Somos todos Syrisa & Co

Dugin

A cooperação que vem de longe, promete animação.

New Greek Government Has Deep, Long-Standing Ties With Russian ‘Fascist’ Dugin.

Europe-watchers understood immediately that the new leftist Syriza-led government in Greece could shatter the European Union’s fragile solidarity condemning Russian aggression in Ukraine.

But recently leaked e-mails are revealing some of the extent and duration of Syriza’s ties with Kremlin-connected Eurasianist ideologue Aleksandr Dugin and Russian oligarch Konstantin Malofeyev, who is believed to have bankrolled much of the separatist movement in Ukraine.

Anton Shekhovtsov, a researcher who studies far-right politics in Europe, says that sympathy for Russia by Syriza and its coalition partner, the right-wing Independent Greeks party, goes far beyond the norm for Greece.  “Pro-Russian sentiment is quite widespread in Greece overall,” Shekhovtsov says. “But these two parties — their foreign policy is overtly, openly pro-Russia. And the fact that the new government’s prime minister, Alexis Tsipras, his first contacts were with the ambassador of Russia in Greece, that means probably they will be trying to establish more significant cooperation with Russia.”

 

Así es el socio de Syriza en Grecia: un partido germanófobo, racista y antisemita.

Griegos Independientes, el aliado de Syriza en el Gobierno, destaca por su radical discurso contra alemanes, inmigrantes y judíos.

 

International Politics and the Eurasianist vision

Lecture of Alexander Dugin held in the University of Piraeus (Greece), Department of International and European Studies. The lecture took place the 12th of April 2013 in the context of the Russian Foreign Policy course.

Adenda: Um artigo mais sobre a ligação entre Alexander Dugin e o Syriza. Desta vez com (mais) fotografias.

 

Visitas que fazem sentido

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A Rússia confirma a visita do Querido Kim Jong-un a Moscovo. Em Maio, a delegação norte-coreana terá a oportunidade de  trocar notas, experiências e impressões ao mais alto nível político com as autoridade russas sobre como governar  países em guerra, falidos e sem comida.

O aristocrata republicano em grande forma

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O Che Che nacional continua sem amigos e família que o estimem e cuidem.

Foi em outubro de 2013 que li o livro de Stephen Emmott, professor ilustre da Universidade de Cambridge, Dez Mil Milhões – Enfrentando o Nosso Futuro.

Apercebi-me então do que seria a dramática situação do planeta se a ganância da globalização dos mercados continuasse, sem regras, em busca do petróleo, furando a terra e provocando trágicas consequências nos oceanos, a que infelizmente temos vindo a assistir nos últimos anos.

Daí, seguramente, a razão por que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, um político de uma inteligência e visão extraordinárias, fez baixar o preço do petróleo por toda a parte, tentando ao mesmo tempo limitar a fúria dos oceanos e a consequente formação de gelo que este ano, excecional, atingiu as duas costas dos Estados Unidos e outros continentes.

No ano passado, o mar, em Portugal, destruiu grande parte das nossas praias. Mas se este ano isso se repetisse – e não gostaria que isso acontecesse – ficaríamos sem praias e sem turismo.

Daí que seja necessário que os cientistas que ainda nos restam e que se interessam por esta área se imponham e responsabilizem o governo pela prevenção dos impactos negativos das alterações climáticas, que tendem a agravar-se.

70 anos

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Auschwitz.

Hoje a RTP 1 pelas 23.30 h, exibirá a “A Noite Cairá” de Alfred Hitchcock. Trata-se de um documentário que revela imagens dos campos de concentração nazis. A maior parte do filme rodado em 1945 baseia-se no  campo de concentração de Bergen-Belsen. Alfred Hitchcock montou o filme mas por decisão dos Aliados e dada a brutalidade reproduzida na película, acabaria por ficar nos arquivos.

Compreender o putinismo XIV

URSS

Back in USSR.

The Association of Tour Operators of Russia (ATOR) has issued a reminder through Russian media that a new rule for foreign tourists comes into effect as of January 26, obligating them to list the cities, towns and other inhabited areas they plan to visit while in Russia.

Russia’s Federal Migration Service is also requiring proof of an invitation to visit these settlements and the name of the person or organization giving the invitation.  All types of visas must have this information on them.

As complicações de Tarik Kafala

Terrorismo é demasiado ofensivo.

The Islamists who committed the Charlie Hebdo massacre in Paris should be not be described as “terrorists” by the BBC, a senior executive at the corporation has said.

Tarik Kafala, the head of BBC Arabic, the largest of the BBC’s non-English language news services, said the term “terrorist” was too “loaded” to describe the actions of the men who killed 12 people in the attack on the French satirical magazine.

Mr Kafala, whose BBC Arabic television, radio and online news services reach a weekly audience of 36 million people, told The Independent: “We try to avoid describing anyone as a terrorist or an act as being terrorist. What we try to do is to say that ‘two men killed 12 people in an attack on the office of a satirical magazine’. That’s enough, we know what that means and what it is.”

Mr Kafala said: “Terrorism is such a loaded word. The UN has been struggling for more than a decade to define the word and they can’t. It is very difficult to. We know what political violence is, we know what murder, bombings and shootings are and we describe them. That’s much more revealing, we believe, than using a word like terrorist which people will see as value-laden.” (…)

Leituras complementares: Pequeno mas cuidadoso exercício de limpezaNão são separatistas, são assassinos IV.

Compreender o putinismo XIII

Foto: AP

Foto: AP

Na Rússia, a fome voltou a ser patriótica.

Russian Deputy Prime Minister Igor Shuvalov, speaking at the World Economic Forum in Davos, on Friday warned the West against trying to topple President Vladimir Putin and said that Russians are ready to sacrifice their wealth in Putin’s support.

Russia has for the past year been sliding into recession amid a slump in its energy export prices as well as Western sanctions against Moscow’s role in the conflict in Ukraine that has claimed more than 5,000 lives. Questions have been raised in Russia and abroad whether the price that ordinary Russians are having to pay for the annexation of Crimea is too high.

Shuvalov, who is believed to be one of the richest men in the government, said that what he considers the West’s attempts to oust Putin will only unite the nation further.

“When a Russian feels any foreign pressure, he will never give up his leader,” Shuvalov said. “Never. We will survive any hardship in the country — eat less food, use less electricity.”

Shuvalov’s comments triggered pithy remarks on Russia social media including an opposition activist who posted photos of Shuvalov’s Moscow, London and Austria homes to illustrate where the deputy prime minister would experience the hardships he described.

Críticos da Sétima Arte em alta

AE

Apesar da confusão do crítico oriundo da Coreia do Norte, a crítica ao filme “A Entrevista” não pode deixar de ser clara.

O filme A Entrevista já rendeu muita dor de cabeça à Sony, por provocar a ira do regime norte-coreano e de hackers que invadiram o sistema de segurança da empresa em novembro passado. Agora, o longa é responsável por tirar o sono dos organizadores do Festival de Cinema de Berlim, já que o governo de Kim Jong-un acredita que o filme terá sua estreia em Berlim durante o festival, porque ambos acontecem no mesmo dia, 5 de fevereiro. “Esse filme claramente instiga o terrorismo“, diz um trecho do comunicado em tom de ameaça emitido pela emissora estatal norte-coreana, que também afirma que se A Entrevista for para a Berlinale, a Alemanha será vista como uma aliada dos Estados Unidos. Entretanto, o evento já divulgou a sua lista de filmes, e A Entrevista não está entre eles.

De regresso à normalidade lunática II

Foto: Maan Images

Foto: Maan Images

Hamas e Fatah de costas voltadas. E ontem estavam tão bem. Em Julho do ano passado, uma vez mais, os dois principais movimentos palestinianos apesar de terem acordadado na construção de um governo de unidade nacional palestiniano regressam aos confrontos políticos. Na altura, um dos principais líderes do Hamas em Gaza, acusou o governo de unidade palestiniano de ignorar a Faixa de Gaza e reafirmou o que era esperado – é possível que o Hamas volte a retomar o controlo político e militar da área. O autor das ameaças foi Abu Marzouk, dirigente político do Hamas que negociou o acordo de reconciliação nacional com a Fatah. Abu Marzouk responsabilizou também o Presidente Mahmoud Abbas pelo agudizar do conflito.
Sete anos após a última guerra civil palestiniana, a 23 de Abril último, o movimento islamista Hamas e a Autoridade Palestiniana assinaram o acordo de reconciliação nacional que instituíu a 2 de Junho um governo de unidade nacional transitório formado por seis meses, composto por tecnocratas cujos obejectivos maiores passam por incrementar a economia local e preparar as eleições, prevista para… Janeiro de 2015.
De regresso ao mundo real, o que desplotou na altura as critícas do Hamas foram os incumprimentos financeiros aos mais de 50 mil funcionários públicos afectos ao Hamas na Faixa de Gaza que deixaram de receber os seus salários, anteriormente pagos pelos islamistas. O Hamas pediu ainda a demissão dos quatro ministros do governo de unidade nacional que se encontram colocados no território da Faxa de Gaza  em protesto pela falta de pagamentos e pelo facto de Mahmoud Abbas nunca ter visitado Gaza após o acordo de constituição do governo de unidade nacional.
A História tem todas as condições para voltar a repetir-se. Hoje um carro explodiu. já tinha acontecido este espisódio, Terça-feira.

documentário mais ou menos perdido sobre a descoberta pelos aliados dos campos de concentração

Um complemento certamente horrendo mas útil ao Shoah de Claude Lanzmann.

‘Singer’s documentary opens with footage from German Concentration Camps: Factual Survey of the British 11th Armoured Division liberating the Bergen-Belsen concentration camp in Northern Germany on April 15, 1945. There, the Allied troops discovered a strange sight.

“Neat and tidy orchards. Well-stocked farms lined the wayside. And the British soldier did not fail to admire the place, and its inhabitants—at least, until he began to feel a smell,” says a narrator in voiceover.

The British soldiers found tens of thousands of emaciated prisoners inside the camp, many of which were on the brink of death by starvation. The camera lingers on piles of naked, skeletal corpses stacked several bodies high, as well as line after line of dead children. A total of 30,000 corpses were witnessed by Allied troops, according to the film. Singer managed to track down several British soldiers who were there, and some break down in tears recalling the horrors. […]

So, Hitchcock served as a “director’s advisor,” supervising the way the footage was edited. He demanded that the documentary emphasized long shoots and frequent pans, so that people wouldn’t question its authenticity. He was also blown away by the stark contrast between the quotidian (the lives of Germans living near the camps) and the ghastly (the nightmare within), and requested that the film use maps to highlight their proximity, driving home the message that these German citizens knew exactly what was going on.

“Hitchcock himself is reputed to have been very nauseated by the footage,” says Singer. “He saw it in the cutting room and then didn’t want to watch it again.”

Bernstein’s time, however, soon ran out. According to a June 1945 memo from the Psychological Warfare Film department, Bernstein, lost in an artistic quagmire, was relieved of his duties. “Here he was trying to make a propaganda film, and he ended up making a great documentary,” says Singer. “And that’s not really what the government wanted.”

The Americans then installed acclaimed Double Indemnity filmmaker Billy Wilder as supervising director, and used some of Bernstein’s footage to create a short propaganda film entitled Death Mills. Whereas Bernstein’s film was artistic and captured the full breadth of suffering, Wilder’s version is described as a “hectoring short film” that “merely accused the Germans of committing these crimes.” Still, to the Americans’ credit, the film premiered in Germany.

“We must show it to as many Germans as possible,” Wilder says in a 1988 interview.’

No The Daily Beast.

Parabéns, Charlie Hebdo

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Mohammed Hussein, o Grande Mufti de Jerusalém, condenou como um insulto o novo cartoon que retrata o Profeta Maomé. na edição recorde do jornal satírico Charlie Hebdo.

“This insult has hurt the feelings of nearly two billion Muslims all over the world. The cartoons and other slander damage relations between the followers of the (Abrahamic) faiths,” he said in a statement.

The mufti, who oversees Jerusalem’s Muslim sites including Islam’s third holiest, the Al-Aqsa mosque compound, slammed the “publishing of cartoons ridiculing the Prophet Mohammed, peace be upon him, and the disregard for the feelings of Muslims.”

O longo braço da Mossad implica com a estética na China

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

The capital of China’s most Muslim region has banned residents from wearing the burqa in “an effort to curb growing extremism”.

Auto-caricatura

No programa da RTP Prós & Contras discute-se o terrorismo que fustigou a França. Dois cartoonistas convidados quando tiveram tempo de antena não perderam a oportunidade para apontar o dedo ao Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Ser ou não ser Charlie

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O Rui Carmo já aqui destacou este texto de António Costa, director do Diário Económico, na sua página do Facebook, mas não resisto a reproduzi-lo novamente, por espelhar exactamente – e com maior eloquência do que eu conseguiria – a minha própria posição neste assunto:

Vai uma grande confusão por algumas cabeças mediáticas, ou um grande cinismo e hipocrisia, o que é ainda pior. Ser Charlie não é concordar com os cartoons do Charlie Hebdo, é discordar, é detestar, é estar do outro lado, e mesmo assim defender a sua existência. E pôr de lado as nossas opções políticas e sociais para estar ao lado de quem foi alvo de um crime. Confundir este princípio absolutamente estruturante da liberdade de expressão com a ideia de que ser Charlie obriga a estar contra a austeridade, ou contra a Alemanha, ou concordar com todos os disparates que se dizem, ou ter a obrigação de dar espaço, por exemplo editorial, a todos os disparates, a todos os humoristas, cartoonistas e afins é outra coisa. É ser anti-Charlie. Não há donos da moralidade, embora pareça que esses querem impor essa moralidade aos outros, e não autorizar que todos sejamos Charlie. Diz muito do que pensam.

Leitura complementar: ‘I AM NOT CHARLIE’: Leaked Newsroom E-mails Reveal Al Jazeera Fury over Global Support for Charlie Hebdo.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons VII

Gaddafi

A paródia do regime sírio tem pernas para andar. De acordo com a agência de notícias síria, o país condena o ataque terrorista ao jornal Charlie Hebdo. Deixando de lado as alucinações e de regresso à realidade, não deixa de ser assinalável o progresso humanista do regime de Assad no que toca ao cartoonista que ousou caricaturar (não o profeta mas) o querido líder. Alguns dos trabalhos de Ali Ferzat podem ser vistos aqui.

Terrorismo e relativismo

O problema não são os outros. Somos nós. Por Helena Matos.

As perguntas lançadas no Fórum da TSF são semelhantes a tantas outras formuladas nos últimos dias. São perguntas, frases e comentários que partem sempre do mesmo princípio: o problema da violência dos outros somos nós. Porque nós vemo-nos como responsáveis por tudo o que aconteceu e acontece no mundo: para tudo aquilo que os outros fazem há sempre um gesto ou uma decisão que nós ou os nossos antepassados tomámos agora ou há quinhentos anos e que explicam, justificam e de certa forma têm desculpado aos nossos olhos o terrorismo e os terroristas.

Nós, europeus, temos um problema sério. Não com os terroristas que por mais chocante que seja escrevê-lo nestes dias não é a nós, ocidentais, que causam maior dor: enquanto na Europa se repetia “Todos somos Charlie”, na Nigéria o Boko Haram matava 2000 pessoas, na sua maioria mulheres, crianças e velhos sem que alguém se indignasse ou sequer admirasse.

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A praga dos graffiti (em Lisboa e não só…)

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Um grande artigo de Lucy pepper: Lisbon looks like shit.

Anarquistas e comunistas sentem-se a vontade para pintar as suas banais chamadas às armas ou aos protestos porque acham que os muros não pertencem a ninguém (os anarquistas) ou pertencem a todos igualmente, mas mais igualmente a eles próprios (os comunistas). Pergunto-me quantas conversões às suas crenças eles obtiveram desta maneira. Nos dias da censura de Estado, podia-se desculpar os escritos nas paredes. Mas, hoje, temos a internet.

A cultura dos graffiti é uma cultura de “wise-assery”, de plágio e de repetição, tudo a fingir que é rebelião… rebelião sem muita causa, além da sujeira que ninguém consegue limpar.

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Nova oportunidade para os críticos de cartoons VI

MorgenPost

German paper hit by Hebdo arson attack.

A German tabloid that reprinted cartoons from the French satirical paper Charlie Hebdo lampooning the Prophet Mohammed was targeted in a firebombing on Sunday, police said.

Adenda: O jornal belga Le Soir foi evacuado após uma ameça de bomba. As autoridades marroquinas proibiram a distribuição dos jornais e revistas estrangeiros que tiveram a ousadia de publicarem os cartoons do jornal satírico Charlie Hebdo.

“Heroes, just for one day”

João Marques de Almeida, um conhecido colunista que até escreve bons artigos quando os seus argumentos são “inspirados” por terceiros, escreve hoje no Observador um texto sobre os atentados de Paris, em que diz que “certamente que David Bowie não escreveu “Heroes” a pensar nos soldados jihadistas, mas a letra aplica-se a esses “heróis por um dia””. Diz Marques de Almeida que “como se viu nos últimos dias, os jihadistas conseguem derrotar todos, um país, a Europa, o mundo livre, durante um dia. Seguramente que se sentem como reis quando matam indiscriminadamente e semeiam o terror. E morrem como “heróis” para muitos que sonham um dia morrer como eles. Bin Laden e aqueles que atacaram os Estados Unidos no dia 11 de Setembro de 2001 foram os “heróis” de quem matou, anos depois, em Madrid e em Londres. E os terroristas de 2004 e de 2005 terão sido os “heróis” dos irmãos Kouachi. E vão surgir mais “heróis”.”

Marques de Almeida conhece a letra da canção, e o verso (que cita) “we can beat them just for one day, we can be heroes.” Mas, pelos vistos, não sabe o seu significado, e por isso não percebe que nem deixando a palavra “heróis” entre aspas, não atribuindo assim real heroicidade aos sujeitos, se pode aplicar a letra da canção aos terroristas (não estou acusar Marques de Almeida de considerar os terroristas como heróis, estou a acusá-lo de fazer um mau paralelo). Produzida em 1977, “Heroes” conta a história de um casal (que mais tarde se veio a saber ser o produtor de Bowie, Tony Visconti, e a – à altura – sua amante, a cantora Antonia Mass) que se encontra e se beija junto ao Muro do Berlim, desafiando as armas que, disparando sob as suas cabeças mas que, para sua sorte, falham o alvo (“And the guns shot above our heads (over our heads)“) e que por isso, são heróis por um dia. Mesmo descontando as intenções originais de Bowie, e dando liberdade para as mais rocambolescas interpretações e comparações, é absurdo dizer que “a letra” se aplica aos “soldados jihadistas”. A letra de “Heroes” nunca se pode aplicar às pessoas que têm as armas na mão e que disparam na direcção das cabeças de inocentes. A aplicar-se a alguém, a letra de “Heroes” aplica-se a pessoas como Yohan Cohen, o jovem de 22 anos feito refém no supermercado parisiense, que morreu a tentar salvar a vida de uma criança de três anos da ameaça do terrorista Amedy Coulibaly. A aplicar-se a alguém, a letra aplica-se a pessoas como Yoav Hattab, Philippe Braham e Francois-Michel Saada, as outras vítimas do “soldado jihadista”. A aplicar-se a alguém, a letra de “Heroes” aplica-se a Lassana Bathily, um empregado do mesmo supermercado, que ajudou a proteger a vida dos reféns sobreviventes. E aplicar-se-ia também a Clarissa Jean-Philippe, a polícia morta em Montrouge, ou a Ahmed Merabet, o polícia muçulmano morto em Paris. Quase todos (à excepção de Bathily) pessoas que não tiveram a mesma sorte do par romântico de Bowie, e que acabaram mesmo por morrer. “The shame”, diz Bowie, “was on the other side”. E por isso mesmo, a letra da sua canção nunca se poderá aplicar a quem está do lado onde está a vergonha. Algo que Marques de Almeida deveria ter percebido antes de escrever o seu artigo.

Das religiões que são superiores aquilo da liberdade

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Por “insultar o Islão” e “criar um forum liberal na internet”,  um tribunal saudita condenou em Agosto o blogger Raif Badawi, que já se encontrava preso, a uma pena de 10 anos de prisão e a ser chicoteado mil vezes. Para complementar a  pena, Raif Badawi pagará uma multa que ultrapassa os 190 mil euros. A sentença foi produzida após Raif Badawi, ter contestado a primeira condenação, de sete anos de prisão e a servir de poiso ao chicote por 600 vezes. Apelar da sentença nem sempre se revela ser  uma boa solução.
A iberdade de expressão é um conceito mais largo que o Oceano Pacífico e Badawi, está a pagar a ousadia a coragem e a afronta

Nova oportunidade para os críticos de cartoons V

Imagem de Pat McGrath / Ottawa Citizen

Imagem de Pat McGrath / Ottawa Citizen

Imtiaz Ahmed, o imã da mesquita de Ottawa precisa de ouvir o que o imã de Lisboa tem para dizer e deixar-se de purezas legais.. Até porque a criminalização e punição por blasfémia no Corão não existe. Ou melhor, esta legislação divina foi produzida centenas de anos depois da morte de Maomé, em tempos de guerra e durante a época Medieval. Passa a aplicar-se quando dá jeito. Agora é o momento para os extremistas.

Em relação à onda de terror que acontece em França é para mim seguro, de uma forma bastante clara, que assassinar (mesmo por delito de opinião) não é permitido e juntar-lhe a questão do gosto é, no minímo, de mau gosto.  Deus nos livre  que o insulto à religião passe a ser considerado como uma ameaça global à paz e à segurança como pretendem boa parte dos estados muçulmanos desde 1999.

A eficácia do terror

Morrer de pé em Paris. Por Rui Ramos.

Charb, Cabu, Tignous, Wolinski e os seus colegas da Charlie Hebdo nunca aceitaram limites. Eram “anarcas” de antes do politicamente correcto, que nem ao bom gosto faziam concessões. Podiam-se ter ficado pelos presidentes franceses, pela extrema-direita local ou pelo papa – alvos relativamente pachorrentos. Mas não. Tiveram de gozar o Islão e os seus jihadistas, porque, como explicou Charb, para ele, Deus não existia e Maomé não era, obviamente, o seu profeta. Acabaram, por isso, a desenhar sob protecção policial – uma suprema ironia: Maio de 68 defendido pelos gendarmes. No fim, nada lhes valeu.

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O humor está em alta

Lifenews

De acordo com o canal de progaganda de tv russo LifeNews que conta com um reputado especialista em política externa norte-americana, a  CIA está na origem do bárbaro ataque à redacção do Charlie Hebdo por forma a colocar um travão na guerra com o Estado Islâmico e para que as sanções contra a Rússia sejam mantidas. Confusos? Alexei Martynov, explica.

Num grupo de jornalistas no FB há quem cite uma teoria questão do David Icke a propósito do polícia assassinado cuja imagem não revela hectolitros de sangue. Ao que parece os reptilianos voltaram para ficar e dominar o que resta do Universo. Não serão precisas explicações

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O terror islâmico continua em missão

A lista que espera por sentença idêntica à que hoje foi aplicada na redacção do jornal Charlie Hebdo.

O nome do diretor do “Charlie Hebdo”, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb constava numa lista de “procurados” pela Al-Qaeda.

Charb foi morto no atentado ao jornal nesta quarta-feira (7), em Paris.

A imagem foi divulgada na edição de março de 2013 da revista Inspire, que é usada como propaganda pelos jihadistas do grupo.

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Junto ao nome de Charb, aparecem outros ocidentais que desagradam aos extremistas.

Os outros oito desafetos da Al Qaeda que aparecem na foto são: O pastor americano Terry Jones, que costuma queimar o Corão, o político da extrema-direita holandesa Geert Wilders, o advogado e ativista americano Morris Sadek, famoso por criticar o islã, o autor britânico Salman Rushdie, que se tornou famoso pelo livro “Versos Satânicos”, no qual ataca o islã por sua intolerância para com outras religiões, a ativista somali Ayaan Hirsi, critica às praticas de mutilação genital feminina, praticadas por alguns grupos extremistas, e os dinamarqueses Carsten Juste, Flemming Rose, Lars Vilks e Kurt Weestergart, todos envolvidos em desenhos satíricos ao islã.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons IV

Charlie Hebdo

Pelo menos 12 mortos num ataque terrorista ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. As ameaças foram agora concretizadas.

A imagem faz parte do último tweet do jornal antes do ataque. É talvez a oportunidade para os afamados críticos dos cartoons se exprimirem em liberdade.