Boaventura de Sousa Santos em versão rap

Boaventura de Sousa Santos vira rapper em ensaio de hip-hop baseado em sua obra

Jesus caminha/ caminha com alguém/ que pode ser ninguém/ Allah caminha/ nas ramblas de granada/ e não acontece nada

Uma opinião de Boaventura Sousa Santos. Por Paulo Tunhas.

É sempre bom as pessoas saberem que há pessoas como Boaventura Sousa Santos que se acham incumbidas da missão de representar os “cidadãos do mundo”. Para se precaverem, é claro. Não vá alguém lembrar-se de as extinguir em nome do mundo.

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A pobreza de raciocínio em causa própria

Tal como previ no final deste texto, a malta do costume (o António Nabais de forma honesta e directa no Aventar e o Paulo Guinote no seu habitual estilo dissimulado numa série de posts sem links) vieram protestar e insultar números e gráficos.
O Paulo Guinote utilizou o estilo habitual de quem desistiu de pensar há muito tempo. Para quem é professor há bastantes anos, pensar é um exercício perigoso pelas conclusões a que se pdoe chegar. Por isso, o argumento único de Paulo Guinote, para todas as discussões, é o de que todos os que discordam de si têm interesses escondidos, são porta-vozes de alguém ou se estão a atirar a um tacho qualquer. É a pobreza de pensamento levada ao limite, mas que vai chegando para manter a claque animada.
Já o António Nabais, que até começou a discussão de forma civilizada, vendo-se derrotado nos argumentos acaba aqui a acusar-me de pobreza de raciocínio. Vejamos então a capacidade de raciocínio do António Nabais:

  • O primeiro conjuntos de gráficos deste post mostra Portugal com um dos países com mais professores por aluno no ensino obrigatório. O argumento sofisticado do António Nabais é, e cito, “(…) CGP não explica, por exemplo, de que modo são contabilizados os professores. No entanto, a decisão de contratar mais ou menos professores não se pode limitar à comparação com outros países”. Ou seja, o facto de Portugal ser dos países da OCDE com mais professores em relação ao número de alunos, e de tal não acontecer devido aos professores terem outro tipo de tarefas que não têm noutros países, não importa. O problema está no modo como “são contabilizados os professores”. O problema, afinal, é aritmético: os senhores da OCDE não sabem contar.
  • Em relação ao facto de os professores ganharem mais do que pessoas com as mesmas habilitações, o António Nabais demonstra também um raciocínio sofisticadíssimo: não são os professores que ganham muito, os outros é que ganham pouco. Um raciocínio sem critério de rejeição, que justificaria qualquer nível salarial. Assim é fácil.
  • Finalmente, o António Nabais não consegue encontrar qualquer relação entre o poder dos sindicatos dos professores e o facto de Portugal ser um dos países em que uma maior percentagem dos gastos em salários vai para educação. Aparentemente não há qualquer relação entre a capacidade negocial de um sindicato e a parte do orçamento que consegue levar em salários. No que toca a pobreza de raciocínio, estamos falados.

Em sua defesa, temos que aceitar que um professor não tem que perceber porque é que a comparação com benchmarks internacionais é importante para definir políticas de gestão do sector da educação. Um professor primário não tem que ter formação para entender porque é que a comparação dos seus salários com pessoas com o mesmo nível de qualificações é importante. Um professor não tem que entender a relação entre o poder sindical de uma classe profissional com a alocação dos recursos do sector a salários. Não será correcto chamar ignorante ou pobre de raciocíno a um professor por causa disso. Um professor não tem que entender problemas decorrentes da escassez de recursos e, pior do que isso, tem todo o interesse em ignorar essa realidade. Mas há uma implicação importante disto: a maior parte dos professores não tem capacidade para discutir a gestão do sector da educação. Isto fica demonstrado a cada tentativa de discussão. Não se pode colocar a gestão económica de um sector público nas mãos da parte interessada que mais beneficia do orçamento. A discussão em causa própria é sempre geradora deste tipo de conflitos de interesse que coloca pessoas inteligentes como o António Nabais a discutir com o nível que o fazem. Muito mais organizados do que pais e contribuintes, os professores têm tido um peso excessivo na determinação das políticas de educação. O resultado é um sistema de ensino que é desenhado em primeiro lugar para eles, não para quem paga, os contribuintes, ou para quem deveria ser desenhado, alunos e pais.

Mitos e falácias sobre os professores

É recorrente cada vez que se publica artigos sobre a educação em Portugal ler e ouvir reacções violentas a qualquer comentário que insatisfaça as pretensões dos professores. Ficam aqui alguns dos principais comentários lidos nos jornais e na blogosfera e o cruzamento com os factos:

1. “É mentira que haja professores a mais”

Falso. Portugal está abaixo da média da OCDE em todos os níveis do ensino obrigatório no número de alunos por professor (apenas acima no ensino pré-primário). De notar que o número de crianças está a baixar pelo que, na ausência de cortes no número de professores, este rácio ainda baixaria mais.

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2. “Portugal tem mais professores do que outros países, porque os professores em Portugal cumprem mais funções para além de ensinar”

Falso. Portugal é um dos países onde os professores passam uma maior parte do seu tempo a ensinar.

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3. “Os professores ganham mal” ou “Os professores ganham mal para as qualificações que têm”

Falso e Falso. Os professores portugueses ganham o mesmo que a média da OCDE (grupo de países ricos) e mais do que na Noruega, França ou Itália. Em relação a outros profissionais com as mesmas qualificações, os professores são ainda mais beneficiados: Portugal é um dos 4 países da OCDE em que os professores ganham mais do que alguém com as mesmas qualificações.

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4. “Os professores andam há uma década a perder poder de compra”

Falso. Portugal é também dos países em que os salários dos professores mais aumentaram entre 2000 e 2011. O que só demonstra a necessidade da correcção que os sindicatos tanto lutaram por evitar.

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5. “O sindicato dos professores não tem assim tanto peso na política de educação.” ou “Os professores estão em luta pela qualidade da educação”

Falso. Mais de 90% dos custos com educação vai para o pagamento de salários (maioritariamente a professores). Portugal é o segundo país da OCDE em que a percentagem de gastos da educação dedicados a salários é maior. As lutas sindicais não são (foram) para benefício da educação. Têm sido, com sucesso, pela manutenção dos benefícios dos professores.

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Nota final: todos os dados estão disponíveis na publicação “Education at a glance, 2013″ da OCDE. Os dados referem-se a 2011 (os últimos disponíveis). Em 2012 e 2013 existiu uma correcção no número de professores e salários. É improvável que essa correcção altere dramaticamente a posição relativa de Portugal nos diversos gráficos, embora tenha provavelmente ido na direcção certa. Assumindo que tal tenha acontecido é preciso relembrar que em 2011 a posição dos sindicatos de professores era exactamente a mesma que hoje.

Agora, a malta do costume pode voltar a protestar, insultar e levantar processos de intenções. Não se esqueçam é que estarão, mais uma vez, a protestar contra números, a insultar factos e a levantar processos de intenções a gráficos.

Os erros dos professores na PACC: a culpa foi do acordo ortográfico ? (2)

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Face ao interesse que o tema continua a suscitar, creio que se justifica mais este link: A conciensia sosial. Por Vitor Cunha.

Uma sociedade verdadeiramente evoluída já libertou os seus contribuintes das amarras de interpretação única dos factos através de uma abertura que permite uma infinidade de sentidos para todas as palavras, elas próprias uma limitação a um universo finito (um contra-senso) de conceitos abstractos para auto-expressão em primeiro, comunicação em segundo lugar.

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Os erros dos professores na PACC: a culpa foi do acordo ortográfico ?

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Ainda relativamente à tal Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências que era (supostamente) tão fácil a ponto de ser ridícula, alguns comentadores têm explicado os 63% de professores que cometeram erros ortográficos com o acordo ortográfico. Como não estou a par do tipo de erros em causa, não sei avaliar até que ponto essa explicação é plausível.

Mas mesmo que seja, será que explica também as igualmente elevadas percentagens de erros de pontuação e sintaxe?

De acordo com o IAVE, num total de 10.220 provas validadas, e especificamente na parte do exame correspondente à escrita de um pequeno texto, 62,8% por cento das respostas dos candidatos acusaram um ou mais erros ortográficos, 66,6%, um ou mais erros de pontuação, e 52,9%, um ou mais erros de sintaxe.

Enfim, se a PACC serviu para algo foi para demonstrar a importância de testar capacidades básicas e transversais. Dado este primeiro passo, seria desejável no futuro uma aplicação da prova mais abrangente, mais exigente e com maior impacto na atribuição das vagas disponíveis.

E seria desejável também reflectir sobre a (falta de) qualidade do sistema de ensino superior onde são formados os professores.

Leitura complementar: A prova, os professores e os sindicalistas.

Licenciatura em CPRI

Termina amanhã a 1ª fase de candidaturas à Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Catolica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

Quase dois terços dos professores com erros ortográficos na PACC

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Notícias da tal Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências que era (supostamente) tão fácil a ponto de ser ridícula: PACC: Quase 63% dos professores cometeram erros ortográficos

Uma média de 63,3 pontos, numa escala de zero a 100, e 62,8% dos professores a cometerem pelo menos um erro ortográfico quando lhes foi pedido que produzissem um texto. Estas são duas das conclusões que se retiram dos resultados da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidade (PACC), divulgados esta segunda-feira pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC). No total, foram aprovados 8.747 professores entre dos 10.220 que se inscreveram na prova.

Além da aplicação da prova não ter sido mais abrangente, parece-me também criticável – ou pelo menos muito discutível – que 50% bastasse para passar.

Vale a pena reflectir também sobre a (falta de) qualidade do sistema de ensino superior onde são formados os professores.
Suspeito aliás que aplicando prova idêntica aos docentes de muitas instituições de ensino superior não faltariam também erros ortográficos…

Leitura complementar: A prova, os professores e os sindicalistas.

Mário Nogueira (ainda) não é Ministro da Educação (2)

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Caro Paulo, não percebi a referência aos supostos “melhores dias” da insurgência. Em qualquer caso, o post serviu como mais uma motivação para dedicar o meu artigo desta semana no Observador (A prova, os professores e os sindicalistas) ao tema.

Se há coisa que não tem faltado por aqui, são críticas ao MEC (não vou procurar links porque sei que o Paulo é um leitor atento do blogue), desde a falta de reformas que promovam a liberdade de educação até à manutenção praticamente inalterada dos mecanismos de financiamento no ensino superior. Não serão é o tipo de críticas que mais agradam ao Paulo, mas sobre isso pouco posso fazer.

Aproveito para acrescentar mais uma ideia que acabei por não incluir no artigo: é curioso que alguns dos maiores críticos da possibilidade de municipalizar competências no âmbito da gestão de docentes sejam simultaneamente críticos da realização de provas nacionais. É caso para perguntar: em que ficamos?

Termino com uma garantia que já em tempos dei ao Paulo Guinote: adoptarei exactamente o mesmo critério de análise e o mesmo padrão de exigência relativamente a executivos futuros, incluindo se o protagonista na altura vier a ser ele próprio, por exemplo como Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário ou mesmo como Ministro da Educação.

Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais

Apresentação Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa

Recordo que está em curso a 1ª fase de candidaturas à Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Catolica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

Está também em curso a 3ª fase de candidaturas ao MA in Governance, Leadership and Democracy Studies, assim como a 2ª fase de candidaturas aos programas de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais.

John Blundell (1952-2014)

Foi com misto de surpresa e tristeza que tomei conhecimento do falecimento de John Blundell, ex-Director Geral do Institute of Economic Affairs, com apenas 62 anos. Tive oportunidade de conhecer o casal Blundell (John e Christine) durante os anos que vivi em Londres enquanto aluno de doutoramento na LSE.

Como muito bem referido por Steve Davies, o casal constituia uma “effective double team”, de cujo apoio tive a sorte de beneficiar por várias vezes. Relativamente a John Blundell, ele próprio um ex-aluno da LSE, destaco o interesse e apoio que sempre manifestou relativamente à LSE Hayek Society e que pude testemunhar pessoalmente nos dois anos em que fui membro da Direcção da mesma, assim como as suas extraordinárias capacidades de networking, das quais também beneficiei em vários momentos.

Com o desaparecimento de John Blundell, o movimento internacional de defesa da liberdade na perspectiva do liberalismo clássico perde uma das suas mais activas e influentes figuras das última décadas.

John Blundell R.I.P. Por Steve Davies.

With the passing yesterday of John Blundell, the movement for freedom and economic liberty on both sides of the Atlantic has lost one of its leading figures. John was for many years at the centre of that movement of people, institutions and ideas that promoted economic freedom. He leaves behind a legacy of organisations that he played an important part in building and also leaves behind lives that he touched and changed. He is best known here as the IEA’s long-serving Director General between 1993 and 2009 but he was deeply involved with many institutions and movements both in the UK and in the US and beyond.

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A solução Mário Nogueira

Ricardo Salgado torna-se professor para não ser avaliado por ninguém

“Pelo que vi esta semana, se eu for professor, nada tenho a temer”, explicou o ex-banqueiro. “Quando vierem os credores e os reguladores avaliarem-me, surgem os piquetes do Mário Nogueira e placam-nos como se estivessem num jogo de futebol americano. Depois, no meio de um guincharia infernal que faria a matança de um porco parecer um concerto do Rodrigo Leão, todas as tentativas de avaliação seriam definitivamente frustradas.

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Hasta la Virtude, siempre!

casino lisboaVenho aqui dar o meu apoio público a Ribeiro e Castro, senhor que quer impedir que o vício e a imoralidade estejam apenas a um clique de distância. É certo que não entendi bem a lógica de se considerar o jogo um mal a ser combatido, mas já se admitir que este mal exista desde que ninguém ganhe dinheiro com ele ou que os lucros de tão hedionda atividade sustentem programas sociais. Afinal anda o estado a promover o vício de uns pobres coitados dados a desbaratar o seu dinheiro, explorando-os de facto, para ter dinheiro para acorrer a outros fracos que ou não têm dinheiro ou o desbaratam de outras formas (eventualmente até da mesma)? Usar o vício de uns para ajudar outros é um comportamento moral do estado, é isso? Ah, bom, estamos sempre a aprender.

Pequenas perplexidades à parte, estou com Ribeiro e Castro: é necessário promover a virtude e travar qualquer medida ‘liberal’ (batam na madeira 3 vezes, sff). No caso concreto, concordo que se deve impedir a todo o custo as pessoas de disporem do seu dinheiro como entenderem – se o entendimento for arriscarem no jogo esse dinheiro. Mas há muita atividade e muitos comportamentos indutores de vício e imoralidade por aí e Ribeiro e Castro não lhes presta a devida atenção. Assim, vão aqui algumas propostas que Ribeiro e Castro pode aproveitar e que promoverão um aumento da moralidade pública.

1. Encerrar bares e discotecas, locais pecaminosos onde homens e mulheres contactam e se conhecem, sabe-se lá com que intenções.

2. Encerramento de redes sociais, onde se conectam pessoas que sem esses veículos ficariam sossegadas em suas casas.

3. Prevenção atempada do vício do jogo: proibição do ensino dos pais aos seus filhos da bisca do três e do keims.

4. Ao abrigo da lei do esquecimento, dar ordem aos motores de busca para apagarem todas as referências ao ‘grupo da sueca’ dos tempos de Cavaco enquanto pm.

5. Sobre indústria pornográfica nem preciso de me pronunciar: é banir tudo.

6. Encerrar locais onde se albergam espetáculos de striptease, sejam os strippers membros das forças de segurança ou não.

Ou, em alternativa, nacionalizar todas estas atividades e usar as suas receitas nos tratamentos do stress pós traumático provocado nos professores por se submeterem àquela experiência reminiscente de viver quatro meses numa zona de guerra e a que normalmente chamamos ‘testes’. (Também se pode aproveitar, de caminho, para comprar e enviar a Mário Nogueira os dvds do Poirot, para o senhor aprender o que é um bigode decente. A estética noticiosa televisiva teria muito a ganhar se Mário Nogueira aproveitasse essa pequena formação.)

Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências: enunciados e critérios de avaliação

Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências – Enunciado 1
Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências – Enunciado 2

Critérios de classificação da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências

A Impunidade Revisited

Já se passaram alguns anos desde que a impunidade – ou a falta dela – reinava como palavra de ordem dentro e fora das escolas.  Dos sindicalistas de plantão aos burocratas do ME, passando por uns quantos deputados – uns mais alfabetizados que outros – a impunidade dos alunos, esses delinquentes, incapazes de multiplicar de cabeça e de conjugar frases simples, esteve na ordem do dia. A impunidade era, para esses grupos, o que o crescimento hoje é para o Dr. Seguro e respectivos compinchas. O país mobilizou-se para acorrer à resolução da problemática do bando de acéfalos que parasitava as mais nobres instituições de ensino do país, envergonhando pais, professores e toda uma nação. Um professor do sindicato, mais atrevido e visionário, terá certamente magicado uma ideia genial, nunca professada por timidez ou moderação: ora faça-se a escola sem alunos, pois! Assim ninguém chateia. Genial.

De facto, tanto conversa de “direitos dos professores” fará um leitor mais desatento questionar-se se os professores servem para ensinar os alunos ou se os alunos lá estão para empregar professores.

De todas as reuniões, plenários, tertúlias, conferências, comissões e planos, alguém se terá esquecido de fazer uma pergunta incómoda, mas pertinente. E os professores ? Mas quem ousaria afrontar os professores ? Classe de prestígio, merecedora de respeito. Os professores não se avaliam, não se supervisionam, não se despedem. Os professores não são como os advogados ou os contabilistas, os pedreiros ou os jardineiros. O país precisa deles e quantos mais melhor. Se há demasiados professores para o número de alunos ? Não, nunca são demais. O ideal nogueirista seriam dois professores por aluno, o mestre e o assistente. Se não há dinheiro para pagar a tanta gente ? Azar, os outros desgraçados que trabalhem e descontem. E se não chegar, há sempre quem empreste. Se a escola pública está inundada de indivíduos sem conhecimentos ou capacidade oratória ou empatia ou estabilidade psicológica para dar aulas ? Claro que não. Isso são ideias de fascistas neo-liberais, a soldo dos privados (esses bandidos) empenhados em vender o ensino público.

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Um triunfo político para Nuno Crato

Não obstante alguns episódios lamentáveis, o balanço geral parece ser um claro triunfo político para Nuno Crato contra o empenho de muitos activistas que esperavam/pediam/planeavam “sarilhos”: Avaliação dos Professores: Prova realizada em 95% das escolas

A Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), para professores com contratos inferiores a cinco anos, realizada esta terça-feira terminava oficialmente às 12h30. Assim foi em quase todas escolas. Pelo que o Observador conseguiu apurar, cerca 95% das escolas conseguiram realizar a prova dentro da normalidade.

Sindicalistas invadem escola no Porto para interromper prova

Professores invadem escola no Porto durante a prova

Grupo de 20 docentes entrou na Rodrigues de Freitas com megafones, apitos e tachos.

Justiça. Por João Miranda.

Numa escola do Porto um grupo de sindicalistas invadiu uma escola e interrompeu uma prova. Certamente identificados e presentes a um juiz, aguarda-se a sentença. Expulsão da função pública e corte da respectiva subvenção ao sindicato é o mínimo que se espera.

Vagas para o ensino superior público em 2014 e notas de acesso de 2013

A lista de vagas disponíveis para a primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público de 2014 e as notas dos últimos colocados em cada curso na primeira fase em 2013 podem ser consultadas aqui.

Para os interessados em Ciência Política e Relações Internacionais, aproveito, em causa própria, para publicitar a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Catolica Portuguesa, em Lisboa.

O concurso aos cursos da UCP é local, pelo que a opção “Universidade Católica Portuguesa” não está incluída no concurso nacional, devendo a candidatura ser feita directamente junto da UCP.

Mais informações: Plano Curricular; Propinas; Bolsas de Mérito e Prémios; Candidaturas.

Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais

Termina amanhã a 1ª fase de candidaturas aos programas de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais (plano curricular) do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

Mais informações sobre candidaturas aqui.

Alexandre Soares dos Santos e a Fundação Francisco Manuel dos Santos (2)

Só hoje tomei consciência, na sequência de uma comunicação sobre outro assunto recebida do Presidente do Conselho da Administração (Nuno Garoupa) e do Director de Publicações (António Araújo) da FFMS, de que deveria ter feito um disclaimer adicional relativamente ao que escrevi sobre Alexandre Soares dos Santos e sobre a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

A comunicação dá conta de alterações na revista XXI, cujo Conselho Editorial integrei desde a sua génese e que foi dirigida nos três primeiros números por José Manuel Fernandes. A revista da Fundação Francisco Manuel dos Santos passa agora a ser dirigida por António José Teixeira, procedendo-se também e naturalmente a uma renovação do Conselho Editorial, de que deixo de fazer parte.

Esta era a minha única ligação à Fundação Francisco Manuel dos Santos e, ainda para mais, bastante ténue e pontual, pelo que creio que a ausência dos disclaimer não terá constituído uma omissão grave.

Em qualquer caso, ao receber a comunicação recordei-me que não tinha incluído esse dado nem no que escrevi sobre Alexandre Soares dos Santos nem sobre a Fundação Francisco Manuel dos Santos e que seria oportuno referi-lo.

Nestas circunstâncias, sinto-me agora até mais à vontade para reiterar integralmente o que escrevi sobre Alexandre Soares dos Santos, que continuarei admirar no plano pessoal pelas razões aqui expostas, e sobre a Fundação Francisco Manuel dos Santos, cujas actividades continuarei a acompanhar com atenção.