The International Telecommunication Union é uma organização que integra a ONU. Ao que tudo indica andou ao longo do último ano a estudar e a elaborar relatórios que procuram regular a internet. Como o Irão o faz parece-me um óptimo ponto de partida chegada.
Maio 12, 2012
Maio 11, 2012
Saiu-lhe caro
Aceitando como verdadeiras estas declarações de Alexandre Soares dos Santos – não é habitual vê-lo meter o pé em ramo verde e vir a público fazer afirmações tão peremptórias que depois não cumpre – confirma-se que o homem forte da Jerónimo Martins dará mais uma grande desilusão a muita gente. Uma das pessoas mais desiludidas será, provavelmente, o Daniel Oliveira que perdeu tempo e paciência a escrever estes cinco belos parágrafos de um “eu bem vos avisei” em tom moralista, em que ainda se deu ao trabalho de educar a corja liberal sobre o “b-a-ba das regras do capitalismo”. É caso para dizer: sabe bem falar de cor? Talvez. Mas pode sair caro…
ASAE na Cordoaria Nacional?
Na SIC (video):
Começa hoje em Lisboa mais um edição do Stockmarket, na Cordoaria Nacional. É possível comprar roupa e acessórios de marca com descontos que podem chegar aos 80%.
Espera-se enchente e grandes filas de espera. Isto é, se entretanto a ASAE não interromper esta prática “predatória”…
“A melhor política de crescimento é a ausência de qualquer política de crescimento. “
No Estado Sentido, o Samuel de Paiva Pires fala simples, curto e claro. Seguro e os partidos da maioria deveriam ler isto:
A melhor política de crescimento é a ausência de qualquer política de crescimento. O crescimento económico só é real se for feito pelo mercado livre, pelos privados. E basta pensar no passado recente para ver no que resultaram as políticas de crescimento socráticas. Diminuir os impostos e o tamanho do estado, começando por desmantelar o ministério da economia, era o melhor que se podia fazer para deixar o mercado funcionar e a economia crescer.
Maio 10, 2012
Lógica da Batata em Português

Os Realizadores exigem dinheiro.
Para quê? Para não fazer nada de jeito, pois quase ninguém (talvez os próprios…) quer ver.
Se fosse bom, teria clientes, daria lucro e não era preciso dar-lhes senhas de sopa. Não é o caso.
E o que é suposto fazer o público Português? Calar e pagar. Não é preciso assistir aos filmes: não merece!
Quem garante a qualidade então? O juíz mais isento possível: o mesmo grupo que pede o apoio.
Meus caros, a diferença entre pedir senhas de sopa (afinal, está em causa passarem fome!) para não fazer nada (pois o que fazem e nada é igual para 99.9% da população) e a versão chic que decidiram exigir é 0 (zero).
Tenham vergonha na cara, vão fazer algo de útil para a sociedade e recebam por o vosso trabalho ter criado valor para alguém. Vão ver como é uma boa sensação.
E se me vierem com: “Ah e tal, eles ganharam prémios” relembro: a lógica mantém-se. Se ganharam prémios, que façam bom uso do valor pecuniário anexo. Se são de prestígio, que tentem agarrar clientes com campanhas de marketing. Se conseguirem, parabéns e que bom para eles (pelas amostras que eu vi, vai demorar até me convencerem a dar dinheiro com vontade). Se não conseguirem, ou os prémios não significam assim tanto ou não souberam aproveitá-los. De qualquer das formas, não venham extorquir dinheiro a um país que nem o tem.
Leituras recomendadas: “E que por vocês todos os realizadores portugueses morreriam à fome.”, Uma estranha noção de liberdade…, Se o Cinema Português morrer, enterra-se
“E que por vocês todos os realizadores portugueses morreriam à fome.”
Há quem afirme que o cinema não deve ser deixado aos mercados. Deverá portanto ser deixado a um grupo de produtores e realizadores bem formados que tratarão da manutenção da qualidade artística, tudo isto, claro, com belas ajudas de umas quantas taxas. Ajudas estas que alguns julgam não ser ainda suficientes. O Ricardo Arroja tocou num ponto relevante que eu não cheguei a desenvolver no meu post. De facto o cinema português produz coisas absolutamente chatas. O oposto de chato não é necessariamente um American Pie, um Avatar ou os Vingadores. Mas, quem realmente deseja realizar filmes que não vendem, não pode vir para a rua protestar por não ter dinheiro para os custear, é simples. Seria o mesmo que o Pingo Doce, não conseguindo livrar-se do stock e perdendo clientes viesse pedir ao Estado um subsídio para se manter em funções. Seria o mesmo que os Pastéis de Belém, deixando de ter clientes, viessem exigir um subsídio dada a sua importância para o património. Claro que respondendo a isto vamos ouvir que a Arte é essencial, é fundamental, é fulcral. Bem, eu concordo. A Arte é demasiado importante para ser deixada ao Estado, directamente ou indirectamente. E a Cultura tem demasiada importância para não ser deixada ao mercado, à lei da oferta e da procura, aos consumidores. É por essa razão, entre outras, que me oponho a qualquer tipo de apoio financeiro às actividades culturais, venha ele do IRS, venha ele de taxas. É por essa razão que me oponho a regulações parvas como a que obriga a que as rádios passem música portuguesa. É por isso que para mim os teatros já deviam ter sido privatizados e os que não lucrassem para se susterem tornar-se-iam lojas de electrodomésticos, se assim fosse o desejo dos seus donos. Assim como os museus, os bailados, as óperas, as exposições e tudo o mais que levar carimbo público, venha ele da custosa manutenção de espaços que não são rentáveis, venha ele de subsídios pagos pelos contribuínte. O Sérgio Lavos acusa-nos de querer matar os realizadores à fome. Eu não falo pelos meus “camaradas”, mas pessoalmente estou-me marimbando para o destino dos realizadores. Felizmente para os mesmos – como já disse ao Sérgio – ainda existe o RSI, portanto não há que temer.
Nota: Entre o American Pie e o “Cristóvão Colombo o enigma”, venha a trilogia inteira do primeiro, mais os infelizes Direct-to-video.
Maio 9, 2012
Change
A disputa entre Romney e Obama promete ser animada, talvez mais do que inicialmente seria de esperar: Barack Obama apoia casamento gay
Quando se candidatou à Casa Branca em 2008, Barack Obama disse que se opunha ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas ontem, quando pressionado para clarificar qual a posição da sua Administração sobre o assunto, admitiu que a sua opinião tinha “evoluído” e que considerava que casais homossexuais deveriam ter o mesmo direito ao casamento que os casais heterossexuais.
Liberdade de imprensa, sempre II
How Journalists Allowed the Palestinian Authority to Fool Them, por Khaled Abu Toameh.
(…) The murder of Israeli Arab actor and film producer Julian Mar-Khamis in Jenin last year should have sounded an alarm bell among the media representatives. His killers have never been caught, sparking a wave of unconfirmed reports about the involvement of influential Fatah gangsters and Palestinian security officers in the case.
A Western journalist who wanted to do an investigative report into the case was warned by senior Palestinian security officers that she would be putting her life at risk if she insisted on carrying out this mission.
Last week, the truth about the situation in Jenin finally exploded in the faces of everyone: the local governor died of a fatal heart attack following an unsuccessful assassination attempt.
For the Palestinian Authority leadership, the assassination attempt was what lifted the veil: Palestinian leaders in Ramallah realized that they could no longer continue to hide the truth about what was really happening in Jenin.
Palestinian security forces have since arrested dozens of Fatah “outlaws” and police officers for various crimes — including murder, extortion, abductions, sexual harassment and armed robberies.
Radi Asideh, the security commander of the Jenin area, admitted that it was the Palestinian security establishment that was responsible for the anarchy and lawlessness. “There is a defect inside the security establishment and officers were responsible for this,” he revealed.
The biggest mistake, Asideh added, was that the Palestinian leadership had turned its back to the defect, allowing the situation to deteriorate at the expense of the people’s security.
Palestinians say that anarchy and lawlessness are to be found also in other areas in the West Bank where the Palestinian Authority claims to have imposed law and order. And, they add, in most cases it is the Palestinian Authority’s security forces that are responsible for the chaos and corruption.
If the Western journalists and donors continue to ignore the reality on the ground, the West Bank could soon fall into the hands of gangsters and armed clans, as has been the case in Jenin — among the main reasons the Palestinian Authority collapsed in the Gaza Strip in 2007, speeding the rise of Hamas to power.
Leituras complementares: Liberdade de imprensa, sempre, A Primavera policial.
Quem é quem na Administração Obama (e anteriores)
Quem é quem nas Administrações Americanas pode ajudar a mostrar como a Regulação não é a Solução, pois quem regula é geralmente ex-colega do regulado. O site Geek.us tem uma boa apresentação destes companheirismos. Ficam só alguns aqui (ver todos no site).

Agora quero ouvir falar de Neo-colonialismo

A “empresária” angolana Isabel dos Santos assume liderança na Zon. A ter sido um empresário português a assumir a liderança na Sonangol, os gritos de neocolonialismo ecoariam pela literatura e pela televisão. Mas não. Isto acontece num país onde César e a Economia são a mesma pessoa. Onde os oligarcas – ex-políticos e militares – com destaque especial para a família do presidente, vão comprando o mundo com o dinheiro do povo angolano. Do comunismo assassino de Agostinho Neto à oligarquia, também ela repressora, de José Eduardo dos Santos o Estado – ou seja, o MPLA – enriqueceu os poderosos num modelo neo-corporativista que ainda há-de ser objecto de estudo de umas quantas Universidades. Quando for escrita a história desta tragédia vão existir inúmeros culpados, entre eles o Capitalismo, o Neo-Liberais, o Colonialismo com os portugueses à cabeça, enfim, os suspeitos do costume. No meio da chuva de acusações a surgir, alguém se vai esquecer de culpar a anomalia que tem constituído a política económica do Estado Angolano desde a sua fundação, os angolanos – e os portugueses com o MFA, o PC e o PS – que a apoiaram e os que, volvidos tantos anos de miséria, ainda a apoiam, eleitoralmente, financeiramente e politicamente.
Entretanto, a mesma carneirada política que encheu a agenda política com slogans de “Timor livre”, continua silenciosa em relação a Cabinda. O que prova que na bolsa de Valores da classe política portuguesa – ou dos media e dos agentes culturais – o silêncio sempre teve uma baixa cotação.
Maio 8, 2012
Os megaplanos de construção e a aposta no “desenvolvimento”
A factura “cai” sempre no contribuínte. Uma boa reportagem de Carlos Enes.
Dia do Consumidor ou Dia do Trabalhador
Existem 2 visões opostas sobre o 1º de Maio:
1. A visão de uma esquerda de mentalidade retrógrada, presa ao passado, com propostas inadaptadas ao actual mercado de trabalho e que grita os mesmos slogans do século XIX, usando o povo simplesmente como legitimador do seu poder. Grita pelo “trabalhador” que pretende mais direitos e menos deveres que, se fosse brioso, teria conseguido essas mesmas benesses por si. Enquanto vive à grande.
2. O povo que, pressionado por um Estado esmagador, sem o apoio de uma Economia que também soçobrou perante o peso crescente do Estado na mesma, e sem poupanças pois vem de uma fase em que acreditava ser rico e não precisar de poupanças, tem dificuldade em pagar as contas e agradece promoções, descontos e outras oportunidades de aumentar o seu escasso poder de compra.
Como será o 1º de Maio de 2013? Nas ruas ou nas lojas? Do trabalhador ou do consumidor? Você decide!
Obrigado ao leitor Nuno Granja pela imagem. Leituras complementares: O último independente, Micro-sondagem, Grotesco,
Hoje, como ontem, Portugal continua a ser o paraíso dos inimigos da liberdade, Quando é que a Esquerda passou a Odiar o Povo?.
PS: Obviamente que eu não concordo que isto seja levado a votos, preferindo a solução presente neste post do Miguel Noronha:
Espero, sinceramente, que no próximo 1º de Maio os sindicatos e os partidos se possam manifestar livre e pacificamente. Da mesma forma, espero que quem assim o desejar possa ir trabalhar, fazer compras ou exercer a sua liberdade para fazer o que lhe apetecer sem ser ameaçado ou impedido pelo governo ou pela CGTP.
Maio 7, 2012
Negação
Não sei que negação da democracia será maior: se aquela que o Sérgio Lavos aqui refere ou o facto de ele achar aborrecido que o sistema permita aos eleitores votarem em partidos que ele não aprecia.
Mas sei que negação, de facto, é esquecer que a subida da representação eleitoral das forças extremistas (as que se dizem de direita e as que se dizem de esquerda) representam, para a Grécia e para a Europa, um perigo muito maior do que a austeridade que tanto repugna o Sérgio Lavos. E, para perceber esse perigo, basta pegar nas palavras do próprio. Afinal, quem diz que “o único caminho possível é a união e a solidariedade entre os povos da Europa”, não pode ignorar que esse caminho será altamente comprometido pelos seus compinchas extremistas gregos que, ao começarem a semear a ingovernabilidade na Grécia, se preparam para lançar o caos definitivo por essa Europa fora e a ameaçar fazer implodir, de vez, a União Europeia.
Entretanto, continuarei à espera de esclarecimentos à minha “dúvida existencial”: afinal, que diferenças de fundo existem entre o ”pontapé no cu da troika” da esquerda radical bem-pensante e o “pontapé no cu da troika” dos malvados neonazis gregos”?
A Esquerda dos Alhos
Primeiro Ponto – A democracia não só é, realmente, uma coisa aborrecida, como por vezes também indesejável. Se o Sérgio quer saber, eu sou Liberal e só depois democrata e não estou – como já deve ter reparado já que parece estar atento ao que por aqui se diz – disposto a trocar as minhas liberdades por qualquer resultado de votação popular.
Segundo Ponto : Não sei onde viu neste blogue amores pela Merkel, mas se viu não vieram da minha parte até porque venho criticando o tipo de políticas que têm vindo a ser impostas, nomeadamente austeridade sem crescimento – que como deve entender, não virá do investimento público. Esses vossos mitos de que o New Deal salvou a crise são deveras interessantes.
Terceiro Ponto : A ignorância faz mal à saúde. Ao contrário da esquerda que aposta numa ou noutra causa mais popular ao calhas, nós temos sido firmes em relação ao fim da intervenção do Estado no casamento, nas drogas – todas – no jogo, na prostituíção e por aí adiante.
Já agora, Hayekianos, é bastante simpático. Aceita-se.
Percentagens e sentenças mediáticas
De acordo com o livro de estilo da BBC, 0,2% fazem toda a diferença. A vitória de Boris Johnson que obteve 51.5% na eleição para a CML(ondres) é considerada como “tight margin” . O novo presidente francês, Francois Hollande Alcançou 51.7%. Ou seja, ”won a clear victory”. Não deixa dúvidas.
Pandêgos (4)
Diz-me com quem andas…
O Sérgio Lavos manifestou uma imensa alegria eleitoral a propósito dos resultados que se verificaram em França e na Grécia (ai, as saudades dos festejos a que o definhamento do Bloco de Esquerda o condenou!). Diz ele, certamente no pico do arrebatamento, que “na Grécia a troika leva um belíssimo pontapé no cu! Hoje, todos os democratas podem dizer: eu sou ateniense!”
Fico sem saber, no entanto, se na equação que tem como resultado a sua imensa felicidade entram os quase 7% de votos que estes senhores conseguiram e os 21 deputados que elegeram. E digo-o porque muito do pensamento deste partido foi resumido nas palavras do seu líder: “a resistência contra a ‘troika’ continua, tanto dentro como fora do Parlamento”. Tendo em conta a semelhança na linguagem, pergunto-me se é destes “democratas” que o Sérgio Lavos fala e se, também a eles, lhes dá o direito de dizer “eu sou ateninense!”, depois de os reconhecer como um legítimo lutador nessa batalha tão digna como a do pontapé no cu da troika.
É também por estas e por outras que o Ricardo tem muita razão…
Alexis Tsipras é o bom
Os outros são sociopatas que querem destruir o país deles intencionalmente.
E os seus lacaios em particular, porque se há coisa que isto da Austeridade prejudica, é a capacidade de estourar ainda mais dinheiro em tachos do que já se estoura.
Alexis é que é bom. Fala em crescimento. Afinal, ele sabe onde investir para obter retorno.
Ah, e é boa pessoa, pois pretende salvar os gregos de pagar as suas dívidas. O objectivo deve ser que os fundos lhe sejam cortados de seguida. Afinal, você caro leitor emprestaria dinheiro a um governo que incluísse este Alexis? Eu não.
Deve pensar que os recursos vêm da Lua…
Maio 6, 2012
Pandêgos (2)
Não sei que espécie de fascínio sinistro terá o João José Cardoso por tudo que escrevo, mas sendo que discorda sempre, tomo isso como um sinal de que este humilde blogger vai dizendo umas coisas acertadas. E já que me deu a opção de escolher, inclino-me para a quarta hipótese, visto que até simpatizo com o João Almeida. E como fala nele, cá vai um vídeo “desses” lados que lhe pode ser útil. A si e ao Lavos.
Pandêgos

O Sérgio Lavos - o mesmo tipo que há uns dias se referia aos clientes do Pingo Doce como “zombies e mortos-vivos” - fez questão de nos dedicar algumas palavras simpáticas, das quais realço o pandêgos. Tudo no registo eloquente a que já nos tem habituado. O Sérgio acha que os resultados das eleições gregas assustam os neo-liberais – seja lá o que isso signifique. Mas não está consciente do desejo perverso e maquiavélico que alguns de nós temos em ver a sua esquerda – a do Sérgio ou do Daniel – formar um Governo, de forma a que haja palco para mostrar ao mundo pós-muro de Berlim – no qual me incluo – algumas das maravilhas que as políticas desse lado do espectro são capazes. A tal vacina de que falava o Kissinger. Mas é claro que isso não passa de um “desejozito” perverso e que eu não desgosto suficientemente dos gregos – apesar das péssimas escolhas que têm feito – para lhes desejar realmente um Louçã. Desejo-lhes mais juízo e boa sorte, isso sim. Quanto ao Sérgio, que não gostou nadinha de se ver comparado com os seus parentes ideológicos – ironicamente com sede na Alemanha que ele tanto despreza – fica aqui um conselho. Se realmente nos querem tentar convencer de que são muito diferentes da cambada nacional-socialista têm que disfarçar mais, muito mais.
Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa
O País:
Gang dispara em assalto na Makro
Governo Sócrates mandou pagar 38 milhões pelo TGV no último dia
Isaltino perde outra vez, mas continua em liberdade
No entanto:
Mentir no IRS vai passar a dar prisão
A criminalização do enriquecimento ilícito
Os furtos em estabelecimentos comerciais passam a ter “natureza particular”
Maio 5, 2012
Os Doutores

Este país está infestado de doutores e especialistas, de cientistas sociais e afins. Os poucos de valor são habitualmente ignorados. Já os propulsores do economês sociólogo, como o Prof. Boaventura, assombram tudo que é debate, seja nos jornais, nas televisões ou nos Foruns. Culpados ? As Universidades que alimentam a ignorância destes indivíduos, seja contratando-os, seja forçando os alunos a estudar tais baboseiras – até quando estudei na Turquia tive que comentar os escritos do personagem em questão. Boaventura Sousa Santos é um idiota. Mas um idiota especial, visto que sai caro ao contribuínte. Recordo-me de o ouvir criticar Chavez por não ir suficientemente longe com as suas políticas. Recordo-me de o ouvir proferir umas quantas imbecilidades sobre as agências de rating que não lembrariam a um aluno do 5º ano. O senhor é o expoente máximo da imbecilidade intelectual lusófona, alguém a quem pagamos para se sentar num gabinete, lendo e relendo o que lhe apetece e a dizendo o que entende por certo – com a benção de tudo que é vanguarda esclarecida, começando nos maoistas e acabando nos islámicos. Cercado de imbecis que o bajulam, o adoram, o citam. São esses também que alimentam estes doutores.
Mas atentem, que existe sempre a chance de eu estar enganado e o Prof. ter razão quando diz que:
“O Centro de Estudos Sociais é um local de produção de conhecimento de excelência, conhecido por fazer análises empíricas sólidas da sociedade portuguesa na área da justiça, saúde e social.”
Sendo que quem paga estas brincadeiras (o contribuínte) merece ter opinião formada sobre as mesmas.
O Observatório dos Mercados Agrícolas e as margens dos hipermercados
Escândalo do dia. Por João Miranda.
Existe um tal Observatório dos Mercados Agrícolas que anda entretido em contabilizar as margens que cada elemento da cadeia de fornecimento tem. E parece que as margens dos hipermercados chegam aos 80% em produtos como a alface e aos 60% nas maçãs. E exige-se que as margens sejam iguais entre produtores e distribuidores, como se existisse algum direito universal à igualdade de margens numa economia de mercado. Estão aqui estão a fixar margens por decreto. Recomenda-se aos membros do observatório (constituído por políticos, produtores e sindicalistas) que saiam mais e leiam mais, ou então que abram uma frutaria, já que as margens são tão boas.
PS- Não é por acaso que nestas notícias são referidos sobretudo produtos perecíveis. É que estes têm custos de transporte, conservação e controlo de qualidade superiores e uma taxa de perdas elevada ao longo do processamento até chegarem à caixa do supermercado. As margens citadas pelo observatório não dizem nada sobre o lucro real do hipermercado que é obviamente muito menor que aquele que é citado.
Maio 4, 2012
Novas de um tempo em que era “tudo à grande”

Em causa está a Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC), sobre a qual impende uma execução judicial para a cobrança de um crédito no valor de 224.950 euros relativos ao concerto de Júlio Iglésias aquando na inauguração do Estádio Cidade de Barcelos, em 2004, numa altura em que a Câmara local era liderada pelo PSD.
Domingos Araújo explicou que o concerto foi inicialmente contratualizado por 325 mil euros, mas, entretanto, devido à fraca adesão do público, foi renegociado, tendo sido fixado em 195 mil euros.
Enganam-se aqueles que julgam que o que delapidou as contas e distorceu a economia portuguesa foram apenas as grandes obras de betão, a Parque Escolar, as brincadeiras do Jardim, o Euro 2004 ou a Expo 98. Pelo meio houveram concertos, teatros e umas quantas tradições, espectáculos de aviões e corridas de carros. Cidades iluminadas a cada ocasião especial, competições de árvores de natal, rios de dinheiro evaporados em tudo que era Santo Popular. Foram os Carnavais, os monumentos e as salas para inglês ver (literalmente). Foram as touradas e os farnéis, as federações académicas e as associações populares e quiçá, numa ou outra localidade mais larga de mãos, até os condomínios se empanturraram do erário público.
Aqui há uns tempos o Paulo Morais dizia que “por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras.” Mas não foram apenas as construtoras. Foi todo um conjunto de empresas prestadoras de diferentes tipos de serviço o responsável pelos constantes prejuízos das empresas municipais. Foi todo um conjunto de autarcas que fez questão de “mostrar obra”. Foram os recuados e os sacos azuis. Foi a bola, que ainda sustentamos – para as alegrias de uns quantos aficcionados – desde as escolinhas da freguesia até aos luxos da 1ª liga. Foram os Metros, os Autocarros de dois andares, os postos de abastecimento de veículos eléctricos e as pontes, muitas pontes. Mas, acima de tudo, foi o povo, que nesta fartazana de pão e circo, iludido pelas vanguardas de arquitectos iluminados e vereadores mais ousados, foi no pagode e tocou batuque.
“Ele roubou mas fez obra.” “Roubou mas roubou para nós”. “Olhem para o outro lado da ponte, ELE FAZ OBRA, ele desenvolve”. São alguns dos argumentos passíveis de serem ouvidos em qualquer “conversa de café”. A obra, essa palavra abstracta que em segundos absolve um criminoso e que, aos olhos de alguns, nunca lhes sai do bolso. Volvidos tantos anos, não há culpados, apenas Eles. São sempre Eles, num outro significado abstracto – e diga-se de tom conspiratório – que mal se decifra. Mas o Eles, nunca somos nós, é sempre uma entidade que caminha nas sombras. Os cavaquistas, os neo-liberais, os maçons, as opus dei, os judeus, os jacobinos, os americanos, os fáxistas, a igreja, os lobbies…Como dizia o JMB, “Eu sei lá”. Talvez seja uma consequência da mentalidade marxista, tão popular por estes lados, esta necessidade constante de encontrar um inimigo interno ou externo – quase sempre uma figura ou entidade sombria – para explicar os nossos problemas.
E no fim de contas, sem culpados mas com factura, a vida continua. Foi porreira a festa, pá!
A promoção do Pingo Doce como acção ideológica
Pingo doce em pedra dura… Por Filipe Anacoreta Correia.
Estão muito irritados, porque a Jerónimo Martins teve uma acção ideológica. Imagine-se a desfaçatez! A ideologia é só para nós, camaradas. Agora até isso querem democratizar! Onde é que já se viu. De repente, o marxismo vira neo-liberal e afirma que as empresas não podem ter ideologia. Nem pensar. Só vender. Hmm. Não contava com esta.
E depois não se percebe se acham bem que os capitalistas vendam os produtos com 50% de desconto. Em princípio, sim. Mas não no 1º de Maio. Ora, ora, essa é velha. Os novos fariseus do Templo determinam que não se pode fazer o bem nas datas sagradas.
Que coração duro se lhes nota que nem um Pingo doce os amolece.
Maio 3, 2012
Cristas Anti-CDS ou CDS Anti-Cristas ?
De facto, uma parte substancial da actuação de Assunção Cristas enquanto Ministra não bate certo com as posições assumidas pelo CDS: Agora sem ironia. Por Maria João Marques.
Mas não deixa de ser irónico que o partido que mais oposição fez – e muito bem – ao PS devido aos abusos da ASAE seja agora o partido que, através de Assunção Cristas, aumente os impostos com argumento de defesa da segurança alimentar e que pretenda conter promoções comerciais que, está à vista de toda a gente, só trazem benefícios.
Harrison Bergeron – Uma Distopia sobre a sociedade idealizada pelo CESP

Como seria um mundo em que os mais capazes fossem obrigados a ser medíocres?
Como seria um mundo em que qualquer tentativa de se elevar acima do “normal” fosse regulada?
Como seria um mundo em que os poderes dos sábios colocassem todos em pé de igualdade?
Vendo esta famosa distopia de 1995 sobre este livro de 1961 poderão ter uma ideia de como esse mundo seria.
Se tiverem 99 minutos creio que seria um tempo bem empregue:
Ricardo Araújo Pereira sobre a promoção do Pingo Doce, com o patrocínio do Continente
Está longe de ser brilhante, mas suponho que foi o que o se conseguiu arranjar de um dia para o outro.
Adquirir produtos à bruta (Pingo Doce) – Ricardo Araújo Pereira (2/05/2012)
Mas giro, giro, seria uma mixórdia sobre o relacionamento da PT com os consumidores. Pode ser que surja a inspiração quando acabarem as campanhas do Meo.
Jornais económicos portugueses, nem com desconto de 100%…
Um mau momento do habitualmente lúcido Pedro Santos Guerreiro: Cenas da imprensa económica. Por João Miranda.
Quinta Feira, 26 de Abril de 2012: Jornal de Negócios é distribuído gratuitamente (desconto de 100%).
Quarta-Feira, 2 de Maio de 2012: Director do Jornal de Negócios está indignado com desconto de 50% do Pingo Doce
Complementarmente, vale a pena assinalar que, para além das vendas em banca dos jornais económicos (não apenas do Jornal de Negócios) serem francamente baixas, mesmo quando são distribuídos regularmente de forma gratuita (como acontece em várias Universidades) é frequente ficarem pilhas de jornais acumulados no final do dia. É caso para dizer que há produtos que nem com desconto de 100% e distribuição privilegiada conseguem encontrar consumidores.
A Primavera policial
Palestina no seu melhor. Presumo que a responsabilidade por se ter alcançado tão alto patamar na busca das liberdades seja atribuído ao vizinho do lado.
Medina Carreira e o “Excesso de Austeridade”

.Medina Carreira, certeiro como é seu hábito.
O fiscalista criticou os discursos como os do secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, que “mostram a austeridade como um papão”, quando, com este acordo de assistência financeira, “a ‘troika’ está apenas a dizer que Portugal tem de gastar apenas o que tem”.
Henrique Neto concordou com Medina Carreira, afirmando que “com estes políticos e esta política não se podem esperar melhorias”, mas preferiu apontar o distrito de Leiria como um exemplo a seguir no país e que devia ser alvo de estudo, em especial em tempo de crise.
Porque não há mais Portugueses como estes 2?
Maio 2, 2012
Mentiras esmiuçadas
Ken Livingstone has told 85 different lies during this campaign.Vale a pena olhar para o que o Red Ken diz e depois para a realidade. É um excelente exercício.
Pão e Circo
“esta acção de campanha da Jerónimo Martins humilhou trabalhadores e consumidores, colocou em perigo tanto consumidores como trabalhadores e vai contra a legislação sobre a concorrência” – Catarina Martins, BE
Repito: humilhou os consumidores. Depois do Arrastão de artigos já divulgado, a Catarina Martins junta-se ao coro e deixa-me a questão: afinal não era a Direita que era paternalista ?
Massacre da Noruega explicado por sociólogo
Anders Breivik afinal não é mais do que um peão da Mossad. O autor da ideia chama-se Johan Galtung, é professor na Universidade de Oslo e é conhecido como o pai da Global Peace Studies. Apesar de doente, consta que a criatura universitária ainda não foi internada. Sabe Deus porquê, lembrei-me de Boaventura Sousa Santos.
Socialistas? Só os custos. Os benefícios são bem Privados em Matosinhos
Em Matosinhos, o Socialismo continua a ser sinónimo de enriquecimento pessoal.
Entre os inúmeros consumidores (forçados) do serviço “Câmara” e o funcionário, a esquerda mostra as suas opções. Mais uma vez.
Em sua defesa diz apenas: “eu roubava, mas há já meses que não roubo”.
“Ah, então ‘tá bem. O gajo até já parou…”, pensa um qualquer acólito socialista de Matosinhos.
E depois a culpa é das “fragilidades internas de controlo interno” do serviço… controlado pela câmara.
E são estes os defensores dos valores “socialistas”. Sociais, só os custos. Os benefícios são bem privados.
Grotesco
Um embaraço para o Governo, uma vergonha para o CDS e um perigo para o país: Supermercados: Ministra tem planos para evitar promoções inesperadas
A ministra da Agricultura revela que tem planos para evitar promoções inesperadas, um dia depois da polémica com a promoção de 50 por cento de desconto nos supermercados.
Assunção Cristas considera que está à vista a capacidade dos distribuidores para suportarem a nova taxa de segurança alimentar e sanitária.
A ministra entende que a campanha de 50 por cento dos supermercados do grupo Jerónimo Martins é a prova.






