Quatro dezenas de agentes turcos treinados pela Mossad foram capturados pelas forças de Assad. Duas mãos cheias de moral e mensagens de paz chegaram ao porto sírio de Tartous. Estes desenvolvimentos são completamente inesperados.
Fevereiro 19, 2012
Fevereiro 18, 2012
Uma peculiar “mensagem de paz e de amizade”…
O Irão resolveu enviar “uma mensagem de paz e de amizade” aos países do Mediterrâneo fazendo uso para o efeito de navios de guerra. Faz sentido…
Fevereiro 12, 2012
As forças imperiais como explicação para o que acontece na Síria
Um ano e dois dias depois da revolução golpe militar no Egipto, o que permanece, pelos piores motivos, na ordem do dia da política internacional do Médio Oriente é a carnificina a que se assiste na peculiar Primavera árabe síria. Apesar de algumas almas progressistas acreditarem que se trata de uma repressão contra as forças imperiais (cuja duração irá completar o primeiro aniversário em breve), confesso não ter tamanha confiança na bondade humana em geral e, muito menos, na personificada pelo senhor Assad. Apesar da complexidade que envolve a questão e salvo melhor opinião, a Síria é o palco principal de uma guerra que opõe xiitas a sunitas. No meio deste palco, aparecem quem mais paga, os espectadores: os mortos, feridos e oprimidos. São as gerações perdidas.
Ficam algumas sugestões de leitura:
A Primavera árabe; O apoio divino a Assad; As duas faces da mesma moeda e as ligações externas: I, II, III,IV e V.
Fevereiro 8, 2012
O modus operandi da agência de comunicação de Assad II
É assim que se organiza, de forma espontânea, humanista e pacífica, o apoio por flotilha à Palestina (clicar na imagem para ampliar).
Vale a pena perceber o papel desempenhado por George Galloway que, perante o chefe, considera a Síria como o último reduto da dignidade árabe.
A forma como os media ocidentais são permeáveis a manipulações de um regime ditatorial fica também igualmente demonstrada.
Leitura complementar: O modus operandi da agência de comunicação de Assad.
Fevereiro 7, 2012
O modus operandi da agência de comunicação de Assad
Em dois passos:
Asma.
Leitura complementar: Síria: back to basics.
Nota: a entrevista que a rosa do deserto concedeu à Vogue foi, entretanto, retirada.
Simpsons, vade-retro
A infiltração da cultura simpsononiana é nociva à milenar cultura persa. Um software coloca em perigo a estrutura do Islão. Jornalistas da BBC (do serviço em língua farsi) são presos postos na ordem. É (quase) ingénuo não acreditar que o actual Irão é o herdeiro da civilização persa.
Leitura complementar: Barbie, vade-retro.
Fevereiro 2, 2012
Vamos todos mudar para a Dinamarca, já!
Aparentemente lá é que se pode fazer tudo o que um homem (ou uma mulher) quiser, com quem quer que seja, onde quer que seja, até mesmo casar com animais!
Pelo menos é o que diz um grande entendido Saudita…
Outras lições úteis incluem:
- Porque é que a masturbação de meninas é mais perigosa que a dos rapazes;
- Porque uma mulher não pode guiar (ele perde-se um bocado, mas ‘tá fixe);
- Moda de roupa feminina para ir à praia (Publicidade);
- Casamento de primos não é incesto! – Famílias pedem: “Pela honra!” - Sayyid
- Pedofilia no Islão não é problema (desde que aceite pelo pai, claro);
- Como bater numa mulher (dicas de profissionais experientes) - 2ª Opinião – Regras.
- Ao menos é melhor que os Sicks: isto sim, é violência!

Fevereiro 1, 2012
Eurabia – A Islamização Europeia
De todos os ataques à sociedade ocidental, o mais grave talvez não seja algo que nós façamos directamente, mas uma das consequências necessárias do que nós fazemos.
O nosso modo de vida é atacado por pessoas de boas intenções que, querendo ajudar os seus compatriotas – com educação, saúde, energia e transportes “tendencialmente gratuitos” – tudo o que fazem é destruir esses mesmos sectores e empobrecer a sociedade.
Este ataque económico tem consequências:
1. A Economia estagna e foca-se em manter o emprego e a produção actual, não gerando crescimento e novos empregos a um ritmo necessário para absorver os jovens que saem das Universidades. Este é um barril de pólvora que em muitos países tem provocado revoluções.
2. A sociedade divide-se em 2 classes: os que são demasiado ricos e que, mercê dos seus meios conseguem evitar pagar muitos impostos e os que são demasiado pobres e que, mercê das suas necessidades, têm “direito” a “exigir” ao Estado. A classe média, contribuinte por excelência, soçobra perante o peso que lhe é imposto.
3. O ambiente desce em escala de importância (quem não tem boas condições de vida é muito mais egoísta) e, independentemente de opiniões políticas sobre o que deve ser feito, o que é certo é que muitas medidas básicas de eficiência e aproveitamento de recursos não são seguidas por falta de recursos e de interesse.
4. Os activos do país são vendidos, geralmente aos credores que momentos antes nos estavam a permitir manter um nível de vida antes possível, mas que entretanto com o peso das políticas sociais “gratuitas”…
5. A Demografia altera-se profundamente, com os casais jovens (os tais que têm altas taxas de desemprego e que têm de manter os privilégios “gratuitos” da geração dos “direitos adquiridos”) a decidirem adiar ou a simplesmente não ter filhos. Pensem nos vossos amigos que têm 30 a 40 anos.: têm filhos? Pensam ter?
Várias consequências daqui irão advir: domínio económico Chinês, ascensão Indiana e…
Este vídeo tem algumas previsões alarmistas, mas pensem por vocês e confirmem os dados:
Essencialmente, algumas noções parecem-me exageradas. Afinal, é sempre possível qualquer número de fertilidade, não é necessário 80 a 100 anos para inverter, e os 8.1 Árabes não têm a mesma Esperança Média de Vida, só para citar alguns. Mas a questão mantém-se, a Europa duplicará o número de Árabes em 20 anos e o número de não-muçulmanos diminuirá. Ao fim de 3 gerações (3×20 = 60 anos) assim, seremos vizinhos de vários estados muçulmanos.
E Portugal? Portugal vai sofrer mais com as outras variáveis. Nesta em particular, os Descobrimentos vão ajudar-nos: a nossa população já hoje se está a suster com Brasileiros e PALOPs e assim se deve manter. Mas a nossa vizinhança deverá mudar substancialmente e ainda antes de eu deixar este mundo.
And so what? Ok, vamos her muitos mais muçulmanos do que hoje temos. E depois? Que consequência terá esse facto matemático? Ao tornarem-se super-abundantes, não se irá a sua cultura esbater e tornar-se mais uma opção, sem grandes impactos políticos e sociais? Não se irá perder o fervor religioso numa vida dominada por problemas comuns como arranjar emprego, cozinhar, tratar a roupa e poupar para casa e carro? Pela minha parte, tendo a minha última namorada sido uma Turca que viveu toda a sua vida em Berlim, vi de perto como a religião se esbate e se acaba a: comer carne de porco (embora ela não admitisse a certas pessoas da comunidade), beber álcool e vestir roupas reveladoras. E nunca a vi rezar.O facto de eles se tornarem abundantes não significa muito se se tornarem moderados e integrados na cultura (sim, ela também não passava passadeiras no vermelho).
Pela minha parte, limito-me a dar referências. Sei da tendência da comunicação social e da blogosfera para os alarmismos e portanto olho para este como para todos os assuntos com desconfiança. O que é certo é que a demografia não ajuda. E eu olhando para os meus amigos e as taxas de natalidade dos que me são próximas fico um pouco preocupado. Mas no fim de tudo: “And so what?”
Referências:
- Sarkozy referido pela Jihad Watch,
- Eurabia no NY Times,
- Washington Times,
- Roterdão como Capital,
- YnetNews (Israel) sobre a Eurabia,
- Barcelona Declaration (comentário negativo) (processo)
- Eurabia na Wikipedia (& SIOE na Wikipedia),
- História com uma luz diferente, no Gates of Vienna,
- Exagero no Islam Watch (Alá na Europa),
- As 3 opções: Eurabia, guerra, integração
- Eurabia como tema de campanha na Holanda,
- O fim da Eurabia, no Finantial Times,
- Crítica ao argumento (2025 é muito cedo… 2060 é bem mais credível)

O natural upgrade terrorista
Demorou nove anos para que o terrorismo da jihad evoluísse. O primeiro ataque britânico que matou três pessoas e feriu mais de 50 no Mike’s Bar, teve lugar em Jerusalém. Nove anos decorridos, os objectivos evoluíram: passaram do assassinato de civis em Israel para a tentativa de assassinar britânicos.
A criatura da fotografia é Mohammed Chowdhury, o cabecilha do grupo terrorista. A imagem foi captada numa manifestação pacífica em Inglaterra, organizada pela Islam4UK. A lei que Chowdhury defende tem, de facto, resposta para tudo.
Janeiro 31, 2012
A fotografia do dia
Fonte: Reuters.
No meio de uma guerra civil que terá ceifado a vida a mais de 5 mil pessoas, arranja-se tempo para lembrar Israel.
Janeiro 27, 2012
Nos trilhos da paz e da cooperação “desinteressada”
Um modelo de import-export de grande sucesso na luta contra o imperialismo.
Janeiro 16, 2012
Uma boa pergunta…
Por várias razões – entre as quais as frequentes confusões que se estabelecem por cá entre democracia e liberalismo – vale a pena ler esta entrevista dada por Amr al-Hassa, porta-voz do candidato presidencial dos salafistas no Egipto: “Se a democracia significar islão já não serve?”
Este é o nosso islão. Se escolhemos a democracia, os islamistas podem vencer. Isso significa que vai haver regras, sim. Se alguém estiver a beber na rua vai ser castigado. Sim, isso é democracia. Ou as pessoas só querem a democracia se for a deles? Se isso significar islão já não serve?
(…)
Eles dizem que o nosso xeque não deve ser Presidente porque defende o hijab, quer proibir o vinho, vai destruir o turismo… Tudo bem. É a democracia, vamos a eleições, vamos ver o que o povo quer. O que não vamos aceitar é ser enganados.
Janeiro 13, 2012
Janeiro 9, 2012
Janeiro 5, 2012
Janeiro 4, 2012
O ódio como força motriz da escola dos grandes líderes palestinianos
Interessante artigo de opinião de Richard Chesnoff no NY Daily News:
Palestinian people — children especially — are being indoctrinated in hate
New study reveals the cynical double game played by Abbas and other leaders
Dezembro 20, 2011
Dezembro 16, 2011
Dezembro 13, 2011
Na “engenharia” palestiniana vale tudo
A ponte original caíu em 2004. Foi então construída uma ponte provisória. Em Dezembro de 2011, por questões de segurança, foi fechada. A ideia é reconstruir a ponte pedonal. Má opção, o governo unitário constituído (?) pelo Hamas e pela autoridade palestiniana, considera tal acção um acto de guerra.
Dezembro 7, 2011
Bananas, cenouras, courgetes e pepinos
Prejudicam o pensamento, o comportamento e a saúde. A culpa só pode ser de Israel que procura por todos os meios impor às mulheres honradas uma nova roda dos alimentos sionista.
Dezembro 6, 2011
Síria: back to basics XXIII
O objectivo é claro: evitar as sanções decididas pela Liga Árabe. Como prova de boa fé e melhores práticas, são exibidos 34 cadáveres na cidade de Homs. Resta aos sírios, a cultura e a esperança em forma de crónica de viagens em tons progressistas.
Dezembro 4, 2011
Leitura recomendada
O inimigo que vem do norte, por Victor Tavares Morais.
(…)Temos do Mar Mediterrâneo uma imagem de calmaria, talvez seja transmitida pelos dias de férias passados na nossa costa algarvia, onde os acontecimentos mais radicais que temos são desembarques de traficantes de droga, ou um, mais esporádico, de imigrantes ilegais. No entanto, no mediterrâneo oriental tivemos importantes acontecimentos este ano de 2011, revoltas no Egipto e na Líbia, e agora estamos a assistir à formação de uma aliança estratégica de Israel e da Grécia. Os governos das cidades berço da cultura ocidental (Jerusalém e Atenas), estão numa nova fase de comunhão, só que motivada por interesses bem mais prosaicos que os culturais: os recursos energéticos e a segurança. (…)
E a Grécia, porque investe tanto nesta aliança?
A UE já foi união económica, união monetária, união de vontades e agora parece que vai ser união orçamental, coisas muito importantes – mas já todos percebemos que não há um alemão disposto a arriscar a carteira por um belga ou francês, quanto mais a vida por um grego ou português. Os Estados continuam a fazer pela vida, e fazem bem.
Dezembro 2, 2011
A bomba negra e a ciência destes consultores
Não são de desprezar. Ora vejamos: Tudo terá começado na antiga Rodésia (actual Zimbabwe ), passou para a África do Sul pelas mãos de Margaret Tatcher. Apaixonados pelo projecto, os EUA uniram os seus esforços aos britânicos. O objectivo é acabar com o gene africano.
Daus notinhas de rodapé: a Press TV, é um caso sério no mundo dos media. Pelo menos expressa a voz do dono, o regime iraniano. Um exemplo da ética mediática em voga na estação, pode ser lido neste artigo do Guardian.; Uma pequena mas muito intensa nota auto-biográfica de Peter Eyre, da qual destaco:
I have appeared on TV, US Radio, written a book and write for the Palestine Telegraph. I reflect on the greed in this world, the wars, pain, suffering & poverty that American and British imperialism and their foreign policies have created. There is a direct link between this and the rise in self induced terrorism, conflict, genocide, poverty, and the displacement of millions of people. Current wars are all about excessive greed for oil and gas, natural resources, world control and certainly nothing to do with democracy. I also believe that world politics are controlled by Wall Street and London Bankers with Christian and Jewish Zionist at its heart.
O perfil do outro especialista, pode ser encontrada aqui.
Novembro 17, 2011
Breves primaveris
Síria: Se a Rússia diz, não se duvide. E Irmandade Muçulmana convida Turquia a intervir.
Bahrain: E o expansionismo iraniano.
Líbano: A Suíça do Médio Oriente tem uma forma peculiar de expressar mensagens políticas claras. O estado da arte da política local.
Kuwait: Indignados contra parlamento e primeiro-ministro.
Novembro 11, 2011
Outubro 28, 2011
Síria: back to basics XXII
Não sei se a isto se pode chamar guerra. De qualquer forma, aposto que os acolhidos não são curdos.
Exército Livre da Síria protegido por militares turcos
Turquia dá abrigo a grupo armado de rebeldes sírios
A Turquia, que já foi um dos mais próximos aliados da Síria, está a acolher um grupo armado da oposição, envolvido na revolta contra o Presidente Bashar al-Assad, num evidente desafio ao regime vizinho.
Outubro 27, 2011
Síria: back to basics XXI
No dia em que a Primavera Árabe é galardoada com o Prémio Sakharov, vale a pena tirar o melhor partido da série de peças jornalísticas da autoria de Ramita Navai e Wael Dabbou, intituladas Undercover Syria. O realizador Sean McAllister descreve, na primeira pessoa, parte da realidade vivida na Síria.
Leitura complementar: A Primavera árabe.
Outubro 26, 2011
Khadafi: de aliado a ditador sanguinário
A BIZARRA HISTÓRIA DA INTERVENÇÃO NA LÍBIA. Por JPP.
Subitamente, velhos amigos dos EUA, do Reino Unido e da França, clientes importantes da indústria de armamento americana e europeia, saudados como “moderados”, como Mubarak, ou reciclados do terrorismo, que passaram a fornecer informações muito úteis aos serviços secretos, como Khadafi, foram transformados em ditadores sanguinários, a abater pelas massas democráticas com a preciosa ajuda dos mesmos serviços que os consideravam até então um asset valioso. De facto, alguns cabiam plenamente na categoria de ditadores sanguinários e outros bastante menos, mas a pertença a esta categoria nunca foi especial motivo para que os mesmos países que organizaram a expedição líbia com eles não tivessem próximas relações e bons negócios.
(…)
Na Líbia existia uma ditadura particularmente feroz e com muitos anos. Khadafi era hoje um dos raros sobreviventes de um nacionalismo socializante e laico que teve um papel importante no mundo árabe desde a década de cinquenta, e que teve como principal figura Nasser, e o pai do actual ditador sírio, Hafez Al-Assad, mas de que Saddam Hussein fez parte. Era uma corrente popular nas forças armadas dos países árabes, humilhadas pelas derrotas face a Israel e pelas pressões imperiais ocidentais. Estes militares conduziram golpes militares, afastaram as “monarquias feudais”, ligaram-se estrategicamente à URSS e foram, a seu tempo, muito populares nos seus países. Com um poder assente em ideias ocidentais, o nacionalismo e o socialismo, estavam muito abertos a uma maior laicização da sociedade e por isso eram combatidos ferozmente pelas autoridades religiosas e por grupos fundamentalistas, de que o exemplo primeiro era a Irmandade Muçulmana egípcia. Nasser, Assad e Mubarak respondiam com idêntica ferocidade e violência.
Khadafi, no meio das suas excentricidades, vinha deste tempo e a sua solução para o mundo, o célebre Livro Verde, levou a Trípoli muitos intelectuais ocidentais, incluindo portugueses da esquerda, socialistas e alguns militares de Abril, que lá foram falar das virtudes do socialismo líbio. Khadafi agradeceu apoiando vários grupos terroristas, incluindo as FP 25 de Abril, e apoiando financeiramente órgãos de comunicação social portugueses da esquerda. Mas hoje já ninguém se lembra deste Khadafi, que foi o do atentado de Lockerbie, a favor do Khadafi dos negócios. A memória das relações Sócrates-Khadafi ainda está bem presente, mas os negócios líbios vão muito para além do anterior Governo.
Quando a “revolução árabe” chegou à Líbia foi tratada pelo mesmo princípio de amálgama com o caso egípcio e tunisino, mas quem conhecia o que se passava sabia que havia uma forte componente tribal no conflito, que não era novo na Líbia e tinha já originado a divisão pelos italianos do país em duas colónias, a Cirenaica e a Tripolitânia. Khadafi respondeu à ameaça ao seu poder como sempre fez, com toda a violência possível. A diferença no caso líbio é que quando se percebeu que Khadafi iria derrotar militarmente os seus adversários, países como a França, e em menor grau o Reino Unido e com alguma relutância os EUA começaram a desencadear um clamor internacional para defender os “civis” líbios e ameaçar fazer uma intervenção militar. Os franceses foram particularmente activos.
(…)
O que aconteceu, à completa revelia da resolução, foi uma intervenção militar da OTAN ao lado dos revoltosos líbios, actuando como parte integrante político e militar de uma das partes numa guerra civil. Os bombardeamentos a Trípoli tinham como objectivo instalações militares e civis de Khadafi, o governante reconhecido por eles próprios como chefe de Estado de um país soberano, a que se somou a participação total em operações militares concertadas, com a presença de “consultores” e instrutores de forças especiais no terreno, fornecimento de armas aos revoltosos e perseguição directa a Khadafi e à sua família. Durante este período os revoltosos competiram com Khadafi em todo o tipo de abusos de direitos humanos, fuzilando prisioneiros, torturando e matando opositores e impondo às populações civis, que suspeitavam de ser simpatizantes de Khadafi, todo o tipo de violências. A imprensa ocidental permaneceu regra geral silenciosa sobre estes actos, e a opinião pública ocidental e árabe indiferente ao que se passava na Líbia. Deste ponto de vista, Khadafi foi bem escolhido, porque se fosse Bashir Al-Assad outra história bem diferente estaria ser escrita e é também por isso que ele pode continuar a matar os seus civis à vontade. E não tem petróleo.
Quando Khadafi foi, por fim, assassinado, numa ataque militar que começou com aviões da OTAN e terminou com uma execução sumária, não foi o “povo” líbio que ganhou a guerra. Foram Sarkozy, Cameron e Obama e é por isso que toda esta história é muito bizarra. Porquê? E para quê?
Outubro 23, 2011
A leitura dominical
Os liberais que nos governam, o circo de Barcelos e um Gilad Shalit que vale por mil terroristas são os temas da crónica de Alberto Gonçalves, O neoliberalismo que se confunde com o socialismo velho.
Outubro 19, 2011
Outubro 18, 2011
Ninguém fica para trás II
The infernal Choice, por Melanie Phillips.
Leitura complementar: Ninguém fica para trás.
Outubro 14, 2011
O que liga o regime sírio e a embaixada norte-americana em Damasco
Há muito tempo e demasiada gente que usa e compara a praça Tahir com qualquer coisa que junte algo mais que duas equipas de futebol e que tenha um vago propósito progressista, que lute de forma gloriosa contra o pessimismo e a realidade esmagadora. Ultimamente, a ocupação de Wall Street não foge por muito a este destino. Por motivos diferentes, as autoridades responsáveis por três mil mortos em apenas sete meses, usam o circo montado no outro lado do mundo para justificarem as suas nobres acções. Vale a pena ler a resposta da Embaixada norte-americana em Damasco.
“For sure there is a lot of unhappiness in America about the economic situation,” the embassy wrote. “Unemployment is relatively high — 9%. Housing prices keep falling, hurting more families. There is much debate between the two main American political parties about how to fix the U.S. economy. We don’t know exactly what will happen next.”
The message then added, “What we do know is:” and followed up with a long list of differences between the United States and Syria.
Elections next November won’t be controlled by U.S. intelligence, but by an independent election authority, the message noted, adding that Occupy Wall Street organizers are entirely free to run as candidates or organize to support candidates.
“Occupy Wall Street groups will not be allowed to destroy public or private property, but they can organize more protests in other cities and they can say whatever they want about the U.S. government without being arrested or shot; the police will not shoot thousands of protesters; some Occupy Wall Street organizers have been arrested for disturbing public order (blocking traffic) but they won’t be tortured, and no family will receive the body of a protester bearing torture marks,” the embassy’s message said.
International media and non-government organizations are watching “without interference from the government,” it added.
Finally, the message noted, “the U.S. government may complain that some countries’ currency policies are hurting the U.S. economy, but the U.S. government will not tell the world that there is a vague foreign conspiracy for which it lacks any specifics or evidence but that it says is encouraging the Occupy Wall Street or other protest movements.”
Setembro 23, 2011
Setembro 22, 2011
Palestina, crescer e aparecer
Um dos argumentos mais difundido e enraízado é que a ocupação israelita é a mãe de todos os problemas e a causa principal para que não exista, até hoje, um reconhecimento formal internacional do estado da Palestina. A retirada unilateral israelita de Gaza parece não contar. A consequência de Gaza se ter transformado num jardim do Irão, a recusa em negociar de forma directa com o vizinho, parecem não incomodar os amantes da pás palestiniana.
A questão central não é a existência da Palestina como estado mas a existência de Israel. Por uma vez, resolvam os palestinianos as guerras internas, desbravem os trilhos da paz, e reconheçam o estado judaico. Preocupem-se consigo próprios, sem números de circo internacional trágicos. A realidade repete-se, neste caso. Tantas vezes provada em palavras, actos e omissões do Hamas e do Abbas&Co.
Setembro 16, 2011
Palestina, lost in translation
Aguardar pelo que a História e a realidade determinam, é capaz de ser o mais sensato. Entretanto, de certeza, que algo se perdeu no decorrer das traduções.
Uma bandeira com 63 anos: Refugees will not be citizens of new state.
The ambassador unequivocally says that Palestinian refugees would not become citizens of the sought for U.N.-recognized Palestinian state, an issue that has been much discussed. “They are Palestinians, that’s their identity,” he says. “But … they are not automatically citizens.”
This would not only apply to refugees in countries such as Lebanon, Egypt, Syria and Jordan or the other 132 countries where Abdullah says Palestinians reside. Abdullah said that “even Palestinian refugees who are living in [refugee camps] inside the [Palestinian] state, they are still refugees. They will not be considered citizens.”
Uma manif de bandeiras: Apartheid, por Miguel Noronha.
Setembro 10, 2011
O Egipto para os egípcios II
O povo sai à rua, o povo une-se, o povo ordena e canta, o muro cai. O que pode correr mal?
Leitura complementar: Do Egipto, uma opinião primaveril.
Setembro 8, 2011
Síria: back to basics XX
A frase do dia: A military solution is never the right solution.
Entretanto, no palco: 40 mortos em 24 horas.






