Da série “os russos estão a ficar muito americanos”

Roman Romanenko has had a swastika daubed on his door.

Roman Romanenko é a melhor prova.

Romanenko’s March 4 letter, which he posted on his Facebook page, has already earned him two interrogations by prosecutors, who are mulling pressing extremism charges against him.  The door of his apartment has been daubed with a swastika and leaflets have been stuffed in his neighbors’ letterboxes branding him a “scum” and a “Ukrainian Jew.”  Now, the medical charity that he runs is under threat.   On April 4, exactly one month after Romanenko penned his ill-fated letter, inspectors launched a spot check on the group, saying they suspected it of embezzlement and money laundering.   “We undergo mandatory audits and we’ve never received any complaints,” he told RFE/RL. “I believe these actions aim to damage the group’s reputation, because people think that if it’s being inspected then there must be grounds for suspicion.”

Leitura complementar: Dear Vladimir, I Speak Russian Too. Please Send Troops!.

Motivos de cessação do Rendimento Social de Inserção

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(via Vitor Cunha: Motivos de cessação de RSI)

Quase 20 mil beneficiários perderam RSI por alteração de rendimentos

Segundo dados oficiais da Segurança Social (SS), a que o i teve acesso, verificaram-se 33 913 cessações do RSI desde que as novas regras entraram em vigor.

Uma dessas novidades é o limite do património mobiliário (contas bancárias, carros, etc.) ter passado de 100 mil para 25 mil euros. A alteração de rendimentos, de acordo com a SS, fez com que 19 521 beneficiários perdessem o RSI nos últimos dois anos.

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Costumes liberais e fait-divers II

All Men In North Korea Are Now Reportedly Required to Get the Same Haircut as Kim Jong Un

Sabemos que a crítica social dirigida à Coreia do Norte não é mesmo nada inocente. Espero que a crítica fashion-capilar o seja.

Crime e castigo

Porto de Mós, Lagos

Porto de Mós, Lagos

Apos ter visto que há quem promova de forma activa a recuperação de condenados, reparo na mesma lista da agremiação liderada por António José Seguro na presença de Júlio Barroso um ilustre filho de Lagos, premiado certamente por ter sido o obreiro da bancarrota da minha cidade. Quando pensava que a realidade atingira o fundo do abismo, choco de frente com a notícia factual de Armando Vara ter visto “o sonho de carreira” destruído pelo processo Face Oculta. Parece inesgotável o filão do humor repulsivo.

O aborto e a cultura da morte nos hospitais ingleses

Aborted babies are being used to heat UK hospitals. This is the culture of death

That’s right – institutions created to protect life are being fuelled by burning the remains of the dead. Some bureaucrat somewhere obviously regarded this as “efficient recycling”. It’s more akin to cannibalism.

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A Primavera no Egipto

Tribunal condena à morte 529 apoiantes de Morsi

Um total de 529 simpatizantes do antigo Presidente egípcio Mohamed Morsi, deposto pelo exército no verão passado, foram hoje condenados à morte por instigar a violência, mas a maioria encontra-se em parte incerta.

A condenação foi anunciada pelo Tribunal Penal de Minia, no Cairo, adiantando que apenas 153 dos condenados estão detidos.

(via Helena Matos: Alguém recorda ao certo o que se disse quando caiu o ditador Mubarak?)

Coisas tão devastadoras quanto o ébola

Acho sempre piada quando alguns liberais ou os que para aí gostam de se inclinar – mesmo aqueles que não se converteram à religião gaspárica, assente, como se sabe, em aumento de impostos para ‘sanear’ as contas públicas (que esses estão way round the bend) – confundem liberalismo com defesa intransigente das empresas. Quando são uma espécie de socialistas – que pensam que para minorar os efeitos nefastos da ação desses trastes que são os indivíduos há que pôr em ação os trastes dos indivíduos que trabalham para o estado, como se o estado tivesse poderes mágicos de purificação daqueles que agem em seu nome – ao contrário. Há liberais para quem uma empresa (e os seus empresários, gestores ou administradores), sobretudo se for lucrativa, is without fault. Em vez do estado, para os socialistas, é o lucro, para alguns liberais, que purifica a ação individual. E quem questionar estas empresas, ai jesus que são inimigos do lucro e da iniciativa privada. Isto ganha especial potencial de divertimento quando é feita a defesa de empresas que atuam em setores que, seja pelas barreiras à entrada seja pela legislação, atuam em contexto longe da concorrência. O preço da gasolina é igual ao cêntimo em todas as marcas? Ora isso são acasos da mais perfeita concorrência e, quando muito, culpa daquela ideia socrática de pôr cartazes nas auto-estradas com indicação dos preços; cartelização e combinação de preços? vade retro, criatura satânica que difama desta forma empresas respeitáveis. Os bancos inventam taxas, uns atrás dos outros, para cobrar aos clientes que respiram dentro das suas agências? é a concorrência em ação e quem não gosta que guarde o dinheiro debaixo do colchão.

Isto para dizer que nas empresas também há bons patifórios, e estas empresas que funcionam perigosamente perto do estado são um chamariz para os patifórios que se dão bem a tirar proveito da influência tanto quando estão a soldo das empresas como quando estão a soldo do estado. Logo, não merecem ser defendidas com grande paixão.

Não venho aqui defender maior regulação, que não tenho grande fé nos que fiscalizam. Dê-se o exemplo das agências de regulação em Portugal, que são risíveis; existem para defender a posição destas empresas de setores protegidos dos malvados consumidores; e para acrescentar variedade à carreira profissional daqueles que se passeiam pelos meandros governativos, reguladores da área que tutelaram e empresas da área que tutelaram e fiscalizaram. Venho mesmo só constatar que o estado de coisas atual sucks. Um estado gordo e anafado e um sistema judiciário de faz de conta são uma combinação mortal. Isto tudo não só por causa das prescrições do caso BCP – e vale a pena ler, além do André, o José Meireles Graça sobre estas iguarias político-jurídicas aqui e aqui – como por, só um exemplo que deve ter sido a maior escandaleira de tráfico de favores feito à vista de toda a gente, termos a CGD a fazer empréstimos com risco mal medido a Berardos e a Finos que, depois e enquanto accionistas do BCP, votaram a solução do governo para a administração daquele banco.

Duas notas finais. A primeira é para lembrar que, para compensar a largueza nos setores que frequentemente lesam consumidores e contribuintes, os legisladores aplicam a sua fúria controleira nos setores onde os empresários não são amigos dos governantes e as empresas não têm dimensão para verem as suas queixas aparecerem nos jornais. Nos produtos mais, digamos, simples, as empresas apanham multas pesadíssimas se não chamam estúpidos aos consumidores através de avisos que são obrigados a fazer, por exemplo informando que não se deve acender uma vela em local acessível a crianças ou animais de estimação (nunca se tinham lembrado disto, pois não? pois é, é para isso que cá está o papá protetor estado).

A segunda é para avisar os leitores mais quadriculados que não tenho nada contra o lucro, sobretudo se for meu, nem contra os bancos nem o lucro dos bancos, sobretudo quando pagam dividendos.

Porquê?

O meu artigo no Diário Económico sobre a Jardim Gonçalves e a prescrição.

Porquê?

Uma vez mais, uma prescrição atirou para debaixo do tapete, uma vileza que dificilmente vai ser esclarecida. Neste caso da prescrição das contra-ordenações do Banco de Portugal a Jardim Gonçalves, questiono-me da rapidez com que as acusações foram lançadas para a praça pública e o prestígio de um banco foi atirado para a sarjeta; da lentidão com que se lidam com os assuntos quando estes já não se encontram na ordem do dia, ou para piorar o cenário, os estragos já estão feitos.

Mais do que a multa que ficou por pagar é a gravidade do que ficamos sem saber. Por que motivo se foi tão célere, no decorrer de 2007 e 2008, na acusação das actividades bancárias de Jardim Gonçalves dentro do BCP, e agora estas prescrevem? O que é que interessava à época que já não é importante agora?

Magistrados e Banco de Portugal já trocam acusações sobre quem foi o responsável pela prescrição do processo. É mais lenha num fogo perigoso que queima a credibilidade do sistema judicial e alimenta a ideia de favorecimento de poderosos. Desconheço se houve ou não esse favorecimento no caso concreto, mas o certo é que, tendo havido, terá este existido no passado quando as queixas e acusações foram lançadas? Ou indo um pouco mais ao fundo da questão, será ainda legítimo que se pergunte: se houve agora favorecimento com a prescrição, o que se terá passado há sete, oito anos quando esta história começou?

Infelizmente, a resposta não virá dos tribunais, mas da história que será escrita mais tarde e que, esperemos, seja devidamente fundamentada. A história que investigue e que nos descreva, não só os episódios à volta do que se passou com a administração do BCP, mas também os referentes à forma como o estado e a Caixa Geral de Depósitos conseguiram entrar no maior banco privado português.

Dear Vladimir, I Speak Russian Too. Please Send Troops!

Volgda newspaper editor Roman Romanenko: "We all totally speak Russian here, and our rights are frequently violated."

Se a carta chegar a Putin, acredito que a lerá. Roman Romanenko também tem esperança.

“We’ve learned that you want to send troops to Crimea to defend the rights of the Russian-speaking population,” Romanenko typed. “In relation to that, we have a big request — to send troops into Vologda. We all totally speak Russian here, and our rights are frequently violated.” (…) “You’re planning to spend a lot of money to normalize life in Crimea,” he hinted gingerly. “I hate to ask, but is there any chance you could spend that money on normalizing life in Vologda?”

Adenda: Mudei de opinião. Na Crimeia, finalmente há justiça. Tem um nome e 33 anos.

Socialismo do Séc. XXI – versão Coreia do Norte

Kim Jong-un secures unsurprising ’100 per cent’ victory in North Korea election

“All the voters of the constituency took part in voting and 100 percent of them voted for Kim Jong-Un,” the North’s official KCNA news agency said.

“This is an expression of … people’s absolute support and profound trust in supreme leader Kim Jong-Un as they single-mindedly remain loyal to him, holding him in high esteem,” it said.

Ucrânia: Tudo se resume ao Salame

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Existe uma velha táctica, bem presente nos manuais do KGB, que acompanha a política internacional russa desde a morte de Lenin – Salami Tactics ou, em bom português, Tácticas do Salame. Estas aplicam a velha máxima do “dividir para conquistar”. Criam instabilidade nos seus alvos, geram conflitos internos e lidam com estes um a um, até à conquista definitiva do poder. Foi este o objectivo das Frentes Populares dos anos 30 e 40 – coligações de esquerda em que os partidos patrocinados por Moscovo eram parceiros minoritários. Foi assim que, socorrendo-me das artimanhas do sistema democrático e da subversão patrocinada pelas ajudas financeiras e militares do Kremlin, os comunistas conseguiram dominar as coligações, na Espanha em plena guerra civil e no leste europeu no pós-guerra.

No entanto, as Salami Tactics também têm um uso prático no cenário geopolítico e, associadas à estratégia de “pedidos de protecção” por parte de governantes amigos, podem ser bastante eficientes. Os casos da Ossétia do Sul e da Abecásia, cujo separatismo foi financiado pela Rússia, representam um exemplo recente. A Geórgia tentou reagir e deparou-se com pedidos de protecção à Rússia por parte das repúblicas separatistas. Ora o mesmo parece estar a repetir-se na Ucrânia.

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Bem prega Frei Tomás… (Juízes e seus amores pela Igualdade)

Juízes exigem blindagem dos seus vencimentos:

Magistrados propõem à ministra autonomizar o seu estatuto remuneratório face à Função Pública. Admitem cortes, mas apenas transitórios, nunca por mais que um ano e nunca superiores a 3%.

Os juízes pediram à ministra da Justiça que blinde o seu estatuto remuneratório para que possam receber um salário correspondente às suas funções e livre de mudanças por lei orçamental. Numa proposta enviada a Paula Teixeira da Cruz esta semana, a que o Económico teve acesso, a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) exige que o Estatuto dos Magistrados Judiciais seja revisto no sentido de o separar de qualquer remissão para o regime da Função Pública e dos titulares de cargos político, de forma a ter um regime autónomo. “A Constituição ou o estatuto devem blindar o regime remuneratório dos juízes”, disse ao Económico o presidente da ASJP, Mouraz Lopes.

Uma atitude inqualificável. Mostra  bem a (falta de) qualidade da justiça em Portugal, o corporativismo reinante no sector e a atitude face ao princípio da igualdade.

São uns vendidos, peseteiros e um bom exemplo de como chegamos aqui. Tenho dito.

Ángel Vivas, General sem medo

General Vivas no se entregó al régimen comunista

General venezuelano resiste a prisão pedida por Maduro

Um general da reserva venezuelana opositor ao chavismo resistiu neste domingo a um mandado de prisão com fuzil em punho em sua casa a leste de Caracas. Ángel Vivas é acusado por Nicolás Maduro de treinar manifestantes que erguem barricadas na cidade.

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Fernando Tordo e a Associação Cultura, Conhecimento e Igualdade do Género

O empreendedorismo de um verdadeiro artista português: Contratar quem contrate o contratante. Por Vitor Cunha.

Em suma, a associação fundada por Fernando Tordo e esposa contrata a empresa de Fernando Tordo para que esta realize um concerto de Fernando Tordo.

O fascismo não passará

Espero uma qualquer reacção do sindicato dos jornalistas à prisão, espancamento e roubo do material deste fotógrafo de cariz neofascista que pretendia trabalhar destruir vidas e bens públicos bem como colocar um ponto final nos progressos da revolução chavista.

Comunicado do PCP nacionalizado ao Vítor Cunha.

Leopoldo López detido na Venezuela

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Leopoldo López se entrega a la Guardia Nacional Bolivariana en Chacaíto

El líder opositor venezolano Leopoldo López, se entregó a la Guardia Nacional Bolivariana luego de ofrecer un discurso ante cientos de miles de manifestantes que se concentraron en la Plaza Brión de Chacaíto.

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A Venezuela e o Socialismo do Séc. XXI (5)

Sem surpresa, a situação na Venezuela tem tido muito pouco destaque na comunicação social portuguesa. Aguardam-se também a qualquer momento as manifestações de solidariedade por parte dos vários sectores da esquerda progressista: Procurado, líder de oposição na Venezuela diz que marchará na terça

O líder da oposição na Venezuela, Leopoldo López, acusado pelo governo de Nicolás Maduro de assassinato e terrorismo, disse por meio do Twitter neste domingo (16) que irá marchar junto de manifestantes na terça-feira (18) em Caracas. Ele também disse que está pronto para ser preso se isso for necessário.

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A Venezuela e o Socialismo do Séc. XXI (4)

Venezuela Expels 3 American Embassy Officials Over Hunted Opposition Leader

Triggering the expulsion was the Obama administration’s siding with opposition leader Leopoldo Lopez, who is being hunted by police as Maduro accuses him of leading a “fascist” plot to oust the socialist government two months after it won mayoral elections by a landslide.

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