Mais um grande passo multicultural para a humanidade

nimrud

Estado Islâmico destrói Nimrud.

Da Turquia, com rancor

Turkey outrage after Pope Francis describes Armenian mass killing by Ottoman soldiers as ‘genocide’

Pronto, para desanuviar tensões imperialistas e evitar mais uma cruzada não podia o Papa Francisco, retirar a palvra “genocídio” e substituí-la como uma “vontade em exterminar de forma sistemática os arménios”?

O imperialismo sem limites

Churrasco não islâmico patrocinado pela família Koch

Churrasco não islâmico patrocinado pela família Koch

Os irmãos Koch tentam envenenar a malta do Estado Islâmico com paletes de galinhas não-halal.

O Estado Islâmico e a luta contra o terrorismo

Crianças recrutadas pelo Estado Islâmico decapitam nove xiitas na Síria
Morto líder do principal grupo jihadista tunisino Abou Sakhr
Líderes da Liga Árabe de acordo sobre criação de força conjunta contra terrorismo

O barril de pólvora do Iémen

Presidente do Egipto: Rebeldes xiitas são “lacaios do Irão”

A situação no Iémen é um verdadeiro barril de pólvora prestes a explodir e promete, a qualquer momento, reduzir a pó a já frágil situação do país. Egipto e coligação árabe não poupam críticas ao Irão.

Palavras e ventos de paz

IRAN-TURKEY-DIPLOMACY-KHAMENEI-ERDOGAN 

Turkey’s Erdogan says can’t tolerate Iran bid to dominate Middle East

Turkish President Tayyip Erdogan accused Iran on Thursday of trying to dominate the Middle East and said its efforts have begun annoying Ankara, as well as Saudi Arabia and Gulf Arab countries.

Turkey earlier said it supports the Saudi-led military operation against Houthi rebels in Yemen and called on the militia group and its “foreign supporters” to abandon acts which threaten peace and security in the region.

“Iran is trying to dominate the region,” said Erdogan, who is due to visit Tehran in early April. “Could this be allowed? This has begun annoying us, Saudi Arabia and the Gulf countries. This is really not tolerable and Iran has to see this,” he added in a press conference.

 

Entretanto, as reformas continuam a ser implantadas a bom ritmo.

Primavera persa, parte enésima

Youness Asakeree

Youness Asakeree

Iranian vendor dies after setting himself on fire

Youness Asakere, an Iranian fruit vendor who set himself on fire in front of the Khoramshahr municipality in protest after his fruit stand was confiscated by authorities, died March 22. His death, and the lack of broader attention by Iranian society, has stirred many questions among activists and analysts on social media.

A bestialidade de xiitas & sunitas

mesquita

 

Na última Sexta-feira, um grupo de idiotas carniceiros decidiu celebrar o dia santo do Islão, assassinando o maior número de pessoas. Os bombistas suicidas escolheram como alvo duas mesquitas xiitas. Morreram 142 pessoas. Há mais sírias para além da Síria.

Yemen is a battlefield for Saudi Arabia and Iran

The latest atrocity in Yemen, which claimed nearly 150 lives on Friday, appears part of a proxy war between the Middle East’s two superpowers

 

Leitura complementar: Aviso de 2004, do Rei Abdullah da Jordânia.

Ainda há margem para piorar

O copy/paste a que temos direito.

“(…) O jornal israelita Haaretz aponta as grandes surpresas das eleições em Israel. A primeira é (…)
Como segunda surpresa apontada pelo diário Haaretz (…)
Outra das surpresas apontadas pelo diário israelita foi (…)
De acordo com o diário Haaretz (…)
O fracasso total das sondagens é a outra das surpresas apontadas pelo diário Haaretz (…)”

Um balanço também ele moderado II

State Executions Rise to Two Per Day in Iran.

Executions in Iran have soared under president Rouhani, according to an Oslo-based Iranian human rights group, with an average of two now being carried out every day.

Leituras complementares: Cepticismo imoderadoUm balanço também ele moderado

Vaticano aprova intervenção militar contra Estado Islâmico

Vaticano aprova ação militar contra Estado Islâmico para parar “genocídio”

O embaixador do Vaticano nas Nações Unidas aprova uma ação militar contra o movimento Estado Islâmico no Iraque e na Síria, uma posição invulgar pois tradicionalmente o Vaticano opõe-se ao uso da força.

Durante uma entrevista ao site católico norte-americanoCrux , Silvano Tomasi disse que os combatentes do Estado Islâmico estão a cometer atrocidades numa escala enorme e que o mundo tem de intervir.

“Temos de parar este tipo de genocídio, de outro modo iremos questionar no futuro porque não fizemos alguma coisa, porque permitimos que acontecesse tal tragédia”, defendeu o arcebispo italiano.

O combate ao terrorismo

Também se faz através da justiça.

The Palestine Liberation Organization and the Palestinian Authority backed a series of terrorist attacks in the early 2000s in Israel that killed or wounded Americans, a U.S. jury found Monday in awarding hundreds of millions of dollars in damages at a high-stakes civil trial.

The case has been viewed as one of the most notable attempts by American victims of the Palestinian-Israeli conflict to use U.S. courts to seek damages, and the verdict is a setback for the Palestinians’ image as they seek to rally international support for their independence and to push for war crime charges against Israel.

The damages could be a financial blow to the cash-squeezed Palestinian Authority, though the Palestinian authorities plan to appeal and the plaintiffs may face challenges in trying to collect.

In finding the Palestinian entities liable in the attacks, a Manhattan federal jury awarded the victims $218.5 million in damages for the bloodshed in attacks that killed 33 people and wounded hundreds more — damages their lawyers said would automatically be tripled under the U.S. Anti-Terrorism Act.

Palestinian Authority Deputy Minister of Information Dr. Mahmoud Khalifa called the verdict “a tragic disservice” to Palestinians and to the international community in working toward a solution to the Israeli-Palestinian conflict.

 

“Uma mensagem assinada com sangue à Nação da Cruz”

Estado Islâmico divulga vídeo da alegada execução de 21 egípcios cristãos

No final das imagens, um dos militantes dirige-se à câmara para dizer que “quando o sangue dos cristãos entrar no mar será misturado com o sangue de Osama Bin Laden”. No plano seguinte, aparece sangue na água e o militante afirma que o grupo vai “conquistar Roma”.

Matar, crucificar e desmembrar

Sim, desde que de acordo as altas autoridades religiosas.

Egypt’s al Azhar University, Sunni Islam’s foremost religious authority, called for the “Killing, crucifixion and chopping of the limbs” of Islamic State (IS) terrorists who burnt alive Jordanian pilot Moaz al Kasabeh, probably in Syria.

Já sabemos que a verdadeira culpa deve ser repartida, desde o desaparecimento dos dinaussaros, entre Israel, os EUA, a UE e a NATO.

Mahmoud Charlie Abbas, o novo crítico dos cartoons

abbas

As forças blasfemas atacam onde menos se espera.

Palestinian president Mahmud Abbas has ordered an investigation into a drawing of the Muslim Prophet Mohammed which appeared in a West Bank newspaper, local media reported Tuesday.

The cartoon, which appeared Sunday in Al-Hayat al-Jadida, depicted what appeared to be a giant Mohammed standing on top of the world, sprinkling grains of love and acceptance from a heart-shaped satchel.

Palestinian news agency Wafa quoted Abbas as deeming it “necessary to take deterrent measures against those responsible for this terrible mistake.” (…)

Abbas joined world dignitaries including Israeli President Benjamin Netanyahu on a symbolic march through the streets of Paris days after the attack. (…)

De regresso à normalidade lunática II

Foto: Maan Images

Foto: Maan Images

Hamas e Fatah de costas voltadas. E ontem estavam tão bem. Em Julho do ano passado, uma vez mais, os dois principais movimentos palestinianos apesar de terem acordadado na construção de um governo de unidade nacional palestiniano regressam aos confrontos políticos. Na altura, um dos principais líderes do Hamas em Gaza, acusou o governo de unidade palestiniano de ignorar a Faixa de Gaza e reafirmou o que era esperado – é possível que o Hamas volte a retomar o controlo político e militar da área. O autor das ameaças foi Abu Marzouk, dirigente político do Hamas que negociou o acordo de reconciliação nacional com a Fatah. Abu Marzouk responsabilizou também o Presidente Mahmoud Abbas pelo agudizar do conflito.
Sete anos após a última guerra civil palestiniana, a 23 de Abril último, o movimento islamista Hamas e a Autoridade Palestiniana assinaram o acordo de reconciliação nacional que instituíu a 2 de Junho um governo de unidade nacional transitório formado por seis meses, composto por tecnocratas cujos obejectivos maiores passam por incrementar a economia local e preparar as eleições, prevista para… Janeiro de 2015.
De regresso ao mundo real, o que desplotou na altura as critícas do Hamas foram os incumprimentos financeiros aos mais de 50 mil funcionários públicos afectos ao Hamas na Faixa de Gaza que deixaram de receber os seus salários, anteriormente pagos pelos islamistas. O Hamas pediu ainda a demissão dos quatro ministros do governo de unidade nacional que se encontram colocados no território da Faxa de Gaza  em protesto pela falta de pagamentos e pelo facto de Mahmoud Abbas nunca ter visitado Gaza após o acordo de constituição do governo de unidade nacional.
A História tem todas as condições para voltar a repetir-se. Hoje um carro explodiu. já tinha acontecido este espisódio, Terça-feira.

Ana Cristina Leonardo bem podia aprender a ler

Graças aos tags dos comentários que o António Parente me fez num post da Ana Cristina Leonardo no fb dei com esta maravilhosa caixa de comentários sobre o meu texto de hoje no Observador, cheia de gente encantadora que, apesar de não saber ler, mais que compensa a falha em tonitruantes manifestações de superioridade esquerdista e pacifista e insultos.

Ora bem, no meu texto, eu refiro ‘A Segunda Guerra Mundial tem alguns paralelos curiosos com o presente e os perigos do extremismo islâmico (e não apenas do terrorismo). Os nazis eram um grupo de loucos dispostos a tudo, com um tipo particular de fé ateia que não está muito longe da intransigência fundamentalista islâmica‘. Comparo, portanto, o nazismo com o extremismo islâmico. Ora a boa gente do parágrafo acima fez equivaler ‘extremismo islâmico’ ao ISIS (sabe-se lá por que devaneios) e dedicam-se com fúria a demonstrar como a situação do ISIS é diferente da da Alemanha da década de 30. E eu, claro, sou uma ignorante por não saber que o ISIS e a Alemanha de 1939 são coisas diferentes. Isto, claro, apesar de eu ter referido extremismo islâmico – presente (e quanto) no Irão, na Arábia Saudita, na Síria e em sei lá quantos mais lugares – e nunca ter feito qualquer equiparação entre ISIS e Alemanha. Gente maravilhosamente perspicaz, portanto.

No meu texto avanço depois para comparar 3 (três) pontos específicos dos ‘alguns’ paralelismos que tinha apontado – que, como toda a gente percebe, é equivalente a escrever ‘a situação do ISIS é igual, sem tirar nem por, ponto por ponto, à da Europa em 1939′ -: drones, moderados e apaziguamento de Obama. A conclusão do texto é:

‘Não que eu recuse de todo o apaziguamento. Por razões diferentes dos seus autores, com a sua incapacidade de perceber que do lado oposto estão loucos que não medem sucesso e falhanço pelo número de pessoas vivas e pela qualidade de vida das populações, como nós costumamos. Mas porque cada vez mais me convenço que uma guerra é tão maléfica como uma paz podre. A decisão por uma ou por outra não obedece a leis gerais mas a circunstâncias concretas.

Pelo menos aprenda-se com a Segunda Guerra Mundial que o apaziguamento é uma opção pela paz podre e não pela paz.’

Pessoas pensantes poderiam chegar à conclusão que a paz podre foi o que trouxe a primavera árabe e os resultantes governos islâmicos, foi o que fez nascer a al qaeda, foi o que fez florescer as ditaduras laicas mas sangrentas e apoiantes do terrorismo destronadas com a primavera árabe, e foi e é o que mantém situações dramáticas de supressão de direitos humanos de metade da população da zona – as mulheres – e de violência sobre elas. Uma paz podre não é inócua; é perigosa e mortífera. Mas, mesmo assim, eu digo claramente que não prefiro a guerra a isso.

O que, perante isto, entende esta gente iletrada – perdão, esclarecida – que eu defendo? O evidente. Nas palavras de Ana Cristina Leonardo: ‘que o melhor era ir lá com uns tanques e depois fazer uma conferência em Potsdam para dividir o petróleo.’ Cinco minutos de palmas, sff.

Estas maravilhosas interpretações das minhas palavras – ou, na verdade, o que os macaquinhos na cabeça e os preconceitos da Ana Cristina Leonardo & friends os levam a interpretar das minhas palavras, e nem faz mal se for o contrário do que eu escrevo – estão no meio de outras considerações deliciosas. Uma senhora que não vislumbro quem seja diz que tem uma questão pessoalíssima comigo. Um tal de João José Cardoso diz que eu, por só ter referido livros britânicos, acho que a Segunda Guerra Mundial foi apenas britânica e que tudo revolveu à volta do Canal da Mancha. Ora bem, pessoas do mundo, ficam a saber, da parte do tal João José Cardoso: perante assuntos complexos que envolvam muitos países, línguas, culturas, datas, whatever, ai de quem se interessar mais por um ponto específico desse assunto. Ou leem sobre a totalidade ou NADA. Eu, presentemente, também tenho a casa a abarrotar de livros e papers sobre maoísmo. Ficam a saber – porque são obedientes e usam o fantástico método João José Cardoso -, assim, que para mim TODO o comunismo em qualquer país se resume ao maoísmo e que TODA a história da China, tanto quanto eu sei, existe apenas entre 1949 e 1976. Bravo pela estratosfericamente inteligente conclusão.

Este João José, que é uma pessoa certamente desempoeirada das ideias, também me chama ‘beata’. Ficam também a saber que qualquer pessoa que num estado laico tenha a falta de vergonha de se afirmar como católica é uma ‘beata’. Está ao lado dos imbecis passistas que usaram o mesmo argumento comigo, e dos invertebrados que dantes me associavam à Opus Dei e ao uso de cilícios. Não se preocupem, não vou cair no preconceito oposto e aconselhá-lo a tomar banho, pentear o cabelo, por um perfume, deixar de lado a t-shirt com o Che Guevarra e, enfim, abandonar o ar de rato de biblioteca que tanto esquerdista tem.

E ao estonteante senhor que afirma ‘esta Sarah Palin ilustra bem a diferença entre ser culta e debitar cultura a metro para o parecer…’, queria descansá-lo. Nunca na vida pretendi ser culta, era o que faltava. Até porque se sabe bem que as pessoas de direita nunca são cultas. Por muito conhecimento que adquiram, são sempre assim uns patos-bravos da cultura, de cada vez que se lhe referem é só exibicionismo e ostentação, aquilo não nos sai naturalmente como à boa gente de esquerda que se vê que bebeu cultura desde pequeninos. E na verdade nem sabemos bem, tal como o novo-rico desadaptado, o que é Cultura com C grande. Em vez de citar Chomsky, Zizek e outros autores que as pessoas cultas referem, falo em Churchill e Martin Gilbert. Vê-se à légua que o meu verniz cultural é muito fininho. Mas, lá está, como sou mansa e humilde de coração, queria aqui garantir que não pretendo dar-me ares de pessoa culta, nem pensar, e que olho com ar enlevado para a posição cultural muito mais elevada de Ana Cristina Leonardo e de este Humberto Baião.

Termino dizendo-me muito feliz com as gargalhadas que provoquei. Podia aqui agora citar o pai da Lizzie Bennet no Pride and Prejudice sobre rirmo-nos dos outros e os outros rirem-se de nós, que tem piada e era bastante apropriado, mas já me dei ares suficientes por hoje e é altura de não roubar protagonismo à gente verdadeiramente culta do país. E tempo de agradecer a experiência sociológica que o António Parente me ofereceu, que ver estas pessoas – que se calhar até votam – ajuda a explicar o estado do país. O problema nem é que sejam de esquerda ou profundamente preconceituosas. O problema, repetindo-me, é que não sabem ler.

Ser Charlie na Arábia Saudita e na Câmara de Lisboa

O meu texto de ontem no Observador.

‘Não sei se é a realidade se são as direções dos jornais europeus, mas alguma coisa está a dar argumentos às boas almas esclarecidas (que, aqui, é sinónimo de ateias prosélitas) que ensaiam novamente uma equivalência entre todas as malvadas religiões que, como se sabe, só provocam caos e mortandade. Tal como fizeram depois do 11 de Setembro. Ora vejam.

Um jornal judaico ultra-ortodoxo apagou as três líderes europeias do sexo feminino da fotografia da manifestação de Paris do último domingo. Parece que o corpo feminino não é modesto (que bom, diria eu, mas os senhores ultra-ortodoxos não concordam) e deve por isso ser tapado. Como as três senhoras estavam bastante agasalhadas, que estava frio, presumo que as caras femininas também não sejam modestas.

Na Arábia Saudita alcançou-se uma importante conclusão teológica: os bonecos de neve são anti-islâmicos. Incitam, por alguma razão misteriosa, à luxúria e ao eroticismo. (Talvez seja o facto de tanta mulher totalmente tapada levar até a entusiasmos com as formas arredondadas dos bonecos de neve, ou quiçá um eventual prazer sensorial enquanto se molda a neve com as mãos. Penso que é melhor não inquirirmos mais.) E as vozes dos que se convencionou chamar muçulmanos moderados (são os que não apregoam os benefícios de matar infiéis, incluindo os ultra-reacionários) já se fizeram ouvir com nova ofensa à conta da primeira capa do Charlie Hebdo depois do atentado. Sem perceberem que, a ser provocação, é muito pálida depois da gigantesca provocação que é um ato terrorista com mortes. Regressando à Arábia Saudita, país com tão simpático regime, o blogger contestatário Raif Badawi já recebeu as primeiras 50 chicotadas (públicas) e iniciou a pena de dez anos de prisão por ‘insultos ao islão’.

Perante isto, o que se fez do lado da Igreja Católica por estes dias? Bem pior.’

O resto está aqui.

Parabéns, Charlie Hebdo

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Mohammed Hussein, o Grande Mufti de Jerusalém, condenou como um insulto o novo cartoon que retrata o Profeta Maomé. na edição recorde do jornal satírico Charlie Hebdo.

“This insult has hurt the feelings of nearly two billion Muslims all over the world. The cartoons and other slander damage relations between the followers of the (Abrahamic) faiths,” he said in a statement.

The mufti, who oversees Jerusalem’s Muslim sites including Islam’s third holiest, the Al-Aqsa mosque compound, slammed the “publishing of cartoons ridiculing the Prophet Mohammed, peace be upon him, and the disregard for the feelings of Muslims.”

Nova oportunidade para os críticos de cartoons VII

Gaddafi

A paródia do regime sírio tem pernas para andar. De acordo com a agência de notícias síria, o país condena o ataque terrorista ao jornal Charlie Hebdo. Deixando de lado as alucinações e de regresso à realidade, não deixa de ser assinalável o progresso humanista do regime de Assad no que toca ao cartoonista que ousou caricaturar (não o profeta mas) o querido líder. Alguns dos trabalhos de Ali Ferzat podem ser vistos aqui.

Sair do Médio-Oriente

Uma visão liberal das relações internacionais, por Guilherme Marques da Fonseca do Instituto Mises:

(…) Mas agora que a coisa está preta no Médio-Oriente qual é a solução? Não tomar medidas precipitada que ponham a segurança internacional (ainda mais) em jogo. Seria catastrófico pensar que a retirada total e fulminante levaria à paz.A ponderação é a chave de qualquer problema, e nas relações internacionais não se pensa que todas as nações e os seus governantes são libertários: há o curto e o médio/longo-prazo.

A curto-prazo é preciso, mais do que envolver os “actores” regionais, passar-lhes o testemunho gradualmente, com apoios regrados e racionais. Alguém acredita que as monarquias sauditas e os aiatolas iranianos queiram os malucos do Estado Islâmico nas suas fronteiras? São os primeiros beneficiados na resolução do problema.

E no médio e longo-prazo? Aí entra a solução libertária. Uma política de livre-comércio, paz e amizade honesta pode dar condições para essas sociedades florescerem, criarem uma classe-média forte e se tornarem fortes parceiros na comunidade internacional. Este é um desígnio que, depois de décadas de intervencionismo falhado, já deveria ser consensual.

A guerra e o intervencionismo falharam. Vamos dar uma oportunidade à paz (mas sem descuidos pelo caminho).

Je suis Charlie

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Contra a bárbarie e contra todos quantos tentam oportunisticamente justificar o injustificável: Hoje somos todos Charlie Hebdo. Por José Manuel Fernandes.

A tragédia não é só do Charlie Hebdo, nem só dos parisienses ou dos franceses. É do jornalismo mundial. É de todos os homens livres. Tenhamos pois coragem, não cedamos à intimidação e ao medo.

Praticar e louvar o terror

Faz parte da natureza do Hamas.

Do lado da União Europeia, será a altura para deixar de apoiar o terrorismo. Esse papel continuará a ser desempenhado pelo Qatar e por eméritos doadores públicos e privados. Em Maio último, o Qatar ofereceu cinco milhões de dólares ao governo islamista do Hamas. A solidariedade pretendeu apoiar os esforços de reconciliação com a Fatah (com os brilhantes resultados que se conhecem), partido que lidera a Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. De acordo com Ismail Raduan, Ministro das Doações e Assuntos Religiosos do Hamas, a oferta do governo do país do Golfo Pérsico pretendeu apoiar a “reconciliação comunitária” e está destinada a apoiar as famílias que perderam os seus entes queridos nas quase eternas lutas armadas que opõem a Fatah e o  Hamas.

Em Março deste ano,  no seguimento da ilegalização da Irmandade Muçulmana, um tribunal egípcio baniu toda e qualquer actividade do Hamas no país e confiscou todos os seus bens. O Hamas  é acusado de interferir nos assuntos internos egípcios e, na altura, alguns dos seus líderes tinham Cairo como base. As autoridades egípcias acreditam que a organização terrorista do Hamas que governa a Faixa de Gaza, desempenha um papel importante no aumento da violência vivida na Península do Sinai.

Desde Julho que o exército do Egipto destruíu mais de 100 túneis que ligam Gaza ao Egipto e que servem para contrabandear alimentos, materiais de construção mas também armas e terroristas. A lua-de-mel entre o Hamas e o Egiptou acabou de forma abrupta quando os militares removeram o Presidente Morsi e acabaram com o governo da Irmandade Muçulmana. Hoje o Hamas que é visto como é um apoiante dos atentados terroristas, um risco acrescido para as forças de segurança e civis, procura defender-se das acusações como um ataque à causa palestiniana e um favor a Israel.

De regresso à normalidade lunática

FatahHamasparty

Hamas e a Fatah que fazem parte de um governo de unidade nacional continuam a percorrer o caminho da História da Palestina, atacando-se. É suposto que seja com estas partes esquizofrénicas que Israel deve fazer a paz.

Em Junho, Fatah e Hamas, pela enésima vez, esqueceram as inimizades que os unem e acordam em formar um novo governo de unidade nacional, num prazo de cinco semanas. O anúncio não foi conjunto e esteve a cargo do responável pelo grupo terrorista do Hamas, Halil al Haya, segundo o qual, ambas as partes decidiram formar um governo palestiniano unificado. O encontro das cúpulas dirigentes, teve lugar na residência do Primeiro-Ministro do Hamas, Ismail Haniyeh que qualificou como positivo o acordo que coloca em prática os acordos de reconciliação alcançados na cidade do Cairo em 2011 e no Qatar, um ano depois. O novo executivo teve a duração de seis semanas e ficou encarregado de preparar as eleições gerais, previstas para Janeiro de 2015. Recorde-se que a maior fractura entre Fatah e Hamas, aconteceu quando o Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza, após três meses de guerra com as forças leais ao Presidente palestiniano Mahmoud Abbas.
Parece evidente que para alcançarem a paz vitoriosa, as partes não terão apenas que aperfeiçoar a política de acção comum e de comunicação. Em inglês e destinada ao mundo ocidental sempre foi um – mais politico, quase apaziguador -, para os palestinianos e a rua árabe em geral, a mensagem será aquela que sempre foi: o que interessa é destruir Israel, através das armas e do terrorismo suicida, que não conhece limites que não seja o alcance do paraíso.

Como se sabe a justiça quer-se cega, rápida e eficaz. Em Agosto, o grupo terrorista do Hamas tornou eficaz a sua aplicação no território que domina. A organização que governa Gaza afirma ter executado 18 pessoas, suspeitas de colaborarem com Israel. As execuções aconteceram 48 horas após um ataque aéreo israelita ter resultado na morte de três líderes operacionais do Hamas. Os três homens eram altos dirigentes das brigadas Azedim al Kasam, o braço armado do movimento islamista Hamas. Sabe-se que algumas ds execuções foram públicas e que pelo menos 11 das vitimas foram baleadas numa esquadra no centro de Gaza, após terem sido julgadas em tribunais revolucionários. Os outros supostos colaborocionistas foram mortos em público por homens encapuçados e que envergavam o uniforme das brigadas Azedim al Kasam, em frente da mesquita de  Al Omari, também localizada em Gaza. A “resistência” reforçou uma vez mais a luta no terreno contra quem colabora com Israel.

O delito está contemplado na lei palestiniana com a pena de morte. No entanto, a aprovação final da sentença pertence ao Presidente Mahmud Abas, cuja autoridade política e instituicional não é reconhecida pelos terroristas do Hamas. O episódio de hoje é apenas mais um capítulo e uma amostra do que será a salutar disputa das eleições  palestinianas.

O ISIS e a escravatura

English translation of clip showing ISIS fighters discussing “buying and selling Yezidi slaves

(via Helena Matos: Aos adeptos do multiculturalismo e da teoria da igualdade entre culturas)

Isis fighters barter over Yazidi girls on ‘slave market day’ – the shocking video
Shocking video shows ISIS fighters bartering for young women at ‘slave girl market’
Isis justify capture and sexual enslavement of thousands of Yazidi women and girls

Continuar a ler

Tanto rasgar de vestes

GB

Não se aguenta.

A Syrian army helicopter dropped two barrel bombs on a displaced persons camp in the northern province of Idlib, camp residents said on Wednesday, and video footage appeared to show charred and dismembered bodies.

Footage posted on YouTube showed corpses of women, children and burning tents while people scrambled to save the wounded. “It’s a massacre of refugees,” a voice off camera said.

“Let the whole world see this, they are displaced people. Look at them, they are civilians, displaced civilians. They fled the bombardment,” the man’s voice said.

A man in another video of the Abedin camp, which houses people who had escaped fighting in neighboring Hama province, said as many as 75 people had died.

 

Mesmo.

Egyptian authorities on Tuesday ordered residents living along the country’s eastern border with the Gaza Strip to evacuate so they can demolish their homes and set up a buffer zone to stop weapons and militant trafficking between Egypt and the Palestinian territory, officials said.

The measure comes four days after Islamist fighters attacked an army post, killing at least 31 soldiers in the restive area in the northeastern corner of the Sinai Peninsula. After the attack, Egypt declared a state of emergency and dawn-to-dusk curfew there. Authorities also indefinitely closed the Gaza crossing, the only non-Israeli passage for the crowded strip with the world.

The buffer zone, which will include water-filled trenches to thwart tunnel diggers, will be 500 meters (yards) wide and extended along the 13 kilometer (9 mile) border.