Incompreensão

Jorge Sampaio recebeu um doutoramento honoris causa na Universidade do Porto. Aproveitou a ocasião para demonstrar, mais uma vez, a sua invulgar capacidade para incompreender o mundo à sua volta. Disse Sampaio: «A questão está em saber como é que nós saímos deste colete-de-forças e como é que conseguimos crescer economicamente, socialmente mantermos a Europa com o sentido que ela sempre teve desde a sua fundação. (…) [A] União Europeia assiste hoje a inadmissíveis anátemas morais decretados por alguns Estados-membros e a uma triunfante cultura de ortodoxia financeira que tem conduzido a situações sociais insustentáveis, a uma preocupante deflação e à mácula desencorajadora projetada pelos seus milhões de desempregados. (…) [Estamos] longe do tempo em que se conciliava eficácia económica com coesão social e se declinava no plano das decisões, de vários modos, a palavra solidariedade. (…) [A Europa] precisa de encontrar uma linguagem que dê satisfação aos cidadãos em geral porque é disso que se trata.»

Fica sempre bem dizer estas coisas. Uma pessoa parece sempre mais séria e profunda quando apela à solidariedade. Mesmo quando o que diz está pejado de equívocos:

  • Em primeiro lugar, as medidas com que a Europa se depara, particularmente países como Portugal, não são uma questão de “eficácia económica” mas antes de evitar o descalabro. Para alguém que usou a famosa expressão “há vida para além do défice” e precipitou a entrada em funções do coveiro do país, recomenda-se mais recato.
  • Se estamos num “colete-de-forças”, não será por termos entrado nele desavisados. Dificilmente sairemos seguindo o caminho que nos levou a entrar nele, por mais apelos à solidariedade que se façam e mais boa vontade que demonstremos.
  • Afirmar que estados soberanos defenderem os seus interesses é o decretar de “inadmissíveis anátemas morais” é, em si mesmo, um “inadmissível anátema moral”. Isto da moral dá para os dois lados.
  • Não é encontrando “uma linguagem” que se resolvem os problemas. Quanto mais não seja por ser notório que o actual secretário-geral do PS usa várias, diferentes consoante a plateia.

Ai Lello, recordar é viver

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José Lello não declarou conta de 658 mil euros Deputado do PS esteve 14 anos sem declarar este valor ao Tribunal Constitucional

Leitura complementar: Pode um homem que tenha falhado o pagamento de impostos no passado ser primeiro-ministro de Portugal?

Um novo paradigma de democracia radical

Cerco a Tsipras: Acordo não será sujeito a votação no parlamento

Está decidido. Acordo de extensão concluído na terça-feira irá ser debatido no parlamento de Atenas, mas não irá haver lugar a votação. Cresce a oposição a Alexis Tsipras dentro do partido Syriza.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza.

Compreender o putinismo XIX

Boris Nemtsov. Imagem via FB do Nuno Rogeiro

Boris Nemtsov. Imagem via FB do Nuno Rogeiro

After Boris Nemtsov’s Assassination, ‘There Are No Longer Any Limits’, por Julia Ioffe.

Even if one of these theories were true, none of Moscow’s embattled liberals would be convinced. “I will never believe it,” Yevgenia Albats, editor of the liberal magazine New Times and an old friend of Nemtsov, told me. “This is not about some domestic affair. These were absolute professionals.” Ilya Yashin, a member of Nemtsov’s Solidarity Party, was of the same mind. “It’s totally obvious for me that it’s a political killing,” he said. “I don’t have the slightest doubt about that.” Maxim Katz, another opposition activist, claimed on Twitter that, any way you slice it, Putin is responsible: “If he ordered it, then he’s guilty as the orderer. And even if he didn’t, then [he is responsible] as the inciter of hatred, hysteria, and anger among the people.”

It’s hard to argue with this last point. Putin’s aggressive foreign policy, his increasingly conservative domestic policy, his labeling the opposition a “fifth column” and “national traitors,” his state television whipping up a militant, nationalistic fervor — all of this creates a certain atmosphere. Putin, after all, has a history of playing with fire, only to have the flames get away from him. After years of the Kremlin tacitly supporting ultranationalist, neo-Nazi groups, the same skinheads staged a violent protest at the foot of the Kremlin walls in 2010 while riot police officers stood by and watched helplessly. Today, a rabid nationalism has swallowed up most of the country, and it is no longer clear that Putin can control it. “In this kind of atmosphere, everything is possible,” Pavlovsky told me. “This is a Weimar atmosphere. There are no longer any limits.”

Until relatively recently, the risks opposition activists knew they were taking on were not generally thought to be life-threatening. The government was likely to hassle activists and make their lives uncomfortable, but mostly it just marginalized them, like the town fool. This began to change with the arrests of protesters in the summer of 2012. When Navalny was sentenced to five years in prison a year later, it came as a shock; this had never been done before. Even after the sentence was suspended, it seemed to be a warning to the opposition.

Nemtsov’s assassination took that warning to its logical conclusion. Now, “we live in a different political reality,” tweeted Leonid Volkov, a prominent opposition activist. “The fact that they killed him is a message to frighten everyone, the brave and the not brave,” Yashin said. “That this is what happens to people who go against the government of our country.” Anatoly Chubais — who, like Nemtsov, served in the Yeltsin government, and who remains close to Putin — visited the site of the shooting this morning. “If, just a few days ago, people in our city are carrying signs that say ‘Let’s finish off the fifth column,’ and today they kill Nemtsov,” he said in astatement, referring to the Kremlin-sponsored anti-Maidan protest in Moscow last weekend, “what will happen tomorrow?” Or, as Albats put it, “Hunting season is open.”

Nemtsov had been confiding to friends of late that he was growing frightened. This summer, he went to Israel to hide out for a few months, fearing arrest. He told Albats that he worried he wouldn’t be able to withstand a stint in a Russian penal colony. In the fall, he filed a police report because of threats he was receiving on social media. It didn’t seem to go anywhere. Recently, he even let his bravado slip in public, telling an interviewer two weeks ago that he was scared Putin would kill him.

And yet, he didn’t let up. According to Albats and Yashin, Nemtsov was working on a particularly incendiary report that he planned to call “Putin and Ukraine,” which would trace the stream of weaponry flowing from Russia to separatists in the Donbass. He was meeting with the families of Russian men who had died fighting with the separatists. He kept up his withering attacks on Facebook and Twitter. He kept traveling to Ukraine and meeting with president Petro Poroshenko, something that couldn’t have gone unnoticed by the Kremlin’s security agencies. And still, Nemtsov never hired a bodyguard. He walked home through Moscow late at night unprotected.

And he almost made it. His apartment building was visible from the bridge. “From his window, where he worked out in the mornings, you can see the place where he was killed,” Romanova told me. “For many years, he saw the place where they would kill him.”

O valor da palavra do Syriza…

Grécia garante pagamento ao FMI, mas não ao BCE

A Grécia quer começar a discutir com os seus credores uma extensão do prazo de pagamento da sua dívida pública, diz o seu ministro das Finanças numa entrevista à Associated Press. Yanis Varoufakis garante ainda que a Grécia vai pagar a sua dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI) mas põe em causa os reembolsos ao Banco Central Europeu (BCE).

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Compreender o putinismo XVIII

 

Foto: Wikipedia

Foto: Wikipedia

O político russo Boris Nemtsov suicidou-se foi assassinado no centro de Moscovo com quatro tiros no peito. Opositor político de Putin, era um dos organizadores da marcha anti-guerra prevista para 1 de Março. Parece claro que estava ao serviço e foi morto pela CIA.

Boris Nemtsov: Yes, I’m afraid that Putin will kill me (entrevista de 10 de Fevereiro)

Adenda: Entretanto, Putin auto-nomeou-se chefe da investigação. O homem não tem descanso na defesa da sua honra.

Vladimir Putin has already proposed a theory about Boris Nemtsov’s assassination — that his killing was a provocation presumably (according to this theory) to make the Kremlin look guilty. The Russian state-operated TASS reports (translated by The Interpreter):

“Putin noted that this cruel murder had all the hallmarks of a contract job and bears an exclusively provocational character,” said Peskov [Putin’s press secretary – The Interpreter].

According to him, “the head of state has instructed the leaders of the Investigative Committee of the Russian Federation, Interior Ministry and FSB to create an investigative group and to keep the course of the investigation of this crime under his personal control.”

James Miller, Pierre Vaux

BorisNemtsov

Imagem de arquivo que capta Boris Nemtsov com a bandeira ucraniana na mão, ladeado pela ex-PM ucraniana Yulia Tymoshenko e ao fundo, o actual Presidente Petro Poroshenko.

António Costa: Portugal está diferente (video)

António Costa fala de um Portugal diferente à CCTV

(via Miguel Abrantes)

Leitura complementar: Acreditar em Portugal.

Procura-se consciência na Câmara de Lisboa

Roseta diz que Salgado tinha “perfeita consciência” dos 4,6 milhões.

A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa diz que o vereador Manuel Salgado “tem perfeita consciência” de que a isenção de taxas e compensações urbanísticas que a Câmara de Lisboa propôs que fosse concedida ao Benfica é de 4,6 milhões de euros e não de 1,8 milhões. Então por que é que o autarca nunca corrigiu o valor que tem sido divulgado? “Isso pergunte-lhe a ele”, responde Helena Roseta, recusando fazer uma leitura desse facto.

Exercícios intelectuais nas fronteiras do conhecimento e da paz

Rússia anuncia manobras militares na fronteira com Estónia e Letónia,

Polónia não aprecia comemorações.

 Suécia e a Finlândia assinaram um pacto militar entre si como resposta à crescente ameaça da Nato.

I Have Never Left Russia“.

Os oito erros que levaram a Ucrânia a invadir várias regiões da Rússia.

Showbiz (arquivo cultural-caridoso do então PM russo).

Os apoios de António Costa

O próprio messias no Casino da Póvoa.

O Terceiro excluído, por João Cardoso Rosas.

(…) Os partidos da social-democracia, que sempre constituíram a primeira ou segunda força política europeia, estão em crise profunda. Não se trata de pensar agora no caso português e na ambiguidade da liderança do PS – António Costa pode andar por aí a repetir as vacuidades que quiser porque na Europa não sabem sequer que ele existe. O que deve fazer pensar são os casos da Alemanha ou da Holanda, onde os social-democratas alinham inteiramente pela política de austeridade. Nos Governos de França ou da Itália, eles pareciam ter uma visão diferente, mas acabaram por não ser consequentes.

O actual debate na Europa é muito importante e dele depende não só o futuro da Grécia, ou de Portugal, mas também o destino do projecto europeu. Neste debate o aspecto político mais surpreendente é, sem dúvida, a auto-exclusão do centro-esquerda.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons X

A survivor of the Copenhagen attack speaks: ‘If we should stop drawing cartoons, should we also stop having synagogues?’

O que distingue a Grécia da Venezuela?

Pequeno dicionário do nosso tempo mediático. Por Helena Matos.

O que distingue a Grécia da Venezuela? A crise humanitária. Ou seja, a Grécia vive, no dizer de muitos jornalistas portugueses, uma crise humanitária. Já a Venezuela, com as prateleiras vazias, presos políticos e uma criminalidade elevadíssima, que por sinal afecta e muito a comunidade portuguesa, vai vivendo com algumas dificuldades, nas quais se inclui aquela coisa mais ou menos folclórica de não terem papel higiénico e o facto de os preservativos custarem uma pequena fortuna.

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Uma linha vermelha e de decência

Eslováquia recusa mais ajuda financeira à Grécia

O primeiro-ministro Robert Fico diz que a Eslováquia está “calma” perante a possibilidade de a Grécia sair da Zona Euro se o país se recusar a honrar os seus compromissos e diz ser “impossível” explicar aos eslovacos que têm que pagar salários e pensões na Grécia. (…) “Esta é uma linha vermelha para nós. É impossível explicar às pessoas que os pobres da Eslováquia … devem compensar a Grécia”, afirmou o primeiro-ministro do país da Europa de Leste, que entrou no euro em 2009. “Explicar aos eslovacos que temos que dar dinheiro à Grécia para pagar salários e pensões? Impossível. Impossível,” reiterou.

Compreender o putinismo XVII

Foto: SERGEI KARPUKHIN/REUTERS

Foto: SERGEI KARPUKHIN/REUTERS

E agora algo completamente inesperado.

A Moscow court late on Thursday jailed prominent Russian opposition leader Alexei Navalny for 15 days for breaching a law that restricts demonstrations, barring him from a planned rally on March 1.

Two days earlier another court had ended house arrest terms for Navalny and upheld a suspended three-and-a-half-year prison term for the protest leader over a theft case he says is politically motivated.

Navalny left the courthouse on Thursday evening handcuffed and was whisked away in a police car. He appealed nonetheless to his followers to turn up for the rally against President Vladimir Putin’s policies.

Compreender o putinismo XVI

Foto de Andrey Borodulin-AFP

Foto de Andrey Borodulin-AFP

Mineiros independentistas lançam mísseis Grad em Horlivka (Ucrânia), comprados em mercado local, dentro do espírito dos acordos de Minsk I e Minsk II, dando continuidade às populares campanhas dos referendos que, espera-se, tenham continuidade na cidade-natal de.Ludwig von Mises. Quando  o princípio da secessão, um dos mais queridos valores liberais, chegar a Lviv por forma a implantar uma república popular, boa parte do caminho destes mineiros estará feito.

CrimeiaEscocia

A Grécia, o Syriza e a União Europeia

Boa sorte. Por João Miranda.

A Grécia tem neste momento 2 problemas: 1. como financiar a sua actividade normal; 2. como meter a economia a funcionar. Para qualquer um destes problemas o Syriza constitui neste momento o principal obstáculo. Para se financiar, o Estado grego precisa de um empréstimo da União Europeia, mas não está disposto a dar as contrapartidas que a UE exige. Na verdade, é cada vez mais evidente que o Syriza não pretende cumprir nenhum compromisso que venha a assinar, e os credores já perceberam isso. (…) O principal indicador de que as coisas estão a correr muito mal na Grécia é o contraste entre o apoio à estratégia do Syriza (mais de 80% em algumas sondagens) e a fuga dos depósitos bancários (mais de 20 mil milhões em 2 meses). Os gregos acreditam na estratégia do Syriza de sacar dinheiro à União Europeia, mas não apostam o próprio dinheiro no futuro da Grécia.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza;

Maduro: a última vítima da “direita pelo direito à blasfemia”

 

CartoonSemana

O Presidente da Venezuela é a mais recente aquisição da glamourosa equipa dos críticos de cartoons.

Fonte: Semana.

António Costa e o Benfica (3)

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Filhos e enteados. Por Helena Matos.

O perdão fiscal agora concedido ao Benfica pela Câmara Municipal de Lisboa levanta-me as maiores reservas, tanto mais que ele acontece num momento em que os cidadãos portugueses vivem sob uma tremendíssima carga fiscal. Nada lhes é perdoado. (…) Em 2015 vivemos sob uma carga insuportável de impostos. Cada vez somos menos cidadãos e mais contribuintes. A obsessão com a cobrança de impostos leva a que o Governo (graças a Deus o mais liberal de sempre. O que seria se não fosse), que adia tanta coisa para um momento financeiramente mais adequado, não se tenha esquecido de criar uma carreira especial para os técnicos do Ministério das Finanças. Cada um de nós é tratado pelo seu Estado como um provável infractor fiscal. A nível municipal ainda recentemente a autarquia de Lisboa entendeu por bem taxar o simples facto de se aterrar ou desembarcar em Lisboa. Ora neste quadro parece-me injustificável avançar com um perdão fiscal (a que obviamente se seguirá, por parte dos outros clubes, a reivindicação de tratamento similar) para um clube a quem não faltam receitas, muito menos sócios, equipamentos e meios.

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A Grécia, o Syriza e o euro

Uma boa síntese de alguns pontos essenciais para compreender o que está em causa: Estou farto do choradinho dos desgraçadinhos dos gregos. Por José Manuel Fernandes.

Os problemas da Grécia não começam agora no Syriza nem acabarão com o Syriza. São problemas antigos, entranhados, que fazem do país um corpo cada vez mais estranho numa união monetária como o euro.

Leitura complementar: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza.

Bruno de Carvalho e Luís Filipe Vieira

Bruno de Carvalho diz que Vieira propôs esquema para só Benfica e Sporting serem campeões
Luís Filipe Vieira: “Um grupo de arruaceiros incendiou-nos o estádio e não cortámos relações com ninguém”
Bruno de Carvalho: “Vieira quer ser o futuro Papa do futebol português”

Nova oportunidade para os críticos de cartoons IX

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O evento intitulado “Arte, Blasfémia e Liberdade de Expressão” que visava discutir aqueles temas foi interrompido pelo participante Omar Abdel Hamid El-Hussein, nascido e criado no Reino da Dinamarca, que dentro da sua liberdade decidiu responder aos tiros, assassinando o realizador dinamarquês Finn Norgaard. Guiado pela natural insatisfação humana, o crítico expôs os seus pontos de vista à porta de uma sinagoga, assassinado Dan Uzan, membro daquela comunidade judaica. Pelo caminho, dentro da sua liberdade feriu mais cinco pessoas. O crítico de arte – variante cartoons – foi abatido pelas forças repressivas dinamarquesas.

Uma vez mais e ao contrário das vítimas,  os afamados críticos dos cartoons têm a oportunidade para se exprimirem em liberdade. De preferência através da caixa de comentários.

António Costa e o Benfica (2)

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Isenção de taxas ao Benfica “é politicamente incorrecta” mas “sensata”

O vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa admite que a proposta que fez para que o Benfica ficasse isento do pagamento de taxas municipais no valor de cerca de 1,8 milhões de euros “é politicamente incorrecta”, mas defende que “faz sentido”. “Estamos permanentemente a aprovar subsídios para instituições que fazem o que o Benfica faz”, justifica Manuel Salgado, lembrando o trabalho realizado pelo clube em várias modalidades “amadoras” e “o papel social relevante” da Fundação Benfica.

Leitura complementar: António Costa e o Benfica.

Austeridade, deflação e crescimento

O meu artigo de hoje no Observador: Da espiral recessiva aos cantos do Syriza.

2014 foi o primeiro ano de crescimento económico em Portugal desde 2010 e isso verificou-se em condições de “austeridade” e com deflação, contrariando todas as previsões de “espiral recessiva”.

Calote argentino II

CristinaKirchner

Argentine President and Foreign Minister Charged Over Cover-Up of Iran’s Role in AMIA Atrocity

The Argentine Federal Prosecutor appointed to examine the accusation that the Argentine government attempted to cover up Iran’s role in the 1994 bombing of the AMIA Jewish center in Buenos Aires has announced that he will be pursuing the country’s top leadership over the charge, in a major endorsement of the claims advanced by Special Prosecutor Alberto Nisman on the eve of his death last month in suspicious circumstances.

President Cristina Fernández de Kirchner and Foreign Minister Héctor Timerman are the most prominent names in Gerardo Pollicita’s complaint, described by the Buenos Aires Herald as giving “a green light” to the charges originally made by Nisman before he died. As The Algemeiner reported earlier today, there is a growing conviction in both Argentina and Israel that Iran was also behind Nisman’s death, which the Argentine government is officially treating as a suicide.

In addition to Fernández de Kirchner and Timerman, Pollicita also charged several of their main political allies, including Luis D’Elia, a former member of the cabinet of Néstor Kirchner (Fernández de Kirchner’s late husband and predecessor in office) Andrés Larroque, a parliamentarian, former prosecutor Héctor Yrimia and Allan Bogado, a suspected member of Argentina’s state intelligence service.

 

Leitura complementar: Calote argentino.

António Costa e o Benfica

Estranhamente, a decisão de António Costa de perdoar uma dívida de 1,8 milhões ao Benfica parece não ter gerado qualquer vaga de indignação, nem sequer pedidos de esclarecimento à autarquia.

Deve ser tudo normal…

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Como bem assinala Helena Matos:

Não vou discutir (por agora) a bondade da decisão. Nem sequer as implicações que ela tem nas reivindicações de tratamento identicamente favorável por parte dos outros clubes. Mas a falta de discussão em torno de uma decisão destas revela como se aceita no mundo do futebol o que se questiona nos outros.

Varoufakis, a troika e a CIA

Troika? A CIA também tinha boas pessoas que torturavam prisioneiros, diz Varoufakis

Yanis Varoufakis insiste no haircut da dívida grega em entrevista à revista alemã Der Spiegel e compara a atuação da troika com a dos membros da CIA que, contra a sua vontade, torturavam prisioneiros.

Assim vai a governação na Câmara de Lisboa…

Câmara de Lisboa perdoa 1,8 milhões de euros ao Benfica

Museu, piscinas e espaços comerciais do Benfica estão ilegais