10% de conhecimento, 80% de ignorância e 10% de demagogia

raquelvarela

Já sabem: podem guardar as notas de euro debaixo do colchão, mas só as que têm a imagem do Hitler (ou lá o que os Alemães põe nos Euros deles).

Actualização: Raquel Varela acrescentou uma nota técnica ao seu processo de desmembramento do Euro

Varela2

Quem é o Alfredo Barroso?

Em 1985 na sequência de denúncias sobre a existência de fome em Portugal Alfredo Barroso, que na altura em membro do governo PS/PSD liderado pelo seu tio Mário Soares, respondia da seguinte forma:

Fomes

(clicar para aumentar)

(via Porta da Loja)

Chinesices (2)

Numa altura em que 90% dos portugueses se questionam acerca identidade do misterioso personagem que promete abandonar o partido a direcção socialista promete não deixar morrer a polémica:

Ferro Rodrigues recusou-se a fazer mais comentários sobre a demissão de Alfredo Barroso, adiantando apenas que o PS emitirá um comunicado sobre esta controvérsia até ao fim da manhã de hoje.

Brincar com o dinheiro das pensões

No i online

Socialistas querem que o Fundo de Estabilização Financeira possa fazer aplicações até 10% dos activos em compra de casas devolutas ou de famílias em risco de insolvência

…isto vindo de um partido que se recusa terminantemente a deixar que os indivíduos possam gerir livremente o seu fundo de reforma obrigando-os a participar num esquema estatal.

Chinesices

Observador

Alfredo Barroso não gostou dos agradecimentos de Costa aos investidores chineses e anunciou a sua desfiliação do PS. “Nunca me passou pela cabeça que se atrevesse a prestar vassalagem à China”, disse.

De tão ridículas, nem vou comentar as acusações de “vassalagem” (que fazem recordar outras semelhantes e igualmente ridículas). Queria apenas observar que, não obstante à extrema-esquerdização do PS, Alfredo Barroso conseguia ainda estar mais à esquerda tendo inclusivamente apoiado o Bloco de Esquerda nas eleições para o PE. Desse ponto de vista estava tanto no PS como Pacheco Pereira “está” no PSD.

Não Podemos dizer mal do Maduro

Observador

O partido da oposição venezuelana Primero Justicia apresentou nesta quarta-feira uma queixa junto do Ministério Público da Venezuela por suposto financiamento ilegal do partido espanhol Podemos, por parte do Governo de Caracas. De acordo com um comunicado do Primero Justicia, o deputado que apresentou a queixa, Julio Montoya, afirma que o executivo da Venezuela contratou, nos últimos anos, a fundação Centro de Estudos Políticos e Sociais do partido Podemos por 14 milhões de euros.

Montoyo indica que os contratos realizaram-se através de diferentes organismos estatais, como a empresa de comunicações Cantv, o Instituto Venezuelano dos Serviços Sociais e o Ministério da Alimentação. O deputado da oposição afirma que nos próximos dias vai apresentar “documentos que provam os contratos entre o Podemos e o Estado da Venezuela” e que vão incluir no processo os “nomes de pessoas relacionadas com o Governo que têm empresas de fachada que são utilizadas para a obtenção de dólares norte-americanos” que foram depois transferidos para o partido espanhol.

a teoria dos jogos

“A exclusão da Grécia do euro é apenas uma questão de tempo, e estou hoje convicto que nem o enésimo acordo de última hora alcançado há dias em Bruxelas impedirá tal desenlace. O ponto fundamental da questão é muito simples: depois de dois programas de resgate por parte dos chamados credores oficiais, avaliados em 230 mil milhões de euros, e de um perdão de dívida de 100 mil milhões por parte de investidores privados, é inverosímil que novos empréstimos à Grécia venham a ser incondicionais. Ao mesmo tempo, é também altamente inverosímil que o novo governo grego seja capaz de assumir os respectivos compromissos – balizados, quantificados, e calendarizados – que possam satisfazer as exigências dos credores. Este jogo de negociações deixou de ter como propósito a obtenção de um compromisso estável e duradouro, e passou a ter como finalidade a determinação de quem, em última instância, tomará a iniciativa de fazer a Grécia sair do euro.”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.

Boas pespectivas

O Ministro das Finanças grego admite que a Grécia tem um problemita de liquidez

“We will not have liquidity problems for the public sector. But we will definitely have a problem in repaying instalments to the IMF now and to the ECB in July,” [Yanis Varoufakis] told Alpha Radio.(…)

Following interest payments this month of about 2 billion euros to private bondholders and official lenders, Greece must repay an International Monetary Fund loan of around 1.6 billion that matures in March.

Then it needs 0.8 billion euros for interest payments in April and about 7.5 billion in July and August for maturing bonds held by the ECB and for more interest payments.

Volta Seguro, Que Deixas Saudades

Não era tarefa fácil conseguir desempenhar um papel de secretário geral do PS de forma pior do que o António José Seguro, mas tenho que reconhecer que António Costa parece ter um dom natural, e que com a sua vacuidade consegue ser de facto pior que o secretário geral do PS anterior.

António Costa, que não sabe escolher os momentos para falar e os momentos para manter o silêncio, começa a parece um disco riscado com o seu lero-lero habitual e as baboseiras do costume. Sempre crítico em relação ao governo actual, vai insistindo que é preciso “acabar com a austeridade e gerar crescimento” (em termos técnicos é o equivalente a “eu não gosto da chuva e quero Sol”), sendo que a única proposta concreta conhecida é que se ele for primeiro-ministro, o Carnaval será festejado em todo país porque “é muito importante para a economia de todas as cidades e para as famílias“.

Depois de sabermos que o PS não quer confundir os eleitores com propostas, António Costa voltou hoje a não se comprometer com qualquer estratégia ou proposta alegando que:

 “Numa União a 28, não é possível prometer um resultado que depende de negociações com várias instituições, múltiplos governos, de orientações diversas”.

E adianta ainda que:

“Como se tem visto nas últimas semanas, é um erro definir uma estratégia nacional que ignore a incerteza negocial e se bloqueie numa única solução”

A solução segundo António Costa é então:

“Identificar corretamente os problemas, assumir a determinação de os enfrentar e ter a capacidade necessária para construir as alianças que permitam as soluções viáveis, trabalhando as várias variáveis possíveis”.

Poderoso, profundo e inspirador! De salientar que não é expectável que o facto de Portugal permanecer numa União a 28 se altere até ao dia das próximos eleições. Daí que, a levarmos em conta estas declarações, o PS corre o sério risco de se apresentar a eleições sem programa, porque “não é possível prometer um resultado que depende de negociações com várias instituições, múltiplos governos, de orientações diversas” e “é um erro definir uma estratégia nacional que ignore a incerteza negocial e se bloqueie numa única solução“.

É pois esta nulidade que o país se arrisca a ter como primeiro ministro – aparentemente basta estar no lugar certo na hora certa. Deus nos acuda.

SeguroECosta

Pensemos na bola

Champions-League-BallA ver o Juventus-Borussia, a senhora minha mãe pergunta: “isto é para quê?”. Disse-lhe “para a Liga dos Campeões”. Senti-me tentado a responder “como qualquer outra coisa nesta vida, no fundo não é para nada. No fim, acabamos todos empatados debaixo do chão”, mas achei que era demais.

A carta das reformas gregas

Parece que a carta do governo grego delineando as reformas necessárias para que o “Eurogrupo” aprovasse o prolongamento do empréstimo ao país foi redigida, não pelo próprio governo grego, mas pela Comissão Europeia. Ou seja, a ser verdade* Tsipras e Varoufakis estão tão desesperados pela obtenção de financiamento e/ou tão pouco interessados em cumprir o que quer que seja com que se comprometam, que estão dispostos a abdicar da sua autonomia na definição de quais os compromissos a estabelecer como contrapartida para a obtenção desse financiamento. O resultado final não vai ser bonito para ninguém.

*No facebook, o meu amigo Rodrigo Vaz nota que não sabemos se isto é verdade ou não, e por isso eu não deveria ter escrito isto sem este “a ser verdade”, tomando uma hipótese como um facto. Ele tem toda a razão, e por isso mesmo editei o texto para corrigir esse erro.

Insistências

Na Lisbon Summit 2015, Maria Luís Albuquerque volta a insistir que “os impostos são demasiado altos” mas “para podermos baixar os impostos temos de controlar a despesa, pois temos de aumentar os impostos na medida em que é necessário para se poder pagar a despesa prevista no Orçamento. Caso contrário, estaríamos a aumentar a dívida”. Ou seja, insiste na desonestidade de esconder que a despesa pública vigente decorre de uma escolha política sua. Por isso mesmo, eu insisto que estas declarações da Ministra das Finanças são uma admissão do seu falhanço como governante, e algo que a deveria desqualificar do exercício de outras funções a que ela aspira.

A Carta Da Grécia Ao Eurogrupo

Aqui fica a carta da Grécia enviada ao Eurogrupo, algo longa, sem números, e no estilo de uma carta de intenções (fonte).

A versão em PDF, mais legível, pode ser encontrada aqui.

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Louçã e o Financial Times sobre a Grécia

No inenarrável programa que é o Prós e Contras, em que José Manuel Fernandes fala de coisas sérias sobre a arquitectura política da União Europeia, e Fátima Campos Ferreira o interrompe para fazer questões menores acerca do Syriza, Francisco Louçã acaba de dizer que o Financial Times diz que a Grécia tem de reconverter a sua dívida. Ora, ainda há bem pouco tempo, o Financial Times publicou artigos (como este), dizendo que a dívida grega não é tão insustentável assim, e que até tem custos com o “serviço da dívida” menores que outros países, como Portugal, por exemplo. Infelizmente, Fátima Campos Ferreira, que tanto gosta de interromper os seus convidados, não o confrontou com este pequeno pormenor.

Cartaz do Bloco tem erros de alemão

No Expresso

Dezenas de cartazes do Bloco de Esquerda começaram, este domingo, a ser espalhados pelas principais cidades do país. Tem uma frase em alemão. Mas… está mal escrita

Eu acho que a culpa é da escola pública. Ou os bloquistas também metem os filhos em colégios privados?

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Inherent Vice

A partir do momento em que a “ex-old lady” do detective privado Larry “Doc” Sportello (Joaquin Phoenix), de seu nome Shasta Fay-Hepsworth (Katherine Waterston), lhe entra pela casa dentro numa noite de 1970, é difícil de saber o que se está a passar em cada uma das cenas subsequentes de Inherent Vice, o mais recente filme de Paul Thomas Anderson, baseado no romance homónimo de Thomas Pynchon. Com “uma pesada combinação de ingredientes faciais” que “Doc” não é capaz de interpretar, Shasta conta-lhe que a mulher do homem – Michael Wolfmann (Eric Roberts) – com quem está envolvida e o amante desta a querem envolver num esquema para roubar o dinheiro de Wolfmann e interná-lo num hospício. Nas duas horas e meia de filme que se seguem, e à medida que o mistério se adensa na nuvem de fumo dos charros de “Doc”, há de tudo: Sortilège (Joanna Newson), a hippie com um “minor” nos “clássicos” e que serve de narradora ao filme; “Bigfoot” Jensen (Josh Brolin), o “polícia renascentista” “com um brilho nos olhos que diz ‘violações dos direitos civis’ que odeia o FBI ainda mais que os praticantes do “estilo de vida” de “Doc”; um judeu que confranterniza com a Aryan Brotherhood; um ex-presidiário membro de um gangue chamado The Black Gorilla Family; uma casa de “massagens” (daquelas com “finais felizes”); uma ex-dependente de heroína chamada Hope (Jena Malone) à procura do marido morto que ela acha estar ainda vivo, uma socialite adúltera e o seu “conselheiro espiritual”; uma ciumenta procura-adjunta do Ministério Público; agentes do FBI de dúbio carácter, uma misteriosa entidade chamada “The Golden Fang“; uma não menos misteriosa “beldade oriental”; um agente infiltrado ao serviço nem ele sabe muito bem de quem; antigos actores na Lista Negra de Hollywood; uma banda chamada Spotted Dick; um cartel de heroína indochinês; “polícias demasiado estúpidos para viver e polícias demasiado espertos para o seu próprio bem”; um rabo de saias filmado como tal por P.T.A com “uma preferência” pela companhia simultânea de dois homens diferentes; uma cooperativa de dentistas; filhas que fogem dos pais; “loan sharks”; hospícios mais preocupados em fazer lavagens ao cérebro do que em curar a atormentada psique dos seus pacientes; e, como não poderia deixar de ser, teorias da conspiração mais vastas que os espaços recônditos da mente aos quais certas substâncias em voga na altura supostamente davam acesso. O que não parece haver é uma linha inteligível que una isto tudo.

Nem poderia haver. Inherent Vice é um filme que se desenrola a partir do ponto de vista de “Doc”, e tendo em conta que ele está constantemente “pedrado”, o que nós vemos faz tão pouco sentido para nós como para ele. “Doc” está permanentemente a anotar coisas como “paranoia alert” e “not hallucinating“, ou com dúvidas acerca de se uma empregada de limpeza mexicana o é realmente ou se será antes uma espécie de “espiã” de quem ele está a investigar. Ele não consegue deixar de pensar que todos os mais insignificantes detalhes com que se vai deparando estão todos ligados numa “integração vertical” de “evil-doing” que só ele consegue ver, nem de ao mesmo tempo temer que a única ligação que existe é a que a sua imaginação constrói. E nós somos atirados para o meio dessa confusão, deixados tão ou mais desorientados que ele.

E no entanto, no meio da loucura, há algo a que nos agarrar. No meio de um enredo aparentemente incoerente, Inherent Vice está cheio de coisas profundamente andersonianas, pequenos faróis para nos orientar no meio do nevoeiro alucinogénico do filme. Logo em primeiro lugar, a proximidade espiritual a Robert Altman: todo o filme parece ser uma espécie de “revisitação” e homenagem a The Long Goodbye. Em segundo lugar, há também os oníricos flashbacks malickianos a que Anderson recorrera em The Master e a que a presença e adorável cara de Waterstone dão outro encanto aqui.

Mas não é apenas no uso constantemente de referências dos seus realizadores preferidos que Inherent Vice se assemelha aos anteriores filmes de Anderson. Como em Magnolia ou Punch-Drunk Love, a Califórnia surge aqui como uma estranha terra onde acontecem coisas estranhas aos seres humanos cujo destino foi lá viver, como se todo um pedaço de terra estivesse “pedrado” e a viver numa realidade só perceptível com o consumo de substâncias ilegais. Como em quase todos os filmes de Paul Thomas Anderson, Inherent Vice dá um triste fim a quem alguma vez tenha feito algum mal a uma criança. E como todos os filmes de Anderson, de Hard Eight a The Master, passando por Boogie Nights, Magnolia, Punch-Drunk Love e There Will Be Blood, também Inherent Vice é um filme sobre pessoas à procura de saber como devem viver, à procura de uma resposta acerca de qual a conduta correcta, qual a melhor forma de agirem uma vez que os problemas com que se deparam surgiram à sua frente: tal como em Magnolia Anderson nos fazia ouvir a voz de Jim Kurring a dizer o quão difícil era saber se o que cada uma das pessoas com que se cruza no seu dia de trabalho como polícia precisa é de “um pouco de ajuda” e um “pouco de perdão” ou de “irem para a prisão”, também em Inherent Vice nos põe a ouvir Shasta perguntar a “Doc” o que deve fazer, ou este à procura de saber qual vai ser “a coisa” que o vai deixar sem dormir à noite, para a poder corrigir.

Afinal, por detrás da confusão, das personagens alucinadas e do enredo inacreditável, Inherent Vice é apenas um filme sobre pessoas com saudades, seja de um tempo pré-Charles Manson em que a Califórnia parecia ser um paraíso, seja de alguém que as deixou. Tal como todos os filmes de Paul Thomas Anderson, Inherent Vice é um filme sobre pessoas à procura de alguma forma de redenção. É um filme sobre solitárias almas perdidas, à procura de voltarem para junto de algo que as ancore a este mundo, seja isso um velho barco que “é mais do que um barco”, o marido julgado morto, o antigo colega de trabalho, a mulher e a filha há muito afastadas, ou, como no caso de “Doc”, o porto não-muito-seguro de Shasta, ora perto ora longe, mas sempre no seu coração e pensamento. Mas como diz Sortilège em voice-over, servindo não tanto de narradora como de coro ao estilo dos antigos em que ela é versada, “yet there is no avoiding time, the sea of time, the sea of memory and forgetfulness, the years of promise, gone and unrecoverable, of the land almost allowed to claim its better destiny, only to the claim jumped by evildoers known all too well, and taken instead and held hostage to the future we must live in now forever.” “Does this mean we’re back together?“, pergunta Doc a Shasta. Ela dá-lhe uma resposta, uma que talvez ele já conhecesse mas quisesse ouvir vinda “de uma voz que não a sua”. Ou talvez uma resposta que ela não tem forma de saber se é verdadeira. “May we trust this blessed ship is bound for some better shore, risen and redeemed, where the American fate mercifully failed to transpire“, diz Sortilège. Mas o quer que seja que “Doc” acredite acerca do seu destino, será sempre algo de que ele duvidará, como acontece com tudo o resto no filme. E porque os olhos dele são também os nossos, o mesmo acontecerá connosco.

Um passo a trás para dar dois para a frente – Porque é que a Grécia sai do Euro em Fevereiro.

A primeira leitura do acordo alcançado entre a Grécia e os parceiros Europeus parece indicar uma cedência em toda a linha pela Grécia. A segunda leitura diz que não. De facto o acordo compromete o Syriza com a cedência nos pontos soft do seu programa. Questões de nomenclatura. A existência de compromissos substanciais depende de só e apenas da listagem de medidas que devem ser apresentadas hoje. Tudo correndo como previsto hoje o governo grego apresentará como medidas o seu programa de governo que acreditam ser o caminho para a prosperidade e crescimento. O superávit público alcançado pelo lado da receita e só em pequena medida pelo lado da despesa pública. Re-contratar, voltar atrás com cortes em salários, pensões. Acabar com a corrupção e com a evasão fiscal. Sol na eira, chuva no nabal e férias na praia. Ao contrário do efeito do corte na despesa, estas políticas e medidas terão um impacto imediato negativo directo nas contas públicas. O impacto de médio prazo incerto.Tudo correndo como esperado estas medidas não passarão o crivo técnico e serão rejeitadas pelos parceiros internacionais. Os tais que também gozam de soberania e têm o direito de decidir o que fazer do seu dinheiro. O Syriza conta ter dado um passo atrás na sexta para dar dois passos à frente hoje. A expectativa continua a ser a mesma. A Grécia sai do Euro já em Fevereiro.

Podia ser na América do Sul…

Mas não é. Foi na Grécia. Imagino que os adeptos do Panathinaikos estejam indignados com o apoio Português aos restantes 17 países da Zona Euro, vai daí descarregam em Vítor Pereira.

A Falta De Solidariedade Dos Gregos Com A Grécia

Os Gregos retiraram nos últimos dois meses e meio cerca de 20 mil milhões de euros dos bancos com receio que a Grécia abandone a zona euro, aumentando a fragilidade do sistema bancário e aumentando a dependência do Banco Central Europeu. Afinal de contas, sempre existem alternativas.

PullingOutDepositsAos cidadãos que quiserem demonstrar o seu apoio à Grécia, recomenda-se que em vez de enviarem cartas e palavras, que enviem euros. A Grécia agradece.

Cenas dos próximos capítulos

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A confirmarem-se as primeiras indicações. o governo grego demonstra mais uma vez pouca disponibilidade para cumprir os acordos com a troika. Dificilmente uma proposta nos termos supra será aceite pelo eurogrupo.

(via Jorge Costa)

Aviso à navegação

Vital Moreira acerca da colagem do PS à extrema-esquerda

Sempre combati a esquerda radical; e fui progressivamente abominando o populismo e o nacionalismo político. O Syriza é um casamento tóxico dessas duas perspetivas políticas (mesmo que agora se declare europeísta por conveniência).

Não me peçam, portanto, nem complacência nem silêncio. Penso, aliás, que a esquerda social-democrata vai pagar um custo elevado pelo namoro oportunista (aliás não retribuído…) com o Syriza e os seus avatares noutros países.