Da Rússia, Qatar, Arábia Saudita e Líbia. Parece que o processo de paz vai de vento em popa. Como tal, não tem havido muitas referências à entidade sionista para explicar os sucessos alcançados pelo país do senhor Assad.
Maio 27, 2012
O mundo é composto de mudança
Maio 26, 2012
Maio 25, 2012
Maio 24, 2012
Os pinguins gays como instrumento de propaganda progressista
Zoo dá ovo para pinguins gays chocarem
Após seis meses de constantes construções de ninhos para procriarem, os pinguins gays espanhóis Inca e Rayas receberam do Zoo de Madrid, onde se encontram, um ovo para chocarem e criarem a futura cria. O objetivo é evitar uma depressão nos dois animais.
Para acabar de vez – com o Estado na – Cultura
O Daniel Oliveira fez questão de, neste artigo, voltar a levantar a questão da Cultua. Começa por dissertar sobre desenvolvimento económico e cita o Presidente da Islândia, como se este fosse alguma autoridade no que quer que seja, quando este diz que: O sucesso das economias no século XXI não dependerá do sector financeiro, mas dos sectores criativos. Bem Daniel, o século XXI não terá que depender do sector financeiro, ou dos sectores criativos, da indústria metalúgica ou da plantação de abacaxi. O Século XXI dependerá do que os indivídios, como agentes económicos, decidirem como caminho e do que o Estado, como habitual obstáculo decidir, na sua bondade, permitir aos mercados construír e desenvolver. Mas imaginemos que, num hipotético devaneio da minha parte até concodava com o Daniel e com o Presidente da Islândia. Nesse caso, o argumento que vem sendo repetido neste blog, entre outros, de que a cultura deve dar lucro, teria certamente o Daniel como apoiante, a não ser que este, no seu romantismo, julgue que um sector que não dá luco pode ter um qualquer contributo para o desenvolvimento económico de um país. Mas vamos imaginar que o Daniel até concordava. Certamente que se seguiria um apaixonado discurso sobre as vantagens do investimento público, a necessidade de uma platafoma de lançamento para os agentes culturais, quem sabe até, por o MNE como promotor da cultura. Bem, o investimento público não só não potencia o desenvolvimento económico de nenhum sector, como é ele próprio um instrumental de distorção do mesmo. Seja porque se imiscui no mercado, seja porque se alimenta de impostos que afectam já de si os rendimentos e logo as decisões dos consumidores dos produtos que o mercado coloca ao seu dispor, entre eles, os produtos culturais.
Mas o Daniel vai mais longe. Fala-nos em liberdade de escolha. O que por si só é curioso, visto que as pessoas que defendiam para a educação o mesmo que o Daniel defende para a cultura, o Estado a subsidiar e a promover a diversidade de opções para o consumido, eram apelidados de ultra-neo-não sei quantos-liberais. Esta estranha fé numa política cultural que se mantém como o impedimento do extremínio, até do cinema mainstream é fenomenal. É fantástico como se diz que “a produção com intuitos meramente comerciais é, por natureza, conservadora e avessa ao risco” e depois, ao mesmo tempo, se diz que o sector cultura deve ou vai ser o motor de desenvolvimento económico. Ora isso é o mesmo que querer ver o sector financeiro como motor de desenvolvimento e no parágrafo seguinte lançar maledicências contra a usura.
No seu último tema, “a soberania nacional”, o Daniel Oliveira apresenta-nos um discurso que, por certo, receberia o franco aplauso de António Ferro. Retornamos à mentalidade do Estado Novo da necessidade vital de promoção da cultura portuguesa pelo mundo. Frases como “um país sem criadores é um país que não existe” podiam estar na boca de um Goebbels ou outro qualquer Ministro da Propaganda empenhado em levar a boa nova nacional a outros lugares e pessoas. E por fim Daniel, se os tipos – eu não lhe chamo mendigos, mas parasitas – conseguem financiamento estrangeiro, para quê essa ânsia de vir exigir o assalto fiscal aos trabalhadores portugueses para amamentar tais indivíduos ?
Como disse anteriormente: A Arte é demasiado importante para ser deixada ao Estado, directamente ou indirectamente. E a Cultura tem demasiada importância para não ser deixada ao mercado, à lei da oferta e da procura, aos consumidores.
Desportivismo à moda do dragão
Espectáculo deplorável o dado pelos adeptos do Porto que impediram a entrega do troféu ao Benfica. Dragões lidam mal com o facto de, também eles, conquistarem o troféu de cabeçudos.
Maio 23, 2012
Por um planeta sem pessoas
The WWF’s Living Planet Report. Relatório eco-religioso descodificado.
Isaltino prescrito, Relvas averiguado, lontra capturada
Maio 22, 2012
Maio 21, 2012
Respeito primaveril pela propriedade privada
Aconteceu na Tunísia. O sector do turismo está a mudar de paradigma.
Maio 20, 2012
Sexismo progressista
Reproduzo de seguida um texto enviado pelo leitor Fernando Gomes da Costa:
Sexismo de rosto progressista
Segundo o JN, o actor e realizador norte-americano Sean Penn apelou, este sábado, durante uma cerimónia em Cannes, às mulheres presentes para fazerem greve de sexo em solidariedade com todas as mulheres no Haiti. (mais…)
Anatomia de um gozo especial
Pessoas há que gostam de manter os outros na ignorância. Departamentos do estado há que fazem, com indisfarçável orgulho, disso uma profissão invejável. O Kuwait Times leva-nos numa viagem ao interior de uma dessas pessoas. A eleita trabalha com afinco numa instituição governamental de excelência e considera-se como pertencendo ao grupo das pessoas mais educadas. Acredito. A felicidade plena está ali, ao virar de uma página de um livro infantil, científico, sobre política, religião ou tão somente impresso em Israel.
Um pouco mais além
O progresso na sua fase imparável. Mais um bom trabalho de Carlos Enes:
Tribunal de Contas enganado para aprovar autoestradas
Denúncia feita em relatório de juízes, que apontam dedo a Estradas de Portugal e anterior Governo
Maio 19, 2012
A primavera saudita é composta por mudança
O uso do inglês técnico e comercial bem como o calendário gregoriano foram banidos pelas autoridades sauditas. No entanto, as autoridades locais ficam com o direito de usar o calendário gregoriano sempre que se justificar.
Maio 18, 2012
A mediática telenovela de Miguel Relvas
O senhor ministro não se deve esquecer que o dever maior que tem é em responder ao país. A confirmar-se esta brilhante iniciativa do ministro Miguel Relvas, não lhe restará outra alternativa que não seja a demissão.
Will Smith sobre o aumento de impostos de Hollande: “God Bless America !”
Will Smith stupéfié par la taxation de Hollande
Maio 17, 2012
A cultura ignorante
Há dias, alguns cineastas portugueses protestaram na escadaria do Parlamento e enviaram um ultimato ao governo, exigindo meios financeiros para continuarem a trabalhar. Ao que parece o cinema português precisa do dinheiro dos contribuintes para não morrer. Se para qualquer pessoa sensata um cinema sem público já está morto, para estes ‘cineastas’ não é assim. Para eles, a existência de pessoas interessadas em ver os seus filmes, em apreciar o seu esforço e compreender o seu trabalho, não é importante. Pelo contrário: de acordo com Miguel Gomes, realizador e um dos dinamizadores do protesto, o financiamento do Estado será essencial para que possam criar em total liberdade. Novamente, e com uma afirmação que contraria a experiência histórica vivida por qualquer pessoa que tenha dependido do Estado, seria de esperar o desejo de outra solução. Que nos dissessem que ficar dependente do poder político fosse tudo menos ser livre. Que aguardar que burocratas decidam, conforme a sua livre vontade, sujeita que está a pressões políticas pouco dadas a sensibilidades culturais, da capacidade criativa de alguém, não fosse uma liberdade total. Que se sentissem livres por terem conseguido cativar e cultivar um público e não serem do agrado do poder. Que fossem contrapoder. Que conquistassem um público que se esforçasse por os compreender ao mesmo tempo que fosse exigente para com eles. Que os obrigassem a inovar e a não estarem à porta de um gabinete ministerial a pedir esmola. Ao que parece os nossos cineastas têm outra opinião.
Surgiu a ideia, vai-se lá saber de onde, que um, como agora se denomina, agente cultural, está acima dos meros mortais. Não por ser alguém que cria, porque um cientista num laboratório e um investigador numa universidade também o fazem, mas por ser alguém que está acima das preocupações humanas mais comuns. Ser alguém que se entrega a algo abstracto, que não se pode medir e avaliar. Uma pessoa e uma obra fora do alcance do nosso discernimento e da nossa crítica. Alguém que trabalha não para um público, mas para si mesmo. Para a sua última satisfação. Quando um cientista descobre algo, um arquitecto desenha um projecto com formas revolucionárias, um empresário inventa uma nova forma de fazer negócio e criar emprego, ele sujeita-se à resposta do público e à adesão dos consumidores. E quando esta é positiva, o trabalho que foi feito, as horas, dias e anos para atingir aquele ponto sublime que é a descoberta ou a criação de algo, ganha sentido. Há um diálogo entre quem faz e quem recebe. Há reciprocidade. Um benefício mútuo que se perde quando os fundos para trabalhar são dados sem retorno, nem objectivo concreto.
De acordo com um texto de Fernando Vendrell, publicado no blogue da Associação Portuguesa de Realizadores, o não financiamento do cinema pelo governo põem em causa “a capacidade dos portugueses (…) sonharem, se confrontarem com os seus fantasmas, fruindo na sua vida uma experiência mais rica e intensa, através das suas emoções e da projecção do seu imaginário”. Mas como é que tal é possível se não há dialogo com o público? Se quem faz filmes não se preocupa com quem os possa ver? Como é que pretendem devolver a capacidade de sonhar ao mesmo tempo que querem estar livres do que pensam e sentem quem lhes paga? Como é que pretendem pensar se recebem cheques em branco? Por que motivo chamam de cultura, algo que ignora as pessoas, as críticas e a realidade? Por que é que se acham detentores da verdade quando vivem uma abstracção?
Autonomia (6)
A propósito da suposta “liberdade de criação” permitida pelo patrocínio público, o caso de Jean-Baptiste Lully
“Patronage in the period of glory for Baroque music greatly influences the portfolio of compositions. This happens, at least in part, depending on the composer and the role he is playing within the patron-composer relationship. In the case of Lully, for example, the influence was total, in the sense that Lully’s works existed only within the framework defined for him by the absolute monarchy. Ranging from the ampleness of his operas, to the fact that he is one of the first to promote the idea of a French opera and to the machineries that are used to make grandiose spectacles – everything points out that the role of the composer is strictly determined by the patron.”
in “Patronage and Musician Repertoire”
Maio 16, 2012
Autonomia (4)
É possível que Beethoven tenha cultivado as suas excentricidades de conversação e trato como um trunfo social. Beethoven era recebido como amigo em casa das mais nobres famílias de Viena. Tinha mecenas dedicados e generosos, mas as relações que mantinha com eles eram muito diferentes das que existiam entre Haydn ou Mozart e os seus patronos: durante a maior parte da vida Haydn usou uma libré de lacaio, e Mozart foi um dia expulso de casa do arcebispo por um secretário. Beethoven não se curvava perante os príncipes para obter os seus favores; tratava-os com independência e ocasionalmente até com extrema rudeza, ao que eles reagiam, encatados, com propostas de apoio financeiro. Como o próprio Beethoven disse um dia, «é muito bom conviver com aristocratas, mas é preciso saber como impressioná-los». [...] Deste modo. conseguiu deixar ao morrer, um património relativamente avultado e, mais importante do que isto, nunca se viu obrigado a escrever música por encomenda e raramente teve de cumprir prazos. [...] E precisamente por Beethoven escrever para si mesmo – ou seja, para um público ideal, e não para um mecenas ou para um função imediata e bem definida – é que a sua música tem um cunho tão pessoal [...]
História da Música Ociedental, Donald J. Grout e Claude V. Palisca, Gradiva, pags. 555-556.
Afinal parece que é possível criar em plena liberdade sem o apoio do Estado.
Selecção Individual, Selecção de Grupo e Liberalismo Clássico
O reputado biólogo e fundador da sociobiologia E. O. Wilson acabou de lançar o seu mais recente livro intitulado “The Social Conquest of Earth”. O livro está a ser recebido com sentimentos díspares junto da academia e a principal razão para esse efeito é que Wilson, uma das grandes referências no campo da biologia, abandonou o paradigma que desde os anos 60 tem vindo a dominar o campo da biologia evolutiva: o paradigma da selecção individual. Desta forma, Wilson é mais um grande nome da disciplina a abraçar a força evolutiva da selecção de grupo como modelo explicativo do comportamento humano. Wilson não inventou a roda, limitou-se a reverter às ideias iniciais de Charles Darwin, que deixou escrito que a evolução se dava ao nível dos grupos, ou mais especificamente, ao nível de tribos mais fortes e adaptadas que suplantam tribos menos adaptadas.
“A tribe including many members who, from possessing in a high degree the spirit of patriotism, fidelity, obedience, courage, and sympathy, were always ready to aid one another, and to sacrifice themselves for the common good, would be victorious over most other tribes; and this would be natural selection. At all times throughout the world tribes have supplanted other tribes.” Darwin, em “The Descent of Man”
Nos anos 60 o paradigma mudou a favor da pura selecção individual (preconizada por autores como Richard Dawkins e o seu “Gene Egoísta”), esta postula que a selecção natural dos mais adaptados é feita apenas ao nível do indivíduo porque os seus genes são “egoístas” e como tal irão colocar-se sempre a si mesmos à frente dos interesses de qualquer grupo.
Este paradigma individualista influenciou as ciências sociais, que viram na selecção individual a confirmação do liberalismo, um mundo onde só existem indivíduos soberanos, genericamente auto-interessados e racionais, e onde não há lugar para grupos como unidades orgânicas.
Porém, sem negarem a força da selecção individual, cada vez mais autores a favor da selecção de grupo (mais especificamente da selecção multi-nível) estão a argumentar que nas situações onde a sobrevivência de um indivíduo depende do modelo organizativo da tribo, o interesse do indivíduo passa a estar alinhado com o da tribo, gerando o fenómeno da selecção de grupo. Por outras palavras, devido à possível ameaça de um grupo sobre outro, o grupo mais coeso, mais bem organizado, com mais altruístas e mais etnocêntrico irá prevalecer sobre o vencido em caso de disputa social ou territorial e irá passar os seus genes às próximas gerações. Em suma, podemos estar a assistir ao fim do paradigma analítico estritamente individualista que dominou a segunda metade do século XX.
Wilson foi muito claro quando escreveu que o legado genético dos humanos é o etnocentrismo e a propensão para pertencer a grupos e, se preciso, para lutar por eles.
“People are prone to ethnocentrism. It is an uncomfortable fact that even when given a guilt-free choice, individuals prefer the company of others of the same race, nation, clan, and religion. They trust them more, relax with them better in business and social events, and prefer them more often than not as marriage partners.” E. O. Wilson
As repercussões na filosofia política fizeram-se sentir no imediato. Os partidários do igualitarismo desgostam da destruição do mito universalista que está presente nesta real dinâmica de altruísmo (“in-group”) e antagonismo (“out-group”), mas não desgostam da ideia subjacente de que afinal o “bem do grupo/colectivo” existe. Já muitos liberais clássicos/libertários desgostam de praticamente tudo. A sua pré-disposição ideológica para ver apenas indivíduos e não grupos, etnias, nações ou colectivos leva a que muitos ignorem as evidências empíricas que os antropólogos e historiadores nos relevam: que o legado genético da humanidade é a história de tribos étnicas contra outras tribos étnicas, de grupos contra grupos. O maior receio deste liberais é que a aceitação da selecção de grupo signifique a aceitação do socialismo ou de outras formas estatizantes de colectivismo.
Curiosamente, F. A. Hayek, uma das grandes referências liberais clássicas contemporâneas, foi dos primeiros a abraçar a selecção de grupo ao aplicar o processo evolutivo à análise social. Na altura foi inclusivamente acusado por outros académicos liberais de estar a “trair” a lógica do individualismo metodológico e até dos princípios liberais. Porém, já depois de uma longa carreira, em “Law, Legistation and Liberty” e em “Fatal Conceit”, Hayek não hesitou em aplicar a selecção de grupo biológica às normas sociais. O académico austríaco postulou que os grupos com as normas sociais mais eficientes seriam materialmente mais prósperos, aumentariam comparativamente a sua reprodução populacional e conquistariam outros grupos que detenham normas sociais menos eficazes. Para Hayek é irrelevante se essa conquista se dava pela via da guerra ou da colonização migratória, o importante para ele é a percepção de que os grupos com normas sociais que favorecessem a prática mercantil, propriedade privada e cumprimento de contratos estariam na posição de vanguarda (e.g. a expansão dos europeus pelos continentes do mundo e conquista de novo território).
Por conseguinte, Hayek percebeu que a aceitação da selecção de grupo não teria necessariamente de negar o liberalismo clássico, apenas teria de o enquadrar num cenário realista que esteja de acordo com o legado evolutivo humano. Caso contrário, esta filosofia política poderia passar a ser um castelo construído no ar, baseada em indivíduos genericamente atomizados que não existem. O próprio Hayek não concordaria com o sentido literal da famosa frase de Margaret Thatcher “não existe tal coisa como sociedade, apenas indivíduos e famílias” pois tal sugere a inexistência de uma sociedade como força bio-cultural adaptativa.
Desta forma, e observando a actual mudança de paradigma em curso, torna-se importante salientar que F. A. Hayek demonstrou uma capacidade intelectual notável ao abraçar a selecção de grupo numa fase (70’s e 80’s) em que a selecção individual era o paradigma evolutivo em voga, contrariando as expectativas de todos os que seguiam o seu trabalho académico; especialmente no mundo liberal clássico onde o conceito de grupo era e é anátema para muitos. Isto demonstra a razão porque Hayek é possivelmente o pensador liberal clássico contemporâneo com mais reconhecimento no mundo académico: ao contrário do que costuma ser alegado, a razão não está simplesmente no facto de Hayek ser um liberal moderado que pode ser facilmente absorvido pelo status quo, mas sim porque, apesar de erros possíveis que possa ter cometido, era um pensador com flexibilidade intelectual suficiente para perceber muitos dos principais problemas que existem no seu campo político-filosófico.
O inevitável retorno da selecção de grupo promete mudanças consideráveis no pensamento filosófico do futuro. Ademais, em Harvard, quando E. O. Wilson ficou a saber que John Rawls não tinha qualquer conhecimento de sociobiologia, Wilson respondeu: “o tempo em que os filósofos não sabem nada de sociobiologia irá acabar”.
F. A. Hayek, naturalmente, esteve à frente desse tempo.
PS: Os biólogos como E. O. Wilson que estão a trazer de volta esta perspectiva de grupo renegada no pós-guerra, fazem-no numa altura especialmente relevante para a Europa: depois de 60 anos de engenharias sociais ao nível da U.E., onde se promoveu a destruição das identidades nacionais e do conceito de “nação” pela via das fronteiras abertas e do multiculturalismo (para abrir alas ao homem universal e atomizado sob a égide de um super-Estado), a verdadeira face da natureza humana irá erguer a sua cabeça, com consequências (im)previsíveis.
Leitura complementar: E.O. Wilson: “Why do Humans Need Tribes?”
Sexo em espaços públicos
Entre outras questões suscitadas pelo “primeiro workshop sobre engate e sexo em Portugal” (via) inserido (no pun intended) no movimento ‘Primavera Global’, parece-me ser extremamente criticável o conservadorismo implícito na pergunta “como ter uma aventura sexual num espaço público sem ser visto?” Não são compreensíveis estas mequinhas manifestações de pudor burguês num workshop que deveria ambicionar ser verdadeiramente progressista.
Maio 15, 2012
Maio 14, 2012
“Gays are the next Jews of fundraising” – Rahm Emanuel
“Gays are the next Jews of fundraising,” declared Rahm Emanuel, who is now an Obama confidant, while hustling for donors for Bill Clinton back in 1992.
In that light, Obama’s endorsement of gay marriage was at least the equivalent of recognizing Jerusalem as the capital of Israel — a symbolic and controversial action that excites a donor base.
Jon Cooper, a gay Long Island legislator and an Obama fundraiser, told the Capital, a New York news site, that Obama’s “expressing his personal support for same-sex marriage is going to make my life immeasurably easier raising money from LGBT donors and progressives in general.”
(…)
In elite Democratic circles, social issues are social, in a very personal sense. Not only do top donors share political and cultural attitudes, they often have close ties to each other and to White House officials — and sometimes to Obama himself. Abortion and gay marriage are such highly charged issues that they define friendships. By contrast, an objection to foreign or economic policy is merely a difference of opinion.
Obama patched up some fraying friendships last week. And it paid off big.
Como sempre, follow the money…
Primavera síria exportada para o quintal
Deve ser a isto que se chama interferência estrangeira e um plano de paz sírio bem aplicado… ao Líbano.
Maio 13, 2012
res publica totius orbis
Agradeço a simpática referência de Pedro Arroja a’O Insurgente. Além de simpática, parece-me também genericamente adequada: um blogue de homens (e mulheres) do povo e com o nível intelectual mais aceitável nos erros que vai cometendo.







