Pela marcha patriótica do aumento da produção socialista

Maduro

O governo bolivariano expande a planificação socialista em todas as empresas do estado. Um sonho tornado realidade, graças ao superior empenho do camarada/presidente Maduro.

Google, Twitter e Facebook em russo

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É do interesse universal que parem de violar a censura as leis russas. A santa mãe Rússia deu-se ao trabalho de os avisar, antes do envio dos “homens verdes”.

Adenda: Pavel Durov explica o processo de “nacionalização” da sua empresa.

A câmara de Lisboa associou-se de vez ao crime organizado?

homer x rayNão tenho nada contra uma realidade que se encontra em inúmeros desses países bárbaros que compõem a União Europeia, a saber uma tarifa fixa nos táxis desde o aeroporto até à cidade mais importante que o aeroporto serve (desde que, evidentemente, se possa optar pela tarifa normal dependente dos quilómetros do percurso). Geralmente garante que não somos (muito) enganados por taxistas que se põem a dar voltas desnecessárias antes de chegar ao destino para conseguir percursos mais caros. Faz tanto mais sentido optar-se por uma tarifa fixa quanto os aeroportos são geralmente longe da cidade, com percurso de estrada e de autoestrada, que incluem portagens. E também não tenho nada a obstar a que se cobre pela entrada dos carros no aeroporto – táxis e outras variantes – ou pela permanência de mais de 10 minutos.

Mas claro que a associação da ANTRAL, da ANA e da inevitável Câmara Municipal de Lisboa (agora presidida pelo delfim de António Costa) só podia magicar ‘soluções’ que não são mais formas de saque legalizadas, com esta proposta de pagamento de 20€ desde o aeroporto da Portela até, no máximo, 14 km de distância – que, depois, pagam-se os 20€ e os quilómetros que acrescem.

Eu moro ao pé do rio, no lado oposto, em Lisboa, ao do aeroporto, e não me lembro de pagar mais de 15€ para ir para o (ou vir do) aeroporto, incluindo a marcação ou o pedido telefónico do táxi e as malas. Se vou do aeroporto da Portela para casa dos meus pais (em Alvalade, e onde às vezes deixo o meu carro), o mais provável é o taxista encontrar forma de me insultar, ou vai a arfar durante todo o percurso, porque é um percurso pequeno e barato (não pago sequer 10€).

À parte a parvoíce da taxa de 1€ para a ANA, e a bacoquice do motorista fardado, agradeço que a Câmara Municipal de Lisboa – que, ao contrário da ANTRAL que defende os interesses dos seus associados, supostamente, alegadamente, teoricamente defende os interesses dos lisboetas – me explique, como se eu tivesse 5 anos, de que forma é que pagar quase o dobro (para minha casa; ou mais do dobro no caso dos meus pais) por viagem de táxi do aeroporto está a defender os meus interesses? Onde é que isto é diferente de sancionar um saque aos clientes de táxis? Será que o vírus que causa estupidez tem concentrações anormalmente elevadas nos edifícios da CML?

Fashion victims no Irão

Graças a Deus, os homens criaram a regulação dos cortes de cabelo.

Jagged haircuts have become fashionable among all strata of Iran’s youthful population in recent years, but have divided opinion and been deemed by the authorities as western and un-Islamic.

“Devil worshipping hairstyles are now forbidden,” said Mostafa Govahi, the head of Iran’s Barbers Union, cited by the ISNA news agency.

“Any shop that cuts hair in the devil worshipping style will be harshly dealt with and their licence revoked,” he said, noting that if a business cut hair in such a style this will “violate the Islamic system’s regulations”.

As well as tattoos being banned, solarium treatments and the plucking of eyebrows – another rising trend among young Iranian males – will not be tolerated, the report said.

Mr Govahi blamed unauthorised barbers for offering the spiky hairstyles and other treatments.

“Usually the barber shops who do this do not have a licence. They have been identified and will be dealt with,” he said.

Compreender o putinismo XXIV

Maus é mau.

Maus é mau.

Putin apoia a cultura.

How Putin Got Russians to Start Censoring Themselves

Anxious to comply with a law against Nazi propaganda, bookstores in Moscowhaving been pulling copies of the comic book Maus. Art Spiegelman’s Pulitzer Prize-winning book, which uses cats and mice to depict the horrors of the Holocaust, is not exactly pro-Nazi, but it does feature a swastika on its cover, and the store owners pulling it say they didn’t want to run afoul of a government directive mandating the removal of fascist symbols from the city ahead of the May 9 Victory Day celebrations, which commemorate the defeat of Nazi Germany.

 

No Fio da Navalha

O meu artigo no ‘i’.

A TAP

O governo está a tentar novamente vender a TAP. Como seria de esperar são muitos os problemas num processo que dura há anos. Se por um lado estão os trabalhadores, entre eles os pilotos, que querem deter entre 10 % a 20% da companhia, por outro deparamo-nos com os potenciais compradores que, quando se detêm sobre o que se passa na empresa, repensam a sua estratégia e mostram-se reticentes na sua aquisição.

Há dias foi anunciado o fecho das contas de 2014 que se saldaram num prejuízo de mais de 80 milhões de euros. No seu todo o Grupo TAP tem uma dívida de mais de mil milhões de euros. Ora, estes resultados surgem num momento em que o preço do petróleo está baixo e já não explica prejuízos anteriores, como os de 2008 em que o preço do crude atingiu valores recorde.

Quando se compra uma empresa, se herda um bem, ou se recebe o quer que seja, importa ter em conta não só o activo mas também o passivo. E o que se passa com a TAP é que o passivo, que não é apenas a dívida da empresa, mas também as obrigações e limitações a que o interesse político a sujeitou, supera muito o seu activo.

O problema da TAP já não é a mera perda de valor, mas o não valer quase nada. Pode ser chocante para muitos, mas uma empresa não se avalia pela emoção, menos ainda quando aqueles que com ela se comovem não gastariam nela um euro que fosse. É, aliás, por isso que são contra a sua privatização. Querem uma empresa, mas o povo que pague por ela.

“How small, of all that human hearts endure, that part which laws or kings can cause or cure”

readyforchildren Hoje à tarde, o Parlamento entregou-se a uma animada discussão sobre o apoio à natalidade. Se bem percebi, não houve grupo parlamentar que não tivesse apresentado alguma proposta que pretendesse “apoiar as famílias” e resolver a “crise demográfica” do país. E a maioria, pela boca de Luís Montenegro, até admitiu aceitar todas as propostas dos restantes grupos parlamentares, em nome do “consenso” que fica sempre bem nestas coisas. Pode parecer estranho que gente que se odeia e que passa os dias a acusar-se mutuamente de abrigar nos seus corações os mais pérfidos desejos e propósitos, encontre subitamente um tema em que, da “Esquerda” à “Direita” todos parecem poder abraçar-se calorosamente, ambicionando em igual medida que o país comece a multiplicar-se como coelhos. No entanto, é algo com que não nos devíamos espantar. Para o percebermos, basta percebermos como a classe política portuguesa, pela sua ignorância e para nossa desgraça, partilha – apesar do muito que entre si discorda acerca de como o fazer – a crença na capacidade da Política – da governação dos assuntos dos seres humanos por seres humanos – para resolver todo e qualquer problema.

Infelizmente, a Política é bastante limitada naquilo que consegue realizar. Pacheco Pereira escreveu em tempos que Eugénio de Andrade lhe costumava dizer que a Política não consegue resolver o problema de estar apaixonado por alguém e não ser correspondido. Problema mais grave que este não deve haver, e só mesmo os mais sortudos não terão como o reconhecer. Mas não é preciso ir tão longe. Ao contrário do que os senhores deputados e as senhoras deputadas parecem crer, o pouco empenho da população no esforço procriador que eles acham ser necessário a bem da Nação e do Estado-Providência só parcialmente se deve à legislação que sai do hemiciclo para o qual foram eleitos. Claro que uma carga fiscal mais baixa ou um mercado arrendamento que fizesse com que um jovem casal não tivesse que ser obrigado a endividar-se para a vida a comprar uma casa ajudariam. Mas a crise demográfica que afecta o nosso país não é um exclusivo do Portugal “austeritário”. É um fenómeno do mundo desenvolvido do “Ocidente” (em sentido lato), e é em grande medida resultado de uma profunda mudança cultural, que nenhuma iniciativa legislativa, por muito bem intencionada que seja, irá mudar.

Em primeiro lugar, não se crê, no mundo “ocidental”, na existência de Deus como em tempos se acreditou, e como tal, “crescer e multiplicar” não surge para muita gente como algo imperioso, como surgirá, julgo (não me conto entre os que fazem parte de qualquer um dos grupos), a quem acredita na existência do Senhor, seja qual for a denominação que segue. Não é certamente coincidência que seja nos países com maior adesão religiosa no “Ocidente” que a crise demográfica menos se faz sentir, e Portugal não é um deles: muita gente se diz “católica”, mas fá-lo apenas por confundir a simples fé na existência de Deus com a (coisa diferente) pertença a essa particular forma de adorar o Dito, que implica a aceitação das regras ditadas pelo Chefe da Igreja Católica Apostólica Romana, regras essas (principalmente as que dizem respeito ao sexo, ao uso de contraceptivos e tudo aquilo a que se costuma chamar de “costumes”) que os “católicos”-em-nome-apenas ignoram olimpicamente. Para complicar as coisas, o mundo mudou mesmo em 1960 com o aparecimento da pílula: permitiu às mulheres terem sexo (uma coisa geralmente aprazível, dependendo das circunstâncias e do parceiro) sem necessariamente correrem o risco de engravidar (com todos os custos que a condição acarreta), e portanto, “ter filhos” passou a ser essencialmente uma escolha. Escolha essa que, por razões ligadas a uma série de coisas que melhoraram as nossas vidas nas últimas décadas, é exercida cada vez menos vezes: as mulheres passaram a “integrar o mercado de trabalho” (perdoe-se o abominável jargão), o que lhes deu maior independência e as fez ter menos tempo disponível para dar à luz uma prole muito extensa (excepto, claro, as que têm dinheiro para contratar outras mulheres que cuidem das crianças); o alargamento da educação a todos os estratos sociais e o aumento da escolaridade obrigatória fazem com que um filho seja um encargo para (pelo menos) 18 anos, e num número cada vez maior de casos, para 20, 25 ou 30 anos, quando antes ter um filho era, para muita gente, ter mais uma fonte de rendimento; e um pouco de tudo isto faz com que as pessoas comecem uma família cada vez mais tarde (no meu caso concreto, a razão está mesmo em nenhum Governo me arranjar uma jovem disposta a aturar-me para o resto da vida e a perpetuar os meus fracos genes). Por muito que custe à “Direita”, as “Famílias” têm hoje menos filhos porque já não aceitam a velinha sociedade do Portugal arcaico do século passado e o que ela implicava. E por muito que desagrade à “Esquerda”, nascem menos criancinhas hoje, não por causa da “austeridade”, mas porque vivemos em tempos mais prósperos e melhores do que vivíamos há 50 ou 60 anos atrás.

Num século já há muito deixado para trás, quando a qualidade de vida hoje ao alcance da maioria de nós era um exclusivo de reis e membros da sua corte (e mesmo esses sem alguns confortos que hoje encaramos quase como direitos naturais), um senhor inglês disse que “de tudo aquilo que os corações humanos suportam, é pequena a parte que leis e reis causam ou curam”. Como se vê pela forma como falam dos “incentivos” e “apoios” à “natalidade”, os senhores e as senhoras que nos pastoreiam não compreendem esta simples evidência. Claro está que se pode sempre argumentar que esta chuva de propostas se deve, não a uma genuína crença na capacidade de resolver o problema demográfico, mas a uma incansável vontade dos nossos representantes de fingirem estar muito preocupados com o assunto, e assim obterem uns quantos votos, aqui e ali, de quem se deixar comover. Mas não sei se, a ser verdade, isso deveria absolvê-los. Afinal, entre serem lunáticos sem noção dos seus limites, ou hipócritas sem vergonha que os impeça de explorar assuntos sérios, não sei qual a alternativa pior.

Compreender o putinismo XXII

Brejnev

Não se aguenta tanto totalitarismo.

“Kiev used truly totalitarian methods, attacking freedom of the press, opinion or conscience,” the Russian foreign ministry said in a statement, also accusing Ukraine of “rewriting history”. Ukraine’s parliament voted on Thursday to ban communist-era and Nazi symbols in a bid to break with the country’s past.

magreza ilegal e obesidade legislativa

O meu texto de ontem no Observador, sobre a mais recente invenção francesa.

«’Uma mulher nunca é demasiado rica ou demasiado magra’ dizia Wallis Simpson, ela própria magricelas e com tendência para se apaixonar e casar com homens ricos. E que se tornou famosa numa década (anos 30 do século XX) cuja estética me agrada particularmente e que, no que toca aos objetos que nos protegem o corpo do frio e acomodam o pudor, promovia uma silhueta esguia e magra. As roupas de Mainbocher, Vionnet e Chanel não se destinavam a curvilíneas de índice de massa corporal elevado. Na exposição de fotografia que já aqui referi, as senhoras eram todas magras – mesmo para os padrões atuais – e os vestidos em tecido e linha que lá estavam expostos só admitiam cinturas viperinas.

(Lembro isto porque inevitavelmente achamos que é a primeira vez que tudo sucede em toda a história da humanidade – e até no período dos dinossauros – quando afinal não somos originais, apenas repetimos tendências e das vezes anteriores não se seguiu o fim do mundo como o conhecemos.)

Em todo o caso Wallis Simpson seria uma boa candidata para sofrer as penas da recente criação do legislador francês: uma lei que bane modelos excessivamente magras (com IMC abaixo de 18) e pune com multa de milhares de euros e pena de prisão até um ano quem promover a anorexia.

De França não vêm só roupas, queijos, perfumes, Monsieur Hulot e o Obelix. O país também nos habituou a produções mais questionáveis, desde a guilhotina aos anos dourados do exílio de Mário Soares, passando por Jean-Paul Belmondo. E agora esta legislação parece ser um interlúdio para habituar os franceses aos mimos da Frente Nacional. Afinal os extremistas políticos dos dois lados sempre apreciaram condicionar o corpo e a aparência femininos – a propaganda hitleriana difundia a sugestão imperativa de corpos saudáveis e com músculos habituados ao exercício, e de caras sem maquilhagem e maçãs do rosto naturalmente rosadas pelo ar livre.’

O resto está aqui.

O rublo desvalorizou um bocadinho

Clicar para aumentar a conversa do troll.

Clicar para aumentar a conversa do troll.

Entrevista a um troll avençado pró-Kremlin. Aviso à navegação: pela causa, há turnos de 12 horas.

No Fio da Navalha

O meu artigo hoje no ‘i’ é sobre o dia do pai.

Dia do Pai

Na edição do seu 90.o aniversário, a revista “The New Yorker” publicou um pequeno artigo sobre duas crianças, uma de seis e outra de dez anos, que foram vistas a andar sozinhas no estado do Maryland. Várias pessoas ficaram alarmadas e chamaram a polícia. Esta levou-as para casa, onde repreenderam o pai, Alexander Meitiv, físico no National Institutes of Health, com sede naquele Estado.

Os pais das crianças, que fazem parte de um movimento chamado Free Range Kids (FRK), sabiam que os filhos vinham nesse dia a pé para casa, seguindo um percurso anteriormente feito com eles. O FRK considera que os pais actuais estão sujeitos a uma cultura do medo histérica que vê um raptor em cada esquina. Assim, as crianças devem aprender a ser responsáveis, independentes e a crescer em liberdade. Apesar disso, a agência governamental Child Protective Services (CPS) considerou os pais responsáveis de negligência infundada. É preciso um certo esforço para perceber o que significa, porque o objectivo é precisamente ser indecifrável.

Com seis anos eu comecei por comprar o pão e fazer pequenas compras no supermercado perto de casa. Levava dinheiro, pagava e trazia o troco. Graças aos meus pais, que não quiseram ter a preguiça de me proteger em demasia, fui educado a ser responsável, conhecendo os riscos. A paranóia de agora, fomentada por entidades públicas, que impede os pais de educarem os seu filhos como desejam, evidencia o risco em que se encontra a liberdade fundamental de ser pai e que não se corrige num dia.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no ‘i’.

Os servos

O caso de Passos Coelho com a Segurança Social e os seus atrasos na entrega das declarações ao fisco deve fazer-nos pensar. Poderá alguém que alguma vez tenha tido dívidas ao fisco e à Segurança Social ser primeiro-ministro? Ou mesmo ser titular de um cargo de cariz político?

A pergunta é pertinente porque as vastas funções que foram sendo atribuídas ao Estado, a elevada dívida que este contraiu para fazer frente às despesas resultantes dessas mesmas funções, torna indispensável o pagamento pontual dos impostos, das taxas e das contribuições à Segurança Social. Mais, e voltando à pergunta: como é que alguém que se atrasa com o fisco e a Segurança Social pode aumentar impostos e exigir o seu pagamento a tempo e horas?

Podemos ficar-nos por esta pergunta, mas também podemos ir um pouco além: será esta a sociedade que queremos? Uma sociedade centrada no Estado, em que tudo gira à sua volta e o chefe de governo mais não é que o líder máximo de algo mais parecido com uma grande organização, cujo funcionamento não pode ter falhas?

Não pretendo dar razão a Passos Coelho, até porque centenas de milhares de pessoas se esforçam por não ter dívidas nem se justificam com o desconhecimento da lei. No entanto, não deixamos de viver numa realidade em que antes de mais nada devemos ao Estado. E, como todos lhe devemos, a todos exigimos o pagamento do que se deve. Seja um cidadão comum ou um primeiro-ministro. Não é de mais concluir que estamos presos nesta lógica do servidor-pagador.

Compreender o putinismo XX

Foto: Vladimir Filonov/MT

Foto: Vladimir Filonov/MT

Na Rússia de Vladimir Putin, um museu sobre os Gulag irá reabrir com a particularidade de ignorar os crimes do ditador Pai Josef Vissarionovitch Stalin.

Gulag Museum to Reopen But Proof of Stalin Crimes Removed, Director Says

Perm-36 museum director Viktor Shmyrov said the “memorial won’t disappear, but the museum has been taken over by other people appointed by the new authorities, who have totally changed the content,” BBC Russian Service reported Wednesday.

“Now it’s a museum about the camp system, but not about political prisoners. They don’t talk about the repressions or about Stalin,” he was quoted as saying.

Arseny Roginsky, president of Russia’s leading human rights group Memorial — which founded the museum two decades ago — said the new management included former prison camp guards, AFP reported.

“The museum’s format is being completely changed,” Roginsky was quoted as saying. “It’s tragic that a museum to Soviet terror will be transformed into a museum to the penal system.”

The takeover of Perm-36, which is located in the Perm region, comes as an increasing number of Russians express favorable views of Stalin and amid the government’s glorification of its Soviet past.

Rua e lenços revolucionários

Maduro

Enquanto o povo se prepara para defender a revolução nas ruas, a política económica revolucionária de Maduro continua a frutificar.

Maduro: a última vítima da “direita pelo direito à blasfemia”

 

CartoonSemana

O Presidente da Venezuela é a mais recente aquisição da glamourosa equipa dos críticos de cartoons.

Fonte: Semana.

Mahmoud Charlie Abbas, o novo crítico dos cartoons

abbas

As forças blasfemas atacam onde menos se espera.

Palestinian president Mahmud Abbas has ordered an investigation into a drawing of the Muslim Prophet Mohammed which appeared in a West Bank newspaper, local media reported Tuesday.

The cartoon, which appeared Sunday in Al-Hayat al-Jadida, depicted what appeared to be a giant Mohammed standing on top of the world, sprinkling grains of love and acceptance from a heart-shaped satchel.

Palestinian news agency Wafa quoted Abbas as deeming it “necessary to take deterrent measures against those responsible for this terrible mistake.” (…)

Abbas joined world dignitaries including Israeli President Benjamin Netanyahu on a symbolic march through the streets of Paris days after the attack. (…)

Compreender o putinismo XIV

URSS

Back in USSR.

The Association of Tour Operators of Russia (ATOR) has issued a reminder through Russian media that a new rule for foreign tourists comes into effect as of January 26, obligating them to list the cities, towns and other inhabited areas they plan to visit while in Russia.

Russia’s Federal Migration Service is also requiring proof of an invitation to visit these settlements and the name of the person or organization giving the invitation.  All types of visas must have this information on them.

Críticos da Sétima Arte em alta

AE

Apesar da confusão do crítico oriundo da Coreia do Norte, a crítica ao filme “A Entrevista” não pode deixar de ser clara.

O filme A Entrevista já rendeu muita dor de cabeça à Sony, por provocar a ira do regime norte-coreano e de hackers que invadiram o sistema de segurança da empresa em novembro passado. Agora, o longa é responsável por tirar o sono dos organizadores do Festival de Cinema de Berlim, já que o governo de Kim Jong-un acredita que o filme terá sua estreia em Berlim durante o festival, porque ambos acontecem no mesmo dia, 5 de fevereiro. “Esse filme claramente instiga o terrorismo“, diz um trecho do comunicado em tom de ameaça emitido pela emissora estatal norte-coreana, que também afirma que se A Entrevista for para a Berlinale, a Alemanha será vista como uma aliada dos Estados Unidos. Entretanto, o evento já divulgou a sua lista de filmes, e A Entrevista não está entre eles.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons VII

Gaddafi

A paródia do regime sírio tem pernas para andar. De acordo com a agência de notícias síria, o país condena o ataque terrorista ao jornal Charlie Hebdo. Deixando de lado as alucinações e de regresso à realidade, não deixa de ser assinalável o progresso humanista do regime de Assad no que toca ao cartoonista que ousou caricaturar (não o profeta mas) o querido líder. Alguns dos trabalhos de Ali Ferzat podem ser vistos aqui.

Das religiões que são superiores aquilo da liberdade

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Por “insultar o Islão” e “criar um forum liberal na internet”,  um tribunal saudita condenou em Agosto o blogger Raif Badawi, que já se encontrava preso, a uma pena de 10 anos de prisão e a ser chicoteado mil vezes. Para complementar a  pena, Raif Badawi pagará uma multa que ultrapassa os 190 mil euros. A sentença foi produzida após Raif Badawi, ter contestado a primeira condenação, de sete anos de prisão e a servir de poiso ao chicote por 600 vezes. Apelar da sentença nem sempre se revela ser  uma boa solução.
A iberdade de expressão é um conceito mais largo que o Oceano Pacífico e Badawi, está a pagar a ousadia a coragem e a afronta

Nova oportunidade para os críticos de cartoons V

Imagem de Pat McGrath / Ottawa Citizen

Imagem de Pat McGrath / Ottawa Citizen

Imtiaz Ahmed, o imã da mesquita de Ottawa precisa de ouvir o que o imã de Lisboa tem para dizer e deixar-se de purezas legais.. Até porque a criminalização e punição por blasfémia no Corão não existe. Ou melhor, esta legislação divina foi produzida centenas de anos depois da morte de Maomé, em tempos de guerra e durante a época Medieval. Passa a aplicar-se quando dá jeito. Agora é o momento para os extremistas.

Em relação à onda de terror que acontece em França é para mim seguro, de uma forma bastante clara, que assassinar (mesmo por delito de opinião) não é permitido e juntar-lhe a questão do gosto é, no minímo, de mau gosto.  Deus nos livre  que o insulto à religião passe a ser considerado como uma ameaça global à paz e à segurança como pretendem boa parte dos estados muçulmanos desde 1999.

Che Economics aplicado na Venezuela II

NM

No Verão passado, o governo da Venezuela entendeu “fazer uma revolução dentro da revolução”, 15 anos após o chavismo ter iniciado o seu reinado. O conjunto de medidas  visava atacar os problemas: a inflacção anual que ultrapassa os 63 por cento, a falta de produtividade, a escassez de bens essenciais e de divisas. A forma encontrada não poderia ser mais mágica – apostar no aprofundamento do modelo socialista.

Na vertigem socialista, o executivo de Nicolás Maduro nomeia Orlando Borrego, antigo colaborador de Che Guevara, como mentor da reestruturação da administração venezuelana.
Mais recentemente, Nicolás Maduro apelou aos trabalhadores que tomem conta das empresas que estejam a boicotar a economia nacional como parte de uma suposta estratégia da oposição política ao seu governo. “Os trabalhadores com a lei na mão devem tomar essa unidade produtiva e continuar a trabalhar para a colocar a funcionar. Contem os trabalhadores da pátria com todo o apoio do Presidente operário para recuperar as empresas que a burguesia abandona”, afirmou o Presidente no Congresso Nacional de Trabalhadores Socialistas. “Avançaremos para uma revolução no estado que nos permita atingir a eficiência socialista na acção do governo junto do poder popular”, prometeu ainda Nicolás Maduro.
A intelectualidade reinante parece não entender que a saída do capital provoca menos investimento, menos produção e, por fim, mais pobreza. A descida do preço do petróleo é mais um prego na revolucionária escola Che Economics que tão bons resultados tem dado à Humanidade..

Leitura complementar: Che Economics aplicado na Venezuela.

Viva o socialismo, abaixo os gelados burgueses

Imagem de  Omar Veliz/ El Nacional

Imagem de Omar Veliz/ El Nacional

Contra a submissão ao poder maléfico do capitalismo. Contra  o culto frio dos números e a fúria individualista devastadora. Lutemos pois contra tudo o que  só a revolução socialista é capaz de garantir à Humanidade culta. Viva a pátria. Vivam  as medidas socialistas patrióticas. Viva o socialismo de rosto humano patriótico.

O Natal russo

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Putin ordena limite ao preço da vodka. Em prol da segurança alimentar, imagino.

O presidente russo Vladimir Putin ordenou a seu governo nesta quarta-feira que contenha o aumento dos preços da vodca, enquanto ele luta para preservar sua popularidade em meio a uma grave crise econômica.

Putin disse em uma reunião com oficiais do governo e governadores regionais que os altos preços da vodca incentivam a produção de bebidas falsificadas, que trazem mais riscos para a saúde das pessoas do que o álcool produzido legalmente.

Leitura complementar: Entretanto na frente russa.

Um dilema moral

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Em filosofia política, mas até extravasando o contexto da política, existe um interessante dilema moral que permite aferir se alguém pensa as suas decisões com base em princípios estanques e imutáveis, ou com base em critérios utilitaristas que se adaptam às circunstâncias e, mais frequentemente, aos números.

Está um gordo em cima de uma ponte, por onde passa uma linha de comboio. Presas à linha de comboio estão 5 pessoas. Existem duas decisões possíveis:

  1. Atirar o gordo da ponte, parando o comboio e impedindo que este mate as 5 pessoas;
  2. Não sacrificar o gordo, deixando que o comboio atropele as pessoas.

Não existe uma resposta correcta, depende do quadro moral que norteia cada um. Curiosamente, muitos dos que se recusam a sacrificar um inocente para salvar terceiros acabam por alterar a sua decisão quando o número de pessoas aumenta, mostrando que, em boa verdade, sempre foram utilitaristas. Os fins justificam os meios, pensarão, pois trata-se de uma questão de sobrevivência.

Serve este dilema para contar que Carlos Abreu Amorim decidiu ele próprio atirar-se da ponte, pois vem aí um comboio que convém não perder.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no jornal ‘i’ é sobre o financiamento da política autárquica.

Descentralização

A junta de freguesia do bairro onde moro, Alvalade, promoveu aquilo a que chamou “Mercado de Natal em Alvalade”. A iniciativa consistiu num conjunto de barraquinhas, espaços com artesanato e animação de rua, com vista a atrair gente para o comércio local.

A ideia foi engraçada e é difícil encontrar razões contra. Difícil, mas possível. Por princípio, faz-me confusão que uma freguesia se imiscua em assuntos privados. Na verdade, a promoção do comércio tradicional não tem de ser feito pelo poder público, quando são interesses privados, os dos comerciantes e habitantes duma determinada zona, que estão em causa. A interferência do poder político acaba por beneficiar alguns à custa dos demais cidadãos, cuja opinião não é pedida nem achada.

Dir-me-ão que se trata de solidariedade. O que não é o caso, pois não falamos de necessidade, mas de interesse comercial. O que está em causa é ajudar os lojistas. Algo meritório, mas que os próprios poderão fazer sem que se onere os contribuintes e se retirem fundos de causas sociais, essas sim, de manifesta importância.

Uma política correcta é, pois, não interventiva, mas permissiva. Não coloca entraves nem taxa iniciativas privadas de promoção do comércio. Implica uma descentralização verdadeira, porque também fiscal: uma freguesia gasta apenas o que recebe dos munícipes. Mais despesa implica mais imposto. Só assim se controla o poder, não se tolhem direitos e se incentiva a liberdade comercial.

Rússia em modo vintage

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Crise, qual crise? Está proibida, a crise.

Authorities in the Central Russia’s Kaluga Region have banned the use of the word ‘crisis’ in public and the measure is already helping to attract investors, according to the local governor.

It is possible that the crisis exists, but we forbid the use of this word,” the Russian News Service (RSN) radio quoted Anatoly Artamonov as saying on Tuesday.

The governor added that the Kaluga Region authorities were not planning a policy response to the current “inconvenient moment,” but instead chose to hold a major internal audit of the investment policy and legislation in order to create a better business environment.