Embora esteja mais ou menos abandonada – a ponto de não dispor de um único avental – até n’O Insurgente há uma Loja.
Janeiro 7, 2012
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Europeístas de pacotilha
2 – Boicote aos Boicotantes do Pingo Doce
3 – Da desconversa e da obfuscação
4 – Das Frases Marcantes do Ano…
5 – essa estava boa!
Uma discussão interessante (2)
Apesar de já terem passado alguns dias, continua uma interessante discussão nos comentários ao post we know how you feel.
Janeiro 2, 2012
Da desconversa e da obfuscação
Numa fraca tentativa de contrariar os factos abundantemente demonstrados, o Paulo Guinote tenta em quatro posts confundir o que está em causa: Que a diminuição do número de alunos resultante da diminuição da população se traduzirá inevitavelmente numa redução da necessidade de professores no sistema de ensino. Isto é da tal forma óbvio, que só pode ser negado por alguém que deliberadamente não quer enfrentar a realidade. Note-se que este facto inegável não implica necessariamente um redução de professores hoje (embora os números o sugiram); implica uma redução a prazo, uma tendência. Argumentar numa óptica de defesa corporativa a qualquer custo não é conducente a um argumento sério. Vejamos sucintamente as falácias argumentativas nos referidos quatro posts do Paulo Guinote:
- No primeiro post, ele argumenta que população está a crescer. É verdade. Mas ele sabe muito bem que o que está em causa é o número de jovens, que sempre diminuiu nos últimos 50 anos excepto na década de 70, em que ocorreu um ligeiro aumento. Depois refere que a escolaridade obrigatória era mais pequena do que hoje, o que até poderia ser relevante há vinte anos, mas não agora. Esquece ainda que o grande salto de imigração foi em 2000 e que esta tem vindo a diminuir drasticamente, tendo provavelmente atingido um pico há um ou dois anos a partir do qual tenderá a diminuir não apenas o fluxo mas o próprio número de estrangeiros a residir em Portugal (ou seja, o fluxo torna-se negativo).
- No segundo post, ele argumenta que o número de alunos inscritos entre 2005 e 2009 aumentou. Mas ele sabe muito bem que o aumento do pré-escolar não é relevante (a não ser que ele esteja a sugerir que professores do secundário passem para o pré-escolar) e que o salto no secundário é uma aberração estatística irrepetível (a escolaridade obrigatória não pode aumentar mais; a fraude das Novas Oportunidades acabará por esgotar-se).
- No terceiro post, desnecessariamente extenso com o fim de confundir as coisas, acaba por admitir que a evolução entre 2000 e 2010 é efectivamente negativa no que toca à quantidade de professores versus número de alunos. Afirma que é uma diferença pequena, no entanto. A análise de uma década é insuficiente, como ele bem sabe. As crianças actualmente no sistema de ensino nasceram na sua maioria antes da queda significativa de natalidade que ocorreu a partir de 2003.
- No quarto post, refere a dimensão das turmas e como Portugal está na média da OCDE. Mais uma vez, isso é irrelevante para o caso. A ideia de que se pode assegurar postos de trabalho aumentando a carga horária dos alunos ou mexendo no número de alunos por turma é apenas obfuscar o problema. De igual modo, quando argumenta que muitos professores estão nas escolas em posições não-docentes por falta de pessoal qualificado, isso levanta potencialmente a questão contrária: Estarão as escolas já a criar trabalho adicional para os professores para esconder o problema? Admito que não, mas a defesa corporativa do Paulo Guinote abre a porta a dúvidas legítimas.
Nota final: A vitimização do Paulo Guinote, sugerindo que existe uma qualquer animosidade contra os professores em quem apresenta estes factos, é totalmente disparatada. A constatação de que existe um problema é apenas isso, não reflectindo qualquer juízo contra os professores. Quanto mais não seja porque quem tem uma perspectiva política centrada nos indivíduos e não em grupos prefere fazer juízos individuais. Por mim o assunto encerra aqui, porque a argumentação começa a ser repetitiva e circular. Creio que o que havia a dizer já foi dito e demonstrado.
Dezembro 31, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Anúncio coca-cola – versão portuguesa alterada
2 – Santa Claus
3 – Dilma manda cerca de 100.000 Brasileiros para o Desemprego
4 – Pornografia, e não é na Casa dos Segredos nem inclui sexo oral…
5 – O Inimigo Público Nº 1, a GNR e o magistrado
Dezembro 24, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Injusto e imoral
2 – O John Galt irlandês
3 – UE precisa de “desregulamentação radical”
4 – Da presunção e da ignorância
5 – A propósito da emigração de professores
Dezembro 23, 2011
Uma atitude louvável
João José Cardoso publicou um post no qual criticava este texto do Carlos Guimarães Pinto. Nesse post, João José Cardoso cometeu um erro, o qual foi apontado pelo Carlos Guimarães Pinto. João José Cardoso reagiu prontamente reconhecendo o erro que tinha cometido. Independentemente de discordâncias ideológicas, esta é uma atitude louvável e que merece ser assinalada, ainda para mais num contexto em que, em circunstâncias similares, os ataques ad hominem são infelizmente uma resposta mais comum.
Leitura complementar: Da presunção e da ignorância; A demografia e os professores a mais; Da presunção e da ignorância (2).
Dezembro 22, 2011
Mário Nogueira e Paulo Guinote
Da presunção e da ignorância (2)
Quando referi não conhecer o Paulo Guinote, quis dizer isso mesmo. Não o conheço; e por isso não posso assumir coisas a respeito da sua vida pessoal. Ao contrário dele, que não me conhecendo também, não se coibiu de sugerir ligações partidárias e familiares, procuras de favores, benefícios dinásticos e até, pasme-se, as minhas eventuais opiniões sobre os professores. Por isso, a sua insistência na técnica de vitimização ao sugerir que eu penso que ele é «um bárbaro professor desconhecido» reflete mais a sua própria maneira de pensar e estratégia de achincalhar adversários, do que a minha. E é uma estratégia simples e relativamente eficaz. Logo levou a que a sua claque enchesse a caixa de comentários com sugestões de SUVs que eu teria recebido de presente do meu papá, a festas da Caras que poderia frequentar, entre outros mimos.
O Carlos Guimarães Pinto já acrescentou a informação que faltava para ficar demonstrada a tese de que a tendência de longo prazo de diminuição de população em idade escolar está a ter como resultado uma igual tendência de diminuição dos alunos inscritos no ensino básico e secundário. (Na verdade, até podemos ir mais longe e ver que esse pico e subsequente diminuição de alunos está a começar a afectar o ensino superior também, mas isso é lateral à presente discussão.) O Carlos chega mesmo ao ponto de demonstrar que a diminuição ocorrida no número de alunos não está a ser repercutida no número de docentes em exercício, pelo contrário, o que sugere fortemente que o desemprego entre estes tenderá a aumentar significativamente nos próximos anos. Esta constatação, ao contrário do que parece pensar o Paulo Guinote, não é um ataque à classe dos professores, mas antes uma observação de uma realidade que dificilmente pode ser alterada.
Perante isto, o Paulo Guinote prefere continuar a vitimizar-se, sugerindo que não continua o debate por ter receio que o processemos. É, primeiro que tudo, risível; mas, mais ainda, é de uma falta de verticalidade tremenda, pois usa uma técnica hit and run, achincalhando pessoas que não conhece e depois saindo de cena quando estas dão a resposta e demonstram que estão certas.
Dezembro 21, 2011
Da presunção e da ignorância
Não faço ideia quem é o Paulo Guinote. Depreendo que é professor e que está apreensivo quanto ao futuro do sector onde trabalha. Não tendo gostado das declarações do primeiro-ministro sobre possível emigração de professores, resolveu disparar causticamente contra quem observou que as ditas declarações não eram de todo irrazoáveis e que as críticas de que foram alvo não tinham razão de ser. Fê-lo de forma escusada, presumindo coisas sobre pessoas que não conhece, distorcendo os seus argumentos e preferindo um ataque ad hominem (ainda por cima atirando ao lado) em vez de sequer tentar contra-argumentar. Só um idiota, um mal-intencionado ou um ignorante me classificaria de jovem e me acusaria de depender do PSD ou do CDS para o que quer que seja. Como não sou o Paulo Guinote e prefiro não assumir coisas sobre pessoas que não conheço, parto do princípio que se trata do último destes casos.
Não me compete a mim comentar a forma abjecta como ele trata o post do Carlos Fernandes, mas não deixo passar em branco o que escreveu sobre o meu:
- O gráfico apresentado é o relativo à distribuição da população em função dos grupos demográficos. Mostra claramente uma diminuição da população em idade escolar. É falso que já existam dados posteriores, pois a fonte são os censos do INE e os resultados por grupo dos censos de 2011 ainda não foram publicados, só os dados globais. De qualquer modo, não tenho dúvidas de que a tendência de diminuição será reforçada em 2011.
- Não confundo nascimentos com crianças em idade escolar. Essa acusação é perfeitamente descabida. É evidente que os nascimentos são o principal driver da população em idade escolar. A imigração e a emigração também têm influência, naturalmente, mas face ao peso dos fluxos migratórios o efeito não é de todo suficiente para alterar a tendência.
- É um facto conhecido que o número de alunos no ensino básico é cerca de metade do que era há 30 anos, quando atingiu o pico. Esse pico contribuiu para picos nos 2º e 3º ciclos durante o início da década de 90, mas desde 1995 que também esses ciclos têm visto o número de alunos diminuir (apesar da maior cobertura do sistema por via de maior rigor no cumprimento da escolaridade obrigatória). O aumento artificial em 2009 por causa das Novas Oportunidades não conta, como é óbvio.
- É evidente que a emigração não ajuda à resolução do problema demográfico. Mas isso não é relevante para o assunto em causa: Um professor que queira impreterivelmente continuar a sua carreira com tal, à falta de oportunidades de trabalho no país, não tem grande alternativa a emigrar. Não se trata de uma obrigação, mas de um direito. Se ele quiser emigrar, e se muitos outros quiserem, o problema demográfico agravado não serve de desculpa para impedir esse fluxo. De igual modo, a criação de programas com dinheiros públicos para assegurar postos de trabalho desnecessários constituiria uma má política económica, pois alocaria recursos de sectores produtivos a sectores improdutivos, resultando num empobrecimento geral.
Não faço juízos sobre as sinapses do Paulo Guinote. Mas se ele não percebe estes factos ou está de má-fé ou tem outras limitações.
ADENDA: Vejo entretanto que entre a altura em que fiz o gráfico e hoje, já existem dados provisórios dos Censos 2011. Tal como previsto, a população em idade escolar diminuiu.
Dezembro 18, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – A pergunta que se coloca: por que razão absurda a actual coligação ainda não despediu o director da ASAE?! Já estão uns meses atrasados.
2 – Um génio
3 – Como comprar Ouro
4 – Um país de meninos
5 – Ainda sobre o jornalismo e o mundo que temos
Dezembro 12, 2011
Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha
O Gabinete de Estudos Gonçalo Begonha, dirigido pelo insurgente Tiago Loureiro, está no Facebook. Para acompanhar aqui.
Dezembro 5, 2011
1ª Conferência do Liberalismo
Tive a honra da participar como orador no fim de semana passado, no dia 26 de Novembro, na 1ª Conferência do Liberalismo em Portugal.
Para todos os interessados, publiquei ontem no meu blog 3 entradas sobre o tema:

2 – Tese de Mestrado “Como Lucrar por Ser Liberal”

3 – Porque deve um Liberal entrar no PSD?


Boas leituras (e investimentos)!
Dezembro 4, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Eles e os outrrrros
2 – Os piquetes de greve não podem estar acima da lei
3 – Notícias do circo luso
4 – Carlos Costa e João Galamba
5 – O regresso, por Arrastão, da temível “Escola Austríaca de Chicago”
Dezembro 1, 2011
Fotos da 1.ª Conferência do Liberalismo Clássico
Estão disponíveis na página d’O Insurgente no Facebook várias fotos relativas à participação do contingente insurgente na 1.ª Conferência do Liberalismo Clássico, que teve lugar em Coimbra no passado dia 26 de Novembro.
Novembro 27, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Pilotos fogem da social-democracia
2 – Os bárbaros
3 – A maricagem revolucionária
4 – Europa: A Força Civilizacional da Competição Fiscal
5 – 34 mil milhões – párem tudo!
Novembro 19, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Clarificando os mitos sobre a crise
2 – The Puppet Governments
3 – Mais um passo na direcção da ditadura fiscal
4 – Leitura recomendada
5 – uma verdade inconveniente (2)
Novembro 17, 2011
Michael Seufert – Intervenção no debate do Orçamento de Estado
Michael Seufert – Intervenção no debate do Orçamento de Estado – Juventude – 15.11.2011
Novembro 13, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Insulto da estação pública às vítimas das FP-25
2 – Comparativo elucidativo
3 – Ainda sobre a blogosfera de esquerda (2)
4 – Cara de pau
5 – Desmistificando os argumentos da esquerda
Outubro 17, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Os culpados do costume
2 – Estou indignadíssimo
3 – Quero agradecer mas não sei como
4 – Sair do logro
5 – É preciso paciência, muita paciência…
Outubro 8, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Os neo-hippies têm ipad
2 – Do dolo e das sinapses
3 – Uma questão ao Sérgio Lavos
4 – Um socialista passista para a ERC
5 – Os efeitos do proibicionismo – A tale of two Emirates
Setembro 17, 2011
Top posts da semana
Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:
1 – Pide no prato
2 – Leitura dominical
3 – A Riqueza das Nações
4 – Lesa-Pátria
5 – EUROSHIMA
Setembro 8, 2011
Ética e Religião
Neste post, o André Abrantes Amaral toca num importante problema filosófico – a relação entre a ética e a religião – que merece mais atenção e debate do que lhe é normalmente reservado. Sintoma disso é a forma ligeira como alguns comentadores simplesmente descartam a afirmação do André como um disparate ou um absurdo, sem no entanto despenderem um segundo que seja a argumentar contra a mesma. No sentido estrito, formal, eu não concordo com ele; mas percebendo onde ele quer chegar, é verosímil que a sua asserção seja, em muitos casos, verdade na prática. O que o André escreveu foi:
«As faltas humanas são, como o nome indica, do homem. Individuais. Só cada ser humano as pode ultrapassar e compensar. E é nisso que a religião, qualquer religião como a católica, tem um papel fundamental: mostrar e fundamentar esse caminho. Tão assim é que nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa. Se a maioria dos seus cidadãos não buscar na religião o sentido último de uma ética que o suporte a si e aos outros.»
A raíz desta ideia de ligação entre religião e ética advém do conceito de direitos naturais. A ética é um código de valores e condutas. Identifica e ordena esses valores e prescreve regras de conduta conducentes à preservação e defesa dos primeiros. No entanto, o conceito de código de conduta está inerentemente ligado à interacção entre indivíduos; ou seja, regula a acção de uns tendo por limite os direitos dos outros. Estes direitos podem ter duas origens: Ou são acordados ou contratualizados, abrindo potencialmente a porta à tirania da maioria e ao desrespeito pelos indivíduos; ou existem por si próprios, naturalmente. Neste último caso, levanta-se a questão da sua “descoberta” ou “revelação”, daí a dificuldade filosófica de fundamentar, historicamente, o direito natural sem Deus (ou um conceito equivalente, como “o universo”, “todas as coisas vivas”, etc). A minha opinião (daí a minha discordância com o André) é que os direitos naturais podem ser derivados racionalmente a partir de axiomas (ver links abaixo). Mas trata-se de uma abordagem igualmente questionável e que tem as suas próprias dificuldades.
As religiões são essencialmente sistemas filosóficos; daí a sua ligação natural à ética. A sua ligação à ideia de sociedade livre é mais problemática. Nem todas as religiões podem levar a uma sociedade livre na medida em que não concebem o livre arbítrio e a responsabilidade última do indivíduo. Como defendeu Isabel Paterson em The God of The Machine, a sociedade moderna só foi possível pela conjugação dos progressos civilizacionais que a antecederam: A dedicação grega à ciência pela razão, a lei romana como “cheque” à arbitrariedade do poder e o livre arbítrio da alma individual subjacente ao cristianismo.
Muitos não concordarão com esta tese de Paterson nem com a afirmação acima do André, no entanto, é inegável que na prática os limites à acção que as pessoas estabelecem para si próprias advém em grande medida da sua educação e do contexto social em que vivem; da tradição, portanto. Nesse sentido, a influência prática da religião na ética é enorme. O processo é essencialmente automático. As pessoas não passam os dias sob uma figueira a meditar profundamente sobre como devem agir. Existem naturalmente alturas em que cada um pensa com maior consideração sobre decisões a tomar, mas isso é a excepção e não a norma. De igual modo, o grau de aceitação do modo de agir dos outros também depende da tradição.
É por isso irónico que muitos agnósticos ou ateus sejam críticos acérrimos da religião – particularmente o catolicismo – apesar de agirem de acordo com códigos de valores que foram em grande medida moldados por ela. Claro está, a religião não é formalmente uma condição necessária à ética; mas a sua rejeição liminar exige ao agente a formulação de uma fundamentação alternativa. Isso dá trabalho e muito poucos o fazem.
Leitura Complementar: Liberdade e Justiça; Direito Natural (do Rui A.); Do Ser ao Dever Ser; Moral e Tolerância; You Kant always get what you want.
Setembro 3, 2011
Top posts da semana
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1 – Etiam ruinae periere
2 – socialismo
3 – Demagogia e realidade (4)
4 – se a estupidez pagasse imposto…
5 – No Fio da Navalha
Agosto 17, 2011
Adolfo Mesquita Nunes TV
O Adolfo Mesquita Nunes pode ser acompanhado também via YouTube.
Agosto 14, 2011
Top posts da semana
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1 – Reino Unido: o medo de viver
2 – Um comentador a que urge dar a reforma
3 – Segue forte o combate implacável do governo à despesa pública (2)
4 – Explicações cleptocíclicas
5 – Blogosfera memória
Agosto 7, 2011
Top posts da semana
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1 – uma cultura enraizada
2 – O mito do bom antropólogo
3 – A RTP como teste para Passos Coelho
4 – “É inevitável Portugal sair do euro e o euro tem os dias contados”
5 – Um problema de escolha pública
Agosto 1, 2011
Top posts da semana
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1 – Dos parasitas
2 – Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam
3 – Manuel Villaverde Cabral: “Para aquela coisa da esquerda, eu realmente já não dou.”
4 – Alfredo Barroso e Teresa Caeiro na SIC-N
5 – Xenofobia
Julho 28, 2011
Operação Cachimbo Livre
No momento em que estou a escrever este post, constato que dos últimos 10 posts publicados no Cachimbo de Magritte, 7 são do Miguel Noronha.
Não foi fácil, mas acho que podemos finalmente anunciar publicamente o sucesso da (até agora ultra-secreta) Operação Cachimbo Livre.
Julho 27, 2011
Descubra as diferenças (2)
Bringe Krigen Hjem!
BORGHEZIO È UN BORGHESE – Será que, como Breivik, também aprecia a Helena Matos, o André Azevedo Alves e o CDS?
Renato Teixeira está confuso. Depois do entusiasmo inicial, vem o distanciamento.
Não surpreende: quem elogia ou condena actos terroristas contra civis desarmados consoante a proximidade que sente relativamente à ideologia dos criminosos sujeita-se a incorrer neste tipo de confusões.
Descubra as diferenças
Julho 25, 2011
Novidades na JP
Miguel Pires da Silva é o novo líder da Juventude Popular (sucedendo ao Michael Seufert) e o Tiago Loureiro é o novo Coordenador do Gabinete de Estudos.
Julho 24, 2011
Top posts da semana
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1 – Se faz favor, quando é que vem a parte do liberalismo?
2 – Regras de vestuário Vs. regras de jornalismo
3 – Quantos subsídios de Natal irão custar estes senhores?
4 – 10 Razões Para Portugal Abandonar o Euro
5 – Dignidade e bom senso
Julho 21, 2011
Julho 17, 2011
Top posts da semana
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1 – Comunismo selvagem
2 – Não Somos Todos Federalistas
3 – nacionalização dos lucros, uma notícia por realizar
4 – Se houvesse justiça…
5 – Amigos da “onça”
Julho 9, 2011
Top posts da semana
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1 – Da histeria à volta da Moody’s
2 – Berlusconi e Strauss-Kahn
3 – João Cardoso Rosas, Miguel Morgado e Carl Schmitt
4 – Diogo Vasconcelos (1968-2011)
5 – Da produtividade do novo governo
Julho 7, 2011
Pérolas a PIGS
Luis Naves não apreciou aquilo a que apelidou como as minhas pérolas. Estou desolado. Poderia simplesmente ir afogar as minhas mágoas na garrafa de vodka que habita o meu congelador; contudo, como as críticas que me são feitas presumem algumas coisas a meu respeito que não fazem sentido, aqui ficam alguns esclarecimentos:
Não sei onde Naves foi buscar a ideia de aquilo que escrevi está num qualquer “contexto” de um “conflito antigo” relativo a Passos Coelho. E ainda menos onde foi buscar a ideia que existe alguma “polémica” entre mim e o Nuno Gouveia. (BTW, gostei do exercício retórico de categorizar o post do Nuno de “lúcido”, contrastando comigo que devo ser, sei lá, “delirante”. Boa!) Não me recordo de alguma vez ter escrito, ou sequer dito, algo de pessoalmente negativo acerca de Passos Coelho, muito menos referido subúrbios, classe social, corte de cabelo, gravatas ou o que seja. Na verdade até tenho razoável impressão dele; embora não tenha seguido a sua ascenção à liderança com o mesmo interesse que teria se fosse do PSD. Como habitual votante do CDS/PP, olho para as disputas internas do PSD, muitas vezes fratricidas demais para o meu gosto, com o interesse at arm’s length de quem olha para o seu parceiro natural de coligação. Se Naves não aprecia as minhas pérolas, eu aprecio ainda menos que me atribuam intenções ou preconceitos que não tenho.
Posso também não ser uma das “pessoas bem informadas” (Outro underhanded insult. Estou impressionado!) que Naves refere saberem a duração oficial do “estado de graça” ou quanto tempo um governo demora a “controlar o país”. Parece-me no entanto que tomar uma medida fiscal gravosa mal se tomou posse e que só surte efeito daí a seis meses é algo que merece escrutínio imediato; mas, pronto, isso sou eu a dizer, que não sou uma “pessoa bem informada”.
Uma nota adicional relativamente a esta questão do imposto extraordinário: Não usei as expressões “facilitismo” e “conveniência política” em vão. As palavras têm significados muito específicos e antes de presumir que o que escrevo é apenas um exercício vazio, Naves devia pensar antes de responder. A medida é facilitista porque é mais fácil distribuir (aparentemente) o “mal pelas aldeias” do que atacar onde dói e onde há resistência organizada. Um imposto extraordinário sobre todos, sendo que todos não significa exactamente todos, não provoca a mesma resistência que um imposto extraordinário sobre os beneficiários do estado, cujo número é tão grande que só por si explica a maior parte dos problemas das finanças públicas. É politicamente conveniente porque é tomada numa altura em que podem ser atiradas as culpas da mesma para o governo anterior, expediente já conhecido de todos e usado anteirormente por Barroso e Sócrates.
Por fim, não me passaria pela cabeça, um instante sequer, insinuar que o Nuno Gouveia seria de algum modo um “corporativo laranja”. Não deixa de ser curiosa contudo a rapidez com que Luis Naves assumiu as dores e enfiou a carapuça; e é especialmente irónica a forma como termina o seu post excomungando-me da congregação dos apoiantes “oficiais” do governo. (Terceiro truque retórico: Dramatizar excessivamente. The man is on fire.)
Julho 3, 2011
Adolfo Mesquita Nunes: primeira intervenção no Parlamento
A primeira intervenção parlamentar do Adolfo Mesquita Nunes pode ser vista aqui.
Top posts da semana
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1 – Que horror!
2 – Decência? Qual decência? Ah! Já sei
3 – e ainda nem chegámos ao Natal
4 – Coisas que o meu olfato sugere que vamos ‘aprender’ nos próximos tempos com a blogosfera liberal e de direita em geral
5 – A Bomba da Social Democracia
Junho 29, 2011
Decência? Qual decência? Ah! Já sei
Ando aqui há dias com esta atravessada. Esta no sentido da pergunta do Carlos Botelho, esta aqui: há aqui alguma decência que me escapa?
Neste Contrato Social em que involuntariamente me envolvi e que, diria de passagem, até aceito – que remédio? -, a prestação dos serviços do estado são pagos de acordo com a capacidade/rendimento de cada um. Já a sua distribuição é cega perante o rendimento, a condição, a classe, o que lhe queirais chamar. E bem, a redistribuição é feita nos impostos, não no acesso aos serviços e esta parte é mais ou menos pacífica, é no fundo what social-democracy is all about. Ora a decência no meio disto é que pagando nós para que o estado preste determinados serviços à população, na qual nos incluímos e pelos quais pagamos de acordo com a capacidade que temos para o fazer, mesmo que às vezes não a tenhamos, a decência diria que o estado os prestasse efectivamente. Lembrar-vos-ia que em 2010, a actividade da minha pobre empresa rendeu ao estado mais de dez vezes o lucro líquido da coisa, ou seja mais de dez vezes a parte que coube aos sócios, à empresa, que serviu para investimento, para capitaliza-la e assim. E o estado presta os tais serviços pelo quais se faz pagar principescamente?
Funciona assim:
- A segurança das instalações e equipamento da minha empresa são garantidos pelo estado? Não, tenho que pagar a uma seguradora e uma empresa de segurança para que o façam;
-A segurança da mercadoria que é transportada para os meus clientes é garantida pelo estado? Não. Tenho que pagar a uma seguradora para que o faça, o estado limita-se a recolher multas por pormenores burocráticos kafkianos;
- O acesso atempado à saúde dos colaboradores da minha empresa é assegurado pelo estado? Não. Tenho que fazer seguros de saúde se quiser que tal aconteça;
-O direito aos créditos sobre o clientes relapsos ou literalmente vigaristas é assegurado pelo estado? Não. Tenho que contratar seguros de créditos caríssimos ou advogados e até hoje, nunca, repito, nunca, consegui receber dez tostões de dívidas de clientes através do sistema judicial;
-etc, etc, etc, mais um gigantesco etecetera
Ou seja, há aqui alguma decência que me escapa ou para que preciso eu do estado e porque hei-de paga-lo, exactamente?