La estocada final a Keynes. Por Ángel Martín Oro.
Fevereiro 25, 2012
Fevereiro 23, 2012
Fevereiro 22, 2012
The ethics of war and cosmopolitan war
Comentário do leitor H. ao post O caos e a bancarrota da Grécia não são responsabilidade de Israel (2):
A tese de que as guerras preemptivas são necessariamente injustas é que, sendo popular nos dias de hoje, nunca antes foi tida como aceitável por qualquer doutrina da guerra justa com alguma respeitabilidade. St. Agostinho – “a iniquidade da parte adversa é que impõe ao homem sábio que empreenda a guerra justa” – e St. Tomás ficariam estarrecidos com a ideia de que iniciar a guerra é moralmente reprovável; ditto para Vitória ou Suarez e mesmo Grotius.
Mesmo admitindo uma “presunção contra a guerra” como ponto de partida, iniciar uma agressão militar pode ser tão moralmente justo ou injusto como não o fazer.
Relativamente à discussão ética sobre conflitos armados, recomendo esta selecção de textos clássicos e contemporâneos, que inclui, entre muitos outros, textos de Tucídides, Platão, Aristóteles, Cícero, S. Tomás de Aquino, Maquiavel, Lutero, Vitoria, Molina, Suárez, Hobbes, Pufendorf, Kant e Anscombe: The Ethics of War: Classic and Contemporary Readings
Sobre o mesmo tema, e apesar de ainda não ter lido a versão final na sua totalidade, estou certo de que o novo livro de Cécile Fabre com publicação prevista para Maio deste ano será também uma leitura muito interessante: Cosmopolitan War.
Fevereiro 18, 2012
Direita, Esquerda e QI (2)
Algumas sugestões de leitura na sequência deste interessante post do Filipe Faria:
The Fatal Conceit: The Errors of Socialism, de F. A. Hayek.
The Counter-revolution of Science: Studies on the Abuse of Reason, de F. A. Hayek.
The Sensory Order: Inquiry into the Foundations of Theoretical Psychology, de F. A. Hayek.
Why Do Intellectuals Oppose Capitalism? Por R. Nozick.
Anti-Capitalistic Mentality, de L. von Mises.
Socialism: An Economic and Sociological Analysis, de L. von Mises.
Fevereiro 17, 2012
Se não quer arranjar problemas, nunca questione dogmas progressistas
Ir lá fora ver se chove. Por Helena Matos.
Essa averiguação do politicamente correcto aplicada a obras não contemporâneas pode levar a que se considerem racistas ou machistas livros como A Peregrinação, Os Lusíadas , o Auto da Barca do Inferno… e acabaríamos a restringir a circulação de obras como a Odisseia.
(…)
Ir lá fora ver se chove quando o assunto é aquilo que os jornais definem como polémico – ou seja quando o visado não pensa aquilo que o jornalista acha que ele devia pensar – tornou-se um modo de fazer política.
Fevereiro 5, 2012
Going Galt
Ayn Rand escreveu um livro chamado Atlas Shrugged, que recentemente foi passada a filme (trailer da Parte I, notícia da Parte II - site).
Qual é a história? Basicamente, é esta:
“Limonaid!”, Outros Vídeos. Ayn Rand Institute. Who is John Galt?
E já agora, o trailer dum documentário para perceber melhor:
Site. Ayn Rand explica pessoalmente. Gosto da ideia segundo a qual “Se é correcta a Separação entre Estado e Igreja – e é – então também é correcta a Separação entre Estado e Economia”.
A novidade hoje é que muitos Americanos estão a fazer mesmo o que Ayn Rand previu: A abandonar o seu país! Vejam o excerto do final do artigo (depois de terem dado vários casos concrectos):
And then there are those who are just disappearing altogether without a fare thee well. John Gaver, editor of Action America, wrote that there is a “vast and increasing number of wealthy US citizens who are just ‘dropping out’ — taking all of their wealth and leaving the US without renouncing. They just disappear off the US tax rolls and appear on some other country’s tax rolls.”
The number disgusted with how America treats its successful citizens continues to grow. As Bugnion of ACA notes, “It is a sad outcome, but I personally feel that we are now seeing only the tip of the iceberg.”
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Portugal e Espanha – Holanda – Inglaterra – Estados Unidos.
A história repete-se: Ascensão, Enriquecimento, Perseguição, Queda.
Tem mesmo que ser assim?
Como diria Ayn Rand,
Government “help” to business is just as disastrous as government persecution… the only way a government can be of service to national prosperity is by keeping its hands off.
Janeiro 16, 2012
Uma grande perda
Para além do papel determinante que teve em vários momentos decisivos na política espanhola, Manuel Fraga Iribarne realizou também, enquanto académico, importantes contributos para o estudo da Escola de Salamanca e, em particular, do pensamento de Luis de Molina, que foi aliás o tema da sua tese de doutoramento.
Dezembro 31, 2011
Investir no mercado de arrendamento em Portugal – riscos políticos e ideológicos
De facto, a dominância em Portugal – desde o Bloco de Esquerda a amplos sectores do PSD e do CDS – das ideias subjacentes a este texto do Daniel Oliveira é a chave para compreender a impossibilidade de ter um mercado de arrendamento a funcionar em boas condições.
Enquanto não se conseguir afastá-la – e há infelizmente poucos indícios de que tal venha a ser possível a curto ou mesmo médio prazo – este tipo de ideologia intervencionista continuará a garantir a manutenção do desastre económico e social associado à falta de um mercado de arrendamento eficiente em Portugal: Aviso ao investidor. Por João Miranda.
Estão lá todos os riscos a que deve estar atento:
Preços tabelados – A qualquer momento pode ver o preço das suas rendas tabeladas, sendo forçado a disponibilizar o seu produto a preços abaixo daqueles que seriam de esperar dada a escassez de habitação para arrendar.
Impostos – As suas propriedades poderão vir a ser sujeitas a novos impostos. O maior risco está nos investimentos em prédios devolutos para recuperação a pprazo. Não se meta nisso. O risco de aumento de IMI é elevado e ninguém lhe garante que conseguirá contornar todos os obstáculos burocráticos à reconstrução antes do aumento.
Velhos e pobres – Evite arrendar casas a velhos, pobres, deficientes e jovens. Estas classes de pessoas adquirem facilmente direitos especiais que o farão perder dinheiro.
Dezembro 23, 2011
“Homossexuais no Estado Novo”
Mesmo considerando que a autora é São José Almeida e que em Portugal quase tudo é permitido à extrema-esquerda, isto é mau demais: Irei cuspir-vos no túmulo. (via Paulo Marcelo)
Convém dizer, antes de mais, que a gravidade moral desta empresa jornalístico-historiográfica é adensada por um facto singelo, mas decisivo: na sua esmagadora maioria, as fontes orais a que recorreu São José Almeida reservaram para si o absoluto anonimato. «O que está nestas páginas é […] fruto da recolha de depoimentos de pessoas que são homossexuais e que me deram o privilégio de me confiar as suas experiências, conhecimentos e reflexões, a grande maioria das vezes sob reserva de absoluto anonimato» (pág. 23, itálico acrescentado). Por outras palavras, os homossexuais que falaram com São José Almeida salvaguardaram a sua intimidade. Mas não tiveram pudor em revelar a intimidade de terceiros, já falecidos, sem que a estes, como é evidente, haja sido dada a possibilidade de contraditarem (ou confirmarem) o que sobre eles é dito. Fizeram sair do armário gente morta e indefesa, mas mantiveram-se lá dentro, acobertados, no calorzinho confortável da sua vidinha «normal». E isto, note-se, em tempos democráticos, onde a tolerância social face à homossexualidade é muito maior. Mesmo agora, em nossos dias, muitos optaram pelo anonimato. Que alguém não queira assumir em público a sua orientação sexual é perfeitamente legítimo. Mas quem assim procede não pode – ou não deve – dizer que Beltrano e Sicrano eram homossexuais.
Dezembro 7, 2011
Naomi Klein and The Shock Doctrine
Johan Norberg vs. Naomi Klein and The Shock Doctrine
Leitura complementar: In one sense, we’re all Hayekians now
Dezembro 3, 2011
“A Era de T. S. Eliot” de Russell Kirk – dia 8 em São Paulo; dia 10 no Rio de Janeiro
Um convite de Alex Catharino, via Facebook, que me parece oportuno reproduzir tendo em vista os leitores d’O Insurgente residentes no Brasil:
Convido todos os amigos para o lançamento do livro “A Era de T. S. Eliot: A Imaginação Moral do Século XX” de Russell Kirk. O livro foi traduzido por Márcia Xavier de Brito, tem uma apresentação do Prof. Dr. Benjamin G. Lockerd Jr. (catedrático de Literatura Inglesa da Grand Valley State University e ex-presidente da International Eliot Society) e uma longa apresentação minha sobre a vida e a imaginação de Russell Kirk. Tanto no evento de São Paulo, dia 8 de dezembro (quinta-feira) a partir das 19h, quanto no do Rio de Janeiro, em 10 de dezembro (sábado) a partir das 18h, haverão palestras ministradas por Annette Kirk, viúva do autor e presidente do Russell Kirk Center for Cultural Renewal, e por mim.
Novembro 14, 2011
A apropriação indébita da tradução portuguesa de A República, de Platão
Platão plagiado
Caros,
A editora Martin Claret, plagiadora notória, aprontou mais uma das suas: apropriou-se indevidamente da conceituada tradução da República de Platão, assinada por ninguém menos que Maria Helena da Rocha Pereira e publicada pela Fundação Gulbenkian. Na edição da torpe Martin Claret, a tradução é creditada a um certo Pietro Nassetti — que decerto não existe. Por favor, divulguem, indignem-se, façam alarde e barulho. É simplesmente inacreditável que não fechem a Martin Claret, figurinha carimbada nos tribunais, vira e mexe acusada de plágio e apropriação indébita. É uma vergonha.
E um escândalo editorial.
Novembro 7, 2011
No Fio da Navalha
O meu artigo para o jornal i deste fim de semana.
A Vitória dos Buddenbrooks
A Alemanha que venceu a Europa não foi a das armas, mas a dos comerciantes que Thomas Mann descreveu no seu livro Os Buddenbrooks.
Se ainda não o fez, o leitor devia ler Anna Karenina de Lev Tolstoi (Relógio d’Água), e Os Buddenbrooks de Thomas Mann (D. Quixote). Os dois romances retratam bem a vida, em pleno século XIX, de duas realidades europeias distintas. A Rússia e a cidade livre de Lubeck, esta antes e após a sua integração no Império Alemão em 1871. O que encontramos nestes romances, a vida das personagens neles descritas, os seus sonhos, ambições, desejos, frustrações e sucessos, medos, angustias, derrotas e vitórias, as casas onde vivem, o modo como lidam com os seus iguais, com os criados e os camponeses, dizem muito do que foram uns e outros. Bastante do que é, hoje ainda, um país como a Rússia e outro, como a Alemanha.
Enquanto no romance de Mann os Buddenbrooks detinham um negócio de importação e exportação que procuravam passar aos seus descendentes, permitindo-lhes a continuação de uma fonte de rendimento que os sustentasse e os fizesse ser uma mais valia na cidade onde viviam, na obra de Tolstoi a realidade é outra. Neste, ou são altos funcionários do Estado, ou nobres de antiga linhagem, os que constituem a elite política e intelectual. Apenas um, Koysta Levin, representa a falta que Tolstói tanto lamentava entre as elites russas: o gosto pelo trabalho com vista a ajudar os mais desfavorecidos, fazendo o que é justo. O que faltou em Tolstoi, como aliás em Dostoiévski, foi nunca ter conseguido juntar o gosto pelo lucro e pela realização pessoal, à solidariedade. Reconhecer a necessidade de ajudar os outros como sendo o resultado inato do sucesso, fruto desse mesmo trabalho. Para Tolstoi, um benemérito tinha de ser um santo. Um místico. Um homem sem falhas. Talvez por isso, o homem bom que era Levin fosse agricultor, mas nunca um comerciante. Já os Buddenbrooks são demasiado homens para serem santos. Veja-se o exemplo de Johann Buddenbrook que apenas porque quer levar o sogro para casa, conversa com os revoltosos de 1848 e os convence a desmobilizar. Ajuda-os. Resolve o problema que afecta a cidade, não por ser um super-homem, mas como homem simples que é e que procura o bem estar da sua família.
O tempo foi aumentando esta confusão entre benemérito e santo. Só quem se supera, consegue visar o lucro ao mesmo tempo que procura o bem. Por termos caído nessa crença do homem perfeito, grandioso e inexistente, substituímos os homens normais por instituições longínquas. A crise de hoje, é também de confiança. De suspeita perante Merkel e Sarkozy que não se portam como esperamos se comportem os líderes: de modo magnânimo e capazes de resolver, de um dia para o outro, todos os problemas, quanto mais não seja pela sua simples presença. E também porque deixámos de acreditar que com esforço, pessoas normais conseguem grande feitos, fomos vivendo numa sociedade como a descrita por Tolstoi, na qual as elites nada produzem, vivendo tranquilo quem alinha com o Estado e se encosta a ele. Tal qual os endinheirados em Anna Karenina que pouco mais fazem que não seja preencher papelada e gerir comissões. Elites que discriminam os fracos pelas suas origens, ao contrário dos comerciantes de Lubeck que apenas desprezam quem não trabalha. São elites como as descritas por Tolstoi, que alinharam com os erros que nos conduziram até aqui, as que estão hoje a ser postas em causa.
A linhagem dos Buddenbrooks acaba por desaparecer, mas a sua ética, o seu espírito, que era o espírito capitalista daquelas cidades livres e mercantis, que Max Weber tão bem explicou, continuou noutras famílias. Continua hoje, por muito que nos doa admiti-lo, nas economias nórdicas e holandesa que pouco sofrem com a crise mundial que vivemos. O trabalho e o esforço compensam. O lema dos Buddenbrooks, “Nunca fazer negócios durante o dia que te tirem o sono durante a noite”, retrata como o valor dado ao trabalho, obriga à honestidade e como dessa honestidade, surge a consciência social. Como vamos ter de mudar e estar mais atentos aos Buddenbrooks.
Novembro 2, 2011
Outubro 6, 2011
Responsabilidade social da empresa, ética e governação: equívocos, tensões e desafios
Para os interessados em ética empresarial e no frequentemente equívoco tema da responsabilidade social das empresas, dou conta de um capítulo de que sou co-autor com José Manuel Moreira: “Responsabilidade social da empresa, ética e governação: equívocos, tensões e desafios”, pp. 537-563 na recém-publicada obra colectiva Responsabilidade Social – Uma Visão Ibero-Americana (Almedina / CES, 2011). No mesmo livro, recomendo também os capítulos “Uma reflexão sobre o Estado”, de José Manuel Moreira (pp. 659-666) e “Repensar a responsabilidade social: da lógica individual à lógica de rede”, de Maria João Santos (pp. 565-580).
Agosto 22, 2011
O Mar
(…)
“nós não vimos a DonaLibânia chorar com o susto e mesmo assim ter ido preparar chá com restos do bolo de banana que foi servido na varanda da AvóDezanove a todos que quiseram mas especialmente aos que ajudaram a apagar o fogo, nós não vimos porque estávamos longe, do outro lado da bomba de gasolina, do outro lado do largo, depois da areia, depois da cerca das obras, depois dos pontos cardeais que tínhamos inventado, nós estávamos lá, a tirar a roupa, a rir, a gritar pelo EspumaDoMar que não veio, a preparar os corpos para mergulhar, as bocas para sorrirem e as gargantas para gritar, como fazíamos às vezes, debaixo de água, a rir de contentes, nessas vozes molhadas de gritos nenhuns e brincadeira inventada e descoberta à toa, até um dia alguém ter dito que esses eram ‘gritos azuis’
e assim de corpos nus a sentir um pequeno vento, a olhar os papagaios que sobrevoam o nosso largo da PraiaDoBispo, eu, a Charlita e o Pi, (…) saltámos as conchas e os buracos dos caranguejos que fugiram assustados connosco em busca de sentir a água salgada nos nossos corpos ansiosos da espuma branca no mar escuro àquela hora de festas e risos, nós estávamos lá, em busca da zona um pouco mais funda onde os nossos corpos podiam dançar devagarinho com o ar nos pulmões a ser poupado para os nossos gritos, e eu lembrei dos mais-velhos, de tantos mais-velhos que eu já tinha conhecido e não sabem às vezes acreditar nos segredos simples das crianças, (…).”
Agosto 13, 2011
Nisbet e a autoridade
Robert Nisbet analisa a concepção de autoridade e sua nêmesis na sociedade. Por Bruno Garschagen.
Na mesma linha, recomendo Twilight of Authority, do próprio Robert Nisbet.
Agosto 11, 2011
Ubiratan Jorge Iorio: Ação, Tempo e Conhecimento – A Escola Austríaca de Economia
Um lançamento a não perder para quem esteja por São Paulo no próximo dia 24 de Agosto.
“Ação, Tempo e Conhecimento – A Escola Austríaca de Economia” – Ubiratan Iorio – Parte1
Ação, tempo e conhecimento: a Escola Austríaca de economia. Por Ubiratan Jorge Iorio.
‘they might actually learn something’
British Humour. Por Francisco Beirão Belo.
Agosto 9, 2011
The London riots and the criminal sub-culture (2)
Life at the Bottom: The Worldview That Makes the Underclass. Por Theodore Dalrymple.
Leitura complementar: The London riots and the criminal sub-culture; O colapso do multiculturalismo e do socialismo no Reino Unido; Palavras e acção.
Julho 10, 2011
Como se desenvolve uma economia e porque se afunda – Peter Schiff em português
A publicação em português do livro Como se desenvolve uma economia e porque se afunda, de Peter Schiff e Andrew Schiff é uma excelente notícia.
Julho 9, 2011
Leituras Recomendadas (Economia)
O Instituto Mises continua a publicar clássicos liberais e trouxe agora a público mais um título Indispensável para refutar o disparate Keynesiano: Theory of Idle Resources, escrito em 1939 por William H. Hutt.
W.H. Hutt’s Theory of Idle Resources was first published in 1939, surely one of the earliest responses to Keynes’s General Theory.
Hutt goes for the heart of Keynes’s prescription for recovery, which was to get idle resources moving, whether that is money, capital, or labor. If something isn’t being employed right now, it is being wasted.
Hutt responded at length that there is nothing uneconomic or necessarily inefficient about an idle resource. It is the decision of the owner to hold back when faced with a long-term plan, a judgment call concerning risk, a high reservation wage, or a demand for larger cash balances.
In addition, there might be legal restrictions that are causing workers to withhold labor and capitalists to curb production. It makes for fascinating reading. Both the Keynesian proposition and the response are still very much in play today.
Hunter Lewis writes the new introduction.
The economic environment is plagued with enormous unemployment – the ultimate idle resource. What is the problem? Is it a macroeconomic problem of aggregate demand? Or is it is a simple labor pricing problem alongside legal restrictions? Hutt takes the latter position, and utterly crushes the Keynesian view.
Keynes was refuted in 1939! The re-discovery of this fact is bracing indeed.
Keynes diz: os recursos são infinitos, estimulem-se as necessidades. Hutt contrapõe: os recursos são finitos, controlem-se as necessidades e usem-se bem os recursos existentes.
Leiam e fortaleçam os vossos argumentários com um mestre intemporal.
Julho 8, 2011
Hoje, às 18:30, em Lisboa
OUTUBRO: A REVOLUÇÃO REPUBLICANA EM PORTUGAL (1010-1926), Org. de Luciano Amaral
A I República foi uma espécie de regime da ala esquerda da monarquia constitucional. Assumindo a quebra com o símbolo monárquico, pouco trouxe de novo ao programa progressista da monarquia.
A grande diferença consistiu no facto de os mecanismos eleitorais (dominados pela fraude nos dois casos) terem sido capturados por um só partido, impossibilitando um pluralismo eficaz.
A República foi, por isso, um regime estranho, simultaneamente “avançado” e “retrógrado”: uma república no mar das monarquias europeias, nunca conseguiu incorporar as mais “avançadas” tendências da época, como o sufrágio universal. No final, dela sobraram sobretudo os símbolos da soberania nacional: a forma republicana de todos os regimes desde 1910, o hino e a bandeira, para além da moeda, o escudo, cujo desaparecimento em 1999 marcou, precisamente, o fim da soberania monetária do país. A sobrevivência destes símbolos revela a corrente republicana que percorre o conjunto da experiência política contemporânea portuguesa.
Julho 7, 2011
Junho 14, 2011
A Revolução Republicana em Portugal (1910-1926)
Outubro: A Revolução Republicana em Portugal (1910-1926)
A I República foi uma espécie de regime da ala esquerda da monarquia constitucional. Assumindo a quebra com o símbolo monárquico, pouco trouxe de novo ao programa progressista da monarquia. A grande diferença consistiu no facto de os mecanismos eleitorais (dominados pela fraude nos dois casos) terem sido capturados por um só partido, impossibilitando um pluralismo eficaz. A República foi, por isso, um regime estranho, simultaneamente “avançado” e “retrógrado”: uma república no mar das monarquias europeias, nunca conseguiu incorporar as mais “avançadas” tendências da época, como o sufrágio universal. No final, dela sobraram sobretudo os símbolos da soberania nacional: a forma republicana de todos os regimes desde 1910, o hino e a bandeira, para além da moeda, o escudo, cujo desaparecimento em 1999 marcou, precisamente, o fim da soberania monetária do país. A sobrevivência destes símbolos revela a corrente republicana que percorre o conjunto da experiência política contemporânea portuguesa.
(via Miguel Morgado)
Junho 11, 2011
Maio 27, 2011
Não vou – muito apropriadamente estarei na festa de fim de ano do five-year-old – mas ficam avisados
Maio 18, 2011
O fatalismo não existe
Em 1939, Ronald Syme publicou o livro “The Roman Revolution”. Para Syme, o fim da República Romana foi o desfecho de um longo processo de decadência política. As qualidades dos políticos, os vícios próprios de um sistema de mãos dadas com o populismo e ainda o crescimento desmesurado do império, não podiam ter outro resultado que não fosse a Ditadura que aguardava apenas pelo aparecimento de um homem como Augusto. Syme desenvolveu esta tese na década de 30, quando as democracias estavam desacreditadas e muitos preferiam a ordem à liberdade. Esta tinha corrompido o homem e o homem corrompido precisava de disciplina.
Mais tarde, já na década de 70, Erich S. Gruen expôs no seu livro “The Last Generation of the Roman Republic”, outra tese que acabou por ser uma resposta à de Syme. Naqueles anos de turbulência marcados pelos conflitos ideológicos, combate político, choques geracionais de natureza moral e a guerra do Vietname, em que (quase) tudo era questionável, Gruen acreditava que o que sucedeu em Roma, dois mil anos antes, podia ter sido diferente. Tanto o populismo, como os ataques truculentos entre políticos, as suspeições e as mentiras, a falta de confiança que minava a população, a soma de todos estes fenómenos, não conduziam, inevitavelmente, ao fim da democracia. Eles eram, antes de tudo o mais, a sua essência. E sem esses pequenos defeitos, falhas e pecados, a democracia não se regenera. Colocar em causa as instituições não significa querer o seu fim, mas a sua reforma. A ditadura não era inevitável e talvez bastasse que um pequeno acontecimento se desenrolasse de modo diferente da forma como se deu, e a República teria sobrevivido.
Na segunda década do século XXI assistimos a uma convulsão mundial e não sabemos como ficaremos quando terminar. Se mais, se menos livres. Se com mais ou menos Estado. Mais ou menos tolerantes. Uma coisa é certa: a resposta está no modo como encaramos os desafios e no valor que damos à liberdade e não tanto no que verdadeiramente acontece. Não existem fatalidades. Por algum motivo, ainda hoje ninguém nos diz, com toda a clareza, se a República em Roma tinha condições para continuar.
Maio 17, 2011
A Tragédia do Euro – O Livro de Philipp Bagus (Parte 2)
Com a introdução do Euro, as taxas de juro que cada Estado tinha de pagar para se endividar baixaram consideravelmente pois não havia já o perigo de desvalorização unilateral da moeda e igualmente porque os investidores acreditaram desde o início que qualquer problema de liquidez estatal seria resolvido através de “ajudas” da União Europeia. Isto foi especialmente verdade para os países que estavam tradicionalmente endividados e que recorriam a desvalorizações de moeda constantes (o sul da Europa). Agora sim, era possível a estes Estados endividarem-se “ad aeternum” a baixo custo e foi isso que fizeram desde então. Alguns políticos alemães, ao anteverem este processo, pediram sanções automáticas e imediatas para países que excedessem o limite do défice anual (3% do PIB). Tal nunca foi aprovado pois nenhum Estado se queria auto-limitar na sua capacidade para contrair dívida.
Desde a introdução do euro que os governos de cada país têm a capacidade para indirectamente “imprimir” dinheiro. Isto é feito através da emissão de dívida pública, vendendo-a a bancos que aceitam comprar essa dívida. Estes últimos querem comprar dívida pública essencialmente porque o banco central europeu aceita emprestar-lhes dinheiro (imprimido) se estes tiverem títulos de dívida pública em seu poder (usando-os como colateral). Assim sendo, vender dívida pública significa em boa parte receber empréstimos da impressora monetária que é o Banco Central Europeu.
Chega-se assim à ideia central do livro de Philipp Bagus: o Euro é uma “tragédia dos comuns”. Sabendo-se que os primeiros a receberem o dinheiro impresso pelo BCE podem gastá-lo com proveito antes da inflação os atingir, todos os Estados têm incentivos para se endividarem o mais depressa que puderem, pois se não o fizerem serão apenas os receptores da inflação causada pelos que têm acesso ao dinheiro primeiro. Naturalmente que os países com economias mais débeis (Portugal, Grécia…) foram os que mais correram para o BCE nos últimos 11 anos, sob pressão eleitoral e com a impopularidade de subir impostos, emitir dívida pública foi a única solução que os políticos destes países encontraram para vencerem eleições.
Desta forma, os políticos locais injectaram crédito no seu país e passaram a inflação para os outros. Como o último a chegar ao crédito torna-se exclusivamente num receptor de inflação, vão todos correr para obtenção desse crédito o mais depressa possível. Da mesma forma, os bancos não têm medo de emprestar a Estados falidos porque contam com a protecção dos Estados e dos bailouts da UE na defesa do Euro. Todos estes agentes políticos e económicos podem assim ser irresponsáveis à discrição e em última instância, se algo correr mal, pedem mais impressão de dinheiro ao BCE. Consequentemente, esta expansão de crédito leva a bolhas imobiliárias (Espanha, Irlanda) ou a improdutividade/destruição da estrutura produtiva (como Portugal e Grécia). O único travão para esta tragédia dos comuns é a perspectiva de hiperinflação ao nível europeu; este é um cenário que esteve já mais longe, visto que o BCE, na tentativa de salvar o euro, está já a partir de 2010 a comprar dívida pública dos Estados insolventes, numa clara demonstração que não é independente e que está ao serviço dos interesses políticos. (mais…)
A Tragédia do Euro – O Livro de Philipp Bagus
Numa fase em que se começa a tornar evidente que o Euro tem debilidades inultrapassáveis, o livro “The Tragedy of the Euro” de Philipp Bagus arrisca-se a ser uma referência central na literatura que discorre não só sobre euro em particular, mas sobre União Europeia como um todo.
Bagus é um economista alemão que foi estudar para Madrid com Jesus Huerta de Soto e de quem hoje é colega de departamento na Universidade Juan Carlos. O próprio Huerta de Soto escreve no prefácio que Bagus o desafiou na sua anterior visão positiva do Euro e que este último apontou correctamente para a superior vantagem das moedas nacionais em competição em detrimento de um banco central europeu monopolista.
O livro não se limita a uma análise económica da moeda única europeia mas debruça-se igualmente sobre o contexto histórico em que ela se desenvolveu. Consequentemente, ele optou abrir a obra abordando as duas principais forças em oposição desde que o projecto da União Europeia começou. Desde o início da ideia europeia que existem duas visões para a Europa: 1) A visão liberal clássica entende o projecto europeu simplesmente como um acordo entre países europeus que permite a liberdade de movimento de pessoas, bens e capitais, gerando uma união através do mercado livre; e 2) a visão imperialista, a que ele denomina de visão socialista, implica a centralização de poder em Bruxelas, diluição das autonomias locais, harmonização legal e fiscal e um enorme estado providência ao nível europeu.
O autor revela que, tradicionalmente, a visão liberal clássica foi defendida por políticos de Estados como a Grã Bretanha, a Holanda ou a Alemanha e que a visão socialista foi essencialmente defendida pelas elites políticas francesas que procuravam um novo projecto imperial depois do vazio da perda das colónias. Franceses como Jacques Delors ou Francois Mitterrand são os nomes mais representativos da visão socialista da Europa. Isto, claro, não invalida que defensores das duas visões não possam ser encontrados em todos os países.
Desde o início da união que se tentou compatibilizar estas duas visões, aceitando-se o livre movimento de bens, capitais e pessoas mas aceitando-se igualmente as sementes centralizadoras da visão socialista como a criação de uma comissão europeia com poderes para iniciar legislação ou a política agrícola comum. Essas sementes deram origem ao voraz processo de aglutinação de poder que se verifica desde então. (mais…)
Maio 11, 2011
Sondagens, Eleições e Opinião Pública – 18 de Maio, em Lisboa
Dia 18 de Maio, em Lisboa, é apresentado o novo livro do Pedro Magalhães. Sobre sondagens e eleições, naturalmente.

Maio 10, 2011
Ayn Rand vista por um anarquista de esquerda
A vontade indómita e a sociedade “industrial-burguesa”. Por Miguel Madeira.
Crony Capitalism
Na sequência deste post sobre The Fountainhead, do André Abrantes Amaral, o Miguel Madeira interroga-se sobre a incompatibilidade entre uma filosofia individualista e (grandes) empresas, bem como o potencial “incómodo” que tal traria para Ayn Rand, autora do referido livro. Depreendo desta interrogação que o Miguel Madeira talvez não tenha lido Atlas Shrugged, o seguinte livro de Rand. É que neste último, a maior parte dos vilões são “empresários” que atingem um módico de sucesso apenas através de lobby junto do estado, de favores, legislativos e outros, em detrimento dos indivíduos que realmente criam (o tema é recorrente).
Numa nota mais teórica, é de acrescentar que alguns libertarians pensam que num mercado efectivamente livre, sem intervenção do estado no sentido de beneficiar alguns players em detrimento de outros, a dimensão das empresas seria naturalmente menor. Alguns, por via da sua oposição a proteções de propriedade intelectual, ou mesmo de oposição à apropriação de recursos naturais, dizem que empresas de grande dimensão seriam impossíveis. (Rand costumava referir-se a estes últimos como dope smoking hippies.)
Maio 9, 2011
Zest of achievement
“It doesn’t say much. Only ‘Howard Roark, Architect’. But it is like those mottoes men carved over the entrance of a castle and died for. It’s a challenge in the face of something so vast and so dark, that all the pain on earth – and do you know how much suffering there is on earth? – all the pain comes from that thing you are going to face. I don’t know why it should be unleashed against you. I know only that it will be. And I know that if you carry these words through to the end, it will be a victory, Howard, not just for you, but for something that should win, that moves the world – and never wins acknowledgment. It will vindicate so many who have fallen before you, who have suffered as you will suffer. May God bless you – or whoever it is that is alone to see the best, the highest possible to humans hearts. You’re on your way to heel, Howard.”
The Fountainhead, p. 129.
Este livro é aconselhável aos que não se querem deixar corromper. Aos que não facilitam. Aos que são chatos, teimosos, persistentes, têm e seguem o sonho de serem livres. Livres, naquele nível íntimo que é o da consciência. Livres do peso limitador dos outros. Os que precisam sentir o abismo que é trabalhar, construindo algo do nada para se sentirem vivos. Parte integrante deste mundo. Parte integrante da criatividade humana deste mundo. Aos que acreditam nas suas capacidades e não as desvirtuam para serem reconhecidos. Aos que não aguardam qualquer agradecimento. Acreditam na criatividade do homem quando não controlada por quem a receia ver fluir. Nada esperam dos demais e têm fé em si mesmos.
Para os que não se revêem neste espírito, os que não acreditando nos seus méritos, os trocam pelo reconhecimento alheio e nunca questionam o que lhes dizem ser a verdade; aqueles que receiam a originalidade dos outros e, fixando-se obsessivamente neles, não descansam enquanto não a destruírem, esta obra é um ultraje e uma ofensa à sua dignidade.
A sua leitura devia ser obrigatória para uns e para outros. Os primeiros para perderem a vergonha de continuar; os segundos para saírem da frente.
Maio 7, 2011
Maio 2, 2011
Leiam este livro
“In a Country whose economy is run by politics and whose politics are governed by connections, it is photographs that count”.
É indispensável. Já tem 10 anos, mas este ensaio na Foreign Affairs (apenas para assinantes ou para quem compre a revista) sobre a crescente agressividade dos dirigentes Chineses, tanto a nível interno como externo, a que se juntam dois artigos na Economist, mostram-nos que a China é governada por uma aristocracia comunista cada vez mais nervosa.
A corrupção típica dos regimes de poder ilimitado; os gastos colossais em cidades virtuais e fantasmas; empresas sem qualquer tipo de futuro que não sejam as constantes injecções de capital feitas por bancos estatais e, por isso, também praticamente falidos; uma classe média cada vez mais exigente e que já não aceita que familiares seus no interior da China morram à fome. São demasiadas achas para uma mesma fogueira. Quando é que o regime chinês vai colapsar? Não sabemos se ainda este ano, mas será de repente, sem aviso prévio, como sempre acontece nos regimes totalitários e com os capitalismos estatais.
Abril 27, 2011
IREF

O IREF publicou o seu anuário sobre Fiscalidade na Europa.
O relatório inclui 21 países, incluindo Portugal, e versa sobre o que de mais importante aconteceu em termos de política fiscal e orçamental na Europa.
A Europa é neste momento uma manta de retalhos, incluindo países com contas quase equilibradas (NL, NO, SK, LU, DE e SE) e outros com contas muito desequilibradas (por exemplo, Portugal) em termos orçamentais. A situação é também diversa em termos fiscais, sendo a única tendência a complexificação dos sistemas fiscais.
As receitas foram originais, contraditórias e muitas vezes confusas. Creio que o relatório é uma leitura interessante para quem precise desta informação profissionalmente ou para quem tenha curiosidade em conhecer os diversos sistemas.
O link dá acesso a uma pequena apresentação do relatório. Nele há outro link para fazer download do relatório completo.
Boas leituras.
















