O Insurgente

Maio 10, 2012

Lógica da Batata em Português

Filed under: Cultura,Double standards,Nanny State Watch — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:51
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Os Realizadores exigem dinheiro.
Para quê? Para não fazer nada de jeito, pois quase ninguém (talvez os próprios…) quer ver.
Se fosse bom, teria clientes, daria lucro e não era preciso dar-lhes senhas de sopa. Não é o caso.
E o que é suposto fazer o público Português? Calar e pagar. Não é preciso assistir aos filmes: não merece!
Quem garante a qualidade então? O juíz mais isento possível: o mesmo grupo que pede o apoio.

Meus caros, a diferença entre pedir senhas de sopa (afinal, está em causa passarem fome!) para não fazer nada (pois o que fazem e nada é igual para 99.9% da população) e a versão chic que decidiram exigir é 0 (zero).
Tenham vergonha na cara, vão fazer algo de útil para a sociedade e recebam por o vosso trabalho ter criado valor para alguém. Vão ver como é uma boa sensação.

E se me vierem com: “Ah e tal, eles ganharam prémios” relembro: a lógica mantém-se. Se ganharam prémios, que façam bom uso do valor pecuniário anexo. Se são de prestígio, que tentem agarrar clientes com campanhas de marketing. Se conseguirem, parabéns e que bom para eles (pelas amostras que eu vi, vai demorar até me convencerem a dar dinheiro com vontade). Se não conseguirem, ou os prémios não significam assim tanto ou não souberam aproveitá-los. De qualquer das formas, não venham extorquir dinheiro a um país que nem o tem.

Leituras recomendadas: “E que por vocês todos os realizadores portugueses morreriam à fome.”Uma estranha noção de liberdade…Se o Cinema Português morrer, enterra-se

“E que por vocês todos os realizadores portugueses morreriam à fome.”

Filed under: Diversos,Double standards,Economia,Nanny State Watch,Política — Ricardo Lima @ 12:08

Há quem afirme que o cinema não deve ser deixado aos mercados. Deverá portanto ser deixado a um grupo de produtores e  realizadores bem formados que tratarão da manutenção da qualidade artística, tudo isto, claro, com belas ajudas de umas quantas taxas. Ajudas estas que alguns julgam não ser ainda suficientes. O Ricardo Arroja tocou num ponto relevante que eu não cheguei a desenvolver no meu post. De facto o cinema português produz coisas absolutamente chatas. O oposto de chato não é necessariamente um American Pie, um Avatar ou os Vingadores. Mas, quem realmente deseja realizar filmes que não vendem, não pode vir para a rua protestar por não ter dinheiro para os custear, é simples. Seria o mesmo que o Pingo Doce, não conseguindo livrar-se do stock e perdendo clientes viesse pedir ao Estado um subsídio para se manter em funções. Seria o mesmo que os Pastéis de Belém, deixando de ter clientes, viessem exigir um subsídio dada a sua importância para o património. Claro que respondendo a isto vamos ouvir que a Arte é essencial, é fundamental, é fulcral. Bem, eu concordo. A Arte é demasiado importante para ser deixada ao Estado, directamente ou indirectamente. E a Cultura tem demasiada importância para não ser deixada ao mercado, à lei da oferta e da procura, aos consumidores. É por essa razão, entre outras,  que me oponho a qualquer tipo de apoio financeiro às actividades culturais, venha ele do IRS, venha ele de taxas. É por essa razão que me oponho a regulações parvas como a que obriga a que as rádios passem música portuguesa. É por isso que para mim os teatros já deviam ter sido privatizados e os que não lucrassem para se susterem tornar-se-iam lojas de electrodomésticos, se assim fosse o desejo dos seus donos. Assim como os museus, os bailados, as óperas, as exposições e tudo o mais que levar carimbo público, venha ele da custosa manutenção de espaços que não são rentáveis, venha ele de subsídios pagos pelos contribuínte. O Sérgio Lavos acusa-nos de querer matar os realizadores à fome. Eu não falo pelos meus “camaradas”, mas pessoalmente estou-me marimbando para o destino dos realizadores. Felizmente para os mesmos – como já disse ao Sérgio – ainda existe o RSI, portanto não há que temer.

Nota: Entre o American Pie e o “Cristóvão Colombo o enigma”, venha a trilogia inteira do primeiro, mais os infelizes Direct-to-video.

Se o Cinema Português morrer, enterra-se

Filed under: Media,Nanny State Watch,Política — Ricardo Lima @ 01:07

Se o Cinema Português morrer, enterra-se. No entanto, a ser esse o caso, temo que tenhamos um novo grupo de figuras de esquerda e  ”agentes culturais” exigindo do Estado um chorudo subsídio para o velório. Entretanto há gente que poderia parar e reflectir porque é que o cinema português tem alternado entre o softcore milionário e a seca pesudo-intelectual de quem tenta fazer obras primas, as quais vão perdendo, pelo caminho, o grau de parentesco. Nesta hora de pranto seria bom que o Governo ganhasse juízo e extinguisse de vez o apoio às Artes. Seria interessante ver os realizadoress portugueses fazerem filmes que vendessem e não, necessariamente, filmes que ganhassem prémios nuns quaisquer festivais desconhecidos das massas realizados por essa Europa. Filmes que fossem vistos por mais que uma elite intelectualóide. Será pedir muito ?

Maio 9, 2012

Liberdade de imprensa, sempre II

How Journalists Allowed the Palestinian Authority to Fool Them, por Khaled Abu Toameh.

(…) The murder of Israeli Arab actor and film producer Julian Mar-Khamis in Jenin last year should have sounded an alarm bell among the media representatives. His killers have never been caught, sparking a wave of unconfirmed reports about the involvement of influential Fatah gangsters and Palestinian security officers in the case.

A Western journalist who wanted to do an investigative report into the case was warned by senior Palestinian security officers that she would be putting her life at risk if she insisted on carrying out this mission.

Last week, the truth about the situation in Jenin finally exploded in the faces of everyone: the local governor died of a fatal heart attack following an unsuccessful assassination attempt.

For the Palestinian Authority leadership, the assassination attempt was what lifted the veil: Palestinian leaders in Ramallah realized that they could no longer continue to hide the truth about what was really happening in Jenin.

Palestinian security forces have since arrested dozens of Fatah “outlaws” and police officers for various crimes — including murder, extortion, abductions, sexual harassment and armed robberies.

Radi Asideh, the security commander of the Jenin area, admitted that it was the Palestinian security establishment that was responsible for the anarchy and lawlessness. “There is a defect inside the security establishment and officers were responsible for this,” he revealed.

The biggest mistake, Asideh added, was that the Palestinian leadership had turned its back to the defect, allowing the situation to deteriorate at the expense of the people’s security.

Palestinians say that anarchy and lawlessness are to be found also in other areas in the West Bank where the Palestinian Authority claims to have imposed law and order. And, they add, in most cases it is the Palestinian Authority’s security forces that are responsible for the chaos and corruption.

If the Western journalists and donors continue to ignore the reality on the ground, the West Bank could soon fall into the hands of gangsters and armed clans, as has been the case in Jenin — among the main reasons the Palestinian Authority collapsed in the Gaza Strip in 2007, speeding the rise of Hamas to power.

Leituras complementares: Liberdade de imprensa, sempre, A Primavera policial.

O lugar do lixo

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política,socialismo,União Europeia — André Abrantes Amaral @ 16:10

Este artigo do jornalista grego Takis Michas para o WSJ, explica-nos bem ao que vem a extrema-esquerda que conseguiu o segundo lugar nas eleições gregas. Não pagar a dívida, e contratar 150 mil funcionários públicos para reduzir o desemprego, ao mesmo tempo que protege os interesses dos que se encontram instalados no topo de diversos sectores do sector privado, prometendo-lhes parar as reformas que conduziriam a um mercado livre. Não deixa de ser interessante que as ditaduras, sejam esquerda ou de direita, comecem sempre da mesma maneira.

A aposta do Syriza no medo que a Europa possa ter das imprevisíveis consequências de uma saída da Grécia da moeda única, merece apenas uma resposta da Sra. Merkel: rua!

Expropiar? A esquerda não leva a mal

Que o digam Hugo Chavez, Evo  Norales e Cristina  Kirchner.

(…)¿Por qué el Estado es un empresario tan rematadamente malo? Sencillo: porque lo dirigen los políticos. Los fines que éstos persiguen son diferentes y opuestos a los de los propietarios de los negocios que operan en un mercado regido por la competencia.

A los políticos, salvo a los más responsables y mejor formados, no les interesa la competitividad empresarial, la rentabilidad de la inversión y la obtención de utilidades para invertir y continuar creciendo, sino controlar los presupuestos para beneficiarse y beneficiar a sus partidarios. Tampoco les conviene enemistarse con los sindicatos, pidan lo que pidan o trabajen lo que trabajen. Es mejor complacerlos. Total: el dinero con que se remunera a los empleados públicos no proviene del bolsillo propio sino del nebuloso producto de los impuestos. Es lo que los españoles llaman “disparar con pólvora del rey”. Le cuesta a otro.

El negocio de los políticos es ganar elecciones. Es una especie voraz que se alimenta de votos, de aplausos y, cuando son deshonestos (algo que, afortunadamente, no ocurre siempre), del dinero ajeno. Por eso es un error poner un Gobierno a operar una fábrica de pan. Al cabo de cierto tiempo el pan no alcanzará, resultará carísimo y, encima, saldrá duro como una piedra.

Donde las sociedades son sensatas y las gentes quieren progresar y prosperar, en lugar de expropiar negocios y constituir ruinosos Estados-empresarios, lo que hacen los políticos más sagaces, impulsados por sus electores, es propiciar la incesante creación de un denso tejido empresarial privado que pague impuestos para beneficio de todos. (…)

Quem é quem na Administração Obama (e anteriores)

Filed under: Double standards,Economia,Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:00
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Quem é quem nas Administrações Americanas pode ajudar a mostrar como a Regulação não é a Solução, pois quem regula é geralmente ex-colega do regulado. O site Geek.us tem uma boa apresentação destes companheirismos. Ficam só alguns aqui (ver todos no site).

(mais…)

Muçulmanos na Convenção Ateísta Mundial

Filed under: Cultura,Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política,Religião,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:37

Melbourne, 15 de Abril de 2012. Evento. Media. Atheism TVOpinião. Oops. Vídeo:

Como seria uma sociedade sem violência?

Filed under: Double standards,Economia,Educação,Internacional,Nanny State Watch,Política,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 07:20
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Maio 8, 2012

Professora despedida por ensinar demasiado

Filed under: Educação,Internacional,Nanny State Watch — Ricardo Campelo de Magalhães @ 22:14

Notícia no Correio da Manhã.

A decisão de afastar a educadora, que está no ensino há 11 anos, foi tomada por recomendação de um inspector do Ministério da Educação, que considerou que os alunos “têm um nível demasiado alto para uma escola pública”. A direcção da escola espanhola Escaldes-Engordany decidiu demitir a docente.

Quem não gostou da decisão foram os pais das crianças que recorreram à embaixada espanhola, em Andorra, para solicitar a continuidade da professora, argumentando que o ensino exige mínimos educativos e que não há máximos.

Por enquanto, os pais conseguiram que a docente continue até ao final do presente ano lectivo, mas nada indique que continue no próximo ano. Contudo, a escola obrigou a professora a baixar o nível de ensino. Uma mãe garantiu que as crianças não se queixam do nível de exigência.

Negritos meus. Ao que chegamos…

Parabéns F. A. Hayek

Hayek nasceu a 8 de Maio de 1899. Parabéns a um dos maiores Economistas de sempre.

Para o celebrar ficam alguns vídeos inspirados nele:

(mais…)

A tal Direita Neo-Liberal Friedmaniana com laivos de anarquismo

Filed under: Diversos,Economia,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Lima @ 14:41

Vítor Gaspar: Baixar impostos até 2016 seria imprudente

Álvaro: Ministro da Economia disponível para discutir aumento do salário mínimo

Assunção Cristas: Chuva não retira a produtores apoios previstos pela seca

Duarte Marques: JSD chama a atenção do Governo para a necessidade de proteger as Repúblicas de Coimbra

António Rodrigues: PSD pede a Bruxelas mais medidas de apoio ao crescimento

E o Grande Capital:

Ricardo Salgado: Hollande pode contribuir para “uma nova vaga em termos económicos”

Dia do Consumidor ou Dia do Trabalhador

Existem 2 visões opostas sobre o 1º de Maio:

1. A visão de uma esquerda de mentalidade retrógrada, presa ao passado, com propostas inadaptadas ao actual mercado de trabalho e que grita os mesmos slogans do século XIX, usando o povo simplesmente como legitimador do seu poder. Grita pelo “trabalhador” que pretende mais direitos e menos deveres que, se fosse brioso, teria conseguido essas mesmas benesses por si. Enquanto vive à grande.

2. O povo que, pressionado por um Estado esmagador, sem o apoio de uma Economia que também soçobrou perante o peso crescente do Estado na mesma, e sem poupanças pois vem de uma fase em que acreditava ser rico e não precisar de poupanças, tem dificuldade em pagar as contas e agradece promoções, descontos e outras oportunidades de aumentar o seu escasso poder de compra.

Como será o 1º de Maio de 2013? Nas ruas ou nas lojas? Do trabalhador ou do consumidor? Você decide!

Obrigado ao leitor Nuno Granja pela imagem. Leituras complementares: O último independente, Micro-sondagemGrotesco,
Hoje, como ontem, Portugal continua a ser o paraíso dos inimigos da liberdadeQuando é que a Esquerda passou a Odiar o Povo?.

PS: Obviamente que eu não concordo que isto seja levado a votos, preferindo a solução presente neste post do Miguel Noronha:

Espero, sinceramente, que no próximo 1º de Maio os sindicatos e os partidos se possam manifestar livre e pacificamente. Da mesma forma, espero que quem assim o desejar possa ir trabalhar, fazer compras ou exercer a sua liberdade para fazer o que lhe apetecer sem ser ameaçado ou impedido pelo governo ou pela CGTP.

Imprensa Isenta

Filed under: Cartoons,Humor,Internacional,Nanny State Watch,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:37
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Incentivos…

Filed under: Cartoons,Economia,Humor,Nanny State Watch,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:32
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Note-se que nos EUA usa-se “Liberais” para dizer “Progressistas”:

Maio 7, 2012

Pandêgos (6)

Filed under: Diversos,Internacional,Nanny State Watch,Política,Videos — Ricardo Lima @ 15:00

E o comentador Leandro encontrou o vídeo:

Pandêgos (5)

Filed under: Economia,Internacional,Nanny State Watch,Política — Ricardo Lima @ 13:33

Pandêgos (4)

Filed under: Double standards,Internacional,Livros,Nanny State Watch,Política — Ricardo Lima @ 13:31

No seguimento de O Futuro:

Why Nazism Was Socialism and Why Socialism Is Totalitarian

Leftism Revisited: From De Sade and Marx to Hitler and Pol Pot

The Road to Serfdom

No Fio da Navalha

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:32

O meu artigo para o jornal i deste fim de semana.

No país dos sovietes

A promoção do Pingo Doce no dia do Trabalhador foi uma dura resposta aos que exigiram um boicote àquela cadeia de supermercados.

Se não foi de propósito, merecia que tivesse sido. Merecíamos todos. Uns, porque se sentiram aliviados ao saber que ainda existe quem afronte o poder do Estado. Outros, porque levaram com a resposta que há tantos anos andavam a pedir. A promoção que o Pingo Doce ofereceu aos seus clientes no passado 1º de Maio não se trata apenas de uma desforra face aos apelos ao boicote àquela cadeia de supermercados, vindos dos que invocaram, em nome do país, interesses corporativos e particulares. É um pequeno ajuste de contas por tudo o que tem sido feito em detrimento do país, das nossas vidas, dos nossos negócios e da nossa esperança.

Durante anos, o país deixou-se levar por discursos de frases feitas e sentido nenhum que nos diziam ser importante regulamentar a lei laboral, impedir o despedimento, garantir o emprego na função pública, taxar o trabalho e o lucro, aumentar os encargos sobre os que criavam empresas e negócios e eram ambiciosos. Ganhar dinheiro só era positivo porque parte dele era encaminhado para os cofres do Estado. Trabalhámos não para nós, mas para todos nós. Para que o Estado tivesse dinheiro e os iluminados pela luz do poder o pudessem gastar a seu bel-prazer.

Esta catástrofe, que já dura há tantas décadas, ainda não terminou, mas recebeu no dia 1 de Maio um primeiro sinal de que o seu fim pode não estar longe. Há uma letargia que nos consome, que não permite à economia crescer, que nos fez aceitar como bons os milhões de euros gastos em investimentos públicos e que tem destruído os postos de trabalho. Aliás, o desemprego só não atingiu mais cedo as proporções de hoje porque a emigração não é de agora. Começou há cerca de dez anos, quando os primeiros sentiram os sinais de uma economia estagnada, sem futuro. Que algo não estava certo e que o desastre aguardava uma primeira oportunidade para se fazer sentir. Enquanto tal não sucedeu, a apatia que a lengalenga socialista provocou permitiu que a grande maioria se endividasse na compra de uma casa para viver, sem que ninguém tivesse a coragem de liberalizar a lei do arrendamento e facilitar a vida das pessoas. Que a justiça deixasse de funcionar a tempo e horas, e ninguém tenha sido capaz, ou saiba sequer, como resolver o problema. Permitiu-nos chegar a um ponto em que o Estado já nem as suas funções essenciais cumpre de forma digna. Andámos a cavar um buraco procurando uma saída do outro lado. As pás, essas, foram-nos dadas, entre sorrisos e promessas, pelos verdadeiros coveiros do Estado social.

O que sucedeu com a promoção do Pingo Doce é um exemplo do que deve ser feito para sairmos do buraco onde nos encontramos. É preciso confrontar a irracionalidade daqueles que, cheios de ideais, destroem as nossas vidas. Expô-los publicamente ao ridículo. Fazer com que se veja o que defendem e aquilo que pretendem. Pô-los a exigir que o Estado, reduzido que está a servi-los, impeça quem queira ou precise de ter acesso a produtos mais baratos. Fazê–los proclamar não ser justo baixar os preços, mesmo que isso seja do proveito da maioria das pessoas e, mais importante que qualquer outro argumento, apenas a elas diga respeito.

A ânsia que alguns poderes instalados no Estado têm de entrar nas nossas vidas e decidir, em nosso nome, o que é melhor para nós é um vício que atingiu os limites da falta de decoro. Veja-se o Partido Socialista, que exigiu à ASAE que investigue se houve concorrência desleal na promoção do Pingo Doce, não vá o país ter perdido com um benefício pontual concedido aos consumidores. Que a ASAE, um organismo público controlado não sabemos por quem, com ligações não sabemos a que poderes, uma entidade de quem, ao contrário do que sucede com qualquer supermercado, não podemos fugir, possa investigar o que quer que seja é, isso sim, um verdadeiro exemplo do que em Portugal, e fazendo minhas as palavras do líder da CGTP, precisa de ser posto no lugar.

Ron Paul venceu Nevada e Maine?

Filed under: Eleições EUA 2012,Internacional,Nanny State Watch,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 02:05
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Como podem ler no site do Washington Post, Ron Paul elegeu 22 dos 25 delegados a Tampa.

Na 1ª ronda terão de votar de acordo com o resultado de Fevereiro (Romney 50%, Paul 19%), mas se houver mais rondas podem votar em quem quiserem. E claro, podem ajudar a alterar algum ponto no programa Republicano.

No Maine, Ron Paul conseguiu os 15 delegados em disputa, mas a campanha do Romney ainda está a tentar alterar esse resultado.

Maio 6, 2012

Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa

Filed under: Diversos,Double standards,Justiça,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 15:38

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O País:

Crimes na Linha de Sintra

Gang dispara em assalto na Makro

Governo Sócrates mandou pagar 38 milhões pelo TGV no último dia

Isaltino perde outra vez, mas continua em liberdade
No entanto:

Mentir no IRS vai passar a dar prisão

A criminalização do enriquecimento ilícito

Os furtos em estabelecimentos comerciais passam a ter “natureza particular”

Maio 5, 2012

O MMA, os Reguladores e o Mercado

Filed under: Desporto,Diversos,Nanny State Watch,Videos — Ricardo Lima @ 22:35

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Todos nós, gostando ou não, estamos habituados a ver desportos de combate na televisão e de – mesmo que não assistamos – ver anúncios de combates espalhados pela cidade. Mas em matéria desportiva, Portugal ainda é bastante liberal comparado com, por exemplo, a Austrália e os E.U.A., onde as regulações são excessivas e em alguns estados o MMA – ou vale tudo – ainda é proíbido. Em outros estados existe a obrigatoriedade da supervisão dos combates por parte de oficiais do governo. Nos E.U.A., onde pouco a pouco o MMA parece destronar o Boxe, o desporto vai sendo permitido, apesar de, por exemplo, em Nova Iorque ainda não  ter sido legalizado – o que significa que não podem ocorrer eventos, apesar de existirem ginásios. O próprio John MCcain, fã de boxe, já veio a público, há uns anos trás, pedir a proíbição da UFC (uma das maiores empresas de MMA do mundo). Mas não se espantem. Por estes lados, nomeadamente em países com a Noruega ou a Islândia, o boxe profissional está banido. Como também esteve, até hà pouco, na Suécia. A Reason.Tv fez uma excelente entrevista a um dos managers como maior sucesso da actualidade,  que demonstra como o mercado – e não a legislação – transformou o MMA num desporto mainstream, sendo que os promotores se viram forçados a adaptar algumas das regras dos combates – entre outros pontos – para cativar novas audiências, expandir os eventos e conseguir negociar novos contractos com os canais televisivos. E a questão que se coloca é: até que ponto é que o Estado tem o direito de interferir na prática desportiva ? Questão essa que na minha opinião tem uma resposta simples. O Estado não tem que se meter no desporto.

Sobre as Leis Anti-Corrupção

Filed under: Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 13:18

Ao contrário do que indica este estudo recente - e do que a “barata tonta” entende - o problema de Portugal não é a ausência de legislação. Até porque habitualmente as leis anti-corrupção não são mais que uma desculpa por parte do poder político para dar um novo passo na invasão da nossa privacidade e vasculhar as contas bancárias do cidadão. O problema é a Justiça, que não funciona para aplicar as leis já existentes. É o povo, que subscreve eleitoralmente políticos após prova de actividades ilícitas, com a desculpa da obra. É o excesso de regulações e burocracia, dignas de um Kafka, que faz com que em alguns casos a cunha seja o único meio para que um investimento seja permitido.E é, sobretudo, o sistema de economia mista, que permite que o Estado e os seus agentes se enamorem dos privados e vice versa. E desta relação de cumplicidade, afecto e apoio mútuo, o dinheiro vai-se e há quem viva como um príncipe romanov, sem trabalhar uma hora por dia. Os resultados estão à vista.

Maio 4, 2012

Novas de um tempo em que era “tudo à grande”

Concerto de Júlio Iglésias em Barcelos vai parar à Justiça:

Em causa está a Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC), sobre a qual impende uma execução judicial para a cobrança de um crédito no valor de 224.950 euros relativos ao concerto de Júlio Iglésias aquando na inauguração do Estádio Cidade de Barcelos, em 2004, numa altura em que a Câmara local era liderada pelo PSD.

Domingos Araújo explicou que o concerto foi inicialmente contratualizado por 325 mil euros, mas, entretanto, devido à fraca adesão do público, foi renegociado, tendo sido fixado em 195 mil euros.

Enganam-se aqueles que julgam que o que delapidou as contas e distorceu a economia portuguesa foram apenas as grandes obras de betão, a Parque Escolar, as brincadeiras do Jardim, o Euro 2004 ou a Expo 98. Pelo meio houveram concertos, teatros e umas quantas tradições, espectáculos de aviões e corridas de carros. Cidades iluminadas a cada ocasião especial, competições de árvores de natal, rios de dinheiro evaporados em tudo que era Santo Popular. Foram os Carnavais, os monumentos e as salas para inglês ver (literalmente). Foram as touradas e os farnéis, as federações académicas e as associações populares e  quiçá, numa ou outra localidade mais larga de mãos, até os condomínios se empanturraram do erário público.

Aqui há uns tempos o Paulo Morais dizia que “por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras.” Mas não foram apenas as construtoras. Foi todo um conjunto de empresas prestadoras de diferentes tipos de serviço o responsável pelos constantes prejuízos das empresas municipais. Foi todo um conjunto de autarcas que fez questão de “mostrar obra”. Foram os recuados e os sacos azuis. Foi a bola, que ainda sustentamos – para as alegrias de uns quantos aficcionados – desde as escolinhas da freguesia até aos luxos da 1ª liga. Foram os Metros, os Autocarros de dois andares, os postos de abastecimento de veículos eléctricos e as pontes, muitas pontes. Mas, acima de tudo, foi o povo, que nesta fartazana de pão e circo, iludido pelas vanguardas de arquitectos iluminados e vereadores mais ousados, foi no pagode e tocou batuque.

“Ele roubou mas fez obra.” “Roubou mas roubou para nós”. “Olhem para o outro lado da ponte, ELE FAZ OBRA, ele desenvolve”. São alguns dos argumentos passíveis de serem ouvidos em qualquer “conversa de café”. A obra, essa palavra abstracta que em segundos absolve um criminoso e que,  aos olhos de alguns, nunca lhes sai do bolso. Volvidos tantos anos, não há culpados, apenas Eles. São sempre Eles, num outro significado abstracto – e diga-se de tom conspiratório – que mal se decifra. Mas o Eles, nunca somos nós, é sempre uma entidade que caminha nas sombras. Os cavaquistas, os neo-liberais, os maçons, as opus dei, os judeus, os jacobinos, os americanos, os fáxistas, a igreja, os lobbies…Como dizia o JMB, “Eu sei lá”. Talvez seja uma consequência da mentalidade marxista, tão popular por estes lados, esta necessidade constante de encontrar um inimigo interno ou externo – quase sempre uma figura ou entidade sombria – para explicar os nossos problemas.

E no fim de contas, sem culpados mas com factura, a vida continua. Foi porreira a festa, pá!

Cato University 2012

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Internacional,Nanny State Watch — Ricardo Campelo de Magalhães @ 14:00
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Para quem queira aprofundar conhecimentos. Implica cumprir os critérios para a Bolsa ou ter 2000 a 3000 Euros…

Cato University, July 29 - August 3, 2012
Cato University returns to Washington, D.C.! In a time of political turbulence, a presidential election, ideological posturing, and so much more, our nation’s capital is the perfect setting for examining the roots of our commitment to liberty and limited government and for exploring the ideas and values on which the American republic was founded.

A key feature of the Summer Seminar is the people. The enthusiasm and openness of the attendees is what really makes Cato University the one-of-a-kind event it is every year. Because we hope you’ll be able to join us in Washington, we wanted to be sure you had an early opportunity to learn the details and register.

Cato University 2012: Summer Seminar on Political Economy

Dates: July 29–August 3, 2012

The Setting: This year’s program is being held at the Cato Institute’s newly expanded headquarters, located in the heart of the city. Now double its original size, the Cato building will enhance the intellectual adventure for attendees with state-of-the-art facilities, the latest in conference and multimedia technology, spacious and comfortable meeting areas, and more.

No Price Increase for 2012: To make this wonderful program as accessible to as many people as possible, we’ve kept the cost of Cato University at $995. This price covers all meals, receptions, lectures, materials, books, and evening events, but not overnight room charges. However, we’ve arranged low room rates for Cato University participants at nearby hotels.

Scheduled Speakers Include: A dinner on Capitol Hill with Senator Rand Paul (R-KY), with a special introduction by Edward H. Crane.

Tom Palmer: “The Science of Liberty,” “Origins of State and Government,” “Freedom in a Historical Perspective,” “Our Lives, Our Fortunes, and Sacred Honor.”

Steve Landsburg: “The Greatest Story Ever Told: The Amazing Story of Economic Growth,” “Creating Wealth,” “How Markets Make Things Work,” “The Power of Incentives.”

Robert McDonald: “Liberty and the American Experience, Part I,” “Liberty and the American Experience, Part II,” “George Washington and the Power of Restraint.”

Daniel Griswold: “Understanding Public Policy — A Primer.”

Roger Pilon: “The Constitution and the Rule of Law.”

Robert A. Levy: “How the Supreme Court Subverted the Constitution.”

Michael Cannon: “Limits on Government Power: Obamacare and the Constitution.”

Christopher Preble and Malou Innocent: “To Provide for the Common Defense: Foreign Policy and the American Constitution.”

Amy Sturgis: “Property Rights, American Indians and Reservation Socialism.”

Mark Calabria: “Avoiding a Future Financial Crisis.”

David Boaz: “Reclaiming Freedom.”

For further details, the full 2012 seminar schedule is now available here.

Details and Registrationwww.cato-university.org

If you have any questions about registration or the 2012 program, please email Beki Shaw or Brandi Dunn, or call 202-218-4606.

We hope to see you in Washington!

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Se o ridículo pagasse imposto, já tínhamos cinema

Filed under: Comentário,Cultura,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:27

Alguns cineastas que, por fazerem filmes que poucos querem ver, precisam do dinheiro do Estado, decidiram fazer um ultimato ao governo. Entre múltiplas coisas, querem meios financeiros para continuar a filmar, alegando que só assim se concretizará um projecto ambicioso de relançamento consistente do cinema em Portugal. Como é que um projecto que começa a pedir, pode ser ambicioso já são outros quinhentos. Da mesma forma, não se percebe onde se encontra a ambição de quem não quer vencer o maior dos desafios: conseguir que o público esteja disposto a pagar um bilhete pela sua obra.

Mas o mais engraçado nem são estas incongruências, mas a expressão pomposa e ameaçadora do ultimato. É que lendo a dita petição, só encontramos exigências e nenhuma ameaça. Nenhuma consequência. Talvez porque quem nunca se preocupou em agradar um público suficientemente vasto para não depender do poder político, não tenha agora muita margem de manobra. E talvez seja isso que explique o desespero que os traz a esta posição de força ridícula: não podem filmar porque não têm meios e se não lhes derem dinheiro não filmam. Ora, quem é que mais perde com isto?

Agora que a poeira assentou

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:46

O caso da promoção do Pingo Doce serviu para mostrar quão representado estã o paternalismo e a aversão à liberdade individual na sociedade portuguesa. Para quem não se recordava este 1º de Maio revelou que nalguma direita encontramos um discurso em quase tudo idêntico à esquerda (onde o iliberalismo continua bem âncorado).

O respeito pela liberdade dos outros não implica que aprovemos as suas acções. Da mesma forma, nada nos confere o direito de coercivamente lhes restringir actos voluntários e que apenas os afectam. É isto que muita gente ainda não percebeu ou se recusa a aceitar. É isto que separa um liberal de um paternalista.

A nossa Escola Pública é soviética?

Filed under: Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:10

Ramiro Marques no ProfBlog

A nossa Escola Pública é soviética. No centralismo, na uniformidade e no desperdício. Isso todos sabem. O que pouca gente compreende é que essa tríade assenta num modo de fazer burocrático que se expressa através de um longa lista de projetos, planos e relatórios. Essa lista alimenta o modo de fazer burocrático, desvia os professores das tarefas de instrução e coloca a escola no centro da partidarização

Maio 3, 2012

Harrison Bergeron – Uma Distopia sobre a sociedade idealizada pelo CESP

Filed under: Cultura,Double standards,Economia,Nanny State Watch,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 21:59
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Como seria um mundo em que os mais capazes fossem obrigados a ser medíocres?
Como seria um mundo em que qualquer tentativa de se elevar acima do “normal” fosse regulada?
Como seria um mundo em que os poderes dos sábios colocassem todos em pé de igualdade?

Vendo esta famosa distopia de 1995 sobre este livro de 1961 poderão ter uma ideia de como esse mundo seria.
Se tiverem 99 minutos creio que seria um tempo bem empregue:

A Primavera policial

Palestina no seu melhor. Presumo que a responsabilidade por se ter alcançado tão alto patamar na busca das liberdades seja atribuído ao vizinho do lado.

Entretanto para os lados da Esquerda Social-Democrata…

Filed under: Diversos,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 11:58

Paulo Rangel acha que a campanha do Pingo Doce “não foi particularmente feliz”. Segundo Rangel:“Isto não é uma questão de Governo, é uma questão de responsabilidade das entidades. O que eu acho negativo é mais esse aspecto, não é a iniciativa em si. Se ela tivesse sido feita num sábado, com o devido cuidado, 5 de Maio, por exemplo, parecer-me-ia uma coisa bastante mais digerível”.

Rangel é um federalista europeu, educado nos corredores de Bruxelas e enamorado da top down approach à gestão, que o seu partido, o PPE, tem imposto à Europa. É portanto alguém que aprecia coisas bem planeadas e politicamente correctas, porque obviamente “quando se faz uma operação destas é preciso ter infra-estruturas”. Se os resultados no interior do PSD tivessem sido diferentes, este senhor, que vem dizendo há anos que os impostos devem aumentar, seria hoje PM. Felizmento não o é. Mas isto não só não o impede de proferir opiniões que o encostam à esquerda do PSD sempre que aparece dos midia, como também não esmorece a sua ainda significativa legião de fãs no interior do PSD. É isto a nossa “Direita” ?

Novíssimo Recorde Insurgente!

Filed under: Blogosfera,Comentário,Insurgentes nos media,Insurgentologia,Nanny State Watch — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:20
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Ontem quebramos o recorde: de 7714 para 9216.
Quebramos as barreiras dos 8.000 e dos 9.000.

Hoje, quebramos de novo. De 9216 para 17.302.
Quebramos as barreiras dos 10.000, 11.000, 12.000, 13.000, 14.000, 15.000, 16.000 e dos 17.000. Voltou a haver um 7 nos milhares.
A todos, o nosso Muito Obrigado. Outra vez.

 Amanhã podem vir 50.000: por mim não há post de comemoração.
E como ontem fizeram piadinhas com as nossas caras, hoje ficam com esta imagem do conjunto Insurgente.

Maio 2, 2012

Socialistas? Só os custos. Os benefícios são bem Privados em Matosinhos

Filed under: Double standards,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 18:16
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Em Matosinhos, o Socialismo continua a ser sinónimo de enriquecimento pessoal.

Entre os inúmeros consumidores (forçados) do serviço “Câmara” e o funcionário, a esquerda mostra as suas opções. Mais uma vez.

Em sua defesa diz apenas: “eu roubava, mas há já meses que não roubo”.

“Ah, então ‘tá bem. O gajo até já parou…”, pensa um qualquer acólito socialista de Matosinhos.

E depois a culpa é das “fragilidades internas de controlo interno” do serviço… controlado pela câmara.

E são estes os defensores dos valores “socialistas”. Sociais, só os custos. Os benefícios são bem privados.

Um Jogo Político

Filed under: Diversos,Double standards,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 13:35

Numa conferência promovida pelo Fórum Liberal Europeu, o Prof. Adelino Maltez expressou uma opinião a ter em conta. Referiu que, desde o as luzes até hoje, o liberalismo clássico tem tido vitória atrás de vitória. E em parte está certo. Desde a democracia constitucionalmente limitada ao flirt da esquerda com o mercado livre – nas ditas terçeiras vias do final dos anos 80 – tanto as esquerdas como as direitas vêm adoptando, por credo ou conveniência, posições passíveis de serem consideradas como liberais. E o tempo, a ignorância e a nomenclatura apagaram a consciência da origem destas mesmas posições. No palco português, infelizmente, a esquerda é senhora de diversas causas – as ditas fraturantes – que estão na linha do pensamento liberal. As mesmas – excepto o aborto, que sempre foi tema de controvérsia entre os libertários – têm permitido a partidos como o Bloco um crescimento imenso, sem que parte dos votantes se tenha dado ao trabalho de ler, por exemplo, as posições de economia do partido em que vota. Eu confesso que já fui de esquerda seguindo a velha máxima: Quem aos 15 anos não é comunista não tem coração. Quem ainda o é aos 20 não tem cabeça. E já na altura me sentia atraído por duas causas que ainda hoje posso considerar como “bandeiras” minhas, nomeadamente a legalização das drogas e da prostituíção. Ambas têm defensores e opositores à esquerda e à direita do espectro. Ambas trazem “à baila” o argumentos de saúde pública e de bons costumes. Na primeira até o próprio custo de tratamento – que obviamente seria mais que pago por uma carga fiscal razoável – se tornou argumento. A hipocrisia também está patente em quem utiliza ambos os serviços e mantém a postura proíbicionista. No entanto existe uma outra área, muito menos complicada e que parece estar enterrada num tabu bem maior que o da adopção por casais homosexuais ou da legalização das drogas. Uma área altamente regulada, fortemente proíbicionista e acima de tudo praticamente monopolizada. Falo, claro, dos jogos de azar e da sua situação não só em Portugal como no resto do Ocidente. Eu não me vou alongar muito sobre o quão imbecil é regular ou proíbir um jogo de poker entre meia dúzia de amigos. Muito menos vou dissertar longamente sobre a situação monopolista dos casinos e da Santa Casa, a polémica da Bwin ou sobre as máfias criadas pela lei – como acontece sempre que se proíbe algo, já que a lei da oferta e da procura bate constantemente a lei Estatal. Vou simplesmente citar parte de um artigo do Diário da República. O tom diz tudo (e o português também), deixo as conclusões ao vosso critério :

Sempre que qualquer modalidade afim do jogo de fortuna ou azar ou outras formas de jogo atinjam tal incremento público que ponham em perigo os bons costumes, ou esteja em causa a honestidade dos respectivos resultados, o membro do Governo responsável pela administração interna tomará as medidas convenientes à protecção dos interesses ofendidos, reprimindo ou restringindo a exploração e a prática de tais modalidades.”

Novo Recorde Insurgente!

Filed under: Blogosfera,Comentário,Insurgentes nos media,Insurgentologia,Nanny State Watch — Ricardo Campelo de Magalhães @ 00:27
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Como podem ver, ontem, Dia do Trabalhador, O Insurgente teve o seu dia com mais visitas na sua história: 9216!

A todos os que visitaram O Insurgente desde o seu início, o nosso Muito Obrigado!

Olhando para a lista de artigos, só podemos dizer: Obrigado Pingo Doce!

O Insurgente é hoje uma referência na blogosfera Portuguesa.
Provam-no as visitas, as referências por toda a web, os convites a Insurgentes para tomadas de posição nos mais diversos assuntos da sociedade Portuguesa.
Numa sociedade onde parte da sociedade não tem interesse em discussão política, parte defende a posição fácil do “gaste-se sempre, agrade-se a todos os grupos de interesse” e a outra parte não é convicta o suficiente para defender publicamente os seus ideais, O Insurgente e outros blogs que lhe são próximos esforça-se por manter a defesa das causas difíceis. Aparentemente com sucesso.

Volte sempre!

(Nem imaginam como é difícil reunir todos os Insurgentes. Talvez se o Pingo Doce tivesse feito um pré-aviso XD )

Maio 1, 2012

Rescaldo do Dia do Consumidor

Jogou o CESP: para garantir o feriado, marcou Greve.

Depois Jogou a JM: Não só abrem, como abrem com 50% (!) de desconto!

Depois responderam os Consumidores: acorreram em massa.

Por fim, lamentaram-se os Sindicatos, destituídos do “banho de multidão habitual”.

Sobretudo, ganharam os Consumidores. Até ao fim.

Vencedores:
Produtores vão vender mais ao Pingo Doce nos próximos dias
Consumidores compraram mais por menos de bens que precisavam
Funcionários ganharam o triplo do que ganhariam num dia normal (mais um dia de folga) – Fonte insuspeita
Patrão perdeu dinheiro, mas vai recuperá-lo: no fundo foi um investimento em Marketing

Derrotados:
Concorrência – para vender pouco e pagar extra aos funcionários… vale a pena?
Manifestantes – saiu caro este ano ir à manif…

Algumas notas:
- Fico feliz por, pela 1ª vez em Portugal a prepotência sindical ter sofrido uma derrota clara e em toda a linha;
- Artigos como este do Esquerda.net, também foram cómicos. Repare-se:
“Perante o protesto e ameaça de greve dos trabalhadores” – Protesto? Onde? Quando? Não soube desses protestos…
“que perderam um dos dias de descanso que tinham por garantido” – Garantidos? Em 2012? Depois da crise que vocês ajudaram a criar?
“o grupo Jerónimo Martins aproveitou a crise social que assola o país” – Que já agora foram eles que criaram, querem ver…
“numa manobra populista” – Ah, o populismo. Algo que por aqueles lados de onde vêm estas linhas nunca se vê…
“dividir consumidores e trabalhadores” – Consumidores que, eles próprios, também deverão ser trabalhadores, diga-se.
“afrontar os direitos dos trabalhadores.” – Pagando apenas o dobro. Sovinas.

“As filas de espera que marcaram o dia, com dezenas de pessoas a queixarem-se de não serem atendidas” – Ver link da RTP.
“foram rapidamente invadidas por pequenos comerciantes que, ironicamente, vêm as suas margens esmagadas pelo mesmo grupo de distribuição ao qual ocorreram hoje para encher a sua mercearia ou pequena loja” – Ao menos compraram a baixo custo para vender mais tarde a clientes de proximidade.

“O sindicato do Comércio acusou hoje o grupo Jerónimo Martins de “dumping”, vendendo abaixo do preço de custo para esmagar a concorrência. Lembrando que esta prática é ilegal em Portugal, para proteger a concorrência e os trabalhadores, o sindicato responsabiliza o Governo e a ASAE por não fiscalizarem um caso de evidente ilegaliidade.” – Vender a baixo preço? Prisão já com eles!
Interrogo-me se o povo ao acorrer como acorreu em massa não mostrou quão “out of touch” estes esquerdas não estão…

Outros artigos: Doce Dumping, Promoção de 1º de Maio esmaga Boicote, Hoje não há “inocentes”, Dumping, Dumping2

Como o dia foi positivo, deixo-vos com algumas imagens humorísticas do Facebook:

(mais…)

Stefan Molyneux

Filed under: Cultura,Humor,Internacional,Nanny State Watch,Política,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:23
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Continuando na série de posts fundamentais sobre o Liberalismo, segue aqui outro para ajudar a compreender o modo de pensar liberal, desta vez com longas palestras de um conhecido Liberal Americano.

Stefan Molyneux é um locutor da Freedomain Radio e palestrante habitual em eventos Liberais.
Aqui ficam alguns vídeos clássicos com ele:

(mais…)

Filosofia Liberal – O Liberalismo definido

Para quem não sabe o bê-a-bá do Liberalismo:

Versões:
Philosophy of Freedom: Flash (PTESFREN), SiteDownload & Youtube (PTESFREN)
Podem ver este e diversos outros recursos interessantes na minha página de links.

Abril 29, 2012

“Duas pessoas já fazem uma manifestação”

Filed under: Diversos,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 19:09

Enquanto o sentimento de insegurança aumenta e os crimes violentos inundam as manchetes, a polícia, que não se tem estafado muito na defesa do indivíduo e da sua propriedade, apresenta-se cada vez mais distante deste seu dever. Dizia Alberto João Jardim nas Conversas Improváveis, que, “neste Estado Policial”, provavelmente levaria voz de prisão por muitas das traquinices que fez enquanto universitário. E não duvido que esteja certo. O clima de desconfiança dos cidadãos em relação ao Estado inclui também as polícias, todas elas. Desde as operações stop com as suas buscas intromissoras, as rusgas inquisitórias da ASAE à restauração, a passividade do corpo da gurda prisional em relação à droga que invade as prisões, a arrogância e a prepotência com que a PSP entra nos bairros sociais, o aumento dos casos de abusos e violência policial – ao mesmo tempo que a impotência em relação à criminalidade se faz sentir – ou a cada vez maior capacidade, por parte da PJ, para monitorizar as nossas vidas e actividades. E isto sem falar das secretas… O Estado, ao passo que alargou as suas funções, esqueceu aquela que é uma das suas raisons d´être: a garantia da segurança dos seus cidadãos. E vem, passo a Passos, distorcendo a sua actividade, instrumentalizando-a. Esta notícia é digna de uma país do terçeiro mundo, de uma república de caudilhos, de uma II República. A interpretação da lei, mesmo que correcta – e confesso que não detenho conhecimentos do Direito que me permitam essa avaliação – peca por uma absoluta falta de bom senso, essencial ao bom funcionamento de qualquer serviço, seja público ou privado. Estamos num péssimo caminho e é bom que Miguel Macedo tenha isto em conta. Ou será mais um dos engolidos pelo monstro que alimenta.

Algo está podre no reino do Kuwait

Quando o desenvolvimento está associado à proibição do uso de bikini e quando o poder político pretende monitorizar as redes sociais.

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