Da Rússia, Qatar, Arábia Saudita e Líbia. Parece que o processo de paz vai de vento em popa. Como tal, não tem havido muitas referências à entidade sionista para explicar os sucessos alcançados pelo país do senhor Assad.
Maio 27, 2012
Maio 26, 2012
Maio 25, 2012
Uma Droga de debate

Aqui há dias fiz a seguinte pergunta: Que criaturas são estas, tão favorecidas pelo tempo, que ainda lhes sobra algum para se meterem na vida dos outros ?
Alerto para este texto de Rui Rangel, de um abominável paternalismo de quem quer dizer aos jovens o que estes devem ou não fazer com o seu corpo. Curioso é que não vejo nenhum destes ilustres senhores atacar o vinho, que não só mata, como além disso paga menos IVA que a água engarrafada. Até ver, as drogas – termo também ele curioso, visto que o tabaco, a cafeína, o álcool e muitos dos medicamentos que se vendem sem receita médica também podem caír no termo – recreativas sintéticas, naturais ou adulteradas não têm morto tanta gente como os padroeiros dos bons costumes nos querem fazer acreditar. Mais uma vez, curiosamente, não se conhecem por aí casos de tipos a fumar “charros sintéticos” e que chegam a casa e espancam a mulher e a filha. Curiosamente não devem ser muitos os casos de violência provocados pelos “chás” e cogumelos que o Rui refere. Já o vinho, caríssimos, esse é origem de muitos. Querem combater a banalização das drogas ? Sejam coerentes e encerrem as caves do vinho do porto, que por lá se originam inúmeras cirroses e cenas de pancadaria. Agora a sério. Independentemente das consequências da alteração de comportamento provocadas por drogas, nas quais se inclui o álcool, sou a favor da punição a posteriori. Haja o bom senso de em pleno século XXI se perceber que as pessoas não podem ser postas na cadeia por “crimes sem vítimas”. Até D. Duarte percebeu isso. Poder-se-ia pensar que com isto estaria a fazer a apologia das drogas. Nada disso. Independentemente da minha opinião sobre as drogas sintéticas – e adianto já que comigo cogumelos só na comida chinesa – o que está aqui em causa não é uma visão positiva – ou negativa – em relação a este fenómeno, mas sim o reconhecimento do direito dos jovens maiores de idade à liberdade de tomarem o que lhes der na gana. E conhecendo bem os jovens – pois também ainda o sou – sei que o vão fazer, com ou sem proíbições. Sendo que a morrer alguém, morrerá mais facilmente por consequência das adulterações que se verificam no mercado negro que pelas substâncias em si. Aliás, a grande prova disto é que uma das causas da popularidade das Smartshops é a própria proíbição da marijuana, que torna mais seguro – apesar do óbvio prejuízo para a saúde quando se faz a comparação – o consumo, visto que é legal.
PPP’s: uma questão de opções políticas do Estado parte e do Estado legislador
O Estado é pessoa de bem (mas só às vezes). Por Carlos Loureiro.
Ninguém aceitaria que uma parte de um qualquer contrato tivesse o poder de o modificar unilateral e arbitrariamente (isto é, fora das circunstâncias em que o próprio contrato o permitisse).
Mas é precisamente isso que o Estado pode fazer e efectivamente fez e faz noutros casos, de que o exemplo mais recente foi o corte dos subsídios de férias e de natal dos trabalhadores do Estado: o Estado legislador alterou as regras que o Estado parte tinha acordado (ainda que tacitamente) com os trabalhadores.
Se, em abstracto, o respeito pela palavra dada por parte do Estado parece fazer dele a pessoa de bem que deveria ser em permanência, na prática é justificável a perplexidade perante tal actuação que, em vez de regra, se tornou excepção.
Leitura complementar: PPP’s (2): a opção política de não tocar em interesses instalados; Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal; Os custos do sistema eléctrico nacional e outras rendas insustentáveis para o país; Os modestos cortes nas rendas do sector energético.
PPP’s (2): a opção política de não tocar em interesses instalados
Discordo do Rodrigo: o caminho de não confrontação que tem sido seguido nas PPP’s pelo actual Governo é uma opção política e não uma inevitabilidade. Uma opção política com pesados custos para os contribuintes e para a economia portuguesa e uma opção política pela qual o Governo deve ser responsabilizado.
Compreendo que, tal como no caso da dívida externa, há dificuldades e riscos específicos que se levantam no caso das PPP’s, mas a lógica subjacente a uma situação de ruptura financeira invocada (e bem) para cortar salários na função pública deve aplicar-se aos restantes compromissos do Estado. Não o fazer é uma opção política no sentido de evitar ao máximo beliscar alguns dos mais poderosos interesses instaladosna sociedade portuguesa e nos próprios partidos da actual maioria.
Leitura complementar: Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal; Os custos do sistema eléctrico nacional e outras rendas insustentáveis para o país; Os modestos cortes nas rendas do sector energético.
Carlos Lisboa no Dragão Caixa, revelando aspectos da sua vida privada
O Ricardo Lima já aqui muito bem destacou a elucidativa performance de Carlos Lisboa no Dragão Caixa que incendiou os ânimos desencadeando outros comportamentos lamentáveis.
Face às imagens, é compreensível que Carlos Lisboa tente agora fugir com o rabo à seringa, mas foi o treinador do Benfica que nitidamente se colocou a jeito para ser o centro da polémica.
Quanto ao discurso de Luís Filipe Vieira que classificou os incidentes de quarta-feira no pavilhão Dragão Caixa como “uma vergonha para o desporto e para o país”, é difícil não lhe dar razão em termos genéricos, mas depois percebe-se que, afinal, não estava a apontar o dedo – nem o braço todo – na direcção de Carlos Lisboa.
Maio 24, 2012
Renegociação das PPP’s acaba mesmo antes de começar ?
Ainda e sempre, em estado de negação. Por Samuel de Paiva Pires.
Um ano depois e continuamos nisto: com a falência ao virar da esquina. Por muito bem intencionado que Álvaro Santos Pereira seja – e acredito que é – não há vontade política para anular os contratos das PPPs porque os interesses instalados continuam a acreditar lunaticamente nas promessas de Guterres e de Sócrates, e recusam-se a acordar para a realidade. E assim, continua a não haver vontade política para mudar de um rumo que levará o país ao desastre final.
PPPs: o fim das renegociações. por Paulo Morais.
O Decreto-Lei n.º 111/2012, de 23 de Maio, que tem por objecto a definição de normas gerais aplicáveis à intervenção do Estado na definição, concepção, preparação, lançamento, adjudicação, alteração, fiscalização e acompanhamento global das parcerias público -privadas determina que “da aplicação do presente diploma não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados, ou derrogações das regras neles estabelecidas, nem modificações a procedimentos de parceria lançados até à data da sua entrada em vigor.”
Desportivismo à moda do dragão
Espectáculo deplorável o dado pelos adeptos do Porto que impediram a entrega do troféu ao Benfica. Dragões lidam mal com o facto de, também eles, conquistarem o troféu de cabeçudos.
Maio 23, 2012
Maio 22, 2012
Foi preciso mudar o governo mas (finalmente) chegaram lá
Provavelmente para compensaros que fizeram o caminho inverso, parece que os afilhados do “engº” Pinto de Sousa finalmente acordaram para a problemática das interferência governamentais na comunicação social. Folgo que futuras mudanças de governo não os façam perder o amor pela liberdade de imprensa.
Nota: Curioso, será que repararam quando o mui louvado António Arnaut disse exactamente o mesmo relativamente ao caso Lopes da Mota? E ainda acusou os magistrados de ”delação”.
Máximas para um país onde não faltam rastejantes
Mudam-se os tempos, mudam-se os abrantes.
Maio 21, 2012
Respeito primaveril pela propriedade privada
Aconteceu na Tunísia. O sector do turismo está a mudar de paradigma.
Um verdadeiro espírito livre
Coisinhas simples. Por Rodrigo Moita de Deus.
Miguel Relvas lida com jornais e jornalistas há mais de uma década. Se fosse pessoa para fazer o que acusam já todos teríamos dado por isso.
Já que estou numa de contrariar aproveito para esclarecer o resto. Por Rodrigo Moita de Deus.
Só hoje li a entrevista de Vasco Rato à sábado por causa da ongoing. Sobre o assunto tenho uma opinião diferente da maior parte do pais. Caso fique provado que silva Carvalho utilizou o SIED para beneficiar empresas portuguesas em negócios internacionais acho que o serviço merece uma condecoração da presidência da republica.
Liberdade de imprensa. Por Rodrigo Moita de Deus.
Tenho para mim que a liberdade é o mais importante dos valores. E defenderei sempre a liberdade em qualquer circunstância. Sempre que a liberdade estiver ameaçada.
Maio 20, 2012
Sexismo progressista
Reproduzo de seguida um texto enviado pelo leitor Fernando Gomes da Costa:
Sexismo de rosto progressista
Segundo o JN, o actor e realizador norte-americano Sean Penn apelou, este sábado, durante uma cerimónia em Cannes, às mulheres presentes para fazerem greve de sexo em solidariedade com todas as mulheres no Haiti. (mais…)
O caso Miguel Relvas e a opção pela auto-descredibilização
Tudo fenómenos compreensíveis, mas que nem por isso deixam de ser lamentáveis: Do contorcionismo à fragilização do governo e da blogosfera de direita. Por Samuel de Paiva Pires.
Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.
Por cá a Rita Rato disse o mesmo sobre o Gulag

O Líder do Aurora Dourada negou a existência de câmaras de gás no Holocausto. Os Media, como sempre, fazem grande alvoroço. A notícia tem dias e já se tornou viral, assim como o vídeo das declarações em questão. Mas quando a Rita Rato respondeu “nunca estudei nem li nada sobre isso” acerca dos Gulags e “não sei que questão concreta dos direitos humanos” em relação à China ou ” a avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom” sobre a URSS, eu não vi os jornais portugueses fazerem disso manchete. Porque será ? A dualidade de valores que desculpa o Comunismo e condena o Nazismo e o Fascismo continua entranhada na sociedade, aplaudida pelos Media e incentivada pelo meio Académico.
A recente polémica em relação às minhas declarações sobre as eleições gregas, onde afirmei que fascistas, nazis, comunistas e trotskistas são todos da mesma família, é um bom exemplo disso. E de facto são. Na Itália, o programa político do PNF e o manifesto do fascista de Mussolini não diferem muito do que seria o programa político de um Bloco de Esquerda à época. O Marxismo deu fruto, fruto podre. Estas várias ideologias, apesar das diferenças, tinham vários objectivos em comum. Entre os quais o fim do capitalismo (mesmo que gradual), o controlo da economia por parte do Estado, o extermínio brutal dos dissidentes e uma vanguarda disposta a tomar a direcção de um ambicioso projecto de engenharia social.
Dizia-nos Gregor Strasser, figura proiminente do Partido Nazi e rival de Adolf Hitler:
We are Socialists, enemies, mortal enemies of the present capitalist economic system with its exploitation of the economically weak, with its injustice in wages, with its immoral evaluation of individuals according to wealth and money instead of responsibility and achievement, and we are determined under all circumstances to abolish this system !
Act. Os links dos CM estão, julgo eu, apenas temporariamente indisponíveis. Entretanto podem consultar aqui excertos da entrevista.
O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado)
No que diz respeito ao caso Miguel Relvas, concordo com isto e com isto, mas, infelizmente, concordo ainda mais com isto.
Sendo certo que há algum oportunismo neste post do Sérgio Lavos, importa reconhecer que no essencial ele tem, no essencial, toda a razão.
O problema não é só que há quem prefira o rastejar à verticalidade: é que há muitos figurões e figurinhas do regime que só sabem rastejar e desconhecem em absoluto a própria noção de verticalidade.
Leitura complementar: Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho
Uma tragédia em curso em Timor
Seria apenas cómico, se não fosse trágico tendo em conta o cenário de predação dos recursos colectivos de Timor-Leste, tanto por elites internas como por parasitas externos: Xanana Gusmão diz que o povo está satisfeito e não podia exigir mais
Visão muito diferente tem Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin e antigo primeiro-ministro.
“O povo não está satisfeito, continua marginalizado e a pobreza cresce”, afirmou.
Alkatiri afirma mesmo que a pobreza tem crescido: “No passado dizia-se que 80 cêntimos [de dólar] por dia chegavam para tirar as pessoas da pobreza extrema. Hoje não chegam dois dólares”.
A corrupção é apontada pelo líder da Fretilin como um dos problemas mais graves. “A corrupção grassa pelo país. Todos os dias se vê pessoas que tinham pouco e agora têm carros e casas de luxo. A corrupção em Timor tem uma característica especial: é feita às claras, toda a gente sabe, é feita às claras é transparente”.
Infelizmente, também em Portugal não faltam cúmplices deste triste estado de coisas dez anos depois da independência em Timor. A independência de Timor-Leste tem sido um empreendimento lucrativo para algumas pessoas dentro e fora do país, mas infelizmente não para a larga maioria do povo timorense.
Leitura complementar: Evitar que Timor se torne um Estado falhado; A miséria da população como sinal de uma governação falhada.
Anatomia de um gozo especial
Pessoas há que gostam de manter os outros na ignorância. Departamentos do estado há que fazem, com indisfarçável orgulho, disso uma profissão invejável. O Kuwait Times leva-nos numa viagem ao interior de uma dessas pessoas. A eleita trabalha com afinco numa instituição governamental de excelência e considera-se como pertencendo ao grupo das pessoas mais educadas. Acredito. A felicidade plena está ali, ao virar de uma página de um livro infantil, científico, sobre política, religião ou tão somente impresso em Israel.
Um pouco mais além
O progresso na sua fase imparável. Mais um bom trabalho de Carlos Enes:
Tribunal de Contas enganado para aprovar autoestradas
Denúncia feita em relatório de juízes, que apontam dedo a Estradas de Portugal e anterior Governo
Maio 19, 2012
Thatcher on public money
Um video recomendado tanto à oposição como – talvez ainda mais – ao governo e à maioria que actualmente o sustenta.
Thatcher: There is no such thing as public money
Leitura complementar: Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal.
A primavera saudita é composta por mudança
O uso do inglês técnico e comercial bem como o calendário gregoriano foram banidos pelas autoridades sauditas. No entanto, as autoridades locais ficam com o direito de usar o calendário gregoriano sempre que se justificar.
Maio 18, 2012
Will Smith sobre o aumento de impostos de Hollande: “God Bless America !”
Will Smith stupéfié par la taxation de Hollande
Maio 17, 2012
Maio 16, 2012
Austeridade?!? Onde, onde?!?
Troika obriga Ministério das Finanças a Transparência.
Em Janeiro, a remuneração média mensal nas administrações públicas era de 1401 euros, enquanto o ganho médio – que inclui prémios, subsídios e trabalho extra – chegava aos 1600 euros.
De acordo com a síntese estatística do emprego público hoje divulgada, o salário base sofreu um ligeiro decréscimo, de 0,1%, face a Outubro do ano passado, enquanto o ganho médio teve um aumento de 0,4%.
(…)
No Ministério dos Negócios Estrangeiros é onde este diferencial é mais visível e é também o que se destaca por pagar salários totais mais elevados. Um diplomata tem um salário base de 2320,8 euros, mas se contarmos com os subsídios, o ganho mensal médio chega aos 8145 euros.
Um conjunto de pessoas que ganhava 1.600 Euros o ano passado viu este rendimento subir em 0,4% (tudo em valores médios).
A Austeridade parece afinal só uma palavra dura para Alemão ouvir. Algo tinha de mudar para tudo continuar na mesma…

Maio 14, 2012
JP Morgan, Obama e 2 Biliões de Dólares
How big is President Obama’s Wall Street problem?
JPMorgan Chase’s $2 billion trading loss highlights what could be a huge Wall Street problem for President Barack Obama as he faces re-election.
Nearly four years after the financial crisis, little appears to have changed on Wall Street.
These guys can still play fast and loose with whatever rules there are and in the process risk huge losses.
JP Morgan’s CEO Jamie Dimon was on “Meet the Press” on Sunday doing damage control. There have already been several resignations at the company.
Dimon acknowledges the $2 billion loss was due to a series of massive bets placed through credit default swaps – which is what nearly brought the country to its knees in 2008.
In other words, what happened at JP Morgan, one of the largest banks in the U.S., is exactly the kind of thing the president’s financial law was supposed to stop. But it didn’t.
Working in Obama’s favor – he can paint his opponent, Mitt Romney, as a big business guy who would slash financial regulations.
But voters will hold up the president against his record – and ask how this could happen again. In light of the mess at JP Morgan, it will be nearly impossible for Obama to run as the president who got tough on Wall Street.
Critics of the president say the White House should have pushed for stronger legislation – and that financial reform took a back seat to the health care and stimulus bills.
They say the president had a historic chance to bring real reform to Wall Street since there was such intense public anger toward the banks.
Administration officials argue Obama pushed for the toughest financial reform law that he could get through Congress.
Regulação a funcionar? Seria a 1ª vez…
Já agora, para quem queira saber como foi possível o JP Morgan perder 2.000.000.000 como em 2008:

Primavera síria exportada para o quintal
Deve ser a isto que se chama interferência estrangeira e um plano de paz sírio bem aplicado… ao Líbano.
Maio 13, 2012
Iniciativa, empreendedorismo e criação de emprego: retórica governamental vs. realidade
Um oportuno comentário do leitor Ricardo Cerqueira ao post A propósito de “oportunidade”, Passos Coelho perdeu uma de estar calado:
Eu até compreendo o que quis dizer o nosso PM, Mas as palavras leva-as o vento se nada for feito para acompanhar a teoria. Aqui vejo-me obrigado a voltar à questão do Código Contributivo da Segurança Social que inviabiliza o auto-emprego por via de recibos verdes (aumentos brutais e pagamento de IRS sobre as contribuições majoradas) e que em breve vai também inviabilizar qualquer actividade de quem for empresário em nome individual ou detentor de uma sociedade unipessoal.
Os seja, as hipóteses de um desempregado criar o seu próprio emprego são negadas pela voracidade contributiva imposta pelo anterior governo com o conluio dos sindicatos de esquerda.
Sinceramente, fico chocado com o alheamento revelado nesta proposta, aparentemente optimista, mas que choca no dito código que já deveria ter sido revogado desde que este governo tomou posse. Assim é gozar com a cara de todos aqueles que, não tendo emprego, querem ir à luta ao invés de ficarem pendurados na subsídio-dependência.
E o pior está para vir, quando estiver concluído o período de transição e os Independentes (e os referidos micro-empresários) começarem a ficar sem modo de vida, sacrificados para alimentar uma segurança social que nunca lhes valeu, nem valerá.
É muito mau…
Leitura complementar: Código Contributivo dos Trabalhadores Independentes: consequências previsíveis de um desastre anunciado; O que separa os verdadeiros dos falsos recibos verdes?
Manifestações de 12 de Maio: “indignados” vs. PCP
Não creio que tenham sido 10 mil os participantes na manifestação organizada pelo PCP no dia 12 de Maio no Porto, mas foram certamente muitos mais do que os escassos “indignados” que se manifestaram no mesmo dia em eventos promovidos pelo Bloco de Esquerda e respectivas organizações satélite.
Daí que me pareça pertinente questionar, como é feito aqui, a deficitária atenção mediática à manifestação do PCP.
Será apenas porque, na cabeça de muitos jornalistas portugueses, o Bloco de Esquerda é trendy, mas o PCP não?
Ou será que há outras razões para esta insistente preferência e tentativa de promoção – contra todas as evidências – dos movimentos de “indignados”?
A União Europeia deveria deixar de subsidiar o crescimento do Syriza
Desemprego seletivo na Grécia socialistizada. Por António Balbino Caldeira. (via Helena Matos)


