O Insurgente

Maio 28, 2012

Gangrena (2)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:13
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O ataque de Marcelo Rebelo de Sousa a Miguel Relvas e ao Governo é violento, mas não se pode dizer que os destinatários não se tenham colocado a jeito: Marcelo prevê Relvas “semi-morto” mesmo que não se demita do Governo

Ao avaliar o ano de Governo de Pedro Passos Coelho, o ex-líder do PSD chamou ao ministro dos Assuntos Parlamentares de o “berbicacho número um do Governo”.

Na análise feita na estação televisiva TVI, o social-democrata concluiu que mesmo que não se demita ou acabe demitido, Relvas “continuará mas num estado semi-morto”, em termos políticos.

(mais…)

Gangrena

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:13

Impressões. Por José Pedro Lopes Nunes.

Gangrena

Quando a gangrena surge num membro, pode ser necessária a amputação. De outra forma, pode resultar a morte.

Maio 27, 2012

Legalize It

Comentado pelo DavC, na caixa de comentários deste post:

Porque é que se há de manter uma actividade que é legítima ilegal? Porque é que eu não posso plantar cannabis e fazer disso um negócio? Porque é que o CEO da Unicer pode ser um respeitável senador da nação vendendo uma droga que é tão ou mais nociva do que a Marijuana? Sim, ninguém importuna o consumidor, mas importuna o produtor e distribuidor, e porque é que a produção e distribuição de certas drogas não pode ser um negócio respeitável?

A mercadoria se for legal não será oferecida aos adolescentes em maior quantidade do que já é, tal como o álcool é oferecido aos adolescentes independentemente de a idade ser legal ou não.

Eu não tenho que justificar a liberalização, os proibicionistas é que têm que justificar a proibição, essa é que implica uma tomada de posição do Estado. Mas eu justifico, porque liberalizar traria benefícios, económicos, sociais, fiscais e até de saúde pública. Seria possível ter um maior controlo estatístico sobre os consumos, seria mais fácil detectar problemas sérios e trata-los clinicamente, seria possível cobrar impostos sobre a venda, seria possível criar oportunidades de negócio para agricultores do interior, por exemplo…

Leitura Complementar: Uma Droga de debate

Síria, o quintal preferido

Da Rússia, Qatar, Arábia Saudita e Líbia. Parece que o processo de paz vai de vento em popa. Como tal, não tem havido muitas referências à entidade sionista para explicar os sucessos alcançados pelo país do senhor Assad.

Precedentes Perigosos

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 02:51
Ministra defende «chips» de localização de pedófilos :

A ministra da Justiça mostrou-se hoje favorável à implementação de dispositivos eletrónicos de localização de crianças e adoção de legislação para referenciação de pedófilos.

«Naturalmente que defendo [a utilização de «chips»]. Há muitos anos que defendo um sistema que não é exatamente igual à Lei de Megan, de referenciação de pedófilos», afirmou Paula Teixeira da Cruz, na conferência promovida pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC) dedicada às crianças desaparecidas e exploradas sexualmente.

A Lei de Megan está em vigor nos Estados Unidos e obriga as autoridades a divulgarem junto da população a localização de pedófilos condenados por crimes sexuais contra menores. 

Maio 26, 2012

A Hipocrisia Continua

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 22:28

Numa situação destas qualquer cidadão comum estaria – e mal – preso. Sendo que o caso envolve um agente da PSP, a pena ainda se deveria agravar. No entanto o agente em questão ficou apenas sujeito a apresentações.

Demissões em cima da mesa

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:03
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Dá ideia que dificilmente as baixas ficarão por aqui: Ângelo Correia: “Júlio Pereira já se devia ter demitido”

Em entrevista exclusiva ao CM, o empresário e político do PSD, Ângelo Correia, conselheiro e amigo pessoal de Passos Coelho que foi responsável pelo programa eleitoral laranja em assuntos de serviços de informações, defende a demissão de Júlio Pereira do cargo de secretário-geral dos Serviços de Informação da República Portuguesa.

A exclusão social como causa profunda da criminalidade

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:25

Mais uma evidência inequívoca da relação entre a pobreza e a criminalidade: Filha de milionários é presa por envolvimento nos motins de Londres de 2011

Laura Johnson, de 20 anos, foi acusada de ter conduzido, no seu smart preto, quatro jovens que pilharam a roubaram vários estabelecimentos comerciais em Londres, a 8 de Agosto.

A jovem e o seu cúmplice, Christopher Edwards, de 17 anos, foram ambos condenados por assaltarem uma loja Comet e um centro comercial de Greenwich e roubarem equipamento eléctrico. Edwards recebeu uma sentença de um ano.

Durante os quatro dias de motins, houve assaltos a várias lojas e a cidadãos. Ao todo, foram presas 3100 pessoas. A criminalidade, que deixou Londres em estado de choque, alastrou-se a outras cidades britânicas. Morreram cinco pessoas e houve 16 feridos.

A juíza Patricia Lees sublinhou as escolhas de Laura Johnson que, nessa noite, quando um polícia ordenou-a para parar, carregou com o pé no acelerador, apesar do agente estar à frente dela.

Além dos partidos e dos aventais: um enredo complexo, mas com final previsível

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 20:23

Afinal quais são os bons e quais são os maus? Por João Ferreira do Amaral.

Estão sempre a entrar personagens e vestem-se todas de avental.

Mas já me disseram como acaba: Ninguém vai preso.

A invulgar contenção de Louçã relativamente a Relvas…

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:42
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Muito interessante a invulgar contenção e sentido de Estado de Louçã nos comentários sobre o caso Miguel Relvas. Aliás o mesmo se pode dizer das reacções de uma parte substancial do PS. Por que será?

Balsemão, Ongoing, José Sócrates e Miguel Relvas

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 19:36
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Aguardam-se novos desenvolvimentos para os próximos tempos: Balsemão vai processar Ongoing por causa de relatório sobre a sua vida privada

O presidente da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, vai processar os autores do relatório de quase 40 páginas elaborado no seio da Ongoing, que dá conta de pormenores da sua vida privada e que indicia que esteve a ser espiado.

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Consequências do caso Relvas (2)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:33
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Secretas: Capucho exige que caso vá até “às últimas consequencias”

Ex-conselheiro de Estado afirma que ministro está numa “situação muito difícil”. Novas revelações sobre o relacionamento entre Miguel Relvas e Silva Carvalho, incluem três encontros e trocas de SMS, onde o social-democrata promete ver o que pode “fazer”.

(…)

Em declarações à rádio TSF, o ex-secretário-geral do partido de Miguel Relvas, exige esclarecimentos e consequências: “A confirmar-se tudo isto e alguns dados parecem irrefutáveis, estamos perante situações gravíssimas que têm de ser esclarecidas e levadas às últimas consequências, porque a imagem e prestígio do Governo podem deteriorar-se rapidamente se não for prontamente estabelecido um esclarecimento para a opinião pública.”

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Consequências do caso Relvas

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:23
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Do texto já citado de José Manuel Fernandes destaco também a posição sobre o caso Relvas:

Por razões óbvias (fui director deste jornal), e por não conhecer em detalhe o que se passou no interior do PÚBLICO, não comento o caso Relvas. Apenas digo que um ministro que, bem ou mal, com ou sem razão, se vê envolvido, devido a um comportamento impróprio, numa controvérsia como esta é um ministro que faz mal ao seu Governo e à sua maioria. Goste-se ou não, em política o que parece, é, e Relvas parece que esteve muito mal. Deve tirar as consequências.

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Fundamentalismo Educacional – Quando se é presa por faltar às aulas

Filed under: Educação,Internacional,Justiça — Ricardo Campelo de Magalhães @ 08:58
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Uma aluna vê os pais separarem-se e fica sozinha a tomar conta da irmã (belos pais…).
Arranja um emprego e um part-time para pagar pelas despesas dela e da irmã enquanto estuda.
Como era de esperar, falha a muitas aulas, mas ainda assim consegue  ser uma das melhores. (!)
Mantém os empregos, para as contas, faz sempre os trabalhos de casa.
O que é que o sistema de Justiça faz? Persegue os pais, dirá o leitor…
Não. Prende a rapariga de 17 anos e faz dela um exemplo do que não se deve fazer.

Ficam com o artigo completo:

MONTGOMERY COUNTY, TX (CBS ATLANTA) -

An honor student in Texas was thrown in jail after she missed too many classes at her high school.

A judge issued Diane Tran, 17, a summons Wednesday for her excessive truancy after she missed class. She was arrested in open court.

Last month, Tran was issued a warning by the judge for missing school.

Tran said she works both full-time and part-time jobs, in addition to taking advanced and college level courses.

But the judge said Tran’s case was bigger than the individual situation of one student.

“If you let one run loose, what are you gonna’ do with the rest of ‘em?,” said Judge Lanny Moriarty. “Let them go too? A little stay in the jail for one night is not a death sentence.”

But Tran’s classmates said she had a lot more to juggle than the average teen.

“She goes from job to job from school. She stays up until 7 a.m. in the morning doing her homework,” said Devin Hill, a classmate and co-worker.

On top of that, Tran said her parents spilt up and moved away, leaving her to support her younger sister.

The judge admitted that he wanted to make an example of the teen. Tran had to spend 24 hours in jail and pay a $100 fine.

Fundamentalismo Ecológico – Quando um carrinho de mão é mecanização a mais

Há um incêndio que destrói os canos que alimentam de água uma população.
A população (sem pedir ajuda ao governo) começa a remendar o sistema.
O que faz o governo? Os guardas florestais viram a população a usar um carinho de mão (!) e conclui que a população está a usar “mecanização a mais” e proíbe a reconstrução até que sejam apenas usados cavalos e instrumentos de mão.

Artigo no site do Instituto Goldwater. Detalhes do caso.

Memorial Day Challenge

Filed under: Cultura,Justiça,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 01:41
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Memorial Day Challenge: Ryan’s Story

Maio 25, 2012

PPP’s: uma questão de opções políticas do Estado parte e do Estado legislador

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:30

O Estado é pessoa de bem (mas só às vezes). Por Carlos Loureiro.

Ninguém aceitaria que uma parte de um qualquer contrato tivesse o poder de o modificar unilateral e arbitrariamente (isto é, fora das circunstâncias em que o próprio contrato o permitisse).

Mas é precisamente isso que o Estado pode fazer e efectivamente fez e faz noutros casos, de que o exemplo mais recente foi o corte dos subsídios de férias e de natal dos trabalhadores do Estado: o Estado legislador alterou as regras que o Estado parte tinha acordado (ainda que tacitamente) com os trabalhadores.

Se, em abstracto, o respeito pela palavra dada por parte do Estado parece fazer dele a pessoa de bem que deveria ser em permanência, na prática é justificável a perplexidade perante tal actuação que, em vez de regra, se tornou excepção.

Leitura complementar: PPP’s (2): a opção política de não tocar em interesses instalados; Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal; Os custos do sistema eléctrico nacional e outras rendas insustentáveis para o país; Os modestos cortes nas rendas do sector energético.

Gozar com o contribuinte e com o eleitor

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:24

Gozar com a tropa. Por Helena Matos.

Um super-espião cuja espionagem consiste em enviar títulos da Reuters sobre coisas tão públicas e notórias quanto a viagem que Bush efectuou ao México em 2007! (…) Mais um ministro que confunde a comunicação política com os titulos da revista Lux e ameaça tornar pública a identidade do namorado duma jornalista e por fim a direcção de um jornal que ao ver publicado noutro local a sua documentação interna faz uma fuga em frente e produz uma estapafúrdia explicação que deixa mais perguntas do que respostas.

Depois queixem-se… (mais…)

Quem mente?

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:56

Miguel Relvas, Bárbara Reis ou ambos? Nota da Direcção: esclarecimento aos leitores sobre o caso Relvas

PPP’s (2): a opção política de não tocar em interesses instalados

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Energia,Justiça,Política,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 12:31

Discordo do Rodrigo: o caminho de não confrontação que tem sido seguido nas PPP’s pelo actual Governo é uma opção política e não uma inevitabilidade. Uma opção política com pesados custos para os contribuintes e para a economia portuguesa e uma opção política pela qual o Governo deve ser responsabilizado.

Compreendo que, tal como no caso da dívida externa, há dificuldades e riscos específicos que se levantam no caso das PPP’s, mas a lógica subjacente a uma situação de ruptura financeira invocada (e bem) para cortar salários na função pública deve aplicar-se aos restantes compromissos do Estado. Não o fazer é uma opção política no sentido de evitar ao máximo beliscar alguns dos mais poderosos interesses instaladosna sociedade portuguesa e nos próprios partidos da actual maioria.

Leitura complementar: Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal; Os custos do sistema eléctrico nacional e outras rendas insustentáveis para o país; Os modestos cortes nas rendas do sector energético.

Caso Relvas: primeira baixa é um adjunto do Ministro

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:43

E, pelo menos para já, é só: Adjunto de Miguel Relvas demitiu-se

O caso Relvas e os novos abrantes

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 08:00

Miguel Relvas, José Sócrates e a farinha do mesmo saco. Por José Maria Barcia.

A defesa pública de Miguel Relvas é muito feia. Começa no Mário Crespo a desvalorizar o sucedido e acaba em blogs que há dois anos atrás não se coibiam em trucidar Sócrates e os seus capangas. Ser/estar no poder não significa que os valores mudem. Aparentemente, só mudam as moscas.

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Uma outra forma de pressão: Bárbara Reis ameaça divulgar ameaças feitas por Miguel Relvas

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:12

Independentemente do desfecho no que diz respeito a Miguel Relvas, o Público e em especial a sua actual directora também não ficam nada bem na fotografia: Directora do PÚBLICO reitera na ERC que Relvas pressionou o jornal

No telefonema que fez à editora de Política depois de ter recebido por e-mail uma pergunta da jornalista Maria José Oliveira, “o ministro disse que ia fazer queixa à ERC, aos tribunais, ia dizer aos membros do Governo para não falarem com o PÚBLICO e iria revelar dados da vida privada da jornalista”. Questionada pelos jornalistas, a directora afirmou que o ministro especificou os dados, mas Bárbara Reis adiantou que não é “o momento” para os identificar.

“Na sequência dessa pressão, a direcção entendeu por correcto e importante protestar formalmente junto do ministro [dizendo-lhe] que o telefonema e a pressão tinham sido inaceitáveis”, contou Bárbara Reis. Nessa conversa, “o ministro respondeu a uma série de coisas e disse que tinha humildade suficiente para pedir desculpa à Leonete Botelho e foi o que foi fazer”.

Maio 24, 2012

Renegociação das PPP’s acaba mesmo antes de começar ?

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:32

Ainda e sempre, em estado de negação. Por Samuel de Paiva Pires.

Um ano depois e continuamos nisto: com a falência ao virar da esquina. Por muito bem intencionado que Álvaro Santos Pereira seja – e acredito que é – não há vontade política para anular os contratos das PPPs porque os interesses instalados continuam a acreditar lunaticamente nas promessas de Guterres e de Sócrates, e recusam-se a acordar para a realidade. E assim, continua a não haver vontade política para mudar de um rumo que levará o país ao desastre final.

PPPs: o fim das renegociações. por Paulo Morais.

O Decreto-Lei n.º 111/2012, de 23 de Maio, que tem por objecto a definição de normas gerais aplicáveis à intervenção do Estado na definição, concepção, preparação, lançamento, adjudicação, alteração, fiscalização e acompanhamento global das parcerias público -privadas determina que “da aplicação do presente diploma não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados, ou derrogações das regras neles estabelecidas, nem modificações a procedimentos de parceria lançados até à data da sua entrada em vigor.”

Maio 23, 2012

Isaltino prescrito, Relvas averiguado, lontra capturada

Filed under: Ambiente,Cultura,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:27

Ministério Público considera prescrito crime de corrupção passiva de Isaltino
Presidente da ERC quer máxima rapidez no caso Relvas para não fazer Parlamento esperar
Lontra capturada dentro de uma agência bancária na Figueira da Foz

Miguel Relvas e as pressões sobre jornalistas

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:45

Um patinho chamado Miguel Relvas. Por Henrique Raposo.

O meu velho ensinou-me uma máxima: se faz quá-quá e se abana o rabinho , então é bem capaz de ser um pato. E, neste caso do Público, há mesmo uma multidão de penas em redor do dr. Relvas. O problema não é a ameaça do blackout ao Público, uma hipótese meramente académica que infantilizaria, caso fosse concretizada, todos os membros do governo. O problema está na hipotética ameaça à vida privada de uma jornalista. As pressões são coisas normais no jogo entre o poder democrático e contra-poder jornalístico. Mas a retaliação sobre a vida pessoal de uma jornalista não é uma pressão. É uma entrada a pés juntos que dá direito a vermelho. Nenhum erro de um jornalista merece semelhante tratamento. Se for verdade, Relvas passa a ser o patinho feio, isto é, deixa de ter condições para ser ministro. Vem nos livros.

(via SPP: Onde há fumo, há fogo)

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Taxa moderadora para o aborto: o mínimo dos mínimos (2)

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 17:17
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Passo positivo mas muito pequeno. Por Maria João Marques.

Está muito bem, mas não entendo por que razão não se propõe o fim da realização de abortos no SNS. É ignóbil gastar recursos dos (depauperados) contribuintes em procedimentos deste género, inclusivé quando poupanças são feitas com quem está, de facto, doente.

Relembro que o referendo que deu cobertura política à legalização do aborto não deu qualquer cobertura ao uso de recursos estatais para a prática de abortos.

Leitura complementar: Taxa moderadora para o aborto: o mínimo dos mínimos; Para subsidiar abortos não falta dinheiro…; Para subsidiar abortos não falta dinheiro… (2); 3 de Maio de 2012: o aborto ainda é gratuito em Portugal.

TAFKAP

Filed under: Humor,Justiça,Media,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 15:22

Não podendo usar o nome de you-know-who sob risco de processo legal, sugiro a utilização de TAFKAP: The Artist Formerly Known As Pinocchio.

Maio 22, 2012

Taxa moderadora para o aborto: o mínimo dos mínimos

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:33

Embora o fundamental seja a completa, grotesca e bárbara desprotecção legal da vida humana antes do nascimento, a isenção de pagamento de taxa moderadora quando há opção pelo aborto é algo simplesmente inconcebível, mas aparentemente há quem apoie a manutenção da situação actual: CDS defende taxas moderadoras para abortos, Mulheres Socialistas condenam

Teresa Caeiro disse à agência Lusa que a ideia é dar “equidade e justiça” no sistema de pagamento de taxas moderadoras entre este acto médico e outros. “Este acto médico é sempre isento do pagamento de taxa moderadora, ao contrário do que acontece com o tratamento de outras doenças e a realização de outras cirurgias, como tirar um apêndice ou um tumor, uma hérnia discal ou uma intervenção ao coração”, explicou.

Leitura complementar: Para subsidiar abortos não falta dinheiro…; Para subsidiar abortos não falta dinheiro… (2); 3 de Maio de 2012: o aborto ainda é gratuito em Portugal.

Deus, O outro do Paraíso de Paris

Sócrates ameça processar quem invocar o seu nome em vão.

Adenda: Mesmo correndo o risco de não ser compreendido pelo estudante de filosofia de Paris, reproduzo a notícia do site IF: Freeport: Sócrates ameaça quem abusivamente invocar o seu nome e o do Pinóquio.

Além de estar agradecido a Pinto Monteiro e a Cândida Almeida, hoje Sócrates também está agradecido a Miguel Relvas pelo desvio das atenções

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Maria João Marques @ 13:58

Se não fôssemos um país de faz de conta, os indícios que persistem em existir de que José Sócrates enquanto ministro do ambiente recebeu subornos para licenciar o Freeport teriam sido investigados a fundo para que se verificasse a sua veracidade ou falsidade.

A Insustentável Leveza do Ser Libertário

Ser um Libertário não implica a concordância com tudo que de estúpido e imbecil as pessoas fazem a si próprias e entre si, voluntariamente. É aceitá-lo, mesmo não respeitando e admitir tais actos como consequências necessárias, ainda que por vezes desagradáveis, da existência de um mundo de homens livres, com prazeres, saberes e ambições que diferem. E ainda bem que diferem. Aos olhos de tantos, a igualdade não é mais que a estandardização do comportamento humano, condicionado, na preferência destes, segundo padrões tradicionais ou científicos, segundo livros sagrados ou estudos académicos. O libertário não é um extremista, do meu ponto de vista. Extremismo é a censura inquisitorial, provinciana, ignorante e feia, muito feia, com que muitos encaram a crença aparentemente radical, quase terrorista de que o Homem, essa complexa criatura antecessora de toda e qualquer forma de proto-organização política, nasce livre. E a gravidade adensa-se quanto na admissão de que o Homem nasce efectivamente livre, se considera que o Estado, construído por ele para assegurar, através das forças de segurança que o protegem do seu vizinho, através do exército que o protege da nação vizinha e através do tribunal que julga as suas disputas,  a sua liberdade, pode ser ele próprio o condicionador da mesma. É o futuro distópico em que o Homem, tendo construído a máquina para o servir, vê essa mesma máquina ganhar força, inteligência própria e é, no final da história, escravizado por ela. É surpreendente que a intolerancia, essa assassina de sonhos e vontades ao longo da história – e quase sempre no sentido literal da palavra – não só tenha sobrevivido à Era do Conhecimento, como se tenha expandido, alargado, adaptado aos meios coercivos que o futuro lhe foi deixando à disposição. E no centro do tabuleiro, o libertário, essa vil criatura amante de uns quantos filósofos defuntos que, diga-se de passagem, lançaram as bases para o mundo moderno onde hoje grassam, sem repressão, os que fazem da intolerância, da extorsão e da propaganda o seu programa político. O mundo deve mais ao pensamento libertário do que realmente imagina. Já o libertário, este não exige nada do mundo, não deve nada ao mundo e não guarda em relação ao mundo que o rodeia nada mais que um simples e incompreendido desejo: que este o deixe em paz.

Maio 21, 2012

Um verdadeiro espírito livre

Filed under: Blogosfera,Double standards,Economia,Justiça,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 20:43

Coisinhas simples. Por Rodrigo Moita de Deus.

Miguel Relvas lida com jornais e jornalistas há mais de uma década. Se fosse pessoa para fazer o que acusam já todos teríamos dado por isso.

Já que estou numa de contrariar aproveito para esclarecer o resto. Por Rodrigo Moita de Deus.

Só hoje li a entrevista de Vasco Rato à sábado por causa da ongoing. Sobre o assunto tenho uma opinião diferente da maior parte do pais. Caso fique provado que silva Carvalho utilizou o SIED para beneficiar empresas portuguesas em negócios internacionais acho que o serviço merece uma condecoração da presidência da republica.

Liberdade de imprensa. Por Rodrigo Moita de Deus.

Tenho para mim que a liberdade é o mais importante dos valores. E defenderei sempre a liberdade em qualquer circunstância. Sempre que a liberdade estiver ameaçada.

Pela Santa Liberdade

Filed under: Cultura,Economia,Educação,Justiça,Media,Política,Portugal,Religião,socialismo,Videos — André Azevedo Alves @ 00:01

Derrotados, mas nunca convencidos, aqui fica uma sugestão de programa de festas dedicado aos cabralistas de todos os partidos e com as devidas adaptações aos tempos modernos, para um dia destes…

Maria da Fonte

Maio 20, 2012

A mediática telenovela de Miguel Relvas (3)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:30

Depois de Passos Coelho ter saído em defesa de Miguel Relvas, nova reacção da Direcção Editorial do Público, cuja credibilidade – reconheça-se – é pouco mais que nula. Ainda assim há alegações factuais que seria muito importante esclarecer: Miguel Relvas, o jornalismo e o caso das secretas

Na carta que enviou para a Entidade Reguladora da Comunicação (ERC), com a qual pretendeu antecipar a averiguação já anunciada sobre o exercício de ameaças à jornalista do PÚBLICO que tem acompanhado o “caso das secretas”, o ministro Miguel Relvas dedica-se a teorizar sobre a qualidade do seu jornalismo, referindo a publicação de “várias peças noticiosas tendentes a construir uma narrativa que os factos não confirmam em pormenores decisivos” e sobre a prevalência de um “jornalismo interpretativo” que visa “construir um quadro narrativo inicial e tudo fazer depois para que a realidade se adapte a esse quadro”.

(mais…)

Passos Coelho em defesa de Miguel Relvas

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:07

Sem grande surpresa, mas com custos inevitáveis em termos de credibilidade política, Pedro Passos Coelho sai em defesa de Miguel Relvas: Relvas acusa PÚBLICO de “jornalismo interpretativo”, Passos nega ataque à imprensa

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acusou o PÚBLICO de fazer “jornalismo interpretativo”, segundo a documentação enviada à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), que vai esta semana analisar o caso das ameaças feitas pelo governante ao jornal e à jornalista Maria José Oliveira. A jornalista sublinha que “em nenhum momento da exposição [do ministro] existe uma explicação para as ameaças que foram feitas”.

Já o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, rejeitou, neste domingo, que o ministro tenha “atacado a imprensa” e defendeu que “o Governo tem privilegiado muita transparência”.

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Uma tragédia em curso em Timor

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Humor,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:20

Seria apenas cómico, se não fosse trágico tendo em conta o cenário de predação dos recursos colectivos de Timor-Leste, tanto por elites internas como por parasitas externos: Xanana Gusmão diz que o povo está satisfeito e não podia exigir mais

Visão muito diferente tem Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin e antigo primeiro-ministro.

“O povo não está satisfeito, continua marginalizado e a pobreza cresce”, afirmou.

Alkatiri afirma mesmo que a pobreza tem crescido: “No passado dizia-se que 80 cêntimos [de dólar] por dia chegavam para tirar as pessoas da pobreza extrema. Hoje não chegam dois dólares”.

A corrupção é apontada pelo líder da Fretilin como um dos problemas mais graves. “A corrupção grassa pelo país. Todos os dias se vê pessoas que tinham pouco e agora têm carros e casas de luxo. A corrupção em Timor tem uma característica especial: é feita às claras, toda a gente sabe, é feita às claras é transparente”.

Infelizmente, também em Portugal não faltam cúmplices deste triste estado de coisas dez anos depois da independência em Timor. A independência de Timor-Leste tem sido um empreendimento lucrativo para algumas pessoas dentro e fora do país, mas infelizmente não para a larga maioria do povo timorense.

Leitura complementar: Evitar que Timor se torne um Estado falhado; A miséria da população como sinal de uma governação falhada.

Ratos do céu

Filed under: Justiça,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 10:00

Subscrevo, ainda que no meu caso aplicando o apelo ao Porto: Odeio pombas. Por PPM.

Ainda agora vi mais um destes ratos do céu a largar o almoço em cima do meu carro. Não se pode mandar prender quem lhes atira – muitas vezes da janela – pão molhado e outros restos nojentos que têm em casa? E não se pode promover um pombicídio regulado? Fica aqui o meu apelo ao Presidente da Câmara de Lisboa e às autoridades competentes: não se pode exterminá-las?

Um pouco mais além

O progresso na sua fase imparável. Mais um bom trabalho de Carlos Enes:

Tribunal de Contas enganado para aprovar autoestradas

Denúncia feita em relatório de juízes, que apontam dedo a Estradas de Portugal e anterior Governo

Maio 19, 2012

A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho

Filed under: Comentário,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:00

Embora compreenda os posts do Gabriel Silva e do Rui Carmo, tenho sérias dúvidas que este caso acabe na demissão de Miguel Relvas. Mas, independentemente do desfecho a esse nível, uma coisa é certa: o Governo sai fragilizado. Essa fragilização é especialmente notória no que diz respeito a Pedro Passos Coelho que, ao ter de segurar Miguel Relvas, evidencia que é neste momento Relvas a figura com mais peso político no interior do Governo.

Mas mais grave é a equivalência que se pode começar a estabelecer por via de vários eventos recentes entre algumas das práticas do actual Governo e os piores processos vigentes durante os governos Sócrates. O que tem segurado a imagem do Governo é em larga medida a ideia de que, por muitos erros que estejam a ser cometidos, há uma diferença de credibilidade face ao Governo anterior. Se essa mais-valia for perdida, tudo ficará mais complicado, para a governação e para o país.

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