
[hoje no i]
Várias organizações sindicais entregaram um pré-aviso de greve para os quatro dias de avaliação aos alunos dos 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos que têm provas nacionais e para o primeiro dia de exames nacionais. Deste modo, os sindicatos colocaram em risco não somente a realização das provas e dos exames, como o lançamento das notas dos alunos para que estes possam apresentar-se a exame. Fazem-no porque se opõem à mobilidade especial. Isto é, porque, nas suas próprias palavras, está em causa a defesa da Escola Pública.
É habitual os interesses corporativos, em Portugal, não se assumirem. Repare-se que, no nosso país, as greves nunca se fazem em nome de coisas mundanas. Fazem-se em nome de grandes causas, como a liberdade, a equidade, a justiça social ou a igualdade. O mesmo acontece com os professores: não é pelos seus próprios interesses que lutam, é pela defesa da Escola Pública. Mas será que defender os interesses dos professores corresponde a defender os interesses dos alunos? Não, esses interesses nem sempre são coincidentes. (…)
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