Alguns jornalistas perderam o respeitinho por José Sócrates. Outros estão mais à frente e descobriram recentemente que são passistas desde pequeninos.
Junho 5, 2011
Diziam que não eram os outros partidos a escolher o líder do PS
e tinham razão. Quem escolheu o líder que não querem no PS foram os eleitores.
Notas do discurso de derrota: 1)Sócrates reconhece que afinal terá feito alguns erros. 2) Até ao fim Sócrates está mal. Impunha-se que, tal como Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes fizeram, honrasse o mandato de deputado à AR que os eleitores que continuam iludidos lhe confiaram.
Sócrates à Presidência!
Não sei se se deram conta, mas José Sócrates acaba de lançar a sua candidatura às Presidenciais de 2015.
Enquanto o champanhe não me tolda a escrita
Desta vez nem me incomodava com uma subida do BE se tal se fizesse à custa de votos no PS. Mas como o PS vai ter um derrota humilhante – e merecidamente humilhante – ter o BE a descer é um bónus muito bem-vindo. Ideal teria sido ter o BE com estes resultados e o PS abaixo dos 25% but you can´t always get what you want.
E agora, Louçã ?

À medida que os resultados vão saindo, a derrota pesadíssima do Bloco de Esquerda torna-se cada vez mais clara e assume proporções que poucos esperariam. Em apenas 2 anos, os bloquistas perderam cerca de metade da sua votação.
A derrota da governação socialista
Comentários meus e do André Freire (na altura, ainda apenas sobre projecções): «Eleitores puniram governação socialista», dizem politólogos
Esta era a hora do Bloco…
De entre as várias boas notícias desta noite eleitoral, destaco a relativa ao resultado do Bloco de Esquerda. Esta era a hora do Bloco. Este era o momento em que o Bloco poderia ter consolidado a sua posição, afirmando-se como uma verdadeira força alternativa à esquerda. Tanto quanto parece, não foi isso que aconteceu. E, a confirmarem-se estes resultados provisórios, o Bloco fica reduzido àquilo que sempre foi: uma mera voz de protesto de um radicalismo esquerdista completamente datado e sem nada para oferecer para o futuro.
“Se as eleições fossem hoje”
Então mas hoje mostram as sondagens com intervalos de confiança? Se durante semanas apresentaram estimativas bem certinhas, com os respectivos intervalos “escondidos” na ficha técnica…
Na quinta dimensão
Isabel Moreira, a deputada nº9 do PS em Lisboa: Não estava à espera desta derrota”. De acordo com a independente de esquerda, ” o PS deve assumir-se como a trave mestra do estado social”.
Coisas que me fazem esfregar as mãos de contentamento
Fernando Nobre será presidente da Assembleia da República.
Será a segunda figura do Estado.
Estou exultante.
Adeus pá! II
Parece que é de vez. De acordo com a RTP, José Sócrates mandou o Luís imprimir o discurso da demissão.
Já haverá bilhetes à venda?
Maoistas, leninistas, estalinistas, trotskistas, marxista e sei lá mais quantos.
No BE os próximos tempos podem voltar a reviver o tempo em que esta recomendável gente se odiava e lutava entre si.
Carlos Moedas e o futuro do PSD
A forte possibilidade de o Carlos Moedas conseguir ser eleito por Beja é uma excelente notícia para o PSD e para o país.
E o desgaste do país, pá?
Ana Gomes explica a derrota do PS pelo desgaste do partido nos últimos seis anos.
Eu cá sou ancap desde pequenino
O meu filho de 12 anos acaba de perguntar-me, mostrando uma não negligenciável sofisticação, por que razão não é a abstenção a eleger o primeiro-ministro; acrescenta ainda: E se ninguém votasse?
Importante vitória! II
O senhor da CDU diz, como sempre, que obteve um grande resultado. E prevê que seja a CDU a dar o alento, a confiança e a esperança contra uma tal de ofensiva e a favor dos tempos de luta.
Importante vitória!
O Sr. do PCP está muito contente porque pelos vistos vão ganhar aos outros bloco-comunistas .
O “crime” não compensou
A viragem “esquerdista” de Paulo Portas na parte final campanha parece ter beneficiado o PSD.
Leitura complementar – Os malabarismos esquerdistas de Paulo Portas
Adios, Adieu, Auf Wiedersehen, Goodbye
Infelizmente foi preciso irmos cano abaixo primeiro para darmos conta de quem foi a principal responsabilidade do estado a que isto chegou.
À espera do discurso do ex (?) chefe máximo
Ana Gomes e Isabel Moreira, lado-a-lado na mesma fila da frente.
No CDS fala-se em “dar lugar a políticos novos”…
Ouvir alguém do CDS falar em “dar lugar a políticos novos” parece um ataque frontal a Paulo Portas. Mas deve ser involuntário.
Isto promete
Depois da entrada (falta-me o adjectivo) em estúdio de José Eduardo Moniz, lá vai Fátima Campos Ferreira em digressão pelo mesmo estúdio da RTP. É um gosto ver o meu dinheiro tão bem gasto.
Adeus Sócrates
Na TSF, Vitalino Canas prevê um futuro pouco rosa. Nas palavras do ex-porta-voz do governo ps, “uma derrota honrosa será ficar perto do vencedor”.
Vitória?
A fazer fé na Eurosondagem, a opção pela abstenção será a vencedora do dia eleitoral.
Resultados das eleições legislativas
Os resultados das eleições legislativas podem ser acompanhados aqui a partir das 20:00.
Minuto a Minuto
Para além de participar na cobertura Insurgente das eleições, hoje estou também aqui a comentar as legislativas no Minuto a Minuto do Parlamento Global.
Apelos ao voto, Sócrates e os efeitos do Sol brilhante (2)
Até às 16h00, afluência foi de 41,98%. Em 2009, à mesma hora, era de 43,3%.
Apelos ao voto, Sócrates e os efeitos do Sol brilhante
Apesar dos apelos e de pelo menos no Porto a afluência às urnas parecer de facto ser forte, até às 12:00 votaram menos eleitores do que em 2009. Sócrates afirma-se “muito confiante”. Serão efeitos do “Sol brilhante”?
Legislativas 2011 n’O Insurgente
Mais logo, a não perder a cobertura Insurgente das eleições legislativas, uma emissão especial em que estarei acompanhado pelos insurgentes André Abrantes Amaral, António Costa Amaral, Bruno Alves, Carlos Guimarães Pinto, Filipe Faria, José Tomaz Castello Branco, Luís Silva, Miguel Botelho Moniz, Ricardo Francisco, Rui Carmo e Tiago Loureiro.
Junho 4, 2011
Legislativas 2011 – Emissão Especial Insurgente
Amanhã, na cobertura Insurgente das eleições legislativas, estarei acompanhado pelos insurgentes André Abrantes Amaral, António Costa Amaral, Bruno Alves, Carlos Guimarães Pinto, Filipe Faria, José Tomaz Castello Branco, Luís Silva, Miguel Botelho Moniz, Ricardo Francisco, Rui Carmo e Tiago Loureiro.
A Maçonaria, a Revolução e as eleições
Uma boa leitura para o dia de reflexão: maçonaria e revolução. Por Rui A.
Sou – confesso-o de imediato – mais propenso à tese de que a Maçonaria foi devorada por uma revolução que apenas ajudou a preparar pela influência do pensamento dominante da época, pensamento, de resto, que não era nem uniforme, nem originariamente seu, nem, tão-pouco, partilhado unanimemente entre os seus membros – os Irmãos -, e para a qual somente contribuiu pela acção individual de alguns maçons, mas nunca em função de qualquer plano pré-estabelecido. Em contrapartida, não hesito em afirmar que muita da Maçonaria que hoje conhecemos – concretamente a que está sob a órbita do Grande Oriente de França – foi visceralmente influenciada pelos valores saídos da revolução, entre eles o anti-clericalismo, a laicidade, o republicanismo e o igualitarismo. Por outras palavras, não foi a Maçonaria que influenciou a Revolução, mas a Revolução que influenciou a Maçonaria.
(…)
Os valores republicanos que hoje o GOF reivindica, e que não fazem necessariamente parte do patrimônio de outras Obediências francesas, como as actuais Grande Loja Nacional Francesa e Grande Loja de França, acabaram por ser incorporados mais tarde, juntamente com o anti-clericalismo, e seriam pano de fundo da maioria dos movimentos e das revoluções republicanas européias e sul-americanas, do final do século XIX e do começo do seguinte. Destas e de outras questões dogmáticas, como a crença em Deus como o Grande Arquitecto do Universo, viria a ocorrer o cisma maçônico de 1877 entre a chamada Maçonaria Regular, de influência inglesa e sob a tutela da UGLE (United Grand Lodge of England) e a chamada Maçonaria Irregular, ou tradicional, nos países onde, como em Portugal, tem profundas raízes históricas, e que orbita em torno da tradição francesa do GOF. Esse cisma, que continua, hoje ainda, a dividir as Maçonarias do mundo inteiro, foi sendo gerado com o tempo, e de modo algum se pode dizer que, nos seus elementos dogmáticos, estivesse sequer latente durante a Revolução. Diga-se, assim, que neste como noutros temas que hoje a marcam, a Maçonaria francesa é mais filha do que mãe da Revolução iniciada em 1789 e declarada como finda em 1799, por Napoleão Bonaparte.
Junho 3, 2011
Uma razão para votar CDS em Lisboa
O Adolfo Mesquita Nunes ocupa o sexto lugar na lista do CDS-PP em Lisboa. Em 2009, nas últimas legislativas, o CDS elegeu 5 deputados por Lisboa e não ficou longe de eleger o sexto. Este Domingo, a eleição do Adolfo não está garantida, mas é uma forte possibilidade.
Uma razão para votar CDS no Porto
O Michael Seufert ocupa o quarto lugar na lista do CDS-PP no Porto. Em 2009, nas últimas legislativas, o Micha foi eleito nessa mesma posição. Em 2009, no Porto, o Bloco de Esquerda teve 9,21% no Porto e elegeu 3 deputados; o CDS teve 9,29% que lhe permitiram eleger 4.
Helena Matos acabou de me tirar a paz de espírito durante uns tempos
Ouvi agora Helena Matos na TVI24 referir a possibilidade de sócrates se candidatar à presidência da república em 2016. É certo que eu ainda não recuperei da estupefacção pela vitória da criatura mais daninha da democracia portuguesa com maioria absoluta em 2005 e pela repetição da vitória (ainda que com menos fulgor) em 2009. Em sócrates mistura-se a arrogância (vinda de quem nunca na vida fez algo que não movimentar-se nos meandros lodosos dos aparelhos partidários), a incompetência mais atroz, a boçalidade intelectual, a má-criação, o pretensiosismo provinciano de quem de súbito se vê num mundo cool, a obstinação, a falta de escrúpulos no uso e abuso do poder, a intolerância, a glorificação da imagem (de um conteúdo oco) e mais umas tantas características dispensáveis nos titulares de cargos políticos. Uma pessoa como sócrates presidindo a um governo deu na calamidade do que deu. É certo que um PR tem muito de corta-fitas, contudo até agora só elegemos pessoas com qualidades intrínsecas que os tornavam suportáveis na presidência – concorde-se ou não com a aplicação ideológica de cada um às suas qualidades. Ter um político radioactivo como sócrates na presidência, ou o risco disso, é algo que nunca me havia ocorrido, de tão disparatada é a ideia. Mas de um PS que protegeu sócrates até há quinze dias e que é inteiramente cúmplice do desastre económico e do pântano moral do país, de facto, tudo se deve esperar. E em especial deve-se esperar o absurdo.


