As quotas parecem estar a fazer furir no actual Governo. Nas matérias nas quais não há ideias nem pensamento estruturado, de nada serve a (aparente) conquista do poder: vence quem ocupa o terreno com a sua agenda ideológica, por mais errónea que esta possa ser.
Fevereiro 25, 2012
Fevereiro 24, 2012
Fevereiro 22, 2012
Argumentos musculados
O eterno presidente russo, Vladimir Putin revela os seus argumentos em artigo de opinião na Foreign Policy. Tem como título, Being Strong.
Leitura complementar: Aproximam-se eleições.
Fevereiro 21, 2012
Um país em processo de descivilização…
A caminho da desagregação social. Por Samuel de Paiva Pires.
Quando a falta de educação e de maneiras civilizadas passam a ser a regra e não a excepção, algo de muito errado se passa em Portugal.
Fevereiro 20, 2012
Fevereiro 19, 2012
Ideia prática para Sean Penn
Sean Penn should return his Malibu estate to the Mexicans, por Tim Stanley.
(…) His continued occupation of Malibu is an unacceptable mockery of national self-determination. The Mexicans owned that stretch of real estate well into the early 19th century and it was stolen by the Americans in a naked act of imperialist aggression. America’s claim over Malibu is tenuous and rooted in patriarchy. Sean Penn’s house is a mocking reminder of that brute chauvinism, with its high white walls and spacious interiors. Its swimming pool is an insult to the honour of the Mexican people.
Now, I know that some will say that the Mexicans never actually lived on Sean Penn’s estate. But how many of them have worked there? Think of the maids, the cleaners, the butlers, the pool boys, the cooks, the gardeners. Think of the sweat that has dripped pouring Martinis, or the blood that was spilt pruning the roses. Truly, Sean Penn’s estate is part of Aztlan.
If diplomatic discussions break down, who could blame Mexico for resorting to military action to reclaim Mr Penn’s estate? Not I. Some might say that it would be an act without legal sanction or genuine historical cause. But that’s not the point. The people of Mexico want Sean Penn’s estate, so they should have it. Because stealing stuff from the rightful owners is the only way to combat colonialism.
Leitura complementar: Falklands, a causa “nova”.
Fevereiro 18, 2012
As macaquices e os dogmas do politicamente correcto…
Independentemente de eventuais cânticos menos próprios de alguns adeptos, a vulgarização das queixas (e pressões) com base em acusações de racismo é um sinal dos tempos: se há questões onde todos os insultos são permitidos – e não raras vezes até encorajados e subsidiados pelo Estado – (por exemplo, quando têm por alvo os cristãos, e em especial os católicos); outras há onde o mínimo indício de mau comportamento gera automaticamente ameaças, castigos e até condenações judiciais. Alguns tipos de racismo (real ou imaginado), as ideologias do género e LGBT e o anti-fascismo são os dogmas dos tempos modernos, com direito a protecção armada por parte do Estado.
Leitura complementar: A tirania do politicamente correcto; Se não quer arranjar problemas, nunca questione dogmas progressistas.
Oikophobia
O estilo é um pouco Americano demais para o meu gosto, mas ainda assim tem um ponto interessante de ouvir:
Mais: Wiki on Oikophobia, Example of Oikophobia in the left

Fevereiro 17, 2012
Exigência fotográfica tunisina
Leva à prisão três jornalistas por ofensa à moral. Aconteceu na pátria da Primavera árabe.
Se não quer arranjar problemas, nunca questione dogmas progressistas
Ir lá fora ver se chove. Por Helena Matos.
Essa averiguação do politicamente correcto aplicada a obras não contemporâneas pode levar a que se considerem racistas ou machistas livros como A Peregrinação, Os Lusíadas , o Auto da Barca do Inferno… e acabaríamos a restringir a circulação de obras como a Odisseia.
(…)
Ir lá fora ver se chove quando o assunto é aquilo que os jornais definem como polémico – ou seja quando o visado não pensa aquilo que o jornalista acha que ele devia pensar – tornou-se um modo de fazer política.
Fevereiro 16, 2012
Falklands, a causa “nova”
A ideia do actor Sean Penn passa pela devolução das Falklands à Argentina, como pretendia a ditadura militar no poder daquele país sul americano em 1982. Deste homem da paz, não se pode esperar muito mais pois não?
Relax mediático
Fevereiro 15, 2012
Chávez de volta à Terra
Campanha de opinião rotula adversário político do querido líder venezuelano como maricas e judeu. É um patamar tão bom como outro qualquer para discutir questões e diferenças políticas.
Andam monstros à solta
São o Projecto-Lei 118 e o novo projecto de lei do cinema.
A Moda dos Sistemas Fiscais Paralelos – (Matem o Monstro / Parte III), por JCD.
5 Pistas de Esquerdismo Profundo
Você sabe que sofre de Esquerdismo profundo se tem diversos dos seguintes sintomas:
1. Personificação de Colectivos - Culpa os males do mundo a entidades que não existem como “A Sociedade”, “A Economia de Mercado”, “O Mercado de Trabalho”, “A Pobreza” ou “Esses Capitalistas” (que eu nem sei quem são, pois se há inimigos do capitalismo são esses que geralmente são referidos nestas situações). Se chega ao ponto de usar estes substantivos colectivos como sujeitos de frases, tipo “O Mercado de Trabalho é que obrigou o Joaquim a aceitar aquelas condições” ou “A Pobreza existente neste país levou a que ele ter de trabalhar em 2 empregos”, então… Obviamente estas frases são apenas destinadas a esconder os verdadeiros culpados, desresponsabilizando-os, e não permitindo atacar verdadeiramente o problema. Ou por preguiça intelectual, ou por incapacidade de compreensão da situação.
2. Atracção pelos Paradoxos - Ciências que lidem com fenómenos a escalas muito pequenas ou muito grandes (física, química, astronomia, entre outras) muitas vezes chegam a resultados contrários ao que parecia a uma pessoa simplesmente usando o senso comum. Aparentemente, isto preparou a mente de algumas pessoas para aceitar que eventos muito mais banais e à escala humana também deverão na verdade ser explicados por uma teoria contrária à percepção comum. Aceitar o senso comum traz consigo o rótulo de ingénuo, enquanto que preparação para o contrariar é a marca do sofisticado.
Exemplos: Punição não desincentiva, Casamento é como Prostituição, Machos são inerentemente iguais a Fêmeas, Indivíduos a livremente realizarem contratos estão a ser coagidos mas adquirir sapatos do único fornecedor numa loja soviética era liberdade, a inteligência é irrelevante para o sucesso na vida e qualquer aluno pode atingir qualquer nível se o seu professor acreditar que ele pode, dar dinheiro a mulheres por terem filhos ilegítimos desencoraja-as de terem filhos ilegítimos, taxar algo – como o trabalho – leva a que haja mais disso, Estaline e Che Guevara eram tipos porreiros.
3. Sentimento de Missão - Inveja, Culpa, Identificação com o Fraco, a Perspectiva de Gerir a Máquina Estatal, … muitas podem ser as causas para desejar expandir o Estado. E claro desejar ser quem o faz, ou pelo menos estar próximo de quem o faça. Este sentimento é fundamental e, claro, tem que ser tudo menos racional, resistindo a todo e qualquer argumento sobre as falhas do Estado.
4. Sentimento de Revolta - Sem o correspondente desejo de resolver a situação por si, claro. A culpa da sua situação não é sua (como visto no ponto 1). A riqueza existente neste mundo é fixa (o crescimento económico não existe e o crescimento do PIB é só devido à Inflação) e portanto alguém ficou com a sua parte. Provavelmente uma daquelas pessoas que têm muito dinheiro e que não faz mais nada senão receber juros do mesmo – sendo ele cada vez mais rico e os outros cada vez mais pobres. Sim, é mesmo isso. Até porque os camaradas (que percebem tanto de criação de riqueza como a “vítima”) confirmam.
5 – O que é meu, é meu. O que é teu, é nosso. - Obviamente. Dúvidas?

Por fim, fica um pequeno estudo da Anatomia de um verdadeiro “Avantis Camaradis”.

Sobre o Ponto 2, deixem-me só acrescentar: os sexos parecem ser diferentes, portanto são o mesmo; homens e mulheres parecem ligar-se devido a emoções profundas, por isso a sua ligação é meramente comercial; sexo com outro homem é nojento e repulsivo para heterossexuais, por isso uma personalidade heterossexual é igual à homossexual; as línguas ocidentais são fonéticas, por isso devem ser ensinadas por imagens, como se fossem Chinês; o Capitalismo levou à prosperidade onde quer que foi usado, por isso deve ser mau – o Socialismo nunca funcionou, por isso deve ser bom; ninguém força ninguém a assinar contratos, por isso eles não são livres; sobre o Socialismo, não somos autorizados a escolher nada, por isso somos livres; todos temem morte, dor e perda de propriedade, portanto ameaças de morte, dor e perda de propriedade não afectam o comportamento; algumas pessoas não percebem certos conceitos por mais detalhada e lentamente que eles lhes sejam explicados, por isso a culpa é de quem lhes explica; as pessoas ficam desmoralizadas quando aquilo que é deles lhe é retirado, por isso aumentar impostos fazem-nas trabalhar mais (curva de Laffer invertida =]); Estaline e Che Guevara mataram milhões de pessoas dos seus próprios povos, por isso seriam bons chefes.
Referências: Michael Levin, The Era of Deadly Error (MP3), Anatomias (Recomendo fortemente!)
Fevereiro 14, 2012
Está para muito breve
Estrelas, a última fronteira socialista
A missão revolucionária a Marte é a próxima etapa. Como seria de esperar, as políticas progressistas continuam com os resultados esperados: falta de liberdade, de comida, energia e água.
No outro lado do mundo, o líder de um país desértico incentiva a nação a jogar hóquei em gelo.
Fevereiro 13, 2012
Há 129 anos
…, neste dia 13 de Fevereiro, Richard Wagner deu o último suspiro em Veneza, a cidade da morte. Ali mesmo, quinze anos antes, Wagner escrevera o segundo acto de Tristan und Isolde, a mais bela e completa obra de arte da idade contemporânea. Leonora, a anti-heroína da novela Entre Naranjos de Vicente Blasco Ibañez, viu o mestre nos seus últimos dias, lo vio cuando llegaba a Venecia para morir en el silencio de los canales, en aquella calma unicamente turbada por el golpe de remo, donde muchos años antes había creído perecer mientras escribía su Tristán, el himno a la muerte pura y libertadora. Para morrer em silêncio. Mild und leise.
Fevereiro 12, 2012
Avante Camaradas & outras Músicas Revolucionárias
Se há coisa que eu gosto no PCP, é a música: enérgica, alienadora e, claro, popular.
Internacional Socialista (hino de quando o PS era verdadeiramente Socialista):
(PS: António Guterres foi o seu Presidente antes de passar o poder a Papandreou)
Hino Soviético (“Internacional”): Cantado em Russo, legendado em Português, Cantado em Russo, legendas em Inglês, Tocado em 1984. Versão Brasileira. Fica também aqui o Hino da Intersindical.

Por fim, deixo aqui algumas canções queridas ao PCP, da altura do 25 de Abril (aceito sugestões):
1. Grândola Vila Morena (Zeca Afonso) (wiki)
2. O que Faz Falta (Zeca Afonso)
3. A Morte Saiu à Rua (Zeca Afonso)
4. Canção de Embalar (Zeca Afonso)
5. Venham mais 5 (Zeca Afonso)
6. Somos Livres (Ermelinda Duarte)
7. Vou Levar-te Comigo (Duo Ouro Negro)
8. Marcha do MFA (Life On the Ocean Wave, composto por Bobby Scott)
9. Pedra Filosofal (Manuel Freire) (poema António Gedeão)
10. E Depois do Adeus (Paulo de Carvalho)
Quem disse que o comunismo não faz milagres?
A imagem é do ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble. De acordo com o comentador (da espécie comunista-intelectual) Ruben de Carvalho, “Schäuble não teve a delicadeza de se levantar”. Vale mesmo tudo.
Fevereiro 11, 2012
Hipocrisia Repulsiva de Obama
Repulsive progressive hypocrisy.
Excerto do último parágrafo:
I’ve often made the case that one of the most consequential aspects of the Obama legacy is that he has transformed what was once known as “right-wing shredding of the Constitution” into bipartisan consensus, and this is exactly what I mean. When one of the two major parties supports a certain policy and the other party pretends to oppose it — as happened with these radical War on Terror policies during the Bush years — then public opinion is divisive on the question, sharply split. But once the policy becomes the hallmark of both political parties, then public opinion becomes robust in support of it. That’s because people assume that if both political parties support a certain policy that it must be wise, and because policies that enjoy the status of bipartisan consensus are removed from the realm of mainstream challenge. That’s what Barack Obama has done to these Bush/Cheney policies: he has, asJack Goldsmith predicted he would back in 2009, shielded and entrenched them as standard U.S. policy for at least a generation, and (by leading his supporters to embrace these policies as their own) has done so with far more success than any GOP President ever could have dreamed of achieving.
Eu nunca gostei do Bush II. Infelizmente, Obama é mais e mais Bush III.

Fevereiro 10, 2012
Ana Gomes é mais schulziana que Martin Schulz
Diz a eurodeputada socialista frau Ana Gomes, a culpa é dos alemães.
“Tenho a certeza que Martin Schulz, ao apontar para o risco de enfeudamento português ao investimento angolano, está a ter em mente normas básicas da União Europeia em matéria de direitos humanos, promoção de democracia, combate à corrupção, para fazer o mercado interno e as regras da concorrência, responsabilidade social das empresas”, observou, num comentário em vídeo (ver abaixo) gravado na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
“É no entanto necessário dizer a Martin Schulz e a todos os amigos alemães, a senhora Merkel incluída, que esse risco é consequência das desastrosas políticas europeias que têm sido determinadas pelo Governo alemão, que empurra Portugal e outros Estados-membros para recursos exteriores à União Europeia (UE), onde interesses contrários aos da UE podem de facto fazer perigar as possibilidades de progresso desses países e do próprio projecto europeu”, acrescentou Ana Gomes.
“É isso que se passa também em relação à China. É importante chamar à atenção (…) que é no quadro de ajustamento orçamental que nos é imposto pela União Europeia, com particulares responsabilidades da Alemanha, que Portugal está a vender infra-estruturas críticas, essenciais para a própria segurança nacional e europeia, ao Partido Comunista Chinês”, disse a eurodeputada socialista.
“É fundamental que falemos – como Martin Schulz fala – e que digamos à frau Merkel o que temos a dizer nesta matéria. E explicar em particular que é por falta de solidariedade europeia e alemã, em concreto, para resolver a crise, é por causa das receitas desastrosas que só agravam a crise que têm sido determinadas pela frau Merkel, que Portugal se vê obrigado a se sujeitar a investimentos estrangeiros, alheios à União Europeia, e a ceder o controlo de empresas estratégicas”, continuou. “Era bom que Passos Coelho dissesse isso à frau Merkel, em vez de se apresentar sempre obediente e amestrado.”
Fevereiro 9, 2012
Um bom exemplo vindo de Angola
Uma tomada de posição exemplar e muito bem fundamentada: Jornal estatal angolano rejeita Acordo Ortográfico.
“Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais”, defende o editorial, acrescentando que “do ‘português tabeliónico’ aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas”.
Dois exemplos da fome doentia do nanny state
O primeiro é dado por Mike Gibson em: The Horrors of Getting Approval for an Ice Cream Parlour in San Francisco.
The tragedy of the anti-commons is a useful concept for understanding a prevalent type of government failure in both poor and rich countries–excessive permit and licensing requirements. A pervasive multiple licensing system can create an impenetrable conjunctive permission line that even the most energetic cannot overcome. To start a business, to build, to hire, to sell, you need first to convince bureaucrat A and B and C and D and so on. The longer the conjunctive line, the less frequently entrepreneurs enter the market with new products and services. The transaction costs for dealing with each bureaucrat are very high, as is the likelihood that any single one will say no.
O segundo exemplo pode ser sintetizado na ideia de que as praias de LA vão ficar menos divertidas.
When you head down to the beach for a little fun this summer, county officials want you to leave the pigskin at home.
The Board of Supervisors this week agreed to raise fines to up to $1,000 for anyone who throws a football or a Frisbee on any beach in Los Angeles County.
Fevereiro 8, 2012
Mais uma decisão corajosa ?
Ao que parece, sexta-feira se verá: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa pondera suspender o Acordo Ortográfico
O modus operandi da agência de comunicação de Assad II
É assim que se organiza, de forma espontânea, humanista e pacífica, o apoio por flotilha à Palestina (clicar na imagem para ampliar).
Vale a pena perceber o papel desempenhado por George Galloway que, perante o chefe, considera a Síria como o último reduto da dignidade árabe.
A forma como os media ocidentais são permeáveis a manipulações de um regime ditatorial fica também igualmente demonstrada.
Leitura complementar: O modus operandi da agência de comunicação de Assad.
Fevereiro 7, 2012
iPhone 5, iPhone 6, ou como a Apple quiser: Ronda de Rumores
Sei bem que este blog lê Política e Economia e não futebol ou Apple, mas creio que há notícias (mais rumores…) que merecem um post para o público em geral:
1. O Próximo iPhone pode ter um AirBag! – Se o acelerómetro sentir uma queda, dispara sacos como os do automóvel. Eu estou a ver isto a poder correr muito mal…
2. Pode ser completamente resistente à Água! – Apple e Samsung estão atrás da mesma empresa que desenvolve tecnologia inovadora.
3. Pode ser resistente a óleo das mãos/dedadas -
Para além de claro, mais leve, mais fino, mais largo (ecrã), melhor câmera, 4G (rede mais rápida), Quadcore (rapidez), gráficos mais rápidos (20x?)NFC (pagar aproximando o iPhone de um sensor), e muito mais.
Leituras adicionais: Será possível manter o ritmo?, Comparação iPhone 4S – Galaxy S II
O modus operandi da agência de comunicação de Assad
Em dois passos:
Asma.
Leitura complementar: Síria: back to basics.
Nota: a entrevista que a rosa do deserto concedeu à Vogue foi, entretanto, retirada.
Simpsons, vade-retro
A infiltração da cultura simpsononiana é nociva à milenar cultura persa. Um software coloca em perigo a estrutura do Islão. Jornalistas da BBC (do serviço em língua farsi) são presos postos na ordem. É (quase) ingénuo não acreditar que o actual Irão é o herdeiro da civilização persa.
Leitura complementar: Barbie, vade-retro.
Fevereiro 6, 2012
Acontecimentos típicos em Braga
A Câmara de Braga desistiu da construção de uma piscina olímpica, onde já gastou 8 milhões de Euros. O presidente, Mesquita Machado, diz que os custos com energia seriam insuportáveis. Fonte: Sic Notícias.
Ou o custo da energia disparou quando todos em Braga estavam à espera de uma queda, ou então não se percebe.
Ou melhor, percebe-se: basta conhecer o profissionalismo de Mesquita Machado.
Eu só gostava de saber onde param esses 8.000.000 de Euros. Não desapareceram, por certo.

No Fio da Navalha
O meu artigo para o jornal i de sábado que, a partir deste fim de semana, passa a ser semanal.
Sopa de letras
Quem estuda a língua, estuda a sua evolução; não a muda. Se o português é uma língua viva, não precisa ser mudada por decreto
It’s a beautiful thing, the destruction of words.
1984, George Orwell
Vasco Graça Moura ordenou a não aplicação, no CCB, das regras do Acordo Ortográfico que desde do início do ano passaram a ser aplicadas nos documentos do Estado. De 2009, ano em que o acordo entrou em vigor, até 2015, foi-nos dado um tempo de adaptação às novas regras. Regras difíceis para quem sempre procurou não dar pontapés na gramática. Custosas de compreender para quem procura ler o que está escrito. Porque o problema do acordo é precisamente esse: mudar a nossa forma de escrever e, se lermos convenientemente, de falar. Uma das várias alterações será a eliminação das consoantes mudas, mesmo quando estas servem para abrir a vogal anterior. Veja-se a título de exemplo, as palavras como projecto, exacto, acção e directo, que lemos acentuando as vogais que antecedem a consoante muda. Com as novas regras, deveremos lê-las como projeto, exato, direto e ação, assim mesmo como lhe sai da primeira vez que as vê, que é a natural, sem acentuar as vogais ‘e’ e ‘a’. Muda a forma como fala, não muda? Ou não mudará se contornar as regras básicas do português para fingir que tudo está igual.
É este o grande senão do acordo ortográfico. Mudar ao mesmo tempo que faz de conta que fica na mesma. Ao contrário do que se passou com a eliminação do ‘ph’ que já se lia com o som da letra ‘f’, em que adequámos a forma de escrever ao modo de falar, vamos agora a mudar a forma de falar porque estamos a alterar o modo de escrever. Enquanto na reforma ortográfica de 1911, as alterações visaram adequar a escrita à fala, à rua, que, com o tempo e o uso, tinha simplificado a língua, o que se pretende hoje é forçar uma facilitação decidida por decreto. Por isso, em 1911, os dígrafos de origem grega foram substituídos por grafemas simples: ‘th’ e ‘ph’ passaram a ‘f’; ‘rh’, foi substituído por ‘r’, ou ‘rr’, conforme os casos. Não houve uma mudança, mas uma adaptação da teoria à prática. Ao que se falava na rua.
Precisamente o contrário do que se quer com o acordo ortográfico que é decretar a rua a seguir os gabinetes. Ora, que mais não é uma língua que muda por decreto, que uma língua morta?
Syme era um inteligente funcionário do Ministério da Verdade que, no célebre ‘1984’ de George Orwell, trabalhava no aperfeiçoamento do dicionário da nova língua conhecida por Newspeak. Syme não compreendia porque existiam tantas palavras com significados semelhantes. Não percebia a razão de ser dos sinónimos. Para ele, estes serviam apenas para criar confusão, permitir, através de palavras de significado semelhante, dizer coisas diferentes. O que em qualquer língua é a sua riqueza, para ele não tinha razão de ser. Pelo contrário, era algo que impedia o entendimento entre os cidadãos. Podia criar dúvidas que, para alguém que via a língua como uma mera soma de palavras, era desnecessário e até perigoso. Por isso, deliciava-se em destruir palavras. Em reduzi-las ao ponto de para cada facto, objecto, sentimento, haver apenas uma possível. A eficiência na sua máxima expressão e Syme era eficiente.
Qual a razão de ser do acordo ortográfico? Dizem os seus defensores que é para facilitar o comércio com o Brasil, ou aproveitar a influência que este vai ter no mundo. Eficiência. A sempre velha eficiência, não ao ponto de eliminar palavras, mas as destruir, eliminado letras. Apagando as suas especificidades. Os seus vários significados que estão na posse de quem gosta da língua e a aprende e a usa em todo o seu potencial. O objectivo do acordo é esse: não tendo a língua segredos, não haja quem os descubra. Todos a falar e a escrever o mesmo. O gosto pelo poder que dá obrigar, em poucos anos, o que só se consegue em séculos: mudar o modo como os outros se expressam. Falam e escrevem. Comunicam. Um poder imenso na mão de técnicos que encaram a língua como um sopa de letras e não parte da nossa vida. Técnicos de uma língua morta, mas que não é a nossa.
Fevereiro 5, 2012
Going Galt
Ayn Rand escreveu um livro chamado Atlas Shrugged, que recentemente foi passada a filme (trailer da Parte I, notícia da Parte II - site).
Qual é a história? Basicamente, é esta:
“Limonaid!”, Outros Vídeos. Ayn Rand Institute. Who is John Galt?
E já agora, o trailer dum documentário para perceber melhor:
Site. Ayn Rand explica pessoalmente. Gosto da ideia segundo a qual “Se é correcta a Separação entre Estado e Igreja – e é – então também é correcta a Separação entre Estado e Economia”.
A novidade hoje é que muitos Americanos estão a fazer mesmo o que Ayn Rand previu: A abandonar o seu país! Vejam o excerto do final do artigo (depois de terem dado vários casos concrectos):
And then there are those who are just disappearing altogether without a fare thee well. John Gaver, editor of Action America, wrote that there is a “vast and increasing number of wealthy US citizens who are just ‘dropping out’ — taking all of their wealth and leaving the US without renouncing. They just disappear off the US tax rolls and appear on some other country’s tax rolls.”
The number disgusted with how America treats its successful citizens continues to grow. As Bugnion of ACA notes, “It is a sad outcome, but I personally feel that we are now seeing only the tip of the iceberg.”
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Portugal e Espanha – Holanda – Inglaterra – Estados Unidos.
A história repete-se: Ascensão, Enriquecimento, Perseguição, Queda.
Tem mesmo que ser assim?
Como diria Ayn Rand,
Government “help” to business is just as disastrous as government persecution… the only way a government can be of service to national prosperity is by keeping its hands off.
Ainda os direitos adquiridos
Desta vez, coube a sorte às galinhas a propósito do Super Bowl.
(…) Sleiman also reveals a grim stat about Super Bowl feasting: “600 million, yes million, chickens will lose their wing and their lives for just this one game.”















