Praticar e louvar o terror

Faz parte da natureza do Hamas.

Do lado da União Europeia, será a altura para deixar de apoiar o terrorismo. Esse papel continuará a ser desempenhado pelo Qatar e por eméritos doadores públicos e privados. Em Maio último, o Qatar ofereceu cinco milhões de dólares ao governo islamista do Hamas. A solidariedade pretendeu apoiar os esforços de reconciliação com a Fatah (com os brilhantes resultados que se conhecem), partido que lidera a Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. De acordo com Ismail Raduan, Ministro das Doações e Assuntos Religiosos do Hamas, a oferta do governo do país do Golfo Pérsico pretendeu apoiar a “reconciliação comunitária” e está destinada a apoiar as famílias que perderam os seus entes queridos nas quase eternas lutas armadas que opõem a Fatah e o  Hamas.

Em Março deste ano,  no seguimento da ilegalização da Irmandade Muçulmana, um tribunal egípcio baniu toda e qualquer actividade do Hamas no país e confiscou todos os seus bens. O Hamas  é acusado de interferir nos assuntos internos egípcios e, na altura, alguns dos seus líderes tinham Cairo como base. As autoridades egípcias acreditam que a organização terrorista do Hamas que governa a Faixa de Gaza, desempenha um papel importante no aumento da violência vivida na Península do Sinai.

Desde Julho que o exército do Egipto destruíu mais de 100 túneis que ligam Gaza ao Egipto e que servem para contrabandear alimentos, materiais de construção mas também armas e terroristas. A lua-de-mel entre o Hamas e o Egiptou acabou de forma abrupta quando os militares removeram o Presidente Morsi e acabaram com o governo da Irmandade Muçulmana. Hoje o Hamas que é visto como é um apoiante dos atentados terroristas, um risco acrescido para as forças de segurança e civis, procura defender-se das acusações como um ataque à causa palestiniana e um favor a Israel.
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De regresso à normalidade lunática

FatahHamasparty

Hamas e a Fatah que fazem parte de um governo de unidade nacional continuam a percorrer o caminho da História da Palestina, atacando-se. É suposto que seja com estas partes esquizofrénicas que Israel deve fazer a paz.

Em Junho, Fatah e Hamas, pela enésima vez, esqueceram as inimizades que os unem e acordam em formar um novo governo de unidade nacional, num prazo de cinco semanas. O anúncio não foi conjunto e esteve a cargo do responável pelo grupo terrorista do Hamas, Halil al Haya, segundo o qual, ambas as partes decidiram formar um governo palestiniano unificado. O encontro das cúpulas dirigentes, teve lugar na residência do Primeiro-Ministro do Hamas, Ismail Haniyeh que qualificou como positivo o acordo que coloca em prática os acordos de reconciliação alcançados na cidade do Cairo em 2011 e no Qatar, um ano depois. O novo executivo teve a duração de seis semanas e ficou encarregado de preparar as eleições gerais, previstas para Janeiro de 2015. Recorde-se que a maior fractura entre Fatah e Hamas, aconteceu quando o Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza, após três meses de guerra com as forças leais ao Presidente palestiniano Mahmoud Abbas.
Parece evidente que para alcançarem a paz vitoriosa, as partes não terão apenas que aperfeiçoar a política de acção comum e de comunicação. Em inglês e destinada ao mundo ocidental sempre foi um – mais politico, quase apaziguador -, para os palestinianos e a rua árabe em geral, a mensagem será aquela que sempre foi: o que interessa é destruir Israel, através das armas e do terrorismo suicida, que não conhece limites que não seja o alcance do paraíso.

Como se sabe a justiça quer-se cega, rápida e eficaz. Em Agosto, o grupo terrorista do Hamas tornou eficaz a sua aplicação no território que domina. A organização que governa Gaza afirma ter executado 18 pessoas, suspeitas de colaborarem com Israel. As execuções aconteceram 48 horas após um ataque aéreo israelita ter resultado na morte de três líderes operacionais do Hamas. Os três homens eram altos dirigentes das brigadas Azedim al Kasam, o braço armado do movimento islamista Hamas. Sabe-se que algumas ds execuções foram públicas e que pelo menos 11 das vitimas foram baleadas numa esquadra no centro de Gaza, após terem sido julgadas em tribunais revolucionários. Os outros supostos colaborocionistas foram mortos em público por homens encapuçados e que envergavam o uniforme das brigadas Azedim al Kasam, em frente da mesquita de  Al Omari, também localizada em Gaza. A “resistência” reforçou uma vez mais a luta no terreno contra quem colabora com Israel.

O delito está contemplado na lei palestiniana com a pena de morte. No entanto, a aprovação final da sentença pertence ao Presidente Mahmud Abas, cuja autoridade política e instituicional não é reconhecida pelos terroristas do Hamas. O episódio de hoje é apenas mais um capítulo e uma amostra do que será a salutar disputa das eleições  palestinianas.

O ISIS e a escravatura

English translation of clip showing ISIS fighters discussing “buying and selling Yezidi slaves

(via Helena Matos: Aos adeptos do multiculturalismo e da teoria da igualdade entre culturas)

Isis fighters barter over Yazidi girls on ‘slave market day’ – the shocking video
Shocking video shows ISIS fighters bartering for young women at ‘slave girl market’
Isis justify capture and sexual enslavement of thousands of Yazidi women and girls

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Tanto rasgar de vestes

GB

Não se aguenta.

A Syrian army helicopter dropped two barrel bombs on a displaced persons camp in the northern province of Idlib, camp residents said on Wednesday, and video footage appeared to show charred and dismembered bodies.

Footage posted on YouTube showed corpses of women, children and burning tents while people scrambled to save the wounded. “It’s a massacre of refugees,” a voice off camera said.

“Let the whole world see this, they are displaced people. Look at them, they are civilians, displaced civilians. They fled the bombardment,” the man’s voice said.

A man in another video of the Abedin camp, which houses people who had escaped fighting in neighboring Hama province, said as many as 75 people had died.

 

Mesmo.

Egyptian authorities on Tuesday ordered residents living along the country’s eastern border with the Gaza Strip to evacuate so they can demolish their homes and set up a buffer zone to stop weapons and militant trafficking between Egypt and the Palestinian territory, officials said.

The measure comes four days after Islamist fighters attacked an army post, killing at least 31 soldiers in the restive area in the northeastern corner of the Sinai Peninsula. After the attack, Egypt declared a state of emergency and dawn-to-dusk curfew there. Authorities also indefinitely closed the Gaza crossing, the only non-Israeli passage for the crowded strip with the world.

The buffer zone, which will include water-filled trenches to thwart tunnel diggers, will be 500 meters (yards) wide and extended along the 13 kilometer (9 mile) border.

 

 

 

Não se pode fazer um programa europeu de troca de socialistas?

O Rui Carmo ontem já postou sobre o assunto, eu ontem também já disse umas coisas no facebook, mas apetece-me vir aqui também frisar o azar que temos com os socialistas que nos calharam. Houve umas criaturas tontas que saíram de Portugal para se juntar aos malucos que andam lá pelo Crescente Fértil, e desconfio que não o terão feito pela curiosidade com as paisagens do berço da civilização e por aí. Enquanto na Síria e no Iraque, terão feito o que os outros jihadistas fazem (ou já teriam provado em si próprios os mimos dos jihadistas mais convictos): matam gente, torturam, violam e escravizam mulheres não muçulmanas, aterrorizam as populações, degolam jornalistas e inocentes que foram para aquelas bandas para ajudar as pessoas.

Perante jihadistas que querem regressar, na Grã-Bretanha discute-se se se deve usar legislação da Idade Média para os julgar como traidores. Por toda a Europa se discute o que fazer com estes malucos que regressam e como lidar com o perigo que representam face à possibilidade de implementarem aqui as boas ideias terroristas que aprenderam no Levante.

Por toda a Europa? Não, há um pequeno recanto que resiste ainda e sempre ao bom senso e à sanidade. Situa-se no Largo do Rato, em Lisboa, na sede do Partido Socialista, onde aparentemente a preocupação não é com a população portuguesa que pode apanhar com as maluquices desta gente regressada, não é punir pessoas que se associaram a um bando criminoso inimigo da República Portuguesa. Não, no PS preocupam-se com a segurança das pessoas que prezam tanto a sua segurança que não se importam de matar e morrer em nome de Allah. As prioridades do PS, como de costume, estão em plena sintonia com os interesses dos portugueses.

Abutres islâmicos

Em 2008 lembro-me de ter lido – salvo erro no USA Today (hei-de ter o recorte do texto algures, mas ao fim de vários anos e de uma mudança de casa não faço ideia onde) – uma reportagem sobre os adolescentes e jovens adultos no Iraque durante a guerra. A surge já se fazia sentir, mas a situação estava longe de estável – como se viu, ainda não estava estável quando Obama (naquela que deve estar no top 10 da decisões mais estúpidas de um líder político na idade contemporânea) decidiu retirar as tropas americanas do Iraque. Dizia a reportagem que os pais inicialmente se preocupavam com as filhas, não fossem elas envolverem-se com intenções românticas e/ou sexuais com os militares americanos. E que das filhas passaram depois a preocupar-se sobretudo com os filhos, temendo que estes se radicalizassem e juntassem aos rebeldes sunitas que combatiam os americanos. (Sim, aquelas coisas abjetas de mães exibindo felicidade porque um filho seu se matou num ato terrorista que de vez em quando apanhamos nas notícias são resultado de personalidades doentias que, felizmente, não são partilhadas por todos as mães e pai muçulmanos).

Agora, numa curiosa revolução sexual islâmica (se calhar lá estão à procura da sua Joana D’Arc islâmica), também já as raparigas correm o risco de se radicalizarem, ainda que a sua grande utilidade para os radicais islâmicos continue a ser a de ‘noivas’ dos jihadistas e de produtoras de herdeiros da sua nobilíssima atividade. Este texto do Observador é, por isso, sintomático e preocupante. Como se a internet e as redes sociais não tivessem já perigos suficientes para os adolescentes (e preocupações e cuidados para os pais), agora há ainda estes abutres islâmicos espreitando quando os adolescentes estão frágeis e vulneráveis para os recrutarem – e explorarem.

O sonho comanda a jihad e burocracia quer dar cabo dela

O jovem conhecido como Mohammad Daniel, Abu Abdul Rahman ou mesmo Mark John Taylor, foi forçado a emigrar. Rumo a vida mais plena, assentou na Síria. A experiência como “soldado de Alá” não terá corrido de acordo com os sonhos revelados pelo Altíssimo. Como se a vida de terrorista não fosse suficientemente agreste, a má sorte parece perseguir o bom muçulmano: um infeliz incêndio queimou o seu passaporte e as autoridades neo-zelandesas parecem não estar muito receptivas a emitirem um novo documento. Parece impossível não percebem os desejos do viajante aventureiro Mohammad Daniel em sair da Síria. O homem pela bondade da missão praticada, merece regressar a casa e em classe executiva, que a viagem ainda é longa. Alguém lança uma petição?

Mais uma conspiração sionista revelada

km

Desta vez a sorte coube ao Krav Maga. É preciso estar atento à Angelina Jolie, ao Brad Pitt, aos ginásios, academias e federações por esse mundo fora.

(…) Mashregh warns that Israel is now undertaking “mysterious activities” involved in spreading Krav Maga worldwide. The news site concludes that it cannot yet give an answer as to what is behind Israel’s plot to spread the martial art, but notes that the dangerous trend should be observed.  Mashregh’s comments come amid reports that Hollywood celebrities, particularly Brad Pitt and Angelina Jolie, are taking lessons in Krav Maga.  Mashregh regularly features articles accusing Israel and Hollywood of various covert plans for world domination. In 2012, the news site wrote that Israel and Hollywood were working together to promote homosexuality as part of a global plot to subjugate humankind in a plot based in Tel Aviv, which Mashregh described as the “gay capital of the world.”

Terror: conferência de doadores

O apoio dificilmente podia ser mais evidente. Claro que continua a haver espaço para trazer à discussão as Grandes Guerras, o império norte-americano e a existência de Israel.

Standing at the front of a conference hall in Doha, the visiting sheikh told his audience of wealthy Qataris that to help the battered residents of Syria, they should not bother with donations to humanitarian programs or the Western-backed Free Syrian Army.

“Give your money to the ones who will spend it on jihad, not aid,” implored the sheikh, Hajaj al-Ajmi, recently identified by the United States government as a fund-raiser for Al Qaeda’s Syrian affiliate.

O aviso de George W. Bush sobre o Iraque, em 2007

President Bush Warns What Would Happen if the U.S. Withdrew from Iraq Too Early

Flashback: President George W. Bush Warned of What Would Happen If the U.S. Withdrew From Iraq Too Early

Facing criticism from opponents of the Iraq War after ordering a troop surge in 2007, President George W. Bush issued a warning of what would happen in the future should the United States withdraw armed forces from Iraq. Now, seven years later, the president’s admonition mimics what’s happening in Iraq today.

Temos herdeiro para a CDU

‘Having achieved virtually none of the objectives it said it fought for, at a cost of 2,000 dead and 500,000 displaced, Hamas tries to make the case it won the war.

Exhausted, battered and traumatized from 50 days of fighting and incessant Israeli bombardment, Gazans are now pouring through the streets lined with the rubble of former buildings and breathing a collective sigh of relief. Whether flocking to reopened cafés or pulling cinder blocks out of their blown-out living rooms, as the ceasefire takes effect people are feeling they have withstood the worst and survived. It’s a sentiment Hamas is seizing on to try and claim “victory” in a war that has yet to end the seven-year siege of Gaza – which was supposed to have been its purpose when Hamas was launching rockets at Israel.

Rather than focusing on an agreement that doesn’t seems to get Palestinians anything more than they got at the end of the 2012 war, Hamas changed from its wartime claims that it was fighting a battle to end the blockade to new rhetoric about victory in survival and repelling the Israeli ground invasion.’

O resto em The Daily Beast.

De facto, é surpreendente que tenhamos tido o resultado que cozinhamos

‘There are now thought to be more British-born members of Isis than there are Muslims in the British Army, leading lots of people to ask how they could hate us so much. After all, we did everything right: we imported low-skilled migrants from among the most clannish and socially conservative societies on earth to do badly-paid industrial jobs that were disappearing, ensuring their children grew up in unemployment; then we taught those children that our culture was decadent and worthless and our history tarnished with the blood of their ancestors; then we encouraged them to retreat into their religion through financial subsidies to the most openly sectarian and reactionary members of their community. What did we do wrong?’

Alcança, quem não cansa

Mas é capaz de ser mais prudente esperar sentado.

El Vaticano pide a los líderes musulmanes que condenen la violencia y persecución que sufren cristianos, yazidíes, y otras minorías religiosas y étnicas en Irak.
En una declaración, el Pontificio Consejo para el Diálogo Interreligioso pide a líderes religiosos, sobre todo a los musulmanes, que condenen abiertamente la violencia y den un paso contra los yihadistas y sus actos críminales. No hacerlo dañaría la credibilidad de cualquier religión, de sus seguidores y líderes,asegura la declaración
El documento también subraya que ningún motivo ni religión puede justificar esta violencia, e incluye una lista con los crímenes cometidos por los yihadistas que pretenden imponer un Estado islámico.
Entre ellos destacan la decapitación y crucifixión por motivos religiosos; la conversión forzada al Islam, o el pago de un impuesto en su lugar; los secuestros de mujeres y niñas, y la destrucción de lugares de culto.
 El documento reconoce que la mayor parte de instituciones religiosas y políticas musulmanas se oponen a los yihadistas. Sin embargo, aclara, esta oposición no ha evitado más ataques. (…)

O nível da discussão

A morte de Robin Williams deu algum descanso às redes sociais. Pelo menos por algumas horas as imagens de crianças esventradas e cabeças decapitadas deram lugar a fotografias do falecido. Provavelmente não durará muito. O conflito israelo-palestiniano é de tal forma complexo e sujeita a posições tão extremadas que qualquer tentativa de ter uma discussão decente sai furada. Se isto é assim a milhares de quilómetros de distância, entre pessoas sem a exposição psicológica a décadas de conflito, não é difícil de imaginar como será no terreno. Sempre que a confrontação chega a outros níveis no terreno, a discussão atinge níveis mais baixos nas redes sociais. Fica um contributo básico para os defensores de ambos os lados sobre esta discussão, de alguém que se posiciona algures entre estas duas posições.

Aos defensores de Israel:
- Defender o direito da Palestina a existir é apenas isso: defender o direito à existência da Palestina. Não é defender o Hamas, não é defender a ISIS ou o fundamentalismo Islâmico.
- Defender a Palestina não é equivalente a ser anti-semita. Comparação entre defensores da Palestina de hoje e Nazis de outrora não faz sentido nenhum.
- Se a Palestina for governada por um grupo de fanáticos que desrespeitam os direitos humanos é um problema dos Palestinianos. Nada disso justifica a ocupação de territórios. Serem mal governados não é argumento válidos para os impedir de existir.
- Imagens de cabeças decapitadas no Iraque não acrescentam nada à discussão sobre o conflito Israelo-Palestiniano. Apenas demonstram falta de melhores argumentos.
- Há um bom motivo pelo qual há manifestações contra Israel e não contra o ISIS ou outros grupos assassinos. Israel é um membro da sociedade ocidental. É um dos “nossos”. Por isso é sensível a manifestações, o ISIS não. As constantes manifestações contra as mortes causadas por Israel ou os EUA e o silêncio em relação a mortes causadas por grupos extremistas, resulta apenas disso, da sensação acertada que só as primeiras manifestações poderão ter algum impacto.

Aos defensores da Palestina:
- Numa guerra não há considerações sobre proporcionalidade até uma das partes ser derrotada. Nenhuma intervenção de Israel poderá ser considerada desproporcional se falhar em neutralizar o Hamas.
- Israel não tem qualquer interesse em assassinar crianças palestinianas, muito pelo contrário. Imagens de crianças palestinianas mortas dizem mais sobre o Hamas do que sobre Israel.
- Se o Hamas tivesse a capacidade de ataque de Israel, não teria quaisquer pruridos em fazer bastante mais estragos materiais e humanos.
- Um grupo de idiotas a celebrar bombardeamentos não revela nenhum tipo de atitude generalizada dos cidadãos de Israel.
- O gueto de Gaza não é mantido apenas por Israel. Vale a pena tentar entender porquê.
- Deixar de beber Coca-cola e usar Pantene não contribui em nada para a resolução do conflito

Visionamento recomendado

Apesar dos especiais cuidados que os meios de comunicação social devem ter na abordagem ao tema do terrorismo, aconselho o visionamento do trabalho da Vice, o primeiro orgão de comunicação “embedded” com o grupo terrorista Estado Islâmico.

The Islamic State (Part 3)- O passeio com a polícia da virtude e dos bons costumes islâmicos.

The Islamic State (Part 2)- A doutrinação de crianças na moral do grupo terrorista.

The Islamic State (Part 1)- O jornalista Medyan Dairieh inicia a reportagem na cidade de Raqqa (Síria), onde o grupo jihadista procura dominar a resistência oferecida pelo exército do ditador Assad.

 

Qaraqosh

Iraque: Militantes islâmicos provocam êxodo de cristãos em Qaraqosh

“A cidade de Qaraqosh, um dos últimos refúgios para os cristãos no norte do Iraque, foi atacada e tomada pela força, esta quarta-feira, por militantes jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e o Levante”, informa a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Quaraqosh é a sede do Arcebispado de Mossul onde está situado o seminário maior e diversas congregações religiosas femininas.

Segundo a AIS, até ao ataque, “a população da cidade era composta provavelmente por mais de 90 por cento de cristãos”.

Do Egipto com amor e bom senso

Os negociadores egípcios que trabalharam no Cairo em prol do cessar-fogo na Faixa de Gaza deixaram claro ao Hamas que não conte com o aeroporto, o porto ou a mera abertura da fronteira em Rafah. Creio que as vestes dos indignados não se rasgarão.

Coisas que fazem sentido

Ao que parece o que separa as acções das organizações humanitárias como a al-Qaeda, o Partido de Deus libanês, o Estado Islâmico, a Frente Nusra, a malta do Boko Haram da aprovação das bem-feitorias das criaturas do Hamas é a existência de Israel. Estas nuances poderiam merecer um estudo médico adequado.

Uma nota sobre o conflito Israelo-Palestiniano

Quando o Império Ottomano se dissolveu, fruto da derrota das potências centrais na I Grande Guerra, esta foi a distribuição do território por entre os países aliados:

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Nem Arábia Saudita, Síria, Jordânia, Israel, Palestina ou Líbano existiam. O território era e continuou a ser, pelo menos até 1946, protectorado inglês e francês. Da mesma forma, também a dissolução do Império Austro-Húngaro levou a que outros países anexassem territórios que não lhes pertenciam, como a Sérvia, expansão que posteriormente conduziu à Jugoslávia.

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É importante recordar que a definição das actuais fronteiras foi um processo dinâmico e contínuo, fruto de conflitos militares, e que com excepção de Portugal, ainda há nem 60 anos se voltaram a redefinir. É também relevante relembrar que até 1991 a Europa do Leste não dispunha de soberania, a Alemanha estava dividida em duas repúblicas, e as suas fronteiras eram meramente virtuais na composição da União Soviética, e não fosse a dissolução da USSR, ainda hoje existiria RDA.

O objectivo desta contextualização não se prende com defender a expansão dos colonatos em Israel pós-1967. É apenas derrubar a tese de que o Estado de Israel não tem direito a existir por apropriação indevida de território, que aliás pertencia ao Reino Unido. Um ponto de ordem importante num momento em que o anti-semitismo tende a ressurgir, e em que moderados ocidentais começam a adoptar o discurso anti-sionista que apela à erradicação do Estado de Israel, e que, poucas dezenas de anos desde a última tentativa ainda não passaram, do povo de Israel. E ainda mais importante sabendo que a ordem dos jihadistas é a de que as fronteiras se redefinam uma vez mais, desta feita todos muçulmanos.

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Nota: este artigo beneficia magnanimamente com a leitura destes três artigos e respectivos comentários:

(Des)Amor com (des)amor se paga

Israel – como tudo na vida – não está acima de críticas. Nem na atual guerra com o Hamas em Gaza nem nos intervalos das erupções violentas. E tem lá dentro os intoleráveis judeus ultra-ortodoxos que são tão agradáveis para o género feminino (dou três exemplos) como as gentis almas que compõem o Hamas. Mas confesso que me espanta como há tanta gente que tem bitolas tão distintas para os dois lados. Israel não pode atacar (como faz agora e em resultado de ataques sofridos) mas também não se pode defender preventivamente (ai Jesus que construiram o muro); Israel não pode atacar mas ninguém se lembra que do tempo em que iam mandar os judeus ao mar (propósito que ainda tem o Hamas), das guerras que o lado palestiniano provocou e dos boicotes a qualquer tentativa de uma paz negociada – e tudo em prol de jogos de poder entre Hamas e OLP (e dentro de cada um), da manutenção de esquemas de corrupção que enriqueceram os líderes da OLP e para distrair os palestinianos da negligência e incompetência e corrupção dos governos de OLP e Hamas.

Já com o Hamas a complacência é total. A indignação com as mortes civis (e sobretudo de crianças) dirige-se toda para o exército israelita, mas o facto do Hamas preferir o apelo propagandístico das mortes de crianças e civis pelos israelitas, localizando-se onde faz mais mossa à população civil em caso de ataque, em vez de proteger os civis de Gaza já é de todo irrelevante e não lhe atribui nenhuma culpa na morte dos referidos civis. A pobreza em Gaza não interessa, os desrespeito pelos direitos humanos das mulheres likewise. E para o que acontece ao mesmo tempo na Síria e nos locais controlados pelo ISIS olha-se para o lado, que não é conveniente haver outros concorrentes à indignação que se quer oferecer toda a Israel.

Eu, se tiver de escolher lados, fico com Israel. Tem erros, tem exageros, tem mão militar pesada. Mas não festeja as vítimas do outro lado, não sacrifica vidas civis do seu lado à propaganda, não só não tem um total desrespeito pelas vidas do lado inimigo como não pretende provocar o maior número de vítimas – é isto o Hamas. Que, além disso, defende coisas que me são aberrantes. Aprecio tanto o Hamas como lá valorizam o que eu sou e represento: uma mulher ocidental independente.

Uma boa leitura para estes dias – e porque os dramas humanos naquela zona não começaram agora – é o Oh Jerusalem, da dupla Larry Collins e Dominique Lapierre. (Livro sobre o qual escrevi no primeiro jornal que deu guarida a textos meus – o Notícias do CUPAV – depois do assassinato de Ytzhaz Rabin, que era referido no livro nos seus tempos do Palmach, a 4 de novembro de 1995. Lembro-me perfeitamente de ter sabido desta notícia numa área de serviço da A1, já bem de noite no regresso de Coimbra, onde tinha ido à festa de 20 anos do CUMN.)

oh jerusalem

Assim vai o Iraque…

Fundamentalistas destroem túmulo de Jonas

O túmulo do profeta que, na Bíblia, sobreviveu três dias na barriga de um peixe, no fundo do mar, foi destruído numa onda de ataques do grupo de terroristas do Estado Islâmico.

Purged by ISIS, Iraq’s Christians appeal to world for help

Iraqi Christians are begging for help from the civilized world after Mosul, the northern city where they have lived and worshiped for 2,000 years, was purged of non-Muslims by ISIS, the jihadist terror group that claims to have established its own nation in the region.