O Insurgente

Maio 28, 2012

A socialização dos prejuízos da má gestão bancária

Resgate do Bankia vai ser feito com recurso a dívida pública espanhola

O depauperado sistema das cajas de ahorro espanholas é uma explosiva mistura de interferência públicas com má gestão privada. No concubinato entre políticos e banqueiros são invariavelmente os contribuintes que pagam a conta. Mas nem pensar em modificar o actual sistema. É demasidao perigoso, especialmente para os interesses instalados.

Maio 27, 2012

Legalize It

Comentado pelo DavC, na caixa de comentários deste post:

Porque é que se há de manter uma actividade que é legítima ilegal? Porque é que eu não posso plantar cannabis e fazer disso um negócio? Porque é que o CEO da Unicer pode ser um respeitável senador da nação vendendo uma droga que é tão ou mais nociva do que a Marijuana? Sim, ninguém importuna o consumidor, mas importuna o produtor e distribuidor, e porque é que a produção e distribuição de certas drogas não pode ser um negócio respeitável?

A mercadoria se for legal não será oferecida aos adolescentes em maior quantidade do que já é, tal como o álcool é oferecido aos adolescentes independentemente de a idade ser legal ou não.

Eu não tenho que justificar a liberalização, os proibicionistas é que têm que justificar a proibição, essa é que implica uma tomada de posição do Estado. Mas eu justifico, porque liberalizar traria benefícios, económicos, sociais, fiscais e até de saúde pública. Seria possível ter um maior controlo estatístico sobre os consumos, seria mais fácil detectar problemas sérios e trata-los clinicamente, seria possível cobrar impostos sobre a venda, seria possível criar oportunidades de negócio para agricultores do interior, por exemplo…

Leitura Complementar: Uma Droga de debate

O tamanho interessa

Quanto maior, pior.

Défice Oficial e Défice Contabilístico na América

Filed under: Economia,Internacional,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 08:23
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Já se sabia que o Défice Oficial Americano em 2011 foi de 1.3 Triliões (Americanos) de Dólares.

O que foi nestes dias divulgado foi o Défice Contabilístico de 2011
(assumindo as práticas da Contabilidade, ou seja, contando como défice também os “Entitlement Programs”).
E o valor do défice de 2011 foi de 5 Triliões (Americanos).

Ou seja, só em 2011 a Dívida Estatal Americana aumentou em 5.000.000.000.000 (ou 5 x 1012 ou 5 x 1.0004).

A notícia tem um detalhe engraçado. Tem a versão de um funcionário sobre porque o Défice Oficial é diferente do Défice Contabilístico:

Jim Horney, a former Senate budget staff expert now at the liberal Center on Budget and Policy Priorities, says retirement programs should not count as part of the deficit because, unlike a business, Congress can change what it owes by cutting benefits or lifting taxes.

“It’s not easy, but it can be done. Retirement programs are not legal obligations,” he says.

É um prazer ouvir uma pessoa que, tal como eu, gosta de dizer a verdade por mais dura que seja.
Só não gosto muito desta verdade. Mas já há algum tempo que ela é evidente…

Maio 26, 2012

Fundamentalismo Ecológico – Quando um carrinho de mão é mecanização a mais

Há um incêndio que destrói os canos que alimentam de água uma população.
A população (sem pedir ajuda ao governo) começa a remendar o sistema.
O que faz o governo? Os guardas florestais viram a população a usar um carinho de mão (!) e conclui que a população está a usar “mecanização a mais” e proíbe a reconstrução até que sejam apenas usados cavalos e instrumentos de mão.

Artigo no site do Instituto Goldwater. Detalhes do caso.

Maio 25, 2012

Uma Droga de debate

Filed under: Diversos,Double standards,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 23:25

Aqui há dias fiz a seguinte pergunta: Que criaturas são estas, tão favorecidas pelo tempo, que ainda lhes sobra algum para se meterem na vida dos outros ?

Alerto para este texto de Rui Rangel, de um abominável paternalismo de quem quer dizer aos jovens o que estes devem ou não fazer com o seu corpo. Curioso é que não vejo nenhum destes ilustres senhores atacar o vinho, que não só mata, como além disso paga menos IVA que a água engarrafada. Até ver, as drogas – termo também ele curioso, visto que o tabaco, a cafeína, o álcool e muitos dos medicamentos que se vendem sem receita médica também podem caír no termo – recreativas sintéticas, naturais ou adulteradas não têm morto tanta gente como os padroeiros dos bons costumes nos querem fazer acreditar. Mais uma vez, curiosamente, não se conhecem por aí casos de tipos a fumar “charros sintéticos” e que chegam a casa e espancam a mulher e a filha. Curiosamente não devem ser muitos os casos de violência provocados pelos “chás” e cogumelos que o Rui refere. Já o vinho, caríssimos, esse é origem de muitos. Querem combater a banalização das drogas ? Sejam coerentes e encerrem as caves do vinho do porto, que por lá se originam inúmeras cirroses e cenas de pancadaria. Agora a sério. Independentemente das consequências da alteração de comportamento provocadas por drogas, nas quais se inclui o álcool, sou a favor da punição a posteriori. Haja o bom senso de em pleno século XXI se perceber que as pessoas não podem ser postas na cadeia por “crimes sem vítimas”. Até D. Duarte percebeu isso. Poder-se-ia pensar que com isto estaria a fazer a apologia das drogas. Nada disso. Independentemente da minha opinião sobre as drogas sintéticas – e adianto já que comigo cogumelos só na comida chinesa – o que está aqui em causa não é uma visão positiva – ou negativa – em relação a este fenómeno, mas sim o reconhecimento do direito dos jovens maiores de idade à liberdade de tomarem o que lhes der na gana. E conhecendo bem os jovens – pois também ainda o sou – sei que o vão fazer, com ou sem proíbições. Sendo que a morrer alguém, morrerá mais facilmente por consequência das adulterações que se verificam no mercado negro que pelas substâncias em si. Aliás, a grande prova disto é que uma das causas da popularidade das Smartshops é a própria proíbição da marijuana, que torna mais seguro – apesar do óbvio prejuízo para a saúde quando se faz a comparação – o consumo, visto que é legal.

There’s a Tax for That

Com os devidos agradecimentos ao Fausto Amaral por ter divulgado o vídeo.

A DECO é uma filial do Bloco de Esquerda?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:07

A DECO propôs hoje a definição de tectos máximos das taxas de juro no crédito à habitação e a proibição do agravamento do “spread”, devido a prolongamento da duração do contrato, modificação do estado civil ou desemprego.

Parece que sim. A DECO parece querer provocar um racionamento de crédito ainda maior que o actual e dar mais razões para que os bancos impeçam a desvinculação de um dos titulares em caso de separação. Vai acabar por prejudicar exactamente aqueles que a DECO diz querer ajudar. No entendimento dos mecanismos economicos não difere muito do Bloco de Esquerda.

Maio 23, 2012

PSD Contra o Desemprego

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 20:07
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Ainda na lógica de que o Desemprego não pode ser o fim da linha, o PSD insiste com medidas contra o desemprego.

Eu preferiria outras (desburocratização/simplificação administrativa, redução de impostos e subsídios, …), mas louvo a transparência e o esforço de divulgação. Ficam com o que o PSD anda a propor:

 

Um país conta com o desemprego

Filed under: Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo — Ricardo Lima @ 19:59

O nome é “Estímulos 2012″. O vídeo é bonito, com cores e desenhos fofinhos. As medidas são fúteis e, para variar, são praticamente todas uma intervenção do Estado no mercado laboral, em parte destas com prejuízo para o contribuínte. “Não deixe que pensem por si”. Isto lembra os fantásticos programas do Governo Sócrates, com nomes sonantes, slogans bem trabalhados, propagandas atraentes e medidas, na sua maioria, que tentam colocar alcatifa sobre tijoleira partida, na esperança que o chão pare de rachar. Fica aqui o vídeo:

Atenção ao crescimento desenfreado português, europeu, universal

Nem todo o investimento resulta. E quando o estado mete a mão (e o resto do corpo) visível, a tendência é de desgraça anunciada para as gerações futuras., especialmente quando se repetem as receitas – mais investimento estatal, aposta em vias de comunicação, novas tecnologias, energias renováveis e todas as outras prioridades – que nos trouxeram até este ponto critíco.

Vale a pena ler o artigo de Dan Mitchell.

I don’t want to burst anyone’s bubble or shatter any childhood illusions, but losses are an inherent part of the free market movement. As the saying goes, “capitalism without bankruptcy is like religion without hell.”

Moreover, losses (just like gains) play an important role in that they signal to investors and entrepreneurs that resources should be reallocated in ways that are more productive for the economy.

Legend tells us that King Canute commanded the tides not to advance and learned there are limits to the power of a king when his orders had no effect.

Sadly, modern journalists, regulators, and politicians lack the same wisdom and think that government somehow can prevent losses.

But perhaps that’s unfair. They probably understand that losses sometimes happen, but they want to provide bailouts so that nobody ever learns a lesson about what happens when you touch a hot stove.

Government-subsidized risk, though, is just as foolish as government-subsidized success.

Bloco Central do Crescimento

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal,socialismo,Videos — Ricardo Lima @ 16:15

O PSD e o CDS embarcam no mesmo Socialismo que passaram anos a condenar, enquanto se sentavam na bancada da oposição. Este vídeo torna-se mais actual a cada dia que passa:

Maio 22, 2012

A Insustentável Leveza do Ser Libertário

Ser um Libertário não implica a concordância com tudo que de estúpido e imbecil as pessoas fazem a si próprias e entre si, voluntariamente. É aceitá-lo, mesmo não respeitando e admitir tais actos como consequências necessárias, ainda que por vezes desagradáveis, da existência de um mundo de homens livres, com prazeres, saberes e ambições que diferem. E ainda bem que diferem. Aos olhos de tantos, a igualdade não é mais que a estandardização do comportamento humano, condicionado, na preferência destes, segundo padrões tradicionais ou científicos, segundo livros sagrados ou estudos académicos. O libertário não é um extremista, do meu ponto de vista. Extremismo é a censura inquisitorial, provinciana, ignorante e feia, muito feia, com que muitos encaram a crença aparentemente radical, quase terrorista de que o Homem, essa complexa criatura antecessora de toda e qualquer forma de proto-organização política, nasce livre. E a gravidade adensa-se quanto na admissão de que o Homem nasce efectivamente livre, se considera que o Estado, construído por ele para assegurar, através das forças de segurança que o protegem do seu vizinho, através do exército que o protege da nação vizinha e através do tribunal que julga as suas disputas,  a sua liberdade, pode ser ele próprio o condicionador da mesma. É o futuro distópico em que o Homem, tendo construído a máquina para o servir, vê essa mesma máquina ganhar força, inteligência própria e é, no final da história, escravizado por ela. É surpreendente que a intolerancia, essa assassina de sonhos e vontades ao longo da história – e quase sempre no sentido literal da palavra – não só tenha sobrevivido à Era do Conhecimento, como se tenha expandido, alargado, adaptado aos meios coercivos que o futuro lhe foi deixando à disposição. E no centro do tabuleiro, o libertário, essa vil criatura amante de uns quantos filósofos defuntos que, diga-se de passagem, lançaram as bases para o mundo moderno onde hoje grassam, sem repressão, os que fazem da intolerância, da extorsão e da propaganda o seu programa político. O mundo deve mais ao pensamento libertário do que realmente imagina. Já o libertário, este não exige nada do mundo, não deve nada ao mundo e não guarda em relação ao mundo que o rodeia nada mais que um simples e incompreendido desejo: que este o deixe em paz.

Até Amanhã, Camaradas

Filed under: Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal — Ricardo Lima @ 00:21

CGTP quer taxa na bolsa a financiar subsídio de desemprego:

A CGTP vai apresentar amanhã ao governo uma proposta que visa a atribuição do subsídio social de desemprego a todos os desempregados sem protecção social.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou que existem hoje cerca de 860 mil desempregados sem qualquer prestação social. Seriam estes os abrangidos pela iniciativa, que teria aplicação durante todo o período de crise.

Para financiar esta medida, a intersindical defende “a aplicação de uma taxa de 4% sobre as transacções em bolsa“, explicou Arménio Carlos. De acordo com o responsável, esta taxa teria um impacto de cerca de 4,2 mil milhões de euros. Mais: a CGTP acredita que a extensão do subsídio social também teria impacto no consumo e geraria cerca de 837 milhões de euros por via do IVA.

Maio 21, 2012

Quem vende a alma ao diabo não deve ficar espantando quando ele aparece para a reclamar.

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Portugal — Miguel Noronha @ 12:37

[Jardim Gonçalves] deu esta entrevista ao “i” “com o objectivo de alertar” porque “estou assustado e não foi para isto que aconteceu nem o 25 de Abril, nem, depois, a lei de 84, que permitia a abertura ao sector privado de determinadas actividades económicas. Não foi para isto. E ninguém tem a coragem de dizer que estão a nacionalizar”

Espanta-me a candura de Jardim Gonçalves. Quer-nos convencer que anos a fio a financiar a dívida do estado e dos privados os banqueiros só agora despertaram paera os crescentes níveis de endividamento e risco associados? Quer-nos convencer que aceitaram as protecções (explícitas e implícitas) e a benesse da reserva fracionária nos depósitos para expandirem exoponencialmente os seu balanços com um mínimo de capital próprio e arriscando o dinheiro dos depositantes sem pensar nas consequências? Quer-nos convencer acreditavam que a regulação no sistema bancário era para garantir a segurança das instituições e não para impedir a concorrência no sector? Vão vender essa a outro.

Num sistema bancário verdadeiramente competitivo esta “barões” já tinham sido todos varridos por falta de clientes.

Maio 20, 2012

Um Plano Quinquenal para a mesa do canto, se faz favor…

“Estou ? Krugman ?”

Jorge Moreira da Silva, primeiro Vice-Presidente do PSD diz:

“Precisamos de um Plano Marshall para a Europa. Temos de encontrar na Europa um Plano Marshall que responda ao desemprego, que responda à recessão, e isso é algo que também é importante para Portugal”

“Se a Europa fizer aquilo que deve no estímulo à economia, na consolidação orçamental, na maior harmonização do mercado interno, na mobilidade de pessoas e de bens, se for capaz de fomentar a política industrial, a economia verde, o conhecimento, se for capaz de fazer destas alavancas verdadeiras alavancas do crescimento, isso não apenas ajudará a responder à crise europeia, mas fará com que a crise em Portugal possa ser respondida também de uma forma mais solidária da Europa em relação a Portugal”

E diz-nos, sobre isto, o grande Roberto Campos:

A política industrial que nos convém se reduz a umas poucas regras de bom senso. A primeira é que o mais importante incentivo ao progresso é assegurar-se liberdade empresarial, pela abolição de monopólios estatais e reservas de mercado. A segunda é aumentar a previsibilidade econômica, pela estabilização de preços. A terceira é que, antes da concessão de incentivos, é necessário remover obstáculos, pois que, isso feito, na maioria das vezes o mercado cuidará de si mesmo.”

“Admitir o ‘liberalismo explícito’, num país de cultura dirigista, é coisa tão esquisita como praticar sexo explícito em público. Não dá cadeia, mas gera patrulhamento ideológico. A etiqueta de ‘socialista’ ou ‘centro-esquerda’ dá um ar de respeitabilidade a qualquer patife ou imbecil, animais abundantes na praça…”

“A pior coisa que pode acontecer a duas motivações válidas – o indigenismo e a ecologia – é serem levadas ao exagero. O excesso de zelo é uma forma de fanatismo. E os fanáticos costumam redobrar os esforços quando perdem de vista os objetivos.”

José Sócrates, António José Seguro, Hollande, Zapatero, Lula, Dilma, entre outrasdestacadas figuras da área política do Partido Social Democrata, não diriam melhor. O modelo económico defendido nesta passagem é um modelo falhado, ele próprio causador da crise das dívidas públicas e que muitos ainda insistem em tomar como o correcto para a sua solução. Esta fé perversa e infantil, adequada a adolescentes românticos no início do seu aprofundamento intelectual, torna-se perigosa quando aplicada a pessoas com responsabilidades na condução da política dos Estados. Por sua vez, o federalismo, possivelmente aceitável – não para todos – num outro contexto, é totalmente descabido quando tendo em conta o monstro centralizador, progressista e regulador em que a União Europeia se vem tornando, com directivas que se empenham em controlar todos os aspectos do quotidiano dos seus cidadãos e da iniciativa política dos Estados que a compõem. Esta combinação doentia de federalismo e keynesianismo adulterado que se apoderou do Bloco Central por esta Europa fora será, a ser levada a sério, não a salvação que estes aguardam, mas o golpe final por que há muito qualquer espectador com bom senso espera.

E para terminar, um artigo sobre Friedman. Nesta passagem fica a sua opinião sobre o Plano Marshall:

Friedman contended that “Europe would have recovered with or without the Marshall Plan,” and opposed the Plan at the time and in retrospect (Friedman, 1982a, pp. 32-33). He argued that the “Marshall Plan and similar programs” of the U.S. government had “been harmful to the rest of the world” because government-to-government economic aid strengthened the government sector at the expense of the private sector.

Repito, portanto, o que venho dizendo há um tempo considerável. O que é uma Toranja ? É algo que é laranja por fora e vermelho por dentro.

Por cá a Rita Rato disse o mesmo sobre o Gulag

O Líder do Aurora Dourada negou a existência de câmaras de gás no Holocausto. Os Media, como sempre, fazem grande alvoroço. A notícia tem dias e já se tornou viral, assim como o vídeo das declarações em questão. Mas quando a Rita Rato respondeu  “nunca estudei nem li nada sobre isso”  acerca dos Gulags e “não sei que questão concreta dos direitos humanos” em relação à China ou ” a avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom” sobre a URSS, eu não vi os jornais portugueses fazerem disso manchete. Porque será ? A dualidade de valores que desculpa o Comunismo e condena o Nazismo e o Fascismo continua entranhada na sociedade, aplaudida pelos Media e incentivada pelo meio Académico.

A recente polémica em relação às minhas declarações sobre as eleições gregas, onde afirmei que fascistas, nazis, comunistas e trotskistas são todos da mesma família, é um bom exemplo disso. E de facto são. Na Itália, o programa político do PNF e o manifesto do fascista de Mussolini não diferem muito do que seria o programa político de um Bloco de Esquerda à época. O Marxismo deu fruto, fruto podre. Estas várias ideologias, apesar das diferenças, tinham vários objectivos em comum. Entre os quais o fim do capitalismo (mesmo que gradual), o controlo da economia por parte do Estado, o extermínio brutal dos dissidentes e uma vanguarda disposta a tomar a direcção de um ambicioso projecto de engenharia social.

Dizia-nos Gregor Strasser, figura proiminente do Partido Nazi e rival de Adolf Hitler:

We are Socialists, enemies, mortal enemies of the present capitalist economic system with its exploitation of the economically weak, with its injustice in wages, with its immoral evaluation of individuals according to wealth and money instead of responsibility and achievement, and we are determined under all circumstances to abolish this system !

Act. Os links dos CM estão, julgo eu, apenas temporariamente indisponíveis. Entretanto podem consultar aqui excertos da entrevista.

Anatomia de um gozo especial

Pessoas há que gostam de manter os outros na ignorância. Departamentos do estado há que fazem, com indisfarçável orgulho, disso uma profissão invejável.  O Kuwait Times leva-nos numa viagem ao interior de uma dessas pessoas. A eleita trabalha com afinco numa instituição governamental de excelência e considera-se como pertencendo ao grupo das pessoas mais educadas. Acredito. A felicidade plena está ali, ao virar de uma página de um livro infantil, científico, sobre política, religião ou tão somente impresso em Israel.

Maio 19, 2012

Catastroika – Humor Negro Grego

Filed under: Economia,Humor,Internacional,Nanny State Watch,União Europeia,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 14:48

Os Gregos estão num problema sério que eles próprios criaram.

Depois de entrar na Zona Euro – forjando os números – criaram lugares sem sentido na função pública (o caso dos motoristas é risível), aumentaram todo o tipo de subsídios à população, ofereceram todo o tipo de serviços de borla (o caso dos transportes de Atenas), atribuíram reformas crescentes (quando a demografia estava contra eles) e sobretudo geriram tudo mal, muito mal. Crentes que viviam  na era da abundância, todo o tipo de favores era pedido ao Estado Grego e este todos concedia. Com base em crédito e numa expectativa de prosperidade futura tão irrealistas que só podia correr mal.

E correu.

Então e depois? Depois começou a busca dos culpados. Os partidos do poder foram castigados, pois falharam com as suas promessas (como era possível que não falhassem?!?), mas o problema é que o país precisa de fundos. A toda a hora e em quantidade.

A Merkel, o Durão Barroso e o Trichet acharam que aquilo tinha salvação. Havia de se dar um jeito para salvar a face Europeia! E caíram no erro: em vez de fechar a torneira e obrigá-los a ter Défice 0 no ao seguinte, protelaram a situação, investiram dinheiro de todos nós – até Português – e permitiram a uma certa esquerda que vive do engano das populações ligar a crise não aos próprios Gregos, não à “gestão” dos dinheiros estatais Gregos, mas sim à Merkel e aoBCE e ao FMI.

A culpa é de quem empresta! Foi o sector privado que provocou a crise! – Esta é demais…

A culpa é de quem obriga a passar parte da economia de gestores inqualificados (como o mostraram) para outros.

A culpa é dos neo-Liberais, esses malvados. Ataquem as pessoas, repitam o mantra, ignorem detalhes.

Apetece dizer: “Se cada vez que o Livre Mercado fosse responsabilizado por erros cometidos por governos, eu seria um cineasta rico com um boné de basebol”…

Ficam aqui com o modo como os gregos estão a tentar racionalizar as asneiras que fizeram:

A primavera saudita é composta por mudança

O uso do inglês técnico e comercial bem como o calendário gregoriano foram banidos pelas autoridades sauditas. No entanto, as autoridades locais ficam com o direito de usar o calendário gregoriano sempre que se justificar.

Maio 18, 2012

E que tal um bilhete de ida para Paris?

Filed under: Cultura,Nanny State Watch,Política,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 16:04

No Público

A deputada socialista Inês de Medeiros acusou esta sexta-feira o Governo de “intencionalmente” se ter “demitido de responsabilidades” perante um sector cultural em “estado calamitoso”, e acusou os privados de não investirem além do “lucro fácil e imediato”.(…)

“Não se pode deixar todo um sector, que é muito variado, sem saber de que forma vai ser reestruturado. Há que clarificar e há que avançar. O que não se pode é deixar esta inexistência de política, de estratégia e de acção, isso é que consideramos o mais desastroso de tudo”, concluiu.

Gosto particularmente do último parágrafo. Pode traduzir-se como “somos tão independentes que não conseguimos mexer uma palha sem um subsídio do estado“. Quanto à aversão ao risco dos privados, esperamos que Inês de Medeiros ponha os seus rendimentos integralmente ao serviço da cultura e pare de tratar o dinheiro dos outros como sobre ele tivesse algum tipo de direito.

Maio 17, 2012

Regulation Nation

Filed under: Economia,Internacional,Media,Nanny State Watch,Política,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 16:55
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Rentistas amuados

Filed under: Cultura,Economia,Energia,Nanny State Watch,Portugal — Miguel Noronha @ 15:12

A gente também gostava de receber uns subsídios

Filed under: Economia,Nanny State Watch — Miguel Noronha @ 13:07

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, afirmou hoje que cabe à União Europeia “dinamizar novas formas de investimento” para que se possa ultrapassar o problema do desemprego e do crescimento do país

Triste país.

Autonomia (6)

Filed under: Cultura,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 10:37

A propósito da suposta “liberdade de criação” permitida pelo patrocínio público, o caso de Jean-Baptiste Lully

“Patronage in the period of glory for Baroque music greatly influences the portfolio of compositions. This happens, at least in part, depending on the composer and the role he is playing within the patron-composer relationship. In the case of Lully, for example, the influence was total, in the sense that Lully’s works existed only within the framework defined for him by the absolute monarchy. Ranging from the ampleness of his operas, to the fact that he is one of the first to promote the idea of a French opera and to the machineries that are used to make grandiose spectacles – everything points out that the role of the composer is strictly determined by the patron.”

in “Patronage and Musician Repertoire”

Maio 16, 2012

Austeridade?!? Onde, onde?!?

Filed under: Cartoons,Double standards,Economia,Humor,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 18:53
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Troika obriga Ministério das Finanças a Transparência.

Em Janeiro, a remuneração média mensal nas administrações públicas era de 1401 euros, enquanto o ganho médio – que inclui prémios, subsídios e trabalho extra – chegava aos 1600 euros.

De acordo com a síntese estatística do emprego público hoje divulgada, o salário base sofreu um ligeiro decréscimo, de 0,1%, face a Outubro do ano passado, enquanto o ganho médio teve um aumento de 0,4%.

(…)

No Ministério dos Negócios Estrangeiros é onde este diferencial é mais visível e é também o que se destaca por pagar salários totais mais elevados. Um diplomata tem um salário base de 2320,8 euros, mas se contarmos com os subsídios, o ganho mensal médio chega aos 8145 euros.

Um conjunto de pessoas que ganhava 1.600 Euros o ano passado viu este rendimento subir em 0,4% (tudo em valores médios).

A Austeridade parece afinal só uma palavra dura para Alemão ouvir. Algo tinha de mudar para tudo continuar na mesma…

Subsídios, eu?!

Filed under: Nanny State Watch,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 14:49

Ainda a propósito da polémica acerca da subsidiação da produção cinematografica, o realizador João Salavisa responde ao artigo de João Pereira Coutinho no Correio da Manhã. No meio de outras considerações menores, João Salavisa insurge-se (cof, cof) contra a acusação que a produção nacional depende de subsídios públicos:

o cinema português nunca recebeu dinheiro do orçamento de Estado, apenas de uma taxa de 4% sobre a publicidade, portanto se existe sector em Portugal que não beneficia de subsídios e apoios estatais esse sector é exatamente o do Cinema

Ora vamos lá ver. A maior fonte de financiamente do ICA é uma taxa coercivamente cobrada a terceiros. A percentagem e o universo contribuinte é determinada por pura arbitrariedade estatal. E o montante apurado não corresponde a qualquer tipo de prestação de serviço ou fornecimento por parte do seu maior beneficário. E continuam a insistir que o cinema português não vive à conta de subsídios? Bravo.

Eu sei que não passo de um alarve ignorante mas, seria pedir muito se para além da riqueza “emocional e intelectual” os cineastas portugueses tratassem de gerar aquela riqueza que permite pagar as suas próprias contas?

O Estado está a viver acima das minhas possibilidades

Filed under: Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo — Ricardo Lima @ 14:04

Impostos levaram à subida de 50% dos preços

 O aumento da carga fiscal sobre os portugueses foi o principal responsável pela subida de preços no ano passado. Segundo o Banco de Portugal (BdP), os preços aceleraram 2,2 pontos percentuais (p.p.) em 2011 (face a 2010). Destes, 1,4 p. p. são da responsabilidade do aumento dos impostos indiretos.
(mais…)

Teste de Matemática de 9º Ano

Filed under: Educação,Nanny State Watch,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 13:00
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O teste intermédio de Matemática do 9.º ano foi “excessivamente complexo” e “completamente desadequado”.

Ou

Os alunos que fizeram o teste foram “excessivamente ignorantes” e “completamente desadequados”.

As associações de professores disseram uma das frases. Adivinhem qual. Depois podem ver a resposta aqui.

E depois vejam os exames aqui e tirem as vossas conclusões.

Anatomia de um golpe

O chefe anti-corrupção e colaborador próximo de um dos mais Queridos Líderes da história da humanidade é suspeito de roubar milhões de dólares.

Escândalo!

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Portugal — Miguel Noronha @ 08:48

A Ordem dos Médicos (OM) denunciou à ASAE a existência de «dumping» no preço dos genéricos, afirmando que há laboratórios a vender medicamentos a preço inferior ao preço de custo, disse hoje o bastonário

Exige-se que o governo intervenha (ainda mais) no sector para obrigar os laboratórios a aumentar os preços. É inconcebível. Queremos pagar mais.

Maio 14, 2012

JP Morgan, Obama e 2 Biliões de Dólares

Pergunta Jack Cafferty,

How big is President Obama’s Wall Street problem?

JPMorgan Chase’s $2 billion trading loss highlights what could be a huge Wall Street problem for President Barack Obama as he faces re-election.

Nearly four years after the financial crisis, little appears to have changed on Wall Street.

These guys can still play fast and loose with whatever rules there are and in the process risk huge losses.

JP Morgan’s CEO Jamie Dimon was on “Meet the Press” on Sunday doing damage control. There have already been several resignations at the company.

Dimon acknowledges the $2 billion loss was due to a series of massive bets placed through credit default swaps – which is what nearly brought the country to its knees in 2008.

In other words, what happened at JP Morgan, one of the largest banks in the U.S., is exactly the kind of thing the president’s financial law was supposed to stop. But it didn’t.

Working in Obama’s favor – he can paint his opponent, Mitt Romney, as a big business guy who would slash financial regulations.

But voters will hold up the president against his record – and ask how this could happen again. In light of the mess at JP Morgan, it will be nearly impossible for Obama to run as the president who got tough on Wall Street.

Critics of the president say the White House should have pushed for stronger legislation – and that financial reform took a back seat to the health care and stimulus bills.

They say the president had a historic chance to bring real reform to Wall Street since there was such intense public anger toward the banks.

Administration officials argue Obama pushed for the toughest financial reform law that he could get through Congress.

Regulação a funcionar? Seria a 1ª vez…

Já agora, para quem queira saber como foi possível o JP Morgan perder 2.000.000.000 como em 2008:

Sobre alunos e professores

Filed under: Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 17:56
A conversa - já antiga – é de que os professores precisam de ver a sua autoridade reforçada. De acordo. Mas também é certo que muitos  têm os alunos que merecem. Essa filosofia de que os professores são uma classe de gente correcta, bem preparada e vitimizada e que os alunos são um bando de delinquentes sem educação e vontade de aprender aplica-se apenas a alguns, respectivamente. E temo que muitos só estejam a ver parte do problema.

Coisas do Estado Ama-Seca

Filed under: Nanny State Watch,Política — Ricardo Lima @ 12:54

Os E.U.A. continuam o seu interessante progresso ruma a uma sociedade mais avançada e civilizada. Não é portanto à toa que em New Jersey se tomem diligências  para proíbir as pessoas de escreverem SMS enquanto caminham na rua. Só não entendo como é que ainda não se lembraram dessa aqui na Europa.

No Fio da Navalha

O meu artigo para o jornal i deste sábado.

Sem Alemanha não há Europa

A alternativa à austeridade é a redução do peso do Estado ou um empobrecimento suave conseguido com a inflação. Estará Hollande disposto a tanto?

A vitória de François Hollande no último fim-de-semana está a ser analisada como um chumbo da França à política de austeridade de Angela Merkel. De acordo com os socialistas franceses e seus congéneres portugueses, a austeridade não chega e deve ser substituída por uma política de incentivo ao crescimento económico. Infelizmente, tal só se consegue de duas formas: ou reduzimos a despesa do Estado e descemos os impostos ao mesmo tempo que pagamos a dívida, ou carregamos no investimento público e o Estado volta a contratar pessoas e a pagar ordenados por inteiro. Ora se Hollande prefere a segunda solução como é que vai investir na economia se os estados estão endividados e o dinheiro lhes é emprestado a taxas de juros incomportáveis? Só há uma maneira: através da inflação e desvalorizando a moeda, pondo o BCE a emprestar dinheiro directamente aos estados, a um preço muito inferior ao praticado no mercado livre. No fundo, é levar à prática o que Paul Krugman anda a dizer há anos. Com esta solução, não só a dívida se reduz, porque vale menos, como os produtos ficam mais baratos e a inflação, num nível inicial, nos obriga a consumir. Com mais moeda a circular, achamos que temos mais dinheiro, que estamos melhor, apesar de mais pobres. É a receita do empobrecimento indolor que foi aplicada em Portugal, com o Bloco Central, em 1983. A receita que permitirá ao Estado continuar a gastar sem que os governos tenham de encetar as conhecidas reformas estruturais na lei laboral, na política fiscal e na redução do peso do Estado na economia. As medidas impopulares que tanto medo metem a quem está na política, mas que são as únicas capazes de levar ao crescimento da economia sem que se aplique, em cima de nós, um imposto disfarçado de correcção monetária e de inflação. Se o BCE emprestar dinheiro aos estados, o cidadão comum continua a não escapar à austeridade. Perde na mesma o seu dinheiro, com a diferença de que não sente. E porque não sente, os governos estão certos de que o convencem do quer que seja.

Não é difícil perceber por que motivo a solução de Hollande não agrada à Alemanha, que não precisa de desvalorizar a sua moeda para vender mais. Aquando da criação do euro, o governo e os sindicatos alemães acordaram, ao contrário do que sucedeu nos países do Sul da Europa, não subir os salários para níveis superiores ao da inflação. O custo do trabalho manteve-se baixo e a produção alta. Por isso os alemães não querem agora pagar a nossa dívida, que resulta de salários muito acima do valor que produzimos. Para piorar as coisas, a divisão entre a Alemanha e os países do Sul não se reduz a uma diferente perspectiva do problema. O grande dilema é o quanto a economia alemã se afastou da europeia. Conforme a BBC noticiou o mês passado, as exportações germânicas cresceram 3,4% em Janeiro e 1,6% em Fevereiro deste ano. Só em 2011, as vendas de produtos alemães ao estrangeiro aumentaram 13,2%, naquele que foi o melhor ano de sempre da indústria germânica, que vende cada vez mais para fora do mercado europeu. Números que contrariam quem diz que a Alemanha precisa da Europa para vender os seus produtos e que a austeridade serve apenas para manter o domínio alemão sobre o Velho Continente.

A maneira como Hollande vai lidar com este afastamento alemão é a grande incógnita dos próximos meses. Se o novo presidente francês quiser a dita solução do empobrecimento sem dor, esta será de uma injustiça comparável à da imposição à Alemanha da Paz de Versalhes, em 1919. Sucede que, ao contrário de então, os alemães não têm agora razões para ficar mais pobres. Da mesma forma que o projecto europeu surgiu para integrar a Alemanha na Europa, a penalização deste país pode ditar o fim da mesma Europa. Aquilo com que os políticos europeus se vão confrontar é saber se é possível salvar o Estado social europeu à custa da Alemanha, quando os dois estão intimamente ligados.

Maio 13, 2012

Eles mandou-os empreender…

Filed under: Nanny State Watch,Política,União Europeia — Ricardo Lima @ 11:25

Novas Drogas Sintéricas desafiam autoridades na Europa

A União Europeia faz sempre questão de alargar a sua área de influência. Sendo Portugal um país com uma tradição de alguma permissibilidade em relação às drogas – quando comparado com outros na Europa – encaro com muito maus olhos esta postura da UE, que poderá, de facto, atrapalhar tentativas de “mudar o panorama das drogas” – como dizia Passos Coelho antes de mandar o liberalismo à fava.

Maio 12, 2012

A ONU e a internet

The International Telecommunication Union é uma organização que integra a ONU. Ao que tudo indica andou ao longo do último ano a estudar e a elaborar relatórios que procuram regular a internet. Como o Irão o faz parece-me um óptimo ponto de partida chegada.

Maio 11, 2012

Poucos Passos

Filed under: Diversos,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal — Ricardo Lima @ 13:25

Passos Coelho reconhece “nível de carga fiscal insuportável”. Das duas uma. Ou é mentiroso e está a tentar parecer solidário com um problema que não reconhece. Ou é incompetente e logo não tem capacidade para resolver o problema. Passos Coelho joga um jogo perigoso. Com uma oposição que sem vida se alimenta dos seus erros, com um país que perece a olhos vistos e, sobretudo, com os seus eleitores, que traíu. Talvez seja um conforto para alguns dos seus adversários que a conjuntura até 2015 – pelo menos – será adversa tanto ao país, como ao PM. Isto, se o Governo, cada vez mais apostado na receita que criticou em campanha, não seguir o destino que a sua ausência de sinceridade e a sua incompetência merecem. E  a caír, o CDS será terrivelmente afectado, visto que não só tem feito vista grossa aos devaneios do Governo, como é uma sua Ministra uma das principais responsáveis por esses devaneios em primeiro lugar.

Syriza ao Poder?

A partir do Zero Hedge:

Now that the first parliamentary election vote is meaningless, with no party able to form a coalition government, everyone is focusing on the outcome of the next election, which will take place some time in mid-June. Minutes ago Marc and Alpha (via Reuters) released the results of a poll conducted on Tuesday but just published, and which, if sustained means major trouble for the EMU, because the results show that Anti-bailout Syriza is alone going to have almost as much represented as its two main pro-bailout opponents combined, and confirms that all the other parties are losing voters which instead are going toward the one party that seeks above all, to sever the terms of the Memorandum.

  • Syriza: 23.8%, up from 16.8% in the election
  • New Democracy: 17.4%, down from 18.9%
  • Pasok: 10.8%, down from 13.2%
  • Independent Greeks: 8.7%, down from 10.6%
  • KKE: 6.0%, down from 8.48%
  • Golden Dawn: 4.9%, down from 7%
  • Dimar: 4.0%, down from 6.11%

Or visually:

In other words, more and more Greeks are aligning with the anti-bailout Syriza. If we were Europe we would be worried. Very, very worried.

Como dizia o Adolfo Mesquita Nunes no DN, naquele caso sobre o Hollande: Ainda bem. Assim sempre vamos saber ao certo o que eles vão propor. Agora que a Esquerda radical deverá ganhar as próximas eleições vai ser só crescimento!

Maio 10, 2012

Lógica da Batata em Português

Filed under: Cultura,Double standards,Nanny State Watch — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:51
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Os Realizadores exigem dinheiro.
Para quê? Para não fazer nada de jeito, pois quase ninguém (talvez os próprios…) quer ver.
Se fosse bom, teria clientes, daria lucro e não era preciso dar-lhes senhas de sopa. Não é o caso.
E o que é suposto fazer o público Português? Calar e pagar. Não é preciso assistir aos filmes: não merece!
Quem garante a qualidade então? O juíz mais isento possível: o mesmo grupo que pede o apoio.

Meus caros, a diferença entre pedir senhas de sopa (afinal, está em causa passarem fome!) para não fazer nada (pois o que fazem e nada é igual para 99.9% da população) e a versão chic que decidiram exigir é 0 (zero).
Tenham vergonha na cara, vão fazer algo de útil para a sociedade e recebam por o vosso trabalho ter criado valor para alguém. Vão ver como é uma boa sensação.

E se me vierem com: “Ah e tal, eles ganharam prémios” relembro: a lógica mantém-se. Se ganharam prémios, que façam bom uso do valor pecuniário anexo. Se são de prestígio, que tentem agarrar clientes com campanhas de marketing. Se conseguirem, parabéns e que bom para eles (pelas amostras que eu vi, vai demorar até me convencerem a dar dinheiro com vontade). Se não conseguirem, ou os prémios não significam assim tanto ou não souberam aproveitá-los. De qualquer das formas, não venham extorquir dinheiro a um país que nem o tem.

Leituras recomendadas: “E que por vocês todos os realizadores portugueses morreriam à fome.”Uma estranha noção de liberdade…Se o Cinema Português morrer, enterra-se

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