O Insurgente

Maio 22, 2013

Agenda para os próximos dias

Filed under: Agenda,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 23:47

No Porto:
Sexta, dia 24: Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado
Segunda, dia 27: Liberalismo e Governação: Que Futuro para Portugal?

Em Lisboa:
Terça, dia 28: A economia portuguesa, depois da década perdida
Quinta, dia 30: Ephemeros – 37°11′50″N 3°37′26″O

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Ephemeros

Filed under: Agenda,Cultura,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 15:28
Tags:

Altamente recomendável, com marca Insurgente, em Lisboa:

Ephemeros, dias de abertura.
- Quinta-feira, dia 30 de Maio, inauguração, 18-21 horas.
- Sexta-feira, dia 31 de Maio, com a presença do autor, em ritmo de inauguração, 18-22 horas.
- Sábado, dia 1 de Junho, com a presença do autor, em ritmo de sábado à tarde, 16-21 horas.
- até dia 4 de Junho, por marcação.

(quarta-feira, dia 29, aberto a partir das 18 horas, como sempre, para visitas informais à exposição.)

Maio 13, 2013

Great minds think alike ?

Filed under: Insurgentologia,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:38
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Pode ter sido apenas por ser a interpretação mais lógica dos eventos, mas constato que José Sócrates fez exactamente a mesma interpretação que eu aqui havia feito: Sócrates: “A credibilidade de Portas ficou arrasada”

“A credibilidade do doutor Paulo Portas ficou arrasada”, disse Sócrates, no seu habitual comentário na RTP. Para o ex-líder socialista, o Conselho de Ministros deste domingo serviu para “assinalar com pompa e circunstância que a fronteira de consciência do doutor Paulo Portas durou uma semana”.

Resta-me ficar a aguardar, com alguma preocupação, o convite para escrever no Jugular ou n@ câmara corporativa.

Maio 7, 2013

O liberalismo clássico e as direitas

Filed under: Educação,Insurgentologia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:27

Embora com pouca disponibilidade para participar activamente, tenho acompanhado com interesse a discussão sobre direita e liberalismo aqui no blogue. Tal como o Carlos Fernandes, alinho nesta questão (como na maioria das questões) com o Miguel Noronha.

Do ponto de vista substantivo, estou mais próximo do posicionamento liberal clássico e das referências do Rui A., mas tenho reservas sobre esta interpretação do que é ser de direita e, tal como o Miguel, concordo com várias das objecções levantadas pelo Filipe Faria. (mais…)

Maio 5, 2013

O nosso homem no Dubai (2)

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Carlos Guimarães Pinto, recomendando níveis impensáveis de austeritarismo em pose provocatória (depois de uma semana de mais de 60 horas de trabalho)

Carlos Guimarães Pinto dá a solução para a crise no Dinheiro Vivo: Carlos Guimarães Pinto: “Qualquer solução para a crise será dolorosa”

O nosso homem no Dubai

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Insurgentologia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:06

Carlos Guimarães Pinto dá a solução para a crise no Dinheiro Vivo: O que o Estado tem de fazer para o Zé ser empreendedor

Maio 1, 2013

Seis milhões de visitas

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Media — André Azevedo Alves @ 09:30

Segundo os dados do Sitemeter, O Insurgente ultrapassou recentemente a marca dos 6.000.000 de visitas (pelos dados internos do WordPress as contas são ainda mais animadoras: mais de 7.000.000 acumulados só desde a passagem para o alojamento no WP).

Entretanto, a Comunidade Insurgente no Facebook ultrapassou já os 3600 membros.

Obrigado a todos pela preferência.

Abril 24, 2013

O preço da democracia

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 13:31
Tags: ,

dividendoze1

Pedro Arroja repreende-me aqui, uma vez mais, por eu teimar em gerir O Insurgente democraticamente.

Embora eu prefira o ideal hayekiano de demarquia, tenho de concordar que a repreensão tem fundamento. A gestão d’O Insurgente segue essencialmente padrões democráticos e, ocasionalmente, esses padrões levantam problemas, alguns dos quais mais complicados de resolver. Mas, apesar de tudo, o blogue lá se vai aguentando e não me dou por insatisfeito com o resultado final. Isto dito, como acontece em qualquer regime democrático, nunca se pode afastar completamente a possibilidade de um qualquer golpe.

Aproveito para recomendar mais uma vez, a quem ainda não tenha lido, o brilhante post do CGP (O Zé não é empreendedor) e também para salientar que o Portugal Contemporâneo é merecedor de visita regular, mais ainda desde que se fortaleceu com os dois Carlos: o Guimarães Pinto e o Novais.

Março 8, 2013

You’re all a bunch of socialists

a-bunch-of-socialistsTenho notado algum melindre por parte de algumas pessoas quando confrontadas com o facto de serem socialistas. Fico perplexo com a reacção, na medida em que apontar a origem das ideias que uma qualquer pessoa defende não é uma ofensa ou um exercício de name-calling. Especialmente porque quando, aqui n’O Insurgente, apontamos a alguém que o que defendem é socialismo, fazemo-lo com um mínimo de rigor argumentativo.

O socialismo é um sistema económico. Um sistema onde, por definição original, os meios de produção são propriedade social (colectiva, estatal, cooperativa, whatever) e a sua gestão e planeamento têm fins sociais e colectivos. A maior parte das pessoas, mesmo muitas inscritas no Partido Socialista, não se reverão neste definição, pois o significado do termo tem vindo a evoluir para a social-democracia. Esta, por sua vez, define-se como um caminho democrático e reformista que visa, como objectivo final, a implantação do socialismo por uma via pacífica, democrática, de transição progressiva do capitalismo. Um social-democrata é portanto um pouco como Santo Agostinho: Dai-me o socialismo, mas não agora. Por fim, temos a democracia-cristã, que mais não é que uma doutrina que defende, em termos económicos e de forma geral, as mesmas políticas que a social-democracia, mas que por pensamento mágico parece achar que o resultado final será diferente.

Não vale sequer a pena referir as doutrinas totalitárias como o fascismo (o socialismo com corporações em vez de sovietes ou cooperativas), o nacional-socialismo (este nem se esconde, ainda por cima) ou o comunismo (a via revolucionária para o socialismo).

Temos assim que ideias que em geral implicam a condução da economia pelo estado, a alocação de maior quantidade de recursos para a prossecução de intervenção económica estatal, a nacionalização e monopolização da emissão de instrumentos monetários, a atribuição de decisões económicas cruciais ao estado, etc, são, efectivamente, ideias socialistas, ou que visam atingir o socialismo de forma gradual, ou que o sendo julgam não se-lo (uma bizarria, bem sei).

Março 6, 2013

Ainda assim, cabiam todos no Terreiro do Paço…

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:06

À conta em larga medida da contabilização das multidões no Terreiro do Paço, foi batido no passado dia 6 de Março, mais uma vez, o recorde absoluto de visitas d’O Insurgente com mais de 18500 pageviews registadas num só dia. Obrigado a todos os leitores pela preferência.

Fevereiro 28, 2013

Obrigado

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 22:00

Em nome do Colectivo Insurgente agradeço a todos quantos assinalaram, pelos mais diversos meios, o oitavo aniversário d’O Insurgente. Pelas menções na blogosfera que consegui detectar, um agradecimento ao Orlando Tambosi, ao José Maria Barcia, ao David Levy, ao Francisco José Viegas, ao Michael Seufert e ao Rui Albuquerque.

Fevereiro 27, 2013

Perfil dos leitores d’O Insurgente

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Media — André Azevedo Alves @ 13:30

Tal como prometido, aqui ficam alguns dados sobre o perfil da comunidade Insurgente (com base nas adesões à página d’O Insurgente no Facebook):

- A maioria (cerca de 60%) está entre os 25 e os 44 anos.

- Apenas pouco mais de um terço (35%) são mulheres. Ainda assim é uma proporção francamente superior à que se verifica entre os actuais autores do blogue.

- Em termos de países o top 10 é o seguinte:

1 – Portugal
2 – Brasil
3 – Reino Unido
4 – EUA
5 – Espanha
6 – Angola
7 – França
8 – Suíça
9 – Bélgica
10 – Alemanha

- Em termos de cidades o top 10 é o seguinte: (mais…)

Oito anos

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 00:01

O Insurgente assinala hoje o seu oitavo aniversário e, como habitualmente, este é um momento adequado para agradecer a preferência continuada de todos os leitores. Num ano que foi de forte e consolidado crescimento para O Insurgente englobo no agradecimento, naturalmente, tanto os leitores mais antigos como os mais recentes.

Além da média acima das 3000 visitas diárias (segundo o Sitemeter), destaco entre os restantes canais a página d’O Insurgente no Facebook: há um ano reunia cerca de 1500 pessoas e entretanto mais do que duplicou agregando hoje já mais de 3400. Recordo também que no dia 2 de Maio de 2012 foi batido o recorde absoluto de visitas com mais de 17000 pageviews registadas num só dia.

Fazendo uso das estatísticas agregadas proporcionadas pela página d’O Insurgente no Facebook publicarei mais tarde alguns dados sobre o perfil da comunidade Insurgente (ou pelo menos da comunidade tal como ela se apresenta em termos de adesões à página d’O Insurgente no Facebook).

Quanto à identidade d’O Insurgente, é com muito gosto que mantenho e reafirmo o que escrevi há um ano: nem politicamente correcto nem subserviente ao poder.

Fevereiro 7, 2013

Post 665

Filed under: Insurgentologia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 18:47
Tags:

Este é o meu post 665. Alguém dá sugestões para o tema do próximo?

Fevereiro 6, 2013

Liberais a Sério – Faltam 230 horas

Se pretender ir ao Evento “Liberais a Sério analisam 14544 horas de governo“, já referido neste post, era bom que se inscrevesse neste evento de Facebook para facilitar a organização:

Evento de Facebook: Liberais a Sério.

Dia: Sexta-feira, 15 de Fevereiro
Horas: 21:00
Local: Junta de Freguesia de Vermoim (Maia) – mapa no evento do Facebook
Oradores: André Azevedo Alves (Política) e Ricardo Campelo de Magalhães (Economia)

Agradecemos os contributos já enviados para o correio Insurgente (link na barra lateral) e continuamos a aceitar sugestões/dados para a palestra, desde que com sentido.

Eu e o André estaremos à vossa espera e tentaremos fazer uma crítica construtiva e liberal. Até breve.

 

Janeiro 29, 2013

Liberais a Sério analisam 14544 horas de Governo

O blog Psico Laranja – um blog sem ideologia definida mas muito interessado em ouvir todos os pontos de vista do qual também faço parte – vai organizar uma iniciativa com o nome “Liberais a Sério – Analisam 14544 horas de governo” na Maia.

Os 2 oradores deverão ser familiares para todos vocês: eu próprio (economia) e o André Azevedo Alves (ciência política).

Todos os que possam estar presentes na Sexta dia 15 de Fevereiro à noite na Junta de Freguesia de Vermoim e que queiram ouvir críticas de direita ao actual governo estão convidados.

Dezembro 31, 2012

O Insurgente em 2012

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 18:00

2012 foi um ano de bater recordes n’O Insurgente.

De acordo com os dados do WordPress, O Insurgente registou em 2012 cerca de dois milhões (2.000.000) de visitas, provenientes de 177 países. Portugal, Brasil e Reino Unido foram, por esta ordem, os países com

Em 2012 foram publicados 4.718 novos artigos, sendo que o dia com mais tráfego foi 2 de Maio, com 17.447 visitas, o recorde absoluto de visitas num só dia. O artigo mais popular nesse dia foi O último independente, do Carlos Guimarães Pinto.

No conjunto do ano, os três artigos mais visitados foram Mário Soares, o Arauto do Austeridade, Lista de observatórios portugueses e Adriana Xavier: a revolução em foto-reportagem na VIP.

Em 2012, a Comunidade Insurgente no Facebook continuou a crescer e superou os 3.100 membros. A partir daí é possível recolher algumas pistas interessantes a nível agregado sobre o perfil dos leitores d’O Insurgente, mas sobre isso escreverei noutra altura.

Obrigado a todos pela preferência e votos de um Bom Ano de 2013.

Dezembro 30, 2012

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 15:07

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1João Pinto e Castro sobre Artur Baptista da Silva
2Entrevista de Artur Baptista da Silva ao Expresso despublicada
3Engrupidos
4A apologia do burlão
5Engrupido e embaçado

Dezembro 24, 2012

Um Santo Natal

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — ruicarmo @ 19:25

Para os leitores d’ O Insurgente.

Dezembro 23, 2012

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 12:11

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Carta aberta ao Álvaro
2haja caridade — também para com a matilha…
3Ein Volk, ein Reich, eine Steuer
4Dos constitucionalistas*
5As criancinhas dos outros

Dezembro 16, 2012

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 21:12

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1O ‘jornalismo’ vigente
2Complexos com a caridade e complexos de superioridade
3Vencer o combate contra a extorsão fiscal
4O dinheiro dos outros é fixe, a liberdade que se lixe
5Ascos de gente

Dezembro 4, 2012

Elise

Filed under: Insurgentologia,Videos — André Azevedo Alves @ 23:44

Dezembro 1, 2012

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 17:15

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Gonçalo Portocarrero de Almada – Manifesto a favor da demissão da Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome
2de mal a pior
3sem tirar nem pôr
4deitar fora a criança com a água do banho
5Até o dia

Novembro 30, 2012

Um genuíno espírito livre

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 15:41

Por estes dias, o Rui A. faz o pleno aqui, aqui e aqui. E sempre com o mesmo elevado padrão de qualidade e pertinenência no que escreve, sem esquecer o total respeito pela pluralidade das suas diversas casas blogosféricas.

Não está ao alcance de qualquer um. Aliás, arrisco dizer que não está ao alcance de mais ninguém além dele.

Novembro 29, 2012

33 anos de idade

Filed under: Insurgentologia,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:12

Creio perceber a que episódio se refere Pedro Arroja e é bem possível que eu tenha errado. Há, aliás, um preocupante padrão recente de cedências à multidão. Não só em prejuízo da verdade, como fragilizando uma autoridade já de si débil por não ser absoluta.

Nestas condições, convém de facto estar preparado para o pior.

Novembro 25, 2012

Post número 13245

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 18:54

Embora a compreenda, lamento profundamente esta decisão do Carlos Guimarães Pinto.

Nos últimos tempos, acho que o Carlos tem sido o autor com mais qualidade do blogue em matérias de política corrente e considero por isso que a saída é uma perda muito substancial para O Insurgente.

A porta fica aberta e espero que o regresso se possa concretizar num futuro tão próximo quanto possível.

Post número 13244

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 18:50
Tags:

Não posso deixar de afirmar que subscrevo a mensagem e a pertinência dos posts do Carlos Guimarães Pinto recordando posições públicas recentes de deputados do CDS que se pronunciaram considerando intolerável o agravamento da carga fiscal, embora compreenda o desconforto gerado nos destinatários, muito em particular nos que no passado escreveram n’O Insurgente.

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 18:28

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Go Galt: guia de subversão fiscal
2O Hamas existe?
3Os ricos caminhos da diplomacia
4Vale tudo II
5No Fio da Navalha

Depois do Porto, Lisboa e Madeira

Filed under: Economia,Insurgentologia,Livros,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:00

O lançamento no Porto do livro do Ricardo Arroja foi um notável sucesso. Sala cheia na FNAC de Santa Catarina, uma boa apresentação do Luciano Amaral (que a meu ver pecou apenas por não ter sido mais incisivo nas críticas às propostas de pendor proteccionista) e a habitual simpatia, sobriedade e capacidade comunicacional do Ricardo.

Faço votos de que as sessões em Lisboa e na Madeira corram igualmente bem.

Novembro 21, 2012

sérgio lavos n’ o insurgente?

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:22

Não confirmo nem desminto.

Classificação e partilha (2): um passo atrás

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 16:19

A alteração anterior provocou um verdadeiro tumulto no interior do Colectivo Insurgente. Confrontado com as limitações dos meus alargados – mas não absolutos – poderes enquanto Grande Timoneiro, resta-me voltar atrás na decisão e reintroduzir na página principal os botões de partilha no Facebook e no Twitter. As classificações continuam, para já, disponíveis apenas na pagina relativa a cada post.

Entretanto, todo o feedback dos leitores sobre a velocidade de carregamento do blogue e a disponibilização dos botões é bem vinda, seja por via de email ou dos comentários no blogue.

Classificação e partilha

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 15:03

A pedido de várias famílias, e com vista a melhorar o tempo de carregamento da página principal d’O Insurgente, os botões de classificação e partilha de posts nas redes sociais passam a estar disponíveis apenas na página relativa a cada post (a que se pode aceder clicando no título dos posts), à semelhança do que já acontecia com os comentários a cada post.

Novembro 19, 2012

Go Galt: guia de subversão fiscal

Filed under: Insurgentologia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo — Carlos Guimarães Pinto @ 07:27

As últimas notícias parecem apontar para o desfecho que se temia: a proposta de orçamento de estado para 2013 não terá qualquer alteração relevante. O PSD manteve-se por trás do orçamento que escreveu e as promessas de propostas de corte de despesas do CDS revelaram-se vazias. Apesar de irem votar contra, que ninguém duvide que esta seria a proposta de orçamento de PS, ou de uma coligação PS/BE, se fossem governo. Apesar de nunca ter havido um consenso tão alargado para o corte de despesas, os grupos de pressão voltaram a vencer.

É especialmente triste que, havendo alguns liberais assumidos entre aqueles que têm uma palavra a dizer no orçamento, e nunca a conjuntura política ter sido tão favorável a cortes de despesa pública, que ninguém tenha tido a coragem para o fazer. No próximo ano teremos um país mais pobre, em que cada vez vale menos a pena trabalhar e investir, mas apesar disso continuará a haver um politécnico em cada aldeia e pessoas jovens e saudáveis continuarão a receber dinheiro da segurança social. Muitas empresas que seriam competitivas noutros países fecharão, mas continuarão a existir mais de 15 mil empresas a sobreviver à custa dos contribuintes. Muitas das pessoas com menos de 50 anos estão agora a perceber que já não irão receber reformas, mas antigos políticos a continuarão a acumulá-las. Ninguém na classe política teve a coragem de mexer nestes benefícios (talvez na esperança de virem um dia a beneficiar deles), mas não hesitaram em roubar um pouco mais o fruto de trabalho dos poucos que ainda vão aguentando a carga.

É crucial que a estratégia de punição das famílias em favor dos lobbies parasitas do estado falhe, mesmo que tal represente o regresso do PS ao poder. Muito provavelmente a estratégia falhará por si, sem grandes empurrões. Mas para provar de vez que o esbulho fiscal não pode continuar, não basta que a estratégia falhe, tem que falhar estrondosamente. Ficam aqui algumas sugestões para quem quiser contribuir para esse falhanço:

- Emigre: Quer tenha ou não emprego, nunca houve tão boa altura para emigrar. Apesar da crise em Portugal, muitas zonas do mundo estão em crescimento e a necessitar de mão-de-obra. Para além da oportunidade de aumentar o seu rendimento, ao não pagar impostos em Portugal, não estará a contribuir para a estratégia da coligação governamental.

- Deslocalize: se tiver um negócio, principalmente de exportação, só terá a ganhar em deslocalizá-lo. Portugal é dos piores países do mundo para fazer negócios de acordo com todos os rankings. Ao manter o seu negócio no país poderá ajudar a que a estratégia do governo falhe apenas por um bocadinho, provavelmente provocando um novo aumento de impostos no próximo ano para cobrir esse bocadinho.

- Tire uma sabática: Se estava a pensar há algum tempo parar de trabalhar, 2013 pode ser um bom ano. O país está em crise e a carga fiscal é a maior de sempre. Se parar de trabalhar não só tirará um merecido descanso como evitará escalões de IRS mais altos.

- Devolva a factura: a administração fiscal já começou a enviar e-mails requerendo que todos peçam a factura, com o argumento de sempre: se todos pagarem, pagamos todos menos. Nos últimos 30 anos, o argumento tem-se demonstrado falso. Quanto mais é pago, mais os lobbies próximos do estado absorvem. Hoje pagam-se 3 vezes mais impostos do que há 30 anos atrás, isto apesar da (ou devido a) eficiência fiscal ter aumentado. Muitos comerciantes hoje receiam não dar a factura, seja por medo dos fiscais ou dos bufos voluntários que acreditam no argumento do Ministério das Finanças. Se não quiser contribuir para o esbulho fiscal, devolva a factura quando a receber. Sempre pode ser utilizada mais tarde para um outro cliente com a mesma compra, poupando o IVA ao comerciante. Pode ter a certeza que esse montante fará mais falta ao comerciante do que ao Observatório dos Neologismos do Português.

- Livre-se dos certificados de aforro: independentemente de questões ideológicas, comprar ao manter certificados de aforro deve ser neste momento o pior investimento possível. O estado tem-se servido da ignorância financeira de muitas pessoas para continuar a financiar-se a taxas baixas, apesar do elevado risco de não vir a redimir uma boa parte desses certificados. Ao comprar ou manter certificados de aforro, para além de fazer um péssimo negócio, está a a alimentar a tesouraria pública. É em geral má ideia manter dinheiro em Portugal, mas se não tiver outra alternativa, ao comprar barras de ouro ou investir em obrigações de empresas, além de ser mais lucrativo, não estará a dar o seu aval às políticas do estado.

- Troque bens: o estado não pode taxar a troca de bens. Se em vez de comprar e vender bens/serviços, fizer troca directa, terá acesso ao benefício que esses bens e serviços lhe proporcionam, mas sem ter que pagar impostos ao estado.

- Pague tarde: se não conseguir mesmo evitar pagar impostos, pague o mais tarde possível. quanto mais tarde pagar, maiores serão os problemas de tesouraria do estado.

- Evite grandes compras: grandes compras, como carros novos e casas, representam grandes ganhos fiscais para o estado (no caso dos carros, metade do valor vai para o estado). Mesmo que tenha capacidade financeira para tal, adie esse tipo de compras.

- Não colabore: se é trabalhador das finanças, fiscal, faz parte das forças de segurança ou tem de alguma forma nas suas mãos o poder de fazer outros pagar impostos, não colabore. Lembre-se que obrigar alguém a pagar impostos, não fará ninguém pagar menos, apenas permitirá que mais políticos tenham reformas chorudas, que mais reitores vejam o seu orçamento aumentar, que antigos governantes alimentem as suas fundações ou que uma das 15 mil empresas que vive à custa do estado continue a fazê-lo. Embora seja compreensível do ponto de vista moral que alguém sem alternativas faça os mínimos para manter o seu emprego, já ir para além desses mínimos, apenas fará de si um colaboracionista.

Novembro 18, 2012

Top posts da semana

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia — André Azevedo Alves @ 18:54

Aqui fica o ranking dos posts d’O Insurgente mais votados dos últimos 7 dias. A lista foi obtida multiplicando o número total de votos de cada post pela respectiva classificação média:

1Da imoralidade do “direito à greve”
2Da insensibilidade social de quem defende o direito à greve
3Sobre os milagrosos 10% de IRC que vão transformar a economia portuguesa
4A tale of 3 countries
5No Fio da Navalha

Novembro 2, 2012

Missão Impossível

Aqui fica a minha alfinetada de hoje no Diário Económico.

Dos partidos da oposição ao Provedor de Justiça, há um crescente coro, digno de uma tragédia grega, que exige ao Presidente da República que peça ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva do Orçamento de Estado(OE). (Esquecem-se que o PR já respondeu negativamente a esta questão em Julho.)

Há aqui dois riscos: um é o de transformar a natureza do regime, politizando os tribunais; o outro é o da incompetência e injustiça da própria pronúncia do TC.

O que está em causa são opções políticas e não averiguações de mera legalidade constitucional. E, goste-se ou não, há uma maioria na AR que está legitimamente mandatada para governar. É ela que será sujeita a escrutínio em eleições – e não o TC. São estas as regras do jogo democrático.

Mas, a admitir-se a fiscalização do OE, ela também teria que se pronunciar sobre todos os anteriores, porque todos violaram o princípio da necessidade de cobertura das despesas pelas receitas. E só a má fé ou a irresponsabilidade podem admitir que a emissão de dívida se inclua do lado da receita.

Seria extraordinário condenar um OE que tem que resolver os problemas criados por dezenas de outros anteriores, deixando-os a todos incólumes.

Há aqui um enorme paradoxo: ou respeitamos a Constituição ou respeitamos o OE. Isto porque um orçamento equilibrado que respeite todos os princípios de uma constituição como a nossa seria sempre um exercício impossível.

De uma vez por todas, temos que ter consciência que aquilo que é exigido pela nossa Constituição em termos programáticos está muito para além da nossa capacidade de geração de receita suficiente. Por isso, talvez possamos vir a ser forçados a fazer uma escolha entre o OE e a Constituição.

Em bom rigor, é a viabilidade da nossa Constituição que deveria ser, de uma vez por todas, avaliada.

O que está em causa não é a constitucionalidade do Orçamento. O que está verdadeiramente em causa é o custo da nossa Constituição.

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