Cavaco Silva pede aposta nas indústrias criativas mas, infelizmente, quando se mistura dinheiro público com criatividade os resultados tendem a não ser os melhores…
Fevereiro 25, 2012
Fevereiro 24, 2012
“A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”
Não deixa de ser curiosa a persistente obsessão da revista Sábado com o Opus Dei. Será apenas por razões comerciais?
Comunicado de 24 de Fevereiro de 2012
Na sequência do artigo “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal” publicado ontem pela revista Sábado.
2012/02/24
O Opus Dei é, pela quinta vez, tema de capa na revista “Sábado”, desta vez sob o título “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”. A esse propósito, esclarecemos: (mais…)
DiVisões sobre a crise europeia – Aveiro, 28 de Fevereiro
Na próxima Terça-Feira, em Aveiro, no âmbito do Colóquio “Aprender a Crescer com a Crise”, participarei num painel sobre a crise europeia no qual intervirão também Fernando Alexandre (EEG-UM), Luciano Amaral (FE-UNL) e Miguel Lebre de Freitas (DEGEI-UA), com moderação do jornalista Paulo Ferreira.
Mais informações aqui.
Fevereiro 22, 2012
Argumentos musculados
O eterno presidente russo, Vladimir Putin revela os seus argumentos em artigo de opinião na Foreign Policy. Tem como título, Being Strong.
Leitura complementar: Aproximam-se eleições.
Fevereiro 21, 2012
Mensagem para Abramovich
A cláusula de rescisão de Vítor Pereira é de apenas 18 milhões de euros e Portugal precisa de aumentar as exportações: Villas-Boas afunda-se em Nápoles.
Estatismo, a religião de Obama
Barack Obama’s Theory of Government, por Peter Wehner, na Commentary.
Jeffrey Anderson of the Weekly Standard points out that prior to Obama, our annual deficit spending had only exceeded 6 percent of GDP during the Civil War, World War I, and World War II. But during Obama’s four years in the White House, annual deficit spending will average 8.4 percent of GDP (the figure is higher – 9.1 percent – if you count 2009, which some argue you should because Obama’s $800 billion stimulus passed in February).
These numbers are important, but they need to be understood above all as a manifestation of a particular philosophy, which some have called reactionary liberalism. Barack Obama has an almost undiluted attachment for and belief in the wondrous powers of the federal government. He believes the role of the state is to redistribute wealth and level out differences. He would trade off greater prosperity in all classes and income brackets in order to narrow the gap in income inequality, which he considers to be a moral offense. Obama wants to punish wealth creators, empower unelected bureaucrats, undermine private enterprise and centralize power.
Beyond even that, Obama wants government to weaken, and eventually replace, civil society, create greater dependency, and expand the state’s reach into every nook and cranny of life, including into the internal life of the church. And at a time when Medicare in particular is driving us toward a Greece-like crisis, the president opposes any modernization of our entitlement state and savages those who are offering up reforms.
More than any president in our lifetime, Barack Obama identifies the state with society and wants society absorbed by the state.
Parlamento ensina a arte de Enganar Controles de Custos
Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30 vezes mais cara.
Como se consegue isto?
Num documento enviado aos deputados, o Conselho de Administração do Parlamento sustenta que a água engarrafada servida nas reuniões da comissão custa 259,20 euros por mês. Para a água da torneira, o valor a que se chegou foi muito maior. O cálculo incluiu os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames” e chegou à cifra de 2730 euros – cerca de dez vezes o valor para a água mineral. O Conselho de Administração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4680 euros – o equivalente a 18 meses de água mineral.
Ou seja: basta na água engarrafada não considerar custo nenhum a não ser a garrafa e na água da torneira considerar os custos com o pessoal (10x o preço das garafinhas) e dos jarros em si (18x o custo das garrafinhas, TODOS OS MESES).
Face a isto:
“Face aos encargos evidenciados, o Conselho de Administração pronunciou-se favoravelmente à utilização de água engarrafada, considerando que o respectivo uso, enquanto recurso geológico nacional distribuído por empresas portuguesas, assegura as melhores condições aos utilizadores internos e aos convidados da Assembleia da República, a um custo sem significado financeiro”, conclui o documento.
Os Senhores Deputados da Comissão de Ambiente elevam a arte de forjar Controles de Custos a uma Arte!

Pormenor de classe: Nunca garrafas médias ou grandes, mas sempre das pequeninas. Sempre em duplicado. Assim se poupa dinheiro em São Bento.
Mises Italia
Mais um passo rumo a uma maior divulgação da Escola Austríaca na Europa: Istituto Ludwig Von Mises
Em defesa do Porto de Leixões
Fundir o Porto de Leixões: um crime contra o Norte. Por Tiago Barbosa Ribeiro.
Fevereiro 20, 2012
Keynesian arguments: from naivety to sophistry
Sobre alguns dos principais argumentos keynesianos que têm estado na ordem do dia: From naivety to sophistry – Keynesian arguments on both sides of the Atlantic. Por Philip Booth.
A reforma laboral em Espanha
Uma discussão interessante, com a participação do Angel Martín.
La Reforma Laboral del Partido Popular (2 de 2)
Para já, a produção de notas ainda compensa…
Coisas que acontecem numa economia assente na imposição do fiat money e na confiscação de recursos por via da inflação: Obama wants cheaper pennies and nickels
The U.S. Mint is facing a problem — especially during these penny-pinching times. It turns out it costs more to make pennies and nickels than the coins are worth.
And because of that, the Obama administration this week asked Congress for permission to change the mix of metal that goes to make pennies and nickels, an expensive recipe that has remained unchanged for more than 30 years.
To be precise, it cost 2.4 cents to make one penny in 2011 and about 11.2 cents for each nickel.
A urgência de liberalizar a “economia protegida”
Um artigo acertado e corajoso de Pedro Santos Guerreiro: Vaia con Dios, Pedro.
Pedro Passos Coelho já fala como a sua nova eminência parda, António Borges. No Parlamento, criticou “a economia protegida, que protegeu alguns grupos económicos e que não democratizou o acesso à economia”. Lindo. E agora, o que fará? Enfrentar uma vaia em Gouveia é nada ao pé desses silenciosos lóbis. É mais fácil não ter medo do povo que do polvo.
Desemprego jovem
O desemprego não poupou ninguém, mas os jovens foram os principais atingidos. No final do ano passado, mais de um em cada três jovens estavam desempregados.
Alguns comentários:
- numa economia em recessão as empresas estabelecidas perdem receita e, consequentemente, não contratam novos trabalhadores (a maioria, jovens!).
- muitos jovens não se candidatam a empregos fora da sua área de residência ou em actividades não “ajustadas” ao seu currículo académico.
- maioria dos jovens licenciados têm cursos com pouca/nenhuma utilidade para as empresas dos (ainda poucos) segmentos de mercado em crescimento.
- a lei laboral dificulta a troca de maus trabalhadores por outros potencialmente melhores (geralmente os jovens compensam pouca produtividade com maior vontade de trabalhar).
- o salário mínimo nacional é um obstáculo para as empresas contratarem trabalhadores com baixa produtividade (jovens em início de carreira – e com inadequadas habilitações académicas – são fonte de maior incerteza).
Colóquio “Aprender a Crescer com a Crise”, 28 Fevereiro, Aveiro
Colóquio “Aprender a Crescer com a Crise”

Mais informações aqui.
Fevereiro 18, 2012
Direita, Esquerda e QI (2)
Algumas sugestões de leitura na sequência deste interessante post do Filipe Faria:
The Fatal Conceit: The Errors of Socialism, de F. A. Hayek.
The Counter-revolution of Science: Studies on the Abuse of Reason, de F. A. Hayek.
The Sensory Order: Inquiry into the Foundations of Theoretical Psychology, de F. A. Hayek.
Why Do Intellectuals Oppose Capitalism? Por R. Nozick.
Anti-Capitalistic Mentality, de L. von Mises.
Socialism: An Economic and Sociological Analysis, de L. von Mises.
Fevereiro 17, 2012
Sobre as Causas de Portugal ter pedido o Resgate Europeu
Discussão gravíssima com Soares levou Sócrates a pedir ajuda externa, diz Soares no Público.
Obrigado Soares!
Afinal, não há evidência estatística suficiente para se poder relacionar esse pedido e a gestão ruinosa dos dinheiros públicos dos 6 anos anteriores!
Faz-me lembrar uma piada sobre a Falácia “Post Hoc, Propter Hoc“ (“Depois disto, portanto por causa disto”):
Um cavaleiro judeu mais velho casa-se com uma moça e os dois estão muito apaixonados. Porém, por mais que se esforce sexualmente, a mulher nunca atinge o clímax. Como a esposa judia tem direito ao prazer, eles decidem falar com o rabino. O rabino ouve a história, alisa a barba, e faz a seguinte sugestão:
- Contratem um rapaz forte e sadio. Enquanto vocês estiverem a fazer amor, mandem o rapaz abanar uma toalha em cima de vocês dois. Isso vai ajudar a sua mulher a ter fantasias e a fazê-la provocar um orgasmo.
Eles voltam para casa e seguem o conselho do Rabino: contratam um lindo rapaz e ele fica sacudindo uma toalha em cima deles enquanto fazem amor. Não dá certo e ela continua insatisfeita. Perplexos, voltam ao Rabino:
- Tudo bem – diz o rabino ao marido – vamos tentar ao contrário: o rapaz faz amor com a sua mulher e você fica abanando a toalha em cima deles.
Mais uma vez, eles seguem o conselho do Rabino: o rapaz vai para a cama com a esposa e o marido abana a toalha. O rapaz logo se põe a trabalhar com grande entusiasmo e a esposa em pouco tempo tem um enorme, trepidante e ruidoso orgasmo. O marido sorri, olha para o rapaz, e diz triunfante:
- Idiota. É assim que se sacode uma toalha!
Procurar as verdadeiras causas do pedido de ajuda é como procurar o relógio na história seguinte…
Um homem está à procura de algo debaixo de um candeeiro. Passa um amigo e pergunta:
- O que é que estás à procura?
- Do meu relógio?
- E perdeste-o aqui, debaixo deste candeeiro?
- Não, perdi-o no fundo da rua. Mas aqui a luz é mais forte e portanto é mais fácil procurar.
… em que o relógio é o pedido e o candeeiro é tudo o relacionado com o Soares: é certo que vem tudo na Comunicação Social e portanto a luz é boa… mas não foi aqui a fonte do problema. Gotcha?
Referências: Piadas Filosóficas – Correntes, Piadas Filosóficas – Leis, Paradoxos e Falácias.

Os festejos do valente
Despite his age and speculation over his health – word is that he falls asleep during cabinet meetings – Mugabe has declared himself eager for the polls. To relinquish power now, after more than three decades in power, would be “an act of cowardice”, he said recently.
Not everyone will be celebrating the president’s birthday. The largesse was condemned by the Movement for Democratic Change (MDC), whose power-sharing agreement with Zanu-PF is perpetually under strain.
“This is a total waste of taxpayers’ money and typical of the attitude of Zanu-PF,” said Douglas Mwonzora, an MDC spokesman. “Right now we are faced with a situation of food shortages in some parts of the country. This needs to be addressed and Zanu-PF isn’t doing that. Instead they are spending a million dollars on the birthday of an 88-year-old president.
“The money could be spent on food and books. Mugabe is totally out of touch with reality. He has a bloated ego and he thinks Zimbabweans like what he is doing.”
Mugabe’s example compares unfavourably with that of other countries, Mwonzora said. “I think he is the only president in the world who spends so much money on his birthday. I don’t think President Obama or Prime Minister Cameron do it. Mugabe is the president of a poor African country and should be condemned.”
Tristemente irónico (2)
Em comentário a este meu post, o Luís Lavoura defende a decisão de atribuir o doutoramento honoris causa a Paul Krugman com base no Nobel que este recebeu e sugere que quem ousar criticar essa atribuição o fará em função de preferências políticas e não por considerações científicas e académicas.
Independentemente do estilo muito próprio do Luís Lavoura, o comentário é útil porque reflecte na perfeição o mindset dominante em Portugal.
Por que não, por exemplo, aplicar o mesmo tipo de padrão à decisão de convidar Krugman e não um qualquer outro nobelizado?
Que características distintivas terá Krugman que o tornam uma figura especialmente atractiva num contexto como o português?
Note-se que pelos padrões frequentemente empregues pelas Universidades portuguesas para conceder doutoramentos honoris causa, considero que Krugman até se distingue largamente pela positiva. Além de ter recebido o Nobel – o que é relevante mas por si só não constitui critério que anule a necessidade de sentido crítico – Krugman (na sua anterior encarnação como economista) deu contributos importantes na área da geografia económica e teve também um papel influente (ainda que parcialmente pernicioso) no âmbito da economia internacional.
Mas a ironia da notícia está, como escrevi, fundamentalmente centrada em dois elementos: por um lado, “premiar” um dos mais destacados e influentes defensores do intervencionismo e do despesismo estatais na actualidade num país que foi conduzido à bancarrota pelo intervencionismo e pelo despesismo estatais; por outro, que o consenso muito alargado que existe em Portugal em torno de Krugman resulta ele próprio de um quadro mental no qual o keynesianismo continua a ser praticamente hegemónico.
Que Krugman seja no establishment português uma figura (quase) consensual é apenas mais um indicador da pobreza intelectual do país e da falta de sentido crítico. Compreender as causas da crise também passa por aí.
Leitura complementar: Paul Krugman, o Nobel oráculo dos socialistas; Keynesianismo Clássico vs. Keynesianismo Popular Português.
Fevereiro 16, 2012
Tristemente irónico
Uma escolha apropriada e oportuna para um país que chegou à bancarrota na sequência de uma orgia despesista e onde o keynesianismo continua a ser o quadro mental praticamente hegemónico: Paul Krugman vem a Lisboa para doutoramento honoris causa
Três universidades de Lisboa vão juntar-se pela primeira vez na sua história para concederem o doutoramento ‘honoris causa’ a Paul Krugman.
O doutoramento será concedido pelas universidades de Lisboa, Técnica e Nova numa cerimónia que vai decorrer a 27 de Fevereiro, a que se segue uma conferência. O Nobel da Economia de 2008, que conhece Portugal desde que foi estudante no MIT, visita Lisboa na sequência da sua entrada para a Academia de Ciências de Lisboa como correspondente estrangeiro.
Fevereiro 15, 2012
Andam monstros à solta
São o Projecto-Lei 118 e o novo projecto de lei do cinema.
A Moda dos Sistemas Fiscais Paralelos – (Matem o Monstro / Parte III), por JCD.
5 Pistas de Esquerdismo Profundo
Você sabe que sofre de Esquerdismo profundo se tem diversos dos seguintes sintomas:
1. Personificação de Colectivos - Culpa os males do mundo a entidades que não existem como “A Sociedade”, “A Economia de Mercado”, “O Mercado de Trabalho”, “A Pobreza” ou “Esses Capitalistas” (que eu nem sei quem são, pois se há inimigos do capitalismo são esses que geralmente são referidos nestas situações). Se chega ao ponto de usar estes substantivos colectivos como sujeitos de frases, tipo “O Mercado de Trabalho é que obrigou o Joaquim a aceitar aquelas condições” ou “A Pobreza existente neste país levou a que ele ter de trabalhar em 2 empregos”, então… Obviamente estas frases são apenas destinadas a esconder os verdadeiros culpados, desresponsabilizando-os, e não permitindo atacar verdadeiramente o problema. Ou por preguiça intelectual, ou por incapacidade de compreensão da situação.
2. Atracção pelos Paradoxos - Ciências que lidem com fenómenos a escalas muito pequenas ou muito grandes (física, química, astronomia, entre outras) muitas vezes chegam a resultados contrários ao que parecia a uma pessoa simplesmente usando o senso comum. Aparentemente, isto preparou a mente de algumas pessoas para aceitar que eventos muito mais banais e à escala humana também deverão na verdade ser explicados por uma teoria contrária à percepção comum. Aceitar o senso comum traz consigo o rótulo de ingénuo, enquanto que preparação para o contrariar é a marca do sofisticado.
Exemplos: Punição não desincentiva, Casamento é como Prostituição, Machos são inerentemente iguais a Fêmeas, Indivíduos a livremente realizarem contratos estão a ser coagidos mas adquirir sapatos do único fornecedor numa loja soviética era liberdade, a inteligência é irrelevante para o sucesso na vida e qualquer aluno pode atingir qualquer nível se o seu professor acreditar que ele pode, dar dinheiro a mulheres por terem filhos ilegítimos desencoraja-as de terem filhos ilegítimos, taxar algo – como o trabalho – leva a que haja mais disso, Estaline e Che Guevara eram tipos porreiros.
3. Sentimento de Missão - Inveja, Culpa, Identificação com o Fraco, a Perspectiva de Gerir a Máquina Estatal, … muitas podem ser as causas para desejar expandir o Estado. E claro desejar ser quem o faz, ou pelo menos estar próximo de quem o faça. Este sentimento é fundamental e, claro, tem que ser tudo menos racional, resistindo a todo e qualquer argumento sobre as falhas do Estado.
4. Sentimento de Revolta - Sem o correspondente desejo de resolver a situação por si, claro. A culpa da sua situação não é sua (como visto no ponto 1). A riqueza existente neste mundo é fixa (o crescimento económico não existe e o crescimento do PIB é só devido à Inflação) e portanto alguém ficou com a sua parte. Provavelmente uma daquelas pessoas que têm muito dinheiro e que não faz mais nada senão receber juros do mesmo – sendo ele cada vez mais rico e os outros cada vez mais pobres. Sim, é mesmo isso. Até porque os camaradas (que percebem tanto de criação de riqueza como a “vítima”) confirmam.
5 – O que é meu, é meu. O que é teu, é nosso. - Obviamente. Dúvidas?

Por fim, fica um pequeno estudo da Anatomia de um verdadeiro “Avantis Camaradis”.

Sobre o Ponto 2, deixem-me só acrescentar: os sexos parecem ser diferentes, portanto são o mesmo; homens e mulheres parecem ligar-se devido a emoções profundas, por isso a sua ligação é meramente comercial; sexo com outro homem é nojento e repulsivo para heterossexuais, por isso uma personalidade heterossexual é igual à homossexual; as línguas ocidentais são fonéticas, por isso devem ser ensinadas por imagens, como se fossem Chinês; o Capitalismo levou à prosperidade onde quer que foi usado, por isso deve ser mau – o Socialismo nunca funcionou, por isso deve ser bom; ninguém força ninguém a assinar contratos, por isso eles não são livres; sobre o Socialismo, não somos autorizados a escolher nada, por isso somos livres; todos temem morte, dor e perda de propriedade, portanto ameaças de morte, dor e perda de propriedade não afectam o comportamento; algumas pessoas não percebem certos conceitos por mais detalhada e lentamente que eles lhes sejam explicados, por isso a culpa é de quem lhes explica; as pessoas ficam desmoralizadas quando aquilo que é deles lhe é retirado, por isso aumentar impostos fazem-nas trabalhar mais (curva de Laffer invertida =]); Estaline e Che Guevara mataram milhões de pessoas dos seus próprios povos, por isso seriam bons chefes.
Referências: Michael Levin, The Era of Deadly Error (MP3), Anatomias (Recomendo fortemente!)
Fevereiro 14, 2012
Estrelas, a última fronteira socialista
A missão revolucionária a Marte é a próxima etapa. Como seria de esperar, as políticas progressistas continuam com os resultados esperados: falta de liberdade, de comida, energia e água.
No outro lado do mundo, o líder de um país desértico incentiva a nação a jogar hóquei em gelo.
Fevereiro 13, 2012
The Fed’s war on savings
The Fed’s Immiseration of People Who Live on Interest Earnings. Por Robert Higgs.
The link between the Fed’s policies and this undeniable effect is too direct and too obvious for anyone, including the Fed’s managers, to overlook or misunderstand. We may only conclude, then, that the Fed’s managers either (1) want to wipe out the retirees and others who rely heavily on interest earnings or (2) consider these people’s immiseration an acceptable price to pay in order to achieve other objectives. Can any decent person approve such policy making?
Fevereiro 12, 2012
Um bom exemplo
Um bom exemplo, mais significativo ainda por se tratar de uma Faculdade inserida numa Universidade estatal: Faculdade de Economia da Nova quer sair de Campolide e instalar-se à beira-mar
Com 2000 alunos nos cursos de Economia e Gestão, “apertados” no antigo Colégio Jesuíta de Campolide, a necessidade de espaço é premente, até porque a Faculdade de Direito irá ocupar mais área em Campolide, que também irá acolher a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, actualmente na Avenida de Berna.
Assim se iniciaram os contactos exploratórios, a começar pelo ministro da Educação, Nuno Crato, que, de acordo com o director, aprovou a filosofia do projecto. Todavia, diz Ferreira Machado, “não é expectável que o possamos desenvolver com fundos públicos, sendo quase obrigatório que o façamos através de financiamento privado. Mas só depois de encontrarmos o terreno é que começaremos a colocar de pé a ideia”, acrescentou.
Estamos trabalhados
Reproduzo de seguida um texto enviado pelo leitor Fernando Gomes da Costa:
Estamos trabalhados
Segundo a esquerda em geral, mas sobretudo segundo os sindicalistas (há subtis diferenças…), um dia de trabalho na terça-feira de Carnaval é irrelevante para a produção do país. Mais meia hora de trabalho diário é irrelevante para a produtividade do país. Quatros feriados a menos substituídos por quatro dias de trabalho, são irrelevantes para a produtividade do país…
Raramente tenho visto a esquerda e os sindicatos com uma visão tão pragmática e realista da capacidade de trabalho e produtividade efectiva da generalidade dos “trabalhadores” portugueses. Nem a Troika ousou ir tão longe no diagnóstico.
Perante a falta de indignação dos “trabalhadores” e a passividade sobre aquilo que objectivamente poderia ser considerado um insulto à sua competência e papel na criação de riqueza (viesse a argumentação de outro espectro politico), podemos perceber melhor porque estamos onde estamos.
Fernando Gomes da Costa
Fevereiro 11, 2012
Como o Estado gosta de Crédito!!!
Pedro Mota Soares cobra mais impostos às IPSS.
Face à situação difícil destas (menos doações, mais impostos), a solução é:
O Estado cria Linha de Crédito de 50 Milhões.
Ou seja, taxa-se para depois se emprestar.
Esta cultura do crédito a mim deixa-me…
Hipocrisia Repulsiva de Obama
Repulsive progressive hypocrisy.
Excerto do último parágrafo:
I’ve often made the case that one of the most consequential aspects of the Obama legacy is that he has transformed what was once known as “right-wing shredding of the Constitution” into bipartisan consensus, and this is exactly what I mean. When one of the two major parties supports a certain policy and the other party pretends to oppose it — as happened with these radical War on Terror policies during the Bush years — then public opinion is divisive on the question, sharply split. But once the policy becomes the hallmark of both political parties, then public opinion becomes robust in support of it. That’s because people assume that if both political parties support a certain policy that it must be wise, and because policies that enjoy the status of bipartisan consensus are removed from the realm of mainstream challenge. That’s what Barack Obama has done to these Bush/Cheney policies: he has, asJack Goldsmith predicted he would back in 2009, shielded and entrenched them as standard U.S. policy for at least a generation, and (by leading his supporters to embrace these policies as their own) has done so with far more success than any GOP President ever could have dreamed of achieving.
Eu nunca gostei do Bush II. Infelizmente, Obama é mais e mais Bush III.

Fevereiro 10, 2012
Ana Gomes é mais schulziana que Martin Schulz
Diz a eurodeputada socialista frau Ana Gomes, a culpa é dos alemães.
“Tenho a certeza que Martin Schulz, ao apontar para o risco de enfeudamento português ao investimento angolano, está a ter em mente normas básicas da União Europeia em matéria de direitos humanos, promoção de democracia, combate à corrupção, para fazer o mercado interno e as regras da concorrência, responsabilidade social das empresas”, observou, num comentário em vídeo (ver abaixo) gravado na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
“É no entanto necessário dizer a Martin Schulz e a todos os amigos alemães, a senhora Merkel incluída, que esse risco é consequência das desastrosas políticas europeias que têm sido determinadas pelo Governo alemão, que empurra Portugal e outros Estados-membros para recursos exteriores à União Europeia (UE), onde interesses contrários aos da UE podem de facto fazer perigar as possibilidades de progresso desses países e do próprio projecto europeu”, acrescentou Ana Gomes.
“É isso que se passa também em relação à China. É importante chamar à atenção (…) que é no quadro de ajustamento orçamental que nos é imposto pela União Europeia, com particulares responsabilidades da Alemanha, que Portugal está a vender infra-estruturas críticas, essenciais para a própria segurança nacional e europeia, ao Partido Comunista Chinês”, disse a eurodeputada socialista.
“É fundamental que falemos – como Martin Schulz fala – e que digamos à frau Merkel o que temos a dizer nesta matéria. E explicar em particular que é por falta de solidariedade europeia e alemã, em concreto, para resolver a crise, é por causa das receitas desastrosas que só agravam a crise que têm sido determinadas pela frau Merkel, que Portugal se vê obrigado a se sujeitar a investimentos estrangeiros, alheios à União Europeia, e a ceder o controlo de empresas estratégicas”, continuou. “Era bom que Passos Coelho dissesse isso à frau Merkel, em vez de se apresentar sempre obediente e amestrado.”
Fevereiro 9, 2012
A urgência de rever radicalmente o modelo de financiamento das Universidades estatais
Este deveria ser o primeiro ponto de qualquer reforma consistente do ensino superior mas infelizmente não houve até agora nenhum sinal de abertura do Governo nesse sentido. Mesmo num contexto em que as taxas moderadoras na saúde foram aumentadas, as propinas nas Universidades estatais continuam intocáveis, o que é infelizmente um bom indicador da influência dos interesses instalados no sector e do seu poder para capturar recursos públicos por via política: Reitor da Católica defende aumento de propinas
O reitor defendeu que o actual modelo de financiamento é insustentável e “discrimina pela negativa” as universidades privadas, dando como bom exemplo o Reino Unido, que aplicou um “corajoso aumento de propinas para o nível do custo real” e prepara-se para aplicar um sistema de “financiamento pela qualidade de todas as instituições, independentemente da sua natureza pública ou privada”.
Dois exemplos da fome doentia do nanny state
O primeiro é dado por Mike Gibson em: The Horrors of Getting Approval for an Ice Cream Parlour in San Francisco.
The tragedy of the anti-commons is a useful concept for understanding a prevalent type of government failure in both poor and rich countries–excessive permit and licensing requirements. A pervasive multiple licensing system can create an impenetrable conjunctive permission line that even the most energetic cannot overcome. To start a business, to build, to hire, to sell, you need first to convince bureaucrat A and B and C and D and so on. The longer the conjunctive line, the less frequently entrepreneurs enter the market with new products and services. The transaction costs for dealing with each bureaucrat are very high, as is the likelihood that any single one will say no.
O segundo exemplo pode ser sintetizado na ideia de que as praias de LA vão ficar menos divertidas.
When you head down to the beach for a little fun this summer, county officials want you to leave the pigskin at home.
The Board of Supervisors this week agreed to raise fines to up to $1,000 for anyone who throws a football or a Frisbee on any beach in Los Angeles County.
“Bancos que não trabalham direito têm que falir”, afirma Steven Horwitz

O jornal brasileiro O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem sobre o evento realizado pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil na cidade de São Paulo em que se discutiu o fim do banco central.
O jornal também aproveitou para entrevistar o economista e professor Steven Horwitz, para quem “Um sistema competitivo sem um banco central funcionaria melhor porque produziria a quantidade correta de dinheiro, da mesma forma como os mercados são melhores do que um planejamento central para produzir a quantidade correta de sapatos ou alimentos”.
Leitura recomendada
- Lançamento: “O Fim do FED – Por que Acabar com o Banco Central”, de Ron Paul.
E se houvesse um Ron Paul português?
O que aconteceria se, como propõe Ron Paul na sua campanha presidencial, o imposto sobre rendimentos fosse reduzido a 0%? O economista do vídeo dá o exemplo do caso americano, onde nunca houve tanta prosperidade como na época anterior ao imposto.
E em Portugal, o que aconteceria se o IRS e IRC introduzidos em 1989 fossem abolidos?
Se no início dos anos 80 os portugueses estavam na 39ª posição a nível mundial quanto ao PIB per capita e conseguiram subir ao 34º lugar até 1990, um ano após a introdução do imposto sobre o rendimento o país estagnou durante uma década, e a partir daí tem sido sempre a descer. Se as projeções do FMI para 2015 se confirmarem, Portugal ocupará na altura o 43º lugar.
Em 22 anos de aplicação do IRS e IRC, que provas temos da sua eficácia? Será racional continuar a usar um sistema sem calcular o impacto que a intervenção do Estado na redistribuição da riqueza teve na efectiva capacidade do país produzir riqueza? Ou, pelo menos, continuar a evitar a questão dos benefícios do imposto sobre o rendimento, como se estivéssemos perante uma evidência tornada dogma?







