Maio 17, 2012
Maio 16, 2012
Perfil de François Hollande
um homem perigoso. Por Rui A.
Quem, no seu perfeito juízo, se atreveria a não concordar com estas quatro maravilhas, prometidas, de uma só assentada, por um único político: justiça, paz, ecologia e prosperidade? Fica somente por esclarecer como se proporá ele realizar tamanha empreitada? A partir do Eliseu, assinando decretos presidenciais que determinem o fim da crise europeia e o regresso da prosperidade? Telefonando aos senhores Samaras, Venizelos e Tsipras, e, com palavras doces e amigas, fazê-los ver a enrascada em que se estão a meter e, por consequência, a meter-nos a todos nós? Pedir ao seu putativo amigo Obama que, de braço dado com Al Gore, o profeta, o venha desinteressadamente ajudar na preservação do planeta e da paz mundial? Combinar com “son ami” Mario a engenharia financeira para despegar da troika? Muito francamente, tantas e tão boas e piedosas intenções vertidas sobre esta iluminada cabeça, só podem fazer de François Hollande um santo, um demagogo, um ingénuo ou um genuíno socialista. Em qualquer dos casos, um homem perigoso para chefiar um país.
O futuro chega já amanhã (2)
O futuro chega já amanhã
é só esperar. Por Rui A.
Entretanto, políticos miserabilistas e masoquistas, dos que gostam de perder votos e eleições a impor sacrifícios aos eleitores, transformaram-nos a vida num inferno desnecessário, quando lhes bastaria ter ouvido os sábios conselhos de Paul Krugman. Agora, com Passos vaiado sempre que põe o pé fora de casa, a Sra. Merkel a perder eleições sucessivas, o estoiro previsível da Grécia e a descida à terra do novo messias gaulês, tudo leva a crer que esses tempos nefastos acabaram e novos tempos se aproximam. É só esperar…
Maio 15, 2012
Sempre simpatizei com Luís Amado
“Há expectativa a mais à volta de Hollande” :
Claramente, há expectativa a mais face ao que é a margem de manobra do Presidente eleito, relativamente à situação de França. A França tem um desequilíbrio macro-económico muito acentuado, tem uma dívida que ronda os 90% e uma despesa pública acima de 55% em relação ao PIB. Portanto, a margem de manobra é muito limitada.
E é preciso ter muito cuidado relativamente à gestão de expectativas, não só da sociedade francesa, mas também dos mercados, que financiam a dívida pública francesa: são necessários 500 milhões de euros todos os dias para garantir o financiamento do nível de bem-estar da França! E o Presidente eleito sabe disso.
A França vai ter que ajustar, através de um programa de austeridade, alguns dos desequilíbrios que conhece. Mas sem dúvida que a eleição de Hollande acelerou o calendário para a governação económica da zona euro, para um processo de federalismo fiscal e orçamental que garanta a estabilidade e coesão de toda a zona euro.
(…)
É provável que a França tenha que fazer um ajustamento interno na casa dos 15 a 20%, no mínimo, mas é óbvio que ninguém seria eleito se fizesse a campanha prometendo ao seu eleitorado: «Elejam-me porque eu vou cortar o vosso ordenado em 20%».
A democracia hoje vive essa situação de paradoxo: ter que gerir expectativas positivas dos eleitores e expectativas negativas dos mercados que as financiam. E esse equilíbrio, nas democracias dependentes e em situação de grandes níveis de endividamento, é hoje o alfa e o ómega da crise democrática na Europa, em particular na periferia europeia. Porque depois das promessas eleitorais frustram-se as expectativas dos eleitores, para não se frustrar as expectativas dos credores.
iTV
Terry Gao, da Foxconn confirma diversos detalhes sobre a iTV:
According to Foxconn CEO Terry Gao, the new Apple television set will be called “iTV” and production will begin in earnest. Read about the features and possible release date.
According to a new report from China Daily, Foxconn CEO Terry Gao has confirmed that Apple will indeed launch the fabled iTV in 2012. In a candid report, which is making its rounds on The Daily, the Foxconn CEO was surprisingly candid about the upcoming Apple television set, offering details about its production schedule, name, and release date.
The Daily reports that “Apple’s lead contractor Foxconn is gearing up to produce the sets, although production hasn’t yet started, CEO Terry Gao told reporters in Shanghai yesterday, China Daily reported. The new product will be called iTV and will feature a sleek aluminum shell similar to that of many current Apple laptops and products, and will have a similar high-definition display, Gou said. It will also have FaceTime video chat and be able to accept instructions using Apple’s Siri voice recognition program…”
The inclusion of FaceTime and Siri will be particularly interesting, since Apple will be essentially integrating these popular iOS features into a television set, thus crafting what could be considered the first mainstream “video phone” — a futuristic concept that has yet to become a household reality in any other format other than computers and some smartphones.The Daily article goes on to stipulate that “no release date or production timeline for the iTV has been released, nor has Apple even officially confirmed that such a product is in the works.” It brings up an interesting point, since it is hard to imagine that Apple would sanction Foxconn to leak this kind of information about a brand-new product such as the iTV. Gou also noted that “Foxconn would partner with technology company Sharp, which will manufacture the screens on the new televisions,” and that the iTV will feature a high-definition “Retina Display.” Given the fact that production for the iTV has not even begun, it is now quite unlikely that it will be released at the WWDC in June, leaving only the iPhone 5 as a possible surprise release.
É no mínimo estranho e uma mudança de política de alguém muito próximo da Apple em geral e de Tim Cook em particular.
Certo que Steve Jobs já alertava a concorrência no seu livro, mas ainda assim…
Deixo a dica para que quem esteja a pensar em comprar Tvs possa ter os dados mais recentes para pensar 2x…
Maio 14, 2012
JP Morgan, Obama e 2 Biliões de Dólares
How big is President Obama’s Wall Street problem?
JPMorgan Chase’s $2 billion trading loss highlights what could be a huge Wall Street problem for President Barack Obama as he faces re-election.
Nearly four years after the financial crisis, little appears to have changed on Wall Street.
These guys can still play fast and loose with whatever rules there are and in the process risk huge losses.
JP Morgan’s CEO Jamie Dimon was on “Meet the Press” on Sunday doing damage control. There have already been several resignations at the company.
Dimon acknowledges the $2 billion loss was due to a series of massive bets placed through credit default swaps – which is what nearly brought the country to its knees in 2008.
In other words, what happened at JP Morgan, one of the largest banks in the U.S., is exactly the kind of thing the president’s financial law was supposed to stop. But it didn’t.
Working in Obama’s favor – he can paint his opponent, Mitt Romney, as a big business guy who would slash financial regulations.
But voters will hold up the president against his record – and ask how this could happen again. In light of the mess at JP Morgan, it will be nearly impossible for Obama to run as the president who got tough on Wall Street.
Critics of the president say the White House should have pushed for stronger legislation – and that financial reform took a back seat to the health care and stimulus bills.
They say the president had a historic chance to bring real reform to Wall Street since there was such intense public anger toward the banks.
Administration officials argue Obama pushed for the toughest financial reform law that he could get through Congress.
Regulação a funcionar? Seria a 1ª vez…
Já agora, para quem queira saber como foi possível o JP Morgan perder 2.000.000.000 como em 2008:

“Gays are the next Jews of fundraising” – Rahm Emanuel
“Gays are the next Jews of fundraising,” declared Rahm Emanuel, who is now an Obama confidant, while hustling for donors for Bill Clinton back in 1992.
In that light, Obama’s endorsement of gay marriage was at least the equivalent of recognizing Jerusalem as the capital of Israel — a symbolic and controversial action that excites a donor base.
Jon Cooper, a gay Long Island legislator and an Obama fundraiser, told the Capital, a New York news site, that Obama’s “expressing his personal support for same-sex marriage is going to make my life immeasurably easier raising money from LGBT donors and progressives in general.”
(…)
In elite Democratic circles, social issues are social, in a very personal sense. Not only do top donors share political and cultural attitudes, they often have close ties to each other and to White House officials — and sometimes to Obama himself. Abortion and gay marriage are such highly charged issues that they define friendships. By contrast, an objection to foreign or economic policy is merely a difference of opinion.
Obama patched up some fraying friendships last week. And it paid off big.
Como sempre, follow the money…
Primavera síria exportada para o quintal
Deve ser a isto que se chama interferência estrangeira e um plano de paz sírio bem aplicado… ao Líbano.
Maio 13, 2012
res publica totius orbis
Agradeço a simpática referência de Pedro Arroja a’O Insurgente. Além de simpática, parece-me também genericamente adequada: um blogue de homens (e mulheres) do povo e com o nível intelectual mais aceitável nos erros que vai cometendo.
Benfica na final da Champions
Depois da eliminação pelo Chelsea, esta é a representação possível para o Benfica na prova. Não será propriamente o Benfica, mas pelo menos trata-se de um benfiquista na final da Champions.
Assembleias populares 15M em Madrid
Vale a pena ler: Mucho calor, bastantes periodistas y pocos asamblearios
Tras la concentración de este sábado y el desalojo de madrugada las asambleas del 15M se han reunido durante la mañana del domingo con escaso éxito.
A União Europeia deveria deixar de subsidiar o crescimento do Syriza
Desemprego seletivo na Grécia socialistizada. Por António Balbino Caldeira. (via Helena Matos)
Maio 12, 2012
Maio 11, 2012
Obama vs. Romney
O LA-C levantou aqui a questão do impacto da declaração de Obama apoiando o “casamento” homossexual na campanha, colocando a hipótese de a mudança de posição de Obama poder facilitar o posicionamento de Romney ao centro.
Não creio que o impacto seja tanto esse, mas mais do de mobilizar as respectivas bases de apoio. Obama parece apostar em mobilizar os elementos mais esquerdistas da base que o elegeu, o que é compreensível face à desilusão de muitos que votaram Obama em 2012. Por outro lado, é natural que essa tentativa de mobilização tenha também algum impacto simétrico na mobilização dos eleitores mais conservadores em torno de Romney, o que não será insignificante já que o perfil centrista de Romney e as suas próprias crenças religiosas fazem com que, à partida, não seja o candidato mais entusiasmante para grande parte das bases do GOP.
De qualquer forma, como esse será um segmento no qual a campanha de Obama sabe que tem poucas hipóteses de penetração, admito que o cálculo seja o de mobilizar os sectores mais à esquerda apostando no aprofundamento das clivagens existentes nos EUA e dando como completamente perdidos os values voters.
Considerando os muitos milhões que terá ao seu dispor, o tratamento extremamente favorável da generalidade dos media e as suas competências a nível comunicacional, creio que Obama continua a ser o favorito, mas se as coisas continuarem por esta via, as eleições podem acabar por ser mais interessantes do que o esperado. Apesar de não entusiasmar, considero ainda assim que Romney é um candidato melhor que McCain e que em alguns aspectos – especialmente de política interna – poderia marcar a diferença face a Obama, pelo que acompanharei com interesse a campanha.
A propósito:
Rasmussen: Obama 43% vs. Romney 50%
Gallup: Obama 44% vs. Romney 47%
Syriza ao Poder?
Now that the first parliamentary election vote is meaningless, with no party able to form a coalition government, everyone is focusing on the outcome of the next election, which will take place some time in mid-June. Minutes ago Marc and Alpha (via Reuters) released the results of a poll conducted on Tuesday but just published, and which, if sustained means major trouble for the EMU, because the results show that Anti-bailout Syriza is alone going to have almost as much represented as its two main pro-bailout opponents combined, and confirms that all the other parties are losing voters which instead are going toward the one party that seeks above all, to sever the terms of the Memorandum.
- Syriza: 23.8%, up from 16.8% in the election
- New Democracy: 17.4%, down from 18.9%
- Pasok: 10.8%, down from 13.2%
- Independent Greeks: 8.7%, down from 10.6%
- KKE: 6.0%, down from 8.48%
- Golden Dawn: 4.9%, down from 7%
- Dimar: 4.0%, down from 6.11%
Or visually:
In other words, more and more Greeks are aligning with the anti-bailout Syriza. If we were Europe we would be worried. Very, very worried.
Como dizia o Adolfo Mesquita Nunes no DN, naquele caso sobre o Hollande: Ainda bem. Assim sempre vamos saber ao certo o que eles vão propor. Agora que a Esquerda radical deverá ganhar as próximas eleições vai ser só crescimento!
Maio 10, 2012
A Primavera árabe é anti-cristã
A iniciativa religiosa é do Vaticano e reconhece a situação muito difícil em que (sobre)vivem os cristãos no Norte de África e no Médio Oriente.
Month of prayer for Christians in Egypt.
(…) Release has produced a prayer guide, focusing prayer throughout May on Egypt, Libya, Syria, Morocco, Yemen, Tunisia and Bahrain. Right now, the greatest concern is Egypt, where Christians are worried that persecution will increase following the presidential elections on May 23-24.
Boyd says that up to 100,000 Christians have already left the country since last year’s uprising, and persecution has increased as Islamist groups have grown in influence over the past two decades.
And he talks of Egypt’s Christian roots and heritage. Egypt in fact was a majority Christian country for more than 1,000 years. Last year’s parliamentary elections led to a huge victory for the Islamist parties, especially the Muslim Brotherhood and the hard-line Salafist Nour. Extremist groups want to introduce strict Sharia (Islamic) law across Egypt and have launched attacks on Christians, public officials and foreigners.
Those who argue that Sharia affects only the muslims, Boyd says, are wrong: Sharia affects Christians as well as it will not allow them to share their faith. Sometimes with tragic consequences.
And Boyd mentions the current situation in Nigeria where Christians are undergoing bloody attacks that are forcing many to flee their homes. (…)
“The more people I meet during my travels across the world for Release who are suffering persecution for their faith”, says Boyd, “the more I realise that they have an overcoming joy-filled faith and a love of freedom which we need to tak hold of. We need them more than they need us. They need us to stand with them to share our freedom and to share our resources, We need to capture thier overcoming spirit and their determination to make a stand and to be joyful witnesses to the Gospel of Christ. That’s their gift to us”.
Maio 9, 2012
Change
A disputa entre Romney e Obama promete ser animada, talvez mais do que inicialmente seria de esperar: Barack Obama apoia casamento gay
Quando se candidatou à Casa Branca em 2008, Barack Obama disse que se opunha ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas ontem, quando pressionado para clarificar qual a posição da sua Administração sobre o assunto, admitiu que a sua opinião tinha “evoluído” e que considerava que casais homossexuais deveriam ter o mesmo direito ao casamento que os casais heterossexuais.
Liberdade de imprensa, sempre II
How Journalists Allowed the Palestinian Authority to Fool Them, por Khaled Abu Toameh.
(…) The murder of Israeli Arab actor and film producer Julian Mar-Khamis in Jenin last year should have sounded an alarm bell among the media representatives. His killers have never been caught, sparking a wave of unconfirmed reports about the involvement of influential Fatah gangsters and Palestinian security officers in the case.
A Western journalist who wanted to do an investigative report into the case was warned by senior Palestinian security officers that she would be putting her life at risk if she insisted on carrying out this mission.
Last week, the truth about the situation in Jenin finally exploded in the faces of everyone: the local governor died of a fatal heart attack following an unsuccessful assassination attempt.
For the Palestinian Authority leadership, the assassination attempt was what lifted the veil: Palestinian leaders in Ramallah realized that they could no longer continue to hide the truth about what was really happening in Jenin.
Palestinian security forces have since arrested dozens of Fatah “outlaws” and police officers for various crimes — including murder, extortion, abductions, sexual harassment and armed robberies.
Radi Asideh, the security commander of the Jenin area, admitted that it was the Palestinian security establishment that was responsible for the anarchy and lawlessness. “There is a defect inside the security establishment and officers were responsible for this,” he revealed.
The biggest mistake, Asideh added, was that the Palestinian leadership had turned its back to the defect, allowing the situation to deteriorate at the expense of the people’s security.
Palestinians say that anarchy and lawlessness are to be found also in other areas in the West Bank where the Palestinian Authority claims to have imposed law and order. And, they add, in most cases it is the Palestinian Authority’s security forces that are responsible for the chaos and corruption.
If the Western journalists and donors continue to ignore the reality on the ground, the West Bank could soon fall into the hands of gangsters and armed clans, as has been the case in Jenin — among the main reasons the Palestinian Authority collapsed in the Gaza Strip in 2007, speeding the rise of Hamas to power.
Leituras complementares: Liberdade de imprensa, sempre, A Primavera policial.
Quem é quem na Administração Obama (e anteriores)
Quem é quem nas Administrações Americanas pode ajudar a mostrar como a Regulação não é a Solução, pois quem regula é geralmente ex-colega do regulado. O site Geek.us tem uma boa apresentação destes companheirismos. Ficam só alguns aqui (ver todos no site).

Agora quero ouvir falar de Neo-colonialismo

A “empresária” angolana Isabel dos Santos assume liderança na Zon. A ter sido um empresário português a assumir a liderança na Sonangol, os gritos de neocolonialismo ecoariam pela literatura e pela televisão. Mas não. Isto acontece num país onde César e a Economia são a mesma pessoa. Onde os oligarcas – ex-políticos e militares – com destaque especial para a família do presidente, vão comprando o mundo com o dinheiro do povo angolano. Do comunismo assassino de Agostinho Neto à oligarquia, também ela repressora, de José Eduardo dos Santos o Estado – ou seja, o MPLA – enriqueceu os poderosos num modelo neo-corporativista que ainda há-de ser objecto de estudo de umas quantas Universidades. Quando for escrita a história desta tragédia vão existir inúmeros culpados, entre eles o Capitalismo, o Neo-Liberais, o Colonialismo com os portugueses à cabeça, enfim, os suspeitos do costume. No meio da chuva de acusações a surgir, alguém se vai esquecer de culpar a anomalia que tem constituído a política económica do Estado Angolano desde a sua fundação, os angolanos – e os portugueses com o MFA, o PC e o PS – que a apoiaram e os que, volvidos tantos anos de miséria, ainda a apoiam, eleitoralmente, financeiramente e politicamente.
Entretanto, a mesma carneirada política que encheu a agenda política com slogans de “Timor livre”, continua silenciosa em relação a Cabinda. O que prova que na bolsa de Valores da classe política portuguesa – ou dos media e dos agentes culturais – o silêncio sempre teve uma baixa cotação.
Muçulmanos na Convenção Ateísta Mundial
Melbourne, 15 de Abril de 2012. Evento. Media. Atheism TV. Opinião. Oops. Vídeo:
A 1ª Medida
Hollande foi eleito estes dias para a Presidência Francesa. 1ª Medida: Congelar o preço dos Combustíveis por 3 Meses (anúncio pela ex-mulher) (na RTP) (quanto custou a Portugal no tempo do Guterres).
Ainda me lembro da eleição de Obama. 1ª Medida: Fechar a Prisão de Guantanamo (intenção) (ordem) (como correu).
Vamos ver quanto tempo vai demorar para a Esquerda descobrir a se desiludir com Hollande, quando este tiver que dizer o que vai mesmo fazer relativamente ao pedido de Berlim de manter os planos de Austeridade…
É que Esquerda e Direita têm os mesmos objectivos. Só que um dos grupos é mais realista.
Maio 8, 2012
Professora despedida por ensinar demasiado
A decisão de afastar a educadora, que está no ensino há 11 anos, foi tomada por recomendação de um inspector do Ministério da Educação, que considerou que os alunos “têm um nível demasiado alto para uma escola pública”. A direcção da escola espanhola Escaldes-Engordany decidiu demitir a docente.
Quem não gostou da decisão foram os pais das crianças que recorreram à embaixada espanhola, em Andorra, para solicitar a continuidade da professora, argumentando que o ensino exige mínimos educativos e que não há máximos.
Por enquanto, os pais conseguiram que a docente continue até ao final do presente ano lectivo, mas nada indique que continue no próximo ano. Contudo, a escola obrigou a professora a baixar o nível de ensino. Uma mãe garantiu que as crianças não se queixam do nível de exigência.
Negritos meus. Ao que chegamos…
Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal
Neste post, a esquerda louçaniana demonstra falta de atenção de duas formas.
Primeiro, por ainda não ter percebido que n’O Insurgente há, desde sempre, pluralismo de opiniões sobre os mais diversos assuntos, incluindo as questões relativas à dívida pública e ao futuro (ou falta dele) do euro. Ao contrário do que acontece em alguns sectores da esquerda, na “direita hayekiana” (uma descrição de que alguns insurgentes não gostarão mas que pessoalmente até me parece adequada), a convergência em torno de princípios não implica monolitismo de posições nem ausência de debate de ideias.
Segundo, porque no que diz respeito ao caso específico da dívida pública, muito antes da vitória do, para já bestial, Hollande em França e da progressão eleitoral na Grécia de vários partidos estatistas e anti-troika (como o Syriza e o Chrysi Avgi) que tanto entusiasmou o Sérgio Lavos, já vários insurgentes – em diversas ocasiões e por diversas razões – haviam expresso o seu cepticismo relativamente aos bailouts e aos respectivos pressupostos no que diz respeito ao pagamento integral da dívida pública.
Para não ir mais longe, recordo o que eu próprio escrevi num texto para o Institute of Economic Affairs publicado ainda em… 2010: Euro crisis: the prognosis for Portugal is dire
In this scenario, unless the Portuguese government can provide an internationally credible commitment to wide reaching and immediate cuts in public expenditure – which seems unlikely at this point – the remaining options appear to be a bailout package and/or some form of default on existing debt. If a bailout does materialise, it would be important for creditors to take a substantial haircut on their claims. Assuming Portugal retains fiscal sovereignty (which is not a given under present circumstances in the EU), linking any bailout with a haircut on creditors will be essential to limit moral hazard in the actions of international lenders and also to ensure Portuguese politicians undertake much needed structural reform.
Mantenho o meu cepticismo relativamente aos efeitos dos bailouts e ainda recentemente no debate com Vítor Gaspar na Universidade Católica expressei mais uma vez essa posição salientando que embora compreenda que os bailouts dão maior margem de manobra política e social aos governos, eles têm também o efeito provavelmente inevitável de adiar reformas por as tornar menos urgentes e permitirem a sustentação da despesa pública a níveis mais elevados do que seria desejável. A esse respeito, a situação da Grécia é um excelente exemplo.
A minha solução preferida seriam cortes radicais de impostos acompanhados de cortes a sério na despesa pública, um caminho que nem Portugal nem a Grécia seguiram. O actual Governo português aposta tudo no cumprimento do memorando e no regresso aos mercados internacionais de crédito. Desejo-lhe, para bem do país, sorte e faço votos de que o sector privado seja capaz de acomodar os esforços brutais que lhe estão a ser impostos para manter o Estado mas temo que, caso não seja rapidamente invertida a crescente asfixia fiscal e tomadas medidas para a liberalização da economia e para a redução do peso do Estado, os resultados sejam francamente decepcionantes.
Devo admitir…
Que o Daniel Oliveira tem toda a razão:
A Nova Democracia, partido que enganou a Europa com a sua contabilidade criativa e que depois ajudou a destruir a economia grega com a sua austeridade, acusa o Syriza, dois dias depois das eleições, de lançar da Grécia no caos. Há gente que não tem mesmo vergonha na cara. Ainda nem governo conseguiram formar e já são os culpados do que esta gente andou a fazer na última década.
Na Grécia, como em Portugal, a “Direita” tem tentado aparecer aos olhos do povo como a salvadora da pátria depois de anos de irresponsabilidade e políticas desastrosas por parte da Esquerda. O que essas “Direitas” se esquecem é de que foram cúmplices dessas mesmas políticas, desses mesmos déficits, dessa mesma corrupção. Não nos esqueçamos que o Barrosismo foi um desastre que, chegado ao poder prometendo um choque fiscal, chocou – e muito – os portugueses com um pesado aumento da carga fiscal, enquanto que a despesa foi subindo. E podemos recuar a Cavaco, à política do betão, à expansão das agora tão faladas “gorduras do Estado”, à benção a um sinistro grupo de indivíduos que tem vindo a sequestrar o país em todas as áreas, desde a política até à banca. Ou até ir mais longe e recuar a Sá Carneiro e compreender que durante o curto governo da Aliança Democrática, consigo no comando, a despesa não só teve tendência a aumentar, como esse próprio aumento constava no programa eleitoral da AD. Volvida menos de meia década o país estava intervencionado pelo FMI. Estas estranhas entidades politico-partidárias a que alguns se referem como a Direita Portuguesa não são mais que um conjunto de políticos profissionais, desprovidos de doutrina e comprometidos com o sistema que os promove e aos seus pares. É por isso que, por mais que se liberalize, a Direira Portuguesa nunca se tornará verdadeiramente liberal, completamente abominadora do Estado. Pois é este Estado que, mais ou menos pequeno, com mais com com menos empresas públicas, com a mão nas regulações, o pé no investimento público e os olhos no contribuínte que alimenta este Bloco Central de interesses. Com posições públicas e privadas, com contratos altamente prejudiciais ao interesse do taxpayer e por vezes – geralmente – até mesmo com o descarado despejo de dinheiros públicos em cima do poder económico. A dívida também é desta “Direita”. O déficit também é desta “Direita”. A recessão também é desta “Direita”. E o Estado, musculado, “fraco para os fortes, forte para os fracos”, corrupto, burocrático, não só também é desta “Direita” como a mantém e aos seus senadores, aos seus patrões e aos seus banquetes.
O crescimento do cristianismo na China
Na sequência deste post e dos respectivos comentários, uma notícia de 2011 que traça um panorama interessante sobre o rápido crescimento do cristianismo na China: Christians in China: Is the country in spiritual crisis?
It is impossible to say how many Christians there are in China today, but no-one denies the numbers are exploding.
The government says 25 million, 18 million Protestants and six million Catholics. Independent estimates all agree this is a vast underestimate. A conservative figure is 60 million. There are already more Chinese at church on a Sunday than in the whole of Europe.
O Chavismo chegou a França

“Penso que a primeira decisão do Governo será o bloqueio do preço dos combustíveis por um período de três meses, é uma medida importante sobretudo para as zonas não urbanas onde as pessoas não têm transportes alternativos ao automóvel.” - Ségolène Royal









