Author’s Corner – Socialism by Ludwig von Mises
Socialism: An Economic and Sociological Analysis, de Ludwig von Mises (disponível online aqui e aqui).
E porque não há duas sem três, Garschagen outra vez:
“The Money Speech” proferido por Francisco d´Anconia in Atlas Shrugged
So you think that money is the root of all evil?” said Francisco d’Anconia. “Have you ever asked what is the root of money? Money is a tool of exchange, which can’t exist unless there are goods produced and men able to produce them. Money is the material shape of the principle that men who wish to deal with one another must deal by trade and give value for value. Money is not the tool of the moochers, who claim your product by tears, or of the looters, who take it from you by force. Money is made possible only by the men who produce. Is this what you consider evil?”
Hoje às 19h00 na livraria Almedina do Atrium Saldanha, o lançamento do livro de Pedro Braz Teixeira O Fim do Euro em Portugal?
“Loff e as suas mentiras” de Maria Filomena Mónica (Público)
(via Pensar não dói, ai, ai)
LEITURAS COMPLENTARES: Rui Ramos, o historiador “fascista” e a sua História de Portugal; Um é apenas intelectualmente desonesto; os outros nem sei classificar; Resposta de Rui Ramos a Manuel Loff; António Araújo sobre Manuel Loff; Ainda a polémica Rui Ramos/Manuel Loff; Nova ronda na polémica Rui Ramos/Manuel Loff
Manuel Loff responde hoje no Público a Rui Ramos e António Araujo. Vêm agora dizer que estava apenas de um “debate”. Siginificativamente não consegue demonstrar a veracidade das suas asserções iniciais acerca da obra de Rui Ramos e o texto serve mais para confundir que esclarecer.
António Araujo que conseguiu recuperar o artigo original de Manuel Loff (aqui referido) aproveita para lhe responder.
Entretanto, há quem tenha ficado indignado com as criticas de José Manuel Fernandes a Loff. Aquilo não foi desonestidade mas mera diferença de opiniões. Ficamos agora a saber.
LEITURAS COMPLENTARES: Rui Ramos, o historiador “fascista” e a sua História de Portugal; Um é apenas intelectualmente desonesto; os outros nem sei classificar; Resposta de Rui Ramos a Manuel Loff; António Araújo sobre Manuel Loff; Ainda a polémica Rui Ramos/Manuel Loff
Na sequência do esclarecimento de Rui Ramos e da efectiva leitura da obra em causa, Pedro Rolo Duarte reconhece que errou. Um gesto que só lhe fica bem.
Este é, em primeiro lugar, um pedido de desculpas ao historiador Rui Ramos e à equipa que, com ele, coordenou e escreveu a História de Portugal que a editora Esfera dos Livros publicou, há algum tempo, e o jornal Expresso decidiu oferecer, em fascículos, ao longo deste Verão. Mas é também, e especialmente, um pedido de desculpas aos leitores deste blog.(…) (mais…)
Finest Years: Churchill as Warlord 1940-45. Por Max Hastings.
Biografia. Os melhores anos de Winston Churchill. Por Ana Sá Lopes.
Um dos acontecimentos quase poéticos do fim da Segunda Guerra Mundial é quando Winston Churchill interrompe a sua participação na conferência de Potsdam para um acontecimento que julgou ser burocrático – assistir ao anúncio do resultado das eleições britânicas – sem lhe passar pela cabeça que não voltará.
(…)
Mas há uma grande razão para os britânicos terem dado a vitória a Attlee: os britânicos já estavam a ser governados por ele. Afinal, o líder trabalhista fora vice-primeiro-ministro até meados de 1945 e estava responsável pela frente interna. Diz Hastings: “Clement Attlee, líder do Partido Trabalhista e vice-primeiro-ministro, não tinha autoridade sobre o aparelho militar, mas exerceu uma influência considerável sobre a política interna” e o estado de guerra contribuía também para que as políticas internas da Grã-Bretanha parecessem “exclusivamente socialistas”. Leo Amery, o secretário da Índia, ouve queixas de deputados conservadores, que “não sentiam que houvesse no governo quem defendesse os pontos de vista dos conservadores”.
Individualism and Economic Order, de F. A. Hayek.
Twilight of Authority, de Robert Nisbet.
The Ethics of Liberty, de Murray N. Rothbard.
Democracy: The God That Failed – The Economics and Politics of Monarchy, Democracy and Natural Order, de Hans-Hermann Hoppe.
Political Theology: Four Chapters on the Concept of Sovereignty, de Carl Schmitt.
The Origins of Political Order: From Prehuman Times to the French Revolution, de Francis Fukuyama.
The State, de Anthony de Jasay.
Uma notícia triste: Swedish MP dies after battling rare cancer
Munkhammar was an MP for Stockholm and a member of the committee on taxation in the Riksdag. He has published books with Swedish think tank Timbro, worked at the Confederation of Swedish Enterprise (Svenskt Näringsliv – SN) and written a children’s book.
(…)
“Johnny will be dearly missed by thousands of fans of liberty, by hundreds of friends and most of all by his family,” Segerfelt wrote on Munkhammar’s blog on Tuesday.
Entre muitos outros textos, Johnny Munkhammar escreveu The Guide to Reform: How Policymakers Can Pursue Real Change, Achieve Great Results and Win Re-Election e European Dawn: After the Social Model
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Miguel Morgado sobre o seu livro Autoridade: “A autoridade é um princípio de ordem”
Como é que se define “autoridade”?
A “autoridade” é daquelas noções que intuitivamente compreendemos, de um modo mais ou menos completo, no nosso quotidiano, mas que não se sujeitam docilmente a uma definição. Até porque apareceram outras noções que são muitas vezes confundidos com a autoridade, ou tidos como seus quase-sinónimos (por exemplo, “poder”, “legitimidade”, “jurisdição”, “soberania”, entre outros). No livro procurei discutir as proximidades e as distâncias dessas outras noções com a de autoridade para melhor compreender as fronteiras da sua extensão conceptual. Aliás, proponho ao leitor, logo no início do livro, que o melhor é começarmos por examinar a condição ou a teoria do colapso da autoridade, ou, melhor ainda, da negação da autoridade. E é preciso acrescentar que no nosso vocabulário, e em grande medida por culpa das ciências sociais, a palavra autoridade é frequentemente associada ao lado mais sinistro das relações humanas políticas: a opressão de uns por outros. Dito isto, parece-me que o início de qualquer definição minimamente coerente e conceptualmente interessante de autoridade tem de começar do seguinte modo: “A autoridade é um princípio de ordem…” Poderá parecer que é um início que diz quase nada, mas o resto só pode vir a seguir a isto.
Uma interessante entrevista de Maria João Valente Rosa a propósito do Livro Portugal e os Números: “Portugal tem sido um país a dois tempos”
A população envelheceu a um ritmo sem precedentes. Tornámo-nos um dos países mais envelhecidos do mundo, resultado de uma intensa diminuição da fecundidade dos casais, do aumento da esperança média de vida e de uma emigração particularmente intensa, em especial nas idades activas mais jovens, também elas mais férteis.
(via Vasco Mina)

Aproveitando o sucesso do nosso “O Insurgente”, gostaria de divulgar aqui o meu novo blog pessoal onde tenciono reunir todos os meus textos espalhados pela internet, assim como o meu trabalho académico e recomendações literárias. Naturalmente, estão todos convidados a aparecer.
Uma tradução portuguersa da obra Alguns Pensamentos Sobre a Educação, de John Locke, com introdução de Miguel Morgado.
Uma versão reduzida da introdução foi publicada sob a forma de ensaio no site da 20/20 – Revista de Política Educativa.
Human Action (disponível online aqui)
The Theory of Money and Credit (disponível online aqui)
The Brilliance and Bravery of Mises. Por Daniel James Sanchez.
For a young economist named Murray Rothbard, reading Human Action was a life-changing event. He was instantly converted into a hardcore Misesian. Rothbard immediately started building on Mises’s work to create the foundations of the Austro-libertarian movement that many reading this are part of today.
Mises fought for liberty until the very end, writing books into his 80s and giving speeches into his 90s. At one of his last speeches, in the year before he died, a young physician named Ron Paul was in attendance. Dr. Paul had driven 50 miles to see Mises, and would later recollect that the event was “an inspiration.”
Morreu Elinor Ostrom. Ainda há umas semanas atrás tive a oportunidade de a ver ao vivo em Londres numa conferência do Institute of Economic Affairs e ela já me parecia algo debilitada, apesar de manter uma vitalidade intelectual notável até ao fim. O André Azevedo Alves escreveu um texto (aqui) que é um excelente resumo da importância de Elinor para o pensamento político e que merece ser lido para se perceber o trabalho dela. Gostava no entanto de fazer algumas observações em relação ao legado da vencedora do prémio Nóbel da economia.
Elinor revelou-nos que a melhor forma de lidar com problemas de uso de recursos comuns é deixar as comunidades, os grupos humanos, encontrarem a melhor forma de resolução dos problemas de externalidades e da tragédia dos comuns através das normas sociais específicas de cada contexto. Isto é, ela demonstrou que não existem soluções normativas universais que se apliquem a todos os contextos. Cada grupo humano tem as suas especificidades comportamentais e interage num espaço geográfico distinto, o que leva a diferentes soluções para cada caso. Isto leva naturalmente a que ela tenha advogado uma descentralização policêntrica onde cada grupo humano tem a capacidade de criar naturalmente as suas normas, tal como David Hume propôs no seu “Tratado da Natureza Humana”.
Contudo, o que me parece realmente importante no trabalho de Ostrom é que ela obrigou muitos liberais a repensarem o significado das suas reivindicações. Ao revelar que a liberdade está na autonomia dos grupos para criarem as próprias regras, mesmo que estas não passem pela propriedade privada ou pelo mercado, ela deu a entender que os grupos geograficamente localizados actuam como unidades orgânicas com regras comunitárias que impedem o egoísmo de se alastrar de forma prejudicial ao grupo (resolvendo assim a tragédia dos comuns). Tal como notou o biólogo evolutivo David Sloan Wilson, famoso pela sua concepção de selecção multi-nível que inclui a selecção de grupo, esta foi a forma “natural” com que os humanos evoluíram em tribos, e por isso não é surpreendente que esta forma de organização grupal seja a que está mais de acordo com as pré-disposições humanas.
Assim, Ostrom mostrou que o mercado é apenas parte das escolhas que os indivíduos fazem para se auto-organizarem; tal como Hayek revelou, são as normas sociais criadas por determinados grupos que impelem os indivíduos dentro deles a agirem de determinada forma, mas mais por imitação do que por decisões racionais e autónomas.
Em termos metafísicos, o que se pode retirar do trabalho de Elinor Ostrom é que uma possível liberdade passa essencialmente pela descentralização e autonomia grupal, mas dentro desse grupo, as normas poderão variar tanto como indo de um sistema puramente de mercado e propriedade privada como para um sistema mais igualitário/redistributivo ou para um sistema hierárquico. Desta forma, por tentativa e erro, cada grupo define as suas normas e a competição inter-grupal e intra-grupal define a evolução humana.
Elinor Ostrom estará certamente entre os melhores economistas e cientistas políticos contemporâneos. Como tal, o seu trabalho será sempre lembrado.
Leitura complementar: Selecção Individual, Selecção de Grupo e Liberalismo Clássico
O reputado biólogo e fundador da sociobiologia E. O. Wilson acabou de lançar o seu mais recente livro intitulado “The Social Conquest of Earth”. O livro está a ser recebido com sentimentos díspares junto da academia e a principal razão para esse efeito é que Wilson, uma das grandes referências no campo da biologia, abandonou o paradigma que desde os anos 60 tem vindo a dominar o campo da biologia evolutiva: o paradigma da selecção individual. Desta forma, Wilson é mais um grande nome da disciplina a abraçar a força evolutiva da selecção de grupo como modelo explicativo do comportamento humano. Wilson não inventou a roda, limitou-se a reverter às ideias iniciais de Charles Darwin, que deixou escrito que a evolução se dava ao nível dos grupos, ou mais especificamente, ao nível de tribos mais fortes e adaptadas que suplantam tribos menos adaptadas.
“A tribe including many members who, from possessing in a high degree the spirit of patriotism, fidelity, obedience, courage, and sympathy, were always ready to aid one another, and to sacrifice themselves for the common good, would be victorious over most other tribes; and this would be natural selection. At all times throughout the world tribes have supplanted other tribes.” Darwin, em “The Descent of Man”
Nos anos 60 o paradigma mudou a favor da pura selecção individual (preconizada por autores como Richard Dawkins e o seu “Gene Egoísta”), esta postula que a selecção natural dos mais adaptados é feita apenas ao nível do indivíduo porque os seus genes são “egoístas” e como tal irão colocar-se sempre a si mesmos à frente dos interesses de qualquer grupo.
Este paradigma individualista influenciou as ciências sociais, que viram na selecção individual a confirmação do liberalismo, um mundo onde só existem indivíduos soberanos, genericamente auto-interessados e racionais, e onde não há lugar para grupos como unidades orgânicas.
Porém, sem negarem a força da selecção individual, cada vez mais autores a favor da selecção de grupo (mais especificamente da selecção multi-nível) estão a argumentar que nas situações onde a sobrevivência de um indivíduo depende do modelo organizativo da tribo, o interesse do indivíduo passa a estar alinhado com o da tribo, gerando o fenómeno da selecção de grupo. Por outras palavras, devido à possível ameaça de um grupo sobre outro, o grupo mais coeso, mais bem organizado, com mais altruístas e mais etnocêntrico irá prevalecer sobre o vencido em caso de disputa social ou territorial e irá passar os seus genes às próximas gerações. Em suma, podemos estar a assistir ao fim do paradigma analítico estritamente individualista que dominou a segunda metade do século XX.
Wilson foi muito claro quando escreveu que o legado genético dos humanos é o etnocentrismo e a propensão para pertencer a grupos e, se preciso, para lutar por eles.
“People are prone to ethnocentrism. It is an uncomfortable fact that even when given a guilt-free choice, individuals prefer the company of others of the same race, nation, clan, and religion. They trust them more, relax with them better in business and social events, and prefer them more often than not as marriage partners.” E. O. Wilson
As repercussões na filosofia política fizeram-se sentir no imediato. Os partidários do igualitarismo desgostam da destruição do mito universalista que está presente nesta real dinâmica de altruísmo (“in-group”) e antagonismo (“out-group”), mas não desgostam da ideia subjacente de que afinal o “bem do grupo/colectivo” existe. Já muitos liberais clássicos/libertários desgostam de praticamente tudo. A sua pré-disposição ideológica para ver apenas indivíduos e não grupos, etnias, nações ou colectivos leva a que muitos ignorem as evidências empíricas que os antropólogos e historiadores nos relevam: que o legado genético da humanidade é a história de tribos étnicas contra outras tribos étnicas, de grupos contra grupos. O maior receio deste liberais é que a aceitação da selecção de grupo signifique a aceitação do socialismo ou de outras formas estatizantes de colectivismo.
Curiosamente, F. A. Hayek, uma das grandes referências liberais clássicas contemporâneas, foi dos primeiros a abraçar a selecção de grupo ao aplicar o processo evolutivo à análise social. Na altura foi inclusivamente acusado por outros académicos liberais de estar a “trair” a lógica do individualismo metodológico e até dos princípios liberais. Porém, já depois de uma longa carreira, em “Law, Legistation and Liberty” e em “Fatal Conceit”, Hayek não hesitou em aplicar a selecção de grupo biológica às normas sociais. O académico austríaco postulou que os grupos com as normas sociais mais eficientes seriam materialmente mais prósperos, aumentariam comparativamente a sua reprodução populacional e conquistariam outros grupos que detenham normas sociais menos eficazes. Para Hayek é irrelevante se essa conquista se dava pela via da guerra ou da colonização migratória, o importante para ele é a percepção de que os grupos com normas sociais que favorecessem a prática mercantil, propriedade privada e cumprimento de contratos estariam na posição de vanguarda (e.g. a expansão dos europeus pelos continentes do mundo e conquista de novo território).
Por conseguinte, Hayek percebeu que a aceitação da selecção de grupo não teria necessariamente de negar o liberalismo clássico, apenas teria de o enquadrar num cenário realista que esteja de acordo com o legado evolutivo humano. Caso contrário, esta filosofia política poderia passar a ser um castelo construído no ar, baseada em indivíduos genericamente atomizados que não existem. O próprio Hayek não concordaria com o sentido literal da famosa frase de Margaret Thatcher “não existe tal coisa como sociedade, apenas indivíduos e famílias” pois tal sugere a inexistência de uma sociedade como força bio-cultural adaptativa.
Desta forma, e observando a actual mudança de paradigma em curso, torna-se importante salientar que F. A. Hayek demonstrou uma capacidade intelectual notável ao abraçar a selecção de grupo numa fase (70’s e 80’s) em que a selecção individual era o paradigma evolutivo em voga, contrariando as expectativas de todos os que seguiam o seu trabalho académico; especialmente no mundo liberal clássico onde o conceito de grupo era e é anátema para muitos. Isto demonstra a razão porque Hayek é possivelmente o pensador liberal clássico contemporâneo com mais reconhecimento no mundo académico: ao contrário do que costuma ser alegado, a razão não está simplesmente no facto de Hayek ser um liberal moderado que pode ser facilmente absorvido pelo status quo, mas sim porque, apesar de erros possíveis que possa ter cometido, era um pensador com flexibilidade intelectual suficiente para perceber muitos dos principais problemas que existem no seu campo político-filosófico.
O inevitável retorno da selecção de grupo promete mudanças consideráveis no pensamento filosófico do futuro. Ademais, em Harvard, quando E. O. Wilson ficou a saber que John Rawls não tinha qualquer conhecimento de sociobiologia, Wilson respondeu: “o tempo em que os filósofos não sabem nada de sociobiologia irá acabar”.
F. A. Hayek, naturalmente, esteve à frente desse tempo.
PS: Os biólogos como E. O. Wilson que estão a trazer de volta esta perspectiva de grupo renegada no pós-guerra, fazem-no numa altura especialmente relevante para a Europa: depois de 60 anos de engenharias sociais ao nível da U.E., onde se promoveu a destruição das identidades nacionais e do conceito de “nação” pela via das fronteiras abertas e do multiculturalismo (para abrir alas ao homem universal e atomizado sob a égide de um super-Estado), a verdadeira face da natureza humana irá erguer a sua cabeça, com consequências (im)previsíveis.
Leitura complementar: E.O. Wilson: “Why do Humans Need Tribes?”
The Social Conquest of Earth. Por Edward O. Wilson.
Biologist E.O. Wilson on Why Humans, Like Ants, Need a Tribe
Religion. Sports. War. Biologist E.O. Wilson says our drive to join a group—and to fight for it—is what makes us human.
O mais recente número da Political Studies Review inclui um muito recomendável artigo de Joseph V. Femia no qual são analisados dez livros da colecção ‘Major Conservative and Libertarian Thinkers’, entre os quais The Salamanca School, que escrevi conjuntamente com José Manuel Moreira. Aqui fica a recomendação: The Antinomies of Conservative Thought.
Modern conservatism is the product of a gradual merger between traditional holism and liberal individualism. As a result, what we now call conservative thought embodies a number of contradictory values and principles. Even individual conservatives find it hard to be consistent, with some, for example, proclaiming their reverence both for national traditions and for universal moral truths. The books reviewed in this article illustrate the remarkable diversity of conservative ideology, though the article concludes by arguing that the familiar distinction between ‘left’ and ‘right’ remains valid.
Leftism Revisited: From De Sade and Marx to Hitler and Pol Pot, de Erik von Kuehnelt-Leddihn.
Algumas sugestões de leitura:
Anti-Capitalistic Mentality, de L. von Mises.
Why Do Intellectuals Oppose Capitalism?, de R. Nozick.
The Intellectuals and Socialism, de F. A. Hayek.
The Fatal Conceit: The Errors of Socialism, de F. A. Hayek.
Socialism: An Economic and Sociological Analysis, de L. von Mises.
Nesta entrevista, o sociobiólogo David Sloan Wilson (autor de obras como “Darwin’s Cathedral” ou “Unto Others”) entrevista o psicólogo social Jonathan Haidt (autor de obras como “The Righteous Mind: Why Good People Are Divided By Politics and Religion“) e discutem as posições anti ciência vindas da direita religiosa (e.g. criacionista) e da esquerda. Apesar de a direita religiosa ser promovida na imprensa como a principal facção anti-ciência, Jonathan revela que na realidade, e apesar de se apresentar sempre como “open minded”, a esquerda apresenta iguais níveis de antagonismo. À direita o dogma é conhecido: se a ciência revela dados diferentes do que está escrito na bíblia, (i.e. a idade do planeta), nega-se imediatamente. À esquerda, porque o seu dogma religioso é a igualdade, quando a ciência revela diferenças inatas entre sexos, populações ou diferenças hereditárias ao nível do QI, esta é a primeira a acusar a ciência de falsidade.
Ademais, eles discutem igualmente o papel da “revisão de pares” na academia e o que acontece a estes “checks and balances” quando em determinados campos das ciências sociais (como a psicologia social) quase 100% dos pares são de esquerda.
Recomendo uma visita à pequena – mas criteriosa – Biblioteca Virtual do Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha.
Ainda não li, mas tendo em conta a entrevista e a restante obra de Charles Murray, deve ser um livro interessante: Coming Apart: The State of White America, 1960-2010
Uncommon Knowledge: White America Is ‘Coming Apart’
Outros livros de Charles Murray:
Losing Ground: 10th Anniversry Edition: American Social Policy, 1950-1980
In Our Hands: A Plan to Replace the Welfare State
Real Education: Four Simple Truths for Bringing America’s Schools Back to Reality
Bell Curve: Intelligence and Class Structure in American Life (A Free Press Paperbacks Book)
What It Means to Be a Libertarian
Human Accomplishment: The Pursuit of Excellence in the Arts and Sciences, 800 B.C. to 1950