Él era el predilecto de cierta izquierda, y ahora le ponen a caer de un burro por la reforma del aborto. Reflexiona Gallardón, muy relajado: «Yo desde luego no he cambiado, ni creo que ellos hayan cambiado tampoco, no. Yo creo que la izquierda se ha sorprendido de que me atreva a tocar el aborto, de que yo no rehuya este debate… porque no me conocían, claro, y porque la izquierda parte del supuesto de que ellos están siempre en posesión de la verdad y nosotros no tenemos legitimidad para cambiar sus leyes, da igual que para hacerlo tengamos el apoyo de los ciudadanos». Él tiene claro que el problema no es tanto la izquierda como el hacerle demasiado caso. «Uno de los problemas que hemos tenido en España durante toda la Transición es que la pretendida superioridad moral de la izquierda no solamente se la creían ellos sino que también se la ha creído una parte del pensamiento de centro y hasta de centro-derecha», advierte. ¿Hay una especie de síndrome de Estocolmo político? «Pues sí».
Maio 22, 2013
Nem todas as “direitas” são igualmente cegas e colaboracionistas…
No Brasil, a versão mais bolchevique da Raquel Varela, que não tarda a lá chegar
O vídeo acima mostra todo o amor que a professora do departamento de filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Marilena Chauí, sente pela parte da sociedade brasileira que trabalha e é obrigada (mediante tributos) a pagar o salário de professores de universidades públicas que a tratam dessa forma tão carinhosa.
O comportamento de Marilena Chauí, notoriamente conhecida por exibir nas palestras sua gentileza maoísta, não é um caso único nas universidades públicas brasileiras.
Com pouco esforço, Raquel Varela não demora a se tornar uma versão portuguesa da professora brasileira.
Leitura recomendada
- Em Portugal, o que rende é o “empreendedorismo” em rent-seeking
- A exploração colectivista é uma vergonha
As muitas faces do centralismo
Futebol e patriotismo. Por Tiago Barbosa Ribeiro.
Nenhum desses povos atrasados da Europa compreenderia este bafio patriótico que nos querem impor como óleo de fígado de bacalhau: alemães, franceses, ingleses, espanhóis, italianos, todos e os outros, nenhum torce pelo clube adversário em nome da pátria mãe. Seria como conduzir com os pés trocados. São uns contra os outros, voz ao alto, disputa em disputa, clubes não são países. Isso é uma estupidez lusitana como qualquer outra. Na duplicidade de critérios, centralismo é que é apenas um, mais um, dos nossos atrasos.
Maio 21, 2013
Sinais saudáveis da teocracia
No Irão, à medida que se aproximam as eleições presidenciais, torna-se mais complicado o acesso à internet.
No Fio da Navalha
O meu artigo para o jornal i de hoje. Será que o tempo de Vítor Gaspar terminou porque as eleições estão à porta?
Coragem?
Há dias, o deputado do PSD Carlos Abreu Amorim afirmou que o tempo de Vítor Gaspar tinha terminado, porque o país precisa de uma nova etapa no combate à crise. Afirmações oportunas de quem se candidata à Câmara Municipal de Gaia e que, além de necessitar de se distanciar do governo, vai precisar, como qualquer autarca que se preze, de dinheiro fresco para gastar e fazer obra.
Há uma razão que faz realçar este dos demais candidatos autárquicos. Carlos Abreu Amorim afirmou-se publicamente como liberal, o que é raro entre os políticos. No entanto, ao invés de se destacar com um discurso inovador, defendendo, por exemplo, a descentralização fiscal como forma de responsabilizar os autarcas pelas despesas contraídas, Carlos Abreu Amorim repete o que estamos fartos de ouvir, mas ainda não de acreditar: que é distribuindo dinheiro, que o Estado tira aos cidadãos, que a economia cresce. É caso para dizer que com liberais destes quem é que precisa de socialistas?
Infelizmente, além de muitos eleitores dependerem financeiramente deste círculo vicioso, restam todos os outros que ainda não são suficientemente exigentes. Há quem apelide de corajosas as afirmações Amorim. Por mim, aguardo sentado a verdadeira coragem: de quem governe em defesa dos indivíduos, e não os destrua com promessas feitas a grupos, interesses corporativos e pseudo-empresários. Quem queira fazer a diferença na política não deve cair à primeira tentação.
Maio 20, 2013
“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Sexta-feira, na Católica.Porto
É já esta Sexta-feira, na Católica.Porto: “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.
A informação sobre o programa está disponível aqui.
A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.
Dois Divórcios
(Artigo publicado no Diário Económico de hoje)
As recentes peripécias governamentais têm provocado grande entusiasmo, talvez na esperança de que a discórdia entre os dois partidos da coligação traga um divórcio. Principalmente depois de Paulo Portas ter afirmado ser “politicamente incompatível” com a taxa a aplicar aos pensionistas.
Compreendo a ânsia, mas convém ter em conta que Portas já disse tudo e o seu contrário. Logo depois de proclamar a sua “incompatibilidade” com a medida, Portas quis “sossegar” os pensionistas dizendo que graças a si a medida deixara de ser “obrigatória” para ser “meramente opcional”. Mas se esta é “opcional”, é porque é ainda possível optar-se por ela. E já na sua declaração de há semanas atrás, Portas disse o mesmo que antes Passos Coelho dissera: essa medida está prevista, e será adoptada se não se conseguir poupar dinheiro com outras.
No entanto, é significativo que ninguém tenha compreendido isso: todas as declarações de Portas se destinam a fazê-lo parecer (sublinhe-se o “parecer”) preocupado com as intenções do PSD. Atente-se bem na medida que fez Portas demarcar-se do seu parceiro (ao mesmo tempo que de forma dúplice admite que ela seja aplicada): ela afecta directamente uma parte do eleitorado que, mesmo que não vote no CDS, é essencial à sua propaganda. É essa a diferença que faz um partido que se diz muito preocupado com “os mais fracos da sociedade” não ter qualquer incómodo em diminuir os apoios aos desempregados. Tudo porque faz também parte da propaganda do CDS ser duro para com quem “vive de subsídios”.
Tudo isto mostra bem qual é a verdadeira preocupação gerada pela “TSU dos pensionistas”, e como o Governo só cairá, não por questões de substância, mas se o CDS considerar que perde mais votos por se manter ao lado do PSD do que a lançar o País em crise.
Mas há um outro divórcio trazido à luz do dia por estas atribulações: o já há muito existente entre os cidadãos e a política. Enquanto as pessoas comuns se preocupam com os seus empregos, os impostos elevados e o futuro incerto, os partidos preocupam-se com a data das próximas eleições e o que delas sairá. Talvez aí percebam o que andaram a fazer.
Maio 19, 2013
Maio 18, 2013
Maio 17, 2013
Agora sff é não enterrar a cabeça na areia e não deixar a adoção por casais do mesmo sexo entregue aos fanáticos da coisa
Está aprovada a possibilidade de adoção pelo conjuge de mãe/pai de uma criança já adotada individualmente por um deles para casais do mesmo sexo e a mim parece-me isto de evidente bom senso, afinal as crianças a co-adotar já vivem e já criam laços com futura mãe/pai.
Segue-se evidentemente a adoção (chamemos-lhe simultânea) por casais do mesmo sexo e, como esta questão requer cuidados, seria muito aconselhável a gente moderada de todos os partidos não deixar essa legislação entregue a Isabeis Moreiras e outros fanáticos da causa gay e lésbica, que estão evidentemente mais interessados em apontar o dedo acusatório, chamar homofóbicos a quem os ousa questionar (nem é necessária uma discordância aberta), marcar pontos políticos, e um largo etc. do que proteger os interesses das crianças institucionalizadas com possibilidade de adoção. (Ouvi há umas horas no rádio parte do discurso de Isabel Moreira e não se suporta o tom revanchista e self-righteous da senhora, que percebe tanto de crianças como eu da produção de ananáses.)
Não é indiferente para uma criança crescer com um pai e uma mãe ou crescer com dois pais e duas mães, não é sequer indiferente para uma criança crescer com duas mães ou ser crescer com dois pais. Os que juram a pés juntos que essa categoria que são ‘os estudos’ mostram que não há diferenças entre ser educado por pai e mãe ou por dois pais ou duas mães, mentem. (Já escrevi sobre este assunto dos estudos no Cachimbo e não vale a pena repetir-me).
Como de facto não há pior destino para uma criança do que crescer institucionalizada – e apesar das crianças institucionalizadas não votarem e correrem o risco de ninguém lhes ensinar por que é importante ir votar quando se tem idade – pede-se aos senhores deputados à AR que sejam crescidinhos. E legislem de forma a garantir às crianças que têm a possibilidade de ser adotadas que o sejam preferencialmente por casais de mãe e pai, depois disso por casais de lésbicas e, só por fim, por casais de gays. Não me apetece ter uma legislação que vá sobretudo servir para que os fanáticos da causa promovam gritaria pública de cada vez que uma criança é entregue a um casal de mãe e pai em vez de a um casal de pessoas do mesmo sexo. Que é o que sucederá se a gente moderada deixar ficar o assunto com os fanáticos.
Mais uma etapa no processo de default selectivo em curso
Um outro sector da economia e da sociedade portuguesa que não logrou estar no grupo selecto e privilegiado dos interesses que o nosso governo se encontra mandatado para proteger:
O Ministério da Saúde está à espera de conseguir um acordo com a indústria farmacêutica para a redução da despesa com medicamentos, para só depois libertar os 432 milhões de euros para pagamento de dívidas a fornecedores do Serviço Nacional de Saúde, a maior parte empresas farmacêuticas. Por outras palavras, enquanto a Apifarma (associação que representa a indústria) não aceitar fechar o acordo que compromete as farmacêuticas com uma poupança de 333 milhões na despesa com medicamentos este ano, não há lugar ao pagamento de dívidas.
Enquanto isso, prossegue a consolidação e a exploração de uma política centralizada de preços regulados dos medicamentos, iniciada pelo governo anterior e abraçada pelo actual, com as consequências óbvias à vista.
Maio 16, 2013
Em Inglaterra nem a bandeira escapa aos “cuidados”
Council vetoes flag of St George after concerns raised about links to Crusades.
A local council decided against flying the flag of St George after concerns were raised that it would offend the town’s 16 Muslim residents.
Robin dos Bosques?
Reza a história que um grupo de fora da lei liderados por um nobre revoltoso roubava aos cobradores de impostos do Rei João para distribuir pela população empobrecida e esmagada pela carga fiscal.
Com os portugueses a empobrecerem ao mesmo tempo que a carga fiscal aumenta não deixa de ter a sua piada o assalto à repartição das finanças de Gondomar. Só faltou os assaltantes distribuírem parte do dinheiro roubado pelos contribuintes das redondezas para termos uma versão Lusitana do Robin dos Bosques.
Disclaimer: Não serve este artigo de apoio a nenhuma forma de violência, muito menos à mão armada, sendo que é de saudar não terem resultado feridos do assalto.
Maio 15, 2013
“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Dia 24 de Maio, na Católica.Porto
O final de Maio vai ser um período de actividade intensa. Além da conferência de 27 de Maio aqui bem recordada pelo Tiago, recordo também que no dia 24 de Maio terá lugar a conferência “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.
A informação sobre o programa está disponível aqui.
A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.
Maio 14, 2013
Stand-up comedy na ONU
As pessoas devem passar a comer mais insectos por forma a matarem a fome, equilibrarem a alimentação e reduzirem a poluição. Mas isso será algo que não se aplicará à malta da Assembleia Geral da ONU.
Um bom exemplo
Nem tudo no CDS é deprimente: Governo liberaliza acesso à actividade de animação turística
“As empresas e actividades de animação turística são uma excelente oportunidade de negócio e de emprego, sobretudo para as novas gerações”, diz o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, citado num comunicado. “A animação turística de qualidade precisa de criatividade e inovação: e só existe criatividade e inovação quando o Estado sai de cima! É por isso que liberalizámos o acesso à profissão e baixámos drasticamente as taxas de acesso à actividade e os seus custos de contexto”.
UKIP support at record high
Farage factor powers Ukip support to record high
Guardian/ICM poll sees Ukip double its support in a month amid unprecedented disillusionment with top three parties
Maio 13, 2013
A paz está mesmo ali ao lado

Estão em marcha acelerada os preparativos da enésima conferência internacional para a paz regressar à Síria.




