A revolução e o terrorismo

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Os Marxistas-Leninistas-Maoistas da França e da Bélgica  E os Ataques dos Jiadistas Franceses e Belgas a Paris, pelo Camarada e Educador da Pátria Arnaldo Matos.

(…)É o que acontece, segundo me dizem, com o camarada Lúcio, emigrante operário de Guimarães, um dos mais antigos militantes do Partido, que voltou agora, depois de uma viagem a França, para condenar o terrorismo islamista de 13 de Novembro em Paris. Se a informação é verdadeira, Lúcio abandonou o marxismo-leninismo e o internacionalismo proletário e assentou praça nas fileiras ideológicas reaccionárias do imperialismo francês, ao lado de François Hollande, de Manuel Valls, de Sarkozy, de Marine Le Pen… e de Alain Badiou.

Se ainda se acha comunista e revolucionário, Lúcio tem a estrita obrigação de saber que a violência é a parteira da história e que, enquanto marxista-leninista, tem o dever de repudiar, de todo em todo, o ponto de vista ideológico contra-revolucionário da pequena burguesia relativamente à violência, como qualquer coisa que seria essencialmente e sempre má e imoral.

No plano dos princípios, nós, comunistas, nunca rejeitámos nem podemos rejeitar o terror. O terror é um dos aspectos da guerra, que pode convir perfeitamente e pode mesmo ser indispensável em determinados momentos do combate. Os ideólogos hipócritas do imperialismo e da reacção é que condenam o terror como estratégia de combate das forças anti-imperialistas, do mesmo passo que ocultam o terror quotidiano dos imperialistas contra os povos explorados e oprimidos do mundo.

É certo que os comunistas rejeitam o emprego do terror fora do quadro de operações de um exército revolucionário combatente, articulado a todo um sistema de luta, isto é, rejeitam-no como meio de ataque isolado, independente de uma força armada e em si mesmo auto-suficiente – cfr. Lenine, Por Onde Começar? Obras Completas, Vol. V das Edições Sociais, Paris, 1976, pág. 15.

Mas os jiadistas franceses, nascidos em França, não praticaram os seus actos de guerra como actos isolados; os jiadistas franceses, muito embora nascidos e agindo militarmente em França, executaram os seus actos de guerra no quadro da estratégia de um dos exércitos dos povos árabes e muçulmanos – o exército do Estado Islâmico –, quotidianamente vítimas dos bombardeamentos de guerra do imperialismo americano, europeu e francês, bombardeamentos sistemáticos de terror sobre populações indefesas. (…)

“Cartas Persas”

Persas entre nós

Foi com as “Cartas Persas”, agora publicadas em Portugal, que Montesquieu começou a sua carreira literária. Miguel Morgado olha para a obra de um dos pensadores mais influentes da Ciência Política.

Sobre a parcialidade dos manuais escolares

A semente fértil do subdesenvolvimento. Por Gabriel Mithá Ribeiro.

Ler os manuais de História aprovados pelo nosso sistema de ensino comprova a sua parcialidade. Andamos a alimentar uma tosca e caríssima engenharia social destinada ao subdesenvolvimento das mentes.

Bocas revolucionárias, uni-vos

maduroboca

No seguimento da revolução perpétua venezuelana, a camarada Ministra da Saúde educa o Povo a não se vergar aos pérfidos desejos dos profissionais que estão ao serviço do capitalismo selvagem e do consumismo em estado puro. A curto prazo, sorrir pode vir a não ser o melhor remédio para os venezuelanos mas os revolucionários devem permanecer unidos no combate à crise económica. A receita é tão simples: basta não usar escova e pasta de dentes mais do que uma única vez por dia. Já a revolução é feita 365 dias por ano.

La ministra de Salud, Luisana Melo, aseguró que la escasez de crema dental en el país se debe a que la gente se cepilla los dientes tres veces al día, cuando según ella “con una vez es más que suficiente”.

 

Adenda: O texto é humorístico. A Ministra da Saúde referiu-se ao excesso de consumo.de medicamentos,  para justificar a sua escassez no mercado. Torna-se cada vez mais difícil distinguir ficção da triste realidade na Venezuela.

Renascimento moderado

estatuas

Itália cobre estátuas de nus na visita de líder iraniano.

Leituras complementares: Cepticismo imoderadoUm balanço também ele moderado e Um balanço também ele moderado II.

Nóvoa nunca foi bom a Matemática…

É caso para dizer que Nóvoa terminou em beleza: Manuel Alegre exige a Nóvoa que corrija afirmação de resultado inédito

Histórico socialista lembra que a sua candidatura nas eleições de 2006 conseguiu mais votos que a de Sampaio da Nóvoa

Mestre Nódoa

Comparação entre votações de Marcelo e PaF

Os jornalistas do Observador Catarina Falcão, Miguel Santos e Rita Dinis deviam ter mais cuidado com as contas:

Agora, Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu 52% dos votos e teve 2.410.130 pessoas a escolherem-no para Presidente. Isto também significa mais meio milhão de votos do que PSD e CDS conseguiram alcançar nas legislativas.

Na verdade, PSD e CDS tiveram cerca de 2 milhões e 100 mil votos nas últimas legislativas. Bem sei que, por várias razões, muitas vezes se simplifica na comunicação social, mas apesar de tudo, entre 300.000 e meio milhão ainda vai uma diferença que não é irrelevante…

Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (8)

Sampaio da Nóvoa, no livro Política de Vida, publicado em Dezembro de 2015 (p. 103):
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Sampaio da Nóvoa, em esclarecimento publicado na sua página oficial do Facebook (e aqui reproduzido) dia 20 de Janeiro de 2016:
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Mais uma vez, discrepâncias no mínimo curiosas (estas assinadas na primeira pessoa) mas que, sabe-se lá porquê, parecem não ter suscitado a curiosidade da comunicação social ao longo da campanha, salvo uma ou outra tímida excepção.

Quando se trata dos donos do regime, o respeitinho é muito bonito. Nem que isso implica uma gritante duplicidade de critérios relativamente a situações similares e uma total falta de escrutínio.

Leitura complementar: Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa; Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (2); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (3); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (4); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (5); A direita e as presidenciais: alternativas de voto; Sampaio da Nóvoa e a liberdade: uma relação ambivalente.

Sampaio da Nóvoa e o júri que chumbou Saldanha Sanches

Sampaio da Nóvoa

Parece-me um momento oportuno para recordar este texto do ano passado: Sampaio da Nóvoa Presidente. Por João Taborda Gama.

Foi sempre no espaço público que Saldanha Sanches interveio, por si, republicano sem-cerimónia e sempre presente – e não presença constante nas cerimónias da república, ou sequer mestre de cerimónias de presidentes da república. Saldanha Sanches esteve sempre nas discussões sobre o Portugal concreto, participou, discutiu, lutou, indicou caminho. Preferiu sempre dar a cara por ideias suas a emprestar a pose a aforismos de outros.

No trato era verdadeiro, direto, desafiador. Tinha a característica inata de repelir a mediocridade, o lambebotismo e a cobardia – outros têm o dom exatamente inverso – e a particularidade de acreditar que a universidade deve apenas obedecer a critérios de mérito na atribuição de graus – e não a graus de outras obediências.

Em finais de junho de 2007, Saldanha Sanches apresentou-se a provas de agregação na Universidade de Lisboa. A composição do júri não deixava dúvidas sobre o que se ia julgar, não era o seu currículo académico nem as suas obras, ambos irrepreensíveis – era a sua liberdade. Talvez devesse ter ficado em casa, ir passar uma semana à Suíça, tão agradável no início do verão. Mas Saldanha Sanches não fugia. Chumbaram-no. De forma vil. Nos júris académicos, como nos países, há um presidente, alguém cimeiro que normalmente não deve intervir, só apenas em casos-limite, para impedir a injustiça. Alguém que tem de ter coragem para repor a ordem justa das coisas, sempre que esta falte. Uma espinha dorsal e moral sobressalente, de reserva. O júri que reprovou José Luís Saldanha Sanches tinha António Sampaio da Nóvoa como presidente.

Em defesa de Sampaio da Nóvoa, é justo recordar que o presidente do júri tem nestes casos um poder bastante limitado, mas nem por isso a componente factual do artigo deixa de ser verdadeira e merecer reflexão.

Sobre o assunto, vale pena ler também este artigo do Observador: Sampaio da Nóvoa acusado de falta de “coragem” por ter permitido chumbo a Saldanha Sanches.

Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (7)

Biografia de António Sampaio da Nóvoa (O Candidato Improvável, por Filipe S. Fernandes), publicada em Novembro de 2015 (p. 46):
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Sampaio da Nóvoa, em esclarecimento publicado na sua página oficial do Facebook (e aqui reproduzido) dia 20 de Janeiro de 2016:
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Discrepâncias no mínimo curiosas mas que, sabe-se lá porquê, parecem não ter suscitado a curiosidade da comunicação social ao longo da campanha, salvo uma ou outra tímida excepção…

Leitura complementar: Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa; Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (2); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (3); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (4); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (5); A direita e as presidenciais: alternativas de voto; Sampaio da Nóvoa e a liberdade: uma relação ambivalente.

Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (6)

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Uma semana depois de terem sido expostas publicamente dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa, o candidato e a sua equipa produziram isto:

Leitura complementar: Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa; Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (2); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (3); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (4); Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (5); A direita e as presidenciais: alternativas de voto; Sampaio da Nóvoa e a liberdade: uma relação ambivalente.

notícias da geringonça: faqueiros, notas e sucesso escolar

O meu texto de hoje no Observador.

‘A geringonça funciona em velocidade de cruzeiro. À moda das geringonças, bem entendido. Podíamos exemplificar com as atividades do ministro Santos Silva, pessoa reconhecidamente encantadora, que achou que era a época adequada para gastar cerca de cem mil euros num faqueiro de prata e mais de cinquenta mil euros num serviço de porcelana oficial. Afinal os contribuintes existem mesmo para isto: suportar gastos sumptuários do estado, incluindo em alturas de austeridade (para os contribuintes) – como os socialistas costumam dizer nestas ocasiões, não sejamos miserabilistas nem invejosos, o que são cento e cinquenta mil euros?, há a dignidade do estado a manter, e além de tudo o resto o toque da prata portuguesa é bem mais apelativo do que o do aço inoxidável.

Também poderia referir as sua investigação de sonho: a experiência sociológica de assistir a um concerto do Tony Carreira. Possivelmente esta alternativa estava empatada com o estudo dos hábitos de antropofagia de alguma tribo recôndita da Amazónia, mas o amor do ministro à pátria é tanto que escolheu os ignaros que vão aos concertos de Tony Carreira e até ponderou – imagine-se – misturar-se por umas horas com eles.

Mas valores mais altos – critérios de geringonça – se levantaram. O ministro da educação Tiago Brandão Rodrigues causou-me o que à vista exterior se poderia caracterizar como ataques de nervos ao perceber a que irresponsável político está entregue nos próximos anos a escolaridade dos meus filhos (agora nos anos impressionáveis do primeiro ciclo).’

O resto está aqui.

Colónia e o mulherio perfumado e descascado

Sami Abu-Yusuf, o imã da mesquita Al Tawheed, situada nos arredores da cidade alemã de Colónia.

Sami Abu-Yusuf, o imã da mesquita Al Tawheed, situada nos arredores da cidade alemã de Colónia.

Estão avisadas, mulheres. Para não serem violadas. só têm de cumprir os preceitos do senhor Sami Abu-Yusuf.

Warning women against “adding fuel to the fire”, the Imam of a Salafist Cologne mosque has said the victims of the New Year’s Eve attacks in that city were themselves responsible for their sex assault, by dressing inappropriately and wearing perfume.

Speaking to major Russian channel REN TV, Imam Sami Abu-Yusuf’s remarks came during a 12 minute segment bringing Russians up to date with the latest developments in the migrant invasion of Europe. Sandwiched between eyewitness-footage of migrantrampages in Cologne, women being sexually assaulted by apparently Arab gangs, and a segment on a surge of interest in self defence courses in Germany the Imam told the interviewer: “we need to react properly, and not to add fuel to the fire”.

Explaining in the view of Salafist Islam why hundreds of women found themselves groped, sexually assaulted and in some cases raped by gangs of migrant men in cities across Germany the Imam said: “the events of New Year’s Eve were the girls own fault, because they were half naked and wearing perfume. It is not surprising the men wanted to attack them. [Dressing like that] is like adding fuel to the fire”.

Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (5)

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Cândido Ferreira. “Não sou pau mandado de ninguém, nem defendo os interesses do PS”

Questionado sobre os fundamentos para a suspeição lançada em torno da vida académica de Sampaio da Nóvoa, Cândido Ferreira garante que tem em seu “poder um documento da própria Escola Superior de Teatro e Cinema que diz que o curso de 1976 não confere licenciatura, ao contrário daquilo que o professor profusamente tem vindo a difundir nas biografias que tem publicado”.

“Neste momento, é um problema do professor Sampaio da Nóvoa, do Ministério da Educação e dos portugueses, já não é comigo”, remata.

Leitura complementar: A direita e as presidenciais: alternativas de voto; Sampaio da Nóvoa e a liberdade: uma relação ambivalente.

Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (4)

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Vida académica e pessoal embaraçam Nóvoa

(…) Sampaio da Nóvoa foi desafiado pelo adversário Cândido Ferreira a esclarecer como obteve a licenciatura com o curso Formação de Professores de Educação Pela Arte, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e o médico não desiste de obter respostas.

“Vou solicitar ao Ministério da Educação que esclareça com urgência e em tempo útil a validade da referida licenciatura do professor Sampaio da Nóvoa, para que dúvidas não subsistam sobre a sua idoneidade”, afirmou ao CM Cândido Ferreira. Já fonte da Escola Superior de Teatro e Cinema explicou que o curso já não existe e que na década de 70 não conferia o grau de licenciatura.

Leitura complementar: A direita e as presidenciais: alternativas de voto; Sampaio da Nóvoa e a liberdade: uma relação ambivalente.

Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (3)

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O candidato presidencial Cândido Ferreira anunciou hoje que vai requerer ao ministério da Educação esclarecimentos sobre a validade da licenciatura de Sampaio da Nóvoa, justificando com a recusa do também candidato a Belém em fornecer respostas “válidas”.

Cândido Ferreira voltou a exigir explicações ao ex-reitor da Universidade de Lisboa, alegando que “continua a não existir prova” de que o curso superior de Teatro (1973-1976) tenha sido “equiparado a licenciatura” tal como Sampaio da Nóvoa “afirma na página 103” do seu livro Política de Vida.

“Também ao contrário do que o candidato afirma, não está provado que alguma vez tenha concluído esse curso, que é de quatro anos, sendo certo que bastaria a apresentação do respetivo diploma”, frisou o médico e ex-presidente da federação de Leiria do PS.

“Das duas uma, ou é feita prova em contrário e eu aceito que possa haver qualquer confusão ou então compete ao ministério da Educação dizer como é que é”, disse Cândido Ferreira à agência Lusa, à margem de um visita ao concelho de Cantanhede, distrito de Coimbra.

“Agora, não pode é haver dúvidas sobre rumores que têm vindo a surgir insistentemente e que denotariam uma falta de caráter que é incompatível com a função de Presidente da República. Acho que o professor Sampaio da Nóvoa deve estar agradecido por poder explicar ao país esta situação e provar que aquilo que escreveu no seu currículo, nos livros que tem vindo a publicar, nas entrevistas que tem vindo a dar, é verdade”, afirmou.

Cândido Ferreira defendeu ainda que os currículos dos candidatos a Presidente da República deviam ser “altamente escrutinados”, mas que em Portugal o hábito consiste em eleger as pessoas “e depois no fim é que rebentam os problemas”.

Leitura complementar: A direita e as presidenciais: alternativas de voto; Sampaio da Nóvoa e a liberdade: uma relação ambivalente.

Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa (2)

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Cândido Ferreira desafia Nóvoa a esclarecer percurso académico

Falando na Universidade de Aveiro, onde hoje foi recebido pelo respetivo reitor, Manuel Assunção, Cândido Ferreira disse não estar a fazer acusações, mas sim perguntas, a que o candidato Sampaio da Nóvoa deve responder para que “não fique a suspeita de qualquer mácula sobre o seu currículo académico”

“Faço perguntas, baseado em rumores que têm vindo a surgir desde há dois meses, que não foram respondidos, e perante as dúvidas que suscita o livro que o próprio candidato assinou”, declarou referindo-se ao autobiográfico de Sampaio da Nóvoa intitulado “Política de Vida”.

Hoje mesmo a candidatura de Cândido Ferreira lançou uma “Nova carta aberta a Sampaio da Nóvoa”, em que o confronta com dúvidas sobre a sua carreira, alegando que o curso “Formação de Professores de Educação pela Arte”, que Nóvoa terá frequentado na Escola Superior de Teatro e Cinema, “não confere licenciatura” e que o certificado obtido “apenas o credenciou enquanto professor primário”.

Pergunta ainda como é que, “aparentemente sem qualquer outra licenciatura, terá conseguido obter as equivalências na Suíça, que lhe permitiram frequentar um curso pós-graduado e ascender na carreira universitária”, sendo que “terá tido acesso à cátedra, sem que a sua tese estivesse reconhecida por qualquer universidade”.

Leitura complementar: A direita e as presidenciais: alternativas de voto; Sampaio da Nóvoa e a liberdade: uma relação ambivalente.

Dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa

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Cândido Ferreira tem dúvidas sobre a formação académica de Sampaio da Nóvoa

Na carta aberta dirigida a Sampaio da Nóvoa, o antigo líder da distrital socialista de Leiria explica que o curso frequentado por Sampaio da Nóvoa na Escola Superior de Teatro e Cinema, nos anos 70, não é equiparado a uma licenciatura. Mas não é só isso o que está em causa.

Também há a questão da “conclusão ou não conclusão do curso e como é que alguém que saiu daqui aparentemente sem um curso de repente aparece a tirar um curso superior” na Suíça. Pode ter havido alguma equivalência, mas era conveniente que tudo isso fosse explicado”.

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Candidaturas IEP-UCP – até 15 de Janeiro

Recordo que estão abertas até 15 de Janeiro as candidaturas aos programas de MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

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“apanhar bonés”

O ministro da (má) Educação na Baixa da Banheira. Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada.

Talvez alguém pense que a questão dos bonés é relativamente secundária, tendo em conta os enormes desafios a que devem fazer frente as escolas em zonas mais sensíveis, como é o caso. Não ponho em causa as intenções daqueles adolescentes, nem o mérito dos seus professores e da sua escola, mas a educação, ou é integral ou não é nada. Educar não é despejar um conjunto de conteúdos nas cabeças de uns quantos indivíduos, na esperança de que depois os saibam debitar. É, sobretudo e principalmente, formar cidadãos livres e responsáveis, que amanhã possam contribuir validamente para o bem comum. Para tal, precisa-se certamente de alguma bagagem cultural e técnica mas, mais ainda, de aprender a conviver, o que não se pode fazer sem um mínimo de educação. De boa educação, entenda-se!

Uma escola que não educa, porque desvaloriza as questões comportamentais, é uma escola que, na realidade, aposta no desfavorecimento dos mais carenciados, porque os não ajuda a superar as deficiências que trazem de casa e que impedem a sua plena integração social e laboral. Uma escola que transige em questões de males menores está a semear, a médio ou longo prazo, males maiores.

Sócrates em digressão

. Considerem-se convidados*.

socras

 

* Todos a Vila Real de Santo António. Não sejam indiferentes e levem fotocópias de elevada gramagem.

Compreender o putinismo XXXIV

putinismo

A economia russa vai de vento em popa, em mais um episódio de tudo em família.

The son-in-law of Vladimir Putin stands to benefit from $1.75 billion in cheap finance from the Russian state, a Reuters examination of public documents shows. The money will help fund a petrochemical project at a company in which Kirill Shamalov, husband of Katerina Tikhonova, the Russian president’s younger daughter, has a significant interest.

Shamalov is a major shareholder in Sibur, Russia’s largest processor of petrochemicals. This month Sibur obtained $1.75 billion from Russia’s National Wealth Fund to help build a huge new plant in Tobolsk, Siberia.

According to corporate documents, Sibur was able to borrow the money at a current interest rate of 2 percent. That is a bargain, according to financial analysts. Artyom Usmanov, an analyst at investment firm BCS, said borrowers on the Russian bond market would expect to pay over 7 percent interest for such a loan. Irina Alizarovskaya, an analyst with Raiffeisenbank called the financing “quite cheap.”

Noutro capítulo do putinismo, blogar não é de todo aconselhável a quem preza a sua liberdade. Principalmente quando se critíca a intervenção russa na Ucrânia.

A Russian court on Wednesday sentenced a blogger to five years in jail for what it said was his extremist activity on the Internet after he urged people to attend a protest against high transport fares and criticized Russian intervention in Ukraine.

Vadim Tyumenstev, 35, from the Siberian region of Tomsk, was also banned from using the Internet for three years in a case which Russian human rights activists said violated his rights to a proper defense.

Tyumentsev irked local authorities in Tomsk with a series of blogs in which he accused them of corruption and incompetence. He had also sharply criticized pro-Kremlin separatists in eastern Ukraine, saying he did not see why ordinary Russians should go and fight with them.

 

Nova oportunidade para os críticos televisivos

Zuhair Kutb foi condenado a quatro anos de prisão (dois serão efectivos). Está impedido de escrever durante década e meia e de sair da Arábia Saudita por um período de cinco anos. Foi ainda multado em mais de 26 mil dólares. O crime do escritor saudita? Ter defendido na televisão a transformação da Arábia Saudita numa monarquia constitucional.

 

Compreender o putinismo XXXIII

TOPSHOTS Russian President Vladimir Putin takes part in a joint press conference with EU Council president and European Commission President on January 28, 2014 following an EU-Russia summit at the EU Headquarters in Brussels. "The EU needs +to clear the air+ with Russia at this summit as sharp differences over the Ukraine crisis and eastern Europe test relations", a senior EU official said. AFP PHOTO / GEORGES GOBETGEORGES GOBET/AFP/Getty Images

 AFP PHOTO / GEORGES GOBETGEORGES GOBET/AFP/Getty Images

O essencial da conferência de imprensa do Presidente da Santa Mãe Rússia, Vladimir Putin.

Sepp Blatter deserves Nobel peace prize