Marcelo Rebelo de Sousa e Ricardo Salgado

Declarações (e movimentações) curiosas: BES compromete “ambições presidenciais” de Marcelo, diz Pais do Amaral

Pais do Amaral lembra o caso Madoff e diz que, se Salgado “não se sair bem” do processo judicial do BES, Marcelo Rebelo de Sousa, por ser seu amigo, “não terá condições” para concorrer a Belém.

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A nova lei do jogo online

JogoOnline@Portugal.pt. Por Michael Seufert.

Não se brinca com coisas sérias. Mas até apostava que um ano depois desta lei ter entrado em vigor o panorama do jogo não estará assim tão diferente. Terão aumentado as receitas globais, claro: afinal passam a ser legais uma série de transacções que neste momento não o são. Mas em termos de operação e de oferta não se verão grandes mudanças. Daí em diante as alterações serão as que ocorreriam na mesma, mesmo sem esta lei. O jogo online está aí e vai continuar a estar. Permitam-me a esperança – mas aqui já não aposto – que alguma desta receita possa aliviar outro imposto qualquer. Nem peço nenhum em particular, apenas aquilo que a direita tem, agora que apagou o incêndio socialista, a obrigação de fazer: sair da frente e dos bolsos dos portugueses.

A fortuna de Michael Moore

Divórcio de Michael Moore revela riqueza do realizador

O realizador Michael Moore divorciou-se de Kathleen Glynn com quem estava casado há 22 anos, noticiou a BBC esta quinta-feira. E ficou-se a saber o vasto património do realizador de cinema, conhecido pelas suas posições anti-capitalistas.

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Em casa de terrorista, espetam-se as manas a viver com o inimigo

É natural que as pessoas queiram o melhor para as famílias. Enviar as três irmãs para o berço de todos os males do mundo não é um bocadinho pesado? Não ficariam a salvo das maldades no “ghetto de Varsóvia de Gaza”? Afinal, que criatura é esta que permite que as irmãs vivam na “casa dos criminosos de guerra”?

Fazer contribuintes

O meu artigo no Diário Económico sobre o relatório da natalidade apresentado pelo PSD. Os filhos virão quando a família passar a ser valorizada. Aliás, a forma como se olha hoje para as famílias numerosas, diferente da de há uns anos, vai ser um maior incentivo à natalidade que qualquer lei que este ou qualquer outro governo venha a aprovar.

Esparta

O relatório sobre a nataliade que o PSD encomendou e apresentou é demonstrativo da forma como se encara o papel do Estado em Portugal. Durante anos, a classe política rendeu-se às causas fracturantes da extrema-esquerda e apoiou políticas que minaram o conceito de família como elemento primordial e estruturante da sociedade portuguesa. Fez mais: concebeu o crescimento da economia baseado no consumo e na despesa, pressupondo uma ordem de valores socialista, onde a despesa vale mais que a poupança; Uma linha de raciocínio que tem o seu ponto fulcral na concepção de que o ensino deve ser gratuito, para que haja dinheiro para bens de consumo perecíveis, indiciadores de um nível de vida inexistente e ilusório.

O preço está a ser pago com menos crianças. Infelizmente, o que preocupa o poder político é a sustentabilidade da Segurança Social e do Estado. Não são as crianças. Não são as famílias. O Estado precisa desesperadamente de quem pague os impostos no futuro. E como no futuro estaremos todos mortos, o Estado precisa de crianças. Não podendo forçar as pessoas a isso, concede benefícios. Chama-lhe “o nosso futuro colectivo”. Esparta não faria melhor. Esparta não foi tão subtil. Esparta obrigava os seus cidadãos a ter filhos porque precisava de soldados; o nosso Estado incentiva a tal porque precisa desesperadamente de contribuintes.

Por que motivo um casal decide ter filhos? Não é, seguramente, para pagar contas. Menos ainda, por estar preocupado com a sustentabilidade do Estado ou o futuro colectivo do país. Uma família tem filhos porque se ama, porque ama, porque quer perseverar a família; passar o testemunho. Porque dá valor a uma série de factores que o Estado não tem em conta.

O Estado, com a visão que tem do problema, pode até conseguir um aumento da natalidade. Mas será pontual. Será baseado, não num querer, em algo que se deseje, mas numa mera decisão contabilística que, porque sustentada numa redução esporádica de impostos, que não se pode manter por muito tempo, cedo deixará de surtir os efeitos desejados.

Se os políticos desejam que as famílias tenham mais filhos, além dos benefícios fiscais, é a filosofia de vida que está por detrás das políticas seguidas nos últimos anos que terá de ser alterada. Precisamos de um Estado que não se imiscua na vida privada; que não difunda valores, mas respeite os estabelecidos pela sociedade; que seja poupado e reduza os impostos para todos. Em igualdade. E, mais importante ainda, que não gaste dinheiro em políticas públicas que desvalorizam e atacam o conceito de família. Não minando as verdadeiras bases do país, não precisará de discriminar portugueses incentivando a que tenham filhos prontos para pagar as contas que deixa para trás.

E se fosse Seguro ?

PS: campanha para o troféu sexy platina

E se fosse Seguro a anunciar uma agenda a 10 anos sem falar de dívida e finanças?

Imagine-se a carga de pancadaria que levaria António José Seguro se resolvesse convocar uma conferência de imprensa sobre uma “convenção” e agenda de 10 anos para o país e se se recusasse a dizer o que pensa sobre a consolidação orçamental, o que pensa sobre a reestruturação da dívida e de como sair do buraco em que estamos, alegando que queria ir às “origens da falta de competitividade da economia portuguesa”.

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Ironias com marca Greenpeace

Greenpeace in Chaos as Staff Revolt Against Management

Greenpeace is in turmoil after more than 40 staff signed a letter calling two of the group’s most senior officials to resign. The group faced ridicule last month after it emerged that Husting chose to regularly fly between his home in Luxembourg and work in Amsterdam, leaving a massive carbon footprint.

O fabuloso destino de Ana Drago

Passa pela esquerda e pela eterna soma de divisões canhotas

A ex-dirigente do Bloco de Esquerda Ana Drago assumiu, esta quarta-feira, a criação de uma plataforma política de esquerda que congregue “movimentos que já estão no terreno” que tenha a “seriedade e humildade” de ser colocada “perante os votos dos portugueses”.

 

O Ranking das Esquerdas Mais Convergentes sempre esteve ultrapassado pela realidade interventiva d@s cidadad@s que querem tacho e pela natureza das coisas.

É provável, que à data da publicação do artigo tenham surgido de forma espontânea, outros movimentos de convergência da esquerda portuguesa. Assim sobrem pessoas e se redescubram causas. Afinal, precisamos de mais esquerdas por forma a tornar mais difícil a vida aos comediantes e a reinvenção permanente com um verdadeiro efeito multiplicador das petições on-lne.

A solução Mário Nogueira

Ricardo Salgado torna-se professor para não ser avaliado por ninguém

“Pelo que vi esta semana, se eu for professor, nada tenho a temer”, explicou o ex-banqueiro. “Quando vierem os credores e os reguladores avaliarem-me, surgem os piquetes do Mário Nogueira e placam-nos como se estivessem num jogo de futebol americano. Depois, no meio de um guincharia infernal que faria a matança de um porco parecer um concerto do Rodrigo Leão, todas as tentativas de avaliação seriam definitivamente frustradas.

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Educar como na família Kennedy

A minha deriva maternal hoje no Observador.

‘Há uns anos li na Vogue um texto sobre Rory Kennedy, a filha mais nova de Ethel e Robert Kennedy, a propósito da realização do documentário Ethel, com o ponto de vista da sua mãe dos eventos que viveu e presenciou. Ou mais ou menos; vi o filme há dias e o ponto de vista é só da senhora de RFK. Às tantas, sobre a sua educação no meio de 11 irmãos, dizia Rory (tradução minha) ‘Eu tento educar cada um dos meus filhos [tem 3] como se fosse o décimo primeiro. Penso que ignorá-los e dar-lhes espaço para fazerem as suas coisas é uma boa abordagem’.

Esta opinião volta-me de tempos a tempos. Sucede sempre que leio aquelas intermináveis listas de conselhos para pais – escritas, estou convencida, por malfeitores com desígnios que ainda não desvendei – que nos informam o guião infalível para criarmos filhos bons alunos a matemática, filosofia, astrofísica e grego antigo, com capacidades de liderança, sociáveis, não influenciáveis pelos seus pares, enfim, perfeitos e destinados a ocuparem os mais altos cargos de cada nação.

O resto está aqui.

Um triunfo político para Nuno Crato

Não obstante alguns episódios lamentáveis, o balanço geral parece ser um claro triunfo político para Nuno Crato contra o empenho de muitos activistas que esperavam/pediam/planeavam “sarilhos”: Avaliação dos Professores: Prova realizada em 95% das escolas

A Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), para professores com contratos inferiores a cinco anos, realizada esta terça-feira terminava oficialmente às 12h30. Assim foi em quase todas escolas. Pelo que o Observador conseguiu apurar, cerca 95% das escolas conseguiram realizar a prova dentro da normalidade.

Sindicalistas invadem escola no Porto para interromper prova

Professores invadem escola no Porto durante a prova

Grupo de 20 docentes entrou na Rodrigues de Freitas com megafones, apitos e tachos.

Justiça. Por João Miranda.

Numa escola do Porto um grupo de sindicalistas invadiu uma escola e interrompeu uma prova. Certamente identificados e presentes a um juiz, aguarda-se a sentença. Expulsão da função pública e corte da respectiva subvenção ao sindicato é o mínimo que se espera.

1ª Lei de Migas

A probabilidade de um artigo de opinião ser disparatado é diretamente proporcional à utilização de maiúscula na palavra “mercado”.

Corolário (1): O disparate será certo a partir do momento em que o autor assignar intenção e personalidade ao dito “mercado”.

Corolário (2): Mais que disparate, a referência a adoradores ou a sugestão de atribuição de características de divindade ao dito “mercado” é prova inequívoca de que o autor é um idiota chapado.

Leitura dominical

António, um rapaz de Lisboa. A crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Em geral, tendemos a pensar no Bloco de Esquerda enquanto uma agremiação divertida. Dispõe bem contemplar à distância os movimentos de grupos, subgrupos e facções de um único indivíduo que diariamente abandonam esse partido moribundo a caminho do PS e das carreiras com que o PS, sobretudo o PS do Dr. Costa, lhes acena. O facto de todos os fugitivos se desculparem com a necessidade de “contribuir para convergências à esquerda” torna a brincadeira hilariante. O pormenor de todos se esconderem atrás de siglas, organizações, princípios e estatutos solenes eleva a brincadeira ao nível da grande comédia.

Ocasionalmente, porém, um pedacinho da realidade irrompe para nos lembrar da natureza do BE, e de que esta não é só galhofa. O Médio Oriente, por exemplo. Bastou Israel reagir aos constantes ataques sofridos a partir de Gaza para o BE vir falar em “banho de sangue” e propor as sanções económicas do costume. E o costume inclui o desprezo do BE face a um Estado civilizado e a simpatia pela barbárie mais à mão. O costume é o BE negar as “causas” que lhe valeram 15 minutos de fama em favor do seu exacto reverso.

O ódio aos ricos? Os líderes de Gaza passeiam-se em aviões de luxo e apascentam fortunas em contas offshore. Os direitos LGBT? Em Gaza a homossexualidade é punida por lei e os seus praticantes fogem da tortura rumo a uma certa nação vizinha. A igualdade de género? A islamização do território reduz as mulheres a um pechisbeque silencioso e reprodutivo. A violência doméstica? Calcula-se que mais de metade das mulheres locais sejam espancadas pelos maridos pelo menos uma vez por ano – tradicional e recatadamente. E há as restrições às artes e à internet. O racismo oficial. A imposição violenta da “virtude”. As conversões forçadas de cristãos. E, numa prática que o BE lamentará não se usar por cá, o fuzilamento de dissidentes.

Sob o verniz da trupe burlesca e as mesuras progressistas para consumo dos simples, o BE, o que parte e o que resta, é essencialmente isto: criaturas avessas à democracia que usam o sistema democrático para ganhar a vida. Darmo-nos ao trabalho de as distinguir é tão inútil quanto perguntar-lhes porque é que a indignação que Gaza lhes suscita não se estende à Síria ou ao Egipto. Ou porque é que só nas recentes implosões eleitorais descobriram intolerante um partido que nunca foi outra coisa. Ou porque é que, em suma, se confere relevância pública a declarados ou dissimulados inimigos do público.

A queda de Ricardo Salgado e o sistema

Caiu um banqueiro. Cairá o sistema de poder que ele representava? Por José Manuel Fernandes.

Ninguém é “dono disto tudo” se não alimentar o concubinato com o poder político. Isso é mais, muito mais, do que ser apenas o “banqueiro de todos os regimes”, pois é todo um sistema de poder.

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Maria de Lurdes Rodrigues e a contratação de João Pedroso

MP pede condenação com pena suspensa de ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues

Nas alegações finais que decorrem, além da condenação com pena suspensa de Maria de Lurdes Rodrigues, o procurador do Ministério Público pediu também a condenação para o advogado João Pedroso e para João Silva Batista, ex-secretário-geral do Ministério da Educação.

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A fome, a cultura e a comunicação social

A Helena Matos coloca uma questão muito pertinente: Haverá alguma criança devidamente alimentada em Portugal?

Temo que a resposta mediaticamente correcta seja não, pelo menos enquanto António Costa não tomar posse como Primeiro-Ministro de Portugal (as primárias no PS são, como se sabe, uma mera formalidade já que é impensável uma vitória de António José Seguro) .

É aliás pela alimentação das crianças portuguesa que é uma urgência nacional recriar o Ministério da Cultura.

Os problemas com os aviões da TAP e a comunicação social

o “mamading” é que está a dar. Por Rui A.

Em vão procurei (e não encontrei), nos jornais diários “de referência”, de ontem e de hoje, notícias sobre o acidente ocorrido durante o vôo Lisboa-São Paulo, de sábado, da TAP. (…) Acerca do que terá originado a quase desintegração de um dos motores da aeronave, que poderia ter vitimado 260 pessoas, e as eventuais responsabilidades da transportadora aérea, nada. Deveremos, por isso, concluir que o jornalismo português de investigação anda por baixo? Nem por isso: para além da já referida profunda análise sobre o Bloco, o Público consegue redimir-se mais ainda trazendo-nos, na última página da edição de domingo, a empolgante notícia sobre o novo jogo da moda, o “mamading”, no qual os intervenientes trocam bebidas alcoólicas por sexo oral. Quem sabe a TAP o venha a acrescentar ao portfolio dos seus jogos virtuais nas viagens de longo curso. Isso sim seria notícia!

Leitura complementar: Problemas com os aviões da TAP.