Medina ajuda os carenciados

medina

Câmara de Lisboa dá a mão à Fundação Ricardo Espírito Santo.

Para nos lembrarmos que  a função do estado – poder central e local – é  ajudar as fundações.

Compreender o putinismo XXVII

Putin

Geórgia, a renovada linha da frente da guerra na Ucrânia.

Last week, Russia completed its latest land-grab in Georgia. Having interfered in, and, ultimately, illegally occupied, the province of South Ossetia since the early 1990s, Russia has gradually consolidated its position, erecting barbed-wire fencing and expensive CCTV equipment to supervise its area of control.

The most recent operation has pushed the so-called “Republic of South Ossetia” a further 300 metres (980 feet) into Georgia, splitting farms in half and bringing a kilometre-long portion of BP’s Baku-Supsa pipeline, which carries oil from Azerbaijan to the Black Sea, under Russia’s control.

Georgia’s main east-west highway is now only 950 metres from an area now securitised by the Russian army.

The strategic value to Russia of the country having such a strong hold on energy flows from the Caspian to the Black Sea, as well as holding a key vantage point over Georgia’s east to west traffic flows and troop movements, is clear for all to see.

What’s less clear, however, is why the European Union and the United States have been so muted in recent months.

Russia has not been shy in signposting its intentions. Indeed, their latest territorial incursion follows an agreement signed in March between Vladimir Putin and the breakaway region’s President Leonid Tibilov aimed at further assimilating South Ossetia into the Russian Federation and harmonising defence and economic policy between the two.

With Russia on the verge of orchestrating a Crimea-style annexation of South Ossetia, the expansion of territory makes a lot of sense to Moscow.

Leitura complementar, If Europe is from Venus, then Russia is from Mars.

 

As contradições internas do progressismo (2)

Swedish Nationalists Plan Gay Pride March Through Muslim Area: Left Is Outraged

Jan Sjunnesson, former editor-in-chief of Samtiden, the newspaper of the right wing Sweden Democrats, is organising Pride Järva – which he says will feature men kissing – to go through the Stockholm districts of Tensta and Husby. According to some estimates, these areas are up to 75 per cent Muslim.

Organisers said there was no dress code, adding: “You could take the opportunity to tan your belly and legs in the sunny weather.”

However, angry left wing and gay rights activists have taken to Facebook, denouncing the planned pride march as “right wing”, “xenophobic” and “pure racism”.

A counter-demonstration is now planned, with organisers claiming Järva Pride “pits two oppressed groups against one another.”

Taxpayer-funded gay rights group RFSL has distanced itself from the pride march, accusing it of promoting racism and white privilege, while some activists are even calling for the organisers to be arrested for “hate speech”.

Estão avisados

kim

América, o Inverno está a chegar.

North Korea would “leave no Americans alive” should the two countries again meet on the battlefield, the hermit country’s leader, Kim Jong-un, threatened on Monday.

The country is in the midst of celebrating the 62nd anniversary of the armistice agreement that put a decades-long freeze on the Korean War. A peace treaty was never signed and Pyongyang has continued to celebrate the agreement as a victory in the war.

On Monday, after a weekend of pompous speeches by the reclusive country’s leaders, the streets in its capital city were decked with flags and banners as crowds cheered its “victory over U.S. imperialism.”

 

 

A impunidade dos progressistas

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Os enganados. Por Helena Matos.

Quem declarou que “A estratégia do Syriza foi perdedora desde o início” ou que “Governo grego foi de uma enorme imprudência” foram respectivamente os mesmos Ricardo Paes Mamede e António Costa que antes declaravam “Syriza já conseguiu mais do que qualquer Governo bem comportado na Europa” e “Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha”.

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Toma, embrulha e aprende

As pessoas – principalmente as mulheres ocidentais, com óbvias manias de superioridade  – têm que respetar a diversidade, as especificidades culturais e legais de países como o Irão ou a Arábia Saudita.

A ADSE só está bem quando é deficitária ?

O meu artigo de hoje no Observador: O estranho caso da ADSE.

Estranhamente, enquanto se sucederam saldos negativos da ADSE suportados pelo Estado nunca foram levantados problemas, mas o saldo positivo de 2014 gerou uma onda política e mediática de indignação.

A “entrevista” a Pedro Passos Coelho na TVI (2)

Portugal como ele é. Por Helena Matos.

Se algo similar tivesse acontecido com um líder de esquerda a pátria estava em comoção. Assim é uma piada. Como era óbvio o painel que fez perguntas a Passos Coelho era muito diferente no tom e na atitude daquele que António Costa enfrentou.

Leitura complementar: A “entrevista” a Pedro Passos Coelho na TVI.

A “entrevista” a Pedro Passos Coelho na TVI

Não sei bem como classificar o que se passou na TVI no dia 23, mas “entrevista” não será certamente a designação mais adequada (e não apenas – ainda que também – pelos casos de Celso Miranda e Rodrigo Rivera).

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Intervenção de Rodrigo Rivera na “entrevista” a Pedro Passos Coelho na TVI.

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Intervenção de Celso Miranda na “entrevista” a Pedro Passos Coelho na TVI.

Foram Charlie

A rendição de Charlie Hebdo ao terror islâmico

No more Muhammad comics, says Charlie Hebdo editor Sourisseau

“Charlie Hebdo” editor Laurent Sourisseau has told “Stern” magazine he will no longer draw cartoons of the Muslim prophet Muhammad. Souriseau’s statement comes six months after a deadly attack on the magazine’s offices.

O Tsipras já não é fixe

À atenção dos votantes e restantes reforços portugueses do Siryza, antigamente reconhecido como o partido da felicidade e do amor cidadão. Colunista do Publico (espanhol) aconselha acções curiosas ao Primeiro Ministro grego.

Normalmente los políticos que eligen sucidarse ante el público optan por el revólver. En 1987, en mitad de una rueda de prensa, Budd Dwyer sacó una Magnum de una bolsa de papel, advirtió a los presentes que lo que venía a continuación podía resultar desagradable y acto seguido se pegó un tiro en el paladar. Alexis Tsipras ha preferido su arma favorita: la democracia. Varios miembros de su gobierno ya habían dimitido y la plaza Syntagma ardía como en los viejos tiempos. Antes de la furibunda votación en el parlamento griego, más de la mitad de los dirigentes de Syriza renegaron del humillante acuerdo con el Eurogrupo. En ese NO, tan rotundo como el del pueblo griego en el ya célebre y desvaído referéndum dominical, se oían los ecos de la célebre admonición de Churchill a Chamberlain después de que volviera de firmar su lamentable pacto con Hitler. Entre la ruina y el deshonor, habéis elegido el deshonor. Y tendréis la ruina. (…)

Al final de la partida de póker, en el envite decisivo, Tsipras se quedó sin voz, sin hígado y sin agallas. Como si lo que hubiera regresado a Atenas, más que un presidente, fuese un Caballo de Troika. Como si Leónidas se hubiera transformado de repente en Efialtes. En la estrategia de faroles suicidas que había planteado Syriza no había otra salida que el precipicio: abandonar el euro y dejar a los deudores con un palmo de narices. Era la última bala, la única, una puerta que daba al corralito y a la ruina, sí, pero también a la libertad y a esa luminosa sentencia de Tácito: “Es poco atractivo lo seguro, en el riesgo hay esperanza”. Ahora, con la claudicación, no quedan más opciones que la miseria, el vasallaje, la izquierda europea desmantelada, el IV Reich triunfante y un Amanecer Dorado en el horizonte. Tsipras dijo a sus diputados horas antes de la votación decisiva: “Si no votáis a favor de las medidas hoy, me será muy difícil seguir como Primer Ministro”. En efecto, será mucho más fácil seguir como títere de Bruselas. Al menos Dwyer, después de hablar, tuvo la decencia de volarse la boca.

 

Leituras recomendadas

Foto de Julian Andrews/Telgraph

Foto de Julian Andrews/Telegraph

Politicamente correcto ao serviço do abuso de crianças.  Aconselho vivamente a leitura no Telegraph do depoimento de Sarah Wilson. A tragédia vivida por Sarah Wilson não foi caso único. Repetiu-se. No período compreendido entre 1997 e 2013, pelo menos, 1400 crianças foram violadas e exploradas por gangs de origem paquistanesa em Rotherham.

Artigos complementares: Crimes políticos; Vergonha em tons multiculturais;  Vergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais III e Rotherham, socialismo e multiculturalismo

Diálogos explicados

Mais de 50 mortos no Sinai, Egipto.

Islamic militants on Wednesday unleashed a wave of simultaneous attacks, including suicide car bombings, on Egyptian army checkpoints in the restive northern Sinai Peninsula, killing at least 50 soldiers, security and military officials said.

Fifty killed in North Sinai attacks claimed by Islamic State Reuters The coordinated morning assaults in Sinai came a day after Egypt’s president pledged to step up the battle against Islamic militants and two days after the country’s state prosecutor was assassinated in the capital, Cairo.

No Reino Unido as universidades oferecem inovadores estágios curriculares em terrorismo com vista à integração na morte vida activa. Duvido que haja lugar a algum tipo de surpresa pelo ecletismo da Academia, quer pelo destaque merecidamente ganho pela instituição Queen Mary, em East London.

 

 

 

Put your money where your mouth is

Uma oportuna sugestão do LA-C face à preocupação manifestada por Obama: E telefonar ao Tsipras, não?

E telefonar ao Tsipras a dizer que os EUA emprestam à Grécia o dinheiro necessário para pagar o empréstimo do FMI que vence amanhã, não seria uma excelente forma de demonstrar solidariedade? Put your money where your mouth is.

Câmara Municipal de Lisboa a inovar

mulher

Na forma como gastar o inesgotável dinheiro dos contribuíntes.

A Câmara de Lisboa apresentou queixa à Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género contra uma barbearia lisboeta que proíbe a entrada a mulheres, apesar de o responsável do estabelecimento negar fazer essa restrição.

O vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, disse à Lusa que a apresentação da queixa surgiu na sequência do “descontentamento de muitas pessoas” em relação ao anúncio de impedimento à entrada das mulheres na barbearia lisboeta e foi manifestado durante a 16ª Marcha do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero).

“No exercício diário da sua atividade o referido estabelecimento, conhecido como Figaro’s Barbershop, proíbe exclusivamente a entrada de pessoas do sexo feminino”, lê-se na queixa apresentada na terça-feira pela Câmara de Lisboa à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, a que a Lusa teve acesso.

“Existe à porta, segundo tivemos conhecimento, um sinal que anuncia que é permitida a entrada a homens e a cães, mas não a mulheres, equiparando estas últimas a animais”, acrescenta.

O responsável pela Figaro’s Barbershop, Fábio Marquês, garantiu à Lusa que “a barbearia não proíbe a entrada a mulheres”, explicando que “o que acontece é que não existem serviços para senhoras”.

Diálogos

Pelo menos 27 pessoas foram assassinadas num resort tunisino situado em Sousse.

Um terrorista fez-se explodir, causando a morte de 16 pessoas que estavam a orar na mesquita xiita de  Al-Imam Al-Sadiq, no Kuwait.

Em França, um decapitado e dois feridos é o resultado de outro ataque terrorista a uma fábrica de gás, perto da cidade de Lyon.

 

 

Respeitinho superior

O líder a conferir as perguntas. Imagem Wikipedia.

O líder a conferir as perguntas. Imagem Wikipedia.

Por decreto divino a junta militar que governa a Tailândia vai formar jornalistas. O objectivo da formação é dotar os escribas de capacidade para colocarem questões inofensivas ao deus na terra, o general Prayuth Chan Ocha. A entidade formadora, tem demasiado tempo livre.

La junta militar de Tailandia ‘enseñará’ a los periodistas a no hacer preguntas ofensivas  La junta militar que gobierna Tailandia desde el golpe de estado de mayo de 2014 se reunirá con un grupo de 200 periodistas para enseñarles cómo hacer preguntas que no ofendan al general Prayuth Chan Ocha, la máxima autoridad del país.

Winthai Suvaree, portavoz del autoproclamado Consejo Nacional para la Paz y el Orden, ha afirmado que la reunión tendrá lugar la próxima semana con un grupo de 200 periodistas locales y extranjeros para generar “entendimiento” con ellos y enseñarles cómo hacer preguntas que no incomoden al general, que hace varios meses llegó a amenazar con “ejecutar” a los reporteros que no digan la verdad.

O deus na terra Prayuth Chan-ocha, protagonizou a 22 de Maio de 2014 um golpe de estado que congelou os protestos anti-governamentais. Prometeu reformar o sistema político antes da celebração de novas eleições. A Tailândia vivia desde 2006 uma grave crise política causada pelo antigo Primeiro-Ministro Thaksin Shinawatra, que vive no exílio por forma a evitar cumpir a pena de prisão de dois anos a que foi condenado por crimes de corrupção. Os seus opositores acusaram-no também de dirigir o governo (chefiado pela sua irmã). Naquele período, os sucessivos governos eleitos apostaram na divisão profunda do país e apesar de terem vencido as eleições, sempre contaram com a oposição de parte da população, da elite monárquica e militar.
Pouco depois de tomar o poder político, numa operação de relações públicas, a Junta Militar explicou os motivos do golpe de estado. O destinatário da explicação foi a União Europeia (UE). O Conselho Nacional para a Paz e a Ordem – o nome oficial da Junta Militar – aproveitou uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, na qual foi abordada a situação tailandesa, para justificar a necessidade da sua acção como a única forma de colocar um fim na espiral de violência e de reformar o sistema político da Tailândia e de caminho as perguntas dos jornalistas.

 

Canhotos e canhotas unidos

É tempo de união no grande bloco das esquerdas

É tempo de avançar na verdadeira união no grande bloco das esquerdas

Jamais serão vencid@s. O João Teixeira Lopes, escreve um notável artigo de opinião em que apela à união na convergência e livre diversidade só possível na esquerda. Sempre contra a demogogia de quem pretende minar o combate das esquerdas. E vice-versa.

O BE, recorde-se, “é um movimento de cidadãs e cidadãos” que assume entre outras coisas fundamentais para a modernidade progressista a “forma legal de partido político” mas que também concebe ser reconhecido como “movimento” que inspira e é inspirado por “contribuição convergentes de cidadãos, forças e movimentos” que se comprometem com a defesa intransigente da liberdade e com a busca de alternativas ao capitalismo”. Para além dessa tarefa hercúlea de procura e dissimulação envergonhada do comunismo, o BE “pronuncia-se por um mundo ecologicamente sustentável ” e sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Honra seja feita ao BE, será difícil às outras forças de esquerda inovar tanto nos mesmos sonhos húmidos, chamando-lhes outros nomes.

Já o movimento Livre é personificado por Rui Tavares, eleito em 2009 deputado para o Parlamento Europeu como independente integrado na lista do Bloco de Esquerda. Em 2011, só Marx saberá as razões, abandona a delegação do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, acusando o companheiro Francisco Louçã (na altura, coordenador único do BE) de promover uma “caça ao independente” e de ser incapaz de lidar com opiniões contrárias. Talvez por esse motivo, Rui Tavares e associados diversos lançam com sucesso aquilo que será o partido Livre, pois afigura-se urgente a criação de um novo partido, completamente diferente dos outros partidos e movimentos de esquerda. Para os mais desatentos, o Livre transborda novidade, pluralismo e originalidade. Só com o Livre o Povo será livre. Só com o Livre será possível ao Povo ter representantes poderosos que se batem por criar as verdadeiras oportunidades de desenvolvimento económico sustentável e em harmonia com a tragédia grega que dura há meia década só em capas de revistas fascizantes. Para o efeito serão criados infinitos e  abrangentes fóruns de discussão crítica de todos os temas – sem quaisquer medos – e que conduzam a uma nova sociedade que seja realmente diferente e igual de modo a provocar um abanão. Espermos pois  pela resposta unificadora do Partido Livre ao artigo do dirigente bloquista. Só assim é permitido sonhar, convergir e rir de tamanha diversidade unificadora.

O tempo passa num instante II

Devidamente explicado no site da UNESCO. E que o NYT não terá ligado.

Inhabited for more than 2,500 years, the city was given official status in the second century BC when it was an outpost of the Yemenite kingdoms. By the first century AD it emerged as a centre of the inland trade route. The site of the cathedral and the martyrium constructed during the period of Abyssinian domination (525-75) bear witness to Christian influence whose apogee coincided with the reign of Justinian. The remains of the pre-Islamic period were largely destroyed as a result of profound changes in the city from the 7th century onwards when Sana’a became a major centre for the spread of the Islamic faith as demonstrated by the archaeological remains within the Great Mosque, said to have been constructed while the Prophet was still living. Successive reconstructions of Sana’a under Ottoman domination beginning in the 16th century respected the organization of space characteristic of the early centuries of Islam while changing the appearance of the city and expanding it with a second city to the west. The houses in the old city are of relatively recent construction and have a traditional structure.

Leitura complementar: O tempo passa num instante.

O tribunal decidiu, está decidido

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O Supremo Tribunal da Arábia Saudita confirmou a sentença ao blogger Raif Badawi. Caso sobreviva às mil chicotadas, terá que cumprir uma década na prisão por ter insultado o Islão em 2012 e pagar uma multa de mais de 191 mil euros.

Leituras complementares: Os bons ventos que sopram da Arábia Saudita; Ser Charlie na Arábia Saudita e na Câmara de Lisboa; Bloggar faz mal à saúdeDas religiões que são superiores aquilo da liberdade.

Adenda: Saudi Arabia hosts UN-backed human rights summit ‘on combating religious discrimination’

Saudi Arabia has hosted an international conference on human rights, attended by the president of the UN Human Rights Council, and resolved to combat intolerance and violence based on religious belief.

The kingdom convened the fifth annual meeting of the Istanbul Process as its Supreme Court prepared to rule on the case of blogger Raif Badawi, sentenced to 10 years in prison and 1,000 lashes for “insulting Islam through religious channels”. It later upheld the sentence.

The UN HRC recently faced criticism over Saudi plans to head up the council from 2016, in what critics said would be the “final nail in the coffin” for the international body.

Sobre a contratação de Jorge Jesus pelo Sporting

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O meu artigo de hoje no Observador: Jesus e a tentação de Bruno.

Ora, se Benfica e FC Porto enfrentam dificuldades e um inevitável processo de ajustamento, isso é ainda mais notório no caso do Sporting, como aliás o respectivo presidente até muito recentemente não se cansava de relembrar. A contratação por valores estratosféricos de Jorge Jesus entra em frontal contradição com esse discurso e com essa prática de gestão. Mesmo que a entrada de novos capitais venha a proporcionar alguma folga no curto prazo, é difícil conceber que o Sporting se possa dar ao luxo de gastar muito mais que Benfica e FC Porto com uma equipa técnica e manter uma gestão equilibrada e sustentável.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

Não foi a tempo

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Tal como a vitória de Cameron, parece que os resultados publicados pelo INE não foram a tempo de poder ter o destaque que eventualmente mereceriam. Afinal, o desemprego baixar para os níveis de 2011 não é uma boa notícia. Pelo menos para alguns.

Os bons ensinamentos de Sepp Blatter

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Alguns dias após Vladimir Putin ter vindo em defesa da máfia FIFA, alertando a humanidade contra o imperialismo norte-americano, o britânico Socialist Unity informa, de entre outros igualmente bons apontamentos,  que a re-eleição do Presidente da FIFA é uma lição para a democracia. A realidade supera a melhor comédia.

Blatter has played a key role in driving forward these efforts, which is why he’s earned the respect and loyalty of FIFA member associations throughout the developing world, and is why they refuse to participate in the campaign of demonization that has been waged against him over the past few years, What ‘they’ dismiss as patronage, others call the redistribution of resources and funds from the developed nations to the undeveloped nations, providing the latter with the ability to compete on the international stage. Even more important is how it has kept alive the dream in the hearts of millions of impoverished kids of a route out of poverty for them and their families via football.

The growing controversy over the decision to grant Qatar the privilege of hosting the 2022 World Cup cannot be denied, giving rise to legitimate questions over the bidding process and procedures. The abuse of migrant labour, employed on the construction of stadia and infrastructure for the 2022 tournament, is a matter of deep concern and unless strong action is taken by FIFA in response will undeniably leave a stain on the organization and international football. But here the West has little credibility also. Qatar, along with the other Gulf States, has long been guilty of such human rights abuses, while remaining close allies of the US, Britain, and France. The word for this state of affairs is hypocrisy.

What took place in Zurich was an attempt to seize the leadership of FIFA. It was an attempt driven less by justice and more by geopolitics.

Sadly for them, however, it failed. Sepp Blatter was re-elected. In the end democracy won.

Adenda: O mal voltou a fazer estragos: Sepp Blater demite-se quatro dias depois de ter sido eleito.

 

Da pena santificada de Mário Soares

soares

Continuam a sair, escritos absolutamente inéditos.

 

No passado dia 29 de maio estive, pela sexta vez, na prisão de Évora a visitar o meu amigo José Sócrates. Fiquei muito impressionado com a sua resistência e dinamismo ao fim de seis meses de prisão sem nunca ter sido ouvido pela justiça nem ter sido formalmente acusado do que quer que seja.

Ao fim de seis meses de prisão sem provas e sem qualquer fundamento que a justifique, é caso para nos interrogarmos porque é que o juiz Carlos Alexandre e mesmo o procurador Rosário Teixeira o mantêm preso, uma vez que não apresentam provas para o poder acusar e, muito menos ainda, para o manter em prisão preventiva. É também caso para o juiz Carlos Alexandre e o procurador Rosário Teixeira pararem para pensar e porem termo a esta situação.

Até ao dia 9 de junho devem ser reexaminados os pressupostos da prisão preventiva. Esse reexame, que a lei impõe, é uma excelente oportunidade para, dentro da normalidade processual, se pôr termo a uma situação que prejudica o país no plano nacional e internacional, que perturba a convivência democrática e constrange o lançamento e o desenvolvimento de projetos de investimento estrangeiro de que Portugal precisa urgentemente

“reductio ad observadorum”

Discordo em vários aspectos da proposta de revisão constitucional apresentada, mas recomendo a leitura deste artigo: A Constituição fechada e os seus amigos. Por Tiago Fidalgo de Freitas.

(…) o facto de a iniciativa ter sido publicitada pelo Observador num quadro mais amplo de debate constitucional contaminaria, inevitavelmente, a eventual (ainda que sempre duvidosa, claro) bondade de qualquer das propostas. E isto porquê? Porque o Observador é o ‘bicho papão’ do neoliberalismo e o cavalo de Tróia de toda a ‘maldade direitista’. O Observador seria, no fundo, uma Medusa dos tempos modernos: quem com ele colaborasse seria imediatamente transformado em pedra e proscrito para todo o sempre do debate público.

Ora, esta reductio ad observadorum – uma variante low cost da reductio ad hitlerum, com menos imaginação, menos piada e, definitivamente, muito menos substância – é, a todos os títulos, inaceitável. Para mais, quando foram convidadas personalidades de todos os quadrantes políticos e ideológicos para debaterem estas ideias nas Conferências Constituintes e se lhes endereçaram convites para publicarem textos sobre a matéria, preferencialmente críticos, na página do Observador. Se nenhum outro meio de comunicação social o fez até agora, e se os partidos políticos ainda menos o fazem, ainda bem que o Observador tomou a dianteira. Trata-se de um debate que interessa a todos os cidadãos portugueses e em que todos deviam participar.

Leitura complementar: Portugal precisa de uma Constituição não socialista.

Compreender o putinismo XXVI

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Já se sabia que ao serviço da Santa Mãe Rússia há soldados que não existem. Parece que passou a ser crime falar, escrever ou apenas procurar pelos soldados mortos ou feridos em gloriosos tempos de paz e prosperidade.

Russia has made it a crime to speak, write or broadcast about Russian troop losses in peacetime and about people co-operating with Russian foreign intelligence, in what critics said was a Kremlin attempt to stop all information about Moscow’s involvement in the war in Ukraine.

President Vladimir Putin signed a decree on Thursday spelling out more than 20 additions to Russia’s state secrets law, including “information which reveals personnel losses in times of war and in peace time while a special operation is being conducted”. The new censorship rules mean families of Russian soldiers killed fighting in Ukraine or activists researching Moscow’s clandestine campaign risk prison sentences of up to eight years.

“It appears that the position of just denying there are Russian soldiers fighting in Ukraine cannot last any longer,” said Kirill Koroteev, a lawyer with Memorial, the human rights group.

Earlier this month, associates of the murdered opposition politician Boris Nemtsov published adamning report that said at least 220 active Russian soldiers had died fighting in Ukraine.

Days before he was shot in central Moscow in February, Nemtsov said he intended to enlighten the Russian people, starting with families of military and security officials, that Mr Putin was dragging the country into war.

“Now people will go to prison for searching for data about our fallen soldiers,” Ilya Yashin, one of Nemtsov’s closest associates and co-author of the report, wrote on Twitter.

Olga Romanova, a journalist and rights activist, wrote on her Facebook page: “These things mean that a blogger will be criminally prosecuted for writing about a young widow . . . crying after she received a coffin from Donbass.”

Technically, Russia’s state secrets law only covers certain institutions or persons. But legal experts said the new rules could easily be applied more broadly to silence families of Russian soldiers killed in Ukraine, activists distributing or publicly discussing such information and all media reports about Russian involvement in the war.

Compreender o putinismo XXV

VP

A oposição ao Deus-no-Céu-Putin-no-Kremlin faz mal à saúde.

The wife of a prominent Russian opposition activist who mysteriously fell ill in Moscow this week is seeking his evacuation to Europe or Israel for toxicology tests, saying his condition has not improved.

Vladimir Kara-Murza Jr., a former political ally of slain Russian opposition leader Boris Nemtsov, lost consciousness in Moscow on May 26 and was hospitalized with what his wife calls “symptoms of poisoning.”

“His condition has not improved since; he has not regained consciousness,” his wife, Yevgenia, said in an e-mail to RFE/RL and other media outlets.

She said the hemodialysis he underwent to treat kidney failure “has not had any effect” and asked that he be evacuated by plane from Russia “to a medical center in Europe or Israel where full toxicology testing and treatment can be done.”

Adenda: Os reptilianos querem minar Blatter.

Russian President Vladimir Putin has said the US could be selfishly motivated for its own gain, as was the case with Edward Snowden and Julian Assange.

“Unfortunately our American partners are using these methods in order to achieve their own selfish gains and it is illegal to persecute people. I would not rule out that in regards to FIFA, the same thing could be happening, though I do not know how it will end,” he said.

“However, the fact that this is happening right on the eve of the FIFA presidential elections, gives one this exact impression.”

Putin added this is an obvious attempt to expand Washington’s jurisdiction in other countries.

“This is yet one more attempt to try and impose their law against other states. I am absolutely sure that this is an attempt to try and stop Blatter from being re-elected as FIFA president, which is a grave breach of the principles of a functioning international organization.”

 

José Alberto Carvalho e a apologia do terrorismo progressista na TVI (2)

TV Buíça: Apologia do regicídio em prime time. Por João Vacas.

Leitura complementar: Observador: um ano de serviço público.