O caso Lava Jato, o PT e a crise no Brasil

O meu artigo de hoje no Observador: O Brasil à beira do abismo.

Foram Charlie

A rendição de Charlie Hebdo ao terror islâmico

No more Muhammad comics, says Charlie Hebdo editor Sourisseau

“Charlie Hebdo” editor Laurent Sourisseau has told “Stern” magazine he will no longer draw cartoons of the Muslim prophet Muhammad. Souriseau’s statement comes six months after a deadly attack on the magazine’s offices.

Grécia e Venezuela com um toque de Atlas Shrugged

Greece, Germany, and a real-world version of Atlas Shrugged, por Daniel J. Mitchell na The Commentator.

Who knew the Germans were Randians? The Europe crisis in general. and the acrimonious debate in Greece and Germany now sounds like it was pulled from Atlas Shrugged.

A esquerda nacionalista

O meu artigo no Diário Económico de hoje.

A esquerda nacionalista

Ganhar eleições com a promessa de distribuição de dinheiro é fácil. Ora, se há regra que o euro impõe, para que seja forte e cumpra a sua função estabilizadora, é que os orçamentos de Estado sejam equilibrados. Nos últimos quatro anos o país, fruto da intervenção da troika e da crise grega, percebeu esta premissa. Ora, tendo o Estado português sido governado como um colector de fundos a serem distribuídos de acordo com critérios políticos e para pagar uma parte da população dependente do poder, um orçamento sem défice obriga ao rigor que advém de libertar o Estado dos grupos de interesses que deste se alimentam.

Há já vários anos que o país sente na pele o custo dos défices públicos. No entanto, e de acordo com o que li nos últimos dias, quem se atrever a desafiar esta delapidação do património público em nome de interesses particulares é apelidado de nazi. Já não fascista, talvez porque a Alemanha esteja agora no centro da resolução da crise dos défices e nazi seja um insulto mais contundente.

No meio da injúria disparatada é de notar uma notável ironia. Para tal convido o leitor a que feche os olhos quando ouvir um comentador de esquerda falar. Feche os olhos e saboreie, ou assuste-se, conforme o caso: parece Salazar, não parece? O orgulhosamente sós está lá, quando a Grécia luta sozinha contra a Europa e quando nos dizem que urge que Portugal faça o mesmo; o provincianismo de Santa Comba está lá, na crítica desajuizada à Alemanha, na história cuja ignorância se utiliza para validar uma ideologia política que faliu Estados mas que aponta a culpa a quem empresta dinheiro para pagar as contas. Está ali quando ouvimos o ódio aos povos que geriram com cuidado o dinheiro que entregaram aos seus Estados.

Também gostava que Portugal não precisasse de fazer parte do euro. Que tivesse tido a capacidade de seguir o aviso que Margaret Thatcher fez ao Reino Unido: aderir ao euro é entregar a soberania à Europa que será depois exercida pelos mais fortes. Mas para que não fizéssemos parte do euro teríamos de ter um escudo forte, que nos protegesse da inflação, que só foi efectivamente controlada depois da criação do Instituto Monetário Europeu.

O problema é que esse escudo forte nunca existiu; e pelo que vemos da maioria da classe política, dificilmente existirá. Uma moeda forte, uma moeda que nos dê soberania, obriga a contenção nos gastos; algo muito difícil quando grande parte da população depende economicamente do Estado, impedindo a sua reforma. Requer que se proteja o interesse público dos diversos grupos que subsistem porque alimentados pelo Estado. Acima de tudo que os políticos governem o Estado e não interesses ou pessoas. Tal não sendo possível, que venha o euro, a contenção orçamental e a liberdade que daí advém.

O Tsipras já não é fixe

À atenção dos votantes e restantes reforços portugueses do Siryza, antigamente reconhecido como o partido da felicidade e do amor cidadão. Colunista do Publico (espanhol) aconselha acções curiosas ao Primeiro Ministro grego.

Normalmente los políticos que eligen sucidarse ante el público optan por el revólver. En 1987, en mitad de una rueda de prensa, Budd Dwyer sacó una Magnum de una bolsa de papel, advirtió a los presentes que lo que venía a continuación podía resultar desagradable y acto seguido se pegó un tiro en el paladar. Alexis Tsipras ha preferido su arma favorita: la democracia. Varios miembros de su gobierno ya habían dimitido y la plaza Syntagma ardía como en los viejos tiempos. Antes de la furibunda votación en el parlamento griego, más de la mitad de los dirigentes de Syriza renegaron del humillante acuerdo con el Eurogrupo. En ese NO, tan rotundo como el del pueblo griego en el ya célebre y desvaído referéndum dominical, se oían los ecos de la célebre admonición de Churchill a Chamberlain después de que volviera de firmar su lamentable pacto con Hitler. Entre la ruina y el deshonor, habéis elegido el deshonor. Y tendréis la ruina. (…)

Al final de la partida de póker, en el envite decisivo, Tsipras se quedó sin voz, sin hígado y sin agallas. Como si lo que hubiera regresado a Atenas, más que un presidente, fuese un Caballo de Troika. Como si Leónidas se hubiera transformado de repente en Efialtes. En la estrategia de faroles suicidas que había planteado Syriza no había otra salida que el precipicio: abandonar el euro y dejar a los deudores con un palmo de narices. Era la última bala, la única, una puerta que daba al corralito y a la ruina, sí, pero también a la libertad y a esa luminosa sentencia de Tácito: “Es poco atractivo lo seguro, en el riesgo hay esperanza”. Ahora, con la claudicación, no quedan más opciones que la miseria, el vasallaje, la izquierda europea desmantelada, el IV Reich triunfante y un Amanecer Dorado en el horizonte. Tsipras dijo a sus diputados horas antes de la votación decisiva: “Si no votáis a favor de las medidas hoy, me será muy difícil seguir como Primer Ministro”. En efecto, será mucho más fácil seguir como títere de Bruselas. Al menos Dwyer, después de hablar, tuvo la decencia de volarse la boca.

 

Quem formou os Tsripas desta vida, quem foi?

Já em 1985, o Fidel Castro indicava o caminho.

En 1985 Fidel Castro advirtió que la deuda externa era un mecanismo de extorsión impagable

(…)

Para Castro la solución a este mal no estaría sólo en manos de la abolición o anulación de la deuda, sino que requería de la unión de los pueblos en desarrollo, para poder  hacer frente al imperialismo y sus intereses de dominación y explotación.

“Volveremos a estar igual, porque los factores que determinaron esta situación están ahí presentes. Y nosotros hemos planteado esas dos cosas muy asociadas: la abolición de la deuda y el establecimiento del Nuevo Orden Económico Internacional”, manifestó en aquel entonces.

“Es muy importante que estemos conscientes de que esta no es una lucha solo de América Latina, debe ser una lucha de todo el Tercer Mundo, porque es lo que nos da la fuerza. Tienen los mismos problemas y algunos los tienen peores que nosotros, solo que América Latina es la que puede liderar esta lucha, es la que tiene más desarrollo social, incluso, más desarrollo político; una mejor estructura social, millones de intelectuales, de profesionales, decenas de millones de obreros, de campesinos, un nivel de preparación política, habla un mismo idioma”, aseguró en aquella intervención. (…)

A censura está de volta

Regressamos aos tempos do Estado Novo: Augusto Santos Silva está a ser vítima de censura. Podem saber mais detalhes sobre esta vergonhosa censura na Visão, no Observador, no Público, no Expresso, no Jornal de Notícias, e no Diário Económico.

Entretanto, Augusto Santos Silva foi substituído na TVI24 por Fernando Medina, braço direito de António Costa. Compreendo as queixas de Augusto Santos Silva: é bem mais fácil dizer que está ser vítima de censura (por rídiculo que seja) do que aceitar algo que parece evidente: alguém no PS prefere que seja Fernando Medina a representar o partido na TVI24.

Sobre a situação da Grécia e da Europa

Mais logo, estarei no Jornal das 20h do Porto Canal, com Júlio Magalhães, a comentar a situação da Grécia e da Europa.

Leitura complementar: Enterrar a democracia em Atenas.

Os riscos crescentes de manter a Grécia no euro (2)

O meu artigo desta semana no Observador (“Enterrar a democracia em Atenas”) atingiu os 100 comentários.

Alguns deles – felizmente não todos nem sequer a maioria – sugerem que, apesar dos desenvolvimentos das últimas semanas, continua a haver gente em Portugal com vontade de seguir a mesma linha do Syriza.

Espero que a actual liderança do PS tenha aprendido alguma coisa nos últimos tempos e já não se encontre neste grupo.

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Leitura dominical

Da democracia na Grécia, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

No referendo do passado domingo, os gregos mostraram que não cedem aos credores, que desafiam a ditadura do grande capital, que resistem às técnicas do medo e da chantagem, que não se vergam à prepotência alemã, que representam o último bastião da democracia na Europa e que são um povo orgulhoso, inspirador, digno e corajoso. Na segunda-feira, correram a suplicar mais uns milhares de milhões, nem que para isso tenham de aceitar, ou fingir aceitar, condições piores do que as sufragadas no referendo.

Podemos criticar os gregos? Por acaso até devemos, mas não é essa a questão. A questão é que mesmo os bons sentimentos valem pouco na hora de cobrir despesas correntes e importar bens essenciais. Uma coisa é a dignidade grega merecer o apoio moral de vultos do anti-imperialismo como Fidel Castro, Vladimir Putin, o Sr. Maduro de Caracas e o Prof. Freitas da Póvoa de Varzim. Outra é usar esse apoio para comprar sabonetes ou financiar reformas antecipadas. Há dias, uma escritora chamada Hélia Correia recebeu o Prémio Camões e dedicou-o à Grécia, “sem a qual”, cito com curiosidade, “não teríamos nada”. Infelizmente, a Grécia também tem pouco e, com amigos destes, arrisca-se a ficar com menos: que percentagem dos cem mil euros do dito prémio a dona Hélia doou aos necessitados do Pireu? Que se saiba, exactamente a percentagem em que estamos a pensar.

Não chega. Enquanto os gregos adoptivos daqui querem ser solidários sem avançar um cêntimo do bolso deles, os gregos registados de lá preferem a solidariedade em forma de cheque. Todos os gregos? Julgo que não. Com as melhores intenções, o Expresso entrevistou uma cidadã local que desafia: “Por cada história de um grego que foge aos impostos eu conto uma de um que trabalha muito.” Ou seja, por cada história de um grego que trabalha muito há uma de um que foge aos impostos. E decerto vota no Syriza. Se atendermos à abstenção no referendo, é razoável estimar os parasitas, perdão, os patriotas em cerca de metade da população, que desfila valentia antes de rebentar contra a parede. A metade restante, que inexplicavelmente vê nos senhores do governo uma quadrilha perigosa, desgraça-se por arrastamento.

Entretanto, até se desgraçar de vez, é chamada a justificar a falta de fé. Diversos jornalistas que não exaltam suficientemente o estimável Sr. Tsipras encontram-se sob investigação do Ministério Público, do regulador estatal da imprensa e do sindicato do ramo. O crime? Defenderem o “sim” no referendo. É assim que começa, e o calibre dos simpatizantes internacionais do orgulho grego nunca deixou dúvidas sobre a essência daquilo. Esqueçam a “austeridade”, a “tragédia humanitária”, o euro e a Europa. O Syriza não se move pelo seu país, nem sequer pelo dinheiro indispensável ao patrocínio da anedota em que o país se tornou: o que corre no revolucionário sangue do Syriza é naturalmente um projecto de ditadura, aliás o regime em que o berço da democracia tem vivido quase sempre. De facto, metade dos gregos é digna. De pena.

Os riscos crescentes de manter a Grécia no euro

O meu artigo de hoje no Observador: Enterrar a democracia em Atenas.

O governo grego pode até fingir querer cumprir um programa de “austeridade” aceitável para os credores e os credores por sua vez podem fingir acreditar, mas nada ficará resolvido.

tsipras

a gente mais reles que o mundo produziu

Já tinha apanhado ontem os comentários ignóbeis de uma criatura (supostamente humorista) cuja falta de educação só é igualada pela falta de piada. Mas hoje, depois de ler este texto de Ana Sá Lopes, percebi que não tinha sido só a criatura supostamente humorista a pegar na aparição de Laura Ferreira sem cabelo. A ultra-socrática Estrela Serrano também achou por bem meter as suas colheradas. Bom, que alguém use uma mulher a recuperar de um cancro – que, como Ana Sá Lopes bem diz, viveu a sua doença dignamente e discretamente – para atacar um político (que também não anda a alardear a doença da mulher) é do mais soez e vil que se consegue. Mas, sinceramente, cada vez mais me convenço pelo que vou vendo que ser/ter sido socrático é estar moralmente e eticamente em estágio sub-humano (apesar da paradoxal propensão desta gente para dar lições de moral).

Mas o texto de Estrela Serrano é mais sórdido ainda noutro nível que não o político. Vejam o que diz a pessoa: ‘tratando-se de um evento oficial, seria difícil evitar a presença de fotógrafos e ainda mais difícil que estes deixassem de fotografar Laura Ferreira, sobretudo encontrando-se ela numa situação singular. A decisão de se expôr, foi, assim, em primeiro lugar sua e de Passos Coelho.’

Laura Ferreira está, portanto, num estado em que se aparece em público está-se a ‘expor’ – e, já agora, expor não tem nem nunca teve acento circunflexo (eu não costumo fazer de corretor ortográfico humano, mas aqui não há perdão de nada). É, como se retira do texto da pessoa Serrano, alguém que não está em condições de estar em locais com fotógrafos e onde fica difícil não ser fotografada. Está, presume-se, como os leprosos da idade média, bons para se fazerem ver cobertos de panos ou, melhor, permanecerem escondidos nas leprosarias.

Mas que gente é esta?! A senhora (a senhora é a Laura, não a outra pessoa, evidentemente), tem toda a dignidade humana em si mesma, tem tanto direito a passear-se pela rua como a pessoa socrática. Não é vergonha nenhuma ter um cancro, não é vergonha nenhuma estar sem cabelo. Pelo contrário, Laura Ferreira foi de uma ENORME CORAGEM ao apresentar-se assim, sem cabelo mas segura. Foi mesmo um ato de esperança para qualquer pessoa que perca o cabelo durante o tratamento de um cancro. E por ser mulher, este ato de Laura Ferreira tem uma carga verdadeiramente libertadora. Não que as feministas idiotas – como lhes chama Ayaan Hirsi Ali – consigam perceber isto. Na verdade, a chicktv levezinha tem mais espessura intelectual do que estas criaturas nacionais do sexo feminino. É verem o vídeo abaixo, da temporada de Sex and the City quando a Samantha teve o cancro da mama.

Quanto ao resto que a pessoa Serrano também diz, referindo-se ao ‘sentimento de compaixão que a sua [de Laura] imagem  sem cabelo provoca’, não tem que se preocupar. Quem, que esteja já no estádio humano, olha para Laura vê apenas uma mulher corajosa. Já quem olha para Estrela Serrano e quem lhe bate palmas e quem faz piadas sobre um cancro, vê que essa gente merece compaixão. Porque há faltas muito mais graves do que a falta de cabelo. E que se notam à vista desarmada e são, essas sim, visualmente assaz repugnantes.

Para a Laura: desejo-lhe boas melhoras. Não aprecio particularmente o seu marido, mas da Laura fiquei muito orgulhosa. E sim, reflete bem no seu marido o seu ato. Não por, como dizem, expor a doença da mulher à procura de compaixão mas, ao invés, por estar orgulhosamente ao lado de uma Laura sem cabelo.

A defesa da caridade pelos extremistas mais insuspeitos

O meu texto de ontem no Observador.

‘Hoje tinha um ótimo tema para a minha crónica: a assessora de Ada Colau, presidente de câmara de Barcelona, que se fez fotografar a urinar no meio de uma avenida de Múrcia. A senhora – proveniente da inevitável extrema-esquerda que tem assolado as costas mediterrânicas nos últimos anos – é uma ‘ativista pós-porno’ (se o caro leitor não souber o que é, é melhor googlar porque também não faço ideia). Pretendia eu ilustrar como a nossa queriducha extrema-esquerda pós-isto-e-aquilo é afinal tão tradicionalista. Porque, como comentava no Facebook um blogger conhecido da nossa praça, a sua avó fazia o mesmo (urinar na rua) no tempo em que pastava cabras.

Mas como a extrema-esquerda tem para comigo cuidados intermináveis e nunca cessa de me dar temas para crónicas, pude cingir-me ao material pátrio.

(Extrema-esquerda, é conveniente definir, presentemente engloba boa parte do PS. Nos últimos dias tivemos o porta-voz do PS e conselheiro dileto de António Costa, Porfírio Silva, alinhando-se com a extrema-esquerda holandesa na crítica ao social-democrata Dijsselbloem. E Tiago Barbosa Ribeiro, líder da concelhia do Porto do PS, mimou ainda mais o presidente do Eurogrupo: chamou-lhe ‘direitista’ – eu tive de confirmar se estava a ler sobre as purgas maoistas ou o twitter português. E a seguir postou um comentário de Zizek – filósofo marxista com palavras brandas para o uso de violência – sobre a novela grega.)

Bom, mas a extrema-esquerda (ver definição acima) tornou-se irremediavelmente tradicionalista (como a incontinente de Múrcia). Por estes dias não fez mais do que apelar a que praticássemos a caridade com a Grécia.’

O resto está aqui.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no Jornal ‘i’.

O risco da Grécia no euro

É com frequência que se mencionam os riscos da saída da Grécia da zona euro. Já quanto ao que pode suceder caso a Europa aceite as exigências de Atenas e a Grécia se mantenha na moeda única, é raro ouvir-se o quer que seja.

Ora, os riscos de a Grécia impor as suas reivindicações e se manter no euro são enormes: em primeiro lugar, e numa perspectiva meramente económica, a cedência da Europa às pretensões gregas, com perdão da dívida, seja total ou até mesmo parcial, e financiamento da economia sem controlo das contas públicas, implica uma forte desvalorização do euro. Melhor: resulta no fim do euro tal como o conhecemos.

A serem seguidas as reivindicações gregas, a moeda única deixará de ser um instrumento de estabilidade cambial, financeira e de preços para se transformar num meio, nas mãos dos políticos, de financiarem políticas públicas despesistas e que vão ao encontro dos interesses económicos que sobrevivem porque associados ao Estado.

Mas haverá também o risco político, que é o possível desmembramento da União Europeia. A cedência à Grécia levará a que outros países, entre os quais Portugal, Espanha, Itália e França, exijam regras orçamentalmente menos difíceis, mesmo que à custa da moeda única; mas também que os países do Báltico, que se sacrificaram para aderir ao euro, e até a Alemanha e outros, considerem que já não vale a pena fazer parte de um projecto, de uma Europa, com uma moeda feita à imagem da Grécia.

Entretanto, no berço da democracia

Jornalistas que não seguiram a linha do partido na cobertura do referendo são perseguidos por agências governamentais. Há que respeitar, deve ser a vontade do povo grego.

30.000

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O dia em que o sinistro Yanis Varoufakis se demitiu deixando um país à beira do colapso – com bancos fechados e o Estado grego à beira da ruptura de tesouraria – foi também o dia em que O Insurgente pulverizou o anterior recorde diário de audiência, superando pela primeira vez a marca das 30.000 visitas contabilizadas no site num único dia.

Parece que 2015 será de facto o ano de todos os recordes.

Obrigado a todos pela preferência.

Federemo-nos, portanto

kafkaEu, hoje, no Diário Económico

Há assuntos cuja discussão pode dar serões agradáveis com os amigos, ou debates acesos na televisão, mas que na prática não passam de diletantismo de ociosos.

Um dos melhores exemplos disto é a putativa federalização da União Europeia. Não é que na cabeça dos que nos pastoreiam não exista o projecto utópico de nos tornarmos todos um, nós, os alemães, os gregos e os estónios. A metáfora deloriana da bicicleta, que não pode parar (e tem sempre que aumentar a velocidade) sob o risco de cair, acaba por pretender isto mesmo.

O resto aqui

Cordão humano por José Sócrates

Sócrates. Manifestantes formam cordão humano à volta da prisão

Apoiantes de José Sócrates voltam a reunir-se no Estabelecimento Prisional de Évora. Um grupo de cante alentejano e membros de uma escola de jogo do pau estão entre os manifestantes. (…) “O cidadão José Sócrates é um preso político. Ele é um grande homem, é um animal político e eles têm medo”, afirma um dos manifestantes, de dedo em riste, em entrevista à RTP.

Socrates-movel

1.500.000

O Insurgente continua a bater recordes de audiência sendo que nos primeiros seis meses deste ano superou já a bela marca de um milhão e meio de visitas, estando 2015 em excelente posição para ser o melhor ano de sempre.

A título de comparação, em todo o ano de 2011 o blogue registou pouco mais de 1.200.000 visitas, sendo que só em 2013 o total de visitas anual ultrapassou pela primeira vez os dois milhões.

No que diz respeito a outros canais de divulgação, para além das muitas pessoas que seguem O Insurgente através de readers e por email, a página d’O Insurgente no Facebook está muito perto de atingir as 6.300 pessoas e o blogue conta também com mais de 1.800 seguidores via Twitter. Adicionalmente, o post reach via Facebook superou na semana passada as 116.000 pessoas.

O mérito por estes resultados cabe a todos os insurgentes que contribuem para o blogue, mas não quero deixar de destacar a título ilustrativo dois posts recentes: FAQ sobre a TAP, do Mário Amorim Lopes – com mais de 5.000 partilhas registadas nas redes sociais – e Grécia: revisão da matéria dada – Onde tudo começou – com mais de 6.000 partilhas registadas nas redes sociais.

Entretanto, essencialmente devido ao Carlos Guimarães Pinto e ao Bruno Alves, a versão em inglês d’O Insurgente vai dando os seus primeiros passos, tanto no site The Portuguese Insurgent como via Twitter com alguns conteúdos exclusivos em inglês, onda contabiliza já perto de 600 seguidores.

Obrigado a todos pela preferência.

Dicas de verdadeira poupança

Foto: AFP/Pauline Froissart. É tempo de acabar com a obsessão burguesa pelo dinheiro.

Foto: AFP/Pauline Froissart. É tempo de acabar com a obsessão burguesa pelo dinheiro.

O Povo é quem mais ordena. Na Grécia, onde  o Povo grego não presta vassalagem aos escravos hipnotizados pelo vil metal de cariz neo-liberal e tudo o que com ele é capaz de comprar corromper, nomeadamente açúcar, farinha e arroz.

Leituras recomendadas

Foto de Julian Andrews/Telgraph

Foto de Julian Andrews/Telegraph

Politicamente correcto ao serviço do abuso de crianças.  Aconselho vivamente a leitura no Telegraph do depoimento de Sarah Wilson. A tragédia vivida por Sarah Wilson não foi caso único. Repetiu-se. No período compreendido entre 1997 e 2013, pelo menos, 1400 crianças foram violadas e exploradas por gangs de origem paquistanesa em Rotherham.

Artigos complementares: Crimes políticos; Vergonha em tons multiculturais;  Vergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais III e Rotherham, socialismo e multiculturalismo

Diálogos explicados

Mais de 50 mortos no Sinai, Egipto.

Islamic militants on Wednesday unleashed a wave of simultaneous attacks, including suicide car bombings, on Egyptian army checkpoints in the restive northern Sinai Peninsula, killing at least 50 soldiers, security and military officials said.

Fifty killed in North Sinai attacks claimed by Islamic State Reuters The coordinated morning assaults in Sinai came a day after Egypt’s president pledged to step up the battle against Islamic militants and two days after the country’s state prosecutor was assassinated in the capital, Cairo.

No Reino Unido as universidades oferecem inovadores estágios curriculares em terrorismo com vista à integração na morte vida activa. Duvido que haja lugar a algum tipo de surpresa pelo ecletismo da Academia, quer pelo destaque merecidamente ganho pela instituição Queen Mary, em East London.

 

 

 

Logo à noite, no Prós e Contras

Logo à noite, no Prós e Contras, o insurgente Mário Amorim Lopes estará a debater o futuro de Portugal juntamente com Francisco Mendes da Silva, Ricardo Paes Mamede e Margarida Vieira da Silva.

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Leitura complementar: A vida difícil de António Costa.