Dez anos insurgentes (2005-2015)

Dez anos depois do primeiro post, creio não fugir à verdade se afirmar que estávamos todos muito longe de imaginar em 2005 que O Insurgente atingiria o destaque e o impacto que conseguiu em 2015. Mais ainda: que o atingiria sem abdicar, ao longo do tempo, da sua matriz inicial.

Recordo que Janeiro de 2015 foi o melhor mês de sempre em termos de audiências n’O Insurgente com mais de 279.000 visitas registadas no site. Relativamente a outros canais de divulgação, para além das muitas pessoas que seguem O Insurgente através dos mais variados readers e por email, a página d’O Insurgente no Facebook agrega já mais de 5.700 pessoas e o blogue conta também com cerca de 1.700 seguidores via Twitter.

Mas, sem desvalorizar as audiências e o impacto do blogue, devo dizer que não é ainda assim esse o aspecto que mais me satisfaz. O que mais satisfação me proporcionou ao longo destes 10 anos foi o extraordinário colectivo de individualistas que foi possível juntar a contribuir para o blogue. Com discordâncias e momentos de tensão – como não poderia deixar de ser – mas de alguma forma sempre preservando o essencial para a mútua convivência e quase sempre reservando as discussões mais duras para o âmbito privado.

Como é igualmente natural, o núcleo foi sofrendo alterações e adaptações ao longo do tempo, mas creio que o balanço final para a vitalidade e qualidade do blogue tem sido, no geral, inequivocamente positivo. É-me aliás particularmente aparazível que os dois textos mais elaborados sobre este decimo aniversário tenham sido escritos por dois latecomers, que são hoje também, por mérito próprio, duas das mais brilhantes estrelas insurgentes: a Maria João Marques e Carlos Guimarães Pinto.

Termino por isso este post com um agradecimento muito especial a todos quantos contribuem, ou contribuíram, cada qual à sua maneira única, para fazer d’O Insurgente aquilo que é hoje e com uma menção especial à nossa Elizabete Dias, que infelizmente partiu muito antes do tempo.

Happy Birthday Master Insurgente

happy birthday

O Insurgente fez dez anos e está de parabéns. Ao meu mau feitio e à minha língua viperina (mas tudo o resto é encantador) os insurgentes aturam-nos há seis anos e estou-lhes muito grata por esta experiência. Por escrever com eles, por nos divertirmos na nossa hiperativa lista de mails (e às vezes discutirmos ferozmente sem que tenha havido sequelas nas relações pessoais), pela companhia para os almoços a meio caminho entre o Porto e Lisboa e para os gins à beira Tejo, por nos termos tornado amigos, por impedirem que me sinta um alienígena neste país de esquema mental socialista onde a valorização da liberdade nunca ocorre no primeiro momento (mas lá chegaremos). Lembro-me perfeitamente de quando li o mail com convite indecente do André Azevedo Alves para me juntar aos insurgentes. Estava acampada em casa dos meus pais na semana da mudança da minha casa anterior para a minha casa atual, nas primeiras semanas da gravidez da criança mais nova (e cuja personalidade, não certamente por acaso, pode muito justamente ser descrita como a de um insurgente). Gostei muito do convite, fiz muito bem em aceitá-lo e os planos insurgentes de dominarmos o mundo estão de vento em popa. (Temos infiltrados na assembleia da República e em vários departamentos governamentais, tomámos conta do turismo nacional, e estamos agora em reuniões secretas com os americanos para decidirmos quem se candidatará às primárias para as presidenciais americanas de 2016). Em suma: let’s keep up the good work.

E, nesse espírito, deixo aqui o meu texto de 4ª feira no Observador, sobre os dramas exagerados à volta de uma barbearia com uma estratégia de promoção parva.

‘É uma pena Patricia Arquette não viver em Portugal. Assim, em vez de no seu discurso de agradecimento pelo Oscar falar de minudências como o diferencial nos ordenados pagos aos homens e às mulheres, com uma especial menção para as mães (cujos sacrifícios em termos de carreiras e rendimentos por causa da maternidade são conhecidos), teria referido assuntos importantes que ocupam algumas feministas portuguesas. Exemplo: impedir que uma barbearia privada não receba só no seu interior homens e cães.’

O resto está aqui.

O melhor mês de sempre d’O Insurgente

Janeiro de 2015 foi o melhor mês de sempre em termos de audiências n’O Insurgente com mais de 279.000 visitas registadas no site.

No que diz respeito a outros canais de divulgação, para além das muitas pessoas que seguem O Insurgente através dos mais variados readers e por email, a página d’O Insurgente no Facebook agrega já mais de 5.600 pessoas e o blogue conta também com mais de 1.600 seguidores via Twitter.

Obrigado a todos os leitores pela preferência.

Mahmoud Charlie Abbas, o novo crítico dos cartoons

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As forças blasfemas atacam onde menos se espera.

Palestinian president Mahmud Abbas has ordered an investigation into a drawing of the Muslim Prophet Mohammed which appeared in a West Bank newspaper, local media reported Tuesday.

The cartoon, which appeared Sunday in Al-Hayat al-Jadida, depicted what appeared to be a giant Mohammed standing on top of the world, sprinkling grains of love and acceptance from a heart-shaped satchel.

Palestinian news agency Wafa quoted Abbas as deeming it “necessary to take deterrent measures against those responsible for this terrible mistake.” (…)

Abbas joined world dignitaries including Israeli President Benjamin Netanyahu on a symbolic march through the streets of Paris days after the attack. (…)

Bel’Miró

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Auto-retrato de Bel’Miró por Bel’Miró

Hoje é um grande dia para a Cultura n’O Insurgente.

Não obstante os ocasionais contributos culturais da Maria João Marques, da Graça Canto Moniz, do Rodrigo Adão Da Fonseca e do Carlos M. Fernandes, entre outros, a verdade é que esta sempre foi uma área marginalizada n’O Insurgente.

A falta de apoios estatais, assim como por parte da SPA, explica em parte esta lamentável situação, mas não pode isentar um meio de grandes audiências das suas responsabilidades Culturais perante a Comunidade.

Assim, é com muito gosto que anuncio que, após longas e complicadas negociações com o Artista e os seus agentes e advogados, O Insurgente passa a partir de hoje a contar com a colaboração do Grande Bel’Miró (ou, como ele mesmo modestamente prefere designar-se, Bel’Miró, o Magnífico), uma inegável referência Cultural nacional e internacional.

Bel’Miró será o comentador Cultural residente d’O Insurgente, não ignorando contudo que, para um verdadeiro Artista, toda a Cultura é Política e toda a Política é Cultura.

Mais uma conspiração sionista revelada

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Desta vez a sorte coube ao Krav Maga. É preciso estar atento à Angelina Jolie, ao Brad Pitt, aos ginásios, academias e federações por esse mundo fora.

(…) Mashregh warns that Israel is now undertaking “mysterious activities” involved in spreading Krav Maga worldwide. The news site concludes that it cannot yet give an answer as to what is behind Israel’s plot to spread the martial art, but notes that the dangerous trend should be observed.  Mashregh’s comments come amid reports that Hollywood celebrities, particularly Brad Pitt and Angelina Jolie, are taking lessons in Krav Maga.  Mashregh regularly features articles accusing Israel and Hollywood of various covert plans for world domination. In 2012, the news site wrote that Israel and Hollywood were working together to promote homosexuality as part of a global plot to subjugate humankind in a plot based in Tel Aviv, which Mashregh described as the “gay capital of the world.”

Socialist delusion

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Escreve o Joaquim Couto no Portugal Contemporâneo

O capitalismo moderno, assente na propriedade privada, na livre-iniciativa, nos mercados, na concorrência e num sector financeiro independente, não funciona em Portugal. Era bonito o sonho, pá! Mas acabou-se, acordamos e constatamos a realidade.

 

O que às vezes entristece é ver liberais (ou os que dizem que o são) adoptar a retórica e a linguagem socialista. A ver: capitalismo, desde pelo menos Marx que o inventou, não é assente em nada disso, capitalismo é só a propriedade privada dos meios de produção, mais nada. O resto é mercado livre. E sendo assim, onde tem andado o mercado livre em Portugal? É que eu não dou por ele. O que existe é o que os americanos chamam crony-capitalism, um sistema em que os meios de produção sendo nominalmente privados são na realidade condicionados, decididos e orientados pelo Estado e por quem o gere episodicamente. Mercados? Quais mercados? Os dos preços administrativamente fixados (ver Bancos) ou quando não o são, via concessões e protecção a interesses especiais como é o caso da GALP ou da EDP? Qual concorrência? A que põe a ASAE, o Fisco e todo o poder do estado em cima das PME impedindo-as de crescer e combater os instalados? Qual sector financeiro independente? O que há décadas vive de legislação até fiscal que o favorece, o que financia Partidos e interesses espúrios ligados à captura do estado? Um bom exemplo é o BCP. De um Banco revolucionário e que modernizou sozinho todo o sistema financeiro, tornou-se propriedade partidária de facto à custa da única vez que se deitou na cama com o Governo e fez um favor a Guterres, Sousa Franco e Vítor Constâncio, sabe-se lá em troca de quê.

O envolvimento patético dos “capitalistas” na ruína do País, a falência das grandes empresas e o compadrio descarado, assim como o desrespeito total pelos pequenos acionistas e pela poupança privada, demonstram o óbvio: o capitalismo não cai bem connosco.

Qual envolvimento patético? Há 390 mil empresas em Portugal, 390 mil proprietários de meios de produção. É capaz de afirmar quantos destes 390 mil estão envolvidos na ruína do país? Veja lá bem quem são, onde, como e quando esses seus “capitalistas” se envolveram na ruína do país e quem é o Deus Ex-Machina deles todos. E quando o perceber, falaremos então de capitalismo, mercado livre e Portugal.

Para já fico por aqui e quanto à conclusão do Professor Pedro Arroja (por quem tenho grande apreço e respeito) vale o que vale e é muito pouco nesta altura, holismos não costumam dar grande resultado e normalmente dão em tragédias. Continuo a considerar que ele está a percorrer um círculo e há-de voltar ao sítio de onde partiu, é uma questão de tempo.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no ‘i’.

Agosto em Paris

A 2 de Agosto de 1914, o fotógrafo francês Charles Lansiaux, decidiu começar a fotografar Paris durante a guerra. Era a primeira mundial e tinha-se iniciado há cinco dias; duraria mais de quatro anos. Uma guerra infindável para quem supunha que se resolveria em poucas semanas; terrível para quem não imaginava estar perante o primeiro sinal do que viria a ser o século xx.

Quase 2 mil fotografias de Lansiaux estiveram expostas na primeira metade deste ano na Bibliothèque de la ville de Paris. Dessas, cerca de 247 foram tiradas em Agosto de 1914. E o que se retira das obtidas nesse período muito curto, faz agora 100 anos, é, não ainda o despertar para a realidade mas a suspensão do tempo que anuncia algo de mau.

Enquanto as primeiras fotos nos mostram multidões a ler jornais que anunciavam o início das hostilidades, mais as listas que mobilizavam os homens para o conflito, as seguintes são já as despedidas dos novos soldados e a chegada dos primeiros refugiados. Até que há uma que nos faz suster a respiração: tirada a partir da place Saint-Michel, nela vimos a ponte com o mesmo nome vazia. Paris espera, não sabendo ainda o quê.

Os espaços vazios estão cheios dos homens que não voltaram. São fantasmas que podiam estar ali, mas saíram ao encontro de algo estúpido e inútil. Paris devia estar silenciosa naquele mês de Agosto. Vazia de homens e cheia de um silêncio que falava e que ninguém conseguia ouvir.

 

A solução para o BES

Continuo sem perceber as referências do Paulo Guinote aos supostos melhores dias da “insurgência”, agora a propósito do BES.

Mantenho integralmente a opinião sobre este discurso de Pedro Passos Coelho. O que em nada me impede de criticar o que acho que deve ser criticado.

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1ª Lei de Migas

A probabilidade de um artigo de opinião ser disparatado é diretamente proporcional à utilização de maiúscula na palavra “mercado”.

Corolário (1): O disparate será certo a partir do momento em que o autor assignar intenção e personalidade ao dito “mercado”.

Corolário (2): Mais que disparate, a referência a adoradores ou a sugestão de atribuição de características de divindade ao dito “mercado” é prova inequívoca de que o autor é um idiota chapado.

Bolor

kafkaEu no Diário Económico

para tentar encaixar na Lei, será acessível apenas a militantes do Partido. A ser assim não se vislumbra qual o interesse de dirigir um canal de televisão apenas para pessoas que, à partida, são as que estando mais próximas da fonte, estão melhor informadas sobre as actividades da colectividade em que militam. O interessante desta proposta estaria na possibilidade de os partidos chegarem mais próximo das pessoas e que estas estivessem mais habilitadas a perceber e a confrontar os programas e propostas de cada um deles com o que na realidade fazem quando são poder.

 

O papel dos pais, no post 25 do 4

Cabe aos pais portugueses e à nossa escola construir e dar um futuro aos jovens assente em valores humanos e sociais. A história passada tem nesse contexto um papel pouco relevante. É muito mais importante conhecer as tendências actuais, da guerra da Síria, da Rússia de Putin, da Ucrânia corrupta e da Frente Nacional em França, neste mundo global em que hoje estamos inseridos, do que a história dos capitães de Abril. As lições da história de 1974 podem ser mostradas aos nossos filhos e jovens sem demagogias e falsas intelectualizações.

Não é preciso fazer sempre “regressos ao passado” cada vez que falamos do 25/04. Porque , mesmo que quiséssemos, não se pode voltar ao passado. Podemos, isso sim , construir um futuro diferente, com melhores actores.

Os mais jovens de hoje (menos de 30) não têm guerra colonial, ditadura, censura e sabem-no, sentem-no, e acham que essa é uma realidade que lhes é incompreensível neste Portugal de hoje, tecnológico e livre de tantos preconceitos do passado e que por causa disso se desligam destes festejos a cheirar a naftalina dos “velhos”, um conceito que abrange todos aqueles que pensam que o passado é melhor. Não que não haja novos perigos e novas derivas demagógicas a ameaçarem a democracia: mas nem a FN tem qualquer representatividade em Portugal, nem vejo uma guerra civil ou um ditador “militar” a assumir o poder neste cantinho luso.

Os “velhos” pensam que é nessas ideias passadas em que assentou o 25/04 (como diz o slogan: “25 de Abril sempre”) que é preciso construir o futuro: e é neste ponto que discordo de muita gente. Porque é no dia a dia que se constrói o novo futuro, com as ideias de cada um, que interagem com todos os outros.

Felizmente , tal como o vejo, o futuro português no post 25 do 4 , será sempre muito melhor, porque os nossos jovens são muito melhores que os nossos velhos, e construirão esse futuro assente na liberdade de pensamento, no respeito pela vida humana e na diversidade de escolha (em tudo), ainda que com os constrangimentos de duas gerações anteriores (a dos adultos no 25/04) que os endividou sem que eles votassem para isso!

Olha como é, a Rua do Carmo

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No seguimento da Assembleia Popular que se irá reunir no largo do Carmo no dia 25 de Abril, sob a égide dos capitães de Abril e de outras forças vivas da Sociedade Portuguesa, há 3 hipóteses imaginárias, para o processo de decisão do que fazer a este país nos próximos 40 anos .

O primeiro, e o mais corrente em 1975 entre os membros da Intersindical, seria o do “braço no ar”, um processo altamente democrático em que se pergunta quem é que concorda com a proposta do proponente de “derrubar o governo, politicamente ilegítimo, ainda que democraticamente eleito”, seja lá o que isso quer dizer.

O segundo método possível será o do uso de comando da hierarquia militar em que se mandam às urtigas as liberdades civis, algo em o Copcom se especializou também há cerca de 39 anos, criando muita comichão e urticária junto de certas populações. Neste caso, seguindo o conselho de 74 iluminados, os militares decidem que o que é melhor para o país , é entregarem a Madeira aos credores, a troco da quitação da dívida do Continente. Os Açores ficam de reserva para a próxima reestruturação. O TC aprova porque obviamente não está ferido nenhum direito fundamental da cidadania, e as reformas e aposentações serão aumentadas no próximo ano.

O terceiro, será o de uma votação online através de um site criado pelos indefectíveis das redes sociais, com o uso dos ipads, iphones, samsumgs, HTCs e nokias, que os milhares de presentes no largo estarão a usar, colocando “selfies” no Facebook. Assim poderão mostrar daqui a 40 anos aos seus netinhos uma recordação do 25 de Abril que eles viveram usando alta tecnologia, produzida através da exploração do proletariado chinês e adquiridos através de crédito forçado pelas forças maléficas do “crédito ao consumo ” instaladas pelas forças reaccionárias do 25 de novembro. Nesta votação será perguntado: o próximo PM deverá ser o Camarada Vasco, o camarada Mario , o camarada Freitas, ou o camarada Louçã? Caso seja este o processo escolhido, antevejo uma votação online muito renhida em que uns sopapos (no Largo do Carmo em vez da Marinha Grande) mudarão para sempre um cartão de milhas da TAP !

Qual acham que será o método escolhido?

Ana Catarina Mendes e Adolfo Mesquita Nunes

Ana Catarina Mendes e Adolfo Mesquita Nunes entrevistados por Anabela Mota Ribeiro

São a geração de 70, nascida aquando da democracia. Não se envergonham de ser políticos porque tudo é política, como dizia Bertold Brecht. Isto num tempo em que ser político parece uma nódoa, e se vive a descrença nos agentes políticos e nas instituições. Como se chegou aqui? Quais foram os passos, quem foram os protagonistas?

O verso do dramaturgo alemão é trazido por Adolfo Mesquita Nunes, Ana Catarina Mendes concorda. Ele é secretário de Estado do Turismo, ela é deputada do PS. Não acham que os seus pais, a geração dos seus pais, tenha feito tudo fazendo a democracia. Abrindo a sua história, entram também na História do país, e do que é ser de esquerda e de direita nos 40 anos do 25 de Abril.

Um manifesto equilibrado

Bandeira-PT

Para gáudio de todos aqueles que desejam e anseiam por um país melhor e mais próspero, o “Manifesto por um orçamento equilibrado” excedeu as nossas mais optimistas expectativas. Indubitavelmente, foi um enorme sucesso que reforça a esperança na sociedade civil, verdadeira força motriz de Portugal. Sociedade composta por gente da mais diversa origem, mas não menos notável por isso. Verdadeiros notáveis que incluem professores, economistas, gestores, jornalistas e demais concidadãos que diariamente batalham por um Portugal melhor.

Dado este inesperado sucesso, tornou-se logisticamente impossível gerir manualmente todas as subscrições. Por esse motivo, criamos uma página dedicada ao manifesto que poderá ser facilmente partilhada nas redes sociais.

Para subscrever o manifesto por um orçamento de Estado equilibrado, pode seguir este link. Para consultar a lista de signatários, que se aproxima das quatro centenas seiscentas subscrições, poderá seguir este link.

O manifesto será enviado ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República.

Manifesto por um orçamento equilibrado

Em 40 anos de república democrática pós-Estado Novo, Portugal foi incapaz de fazer cumprir o princípio Constitucional que impõe um orçamento equilibrado. O efeito económico é notório: não sendo arrecadada receita suficiente para cobrir as despesas, o imposto é diferido e suplantado por uma emissão de títulos de dívida pública em mercados financeiros, operação que resulta em encargos adicionais no serviço de dívida.

Recentemente, um grupo de 70 pessoas considerou imperativa uma reestruturação da dívida pública. Embora tal operação permita reduzir substancialmente o serviço de dívida, ignora que uma parte substancial dos portadores de títulos de dívida pública sejam bancos portugueses e que, mais ainda, caso o saldo orçamental primário não seja permanentemente estabilizado, a dívida continue a aumentar.

Recordando os últimos 14 anos, é possível verificar que o saldo orçamental primário, aquele que exclui o serviço de dívida, ainda se encontra numa posição muito frágil.

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A montante de qualquer renegociação ou ajustamento da dívida pública deverá estar o equilíbrio estável e sustentado das contas públicas, implicando uma redução permanente da despesa estrutural (não espúria). Para tal, torna-se impreterível que as finanças públicas se orientem por bons princípios de equilíbrio orçamental e que o Estado proceda às devidas reformas que permitam a redução permanente da despesa.

Caso contrário, uma restruturação da dívida desacompanhada de um equilíbrio nas finanças públicas resultará no seu ressurgimento:

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Este manifesto, desprovido de notáveis mas agraciado pelo bom senso, pretende alertar para a importância de contas públicas saudáveis e consolidadas que permitam a iniciativa privada brotar, gerando riqueza e crescimento económico. O manifesto está aberto a todos os que se identifiquem com uma cultura de rigor no Estado, condição indispensável para a prosperidade.

Signatários:

Consultar lista de signatários

Subscrever manifesto

Cereja do Fundão – Quinta da Porta

Cereja_do_Fundao

A única cereja com marca de qualidade insurgente, disponível em rigoroso exclusivo na Quinta da Porta. Ide, fazei like no Facebook e encomendai algum do produto assim que possível.

Se 8 é bom, 9 é melhor!

Felicitações a todos os insurgentes pelo 9º aniversário da criação do blogue.

Em jeito de comemoração, lançamos um pequeno quiz para opinar sobre qual a razão pela qual o nosso estimado Comandante, o Miguel Noronha, subtraiu um ano ao total:

  1. Foi um corte por causa do Programa de Ajustamento da “troika”
  2. O Comandante não quis contar com o ano que esteve em sabática
  3. O ano em que o Jorge Sampaio ainda era presidente não conta
  4. Aquela cena do Paulo Fonseca ir a Leverkusen deixou-o confundido
  5. None of the above

Insurjam-se!

Bebida Oficial Insurgente: Gin Tónico

gin tónico 2O Rui Carmo bem tentou aliciar-nos para o Bushmill´s, mas foi clamorosamente rejeitado. Se alguma vez notarem que as opiniões insurgentes estão assim um tanto desconchavadas, a culpa é do gin tónico. Não é tanto pelo efeito do álcool (já estamos mais ou menos imunes), é mesmo porque nos entregámos às drogas: the gin and tonic is not just a drink; it’s a drug.

(Nota: eu também gosto de gin fizz, mas como a Simone de Beauvoir também apreciava a bebida, o preconceito insurgente contra os apoiantes soviéticos e contra os franceses levou a que esta bebida nem sequer chegasse à fase das candidaturas oficiais. Fica a denúncia.)