O Insurgente

Maio 27, 2012

Síria, o quintal preferido

Da Rússia, Qatar, Arábia Saudita e Líbia. Parece que o processo de paz vai de vento em popa. Como tal, não tem havido muitas referências à entidade sionista para explicar os sucessos alcançados pelo país do senhor Assad.

Maio 26, 2012

Lá como cá

Filed under: Cultura,Double standards,Economia,Media,Política,Portugal,Saúde,socialismo — André Azevedo Alves @ 10:00

E tudo perante a impotência das autoridades e a passividade dos responsáveis políticos: Dirty, drunk and defiant…. meet the Romanian gypsies defiling Park Lane

“Camp” is an exaggeration. There are no tents, no bedding. Instead, I’m greeted with a rubbish tip littered with empty Stella bottles, half-eaten sandwiches, cigarette stubs and worse.

The stench of human waste hangs heavily in the air. The silence is deafening. No one is talking.

(mais…)

Maio 25, 2012

Uma Droga de debate

Filed under: Diversos,Double standards,Nanny State Watch,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 23:25

Aqui há dias fiz a seguinte pergunta: Que criaturas são estas, tão favorecidas pelo tempo, que ainda lhes sobra algum para se meterem na vida dos outros ?

Alerto para este texto de Rui Rangel, de um abominável paternalismo de quem quer dizer aos jovens o que estes devem ou não fazer com o seu corpo. Curioso é que não vejo nenhum destes ilustres senhores atacar o vinho, que não só mata, como além disso paga menos IVA que a água engarrafada. Até ver, as drogas – termo também ele curioso, visto que o tabaco, a cafeína, o álcool e muitos dos medicamentos que se vendem sem receita médica também podem caír no termo – recreativas sintéticas, naturais ou adulteradas não têm morto tanta gente como os padroeiros dos bons costumes nos querem fazer acreditar. Mais uma vez, curiosamente, não se conhecem por aí casos de tipos a fumar “charros sintéticos” e que chegam a casa e espancam a mulher e a filha. Curiosamente não devem ser muitos os casos de violência provocados pelos “chás” e cogumelos que o Rui refere. Já o vinho, caríssimos, esse é origem de muitos. Querem combater a banalização das drogas ? Sejam coerentes e encerrem as caves do vinho do porto, que por lá se originam inúmeras cirroses e cenas de pancadaria. Agora a sério. Independentemente das consequências da alteração de comportamento provocadas por drogas, nas quais se inclui o álcool, sou a favor da punição a posteriori. Haja o bom senso de em pleno século XXI se perceber que as pessoas não podem ser postas na cadeia por “crimes sem vítimas”. Até D. Duarte percebeu isso. Poder-se-ia pensar que com isto estaria a fazer a apologia das drogas. Nada disso. Independentemente da minha opinião sobre as drogas sintéticas – e adianto já que comigo cogumelos só na comida chinesa – o que está aqui em causa não é uma visão positiva – ou negativa – em relação a este fenómeno, mas sim o reconhecimento do direito dos jovens maiores de idade à liberdade de tomarem o que lhes der na gana. E conhecendo bem os jovens – pois também ainda o sou – sei que o vão fazer, com ou sem proíbições. Sendo que a morrer alguém, morrerá mais facilmente por consequência das adulterações que se verificam no mercado negro que pelas substâncias em si. Aliás, a grande prova disto é que uma das causas da popularidade das Smartshops é a própria proíbição da marijuana, que torna mais seguro – apesar do óbvio prejuízo para a saúde quando se faz a comparação – o consumo, visto que é legal.

PPP’s: uma questão de opções políticas do Estado parte e do Estado legislador

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:30

O Estado é pessoa de bem (mas só às vezes). Por Carlos Loureiro.

Ninguém aceitaria que uma parte de um qualquer contrato tivesse o poder de o modificar unilateral e arbitrariamente (isto é, fora das circunstâncias em que o próprio contrato o permitisse).

Mas é precisamente isso que o Estado pode fazer e efectivamente fez e faz noutros casos, de que o exemplo mais recente foi o corte dos subsídios de férias e de natal dos trabalhadores do Estado: o Estado legislador alterou as regras que o Estado parte tinha acordado (ainda que tacitamente) com os trabalhadores.

Se, em abstracto, o respeito pela palavra dada por parte do Estado parece fazer dele a pessoa de bem que deveria ser em permanência, na prática é justificável a perplexidade perante tal actuação que, em vez de regra, se tornou excepção.

Leitura complementar: PPP’s (2): a opção política de não tocar em interesses instalados; Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal; Os custos do sistema eléctrico nacional e outras rendas insustentáveis para o país; Os modestos cortes nas rendas do sector energético.

O excesso de “agendas para o crescimento” faz mal à saúde do país

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 20:00

Perguntar não ofende. Por Helena Matos.

O que me causa enorme espanto é porque durante os vários anos de governo o PS não aplicou a tal agenda para o crescimento e o emprego que agora garante ser a receita infalível para o país? Custaria muito perguntar ao PS se essa agenda para o crescimento e para o emprego não foi precisamente a receita socialista que nos trouxe aqui?

Sobre o crescimento deste lado do Atlântico

Adolfo Mesquista Nunes questiona o crescimento socialista.

PPP’s (2): a opção política de não tocar em interesses instalados

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Energia,Justiça,Política,Portugal,Saúde — André Azevedo Alves @ 12:31

Discordo do Rodrigo: o caminho de não confrontação que tem sido seguido nas PPP’s pelo actual Governo é uma opção política e não uma inevitabilidade. Uma opção política com pesados custos para os contribuintes e para a economia portuguesa e uma opção política pela qual o Governo deve ser responsabilizado.

Compreendo que, tal como no caso da dívida externa, há dificuldades e riscos específicos que se levantam no caso das PPP’s, mas a lógica subjacente a uma situação de ruptura financeira invocada (e bem) para cortar salários na função pública deve aplicar-se aos restantes compromissos do Estado. Não o fazer é uma opção política no sentido de evitar ao máximo beliscar alguns dos mais poderosos interesses instaladosna sociedade portuguesa e nos próprios partidos da actual maioria.

Leitura complementar: Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal; Os custos do sistema eléctrico nacional e outras rendas insustentáveis para o país; Os modestos cortes nas rendas do sector energético.

Carlos Lisboa no Dragão Caixa, revelando aspectos da sua vida privada

Filed under: Comentário,Desporto,Portugal,Videos,Double standards — André Azevedo Alves @ 00:24
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O Ricardo Lima já aqui muito bem destacou a elucidativa performance de Carlos Lisboa no Dragão Caixa que incendiou os ânimos desencadeando outros comportamentos lamentáveis.

Face às imagens, é compreensível que Carlos Lisboa tente agora fugir com o rabo à seringa, mas foi o treinador do Benfica que nitidamente se colocou a jeito para ser o centro da polémica.

Quanto ao discurso de Luís Filipe Vieira que classificou os incidentes de quarta-feira no pavilhão Dragão Caixa como “uma vergonha para o desporto e para o país”, é difícil não lhe dar razão em termos genéricos, mas depois percebe-se que, afinal, não estava a apontar o dedo – nem o braço todo – na direcção de Carlos Lisboa.

Maio 24, 2012

Em nome do ambiente…

Filed under: Ambiente,Double standards,Humor,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 19:30

Oh the irony! The Voice judge Will.i.am turns up to climate change debate… in a huge gas-guzzling helicopter

Renegociação das PPP’s acaba mesmo antes de começar ?

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:32

Ainda e sempre, em estado de negação. Por Samuel de Paiva Pires.

Um ano depois e continuamos nisto: com a falência ao virar da esquina. Por muito bem intencionado que Álvaro Santos Pereira seja – e acredito que é – não há vontade política para anular os contratos das PPPs porque os interesses instalados continuam a acreditar lunaticamente nas promessas de Guterres e de Sócrates, e recusam-se a acordar para a realidade. E assim, continua a não haver vontade política para mudar de um rumo que levará o país ao desastre final.

PPPs: o fim das renegociações. por Paulo Morais.

O Decreto-Lei n.º 111/2012, de 23 de Maio, que tem por objecto a definição de normas gerais aplicáveis à intervenção do Estado na definição, concepção, preparação, lançamento, adjudicação, alteração, fiscalização e acompanhamento global das parcerias público -privadas determina que “da aplicação do presente diploma não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados, ou derrogações das regras neles estabelecidas, nem modificações a procedimentos de parceria lançados até à data da sua entrada em vigor.”

Desportivismo à moda do dragão

Espectáculo deplorável o dado pelos adeptos do Porto que impediram a entrega do troféu ao Benfica. Dragões lidam mal com o facto de, também eles, conquistarem o troféu de cabeçudos.

Maio 23, 2012

Atenção ao crescimento desenfreado português, europeu, universal

Nem todo o investimento resulta. E quando o estado mete a mão (e o resto do corpo) visível, a tendência é de desgraça anunciada para as gerações futuras., especialmente quando se repetem as receitas – mais investimento estatal, aposta em vias de comunicação, novas tecnologias, energias renováveis e todas as outras prioridades – que nos trouxeram até este ponto critíco.

Vale a pena ler o artigo de Dan Mitchell.

I don’t want to burst anyone’s bubble or shatter any childhood illusions, but losses are an inherent part of the free market movement. As the saying goes, “capitalism without bankruptcy is like religion without hell.”

Moreover, losses (just like gains) play an important role in that they signal to investors and entrepreneurs that resources should be reallocated in ways that are more productive for the economy.

Legend tells us that King Canute commanded the tides not to advance and learned there are limits to the power of a king when his orders had no effect.

Sadly, modern journalists, regulators, and politicians lack the same wisdom and think that government somehow can prevent losses.

But perhaps that’s unfair. They probably understand that losses sometimes happen, but they want to provide bailouts so that nobody ever learns a lesson about what happens when you touch a hot stove.

Government-subsidized risk, though, is just as foolish as government-subsidized success.

Maio 22, 2012

Deus, O outro do Paraíso de Paris

Sócrates ameça processar quem invocar o seu nome em vão.

Adenda: Mesmo correndo o risco de não ser compreendido pelo estudante de filosofia de Paris, reproduzo a notícia do site IF: Freeport: Sócrates ameaça quem abusivamente invocar o seu nome e o do Pinóquio.

Impurezas

Filed under: Blogosfera,Comentário,Double standards,Economia,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 13:57

Se o Rodrigo Moita de Deus tiver razão, já não deve tardar a privatização da RTP, da RDP, da Lusa e o encerramento da RTP Açores e da RTP Madeira. Mal posso esperar.

Se se concretizar, serei o primeiro a elogiar o Governo – incluindo o ministro da comunicação social – pelo histórico contributo para a liberdade (e o equilíbrio das contas públicas) em Portugal. Mas temo que num mundo com tantas impurezas ideológicas, ainda não seja desta que as boas e puras intenções privatizadoras se vão concretizar nesse domínio. Cá estaremos para ver.

Um verdadeiro espírito livre (2)

Filed under: Blogosfera,Double standards,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 13:50

O Rodrigo Moita de Deus sente-se, compreensivelmente, pressionado, mas da minha parte não tem nada a temer. Lido com blogues e bloggers há quase uma década. Se fosse pessoa para fazer o que o Rodrigo Moita de Deus teme, já todos – até o próprio o Rodrigo Moita de Deus – teriam dado por isso.

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

A Insustentável Leveza do Ser Libertário

Ser um Libertário não implica a concordância com tudo que de estúpido e imbecil as pessoas fazem a si próprias e entre si, voluntariamente. É aceitá-lo, mesmo não respeitando e admitir tais actos como consequências necessárias, ainda que por vezes desagradáveis, da existência de um mundo de homens livres, com prazeres, saberes e ambições que diferem. E ainda bem que diferem. Aos olhos de tantos, a igualdade não é mais que a estandardização do comportamento humano, condicionado, na preferência destes, segundo padrões tradicionais ou científicos, segundo livros sagrados ou estudos académicos. O libertário não é um extremista, do meu ponto de vista. Extremismo é a censura inquisitorial, provinciana, ignorante e feia, muito feia, com que muitos encaram a crença aparentemente radical, quase terrorista de que o Homem, essa complexa criatura antecessora de toda e qualquer forma de proto-organização política, nasce livre. E a gravidade adensa-se quanto na admissão de que o Homem nasce efectivamente livre, se considera que o Estado, construído por ele para assegurar, através das forças de segurança que o protegem do seu vizinho, através do exército que o protege da nação vizinha e através do tribunal que julga as suas disputas,  a sua liberdade, pode ser ele próprio o condicionador da mesma. É o futuro distópico em que o Homem, tendo construído a máquina para o servir, vê essa mesma máquina ganhar força, inteligência própria e é, no final da história, escravizado por ela. É surpreendente que a intolerancia, essa assassina de sonhos e vontades ao longo da história – e quase sempre no sentido literal da palavra – não só tenha sobrevivido à Era do Conhecimento, como se tenha expandido, alargado, adaptado aos meios coercivos que o futuro lhe foi deixando à disposição. E no centro do tabuleiro, o libertário, essa vil criatura amante de uns quantos filósofos defuntos que, diga-se de passagem, lançaram as bases para o mundo moderno onde hoje grassam, sem repressão, os que fazem da intolerância, da extorsão e da propaganda o seu programa político. O mundo deve mais ao pensamento libertário do que realmente imagina. Já o libertário, este não exige nada do mundo, não deve nada ao mundo e não guarda em relação ao mundo que o rodeia nada mais que um simples e incompreendido desejo: que este o deixe em paz.

Foi preciso mudar o governo mas (finalmente) chegaram lá

Filed under: Double standards,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:28

Provavelmente para compensaros que fizeram o caminho inverso, parece que os afilhados do “engº” Pinto de Sousa finalmente acordaram para a problemática das interferência governamentais na comunicação social.  Folgo que futuras mudanças de governo não os façam perder o amor pela liberdade de imprensa.

Nota: Curioso, será que repararam quando o mui louvado António Arnaut disse exactamente o mesmo relativamente ao caso Lopes da Mota? E ainda acusou os magistrados de  ”delação”.

Máximas para um país onde não faltam rastejantes

Filed under: Blogosfera,Comentário,Double standards,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:01

Mudam-se os tempos, mudam-se os abrantes.

Maio 21, 2012

Respeito primaveril pela propriedade privada

Aconteceu na Tunísia. O sector do turismo está a mudar de paradigma.

Um verdadeiro espírito livre

Filed under: Blogosfera,Double standards,Economia,Justiça,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 20:43

Coisinhas simples. Por Rodrigo Moita de Deus.

Miguel Relvas lida com jornais e jornalistas há mais de uma década. Se fosse pessoa para fazer o que acusam já todos teríamos dado por isso.

Já que estou numa de contrariar aproveito para esclarecer o resto. Por Rodrigo Moita de Deus.

Só hoje li a entrevista de Vasco Rato à sábado por causa da ongoing. Sobre o assunto tenho uma opinião diferente da maior parte do pais. Caso fique provado que silva Carvalho utilizou o SIED para beneficiar empresas portuguesas em negócios internacionais acho que o serviço merece uma condecoração da presidência da republica.

Liberdade de imprensa. Por Rodrigo Moita de Deus.

Tenho para mim que a liberdade é o mais importante dos valores. E defenderei sempre a liberdade em qualquer circunstância. Sempre que a liberdade estiver ameaçada.

Maio 20, 2012

Sexismo progressista

Filed under: Cultura,Double standards,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:00

Reproduzo de seguida um texto enviado pelo leitor Fernando Gomes da Costa:

Sexismo de rosto progressista

Segundo o JN, o actor e realizador norte-americano Sean Penn apelou, este sábado, durante uma cerimónia em Cannes, às mulheres presentes para fazerem greve de sexo em solidariedade com todas as mulheres no Haiti. (mais…)

O caso Miguel Relvas e a opção pela auto-descredibilização

Filed under: Blogosfera,Double standards,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:44

Tudo fenómenos compreensíveis, mas que nem por isso deixam de ser lamentáveis: Do contorcionismo à fragilização do governo e da blogosfera de direita. Por Samuel de Paiva Pires.

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Por cá a Rita Rato disse o mesmo sobre o Gulag

O Líder do Aurora Dourada negou a existência de câmaras de gás no Holocausto. Os Media, como sempre, fazem grande alvoroço. A notícia tem dias e já se tornou viral, assim como o vídeo das declarações em questão. Mas quando a Rita Rato respondeu  “nunca estudei nem li nada sobre isso”  acerca dos Gulags e “não sei que questão concreta dos direitos humanos” em relação à China ou ” a avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom” sobre a URSS, eu não vi os jornais portugueses fazerem disso manchete. Porque será ? A dualidade de valores que desculpa o Comunismo e condena o Nazismo e o Fascismo continua entranhada na sociedade, aplaudida pelos Media e incentivada pelo meio Académico.

A recente polémica em relação às minhas declarações sobre as eleições gregas, onde afirmei que fascistas, nazis, comunistas e trotskistas são todos da mesma família, é um bom exemplo disso. E de facto são. Na Itália, o programa político do PNF e o manifesto do fascista de Mussolini não diferem muito do que seria o programa político de um Bloco de Esquerda à época. O Marxismo deu fruto, fruto podre. Estas várias ideologias, apesar das diferenças, tinham vários objectivos em comum. Entre os quais o fim do capitalismo (mesmo que gradual), o controlo da economia por parte do Estado, o extermínio brutal dos dissidentes e uma vanguarda disposta a tomar a direcção de um ambicioso projecto de engenharia social.

Dizia-nos Gregor Strasser, figura proiminente do Partido Nazi e rival de Adolf Hitler:

We are Socialists, enemies, mortal enemies of the present capitalist economic system with its exploitation of the economically weak, with its injustice in wages, with its immoral evaluation of individuals according to wealth and money instead of responsibility and achievement, and we are determined under all circumstances to abolish this system !

Act. Os links dos CM estão, julgo eu, apenas temporariamente indisponíveis. Entretanto podem consultar aqui excertos da entrevista.

O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado)

Filed under: Blogosfera,Comentário,Double standards,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:22

No que diz respeito ao caso Miguel Relvas, concordo com isto e com isto, mas, infelizmente, concordo ainda mais com isto.

Sendo certo que há algum oportunismo neste post do Sérgio Lavos, importa reconhecer que no essencial ele tem, no essencial, toda a razão.

O problema não é só que há quem prefira o rastejar à verticalidade: é que há muitos figurões e figurinhas do regime que só sabem rastejar e desconhecem em absoluto a própria noção de verticalidade.

Leitura complementar: Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho

Uma tragédia em curso em Timor

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Humor,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:20

Seria apenas cómico, se não fosse trágico tendo em conta o cenário de predação dos recursos colectivos de Timor-Leste, tanto por elites internas como por parasitas externos: Xanana Gusmão diz que o povo está satisfeito e não podia exigir mais

Visão muito diferente tem Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin e antigo primeiro-ministro.

“O povo não está satisfeito, continua marginalizado e a pobreza cresce”, afirmou.

Alkatiri afirma mesmo que a pobreza tem crescido: “No passado dizia-se que 80 cêntimos [de dólar] por dia chegavam para tirar as pessoas da pobreza extrema. Hoje não chegam dois dólares”.

A corrupção é apontada pelo líder da Fretilin como um dos problemas mais graves. “A corrupção grassa pelo país. Todos os dias se vê pessoas que tinham pouco e agora têm carros e casas de luxo. A corrupção em Timor tem uma característica especial: é feita às claras, toda a gente sabe, é feita às claras é transparente”.

Infelizmente, também em Portugal não faltam cúmplices deste triste estado de coisas dez anos depois da independência em Timor. A independência de Timor-Leste tem sido um empreendimento lucrativo para algumas pessoas dentro e fora do país, mas infelizmente não para a larga maioria do povo timorense.

Leitura complementar: Evitar que Timor se torne um Estado falhado; A miséria da população como sinal de uma governação falhada.

Anatomia de um gozo especial

Pessoas há que gostam de manter os outros na ignorância. Departamentos do estado há que fazem, com indisfarçável orgulho, disso uma profissão invejável.  O Kuwait Times leva-nos numa viagem ao interior de uma dessas pessoas. A eleita trabalha com afinco numa instituição governamental de excelência e considera-se como pertencendo ao grupo das pessoas mais educadas. Acredito. A felicidade plena está ali, ao virar de uma página de um livro infantil, científico, sobre política, religião ou tão somente impresso em Israel.

Um pouco mais além

O progresso na sua fase imparável. Mais um bom trabalho de Carlos Enes:

Tribunal de Contas enganado para aprovar autoestradas

Denúncia feita em relatório de juízes, que apontam dedo a Estradas de Portugal e anterior Governo

Maio 19, 2012

Thatcher on public money

Filed under: Double standards,Economia,Política,Política Fiscal,Teoria,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Um video recomendado tanto à oposição como – talvez ainda mais – ao governo e à maioria que actualmente o sustenta.

Thatcher: There is no such thing as public money

Leitura complementar: Dívida pública, bailouts e asfixia fiscal.

A primavera saudita é composta por mudança

O uso do inglês técnico e comercial bem como o calendário gregoriano foram banidos pelas autoridades sauditas. No entanto, as autoridades locais ficam com o direito de usar o calendário gregoriano sempre que se justificar.

Maio 18, 2012

Will Smith sobre o aumento de impostos de Hollande: “God Bless America !”

Filed under: Cultura,Double standards,Economia,Internacional,Media,Política,Política Fiscal,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Will Smith stupéfié par la taxation de Hollande

Maio 17, 2012

Grécia: o último a sair que apague a luz…

Greek Lights Out… Literally

Maio 16, 2012

Austeridade?!? Onde, onde?!?

Filed under: Cartoons,Double standards,Economia,Humor,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 18:53
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Troika obriga Ministério das Finanças a Transparência.

Em Janeiro, a remuneração média mensal nas administrações públicas era de 1401 euros, enquanto o ganho médio – que inclui prémios, subsídios e trabalho extra – chegava aos 1600 euros.

De acordo com a síntese estatística do emprego público hoje divulgada, o salário base sofreu um ligeiro decréscimo, de 0,1%, face a Outubro do ano passado, enquanto o ganho médio teve um aumento de 0,4%.

(…)

No Ministério dos Negócios Estrangeiros é onde este diferencial é mais visível e é também o que se destaca por pagar salários totais mais elevados. Um diplomata tem um salário base de 2320,8 euros, mas se contarmos com os subsídios, o ganho mensal médio chega aos 8145 euros.

Um conjunto de pessoas que ganhava 1.600 Euros o ano passado viu este rendimento subir em 0,4% (tudo em valores médios).

A Austeridade parece afinal só uma palavra dura para Alemão ouvir. Algo tinha de mudar para tudo continuar na mesma…

Quando Bob Geldof faz de Deus

.

The problem with God is He thinks He’s Bob Geldof, por James Delingpole.

É mais um rico artista que quer mais taxas para financiar os seus projectos. E quem o não apoiar, é  um perfeito alarve ignorante que não deseja o fim da fome no mundo.

Anatomia de um golpe

O chefe anti-corrupção e colaborador próximo de um dos mais Queridos Líderes da história da humanidade é suspeito de roubar milhões de dólares.

Maio 14, 2012

JP Morgan, Obama e 2 Biliões de Dólares

Pergunta Jack Cafferty,

How big is President Obama’s Wall Street problem?

JPMorgan Chase’s $2 billion trading loss highlights what could be a huge Wall Street problem for President Barack Obama as he faces re-election.

Nearly four years after the financial crisis, little appears to have changed on Wall Street.

These guys can still play fast and loose with whatever rules there are and in the process risk huge losses.

JP Morgan’s CEO Jamie Dimon was on “Meet the Press” on Sunday doing damage control. There have already been several resignations at the company.

Dimon acknowledges the $2 billion loss was due to a series of massive bets placed through credit default swaps – which is what nearly brought the country to its knees in 2008.

In other words, what happened at JP Morgan, one of the largest banks in the U.S., is exactly the kind of thing the president’s financial law was supposed to stop. But it didn’t.

Working in Obama’s favor – he can paint his opponent, Mitt Romney, as a big business guy who would slash financial regulations.

But voters will hold up the president against his record – and ask how this could happen again. In light of the mess at JP Morgan, it will be nearly impossible for Obama to run as the president who got tough on Wall Street.

Critics of the president say the White House should have pushed for stronger legislation – and that financial reform took a back seat to the health care and stimulus bills.

They say the president had a historic chance to bring real reform to Wall Street since there was such intense public anger toward the banks.

Administration officials argue Obama pushed for the toughest financial reform law that he could get through Congress.

Regulação a funcionar? Seria a 1ª vez…

Já agora, para quem queira saber como foi possível o JP Morgan perder 2.000.000.000 como em 2008:

Primavera síria exportada para o quintal

Deve ser a isto que se chama interferência estrangeira e um plano de paz sírio bem aplicado… ao Líbano.

Maio 13, 2012

Iniciativa, empreendedorismo e criação de emprego: retórica governamental vs. realidade

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:09

Um oportuno comentário do leitor Ricardo Cerqueira ao post A propósito de “oportunidade”, Passos Coelho perdeu uma de estar calado:

Eu até compreendo o que quis dizer o nosso PM, Mas as palavras leva-as o vento se nada for feito para acompanhar a teoria. Aqui vejo-me obrigado a voltar à questão do Código Contributivo da Segurança Social que inviabiliza o auto-emprego por via de recibos verdes (aumentos brutais e pagamento de IRS sobre as contribuições majoradas) e que em breve vai também inviabilizar qualquer actividade de quem for empresário em nome individual ou detentor de uma sociedade unipessoal.

Os seja, as hipóteses de um desempregado criar o seu próprio emprego são negadas pela voracidade contributiva imposta pelo anterior governo com o conluio dos sindicatos de esquerda.

Sinceramente, fico chocado com o alheamento revelado nesta proposta, aparentemente optimista, mas que choca no dito código que já deveria ter sido revogado desde que este governo tomou posse. Assim é gozar com a cara de todos aqueles que, não tendo emprego, querem ir à luta ao invés de ficarem pendurados na subsídio-dependência.

E o pior está para vir, quando estiver concluído o período de transição e os Independentes (e os referidos micro-empresários) começarem a ficar sem modo de vida, sacrificados para alimentar uma segurança social que nunca lhes valeu, nem valerá.

É muito mau…

Leitura complementar: Código Contributivo dos Trabalhadores Independentes: consequências previsíveis de um desastre anunciado; O que separa os verdadeiros dos falsos recibos verdes?

Manifestações de 12 de Maio: “indignados” vs. PCP

Filed under: Comentário,Double standards,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:32

Não creio que tenham sido 10 mil os participantes na manifestação organizada pelo PCP no dia 12 de Maio no Porto, mas foram certamente muitos mais do que os escassos “indignados” que se manifestaram no mesmo dia em eventos promovidos pelo Bloco de Esquerda e respectivas organizações satélite.

Daí que me pareça pertinente questionar, como é feito aqui, a deficitária atenção mediática à manifestação do PCP.

Será apenas porque, na cabeça de muitos jornalistas portugueses, o Bloco de Esquerda é trendy, mas o PCP não?

Ou será que há outras razões para esta insistente preferência e tentativa de promoção – contra todas as evidências – dos movimentos de “indignados”?

A União Europeia deveria deixar de subsidiar o crescimento do Syriza

Desemprego seletivo na Grécia socialistizada. Por António Balbino Caldeira. (via Helena Matos)

Maio 12, 2012

Solidariedade a 99%

As razões dos indignados recebem Jason Alexander de braços abertos.

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