O fabuloso destino de Ana Drago

Passa pela esquerda e pela eterna soma de divisões canhotas

A ex-dirigente do Bloco de Esquerda Ana Drago assumiu, esta quarta-feira, a criação de uma plataforma política de esquerda que congregue “movimentos que já estão no terreno” que tenha a “seriedade e humildade” de ser colocada “perante os votos dos portugueses”.

 

O Ranking das Esquerdas Mais Convergentes sempre esteve ultrapassado pela realidade interventiva d@s cidadad@s que querem tacho e pela natureza das coisas.

É provável, que à data da publicação do artigo tenham surgido de forma espontânea, outros movimentos de convergência da esquerda portuguesa. Assim sobrem pessoas e se redescubram causas. Afinal, precisamos de mais esquerdas por forma a tornar mais difícil a vida aos comediantes e a reinvenção permanente com um verdadeiro efeito multiplicador das petições on-lne.

O Economista Insurgente, 101 perguntas incómodas sobre Portugal – Pergunta 62

O Economista Insurgente

Porque é que os patrões em Portugal são menos generosos com os salários do que no resto da Europa?

Todas as estatísticas apontam no mesmo sentido: Os salários em Portugal são bastante inferiores aos do resto da Europa. O que as estatísticas tipicamente não demonstram é a razão dos salários serem mais baixos. Serão os patrões menos generosos em Portugal do que noutros países? Se for esse o caso, porque é que tal acontece?

Para entender isto, é preciso primeiramente perceber o mecanismo da relação laboral. Um empregado, com o seu trabalho, acrescenta valor ao empregador. O empresário apenas contrata um trabalhador se antecipar que o lucro acrescido por esse trabalhador é superior ao seu salário. Em teoria, qualquer empresário contratará um trabalhador desde que lhe consiga pagar 1€ abaixo daquilo que o ele produz (na realidade o empresário tem dificuldades em avaliar exatamente quanto produz cada trabalhador). O valor que o trabalhador produz corresponde à sua produtividade e está diretamente ligado ao nível salarial. A resposta simples à questão é que os portugueses recebem menos porque produzem menos, ou seja, são menos produtivos.

Os leitores mais atentos apontarão para uma aparente falha nesta explicação: Os mesmos indivíduos que recebem salários baixos em Portugal, conseguem receber salários mais altos quando emigram para outras zonas do globo. Se os salários baixos se devessem exclusivamente à capacidade de trabalho dos indivíduos, eles receberiam o mesmo em qualquer país, o que não é o caso. Por outro lado, os portugueses que emigram não deixam instantaneamente de ser preguiçosos, passando a produzir tanto como os alemães ou os ingleses. Tal acontece porque a produtividade não depende exclusivamente da capacidade ou formação dos indivíduos, mas também de outro factor de produção: O capital. Quanto mais capital (máquinas, ferramentas, equipamento) existir numa economia, mais produtivos serão os seus trabalhadores. Uma costureira a coser vestidos à mão será bastante menos produtiva do que uma que utilize uma máquina de costura. Um motorista que conduza um grande autocarro conseguirá transportar mais pessoas (ou seja, ser mais produtivo) do que se apenas conduzir um autocarro pequeno. Mas a relação nem precisa de ser tão direta. Uma empregada de limpeza tem praticamente acesso às mesmas ferramentas de trabalho em qualquer parte do mundo, mas recebe mais nos países onde existe mais capital noutros sectores. Isto acontece porque limpar uma sala onde se produzem 10 mil camisolas por dia com máquinas de costura é mais valioso do que limpar o mesmo espaço físico em que se produzam 10 camisolas à mão. Ou seja, mesmo que o capital só aumente diretamente a produtividade de certas profissões, todos os restantes trabalhadores beneficiarão no seu salário com a existência desse capital.

Há ainda um segundo efeito: A capacidade negocial. Os salários de um trabalhador não estão apenas relacionados com a sua produtividade, mas também com a sua capacidade negocial. Numa economia em que existam poucos empregos disponíveis, um empresário pode recrutar trabalhadores por um salário abaixo da sua produtividade, porque o trabalhador não tem alternativa. Pelo contrário, num mercado de trabalho onde existam bastantes empresas à procura de trabalhadores, estes podem investigar quais aquelas que garantem melhores salários e recusar as ofertas mais baixas. Os atuais trabalhadores das empresas com salários mais baixos podem também optar por se despedir e procurar emprego na empresa ao lado, onde receberiam mais. Eventualmente, as empresas com as ofertas mais baixas acabarão sem empregados, sendo forçadas a aumentar os seus salários.

A razão para a diferença de salários entre Portugal e outros países deve-se portanto à escassez da oferta de empregos (que retira capacidade negocial aos trabalhadores) e ao facto de as empresas estarem descapitalizadas. A única forma de aumentar salários de forma sustentada é fomentar políticas que incentivem a acumulação de capital e, portanto, de empregos. Num país avesso à ideia de capital, onde a luta contra o “grande capital” ainda é bandeira de partidos políticos e sindicatos, tal será tarefa complicada.

in “O Economista insurgente”, Esfera dos Livros

O preço da propaganda

No Irão, um país auto-declarado moderado, o preço da propaganda é alto e prejudica gravemente a saúde.

Iranian journalist Marzieh Rasouli said Monday that she has been sentenced to two years in Tehran’s notorious Evin prison and 50 lashes for publishing anti-regime propaganda.

Rasouli, respected for her work as an arts and culture reporter for leading reformist media outlets, including the Shargh and Etemaad dailies, was detained in January 2012 as part of a crackdown. (…)

In a statement posted Monday on Twitter, Rasouli said she had been charged with “propaganda against the establishment and disruption of public order through participation in gatherings.” (…)

The first charge has been commonly used by Iran’s conservative-dominated judiciary to convict activists and journalists since the disputed 2009 presidential election that triggered widespread anti-regime protests.

Rasouli suggested the sentence had been approved by an appeals court, without elaborating, only adding that “I have to go to prison tomorrow to serve my sentence.”

 

Apoio fraterno, solidário e cultural

tocosta

A Cultura Apoia António Costa, é o título da petição de rentistas pessoas e individualidades variadas que se acham “a cultura”. Tendo em conta a guerra civil que floresce no Partido Socialista e alimenta o anedotário nacional, não será de estranhar que os “culturistas” apoiantes de António José Seguro lancem uma contra-petição a defender o líder como o grande homem de cultura que o partido, o país e o mundo precisam. Quando for lançada a petição A Cultura Apoia António José Seguro, estarei na primeira linha para a anunciar. O divertimento é quem mais ordena.

A pândega é livre

RT

O movimento/partido/agremiação unipessoal Livre, apesar da utilização ilegítima madeirense – motivo pelo qual os empreendedores locais estarão à partida excluídos da formação de uma alternativa ao governo verdadeiramente cool- apela a mais um diálogo à esquerda a pensar nas legislativas. Aviso grátis: o diálogo será hilariante longo, tendo em conta o ranking das esquerdas mais convergentes.

Grandes ideias progressistas

De acordo com o mesmo estudo, os alunos do ensino secundário gostariam ainda de estar mais envolvidos nas atividades relativas à educação sexual nas escolas, manifestando disponibilidade para serem “mentores, em atividades informativas e formativas com colegas mais novos”.

(via Blasfémias)

Na mouche II

Concerto dos Moonspell na Roménia

Fotografia do concerto dos Moonspell na Roménia

One hit wonder, por Fernando Ribeiro dos Moonspell.

(…) A minha decisão de deixar de escrever, antecipada pelo longo interregno desde a publicação do meu último post é simples: não há massa crítica em Portugal. Nem nos
blogs, nem na Televisão e muito menos na esmagadora maioria de quem comenta, perdão, de quem calunia quem se atreve a ter uma visão diferente sobre um problema ou um acontecimento. O meu post sobre o Fernando Tordo levou o meu nome a todo o lado, e na maior parte das vezes para o encharcarem de lama. Até na Televisão,tive imerecido destaque: a Clara Ferreira Alves e o Daniel Oliveira, disseram que não sabiam quem eu era: passo a explicar, sou um músico com opiniões e experiência de vida na vida modesta mas gloriosa que levo. Amanhã estarei a tocar na Arrepele Romene em Bucareste para 5000 pessoas. Admito que algumas até me possam conhecer.

O que eu não sou mesmo, é um parasita do próprio aparelho que o sustenta, pago para criticar e pago para se achar melhor do que a mão/estrutura que o alimenta. Não fora tanta inépcia do sistema a apontar, estas pessoas ficariam sem trabalho e sem sustento, pelo que, talvez, aderissem à moda e levassem a sua corte também para o Brasil. Boa viagem. Também não lhes reconheço nenhuma capacidade, nenhuma ideia que se tenha aproveitado de e para a mudança. Andam por aí, tal como eu, tal como os outros, mas conseguem ver tudo melhor que os comuns. Ficarão para a história? Terão um nome de rua? Alguém pode atestar da sequência prática do que despejam nos programas? Alguém já se sentiu inspirado a agir por esta duvidosa elite?

Falar é sempre fácil, comentar ainda mais. Mudar vidas…nem por isso. De resto: velha história, para lá de Badajoz ou se calhar ainda mesmo no nosso Alentejo o seu anonimato será porventura mais preocupante que o meu.

Mas, lá está, exemplos e histórias passadas. O que retiro daqui é que a esmagadora parte dos comentários foram ofensas, má-criações, calúnias. E essas, para mim, definem a arte de bem discutir em Portugal: disparar primeiro, conversar depois. Não tenho feitio para comer e calar, para trolls, para haters, para merdas. Muita gente veio ter comigo na rua a dizer “deste-lhe bem”. Errado. Não dei bem a ninguém. Disse a minha opinião. Para que não se pense que há só uma maneira de viver e ver a música em Portugal.

As pessoas que vem ter comigo na rua e não conhecem muito bem o que os Moonspell fazem, nunca sabem muito bem o que dizer também. Talvez seja a altura de assumir o nosso caracter alienígena. Não há massa crítica, ninguém reflecte sobre as coisas e a vontade de mudar na nossa cena musical é nula. Quando se fala de um artista grande, seja da boca do Pop, do jornalista armado em bad boy, do metaleiro…dizem-me sempre o Tony…tens de respeitar que ele é um profissional…e nós somos o quê? Uma brincadeira? Enfim o tamanho interessa. De resto é um ir e vir de vaidade e um medo terrível de que as coisas mudem e que de repente não se fale (ainda) mais do Tony, ou não se cante Abril, em bom e acordado português.

Adiante, o futuro é negro. Portugal está nas mãos do seu próprio povo que, à primeira oportunidade, o destrói, distribuindo desculpas e acusações como rajadas de G3. Generalizando, tal como eu.

Estou no meu direito quando não quero ser parte disso. Estou no meu direito quando digo que continuo a amar o meu país, independentemente do Tordo ter emigrado, de eu ter trabalhado para o Estado oito vezes nos últimos dois anos e de ser um perfeito desconhecido para a esquerda caviar.Amo Portugal. Esse amor, que não se explica, irá inspirar-me sempre para fazer algo que quer o burguês, quer o remediado, se tem esquecido de fazer e que antigamente nos destacava enquanto povo: conquistar.

E é dos palcos de Bucareste que vos saúdo, agradecendo a todos quanto leram este blog, pelas propostas e convites sérios que espontaneamente aqui surgiram. Aos que me ofenderam, o meu ditado romano preferido: Às aguias não importam as moscas. (…)

Leituras complementares: Na moucheUnder the Moonspell.

A Rússia precisa de mais Sochi’s e mais Crimeias

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E de caminho, os fundos de pensões servem para estimular a economia.

The Finance Ministry wants to free the billions of dollars locked up in Russia’s pension funds for investment in the economy from Jan. 1, a move that could spell either social collapse or effective economic stimulus depending on where the money goes, analysts said.

In a declaration of aims published on its website Tuesday, the ministry said the economy demands a source of financing for “long-term investment projects … [and] in the current difficult conditions for investment, this source ought to be funds from the pension system.”

State pension funds in Russia — where the greater part of the country’s 2.5 trillion ruble ($71 billion) pensions pot is stored — have long been stoppered by laws that severely restrict their investment activities. But over the past year the wheels of reform have been turning, the Finance Ministry said, and the floodgates may be opened on Jan. 1, 2015.

The influx could relieve an economy on the edge of recession and with restricted access to overseas sources of finance in the aftermath of Russia’s annexation of the Crimean peninsula from Ukraine in March.

According to Maxim Osadchy, head of analysis at Corporate Finance Bank, the funds would likely be destined for such massive and financially risky government projects as the 2014 Sochi Olympics. If this is the case, such a decision is “fraught with potential social catastrophe,” Osadchy said.

Da superioridade do debate político no Partido Socialista

ps

O blog António representa a facção nacional-socialista socrática-costista do Partido Socialista. Não se percebe a decisão de o tornar privado. O próprio António Costa que também é co-autor precisa de ser libertado. Não podemos permitir que o aprisionem tal como fizeram no caso de Mumia Abu-Jamal. Os militantes socialistas e os apoiantes de António Costa merecem estar informados pelo António.

José Borges escreveu, num texto intitulado “Seguro e o fim do III Reich”, que “se Hitler ameaçava levar o mundo todo com ele para o abismo caso a Alemanha tombasse, assim parece agir António José Seguro do seu ninho de águia, lugar supremo da abstração e da desrazão”. E acrescentou que o PS “encontra-se hoje nas garras de um homem perdido”.

O post só tem uma data, dia 2 de junho. Mais tarde surgiu um “esclarecimento” em que o autor se retrata. “Num momento infeliz publiquei um post pouco correcto e que retirei por esse mesmo motivo. Pelo facto peço desculpa a quem se possa ter sentido pela comparação. A respondsabilidade atinge-me exclusivamente”, escreveu José Borges.

O blogue tem como autores, entre outros, o próprio António Costa, e deputados socialistas, como João Galamba, Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves. (DN)

A imagem foi nacionalizada ao Vítor Cunha.

Adenda: Quem é o José Borges?

Uma grande vitória eleitoral II

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Partido Socialista discute com grande alegria e motivação o programa de governo apresentado pelo Tó-Zé ao país e aos europeus.

Os críticos de Seguro estão à espera que Costa dê o primeiro passo para o apoiarem como candidato à liderança. Outra vez. Entre os socialistas é evidente o desconsolo com a fraca vantagem sobre a coligação. Sábado há Comissão Nacional.

Nos países comunistas a democracia e a liberdade jorram por todos os lados

Escreve o deputado comunista Miguel Tiago na sua página do Facebook

·  A abstenção, o branco e o nulo são a maior das invenções do capitalismo. Se os que não estão satisfeitos com o capitalismo não votam, deixam a decisão nas mãos dos que estão. É a ditadura perfeita.

 

Esta gente não prosa nada com a liberdade.