O Insurgente

Maio 12, 2012

Pedro Passos Coelho e Jerónimo de Sousa sobre o Desemprego.

Filed under: Cultura,Economia,Política,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:36
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O primeiro-ministro apelou hoje aos portugueses para que adotem uma “cultura de risco” e considerou que o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser “uma oportunidade para mudar de vida”.

Passos Coelho referiu que “estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo”. “Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade”, afirmou o primeiro-ministro, durante a tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. (ver ligação na reação de Jerónimo)

Passos Coelho disse o óbvio:
- Em Portugal, o principal problemas de cultura económica é a Falta de Cultura do Risco;
- Estar desempregado não deve ser encarado necessariamente como algo negativo, pois pode também ser uma oportunidade, como qualquer crise é vista na cultura chinesa.

Face a estas declarações pacíficas e até de incentivo, qual foi a reação do Partido Comunista Português?

Jerónimo reagiu imediatamente para dizer 2 disparates:

1. “O Governo esconde o número [do desemprego] aos portugueses, particularmente aos desempregados e não é por erro de cálculo, não é por erro de contas. É para tentar mistificar aquilo que hoje é um dos problemas centrais do nosso país, um dos problemas centrais da juventude, particularmente, que ainda por cima tem como resposta, como conceção, por parte do primeiro-ministro esta ideia ofensiva para mais de um milhão de desempregados”
Isto é falso, pois é o INE que tem de calcular e a Comunicação Social que deve divulgar. O que faz regularmente, de resto.

2. O secretário-geral do PCP questionou como é que “um primeiro-ministro pode ofender esses que estão numa situação desesperada não por não querem encontrar emprego, não porque não querem trabalhar, antes pelo contrário”.
O 1º Ministro não ofendeu. Antes pelo contrário. Deu uma esperança: o mundo não se resume a uma carreira profissional. Portugal tem cada vez mais exemplos, desde a conquista do prémio Leya, a exemplos como o do pintor de camélias, até algo mais sistemático como a conferência UBI sobre Desemprego e empreendedorismo.

O país, perante as óbvias dificuldades, tenta lançar-se para a frente e sair da crise. PPC apoia. Jerónimo acha isso ofensivo.

PPC e Jerónimo vêm as dificuldades. PPC aponta uma saída possível. Jerónimo só vê motivos para desespero. É pena.

Maio 11, 2012

João César Monteiro – Sou um intelectual de esquerda

Filed under: Cultura,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 18:48

Sou um intelectual de esquerda

(via)

Nacional-socialismo, a “nova” via da desgraça

Resource nationalism is condemned to join other “progressive” economic recipes in the dustbin of history. Sadly, for Latin America, many of its people will find out the hard way.

Muito para além do clipping

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Justiça,Media,Política,Portugal,Saúde — ruicarmo @ 01:17

A versatilidade dos serviços secretos nacionais não tem fim.

Sugestão para os cine-indignados

Filed under: Cultura — Carlos M. Fernandes @ 00:14

Para a próxima sessão à porta da Assembleia da República.

Maio 10, 2012

A esquerda bem pensante e a cultura: entre a arrogância e a mariquice

Filed under: Cultura,Portugal — Tiago Loureiro @ 21:13

O debate sobre a subsidiação da cultura (como o que se tem feito n’O Insurgente em posts e caixas comentários) é o melhor algodão para detectar a sujeira que são a soberba intelectual e a arrogância superior com que a esquerda bem pensante olha o resto do mundo. E que eles se achem proprietários de um gosto cultural mais avançado e requintado, nem me choca. Que eles temam que alguns agentes “morram” sem subsídios e que uma certa cultura seja impedida de nascer por falta de apoio estatal, também não. Mas a leviandade com que falam do dinheiro dos outros como se fosse seu e, sobretudo, a dificuldade de aceitar que aqueles que, queiram ou não, financiam o sistema à custa dos subsídios que os iluminados tanto defendem não têm o direito à indignação por verem o seu dinheiro gasto de uma forma que consideram incorrecta é absolutamente intolerável.

Já agora, a propósito dos subsídios como questão de vida ou de morte para a cultura em Portugal, deixo aqui as palavras de Miguel Guilherme, que considero um dos melhores actores portugueses:

“A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.”

“Há coisas que não deviam ser subsidiadas, pura e simplesmente, ponto. Estão a tirar o lugar a outros. Os critérios não existem: são do compadrio [...] Cá temos pouco dinheiro e pouca atenção. Historicamente, o PSD sempre teve muito pouca sensibilidade cultural, o que é curioso porque o Durão Barroso sempre gostou das artes performativas. Vi-o muitas vezes, tal como ao Paulo Portas, em espectáculos, mas nunca vi gente de esquerda.”

A Primavera árabe é anti-cristã

A iniciativa religiosa é do Vaticano e reconhece a situação muito difícil em que (sobre)vivem os cristãos no Norte de África e no Médio Oriente.

Month of prayer for Christians in Egypt.

(…) Release has produced a prayer guide, focusing prayer throughout May on Egypt, Libya, Syria, Morocco, Yemen, Tunisia and Bahrain. Right now, the greatest concern is Egypt, where Christians are worried that persecution will increase following the presidential elections on May 23-24.

Boyd says that up to 100,000 Christians have already left the country since last year’s uprising, and persecution has increased as Islamist groups have grown in influence over the past two decades.

And he talks of Egypt’s Christian roots and heritage. Egypt in fact was a majority Christian country for more than 1,000 years. Last year’s parliamentary elections led to a huge victory for the Islamist parties, especially the Muslim Brotherhood and the hard-line Salafist Nour. Extremist groups want to introduce strict Sharia (Islamic) law across Egypt and have launched attacks on Christians, public officials and foreigners.

Those who argue that Sharia affects only the muslims, Boyd says, are wrong: Sharia affects Christians as well as it will not allow them to share their faith. Sometimes with tragic consequences.

And Boyd mentions the current situation in Nigeria where Christians are undergoing bloody attacks that are forcing many to flee their homes. (…)

“The more people I meet during my travels across the world for Release who are suffering persecution for their faith”, says Boyd, “the more I realise that they have an overcoming joy-filled faith and a love of freedom which we need to tak hold of. We need them more than they need us. They need us to stand with them to share our freedom and to share our resources, We need to capture thier overcoming spirit and their determination to make a stand and to be joyful witnesses to the Gospel of Christ. That’s their gift to us”.

 

Lógica da Batata em Português

Filed under: Cultura,Double standards,Nanny State Watch — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:51
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Os Realizadores exigem dinheiro.
Para quê? Para não fazer nada de jeito, pois quase ninguém (talvez os próprios…) quer ver.
Se fosse bom, teria clientes, daria lucro e não era preciso dar-lhes senhas de sopa. Não é o caso.
E o que é suposto fazer o público Português? Calar e pagar. Não é preciso assistir aos filmes: não merece!
Quem garante a qualidade então? O juíz mais isento possível: o mesmo grupo que pede o apoio.

Meus caros, a diferença entre pedir senhas de sopa (afinal, está em causa passarem fome!) para não fazer nada (pois o que fazem e nada é igual para 99.9% da população) e a versão chic que decidiram exigir é 0 (zero).
Tenham vergonha na cara, vão fazer algo de útil para a sociedade e recebam por o vosso trabalho ter criado valor para alguém. Vão ver como é uma boa sensação.

E se me vierem com: “Ah e tal, eles ganharam prémios” relembro: a lógica mantém-se. Se ganharam prémios, que façam bom uso do valor pecuniário anexo. Se são de prestígio, que tentem agarrar clientes com campanhas de marketing. Se conseguirem, parabéns e que bom para eles (pelas amostras que eu vi, vai demorar até me convencerem a dar dinheiro com vontade). Se não conseguirem, ou os prémios não significam assim tanto ou não souberam aproveitá-los. De qualquer das formas, não venham extorquir dinheiro a um país que nem o tem.

Leituras recomendadas: “E que por vocês todos os realizadores portugueses morreriam à fome.”Uma estranha noção de liberdade…Se o Cinema Português morrer, enterra-se

Maio 9, 2012

Edward O. Wilson – The Social Conquest of Earth: Why humans need tribes

Filed under: Cultura,Insurgentologia,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:58

The Social Conquest of Earth. Por Edward O. Wilson.

Biologist E.O. Wilson on Why Humans, Like Ants, Need a Tribe

Religion. Sports. War. Biologist E.O. Wilson says our drive to join a group—and to fight for it—is what makes us human.

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Change

Filed under: Cultura,Double standards,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:29

A disputa entre Romney e Obama promete ser animada, talvez mais do que inicialmente seria de esperar: Barack Obama apoia casamento gay

Quando se candidatou à Casa Branca em 2008, Barack Obama disse que se opunha ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas ontem, quando pressionado para clarificar qual a posição da sua Administração sobre o assunto, admitiu que a sua opinião tinha “evoluído” e que considerava que casais homossexuais deveriam ter o mesmo direito ao casamento que os casais heterossexuais.

Liberdade de imprensa, sempre II

How Journalists Allowed the Palestinian Authority to Fool Them, por Khaled Abu Toameh.

(…) The murder of Israeli Arab actor and film producer Julian Mar-Khamis in Jenin last year should have sounded an alarm bell among the media representatives. His killers have never been caught, sparking a wave of unconfirmed reports about the involvement of influential Fatah gangsters and Palestinian security officers in the case.

A Western journalist who wanted to do an investigative report into the case was warned by senior Palestinian security officers that she would be putting her life at risk if she insisted on carrying out this mission.

Last week, the truth about the situation in Jenin finally exploded in the faces of everyone: the local governor died of a fatal heart attack following an unsuccessful assassination attempt.

For the Palestinian Authority leadership, the assassination attempt was what lifted the veil: Palestinian leaders in Ramallah realized that they could no longer continue to hide the truth about what was really happening in Jenin.

Palestinian security forces have since arrested dozens of Fatah “outlaws” and police officers for various crimes — including murder, extortion, abductions, sexual harassment and armed robberies.

Radi Asideh, the security commander of the Jenin area, admitted that it was the Palestinian security establishment that was responsible for the anarchy and lawlessness. “There is a defect inside the security establishment and officers were responsible for this,” he revealed.

The biggest mistake, Asideh added, was that the Palestinian leadership had turned its back to the defect, allowing the situation to deteriorate at the expense of the people’s security.

Palestinians say that anarchy and lawlessness are to be found also in other areas in the West Bank where the Palestinian Authority claims to have imposed law and order. And, they add, in most cases it is the Palestinian Authority’s security forces that are responsible for the chaos and corruption.

If the Western journalists and donors continue to ignore the reality on the ground, the West Bank could soon fall into the hands of gangsters and armed clans, as has been the case in Jenin — among the main reasons the Palestinian Authority collapsed in the Gaza Strip in 2007, speeding the rise of Hamas to power.

Leituras complementares: Liberdade de imprensa, sempre, A Primavera policial.

Expropiar? A esquerda não leva a mal

Que o digam Hugo Chavez, Evo  Norales e Cristina  Kirchner.

(…)¿Por qué el Estado es un empresario tan rematadamente malo? Sencillo: porque lo dirigen los políticos. Los fines que éstos persiguen son diferentes y opuestos a los de los propietarios de los negocios que operan en un mercado regido por la competencia.

A los políticos, salvo a los más responsables y mejor formados, no les interesa la competitividad empresarial, la rentabilidad de la inversión y la obtención de utilidades para invertir y continuar creciendo, sino controlar los presupuestos para beneficiarse y beneficiar a sus partidarios. Tampoco les conviene enemistarse con los sindicatos, pidan lo que pidan o trabajen lo que trabajen. Es mejor complacerlos. Total: el dinero con que se remunera a los empleados públicos no proviene del bolsillo propio sino del nebuloso producto de los impuestos. Es lo que los españoles llaman “disparar con pólvora del rey”. Le cuesta a otro.

El negocio de los políticos es ganar elecciones. Es una especie voraz que se alimenta de votos, de aplausos y, cuando son deshonestos (algo que, afortunadamente, no ocurre siempre), del dinero ajeno. Por eso es un error poner un Gobierno a operar una fábrica de pan. Al cabo de cierto tiempo el pan no alcanzará, resultará carísimo y, encima, saldrá duro como una piedra.

Donde las sociedades son sensatas y las gentes quieren progresar y prosperar, en lugar de expropiar negocios y constituir ruinosos Estados-empresarios, lo que hacen los políticos más sagaces, impulsados por sus electores, es propiciar la incesante creación de un denso tejido empresarial privado que pague impuestos para beneficio de todos. (…)

Muçulmanos na Convenção Ateísta Mundial

Filed under: Cultura,Internacional,Justiça,Nanny State Watch,Política,Religião,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:37

Melbourne, 15 de Abril de 2012. Evento. Media. Atheism TVOpinião. Oops. Vídeo:

Maio 8, 2012

Parabéns F. A. Hayek

Hayek nasceu a 8 de Maio de 1899. Parabéns a um dos maiores Economistas de sempre.

Para o celebrar ficam alguns vídeos inspirados nele:

(mais…)

Audição recomendada

Filed under: Cultura,Videos — Miguel Botelho Moniz @ 14:31

An Appointment with Mr Yeats é o mais recente álbum dos Waterboys. Todo ele consiste em poemas de W.B. Yeats musicados por Mike Scott; uma tarefa que pela dificuldade inerente dá especial valor ao extraordinário resultado. Parece que Scott passou os últimos trinta anos a amadurecer em preparação para este trabalho. Se, como escreveu Yeats, «the best lack all conviction, while the worst are full of passionate intensity», podemos dizer que não é o caso.

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Dia do Consumidor ou Dia do Trabalhador

Existem 2 visões opostas sobre o 1º de Maio:

1. A visão de uma esquerda de mentalidade retrógrada, presa ao passado, com propostas inadaptadas ao actual mercado de trabalho e que grita os mesmos slogans do século XIX, usando o povo simplesmente como legitimador do seu poder. Grita pelo “trabalhador” que pretende mais direitos e menos deveres que, se fosse brioso, teria conseguido essas mesmas benesses por si. Enquanto vive à grande.

2. O povo que, pressionado por um Estado esmagador, sem o apoio de uma Economia que também soçobrou perante o peso crescente do Estado na mesma, e sem poupanças pois vem de uma fase em que acreditava ser rico e não precisar de poupanças, tem dificuldade em pagar as contas e agradece promoções, descontos e outras oportunidades de aumentar o seu escasso poder de compra.

Como será o 1º de Maio de 2013? Nas ruas ou nas lojas? Do trabalhador ou do consumidor? Você decide!

Obrigado ao leitor Nuno Granja pela imagem. Leituras complementares: O último independente, Micro-sondagemGrotesco,
Hoje, como ontem, Portugal continua a ser o paraíso dos inimigos da liberdadeQuando é que a Esquerda passou a Odiar o Povo?.

PS: Obviamente que eu não concordo que isto seja levado a votos, preferindo a solução presente neste post do Miguel Noronha:

Espero, sinceramente, que no próximo 1º de Maio os sindicatos e os partidos se possam manifestar livre e pacificamente. Da mesma forma, espero que quem assim o desejar possa ir trabalhar, fazer compras ou exercer a sua liberdade para fazer o que lhe apetecer sem ser ameaçado ou impedido pelo governo ou pela CGTP.

Maio 7, 2012

Alemães que não votaram em Hollande não o querem subsidiar ainda mais

De acordo com a agência Reuters

“Germans could end up paying for the Socialist victory in France with more guarantees, more money. And that is not acceptable,” her ally Kauder said. “Germany is not here to finance French election promises.”

Percentagens e sentenças mediáticas

De acordo com o livro de estilo da BBC, 0,2% fazem toda a diferença. A vitória de Boris Johnson que obteve 51.5% na eleição para a CML(ondres) é considerada como “tight margin” . O novo presidente francês, Francois Hollande Alcançou  51.7%. Ou seja,  ”won a clear victory”.  Não deixa dúvidas.

Todo um programa: o dia das não-mães…

Filed under: Cultura,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:52

Uma forma curiosa, mas não surpreendente, de assinalar o Dia da Mãe transformando-o simbolicamente no dia das não-mães: No-mother’s day. Por Pedro Arroja.

Leitura complementar sobre o Público: Uma paixão por Mélenchon; O excesso de mortes de idosos e o acesso aos serviços de saúde; Contas à moda do “Público”…; As delirantes teorias conspirativas de São José Almeida; O Público e o Bloco de Esquerda; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público.

Maio 5, 2012

Propaganda subsidiada

O Photoshop não é uma ciência exacta para a propaganda iraniana.

Absoluta Idiotice

Filed under: Cultura,Diversos,Economia,Educação,Humor — Ricardo Lima @ 00:34

O João José Cardoso insurge-se – não no bom sentido – contra o lucro, esse pecado capitalista que tira homens da miséria e transforma pedaços de terra isolados em mega-metrópoles, como é o caso de Hong Kong. Pelo meio, aproveita para acusar o Miguel de Absolutista. O que me parece interessante e pertinente, sendo que o fáxista passou do prazo e neo-liberais são o Vitor Gaspar e o Governo de “Direita”. A diversidade da nomenclatura utilizada pela esquerda para “insultar” os seus opositores merece não só o meu elogio como o meu desejo de continuídade, para que nunca nos aborreçamos nem nos tenhamos que acorrentar à honestidade intelectual do significado das palavras em questão. O JJC é um visionário da semântica, o que muito me aprás, mas duvido que agrade ao senhor da foto.

Maio 4, 2012

Novas de um tempo em que era “tudo à grande”

Concerto de Júlio Iglésias em Barcelos vai parar à Justiça:

Em causa está a Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC), sobre a qual impende uma execução judicial para a cobrança de um crédito no valor de 224.950 euros relativos ao concerto de Júlio Iglésias aquando na inauguração do Estádio Cidade de Barcelos, em 2004, numa altura em que a Câmara local era liderada pelo PSD.

Domingos Araújo explicou que o concerto foi inicialmente contratualizado por 325 mil euros, mas, entretanto, devido à fraca adesão do público, foi renegociado, tendo sido fixado em 195 mil euros.

Enganam-se aqueles que julgam que o que delapidou as contas e distorceu a economia portuguesa foram apenas as grandes obras de betão, a Parque Escolar, as brincadeiras do Jardim, o Euro 2004 ou a Expo 98. Pelo meio houveram concertos, teatros e umas quantas tradições, espectáculos de aviões e corridas de carros. Cidades iluminadas a cada ocasião especial, competições de árvores de natal, rios de dinheiro evaporados em tudo que era Santo Popular. Foram os Carnavais, os monumentos e as salas para inglês ver (literalmente). Foram as touradas e os farnéis, as federações académicas e as associações populares e  quiçá, numa ou outra localidade mais larga de mãos, até os condomínios se empanturraram do erário público.

Aqui há uns tempos o Paulo Morais dizia que “por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras.” Mas não foram apenas as construtoras. Foi todo um conjunto de empresas prestadoras de diferentes tipos de serviço o responsável pelos constantes prejuízos das empresas municipais. Foi todo um conjunto de autarcas que fez questão de “mostrar obra”. Foram os recuados e os sacos azuis. Foi a bola, que ainda sustentamos – para as alegrias de uns quantos aficcionados – desde as escolinhas da freguesia até aos luxos da 1ª liga. Foram os Metros, os Autocarros de dois andares, os postos de abastecimento de veículos eléctricos e as pontes, muitas pontes. Mas, acima de tudo, foi o povo, que nesta fartazana de pão e circo, iludido pelas vanguardas de arquitectos iluminados e vereadores mais ousados, foi no pagode e tocou batuque.

“Ele roubou mas fez obra.” “Roubou mas roubou para nós”. “Olhem para o outro lado da ponte, ELE FAZ OBRA, ele desenvolve”. São alguns dos argumentos passíveis de serem ouvidos em qualquer “conversa de café”. A obra, essa palavra abstracta que em segundos absolve um criminoso e que,  aos olhos de alguns, nunca lhes sai do bolso. Volvidos tantos anos, não há culpados, apenas Eles. São sempre Eles, num outro significado abstracto – e diga-se de tom conspiratório – que mal se decifra. Mas o Eles, nunca somos nós, é sempre uma entidade que caminha nas sombras. Os cavaquistas, os neo-liberais, os maçons, as opus dei, os judeus, os jacobinos, os americanos, os fáxistas, a igreja, os lobbies…Como dizia o JMB, “Eu sei lá”. Talvez seja uma consequência da mentalidade marxista, tão popular por estes lados, esta necessidade constante de encontrar um inimigo interno ou externo – quase sempre uma figura ou entidade sombria – para explicar os nossos problemas.

E no fim de contas, sem culpados mas com factura, a vida continua. Foi porreira a festa, pá!

Dúvida fracturante

Filed under: Ambiente,Cultura,Energia,Política,Portugal — ruicarmo @ 11:09

Inundação provocada por “ocupas” encerrou sede de associação gay

Para os bloquistas (e outros progressistas em geral) que interesse deve prevalecer?

 

Se o ridículo pagasse imposto, já tínhamos cinema

Filed under: Comentário,Cultura,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:27

Alguns cineastas que, por fazerem filmes que poucos querem ver, precisam do dinheiro do Estado, decidiram fazer um ultimato ao governo. Entre múltiplas coisas, querem meios financeiros para continuar a filmar, alegando que só assim se concretizará um projecto ambicioso de relançamento consistente do cinema em Portugal. Como é que um projecto que começa a pedir, pode ser ambicioso já são outros quinhentos. Da mesma forma, não se percebe onde se encontra a ambição de quem não quer vencer o maior dos desafios: conseguir que o público esteja disposto a pagar um bilhete pela sua obra.

Mas o mais engraçado nem são estas incongruências, mas a expressão pomposa e ameaçadora do ultimato. É que lendo a dita petição, só encontramos exigências e nenhuma ameaça. Nenhuma consequência. Talvez porque quem nunca se preocupou em agradar um público suficientemente vasto para não depender do poder político, não tenha agora muita margem de manobra. E talvez seja isso que explique o desespero que os traz a esta posição de força ridícula: não podem filmar porque não têm meios e se não lhes derem dinheiro não filmam. Ora, quem é que mais perde com isto?

Maio 3, 2012

Harrison Bergeron – Uma Distopia sobre a sociedade idealizada pelo CESP

Filed under: Cultura,Double standards,Economia,Nanny State Watch,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 21:59
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Como seria um mundo em que os mais capazes fossem obrigados a ser medíocres?
Como seria um mundo em que qualquer tentativa de se elevar acima do “normal” fosse regulada?
Como seria um mundo em que os poderes dos sábios colocassem todos em pé de igualdade?

Vendo esta famosa distopia de 1995 sobre este livro de 1961 poderão ter uma ideia de como esse mundo seria.
Se tiverem 99 minutos creio que seria um tempo bem empregue:

É agora, Obama?

Mais coisa, menos coisa, este é a carta- modelo que contém as respostas a todas as questões, aprovadas pelo Partido. :)

The Party has approved a form letter to be used in answering all queries regarding economic issues. It explains our positions and proposed solutions to problems in a clear, concise manner and is suitable for framing. With minor changes (prior approval from the Ministry of Truth required), it will also form the basis of a good newspaper article or broadcast copy suitable for the professional state-approved media.

A Primavera policial

Palestina no seu melhor. Presumo que a responsabilidade por se ter alcançado tão alto patamar na busca das liberdades seja atribuído ao vizinho do lado.

Liberdade de imprensa, sempre

Filed under: Agenda,Ambiente,Comentário,Cultura,Internacional,Media — ruicarmo @ 12:50

Duplo mau sinal, comemorar-se o dia Mundial da Liberdade de Imprensa com enfoque nos novos media e redes sociais. Para ter um dia, é sinal que fartura e  saúde não abundam para esta liberdade. Ter que associar a Primavera árabe – com tudo o que de mau trouxe para a liberdade de imprensa – à, cada vez maior, importância das redes socais, parece-me no mínimo redutor. Como o assunto da liberdade de imprensa merece ser bem lido, nada melhor queAlexander Solzhenitsyn, Mario Vargas Llosa, Arthur Miller, Samuel Beckett, Václav Havel, Mikhail Bulgakov, Nadine Gordimer, Anna Politkosvkaya, Ai Weiwei e Ngugi wa Thiong’o para o explicarem.

3 de Maio de 2012: o aborto ainda é gratuito em Portugal

Filed under: Cultura,Portugal,Saúde — Carlos Guimarães Pinto @ 11:12

Há mais procura no Hospital de Loures para abortar do que para ter filhos

Tivemos mais consultas de interrupção voluntária da gravidez do que de obstetrícia [para terem filhos]. E algumas das pessoas a repetirem segunda e terceira vez“, sublinhou Isabel Vaz, em Fátima, durante a sua intervenção no XXIV Encontro Nacional da Pastoral Social.
À agência Lusa, Isabel Vaz notou que estes são os primeiros números desde que iniciaram a gestão em Fevereiro e dizem respeito a Março.
“Isto não tem nada a ver com ser ou não católico”, destacou a responsável daquela entidade do Grupo Espírito Santo, lembrando que “a cobertura universal dos cuidados de saúde não é possível”.
Isabel Vaz sustentou que uma das “discussões sérias que tem que ser feita” é “sobre o que deve ser de facto pago por todos nós”, porque “não há dinheiro para pagar tudo”. Ou seja, “há que fazer escolhas”, defendeu.

Maio 2, 2012

Mentiras esmiuçadas

Ken Livingstone has told 85 different lies during this campaign.Vale a pena olhar para o que o Red Ken diz e depois para a realidade. É um excelente exercício.

A promoção do Pingo Doce e as reacções anti-capitalistas

Filed under: Cultura,Economia,Educação,Livros,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:00

Algumas sugestões de leitura:

Anti-Capitalistic Mentality, de L. von Mises.
Why Do Intellectuals Oppose Capitalism?, de R. Nozick.
The Intellectuals and Socialism, de F. A. Hayek.
The Fatal Conceit: The Errors of Socialism, de F. A. Hayek.
Socialism: An Economic and Sociological Analysis, de L. von Mises.

Massacre da Noruega explicado por sociólogo

Anders Breivik afinal não é mais do que um peão da Mossad.  O autor da ideia chama-se Johan Galtung, é professor na Universidade de Oslo e é conhecido como o pai da Global Peace Studies. Apesar de doente, consta que a criatura universitária ainda não foi internada. Sabe Deus porquê, lembrei-me de Boaventura Sousa Santos.

Como o Bloco de Esquerda gostaria de ver o povo

O tipo de festejos e de participação cívica que  a extrema-esquerda mais aprecia.

Adenda: Imagens da loucura progressista de Seattle.

Leitura complementar:  Como Bloco de Esquerda vê o povo.

Como o Bloco de Esquerda vê o povo

Filed under: Blogosfera,Cultura,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:35


Um texto para guardar e recordar: O dia dos mortos-vivos. Por Sérgio Lavos.

A rede de mercearias que recentemente decidiu mudar a sua sede fiscal para a Holanda teve um dia em cheio. Numa provocação aos sindicatos que convocaram uma greve, decidiu oferecer cinquenta por cento de desconto aos clientes que fizessem compras de cem euros. O departamento de marketing do grupo está de parabéns: a maioria das lojas ficou em estado de sítio com a horda de zombies consumistas que esvaziaram prateleiras e lutaram por um pedaço do sonho proporcionado pelo magnânimo Alexandre Soares dos Santos, um dos pais da pátria. Estão todos bem uns para os outros: a rede de mercearias pode até ter tido prejuízo hoje – a prática de dumping (venda de produtos abaixo do preço de custo) é probida por lei mas ninguém reclamou; contudo, a publicidade gratuita que está a conseguir irá repercurtir-se por muitos dias. Para além disso, parte do prejuízo será assumido pelos fornecedores – cada campanha dos grandes grupos é sempre em parte financiada por quem coloca lá os seus produtos, numa perversão das leis da concorrência que torna a posição negocial destes grupos incontestável. Mas também os zombies estão de parabéns: os milhares (milhões?) de clientes que hoje gastaram dinheiro em mercadorias a granel – é para isso que estes estímulos ao consumo desenfreado servem – não chegarão a perceber que parte daquilo que compraram não era absolutamente necessário e por isso viverão felizes na ignorância dos estúpidos. Mas os sindicatos que andaram a fazer campanha contra as cadeias de hipermercados que abriram também não ficam bem na fotografia. A verdade é que os trabalhadores desta rede vão receber a triplicar e terão um dia de férias a mais. E o “povo”, essa entidade que, quando quer, sabe comportar-se como uma horda de zombies, esteve literalmente a borrifar-se para a crise e para os direitos dos trabalhadores. As coisas são como são.

Mas tenhamos uma coisa em mente: nas alegorias políticas em forma de filme de zombies de George Romero, os mortos-vivos acabam quase sempre por ganhar consciência e tomar conta de tudo. Os neoliberais contentinhos com o êxito passageiro de Soares dos Santos poderão ser os humanos do futuro, carne para os zombies de agora. Nada dura para sempre.

Não falta nada, nem sequer o desejo explícito de uma revolução violenta e sangrenta protagonizada (?) pelas pessoas que tão evidentemente a extrema-esquerda caviar sempre desprezou, despreza e desprezará.

Daniel Oliveira, mais batido nas técnicas de propaganda, foi suficientemente esperto para disfarçar o desprezo da extrema-esquerda caviar pelos “zombies consumistas”. Com o tempo, Sérgio Lavos aprenderá certamente a seguir as pisadas de Daniel Oliveira, mas fica para a posteridade um raro momento de honestidade, clareza e frontalidade no discurso político bloquista.

Leitura complementar: A extrema-esquerda sedenta de sangue; Quem é Daniel Oliveira?

Maio 1, 2012

Stefan Molyneux

Filed under: Cultura,Humor,Internacional,Nanny State Watch,Política,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 12:23
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Continuando na série de posts fundamentais sobre o Liberalismo, segue aqui outro para ajudar a compreender o modo de pensar liberal, desta vez com longas palestras de um conhecido Liberal Americano.

Stefan Molyneux é um locutor da Freedomain Radio e palestrante habitual em eventos Liberais.
Aqui ficam alguns vídeos clássicos com ele:

(mais…)

Filosofia Liberal – O Liberalismo definido

Para quem não sabe o bê-a-bá do Liberalismo:

Versões:
Philosophy of Freedom: Flash (PTESFREN), SiteDownload & Youtube (PTESFREN)
Podem ver este e diversos outros recursos interessantes na minha página de links.

Abril 29, 2012

FCP Campeão… no sofá

Filed under: Cultura,Desporto,Media,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 22:42
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Algumas notas:

1. O ano passado, o FCPorto foi campeão às escuras.
Este ano, foi no sofá.
O SLB parece andar a ficar mais educado. Já tinha idade para isso…

2.  FCPorto este ano venceu o campeonato com o Vitor Pereira a treinador.
Vitor Pereira que para muitos foi o pior treinador do consulado de Pinto da Costa.
Para o ano, para tornar o campeonato mais emocionante, sugiro a contratação do Emplastro.

3. O Sporting nestes dias foi notícia… pelas buscas a que a direcção foi sujeita.
Depois da fruta do Pinto da Costa e das falcatruas do Vale e Azevedo, parece tocar a todos.
Já quanto a títulos, o plano está claramente inclinado. Se não é pelas falcatruas, porque será?

PS: Aconselho todos os adeptos do FCP a tornarem-se fãs deste grupo de Facebook :)

Algo está podre no reino do Kuwait

Quando o desenvolvimento está associado à proibição do uso de bikini e quando o poder político pretende monitorizar as redes sociais.

Does size matter?

Filed under: Cultura,Política,Teoria,União Europeia,Videos — André Azevedo Alves @ 08:00

Does size matter?

Abril 28, 2012

Os cangaceiros de Chávez

Imperdível a reportagem do WP, In Venezuela, armed groups that pledge allegiance to Hugo Chavez rule over slum fiefdoms.

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