
“Estou ? Krugman ?”
Jorge Moreira da Silva, primeiro Vice-Presidente do PSD diz:
“Precisamos de um Plano Marshall para a Europa. Temos de encontrar na Europa um Plano Marshall que responda ao desemprego, que responda à recessão, e isso é algo que também é importante para Portugal”
“Se a Europa fizer aquilo que deve no estímulo à economia, na consolidação orçamental, na maior harmonização do mercado interno, na mobilidade de pessoas e de bens, se for capaz de fomentar a política industrial, a economia verde, o conhecimento, se for capaz de fazer destas alavancas verdadeiras alavancas do crescimento, isso não apenas ajudará a responder à crise europeia, mas fará com que a crise em Portugal possa ser respondida também de uma forma mais solidária da Europa em relação a Portugal”
E diz-nos, sobre isto, o grande Roberto Campos:
“A política industrial que nos convém se reduz a umas poucas regras de bom senso. A primeira é que o mais importante incentivo ao progresso é assegurar-se liberdade empresarial, pela abolição de monopólios estatais e reservas de mercado. A segunda é aumentar a previsibilidade econômica, pela estabilização de preços. A terceira é que, antes da concessão de incentivos, é necessário remover obstáculos, pois que, isso feito, na maioria das vezes o mercado cuidará de si mesmo.”
“Admitir o ‘liberalismo explícito’, num país de cultura dirigista, é coisa tão esquisita como praticar sexo explícito em público. Não dá cadeia, mas gera patrulhamento ideológico. A etiqueta de ‘socialista’ ou ‘centro-esquerda’ dá um ar de respeitabilidade a qualquer patife ou imbecil, animais abundantes na praça…”
“A pior coisa que pode acontecer a duas motivações válidas – o indigenismo e a ecologia – é serem levadas ao exagero. O excesso de zelo é uma forma de fanatismo. E os fanáticos costumam redobrar os esforços quando perdem de vista os objetivos.”
José Sócrates, António José Seguro, Hollande, Zapatero, Lula, Dilma, entre outrasdestacadas figuras da área política do Partido Social Democrata, não diriam melhor. O modelo económico defendido nesta passagem é um modelo falhado, ele próprio causador da crise das dívidas públicas e que muitos ainda insistem em tomar como o correcto para a sua solução. Esta fé perversa e infantil, adequada a adolescentes românticos no início do seu aprofundamento intelectual, torna-se perigosa quando aplicada a pessoas com responsabilidades na condução da política dos Estados. Por sua vez, o federalismo, possivelmente aceitável – não para todos – num outro contexto, é totalmente descabido quando tendo em conta o monstro centralizador, progressista e regulador em que a União Europeia se vem tornando, com directivas que se empenham em controlar todos os aspectos do quotidiano dos seus cidadãos e da iniciativa política dos Estados que a compõem. Esta combinação doentia de federalismo e keynesianismo adulterado que se apoderou do Bloco Central por esta Europa fora será, a ser levada a sério, não a salvação que estes aguardam, mas o golpe final por que há muito qualquer espectador com bom senso espera.
E para terminar, um artigo sobre Friedman. Nesta passagem fica a sua opinião sobre o Plano Marshall:
Friedman contended that “Europe would have recovered with or without the Marshall Plan,” and opposed the Plan at the time and in retrospect (Friedman, 1982a, pp. 32-33). He argued that the “Marshall Plan and similar programs” of the U.S. government had “been harmful to the rest of the world” because government-to-government economic aid strengthened the government sector at the expense of the private sector.
Repito, portanto, o que venho dizendo há um tempo considerável. O que é uma Toranja ? É algo que é laranja por fora e vermelho por dentro.