O Insurgente

Fevereiro 24, 2012

“A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 19:00

Não deixa de ser curiosa a persistente obsessão da revista Sábado com o Opus Dei. Será apenas por razões comerciais?

Comunicado de 24 de Fevereiro de 2012
Na sequência do artigo “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal” publicado ontem pela revista Sábado.

2012/02/24
O Opus Dei é, pela quinta vez, tema de capa na revista “Sábado”, desta vez sob o título “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”. A esse propósito, esclarecemos:
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Recordar Zeca Afonso

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:56

Só para recordar. Por Eurico de Barros.

José Afonso era um defensor da revolução armada, da ditadura do proletariado e dos princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical, glorificando a acção política violenta em várias das suas canções, nas quais propunha, por exemplo, “atirar aos fascistas de rajada”.

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Fevereiro 23, 2012

“Liberdade e Informação” – 24 de Fevereiro, Lisboa

Filed under: Agenda,Livros,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:24

Fevereiro 22, 2012

Ron Paul’s libertarianism

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 23:00

Um ensaio razoavelmente equilibrado (considerando a fonte – a New Yorker) sobre Ron Paul: Party Crasher – Ron Paul’s unique brand of libertarianism

On December 16, 2007, on the two-hundred-and-thirty-fourth anniversary of the Boston Tea Party, Ron Paul, congressman and Presidential candidate, presided over a nationwide fund-raiser. This was a new tea party, with a new slogan: “Liberty is brewing.” In Boston, hundreds of Paul’s supporters marched to Faneuil Hall. Paul himself appeared in Freeport, Texas, where organizers had prepared barrels for him to dump into the Brazos River. One barrel read “United Nations”; another read “I.R.S.” The campaign raised more than six million dollars in one day, which was a record, and the event prefigured the protests that became common as the Tea Party movement coalesced, in 2009. The movement, with its focus on economic liberty and small government, sometimes seemed like a continuation of Paul’s campaign for the Republican nomination, during which he won a great deal of attention and a modest number of votes. It’s not much of a stretch to call him the “Godfather of the Tea Party,” as his campaign literature does, quoting Fox News. Ron Paul was ahead of his time.

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Argumentos musculados

O eterno presidente russo, Vladimir Putin revela os seus argumentos em artigo de opinião na Foreign Policy. Tem como título, Being Strong.

Leitura complementar: Aproximam-se eleições.

Veterans for Ron Paul

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 09:00

Mais uma peça interessante no canal RT, provavelmente o mais entusiástico apoiante mediático de Ron Paul nos EUA, particularmente no que diz respeito às suas posições em matérias de defesa e política externa.

Troops March on White House for Ron Paul

Leitura complementar: RT (TV network) Allegations of pro-Kremlin bias.

Fevereiro 21, 2012

O exemplo que vem do Leste

Filed under: Ambiente,Educação,Internacional,Media,Política,Saúde,Teoria — ruicarmo @ 23:06

In order to defend ourselves in the future against other totalitarian regimes, we have to understand how they worked in the past, like a vaccine,” said Lukasz Kaminski, the president of Poland’s Institute of National Remembrance. Across Central and Eastern Europe, a consensus of silence appears to have ended, one that never muted all criticism and discussion but did muffle voices crying out for a long-awaited reckoning.

Estatismo, a religião de Obama

Barack Obama’s Theory of Government, por Peter Wehner, na Commentary.

Jeffrey Anderson of the Weekly Standard points out that prior to Obama, our annual deficit spending had only exceeded 6 percent of GDP during the Civil War, World War I, and World War II. But during Obama’s four years in the White House, annual deficit spending will average 8.4 percent of GDP (the figure is higher – 9.1 percent – if you count 2009, which some argue you should because Obama’s $800 billion stimulus passed in February).

These numbers are important, but they need to be understood above all as a manifestation of a particular philosophy, which some have called reactionary liberalism. Barack Obama has an almost undiluted attachment for and belief in the wondrous powers of the federal government. He believes the role of the state is to redistribute wealth and level out differences. He would trade off greater prosperity in all classes and income brackets in order to narrow the gap in income inequality, which he considers to be a moral offense. Obama wants to punish wealth creators, empower unelected bureaucrats, undermine private enterprise and centralize power.

Beyond even that, Obama wants government to weaken, and eventually replace, civil society, create greater dependency, and expand the state’s reach into every nook and cranny of life, including into the internal life of the church. And at a time when Medicare in particular is driving us toward a Greece-like crisis, the president opposes any modernization of our entitlement state and savages those who are offering up reforms.

More than any president in our lifetime, Barack Obama identifies the state with society and wants society absorbed by the state.

Parlamento ensina a arte de Enganar Controles de Custos

Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30 vezes mais cara.

Como se consegue isto?

 Num documento enviado aos deputados, o Conselho de Administração do Parlamento sustenta que a água engarrafada servida nas reuniões da comissão custa 259,20 euros por mês. Para a água da torneira, o valor a que se chegou foi muito maior. O cálculo incluiu os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames” e chegou à cifra de 2730 euros – cerca de dez vezes o valor para a água mineral. O Conselho de Administração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4680 euros – o equivalente a 18 meses de água mineral.

Ou seja: basta na água engarrafada não considerar custo nenhum a não ser a garrafa e na água da torneira considerar os custos com o pessoal (10x o preço das garafinhas) e dos jarros em si (18x o custo das garrafinhas, TODOS OS MESES).

Face a isto:

“Face aos encargos evidenciados, o Conselho de Administração pronunciou-se favoravelmente à utilização de água engarrafada, considerando que o respectivo uso, enquanto recurso geológico nacional distribuído por empresas portuguesas, assegura as melhores condições aos utilizadores internos e aos convidados da Assembleia da República, a um custo sem significado financeiro”, conclui o documento.

Os Senhores Deputados da Comissão de Ambiente elevam a arte de forjar Controles de Custos a uma Arte!

Pormenor de classe: Nunca garrafas médias ou grandes, mas sempre das pequeninas. Sempre em duplicado. Assim se poupa dinheiro em São Bento.

Peter Gleick

Filed under: Ambiente,Justiça,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:27

O criminoso Peter Gleick

Assim vai a extrema-esquerda em Portugal

Filed under: Blogosfera,Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:19

O jugular João Pinto e Castro acusado de construir “uma tese que o mais fervoroso adepto do PNR não desdenharia” e Daniel Oliveira a apontar baterias publicamente contra Luís Fazenda, que parece assumir agora o papel de inimigo interno preferencial no Bloco de Esquerda.

De cada vez que se fala em “alternativas de esquerda ao PS”, convém nunca esquecer que é de fenómenos como estes que estamos a falar.

Leitura complementar: A extrema-esquerda sedenta de sangue; A ruptura da ruptura da ruptura: o que faz falta é animar a malta….

Se vem no Público, desconfie…

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:30

DETALHES. Por Eduardo Pitta.

Leitura complementar sobre o Público: Contas à moda do “Público”…; As delirantes teorias conspirativas de São José Almeida; O Público e o Bloco de Esquerda; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público.

Fevereiro 20, 2012

Enriquecimento ilícito: Pedro Silva Pereira tem razão

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

Que tenhamos chegado a uma situação na qual a razão está do lado de Pedro Silva Pereira numa matéria tão importante como esta, é algo que deve envergonhar PSD e CDS. Resta esperar que o Tribunal Constitucional trave esta absoluta aberração jurídica e impeça o estabelecimento de uma medida que atenta gravemente contra os direitos e liberdades individuais: Crime sem ilícito. Por Pedro Silva Pereira.

Em suma, esta lei permite que um cidadão seja considerado criminoso sem ter cometido nenhum ilícito, sem ter tido nenhum comportamento censurável, sem ter agido com nenhuma espécie de culpa e até sem ser o verdadeiro proprietário de um património de que pode ser mero “detentor” ocasional. Seria, sem dúvida, uma estreia mundial num Estado de Direito: o crime sem culpa, o crime sem ilícito!

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A extrema-esquerda sedenta de sangue

Filed under: Blogosfera,Comentário,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:42

Sendo certo que há quem seja ainda mais explícito na apologia da violência, a extrema-esquerda bloquista-caviar também já praticamente não disfarça a sua impaciência com o facto de ainda não correr sangue nas ruas. Face ao descalabro nas urnas e às cisões internas no Bloco de Esquerda, até se compreende a táctica, mas não abona grandemente a favor dos respectivos autores.

É interessante verificar também a dissonância cognitiva que leva a afirmar que Portugal, a Espanha e a Europa são governadas há mais de dez anos por liberais (Sócrates, Zapatero, etc) e que Vítor Gaspar é um extremista neoliberal.

Felizmente, nem toda a esquerda portuguesa está ao nível desta extrema-esquerda bloquista-caviar, mas o facto de em Portugal, em 2012, haver quem escreva este tipo de coisas beneficiando de amplos palcos mediáticos e de um tratamento favorável e frequentemente cúmplice da comunicação social é sintomático. Resta esperar que o PS resista à tentação de seguir pelo mesmo caminho.

Leitura recomendada

Filed under: Ambiente,Internacional,Media,Política — ruicarmo @ 15:38

Autocrats vs. Despots, por  Steve Coll.

Rajoy escuta, o Expresso está em luta

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:22

Livro de estilo. Por Helena Matos.

Rajoy defende reforma laboral, povo está em luta – Este título do Expresso online é um bom exemplo do estado das redacções ( e tb da particular afeição do Expresso pelo PSOE mas essa é outra conversa que no tempo de Aznar os levou a produzir as mais disparatadas notícias sobre a ETA ) Em Espanha aconteceram dezenas de manifestações nos últimos anos. (…) Não tinham interesse. Mesmo iniciativas com as das famílias de Mari Luz e Marta del Castillo pouco foram referidas em Portugal e contudo estas duas famílias conseguiram organizar manifestações em dezenas de cidades e organizar petições com milhões (sim, milhões) de assinaturas. Enfim deve estar no livro de estilo que aquilo não é apadrinhado pelos socialistas não deve ser noticiado ou então deve ser menosprezado.

Fevereiro 19, 2012

Síria: desenvolvimentos na repressão contra as forças imperiais

Quatro dezenas de agentes turcos treinados pela Mossad foram capturados pelas forças de Assad. Duas mãos cheias de moral e mensagens de paz chegaram ao porto sírio de Tartous. Estes desenvolvimentos são completamente inesperados.

Ideia prática para Sean Penn

Sean Penn should return his Malibu estate to the Mexicans, por  Tim Stanley.

(…) His continued occupation of Malibu is an unacceptable mockery of national self-determination. The Mexicans owned that stretch of real estate well into the early 19th century and it was stolen by the Americans in a naked act of imperialist aggression. America’s claim over Malibu is tenuous and rooted in patriarchy. Sean Penn’s house is a mocking reminder of that brute chauvinism, with its high white walls and spacious interiors. Its swimming pool is an insult to the honour of the Mexican people.

Now, I know that some will say that the Mexicans never actually lived on Sean Penn’s estate. But how many of them have worked there? Think of the maids, the cleaners, the butlers, the pool boys, the cooks, the gardeners. Think of the sweat that has dripped pouring Martinis, or the blood that was spilt pruning the roses. Truly, Sean Penn’s estate is part of Aztlan.

If diplomatic discussions break down, who could blame Mexico for resorting to military action to reclaim Mr Penn’s estate? Not I. Some might say that it would be an act without legal sanction or genuine historical cause. But that’s not the point. The people of Mexico want Sean Penn’s estate, so they should have it. Because stealing stuff from the rightful owners is the only way to combat colonialism.

Leitura complementar: Falklands, a causa “nova”.

Avanço civilizacional

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Energia,Internacional,Media,Saúde — ruicarmo @ 12:19

Protege figura inviolável.

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 11:58

A comédia grega, por Alberto Gonçalves.

Há uns meses, o El Mundo descreveu a Grécia, ou a administração pública da Grécia. À entrada de um hospital, quatro arbustos, presume-se que belíssimos, estavam ao cuidado de 45 jardineiros. Um carro oficial, presume-se que excelente, tinha 50 motoristas designados. Um lago seco desde 1930, presume-se que saudoso, possuía, e talvez ainda possua, uma comissão nomeada para a sua preservação. Quarenta mil filhas solteiras de antigos, e já falecidos, funcionários do Estado recebiam uma pensão vitalícia de mil euros mensais (de agora em diante, a benesse termina aos 18 anos). Por falar em mortos, as famílias de 4500 não informaram a Segurança Social e continuam a desfrutar das reformas. Entre cabeleireiros, trompetistas e apresentadores de televisão, existem 600 categorias profissionais que merecem a classificação de “extenuantes”, pelo que dispõem de aposentação antecipada para os 50 (no caso das senhoras) ou os 55 anos (no caso dos cavalheiros). Um em cada quatro gregos não paga impostos. A dívida pública dos gregos em peso ascendia, em Julho passado, aos 340 mil milhões de euros. Etc., um imenso etc.

Este monumento à racionalidade contabilística, mantido a expensas alheias, viu-se perturbado com a inesperada falência e a imposição externa de medidas de austeridade. Sem surpresas, o povo não gostou das medidas e desatou a arrasar tudo o que lhe surgisse perla frente. Se os tais arbustos do tal hospital não podem beneficiar dos 45 jardineiros, o povo prefere incendiar o hospital. Se a condução do tal carro oficial fica ao cargo de, digamos, uns meros 20 motoristas, o povo opta por transformar o carro em ferro-velho. Se o lago seco não é cuidado devidamente, o povo escolhe reduzir a escombros o edifício mais à mão (demolir um lago, para cúmulo vazio, é tarefa complicada). E por aí em diante.

Os media, por regra simpáticos para com os oprimidos, chamam “confrontos” ao caos em roda livre que se apoderou da Grécia: os confrontos que opõem uma horda empenhada na devastação aos alvos da mesma (para já, a horda vence folgadamente). Mas nem os media foram tão longe na simpatia quanto as 30 “personalidades” portuguesas que assinaram um documento de apoio aos gregos. Um cidadão incauto tenderia a achar que os gregos, pelo menos os transtornados gregos da “rua” local, precisam de juízo e, com frequência, da cadeia.

As “personalidades” em causa discordam. Nas suas doutas opiniões, a violência em Atenas é uma “luta” contra o “cortejo de sacrifícios”. A alternativa aos sacrifícios é uma “Europa solidária aos problemas sociais e aos direitos das pessoas”. Dito com franqueza, o pandemónio grego justifica-se até que os países ricos da União voltem a patrocinar incondicionalmente as idiossincrasias laborais dos indígenas. Nas entrelinhas, adivinha-se idêntica receita para Portugal, cuja população deve irromper em fúria a fim de estimular a solidariedade dos contribuintes alemães.

Não se percebe porque é que os contribuintes alemães se hão-de maçar demasiado com, no limite, a destruição do Pártenon ou dos Jerónimos. Percebe-se que as “personalidades” citadas não se prendam com trivialidades. De Vasco Lourenço a Boaventura Sousa Santos, passando por D. Januário Torgal e Carvalho da Silva, nunca qualquer dos 30 subscritores se notabilizou pela lucidez. A excepção é o primeiro subscritor, de sua graça Mário Soares, em tempos conhecido como o pai da democracia e hoje misteriosamente empenhado em ser o respectivo coveiro.

Fevereiro 18, 2012

Sócrates em grande forma

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:35

Depois de ter liquidado politicamente o soarismo e contribuido para a pesada humilhação pessoal sofrida por Mário Soares nas presidenciais de 2006, Sócrates não deixa passar a oportunidade para voltar a deixar claro quem continua a mandar no PS e a ser a principal figura no panorama do xadrez partidário da esquerda portuguesa: Sócrates tem “memória doce” de discussão “gravíssima” com Soares

Para Mário Soares, foi “uma discussão gravíssima”. Para José Sócrates, uma conversa que lhe deixou “memórias doces”, como todas as outras que tem tido com o ex-Presidente. (…) Sobre as conversas e os conselhos que recebeu de Mário Soares ao longo do tempo, a mesma fonte recorda em particular um episódio ocorrido pouco depois do discurso de Cavaco Silva na tomada de posse do seu segundo mandato, a 9 de Março de 2011. Nessa altura, o ex-Presidente enviou a José Sócrates um recado urgente, através de Almeida Santos, dizendo que devia demitir-se. Mas o ex-primeiro-ministro fez então o que sempre fazia: ouvia e depois não seguia o conselho, porque não estava de acordo.

Um caso de alergia ao Porto (Canal) ?

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:18

Os “conselhos de redacção” são, em geral, propensos à ocorrência de fenómenos bizarros, mas por vezes ainda conseguem surpreender com as suas estranhas prioridades de intervenção e pressão pública. Dá ideia que para o conselho de redacção da TVI é mais importante marcar o território do que contribuir para as audiências e o bom funcionamento do próprio canal que os emprega: Jornalistas da TVI contra continuidade de Júlio Magalhães

Júlio Magalhães, que foi director de informação da estação entre 2009 e 2011, saiu da TVI no início deste ano para ocupar o cargo de director-geral do Porto Canal, propriedade do FC Porto. Ficou, porém, acordado com a TVI que se manteria na apresentação do espaço de opinião de Marcelo Rebelo de Sousa até meados de Abril, altura em que termina o contrato com o comentador, que pode ser renovado em breve.

Júlio Magalhães já veio a público dizer que gostava de continuar no futuro na TVI com Rebelo de Sousa, mas o conselho de redacção (CR) da estação veio agora manifestar-se contra.

O insustentável custo das renováveis e o aparente apagão da ERSE

Filed under: Economia,Energia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:15

Peixeirada no Prós e Contras

Ron Paul e o “Establishment”

Todos os que apoiam Ron Paul se queixam de que o establishment os maltrata. Mas desde 2008 muita coisa tem vindo a mudar…

Este artigo da Business Insider, Ron Paul Is Secretly Taking Over The GOP — And It’s Driving People Insane, fala de vários tópicos importantes para perceber o que está a acontecer.

1º, porque eles não gostam dos apoiantes do Ron Paul:

The (alleged) bias against Paul may also be the product of an organic opposition to the libertarian Congressman and his army of ardent fans. Paul volunteers tend to be young and relatively new to party politics, and their presence has many state GOP stalwarts feeling territorial. 

“People feel threatened — they don’t want to see a bunch of kids who may have voted for Barack Obama take over,” Wead said. “They feel a sense of ownership over the party — but there has to be an accommodation.” 

2º, o que eles fazem contra os Paulites:

Evidence is mounting that Mitt Romney’s 194-vote victory over Ron Paul was prematurely announced, if not totally wrong. Washington County canceled their caucus on Saturday on account of three inches of snow (hardly a blizzard by Maine standards), and other towns that scheduled their caucuses for this week have been left out of the vote count. Now, it looks like caucuses that did take place before Feb. 11 have also been left out of final tally. 

As the full extent of the chaos unfolds, sources close to the Paul campaign tell Business Insider that it is looking increasingly like Romney’s team might have a hand in denying Paul votes, noting that Romney has some admirably ruthless operatives on his side and a powerful incentive to avoid a fifth caucus loss this month.

3º, como respondem os Paulites:

But state party machinations are already starting to backfire. The Paul campaign believes it has won the majority of Maine’s delegates — and the perceived election fraud has galvanized Paul supporters to demand their votes be counted in the state’s straw poll ‘beauty contest.’

Caucus chaos has also proved to be fertile ground for Paul’s quiet takeover of the Republican Party. Since 2008, the campaign and Paul’s Campaign for Liberty PAC have made a concerted effort to get Paul sympathists involved in the political process. Now, tumult in state party organizations has allowed these supporters to rise up the ranks.

4º, por fim, como o establishment esrá a mudar:

The fruits of this labor are evident in Iowa, where Paul’s former state campaign co-chair A.J. Spiker was just elected as the new chairman of the Iowa Republican Party. Spiker replaces Matt Strawn, who stepped down over this year’s Iowa caucus dustup. In Nevada, the state chair has also resigned over caucus disaster, and several Ron Paul supporters are well-positioned to step up to fill the void. These new leaders not only expand Paul’s influence at the state level, but also help protect Paul and his hard-won delegates from state party machinations as the delegate-selection process moves to district and state conventions, and eventually the Republican National Convention this summer.

“We are always trying to bring people into the party,” Benton said. “I think that is a very positive thing for Republicans. Ron is the person who can build the Republican base, bring new blood into the party. That’s how you build the party.” 

In Maine, the caucus disaster has made the state GOP prime for a Ron Paul takeover. And that means that Paul’s hard-won delegates will be protected as the delegate selection process

“We are taking over the party,” Wead told BI. “That’s the important thing — and that is what we are doing in Maine.

Vai ser bonito o dia em que o establishment seja na sua maioria pro-Ron, anti-Romney…

Fevereiro 17, 2012

Exigência fotográfica tunisina

Leva à prisão três jornalistas por ofensa à moral. Aconteceu na pátria da Primavera árabe.

Fevereiro 16, 2012

Relax mediático

Como é o senhor Assad como pai?

Uma televisão paga com o dinheiro dos contribuintes ou apenas não critiquem o nosso porno.

Fevereiro 15, 2012

Chávez de volta à Terra

Campanha de opinião rotula adversário político do querido líder venezuelano como maricas e judeu. É um patamar tão bom como outro qualquer para discutir questões e diferenças políticas.

Quem venceu Maine?

Como pode um Estado tão pequeno ter tanta fraude nos seus resultados?

Fevereiro 14, 2012

Leituras recomendadas

Filed under: Comentário,Media — ruicarmo @ 11:32

The Essence of Contemporary Leftism And Islamism Revealed: Freedom or Slavery to Those Who Claim to Know Best?, por Barry Rubin.

The Marxist Mission to Destroy Ayaan Hirsi Ali, por Phyllis Chesler.

 

 

Fevereiro 13, 2012

Razões para privatizar a CGD

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:36

Excelentes razões para privatizar a CGD
Excelentes razões para privatizar a CGD (2)

Fevereiro 12, 2012

300.000 ou 30.000 ?

Filed under: Comentário,Double standards,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 19:42

As imagens aéreas divulgadas pelo JN mostram um Terreiro de Paço muito longe de estar cheio no Sábado. Ainda assim, a referência a 300.000 manifestantes na “estreia” de Arménio Carlos foi repetida acriticamente na comunicação social portuguesa.

Aliás, teria bastado fazer algumas contas relativamente simples para concluir que mesmo num Terreiro do Paço cheio de ponta a ponta dificilmente caberiam muito mais de 100 mil pessoas. Vale a pena recordar que as estimativas apontaram para entre 80.000 a 100.000 pessoas durante a celebração da missa do papa Bento XVI por altura da sua visita a Portugal. Talvez a praça seja mesmo elástica

Ainda assim, a manifestação de Sábado servou para comprovar, mais uma vez, um facto importante: a capacidade de mobilização da CGTP e do PCP continua ser incomparavelmente maior do que a da extrema-esquerda bloquista e das suas associações e movimentos fantoches. Vale a pena recordar que, ainda recentemente, uma manifestação organizada e promovida por dezenas desses movimentos conseguiu reunir apenas cerca de um milhar de pessoas em Lisboa. Uma manifestação onde não faltaram a violência e os desacatos mas que revelou escassa capacidade de mobilização popular. Por isso não espanta que Francisco Louçã – na sua qualidade de eterno líder do cada vez mais monolítico Bloco de Esquerda – tenha vindo tentar colar-se à manifestação de 11 de Fevereiro no Terreiro do Paço.

Já agora, para quem tenha curiosidade de ver o aspecto do Terreiro do Paço cheio, aqui ficam imagens de duas das raras manifestações de natureza política em que tal – efectivamente (e não apenas na imaginação dos activistas revolucionários e dos jornalistas que sonham transformar Lisboa numa nova Atenas a ferro e fogo) – aconteceu:

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Avante Camaradas & outras Músicas Revolucionárias

Filed under: Cultura,Media,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 16:19
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Se há coisa que eu gosto no PCP, é a música: enérgica, alienadora e, claro, popular.

Internacional Socialista (hino de quando o PS era verdadeiramente Socialista):
(PS: António Guterres foi o seu Presidente antes de passar o poder a Papandreou)

Hino Soviético (“Internacional”): Cantado em Russo, legendado em PortuguêsCantado em Russo, legendas em InglêsTocado em 1984Versão Brasileira. Fica também aqui o Hino da Intersindical.

Por fim, deixo aqui algumas canções queridas ao PCP, da altura do 25 de Abril (aceito sugestões):

1. Grândola Vila Morena (Zeca Afonso) (wiki)
2. O que Faz Falta (Zeca Afonso)
3. A Morte Saiu à Rua (Zeca Afonso)
4. Canção de Embalar (Zeca Afonso)
5. Venham mais 5 (Zeca Afonso)
6. Somos Livres (Ermelinda Duarte)
7. Vou Levar-te Comigo (Duo Ouro Negro)
8. Marcha do MFA (Life On the Ocean Wave, composto por Bobby Scott)
9. Pedra Filosofal (Manuel Freire) (poema António Gedeão)
10. E Depois do Adeus (Paulo de Carvalho)

Quem disse que o comunismo não faz milagres?

A imagem é do ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble. De acordo com o comentador (da espécie comunista-intelectual) Ruben de Carvalho, Schäuble não teve a delicadeza de se levantar. Vale mesmo tudo.

As forças imperiais como explicação para o que acontece na Síria

Um ano e dois dias depois da revolução golpe militar no Egipto, o que permanece, pelos piores motivos, na ordem do dia da política internacional do Médio Oriente é a carnificina a que se assiste na peculiar Primavera árabe síria. Apesar de algumas almas progressistas acreditarem que se trata de uma repressão contra as forças imperiais (cuja duração irá completar o primeiro aniversário em breve), confesso não ter tamanha confiança na bondade humana em geral e, muito menos, na personificada pelo senhor Assad. Apesar da complexidade que envolve a questão e salvo melhor opinião, a Síria é o palco principal de uma guerra que opõe xiitas a sunitas. No meio deste palco, aparecem quem mais paga, os espectadores: os mortos, feridos e oprimidos. São as gerações perdidas.

Ficam algumas sugestões de leitura:

A Primavera árabe; O apoio divino a Assad; As duas faces da mesma moeda e as ligações externas: I, II, III,IV e V.

Leitura dominical

Filed under: Media,Portugal — ruicarmo @ 10:29

Uma folia infinita, de Alberto Gonçalves.

Em tempo de privações, os países civilizados discutem o que se deve fazer. Nós discutimos o que se deve dizer. Nessa linha, não surpreendeu que o tema da semana fosse o apelo do primeiro-ministro para que fôssemos, passo a citar, “menos piegas”. É certo que a frase parece uma adaptação pelintra do “sangue, suor e lágrimas” celebrizado por Churchill, revista à escala da crise e do emissor. Mas também é verdade que muitos dos destinatários não merecem maior sofisticação. Não consta que os ingleses de 1940 se sentissem ofendidos por um governante lhes oferecer secreções corporais. Porém, inúmeros portugueses de 2012 tomaram a peito o desabafo do dr. Passos Coelho. O Bloco acusou-o de insultar o povo. O PS acusou-o de flagelar o povo. E, naturalmente, o PCP prometeu resposta do povo em manifestação próxima.

Entretidas com a blasfémia, nenhuma destas forças ultrajadas criticou, por exemplo, o processo de reforma da administração local. E se o fizeram, as críticas deveram-se a reflexos con- dicionados e não a argumentos reais. Ou a uma simples evidência: a reforma em causa, justamente chamada de “reorganização” e limitada à supressão de uns 30% das freguesias, é um engodo e, se nos der para rir de coisas tristes, uma anedota. O acordo com a troika previa a extinção de uma percentagem substancial e sensata de municípios. Aflito, o Governo depressa tomou as providências necessárias para que não se extinguisse um único e para que o propósito descesse àquele limbo onde em Portugal falecem todos os arremedos reformistas. De repente, analisa-se (digamos) uma brincadeira periférica, leia-se a quantidade de freguesias, como se o problema a sério, leia-se a quantidade de municípios, nunca tivesse sido sequer colocado. O Governo mostra-se inflexível, o lóbi dos autarcas finge-se escandalizado e tudo termina no exacto ponto em que começou. Ou quase, o que é o mesmo e é igual.

É óbvio que os autarcas constituem uma parte essencial das clientelas partidárias, por definição intocáveis. Pior ainda, é notório que o amparo das clientelas, excelentemente representadas no executivo pelo dr. Relvas, não se esgota nas câmaras municipais. O país está repleto de degenerescências do género, uma interminável rede de empregos estatais na letra ou no orçamento que, no fundo, são a unidade monetária em vigor na política.

Só um milagre ou a distracção do dr. Relvas permitiriam que o Governo beliscasse de facto tamanha fortuna. Milagres não existem e o dr. Relvas não se distrai. Salvo alterações cosméticas, é garantido que nada ficará diferente do que era antes, e que os prometidos “cortes” nas gorduras do Estado significam, afinal, o ritual emagrecimento dos contribuintes. O Governo “neoliberal” da lenda prescreve a solução do costume e, em vez de reduzir despesa, extrai, crescentemente à imagem de um tumor, receita. E os que se queixam mais alto, queixam-se do que não interessa, aliás a própria definição de pieguice.

 

Fevereiro 11, 2012

Krugman Vs The World

Um artigo da Business Week sobre o “insult comic” Paul Krugman.

Hipocrisia Repulsiva de Obama

Repulsive progressive hypocrisy.

Excerto do último parágrafo:

I’ve often made the case that one of the most consequential aspects of the Obama legacy is that he has transformed what was once known as “right-wing shredding of the Constitution” into bipartisan consensus, and this is exactly what I mean. When one of the two major parties supports a certain policy and the other party pretends to oppose it — as happened with these radical War on Terror policies during the Bush years — then public opinion is divisive on the question, sharply split. But once the policy becomes the hallmark of both political parties, then public opinion becomes robust in support of it. That’s because people assume that if both political parties support a certain policy that it must be wise, and because policies that enjoy the status of bipartisan consensus are removed from the realm of mainstream challenge. That’s what Barack Obama has done to these Bush/Cheney policies: he has, asJack Goldsmith predicted he would back in 2009, shielded and entrenched them as standard U.S. policy for at least a generation, and (by leading his supporters to embrace these policies as their own) has done so with far more success than any GOP President ever could have dreamed of achieving.

Eu nunca gostei do Bush II. Infelizmente, Obama é mais e mais Bush III.

Fevereiro 10, 2012

As datas, as datas

Filed under: Media — Maria João Marques @ 14:15

A Sábado – que, refira-se, é dos poucos jornais/revistas que compro regularmente – há uns tempos fez um trabalho divertido sobre a (falta de) cultura geral de universitários. Por isso, talvez fosse bom que os seus jornalistas não fizessem confusões básicas como, por exemplo, esta entre Segunda Guerra Mundial e Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial. Um regimento que ficou soterrado em 1918 não pode ser de «de soldados da infantaria de um regimento alemão, que exerceu serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial» (com as várias mudanças de regime na Alemanha de entre guerras, e as consequentes alterações militares, nem se podem desculpar com a continuidade dos regimentos de uma guerra para outra). E qualquer pessoa com um mínimo de cultura geral sabe de cor as datas das guerras mundiais, ou não?

P.S.- O lapso, entretanto, foi corrigido.

Fevereiro 9, 2012

Violações homossexuais nos Açores

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:57

PJ detém quatro homens por violarem outros dois

Recorrendo a um objeto e usando uma “invulgar violência”, quatro homens, entre os 26 e os 37 anos, violaram outros dois, com 29 e 44 anos, na “noite dos amigos”, na ilha de São Miguel (Açores).

Apresentações periódicas para 4 violadores de 2 homens

“Dois dos homens ficaram obrigados a apresentações semanais no posto da PSP da área da sua residência e os outros dois a apresentações bissemanais”, disse ao DN fonte do Tribunal da Ribeira Grande, em São Miguel (Açores), onde os quatro indivíduos foram ontem presentes para a aplicação das medidas de coação.

Dúvidas (I). Por Helena Matos.

Se as vítimas fossem mulheres os agressores ficariam apenas sujeitos a apresentações periódicas?

Aguarda-se a qualquer momento um@ análise alargad@ n@ jugular

Um bom exemplo vindo de Angola

Filed under: Cultura,Educação,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:52

Uma tomada de posição exemplar e muito bem fundamentada: Jornal estatal angolano rejeita Acordo Ortográfico.

“Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais”, defende o editorial, acrescentando que “do ‘português tabeliónico’ aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas”.

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