Mário Nogueira (ainda) não é Ministro da Educação (2)

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Caro Paulo, não percebi a referência aos supostos “melhores dias” da insurgência. Em qualquer caso, o post serviu como mais uma motivação para dedicar o meu artigo desta semana no Observador (A prova, os professores e os sindicalistas) ao tema.

Se há coisa que não tem faltado por aqui, são críticas ao MEC (não vou procurar links porque sei que o Paulo é um leitor atento do blogue), desde a falta de reformas que promovam a liberdade de educação até à manutenção praticamente inalterada dos mecanismos de financiamento no ensino superior. Não serão é o tipo de críticas que mais agradam ao Paulo, mas sobre isso pouco posso fazer.

Aproveito para acrescentar mais uma ideia que acabei por não incluir no artigo: é curioso que alguns dos maiores críticos da possibilidade de municipalizar competências no âmbito da gestão de docentes sejam simultaneamente críticos da realização de provas nacionais. É caso para perguntar: em que ficamos?

Termino com uma garantia que já em tempos dei ao Paulo Guinote: adoptarei exactamente o mesmo critério de análise e o mesmo padrão de exigência relativamente a executivos futuros, incluindo se o protagonista na altura vier a ser ele próprio, por exemplo como Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário ou mesmo como Ministro da Educação.

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A fortuna de Michael Moore

Divórcio de Michael Moore revela riqueza do realizador

O realizador Michael Moore divorciou-se de Kathleen Glynn com quem estava casado há 22 anos, noticiou a BBC esta quinta-feira. E ficou-se a saber o vasto património do realizador de cinema, conhecido pelas suas posições anti-capitalistas.

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Em casa de terrorista, espetam-se as manas a viver com o inimigo

É natural que as pessoas queiram o melhor para as famílias. Enviar as três irmãs para o berço de todos os males do mundo não é um bocadinho pesado? Não ficariam a salvo das maldades no “ghetto de Varsóvia de Gaza”? Afinal, que criatura é esta que permite que as irmãs vivam na “casa dos criminosos de guerra”?

E se fosse Seguro ?

PS: campanha para o troféu sexy platina

E se fosse Seguro a anunciar uma agenda a 10 anos sem falar de dívida e finanças?

Imagine-se a carga de pancadaria que levaria António José Seguro se resolvesse convocar uma conferência de imprensa sobre uma “convenção” e agenda de 10 anos para o país e se se recusasse a dizer o que pensa sobre a consolidação orçamental, o que pensa sobre a reestruturação da dívida e de como sair do buraco em que estamos, alegando que queria ir às “origens da falta de competitividade da economia portuguesa”.

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Ironias com marca Greenpeace

Greenpeace in Chaos as Staff Revolt Against Management

Greenpeace is in turmoil after more than 40 staff signed a letter calling two of the group’s most senior officials to resign. The group faced ridicule last month after it emerged that Husting chose to regularly fly between his home in Luxembourg and work in Amsterdam, leaving a massive carbon footprint.

O fabuloso destino de Ana Drago

Passa pela esquerda e pela eterna soma de divisões canhotas

A ex-dirigente do Bloco de Esquerda Ana Drago assumiu, esta quarta-feira, a criação de uma plataforma política de esquerda que congregue “movimentos que já estão no terreno” que tenha a “seriedade e humildade” de ser colocada “perante os votos dos portugueses”.

 

O Ranking das Esquerdas Mais Convergentes sempre esteve ultrapassado pela realidade interventiva d@s cidadad@s que querem tacho e pela natureza das coisas.

É provável, que à data da publicação do artigo tenham surgido de forma espontânea, outros movimentos de convergência da esquerda portuguesa. Assim sobrem pessoas e se redescubram causas. Afinal, precisamos de mais esquerdas por forma a tornar mais difícil a vida aos comediantes e a reinvenção permanente com um verdadeiro efeito multiplicador das petições on-lne.

A Impunidade Revisited

Já se passaram alguns anos desde que a impunidade – ou a falta dela – reinava como palavra de ordem dentro e fora das escolas.  Dos sindicalistas de plantão aos burocratas do ME, passando por uns quantos deputados – uns mais alfabetizados que outros – a impunidade dos alunos, esses delinquentes, incapazes de multiplicar de cabeça e de conjugar frases simples, esteve na ordem do dia. A impunidade era, para esses grupos, o que o crescimento hoje é para o Dr. Seguro e respectivos compinchas. O país mobilizou-se para acorrer à resolução da problemática do bando de acéfalos que parasitava as mais nobres instituições de ensino do país, envergonhando pais, professores e toda uma nação. Um professor do sindicato, mais atrevido e visionário, terá certamente magicado uma ideia genial, nunca professada por timidez ou moderação: ora faça-se a escola sem alunos, pois! Assim ninguém chateia. Genial.

De facto, tanto conversa de “direitos dos professores” fará um leitor mais desatento questionar-se se os professores servem para ensinar os alunos ou se os alunos lá estão para empregar professores.

De todas as reuniões, plenários, tertúlias, conferências, comissões e planos, alguém se terá esquecido de fazer uma pergunta incómoda, mas pertinente. E os professores ? Mas quem ousaria afrontar os professores ? Classe de prestígio, merecedora de respeito. Os professores não se avaliam, não se supervisionam, não se despedem. Os professores não são como os advogados ou os contabilistas, os pedreiros ou os jardineiros. O país precisa deles e quantos mais melhor. Se há demasiados professores para o número de alunos ? Não, nunca são demais. O ideal nogueirista seriam dois professores por aluno, o mestre e o assistente. Se não há dinheiro para pagar a tanta gente ? Azar, os outros desgraçados que trabalhem e descontem. E se não chegar, há sempre quem empreste. Se a escola pública está inundada de indivíduos sem conhecimentos ou capacidade oratória ou empatia ou estabilidade psicológica para dar aulas ? Claro que não. Isso são ideias de fascistas neo-liberais, a soldo dos privados (esses bandidos) empenhados em vender o ensino público.

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O preço da propaganda

No Irão, um país auto-declarado moderado, o preço da propaganda é alto e prejudica gravemente a saúde.

Iranian journalist Marzieh Rasouli said Monday that she has been sentenced to two years in Tehran’s notorious Evin prison and 50 lashes for publishing anti-regime propaganda.

Rasouli, respected for her work as an arts and culture reporter for leading reformist media outlets, including the Shargh and Etemaad dailies, was detained in January 2012 as part of a crackdown. (…)

In a statement posted Monday on Twitter, Rasouli said she had been charged with “propaganda against the establishment and disruption of public order through participation in gatherings.” (…)

The first charge has been commonly used by Iran’s conservative-dominated judiciary to convict activists and journalists since the disputed 2009 presidential election that triggered widespread anti-regime protests.

Rasouli suggested the sentence had been approved by an appeals court, without elaborating, only adding that “I have to go to prison tomorrow to serve my sentence.”

 

Entretanto por Lisboa

Aposta-se sem medos na premissa que o progresso individual contribui para o progresso da Humanidade em geral e de alguns maçons em particular.  Um bom trabalho de José António Cerejo.

Restaurante do Parque Eduardo VII foi entregue pela câmara a uma empresa sem daquele que veio a ser o restaurante Eleven foi ganha em 2001 por uma empresa que se registou nas Finanças na véspera do concurso. Empresa pertencia a dois filhos de um ex-ministro e ex-grão mestre da Maçonaria. Concorrentes preteridos eram dois grandes empresários de restauração.

Alexandre Soares dos Santos e a Fundação Francisco Manuel dos Santos

Relativamente ao meu artigo de ontem no Observador (Liberdade, pluralismo e independência), parece-me conveniente esclarecer que a omissão de qualquer referência à Fundação Francisco Manuel dos Santos foi deliberada e não um lapso ou coincidência.

Com essa opção pretendi salientar que a apreciação devida a Alexandre Soares dos Santos se deve primariamente à forma como, ao longo da sua vida, deu cumprimento à sua vocação empresarial e à sua conduta enquanto empresário e cidadão no plano pessoal. Não tenho dúvidas de que, para Alexandre Soares dos Santos, a Fundação que criou, impulsionou e financia surgiu como mais uma extensão do seu empenho cívico, mas quis precisamente evitar confundir as duas esferas.

Independentemente da apreciação positiva ou negativa (eventualmente em alguns casos até muito negativa) que se possa fazer das actividades e do rumo institucional da Fundação Francisco Manuel dos Santos, essa apreciação não altera o essencial do louvor plenamente justificado a Alexandre Soares dos Santos.

Alexandre Soares dos Santos e o país

O meu artigo de hoje no Observador: Liberdade, pluralismo e independência

Seria óptimo para Portugal – e em particular para o combate à pobreza no país – ter mais empresários com a vocação, coragem e independência de Alexandre Soares dos Santos e menos intelectuais especializados em viver à mesa do Orçamento do Estado.

A conta para os contribuintes segue dentro de momentos

Reitores voltam a cortar relações com o Governo
Reitores quebram diálogo com Governo. Faltam verbas nas universidades
Reitores alertam: funcionamento das universidades pode ficar comprometido
Reitores pedem reforço de 85 milhões de euros

O final do filme deverá ser o habitual: mais uma vez o Governo cederá a um dos mais poderosos lobbies do país e a conta será, como sempre, passada para os contribuintes, não obstante a delicadíssima situação das contas públicas e a sobrecarga fiscal.

Ao abrigo da peculiar jurisprudência constitucional portuguesa sobre o princípio da igualdade, enquanto o sector privado pode sempre ser forçado a pagar mais impostos (e a pagar também em falências e desemprego…), para os agentes mais bem instalados na captura de rendas é apenas business as usual.

Não ter tido a coragem ou a capacidade de reformar o modelo de financiamento do ensino superior, promovendo maior competitividade e real autonomia auto-financiamento das instituições ficará como uma das principais manchas deste Governo.

Leitura complementar: Continuar a ler

Mais um triunfo da economia planificada

400. Por Rui A.

A não haver erro na notícia ou na comunicação feita pelo senhor vice-primeiro ministro, o governo prepara um conjunto de investimentos que, totalizando a irrisória quantia de 400 milhões de euros, resultará na criação de 400 pujantes novos postos de trabalho. (…) Não obstante, quatrocentos novos postos de trabalho, mesmo que nos custem um milhão de euros cada, são sempre de louvar. Até por representarem um inequívoco triunfo da economia planeada pelo governo sobre a iniciativa privada, desmentindo assim todos quantos insistem na peregrina ideia de que governo e estado desbaratam os recursos por si confiscados aos cidadãos e às suas empresas.

A Globalização, esse bicho de sete cabeças

O Guilherme Marques da Fonseca, do Mises PT, publicou um artigo no Público bem simples e elucidativo do papel da globalização na transformação das condições de vida no mundo moderno e das barreiras que esta vem enfrentando:

“De notícia recente, o Instituto Nacional de Estatística (INE) apontou Portugal como o 21º da União Europeia mais “aberto ao exterior”.

No entanto, bastante mais utilizada do que compreendida, a palavra “globalização” é invocada por muitos como o conceito representativo de um fenómeno observado e sentido na necessidade de formar uma “Aldeia Global”, que permita maiores ganhos para os mercados internos já saturados.

Mesmo sendo tal conceito discutível, a verdade é que o aumento da dimensão do mercado externo é uma das principais fontes do crescimento económico moderno. Foi esse aumento, ortodoxamente expressado pelo “Mercado”, que matou a fome de mais pessoas pela História.

Ele deu algo a quem nada (ou muito pouco) tinha. “Ele” é também o troféu que lembra para sempre a vitória do capitalismo sobre os sistemas autoritários, e que possibilita o existir de instituições de apoio social, que num ambiente económico mais ou menos livre, colmatam as dificuldades sentidas pelos mais desfavorecidos no curto prazo.”

Portugal esclavagista

algemas_escravosDurante séculos Portugal foi o principal promotor das migrações (forçadas) de escravos do continente africano para o americano. Hoje, ao Estado português não lhe basta “escravizar” o próprio povo mas também, desde o governo de José Sócrates, ajuda a fazê-lo a outros. Na RTP (inclui video):

Os médicos cubanos chamados a trabalhar em Portugal recebem um terço daquilo que é pago a qualquer clínico português que exerça as mesmas funções no Serviço Nacional de Saúde. Mas cada um custa quatro mil euros mensais ao Estado português, 80% do dinheiro segue diretamente para o regime de Havana.

 

Talvez para socialistas, de todos os tipos/partidos, a imoralidade da subjugação do seu semelhante à vontade do Estado seja um conceito fácil de aceitar quando se fala de “bem comum”. O facto de, séculos atrás, uma grande maioria da população achar normal o tratamento de seres humanos como mercadoria não tornou tal prática menos condenável. Assim como, nos dia de hoje, não podemos olhar para o lado quando uma maioria decide (por via democrática!) autoescravizar-se, arrastando consigo quem dela discorda e anseia pela liberdade que, ao contrário de qualquer tipo de escravatura (total ou em part-time), deve ser absoluta.

O Auto-Subsídio

Aquele momento em que a Reitoria da Universidade de Lisboa gasta o valor da propina de dez alunos em 500 exemplares de um livro do ex-Reitor. Que – e admito poder estar enganado – não aparenta ser nenhum textbook essencial para dignificar o saber que por aqueles lados se pratica. António Sampaio Nóvoa tem sido, nos últimos tempos, uma das figuras públicas mais acarinhadas pela esquerda e um dos favoritos – segundo o Facebook – para Belém, São Bento ou, quem sabe, ambos.
Novoaa