O Insurgente

Maio 11, 2012

Poucos Passos

Filed under: Diversos,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal — Ricardo Lima @ 13:25

Passos Coelho reconhece “nível de carga fiscal insuportável”. Das duas uma. Ou é mentiroso e está a tentar parecer solidário com um problema que não reconhece. Ou é incompetente e logo não tem capacidade para resolver o problema. Passos Coelho joga um jogo perigoso. Com uma oposição que sem vida se alimenta dos seus erros, com um país que perece a olhos vistos e, sobretudo, com os seus eleitores, que traíu. Talvez seja um conforto para alguns dos seus adversários que a conjuntura até 2015 – pelo menos – será adversa tanto ao país, como ao PM. Isto, se o Governo, cada vez mais apostado na receita que criticou em campanha, não seguir o destino que a sua ausência de sinceridade e a sua incompetência merecem. E  a caír, o CDS será terrivelmente afectado, visto que não só tem feito vista grossa aos devaneios do Governo, como é uma sua Ministra uma das principais responsáveis por esses devaneios em primeiro lugar.

Agradecem-se esclarecimentos

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — Maria João Marques @ 13:19

Nuns dias em que socialistas (uns assumidos, outros nem tanto) falam da necessidade de ‘políticas de crescimento’ – sendo ‘políticas de crescimento’, para esta gente, sinónimo de ‘pôr o estado a gastar dinheiro para promover crescimento económico’ – eu gostava que me esclarecessem, se não der muito trabalho, como se pagarão as tais ‘políticas de crescimento’. Dizem-me que nem Hollande descobriu a galinha dos ovos de ouro, pelo que onde se vai buscar o dinheiro? Emite-se dívida pública? Duvido que seja por aqui; os ditos socialistas ainda esperarão mais uns seis meses para propor que o país se endivide mais, com os juros altos nos mercados, o FMI e assim ainda presentes na memória das pessoas. Como não dá para poupar em lado nenhum do estado – este governo vai para um ano e ainda não fez qualquer redução estrutural da despesa pública e está-se mesmo a ver que a tal racionalização dos milhentos institutos públicos, a fazer-se, não será mais do que cosmética – então a solução que estes socialistas pretendem é aumentar a carga fiscal para dar ao estado fundos para gastar em ‘políticas de crescimento’, não é? (Não vou perder tempo aqui discutindo o sucesso retumbante das ‘políticas de crescimento’ que os governo patrocinaram até aqui.)

Seria bom, então, que os proponentes de ‘políticas de crescimento’ fossem cândidos – e corajosos! – e reconhecessem que pretendem empobrecer ainda mais as populações e contrair ainda mais a conjuntura económica para, depois, porem o estado a fazer ‘crescer’ a economia. A bem da clareza e da honestidade intelectual.

Syriza ao Poder?

A partir do Zero Hedge:

Now that the first parliamentary election vote is meaningless, with no party able to form a coalition government, everyone is focusing on the outcome of the next election, which will take place some time in mid-June. Minutes ago Marc and Alpha (via Reuters) released the results of a poll conducted on Tuesday but just published, and which, if sustained means major trouble for the EMU, because the results show that Anti-bailout Syriza is alone going to have almost as much represented as its two main pro-bailout opponents combined, and confirms that all the other parties are losing voters which instead are going toward the one party that seeks above all, to sever the terms of the Memorandum.

  • Syriza: 23.8%, up from 16.8% in the election
  • New Democracy: 17.4%, down from 18.9%
  • Pasok: 10.8%, down from 13.2%
  • Independent Greeks: 8.7%, down from 10.6%
  • KKE: 6.0%, down from 8.48%
  • Golden Dawn: 4.9%, down from 7%
  • Dimar: 4.0%, down from 6.11%

Or visually:

In other words, more and more Greeks are aligning with the anti-bailout Syriza. If we were Europe we would be worried. Very, very worried.

Como dizia o Adolfo Mesquita Nunes no DN, naquele caso sobre o Hollande: Ainda bem. Assim sempre vamos saber ao certo o que eles vão propor. Agora que a Esquerda radical deverá ganhar as próximas eleições vai ser só crescimento!

“A melhor política de crescimento é a ausência de qualquer política de crescimento. “

No Estado Sentido, o Samuel de Paiva Pires fala simples, curto e claro. Seguro e os partidos da maioria deveriam ler isto:

A melhor política de crescimento é a ausência de qualquer política de crescimento. O crescimento económico só é real se for feito pelo mercado livre, pelos privados. E basta pensar no passado recente para ver no que resultaram as políticas de crescimento socráticas. Diminuir os impostos e o tamanho do estado, começando por desmantelar o ministério da economia, era o melhor que se podia fazer para deixar o mercado funcionar e a economia crescer.

Maio 9, 2012

“You can’t always get what you want”

É extraordinário como ainda há quem seja capaz de ter entusiasmos destes. Um político francês ganha umas eleições (alguém tinha de as ganhar), e por esse mundo fora não falta quem pareça acreditar que chegámos a uma espécie de Terra Prometida. No domingo, essa totémica figura intelectual que dá pelo nome de Marcelo Rebelo de Sousa dizia que a partir de agora, “a Europa vai ter de olhar para o crescimento”. E nas páginas do New York Times, Paul Krugman anunciou que a chegada de Hollande ao poder aumenta as hipóteses de sobrevivência do Euro e do “projecto europeu”. Já com Obama abundaram arrebatamentos deste género, mas o homem era dado a proclamações salvíficas e possuía uma retórica suficientemente vaga para que ninguém pensasse muito sobre o que ele dizia. Hollande, no entanto, não consegue dizer três palavras sem se adormecer a si próprio, e faz promessas que deixam bem claro que ou não tem consciência da realidade ou mente de forma descarada. Nenhuma delas uma característica particularmente redentora.

Hollande ecoa o discurso muito em voga de que é preciso deixar a “aposta” na “austeridade” e “virarmo-nos” para o “crescimento”. Como se houvesse uma opção. Como se a “austeridade” fosse uma escolha. Como se bastasse querer “crescer” para o conseguir. Mas ao contrário do que muitas pessoas parecem pensar, não há ninguém que defenda “políticas de empobrecimento”. A “austeridade” que de facto nos empobrece não é uma escolha, algo a que se possa “pôr fim” por decreto e voluntarismo.

É estranho como as pessoas parecem crer na capacidade de um governo (nenhum em particular, mas a entidade abstracta) para resolver problemas. Na realidade, os governos são um animal dos mais impotentes que existem à face da Terra. Estão limitados pelas acções de outros governos, pelas acções de simples indivíduos cujos resultados não controlam, e acima de tudo pelas circunstâncias. Nenhum governo escreve numa folha em branco. E nas circunstâncias actuais, é impossível acabar com a “austeridade”. Com cortes de impostos ou cortes da despesa, com aumentos de impostos ou aumento do “investimento público”, os europeus em geral e os portugueses em particular vão continuar a empobrecer. Qualquer “aposta” no “crescimento” dificilmente será bem sucedida.

O que Hollande propõe, e que tanta esperança alimenta nos que excitadamente acolheram a sua eleição, é atirar dinheiro para a economia. O problema é que o dinheiro custa dinheiro. Para “investir”, o Estado precisa ou de cobrar mais impostos, que dificultarão a vida à classe média e que mais depressa farão fugir os ricos do que fazê-los pagar mais, ou se endividar. E quem é que emprestará dinheiro a Estados já excessivamente endividados, numa conjuntura como a actual, a não ser com juros quase proibitivos? Basicamente, estar-se-ia a repetir o erro das últimas décadas, alimentando uma falsa prosperidade hipotecando o futuro cada vez mais.

É claro que há um outro sítio ao qual os Estados podiam ir buscar dinheiro. Ao contrário do que a sabedoria popular nos ensina, o dinheiro até cresce nas árvores. Apenas quanto mais se colhe, menos valor ele tem. Se os governos quiserem (e querem sempre) “injectar” dinheiro na economia, basta pedirem aos Bancos Centrais para o imprimirem. É o que Hollande tenciona fazer, e certamente que o BCE terá ouvidos receptivos para o Eliseu. E como que por milagre, haverá mais dinheiro a circular. Mas esse dinheiro valerá menos. O pouco que as pessoas comuns conseguiram poupar valerá menos. Os que ainda vão recebendo um salário irão ver esse salário representar menos poder de compra. Haverá mais dinheiro, mas o empobrecimento será maior.

O melhor que os governos têm a fazer, nestas circunstâncias, é garantir que a “austeridade” não se venha a repetir no futuro. É garantir que políticas como as que nos conduziram até aqui são definitivamente abandonadas. É garantir que no futuro as pessoas não tenham que abdicar de metade do que ganham para alimentar um Estado que nem assim paga tudo o que deve, e que a única coisa que lhes dá em troca é um aumento de impostos de seis em seis meses. Mas para isso, será preciso reformar profundamente os sistemas públicos de Segurança Social, os sistemas públicos de Saúde, os sistemas públicos de Educação. Na prática, isso traduzir-se-á em fazer com que um número significativo de pessoas paguem mais por eles. A longo prazo, será a melhor opção para todos. Mas a curto prazo, significará também o empobrecimento dessas pessoas. É triste, mas é verdade.

Ninguém mais do que eu gostaria que as políticas dos governos, fossem as de Obama, as de Passos Coelho, as de Hollande, as de Merkel ou as de qualquer um outro, fizessem com que eu pudesse olhar para o futuro e ver outra coisa que não a desgraça que todos tememos estar aí à porta. O problema está em que a “austeridade” não foi uma escolha feita em detrimento do “crescimento”, por perfídia de uns senhores de índole duvidosa que ocupam o poder. “Crescimento” todos queremos. Mas infelizmente, como sabiamente dizia o filósofo Jagger, “you can’t always get what you want”.

Quem é quem na Administração Obama (e anteriores)

Filed under: Double standards,Economia,Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:00
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Quem é quem nas Administrações Americanas pode ajudar a mostrar como a Regulação não é a Solução, pois quem regula é geralmente ex-colega do regulado. O site Geek.us tem uma boa apresentação destes companheirismos. Ficam só alguns aqui (ver todos no site).

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Maio 8, 2012

Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal

Neste post, a esquerda louçaniana demonstra falta de atenção de duas formas.

Primeiro, por ainda não ter percebido que n’O Insurgente há, desde sempre, pluralismo de opiniões sobre os mais diversos assuntos, incluindo as questões relativas à dívida pública e ao futuro (ou falta dele) do euro. Ao contrário do que acontece em alguns sectores da esquerda, na “direita hayekiana” (uma descrição de que alguns insurgentes não gostarão mas que pessoalmente até me parece adequada), a convergência em torno de princípios não implica monolitismo de posições nem ausência de debate de ideias.

Segundo, porque no que diz respeito ao caso específico da dívida pública, muito antes da vitória do, para já bestial, Hollande em França e da progressão eleitoral na Grécia de vários partidos estatistas e anti-troika (como o Syriza e o Chrysi Avgi) que tanto entusiasmou o Sérgio Lavos, já vários insurgentes – em diversas ocasiões e por diversas razões – haviam expresso o seu cepticismo relativamente aos bailouts e aos respectivos pressupostos no que diz respeito ao pagamento integral da dívida pública.

Para não ir mais longe, recordo o que eu próprio escrevi num texto para o Institute of Economic Affairs publicado ainda em… 2010: Euro crisis: the prognosis for Portugal is dire

In this scenario, unless the Portuguese government can provide an internationally credible commitment to wide reaching and immediate cuts in public expenditure – which seems unlikely at this point – the remaining options appear to be a bailout package and/or some form of default on existing debt. If a bailout does materialise, it would be important for creditors to take a substantial haircut on their claims. Assuming Portugal retains fiscal sovereignty (which is not a given under present circumstances in the EU), linking any bailout with a haircut on creditors will be essential to limit moral hazard in the actions of international lenders and also to ensure Portuguese politicians undertake much needed structural reform.

Mantenho o meu cepticismo relativamente aos efeitos dos bailouts e ainda recentemente no debate com Vítor Gaspar na Universidade Católica expressei mais uma vez essa posição salientando que embora compreenda que os bailouts dão maior margem de manobra política e social aos governos, eles têm também o efeito provavelmente inevitável de adiar reformas por as tornar menos urgentes e permitirem a sustentação da despesa pública a níveis mais elevados do que seria desejável. A esse respeito, a situação da Grécia é um excelente exemplo.

A minha solução preferida seriam cortes radicais de impostos acompanhados de cortes a sério na despesa pública, um caminho que nem Portugal nem a Grécia seguiram. O actual Governo português aposta tudo no cumprimento do memorando e no regresso aos mercados internacionais de crédito. Desejo-lhe, para bem do país, sorte e faço votos de que o sector privado seja capaz de acomodar os esforços brutais que lhe estão a ser impostos para manter o Estado mas temo que, caso não seja rapidamente invertida a crescente asfixia fiscal e tomadas medidas para a liberalização da economia e para a redução do peso do Estado, os resultados sejam francamente decepcionantes.

Parabéns F. A. Hayek

Hayek nasceu a 8 de Maio de 1899. Parabéns a um dos maiores Economistas de sempre.

Para o celebrar ficam alguns vídeos inspirados nele:

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A tal Direita Neo-Liberal Friedmaniana com laivos de anarquismo

Filed under: Diversos,Economia,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Lima @ 14:41

Vítor Gaspar: Baixar impostos até 2016 seria imprudente

Álvaro: Ministro da Economia disponível para discutir aumento do salário mínimo

Assunção Cristas: Chuva não retira a produtores apoios previstos pela seca

Duarte Marques: JSD chama a atenção do Governo para a necessidade de proteger as Repúblicas de Coimbra

António Rodrigues: PSD pede a Bruxelas mais medidas de apoio ao crescimento

E o Grande Capital:

Ricardo Salgado: Hollande pode contribuir para “uma nova vaga em termos económicos”

Maio 7, 2012

Crescimento em França e estabilidade monetária na Grécia (3)

Em França, a “esperança tranquila” apela ao nacionalismo dos franceses. Na Grécia, e face a estes resultados, se calhar o caminho para salvar o sonho europeu começou mesmo hoje, só que é cada vez mais provável que o caminho para essa provável “salvação” tenha de passar pela saída da Grécia da zona euro.

Crescimento em França e estabilidade monetária na Grécia

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,União Europeia — André Azevedo Alves @ 00:00

O futuro é já amanhã: Boas notícias. Por João Miranda.

Em França ganhou o crescimento (começa logo amanhã). Na Grécia o Dracma está à beira da maioria absoluta.

Maio 6, 2012

O Futuro

Filed under: Diversos,Política,Política Fiscal,Portugal — Ricardo Lima @ 20:37

Nazis, fascistas, comunistas, extrema-esquerda, trotskistas, chamem-lhes o que quiserem. São todos da mesma família e estão todos a subir por a Europa fora, nas Franças, nas Áustrias ou nas Grécias. O Bloco Central falhou redondamente. Os Governos ditos de direita, que países como Portugal ou o Reino Unido fizeram eleger não são menos socialistas que os que os antecederam. Na França a segunda volta foi disputada por dois socialistas competindo pelo maior ódio aos ricos e ao grande capital. No 3º lugar estava Le Pen, uma nacional-socialista. Os grandes derrotados deste e dos próximos ciclos eleitorais não serão os mercados, a austeridade ou a direita. Serão a falsa direita, os progressistas vestidos de conservadores, os democratas-cristãos e os centristas.  O actual projecto democrata-cristão\social-democrata, de acomodação entre o socialismo e alguma economia privada, que assombra as economias e os edifícios sociais europeus só tem duas alternativas. Uma verdadeiramente marxista ou uma verdadeiramente liberal. Infelizmente, a segunda parece condenada a triunfar, pelos menos em alguns países. Nas últimas eleições da Madeira, Jardim, referindo-se ao CDS afirmava que era necessário “expulsar os fariseus do templo”. Na verdade, necessário é expulsar do templo os Jardins que por lá pregam.

A falsa dicotomia entre “austeridade” e “crescimento”

Filed under: Economia,Media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:00

Então vamos lá trocar umas ideias sobre crescimento. Por José Manuel Fernandes.L

endo os jornais e vendo as televisões, fica-se sem dúvidas: em Portugal, e na Europa, há dois tipos de políticos. Uns são pela austeridade. Os outros são pelo “crescimento e pelo emprego”. Não é dito, mas está subentendido, que os primeiros devem ser ou sádicos (gostam de fazer mal às pessoas) ou masoquistas (gostam de perder eleições). Os outros, naturalmente, não só são intrinsecamente bons, como visionários. Esta dicotomia devia ser demasiado ridícula para ser levada a sério, mas a verdade é que é. Chega-se até ao ponto de justificar esta estranha situação por Angela Merkel (a alma danada por detrás de tudo o que de mal nos acontece) ter nascido na Alemanha “do Leste” e, pecado ainda maior, ser “protestante”. Não têm de resto faltado comentadores e outras figures ilustres a desfilar pelas televisões para nos ungirem com tão douta explicação.

Nada disto faz sentido – mais exactamente, nada disto faz sentido a não ser como propaganda muito primária. Nenhum político com um mínimo de sentido de sobrevivência prefere a austeridade ao crescimento. O que existe, isso sim, são diferentes visões sobre como estimular o crescimento da economia. E era por aí que as discussões deviam começar.

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Maio 5, 2012

O debate com Vítor Gaspar na Universidade Católica

O debate com o ministro Vítor Gaspar na Universidade Católica, organizado pelo Instituto de Estudos Políticos e pela Renascença, com moderação de Graça Franco e José Manuel Fernandes e no qual eu e o João Pereira Coutinho participamos como comentadores pode ser ouvido aqui.

Pela minha parte, dei o tempo por bem empregue e fiquei positivamente impressionado com Vítor Gaspar, ainda que mantenha as divergências em relação ao que me parecem ser os crescentes sinais de esgotamento do sector privado para suportar a carga fiscal e regulatória imposta, assim como no que diz respeito ao potencial de realização e sustentabilidade de reformas no sentido de uma maior auto-disciplina orçamental e abertura da economia à concorrência no contexto ideológico vigente em Portugal. Embora seja ainda relativamente cedo para ter posições definitivas a esse respeito, mantenho também o maior cepticismo relativamente à execução orçamental em curso, ainda que compreendendo que a posição pública do Ministro das Finanças dificilmente poderia ser diferente da que foi.

Pela positiva, saliento a resposta de sólida oposição a quaisquer tentações proteccionistas dada por Vítor Gaspar, assim como a sua postura anti-inflacionista, ainda que numa perspectiva neoclássica.

Em relação à política monetária, temo no entanto que Vítor Gaspar tenha uma posição demasiado optimista relativamente à capacidade do BCE para não ser (ainda mais) instrumentalizado ao serviço da despesa pública, colocando em causa a estabilidade monetária.

Globalmente, acho que foi um debate interessante e com saldo final positivo.

Lista de observatórios portugueses

Filed under: Política Fiscal,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 14:31

Para dar uma ajuda ao governo que, aparentemente, anda com dificuldades em encontrar onde cortar despesa, fica aqui uma lista a observar:

Observatório do medicamentos e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório vida
Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas
Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento
Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça
Observatório estatístico de Oeiras (mais…)

Uma carga fiscal cada vez mais imprudente

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:30

imprudências. Por Rui A.

O ministro Vitor Gastar esclareceu hoje a pátria que anunciar descidas de impostos para 2015 ou 2016 (daqui por três ou quatro anos) seria uma “imprudência que não seria compreendida pelos portugueses e pelos parceiros internacionais”. Por mim, enquanto português, imprudente é continuar a asfixiar a economia por causa da bandalheira das contas públicas, sendo certo que estas só poderão sobreviver à conta da primeira.

Presidente Vaclav Klaus: O que fazer à Europa?

Filed under: Política,Política Fiscal,Política Monetária,União Europeia — Filipe Faria @ 00:14

Ontem tive o privilégio de assistir à conferência do Presidente Vaclav Klaus organizada pelo Grupo Bruges, assim como de o conhecer pessoalmente. Sem dúvida, é um dos últimos políticos com personalidade em grande destaque na Europa. Tal como ele disse no seu discurso, todas estas recomendações anti-federalistas são urgentes para o continente europeu, e, com um sorriso provocador nos lábios, sugeriu que exactamente o mesmo também se aplica aos Estados Unidos.

“Let me suggest the main components of such a change. First, we must get rid of the unproductive and paternalistic social market economy. Second, we should accept that economic adjustment processes take time and that impatient politicians and governments usually make things worse. Third, we should start making comprehensive reductions of government expenditures and forget flirting with solutions based on tax increases.

We should also stop the constantly expanding green legislation. The Greens must be prevented from taking over much of our economy under the banner of such flawed ideas as the global warming doctrine. And we should get rid of the centralisation, harmonisation and standardisation of the European continent and start decentralising, deregulating and desubsidising our society and economy. It should be made possible for countries that are the victims of the European Monetary Union to leave it and return to their own monetary arrangements. And we should forget such plans as a European fiscal union, not to mention anti-democratic ambitions to politically unify Europe. We should return to democracy, which can exist only at the level of nation-states, not at the level of the whole continent.” Vaclav Klaus (03/05/2012)

Maio 4, 2012

Novas de um tempo em que era “tudo à grande”

Concerto de Júlio Iglésias em Barcelos vai parar à Justiça:

Em causa está a Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC), sobre a qual impende uma execução judicial para a cobrança de um crédito no valor de 224.950 euros relativos ao concerto de Júlio Iglésias aquando na inauguração do Estádio Cidade de Barcelos, em 2004, numa altura em que a Câmara local era liderada pelo PSD.

Domingos Araújo explicou que o concerto foi inicialmente contratualizado por 325 mil euros, mas, entretanto, devido à fraca adesão do público, foi renegociado, tendo sido fixado em 195 mil euros.

Enganam-se aqueles que julgam que o que delapidou as contas e distorceu a economia portuguesa foram apenas as grandes obras de betão, a Parque Escolar, as brincadeiras do Jardim, o Euro 2004 ou a Expo 98. Pelo meio houveram concertos, teatros e umas quantas tradições, espectáculos de aviões e corridas de carros. Cidades iluminadas a cada ocasião especial, competições de árvores de natal, rios de dinheiro evaporados em tudo que era Santo Popular. Foram os Carnavais, os monumentos e as salas para inglês ver (literalmente). Foram as touradas e os farnéis, as federações académicas e as associações populares e  quiçá, numa ou outra localidade mais larga de mãos, até os condomínios se empanturraram do erário público.

Aqui há uns tempos o Paulo Morais dizia que “por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras.” Mas não foram apenas as construtoras. Foi todo um conjunto de empresas prestadoras de diferentes tipos de serviço o responsável pelos constantes prejuízos das empresas municipais. Foi todo um conjunto de autarcas que fez questão de “mostrar obra”. Foram os recuados e os sacos azuis. Foi a bola, que ainda sustentamos – para as alegrias de uns quantos aficcionados – desde as escolinhas da freguesia até aos luxos da 1ª liga. Foram os Metros, os Autocarros de dois andares, os postos de abastecimento de veículos eléctricos e as pontes, muitas pontes. Mas, acima de tudo, foi o povo, que nesta fartazana de pão e circo, iludido pelas vanguardas de arquitectos iluminados e vereadores mais ousados, foi no pagode e tocou batuque.

“Ele roubou mas fez obra.” “Roubou mas roubou para nós”. “Olhem para o outro lado da ponte, ELE FAZ OBRA, ele desenvolve”. São alguns dos argumentos passíveis de serem ouvidos em qualquer “conversa de café”. A obra, essa palavra abstracta que em segundos absolve um criminoso e que,  aos olhos de alguns, nunca lhes sai do bolso. Volvidos tantos anos, não há culpados, apenas Eles. São sempre Eles, num outro significado abstracto – e diga-se de tom conspiratório – que mal se decifra. Mas o Eles, nunca somos nós, é sempre uma entidade que caminha nas sombras. Os cavaquistas, os neo-liberais, os maçons, as opus dei, os judeus, os jacobinos, os americanos, os fáxistas, a igreja, os lobbies…Como dizia o JMB, “Eu sei lá”. Talvez seja uma consequência da mentalidade marxista, tão popular por estes lados, esta necessidade constante de encontrar um inimigo interno ou externo – quase sempre uma figura ou entidade sombria – para explicar os nossos problemas.

E no fim de contas, sem culpados mas com factura, a vida continua. Foi porreira a festa, pá!

A promoção do Pingo Doce como acção ideológica

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:00

Pingo doce em pedra dura… Por Filipe Anacoreta Correia.

Estão muito irritados, porque a Jerónimo Martins teve uma acção ideológica. Imagine-se a desfaçatez! A ideologia é só para nós, camaradas. Agora até isso querem democratizar! Onde é que já se viu. De repente, o marxismo vira neo-liberal e afirma que as empresas não podem ter ideologia. Nem pensar. Só vender. Hmm. Não contava com esta.

E depois não se percebe se acham bem que os capitalistas vendam os produtos com 50% de desconto. Em princípio, sim. Mas não no 1º de Maio. Ora, ora, essa é velha. Os novos fariseus do Templo determinam que não se pode fazer o bem nas datas sagradas.

Que coração duro se lhes nota que nem um Pingo doce os amolece.

Maio 3, 2012

Cristas Anti-CDS ou CDS Anti-Cristas ?

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:59

De facto, uma parte substancial da actuação de Assunção Cristas enquanto Ministra não bate certo com as posições assumidas pelo CDS: Agora sem ironia. Por Maria João Marques.

Mas não deixa de ser irónico que o partido que mais oposição fez – e muito bem – ao PS devido aos abusos da ASAE seja agora o partido que, através de Assunção Cristas, aumente os impostos com argumento de defesa da segurança alimentar e que pretenda conter promoções comerciais que, está à vista de toda a gente, só trazem benefícios.

Um “ULTIMATO” por mais subsídios…

Filed under: Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

Mais do que a – infelizmente comum – solicitação de mais dinheiro ao Estado, o que é digno de nota nesta petição são os termos nos quais a mesma é apresentada: CINEMA PORTUGUÊS: ULTIMATO AO GOVERNO. Um título que diz tudo…

Medina Carreira e o “Excesso de Austeridade”

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 14:19
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.Medina Carreira, certeiro como é seu hábito.

O fiscalista criticou os discursos como os do secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, que “mostram a austeridade como um papão”, quando, com este acordo de assistência financeira, “a ‘troika’ está apenas a dizer que Portugal tem de gastar apenas o que tem”.

Henrique Neto concordou com Medina Carreira, afirmando que “com estes políticos e esta política não se podem esperar melhorias”, mas preferiu apontar o distrito de Leiria como um exemplo a seguir no país e que devia ser alvo de estudo, em especial em tempo de crise.

Porque não há mais Portugueses como estes 2?

Maio 1, 2012

Filosofia Liberal – O Liberalismo definido

Para quem não sabe o bê-a-bá do Liberalismo:

Versões:
Philosophy of Freedom: Flash (PTESFREN), SiteDownload & Youtube (PTESFREN)
Podem ver este e diversos outros recursos interessantes na minha página de links.

Paul vs Paul

Admito que preferia ver o Krugman enfrentar o Peter Schiff, mas de qualquer maneira o Ron Paul desmascara bem as posições de um senhor que está para o Nobel da Economia como Kissinger e o seu homólogo vietnamita estiveram para o Nobel da Paz.

 

 

Abril 30, 2012

No Fio da Navalha

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:36

O meu artigo para o jornal i deste fim-de-semana.

Liberdade

A liberdade também implica um Estado que gaste menos e não cobre tantos impostos.

Com o passar de mais um 25 de Abril, voltámos a ouvir que os portugueses não devem tolerar mais cortes nas ajudas, nos subsídios e na gratuitidade universal dos serviços do Estado. A austeridade está a acabar com a convicção de que o Estado é um poço sem fundo e que todos temos direito a tudo. Que fomos feitos para receber. De onde, de quem, pouco interessa, desde que o intermediário seja o Estado e ele trate disso por nós. Delegámos nele o jogo sujo de arranjar receitas de qualquer maneira. Se com mais impostos, taxas de juros mais baixas ou até com o fabrico, pelo Banco Central Europeu, de mais dinheiro, pouco importa. Desde que chegue ao nosso bolso. Foi assim que assumimos a pose de pessoas de bem e generosas. Uma generosidade imposta a todos, dispersa entre cada um de nós e, por isso, sentida por ninguém.

Esta posição é vergonhosa e indigna de ser decretada à conta do 25 de Abril. A revolução dos cravos visou pôr termo à guerra do ultramar, que destruía a vida de milhares de jovens, e pretendeu estabelecer uma democracia em Portugal. Que pudéssemos votar, ter opiniões contrárias à do governo e acesso a uma informação livre e imparcial. Comparar estes objectivos, dignos e gratificantes para quem a eles se propôs e por eles se bateu, com a mera exigência de mais direitos, à custa do esforço de outros, é um insulto. No entanto, há quem faça precisamente isso: exija do Estado a prestação de múltiplos serviços, alegando um direito baseado na mera existência. Existo, logo exijo. Foi para um país de cidadãos de mão estendida que se fez o 25 de Abril? Terá sido para esta falta de brio que saltámos de uma ditadura para uma democracia? Não me parece. Foi para quê, então?

Acima de tudo, pela liberdade. Não só de votarmos, mas de, através do voto, procurarmos soluções para os problemas e, dessa forma, vivermos melhor. De não ficarmos presos às decisões tomadas há 38 anos, mas conseguirmos decidir de acordo com as necessidades e as vontades de hoje. Por isso, além da escolha de um governo, a liberdade implica viver e decidir sobre os problemas que afectam a vida de cada um de nós, sem a interferência de terceiros. Esta liberdade, que Isaiah Berlin definiu como negativa, é aquela que devemos aprofundar em cada dia que passa das nossas vidas. Trata-se de um processo quase tão difícil quanto planear e levar a cabo uma revolução. Consiste num esforço diário, dissolve-se se não constar de uma prática habitual, implica uma vigilância constante da nossa parte. Obriga-nos a melhorar e a escolhermos o caminho mais difícil: o de assumirmos a responsabilidade das nossas vidas, de forma a não sermos um peso para os demais. E se tomarmos consciência da dimensão desta empreitada, reparamos que é um dever o que se nos impõe: sermos individualmente livres de forma que os outros também o possam ser. Se não o fizermos, a liberdade de que tanto se fala nestes dias será oca e pouco significado terá. Serão livres os que esperam e não os que procuram. A liberdade desaparecerá à primeira dificuldade e será trocada pelo que se apelida de segurança. Como se esta fosse possível sem que se respeite a vontade e os desejos de terceiros.

O apreço pelo trabalho do outro implica um esforço suplementar da nossa parte. O direito ao ensino e ao trabalho não pressupõe que estes nos sejam concedidos, mas que possamos lutar por eles. Da mesma forma, a gratuitidade de prestações sociais a quem as pode pagar, porque implicam um ónus sobre o trabalho dos restantes cidadãos, são uma farpa na sua liberdade individual. Na liberdade de trabalhar e usufruir, o máximo possível, dos seus rendimentos. Quanto mais subsídios recebemos, mais impostos pagamos e menos livres somos. Só uma sociedade respeitadora desta liberdade tem condições de ajudar quem precisa, os verdadeiros pobres, e não os que, em seu nome, se arrogam o direito de receber. É assim que a liberdade dos solidários passa mais por prescindir do que por impor obrigações.

Abril 28, 2012

La France qui s’auto-taxe – Bastiat 2012

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,Videos — André Azevedo Alves @ 18:36

La France qui s’auto-taxe

(via)

Bastiat 2012

Abril 26, 2012

Empreendedorismo tributário

Filed under: Comentário,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:23

Quando tanto se fala de promover o empreendedorismo, é de assinalar a notável criatividade de alguns governantes no que diz respeito à invenção de novas taxas, sempre a bem da Nação, como não poderia deixar de ser.

Assegurado que está um renovado impulso de empreendedorismo na expansão da carga tributária, na economia portuguesa ficam a faltar apenas os recursos para a pagar.

Deve ser isto, o chamado “neoliberalismo”

Donos de Portugal

Filed under: Diversos,Economia,Política Fiscal,Portugal,Videos — Ricardo Lima @ 00:36

Acabo de assitir ao documentário “Donos de Portugal”. Faço questão de deixar umas breves notas.

1 – Visão tendenciosa acompanhada pelos dois únicos entrevistados: um historiador do Bloco e um economista da CGTP.

2 – Apesar do comentário tendencioso, a evolução do grande capital e das suas relações com o Estado é bem acompanhada pelo documentário, o que o chega a tornar interessante e informativo.

3 – Ironicamente demonstra as consequências nefastas da intervenção do Estado na Economia.

4- Nos últimos 5 minutos acaba o documentário e começa um manifesto político.

Abril 24, 2012

(In)sanidade fiscal em versão “democrata-cristã”

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:39

Assunção Cristas acena com embargo para aplicar nova taxa alimentar

“Se isso não for feito temos embargo de certas produções. Tem de ser feito o controlo de toda a sanidade”, afirmou a ministra numa intervenção durante as jornadas parlamentares do CDS, a decorrer em Ponta Delgada, São Miguel.

Assunção Cristas não especificou, no entanto, quais as produções em que há esse risco.

Leviandade ou inconsciência? Por Gabriel Silva.

O cidadão depreenderá das suas palavras que não está a ser feito o controle sanitário «de certas produções». Certamente o consumidor gostaria de saber, exige mesmo – que se saiba quais as produções nas quais não está a ser feito o devido controle sanitário e que correm o risco de embargo por parte de terceiros países mais exigentes. A bem da saúde pública. Ou então a ministra disse aquilo levianamente, apenas para forçar a aprovção da sua iniciativa legislativa sacadora de recursos dos cidadãos. Num caso ou noutro, é asneira grosssa.

Abril 21, 2012

A via argentina para o descalabro

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária — André Azevedo Alves @ 11:20

As asneiras que ainda não fizemos. Por João Miranda.

Os contratos das PPP e das enegias renováveis são asneiras que já fizemos. Mas há ainda asneiras que não fizemos e podemos evitar. São as asneiras argentinas, para as quais a tentação é grande:

1. default da dívida externa
2. proteccionismo
3. corralito
4. desvalorização da moeda e destruição da poupança
5. nacionalização dos fundos de pensões
6. impostos especiais sobre empresas exportadoras
7. consumo das reservas do banco central
8. nacionalização de empresas detidas por estrangeiros
9. agravar de conflito territorial com outro país

Abril 20, 2012

Um final feliz, mas a culpa vai morrer solteira

Filed under: Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:59

Os in-shores do Estado predador. Por José Meireles Graça.

Abril 19, 2012

Ron Paul na lista dos 100 Mais Influentes da Time

Filed under: Eleições EUA 2012,Internacional,Política,Política Fiscal,Política Monetária — Ricardo Campelo de Magalhães @ 11:33
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E com um bom texto a condizer:

Why does Congressman Ron Paul draw such large and enthusiastic audiences even though he has no chance of winning the Republican nomination? Because people like a politician without marbles in his mouth.

Paul does not censor himself. He comes across as sincere, earnest and independent of his party’s fat cats. In the debates, only he called out the American Empire’s meddling in the business of countless nations around the world. He assails the Pentagon’s bloated budgets and has worked with liberal Democrat Barney Frank to shrink the military-industrial complex. He wants to end our boomeranging wars.

Paul, 76, draws a distinction between libertarian conservatives and those corporatist conservatives entrenching a corporate state in which Big Business merges with Big Government. That’s why he is against bailouts. His defense of privacy and civil liberties and his opposition to the war on drugs endear him to people beyond his libertarian base. They even include some progressives who cannot abide his views against health, safety and economic regulations or his denunciation of the Federal Reserve’s fiat money and social-welfare programs like Medicare.

Gaspar, o modesto

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal — Nuno Branco @ 09:49

 O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, disse na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, que Portugal oferece “uma lição de moral” a todos aqueles que defendem o aumento da despesa pública para estimular a economia. Foram as “políticas fiscais expansionistas” do anterior governo socialista de José Sócrates que conduziram o país a um défice orçamental “insustentável” que desencadeou uma crise e o pedido de ajuda financeira a entidades internacionais.

E disse muito bem, infelizmente a sua modéstia não lhe permitiu falar da contribuição do actual governo e limitou-se ao anterior. É que Portugal também é uma “lição de moral” para quem acha que uma crise de dívida se resolve com aumento de impostos em vez de cortar na despesa a sério.

Um final feliz, para variar

Filed under: Política,Política Fiscal,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 09:24

Exactamente um mês depois de aqui ter sido reportado pela primeira vez, o problema com o IMI aplicado a emigrantes em paraísos fiscais foi ontem resolvido por proposta da maioria parlamentar PSD/CDS. Isto foi resultado de um esforço de organização impressionante de alguns emigrantes (de forma notável, os emigrantes em Andorra e Médio Oriente) que, apesar das dificuldades logísticas óbvias, conseguiram uma atenção mediática desproporcionalmente grande ao número de pessoas afectadas pelo problema.

De notar é também o facto de apenas os partidos da maioria terem votado a favor da correcção deste erro legislativo. O Bloco de Esquerda foi ao ponto de votar contra a alteração de algo que nunca tinha sido aprovado antes, e que foi apenas o subproduto de uma outra legislação. Sei de fonte segura que o seu líder confrontado por alguns emigrantes com a situacao há apenas algumas semanas, recomendou-lhes que se registassem como sendo residentes fiscais em Portugal, pagando IRS sobre os seus rendimentos obtidos fora do pais, o que, para além de revelador de uma profunda insensibilidade e cegueira ideológica, é simplesmente ilegal. Já a abstenção do PS é mais difícil de comentar sem saber exactamente qual a tribo que se absteve e qual o significado exacto dessa abstenção (terá sido uma abstenção violentamente contra ou suavemente a favor?). Sinal da confusão que vai por aqueles lados é o facto de precisamente dois dias antes da votação um deputado do PS ter andado a acenar na imprensa com a injustiça da taxa.
Depois do destino que a coligação deu ao PL118, aí está mais uma demonstração de que esta coligação, estando longe de ser boa, ainda vai sendo o mal menor para o país.

Abril 18, 2012

Hiroshima Vs Detroit – no Longo Prazo…

Filed under: Economia,Internacional,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:47
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Dá que pensar, não é?

E Hiroshima nem é o melhor exemplo, dado que desde os anos 80 o Estado Japonês tem gasto massivamente em “estímulos” à Economia.

Ainda assim, esta imagem que circula no Facebook faz pensar sobre quão mal as coisas podem correr com políticas como as de Detroit…

Abril 17, 2012

“Um aumento de impostos nunca é justo”

Uma acção radical e violenta com a intenção de repôr ou proteger a propriedade de alguém é, em quase todas as circunstâncias, Auto-defesa. Já uma acção com vista a expropriar alguém da sua propriedade – ou restringir o seu acesso à mesma –  mesmo quando legitimada por um governo, uma maioria ou até pelo apoio popular e ainda que gradual e efectuada através do processo democrático, é Roubo. E de facto, o Governo não é a Mafia. A Cosa Nostra regia-se por códigos de conduta e em situações normais oferecia protecção eficiente em troca de quantias razoáveis. O Governo não tem códigos de conduta, procede à extorsão de quantias para lá do razoável e a protecção – nas raras vezes em que a chega a oferecer – é insatisfatória. Conclusões ? Estes tipos são tão inúteis que nem para Mafiosos servem.

PS: A frase é do André Abrantes Amaral que juntamente com o Ricardo Arroja deu uma sova – em plena tv estatal – a uns indivíduos que por lá andavam a dissertar baboseiras contra dos direitos de propriedade.

Abril 16, 2012

Bernanke afirma o Óbvio

Filed under: Economia,Internacional,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Política Monetária — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:37
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Bernanke Admits Borrowing and Spending Are Disastrous for Economy.

Sustained high rates of government borrowing would both drain funds away from private investment and increase our debt to foreigners, with adverse long-run effects on U.S. output, incomes, and standards of living. Moreover, diminishing investor confidence that deficits will be brought under control would ultimately lead to sharply rising interest rates on government debt and, potentially, to broader financial turmoil. In a vicious circle, high and rising interest rates would cause debt-service payments on the federal debt to grow even faster, resulting in further increases in the debt-to-GDP ratio and making fiscal adjustment all the more difficult.

Original: CNBC

Será que corremos o perigo de um dia o Presidente do Fed, em coerência, se demitir?

Abril 14, 2012

The retreat from Classical Liberalism – Deepak Lal

Filed under: Economia,Educação,Livros,Política,Política Fiscal,Saúde,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:14

Lost Causes: The retreat from Classical Liberalism

Uma breve recensão do livro está disponível aqui: Lost Causes: The Retreat from Classical Liberalism. Por Philip Booth.

A importância de facilitar o investimento para sair da crise

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 16:19

Italy must remove the barriers to foreign investment. Por Alberto Mingardi e Carlo Stagnaro.

Easing the way for investors should be point one on Mr Monti’s agenda. In a fiscal crisis, the instrument to achieve that goal should be a radical simplification of the legal procedures that regulate investment.

Mais liberdade na Segurança Social ?

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:11

Felizmente, nem todos os governantes ligados ao CDS alinham pelo padrão de actuação profundamente estatista que tem caracterizado a acção de Assunção Cristas. Há sinais animadores no discurso de Pedro Mota Soares: Segurança Social pode transformar-se num sistema misto

“É importante podermos introduzir mudanças que garantam uma base pública do sistema de Segurança Social, que a base essencial seja pública, mas que ao mesmo tempo seja dada liberdade de escolha, nomeadamente às novas gerações”, salientou à Lusa. Liberdade de poder descontar-se para o sistema público ou para outros sistemas como mutualistas ou privados, explicou.

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