O Insurgente

Maio 16, 2012

A baleia de Londres

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 20:28

“No início de Abril, a agência Bloomberg, citando fontes de mercado, dava conta de que um corretor do banco norte-americano JP Morgan, operando a partir de Londres, estava a acumular uma enorme posição em derivados de crédito sobre dívida corporativa. As ditas fontes, ou seja, corretores do outro lado das transacções, contrapartes nos tais negócios e convenientemente interessados em criar alarido, estimavam a posição do JP Morgan em cem mil milhões de dólares, num mercado globalmente avaliado em dez triliões (utilizo a escala longa). Semanas depois, mais propriamente na semana passada, o banco norte-americano, através do seu presidente executivo, reportou o que já se receava: uma enorme perda, de dois mil milhões, associada às tais transacções (…) A pequena reforma que se exigia, então e agora, é simples e passa exclusivamente por trazer este tipo de transacções para bolsas e mercados cotados. A reforma continua por fazer um pouco por todo o mundo e, assim, partindo do princípio que os grandes bancos sabem que continuam demasiado grandes para serem deixados falir, persiste o incentivo às apostas grandes de mais.”, no meu artigo desta semana no Vida Económica.

Ainda too-big-to-fail…

Autonomia (4)

Filed under: Cultura,Diversos — Rui Oliveira @ 20:03

É possível que Beethoven tenha cultivado as suas excentricidades de conversação e trato como um trunfo social. Beethoven era recebido como amigo em casa das mais nobres famílias de Viena. Tinha mecenas dedicados e generosos, mas as relações que mantinha com eles eram muito diferentes das que existiam entre Haydn ou Mozart e os seus patronos: durante a maior parte da vida Haydn usou uma libré de lacaio, e Mozart foi um dia expulso de casa do arcebispo por um secretário. Beethoven não se curvava perante os príncipes para obter os seus favores; tratava-os com independência e ocasionalmente até com extrema rudeza, ao que eles reagiam, encatados, com propostas de apoio financeiro. Como o próprio Beethoven disse um dia, «é muito bom conviver com aristocratas, mas é preciso saber como impressioná-los». [...] Deste modo. conseguiu deixar ao morrer, um património relativamente avultado e, mais importante do que isto, nunca se viu obrigado a escrever música por encomenda e raramente teve de cumprir prazos. [...] E precisamente por Beethoven escrever para si mesmo – ou seja, para um público ideal, e não para um mecenas ou para um função imediata e bem definida – é que a sua música tem um cunho tão pessoal [...]

História da Música Ociedental, Donald J. Grout e Claude V. Palisca, Gradiva, pags. 555-556.

Afinal parece que é possível criar em plena liberdade sem o apoio do Estado.

Autonomia (3)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 19:40

Ludwig van Beethoven fue el primer compositor autónomo. Qué quiere decir eso? A primera vista , que Beethoven vivió de su arte, y no de los favores de un mecenas. En realidad, mucho más que eso, ya que este músico tenía en mente un proyecto más ambicioso que su propia independencia económica: conseguir que la música fuera considerada, por sí sola, una actividad de transcendental importancia, quizá la más importante de todas las actividades artísticas.

Ana Nuño, La Música se Renueva

Autonomia (2)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 19:23

O modo algo caótico como correu o serão de 22 de Dezembro, marcado pelas discussões incessantes de Beethoven com os músicos, mostra até que ponto era profundo o fosso entre as ideias defendidas pelo compositor e as práticas musicais então vigentes. Numa esfera comercial ainda incipiente, esse género de concertos (Akademie) dado por um compositor, e em que a receita revertia a favor do próprio, não é um acontecimento muito frequente. Beethoven, então, com trinta e oito anos, e figura activa cimeira da vida musical de Viena, podia correr esse risco comercial e não perder dinheiro. Esse concerto realiza-se, aliás, pouco depois de Jerónimo Bonaparte, rei da Vestefália e irmão de Napoleão, lhe ter oferecido o lugar de seu kappelmeister, em condições particularmente vantajosas.

Esteban Buch, A Nona Sinfonia de Beethoven

Autonomia

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 18:59

Para além das proezas exclusivamente musicais, Beethoven ficou na História como o primeiro grande compositor autónomo: tentou viver da sua arte, da relação com o público e consumidores das suas obras, evitando a dependência directa de mecenas. Da autonomia à liberdade criativa é um passo lógico. Quase duzentos anos depois da morte do autor de Fidelio há ainda quem acredite que é o Estado que deve “estabelecer condições para que os seus artistas criem em Liberdade”. Para além do paradoxo, evidente para qualquer pessoa imune à crença no Estado como bálsamo para todas as maleitas do mundo, a brigada de iluminados quer ainda vender-nos a ideia de que não há outro caminho, que não há arte sem Estado, não há criatividade sem o primordial impulso do dinheiro público. E é então que começamos a ceder à tentação de pedir algumas palavras emprestadas. Como, por exemplo, “alarvidade ignorante”.

Newspeak, ou a lógica dos contrários (versão 3D, para direitistas míopes)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 17:29

Ora então, se eu bem percebo, quem assuma que cada um pode fazer os seus filmes, em total liberdade de conteúdos, desde que os pague, é “economicista“, e provavelmente defende, à luz de certa esquerda, “um homem [mais] escravizado“. Assim, podemos inferir que para os promotores do esquerda.net, os que defendem liberdade e responsabilidade são inimigos da liberdade e adeptos da ditadura do mainstream. Não sei, pensando nisto, diria que há aqui uma contradição qualquer, algo não bate certo. O exercício da liberdade, pelos vistos, não está em permitir que cada um filme o que quer, assumindo as consequências dos seus actos: para certa esquerda, esta concepção liberal da liberdade é um ataque à própria liberdade. Pergunto: que raio de liberdade é esta, que transfere a responsabilidade para a comunidade, forçando-a a financiar os sonhos de uma minoria, à custa do esforço de todos, incluindo dos mais fracos da sociedade?

Já quem defende na rua, com megafones, que o povo pague os seus filmes à força, mesmo os pobres que não têm muitas vezes recursos para a sua cesta básica, esses, são artistas desprendidos do vil metal, gente sem medo, com arrojo, promotora de riqueza emocional e intelectual. O facto de ninguém capturar essa riqueza (assumindo que ela existe e é criada), porque esses filmes depois não são vistos nem interiorizados por quase ninguém, é um pormenor irrelevante. Assim, os que querem obrigar o povo a pagar os seus filmes, é gente que combate “as novas formas de escravatura” (não sei porquê, há aqui uma contradição qualquer, diria), e que não liga naaaaaddaaaaaa ao dinheiro, essa coisa suja, que lhes deve ser dado discretamente, e sem o incómodo do confronto com os números.

Como diria Ayn Rand, a semântica para a esquerda é auto-explicativa, é, porque sim. As sombras irradiam luz própria, e a noite ilumina o dia; não faz sentido? É porque és um ignorante, um economicista obcecado pela realidade, incapaz de perceber que as manhãs anunciam as trevas e a escuridão! Aceita o que te dizem, mesmo que não percebas porquê, e verás a luz! O preto é branco e o branco é preto! O branco será branco, e o preto, preto se, ao bom estilo orwelliano, esbatermos as diferenças, condensando a noção de cor no simplismo do brancopreto. Para quê pensar, quando podes duplipensar? Para quê escolheres os filmes, quando podes apoiar o cinema à força dos impostos na esfera da oferta pública, promovendo o que é “português”? Variedade, diferença, arbítrio, nas mãos dos consumidores? Nunca! Entregares o poder da escolha aos consumidores é assumires a ditadura do mainstream. Defenderes a escolha é defenderes a escravatura! Esquece tudo o que o lugar-comum te levou a pensar: a liberdade não é imanente a cada um de nós, ela é-te dada pela esquerda caviar, que te educa com os seus filmes, que pagas para não ver. A esquerda dá-te a possibilidade de ascenderes à expressão máxima do exercício forçado da liberdade, em que mergulhas na magia de pagar para depois te recusares a ver!

Faz sentido? Claaarrrooooo. Vasco Granja regressa, com os teus desenhos animados do Leste, impostos à força na RTP2, quando não havia televisão privada, que a juventude anda a perder-se nas mãos do capitalismo neoliberal e da ditadura da escolha individual!

The Usual Suspects, the Reservoir Dogs and An Inconvenient Truth

Filed under: Diversos,Justiça,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 16:36

Estes tipos do Lobby do Cinema seriam, num verdadeiro Estado de Direito, cúmplices de roubo. Porquê ? Porque recebem significativas somas de dinheiro extorquidas coercivamente a quem realmente trabalha. E não só não estão satisfeitos com isso, como ainda têm o tremendo descaramento de vir a público exigir da parte do Estado português um incremento ao assalto fiscal aos seus contribuíntes para financiar a sua “arte. Eu já não perco tempo com a conversa das taxas – que não deixam de ser roubo e aos contribuíntes – porque o debate não se trata apenas disso. E tanto não se trata disso que o protesto que o desencadeou exigia MAIS apoios. Logo, ao exigirem mais apoios, a conversa já vai muito para além das taxas, elas próprias já um vil acto de apropriação de dinheiros alheios por parte das gentes do cinema. Eu não considero mendigos as pessoas que por lá foram – pois devem ter muito tempo – exigir o dinheiro dos outros. Os mendigos pedem, caro Salaviza. E quem dá a esmola, procede a essa ajuda voluntariamente. Ou na sua opinião, se um terceiro tirar a esmola do bolso de um trauseunte e a oferecer ao mendigo, isso não se trata de roubo ? E se um quarto encomendar o assalto ? Roubo pois é o que querem. Pouco me importa se os artitas criam ou deixam de criar, até porque não conheço o trabalho da maioria dos tipos que por aí andam a profetizar a morte do cinema português. O que sei é o seguinte. O povo português também quer ter condições para trabalhar em liberdade, sem ser roubado pelo Estado, portanto façam favor de trabalhar para esse fim e não para a finalidade contrária.  Quanta presunção têm estes senhores que julgam fazer tanta falta ao mundo que este último os deve sustentar. Precisam de criar novos mundos ? Força. Mas façam-no sozinhos ou com os investidores com com seja quem for que atribua o que  quer que seja de relevância às vossas pessoas ou ao vosso trabalho ou aos mundos que querem criar.  But don’t tread on me. E se o resultado for bom eu irei, com muito gosto, pagar o meu bilhete e ver o filme. Ou assistir ao dvd.  But don’t tread on me, please. Quanto ao Bloco de Esquerda,  que alimenta estes lobbys – e estes lobbys, por sua vez, vão alimentando o Bloco – eu já não sei o que dizer sobre um partido que provavelmente acredita na existência de uma mina de ouro para os lados do Parlamento e que, julgo eu, pensa que há petróleo na ocidental praia lusitana e que, portanto, segue todo  e qualquer grupo organizado de bananas que queira ver o Zé Povinho roubado em prol de um qualquer digno objectivo. E segue que nem o emplastro. Mas sendo que este último ainda tem bom gosto em quem segue, acho-o bem mais apto para estes assuntos que a maior parte dos bloquistas.

Selecção Individual, Selecção de Grupo e Liberalismo Clássico

Filed under: Comentário,Cultura,Diversos,Livros,Teoria — Filipe Faria @ 15:34

O reputado biólogo e fundador da sociobiologia E. O. Wilson acabou de lançar o seu mais recente livro intitulado “The Social Conquest of Earth”. O livro está a ser recebido com sentimentos díspares junto da academia e a principal razão para esse efeito é que Wilson, uma das grandes referências no campo da biologia, abandonou o paradigma que desde os anos 60 tem vindo a dominar o campo da biologia evolutiva: o paradigma da selecção individual. Desta forma, Wilson é mais um grande nome da disciplina a abraçar a força evolutiva da selecção de grupo como modelo explicativo do comportamento humano. Wilson não inventou a roda, limitou-se a reverter às ideias iniciais de Charles Darwin, que deixou escrito que a evolução se dava ao nível dos grupos, ou mais especificamente, ao nível de tribos mais fortes e adaptadas que suplantam tribos menos adaptadas.

 “A tribe including many members who, from possessing in a high degree the spirit of patriotism, fidelity, obedience, courage, and sympathy, were always ready to aid one another, and to sacrifice themselves for the common good, would be victorious over most other tribes; and this would be natural selection. At all times throughout the world tribes have supplanted other tribes.” Darwin, em “The Descent of Man”

Nos anos 60 o paradigma mudou a favor da pura selecção individual (preconizada por autores como Richard Dawkins e o seu “Gene Egoísta”), esta postula que a selecção natural dos mais adaptados é feita apenas ao nível do indivíduo porque os seus genes são “egoístas” e como tal irão colocar-se sempre a si mesmos à frente dos interesses de qualquer grupo.

Este paradigma individualista influenciou as ciências sociais, que viram na selecção individual a confirmação do liberalismo, um mundo onde só existem indivíduos soberanos, genericamente auto-interessados e racionais, e onde não há lugar para grupos como unidades orgânicas.

Porém, sem negarem a força da selecção individual, cada vez mais autores a favor da selecção de grupo (mais especificamente da selecção multi-nível) estão a argumentar que nas situações onde a sobrevivência de um indivíduo depende do modelo organizativo da tribo, o interesse do indivíduo passa a estar alinhado com o da tribo, gerando o fenómeno da selecção de grupo. Por outras palavras, devido à possível ameaça de um grupo sobre outro, o grupo mais coeso, mais bem organizado, com mais altruístas e mais etnocêntrico irá prevalecer sobre o vencido em caso de disputa social ou territorial e irá passar os seus genes às próximas gerações. Em suma, podemos estar a assistir ao fim do paradigma analítico estritamente individualista que dominou a segunda metade do século XX.

Wilson foi muito claro quando escreveu que o legado genético dos humanos é o etnocentrismo e a propensão para pertencer a grupos e, se preciso, para lutar por eles.

“People are prone to ethnocentrism. It is an uncomfortable fact that even when given a guilt-free choice, individuals prefer the company of others of the same race, nation, clan, and religion. They trust them more, relax with them better in business and social events, and prefer them more often than not as marriage partners.” E. O. Wilson

As repercussões na filosofia política fizeram-se sentir no imediato. Os partidários do igualitarismo desgostam da destruição do mito universalista que está presente nesta real dinâmica de altruísmo (“in-group”) e antagonismo (“out-group”), mas não desgostam da ideia subjacente de que afinal o “bem do grupo/colectivo” existe.  Já muitos liberais clássicos/libertários desgostam de praticamente tudo. A sua pré-disposição ideológica para ver apenas indivíduos e não grupos, etnias, nações ou colectivos leva a que muitos ignorem as evidências empíricas que os antropólogos e historiadores nos relevam: que o legado genético da humanidade é a história de tribos étnicas contra outras tribos étnicas, de grupos contra grupos. O maior receio deste liberais é que a aceitação da selecção de grupo signifique a aceitação do socialismo ou de outras formas estatizantes de colectivismo.

Curiosamente, F. A. Hayek, uma das grandes referências liberais clássicas contemporâneas, foi dos primeiros a abraçar a selecção de grupo ao aplicar o processo evolutivo à análise social. Na altura foi inclusivamente acusado por outros académicos liberais de estar a “trair” a lógica do individualismo metodológico e até dos princípios liberais. Porém, já depois de uma longa carreira, em “Law, Legistation and Liberty” e em “Fatal Conceit”,  Hayek não hesitou em aplicar a selecção de grupo biológica às normas sociais. O académico austríaco postulou que os grupos com as normas sociais mais eficientes seriam materialmente mais prósperos, aumentariam comparativamente a sua reprodução populacional e conquistariam outros grupos que detenham normas sociais menos eficazes. Para Hayek é irrelevante se essa conquista se dava pela via da guerra ou da colonização migratória, o importante para ele é a percepção de que os grupos com normas sociais que favorecessem a prática mercantil, propriedade privada e cumprimento de contratos estariam na posição de vanguarda (e.g. a expansão dos europeus pelos continentes do mundo e conquista de novo território).

Por conseguinte, Hayek percebeu que a aceitação da selecção de grupo não teria necessariamente de negar o liberalismo clássico, apenas teria de o enquadrar num cenário realista que esteja de acordo com o legado evolutivo humano. Caso contrário, esta filosofia política poderia passar a ser um castelo construído no ar, baseada em indivíduos genericamente atomizados que não existem. O próprio Hayek não concordaria com o sentido literal da famosa frase de Margaret Thatcher “não existe tal coisa como sociedade, apenas indivíduos e famílias” pois tal sugere a inexistência de uma sociedade como força bio-cultural adaptativa.

Desta forma, e observando a actual mudança de paradigma em curso, torna-se importante salientar que F. A. Hayek demonstrou uma capacidade intelectual notável ao abraçar a selecção de grupo numa fase (70’s e 80’s) em que a selecção individual era o paradigma evolutivo em voga, contrariando as expectativas de todos os que seguiam o seu trabalho académico; especialmente no mundo liberal clássico onde o conceito de grupo era e é anátema para muitos. Isto demonstra a razão porque Hayek é possivelmente o pensador liberal clássico contemporâneo com mais reconhecimento no mundo académico: ao contrário do que costuma ser alegado, a razão não está simplesmente no facto de Hayek ser um liberal moderado que pode ser facilmente absorvido pelo status quo, mas sim porque, apesar de erros possíveis que possa ter cometido, era um pensador com flexibilidade intelectual suficiente para perceber muitos dos principais problemas que existem no seu campo político-filosófico.

O inevitável retorno da selecção de grupo promete mudanças consideráveis no pensamento filosófico do futuro. Ademais, em Harvard, quando E. O. Wilson ficou a saber que John Rawls não tinha qualquer conhecimento de sociobiologia, Wilson respondeu: “o tempo em que os filósofos não sabem nada de sociobiologia irá acabar”.

F. A. Hayek, naturalmente, esteve à frente desse tempo.

PS: Os biólogos como E. O. Wilson que estão a trazer de volta esta perspectiva de grupo renegada no pós-guerra, fazem-no numa altura especialmente relevante para a Europa: depois de 60 anos de engenharias sociais ao nível da U.E., onde se promoveu a destruição das identidades nacionais e do conceito de “nação” pela via das fronteiras abertas e do multiculturalismo (para abrir alas ao homem universal e atomizado sob a égide de um super-Estado), a verdadeira face da natureza humana irá erguer a sua cabeça, com consequências (im)previsíveis.

 

Leitura complementar: E.O. Wilson: “Why do Humans Need Tribes?”

bank run

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:39

“More warning signs have been coming from Greece’s banking system, where depositors withdrew €700 million ($891.1 million) from local banks on Monday alone, according to the country’s national bank (…) suggesting that Greek citizens now see cash under the mattress as a safer option than the bank”, no Wall Street Journal.

A minha convicção, que tenho vindo a deixar por escrito desde há algum tempo, de que a Grécia acabará a sair do euro fica reforçada a cada dia que passa. E se por cada dia que passar até às novas eleições de Junho sairem 700 B’s (cerca de 0,3% do PIB grego) do seu sistema bancário, então, não será descabido que a Grécia saia do euro ainda antes dessas eleições…

Ps: A propósito de todo este processo, o meu artigo de hoje no DE.

“Put your money where your mouth is”

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 01:05

Um destes dias, vinha eu do Chiado para casa, em frente à AR, ao início da noite, lá estavam meia dúzia de manifestantes a protestar a propósito de mais qualquer coisa. Isto está a ficar chic, pensei, agora há manifs after hours, ajuntamentos no Parlamento à noite, o Bairro desceu a S. Bento. Pelo que percebo deste post do Daniel Oliveira, os que lá estavam protestavam porque o Governo cortou a 100% os subsídios ao cinema. Do que percebo também deste texto, achar razoável que num país que vive da caridade alheia não haja subsídios para apoiar filmes que pouca gente vê, é “dar de si uma imagem de alarvidade ignorante”.

Eu, alarve ignorante, me confesso: gosto de cinema, de literatura, de arte contemporânea, de música, gosto de viver rodeado de quadros, esculturas, livros, revistas. Desde que me lembro que encontro nas artes e nas letras um espaço de refúgio, muito meu.

Não me interpretem mal, não considero uma pessoa culta, nem aspiro a semelhante “estatuto”. Sinto-me bem na pele de alarve ignorante. Quando muitos me empurravam para uma vida dedicada às letras, fugi à minha vocação e optei por ser gestor, trabalhei em bancos, durante anos fiz carreira na fiscalidade e nos mercados de capitais, gosto do capital. A literatura, o cinema, a arte, a música, são gostos que cultivo – e, horror, sacrilégio, CONSUMO – para minha satisfação pessoal.

Sim, sou na classificação do Daniel Oliveira, um alarve ignorante, ou qualquer coisa do género, porque pura e simplesmente acho que não faz sentido apoiar cinema ou cultura (que não a conservação do património e da memória histórica) com dinheiros públicos. Diria que basta a bilheteira. Se o filme for bom, tem público. Não consigo sair deste raciocínio básico.

Com alguma frequência, vejo prateleiras cheias de livros por ler, gente que compra e passeia a cultura da livraria para a prateleira. Nada que considere grave, cada um gasta o dinheiro da maneira que entende. Faz-me porém confusão que se obrigue gente pobre, como é o povo português, a ter de pagar por uma cultura que nunca vai consumir. À força dos impostos. Faz sentido obrigar o povo a comprar filmes que não quer ver? Que concepção de democracia subjaz a semelhante forma de fazer política?

Se todos os manifestantes que estavam à porta do Parlamento assistissem aos filmes que exigem ver apoiados, se a esquerda fosse à bilheteira, não faltaria público nem receitas para suportar um próspero cinema português. O problema é que nem a esquerda supostamente culta tem paciência para ver muito do que se produz em Portugal. Na hora da verdade, fica tudo agarrado à SIC e à TVI.

O Daniel de Oliveira recomenda-nos um apanhado de cinema português, onde nos brinda entre outras com cenas do Aniki Bobó e do João César Monteiro, como que a educar-nos. Eu cá também faço a minha selecção. Não tem a beleza inocente das crianças do Estado Novo (a admiração que a esquerda tem por imagens de um povo ordeiro), nem a pretensa graciosidade de um solitário a brincar com uma bola (podiam ser pêlos públicos pagos pelo erário púbico, digo, público, mas do que eu vi, a selecção ficou-se pela bola).

É uma música dos Jet, é um bocado alarve (sonoridades de direitistas). Mas tem o seu quê. Que tal? “Put your money where your mouth is”? Olhem que resolvia muitos problemas ao cinema português. E o povo, pagador de impostos, agradece.

Maio 15, 2012

Censura no Brasil

Filed under: Diversos — Ricardo Lima @ 20:31

O Rapper Emicida foi detido, na noite de Domingo, após um concerto em que se insurgiu contra a desocupação de um terreno por parte da polícia militar. Independentemente da opinião que cada um possa ter em relação à situação do terreno, a detenção do rapper com a desculpa de “ o público presente estava em grande quantidade e tais declarações objetivavam insuflar o público contra os policiais militares que estavam de serviço no evento, que colocou em risco a integridade física dos policiais militares e dos envolvidos no evento” constitui um reprovável acto de censura. Parece que não é só na política económica  que o Brasil pretende imitar os seus parceiros da CPLP em África.

Maio 12, 2012

a esquerda e a Dona Adelaide

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 14:17

Dona Adelaide lamenta que 6 dias depois da vitória de Hollande, o passeio da rua ainda esteja por arranjar no Inimigo Público:

François Hollande, o novo Presidente da França, criou muitas expectativas com a sua vitória, mas já começa a desiludir muitas pessoas que apostaram tudo em ‘Monsieur Normal’.

“Com Hollande ia ser o fim da austeridade e não sei quê, mas eu não vejo nada. Cada vez é mais gandulagem aqui no bairro. Já liguei para os senhores da TDT e ainda não tenho sinal de televisão. 6 dias após a vitória do Hollande, o mau cheiro da ETAR continua, o meu mais novo continua desempregado e o meu marido continua à espera de um rim. Prometem e depois não cumprem. São todos iguais”, lamentou Dona Adelaide. JH

Mozart continua a dar-nos música

Filed under: Diversos,Economia,Justiça,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 13:01

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Maio 11, 2012

Bernardo Sassetti

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 19:51

3 Pianos Traz outro amigo também & Perpetuum Mobile

Sassetti — “Podem piratear os meus discos à vontade”:

Eu não ganho nada com os discos que edito. A verdade é que nunca ganhei. O que eu quero é manter a ambição de melhorar os projectos de ano para ano. O que eu gostava realmente era que as pessoas ouvissem a minha música, percebessem a música e percebessem o porquê da música. Percebessem o projecto e o desenvolvimento.

À vontade, copiem os meus discos. Pirateiem a minha música à vontade, mas oiçam-na. Eu prefiro que o façam, mas que oiçam, que tentem compreender, gostar, partilhar.

Poucos Passos

Filed under: Diversos,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal,Portugal — Ricardo Lima @ 13:25

Passos Coelho reconhece “nível de carga fiscal insuportável”. Das duas uma. Ou é mentiroso e está a tentar parecer solidário com um problema que não reconhece. Ou é incompetente e logo não tem capacidade para resolver o problema. Passos Coelho joga um jogo perigoso. Com uma oposição que sem vida se alimenta dos seus erros, com um país que perece a olhos vistos e, sobretudo, com os seus eleitores, que traíu. Talvez seja um conforto para alguns dos seus adversários que a conjuntura até 2015 – pelo menos – será adversa tanto ao país, como ao PM. Isto, se o Governo, cada vez mais apostado na receita que criticou em campanha, não seguir o destino que a sua ausência de sinceridade e a sua incompetência merecem. E  a caír, o CDS será terrivelmente afectado, visto que não só tem feito vista grossa aos devaneios do Governo, como é uma sua Ministra uma das principais responsáveis por esses devaneios em primeiro lugar.

O aquecimento global é uma mentira

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 09:31

Programa do Jô 02-05-2012 Professor da USP: Ricardo Augusto Felicio.

Maio 10, 2012

O Pingo Doce à distância

Filed under: Diversos,Economia,Política,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 23:10
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Segui à distância a campanha do 1º de Maio do Pingo Doce.

A campanha lembrou alguns consumidores que a principal razão para a existência das autoridades da concorrência é para prevenir não os preços “anormalmente” altos mas sim os preços “anormalmente” baixos.

Foi bom os Portugueses terem visto tanto responsáveis políticos de direita e esquerda, como sindicalistas e representantes de corporações a combaterem a concorrência em preços.

Infelizmente concordo com Alexandre Soares dos Santos. O Pingo Doce não vai ser formalmente acusado de dumping. Se fosse daria ainda mais visibilidade para a vergonha que é a legislação e fiscalização económica em Portugal. Preferirão continuar a multar e perseguir quem se atreve a concorrer em preço, com pouca visibilidade e resultados sustentados.

Por fim vale a pena lembrar que se o Ministério da Economia quer ter um verdadeiro papel no fomento da concorrência devia preocupar-se apenas e só com a eliminação de barreiras à entrada e à saída dos mercados. Para este efeito devia ser o polícia não das empresas mas sim do Estado, criador destas mesmas barreiras. Deveria ser o provedor do consumidor, beneficiário da concorrência, em vez de ser o provedor dos interesses corporativos instalado, beneficiários de uma economia centralizada.

“o público português que se foda”

Filed under: Diversos,Videos — Ricardo Arroja @ 16:17

“E que por vocês todos os realizadores portugueses morreriam à fome.”

Filed under: Diversos,Double standards,Economia,Nanny State Watch,Política — Ricardo Lima @ 12:08

Há quem afirme que o cinema não deve ser deixado aos mercados. Deverá portanto ser deixado a um grupo de produtores e  realizadores bem formados que tratarão da manutenção da qualidade artística, tudo isto, claro, com belas ajudas de umas quantas taxas. Ajudas estas que alguns julgam não ser ainda suficientes. O Ricardo Arroja tocou num ponto relevante que eu não cheguei a desenvolver no meu post. De facto o cinema português produz coisas absolutamente chatas. O oposto de chato não é necessariamente um American Pie, um Avatar ou os Vingadores. Mas, quem realmente deseja realizar filmes que não vendem, não pode vir para a rua protestar por não ter dinheiro para os custear, é simples. Seria o mesmo que o Pingo Doce, não conseguindo livrar-se do stock e perdendo clientes viesse pedir ao Estado um subsídio para se manter em funções. Seria o mesmo que os Pastéis de Belém, deixando de ter clientes, viessem exigir um subsídio dada a sua importância para o património. Claro que respondendo a isto vamos ouvir que a Arte é essencial, é fundamental, é fulcral. Bem, eu concordo. A Arte é demasiado importante para ser deixada ao Estado, directamente ou indirectamente. E a Cultura tem demasiada importância para não ser deixada ao mercado, à lei da oferta e da procura, aos consumidores. É por essa razão, entre outras,  que me oponho a qualquer tipo de apoio financeiro às actividades culturais, venha ele do IRS, venha ele de taxas. É por essa razão que me oponho a regulações parvas como a que obriga a que as rádios passem música portuguesa. É por isso que para mim os teatros já deviam ter sido privatizados e os que não lucrassem para se susterem tornar-se-iam lojas de electrodomésticos, se assim fosse o desejo dos seus donos. Assim como os museus, os bailados, as óperas, as exposições e tudo o mais que levar carimbo público, venha ele da custosa manutenção de espaços que não são rentáveis, venha ele de subsídios pagos pelos contribuínte. O Sérgio Lavos acusa-nos de querer matar os realizadores à fome. Eu não falo pelos meus “camaradas”, mas pessoalmente estou-me marimbando para o destino dos realizadores. Felizmente para os mesmos – como já disse ao Sérgio – ainda existe o RSI, portanto não há que temer.

Nota: Entre o American Pie e o “Cristóvão Colombo o enigma”, venha a trilogia inteira do primeiro, mais os infelizes Direct-to-video.

papá, deixa-me criar!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:42

“o financiamento do Estado é condição para que os agentes culturais criem em total liberdade (…) os mercados são incapazes de assegurar um cinema que não esteja sujeito do mínimo denominador comum”, Miguel Gomes (realizador), no Público.

A última vez que vi um filme destes so-called agentes culturais, “Cristóvão Colombo, o enigma”, adormeci ao final de cinco minutos. Enfim, se calhar o problema é meu, que não gosto de filmes para a cabeça mas apenas daqueles que distraem. É um direito que me assiste porque cinema é entretenimento e sou eu que pago a conta quando me quero distrair. Pelo contrário, não me sinto nada obrigado a contribuir para a produção de filmes que, na minha opinião, em nada contribuem para o espólio cultural do País, contribuindo quanto muito para o espólio cinematográfico destes afortunados produtores. E penso que não estou sozinho, pois se perguntassem directamente aos portugueses o mesmo, e era bom que se o fizesse, aposto que a grande maioria diria: eu também não. Mas, claro, dirão os forinhas, é porque são todos umas bestas ignorantes…afinal, aquilo que se vende não é para ver!

I owe no allegiance to the EU flag

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 09:56

Farage: I owe no allegiance to the EU flag

bucólico

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 00:19

“Afastado da cidade por uma semana, nos confins do Alentejo, dou por mim, bucólico, a reflectir sobre as fundações do sistema financeiro, versão pós padrão ouro. E questiono-me, será possível manter este sistema desmaterializado? Regressará o mundo ocidental à materialização do dinheiro? (…) como também já sucedeu no passado, talvez [um dia] se pense novamente num sistema financeiro materializado, em ouro ou noutra coisa qualquer, no qual a riqueza e o consumo passem a derivar de poupança e de bons investimentos, em vez de meros golpes de magia.”, amanhã, no meu artigo na Vida Económica (“O sistema desmaterializado”).

Não será para já, mas…

Maio 9, 2012

A era do crescimento já começou (2)

Filed under: Diversos,Humor,Portugal — Tiago Loureiro @ 16:46

Passaram uns insignificantes dias desde a eleição de Hollande e Portugal já experimenta sinais de um crescimento assinalável. Não há coincidências…

ganhou o “não”

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 15:08

“(…) Syriza represents all the groups that have been able to grow and flourish under Greece’s political system and who now feel threatened by reformed. It derives its support from various professional interest groups—lawyers, teachers, journalists and civil servants—who feel that their jobs and special privileges are at risk if Greece is forced to open up its economy to competition.”, no Wall Street Journal.

Protegendo um modo de vida; como ainda há meses eu referia neste artigo no Vida Económica

Contudo, ao contrário do jornalista grego que assinou o texto no WSJ, custa-me a acreditar que o povo grego seja tolo ao ponto de ir no bluff do líder do Syriza. Na minha (subjectiva) opinião, e por mais que isso custe ao amor próprio dos gregos, as eleições de domingo foram mesmo um referendo ao euro.

Ps: A minha reacção às eleições de domingo passado (no DE).

Agora quero ouvir falar de Neo-colonialismo

Filed under: Diversos,Double standards,Economia,Internacional,Media,Política — Ricardo Lima @ 14:41

 

A “empresária” angolana Isabel dos Santos assume liderança na Zon. A ter sido um empresário português a assumir a liderança na Sonangol, os gritos de neocolonialismo ecoariam pela literatura e pela televisão. Mas não. Isto acontece num país onde César e a Economia são a mesma pessoa. Onde os oligarcas – ex-políticos e militares – com destaque especial para a família do presidente, vão comprando o mundo com o dinheiro do povo angolano. Do comunismo assassino de Agostinho Neto à oligarquia, também ela repressora, de José Eduardo dos Santos o Estado – ou seja, o MPLA –  enriqueceu os poderosos num modelo neo-corporativista que ainda há-de ser objecto de estudo de umas quantas Universidades. Quando for escrita a história desta tragédia vão existir inúmeros culpados, entre eles o Capitalismo, o Neo-Liberais, o Colonialismo com os portugueses à cabeça, enfim, os suspeitos do costume. No meio da chuva de acusações a surgir, alguém se vai esquecer de culpar a anomalia que tem constituído a política económica do Estado Angolano desde a sua fundação, os angolanos – e os portugueses com o MFA, o PC e o PS – que a apoiaram e os que, volvidos tantos anos de miséria, ainda a apoiam, eleitoralmente, financeiramente e politicamente.

Entretanto, a mesma carneirada política que encheu a agenda política com slogans de “Timor livre”, continua silenciosa em relação a Cabinda. O que prova que na bolsa de Valores da classe política portuguesa – ou dos media e dos agentes culturais – o silêncio sempre teve uma baixa cotação.

Maio 8, 2012

“Austeridade”

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 18:37

Europe’s nightmare has just begun:

The chart above comes from Veronique de Rugy of the Mercatus Centre. It tells a different story to the popular narrative that European voters have tried and rejected austerity. In fact, they have hardly tried it at all, returning generally to 2008 levels of government spending. France has not cut at all, yet it has just elected the patron saint of mediocrity, Francois Hollande. Not that Sarkozy was much better. De Rugy comments:

First, I wish we would stop being surprised by what’s happening in Europe right now. Second, I wish anti-austerity critics would start acknowledging that taxes have gone up too–in most cases more than the spending has been cut. third, I wish that we would stop assuming that gigantic “savage” cuts are the source of the EU’s problems. Some spending cuts have been implemented in a few countries. Also, if this data were adjusted for inflation (which I would prefer but the data isn’t available) it would possibly show a slight decrease and certainly a flatter line for all countries. However, the overwhelming take away from the European experience is that a majority of governments haven’t really implemented spending cuts, large or small, and some have even continued to grow.

O Chavismo chegou a França (2)

Filed under: Diversos,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 18:11

No seguimento de O Chavismo chegou a França,


The Dictator félicite la victoire de François Hollande

A tal Direita Neo-Liberal Friedmaniana com laivos de anarquismo

Filed under: Diversos,Economia,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Lima @ 14:41

Vítor Gaspar: Baixar impostos até 2016 seria imprudente

Álvaro: Ministro da Economia disponível para discutir aumento do salário mínimo

Assunção Cristas: Chuva não retira a produtores apoios previstos pela seca

Duarte Marques: JSD chama a atenção do Governo para a necessidade de proteger as Repúblicas de Coimbra

António Rodrigues: PSD pede a Bruxelas mais medidas de apoio ao crescimento

E o Grande Capital:

Ricardo Salgado: Hollande pode contribuir para “uma nova vaga em termos económicos”

Somos todos iguais. Mas uns são mais iguais que os outros

Filed under: Diversos,Humor — Ricardo Lima @ 14:20

Directamente do país das “igualdades”:

Dinamarca: Num bar gay, são proibidos beijos entre heterossexuais

Uma Baixa Proposta (2)

Filed under: Diversos — Ricardo Lima @ 01:21

Não é que concorde com tudo, mas este artigo do Fernando Alvim toca num tema sobre o qual já me pronunciei e que me é muito querido. Nasci no Porto, cresci no Porto, vivi no Porto até há pouco tempo e por lá hei-de perecer. Quem conhece a noite do Porto, a sua magia, saberá apreciar devidamente este texto do qual deixo um excerto:

E se repararem bem, são sempre os mais velhos que nos dizem para nos divertirmos em qualquer situação. Se dizemos que vamos viajar, lá nos dizem: diverte-te. Se vamos a um casamento: diverte-te. Se vamos a um funeral: diverte-te. E isto, porque eles sabem. Eles perceberam que a vida sem diversão não faz sentido. E uma cidade também não. Uma cidade sem diversão é uma cidade morta e quando surge uma lei – e surgiu – que obriga os bares do Porto a fecharem às 2 da manhã e as discotecas às 4, é isso que querem: matá-la.

Maio 7, 2012

A Esquerda dos Alhos

Filed under: Diversos,Double standards,Videos — Ricardo Lima @ 17:34

Primeiro Ponto – A democracia não só é, realmente, uma coisa aborrecida, como por vezes também indesejável. Se o Sérgio quer saber, eu sou Liberal e só depois democrata e não estou – como já deve ter reparado já que parece estar atento ao que por aqui se diz – disposto a trocar as minhas liberdades por qualquer resultado de votação popular.

Segundo Ponto : Não sei onde viu neste blogue amores pela Merkel, mas se viu não vieram da minha parte até porque venho criticando o tipo de políticas que têm vindo a ser impostas, nomeadamente austeridade sem crescimento – que como deve entender, não virá do investimento público. Esses vossos mitos de que o New Deal salvou a crise são deveras interessantes.

Terceiro Ponto : A ignorância faz mal à saúde. Ao contrário da esquerda que aposta numa ou noutra causa mais popular ao calhas,  nós temos sido firmes em relação ao fim da intervenção do Estado no casamento, nas drogas – todas – no jogo, na prostituíção e por aí adiante.

Já agora, Hayekianos, é bastante simpático. Aceita-se.

Pandêgos (6)

Filed under: Diversos,Internacional,Nanny State Watch,Política,Videos — Ricardo Lima @ 15:00

E o comentador Leandro encontrou o vídeo:

e agora?

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 10:37

“Syriza leader Alexis Tsipras said he will stick by his commitment to annul the austerity package. “The parties that signed the memorandum now form a minority. Their signatures have been delegitimized by the people,” he said in a televised statement”, no Wall Street Journal.

Uma minoria qualificada.

Maio 6, 2012

Pandêgos (2)

Filed under: Diversos,Double standards,Humor,Videos — Ricardo Lima @ 23:28

Não sei que espécie de fascínio sinistro terá o João José Cardoso por tudo que escrevo, mas sendo que discorda sempre, tomo isso como um sinal de que este humilde blogger vai dizendo umas coisas acertadas. E já que me deu a opção de escolher, inclino-me para a quarta hipótese, visto que até simpatizo com o João Almeida. E como fala nele, cá vai um vídeo “desses” lados que lhe pode ser útil. A si e ao Lavos.

Au revoir, Sarko (10)

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 21:54

Última Hora: Sarkozy vem estudar engenharia para Lisboa

E a estes, quanto é que as sondagens dão ?

Filed under: Diversos,Economia,Internacional — Ricardo Lima @ 21:18

Au revoir, Sarko (9)

Filed under: Diversos — Ricardo Lima @ 21:13

O PS e o PSD já deram os parabéns a Hollande. E ao Pasok e à Nova Democracia – respectivamente – mandaram flores ou uma toalha ? É que depois desta banhada eleitoral, vai ser bem necessária.

O Futuro

Filed under: Diversos,Política,Política Fiscal,Portugal — Ricardo Lima @ 20:37

Nazis, fascistas, comunistas, extrema-esquerda, trotskistas, chamem-lhes o que quiserem. São todos da mesma família e estão todos a subir por a Europa fora, nas Franças, nas Áustrias ou nas Grécias. O Bloco Central falhou redondamente. Os Governos ditos de direita, que países como Portugal ou o Reino Unido fizeram eleger não são menos socialistas que os que os antecederam. Na França a segunda volta foi disputada por dois socialistas competindo pelo maior ódio aos ricos e ao grande capital. No 3º lugar estava Le Pen, uma nacional-socialista. Os grandes derrotados deste e dos próximos ciclos eleitorais não serão os mercados, a austeridade ou a direita. Serão a falsa direita, os progressistas vestidos de conservadores, os democratas-cristãos e os centristas.  O actual projecto democrata-cristão\social-democrata, de acomodação entre o socialismo e alguma economia privada, que assombra as economias e os edifícios sociais europeus só tem duas alternativas. Uma verdadeiramente marxista ou uma verdadeiramente liberal. Infelizmente, a segunda parece condenada a triunfar, pelos menos em alguns países. Nas últimas eleições da Madeira, Jardim, referindo-se ao CDS afirmava que era necessário “expulsar os fariseus do templo”. Na verdade, necessário é expulsar do templo os Jardins que por lá pregam.

Au revoir, Sarko (3)

Filed under: Diversos — Bruno Alves @ 19:38

Mas, apesar de tudo (vitória de um socialista, possível exílio europeu para Sarkozy), é sempre bom ver um político-molusco como o homúnculo do Eliseu a ser derrotado.

Au revoir, Sarko (2)

Filed under: Diversos — Bruno Alves @ 19:32

O pior da derrota de Sarkozy até nem é a vitória de um socialista: é mesmo o facto de isto o libertar para daqui a uns anos ir para a Presidência da Comissão Europeia.

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