O Insurgente

Maio 21, 2012

Fakebook

Filed under: Economia,Media — André Azevedo Alves @ 20:50

Popularidade e notoriedade não implicam necessariamente criação de valor, mas pelo menos o casamento já deve estar pago: Acções do Facebook abriram no vermelho e estão em queda.

A (misteriosa) utilidade da televisão pública

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:01

Rui Albuquerque no Blasfémias

Os governos (…) locais frequentáveis por espíritos que prezem a liberdade, a sua e a dos outros. Assim, só por excesso de ingenuidade, repita-se, se podem agora espantar com o ministro Relvas aqueles críticos da instrumentalização governamental da comunicação social que, há uns meses, não estranharam – ou mesmo até apoiaram – a decisão do mesmo senhor ministro de não empandeirar a putrefacta RTP, dinossauro vivo do nosso sovietismo doméstico. Já perceberam, agora, por quê?

Já os vi com mais pressa e com menos deferência pela ERC

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:27

Público

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro quer esperar pelo parecer da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) antes de decidir se o Parlamento deve ou não ouvir ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acusado de ter feito pressões ilegítimas sobre o jornal PÚBLICO e a jornalista Maria José Oliveira

Pela Santa Liberdade

Filed under: Cultura,Economia,Educação,Justiça,Media,Política,Portugal,Religião,socialismo,Videos — André Azevedo Alves @ 00:01

Derrotados, mas nunca convencidos, aqui fica uma sugestão de programa de festas dedicado aos cabralistas de todos os partidos e com as devidas adaptações aos tempos modernos, para um dia destes…

Maria da Fonte

Maio 20, 2012

A mediática telenovela de Miguel Relvas (3)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:30

Depois de Passos Coelho ter saído em defesa de Miguel Relvas, nova reacção da Direcção Editorial do Público, cuja credibilidade – reconheça-se – é pouco mais que nula. Ainda assim há alegações factuais que seria muito importante esclarecer: Miguel Relvas, o jornalismo e o caso das secretas

Na carta que enviou para a Entidade Reguladora da Comunicação (ERC), com a qual pretendeu antecipar a averiguação já anunciada sobre o exercício de ameaças à jornalista do PÚBLICO que tem acompanhado o “caso das secretas”, o ministro Miguel Relvas dedica-se a teorizar sobre a qualidade do seu jornalismo, referindo a publicação de “várias peças noticiosas tendentes a construir uma narrativa que os factos não confirmam em pormenores decisivos” e sobre a prevalência de um “jornalismo interpretativo” que visa “construir um quadro narrativo inicial e tudo fazer depois para que a realidade se adapte a esse quadro”.

(mais…)

Sexismo progressista

Filed under: Cultura,Double standards,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:00

Reproduzo de seguida um texto enviado pelo leitor Fernando Gomes da Costa:

Sexismo de rosto progressista

Segundo o JN, o actor e realizador norte-americano Sean Penn apelou, este sábado, durante uma cerimónia em Cannes, às mulheres presentes para fazerem greve de sexo em solidariedade com todas as mulheres no Haiti. (mais…)

Passos Coelho em defesa de Miguel Relvas

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:07

Sem grande surpresa, mas com custos inevitáveis em termos de credibilidade política, Pedro Passos Coelho sai em defesa de Miguel Relvas: Relvas acusa PÚBLICO de “jornalismo interpretativo”, Passos nega ataque à imprensa

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acusou o PÚBLICO de fazer “jornalismo interpretativo”, segundo a documentação enviada à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), que vai esta semana analisar o caso das ameaças feitas pelo governante ao jornal e à jornalista Maria José Oliveira. A jornalista sublinha que “em nenhum momento da exposição [do ministro] existe uma explicação para as ameaças que foram feitas”.

Já o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, rejeitou, neste domingo, que o ministro tenha “atacado a imprensa” e defendeu que “o Governo tem privilegiado muita transparência”.

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Pressões sobre jornalistas em Portugal

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:04

Os telefonemas de governantes para as redacções.

Sobre telefonemas de ministros a redactores de jornais, sobre assuntos públicos e que lhes interessam há muito por onde escolher.

(mais…)

O caso Miguel Relvas e a opção pela auto-descredibilização

Filed under: Blogosfera,Double standards,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:44

Tudo fenómenos compreensíveis, mas que nem por isso deixam de ser lamentáveis: Do contorcionismo à fragilização do governo e da blogosfera de direita. Por Samuel de Paiva Pires.

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Por cá a Rita Rato disse o mesmo sobre o Gulag

O Líder do Aurora Dourada negou a existência de câmaras de gás no Holocausto. Os Media, como sempre, fazem grande alvoroço. A notícia tem dias e já se tornou viral, assim como o vídeo das declarações em questão. Mas quando a Rita Rato respondeu  “nunca estudei nem li nada sobre isso”  acerca dos Gulags e “não sei que questão concreta dos direitos humanos” em relação à China ou ” a avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom” sobre a URSS, eu não vi os jornais portugueses fazerem disso manchete. Porque será ? A dualidade de valores que desculpa o Comunismo e condena o Nazismo e o Fascismo continua entranhada na sociedade, aplaudida pelos Media e incentivada pelo meio Académico.

A recente polémica em relação às minhas declarações sobre as eleições gregas, onde afirmei que fascistas, nazis, comunistas e trotskistas são todos da mesma família, é um bom exemplo disso. E de facto são. Na Itália, o programa político do PNF e o manifesto do fascista de Mussolini não diferem muito do que seria o programa político de um Bloco de Esquerda à época. O Marxismo deu fruto, fruto podre. Estas várias ideologias, apesar das diferenças, tinham vários objectivos em comum. Entre os quais o fim do capitalismo (mesmo que gradual), o controlo da economia por parte do Estado, o extermínio brutal dos dissidentes e uma vanguarda disposta a tomar a direcção de um ambicioso projecto de engenharia social.

Dizia-nos Gregor Strasser, figura proiminente do Partido Nazi e rival de Adolf Hitler:

We are Socialists, enemies, mortal enemies of the present capitalist economic system with its exploitation of the economically weak, with its injustice in wages, with its immoral evaluation of individuals according to wealth and money instead of responsibility and achievement, and we are determined under all circumstances to abolish this system !

Act. Os links dos CM estão, julgo eu, apenas temporariamente indisponíveis. Entretanto podem consultar aqui excertos da entrevista.

O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado)

Filed under: Blogosfera,Comentário,Double standards,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:22

No que diz respeito ao caso Miguel Relvas, concordo com isto e com isto, mas, infelizmente, concordo ainda mais com isto.

Sendo certo que há algum oportunismo neste post do Sérgio Lavos, importa reconhecer que no essencial ele tem, no essencial, toda a razão.

O problema não é só que há quem prefira o rastejar à verticalidade: é que há muitos figurões e figurinhas do regime que só sabem rastejar e desconhecem em absoluto a própria noção de verticalidade.

Leitura complementar: Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho

Anatomia de um gozo especial

Pessoas há que gostam de manter os outros na ignorância. Departamentos do estado há que fazem, com indisfarçável orgulho, disso uma profissão invejável.  O Kuwait Times leva-nos numa viagem ao interior de uma dessas pessoas. A eleita trabalha com afinco numa instituição governamental de excelência e considera-se como pertencendo ao grupo das pessoas mais educadas. Acredito. A felicidade plena está ali, ao virar de uma página de um livro infantil, científico, sobre política, religião ou tão somente impresso em Israel.

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 10:28

Correr com os gregos, por Alberto Gonçalves.

Desde o clássico opúsculo de Marx que a esquerda é pródiga em manifestos. A nossa particular esquerda, então, parece viciada no exercício e é conhecida por lançar cerca de um manifesto por mês. O mais recente chama-se “Para Uma Esquerda Livre” e, como todos os anteriores, merece a nossa atenção.

Os signatários lamentam que perante uma série de calamidades (desregulação dos mercados, desprezo da dimensão estatal, etc.), a esquerda esteja “dividida entre a moleza e a inconsequência”. Por sorte, os signatários não são moles nem inconsequentes: prescrevem a resistência à “ofensiva reaccionária” para, logo a seguir, lembrarem que resistir não chega: “É necessário reconstruir uma República Portuguesa digna da palavra República e construir uma União Europeia digna da palavra União.” Mas um manifesto digno da palavra ma- nifesto vai mais longe: “É preciso propor aos portugueses, como aos outros europeus, um horizonte mais humano de desenvolvimento, um novo caminho para a economia e um novo pacto de justiça social.” Original e pedagógico, sem dúvida. E como se conseguem essas maravilhas?

É fácil. Basta que uma “esquerda corajosa” apresente “alternativas concretas e decisivas para romper com a austeridade e sair da crise, debatidas de forma aberta e em plataformas inovadoras”. Em cheio. Até aqui, havia uma esquerda mariquinhas que sugeria alternativas abstractas e vagas, para cúmulo debatidas em surdina e em plataformas caducas. Agora, isso acabou, donde o apelo “a todos aqueles e aquelas [sic] que se cansaram de esperar – que não esperem mais” e construam “uma esquerda mais livre”, “um Portugal mais igual” e “uma Europa mais fra- terna”.

Embora fique por definir um prazo exacto para o termo da construção, o manifesto espanta. É espantoso que pessoas tecnicamente imputáveis sejam capazes de conceber e assinar coisas assim. É espantoso que sujeitos formalmente alfabetizados escrevam tão mal. É espantoso que criaturas legalmente adultas não possuam nas cabecinhas a sombra de uma ideia. E é espantoso que indivíduos teoricamente integrados se convençam de que influenciam a realidade através da exibição da distância que os separa da realidade.

Um pouco mais além

O progresso na sua fase imparável. Mais um bom trabalho de Carlos Enes:

Tribunal de Contas enganado para aprovar autoestradas

Denúncia feita em relatório de juízes, que apontam dedo a Estradas de Portugal e anterior Governo

Maio 19, 2012

A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho

Filed under: Comentário,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:00

Embora compreenda os posts do Gabriel Silva e do Rui Carmo, tenho sérias dúvidas que este caso acabe na demissão de Miguel Relvas. Mas, independentemente do desfecho a esse nível, uma coisa é certa: o Governo sai fragilizado. Essa fragilização é especialmente notória no que diz respeito a Pedro Passos Coelho que, ao ter de segurar Miguel Relvas, evidencia que é neste momento Relvas a figura com mais peso político no interior do Governo.

Mas mais grave é a equivalência que se pode começar a estabelecer por via de vários eventos recentes entre algumas das práticas do actual Governo e os piores processos vigentes durante os governos Sócrates. O que tem segurado a imagem do Governo é em larga medida a ideia de que, por muitos erros que estejam a ser cometidos, há uma diferença de credibilidade face ao Governo anterior. Se essa mais-valia for perdida, tudo ficará mais complicado, para a governação e para o país.

Maio 18, 2012

A mediática telenovela de Miguel Relvas (2)

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:01

A reacção da Direcção Editorial do Público: O PÚBLICO e as pressões de Miguel Relvas

Num telefonema à editora de política do jornal, na quarta-feira, Miguel Relvas ameaçou fazer um blackout noticioso do Governo contra o jornal e divulgar detalhes da vida privada da jornalista Maria José Oliveira, de quem tinha recebido nesses dias um conjunto de perguntas relativas a contradições nas declarações que prestara, no dia anterior, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

(mais…)

A mediática telenovela de Miguel Relvas

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Media,Política,Portugal — ruicarmo @ 22:48

O senhor ministro não se deve esquecer que o dever maior que tem é em responder ao país. A confirmar-se esta brilhante iniciativa do ministro Miguel Relvas, não lhe restará outra alternativa que não seja a demissão.

Will Smith sobre o aumento de impostos de Hollande: “God Bless America !”

Filed under: Cultura,Double standards,Economia,Internacional,Media,Política,Política Fiscal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Will Smith stupéfié par la taxation de Hollande

Uma imagem a preservar…

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:12

Ricardo Rodrigues reconhece crimes mas justifica-os com a defesa da sua imagem

Ricardo Rodrigues justificou ter guardado os gravadores dizendo que os jornalistas lhe estavam a colocar questões de índole pessoal (sobre burla, desavenças de opinião com um colega de partido e relativas a um caso de pedofilia nos Açores, de onde é natural).

Maio 17, 2012

Droga, a guerra perdida

Filed under: Ambiente,Internacional,Justiça,Media,Política,Saúde — ruicarmo @ 18:29

A The Atlantic revela através de uma foto-reportagem que, em seis anos, a guerra da droga ceifou 50 mil vidas.  Para se conseguir ter uma ideia mais aprofundada do problema, vale a pena visitar  Mexico under siege, The drug war at our doorstep – um trabalho jornalístico sem igual do Los Angeles Times, com conteúdos que remontam a Junho de 2008.

Aviso: as imagens e vídeos dos media norte-americanos são muito duras mas não representam mais do que a realidade de uma guerra que não pode ser ganha.

Regulation Nation

Filed under: Economia,Internacional,Media,Nanny State Watch,Política,Teoria,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 16:55
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Maio 16, 2012

Quando Bob Geldof faz de Deus

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The problem with God is He thinks He’s Bob Geldof, por James Delingpole.

É mais um rico artista que quer mais taxas para financiar os seus projectos. E quem o não apoiar, é  um perfeito alarve ignorante que não deseja o fim da fome no mundo.

O futuro chega já amanhã

é só esperar. Por Rui A.

Entretanto, políticos miserabilistas e masoquistas, dos que gostam de perder votos e eleições a impor sacrifícios aos eleitores, transformaram-nos a vida num inferno desnecessário, quando lhes bastaria ter ouvido os sábios conselhos de Paul Krugman. Agora, com Passos vaiado sempre que põe o pé fora de casa, a Sra. Merkel a perder eleições sucessivas, o estoiro previsível da Grécia e a descida à terra do novo messias gaulês, tudo leva a crer que esses tempos nefastos acabaram e novos tempos se aproximam. É só esperar…

Anatomia de um golpe

O chefe anti-corrupção e colaborador próximo de um dos mais Queridos Líderes da história da humanidade é suspeito de roubar milhões de dólares.

Maio 14, 2012

“Gays are the next Jews of fundraising” – Rahm Emanuel

Filed under: Cultura,Economia,Eleições EUA 2012,Internacional,Media,Política — Ricardo Campelo de Magalhães @ 20:09
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The Washington Examiner.

“Gays are the next Jews of fundraising,” declared Rahm Emanuel, who is now an Obama confidant, while hustling for donors for Bill Clinton back in 1992.

In that light, Obama’s endorsement of gay marriage was at least the equivalent of recognizing Jerusalem as the capital of Israel — a symbolic and controversial action that excites a donor base.

Jon Cooper, a gay Long Island legislator and an Obama fundraiser, told the Capital, a New York news site, that Obama’s “expressing his personal support for same-sex marriage is going to make my life immeasurably easier raising money from LGBT donors and progressives in general.”

(…)

In elite Democratic circles, social issues are social, in a very personal sense. Not only do top donors share political and cultural attitudes, they often have close ties to each other and to White House officials — and sometimes to Obama himself. Abortion and gay marriage are such highly charged issues that they define friendships. By contrast, an objection to foreign or economic policy is merely a difference of opinion.

Obama patched up some fraying friendships last week. And it paid off big.

Como sempre, follow the money…

Primavera síria exportada para o quintal

Deve ser a isto que se chama interferência estrangeira e um plano de paz sírio bem aplicado… ao Líbano.

A revelação das palavras cruzadas e o chavismo

Exposta a tentativa de assassinato do Querido Líder venezuelano, valerá a pena assistir ao vídeo onde o pivot tudo clarifica. Não dará por mal gasto o seu tempo. Mais um ponto ganho na luta progressista contra o ocultismo assassino.

Maio 13, 2012

Iniciativa, empreendedorismo e criação de emprego: retórica governamental vs. realidade

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:09

Um oportuno comentário do leitor Ricardo Cerqueira ao post A propósito de “oportunidade”, Passos Coelho perdeu uma de estar calado:

Eu até compreendo o que quis dizer o nosso PM, Mas as palavras leva-as o vento se nada for feito para acompanhar a teoria. Aqui vejo-me obrigado a voltar à questão do Código Contributivo da Segurança Social que inviabiliza o auto-emprego por via de recibos verdes (aumentos brutais e pagamento de IRS sobre as contribuições majoradas) e que em breve vai também inviabilizar qualquer actividade de quem for empresário em nome individual ou detentor de uma sociedade unipessoal.

Os seja, as hipóteses de um desempregado criar o seu próprio emprego são negadas pela voracidade contributiva imposta pelo anterior governo com o conluio dos sindicatos de esquerda.

Sinceramente, fico chocado com o alheamento revelado nesta proposta, aparentemente optimista, mas que choca no dito código que já deveria ter sido revogado desde que este governo tomou posse. Assim é gozar com a cara de todos aqueles que, não tendo emprego, querem ir à luta ao invés de ficarem pendurados na subsídio-dependência.

E o pior está para vir, quando estiver concluído o período de transição e os Independentes (e os referidos micro-empresários) começarem a ficar sem modo de vida, sacrificados para alimentar uma segurança social que nunca lhes valeu, nem valerá.

É muito mau…

Leitura complementar: Código Contributivo dos Trabalhadores Independentes: consequências previsíveis de um desastre anunciado; O que separa os verdadeiros dos falsos recibos verdes?

Manifestações de 12 de Maio: “indignados” vs. PCP

Filed under: Comentário,Double standards,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:32

Não creio que tenham sido 10 mil os participantes na manifestação organizada pelo PCP no dia 12 de Maio no Porto, mas foram certamente muitos mais do que os escassos “indignados” que se manifestaram no mesmo dia em eventos promovidos pelo Bloco de Esquerda e respectivas organizações satélite.

Daí que me pareça pertinente questionar, como é feito aqui, a deficitária atenção mediática à manifestação do PCP.

Será apenas porque, na cabeça de muitos jornalistas portugueses, o Bloco de Esquerda é trendy, mas o PCP não?

Ou será que há outras razões para esta insistente preferência e tentativa de promoção – contra todas as evidências – dos movimentos de “indignados”?

Assembleias populares 15M em Madrid

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 19:22

Vale a pena ler: Mucho calor, bastantes periodistas y pocos asamblearios

Tras la concentración de este sábado y el desalojo de madrugada las asambleas del 15M se han reunido durante la mañana del domingo con escaso éxito.

(mais…)

A União Europeia deveria deixar de subsidiar o crescimento do Syriza

Desemprego seletivo na Grécia socialistizada. Por António Balbino Caldeira. (via Helena Matos)

5 milhões em Fátima, segundo estimativa da CGTP

Filed under: Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 17:45

Mais um enigma revolucionário: No Público, os cerca de 20 mil “indignados” que terão enchido (?) a Porta do Sol de Madrid merecem destaque. Bem mais destaque, por exemplo, do que os cerca de 300 mil que terão estado em Fátima.

Acho que esta frase do Carlos Guimarães Pinto no Facebook resume bem a situação:

300 mil pessoas em Fátima, segundo a polícia. CGTP fala em 5 milhōes

Leitura complementar sobre o Público: Contas à moda do “Público”… (2); Uma paixão por Mélenchon; O excesso de mortes de idosos e o acesso aos serviços de saúde; Contas à moda do “Público”…; As delirantes teorias conspirativas de São José Almeida; O Público e o Bloco de Esquerda; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público.

Contas à moda do “Público”… (2)

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:30

Parece que para conseguir o tal título esforçado, foi preciso ainda assim esticar um bocadinho o número de manifestantes: O jornal Público. Por Francisco Beirão Belo.

Segundo o jornal Público, “cerca de três mil pessoas, percorreram a distância entre o Rossio e o Parque Eduardo VII, na manifestação promovida pelo movimento Primavera Global”.

Quando olhamos para outros meios como o DN, TSF ou iOnline, descrevem que cerca de 800 a 1000 pessoas marcharam em Lisboa.

Infelizmente, o Público nos últimos tempos tem vindo a habituar-nos a esta falta de isenção e qualidade…

Leitura complementar sobre o Público: Uma paixão por Mélenchon; O excesso de mortes de idosos e o acesso aos serviços de saúde; Contas à moda do “Público”…; As delirantes teorias conspirativas de São José Almeida; O Público e o Bloco de Esquerda; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público.

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 11:01

Liberdade, igualdade, normalidade, a crónica de Alberto Gonçalves.

Alguns vultos do premiadíssimo cinema português juntaram-se à porta do Parlamento em protesto. A razão do protesto? Os vultos querem verba. O modo de protesto? A projecção de uma peça com 90 minutos e 400 pedacinhos de filmes indígenas.

É estranho que alguém tente legitimar as suas reivindicações através de uma prova cabal de que essas reivindicações não fazem sentido. Quanto menos o cinema português for visto, maiores são as possibilidades de alguém o financiar. Aliás, é isso que costuma acontecer, embora na ordem inversa: primeiro chega o financiamento (adivinhem de onde), depois a obscuridade.

Um artista comum, ávido de comunicar, talvez se incomodasse face a semelhante fatalidade. Os cineastas pátrios acolhem-na sem problemas. Um deles, Miguel Gomes, explicou a atitude: “O financiamento do Estado é condição para que os agentes culturais criem em total liberdade” e produzam “um cinema que não esteja sujeito do mínimo denominador comum”.

Por outras palavras, os cineastas dispensam a admiração ou a mera atenção do público, que é definitivamente imbecil e prefere o sr. Spielberg ao sr. Gomes. A única coisa que os cineastas desejam da ralé é dinheiro. Não admira que a grande ovação da vigília em S. Bento tenha ido direitinha para João César Monteiro, autor da perfeita metáfora do nosso cinema (Branca de Neve, uma fita que literalmente não se consegue ver) e da imortal frase “Eu quero que o público português se foda.”

Seria estranho que os cineastas se ofendessem com uma reacção recíproca. Mas, desde que lhes paguem a repugnância pelo materialismo, eles não se ofendem.

Maio 12, 2012

Só faltou o povo…

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:34

Para ser um sucesso, só faltou mesmo o “povo” indignado. Ainda assim, o Público esforçou-se com o título: Milhares de pessoas em protesto contra austeridade, troika e Governo

Cerca de três mil pessoas aderiram esta tarde à marcha de protesto organizada pelo movimento de indignados “Primavera Global”, em Lisboa, e estão já concentradas junto ao Parque Eduardo VII, onde vão permanecer até terça-feira. O protesto repete-se em mais seis cidades portuguesas.

(mais…)

A ONU e a internet

The International Telecommunication Union é uma organização que integra a ONU. Ao que tudo indica andou ao longo do último ano a estudar e a elaborar relatórios que procuram regular a internet. Como o Irão o faz parece-me um óptimo ponto de partida chegada.

A incapacidade de mobilização da extrema-esquerda e a indignação fabricada do dia…

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:11

Face à evidente escassez de “indignados” nas ruas em dia de um muito publicitado e promovido “protesto global”, resta, para animar o dia, mais uma indignação mediaticamente fabricada, desta vez em torno de declarações de Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar sobre o desemprego.

Maio 11, 2012

Nacional-socialismo, a “nova” via da desgraça

Resource nationalism is condemned to join other “progressive” economic recipes in the dustbin of history. Sadly, for Latin America, many of its people will find out the hard way.

Muito para além do clipping

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Justiça,Media,Política,Portugal,Saúde — ruicarmo @ 01:17

A versatilidade dos serviços secretos nacionais não tem fim.

Maio 10, 2012

A Primavera árabe é anti-cristã

A iniciativa religiosa é do Vaticano e reconhece a situação muito difícil em que (sobre)vivem os cristãos no Norte de África e no Médio Oriente.

Month of prayer for Christians in Egypt.

(…) Release has produced a prayer guide, focusing prayer throughout May on Egypt, Libya, Syria, Morocco, Yemen, Tunisia and Bahrain. Right now, the greatest concern is Egypt, where Christians are worried that persecution will increase following the presidential elections on May 23-24.

Boyd says that up to 100,000 Christians have already left the country since last year’s uprising, and persecution has increased as Islamist groups have grown in influence over the past two decades.

And he talks of Egypt’s Christian roots and heritage. Egypt in fact was a majority Christian country for more than 1,000 years. Last year’s parliamentary elections led to a huge victory for the Islamist parties, especially the Muslim Brotherhood and the hard-line Salafist Nour. Extremist groups want to introduce strict Sharia (Islamic) law across Egypt and have launched attacks on Christians, public officials and foreigners.

Those who argue that Sharia affects only the muslims, Boyd says, are wrong: Sharia affects Christians as well as it will not allow them to share their faith. Sometimes with tragic consequences.

And Boyd mentions the current situation in Nigeria where Christians are undergoing bloody attacks that are forcing many to flee their homes. (…)

“The more people I meet during my travels across the world for Release who are suffering persecution for their faith”, says Boyd, “the more I realise that they have an overcoming joy-filled faith and a love of freedom which we need to tak hold of. We need them more than they need us. They need us to stand with them to share our freedom and to share our resources, We need to capture thier overcoming spirit and their determination to make a stand and to be joyful witnesses to the Gospel of Christ. That’s their gift to us”.

 

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