Uma boa notícia

Criminalidade violenta e grave desceu 5,4% em 2014

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), registaram-se 19.061 casos de criminalidade violenta e grave em 2014, menos 1.086 em relação ao ano passado.

Varoufakis anda com azar com as casas…

Casa da mulher de Varoufakis não tinha permissão para ser alugada

Os prédios da família do ministro das Finanças grego continuam a dar que falar em Atenas, com uma investigação de um jornal grego a revelar que as casas que a mulher de Yanis Varoufakis arrendou não tinham permissão do Instituto de Turismo e não pagaram os respetivos impostos.

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O Estado Islâmico e a luta contra o terrorismo

Crianças recrutadas pelo Estado Islâmico decapitam nove xiitas na Síria
Morto líder do principal grupo jihadista tunisino Abou Sakhr
Líderes da Liga Árabe de acordo sobre criação de força conjunta contra terrorismo

Uber e táxis em Nova Iorque

A propósito do meu artigo de ontem no Observador (Táxis, Uber e a Lei Arroja da Concorrência), uma leitura interessante: Na batalha pelas ruas de Nova Iorque, já há mais Ubers que táxis

Conforme explica a publicação, o serviço Uber chegou à cidade de Nova Iorque em maio de 2011, dois anos após o seu surgimento, e desde então, tem aumentado a sua popularidade entre os moradores da cidade. Para os condutores, as vantagens incluem os horários flexíveis e maior remuneração. É o que explica Joel Abreu, condutor de um veículo registado na aplicação, ao The New York Post. “Você pode ligar o seu telemóvel e começar a trabalhar a qualquer minuto”, afirma. Ele garante que ganha cerca de 79 mil euros por ano com o serviço, o dobro do que conseguia quando conduzia um táxi, mas reconhece que já há mais concorrência nas ruas da cidade do que gostaria.

A petição da ANTRAL, o Uber e a concorrência

O meu artigo de hoje no Observador: Táxis, Uber e a Lei Arroja da Concorrência

Nos anos 1990, o brilhante economista Pedro Arroja – que na altura era também um dos mais activos e influentes defensores do liberalismo em Portugal – resumiu magistralmente esta ideia num enunciado que ele próprio baptizou de Primeira Lei Arroja da Concorrência: “A concorrência é boa e desejável em todos os sectores de actividade, excepto no nosso”.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

O ruidoso silêncio sobre a tragédia socialista em curso na Venezuela

Vargas Llosa lamenta el silencio de América Latina ante Venezuela

El escritor peruano también reprochó el silencio de otros Gobiernos latinoamericanos. “Es natural que Cuba o Nicaragua no protesten, ¿pero cómo se puede explicar o aceptar que Gobiernos que han nacido en elecciones democráticas se nieguen a condenar al Gobierno venezolano y a mostrarse activamente solidarios con los millones de venezolanos que solo quieren para Venezuela lo que tenemos en nuestros países? Perú, Chile, Colombia, Uruguay: ¿dónde están las protestas de esos Gobiernos, cómo es posible que miren para el otro lado y actúen en complicidad con quienes están destruyendo a Venezuela convirtiéndola en una segunda Cuba?”, cuestionó.

“A través de ustedes, a todos los resistentes venezolanos les pido perdón por esa inconducta de los Gobiernos democráticos latinoamericanos, por sus muy débiles convicciones democráticas cuando no una secreta complicidad con la dictadura venezolana. Cuenten con nosotros, movilicemos a las conciencias sensibles de nuestra América, que son muchas, tan mal representadas por esos Gobiernos incapaces de mostrarse a la altura de esa democracia que los ha llevado al poder”, añadió Vargas Llosa.

Charlies exigem ser capitalistas

Redação do Charlie Hebdo reclama parte dos lucros de edição especial

Onze trabalhadores do semanário satírico Charlie Hebdo, alvo de um ataque terrorista em janeiro, exigem ser considerados acionistas da empresa para receberem parte dos 30 milhões de euros encaixados pela publicação com a edição especial pós-ataque.

A pesada herança autárquica de Valentim Loureiro

Fica mais uma ilustração prática de que, também no âmbito da governação autárquica, popularidade não equivale necessariamente a competência e rectidão: Valentim Loureiro: Faturas falsas obrigam Câmara de Gondomar a devolver 11 milhões de euros

Sob a liderança de Valentim Loureiro, a Câmara de Gondomar criou um esquema de falsificação de faturas e desvio de fundos comunitários. Agora, foi obrigada a devolver 11 milhões de euros.

Primavera persa, parte enésima

Youness Asakeree

Youness Asakeree

Iranian vendor dies after setting himself on fire

Youness Asakere, an Iranian fruit vendor who set himself on fire in front of the Khoramshahr municipality in protest after his fruit stand was confiscated by authorities, died March 22. His death, and the lack of broader attention by Iranian society, has stirred many questions among activists and analysts on social media.

Os amigos são para as ocasiões

Reforma do Mapa Judiciário

A lista VIP de Pinto Monteiro.

O novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) ainda não tomou posse, mas lança já uma forte acusação. António Ventinhas diz que Pinto Monteiro não apoiava investigações a pessoas poderosas.

É uma acusação direta ao antigo Procurador-Geral da República Pinto Monteiro.

O recém-eleito presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Ventinhas, diz que o antigo PGR não apoiava investigações a pessoas poderosas e que muitos procuradores envolvidos em processos mediáticos enfrentavam processos disciplinares.

Na entrevista à jornalista da Antena 1 Cristina Santos, António Ventinhas afirma que o Ministério Público tem agora mais apoio por parte da Procuradoria. Algo que não acontecia no tempo de Pinto Monteiro.

 

O Estado indiscreto é uma ameaça à liberdade e à justiça

A lista VIP: o que é uma coisa séria? Por Rui Ramos.

Esta caso da “lista VIP” lembrou-nos que o Estado português tem pelo menos uma coisa em comum com Polichinelo: a incapacidade de guardar um segredo. Dito isto, pode continuar a não parecer uma coisa séria. Não será o sigilo uma relíquia do passado, impossível de honrar na era dos “leaks” e dos “hackers”? Não estará a solução para a falta de confidencialidade em abolir a confidencialidade?

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Venho expressar a minha solidariedade com josé sócrates

Este hino é claramente um atentado aos direitos humanos de josé sócrates. (E também é um retrato dos defensores da criatura.) Há limites para as degradações a que uma pessoa em prisão preventiva pode ser submetida.

Acção de defesa socialista

O senhor advogado do 44 precisa de menos acção socialista e de mais e melhores conselhos em termos de asessoria de imprensa.

Notícia o Observador:

O Correio da Manhã vai interpor um processo contra o advogado de defesa de José Sócrates, João Araújo, que esta manhã aconselhou uma jornalista daquele jornal a “tomar mais banho porque cheira mal”. Tudo se passou à porta do Supremo Tribunal de Justiça, na Praça do Comércio, em Lisboa, quando o advogado do ex-primeiro-ministro saía da audiência sobre o habeas corpus que apresentou.

Perseguido por alguns jornalistas, João Araújo recusou fazer comentários. “Desampare-me a loja”, disse o advogado à jornalista Tânia Laranjo, do Correio da Manhã, que transmitiu toda a cena em direto na televisão. “A senhora devia tomar mais banho porque cheira mal”, afirmou de seguida, à medida que ia sendo questionado pela jornalista. “Esta gajada mete-me nojo”, diria ainda, sempre a ser acompanhado pela equipa de reportagem da CMTV.

 

Um balanço também ele moderado II

State Executions Rise to Two Per Day in Iran.

Executions in Iran have soared under president Rouhani, according to an Oslo-based Iranian human rights group, with an average of two now being carried out every day.

Leituras complementares: Cepticismo imoderadoUm balanço também ele moderado

Nova oportunidade para os críticos de cartoons XI

2015-03-11

 

Fonte: Jesus and Mo.

A new low: Charlie Hebdo’s murdered staff receive an ‘Islamophobe of the Year’ award

 

Compreender o putinismo XX

Foto: Vladimir Filonov/MT

Foto: Vladimir Filonov/MT

Na Rússia de Vladimir Putin, um museu sobre os Gulag irá reabrir com a particularidade de ignorar os crimes do ditador Pai Josef Vissarionovitch Stalin.

Gulag Museum to Reopen But Proof of Stalin Crimes Removed, Director Says

Perm-36 museum director Viktor Shmyrov said the “memorial won’t disappear, but the museum has been taken over by other people appointed by the new authorities, who have totally changed the content,” BBC Russian Service reported Wednesday.

“Now it’s a museum about the camp system, but not about political prisoners. They don’t talk about the repressions or about Stalin,” he was quoted as saying.

Arseny Roginsky, president of Russia’s leading human rights group Memorial — which founded the museum two decades ago — said the new management included former prison camp guards, AFP reported.

“The museum’s format is being completely changed,” Roginsky was quoted as saying. “It’s tragic that a museum to Soviet terror will be transformed into a museum to the penal system.”

The takeover of Perm-36, which is located in the Perm region, comes as an increasing number of Russians express favorable views of Stalin and amid the government’s glorification of its Soviet past.

Os casos fiscais de Pedro Passos Coelho e António Costa

O resumo dos casos recentes envolvendo Pedro Passos Coelho e António Costa oportunamente elaborado pelo Carlos Guimarães Pinto já contabiliza mais de 1000 partilhas no Facebook.

Leitura complementar: Da ditadura fiscal à miséria moral.

Ditadura fiscal e miséria moral

O meu artigo de hoje no Observador: Da ditadura fiscal à miséria moral.

(…) a Autoridade Tributária (uma designação que em si mesma é já todo um programa…) que impõe prazos e obrigações declaratórias aos cidadãos é a mesma entidade que frequentemente não cumpre prazos e falha nas notificações. Acresce que, por via do alegado “combate à evasão” (o tal que supostamente propiciaria baixas de impostos que ainda ninguém viu), o ónus da prova está hoje cada vez mais invertido, de tal forma que em muitos casos, na prática, é já o cidadão que tem de provar a sua inocência face à máquina fiscal.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

Leitura recomendada

Tradições do império, por Vasco Pulido Valente.

Boris Nemtsov acabou com quatro tiros nas costas, porque tinha sido vice primeiro-ministro e chefe de partido; porque era conhecido e um activista; e porque naturalmente se opunha à louca e maléfica aventura de Putin. E é curioso que o próprio Putin, como Estaline, declare agora que o assassinato de Nemtsov foi um crime político, porque isso lhe permite daqui em diante descobrir conspiração atrás de conspiração e liquidar mansamente quem se atrever a contrariar os seus desígnios, à capa de um pretexto embaraçoso para o Ocidente. Alexandre Navalny, apesar de preso, declarou que Putin dera a ordem para matar Nemtsov. A lógica das coisas sugere que sim. E, por mim, acredito que a continuação da história provará que sim. Nemtsov é o Kirov do nosso tempo.

Parasitas

evil-clownDeclarações da Segurança Social vendidas por dois mil euros

O segurança do supermercado estava atento aos pobres com quem se cruzava na rua. Se lhe pareciam esfomeados dirigia-se a eles e perguntava-lhes se tinham fome. Ele podia ajudá-los. Um ou outro recusava. Os que precisavam mesmo de comer sob pena de morrerem, aceitavam ouvi-lo e parte deles aceitava também a proposta. O pobre devia ir ao supermercado onde ele trabalhava e roubar 4 maçãs. Em troca de uma, o segurança garantia-lhe que não teria problemas nem ninguém daria conta do roubo.

No fundo é isto, entre advogados, TOCs e funcionários públicos, juntaram-se vários parasitas a viver à custa do desespero e da fragilidade alheia. E o Estado que temos está cheio de gente desta.

Ai Lello, recordar é viver

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José Lello não declarou conta de 658 mil euros Deputado do PS esteve 14 anos sem declarar este valor ao Tribunal Constitucional

Leitura complementar: Pode um homem que tenha falhado o pagamento de impostos no passado ser primeiro-ministro de Portugal?

Um penso-rápido para tratar uma fractura exposta

Pirate Bay vai ser barrado em Portugal

«Tribunal da Propriedade Intelectual determinou que a Cabovisão, a Meo, a NOS e a Vodafone deverão passar a impedir os internautas portugueses de acederem ao endereço thepiratebay.se e também a outros 29 domínios sucedâneos»

A lei da cópia privada e o rentismo em Portugal (2)

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Na sequência do meu artigo de ontem no Observador (“A nova lei da cópia privada: uma vitória do rentismo”), o deputado do PS José Magalhães publicou no seu Facebook um comentário com respostas às cinco perguntas que reproduzo no final do artigo.

Aqui fica, na íntegra, o texto integral do deputado José Magalhães, para memória futura:

CÓPIA PRIVADA – PERGUNTAS COM RESPOSTA

Concordo no essencial e no secundário com este ponto de vista e foi por isso mesmo que votei contra o texto final. A expectativa de que houvesse correcções em Comissão gorou-se. As perguntas referidas no texto têm resposta cruel: Continuar a ler

Compreender o putinismo XIX

Boris Nemtsov. Imagem via FB do Nuno Rogeiro

Boris Nemtsov. Imagem via FB do Nuno Rogeiro

After Boris Nemtsov’s Assassination, ‘There Are No Longer Any Limits’, por Julia Ioffe.

Even if one of these theories were true, none of Moscow’s embattled liberals would be convinced. “I will never believe it,” Yevgenia Albats, editor of the liberal magazine New Times and an old friend of Nemtsov, told me. “This is not about some domestic affair. These were absolute professionals.” Ilya Yashin, a member of Nemtsov’s Solidarity Party, was of the same mind. “It’s totally obvious for me that it’s a political killing,” he said. “I don’t have the slightest doubt about that.” Maxim Katz, another opposition activist, claimed on Twitter that, any way you slice it, Putin is responsible: “If he ordered it, then he’s guilty as the orderer. And even if he didn’t, then [he is responsible] as the inciter of hatred, hysteria, and anger among the people.”

It’s hard to argue with this last point. Putin’s aggressive foreign policy, his increasingly conservative domestic policy, his labeling the opposition a “fifth column” and “national traitors,” his state television whipping up a militant, nationalistic fervor — all of this creates a certain atmosphere. Putin, after all, has a history of playing with fire, only to have the flames get away from him. After years of the Kremlin tacitly supporting ultranationalist, neo-Nazi groups, the same skinheads staged a violent protest at the foot of the Kremlin walls in 2010 while riot police officers stood by and watched helplessly. Today, a rabid nationalism has swallowed up most of the country, and it is no longer clear that Putin can control it. “In this kind of atmosphere, everything is possible,” Pavlovsky told me. “This is a Weimar atmosphere. There are no longer any limits.”

Until relatively recently, the risks opposition activists knew they were taking on were not generally thought to be life-threatening. The government was likely to hassle activists and make their lives uncomfortable, but mostly it just marginalized them, like the town fool. This began to change with the arrests of protesters in the summer of 2012. When Navalny was sentenced to five years in prison a year later, it came as a shock; this had never been done before. Even after the sentence was suspended, it seemed to be a warning to the opposition.

Nemtsov’s assassination took that warning to its logical conclusion. Now, “we live in a different political reality,” tweeted Leonid Volkov, a prominent opposition activist. “The fact that they killed him is a message to frighten everyone, the brave and the not brave,” Yashin said. “That this is what happens to people who go against the government of our country.” Anatoly Chubais — who, like Nemtsov, served in the Yeltsin government, and who remains close to Putin — visited the site of the shooting this morning. “If, just a few days ago, people in our city are carrying signs that say ‘Let’s finish off the fifth column,’ and today they kill Nemtsov,” he said in astatement, referring to the Kremlin-sponsored anti-Maidan protest in Moscow last weekend, “what will happen tomorrow?” Or, as Albats put it, “Hunting season is open.”

Nemtsov had been confiding to friends of late that he was growing frightened. This summer, he went to Israel to hide out for a few months, fearing arrest. He told Albats that he worried he wouldn’t be able to withstand a stint in a Russian penal colony. In the fall, he filed a police report because of threats he was receiving on social media. It didn’t seem to go anywhere. Recently, he even let his bravado slip in public, telling an interviewer two weeks ago that he was scared Putin would kill him.

And yet, he didn’t let up. According to Albats and Yashin, Nemtsov was working on a particularly incendiary report that he planned to call “Putin and Ukraine,” which would trace the stream of weaponry flowing from Russia to separatists in the Donbass. He was meeting with the families of Russian men who had died fighting with the separatists. He kept up his withering attacks on Facebook and Twitter. He kept traveling to Ukraine and meeting with president Petro Poroshenko, something that couldn’t have gone unnoticed by the Kremlin’s security agencies. And still, Nemtsov never hired a bodyguard. He walked home through Moscow late at night unprotected.

And he almost made it. His apartment building was visible from the bridge. “From his window, where he worked out in the mornings, you can see the place where he was killed,” Romanova told me. “For many years, he saw the place where they would kill him.”

A preocupante falta de memória de Zeinal Bava (3)

Bava não guarda memória, os portugueses sim. Por António Costa.

Bava sabia, e essa afirmação diz (quase) tudo sobre o que era a relação entre o GES e a PT. É claro que ninguém imaginava a falência do grupo, mas em Maio de 2013, Bava tinha a obrigação de saber onde estava a meter o dinheiro, e nessa data também ele reforçou a aplicação no GES para 750 milhões de euros. A diversificação de risco era um conceito, mas não era uma prática na PT. Já tínhamos percebido, sim.

Zeinal Bava e Henrique Granadeiro já entraram em contradição, e vai agravar-se quando este último for à comissão de inquérito. São as duas faces da mesma moeda, que estava no porta-moedas de Salgado. Os portugueses, disso, vão guardar memória.

O valor da palavra do Syriza…

Grécia garante pagamento ao FMI, mas não ao BCE

A Grécia quer começar a discutir com os seus credores uma extensão do prazo de pagamento da sua dívida pública, diz o seu ministro das Finanças numa entrevista à Associated Press. Yanis Varoufakis garante ainda que a Grécia vai pagar a sua dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI) mas põe em causa os reembolsos ao Banco Central Europeu (BCE).

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A preocupante falta de memória de Zeinal Bava (2)

O estranho caso do super gestor que perdeu a memória. Por Paulo Ferreira.

Zeinal Bava tem qualidades invulgares. Foi com essas características, difíceis de encontrar na mesma pessoa, que fez a sua carreira de gestor até atingir um raro nível de reconhecimento internacional. Não é um medíocre que entrou na PT à boleia de um apelido sonante, por tráfico de influências, permuta de favores ou proximidade partidária. Ao contrário de outros que o antecederam na PT, não precisou desses expedientes para atingir lugares de destaque.

Se, posteriormente, se rendeu a essa cultura para ascender ao topo, já é outra história. Teve obviamente que fazê-lo, tornando-se um gestor de equilíbrios e, para todos os efeitos, também um “homem do BES”. Podia não ser um entusiasta, mas também não afrontava.

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