Episódios como este em nada ajudam a credibilidade do Governo, especialmente num período que tem sido e vai continuar a ser marcado pela austeridade. É preciso pensar duas vezes antes de nomear…
Fevereiro 25, 2012
As quotas e a vitória cultural da esquerda
As quotas parecem estar a fazer furir no actual Governo. Nas matérias nas quais não há ideias nem pensamento estruturado, de nada serve a (aparente) conquista do poder: vence quem ocupa o terreno com a sua agenda ideológica, por mais errónea que esta possa ser.
Criatividade e dinheiros públicos não combinam…
Cavaco Silva pede aposta nas indústrias criativas mas, infelizmente, quando se mistura dinheiro público com criatividade os resultados tendem a não ser os melhores…
Fevereiro 24, 2012
A inacção do PSD e do CDS relativamente ao aborto e a aceitação da banalização do mal
Recordar tudo. por Pedro Picoito.
(…) quando o poder quer mudar o bem e o mal por decreto, começa por reinterpretar as palavras e só depois as coisas. Antes de ordenarmos a “solução final”, declaramos os judeus untermenschen. Depois de estar no papel, é mais fácil de aceitar pela burguesia. Foi isso que fizemos em 2007. Foi por isso que invoquei a banalização do mal arendtiana. Recordar tudo, sempre. E recordar com todos.
É também tristemente sintomático que não haja até agora por parte da actual maioria PSD-CDS qualquer sinal – por pequeno que seja – de alterar o inaceitável estado das coisas no que diz respeito ao aborto. Até ao momento, nem sequer a grotesca subsidiação do aborto pelo Estado mereceu qualquer iniciativa. A conduta dos actuais dirigentes do PSD e do CDS relativamente ao aborto é outro aspecto que importará recordar no futuro.
“A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”
Não deixa de ser curiosa a persistente obsessão da revista Sábado com o Opus Dei. Será apenas por razões comerciais?
Comunicado de 24 de Fevereiro de 2012
Na sequência do artigo “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal” publicado ontem pela revista Sábado.
2012/02/24
O Opus Dei é, pela quinta vez, tema de capa na revista “Sábado”, desta vez sob o título “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”. A esse propósito, esclarecemos: (mais…)
DiVisões sobre a crise europeia – Aveiro, 28 de Fevereiro
Na próxima Terça-Feira, em Aveiro, no âmbito do Colóquio “Aprender a Crescer com a Crise”, participarei num painel sobre a crise europeia no qual intervirão também Fernando Alexandre (EEG-UM), Luciano Amaral (FE-UNL) e Miguel Lebre de Freitas (DEGEI-UA), com moderação do jornalista Paulo Ferreira.
Mais informações aqui.
Recordar Zeca Afonso
Só para recordar. Por Eurico de Barros.
José Afonso era um defensor da revolução armada, da ditadura do proletariado e dos princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical, glorificando a acção política violenta em várias das suas canções, nas quais propunha, por exemplo, “atirar aos fascistas de rajada”.
Fevereiro 23, 2012
Primárias no PSD (para as Autárquicas)
Pedro Passos Coelho também surpreende pela positiva. Agora foi a vez de propor a introdução de uma boa-prática Americana:
Ganham…
… os candidatos que não têm medo de ir a votos
… a transparência do processo e, assim, a qualidade dos candidatos
… as populações que beneficiarão da qualidade dos candidatos
Perdem…
… as elites caciques que até agora tinham maior peso na escolha dos nomes
… os partidos que não sigam o exemplo (algo me diz que o PC não vai mudar…)
… os candidatos que apostam simplesmente em “conhecimentos” para serem candidatos
Outras propostas incluem;
- Reforço dos poderes das distritais na escolha dos deputados
- Quotas para as mulheres nos Órgãos Internos
- Criação de uma Comunidade Virtual (fórum político através da internet para discussão de vários temas, entre militantes e simpatizantes)
- Criação do estatuto de simpatizante
O Congresso do PSD está marcado para 23 a 25 de Março.

Um caminho alternativo para o ensino superior: concorrência, liberdade e responsabilidade
An OFFA top universities ought to refuse? Por Len Shackleton.
We should head in another direction. Our elite universities, beginning with Oxbridge but including great universities such as UCL, Imperial, Warwick, the LSE and so forth, should go independent of state funding for teaching. They could charge higher average fees than the £9000 currently on offer and develop their own means of attracting the best students. These would include all those prepared for serious high-level study and willing to work hard – including, but not specifically, those from disadvantaged backgrounds. A needs-based system of grants and bursaries, as in the leading American institutions, would surely develop.
Fevereiro 22, 2012
Ron Paul’s libertarianism
Um ensaio razoavelmente equilibrado (considerando a fonte – a New Yorker) sobre Ron Paul: Party Crasher – Ron Paul’s unique brand of libertarianism
On December 16, 2007, on the two-hundred-and-thirty-fourth anniversary of the Boston Tea Party, Ron Paul, congressman and Presidential candidate, presided over a nationwide fund-raiser. This was a new tea party, with a new slogan: “Liberty is brewing.” In Boston, hundreds of Paul’s supporters marched to Faneuil Hall. Paul himself appeared in Freeport, Texas, where organizers had prepared barrels for him to dump into the Brazos River. One barrel read “United Nations”; another read “I.R.S.” The campaign raised more than six million dollars in one day, which was a record, and the event prefigured the protests that became common as the Tea Party movement coalesced, in 2009. The movement, with its focus on economic liberty and small government, sometimes seemed like a continuation of Paul’s campaign for the Republican nomination, during which he won a great deal of attention and a modest number of votes. It’s not much of a stretch to call him the “Godfather of the Tea Party,” as his campaign literature does, quoting Fox News. Ron Paul was ahead of his time.
Argumentos musculados
O eterno presidente russo, Vladimir Putin revela os seus argumentos em artigo de opinião na Foreign Policy. Tem como título, Being Strong.
Leitura complementar: Aproximam-se eleições.
Fazer dos portugueses parvos
Como escrevi em comentário ao excelente texto do Ricardo Campelo Magalhães, até teria sido respeitável se tivessem sido dito e assumido apenas que as garrafas representam um custo pequeno e que seria demagogia barata passar a usar água da torneira. Agora tentar fazer dos portugueses parvos é que não fica nada bem aos Srs. Deputados: Mais valia estarem quietos. Por David Levy.
Toda a gente perceberá que o país não vai à falência por os parlamentares beberem água engarrafada. Só alguém movido por uma tremenda demagogia é poderá sugerir tal coisa.
Assim, ao proporem disparates destes apenas para fingir que poupam uns tostões, para logo de seguida encontrarem contabilidade alternativa para não o aplicarem, só se estão a descredibilizar ainda mais. Mais valia estarem quietos.
Num Parlamento que se desse ao respeito, o mínimo exigível seria um pedido de desculpas público e a demissão imediata dos responsáveis pelo “estudo”. Mas como se trata da Assembleia da República é bem possível que nada aconteça além de mais uma exposição ao ridículo de uma instituição decadente e cada vez mais desacreditada.
Leitura complementar: Parlamento ensina a arte de Enganar Controles de Custos.
A água da torneira com o engarrafamento mais caro do mundo
Fonte santa. Por Helena Matos.
The ethics of war and cosmopolitan war
Comentário do leitor H. ao post O caos e a bancarrota da Grécia não são responsabilidade de Israel (2):
A tese de que as guerras preemptivas são necessariamente injustas é que, sendo popular nos dias de hoje, nunca antes foi tida como aceitável por qualquer doutrina da guerra justa com alguma respeitabilidade. St. Agostinho – “a iniquidade da parte adversa é que impõe ao homem sábio que empreenda a guerra justa” – e St. Tomás ficariam estarrecidos com a ideia de que iniciar a guerra é moralmente reprovável; ditto para Vitória ou Suarez e mesmo Grotius.
Mesmo admitindo uma “presunção contra a guerra” como ponto de partida, iniciar uma agressão militar pode ser tão moralmente justo ou injusto como não o fazer.
Relativamente à discussão ética sobre conflitos armados, recomendo esta selecção de textos clássicos e contemporâneos, que inclui, entre muitos outros, textos de Tucídides, Platão, Aristóteles, Cícero, S. Tomás de Aquino, Maquiavel, Lutero, Vitoria, Molina, Suárez, Hobbes, Pufendorf, Kant e Anscombe: The Ethics of War: Classic and Contemporary Readings
Sobre o mesmo tema, e apesar de ainda não ter lido a versão final na sua totalidade, estou certo de que o novo livro de Cécile Fabre com publicação prevista para Maio deste ano será também uma leitura muito interessante: Cosmopolitan War.
Veterans for Ron Paul
Mais uma peça interessante no canal RT, provavelmente o mais entusiástico apoiante mediático de Ron Paul nos EUA, particularmente no que diz respeito às suas posições em matérias de defesa e política externa.
Troops March on White House for Ron Paul
Leitura complementar: RT (TV network) Allegations of pro-Kremlin bias.
Fevereiro 21, 2012
Um país em processo de descivilização…
A caminho da desagregação social. Por Samuel de Paiva Pires.
Quando a falta de educação e de maneiras civilizadas passam a ser a regra e não a excepção, algo de muito errado se passa em Portugal.
Estatismo, a religião de Obama
Barack Obama’s Theory of Government, por Peter Wehner, na Commentary.
Jeffrey Anderson of the Weekly Standard points out that prior to Obama, our annual deficit spending had only exceeded 6 percent of GDP during the Civil War, World War I, and World War II. But during Obama’s four years in the White House, annual deficit spending will average 8.4 percent of GDP (the figure is higher – 9.1 percent – if you count 2009, which some argue you should because Obama’s $800 billion stimulus passed in February).
These numbers are important, but they need to be understood above all as a manifestation of a particular philosophy, which some have called reactionary liberalism. Barack Obama has an almost undiluted attachment for and belief in the wondrous powers of the federal government. He believes the role of the state is to redistribute wealth and level out differences. He would trade off greater prosperity in all classes and income brackets in order to narrow the gap in income inequality, which he considers to be a moral offense. Obama wants to punish wealth creators, empower unelected bureaucrats, undermine private enterprise and centralize power.
Beyond even that, Obama wants government to weaken, and eventually replace, civil society, create greater dependency, and expand the state’s reach into every nook and cranny of life, including into the internal life of the church. And at a time when Medicare in particular is driving us toward a Greece-like crisis, the president opposes any modernization of our entitlement state and savages those who are offering up reforms.
More than any president in our lifetime, Barack Obama identifies the state with society and wants society absorbed by the state.
Nigel Farage: primeiro estranha-se, depois entranha-se
Nigel Farage ganhou mais um fã, neste caso de origem improvável.
Parlamento ensina a arte de Enganar Controles de Custos
Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30 vezes mais cara.
Como se consegue isto?
Num documento enviado aos deputados, o Conselho de Administração do Parlamento sustenta que a água engarrafada servida nas reuniões da comissão custa 259,20 euros por mês. Para a água da torneira, o valor a que se chegou foi muito maior. O cálculo incluiu os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames” e chegou à cifra de 2730 euros – cerca de dez vezes o valor para a água mineral. O Conselho de Administração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4680 euros – o equivalente a 18 meses de água mineral.
Ou seja: basta na água engarrafada não considerar custo nenhum a não ser a garrafa e na água da torneira considerar os custos com o pessoal (10x o preço das garafinhas) e dos jarros em si (18x o custo das garrafinhas, TODOS OS MESES).
Face a isto:
“Face aos encargos evidenciados, o Conselho de Administração pronunciou-se favoravelmente à utilização de água engarrafada, considerando que o respectivo uso, enquanto recurso geológico nacional distribuído por empresas portuguesas, assegura as melhores condições aos utilizadores internos e aos convidados da Assembleia da República, a um custo sem significado financeiro”, conclui o documento.
Os Senhores Deputados da Comissão de Ambiente elevam a arte de forjar Controles de Custos a uma Arte!

Pormenor de classe: Nunca garrafas médias ou grandes, mas sempre das pequeninas. Sempre em duplicado. Assim se poupa dinheiro em São Bento.
Mises Italia
Mais um passo rumo a uma maior divulgação da Escola Austríaca na Europa: Istituto Ludwig Von Mises
Gingrich sobre Reagan
Gingrich archives show his public praise, private criticism of Reagan.

Este nunca me enganou. Para futura memória fica esta frase reveladora:
“The Reagan failure was to grossly undervalue the centrality of government as the organizing mechanism for reinforcing societal behavior.”
“When I say save the West, I mean that,” Gingrich said in a 1979 address to his congressional staff, preserved in the files. “That is my job. . . . It is not my job to win reelection. It is not my job to take care of passport problems. It is not my job to get a bill through Congress. My job description as I have defined it is to save Western civilization.”
Assim vai a extrema-esquerda em Portugal
O jugular João Pinto e Castro acusado de construir “uma tese que o mais fervoroso adepto do PNR não desdenharia” e Daniel Oliveira a apontar baterias publicamente contra Luís Fazenda, que parece assumir agora o papel de inimigo interno preferencial no Bloco de Esquerda.
De cada vez que se fala em “alternativas de esquerda ao PS”, convém nunca esquecer que é de fenómenos como estes que estamos a falar.
Leitura complementar: A extrema-esquerda sedenta de sangue; A ruptura da ruptura da ruptura: o que faz falta é animar a malta….
Se vem no Público, desconfie…
DETALHES. Por Eduardo Pitta.
Leitura complementar sobre o Público: Contas à moda do “Público”…; As delirantes teorias conspirativas de São José Almeida; O Público e o Bloco de Esquerda; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público.
Em defesa do Porto de Leixões
Fundir o Porto de Leixões: um crime contra o Norte. Por Tiago Barbosa Ribeiro.
Fevereiro 20, 2012
Keynesian arguments: from naivety to sophistry
Sobre alguns dos principais argumentos keynesianos que têm estado na ordem do dia: From naivety to sophistry – Keynesian arguments on both sides of the Atlantic. Por Philip Booth.
A reforma laboral em Espanha
Uma discussão interessante, com a participação do Angel Martín.
La Reforma Laboral del Partido Popular (2 de 2)
Enriquecimento ilícito: Pedro Silva Pereira tem razão
Que tenhamos chegado a uma situação na qual a razão está do lado de Pedro Silva Pereira numa matéria tão importante como esta, é algo que deve envergonhar PSD e CDS. Resta esperar que o Tribunal Constitucional trave esta absoluta aberração jurídica e impeça o estabelecimento de uma medida que atenta gravemente contra os direitos e liberdades individuais: Crime sem ilícito. Por Pedro Silva Pereira.
Em suma, esta lei permite que um cidadão seja considerado criminoso sem ter cometido nenhum ilícito, sem ter tido nenhum comportamento censurável, sem ter agido com nenhuma espécie de culpa e até sem ser o verdadeiro proprietário de um património de que pode ser mero “detentor” ocasional. Seria, sem dúvida, uma estreia mundial num Estado de Direito: o crime sem culpa, o crime sem ilícito!
Para já, a produção de notas ainda compensa…
Coisas que acontecem numa economia assente na imposição do fiat money e na confiscação de recursos por via da inflação: Obama wants cheaper pennies and nickels
The U.S. Mint is facing a problem — especially during these penny-pinching times. It turns out it costs more to make pennies and nickels than the coins are worth.
And because of that, the Obama administration this week asked Congress for permission to change the mix of metal that goes to make pennies and nickels, an expensive recipe that has remained unchanged for more than 30 years.
To be precise, it cost 2.4 cents to make one penny in 2011 and about 11.2 cents for each nickel.
A urgência de liberalizar a “economia protegida”
Um artigo acertado e corajoso de Pedro Santos Guerreiro: Vaia con Dios, Pedro.
Pedro Passos Coelho já fala como a sua nova eminência parda, António Borges. No Parlamento, criticou “a economia protegida, que protegeu alguns grupos económicos e que não democratizou o acesso à economia”. Lindo. E agora, o que fará? Enfrentar uma vaia em Gouveia é nada ao pé desses silenciosos lóbis. É mais fácil não ter medo do povo que do polvo.
A extrema-esquerda sedenta de sangue
Sendo certo que há quem seja ainda mais explícito na apologia da violência, a extrema-esquerda bloquista-caviar também já praticamente não disfarça a sua impaciência com o facto de ainda não correr sangue nas ruas. Face ao descalabro nas urnas e às cisões internas no Bloco de Esquerda, até se compreende a táctica, mas não abona grandemente a favor dos respectivos autores.
É interessante verificar também a dissonância cognitiva que leva a afirmar que Portugal, a Espanha e a Europa são governadas há mais de dez anos por liberais (Sócrates, Zapatero, etc) e que Vítor Gaspar é um extremista neoliberal.
Felizmente, nem toda a esquerda portuguesa está ao nível desta extrema-esquerda bloquista-caviar, mas o facto de em Portugal, em 2012, haver quem escreva este tipo de coisas beneficiando de amplos palcos mediáticos e de um tratamento favorável e frequentemente cúmplice da comunicação social é sintomático. Resta esperar que o PS resista à tentação de seguir pelo mesmo caminho.
Rajoy escuta, o Expresso está em luta
Livro de estilo. Por Helena Matos.
Rajoy defende reforma laboral, povo está em luta – Este título do Expresso online é um bom exemplo do estado das redacções ( e tb da particular afeição do Expresso pelo PSOE mas essa é outra conversa que no tempo de Aznar os levou a produzir as mais disparatadas notícias sobre a ETA ) Em Espanha aconteceram dezenas de manifestações nos últimos anos. (…) Não tinham interesse. Mesmo iniciativas com as das famílias de Mari Luz e Marta del Castillo pouco foram referidas em Portugal e contudo estas duas famílias conseguiram organizar manifestações em dezenas de cidades e organizar petições com milhões (sim, milhões) de assinaturas. Enfim deve estar no livro de estilo que aquilo não é apadrinhado pelos socialistas não deve ser noticiado ou então deve ser menosprezado.



