Maio 25, 2013
Maio 24, 2013
O Rui Moreira está a ver-te, Pá
Rui Moreira defendeu ontem “a implementação de um sistema de videovigilância, explicando que pretende reactivar o modelo que já existiu na ribeira – e entretanto foi suspenso – querendo replicá-lo noutras áreas da cidade, como é o caso da zona da movida do Porto.“
Just do it
Realmente, parece que há no PS e CDS cada vez mais gente a querer consumar esta união de facto. Depois, vai ser bonito vê-los a contrariar e gritar com a troika.
As presidênciais iranianas
No blog da Foreign Policy, um curto guia para os 8 candidatos (autorizados) à eleições presidênciais. Um dos favoritos dos teocratas reinantes é Gholam Ali Haddad Adel. Autor do influente “The Culture of Nakedness and the Nakedness of Culture”, in the 1980s. Segundo Pamela Karimi, professora de História da Arte na UMass Dartmouth, nele defende “the concealment of women’s bodies as a way to protect the larger society from the manipulation of capitalism and imperialism.”
Plano C
Pedro Sousa Carvalho no Diário Económico
[É] altura de também perguntar a Manuela Ferreira Leite o que ela faria para renegociar com a ‘troika’. A ex-presidente do PSD responde: “Às vezes perguntam-me o que é que eu faria se lá estivesse. No mínimo, gritava”. Ok, a estratégia para convencer a ‘troika’ é gritar! E por que não uma estratégia mais agressiva? Por que não beliscar a ‘troika’? Ou dar um calduço ou um carolo?
Consta que o engº Pinto de Sousa, nas negociações do MoU tentou a estratégia da gritaria. Deu um resultadão.
Maio 23, 2013
Too Little, Too Late
O governo aprovou hoje um “pacote sem precedentes de incentivos fiscais ao investimento” que consiste “numa linha de crédito fiscal extraordinário ao investimento – para montantes até aos cinco milhões de euros – que permitirá a dedução à coleta em sede de IRC de 20% do montante investido. Uma dedução à coleta que corresponde a 20% do valor investido, desde que não exceda 70% do montante daquela coleta. No limite, este incentivo pode reduzir para 7,5% a taxa efectiva de IRC para empresas que invistam de forma significativa. As empresas que quiserem beneficiar desta medida terão de se candidatar entre 1 de Junho e 31 de Dezembro deste ano.” – o vídeo do anúncio por parte de Vítor Gaspar pode ser encontrado aqui, onde se pode ouvir o ministro das finanças perto do início do minuto dois a dizer “a quebra do pibre”
Eu saúdo e sou sempre a favor da redução de impostos, mas um incentivo fiscal extraordinário para este ano de 20% sobre montantes investidos parece-me pouco. Esta dedução parcial do investimento é melhor que nada mas preferia muito mais uma descida permanente do IRC para todas as empresas. Deve ser uma opção exclusiva da gestão das empresas o fim a dar aos lucros, designadamente a incorporação e re-investimento, a remuneração dos accionistas, a remuneração dos trabalhadores ou a concessão de um benefício aos clientes através de uma redução de preços. Estou convencido de que não é papel do estado se intrometer na gestão das empresas favorecendo determinadas opções de gestão em detrimento de outras.
Entretanto, e porque em Portugal parece ser sempre necessário uma comissão e um estudo para se decidir qualquer coisa, o grupo liderado por António Lobo Xavier deverá propor um ante-projecto para a reforma do IRC até 30 de Junho.
Hermenêutica às causas que tornam Raquel Varela em Raquel Varela
Desde que li o Don´t Tell Alfred de Nancy Mitford que estou convencida que há material para alguém da área da neurologia e da psiquiatria ganhar o Nobel com a descoberta científica da doença, até agora meramente literária, ‘pull to the east’ que apareceu e contaminou várias personagens do livro. Esta doença concretizava-se numa compulsão que provocava um irracional amor pelos países comunistas a leste (já os maoístas diziam que o ‘Oriente é Vermelho’). Depois de Don´t Tell Alfred, a União Soviética foi o que se sabe e Deng Xiaoping (os maoístas bem lhe chamavam ‘capitalist roader’) fez-nos o favor de escaqueirar a economia planificada maoísta. Restam agora os esfomeados que são governados pela dinastia Kim na Coreia do Norte e os também não muito bem alimentados cubanos governados pela dinastia castrista. Mas a doença ‘pull to the east’ ataca indiscriminadamente e torna alguns cérebros, que um dia se descobrirá terem alguma reação exótica à dopamina ou produzirem a mais ou a menos uma qualquer substância do que os cérebros tidos como normais, impermeáveis à realidade. E, portanto, capazes de ir para a televisão informar-nos da sua maravilhosa e intrigante visão do mundo.
Este ‘pull to the east’ é, por enquanto, uma hipótese meramente literária. Mas se algum cientista resolver investigá-la, eu tomo a liberdade de sugerir que convide Raquel Varela para fazer parte da amostra a avaliar, que é capaz de dar alguma revelação surpreendente.
Vejamos. Raquel Varela está muito preocupada com os pobres dos chineses que ganham dois euros por dia para que os ocidentais – que não a Raquel Varela, que eu tenho a certeza só veste roupa made in Italy, que lá os ordenados mínimos não são uma vergonha (ou também são?) – comprem roupa barata. Ora esta preocupação enferma de alguns problemas. O Banco Mundial estima que, desde que Deng Xiaoping abriu a porta à exploração dos chineses (vendendo mão-de-obra barata) pelos importadores e consumidores ocidentais, 600 milhões de chineses sairam da pobreza. E prevê-se que nas próximas décadas mais umas centenas de milhão escapem também à pobreza graças a essa mesma exploração pelos abutres do ocidente. E ainda há um outro facto curioso que o cérebro da ‘doce Raquel’ (direitos de autor serão entregues à Margarida Bentes Penedo) aparentemente também não regista: os pobres chineses são precisamente aqueles que residem onde a exploração do homem pelo homem não chegou; são os habitantes das zonas rurais que não têm indústrias que aproveitem a mão de obra barata chinesa para vender ao estrangeiro. Os chineses explorados pelos hediondos capitalistas ocidentais, pelo contrário, são os que escaparam à pobreza. Estranho? Não, não é, pelo menos para as cabeças não afetadas por o tal ‘pull to the east’.
Claro que esta doença literária pode não ser a explicação para as afirmações de Raquel Varela. Pode, simplesmente, considerar que os fins justificam todas as manipulações da verdade. Ou pode ter baseado os seus já famosos ‘estudos’, que lhe deram a conhecer os problemas dos trabalhadores chineses, nos artigos que de vez em quando se lêem de jornalistas imbecis que, para ilustrar a carestia da vida chinesa, dão como exemplo o preço de um Mcdonalds (restaurante considerado de luxo na China com comida que a enorme maioria dos chineses execra, preferindo sem qualquer dúvida uma taça de arroz) ou de um café expresso (já fiz refeições na China em que o expresso – nunca meu, que beber café na terra do chá é um sacrilégio – não só era o item mais caro da fatura como era de valor superior à soma de todos os outros produtos consumidos na refeição). É escolher.
Austeridade sem troika
…e com contas públicas bem mais saudáveis que as nossas. Na Holanda
O Governo holandês, liderado pelo liberal Mark Rutte, prepara-se para acelerar o ritmo de redução dos funcionários públicos. A intenção do Executivo (que governa em coligação com os socialistas) é reduzir o universo da Função pública, que integra actualmente cerca de 150 mil trabalhadores, em 8% a 12% até 2018.
“A dívida do Estado continua a subir e o défice orçamental ainda é demasiado elevado. O governo tem de gastar de acordo com os meios de que dispõe e terá de reduzir a despesa pública para um patamar mais baixo”, explica Stef Blok, o ministro da tutela, em carta enviada ao parlamento holandês, citada pela Reuters. (mais…)
Raquel Varela, uma explorada pelo sistema opressivo do capital sobre o trabalho
A Raquel Varela, que descobri que escreve num blogue que há uns tempos que não visitava, queixa-se, aqui, que, e cito, “(…) [a]nda um vídeo a circular na Internet de um jovem que defende (…) a reprodução biológica – trabalhar exclusivamente para acordar no dia seguinte, comer, e ir trabalhar (…)”.
Num momento ternurento, o marido da Raquel Varela, gajo que deu para perceber gosta de se deitar cedo, tem, a dada fase, no mesmo 5Dias, um desabafo freudiano o qual não pude de reparar:
Raquel, como gajo, o teu marido está a mandar-te um mega-recado. Tu falas em reprodução biológica, em bebés, e ele desata a queixar-se que andas a trabalhar demais. Vai para casa mais cedo, e olha, parece-me boa ideia essa do bebé que te inspire algum instinto maternal, algo que, claramente, perdeste (isso e o bom-senso).
Maio 22, 2013
Bad feeling
A semana passada, uma amiga minha perguntou-me, “o que achas do Martim ir ao Prós & Contras?”. Estava eu meio distraído e respondi-lhe, “ao painel principal? Tu vê lá, ainda trucidam o miúdo”. Do lado de lá ouvi uma gargalhada ruidosa acompanhada de um comentário que ainda assim não me sossegou: “Não te preocupes, ele vai ficar na assistência, não deve falar mais do que dois minutos”. “Ele em qualquer caso que se prepare”, rematei.
O Martim tem 16 anos, teve uma ideia, executou-a, e ela naturalmente foi ganhando alguma dimensão. Deveria estar a viver o entusiasmo próprio da sua idade, e a dar corpo à sua imaginação. Mas não, em vez disso, o que eu receava, aconteceu: a esquerda chic não tolera o sucesso, ainda que curto, e de uma forma serpenteante, Raquel Varela, em tom maternal, alertou-o para o facto dele estar a deixar-se seduzir pelos vícios do capitalismo, maxime, a exploração de mão-de-obra asiática; falhado o argumento inicial, avançou então para o Plano B, para o fantasma dos proletários condenados ao salário mínimo. Pequeno aparte: tenho dúvidas que a Raquel Varela tivesse os mesmos cuidados em relação aos riscos implícitos em que o Martim poderia incorrer se se estivesse a falar de consumo de drogas ou da sua iniciação sexual.
Nos últimos dias, li reacções ainda piores: que não haveria pagamento de impostos (falso), que a marca seria plagiada ou que se estaria perante uma mera redistribuição (falso, o produto é português e a marca já há várias semanas está a ser registada).
Independentemente da maior ou menor valia do negócio, o Martim é apenas um adolescente. Que em vez de asneiras próprias da idade preferiu vender roupa. Só num país profundamente doente se massacra um miúdo com as demências que têm sido publicadas nos últimos dias.
Ao marido da dita Raquel, recomendo-lhe já agora que a ame – dizem que o amor é cego – mas por favor, comparar uma criança a uma adulta doutorada, mostrando ao mundo a sua dor de corno, é do mais decadente que tenho visto.
a reserva dos pensionistas novamente sob ataque
”(…) sucessivos governos continuam a encarar o FEFSS como um veículo financeiro ao serviço do Tesouro, uma espécie de fundo de maneio do Estado”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.
Maio 21, 2013
“Tax Fraud on an Absolutely Massive Scale”
Mais uma boa intervenção no parlamento europeu de Nigel Farage, líder do UKIP que tem vindo a subir nas sondagens no Reino Unido.
“Thank you. Well there is a great degree of unity here this morning, with a common enemy – rich people, successful companies evading tax, which of course is a problem. Avoiding tax, which is not illegal, but it gives this whole chamber this morning a high moral tone.
And as Mr. Barroso says it is all about the perception of fairness. Because there is the added bonus of course that it drives a wedge between the United Kingdom, the Channel Islands, the Isle of Man, and the Caymans. But before we declare our virtues, perhaps we ought to look just a little bit closer to home.
And I hope that the taxpayers all over Europe listen to this. If we look at the EU officials who work for the European Commission and the European Parliament, the highest category [the most common grade is AD12] are people that earn a net take home pay of just over 100 thousand pounds a year. And yet under EU rules they pay tax of 12 per cent. It is tax fraud on an absolutely massive scale.
And Mr Barroso I would say to you, how can that be deemed to be fair? How can people out there struggling – the 16 million people unemployed in the eurozone – how can they look at these institutions, not only paying people vast sums of money but allowing them tax and pension benefits on a scale not seen anywhere else in the world? So I suggest we have a bit less of this high moral tone.
And what have these officials given us? Well, they were the architects of the euro, which is a complete disaster. Their obsession with global warming which chimes very strongly here means we are despoiling our landscapes and seascapes with these disgusting wind turbines and driving up energy prices.
But never let it be said that I cannot acknowledge success when I see it. And I am sure the citizens of Europe will all clap and cheer loudly that the grave, mortal danger of olive oil in dipping bowls has been removed by the officials. Well done everybody.”
Cuidado!
António de Almeida no Aventar
Invariavelmente em Portugal o empreendedorismo esbarra no parasitismo. Parabéns Martim pela lição que deste… Mas claro que se esbarrares em mais pessoas do calibre de Raquel Varela, ou pior, se pessoas dessa estirpe detiverem algum tipo de poder, talvez seja melhor mudares de país ou continente…
Nem mais. Cá para mim ele devia era desistir dessa triste ideia de ganhar o seu próprio dinheiro e com isso ajudar outros a manter o seu emprego. Vai por mim. Dedica-te a pedir subsídios. Diz que vais da parte da Raquel
Ilusões
Ontem no seu blog, Paul Krugman sugeria que um aumento de 20% nos salários alemães levaria à apreciação do euro face a outras divisas e consequentemente à melhoria da posição competitiva das exportações portuguesas.
Hoje, Tyler Cowen comenta no Marginal Revolution a proposta de Krugman. (mais…)
Brincando com o (pouco) dinheiro das reformas dos portugueses
O regulamento do funcionamento do fundo, liderado por Manuel Baganha, determina um mínimo de 50% da composição do mesmo em títulos de dívida pública ou outros garantidos pelo Estado português. Trata-se de um limite regulamentar obrigatório e os dados revelados pelo Tribunal de Contas indicam que, no final do primeiro semestre do ano passado, o FEFSS tutelado pelo Ministério da Segurança Social tinha 5.501,7 milhões de euros investidos em dívida pública, o equivalente a 55,4% do total da carteira sujeita a limites regulamentares.
get over it
O “Prós e Contras” de ontem, dedicado ao tema “Mudar o País ou mudar de País”, foi delicioso. Nele destaco a participação do economista e professor universitário do ISCTE Sandro Mendonça, munido das suas interessantíssimas propostas e teses, umas mais exóticas do que outras, entre as quais a introdução de um imposto para “taxar a publicidade dos bancos”, a referência ao problema “[d]a má despesa privada” (por oposição, é claro, ao problema menor da má despesa pública), sem esquecer, como não podia deixar de ser, a sua profunda reflexão quanto “[a]o direito à felicidade dos povos” (o que, por inferência, como o próprio fez questão de referir, é dizer que uns povos não podem fazer outros infelizes). Estas ideias, às quais se juntaram as sólidas teorias de Raquel Varela quanto à plena sustentabilidade do Estado social em Portugal e quanto à colectivização dos meios de produção, ou ainda as intervenções, editorialmente caídas do céu, de Paulo Côrte Real da ILGA, acerca da co-adopção de crianças por casais homossexuais, e a do treinador da equipa feminina do Clube de Rugby de São Miguel em Cascais, a propósito já não me lembro de quê, resultaram num magnífico programa que, enfim, só mesmo visto! Para mais tarde recordar.
Ps: Parabéns ao rapaz-designer-criador da marca “Over it” pela forma construtiva, e surpreendentemente madura para os seus tenros 16 anos de idade, como apresentou o seu projecto empreendedor ligado ao vestuário – que Raquel Varela tentou desconsiderar com uma conversa de chacha sobre salários mínimos – e que mereceu amplos aplausos da plateia. Muito bem; o miúdo vai longe. Tivéssemos mais miúdos assim, com garra e ganas de fazer coisas, em vez de tantos “so-called” investigadores sabe-se lá de quê, e o País muito beneficiaria. As finanças públicas também!
Amanhã
Lançamento do livro “Escolas para o século XXI” de Alexandre Homem Cristo às 18h00 no Anfiteatro da Escola Secundária Gil Vicente. Com a presença de Carlos Fiolhais, Fernando Adão da Fonseca e Hugo Mendes.
Para Que Serve o Conselho De Estado?
Para produzir ao fim de sete horas de reunião comunicados do seguinte género:
1. O Presidente da República reuniu hoje o Conselho de Estado, para efeitos do artigo 145, alínea e), segunda parte, da Constituição, tendo como ordem de trabalhos o tema “Perspetivas da Economia Portuguesa no Pós-Troika, no quadro de uma União Económica e Monetária efetiva e aprofundada”.
2. Com base em exposição do Presidente da República, o Conselho debruçou-se sobre os desafios que se colocam ao processo de ajustamento português no contexto das reformas em curso na União Europeia e tendo em vista o período Pós-Troika.
3. No quadro da criação de uma União Bancária, o Conselho analisou a instituição dos mecanismos de supervisão, de resolução de crises e de garantia de depósitos dos bancos, um passo da maior importância para corrigir a atual fragmentação dos mercados financeiros da Zona Euro.
4. O Conselho debruçou-se igualmente sobre a perspetiva do reforço da coordenação das políticas económicas e da criação de um instrumento financeiro de solidariedade destinado a apoiar as reformas estruturais dos Estados-Membros, visando o aumento da competitividade e o crescimento sustentável.
5. O Conselho de Estado entende que o programa de aprofundamento da União Económica e Monetária deve criar condições para que a União Europeia e os Estados-Membros enfrentem, com êxito, o flagelo do desemprego que os atinge e reconquistem a confiança dos cidadãos, devendo ser assegurado um adequado equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à atividade económica.
Maio 20, 2013
4 de Junho: Dia da Libertação de Impostos Em Portugal
Marquem nos vossos calendários. O Dia da Libertação de Impostos em 2013 em Portugal é o dia 4 de Junho. Em 2012, o dia da Libertação de Impostos em Portugal foi o dia 3 de Junho (menos um dia) e em 2011 foi o dia 29 de Maio (menos cinco dias).
O Dia da Libertação de Impostos representa o dia que em média os trabalhadores deixam de trabalhar para o estado (para cumprirem as suas obrigações fiscais) e passam a trabalhar para si.
Como se pode observar na imagem abaixo, Portugal ainda assim continua a ser dos países da União Europeia onde o Dia da Libertação de Impostos chega mais cedo. Os Cipriotas são os que menos dias têm que trabalhar para o estado atingindo o Dia da Libertação de Impostos no dia 14 de Março enquanto que os Belgas são os têm que mais têm que trabalhar – até ao dia 8 de Agosto.
A nível da União Europeia com os seus 27 estados membros, o “imposto real” sobre os trabalhadores passou de 44,11% em 2012 para 45,06% em 2013.
At the end of the day,,,
…vejo-me incapaz de discordar com o Filipe Nunes Vicente:
Já escrevi mutas vezes e em muitos lugares ( livros, artigos e blogues) que entendo que a família tradicional é a melhor combinação para uma criança crescer. O que nunca escreverei é que para uma criança, qualquer coisa é preferível a ser criada por duas irmãs mais velhas ou por uma tia e uma avó ( como já aconteceu tantas vezes). O “superior interesse da criança” é o laço humano, não a irritação pela militância LGBT
ADENDA: Este post (que já de si é essencialmente uma citação do FNV) podia ser um plágio deste outro do Carlos. Mas eu garanto que só o li agorinha mesmo.
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A memória nem sempre nos assiste
O que Jorge de Miranda se esquece de explicar é que PS e PSD concorreram em 2009 com platoformas eleitorais pefeitamente antagónicas e irreconciláveis. O primeiro queria gastar mais e o segundo queria cortar na despesa. Ou se afastava um dos líderes (José Sócrates ou Manuela Ferreira Leite) ou seria impossossível formar uma maioria estável na AR. Aliás, imaginando que no PSD se arranja um adepto do “despesismo” para acolitar José Sócrates (o que até nem seria difícil) não se está a ver as alterações substântivas ao desastre dos dois anos seguintes. E pertendem ao domínio da fantasia um cenário em que as bases socialistas a afastariam José Sócrates ou que esta abdicasse voluntariamente do poder.
Outas alternativas que evitassem PS ou PSD implicavam meter no mesmo governo o CDS e a extrema-esquerda. Nem vale a pena falar disso.
Um excelente reforço
O Blásfemias reforça-se com o Rodrigo Constantino de quem já era leitor assíduo.
Que sentido para a Liberdade?
A liberdade é uma daquelas palavras que, um pouco como a velhinha pasta medicinal Couto, anda sempre nas bocas de toda a gente. Infelizmente parece que sofre de um mal congénito: a polissemia. (sintomatologia complexa que parece afectar alguns dos conceitos mais fundamentais do linguajar político contemporâneo.) Isaiah Berlin foi, provavelmente, o mais certeiro de entre os vários senhores doutores que procuraram diagnosticar o fenómeno.
É o que vamos discutir logo à tarde, a partir das 18:30h, na Ferin, em Lisboa. Até logo!
O “cisma grisalho”
José Carlos Alexandre (A Destreza da Dúvidas) a propósito das declarações de Silva Lopes
Em 2007, a Polónia fez também uma reforma da “segurança social”, avançando para um sistema de capitalização: cada um desconta, de forma obrigatória (presumo), para si e as pensões actuais são cobertas com dívida pública. Em Portugal, continua-se com um sistema redistributivo, em que os mais novos pagam as reformas dos mais velhos, contando que, quando chegar a sua vez, alguém pagará as suas. Já sabemos que isso não vai ser possível; os números, a começar pelos da demografia, não deixam margem para dúvidas a esse respeito. A questão é: devem ser os mais novos a suportar o grosso dos custos, pagando a reforma dos mais velhos e poupando (se tal for ainda possível) para a sua velhice, ou devem os sacrifícios ser repartidos pelas diferentes gerações? Eu, tal como o Silva Lopes, não tenho dúvidas sobre qual é a solução mais justa.
De notar que o rácio dívida pública em relação ao PIB e o crescimento económico da Polónia (e possivelmente os montantes a financiar) tornam mais fácil e sustentável o recurso à divída pública para financiar as reformas actuais. Para o caso português será provavelemtne necessário realizar um default parcial.
É Já Daqui a Uma Semana
A conferência “Liberalismo e Governação – Que Futuro Para Portugal?” que conta com a participação de André Azevedo Alves, Michael Seufert e José Manuel Moreira é já daqui a uma semana no Polo Universitário da Foz da Universidade Católica no Porto.
Inscrições através do email: liberalismogovernacao@gmail.com
Maio 19, 2013
Isto é Que é Socialismo
Segundo o Jornal i, os três ex-presidentes da república – Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio custam aos contribuintes cerca de um milhão de euros por ano.
A notícia refere ainda que dos três ex-presidentes, Mário Soares é o que tem a maior remuneração anual, no valor de 500 mil euros.
Maio 18, 2013
Patriarca
“D. Manuel Clemente é o novo Cardeal-Patriarca de Lisboa” (via Diário Económico)
Ao contrário do senhor Arroja sénior, a mim, as questões religiosas passam-me em geral ao lado. E, neste caso, da nomeação de D. Manuel Clemente como Cardeal-Patriarca da Lisboa, em matérias religiosas, não será diferente. Porém, não posso deixar de notar que, tendo já assistido a muitas conferências e seminários de muitas individualidades ao longo dos anos, D. Manuel Clemente foi uma das pessoas que mais me impressionou; a aura da sua intelectualidade arrebatou-me. Sem dúvida alguma, um homem de elite.
Maio 17, 2013
afinal, faz ou não sentido que a direita seja liberal e conservadora?
Aqui há uns dias defendi neste blog, em dois artigos publicados, que o liberalismo deveria ser colocado na direita político-partidária (não esquecer que a “direita” é, sobretudo, uma posição geométrica…), devidamente acompanhado pela boa tradição conservadora. Por isto eu queria essencialmente dizer que deve ser na direita política que devemos procurar (e encontrar) os valores da liberdade individual, da defesa da propriedade e da livre-iniciativa, do mercado não intervencionado, do governo com poderes limitados, do estado regulado pela lei e pelo direito (não sendo este último a simples expressão da vontade do legislador, mas o acervo das regras sociais espontâneas, gerais e abstractas), mas também a defesa dos valores sociais tradicionais, do respeito pela religião e pela liberdade religiosa, da ordem social que resulta da vivência comunitária e dos princípios, costumes, normas e regras que a conformaram ao longo do tempo. E colocado na direita política por quê? Por várias razões, algumas delas muito longas para poderem ser aqui expostas, mas sobretudo por duas muito pragmáticas: porque isto tem de ser defendido por alguém que aja politicamente na esfera da soberania e porque, se à direita poderemos ter dificuldade em encontrar alguns ou mesmo muitos destes valores, na esquerda não os encontraremos de certeza absoluta. A maioria dos meus colegas e comentadores manifestou-se assumidamente contra esta ideia, defendendo que a direita era excessivamente conservadora e “bota-de-elástico” para poder ser considerada liberal, e que o liberalismo melhor ficaria distante dela, num qualquer limbo político de que ainda não consegui perscrutar o lugar. Pois bem, hoje tivemos a resposta a algumas destas ansiedades e dúvidas. E ela não nos foi muito simpática.
Causas invertidas
Hoje, e sem que tenha havido um debate minimamente consistente na sociedade portuguesa, foi aprovado um projecto de lei que permite a co-adopção por casais homossexuais.
Mais uma vez, promovem-se diplomas que se centram no egoísmo e na afirmação de “causas”, em vez de se definir aquilo que realmente deveria interessar ao Estado: o superior interesse das crianças.
Uma adopção que pondera como critério inclusivo ou exclusivo (no sentido da exclusão) a identidade sexual dos responsáveis fere a neutralidade que deveria informar estas leis.
O que eu gostaria é que se discutissem leis que definem critérios claros centrados no interesse das crianças, que se promovesse um sistema que avalie se os candidatos à adopção, em concreto, são ou não idóneos para educar uma criança, nas circunstâncias objectivas e subjectivas em que vivem, e face a outros candidatos, e não a consagração de “direitos” baseados em aspectos tão voláteis como a identidade sexual. Esta obsessão do Estado de se meter na cama dos cidadãos, e de alguns cidadãos promoverem o vouyerismo estatal desfoca a discussão daquilo que é essencial.
Vai ser MESMO necessário fazer reformas estruturais
“Fim da troika?” de Pedro Pita Barros (Momentos Económicos)
O fim do programa de ajustamento não significa o fim da troika em Portugal. Significa apenas que a acção do Governo não precisa de seguir um Memorando assinado com entidades externas, mas nem por isso as decisões que sejam tomadas deixarão de ser seguidas e provavelmente influenciadas pela troika enquanto credora.
O principal desafio para o fim do programa de ajustamento é que tenhamos feito algum ajustamento de facto que permita a economia portuguesa retomar um caminho de crescimento. Se tudo o que sucedeu durante estes anos do programa de ajustamento foi suster a respiração debaixo de água à espera que a onda passe, sobretudo no funcionamento do sector público, então continuaremos a ter dificuldades no futuro.
A discussão sobre o futuro depois do programa de ajustamento não pode ser como fazer despesa pública que não se teve oportunidade nestes últimos anos. O horizonte de 2015, com eleições legislativas, não augura nada de bom
Para que serve o Conselho das Finanças Públicas?
António Costa no Diário Económico
LEITURA COMPLEMENTAR: Acerca do “conselho superior de finanças públicas”
Maio 16, 2013
Mais Europa? Não, Obrigado!
Hollande defende criação de governo permanente e dívida comum para a Zona Euro - uma medida que deve deixar o Tó Zé Inseguro orgulhoso.
Diz então a notícia que “o presidente de França considera que deve ser criado um Governo económico na zona comunitária, com orçamento próprio, direito à emissão de dívida, um sistema fiscal harmonizado e um presidente a tempo inteiro.”
Para distância, incompetência, burocracia, excesso de impostos , endividamento, poderes, regulação, planeamento central e atentados à liberdade individual já chegam os governos à escala nacional. Mais Europa? Não, Obrigado!





