O Insurgente

Maio 18, 2013

Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,socialismo,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 03:00
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Um estudo em Francês sobre a França. Apresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.

 

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Maio 17, 2013

Mais uma etapa no processo de default selectivo em curso

Filed under: Economia,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 11:21

Um outro sector da economia e da sociedade portuguesa que não logrou estar no grupo selecto e privilegiado dos interesses que o nosso governo se encontra mandatado para proteger:

O Ministério da Saúde está à espera de conseguir um acordo com a indústria farmacêutica para a redução da despesa com medicamentos, para só depois libertar os 432 milhões de euros para pagamento de dívidas a fornecedores do Serviço Nacional de Saúde, a maior parte empresas farmacêuticas. Por outras palavras, enquanto a Apifarma (associação que representa a indústria) não aceitar fechar o acordo que compromete as farmacêuticas com uma poupança de 333 milhões na despesa com medicamentos este ano, não há lugar ao pagamento de dívidas.

Diário Económico (via Portugal Contemporâneo)

Enquanto isso, prossegue a consolidação e a exploração de uma política centralizada de preços regulados dos medicamentos, iniciada pelo governo anterior e abraçada pelo actual, com as consequências óbvias à vista.

Maio 16, 2013

Venezuela de calças na mão

As forças da oposição – sector privado incluído – são os responsáveis por mais este sucesso da economia soviética do socialismo bolivariano.

A woman who just bought toilet paper at a grocery store reads her receipt as she leaves the private store in Caracas, Venezuela, Wednesday, May 15, 2013. First milk, butter, coffee and cornmeal ran short. Now Venezuela is running out of the most basic of necessities _ toilet paper. Economists say Venezuela’s shortages stem from price controls meant to make basic goods available to the poorest parts of society and the government’s controls on foreign currency.

 

Maio 15, 2013

“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Dia 24 de Maio, na Católica.Porto

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 01:04

O final de Maio vai ser um período de actividade intensa. Além da conferência de 27 de Maio aqui bem recordada pelo Tiago, recordo também que no dia 24 de Maio terá lugar a conferência “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.

conferencia_anual_mpa

A informação sobre o programa está disponível aqui.

A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.

Maio 14, 2013

Liberalismo e Governação – Que Futuro para Portugal? (27 de Maio, no Porto)

Filed under: Agenda,Economia,Portugal — Tiago Loureiro @ 14:34
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Com a qualidade da organização do Guilherme Marques da Fonseca e a excelência do conhecimento dos Professores José Manuel Moreira e André Azevedo Alves e do Deputado Michael Seufert. Um luxo!

Aconselha-se todos os interessados em participar a fazerem a sua inscrição tão cedo quanto possível no email que consta na imagem do evento.

Um desastre à espera de acontecer… (3)

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 10:30

Infelizmente, é basicamente isto que está mesmo a acontecer: “A troika sabe que está a ser enganada e aceita este jogo político”

Leitura complementar: Um desastre à espera de acontecer… (2); Cortes estruturais na despesa: depois do próximo aumento de impostos é que é ?; A responsabilidade de Vítor Gaspar e a sua falta de peso político no Governo; razões liberais para se dar prioridade à consolidação orçamental pelo lado da despesa.

Um desastre à espera de acontecer… (2)

Enquanto se discutem – de forma absurda e irresponsável – medidas “facultativas” e supostas “folgas” com protagonistas políticos a sugerirem de forma quase explícita que assumem compromissos com reserva mental e sem a mínima intenção de os respeitar, a verdade é que os cortes previstos são drasticamente insuficientes.

Com o grosso dos cortes na despesa pública empurrados com a barriga para 2014 e os políticos portugueses de todos os quadrantes a apostarem cegamente num milagre de chuva de euros a seguir às eleições alemãs, estamos perante um desastre à espera de acontecer.

Leitura complementar: Cortes estruturais na despesa: depois do próximo aumento de impostos é que é ?; A responsabilidade de Vítor Gaspar e a sua falta de peso político no Governo; razões liberais para se dar prioridade à consolidação orçamental pelo lado da despesa.

Um bom exemplo

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:37

Nem tudo no CDS é deprimente: Governo liberaliza acesso à actividade de animação turística

“As empresas e actividades de animação turística são uma excelente oportunidade de negócio e de emprego, sobretudo para as novas gerações”, diz o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, citado num comunicado. “A animação turística de qualidade precisa de criatividade e inovação: e só existe criatividade e inovação quando o Estado sai de cima! É por isso que liberalizámos o acesso à profissão e baixámos drasticamente as taxas de acesso à actividade e os seus custos de contexto”.

Maio 13, 2013

Um desastre à espera de acontecer…

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:52

Daqui por uns meses logo se vê: Eurogrupo fecha sétima avaliação do programa de ajustamento e liberta ajuda

Estas medidas incluem nomeadamente uma taxa de sustentabilidade sobre as pensões de reforma embora com a ressalva de que só será accionada em último recurso, como exigido pelo CDS.

A medida “apenas será tomada em caso de absoluta necessidade, sendo que o Governo está colectivamente empenhado na identificação atempada de alternativas”, afirmou Gaspar. Isto porque, lembrou, todas as medidas acordadas com a troika são susceptíveis de ser substituídas por outras de qualidade e impacto orçamental equivalentes. [destaque meu]

Alemanha Comunista vendeu saúde dos seus cidadãos a quem pagava melhor (2)

Filed under: Comentário,Economia,Justiça,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 13:30

Mesmo sem conhecer o caso em pormenor, concordo com o Ricardo que ele provavelmente constitui uma boa ilustração de como os regimes comunistas tratam os respectivos cidadãos e do profundo desrespeito pelas pessoas e pela dignidade humana que acarreta qualquer experiência prática de “socialismo real”.

Ainda assim, há uma dimensão adicional a considerar: a conduta eticamente inaceitável que as empresas farmacêuticas em causa terão tido. E aí a responsabilidade não pode ser toda atribuída ao comunismo. Aliás, o caso serve para relembrar algo que por vezes (demasiadas vezes) é esquecido pelos defensores da economia de mercado: a defesa da liberdade económica não deve ser confundida com a defesa incondicional da conduta de capitalistas ou gestores de empresas a qual, como em qualquer outra área da actividade humana, pode e deve ser avaliada eticamente. Até porque, infelizmente, não faltam exemplos de crony capitalism, com capitalistas e gestores a promoverem activamente políticas intervencionistas em seu próprio benefício.

Católica-Lisbon School of Business and Economics é a única instituição portuguesa no ranking do “Financial Times”

Filed under: Economia,Educação,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:30

Num país onde há infelizmente poucas excepções à mediocridade vigente no sistema de ensino superior, a Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica (em Lisboa) continua a distinguir-se pela positiva e a constituir neste domínio um bom exemplo: Escola da Católica entre as 50 melhores do mundo

No ranking global da Formação de Executivos do “Financial Times”, a Católica-Lisbon é a única escola portuguesa de negócios a aparecer.

(mais…)

Maio 11, 2013

Conquistas socialistas na Venezuela

Filed under: Economia,Internacional,Política,socialismo — André Azevedo Alves @ 16:33

Por falta de farinha, venezuelano faz fila e marca braço com caneta

Marcar no braço, a caneta, um número de controle se tornou uma das únicas formas de obter farinha de milho em Barquisimeto, uma das maiores cidades da Venezuela, no Estado de Lara (centro).

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Liberdade condicional

Para memória futura, aqui fica o texto integral do meu artigo publicado ontem no Diário Económico: Liberdade condicional. (mais…)

Maio 10, 2013

Afinal o milagre Venezuelano não é tão miraculoso quanto isso…

Filed under: Brasil,Economia,Internacional,Política,socialismo — Ricardo Campelo de Magalhães @ 19:31
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… ao ponto de ele agora ir de joelhos ao Brasil pedir comida e energia (!):

Presidente venezuelano se reúne com Dilma e busca ajuda para enfrentar crise de energia e de abastecimento

Em sua primeira visita ao Brasil turno presidente da Venezuela, Nicolás Maduro pediu ajuda à presidente Dilma Rousseff para abastecer seu país. Com a grave escassez que ameaça a estabilidade do governo venezuelano, Maduro pediu vendas emergenciais de alimentos ao Brasil e ajuda para desenvolver a agricultura no país, além de apoio para enfrentar a crise no setor elétrico que tem provocado constantes apagões.

“Conversamos longamente para apoio nesse sentido. O Brasil, uma vez mais, estará aqui para atingirmos o objetivo de curto prazo de nos abastecer”, disse o presidente venezuelano na declaração à imprensa, após uma reunião de mais de duas horas com Dilma.

Os ministros da Agricultura de Brasil e Venezuela reuniram-se com suas equipes para determinar quais alimentos são mais necessários e qual a possibilidade de o País fazer uma venda emergencial nas próximas semanas.

Açúcar, óleo de cozinha, farinha de milho e leite estão entre os principais produtos que desapareceram das prateleiras na Venezuela já no final do ano passado. O governo acusa empresários oposicionistas de esconder alimentos para prejudicar o governo.

Segundo o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia, o Brasil também deverá ajudar a Venezuela na crise de energia. Há cerca de três semanas, Maduro decretou estado de emergência em razão de constantes apagões. “A Venezuela tem gás, tem petróleo, não tem razão para sofrer problemas de abastecimento de eletricidade.”

Maduro presenteou Dilma com um quadro de seu padrinho político, Hugo Chávez, que morreu em 5 de março.

A completa ausência de qualquer capacidade de gestão, a incapacidade de mudança e de mudança, a falta de humildade e a procura constante de bodes expiatórios para culpar na primeira situação que aparece. Triste, mas expectável.

O caminho das pedras do default

Filed under: Comentário,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — João Luís Pinto @ 14:04

Ensaiou-se hoje, confessado a muito custo e verdadeiramente arrancado a ferros, o novo passo na rota do default e do confisco selectivos encetada por este governo desde a sua tomada de posse.

Depois do default aos compromissos salariais para com os seus funcionários, dos defaults efectuados a fornecedores escolhidos a dedo, e do confisco efectuado por via fiscal aos trabalhadores privados, ensaia o governo agora um novo salto no caminho da bancarrota, desta vez propondo-se voltar atrás, de forma retroactiva, nos compromissos que o estado assumiu no passado aos seus pensionistas.

Note-se, mais uma vem, o carácter selectivo da medida. Não estamos a falar num incumprimento transversal do estado das suas obrigações assumidas. Assistimos mais uma vez sim a medidas bem dirigidas e apontadas, demonstrando uma precisão de tiro que o governo escolhe não exercer noutros domínios. Porque o escolhe fazer deste modo? Quais são os credores que este governo está afinal mandatado para proteger neste processo de insolvência do estado pelo qual passamos?

Que uma medida retroactiva desta natureza é atentatória dos mais fundamentais e básicos princípios de Direito, para além de meros exercícios de conformidade ou não delas para com a nossa miserável constituição e para com a tralha que a rodeia e supostamente a faz cumprir, parece-me claro e dificilmente refutável, pelo menos a quem adopte a existência desse tipo de regras básicas e não se refugie numa lógica meramente utilitarista de que os fins justificam os meios.

É que, tomada esta medida, fica-me uma dúvida: que género de compromisso é que o estado simultaneamente assume em relação aos termos e à natureza da reforma para a qual continuará a receber, de forma compulsória – e, para já, intocada -, uma parte muito significativa dos rendimentos dos trabalhadores? Nenhuns? E entretanto mantém-se quem trabalha sob o jugo de um sistema em que as garantias são nulas e/ou insindicáveis, e em que os compromissos de hoje são a conta à ordem à disposição do estado de amanhã?

Acabe-se de vez com esta burla, e liberte-se os trabalhadores desta mecanismo de extorsão deliberada e mais que confirmada por iniciativas do género da que está em cima da mesa.

O regressos aos mercados e o segundo resgate

Hoje, no Diário Económico, um artigo meu sobre o regresso do Estado português ao mercado da dívida a 10 anos e a possibilidade de um segundo resgate: Liberdade condicional.

Direção versus destino

Filed under: Economia,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 11:44

O meu artigo de ontem no DE. Sendo a direção a correcta, falta definir o destino. O que é que queremos que seja o Estado? Não basta dizer que queremos um Estado viável.

“(…) Dois anos depois da tomada de posse deste governo esperava-se outra coisa. A redefinição das funções base do Estado, a forma como estas são executadas e, por fim, a reorganização com impactos profundos na sua orgânica. O anúncio do objectivo sem a apresentação de um plano, pelo menos de nível estratégico, não é justificável.(…)”

“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Conferência Anual MPA, 24 de Maio, Porto

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 11:36

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A informação sobre o programa está disponível aqui.
De particular interesse para os leitores d’O Insurgente, poderá ser a conferência de abertura, a cargo do Secretário de Estado do Turismo Adolfo Mesquita Nunes.

A inscrição para assistir à conferência é gratuita e pode ser feita aqui.

O que aí vem

Filed under: Economia,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 11:26

Duas das grandes missões que este governo tinha continuam sem sucesso à vista. A reforma do Estado e a liberalização da economia.

Parece que o Governo vai, por força das Finanças, reduzir o peso de uma das funções do nosso Estado tal qual existe, o de dar emprego. Nada de estrutural, mais uma missão de controlo de deficit. Pode ser que seja este o mote para exista a remoção das barreiras à entrada na maior das indústrias. Quem conhece as particularidades de cada sector sabe a dificuldade que é montar um infantário, um negócio de transporte de passageiros ou uma empresa de extracção de minérios. Com a quantidade de desempregados que continuarão a aumentar pode ser que o Governo seja empurrado a dar um pouco mais de liberdade às pessoas para empreender e investir o seu tempo e know-how. Precisaria de combater os lobbys sectoriais com tanta força quanto a que vai precisar para responder aos lobbys corporativos que amarram a função pública e combaterão contra a diminuição da despesa com pessoal.

Infelizmente tenho uma esperança quase nula que após 2 anos essa força e determinação apareçam. Pode ser que peguem no bom exemplo dado pelo Adolfo Mesquita Nunes, nunca se sabe.

Lisboa – 14 de Maio: Soberania; 28 de Maio: Liberdade económica

Filed under: Agenda,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 11:13

Dia 14 de Maio, às 18h30, na FNAC Chiado, a Fundação Francisco Manuel dos Santos organiza um debate com Miguel Morgado, Diogo Pires Aurélio e José Manuel Fernandes em torno do artigo do Miguel “Os usos e os abusos da noção de soberania”, publicado na revista da Fundação.

Dia 28 de Maio, também às 18:30 e também na FNAC Chiado, serei eu a participar num debate, com José Manuel Fernandes e Francisco Veloso, director da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica (em Lisboa), em torno do meu artigo “A economia portuguesa, depois da década perdida”.

Estão todos convidados.

A pobreza, o salário mínimo nacional e os resultados do Estado Social

Muito interessantes e elucidativas as reacções nos comentários a este post do BZ.

Leitura complementar: Os resultados do Estado (dito) de “Bem-Estar”; Demagogia.

Os depósitos à ordem estão em risco ?

A verdade é irresponsável? Os depósitos à ordem estão mesmo em risco, sempre estiveram. Por CN.

Depois das eleições alemãs é que vai ser…

O Outono alemão. Por José Carlos Alexandre.

Maio 9, 2013

Dignidade revolucionária

cola barqui

Imagem de marca do inquestionável progresso do Chavismo.

Via Francisco Toro (que muito dificilmente poderia ter dado um título melhor às consequências do tal progresso - Annals of Revolutionary Dignity). 

Os resultados do Estado (dito) de “Bem-Estar”

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:01

Além das questões sobre mecanismos legais de exclusão do mercado de trabalho discutidas aqui pelo BZ, seria importante, partindo de situações como estas (e outras infelizmente ainda piores pelo país fora), reflectir sobre o actual modelo de Estado (dito) de “Bem-Estar”, que consome cerca de 50% da riqueza produzida no país com os resultados que estão, cada vez mais, à vista de todos.

Infelizmente, do notório fracasso das actuais políticas sociais muitos continuam a tirar a conclusão de que o problema não são as políticas mas o facto de não se poder gastar ainda mais. Isto não pode mesmo acabar bem.

SMN: vida digna?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,socialismo — BZ @ 13:15

Quem defende a existência de Salário Mínimo Nacional acredita que a imposição de um valor mínimo de remuneração do trabalho é “garantia de vida digna”.

Mas na reportagem da SIC do passado sábado (video) um jovem sem-abrigo, a viver nas galerias da Gare do Oriente, para escapar à situação actual, disponibiliza-se trabalhar apenas como pagamento de um “cantinho para dormir”. E muitos outros jovens – que provavelmente vivem ainda com os pais e não na rua – também estão desempregados (segundo o INE, 42,1%). Para estes, uma vida digna começaria por um qualquer trabalho, mesmo que seja de baixa remuneração. Só assim poderiam provar quão produtivos podem (ou não!) ser, medida bem mais credível que algumas centenas de palavras escritas no currículo.

Vida digna? Acabem com o salário mínimo nacional.

Maio 8, 2013

Nem mesmo do qatari?

Gore: ‘There’s no such thing as ethical oil’.

Maio 7, 2013

“Para 2014 e 2015, seja o que Deus quiser e a senhora Merkel deixar”

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 18:00

Um excelente artigo, que sintetiza muito bem o impasse em que se encontra o país: Folgas orçamentais? Quais folgas? Por António Costa.

Algumas das medidas que constam do DEO fazem todo o sentido, e só pecam por chegar tarde. Chegam agora, na pior fase do ciclo económico. A convergência de regimes laboral e previdencial é tão evidente que chegam a ser ofensivos os argumentos que os sindicatos da função publica invocam. Porque, como já escrevi neste espaço, este sindicatos estão preocupados, e percebe-se, com a possibilidade de perderem a sua mais forte base de apoio, a que se mobiliza, e pode mobilizar, enquanto os outros, os empregados do sector privado têm outras preocupações, e os desempregados, esses, também. Mas se algumas das medidas são necessárias, não chegam para relevar uma estratégia de reforma do Estado. Longe disso. E não resistem a um teste de coerência sobre a evolução das previsões económicas e das próprias contas públicas.

O Governo não tem qualquer folga para 2013 e menos ainda para os anos seguintes. As contas, mesmo as grosseiras e não as que resultam do excel de Vítor Gaspar, mostram que são necessários mais de 1,8 mil milhões de euros este ano para atingir os 5,5% de défice, mas na carta de Passos Coelho à ‘troika’ só são identificados cerca de 750 milhões de cortes de despesa. Com outras poupanças, faltam mesmo assim 350 a 400 milhões. E não vale a pena falarmos do próximo ano e seguintes, como se percebeu das palavras do líder do CDS.

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Documento de Estratégia Orçamental

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 17:07
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Tardias

O meu artigo de hoje no Diário Económico:

As desvantagens das medidas do DEO? São tardias e lentas a surtir o efeito desejado. O aumento da idade da reforma irá levar a muitos se reformarem antecipadamente, o atraso no corte das pensões irá fazer os jovens pagar mais tempo por benefícios que não irão ter

e os atrasos em inúmeros cortes irão obrigar o Estado a pedir emprestado e a pagar juros por despesas que não fazem sentido. Alguns comentadores e jornalistas queixam-se que “70% dos cortes vêm de pensionistas e funcionários públicos”. Deveriam vir de onde? Dos criadores de emprego, que já escasseiam? Dos jovens a recibo verde? Sem reservas substanciais, sem possibilidade de aumentar ainda mais a carga fiscal – já no limite em muitos sectores, sem possibilidade de confiscar poupanças via política monetária e sem crédito internacional além do dos nossos parceiros, qual seria a opção dos demagogos?

Fingir que a situação não é grave e que o actual nível de endividamento não só é o maior da nossa história de quase 900 anos, como também é um dos maiores a nível mundial (em percentagem do PIB)? A festa acabou e não há alternativa a sair deste sobre-endividamento que não seja uma via dolorosa. Bruxelas apoiou as medidas de Pedro Passos Coelho por serem uma consolidação através de um “redução permanente de despesa”, ao invés de medidas ‘one-off’ e receitas fiscais”, apoiando os “princípios de eficiência, qualidade e sustentabilidade” e ainda a “convergência entre o público e privado”.

E em Portugal? Em Portugal sofremos de um problema que César das Neves denominou ontem no DN de “Disparates Plausíveis”, ou seja, deveria ser óbvio que não existe outro caminho que não “aperto e reforma”, mas acaba-se por “usar argumentos aparentemente sólidos para dizer grandes asneiras” e hoje “esses disparates plausíveis dominam as discussões”.

Imagino que custe aos privilegiados ter as condições dos privados, mas a aproximação entre público e privado finalmente chegou. E só peca por chegar tarde.

Ricardo Campelo Magalhães, Consultor Financeiro

Ligações adicionais: Marco Capitão Ferreira sobre o temaInfografia com os valores.

Graças a Vítor Gaspar (e ao BCE)

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 12:59

Um sucesso de Vítor Gaspar, Pedro Passos Coelho e, claro, do BCE. Infelizmente, quanto mais facilidades de acumulação da dívida, menos provável será concretização de qualquer reforma estrutural no país: Portugal emite dívida a dez anos e procura já superou os 4000 milhões.

São cada vez mais a votar com os pés…

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 12:20

Entrada de emigração portuguesa aumentou 43% na Alemanha

A Alemanha não atraía tanta gente desde há quase duas décadas e os países do Sul e do Leste da Europa foram aqueles que mais contribuíram para este cenário. O número de portugueses que emigraram subiu 4000 (mais 43%) do que em 2011.

(mais…)

Guilherme Marques da Fonseca no Mises Brasil

O Instituto Mises Brasil entrevista no seu 70º podcast Guilherme Marques da Fonseca, organizador da Conferência Liberalismo e Governação na Universidade Católica Portuguesa.

Neste podcast, o organizador do evento Guilherme Marques da Fonseca, estudante de economia e membro do Instituto Mises Portugal, explica os tópicos que serão discutidos e a razão pela qual decidiu realizar o evento. Guilherme também opina sobre o interesse dos portugueses pela Escola Austríaca. “As pessoas estão vendo que as teorias concorrentes do pensamento econômico falharam em suas soluções quando aplicadas na vida prática”.

Guilherme, que organizou em 2012 a primeira Conferência da Escola Austríaca de Portugal, também faz uma avaliação sobre os equívocos políticos do atual governo do primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, opina sobre de que forma o debate e a difusão da teoria Austríaca pode ajudar Portugal neste momento tão crítico e defende a manutenção do euro, concordando com o argumento do professor Jesús Huerta de Sotto em defesa da moeda única. O membro do Instituto Mises Portugal revela que o ambiente acadêmico no qual está inserido na Universidade Católica portuguesa é bastante amigável em relação à teoria Austríaca.

Maio 6, 2013

A defesa possível do euro

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,União Europeia — André Azevedo Alves @ 22:36

É uma defesa intelectualmente consistente e inequivocamente atractiva para quem está sujeito a governos do Sul da Europa, mas a meu ver é também pouco robusta já que resolve um problema arriscando a criação de um problema mais grave a uma escala maior: Em defesa do euro. Por Fernando Ulrich (o economista brasileiro e não o gestor de banco português).

Muito se fala sobre a moeda única europeia e como ela acaba atuando como uma espécie de camisa de força aos governos periféricos. Incapazes de imprimir a sua própria moeda, Espanha, Portugal, Itália e Grécia encontram-se na difícil situação política de encarar seus cidadãos e dizer-lhes a verdade: não há almoço grátis. Não se pode gastar mais do que se ganha. Não se pode consumir mais do que se produz. Não se pode incorrer déficits indefinidamente. Alguma hora a conta chega. Seja na forma de inflação de preços, seja na forma de calote aberto.

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“Disparates Plausíveis”, por César das Neves

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 16:28
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João César das Neves no DN – “Disparates Plausíveis”:

Numa crise económica seria de esperar um uso intenso de ciência económica. Foi o esquecimento dos seus princípios que nos trouxe à situação e só ela nos ajudará a sair dela. Até os que acham que a crise advém dos erros da teoria não têm nada melhor para pôr no seu lugar. Mas a economia tem princípios simples difíceis de usar, como mostram as discussões populares.

A nossa doença é clara, mas, obcecados com as dores da medicação, quase ninguém a refere. A esmagadora maioria dos disparates actuais advêm de não se lidar com a questão, resolvendo um problema que não temos. Omitindo a dureza da situação, tudo fica desfocado e confuso.

Portugal tem uma das dívidas externas mais elevadas do mundo. A história mostra que nunca se saiu de situações semelhantes sem fortíssima queda do consumo e redução do nível de vida. Gritar contra os sacrifícios ou, pior, fingir que seriam evitáveis pode ser compreensível, mas é tolice ou, pior, flagrante desonestidade. Por dolorosa que seja a quimioterapia, perante um cancro não há alternativa.

O nosso mal agrava-se porque, como a dívida foi acumulada ao longo de décadas, a estrutura económica ficou distorcida, adaptando-se a níveis de despesa insustentáveis. Isso significa que muitos empregos e capitais estão em actividades condenadas. Assim, além da perda conjuntural de empresas, devida ao aperto da austeridade, sofremos a eliminação definitiva de ocupações fictícias, que a dívida alimentou. Em cima das radiações, há que fazer dolorosa fisioterapia.

Logo, os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade da situação. Os caminhos fáceis que recomendam gerariam mais, não menos, sofrimento. Repudiar ou renegociar a dívida, sair do euro, rejeitar a troika são vias para o isolamento e alienação dos mercados, que nos afastariam de vez da estabilidade e de-senvolvimento. O Governo tem errado muito, mas a oposição mente com todos os dentes. E sabe quem mente.

Portugal está numa situação económica muito exigente e delicada, que implicará tratamento difícil e demorado. Se o cumprir, sairá mais forte e resistente. As experiências da Alemanha ou da América Latina, a quem a austeridade do início do século permitiu resistir com sucesso à crise seguinte, mostram bem como os sacrifícios valem a pena. Se os rejeitarmos, esperam-nos décadas de estagnação, como na Grécia actual ou em Portugal há cem anos.

A conclusão indiscutível é não existir outro caminho senão aperto e reforma. Só não sabemos a rapidez e a eficácia com que será seguido. Uma sociedade flexível e diligente consegue resultados mais rápidos. Neste campo, Portugal é um exemplo internacional. Apesar dos protestos compreensíveis, muitos portugueses têm resistido aos cantos de sereia da facilidade, mudando de vida enquanto suportam os brutais correctivos. Nesta vasta crise europeia, o País destaca-se pela positiva.

Se o quadro geral é simples, as miríades de opções diárias que o definem são complexas. Aí é fundamental um outro princípio económico, que a generalidade das análises mediáticas omite. A Economia lida com escolhas, comparando custos e benefícios, maximizando o ganho líquido. Esta é a sua abordagem lógica e pragmática, com resultados provados, mas, como todas, com limites.

A economia funciona mal no absoluto, pois face à transcendência não há escolhas. Ora um dos truques mais usados pelos que não querem mudar de vida é fingir que a questão em debate é metafísica. Por isso, boa parte das argumentações actuais parecem religiosas, invocando valores imperiosos, taxativos, que apenas admitem a solução inelutável que o arguente preconiza. Assim não há escolha e a discussão cessa.

Portugal sairá da crise, mas apenas se usar a economia. Esta é uma ciência estranha, com princípios elementares de aplicação complexa. A consequência é uma enorme quantidade de ideias falsas mesmo parecidas com a verdade. É muito fácil usar argumentos aparentemente sólidos para dizer grandes asneiras. Hoje, esses disparates plausíveis dominam as discussões.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

Infografia sobre os cortes previstos no DEO

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 13:56
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Ver esta infografia aqui. Ver mais infografias do Dinheiro Vivo aqui.

Amanhã sairá o meu comentário sobre estas medidas no Diário Económico. Chama-se “Tarde“.

 

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