Bootleggers and Baptists, is a model of politics in which opposite moral positions lead to the same vote. Specifically, preachers demand prohibition to make alcohol illegal while the criminal bootlegger wants it to stay illegal so he can stay in business.
Maio 27, 2012
dealers morais e materiais deste mundo, uni-vos!
Is Atlas Shrugging?
Ayn Rand – Is Atlas Shrugging?
LEITURA RECOMENDADA — Atlas Shrugged por Ayn Rand (em inglês, em Português do Brasil)
Leituras adicionais – Atlas Is Shrugging e De novo, “Atlas Shrugged”
What is Money
What is Money? por Robert Sadler:
There exists a certain amount of confusion today about what money truly is, how it originated and who should produce it (the government or private individuals). For this reason, it is useful to provide a brief summary of the origin or money and the differences between the various types of money. In this manner it will become clear that money should only be produced by the market.
The monetary use of a commodity is derived from its non-monetary use. When we consider how money comes into being (through indirect exchange) we know this must be the case ..
In the case of gold or silver, it is obvious that these commodities have a value independent of their monetary use. Gold has historically primarily been used as jewellery and today, like silver, it has many industrial uses that establish a non-monetary value.
It is clear now that paper money established by government fiat cannot have any non-monetary value. It is not a good (according to the definition by Menger) or a commodity that can be widely bought and sold. No man desires paper money for its own sake. It cannot satisfy any need of man .. It is arguably, an imaginary good, as described by Menger ..
.. the optimal money derives its value from its prior non-monetary use (i.e. that of being a valuable commodity). Paper money has no prior non-monetary use and thus derives its value from government legal tender laws. In other words, it has merely an imagined value. In free market, there would be no fiat paper money. Government has no place in the production of money. Free money protects the population from the costs of fractional reserve banking and stunts the growth of government. Furthermore, with free market gold money (or similar) inflation will be limited to the illicit activities of fractional reserve banks thus the length and depth of the business cycle will be greatly reduced.
Maio 26, 2012
Lei do Cacetete
Não subscrevendo, no geral, o pensamento do Chullage, esta passagem citada pelo 5 Dias está muito acertada.
A Way to Soak the Rich
A Way to Soak the Rich por Jeffrey Tucker:
The rich are an interesting group. They like to define themselves with symbols of what the rest of us consider crazy luxury .... People who resent the wealth of the super elite shouldn’t be condemning conspicuous consumption. They should be encouraging more of it .. This is the path to voluntary expropriation and effective redistribution of wealth, from them to the rest of us, from the 1% to the 99%.
.. Their money is siphoned off from their person straight to the hands of waitresses, pool cleaners, doormen, maid service people, cooks, groundskeepers, repair workers, bricklayers and every other kind of worker and peasant you can possibly imagine.
What’s especially nice is that their products, adopted by the rich, eventually become available for everyone else .. A cellphone in the 1980s was the ultimate luxury good. Today, they are available to all the world’s poor ..
If we want to soak the rich, we need ever more opportunities for them to blow millions and billions on things you and I would never think of buying. We need more luxury, more conspicuous consumption, more over-the-top and outrageous things and services that tempt them to part with their money.
But of course, if this is true, we also need producers to make these things to sell to the rich. That means that we should not punish investment and capital accumulation, and we certainly shouldn’t impose tax penalties when investments targeted to the rich pay off. Capital gains taxes need to be zero, and the same with income taxes and other consumption taxes. Anything that discourages the building and selling of luxury needs to be repealed, provided we want to empty the pockets of the well-to-do.
Idem para a sua manutenção no executivo
A insistência na inocência de Miguel Relvas parece-me tão ridícula como os artigos de Mários Soares.
Maio 25, 2012
Uma Droga de debate

Aqui há dias fiz a seguinte pergunta: Que criaturas são estas, tão favorecidas pelo tempo, que ainda lhes sobra algum para se meterem na vida dos outros ?
Alerto para este texto de Rui Rangel, de um abominável paternalismo de quem quer dizer aos jovens o que estes devem ou não fazer com o seu corpo. Curioso é que não vejo nenhum destes ilustres senhores atacar o vinho, que não só mata, como além disso paga menos IVA que a água engarrafada. Até ver, as drogas – termo também ele curioso, visto que o tabaco, a cafeína, o álcool e muitos dos medicamentos que se vendem sem receita médica também podem caír no termo – recreativas sintéticas, naturais ou adulteradas não têm morto tanta gente como os padroeiros dos bons costumes nos querem fazer acreditar. Mais uma vez, curiosamente, não se conhecem por aí casos de tipos a fumar “charros sintéticos” e que chegam a casa e espancam a mulher e a filha. Curiosamente não devem ser muitos os casos de violência provocados pelos “chás” e cogumelos que o Rui refere. Já o vinho, caríssimos, esse é origem de muitos. Querem combater a banalização das drogas ? Sejam coerentes e encerrem as caves do vinho do porto, que por lá se originam inúmeras cirroses e cenas de pancadaria. Agora a sério. Independentemente das consequências da alteração de comportamento provocadas por drogas, nas quais se inclui o álcool, sou a favor da punição a posteriori. Haja o bom senso de em pleno século XXI se perceber que as pessoas não podem ser postas na cadeia por “crimes sem vítimas”. Até D. Duarte percebeu isso. Poder-se-ia pensar que com isto estaria a fazer a apologia das drogas. Nada disso. Independentemente da minha opinião sobre as drogas sintéticas – e adianto já que comigo cogumelos só na comida chinesa – o que está aqui em causa não é uma visão positiva – ou negativa – em relação a este fenómeno, mas sim o reconhecimento do direito dos jovens maiores de idade à liberdade de tomarem o que lhes der na gana. E conhecendo bem os jovens – pois também ainda o sou – sei que o vão fazer, com ou sem proíbições. Sendo que a morrer alguém, morrerá mais facilmente por consequência das adulterações que se verificam no mercado negro que pelas substâncias em si. Aliás, a grande prova disto é que uma das causas da popularidade das Smartshops é a própria proíbição da marijuana, que torna mais seguro – apesar do óbvio prejuízo para a saúde quando se faz a comparação – o consumo, visto que é legal.
O que é que vamos regular ou proibir hoje ?
Governo estuda proibição da venda livre de testes de paternidade:
O que esta proposta de lei vem defender é não só que a venda livre e na Internet passe a ser proibida, como que os laboratórios privados que fornecem esta valência sejam controlados em termos de qualidade. Propõe-se, assim, que seja obrigatória uma autorização por parte do Ministério da Justiça para que ofereçam este teste, “mediante parecer de uma comissão técnica constituída por membros designados pelo INML e da qual deverá sempre constar um geneticista da área forense”.
Os testes de paternidade ou do que for, são falíveis, não é necessário ser um cientista para entender isso. E obviamente, quanto mais baratos são, maior é a sua falibilidade. Este Governo parece empenhado em meter o nariz em tudo que pode. Enquanto desfruta de um belo pequeno-almoço, em Paris e lê estas coisas, Sócrates deve pensar: “e o Socialista era eu ?”
Environmentalists – Merchants of Despair
BÓNUS — Text of Václav Klaus Heartland Institute Conference Speech:
The undeniable fact is that almost from one day to the next the global warming debate ceased to be fashionable. It disappeared from the headlines. It may weaken the position of the global warming fundamentalists but it makes it more difficult for us, the “deniers” or “skeptics”, as they call us, to motivate people to think about this issue and to openly and politically express their views about the irrational, human freedom curtailing, human prosperity undermining measures and policies introduced by the political establishments in most of the countries of the world in the last two decades, not to speak about the measures prepared for the future. We have to keep repeating that our planet is determined not only by anthropogenic influences but dominantly by long term exogenous and endogenous natural processes and that most of them are beyond any human control.
There is no doubt that most of the true-believers in the GWD remain undisturbed in their views. Some individuals leave the bandwagon (the most recent well-known case is James Lovelock) but those people who have vested interests (and there are many of them now) together with the men and women who innocently and naively sympathize with any idea which is against freedom, capitalism and markets are still “marching on”.
.. Their ideas are the ideas of ideologues, not of scientists or climatologists. Data and sophisticated theories will never change their views.
We have to accept that they have succeeded in establishing the religion of environmentalism as the official religion of Western society, as the religion which asks for a radical transformation of the whole Western civilization. We – at least some of us – have to play with them in the arena chosen by them.
.. we have to take part in the undergoing ideological battle. The subtitle of my five years old book was “What is Endangered: Climate or Freedom?” There is no doubt that it is all about freedom. We should keep that in mind.
Verdadeiras políticas de crescimento
Nos últimos meses temos sido massacrados com uma tentativa concertada de fazer equivaler “Políticas de crescimento” com “aumento da despesa pública”. Se aumentar a despesa pública fosse causa do crescimento económico seríamos, a par da Grécia, um caso de sucesso de crescimento económico. E para os brincalhões que misturam causas com consequências e correlações, antes que digam que o problema foi a crise internacional, lembro que a crise internacional continua aí. Ceteribus paribus…ou somos loucos ou devemos esperar o mesmo resultado do aumento da Despesa Pública.
Contra a corrente, e muito bem, parece que o governo de Merkel vai propor uma agenda com uma série de verdadeiras políticas de crescimento para a Europa. Realço algumas destas verrdadeiras políticas de crescimento:
- Criação de zonas económicas de excepção na UE, com fiscalidade e des-regulamentação excepcionais.
- Privatização de activos públicos em massa
- Flexibilização do mercado de trabalho com liberalização contratual
Ainda o Relvas
A entidade que regula a Comunicação Social é composta por gente escolhida por acordo entre o PSD e o PS (na proporção do voto eleitoral), o que faz com que a lealdade para com o empregador se sobreponha a quaisquer outros valores.
(…)
Relvas não foi um ‘erro de casting’ do primeiro-ministro, ou aproveitaria agora para o demitir. Passos Coelho conhece-o bem e precisa dele como já precisou para ser eleito. Relvas é uma espécie de dark side de Passos Coelho, o seu lado sombrio, subterrâneo, mas consciente. Funcionam como um todo, daí que não seja de estranhar o poder de mandar calar um Governo inteiro.
PPP’s
Posso estar enganado, mas as PPP’s já subscritas teriam sempre de ser alteradas por acordo, e não por força de lei. Pelo que não vejo onde é que isto interfere com as negociações. Mas, reforço, esta é uma mera interpretação minha, pode não ter nenhum fundamento.
Maio 24, 2012
controladores de tráfego aéreo
Para acabar de vez – com o Estado na – Cultura
O Daniel Oliveira fez questão de, neste artigo, voltar a levantar a questão da Cultua. Começa por dissertar sobre desenvolvimento económico e cita o Presidente da Islândia, como se este fosse alguma autoridade no que quer que seja, quando este diz que: O sucesso das economias no século XXI não dependerá do sector financeiro, mas dos sectores criativos. Bem Daniel, o século XXI não terá que depender do sector financeiro, ou dos sectores criativos, da indústria metalúgica ou da plantação de abacaxi. O Século XXI dependerá do que os indivídios, como agentes económicos, decidirem como caminho e do que o Estado, como habitual obstáculo decidir, na sua bondade, permitir aos mercados construír e desenvolver. Mas imaginemos que, num hipotético devaneio da minha parte até concodava com o Daniel e com o Presidente da Islândia. Nesse caso, o argumento que vem sendo repetido neste blog, entre outros, de que a cultura deve dar lucro, teria certamente o Daniel como apoiante, a não ser que este, no seu romantismo, julgue que um sector que não dá luco pode ter um qualquer contributo para o desenvolvimento económico de um país. Mas vamos imaginar que o Daniel até concordava. Certamente que se seguiria um apaixonado discurso sobre as vantagens do investimento público, a necessidade de uma platafoma de lançamento para os agentes culturais, quem sabe até, por o MNE como promotor da cultura. Bem, o investimento público não só não potencia o desenvolvimento económico de nenhum sector, como é ele próprio um instrumental de distorção do mesmo. Seja porque se imiscui no mercado, seja porque se alimenta de impostos que afectam já de si os rendimentos e logo as decisões dos consumidores dos produtos que o mercado coloca ao seu dispor, entre eles, os produtos culturais.
Mas o Daniel vai mais longe. Fala-nos em liberdade de escolha. O que por si só é curioso, visto que as pessoas que defendiam para a educação o mesmo que o Daniel defende para a cultura, o Estado a subsidiar e a promover a diversidade de opções para o consumido, eram apelidados de ultra-neo-não sei quantos-liberais. Esta estranha fé numa política cultural que se mantém como o impedimento do extremínio, até do cinema mainstream é fenomenal. É fantástico como se diz que “a produção com intuitos meramente comerciais é, por natureza, conservadora e avessa ao risco” e depois, ao mesmo tempo, se diz que o sector cultura deve ou vai ser o motor de desenvolvimento económico. Ora isso é o mesmo que querer ver o sector financeiro como motor de desenvolvimento e no parágrafo seguinte lançar maledicências contra a usura.
No seu último tema, “a soberania nacional”, o Daniel Oliveira apresenta-nos um discurso que, por certo, receberia o franco aplauso de António Ferro. Retornamos à mentalidade do Estado Novo da necessidade vital de promoção da cultura portuguesa pelo mundo. Frases como “um país sem criadores é um país que não existe” podiam estar na boca de um Goebbels ou outro qualquer Ministro da Propaganda empenhado em levar a boa nova nacional a outros lugares e pessoas. E por fim Daniel, se os tipos – eu não lhe chamo mendigos, mas parasitas – conseguem financiamento estrangeiro, para quê essa ânsia de vir exigir o assalto fiscal aos trabalhadores portugueses para amamentar tais indivíduos ?
Como disse anteriormente: A Arte é demasiado importante para ser deixada ao Estado, directamente ou indirectamente. E a Cultura tem demasiada importância para não ser deixada ao mercado, à lei da oferta e da procura, aos consumidores.
E para quando a abolição dos Impostos sobe o Tabaco e o Álcool ?
Parece que em New Hampshire as receitas do tabaco aumentaram, após um corte no imposto. Uma lição para o Ministro das Finanças e a sua iluminada política de aumenta brutalmente a carga fiscal com fé que as receitas disparem.
lendo os sinais e os dados…
“(…) Germany’s central bank, the Bundesbank, said Wednesday in its monthly report the euro zone shouldn’t dilute Greece’s tough overhaul program to appease the country’s political parties, since that “would damage confidence in all euro-area agreements and treaties and strongly weaken incentives for national reform and consolidation measures. The consequences of a Greek euro-zone exit could be contained, the Bundesbank said. The financial reverberations “for the euro area and Germany would be considerable, but manageable given prudent crisis management,” it wrote.”, no Wall Street Journal.
“When the Eurosystem provided Greece with large amounts of liquidity, it trusted that the programmes would be implemented and thereby ultimately assumed considerable risks. In the light of the current situation, it should not significantly increase these risks”, no FT Alphaville.
E, já agora, também via FT Alphaville, alguns dados quanto à exposição de cada país do Eurosistema à Grécia:

enigma
“(…) em Portugal, de acordo com dados do Banco de Portugal, existem trezentas e vinte mil microempresas num total de trezentas e setenta mil em todo o sector não financeiro, ou seja, quase 90% do total. Mais, de acordo com a mesma fonte, em 2011 (últimos dados disponíveis) foi precisamente entre as sociedades de menor dimensão que se registou uma maior deterioração do valor acrescentado bruto. É, pois, perfeitamente natural que neste clima de austeridade, em que ninguém paga a ninguém excepto ao Estado e na forma de impostos leoninos, sejam as sociedades de menor dimensão, menos amparadas pela banca, aquelas que mais têm sofrido. É o cabeleireiro, o taxista e genericamente todo o pequeno comércio que estão em maiores dificuldades. Assim, a sustentabilidade dos ganhos de produtividade alcançados no quarto trimestre de 2011 e no primeiro trimestre de 2012 – que, como disse, representam as leituras mais altas dos últimos quinze anos em períodos de recessão – depende crucialmente da capacidade de reconversão do emprego que agora se destrói.”, no meu artigo desta semana no “Vida Económica”.
A minha interpretação a propósito do conundrum – por que é que, tendo a recessão do primeiro trimestre sido menor que a esperada, o desemprego continua a ser superior ao esperado – que tanta perplexidade tem causado aos nossos governantes e que o jornalista Pedro Romano retratou em forma de gráfico no Massa Monetária.
Maio 23, 2012
Quando os senadores da pátria dizem mal, é porque se calhar o trabalho está a ser bem feito
Pedro Ferraz da Costa (PFC), que há mais de vinte anos se dedica a intermediar as relações entre empresários e poder político, não gosta da actual geração de governantes, que considera nascida das Jotas, e que pelos vistos apenas está habituada “a intermediar, uns de uma forma mais séria, outros de uma forma menos séria, os grandes negócios do país“. Eu, que quando leio notícias sem nexo procuro ler as entrelinhas, fico com a sensação que PFC nestas coisas da intermediação não gosta da concorrência dos mais novos.
***
PFC não morre de amores por políticos que militaram nas Jotas, mas não gosta sobretudo de Ministros jovens, com sólida formação académica, uma ausência total de passado político, e que não dão ouvidos aos porta-vozes da intermediação. PFC está “decepcionado” com a Ministra da Agricultura – uma das mais jovens doutoradas em Portugal na área do Direito - e particularmente do Ministro da Economia – doutorado em Economia, e com uma sólida carreia académica em Inglaterra e no Canadá. Numa entrevista onde transparece um certo cansaço, PFC dá-nos nota, num registo de elevação que cumpre registar, que não está à espera que “(…) o ministro da Economia seja capaz de explicar seja o que for. Ele não tem essa capacidade. Boa parte das coisas que diz transformam-se rapidamente num motivo de chacota (…)”. PFC, lobista profissional – no bom sentido, claro – há mais de vinte anos, não percebe aquilo que Álvaro Santos Pereira, professor, académico e escritor com obra publicada, transmite de uma forma bastante perceptível. Eu, pelo menos, percebo com bastante facilidade o que Álvaro Santos Pereira diz e escreve. Sempre achei que a chacota é a arma dos brutos, à falta melhores argumentos. Mas deve ser problema meu, que esperava um pouco mais de substância nas críticas lançadas por quem representa o Fórum para a Competitividade, e tenho simpatia por um Ministro que não age para agradar aos senadores da pátria, e que demonstra um enorme desprendimento no exercício da sua função.
***
Este governo tem menos de um ano; não deixa de ser curiosa a reacção daqueles que sempre conviveram bem, durante décadas, com um sistema de rendas que empobreceu o país, sempre que se avizinha o lançamento de reformas que os mesmos criticam por tardarem. Em vinte anos, PFC nunca se indignou com as opções erradas que o sistema político construiu, e que agora exige que se reforme aceleradamente. Ficamos à espera de perceber quem lhe encomendou tão pobre sermão.
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O AAA considera que os cortes apresentados no sector eléctrico são modestos. Eu não acho. São sempre 1.800 milhões. É pouco face às responsabilidades existentes? Sim. Agora, eu sou dos que acha que o caminho faz-se caminhando. Corte aqui, corte ali. Como numa cirurgia. O importante é que se mantenha o rumo. Os rendistas neste país estão protegidos por uma teia jurídica e contratual complexa, que não se rasga, descose-se. Descoser sem rasgar dá muito mais trabalho.
xadrez
As recentes eleições em França mudaram o tom do debate político na Europa. E no passado fim de semana, na reunião do G8, tod0s – da França aos EUA – cairam em cima de Merkel (salvo seja!). E, portanto, é natural que a Alemanha, depois de sacrificados esse chatos desses gregos, ceda na tal mística agenda de crescimento e que a) os salários alemães aumentem (conforme já foi negociado com o principal sindicato) e b) Merkel permita ao BCE retomar as operações em mercado secundário, permitindo também o reforço da capacidade de financiamento do Banco Europeu de Investimento. Quanto aos “Eurobonds” ou “Project bonds”, calminha, a Alemanha apenas irá nisso se, em contrapartida, lhe derem o controlo orçamental da zona euro, ou seja, se for permitido ao senhor Schauble, ou a quem lhe suceder, o controlo efectivo do orçamento de todos aqueles que estruturalmente estão à sua mercê. E isso, caros amigos, inclui a centralização da cobrança de impostos. Portanto, ou muito me engano ou, então, a putativa agenda de crescimento terá como (eventual) contrapartida a cedência da última réstia de soberania que resta aos países membros do euro: a soberania fiscal. Enfim, subtilmente, mais um passo, mas sempre pela porta do cavalo, rumo à federalização da Europa. Democracia? Xeque-mate?
Maio 22, 2012
Não se pode dizer que seja tão surpreendente que faça perigar os cardíacos…
… mas fica aqui a identidade de ‘Pinóquio‘, por um dos envolvidos no projecto Freeport.
Maio 21, 2012
Pântano
É um espectáculo recorrente e chega até a ser ternurento, este duvidoso candor da “elite” portuguesa da banda larga. Uns, tão indignados hoje, eram tão compreensivos ontem com os ardis do chefe. Outros, no lado oposto da barricada, são tão compreensivos hoje, quando ainda ontem apontavam o dedo ao prevaricador de serviço. Nada de novo. A coluna vertebral não é uma vantagem evolutiva nas águas putrefactas do pântano chamado Portugal, e é, por essa razão, uma característica rara no código genético português. Já o Primeiro-Ministro, de quem se esperava umas pedradas certeiras no charco, perdeu uma boa oportunidade para contrariar a ideia de que a III República portuguesa é uma anedota interminável cujas personagens centrais são sempre os bufões liberticidas. E de que não é apenas um títere menor num governo que, afinal, é comandado pela velha escola. A escola do compadrio, da indigência moral e intelectual, e do exercício de um poder matreiro, viscoso e cobarde.
O Plano Marshall (2)
No seguimento de O Plano Marshall (1), Slaves to the Marshall Myth por D.W. MacKenzie:
Of all the myths that persist concerning economic history, the myth that the United States rebuilt Europe and Japan following the Second World War is among the most popular ..
Hong Kong rebuilt with minimal governmental interference .. This resulted in rapid economic development and a steadily rising standard of living for the people of Hong Kong. This progress benefited not only highly skilled upper income workers, but also low paid unskilled workers .. This success came to the people of Hong Kong because of low taxes, minimal tariffs and regulations, and without the redistribution schemes of democratic welfare states or large-scale foreign aid. The key source of foreign aid came from English authorities who provided security to Hong Kong, but left the people of this place to sort out their own personal affairs in private markets.
West Germany rebuilt itself in a similar fashion. Marshall Plan aid consisted of only a tiny percentage of German GDP. Also, the money that West Germany paid in reparations offset Marshall Plan aid. West Germany received military defense from the U.S. and England, but paid substantial fees for this service. The German Economic Miracle began with a radical program of privatization and deregulation, beginning in 1948. This ended the regulatory controls and elaborate tax system imposed by Hitler and his National Socialists.
Japan also experienced great success due to a relative lack of governmental interference .. Low taxes and high savings rates translated into strong economic growth in postwar Japan. Once again, foreign aid and intervention were too small to have accounted for this success. Japan did not need massive intervention to recover, even though it lacked the natural resources that Iraq possesses in its oil fields.
.. General principles in economics tell us that these cases are the norm, rather than exceptions to some rule .. efforts to centrally plan government do not proceed on the basis of economic rationality .. The belief in an omniscient state optimally employing scarce resources is, as Mises wrote, false.
“Movimento quer inverter banalização do acesso à droga em Portugal “
Que criaturas são estas, tão favorecidas pelo tempo, que ainda lhes sobra algum para se meterem na vida dos outros ? Quem são estas “famílias” e estes psicólogos e demais “especialistas” que se acham no divino direito de interferir na esfera privada de terceiros ? E se é verdade que estas drogas podem cativar os mais novos, existem duas discussões. A primeira envolve jovens a partir dos 18 anos, logo adultos e portanto ninguém tem que produzir palpites sobre as escolhas, condenáveis ou não, dos mesmos. A segunda envolve jovens abaixo dos 18 e curiosamente só favorece os argumentos pela legalização, visto que é a existência de um mercado negro a grande facilitadora da venda sem regras destes produtos – muitas vezes adulterados – a menores de idade. Além disso, já que os filhos fazem parte do argumento, eu aconselharia esta gente a ter mais pulso dentro de casa em alternativa à tentativa de impor as suas vontades às casas vizinhas.
Para diminuir o controle ilegítimo directo e indirecto sobre os meios de comunicação social
O exemplo de uma pressão legítima é a promessa de corte de relações. Não se concederem mais entrevistas ou bloquear-se o acesso a informação que não é pública. Se eu não gosto da forma como determinado jornalista ou jornal trata a informação ameaço não o alimentar com notícias. São minhas e são para ser dadas a quem eu entender.
O exemplo de uma pressão ilegítima é a ameaça de usar-se informação adquirida com meios do Estado, ameaçar cortes de publicidade no meio de empresas do Estado, ameaçar-se da utilização da influência acionista que o Estado tem directa ou indirecta na gestão do meio de comunicação social.
Miguel Relvas é acusado de ambos os tipos de pressão e convinha esclarecer o que é que assume. Por comparação com o passado recente a verdade é que não houve mudanças de direcção, aquisição de empresas ou contractos publicitários milionários como evidência do segundo tipo de pressões. “Apenas” acusações que têm de ser investigadas imediatamente porque à “mulher de César” não basta ser séria, tem de parecer séria. Neste sentido do “parecer ser sério”, de não existir intenção de controlar os meios de comunicação social, este podia ser o momento perfeito parra comunicar a decisão deste governo do Estado sair por completo do mercado de informação exactamente para contribuir para a independência dos meios de comunicação social. RTP, RDP, Lusa e participações directas e indirectas em todos os restantes órgãos de comunicação social.
Uma das muitas implicações de não se combater a concentração do poder do Estado é o de não se poder ser de forma coerente a favor da liberdade da imprensa e de expressão. São contra os ataques à liberdade de imprensa e de expressão dependendo de quem ataca e de quem é atacado. São contra e a favor não de Ideias mas sim contra e a favor de Pessoas ou Grupos de interesse económico, político ou partidário.
Para se acabar com as pressões ilegítimas por completo teríamos de ter o Estado e logo os seus governantes com muito menos poder, liberalizando e descentralizando. É por isto que a linha liberal clássica, que defende a diminuição do poder do Estado a toda a linha, ganha em coerência e consistência no que toca à luta pelas liberdades fundamentais, incluindo a liberdade de expressão.
Desincentivos fiscais à mobilidade (2)
O João tem casa própria no Porto e o António em Lisboa ambas no valor de 200 mil euros. Se se mantiverem nas suas casas, apenas pagarão IMI. Se por motivos profissionais o João mudar-se para Lisboa e comprar a casa do António, e o António fizer o mesmo com a casa do João, ambos terão que pagar IMT sobre a transacção e imposto sobre mais-valias. Continuariam ambos a viver em casas de 200 mil euros.
Maio 20, 2012
O Plano Marshall (1)
No seguimento de Um Plano Quinquenal para a mesa do canto, se faz favor…, The Marshall Plan Myth por Jeffrey Tucker:
The 50th anniversary of the Marshall Plan provided another occasion for the media to celebrate the government’s good works. The U.S.’s headlong plunge into global welfarism (nearly $100 billion in current dollars), they said, saved European economies after the Second World War .... the countries that received the most Marshall Plan money (allies Britain, Sweden, and Greece) grew the slowest between 1947 and 1955, while those that received the least money (axis powers Germany, Austria, and Italy) grew the most. In terms of post-war prosperity, then, it eventually paid to be a political enemy of the U.S. instead of a “beneficiary” of international charity.
The result was the largest peacetime transfer of wealth from the taxpayers to corporations until that point in U.S. history.
A year after the Marshall Plan began sucking private capital out of the economy, the U.S. fell into recession, precisely the opposite of what its proponents predicted. Meanwhile, the aid did not help Europe. What reconstructed Europe was the post-Marshall freeing up of controlled prices, keeping inflation in check, and curbing union power–that is, the free market. As even Hoffman admitted in his memoir, the aid did not in fact help the economies of Europe. The primary benefit was “psychological.” Expensive therapy, indeed.
The actual legacy of the Marshall Plan was a vast expansion of government at home, the beginnings of the Cold War rhetoric that would sustain the welfare-warfare state for 40 years, a permanent global troop presence, and an entire business class on the take from Washington. It also created a belief on the part of the ruling elite in D.C. that it could trick the public into backing anything, including the idea that government and its connected interest groups should run the world at taxpayer expense.
Por cá a Rita Rato disse o mesmo sobre o Gulag

O Líder do Aurora Dourada negou a existência de câmaras de gás no Holocausto. Os Media, como sempre, fazem grande alvoroço. A notícia tem dias e já se tornou viral, assim como o vídeo das declarações em questão. Mas quando a Rita Rato respondeu “nunca estudei nem li nada sobre isso” acerca dos Gulags e “não sei que questão concreta dos direitos humanos” em relação à China ou ” a avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom” sobre a URSS, eu não vi os jornais portugueses fazerem disso manchete. Porque será ? A dualidade de valores que desculpa o Comunismo e condena o Nazismo e o Fascismo continua entranhada na sociedade, aplaudida pelos Media e incentivada pelo meio Académico.
A recente polémica em relação às minhas declarações sobre as eleições gregas, onde afirmei que fascistas, nazis, comunistas e trotskistas são todos da mesma família, é um bom exemplo disso. E de facto são. Na Itália, o programa político do PNF e o manifesto do fascista de Mussolini não diferem muito do que seria o programa político de um Bloco de Esquerda à época. O Marxismo deu fruto, fruto podre. Estas várias ideologias, apesar das diferenças, tinham vários objectivos em comum. Entre os quais o fim do capitalismo (mesmo que gradual), o controlo da economia por parte do Estado, o extermínio brutal dos dissidentes e uma vanguarda disposta a tomar a direcção de um ambicioso projecto de engenharia social.
Dizia-nos Gregor Strasser, figura proiminente do Partido Nazi e rival de Adolf Hitler:
We are Socialists, enemies, mortal enemies of the present capitalist economic system with its exploitation of the economically weak, with its injustice in wages, with its immoral evaluation of individuals according to wealth and money instead of responsibility and achievement, and we are determined under all circumstances to abolish this system !
Act. Os links dos CM estão, julgo eu, apenas temporariamente indisponíveis. Entretanto podem consultar aqui excertos da entrevista.
Maio 19, 2012
A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada
Haveria de chegar o dia em que eu concordaria com o Sérgio Lavos. O que está aqui (neste post) em causa não é apenas se Miguel Relvas ameaçou ou não jornalistas, até porque o facto de ter recebido a SMS do senhor das secretas já era de si suficientemente grave, a meu ver, para causar a sua demissão. O que está realmente em causa é que há uma direita que encarava, automaticamente, as suspeitas contra ministros de esquerda como verdade absoluta e que agora encara, automaticamente, as suspeitas contra ministros de direita – supostamente, claro – como farsa inaceitável. São os mesmos que aplaudiam energeticamente o Sol, quando este passava os fins de semana lançando suspeitas contra Sócrates, os seus ministros, os seus amigos e os seus parentes. Mas são os mesmos que se lançaram como lobos ao Expresso – e agora ao Público, independentemente da falta de credibilidade do mesmo – por este publicar uma manchete em que acusa um Ministro pertencente a uma seita semi-secreta de receber mensagens no seu telemóvel de uma figura chave dos serviços secretos, de estar envolvido no caso.
Quando Sócrates e os seus eram alvo de acusações, a sua demissão, a sua prisão e quem sabe a sua execução sumária eram exigidas, independentemente da existência, ou não, de provas. Já se o mesmo acontecer com este governo, independentemente da existência, ou não, de provas, muitos se debruçarão nos blogs, na imprensa, no facebook e na tv com ínumeros argumentos, contra-acusações e umas quantas teorias da conspiração para justificar tais calúnias. Sim, porque falar mal deste governo é calúnia. Falar mal dos outros é sinal de virtude e bom senso.
Esta é a mesma direita que chamou ladrão e mentiroso a Sócrates quando este meteu o programa eleitoral na gaveta e aumentou brutalmente os impostos. Sim, a mesma que bajula diariamente PPC, que por acaso meteu o programa eleitoral na gaveta e aumentou brutalmente os impostos. É curioso que este Governo tenha pouco com que se orgulhar. Que as suas melhores medidas até hoje sejam alíneas do Programa da Troika, imposto por meia dúzia de estrangeiros, negociado pelo anterior governo e, na sua maior parte, aplicadas com alterações que só acrescentam asneira ao que estava bem recomendado. Que tenhamos ministros como Cristas, que regula e fomenta. Como Paula Teixeira da Cruz, que quer fazer à justiça aquilo que mais de 30 anos de III República ainda não lhe fizeram. Como o Álvaro que, numa situação em que o desemprego aumenta ferozmente, fala em aumentar o salário mínimo. Ou que tem governantes como Fernando Leal da Costa, que vem fazendo pelo Nanny State Tuga o que 4 anos de maioria absoluta PS não conseguiram fazer.
Os leitores devem, provavelmente, já estar fartos desses nomes, mas eu não me canso de os repetir. Já eles permanecem mudos, calados, desviando o olhar. E a ASAE, todos os dias criticada nos tempos de Sócrates, ainda não fechou – mas claro que os “Guantanamos” só são a chaga de quem interessa. O défice mantém-se. A economia vai estando fechada e regulada. O mundo não mudou, meus caros. O mundo continua exactamente igual, quiçá pior em determinados aspectos. Mas o que eu vejo em alguma direita portuguesa é o mesmo a que todos assistiram quando os fãs de Obama facilmente lhe perdoaram os mesmos pecados e alguns piores – que fizeram de Bush o senhor do mal. O país tomba. Devagar, mas tomba. E se ainda não tombou agradeça-se à Troika, não ao governo. Mas eles mudos, calados, desviando o olhar. A direita crítica, irreverente, transformou-se na direita instalada. Os seus pontas de lança transformaram-se em assessores – formais e informais – do governo.
É curiosíssimo que, com o Câmara Corporativa paralizado há quase um mês, comecem a surgir outras Câmaras Corporativas. Com outra cor, nova gerência, mas o mesmo objectivo: apoio cego ao novo governo. E eu nunca acreditei em coincidências.
Act. Tinha-me falhado um ponto importante. Que diria a nossa direita se o caso Pedro Rosa Mendes, em que o autor de uma crónica crítica a uma visita a Angola por parte do Ministro dos Assuntos Parlamentares é convenientemente “afastado”, ocorresse com Jorge Lacão e não com Miguel Relvas ?
Maio 17, 2012
Importem o BOPE
É urgente exterminar estes gangues, antes que eles nos exterminem a nós. A criminalidade violenta aumenta em Portugal e o Estado, que tem gosto em infiltrar-se em todas as áreas da nossa vida, dispensa-se constantemente de uma das suas funções originais e fundamentais, garantir a segurança dos seus cidadãos.
Este video não tem grande qualidade, mas resume muito bem o estado a que chegamos. Concordo em absoluto com o comentador, vale realmente a pena ouvir :
Leitura complementar: Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa (2), Resumindo as prioridades da Justiça Portuguesa; Crimes na Linha de Sintra; Até quando reinará a impunidade ?; O aumento da insegurança e as falhas do Estado; Um país cada vez mais inseguro; Um país a saque; Incompreensível; Infelizmente, já não surpreende…; Socialismo e insegurança;Quem quer segurança, paga-a (duas vezes, pelo menos); Que bom que é ser cumpridor da lei em Portugal; Ganha quem mais danos causar; Animais glorificados; E que tal contratar a Blackwater?
O euro e a UE
“(…) citing a fundamental breach of the euro’s basic criteria like debt and deficit levels, the euro zone could engineer a “reversed entry” into the currency union, turning Greece into a “member state with a derogation,” says Alexander Türk, a law professor at King’s College London. That would group Greece with countries like Sweden, which legally are required to adopt the euro but put off that process by deliberately failing to fulfill core requirements.”, no Wall Street Journal.
Como há tempos alguém notava, fazer parte do euro e da União Europeu são coisas independentes (por mais areia que nos tentem atirar aos olhos). E quando a Grécia sair do euro, não terá nada que sair da UE.
Ps: Contudo, depois de sair do euro, é provável que a Grécia caia nos braços da Rússia…
a baleia (2)
“(…) While Mr. Romney supported the bank bailout, officially known as the Troubled Asset Relief Program, he said Wednesday that the climate has changed and individual banks should be allowed to go under. “My own view is that if a large bank gets in difficulty, why, it can fail,” Mr. Romney said. “There’s no reason why the shareholders or bondholders of a bank can’t lose their funds if a bank were to get in trouble.”, no Wall Street Journal.
Easier said than done!
Carta aberta a Pedro Passos Coelho
Caro Pedro Pedro Passos Coelho,
Ouvi com atenção o companheiro dizer que estar desempregado é mau mas que, como em qualquer crise, há perigo mas também há oportunidade. Se bem que concorde com a frase em teoria, na prática acho que o risco de má interpretação por parte de uma pessoa mal preparada e com falta de visão.
Li outro dia que os chineses não têm um caractere para crise. Na sua escrita, onde os sinais representam ideias em vez de letras, uma situação de crise é representada por dois símbolos: um representa oportunidade e outro perigo.
Foi com certeza com base nisto que o senhor se exprimiu publicamente e, deixe-me que lhe diga, teoricamente, faz todo o sentido. Uma economia com baixa produtividade precisa de empreendedores não de funcionários.
Vi também um estudo recente onde se refere que os recém licenciados portugueses preferem ter um emprego a empreender um negócio. Se a estes somarmos todos os outros desempregados da nossa sociedade o problema fica ainda mais sério pois não há empregos na nossa economia.
Temos pois que empreender. Ter ideias que se transformem em dinheiro e consequentemente em empregos. Mas meu caro Pedro Passos Coelho, é precisamente aqui que pessoas com falta de cultura económica começam a perder o fio à meada.
Durante gerações, talvez mesmo desde sempre, a escola estatal portuguesa privilegiou precisamente o contrário disto mesmo. A criatividade (processo de germinação das ideias) nunca foi uma coisa muito valorizada no processo educativo. Sempre fomos mais do género enciclopédico. Um marrão com boas notas sempre foi o arquétipo do rapaz com quem gostaríamos de casar a nossa filha. Que deus nos livrasse de um empreendedor cujo futuro fosse incerto!
Em Portugal, 80 por cento das pessoas trabalha por conta de outrem. Nos Estados Unidos, apenas 30. Além disso, em Portugal, o Índice de Aversão à Incerteza é de 104. E a extrema esquerda, que nada percebe de empreendedorismo, recebe votações na ordem dos 15 a 20%. Se o modelo a seguir é o de uma sociedade empreendedora, estes números, caro Pedro Passos Coelho, não o podem deixar indiferente. Pois é consigo que todos contamos para inverter esta situação. Este é o único caminho: a nossa oportunidade é a educação cívica para uma mudança de paradigma cultural.
É por isto que digo que agora não pode parar. Compreender estes assuntos à 1ª é apenas para quem sabe, e pode, ter tempo para pensar. E esse não é o perfil dos desempregados portugueses.Os nossos jovens licenciados têm, desde o 25 de Abril, um ensino desajustado às necessidades do país e, entre a nossa população activa, menos de 30 por cento das pessoas concluiu o ensino secundário. Bem vê como é importante focar no empreendedorismo e na desburocratização para permitir a abertura fácil de empresas. Nem todos são Valdires!
Negócio é uma palavra com origem latina – “negotio” – que quer dizer, como o próprio nome indica, negação do ócio. É sempre da acção que gere Valor que vem o dinheiro.
O problema é que na nossa cultura ninguém nos ensina a pensar assim: escola, televisão, políticos… E é por isso que agradeço as suas palavras e lhe peço para insistir no tema.
Referência: Original no Aventar (que na minha terra – Minho – se lê “Avental”, mas essa palavra geralmente refere-se a outro grupo supostamente muito diferente).
“Igualdade de oportunidades”
What Does Equality of Opportunity Mean?:
The left has transformed this traditional understanding of equal opportunity into one where it is not enough that people possess equal inherent rights and receive equal treatment before the law. People must all be given the same opportunities—no one may have more opportunities than someone else. Under this belief, when one is born in a city where some people have more opportunities than others, it is the duty of government to equalize them, by taking resources from the well-off and giving them to the less well-off.
Utilizing government to equalize groups contradicts the proposition that everyone is equal before the law and possesses equal rights: How can resources be directed toward those with less without implying that they’re different before the law and in the rights they possess?
This worldview by definition cannot ever be satisfied, because, short of socialism, there will always be individuals who own and command more resources than the rest.
Furthermore, equality of opportunity encompasses much more than mere economic condition. Consider natural athletic talent, intelligence, work ethic—are we going to handicap the most talented athletes, dumb down the most intelligent people, and restrain the hardest workers?
The debate about equality is not merely between equality of opportunity and equality of outcome. It’s also about the meaning of equality of opportunity. For the left, it means government must manufacture an equalized starting point in life. Short of socialism, this is impossible. Even so, an equal economic start would be no guarantor of equal opportunity, for that would also require controlling natural talents, abilities, and work ethics, which start on different levels. For the right, equal opportunity is about clearing obstacles and removing legal impediments to moving ahead in life. The difference explains why both sides can claim the mantle of equal opportunity yet be talking right past one another.
Maio 16, 2012
Autonomia (5)
Un director, amenazado por hacer cine sin subvención: “Ha sido un infierno”
El director de La Herencia Valdemar y La Sombra Prohibida contó a Debates en Libertad su delirante experiencia al intentar crear un modelo de producción cinematográfica al margen de las subvenciones estatales. Alemán ha revelado que al atreverse a ir sin subvenciones se ha llegado a “insultar a nuestras familias, se nos ha amenazado…ha sido un absoluto infierno”. (…)




