When ‪‎‪Tsipras‬ was saying that a ‪‎referendum‬ equals ‎Grexit

When ‪‎Greek‬ Prime Minister Alexis ‪Tsipras‬ was saying that a ‪‎Referendum‬ Equals ‎Grexit

Mises sobre um boom como o da Grécia

Depois de ler este excelente artigo do Carlos Guimarães Pinto, lembrei-me de Mises sobre o boom induzido pelo crédito, naquela que é uma das minhas citações favoritas:

É impossível evitar o desmoronamento da actividade económica causada pela expansão do crédito. A escolha é somente se o colapso virá mais cedo, como resultado do abandono voluntário de políticas de crédito artificial à Economia, ou mais tarde como uma crise catastrófica do sistema financeiro.”, Mises

Podem usar esta citação (em Inglês) no vosso fundo de ecrã (blog) (link para imagem):

Logo à noite, no Prós e Contras

Logo à noite, no Prós e Contras, o insurgente Mário Amorim Lopes estará a debater o futuro de Portugal juntamente com Francisco Mendes da Silva, Ricardo Paes Mamede e Margarida Vieira da Silva.

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Leitura complementar: A vida difícil de António Costa.

A Grécia e nós (3)

Confiança de consumidores e empresas melhora em Portugal

Indicador de sentimento económico do Eurostat caiu ligeiramente na zona euro e na União Europeia em junho, face a maio, enquanto em Portugal aumentou.

Leitura complementar: A vida difícil de António Costa.

Put your money where your mouth is

Uma oportuna sugestão do LA-C face à preocupação manifestada por Obama: E telefonar ao Tsipras, não?

E telefonar ao Tsipras a dizer que os EUA emprestam à Grécia o dinheiro necessário para pagar o empréstimo do FMI que vence amanhã, não seria uma excelente forma de demonstrar solidariedade? Put your money where your mouth is.

A Grécia e nós

Um domingo em Atenas, ou o que nos podia ter acontecido. Por José Manuel Fernandes.

Nestes dias em que regressamos a casa sem novos sobressaltos e, ao abrir a televisão, vemos o que se passa em Atenas ou Salónica, é bom recordar que nos podia ter acontecido o mesmo. Que até esteve quase a acontecer-nos o mesmo na crise do verão de 2013. Há por aí muita falta de memória, mas há coisas que não podem nem devem ser esquecidas.

Leitura complementar: A vida difícil de António Costa.

Conquistas do syrizismo

Bancos gregos fechados até ao dia do referendo

Esta segunda-feira os bancos já não abrem e podem ficar fechados até 5 de julho, dia do referendo. O controlo de capitais também vai avançar. Governo grego convocou reunião de emergência.

Recordar Antony Fisher

No dia em que faria 100 anos, a visão e as ideias de Antony Fisher não podiam ser mais actuais:

“It is idiocy to re-negotiate loans to governments so they may continue making the same mistakes, or “bail out” banks so their shareholders never discover and correct bad banking procedures. But this is all part of government profligacy. We don’t face up to mistakes; we just throw more money at them.”

Sir Antony Fisher: The battle of ideas for freedom

2015 marks the would-be 100th birthday of Sir Antony Fisher. This is the story of Fisher’s legacy, including what led him to start Atlas Network. It includes some rare footage and photos and short interviews from Atlas Network’s current CEO, Brad Lips, and Atlas Network’s current president, Alex Chafuen — who worked with Fisher directly in the 1980s before Fisher’s death.

Syriza: um governo de medricas (qual governo que faz frente à Europa toda, qual carapuça)

filas grecia atm(o sucesso do Syriza, segundo os critérios da esquerda lunática nacional)

Estou como a Helena Matos (que bom texto), um tanto irritada por perder tempo com estes pantomineiros gregos (e as sucursais nacionais), e estou apertada com prazos para escrever outras coisas, mas tem de ser. Ora vamos lá.

1. O referendo às propostas das ‘instituições’ é algo que faz muito sentido, e não me venham com argumentos ‘a questão é muito técnica, os pobres e vulgares cidadãos gregos não percebem nada’. Tanto percebem que acorreram às caixas multibanco para levantar euros, membros do parlamento grego incluídos. Faz-me todo o sentido perguntar a uma população se quer cortes de despesa e aumentos de impostos para continuar a ter financiamento externo. O que já é evidente chantagem e má-fé do governo grego é marcar o referendo para DEPOIS de a Grécia já ter falhado um pagamento ao FMI, estar em default e falida. E, como é óbvio e diz a adulta Lagarde, quando já nem se mantêm as propostas das ‘instituições’. Se Tsipas e Varoufakis tivessem negociado seriamente nestes cinco meses, em vez de engonharem e escreverem no twitter e apostarem em deixar a decisão para o limite a ver se a UE tremia dos joelhos e ajoelhava perante as imposições gregas – e sim, aqui quem tem feito imposições é a Grécia, que pretende ter o dinheiro dos outros segundo o diktat grego – e, de seguida, levassem a necessária austeridade a referendo, teriam sido políticos sérios (mas, quiçá, a seriedade é um conceito burguês e reacionário). Com este timing, apenas se trata de chantagem, manipulação e desonestidade. (E o BCE, ainda assim, vai continuar a ajudar a Grécia. Se isto não é solidariedade europeia, não sei o que é.)

2. Não dei por tanques prussianos junto às fronteiras terrestres gregas, nem que tivesse sido imposto um bloqueio marítimo na extensa costa grega. Ninguém está a obrigar a Grécia a nada. A Grécia tem toda a soberania para decidir recusar as propostas dos que estão dispostos a financiá-la. Não quer a austeridade imposta pela troika, não tem; como se vê, nenhum país se prepara para invadir a Grécia caso recuse financiamento das ‘instituições’. Não há, portanto, nenhum ataque à soberania grega. Claro que se recusar a austeridade da troika, terá a austeridade do default. E se sair da posição de ‘lacaio de Merkel’ (que pelos vistos tem quem não sofre de pulsões suicidárias) tornar-se-á lacaio de Putin – mas quanto a isso já se percebeu que Tsipras não tem grandes problemas.

3. E a falta de solidariedade europeia, que tanto apoquenta os corações da boa gente da esquerda lunática nacional? Eu, por mim, estou de consciência tranquila. Estive uma semana o ano passado de férias na Grécia, este ano planeio ir lá mais uns dias e não vejo maior solidariedade com um país do que decidir livremente gastar nele o meu dinheiro. A crise humanitária grega até teve a simpatia de se ocultar enquanto eu por lá andei, a ponto de não a ter vislumbrado. E eu sou daquelas pessoas sensíveis a imagens de pobreza, ir à Índia para mim é um tormento (da única vez que lá fui de férias perdi o sono durante alguns meses, e isto não é força de expressão; e das vezes que lá ia em trabalho fazia por estar fechada no hotel o máximo tempo possível), recuso-me a ir à África subsahariana, e não consigo apreciar o pitoresco de hordas de pedintes. Quanto ao resto, era o que faltava qualquer porção do meu dinheiro contribuir para manter gastos militares gregos (onde ‘as instituições’ pedem o dobro das poupanças que pretende o governo grego, ao contrário da notícia que por aí circulou) ou para sustentar a tv pública syrízica de propaganda ou para pagar pensões gregas mais elevadas do que aquela a que eu, um dia, com sorte, terei direito. Não gosto de parasitas nem de predadores.

4. Voltando ao referendo, não entendo por que razão o Syriza – que diz ter um mandato que não lhe permite aceitar as propostas das ‘instituições’ e que afirma ir fazer campanha pelo não – não recusa simplesmente a proposta e vai à sua vida. Tsipras e sus muchachos, além de irresponsáveis e incompetentes, são uns medricas que nem conseguem aceitar o ónus e a responsabilidade da decisão de entrar em default, falir e sair do euro. Até parecem pretender continuar a governar como se nada fosse se perderem o referendo.

Os gregos ainda confiam no Syriza?

Esta notícia chamou-me a atenção também quando diz que, após a anunciado o referendo os gregos “(…) foram para a rua, não para protestar, mas para levantar dinheiro nas caixas multibanco.”

Ora, haverá maior protesto que o levantamento em massa do dinheiro depositado nos bancos? Haverá maior sinal de desconfiança política que sair de casa e ir a uma caixa multibanco levantar o pouco que ainda se tem?

 

 

Câmara Municipal de Lisboa a inovar

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Na forma como gastar o inesgotável dinheiro dos contribuíntes.

A Câmara de Lisboa apresentou queixa à Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género contra uma barbearia lisboeta que proíbe a entrada a mulheres, apesar de o responsável do estabelecimento negar fazer essa restrição.

O vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, disse à Lusa que a apresentação da queixa surgiu na sequência do “descontentamento de muitas pessoas” em relação ao anúncio de impedimento à entrada das mulheres na barbearia lisboeta e foi manifestado durante a 16ª Marcha do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero).

“No exercício diário da sua atividade o referido estabelecimento, conhecido como Figaro’s Barbershop, proíbe exclusivamente a entrada de pessoas do sexo feminino”, lê-se na queixa apresentada na terça-feira pela Câmara de Lisboa à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, a que a Lusa teve acesso.

“Existe à porta, segundo tivemos conhecimento, um sinal que anuncia que é permitida a entrada a homens e a cães, mas não a mulheres, equiparando estas últimas a animais”, acrescenta.

O responsável pela Figaro’s Barbershop, Fábio Marquês, garantiu à Lusa que “a barbearia não proíbe a entrada a mulheres”, explicando que “o que acontece é que não existem serviços para senhoras”.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no Jornal ‘i’.

Vigilância

Cinco meses depois de ter formado governo, o Syriza cedeu à realidade. Na verdade, o plano que Alexis Tsipras apresentou no início da semana equivale a cerca de 75% do exigido pelos países e instituições que têm ajudado a Grécia.

Desta maratona negocial somos forçados a tirar três conclusões: a primeira é relativa à solidariedade europeia. Se esta existe, foi vista durante este período. Não só a Grécia tem recebido milhares de milhões de euros para se manter a funcionar, como a paciência dos líderes europeus, com Schäuble e Merkel à cabeça, resistiu às variadas tentativas do Syriza de fugir à questão essencial.

Esta é a segunda conclusão a tirar: a Grécia não está preparada para uma moeda exigente como o euro, mas o custo da sua saída é demasiado elevado. Assim, a solução é manter os gregos na moeda única à custa de reformas que não ponham em causa essa mesma moeda e a unidade europeia, ameaçada que está por partidos radicais, de extrema-direita ou de extrema-esquerda, como o Syriza.

A terceira conclusão é que o problema não termina aqui. Além de apresentar medidas, o Syriza terá de as aplicar, o que não será fácil. Tsipras e Varoufakis prometeram precisamente o contrário do que vão apresentar em Atenas. Veremos como reagirão os eleitores. É que a partir de agora, e depois de cinco meses a destruir o que fora conseguido com muito esforço, a troika, os credores, quem empresta dinheiro, o que lhes quiserem chamar, vai exigir uma vigilância das reformas ainda mais apertada.

Respeitinho superior

O líder a conferir as perguntas. Imagem Wikipedia.

O líder a conferir as perguntas. Imagem Wikipedia.

Por decreto divino a junta militar que governa a Tailândia vai formar jornalistas. O objectivo da formação é dotar os escribas de capacidade para colocarem questões inofensivas ao deus na terra, o general Prayuth Chan Ocha. A entidade formadora, tem demasiado tempo livre.

La junta militar de Tailandia ‘enseñará’ a los periodistas a no hacer preguntas ofensivas  La junta militar que gobierna Tailandia desde el golpe de estado de mayo de 2014 se reunirá con un grupo de 200 periodistas para enseñarles cómo hacer preguntas que no ofendan al general Prayuth Chan Ocha, la máxima autoridad del país.

Winthai Suvaree, portavoz del autoproclamado Consejo Nacional para la Paz y el Orden, ha afirmado que la reunión tendrá lugar la próxima semana con un grupo de 200 periodistas locales y extranjeros para generar “entendimiento” con ellos y enseñarles cómo hacer preguntas que no incomoden al general, que hace varios meses llegó a amenazar con “ejecutar” a los reporteros que no digan la verdad.

O deus na terra Prayuth Chan-ocha, protagonizou a 22 de Maio de 2014 um golpe de estado que congelou os protestos anti-governamentais. Prometeu reformar o sistema político antes da celebração de novas eleições. A Tailândia vivia desde 2006 uma grave crise política causada pelo antigo Primeiro-Ministro Thaksin Shinawatra, que vive no exílio por forma a evitar cumpir a pena de prisão de dois anos a que foi condenado por crimes de corrupção. Os seus opositores acusaram-no também de dirigir o governo (chefiado pela sua irmã). Naquele período, os sucessivos governos eleitos apostaram na divisão profunda do país e apesar de terem vencido as eleições, sempre contaram com a oposição de parte da população, da elite monárquica e militar.
Pouco depois de tomar o poder político, numa operação de relações públicas, a Junta Militar explicou os motivos do golpe de estado. O destinatário da explicação foi a União Europeia (UE). O Conselho Nacional para a Paz e a Ordem – o nome oficial da Junta Militar – aproveitou uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, na qual foi abordada a situação tailandesa, para justificar a necessidade da sua acção como a única forma de colocar um fim na espiral de violência e de reformar o sistema político da Tailândia e de caminho as perguntas dos jornalistas.

 

Conferência Call for Liberty II

Depois do sucesso de Conferências como “Conferência do Liberalismo Clássico” e “Call for Liberty“, o Instituto Mises Portugal organiza este Sábado a “Call for Liberty II“.

A conferência é no próximo Sábado (27 de Junho) na Nova School of Business and Economics, em Lisboa. Das 14 às 20h, estarão em debate os temas:

  • Croney Capitalism vs Free Market Capitalism – por Helio Beltrão (Pres. Mises-BR)
    (Austrian Scholars Conference, Google+ sobre Mises-BR, 1º Hangout Mises.BR)
  • A Cultura Intervencionista no Brasil – por Bruno Garschagen (Mises-BR) (Vídeos)
  • Portugal 2016: Como Encolher o Estado – por Miguel Botelho Moniz, Mário Amorim Lopes e Ricardo Campelo de Magalhaes (O Insurgente)
  • Bitcoin: As Criptomoedas como Foco de Liberdade – por Carlos Novais (Causa Liberal) e Pedro Cunha (1º Português a transaccionar um imóvel em Bitcoin)

A conferência na Nova é gratuita, bastando para isso inscreverem-se no evento de Fb.

Call for Liberty - Mises Portugal

Call for Liberty II – Já este sábado

Convidado pelo Instituto Ludwig von Mises Portugal, este Sábado estarei na UNL em Campolide para conversar com o Ricardo Campelo de Magalhães e o Mário Amorim Lopes sobre esse hipopótamo que é o estado. A minúscula não foi por lapso, é mesmo mau feitio.

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Socialismo e rigor orçamental

Será o socialismo compatível com o rigor orçamental a que o euro obriga? Os meus comentários ontem na Edição das 12 do Económico TV.

Canhotos e canhotas unidos

É tempo de união no grande bloco das esquerdas

É tempo de avançar na verdadeira união no grande bloco das esquerdas

Jamais serão vencid@s. O João Teixeira Lopes, escreve um notável artigo de opinião em que apela à união na convergência e livre diversidade só possível na esquerda. Sempre contra a demogogia de quem pretende minar o combate das esquerdas. E vice-versa.

O BE, recorde-se, “é um movimento de cidadãs e cidadãos” que assume entre outras coisas fundamentais para a modernidade progressista a “forma legal de partido político” mas que também concebe ser reconhecido como “movimento” que inspira e é inspirado por “contribuição convergentes de cidadãos, forças e movimentos” que se comprometem com a defesa intransigente da liberdade e com a busca de alternativas ao capitalismo”. Para além dessa tarefa hercúlea de procura e dissimulação envergonhada do comunismo, o BE “pronuncia-se por um mundo ecologicamente sustentável ” e sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Honra seja feita ao BE, será difícil às outras forças de esquerda inovar tanto nos mesmos sonhos húmidos, chamando-lhes outros nomes.

Já o movimento Livre é personificado por Rui Tavares, eleito em 2009 deputado para o Parlamento Europeu como independente integrado na lista do Bloco de Esquerda. Em 2011, só Marx saberá as razões, abandona a delegação do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, acusando o companheiro Francisco Louçã (na altura, coordenador único do BE) de promover uma “caça ao independente” e de ser incapaz de lidar com opiniões contrárias. Talvez por esse motivo, Rui Tavares e associados diversos lançam com sucesso aquilo que será o partido Livre, pois afigura-se urgente a criação de um novo partido, completamente diferente dos outros partidos e movimentos de esquerda. Para os mais desatentos, o Livre transborda novidade, pluralismo e originalidade. Só com o Livre o Povo será livre. Só com o Livre será possível ao Povo ter representantes poderosos que se batem por criar as verdadeiras oportunidades de desenvolvimento económico sustentável e em harmonia com a tragédia grega que dura há meia década só em capas de revistas fascizantes. Para o efeito serão criados infinitos e  abrangentes fóruns de discussão crítica de todos os temas – sem quaisquer medos – e que conduzam a uma nova sociedade que seja realmente diferente e igual de modo a provocar um abanão. Espermos pois  pela resposta unificadora do Partido Livre ao artigo do dirigente bloquista. Só assim é permitido sonhar, convergir e rir de tamanha diversidade unificadora.

O tempo passa num instante II

Devidamente explicado no site da UNESCO. E que o NYT não terá ligado.

Inhabited for more than 2,500 years, the city was given official status in the second century BC when it was an outpost of the Yemenite kingdoms. By the first century AD it emerged as a centre of the inland trade route. The site of the cathedral and the martyrium constructed during the period of Abyssinian domination (525-75) bear witness to Christian influence whose apogee coincided with the reign of Justinian. The remains of the pre-Islamic period were largely destroyed as a result of profound changes in the city from the 7th century onwards when Sana’a became a major centre for the spread of the Islamic faith as demonstrated by the archaeological remains within the Great Mosque, said to have been constructed while the Prophet was still living. Successive reconstructions of Sana’a under Ottoman domination beginning in the 16th century respected the organization of space characteristic of the early centuries of Islam while changing the appearance of the city and expanding it with a second city to the west. The houses in the old city are of relatively recent construction and have a traditional structure.

Leitura complementar: O tempo passa num instante.

Call for Liberty II — Lisboa, 27 de Junho

A esquerda, entediada com a sua própria vida, promove conferências, uniões, assembleias populares, marchas, greves e tudo mais, com o altruístico desígnio de pensar a vida dos outros. Nós almejamos a bem menos — desejamos apenas que nos deixem pensar a nossa.

Sábado, 27 de Junho, na Universidade Nova em Lisboa, decorrerá uma conferência onde discutiremos isso mesmo. A convite do Instituto Ludwig von Mises Portugal irei procurar dar uma perspectiva gradualista, na linha Popperiana, de como libertar o Estado. Estão todos convidados — esquerda incluída —, para que possamos promover um debate interessante, que explique também porquê que o liberalismo é a melhor garantia para a erradicação da pobreza.

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P.S. – Antecipando que a minha posição não colha muitos apoios entre os ancaps, aproveito para informar-vos que meço 1.86, e que não são só vocês que sabem krav magá.

Há falta de jovens em Portugal?

Em resposta ao meu artigo O Receio de Bagão Félix…, “jo” comentou:

“Se o problema actualmente fosse a demografia teríamos empregos para jovens que não encontravam tomador. É isso que significa falta de jovens. O que temos é um desemprego muito maior entre os jovens do que entre o resto da população. Por tanto (sic) só há falta de jovens se houver falta de desempregados. Se o problema fosse falta de pessoas em idade para trabalhar bastava ir buscar uns barcos ao Mediterrâneo. Se a população está a decrescer e os vossos gurus dizem que o PIB vai crescer pelo menos 2,5% ao ano a partir de agora o problema também não é a falta de recursos. Parece que o único problema com as pensões é que há bancos e seguradoras que já não encontram mais nada que valha a pena pilhar.”

Vamos começar pelo facto: conforme disse no meu artigo, têm nascido menos jovens, desde 1970. Muito menos. Do-tipo-3-para-1,23 menos. Logo, o facto é muito real e qualquer pessoa que ande na rua, vá a escolas, passe em maternidades, e fale com pessoas com atividades infantis pode facilmente confirmar isso.

A questão não é negar o facto, a questão é compreender: se há menos jovens, porque é que estes têm cada vez mais dificuldade em arranjar emprego? Porque há uma coisa que tem diminuído ainda mais que os jovens: os empregos disponíveis para estes.

Vejamos mais uma estatística do PortData, a idade média dos novos pensionistas de velhice subiu de 62,3 para 63,4 entre 2011 [ano da entrada da Troika] e 2013, e eu suspeito que continue a subir. Em apenas 2 anos, aumentou mais de 1 (!). Os pensionistas por escalão etário têm estado a começar a diminuir nos escalões <60 e 60-64, numa altura em que a população nestes segmentos tem aumentado.

Vamos a um exemplo: a enfermagem. O problema não é ter havido uma explosão de enfermeiros em Portugal que, como são em tão em altas quantidades, não encontram emprego. O problema é que os hospitais pararam de contratar, e os enfermeiros que lá estão não se reformam (porque não os deixam). Menos de 10% dos jovens formados em enfermagem nos últimos anos anos encontram emprego na sua área. Metade, vai para fora. Cerca de metade, vai para outros empregos.

Sobre previsões de PIB: a) eu não tenho guris nem sei a quem se refere, b) duvido muito que o PIB cresça a uma média de 2,5%/ano nos próximos 20 ou 40 anos, c) os recursos nunca são ilimitados pelo que haverá sempre uma limitação mais ou menos severa de recursos. Por fim, a pilhagem foi feita por outros, não pela banca e pelas seguradoras – mais uma vez, nem sei com que base alguém afirma isso.

Por fim, haverá outras justificações para esta falta de emprego para os jovens. O crescimento do PIB é recente e tem sido lento por agora. O crescimento do emprego é uma variável desfasada do crescimento da produção (agregada no PIB). Um crescimento sem grande correspondência em termos de emprego (“jobless growth”) devido à rigidez do mercado laboral. A acumulação por parte de alguns de 2 empregos para ajudar a pagar as contas – não só as suas como as de familiares em situação difícil. O facto de algumas posições preferirem pessoas não formadas, para “controlar”custos. O facto de as qualificações mais teóricas de muitos jovens não incluírem conhecimentos técnicos. Enfim, as justificações são inúmeras. Não me digam é que não há uma crise de nascimentos, há muito e em crescendo.

Adenda: esta é uma realidade que é para continuar e acelerar. Senão vejam nas páginas 31/32 deste relatório de Roberto Carneiro:

De acordo com a Estratégia Europeia 2020, adotada em Conselho Europeu de 8 de março de 2010, entre as três prioridades que foram aprovadas, considera-se relevante a do crescimento inclusivo, nomeadamente o objetivo duma taxa global de emprego de 75% para a população dos 20-64 anos e de (50%) para a população idosa com mais de 65 anos.

O receio de Bagão Félix…

… é que lhe cortem a pensão. E isso nota-se.

Na sua mais recente entrevista à Visão, este comodoro da armada dos cabelos brancos consegue dizer o seguinte:

  1. Há 18 anos, escreveu-se um livro sobre a SS. Como nesse livro se previra o “início do colapso do sistema no ano de 2015″ com o PIB a crescer 2% (cresceu menos) e o desemprego a 5% (tem sido maior), esse livro foi exagerado.
    É uma espécie de dizer “Ah, esses catastrofistas, são sempre iguais”.
  2. Tal não aconteceu porque “a idade de reforma, o fator de sustentabilidade (há 30 anos, a esperança média de vida aos 65 anos era de cerca de 14 anos mais, e agora é de cerca de 19 anos mais), a convergência das pensões, a consideração de toda a carreira contributiva para a formação da pensão, a penalização de reformas antecipadas, etc”.
    Como se isso fosse suficiente (evitou-se o colapso, mas ainda vamos nessa direção)
  3. Perante o facto de que recentemente o dinheiro da TSU não tem chegado para pagar as 3.000.000 pensões em Portugal, muito à custa de algumas como a sua, a resposta de Bagão é, e cito: “Os velhos agora são mais caros porque vivem mais tempo? O que é isto? Queremos produzir uma eutanásia social?”
    Lembra Sócrates, sinceramente.
  4. Depois de Bagão ter culpado o desemprego, pergunta o jornalista: “E ainda assim as contas da Segurança Social não lhe mostram que esta é insustentável…”. Responde Bagão: “Não, não me mostram” e “é uma moda falar-se da insustentabilidade”. Bagão está descansado devido ao Fundo de Reserva.
    Sobre o Fundo de Reserva, recomendo este breve artigo.
  5. A culpa é então dos desempregados. Porquê? Segundo Bagão, por 3 motivos: a) Subsídio de Desemprego (2.700 M€), b) Desempregados não pagam TSU (perda de receitas de 4.000 M€, de desempregados subsidiados e não-subsidiados), c) Equivalência Contributiva (1.100 M€ que o Estado atribui de direitos de reforma como se os desempregados estivessem a descontar). Feitas as contas, 7.800 M€. Conclusão: “Este é o principal fator de estrangulamento da Segurança Social, não há outro. Qual demografia?! É o desemprego!”
    Vamos parar para analisar este ponto mais aprofundadamente.

Fecundidade. Em 1960 o Indíce Sintético de Fecundidade era de 3,2 (nº de filhos por mulher). Em 1970 era ainda 3. Em 1991 era já 1,56. Hoje é 1,23. A quebra de receitas pela falta daqueles adultos de hoje, que não nasceram entre 1960 e 1991, é difícil de calcular. Mas suponhamos que nasceram em média menos 50.000 pessoas/ano. Assim, faltam 1.500.000 de adultos a contribuir. Se cada um ganhasse 1000€/mês, contribuía 347,5€/mês ou 4.170€/ano. Ou seja, 6.255 M€/ano. E como este indicador tem evoluído negativamente, este número tende a aumentar (exponencialmente).

Mortalidade. Em 1960, o Índice de Envelhecimento era de 27% (Por cada 100 crianças, havia 27 idosos). Em 1991 era 44,9%. Hoje é 133,5%. Se hoje se pagasse apenas 1/5 das pensões actuais, poupavam-se 17.040 M€/ano (sim, por que ao Bagão só publicita as da Seg. Social, mas há também as da CGA – ver 2013).
PS: O INE na sua pirâmide demográfica para 2060 prevê para este indicador 306%.

Desemprego. Primeiro, isso é fazendo a comparação com uma taxa de desemprego de 0%, o que nunca em nenhuma economia aconteceu – o desemprego natural é considerado 3%, pois tem de haver sempre as pessoas que estejam “entre empregos”.
Depois, a terceira parcela é pura fantasia: eu nunca vou receber pelo que descontei, quanto mais pela equivalência contributiva – isso é para crentes num futuro longínquo e inalcançável.
E por fim, esta é uma perda temporária: com a recuperação económica, o desemprego irá recuar para valores mais normais, como já tem estado a acontecer. Na questão demográfica, a questão é diferente: as minhas colegas de geração que até agora não tenham tido filhos, muitas já não vão ter. Entre as mais novas, muitas irão ter tardiamente, mas nunca em valores de reposição de população. Mais uma vez recomendo este relatório da Seg. Social, de onde tirei esta imagem. Qual a perda de população estimada até 2060? Quase 2.000.000.

Piramide Demográfica Portugal 2060

Todo o resto da entrevista é muito boa. Para não repetir tudo (o link está no início), ficam aqui os highlights:

  • Sobre equívocos: “Em primeiro lugar, do lado das receitas tem de se considerar o IVA social (2 pontos percentuais) porque este surgiu precisamente para financiar prestações do sistema previdencial e contributivo. ” Como podem ver no relatório, eles já são considerados.
  • “as transferências para o Fundo de Estabilização aparecem como despesa, o que não faz sentido nenhum. É como se uma pessoa fizesse um depósito a prazo e considerasse o que punha de parte como despesa e não como investimento para poupança?” – Se estivéssemos num regime de capitalização, este comentário faria sentido. Num sistema “pay as you go”, é um perfeito disparate.
  • “A seguir, as pensões, atualmente, pagam o mesmo IRS que outro tipo de rendimento. Ora, para se perceber se a SS é sustentável ou não, deveria considerar-se apenas a pensão líquida de IRS.” Sim, porque se um pensionista recebe 5.000 brutos, 3.000 líquidos e 2.000 de imposto, os 3.000 (num sistema “pay as you go” como o nosso) saem das contribuições atuais, mas os 2.000 são pagos por… deixa ver… pelos mesmos!
  • “Finalmente, nas pensões do regime previdencial contributivo tem de se retirar a parte não contributiva. Explico: as pensões mínimas têm uma bonificação. Por exemplo, em muitas pensões mínimas de €250, a parte contributiva corresponde apenas a 50 ou 100 euros. Depois, há um complemento social que é dado para se atingir a pensão mínima. Quanto pesa este complemento? Um total de 22,5% das despesas com pensões, ou seja, 3,3 mil milhões de euros. Quando se diz que as pensões do regime contributivo custam €13 mil milhões, tem de se ter em conta que mais de €3 mil milhões correspondem a parte não contributiva, parte essa que é financiada por transferências do Orçamento do Estado e não pela TSU.”
    Vários erros. 1º, como podem ver no relatório, as despesas com o Complemento Solidário de Idosos são de 1,17% do Orçamento da Seg. Social e de 0% da CGA. Assim, o valor total é de cerca de menos de 0,3 mil milhões. Depois, as reformas são de 21,3 mil milhões, 13 da SS e 8,3 da CGA. Depois, aquele número de 22,5% não só é errado (não chega a 2%), como nem sei de ele vem. Para perceberem a minha estranheza, refiro por exemplo um facto bem conhecido nesta área, de que todas as pensões até 1000€ representam apenas 53% do total das pensões de SS e CGA (ver por exemplo no Gremlin Literário) Ora, 22,5% seria uma parte substancial de todas essas pensões (mesmo só contando a SS), o que não é apenas um erro de cálculo, é um erro de avaliação de grandezas.
  • “Visão: Então concluímos que a TSU, afinal, chegar para pagar as pensões…
    Bagão: Pois claro que chega. O sistema previdencial foi sempre superavitário. Só nos últimos dois anos é que tem tido um ligeiro défice por causa do efeito devastador do desemprego, como é óbvio.”
    lol
  • “Visão: E para se fazer face a esse “ligeiro défice”, não se tem recorrido ao Fundo de Estabilização?
    Bagão: Nem um tostão.”
  • “Visão: Concorda com o uso do dinheiro do Fundo de Estabilização para compra de dívida pública?
    Bagão: Assim como discordei da determinação do Ministério das Finanças deste Governo, para que o fundo pudesse adquirir até 90% dos seus ativos em dívida soberana – o que acho uma intromissão inadmissível, que colide com o princípio fundamental em qualquer gestão de ativos, que é o da diversificação do risco -, discordo agora desta coisa disparatada do PS de aproveitar 10% do Fundo, ou seja, 1,4 milhões de euros, para a reabilitação urbana. O Fundo não é do Estado; é dos pensionistas e dos futuros pensionistas. Isto é a política a entrar em domínios onde não deve entrar.”
    Como falei aqui, isto é grave.
  • “Visão: Que reformas vamos ter no futuro?
    Bagão: Temos de dizer aos jovens, com honestidade, que as suas condições de reforma tendem a ser inferiores às que hoje existem, mas que também não devem colocar os ovos todos no mesmo cesto.”
    Ou, de forma mais frontal: “Aguentem isto enquanto eu viver. Agora, como estamos a deixar uma situação explosiva, eu no lugar dos jovens diversificava. Depois não digam que não avisei”
  • “Visão: Está a falar do plafonamento. Ainda o defende?
    Bagão: Sim, sou a favor do plafonamento acima de um determinado nível de rendimento. Não tanto por uma questão de equilíbrio do sistema, mas por uma questão ideológica, filosófica, doutrinária”.
    Eu por mim tinha uma reforma como ele. O tramado é que não há dinheiro.
  • “Não é o momento oportuno para lançar qualquer plafonamento.”
    =)
  • “Visão: Baixar a TSU é descapitalizar a previdência?
    A Segurança Social caminha a passos largos para a insustentabilidade, dizem, e depois vão aproveitar para fazer política com as receitas da TSU. Todos querem aproveitar o sistema, mas querem o quê? Os ossos? ?O esqueleto? Ou o fillet mignon?”
    Se ele quer lançar um plafonamento, este no fundo passa por uma redução de TSU e pensões. Só assim se pode passar de um sistema mono-pilar para um sistema multi-pilar.

Para terminar, aproveitando este artigo do jornal Público, coloco aqui a imagem que relaciona a variável Desemprego com as contribuições para a SS em % do PIB:

SegurancaSocial TEXTO2

PS: Não resisto a mais uma gargalhada. Quando terminarem de rir deste artigo, têm aqui o Relatório #10, sobre a Segurança Social do Observatório sobre Crises e Alternativas, do CES, gerido por Manuel Carvalho da Silva. Sim, esse Carvalho da Silva.

O PS, a linha do Syriza e o próximo Governo de Portugal (3)

Acto final da farsa grega. Por Ricardo Reis.

O mais interessante nos últimos meses, mas também mais assustador, são as comparações que alguns historiadores fazem com a subida do partido nazi ao poder. A Alemanha no início dos anos 30 recuperava de uma crise económica e, apesar de um perdão de dívida em 1929, elegeu um partido que misturava nacionalismo de direita com socialismo de esquerda e que de imediato renegou todos os compromissos internacionais, culpando os europeus por todos os seus problemas, mobilizando o seu povo contra esse inimigo. Todos estes pontos se aplicam à Grécia em 2015.

Os historiadores do futuro vão realçar a culpa dos dois lados. Não se diz suficientemente o óbvio: o Syriza é profundamente incompetente. A figura de Varoufakis é embaraçosa. Vai há meses para reuniões europeias sem apresentar um único numero, ou uma única proposta com detalhes, porque é incapaz de fazer esse trabalho. Vive para a vacuidade do twitter. No final de 2014, a Grécia tinha um excedente primário nas contas públicas, a economia a crescer mais depressa do que Portugal, e a semelhança dos seus problemas com os de outros países europeus dava-lhe peso na zona euro. A Grécia estava a sair da crise, e um governo competente talvez fosse capaz de renegociar a dívida. Mas, em menos de seis meses de um governo Syriza de políticas desastrosas e discursos desavisados, a Grécia está sozinha a viver um cataclismo.

Leitura complementar: A atracção fatal do PS pelo Syriza.

IEA: 60 anos a lutar pela liberdade

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Sixty years on: Why the battle for a free society is still yet to be won. Por Steve Davies.

Esta é também uma boa ocasião para recordar, uma vez mais, Ralph Harris e Arthur Seldon.

Jasay, Buchanan and Rawls

Para os leitores eventualmente interessados no tema, fica a informação de que o meu artigo “No Salvation through Constitutions: Jasay versus Buchanan and Rawls” foi publicado no número mais recente da The Independent Review.

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