmente por casais de mãe e pai, depois disso por casais de lésbicas e, só por fim, por casais de gays. Não me apetece ter uma legislação que vá sobretudo servir para que os fanáticos da causa promovam gritaria pública de  cada vez que uma criança é entregue a um casal de mãe e pai em vez de a um casal de pessoas do mesmo sexo. Que é o que sucederá se a gente moderada deixar ficar o assunto com os fanáticos.

Mais uma etapa no processo de default selectivo em curso

Filed under: Economia,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 11:21

Um outro sector da economia e da sociedade portuguesa que não logrou estar no grupo selecto e privilegiado dos interesses que o nosso governo se encontra mandatado para proteger:

O Ministério da Saúde está à espera de conseguir um acordo com a indústria farmacêutica para a redução da despesa com medicamentos, para só depois libertar os 432 milhões de euros para pagamento de dívidas a fornecedores do Serviço Nacional de Saúde, a maior parte empresas farmacêuticas. Por outras palavras, enquanto a Apifarma (associação que representa a indústria) não aceitar fechar o acordo que compromete as farmacêuticas com uma poupança de 333 milhões na despesa com medicamentos este ano, não há lugar ao pagamento de dívidas.

Diário Económico (via Portugal Contemporâneo)

Enquanto isso, prossegue a consolidação e a exploração de uma política centralizada de preços regulados dos medicamentos, iniciada pelo governo anterior e abraçada pelo actual, com as consequências óbvias à vista.

Maio 16, 2013

Em Inglaterra nem a bandeira escapa aos “cuidados”

Council vetoes flag of St George after concerns raised about links to Crusades.

A local council decided against flying the flag of St George after concerns were raised that it would offend the town’s 16 Muslim residents.

Robin dos Bosques?

Filed under: Comentário,Diversos,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 15:53

Reza a história que um grupo de fora da lei liderados por um nobre revoltoso roubava aos cobradores de impostos do Rei João para distribuir pela população empobrecida e esmagada pela carga fiscal.

Com os portugueses a empobrecerem ao mesmo tempo que a carga fiscal aumenta não deixa de ter a sua piada o assalto à repartição das finanças de Gondomar. Só faltou os assaltantes distribuírem parte do dinheiro roubado pelos contribuintes das redondezas para termos uma versão Lusitana do Robin dos Bosques.

 

Disclaimer: Não serve este artigo de apoio a nenhuma forma de violência, muito menos à mão armada, sendo que é de saudar não terem resultado feridos do assalto.

Venezuela de calças na mão

As forças da oposição – sector privado incluído – são os responsáveis por mais este sucesso da economia soviética do socialismo bolivariano.

A woman who just bought toilet paper at a grocery store reads her receipt as she leaves the private store in Caracas, Venezuela, Wednesday, May 15, 2013. First milk, butter, coffee and cornmeal ran short. Now Venezuela is running out of the most basic of necessities _ toilet paper. Economists say Venezuela’s shortages stem from price controls meant to make basic goods available to the poorest parts of society and the government’s controls on foreign currency.

 

Maio 15, 2013

“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Dia 24 de Maio, na Católica.Porto

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:04

O final de Maio vai ser um período de actividade intensa. Além da conferência de 27 de Maio aqui bem recordada pelo Tiago, recordo também que no dia 24 de Maio terá lugar a conferência “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.

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A informação sobre o programa está disponível aqui.

A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.

Maio 14, 2013

Stand-up comedy no Palácio de Belém

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Humor,Media,Política,Religião,Saúde — ruicarmo @ 19:10

Sétima avaliação “foi inspiração da Nossa Sra. de Fátima”

Stand-up comedy na ONU

As pessoas devem passar a comer mais insectos por forma a matarem a fome, equilibrarem a alimentação e reduzirem a poluição.  Mas isso será algo que não se aplicará à malta da Assembleia Geral da ONU.

Um desastre à espera de acontecer… (3)

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 10:30

Infelizmente, é basicamente isto que está mesmo a acontecer: “A troika sabe que está a ser enganada e aceita este jogo político”

Leitura complementar: Um desastre à espera de acontecer… (2); Cortes estruturais na despesa: depois do próximo aumento de impostos é que é ?; A responsabilidade de Vítor Gaspar e a sua falta de peso político no Governo; razões liberais para se dar prioridade à consolidação orçamental pelo lado da despesa.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no jornal i. Há 10 anos, um governo alemão de esquerda encetou reformas similares às que devemos fazer hoje em Portugal e que o PS considera deploráveis. É caso para dizer que cada país tem os políticos que merece.

A esquerda na Alemanha

Há dez anos a Alemanha era o doente da Europa, em parte devido aos custos de integração da RDA. Isso mudou. Como? Devido às reformas nas leis laborais, aos cortes nos subsídios de desemprego, nos excessos vários do Estado social e no aumento da idade da reforma. Até os impostos baixaram. Estas reformas foram feitas por Gerhard Schröder, líder do SPD e chefe do governo que o seu partido formou com os Verdes. Um governo socialista que fez as reformas que a nossa esquerda considera atentatórias da dignidade humana.

Hoje a Alemanha domina a Europa, não por ter sido mal–intencionada, mas por ter feito o que os outros não quiseram: resolver os problemas que lhe hipotecavam o futuro. Para o conseguir, o governo alemão contou com sindicatos que aceitaram congelar salários para evitar despedimentos. Passada a tormenta, os ordenados dos alemães, função pública incluída, vão aumentar mais de 4%. Foi isto que o nosso Tribunal Constitucional chumbou com os aplausos de muitos.
Saber que um governo de esquerda fez na Alemanha as reformas que devemos levar a cabo é importante. Faz-nos ver que aquilo que o governo alemão nos exige não é nada por aí além. Por cá, como nos restantes países do Sul, compara-se a exigência alemã com os seus erros no passado. Nada mais injusto e perigoso. Na verdade, o que objectivamente podemos ver, e os alemães vêem de certeza, é que para muitos a solidariedade europeia parece não ter passado de um conceito para os forçar ao pagamento de pecados passados.

Um desastre à espera de acontecer… (2)

Enquanto se discutem – de forma absurda e irresponsável – medidas “facultativas” e supostas “folgas” com protagonistas políticos a sugerirem de forma quase explícita que assumem compromissos com reserva mental e sem a mínima intenção de os respeitar, a verdade é que os cortes previstos são drasticamente insuficientes.

Com o grosso dos cortes na despesa pública empurrados com a barriga para 2014 e os políticos portugueses de todos os quadrantes a apostarem cegamente num milagre de chuva de euros a seguir às eleições alemãs, estamos perante um desastre à espera de acontecer.

Leitura complementar: Cortes estruturais na despesa: depois do próximo aumento de impostos é que é ?; A responsabilidade de Vítor Gaspar e a sua falta de peso político no Governo; razões liberais para se dar prioridade à consolidação orçamental pelo lado da despesa.

Um bom exemplo

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:37

Nem tudo no CDS é deprimente: Governo liberaliza acesso à actividade de animação turística

“As empresas e actividades de animação turística são uma excelente oportunidade de negócio e de emprego, sobretudo para as novas gerações”, diz o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, citado num comunicado. “A animação turística de qualidade precisa de criatividade e inovação: e só existe criatividade e inovação quando o Estado sai de cima! É por isso que liberalizámos o acesso à profissão e baixámos drasticamente as taxas de acesso à actividade e os seus custos de contexto”.

UKIP support at record high

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 00:34
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Farage factor powers Ukip support to record high

Guardian/ICM poll sees Ukip double its support in a month amid unprecedented disillusionment with top three parties

(mais…)

Não está mal visto

Filed under: Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:28

Marques Guedes chama CDS “principal partido da oposição”

Maio 13, 2013

Um desastre à espera de acontecer…

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:52

Daqui por uns meses logo se vê: Eurogrupo fecha sétima avaliação do programa de ajustamento e liberta ajuda

Estas medidas incluem nomeadamente uma taxa de sustentabilidade sobre as pensões de reforma embora com a ressalva de que só será accionada em último recurso, como exigido pelo CDS.

A medida “apenas será tomada em caso de absoluta necessidade, sendo que o Governo está colectivamente empenhado na identificação atempada de alternativas”, afirmou Gaspar. Isto porque, lembrou, todas as medidas acordadas com a troika são susceptíveis de ser substituídas por outras de qualidade e impacto orçamental equivalentes. [destaque meu]

A paz está mesmo ali ao lado

Estão em marcha acelerada os preparativos da enésima conferência internacional para a paz regressar à Síria.

Coisas que fazem todo o sentido

Iran to chair U.N. disarmament conference.

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