O Insurgente

Maio 19, 2012

A miséria da população como sinal de uma governação falhada

Filed under: Internacional,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:50

Não é bom sinal quando, dez anos depois, o que mais impressiona é o estado de miséria em que vive grande parte da população. Ainda para mais considerando os vastíssimos recursos naturais de que o país dispõe e os fluxos de financiamento internacionais que têm sido dirigidos para Timor-Leste: Cavaco emocionado e impressionado com a pobreza em Timor

Bastou a Cavaco Silva viajar entre o Aeroporto de Díli e o Palácio de Lahan, num percurso de cerca de dez quilómetros, para perceber a dimensão da pobreza em Timor. O Presidente da República elogiou os progressos feito pelo país em dez anos de independência, mas ficou impressionado com os miseráveis bairros da capital timorense.

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Evitar que Timor se torne um Estado falhado

Filed under: Comentário,Economia,Internacional,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 13:02

Numa altura em que se comemoram os dez anos de uma independência lutada e sofrida, é importante levar a sério esta preocupação expressa pelo novo Presidente de Timor-Leste: Taur Matan Ruak: “Com pobreza não há arma que garanta a segurança”

Combate à pobreza e mudança das mentalidades dos que esperam que o Estado lhes dê tudo são as prioridades do novo Presidente de Timor-Leste. Taur Matan Ruak, que hoje toma posse à meia-noite (16h em Portugal), a hora em que, há dez anos, foi restaurada a independência do país, não quer olhar para o passado.

Diz que os heróis já foram homenageados e que agora Timor não tem “tempo para olhar para trás”. Critica os governantes por não terem envolvido os timorenses nas suas decisões, especialmente os que vivem nas zonas rurais, que considera estarem “totalmente esquecidos”.

Na entrevista ao PÚBLICO na sua casa, situada no topo de uma colina de Díli, com uma vista extraordinária para o mar e para a cidade, o quinto presidente de Timor-Leste desde a declaração unilateral da independência em 1975, diz que outra grande mudança a realizar no país é nas mentalidades. “As vezes as pessoas pensam que o estado resolve tudo e isso não é verdade. Os cidadãos têm de se envolver mais.”

Os vastos recursos associados ao petróleo e os volumosos pacotes de financiamento internacionais que têm chegado a Timor têm fomentado práticas de clientelismo interno e externo, desperdício de recursos, corrupção, dependência face ao Estado e impedido em larga medida o desenvolvimento económico.

Se o rumo dos últimos anos não for invertido e continuar a predação dos recursos colectivos de Timor-Leste tanto por grupos internos como por parasitas externos, é de temer o pior, nomeadamente que a situação em Timor degenere a ponto de o território se poder vir a tornar um Estado falhado. Dez anos depois da independência, essa deveria ser a principal preocupação subjacente às comemorações.

Barragem do Tua: tem a palavra Francisco José Viegas

Filed under: Energia,Justiça,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 10:00

Regresso ao mundo real: o irrealismo de uma barragem. Por José Manuel Fernandes.

É talvez altura de Francisco José Viegas, que é um homem do Douro, provar que não tem falta de peso político por não ser ministro. Ou de Álvaro Santos Pereira se recordar de algumas das coisas que escreveu no livro que publicou algumas semanas antes de ir para ministro, onde defendia um modelo de desenvolvimento para Portugal que não passava por mais cimento, antes pelo tipo de desenvolvimento local que uma obra como a da Foz Tua compromete de forma irreversível. O que se pede ao Governo não é que “preste esclarecimentos” à UNESCO, é que se antecipe à decisão do UNESCO e decida ele mesmo a paragem das obras.

Maio 18, 2012

Jovem esfaqueado à porta da escola em Almada

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 19:12

2012 05 17 esfaqueado por colega TVI

(via Paulo Guinote)

Leitura complementar: Importem o BOPE; Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa (2); Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa; Crimes na Linha de Sintra; Até quando reinará a impunidade ?; O aumento da insegurança e as falhas do Estado; Um país cada vez mais inseguro; Um país a saque; Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?

Efeitos colaterais da centralização de informação no Estado

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:28

Dados pessoais de 220 mil estudantes estiveram acessíveis no site da DGES

Uma imagem a preservar…

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:12

Ricardo Rodrigues reconhece crimes mas justifica-os com a defesa da sua imagem

Ricardo Rodrigues justificou ter guardado os gravadores dizendo que os jornalistas lhe estavam a colocar questões de índole pessoal (sobre burla, desavenças de opinião com um colega de partido e relativas a um caso de pedofilia nos Açores, de onde é natural).

Maio 17, 2012

Droga, a guerra perdida

Filed under: Ambiente,Internacional,Justiça,Media,Política,Saúde — ruicarmo @ 18:29

A The Atlantic revela através de uma foto-reportagem que, em seis anos, a guerra da droga ceifou 50 mil vidas.  Para se conseguir ter uma ideia mais aprofundada do problema, vale a pena visitar  Mexico under siege, The drug war at our doorstep – um trabalho jornalístico sem igual do Los Angeles Times, com conteúdos que remontam a Junho de 2008.

Aviso: as imagens e vídeos dos media norte-americanos são muito duras mas não representam mais do que a realidade de uma guerra que não pode ser ganha.

Grécia: o último a sair que apague a luz…

Greek Lights Out… Literally

Maio 16, 2012

The Usual Suspects, the Reservoir Dogs and An Inconvenient Truth

Filed under: Diversos,Justiça,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 16:36

Estes tipos do Lobby do Cinema seriam, num verdadeiro Estado de Direito, cúmplices de roubo. Porquê ? Porque recebem significativas somas de dinheiro extorquidas coercivamente a quem realmente trabalha. E não só não estão satisfeitos com isso, como ainda têm o tremendo descaramento de vir a público exigir da parte do Estado português um incremento ao assalto fiscal aos seus contribuíntes para financiar a sua “arte. Eu já não perco tempo com a conversa das taxas – que não deixam de ser roubo e aos contribuíntes – porque o debate não se trata apenas disso. E tanto não se trata disso que o protesto que o desencadeou exigia MAIS apoios. Logo, ao exigirem mais apoios, a conversa já vai muito para além das taxas, elas próprias já um vil acto de apropriação de dinheiros alheios por parte das gentes do cinema. Eu não considero mendigos as pessoas que por lá foram – pois devem ter muito tempo – exigir o dinheiro dos outros. Os mendigos pedem, caro Salaviza. E quem dá a esmola, procede a essa ajuda voluntariamente. Ou na sua opinião, se um terceiro tirar a esmola do bolso de um trauseunte e a oferecer ao mendigo, isso não se trata de roubo ? E se um quarto encomendar o assalto ? Roubo pois é o que querem. Pouco me importa se os artitas criam ou deixam de criar, até porque não conheço o trabalho da maioria dos tipos que por aí andam a profetizar a morte do cinema português. O que sei é o seguinte. O povo português também quer ter condições para trabalhar em liberdade, sem ser roubado pelo Estado, portanto façam favor de trabalhar para esse fim e não para a finalidade contrária.  Quanta presunção têm estes senhores que julgam fazer tanta falta ao mundo que este último os deve sustentar. Precisam de criar novos mundos ? Força. Mas façam-no sozinhos ou com os investidores com com seja quem for que atribua o que  quer que seja de relevância às vossas pessoas ou ao vosso trabalho ou aos mundos que querem criar.  But don’t tread on me. E se o resultado for bom eu irei, com muito gosto, pagar o meu bilhete e ver o filme. Ou assistir ao dvd.  But don’t tread on me, please. Quanto ao Bloco de Esquerda,  que alimenta estes lobbys – e estes lobbys, por sua vez, vão alimentando o Bloco – eu já não sei o que dizer sobre um partido que provavelmente acredita na existência de uma mina de ouro para os lados do Parlamento e que, julgo eu, pensa que há petróleo na ocidental praia lusitana e que, portanto, segue todo  e qualquer grupo organizado de bananas que queira ver o Zé Povinho roubado em prol de um qualquer digno objectivo. E segue que nem o emplastro. Mas sendo que este último ainda tem bom gosto em quem segue, acho-o bem mais apto para estes assuntos que a maior parte dos bloquistas.

As prioridades da Ordem dos Médicos

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 10:52

Corrupção: médicos ilibados por viagem na Malásia a meio de congresso

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa arquivou o inquérito sobre a viagem de 27 médicos portugueses à Malásia para participarem num congresso de ginecologia que incluiu a visita a uma ilha a 700 quilómetros de distância durante os três últimos dias do encontro.

Ordem dos Médicos denuncia à ASAE suspeita de «dumping»

Segundo José Manuel Silva, a OM tem informações de que está a ser praticado «dumping» nos preços de alguns medicamentos genéricos, uma situação «ilegal e preocupante» que foi comunicada na semana passada à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Leitura complementar: Escândalo!

Anatomia de um golpe

O chefe anti-corrupção e colaborador próximo de um dos mais Queridos Líderes da história da humanidade é suspeito de roubar milhões de dólares.

Maio 14, 2012

JP Morgan, Obama e 2 Biliões de Dólares

Pergunta Jack Cafferty,

How big is President Obama’s Wall Street problem?

JPMorgan Chase’s $2 billion trading loss highlights what could be a huge Wall Street problem for President Barack Obama as he faces re-election.

Nearly four years after the financial crisis, little appears to have changed on Wall Street.

These guys can still play fast and loose with whatever rules there are and in the process risk huge losses.

JP Morgan’s CEO Jamie Dimon was on “Meet the Press” on Sunday doing damage control. There have already been several resignations at the company.

Dimon acknowledges the $2 billion loss was due to a series of massive bets placed through credit default swaps – which is what nearly brought the country to its knees in 2008.

In other words, what happened at JP Morgan, one of the largest banks in the U.S., is exactly the kind of thing the president’s financial law was supposed to stop. But it didn’t.

Working in Obama’s favor – he can paint his opponent, Mitt Romney, as a big business guy who would slash financial regulations.

But voters will hold up the president against his record – and ask how this could happen again. In light of the mess at JP Morgan, it will be nearly impossible for Obama to run as the president who got tough on Wall Street.

Critics of the president say the White House should have pushed for stronger legislation – and that financial reform took a back seat to the health care and stimulus bills.

They say the president had a historic chance to bring real reform to Wall Street since there was such intense public anger toward the banks.

Administration officials argue Obama pushed for the toughest financial reform law that he could get through Congress.

Regulação a funcionar? Seria a 1ª vez…

Já agora, para quem queira saber como foi possível o JP Morgan perder 2.000.000.000 como em 2008:

A revelação das palavras cruzadas e o chavismo

Exposta a tentativa de assassinato do Querido Líder venezuelano, valerá a pena assistir ao vídeo onde o pivot tudo clarifica. Não dará por mal gasto o seu tempo. Mais um ponto ganho na luta progressista contra o ocultismo assassino.

Maio 12, 2012

Mozart continua a dar-nos música

Filed under: Diversos,Economia,Justiça,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 13:01

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Diferenças entre Nazismo e Comunismo

Filed under: Justiça,Política,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 08:00

Um excelente video que já foi aqui utilizado, mas que vale a pena recomendar novamente.

Diferenças entre Nazismo e Comunismo

Maio 11, 2012

Nacional-socialismo, a “nova” via da desgraça

Resource nationalism is condemned to join other “progressive” economic recipes in the dustbin of history. Sadly, for Latin America, many of its people will find out the hard way.

Muito para além do clipping

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Justiça,Media,Política,Portugal,Saúde — ruicarmo @ 01:17

A versatilidade dos serviços secretos nacionais não tem fim.

Maio 10, 2012

Uma estranha noção de liberdade…

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 07:50

Ou quando a liberdade de uns implica a servidão de todos os outros: Realizadores recusaram “um exercício hipócrita” no Parlamento

“O sucesso que estamos a celebrar hoje não acontecerá nos próximos anos”, avisou Salaviza. É o financiamento do Estado é condição “para que os agentes culturais criem em total liberdade”.

Maio 9, 2012

Cui bono?

Filed under: Justiça,Portugal — Miguel Noronha @ 21:29

Eu sei que o assunto é delicado e aconselha a dicrição nas por una vez concordo com o PCP. Julgo que deveria ser dado conhecidos integral, a todos os portugueses, do caso Silva Carvalho/Ongoing.

Expropiar? A esquerda não leva a mal

Que o digam Hugo Chavez, Evo  Norales e Cristina  Kirchner.

(…)¿Por qué el Estado es un empresario tan rematadamente malo? Sencillo: porque lo dirigen los políticos. Los fines que éstos persiguen son diferentes y opuestos a los de los propietarios de los negocios que operan en un mercado regido por la competencia.

A los políticos, salvo a los más responsables y mejor formados, no les interesa la competitividad empresarial, la rentabilidad de la inversión y la obtención de utilidades para invertir y continuar creciendo, sino controlar los presupuestos para beneficiarse y beneficiar a sus partidarios. Tampoco les conviene enemistarse con los sindicatos, pidan lo que pidan o trabajen lo que trabajen. Es mejor complacerlos. Total: el dinero con que se remunera a los empleados públicos no proviene del bolsillo propio sino del nebuloso producto de los impuestos. Es lo que los españoles llaman “disparar con pólvora del rey”. Le cuesta a otro.

El negocio de los políticos es ganar elecciones. Es una especie voraz que se alimenta de votos, de aplausos y, cuando son deshonestos (algo que, afortunadamente, no ocurre siempre), del dinero ajeno. Por eso es un error poner un Gobierno a operar una fábrica de pan. Al cabo de cierto tiempo el pan no alcanzará, resultará carísimo y, encima, saldrá duro como una piedra.

Donde las sociedades son sensatas y las gentes quieren progresar y prosperar, en lugar de expropiar negocios y constituir ruinosos Estados-empresarios, lo que hacen los políticos más sagaces, impulsados por sus electores, es propiciar la incesante creación de un denso tejido empresarial privado que pague impuestos para beneficio de todos. (…)

Quem é quem na Administração Obama (e anteriores)

Filed under: Double standards,Economia,Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 15:00
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Quem é quem nas Administrações Americanas pode ajudar a mostrar como a Regulação não é a Solução, pois quem regula é geralmente ex-colega do regulado. O site Geek.us tem uma boa apresentação destes companheirismos. Ficam só alguns aqui (ver todos no site).

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Muçulmanos na Convenção Ateísta Mundial

Filed under: Cultura,Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política,Religião,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:37

Melbourne, 15 de Abril de 2012. Evento. Media. Atheism TVOpinião. Oops. Vídeo:

Maio 8, 2012

Devo admitir…

Filed under: Internacional,Justiça,Política — Ricardo Lima @ 20:31

Que o Daniel Oliveira tem toda a razão:

A Nova Democracia, partido que enganou a Europa com a sua contabilidade criativa e que depois ajudou a destruir a economia grega com a sua austeridade, acusa o Syriza, dois dias depois das eleições, de lançar da Grécia no caos. Há gente que não tem mesmo vergonha na cara. Ainda nem governo conseguiram formar e já são os culpados do que esta gente andou a fazer na última década.

Na Grécia, como em Portugal, a “Direita” tem tentado aparecer aos olhos do povo como a salvadora da pátria depois de anos de irresponsabilidade e políticas desastrosas por parte da Esquerda. O que essas “Direitas” se esquecem é de que foram cúmplices dessas mesmas políticas, desses mesmos déficits, dessa mesma corrupção. Não nos esqueçamos que o Barrosismo foi um desastre que, chegado ao poder prometendo um choque fiscal, chocou – e muito – os portugueses com um pesado aumento da carga fiscal, enquanto que a despesa foi subindo. E podemos recuar a Cavaco, à política do betão, à expansão das agora tão faladas “gorduras do Estado”, à benção a um sinistro grupo de indivíduos que tem vindo a sequestrar o país em todas as áreas, desde a política até à banca. Ou até ir mais longe e recuar a Sá Carneiro e compreender que durante o curto governo da Aliança Democrática, consigo no comando, a despesa não só teve tendência a aumentar, como esse próprio aumento constava no programa eleitoral da AD. Volvida menos de meia década o país estava intervencionado pelo FMI. Estas estranhas entidades politico-partidárias a que alguns se referem como a Direita Portuguesa não são mais que um conjunto de políticos profissionais, desprovidos de doutrina e comprometidos com o sistema que os promove e aos seus pares. É por isso que, por mais que se liberalize, a Direira Portuguesa nunca se tornará verdadeiramente liberal, completamente abominadora do Estado. Pois é este Estado que, mais ou menos pequeno, com mais com com menos empresas públicas, com a mão nas regulações, o pé no investimento público e os olhos no contribuínte que alimenta este Bloco Central de interesses. Com posições públicas e privadas, com contratos altamente prejudiciais ao interesse do taxpayer e por vezes – geralmente – até  mesmo com o descarado despejo de dinheiros públicos em cima do poder económico. A dívida também é desta “Direita”. O déficit também é desta “Direita”. A recessão também é desta “Direita”. E o Estado, musculado, “fraco para os fortes, forte para os fracos”, corrupto, burocrático, não só também é desta “Direita” como a mantém e aos seus senadores, aos seus patrões e aos seus banquetes.

Dia do Consumidor ou Dia do Trabalhador

Existem 2 visões opostas sobre o 1º de Maio:

1. A visão de uma esquerda de mentalidade retrógrada, presa ao passado, com propostas inadaptadas ao actual mercado de trabalho e que grita os mesmos slogans do século XIX, usando o povo simplesmente como legitimador do seu poder. Grita pelo “trabalhador” que pretende mais direitos e menos deveres que, se fosse brioso, teria conseguido essas mesmas benesses por si. Enquanto vive à grande.

2. O povo que, pressionado por um Estado esmagador, sem o apoio de uma Economia que também soçobrou perante o peso crescente do Estado na mesma, e sem poupanças pois vem de uma fase em que acreditava ser rico e não precisar de poupanças, tem dificuldade em pagar as contas e agradece promoções, descontos e outras oportunidades de aumentar o seu escasso poder de compra.

Como será o 1º de Maio de 2013? Nas ruas ou nas lojas? Do trabalhador ou do consumidor? Você decide!

Obrigado ao leitor Nuno Granja pela imagem. Leituras complementares: O último independente, Micro-sondagemGrotesco,
Hoje, como ontem, Portugal continua a ser o paraíso dos inimigos da liberdadeQuando é que a Esquerda passou a Odiar o Povo?.

PS: Obviamente que eu não concordo que isto seja levado a votos, preferindo a solução presente neste post do Miguel Noronha:

Espero, sinceramente, que no próximo 1º de Maio os sindicatos e os partidos se possam manifestar livre e pacificamente. Da mesma forma, espero que quem assim o desejar possa ir trabalhar, fazer compras ou exercer a sua liberdade para fazer o que lhe apetecer sem ser ameaçado ou impedido pelo governo ou pela CGTP.

Os incompetentes úteis

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:00

Se acreditarmos que {Rui] Machete, [ex-Presidente do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios,] desconhecia a fraude do BPN temos de aceitar que é um idiota incompetente, se acreditarmos que não é um idiota incompetente é porque tomou parte no festival criminoso que foi o BPN.

Neste assunto tenho que dar razão ao Tiago Mota Saraiva [TMS]. E digo mais. Até aceito que muitos deles não participaram e desconheciam por completo os crimes praticados. No entanto, isto implicará que muitos políticos aceitaram as sinecuras do BPN para garantir uma sossegada e lucrativa reforma dando em troca a sua influência política e carta branca a Oliveira e Costa. Nesse caso tiveram uma conduta éticamente reprovável e deram mostras de uma completa incompetência que os torna inaptos para exercer qualquer cargo público ou darem sentenças públicas sobre a moralidade do que quer que seja.

A minha divergência com o TMS será, talvez, quando digo que não é por acaso que isto sucede num negócio altamente regulado em que a inclusão de políticos nos orgãos sociais é um factor crítico de sucesso.

“o meu filho sempre foi mau”

Filed under: Justiça,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:21

O mal existe. Por José Carlos Alexandre.

Maio 7, 2012

Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa (2)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:30

Multidão agride PSP em bairro

Quando os carros-patrulha e as equipas de Intervenção Rápida chegaram ao local foram atacados pelas dezenas de pessoas com pedras e garrafas. O ataque obrigou os agentes a pedir reforços. Uma equipa do Corpo de Intervenção, que estava numa operação de trânsito, teve de pôr cobro aos confrontos.

Cinco pessoas acabaram detidas e levadas para a esquadra. Foram ontem presentes ao Tribunal da Amadora, mas foram postas em liberdade, apesar de serem já referenciadas pelas autoridades por crimes como furto, tráfico de droga e agressões a agentes de autoridade. Os polícias sofreram escoriações e ferimentos. Um deles teve de ser levado ao hospital. Segundo o CM apurou junto de fonte policial, já não é a primeira vez que tal acontece no bairro e sobretudo no café Barrote, que se mantém aberto até de madrugada por causa de festas africanas. Os vizinhos pedem ajuda à PSP para acabar com o barulho.

Leitura complementar: Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa; Crimes na Linha de Sintra; Até quando reinará a impunidade ?; O aumento da insegurança e as falhas do Estado; Um país cada vez mais inseguro; Um país a saque; Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Socialismo e insegurança; Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?

Maio 6, 2012

Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa

Filed under: Diversos,Double standards,Justiça,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 15:38

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O País:

Crimes na Linha de Sintra

Gang dispara em assalto na Makro

Governo Sócrates mandou pagar 38 milhões pelo TGV no último dia

Isaltino perde outra vez, mas continua em liberdade
No entanto:

Mentir no IRS vai passar a dar prisão

A criminalização do enriquecimento ilícito

Os furtos em estabelecimentos comerciais passam a ter “natureza particular”

Crimes na Linha de Sintra

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

Tal como em outros casos semelhantes, esta parece ser uma zona claramente fora da jurisdição do Estado português: Perigo na Linha de Sintra

A viagem do último comboio começa no Rossio à 01h08. Hora morta. Ao fim de meia dúzia de viagens, as caras já são nossas conhecidas. Mas não há lugar a sorrisos, apenas conversas são de circunstância. À passagem pelas estações mais complicadas – Amadora, Monte Abraão, Cacém, Rio de Mouro e Mercês – o silêncio corta e o olhar inclina-se para o chão. O medo é constante.

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Maio 5, 2012

Satisfação

Filed under: Comentário,Justiça,Política,Portugal — Bruno Alves @ 22:03

O sentimento não é bonito, eu sei. Mas não consigo evitá-lo. O Automóvel Clube de Portugal entendeu fazer uma queixa-crime contra alguns ex-ministros do Governo então liderado por José Sócrates, por gestão danosa dos contratos das SCUT’s, e eu, de forma vergonhosamente pouco cristã, encho-me de satisfação. Já há alguns meses, quando foi anunciado que vários Ministros e Secretários de Estado desse mesmo Governo estavam a ser investigados por variadas práticas duvidosas, tinha tido a mesma reacção. Bem sei que neste país a probabilidade de algum destes processos ter outro resultado que não serem entregues a Cândida Almeida e ficarem para sempre num estado de permanente esquecimento é bastante limitada. Mas só o facto de haver uma mínima possibilidade de ver os elementos do bando que nos “governou” nos últimos anos a terem de lidar com todos os “incómodos” associados à forma como a justiça portuguesa funciona, desde a sua morosidade aos abusos que comete, é algo que sinceramente me alegra.

Um país entregue à bicharada…

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:38

BE anuncia proposta para acabar com “ditadura da grande distribuição”
Pingo Doce. Ministra da Agricultura admite necessidade de legislar contratos com produtores

Já se está mesmo a ver o final desta novela: mais legislação, menos concorrência e preços mais altos para os consumidores. Tudo temperado por doses abundantes de demagogia, preconceitos anti-capitalistas e ignorância económica.

Sobre as Leis Anti-Corrupção

Filed under: Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 13:18

Ao contrário do que indica este estudo recente - e do que a “barata tonta” entende - o problema de Portugal não é a ausência de legislação. Até porque habitualmente as leis anti-corrupção não são mais que uma desculpa por parte do poder político para dar um novo passo na invasão da nossa privacidade e vasculhar as contas bancárias do cidadão. O problema é a Justiça, que não funciona para aplicar as leis já existentes. É o povo, que subscreve eleitoralmente políticos após prova de actividades ilícitas, com a desculpa da obra. É o excesso de regulações e burocracia, dignas de um Kafka, que faz com que em alguns casos a cunha seja o único meio para que um investimento seja permitido.E é, sobretudo, o sistema de economia mista, que permite que o Estado e os seus agentes se enamorem dos privados e vice versa. E desta relação de cumplicidade, afecto e apoio mútuo, o dinheiro vai-se e há quem viva como um príncipe romanov, sem trabalhar uma hora por dia. Os resultados estão à vista.

O Observatório dos Mercados Agrícolas e as margens dos hipermercados

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:21

Escândalo do dia. Por João Miranda.

Existe um tal Observatório dos Mercados Agrícolas que anda entretido em contabilizar as margens que cada elemento da cadeia de fornecimento tem. E parece que as margens dos hipermercados chegam aos 80% em produtos como a alface e aos 60% nas maçãs. E exige-se que as margens sejam iguais entre produtores e distribuidores, como se existisse algum direito universal à igualdade de margens numa economia de mercado. Estão aqui estão a fixar margens por decreto. Recomenda-se aos membros do observatório (constituído por políticos, produtores e sindicalistas) que saiam mais e leiam mais, ou então que abram uma frutaria, já que as margens são tão boas.

PS- Não é por acaso que nestas notícias são referidos sobretudo produtos perecíveis. É que estes têm custos de transporte, conservação e controlo de qualidade superiores e uma taxa de perdas elevada ao longo do processamento até chegarem à caixa do supermercado. As margens citadas pelo observatório não dizem nada sobre o lucro real do hipermercado que é obviamente muito menor que aquele que é citado.

Maio 4, 2012

Novas de um tempo em que era “tudo à grande”

Concerto de Júlio Iglésias em Barcelos vai parar à Justiça:

Em causa está a Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC), sobre a qual impende uma execução judicial para a cobrança de um crédito no valor de 224.950 euros relativos ao concerto de Júlio Iglésias aquando na inauguração do Estádio Cidade de Barcelos, em 2004, numa altura em que a Câmara local era liderada pelo PSD.

Domingos Araújo explicou que o concerto foi inicialmente contratualizado por 325 mil euros, mas, entretanto, devido à fraca adesão do público, foi renegociado, tendo sido fixado em 195 mil euros.

Enganam-se aqueles que julgam que o que delapidou as contas e distorceu a economia portuguesa foram apenas as grandes obras de betão, a Parque Escolar, as brincadeiras do Jardim, o Euro 2004 ou a Expo 98. Pelo meio houveram concertos, teatros e umas quantas tradições, espectáculos de aviões e corridas de carros. Cidades iluminadas a cada ocasião especial, competições de árvores de natal, rios de dinheiro evaporados em tudo que era Santo Popular. Foram os Carnavais, os monumentos e as salas para inglês ver (literalmente). Foram as touradas e os farnéis, as federações académicas e as associações populares e  quiçá, numa ou outra localidade mais larga de mãos, até os condomínios se empanturraram do erário público.

Aqui há uns tempos o Paulo Morais dizia que “por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras.” Mas não foram apenas as construtoras. Foi todo um conjunto de empresas prestadoras de diferentes tipos de serviço o responsável pelos constantes prejuízos das empresas municipais. Foi todo um conjunto de autarcas que fez questão de “mostrar obra”. Foram os recuados e os sacos azuis. Foi a bola, que ainda sustentamos – para as alegrias de uns quantos aficcionados – desde as escolinhas da freguesia até aos luxos da 1ª liga. Foram os Metros, os Autocarros de dois andares, os postos de abastecimento de veículos eléctricos e as pontes, muitas pontes. Mas, acima de tudo, foi o povo, que nesta fartazana de pão e circo, iludido pelas vanguardas de arquitectos iluminados e vereadores mais ousados, foi no pagode e tocou batuque.

“Ele roubou mas fez obra.” “Roubou mas roubou para nós”. “Olhem para o outro lado da ponte, ELE FAZ OBRA, ele desenvolve”. São alguns dos argumentos passíveis de serem ouvidos em qualquer “conversa de café”. A obra, essa palavra abstracta que em segundos absolve um criminoso e que,  aos olhos de alguns, nunca lhes sai do bolso. Volvidos tantos anos, não há culpados, apenas Eles. São sempre Eles, num outro significado abstracto – e diga-se de tom conspiratório – que mal se decifra. Mas o Eles, nunca somos nós, é sempre uma entidade que caminha nas sombras. Os cavaquistas, os neo-liberais, os maçons, as opus dei, os judeus, os jacobinos, os americanos, os fáxistas, a igreja, os lobbies…Como dizia o JMB, “Eu sei lá”. Talvez seja uma consequência da mentalidade marxista, tão popular por estes lados, esta necessidade constante de encontrar um inimigo interno ou externo – quase sempre uma figura ou entidade sombria – para explicar os nossos problemas.

E no fim de contas, sem culpados mas com factura, a vida continua. Foi porreira a festa, pá!

Maio 3, 2012

Um “ULTIMATO” por mais subsídios…

Filed under: Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

Mais do que a – infelizmente comum – solicitação de mais dinheiro ao Estado, o que é digno de nota nesta petição são os termos nos quais a mesma é apresentada: CINEMA PORTUGUÊS: ULTIMATO AO GOVERNO. Um título que diz tudo…

A Primavera policial

Palestina no seu melhor. Presumo que a responsabilidade por se ter alcançado tão alto patamar na busca das liberdades seja atribuído ao vizinho do lado.

O Pingo Doce como um caso de verdadeira concertação social

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:30

A verdadeira concertação social. Por Paulo Ferreira.

Este movimento “out of the box” (fora do normal, em tradução muito, muito livre), como diriam os criativos, tem uma história. A empresa “pediu” aos seus funcionários para trabalharem no feriado do 1.o de Maio, o que mereceu a pronta reação dos sindicatos, que apelaram aos consumidores para não fazerem compras nas lojas da Jerónimo Martins. Os consumidores responderam enchendo os supermercados. Eis a verdadeira ironia: ontem foi dia de verdadeira concertação social – trabalhadores e patrões entenderam-se e os consumidores tiraram o devido proveito desse facto. O negócio foi proveitoso para as partes, sem a intermediação dos sindicatos…

(mais…)

O Insurgente banido na Assembleia da República (2)

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:04

Caro Gabriel, ser banido na Assembleia da República com direito a anúncio nas redes sociais por um elemento do Bloco de Esquerda não é para quem quer. É para quem pode. Quanto ao resto, integralmente de acordo.

Maio 2, 2012

O caminho para a “união da esquerda”…

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

1 de Maio de 2012 – Lisboa

Para alguns, parece que o caminho para a “união da esquerda” passa pela intensificação das ameaças contra a CGTP e o PCP por quererem manter a organização das suas próprias manifestações. Esta é uma via para a união que promete: TODOS SÃO MESMO TODOS – Ao Cuidado do Serviço de Ordem da CGTP. Por Renato Teixeira.

Grotesco

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:25

Um embaraço para o Governo, uma vergonha para o CDS e um perigo para o país: Supermercados: Ministra tem planos para evitar promoções inesperadas

A ministra da Agricultura revela que tem planos para evitar promoções inesperadas, um dia depois da polémica com a promoção de 50 por cento de desconto nos supermercados.

Assunção Cristas considera que está à vista a capacidade dos distribuidores para suportarem a nova taxa de segurança alimentar e sanitária.

A ministra entende que a campanha de 50 por cento dos supermercados do grupo Jerónimo Martins é a prova.

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