Parabéns, Charlie Hebdo

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Mohammed Hussein, o Grande Mufti de Jerusalém, condenou como um insulto o novo cartoon que retrata o Profeta Maomé. na edição recorde do jornal satírico Charlie Hebdo.

“This insult has hurt the feelings of nearly two billion Muslims all over the world. The cartoons and other slander damage relations between the followers of the (Abrahamic) faiths,” he said in a statement.

The mufti, who oversees Jerusalem’s Muslim sites including Islam’s third holiest, the Al-Aqsa mosque compound, slammed the “publishing of cartoons ridiculing the Prophet Mohammed, peace be upon him, and the disregard for the feelings of Muslims.”

O longo braço da Mossad implica com a estética na China

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

The capital of China’s most Muslim region has banned residents from wearing the burqa in “an effort to curb growing extremism”.

Ser ou não ser Charlie

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O Rui Carmo já aqui destacou este texto de António Costa, director do Diário Económico, na sua página do Facebook, mas não resisto a reproduzi-lo novamente, por espelhar exactamente – e com maior eloquência do que eu conseguiria – a minha própria posição neste assunto:

Vai uma grande confusão por algumas cabeças mediáticas, ou um grande cinismo e hipocrisia, o que é ainda pior. Ser Charlie não é concordar com os cartoons do Charlie Hebdo, é discordar, é detestar, é estar do outro lado, e mesmo assim defender a sua existência. E pôr de lado as nossas opções políticas e sociais para estar ao lado de quem foi alvo de um crime. Confundir este princípio absolutamente estruturante da liberdade de expressão com a ideia de que ser Charlie obriga a estar contra a austeridade, ou contra a Alemanha, ou concordar com todos os disparates que se dizem, ou ter a obrigação de dar espaço, por exemplo editorial, a todos os disparates, a todos os humoristas, cartoonistas e afins é outra coisa. É ser anti-Charlie. Não há donos da moralidade, embora pareça que esses querem impor essa moralidade aos outros, e não autorizar que todos sejamos Charlie. Diz muito do que pensam.

Leitura complementar: ‘I AM NOT CHARLIE’: Leaked Newsroom E-mails Reveal Al Jazeera Fury over Global Support for Charlie Hebdo.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons VII

Gaddafi

A paródia do regime sírio tem pernas para andar. De acordo com a agência de notícias síria, o país condena o ataque terrorista ao jornal Charlie Hebdo. Deixando de lado as alucinações e de regresso à realidade, não deixa de ser assinalável o progresso humanista do regime de Assad no que toca ao cartoonista que ousou caricaturar (não o profeta mas) o querido líder. Alguns dos trabalhos de Ali Ferzat podem ser vistos aqui.

Lassana Bathily

Muslim shop worker Lassana Bathily tells how he hid shoppers in basement fridge unit

Muslim shop worker Lassana Bathily tells how he hid shoppers in basement fridge unit

Lassana Bathily, a 24-year-old Muslim from Mali, tells he hid customers into the cold store at the Hyper Cacher supermarket in Porte de Vincennes, where Ahmedi Couibaly had taken a number of people hostage

Terrorismo e relativismo

O problema não são os outros. Somos nós. Por Helena Matos.

As perguntas lançadas no Fórum da TSF são semelhantes a tantas outras formuladas nos últimos dias. São perguntas, frases e comentários que partem sempre do mesmo princípio: o problema da violência dos outros somos nós. Porque nós vemo-nos como responsáveis por tudo o que aconteceu e acontece no mundo: para tudo aquilo que os outros fazem há sempre um gesto ou uma decisão que nós ou os nossos antepassados tomámos agora ou há quinhentos anos e que explicam, justificam e de certa forma têm desculpado aos nossos olhos o terrorismo e os terroristas.

Nós, europeus, temos um problema sério. Não com os terroristas que por mais chocante que seja escrevê-lo nestes dias não é a nós, ocidentais, que causam maior dor: enquanto na Europa se repetia “Todos somos Charlie”, na Nigéria o Boko Haram matava 2000 pessoas, na sua maioria mulheres, crianças e velhos sem que alguém se indignasse ou sequer admirasse.

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A praga dos graffiti (em Lisboa e não só…)

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Um grande artigo de Lucy pepper: Lisbon looks like shit.

Anarquistas e comunistas sentem-se a vontade para pintar as suas banais chamadas às armas ou aos protestos porque acham que os muros não pertencem a ninguém (os anarquistas) ou pertencem a todos igualmente, mas mais igualmente a eles próprios (os comunistas). Pergunto-me quantas conversões às suas crenças eles obtiveram desta maneira. Nos dias da censura de Estado, podia-se desculpar os escritos nas paredes. Mas, hoje, temos a internet.

A cultura dos graffiti é uma cultura de “wise-assery”, de plágio e de repetição, tudo a fingir que é rebelião… rebelião sem muita causa, além da sujeira que ninguém consegue limpar.

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Nova oportunidade para os críticos de cartoons VI

MorgenPost

German paper hit by Hebdo arson attack.

A German tabloid that reprinted cartoons from the French satirical paper Charlie Hebdo lampooning the Prophet Mohammed was targeted in a firebombing on Sunday, police said.

Adenda: O jornal belga Le Soir foi evacuado após uma ameça de bomba. As autoridades marroquinas proibiram a distribuição dos jornais e revistas estrangeiros que tiveram a ousadia de publicarem os cartoons do jornal satírico Charlie Hebdo.

Leituras dominicais

O desrespeito é muito lindo, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Para início de conversa, e por incrível que pareça, convém esclarecer que os acontecimentos de quarta-feira em Paris não decorrem da austeridade, do desemprego, do desenraizamento, da pobreza, da globalização, do individualismo, da falta de “valores”, do mau gosto, da NATO, da FIFA, da guerra no Iraque, do conflito israelo-árabe, das Cruzadas ou do fanatismo religioso em geral.

O massacre na redacção do Charlie Hebdo decorre apenas de sede de sangue que alguns revelam em nome de uma religião particular, o islão, hoje bastante fadada a congregar tarados do género. Quem, por estratégia partidária, convicção ideológica, conivência dissimulada com os assassinos ou pura estupidez, procura causas avulsas para “explicar” o assassínio de 12 pessoas, fora os inocentes que tombaram nos dias seguintes, está pouco consternado com a chacina. Não sei se, no Twitter dela, a Dra. Ana Gomes “legitimou” a chacina com a crise económica por oportunismo ou imbecilidade crónica. Sei que é vergonhoso

a senhora representar Portugal no Parlamento Europeu, tão vergonhoso quanto o PCP, que responsabilizou a “exclusão social” e os EUA pelo atentado, ainda existir.

Liberdades, por João Pereira Coutinho

Foram horas de comentários inanes. Mas a melhor análise aos dias de terror em França só veio no fim: aconteceu na TVI, pela boca de um sacerdote católico. António Rego, com erudição e serenidade, explicou o que separa o Ocidente (de raiz cristã) do islamismo radical: duas concepções de liberdade. No Ocidente, depois de guerras sangrentas entre os vários poderes espirituais (e entre estes e o poder temporal), a liberdade não é apenas um valor secular relevante. Ela é entendida também como uma condição teológica fundamental: sem liberdade, as criaturas seriam escravas da vontade do Criador. No Islão extremista, ainda não houve essa ‘Reforma’ (nem esse ‘Iluminismo’): a blasfémia é uma heresia – e o lugar dos hereges sempre foi no suplício das chamas. Sim, podemos defender-nos e vigiar-nos, como pediu François Hollande. Mas tudo dependerá da capacidade do Islão em ‘reformar-se’ para sair da sua Idade Média.

Freedom of speech cannot be killed, por  Joe Randazzo (antigo director do The Onion).

(…)Satire must always accompany any free society. It is an absolute necessity. Even in the most repressive medieval kingdoms, they understood the need for the court jester, the one soul allowed to tell the truth through laughter. It is, in many ways, the most powerful form of free speech because it is aimed at those in power, or those whose ideas would spread hate. It is the canary in the coalmine, a cultural thermometer, and it always has to push, push, push the boundaries of society to see how much it’s grown.

Our society is possibly the freest that humankind has yet produced and that freedom is predicated on one central idea: the right to speech. That right is understood as a natural extension of our very existence. In America, free speech is so important that the men who wrote our Bill of Rights put it first, but followed it up with our right to bear arms. To me, that’s always been a pretty strong message: Say what you want and, here, take some guns to make sure no one tries to stop you. But in this state of widespread social change – probably the most profound in centuries – we need to make sure that the ideal of the second. amendment never, ever trumps the power of the first. That brute force never negates ideas. (…)

Antonio Costa, director do Diário Económico na sua página do Facebook.

“Vai uma grande confusão por algumas cabeças mediáticas, ou um grande cinismo e hipocrisia, o que é ainda pior. Ser Charlie não é concordar com os cartoons do Charlie Hebdo, é discordar, é detestar, é estar do outro lado, e mesmo assim defender a sua existência. E pôr de lado as nossas opções políticas e sociais para estar ao lado de quem foi alvo de um crime,. Confundir este princípio absolutamente estruturante da liberdade de expressão com a ideia de que ser Charlie obriga a estar contra a austeridade, ou contra a Alemanha, ou concordar com todos os disparates que se dizem, ou ter a obrigação de dar espaço, por exemplo editorial, a todos os disparates, a todos os humoristas, cartoonistas e afins é outra coisa. É ser anti-Charlie. Não há donos da moralidade, embora pareça que esses querem impor essa moralidade aos outros, e não autorizar que todos sejamos Charlie. Diz muito do que pensam.”

Jeff Jarvis, no El Español, um novo projecto de comunicação a seguir com atenção.

(…) Defender la libertad de expresión no es americano. Es lógico. Si se permitiera a un gobierno controlar -censurar- discursos ofensivos, sólo escucharíamos los que aprobara el gobierno ya que cualquier expresión podría ofender a alguien y todas estarían controladas.

La idea de que la libertad de expresión debe estar controlada para limitar la ofensa es en sí misma ofensiva para los principios de una sociedad libre, abierta y moderna. Esto es lo que nos han enseñado los asesinatos de Charlie Hebdo. (…)

A propósito de humoristas politicamente subservientes

Charlie mais Charlie não há. Por Vitor Cunha.

João Quadros diz-nos que é mais Charlie que os outros, e eu concordo; é mesmo muito mais Charlie do que um Charlie de ocasião, daqueles que charlieizam o Mário Crespo e a Manuela Moura Guedes, porém, deixando a Isabel Moreira ou a Raquel Varela descharlieizadas, talvez na esperança da união da esquerda em torno da também descharliezada Ana Gomes ou até da gamelar Elisa Ferreira. Quadros vai bem mais longe: charlieiza qualquer militante do PSD e do CDS com o mesmo afinco com que charlieiza o arquitecto Seabra, a Felícia Cabrita ou o Correio da Manhã. É ecléctico e corre riscos sérios de fatwa pelo Papa, pessoa conhecida por originar o afastamento de Manuela Moura Guedes da TVI (não era suficientemente Charlie) ou até o sério risco de extermínio a sangue frio pela austeritária Angela Merkel, conhecida por vingar-se de todo aquele que ousa, por motivos humorísticos, inferir sobre a obesidade da despótica caixa registadora que Quadros charliezará como “esfíncter”.

Terrorismo e liberdade

Da blasfémia ao terrorismo: um caminho sem retorno? Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada.

O primeiro destes ataques terroristas foi um acto de retaliação a supostas blasfémias publicadas nas páginas do Charlie Hebdo. Por este motivo, há quem pretenda, senão justificar os doze nefandos assassinatos, pelo menos atenuar a responsabilidade dos criminosos que, neste sentido, teriam agido ao abrigo de uma legítima defesa dos seus interesses religiosos e culturais. Nada mais falso do que esta suposição que, de algum modo, condescende com o terrorismo. Uma sociedade que, de alguma forma, compreende qualquer crime contra a liberdade e os direitos humanos é uma sociedade refém do medo.

Mas, não é verdade que, nas páginas desse semanário, foram publicados textos e ‘cartoons’ pouco abonatórios para os seguidores de Maomé? Aliás, as suas peças eram também muito críticas de outras religiões, nomeadamente a cristã, cujos fiéis, pela mesma razão, poder-se-iam sentir igualmente ofendidos na sua fé. Sim, é certo, mas mais vale a liberdade de pensamento e de expressão, do que a censura ou a repressão. Não se combate o abuso da liberdade com a sua supressão.

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Das religiões que são superiores aquilo da liberdade

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Por “insultar o Islão” e “criar um forum liberal na internet”,  um tribunal saudita condenou em Agosto o blogger Raif Badawi, que já se encontrava preso, a uma pena de 10 anos de prisão e a ser chicoteado mil vezes. Para complementar a  pena, Raif Badawi pagará uma multa que ultrapassa os 190 mil euros. A sentença foi produzida após Raif Badawi, ter contestado a primeira condenação, de sete anos de prisão e a servir de poiso ao chicote por 600 vezes. Apelar da sentença nem sempre se revela ser  uma boa solução.
A iberdade de expressão é um conceito mais largo que o Oceano Pacífico e Badawi, está a pagar a ousadia a coragem e a afronta

Vendas em banca dos jornais portugueses: Janeiro a Outubro de 2014

Vendas em banca
1 – Correio da Manhã: 109.866
2 – Expresso: 71.621
3 – Jornal de Notícias: 52.476
4 – Público: 15.912
5 – Diário de Notícias: 12.182
6 – i: 3.498

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Counterterrorism Experts On Charlie Hebdo

Counterterrorism Experts On Charlie Hebdo: Paris Is Waking Up To The Terrorist Threat. Por Alejandro Chafuen.

Understanding a culture and its conflicts is usually an academic task for anthropologists. But it is also relevant for efforts to protect life and property from attack. The purpose of government, according to great Frenchman Frederic Bastiat (1801-1850), is “to secure to everyone his own, and to cause justice and security to reign.” Life and property are necessary for liberty; protecting them, as we saw in this week, is not easy.

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Nova oportunidade para os críticos de cartoons V

Imagem de Pat McGrath / Ottawa Citizen

Imagem de Pat McGrath / Ottawa Citizen

Imtiaz Ahmed, o imã da mesquita de Ottawa precisa de ouvir o que o imã de Lisboa tem para dizer e deixar-se de purezas legais.. Até porque a criminalização e punição por blasfémia no Corão não existe. Ou melhor, esta legislação divina foi produzida centenas de anos depois da morte de Maomé, em tempos de guerra e durante a época Medieval. Passa a aplicar-se quando dá jeito. Agora é o momento para os extremistas.

Em relação à onda de terror que acontece em França é para mim seguro, de uma forma bastante clara, que assassinar (mesmo por delito de opinião) não é permitido e juntar-lhe a questão do gosto é, no minímo, de mau gosto.  Deus nos livre  que o insulto à religião passe a ser considerado como uma ameaça global à paz e à segurança como pretendem boa parte dos estados muçulmanos desde 1999.

A eficácia do terror

Morrer de pé em Paris. Por Rui Ramos.

Charb, Cabu, Tignous, Wolinski e os seus colegas da Charlie Hebdo nunca aceitaram limites. Eram “anarcas” de antes do politicamente correcto, que nem ao bom gosto faziam concessões. Podiam-se ter ficado pelos presidentes franceses, pela extrema-direita local ou pelo papa – alvos relativamente pachorrentos. Mas não. Tiveram de gozar o Islão e os seus jihadistas, porque, como explicou Charb, para ele, Deus não existia e Maomé não era, obviamente, o seu profeta. Acabaram, por isso, a desenhar sob protecção policial – uma suprema ironia: Maio de 68 defendido pelos gendarmes. No fim, nada lhes valeu.

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O humor está em alta

Lifenews

De acordo com o canal de progaganda de tv russo LifeNews que conta com um reputado especialista em política externa norte-americana, a  CIA está na origem do bárbaro ataque à redacção do Charlie Hebdo por forma a colocar um travão na guerra com o Estado Islâmico e para que as sanções contra a Rússia sejam mantidas. Confusos? Alexei Martynov, explica.

Num grupo de jornalistas no FB há quem cite uma teoria questão do David Icke a propósito do polícia assassinado cuja imagem não revela hectolitros de sangue. Ao que parece os reptilianos voltaram para ficar e dominar o que resta do Universo. Não serão precisas explicações

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Freitas do Amaral, sócrates e as caricaturas de Maomé

Não vou trazer para aqui as palavras ignóbeis de Ana Gomes, porque já foram tratadas. E não tenho pingo de paciência para a gente alarve que acha que a culpa do terrorismo islâmico é das suas vítimas, já falei disso no fb, o Bruno também já postou, por hoje já chega. Mas como há quem tanto se indigne porque o comunicado do MNE não referiu a liberdade de expressão – condenando evidentemente o atentado -, e como muita dessa indignação vem do sítio do costume, convém lembrar qual foi a reação de Freitas do Amaral, MNE de Sócrates, aquando da violência gerada pela publicação das caricaturas de Maomé em 2005 num jornal dinamarquês. (E que veio mais tarde a cair em cima também do Charlie Hebdo.)

Freitas do Amaral considerou que ‘o essencial’ não era condenar as ameaças e as manifestações violentas que ocorreram pelo mundo muçulmano e aqui e ali na Europa. Para Freitas do Amaral, o mais importante foi condenar o abuso da liberdade de expressão que ofendeu o Islão. E sócrates – a criatura que por estes dias pretende passar-se por mártir da supressão da liberdade de expressão – concordou oficialmente com o seu MNE. (De resto toda a esquerda se mostrou confortável com a posição do então governo.)

Freitas do Amaral e sócrates foram dois políticos que, a seu tempo, se colocaram do lado dos agressores terroristas contra as vítimas deste. E isto é algo que nunca ninguém deve esquecer.

Acrescento: o Pedro Morgado chamou-me a atenção para esta notícia, que mostra que o BE também teve um comportamento decente nesta história, que o PCP (dando-lhe dignidade de corredor) também esbracejou e que Alegre se fez ouvir no bom sentido (mais ou menos). Em suma, nem toda a esquerda aceitou de forma impávida esta reação ignominiosa.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons IV

Charlie Hebdo

Pelo menos 12 mortos num ataque terrorista ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. As ameaças foram agora concretizadas.

A imagem faz parte do último tweet do jornal antes do ataque. É talvez a oportunidade para os afamados críticos dos cartoons se exprimirem em liberdade.

Antonio Costa, a meretriz hitleriana

IM

“(…)Eu defender o Correio da Manhã porque a maior parte do povo o lê é uma coisa populista e hitleriana, é um argumento hitleriano. O CM é o carro do povo, portanto, todos temos de ler o CM. O CM todos os dias atinge a dignidade das pessoas e nós todas aqui conhecemos pessoas que foram atingidas pelo CM. Portanto, tu dizeres que nós, de esquerda, gostamos do CM, gostamos do povo, logo temos de gostar do Cm… O CM é má fonte, é vergonhoso e eu não admito que me digam que, por ser de esquerda, tenho de gostar de um jornal que é muito popularucho. Acho isso uma coisa nojenta. O CM é uma vergonha e eu acho uma vergonha participar nele e, para mim, é prostituição ser colunista do CM!

Isabel Moreira, no programa Barca do Inferno.

Espero que este recado da Isabel Moreira ao Secretário-Geral do Partido Socialista, putativo candidato à chefia do próximo governo, actual Presidente da Câmara de Lisboa e colunista do Correio da Manhã se encaixe nos canais próprios que servem para enviar os recados políticos. Não acredito em mais nenhuma hipótese e parece-me ainda mais longínqua qualquer aproximação da deputada a um processo de auto-crítica..

Adenda: As outras meretizes do mesmo partido de Isabel Moreira que escrevem no CM são a Maria de Belém e o Eduardo Cabrita.

Olha que dois

MADUROPUTIN

 

A atribuição da responsabilidade a terceiros pelas consequências dos erros provocados pelos próprios grandes líderes, o inevitável culto do querido líder detentor exclusivo do patriotismo saloio que tão bem coabita com a corrupção e os oligarcas, os sistemas de partido relativamente único associado ao esmagamento das oposições políticas e a excessiva dependência das receitas do petróleo e do gás natural constituem alguns dos elos que unem Vladimir Putin a Nicolas Maduro. A última teoria da conspiração narrativa promovida pelos dois presidentes parece basear-se numa guerra de petróleo cujo objectivo é destruir a Rússia e a revolução chavista que tão bons resultados tem dado. De acordo com os acusadores, a culpa pela baixa do preço do petróleo é invariavelmente dos EUA.

The ‘Oil War’

“Did you know there’s an oil war? And the war has an objective: to destroy Russia,” said Venezuelan President Nicolas Maduro in a live television speech last week. “It’s a strategically planned war … also aimed at Venezuela, to try and destroy our revolution and cause an economic collapse. It’s the United States that has started the war,” Maduro said, and its strategy was to flood the market with shale oil and collapse the price.

Russia’s President Vladimir Putin agrees. “We all see the lowering of oil prices,” he said recently. “There’s lots of talk about what’s causing it. Could it be an agreement between the U.S. and Saudi Arabia to punish Iran and affect the economies of Russia and Venezuela? It could.” The evil Americans are at it again. They’re fiendishly clever, you know.

We are hearing this kind of talk a lot these days, especially from countries that have been hit hard by the crash in the price of oil. Last Thursday, Brent crude hit $55 per barrel, precisely half the price it was selling for last June. The Obama administration’s announcement last week that it is preparing to allow the export of some U.S. oil to foreign markets may send it even lower (U.S. crude oil exports have been banned since 1973).

Tempestade perfeita

diario_economico_outlook_2015Aqui fica o meu contributo para a edição especial de ontem do Diário Económico, dedicada a 2015: Tempestade perfeita

A grande incógnita para 2015 é sobre a capacidade de António Costa gerir o seu desgaste face às elevadas expectativas.

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