Da bestialidade e irracionalidade do terror

Foto de Mohammad Sajjad/AP

Foto de Mohammad Sajjad/AP

Taliban Attack on School in Pakistan Kills More Than 100.

Leitura complementar: O Público continua a chamar aos assassinos, “combatentes dos taliban paquistaneses “. Os tais bravos combatentes queimaram vivo um professor e decapitaram várias crianças.  Não são separatistas, são assassinos III.

As greves nos transportes e o “serviço público”

O meu artigo de hoje no Observador: Esta semana há greve nos transportes públicos.

Curiosamente, um motivo omnipresente nas tentativas de justificação das greves por parte dos sindicatos é a defesa do “serviço público” de transportes. É no mínimo estranho que a defesa do “serviço público” de transportes passe pela negação sistemática do serviço de transportes ao público. Mas além de assinalar a notória incoerência argumentativa dos sindicatos nas suas tentativas de legimitar o boicote sistemático dos serviços de transportes, importa perguntar por que é que o sector dos transportes é um alvo prioritário e recorrente para greves.

O resto do artigo pode ser lido aqui.

Está de parabéns o pequeno Napoleão do Kremlin

Google Pulls Out Of Russia

Google is going to close its engineering office in Russia, the Financial Times says.

Russian authorities have been cracking down on internet activity throughout 2014.

In Russia, a new law forces tech companies to keep all data about Russians inside the country’s borders.

 

Os cartoons prejudicam a saúde

cartoon

 

Indonesian police accused the top editor of a leading English-language newspaper of blasphemy after the paper published a cartoon depicting the flag of the Islamic State of Iraq and Al-Sham that allegedly insulted Islam.

Por favor não me ajudem, pensará ele

socratesO primeiro autor de um pedido de habeas corpus foi um jurista conhecido por ameaçar imolar-se num sofa regado com gasolina em protesto contra a sua universidade. O segundo apresentou o pedido em fotocópias de jornal. O terceiro é um sucateiro condenado por violência doméstica e envolvido em leilões manhosos com o badalado Manuel Godinho.

Os Católicos e o Estado Social

Welfare Reform As Moral Imperative. Por Philip Booth.

Occasionally we hear Catholics recognise that there is a need for reform of the welfare state on the grounds of its unsustainable cost. However, we rarely hear an ethical critique of the whole principle of an all-embracing welfare state controlled by a government that spends nearly half of national income on it.

Yet the welfare state is a relatively modern institution and it is confined to perhaps 20 to 30 countries. In past times, the Church was the great provider of welfare. Substantial welfare states providing free healthcare, education, pensions, income transfers and often housing have only grown up in the last 60 years. The Church was often sceptical when welfare states were introduced and the social teaching of the Church certainly does not lead directly to the acceptance of the state as the main provider of welfare.

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Bastiat e o ladrão

Falácias. Por José Manuel Moreira.

Depois de, mais uma vez, ser apanhado, alguém pergunta: o que pensa fazer quando sair em liberdade? Resposta: com a minha idade, 30 anos, e sabendo-se da dificuldade de emprego, vou continuar a roubar. Explicando melhor: “Sem o meu trabalho (o de ladrão), o repórter, o escrivão, o delegado, o juiz e o promotor não tinham emprego. Estou colaborando!”, disse o bandido preso.

Bom argumento! Sem larápios, o que seria do pessoal dos cofres, das fechaduras, das chaves, das portas, dos alarmes… e das polícias?

Podemos, claro

Tania Sánchez, novia de Pablo Iglesias, ganó 50.000 euros especulando con su piso protegido

Además, el piso con cuya venta Tania Sánchez ganó 50.000 euros forma parte de una cooperativa en la que participaron al menos una veintena de cargos y familiares de miembros de Izquierda Unida de Rivas, entre los que se encuentran el actual alcalde, Pedro del Cura, su padre, dos hermanas, la hija del exalcalde, José Masa, la exconcejala Luz Matas y un hijo de la excargo de IU y ahora miembro de Equo Inés Sabanés.

Corrupção e branqueamento de capitais

Ao que parece a defesa de Sócrates – a acreditar na fidedigna fuga de informação – será baseada na dificuldade da Procuradoria provar crimes de corrupção. Mas mesmo que isso aconteça, o ex-primeiro ministro estará politicamente condenado (e por arrasto o partido que conhecia os indícios), dado que a conclusão empírica mais óbvia será que a proveniência da sua fortuna é da prática de corrupção.

Confirma-se a cabala da Justiça contra sócrates e contra o PS

Os acontecimentos de hoje não permitem outra interpretação do que a reclamada pelos defensores da criatura socrática. Como fica evidente, há umas semanas foram presas pessoas ligadas ao governo PSD-CDS à conta do caso dos vistos gold. E hoje foi condenado Duarte Lima – que, como bem nota o Vítor Cunha, também se diz inocente, o que, como é óbvio, arruma logo a questão sobre a culpabilidade do senhor, impossibilitando-a. Estas prisões e estas condenações de gente ligada ao PSD e ao CDS não foram mais do que formas de os procuradores e juízes lançarem poeira e fazerem crer que investigam e condenam sem olhar a origens políticas e distraírem o país do facto de pretenderem unicamente estragar a vida a esse cidadão cumpridor e ‘primeiro-ministro exemplar’ que é sócrates e prejudicar eleitoralmente o PS. Fica feita a denúncia.

(A propósito destas coisas dos protestos de inocência, tenho-me recordado de A Redenção de Shawshank, onde a personagem do Morgan Freeman às tantas diz aos outros reclusos que a personagem do Tim Robbins era inocente. Os outros respondem-lhe que ali são todos inocentes, tendo depois Freeman que clarificar que Robbins era um inocente dos verdadeiros. Era mais ou menos esta visão que eu tinha dos protestos de inocência de muitas pessoas. Mas felizmente – e tenho de humildemente agradecer esta lição – os defensores de sócrates deram a investigação por terminada mal a criatura enviou aquela carta de bravata descabida reclamando inocência e eu aprendi que todos os que se dizem inocentes estão de facto inocentes. Fica também aqui a lição, que certamente será importante para um ou dois leitores do blog que andavam, como eu, desviados desta sabedoria.)

Momento filosófico

42Muita tinta corre sobre Sócrates e a sua problemática relação com a verdade. O que a maior parte dos comentadores não entende, contudo, é que estamos perante uma alteração de paradigma epistemológico. Insistindo numa visão pré-socrática do conceito de verdade, os comentadores passam ao lado das inovações teleológicas do Mestre de Filosofia da Sciences-Po. A Verdade é o fim de um processo democrático necessariamente condicionado pela Vontade. Quem não percebe isso acaba inevitavelmente enredado da teia do botabaixismo da cabala negra. É uma pena que no aleatório caos da existência não lhe tenha calhado em Évora o número 42.

Justiça à Sócrates

Do blasfemo João Miranda (meu destaque):

A última alteração ao código de processo penal foi em 2010 e tem a assinatura do Primeiro Ministro José Sócrates Pinto de Sousa. Não consigo imaginar nada mais justo do que um homem ser processado pelas regras que ele próprio considerou justas para os outros.

O Julgamento

O Julgamento (Via Instituto Ludwig von Mises) :

O homem do betão e das PPPs, padrinho dos empreiteiros e das concessionárias que ainda hoje nos assaltam. Mentor do desgoverno financeiro que nos entregou aos credores, escudeiro do Estado forte, grande, ineficiente, metediço. Protagonista de um pós-bolivarianismo de tons ibéricos. Sócrates foi o último terramoto desde cataclismo que foi o regime nascido da Abrilada. Passos Coelho será, talvez, uma pequena réplica de mau gosto.

Mais que o julgamento, nos tribunais, de um dos homem que nos desgraçou a todos, este é o julgamento, público, do bando de abutres que nos vem pilhando desde sempre. Daqueles que nos ministérios e nas empresas defecaram na pouca dignidade que resta à nação, roubando – qualquer outra palavra é eufemismo – sem eira nem beira, perpetuando-se a si e aos seus no poder – político e económico. Este é o julgamento de uma terceira via, um capitalismo de socialistas caviar, um socialismo de capitais desviados. Este é o julgamento de um modelo de governação assente no compadrio, no suborno, na coerção, na corrupção aos mais altos níveis da sociedade.

Mas acima de tudo, este é o julgamento de um país e de um povo que gerou políticos à sua imagem. Das boleias e quotas pagas nas concelhias por uma conta mistério em vésperas de eleições. Dos clubes de futebol da terrinha e dos terrenos que vão andando de mão em mão. Este é o julgamento do chico-espertismo que tenta sempre passar à frente, no trânsito, na fila da repartição das finanças. Do menino que liga ao amigos do pai por causa daquela vaga na universidade, do pai que liga ao colega do secundário, que agora trabalha na Junta, para dar uma ajudinha ao colega que ficou desempregado. É o julgamento das garrafinhas de whiskey e dos bacalhaus pela consoada, para pagar favores do ano inteiro. Dos exames de condução feitos na marisqueira, dos vistos apressados no consulado, daquela licença para obras agilizada com uma sms ao senhor vereador.

(…)

O Zé – não o Sócrates ele mesmo – que é hoje deputado sem conseguir conjugar um verbo sem calinadas e entender-se com o sujeito e o predicado podia ser você, caro leitor. Com um pouco mais de esforço e afinco e se o André que brincava consigo e com os seus primos na casa de férias não tivesse perdido aquelas eleições, na federação académica ou na distrital. Se o Carlos, seu cunhado, não tivesse perdido aquela vaga na empresa, que até costumava fazer negócio com aquele ex-secretário de estado que agora está a “trabalhar” no ramo. O que o meu caro amigo teve não foi nem a ética nem a dignidade de cuja falta se acusam os nossos políticos de ter, como se abundasse na sociedade.

O que o meu amigo teve foi falta de sorte. Mas não se queixe. Ainda há uns meses conseguiu aldrabar umas facturas para “meter no IRS”. O empregado da Junta, que pôs a tijoleira lá em casa, deixa-o sempre estacionar lá o carro. O Mendes da esquadra deu um toquezinho relativamente àquela multa, mas também ninguém o mandou estacionar num lugar para inválidos. O meu amigo dê é graças a Deus por ter passado à frente nas urgências quando lhe deu aquela coisa no ano passado ou quiçá não estivesse aqui a terminar de ler este artigo. E não tenha vergonha. Todos o fazem. Se não fosse você, seria outro a aproveitar. E no que toca a benesses, antes nós que os outros.

Ensinem isto nas escolas, sff

O João Miguel Tavares escreve no Público um pequeno texto que toda a gente devia ler, muitos para ver se finalmente ganham juízo e aprendem que não existe democracia sem um feroz escrutínio à atividade dos políticos – e, já agora, dos juízes e magistrados. E a ver se páram com o disparate dos perigos do fim do regime, da democracia, da Via Látea, porque certamente não é quando as instituições do regime, até agora entorpecidas, estão finalmente a funcionar que se deve por em causa o regime.

‘Mas parece que neste respeitoso Portugal insistir em fazer perguntas óbvias passa por má educação. Perguntava-se uma vez e Sócrates não respondia. Perguntava-se duas vezes e Sócrates não respondia. E quando se perguntava a terceira vez já se estava a criticar o jornal por insistir na pergunta em vez de se criticar Sócrates por recusar a resposta.

Nem agora, após José Sócrates ter sido detido para interrogatório, essa sede de generalização parece saciada. Ele é preso e avançam de imediato as profecias apocalípticas: é o fim do regime que se aproxima; é a política, como um todo, que é atingida. Não, senhores, não. O regime tem imensas falhas e a política infindáveis problemas, mas Passos Coelho tem toda a razão quando afirma que nem toda a gente é igual. E José Sócrates, graças a Deus, não é igual a ninguém. Ele é o special one da indistinção entre verdade e mentira, pela simples razão de que nunca viu diferença entre uma e outra. A sua detenção não é o fim do regime. Pelo contrário: foi durante o seu consulado que o regime esteve quase morto. O que está agora a acontecer é o oposto disso: é o regime a funcionar outra vez.

E a funcionar apesar de todas aqueles que, confundindo mais uma vez as prioridades, estão muito preocupados com a detenção de Sócrates ao sair de um avião ou por a SIC ter filmado um carro a ir-se embora do aeroporto. Ai, meu Deus, que os jornalistas foram informados! Eu, de facto, preferia que os jornalistas não tivessem sido informados. Mas preferia muito mais que José Sócrates não tivesse sido – e a verdade é que ele foi escandalosamente informado e protegido pela justiça durante anos a fio. Num país onde quase não há busca sensível que seja feita sem que os visados estejam prevenidos, eu diria que há fugas de informação bem mais perniciosas do que aquelas que beneficiam a comunicação social. Andaram dez anos a fazer-nos passar por parvos. Se calhar já chega.’

Está completo aqui.

Atenção aos direitos humanos no continente e ilhas

Luís Filipe Meneses.

O Ministério Público confirmou a investigação ao antigo autarca por suspeitas de corrupção para enriquecimento pessoal. Já foi pedido o levantamento do segredo bancário do autarca.

 

Alberto João Jardim.

O presidente do Governo Regional da Madeira escreveu esta terça-feira no Jornal da Madeira que a mediatização da detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates (sem referir o seu nome) reflecte uma “situação preocupante dos Direitos Humanos em Portugal”.

“O que vimos nos últimos dias, à volta de um caso inaceitavelmente mediatizado com o maior desrespeito e falta de caridade, também põe em causa o aparelho de Justiça e a comunicação ‘social’ que temos em Portugal, porque parece estarmos ante mais uma demonstração da preocupante situação dos Direitos Humanos no nosso País”, escreve Alberto João Jardim na sua coluna de opinião no Jornal da Madeira (JM).

 

Soares preocupado com Sócrates

SS

O antigo Presidente da República escreve, hoje, no Diário de Notícias que sábado, dia de detenção de José Sócrates, «o país foi confrontado com um acontecimento que deixou os democratas imensamente preocupados».

Sócrates, Vistos, Justiça e Política

Nos últimos dias tenho ouvido de comentadores e, principalmente, de políticos que, em relação à detenção de José Sócrates por suspeita de branqueamento de capitais, se deve separar este caso de justiça da política. Tretas!!!

Este acontecimento judicial está ligado à política por inseparável “cordão umbilical”. José Sócrates é – caso alguém se tenha esquecido – político profissional, ou seja, toda a sua carreira foi desenvolvida por via do exercício de vários cargos políticos. Logo, quando o mesmo é detido para averiguações criminais por ter despesas inadequadas aos rendimentos anteriormente declarados, a conclusão mais óbvia é que, a existir enriquecimento ilícito, a sua proveniência será da prática de corrupção (que, como explicam os economistas insurgentes, é bastante mais difícil de investigar). Aliás, (re)lembro que Al Capone nunca foi condenado por homicídio, tráfico ou associação criminosa, mas sim por evasão fiscal.

A suspeita da prática de corrupção de um ex-governante (mesmo que seja só indirectamente “provada” pela condenação por branqueamento de capitais) é, que eu saiba, assunto de Política. Tal como tem sido a prisão dos responsáveis pelos vistos “gold”.

Assim como se deve discutir a responsabilidade dos actuais governantes PSD/CDS pela falta de transparência e escassez de checks & balances no caso dos vistos “gold” também convém tentar perceber como os governantes do PS, liderados por Sócrates, não detectaram/evitaram eventuais práticas de favorecimento político por parte do então primeiro-ministro, com especial atenção para António Costa, Ministro da Administração Interna entre 2005 e 2007. A haver uma acusação criminal a José Sócrates, o PS (e o seu actual secretário-geral) serão certamente, por muitos portugueses, politicamente implicados.

Os casos dos vistos “gold” na semana passada e agora o de Sócrates têm uma relevância política acima do horizonte dos partidos políticos da governância e, até, de todos os restantes partidos parlamentares. Em maior ou menor grau, a ideologia socialista da classe política deveria levar-nos a considerar/discutir os perigos da forte inter-relação entre o peso do Estado e a probabilidade de ocorrerem casos de corrupção.

Se a maioria dos eleitores portugueses decidem retirar liberdade de escolha a milhões de compatriotas delegando o poder de decisão a alguns “eleitos”, temos de reconhecer que haverá sempre quem queira beneficiar de uma relação privilegiada com a classe política governante (e qualquer que seja o partido no poder!; veja-se o exemplo das “democracias” comunistas em que uns privilegiados camaradas vivem muito acima da pobreza generalizada). Em termos políticos, pelo menos para mim, os acontecimentos recentes apontam naturalmente para a seguinte evidência: uma sociedade mais liberal será indubitavelmente menos corrupta.

Praticar e louvar o terror

Faz parte da natureza do Hamas.

Do lado da União Europeia, será a altura para deixar de apoiar o terrorismo. Esse papel continuará a ser desempenhado pelo Qatar e por eméritos doadores públicos e privados. Em Maio último, o Qatar ofereceu cinco milhões de dólares ao governo islamista do Hamas. A solidariedade pretendeu apoiar os esforços de reconciliação com a Fatah (com os brilhantes resultados que se conhecem), partido que lidera a Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. De acordo com Ismail Raduan, Ministro das Doações e Assuntos Religiosos do Hamas, a oferta do governo do país do Golfo Pérsico pretendeu apoiar a “reconciliação comunitária” e está destinada a apoiar as famílias que perderam os seus entes queridos nas quase eternas lutas armadas que opõem a Fatah e o  Hamas.

Em Março deste ano,  no seguimento da ilegalização da Irmandade Muçulmana, um tribunal egípcio baniu toda e qualquer actividade do Hamas no país e confiscou todos os seus bens. O Hamas  é acusado de interferir nos assuntos internos egípcios e, na altura, alguns dos seus líderes tinham Cairo como base. As autoridades egípcias acreditam que a organização terrorista do Hamas que governa a Faixa de Gaza, desempenha um papel importante no aumento da violência vivida na Península do Sinai.

Desde Julho que o exército do Egipto destruíu mais de 100 túneis que ligam Gaza ao Egipto e que servem para contrabandear alimentos, materiais de construção mas também armas e terroristas. A lua-de-mel entre o Hamas e o Egiptou acabou de forma abrupta quando os militares removeram o Presidente Morsi e acabaram com o governo da Irmandade Muçulmana. Hoje o Hamas que é visto como é um apoiante dos atentados terroristas, um risco acrescido para as forças de segurança e civis, procura defender-se das acusações como um ataque à causa palestiniana e um favor a Israel.

A demissão de Miguel Macedo

Face à gravidade do caso, a demissão de Miguel Macedo, assumindo as suas responsabilidades políticas, é uma decisão compreensível e louvável. Seria importante agora que quem nomeou inicialmente os principais envolvidos no caso também assumisse publicamente as suas responsabilidades.

Quanto ao Governo, trata-se de uma baixa significativa, mas tanto fora como dentro do próprio executivo há quem possa preencher a posição dando garantias de competência e seriedade.

o perigo amarelo-dourado

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Nós, como se sabe, somos pobres mas esquisitos. Além de levarmos a mal que os turistas venham cá gastar o seu dinheiro, dando cabo da calma lisboeta (e, em alguns locais de Lisboa, invertendo caminhos de decadência económica e imobilizada – e nós sabemos o quanto gostamos da decadência para nos comiserarmos dela) agora também querem investir por cá. Não há meio de nos deixarem sossegados. Algumas pessoas são obrigadas a vender as suas casas a chineses mais caras do que venderiam a portugueses, outras pessoas são obrigadas a trabalhar para empresas de estrangeiros que cá residem devido ao visto gold – e por aí fora de atrocidades horríveis a que vimos sendo obrigados.

Antes que comece a paranóia provinciana portuguesa do costume contra os vistos gold, é bom lembrar que medidas semelhantes existem em vários países por esse mundo fora. São formas eficazes de atrair investidores estrangeiros. E – além disso – são muito usados por portugueses que investem noutros países, concretamente aqueles da lusofonia cujos laços e entendimentos económicos e negócios lá costumam encher a boca dos nossos políticos e também de alguns comentadores. Portanto ao atacar os vistos gold é bom que se tenha noção de que se ataca um meio que muitos portugueses usam para ganhar dinheiro noutros países.

Quanto à corrupção (e às consequências políticas que aparentemente Passos Coelho mais uma vez não deixou que um seu ministro tirasse), investigue-se, julgue-se, puna-se. E sempre deu para a nossa investigação judicial mostrar que, afinal, existe.

Piropo: problema de gente sem problemas

O meu texto desta semana no Observador:

‘Além da morte e dos impostos há mais uma coisa certa na nossa vida: podemos contar com a esquerda para nos entreter de tempos a tempos com a sua alienação dos problemas dos portugueses, inventando supostos dramas que os ingratos cidadãos teimam em não sofrer.

Como a inquietação sobre o sexo dos anjos já é banal, o PS nas últimas semanas tem procurado responder às mais viscerais preocupações do indivíduo lusitano. Deixo uma: corrigir a enorme injustiça de Sócrates, depois de ter assinado o memorando com a troika para o qual trabalhou afincadamente seis anos, não ter sido condecorado pelo Presidente da República. Eu estou com o PS. Tenho notado em todos os meus amigos e conhecidos um incansável desgosto por esta injustiça. Eu, arredada dos problemas dos meus concidadãos, pensava até agora que era fúria pela carga fiscal que o despesismo alucinado de Sócrates e a falência que inevitavelmente se lhe seguiu nos impuseram. Ou angústia pela incerteza do futuro dos empregos ou desilusão por não mais se conseguir dar aos filhos o que antes era possível. Mas não: afinal é tudo solidariedade com a não condecoração de Sócrates.

E o Bloco de Esquerda, essa bênção dos céus para nos alegrar na chegada do outono, lá voltou à carga com a criminalização do piropo de rua, que considera ser uma forma de assédio sexual.’

O resto está aqui.

A PT e as moscas do regime

A PT tem mel. Não há mosca que não atraia. Por José Manuel Fernandes.

A PT tem mel. Não há mosca que não atraia. E disparate que não propicie. Consegue até ser mais aglutinadora de passadistas do que a Aula Magna. E mostrar ainda melhor do que o abaixo-assinado da dívida que há quem nunca esqueça nada e, sobretudo, numa aprenda nada. Quem não tenha emenda.

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A PT é uma empresa “estratégica”

Caro Rodrigo,

Compreendo e subscrevo inteiramente a tua mensagem, mas suspeito que o verdadeiro problema é o receio de que, em caso de compra, a Altice não garanta algumas centenas (ou porventura até apenas algumas dezenas) de empregos “estratégicos” para o regime, uma função que como sabes a PT tem cumprido exemplarmente nas últimas décadas.

Recordar o comunismo real

muro_berlimBerlim, 25 anos depois: Roteiro da Östalgie. Por António Araújo.

A vida real ultrapassa a reconstituição cinematográfica: Ulrich Mühe, o actor principal, que desempenha o papel de agente da Stasi, morreria cerca de um ano depois do lançamento do filme; diz-se que após a reunificação descobrira no seu dossier na polícia política que, além de quatro colegas da sua companhia teatral de Berlim-Leste, a própria mulher informava a Stasi de todos os seus passos. Ao contrário do que se possa pensar, o local onde esta dimensão negra da RDA se apresenta de forma mais marcada não é no Museu da Stasi, no nº 103 da Ruchestrabe, mas na Prisão de Hohenschönhausen, um pouco afastada dos circuitos habituais.

(…)

Conta-se a história de um governante português que, após o 25 de Abril, sendo recebido em Berlim e levado ao cimo da Fernsehturm quis dizer umas palavras simpáticas aos seus anfitriões, observando que, no meio da escuridão, existia ao longe uma parte da cidade muito iluminada e animada. Os alemães de Leste responderam, meio embaraçados, que se tratava de Berlim-Oeste…

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Tanto rasgar de vestes

GB

Não se aguenta.

A Syrian army helicopter dropped two barrel bombs on a displaced persons camp in the northern province of Idlib, camp residents said on Wednesday, and video footage appeared to show charred and dismembered bodies.

Footage posted on YouTube showed corpses of women, children and burning tents while people scrambled to save the wounded. “It’s a massacre of refugees,” a voice off camera said.

“Let the whole world see this, they are displaced people. Look at them, they are civilians, displaced civilians. They fled the bombardment,” the man’s voice said.

A man in another video of the Abedin camp, which houses people who had escaped fighting in neighboring Hama province, said as many as 75 people had died.

 

Mesmo.

Egyptian authorities on Tuesday ordered residents living along the country’s eastern border with the Gaza Strip to evacuate so they can demolish their homes and set up a buffer zone to stop weapons and militant trafficking between Egypt and the Palestinian territory, officials said.

The measure comes four days after Islamist fighters attacked an army post, killing at least 31 soldiers in the restive area in the northeastern corner of the Sinai Peninsula. After the attack, Egypt declared a state of emergency and dawn-to-dusk curfew there. Authorities also indefinitely closed the Gaza crossing, the only non-Israeli passage for the crowded strip with the world.

The buffer zone, which will include water-filled trenches to thwart tunnel diggers, will be 500 meters (yards) wide and extended along the 13 kilometer (9 mile) border.

 

 

 

Breaking News: mais uma greve no Metro de Lisboa

Metro de Lisboa volta a parar a 13 de novembro

Os sindicatos dos trabalhadores do Metro de Lisboa marcaram uma nova paralisação de 24 horas, para o dia 13 de novembro, uma quinta-feira.

Leitura complementar: Pela libertação do Metro de Lisboa.

O Governo que disse “Não” aos banqueiros

Banqueiros pediram a Maria Luís que injetasse dinheiro da troika no BES. Ministra disse que não

Na última semana de julho, cinco banqueiros pediram à ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, para injetar dinheiro da linha da troika no BES, segundo a SIC. O “não” da ministra obrigou o Banco de Portugal a optar pela medida de resolução que, a 3 de agosto, dividiu o antigo BES em dois: Novo banco e bad bank.

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