Rússia em modo vintage

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Crise, qual crise? Está proibida, a crise.

Authorities in the Central Russia’s Kaluga Region have banned the use of the word ‘crisis’ in public and the measure is already helping to attract investors, according to the local governor.

It is possible that the crisis exists, but we forbid the use of this word,” the Russian News Service (RSN) radio quoted Anatoly Artamonov as saying on Tuesday.

The governor added that the Kaluga Region authorities were not planning a policy response to the current “inconvenient moment,” but instead chose to hold a major internal audit of the investment policy and legislation in order to create a better business environment.

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Está de parabéns o pequeno Napoleão do Kremlin

Google Pulls Out Of Russia

Google is going to close its engineering office in Russia, the Financial Times says.

Russian authorities have been cracking down on internet activity throughout 2014.

In Russia, a new law forces tech companies to keep all data about Russians inside the country’s borders.

 

Henrique Leitão vence Prémio Pessoa

Um prémio justamente atribuído: Investigador Henrique Leitão vence Prémio Pessoa

Com 50 anos completos há pouco mais de um mês, o físico têm dedicado os últimos anos à investigação da história da ciência em Portugal. “Um interesse antigo, que se foi intensificando depois de finalizar o doutoramento”, contou ao Observador Henrique Leitão, acrescentando que se dedica a esta área a tempo inteiro desde 2002. Trabalhando na história da ciência como um todo, sobretudo nos séculos XV, XVI e XVII, o investigador valoriza sobretudo a história portuguesa. “O passado científico português é muito mais vivo do que se pensa.”

As trapalhadas de Costa não pagam taxa

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Contra o bota-abaixismo, a Taxa turística avança em Lisboa apesar das trapalhadas.

Leitura complementar: A longa marcha da Taxa Costa.

Porque é que há tantas greves de transportes públicos?

O Economista Insurgente

(excerto do livro O Economista Insurgente)
As imagens mais comuns nos dias de greve não são as de fábricas paradas, restaurantes fechados ou escritórios paralisados, mas sim de pessoas de classe média e baixa desesperadas por não terem transportes públicos disponíveis. As greves raramente têm sucesso no sector privado, mas as imagens da confusão geradas pela paralisação dos transportes públicos são bastante comuns. Autocarros parados, filas de pessoas exaltadas à espera de transporte (funciona ainda melhor em dias de chuva) e protestos dos utentes são as imagens de marca das reportagens televisivas em dias de greve. Apesar do insucesso de adesão que consecutivas greves gerais têm historicamente em Portugal, há um sector muito específico onde tendem a ter bastante sucesso: O sector dos transportes públicos.

Não é surpreendente que assim seja. Em primeiro lugar, a maioria dos trabalhadores das empresas de transportes públicos são funcionários relativamente bem pagos que podem suportar sem grande sacrifício a perda de um dia de salário. Pelos motivos que veremos mais à frente, estes trabalhadores têm grande poder negocial nas suas discussões com o Estado e foram conseguindo ao longo do tempo conquistar bastantes benefícios diretos e indiretos.

No entanto, existe um factor ainda mais importante para o sucesso das greves nos transportes públicos: As centrais sindicais concentram muitos esforços na sindicalização e mobilização dos trabalhadores deste sector. Para além do esforço de captação de trabalhadores do sector dos transportes, nos dias de greve é também junto às empresas de transportes onde mais piquetes de greve são montados. Existem bons motivos para isso: Uma greve bem sucedida no sector dos transportes tem um efeito multiplicador nos restantes sectores. Como muitas pessoas ainda vão dependendo dos transportes públicos para chegar aos empregos, uma greve nos transportes desencoraja ou impede de todo outros trabalhadores de deslocarem-se ao emprego. Aqueles que têm escolha, antecipando a greve nos transportes públicos, levam viatura própria para o emprego nesse dia, contribuindo para um trânsito ainda mais intenso. Tudo isto faz com que muitas pessoas completamente desinteressadas nos motivos da greve acabem por também faltar ao emprego nesse dia, aumentando de forma artificial o real impacto das greves. Ao contrário de outros trabalhadores, cuja ausência ao trabalho tem pouca visibilidade pública, uma greve dos transportes gera um caos visível e multiplicador. Precisamente por isso é que os sindicatos fazem um esforço tão grande para garantir adesão à greve neste sector.

Neste contexto, os governos não gostam de greves nos transportes e tudo fazem para as evitar. Cientes deste facto, os trabalhadores das empresas de transportes foram conseguindo ao longo dos anos acesso a benefícios não disponíveis a trabalhadores, com o mesmo nível de qualificações, noutros sectores. No privado, uma empresa que suba os salários dos seus funcionários acima da sua produtividade (ou seja, acima do retorno que o trabalho deles possibilita) acaba por ir à falência e fechar. Como grande parte das empresas de transportes públicos pertencem ao Estado, esse problema não existe. Estas empresas podem aumentar os salários, acumular prejuízos, passando-os diretamente para os contribuintes; que na próxima greve estarão à chuva à espera do comboio ou do autocarro pelo qual pagam bem, mas que nem sempre chega.

Soares continua fixe

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O pior tem sido os oceanos, que se expandiram, tanto no Atlântico como no Pacífico, e no seu furor estão a matar as faunas e a destruir as praias.

 

Perante a indiferença familiar e face ao impedimento do detido 44, proponho um programa de opinião do doutor Mário Soares, na RTP, no intervalo dos jogos da Liga dos Campeões.

Compreender o putinismo XI

ARGENTINA-RUSSIA-KIRCHNER-PUTIN

Algo completamente inesperado e que ultrapassa o desinteressado apoio aos apoiantes.

In campaign against truth, Mr. Putin wields fear and economic force

(…)The autocrat’s success in walling off Russians from alternative sources of news and information, culminating now in his campaign against the country’s last independent television channel, provides a case in point. The channel TV Dozhd (meaning “rain”) was founded five years ago, when state television had become so soporifically subservient that “most people we knew had stopped watching,” as Mikhail Zygar, Dozhd’s 33-year-old editor in chief, recalled during a recent visit to The Post. Dozhd offered real news and balanced commentary. “Give TV one more chance” was its pitch. It soon built an audience of 20 million (in a nation of 142 million). (…)

Meanwhile, Mr. Zygar said, official propaganda has become less soporific and more engaging — moving from “North Korea-style” to “Fox Media-style,” he said. “Flames of hatred toward ‘Ukrainian fascists’ and ‘American aggressors’ can be seen in the eyes of every presenter, and it’s very effective. And there is no alternative, except for us.”

Mr. Putin keeps at the ready the possibility of methods harsher than advertising bans. Parliament extended the “anti-extremism” law this year in a way that allows prosecutors to charge pretty much any critic with a crime. “Hypothetically, if some news show guest says that Crimea should be returned to Ukraine, I could be thrown in jail for five years,” Mr. Zygar said. But, he noted, “It’s much easier to get rid of us with economic pressure.

 

Soltem os prisioneiros

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Sem dúvida, a mesma luta contra a opressão.

O deputado socialista Fernando Serrasqueiro foi o primeiro a fazê-lo, no Facebook, evocando, de forma subliminar, o exemplo de resistência de Nelson Mandela, o mais famoso prisioneiro político do último século.

Serrasqueiro, ex-secretário de Estado e amigo pessoal de Sócrates, manifestou a sua solidariedade através de um poema, intitulado Invictus, famoso por ter servido de apoio ao activista político Mandela, nos anos que passou na prisão-ilha de Robben Island. E reproduziu-o, sem comentários, duas horas depois do despacho do juiz Carlos Alexandre que enviou o ex-primeiro-ministro do PS para uma prisão em Évora.

Haverá pontos de contacto entre Mandela, prisioneiro político do regime racista sul-africano durante 27 anos, e Sócrates, detido por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal? Há pelo menos um exemplo de resistência na adversidade, que Serrasqueiro quer transmitir ao amigo e camarada de partido.

Mandela disse que lia o poema Invictus (traduzindo: jamais derrotado) para encontrar força e apaziguar o sofrimento, superando momentos de dúvida. “Sob as garras cruéis das circunstâncias / eu não tremo e nem me desespero / Sob os duros golpes do acaso / Minha cabeça sangra, mas continua erguida”, lê-se na segunda estrofe do poema vitoriano.

(Agradeço ao leitor JP a indicação do assunto).

Soares preocupado com Sócrates

SS

O antigo Presidente da República escreve, hoje, no Diário de Notícias que sábado, dia de detenção de José Sócrates, «o país foi confrontado com um acontecimento que deixou os democratas imensamente preocupados».

prevenção anti-totalitária

animal farm

Esta foi a minha introdução ao Animal Farm, a Orwell, aos totalitarismos, à corrupção do poder, à treta do igualitarismo (que acaba sempre no ‘todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que outros’). Vi o filme vezes sem conta em criança numa cassete de vídeo, sem perceber evidentemente todas as metáforas e analogias que continha.

(A minha segunda introdução a Orwell foi com o 1984, livro que o meu irmão mais velho leu em 1984 e que eu folheei e li páginas avulsas, entusiasmada por haver um livro com o título daquele ano. Percebendo ainda menos a mensagem de Orwell do que com o filme O Triunfo dos Porcos.)

Ainda há pouco tempo, em resposta às intermináveis perguntas das minhas crianças sobre os filmes, os brinquedos, as aulas e, enfim, TUDO da minha infância, lhes falei do filme (que é bom endoutrinar o anti-comunismo desde pequeninos) e lhes contei o que queria dizer. A criança mais nova claro que me ignorou e a mais velha fez-me saber, mais uma vez, que não gosta de conversas sobre política. Mas agora que foi relançado o filme, terão mais dificuldade em escapar ao dvd do que ao youtube.

(E eu, aparentemente, sou um bocadinho produto da CIA.)

Porque é que ninguém é preso por corrupção em Portugal?

O Economista Insurgente

Porque é que ninguém é preso por corrupção em Portugal?
A corrupção é um crime complicado de ser provado em qualquer país. A parte que é prejudicada tem pouca visibilidade sobre o crime em si e o prejuízo é muito diluído, pelos milhões de cidadãos, enquanto o benefício é concentrado nos corrompidos e corruptores. Quem está por dentro do ato tem poucos ou nenhuns incentivos para denunciar ou aportar com factos que contribuam para a condenação. Os agentes da justiça têm de estar particularmente empenhados em identificar os casos de corrupção e reunir as provas necessárias para conseguir uma condenação.

Em Portugal, as leis dão muitas garantias aos acusados, mas, mais do que isso, é o próprio processo judicial que é muito pesado e sujeito aos mais variados expedientes que por vezes atrasam os processos até à prescrição. Se somarmos a isto a falta de meios, temos as razões oficiais para a dificuldade do combate à corrupção.

Olhando para as características do nosso sistema judicial, uma coisa salta à vista: Privilegiamos a prova testemunhal, que no caso da corrupção é muito difícil de obter, na medida em que as vítimas do crime não o presenciaram. É um crime sem rosto.

Também não ajuda que a separação de poderes entre o executivo e o judicial não seja a mais eficaz, com o orçamento da justiça a depender do orçamento do Estado e com a seleção e nomeação de juízes do Supremo Tribunal a sofrerem influencia do poder político. De igual modo, existem demasiadas ligações políticas entre o executivo e o Ministério Público, nomeadamente na seleção do seu responsável máximo. O Ministério Público português até têm, no papel, uma independência formal relativamente ao executivo, comparando com alguns países desenvolvidos, onde chega a ser um departamento do governo. No entanto, o envolvimento político dos seus magistrados é notório; possivelmente em consequência da turbulenta passagem do Estado Novo para a democracia. Temos assim que muitas vezes as pessoas investigadas estão informadas, por fugas de informação conseguidas por correligionários seus dentro da estrutura da justiça, sobre as investigações, podendo agir por forma a frustrá-las.

A separação de poderes tem como principal razão a efetividade da fiscalização de uns poderes pelos outros. A dependência da justiça em relação à política, por um lado, e a falta de controlo pelos cidadãos da justiça, pelo outro, tem como efeito lateral uma fraca fiscalização do poder político, especialmente do executivo, pelo poder judicial.

(in O Economista Insurgente, Esfera dos Livros)

Perfil: Gerardo Ortiz, o Grammy Latino

De camisola interior cabeada e bigode fino, pele ictérica em contraste com negro bigode e dentes desalinhados numa harmonia de quinta diminuta com a ondulação do oleoso cabelo, o perspirante ex-jardineiro na transversal de Westcliff Drive na afluente Summerlin, noroeste de Las Vegas, chega à extravagante mansão em forma de canoa do velho fadista português.

Gerardo Arturo Luna Ortiz, conhecido em Las Vegas como Grammy Latino, tem 32 anos e é oriundo de Malacatán, Guatemala. Aos 9 anos plantava sésamo na região de Chiapas e aos 12 vivia sozinho no norte, nos arredores de Matamoros, Tamaulipas, fornecendo serviços de jardinagem a texanos abastados e, sobretudo, às suas maçadas esposas.

Es con gran alegría y satisfacción que afirma o prazer que é trabalhar para o fadista português radicado na Glitter Gulch desde a morte do letrista José Carlos, o primeiro homossexual assumido a entrar numa sede do estalinista Partido Comunista Português. Me encanta la hierba, refere, ao iniciar o motor do aparador de relva Black & Decker LST136.

Parecen bandadas de gorriones sueltos, los putos, los putos, cantarola entre a dança dos pequenos glúteos que trabalham o aparato herbal, para gáudio do melancólico cantor de esgar perdido num horizonte que se estende por um deserto de emoções raiadas do canto da piscina.

Grammy Latino visitará Lisboa esta semana, apresentando-se nos Paços do Concelho perante uma audiência seleccionada de vultos e abutres da cultura em agradecimento e reconhecimento pelo trabalho prestado na manutenção da melancolia que compõe a agrura de uma vida dedicada ao colectivismo abastado da aristocracia lusitana falida.

Grupo Symington lidera ranking da Wine Spectator

Wine Spectator: O melhor vinho do mundo é português

O Dow’s Porto Vintage 2011 recebeu o prémio de melhor vinho do mundo em 2014 pela revista Wine Spectator, num ano em que o Douro foi rei e senhor. O 3º e 4º classificados também são portugueses.

Parabéns à família Symington e a todos os seus colaboradores em Portugal pelo reconhecimento e pelos extraordinários resultados alcançados: Continuar a ler

Che Economics aplicado na Venezuela

MaduroChavez

Está cada vez mais eficiente a gestão do governo e do processo socialista, garantindo ao povo o seu bem-estar e  desenvolvimento espiritual. Nesse sentido, o combate à opulência chegou à Zara.

(…)La nueva mercancía de Inditex en Venezuela fue adquirida con las denominadas divisas nacionales del Gobierno de Maduro, a una tasa de cambio que ronda los 12 bolívares por dólar, cuando el precio real en el mercado negro supera los 100 bolívares por dólar.

Por esta razón, el precio de los artículos es artificialmente bajo, ya que está subvencionado, lo que contribuye a engordar las ingentes colas que se forman en los establecimientos, generando una enorme escasez y el consiguiente racionamiento.

Según explican numerosos compradores por medio de las redes sociales,las colas de clientes comienzan ya a las seis de la mañana. “Dado nuestro interés por garantizar el acceso a estos bienes a la mayor cantidad de usuarios posible, hemos establecido las siguientes pautas para la comercialización: máximo cinco prendas por persona, sólo tres prendas superiores y dos inferiores. No se hacen apartados”, reza un cartel en una de las tiendas de Zara en Caracas.

Los pasos para poder comprar en las tiendas de Inditex en Venezuela son los siguientes:

1.- Es requisito indispensable presentar la cédula de identidad para poder comprar en estas tiendas. Una vez tomados los datos, te anotan en una lista y te asignan un número para entrar.

2.- Solo puedes comprar cinco prendas de vestir de la marca. Y de querer volver a comprar, deberás volver a esperar un mes más para adquirir alguna otra de cualquiera de las tiendas de la cadena, pues quedas registrado con tu número de cédula en el sistema de los establecimientos.

3.- Del máximo de cinco piezas por persona, solo tres pueden ser prendas superiores: camisas, franelas, chaquetas; y dos inferiores: pantalones o bermudas.

Mentira, a génese do comunismo

End of communism and the victory of truth over lies, de Daniel Johnson.

Of the three categories of relativism moral, cultural and epistemological — it is the last that is most subversive of humanity. Once truth and lies are indistinguishable, it is child’s play to excuse the inexcusable. Defeating communism meant defeating lies

The kindness of

não necessariamente de estranhos. Uma das cenas do cinema que melhor retrata a generoridade foi por mim avistada em Platform, de Jia Zhangke. Numa das cidades por onde a trupe de artistas que o filme segue passa, um deles encontra um primo cuja irmã, estudante, vive em casa dos seus pais. O primo não estudou, ocupa-se de tarefas meniais mal pagas e desprestigiadas e tem como única opção para o seu risonho futuro trabalhar numa mina. Local onde – e este é um momento delicioso de tão acre (e num país comunista) – antes de assinar o contrato lhe explicam que nele consta que os acidentes não são responsabilidade da empresa (pública) que lhe dá trabalho, mas sim do acaso, que aceita que a responsabilidade pela sua segurança é dele e não da empresa (pública) e por aí fora. Resumindo: que era uma criatura descartável cuja única valia era retirar o minério que fizesse a empresa ter as suas receitas. A irmã, pelo contrário, havia estudado, iria licenciar-se e escaparia à pobreza degradante do irmão. Outro momento delicioso do filme – agora mais temperado de acre e de doce – ocorre quando, antes da trupe sair cidade e de assinar o contrato com a mina, dá ao primo cinco yuan (fortuna que na verdade não pode dispensar) para entregar à irmã. O primo, regressado a casa, acrescenta 5 yuan seus e dá à prima 10 yuan dizendo-lhe que vêm do irmão.

O primo – e quase todos os outros membros da trupe – não estão na situação impossível do futuro mineiro mas têm perspetivas muito difusas para si próprios. A expressão da individualidade (com o uso de umas calças à boca de sino, por exemplo) é mal vista na pouco individualista China que, por acréscimo, está (no filme) a sair da paranóia igualitária da Revolução Cultural; ainda não se entendeu bem como funciona isso do capitalismo; notam-se os primeiros vislumbres de que os capitalistas iriam rivalizar em importância e poder com os funcionários do partido comunista. Esta crítica do filme que encontrei dá bem o tom do filme e das vidas do grupo de jovens artistas. Que estão num limbo entre o socialismo e o capitalismo, a pobreza e o desenvolvimento económico, o igualitarismo radical e o individualismo. E se perguntam ‘what happens now?‘.

Nova Cidadania 54

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A Nova Cidadania 54 está à venda nas livrarias Alêtheia, Almedina, Bulhosa, Coimbra Editores, Europa-América, Férin, Wook e também na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa, Porto e Viseu).

Neste número, recordo John Blundell (1952-2014) e Gary Becker (1930-2014). Destaco também especialmente o artigo “Liberalismo e Cristianismo”, em que Leonard Liggio explicou a relevância do livro O lugar da Religião na Filosofia Liberal de Constant, Tocqueville e Lord Acton, de Ralph Raico.

Mais informações aqui.

Na busca espiritual da saúde grátis

O terroristaAhmed Kabir; Fotografia: Newsweek-RUI VIERA/PA

O terroristaAhmed Kabir; Fotografia: Newsweek-RUI VIERA/PA

Inside the Mind of a British Suicide Bomber, uma reportagem de James Harkin na Newsweek

He insisted that ISIS was providing much-needed services to the people under its control. “There is free medical and dental and eye care, the doctors are all absolutely free,” he said. “And patients are given a stamp from ISIS which they take to the pharmacy to get free prescriptions. There is even free housing benefit: the poor are given an allowance of 10,000 lira a month towards housing costs: so if you pay 15,000, then you only have to pay 5000 from your own pocket. For orphans, widows and fighters it is completely free. These allowances are irrespective of whether you are a Muslim or a. Christian. It is justice for everyone.”

Do partido com telhados de vidro

O PCP e o sentido da história, de Paulo Tunhas.

(…)Esta reabilitação actual, a propósito do acontecimento simbólico da queda do muro, de uma doutrina que não se alterou quase um milímetro desde a sua primeira formulação, conta, é verdade, com a excitação empírica motivada pela recente política de Putin. A situação presente do mundo lembra ao PCP a de há 25 anos atrás. A União Europeia professa políticas “neoliberais, federalistas e militaristas”, notórias sobretudo nos actuais confrontos com a Rússia de Putin. “A situação que hoje se vive na Ucrânia, nomeadamente com a ascensão ao poder de forças fascistas, a perseguição anticomunista e a escalada de confrontação com a Rússia é o desenvolvimento lógico da «cavalgada» do imperialismo para Leste que se seguiu às derrotas do socialismo na RDA e noutros países socialistas.”

Esta motivação empírica é potente, e reata com o velho amor do “Sol da terra” (expressão de Álvaro Cunhal), a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (“quatro palavras, quatro mentiras”, dizia o filósofo Cornelius Castoriadis). Putin não pode deixar de fazer sonhar no capítulo. Apesar de tudo, o antigo funcionário do KGB também sofre de nostalgia da URSS, e se, que eu saiba, ainda não se serve do vocabulário “científico” do marxismo-leninismo, nada o impede, se tal ajudar ao nacionalismo da Grande Rússia, de futuramente o utilizar.

Resumindo. Na RDA não havia a Stasi, não havia uma terrível miséria no plano da sociabilidade, não havia gente disposta a arriscar a morte para fugir de lá. A linguagem utilizada para o dizer é intemporal, situa-se fora do tempo, como nos grandes mitos. É uma história sem história e, por isso, sem atenção ao sofrimento humano. Ou melhor: o sofrimento humano encontra-se antecipadamente justificado pela necessidade férrea das míticas leis da história. (…)

A longa marcha da Taxa Costa

António Costa, Wikipédia.

António Costa, Wikipédia.

A propósito da mudança de ideias do candidato a Primeiro-Ministro e actual Presidente da Câmara de Lisboa, convém (re)lembrar o contraditório percurso de António Costa nesta matéria. É caso para afirmar que o caminho faz-se, taxando. Para o final deixo um apelo: em forma de dúvida: alguém nota alguma contradição ou é apenas impressão minha?
Em Agosto de 2013, a propósito de um aumento de taxas no aeroporto de Lisboa, a Associação de Turismo de Lisboa (ATL), presidida pelo António Costa, dizia o seguinte:
“A Associação do Turismo de Lisboa (ATL) diz que a gestora aeroportuária ANA está a destruir a competitividade do turismo na capital. (…)
A Associação Turismo de Lisboa, que representa mais de 650 entidades privadas e públicas da Região, vem denunciar mais esta medida que penaliza uma das poucas actividades que contribui positivamente para a economia nacional – o Turismo.De facto, as autoridades políticas e administrativas […] parecem apostados em destruir a competitividade dos hotéis, restaurantes, comércio e, agora, das companhias aéreas que contribuem para a oferta turística da Região de Lisboa.”

 

“O Turismo de Lisboa repudiou hoje o aumento de taxas no aeroporto da Portela, anunciado pela ANA – Aeroportos. […] Em declarações à Lusa, o diretor geral da ATL, Vítor Costa, criticou duramente a medida, que classificou de “ganância”, e disse esperar que a ANA recue.
[…]
“O Governo, agora, mesmo antes de assinar o contrato [com a Vinci, que adquiriu a ANA], está a legitimar um ataque desta natureza ao setor do turismo na região de Lisboa, Centro e Alentejo. Há aqui uma falta de cuidado, uma ganância, [com a ideia de que] ‘está tudo a correr bem, há mais turistas, vamos sacar mais dinheiro’“.
[…]
A medida, acrescentou o diretor geral da ATL, “vai afetar dramaticamente a competitividade de Lisboa” e poderá ditar a saída de companhias ou de ligações aéreas da Portela.”

“Vítor Costa confirma que o turismo em Lisboa está com “grande pujança”, mas sublinha que não pode deteriorar-se por causa de uma “vontade cega de aumentar taxas e impostos“. E acrescenta: “Não é ilegal, mas estão a matar a galinha dos ovos de ouro“.
Passados alguns meses, o mundo mudou. Em Novembro de 2014, a Câmara de Lisboa, presidida pelo António Costa, introduz uma taxa de 1 euro de sobre passageiros que desembarquem na cidade, com os seguintes objectivos:
 
  • “Atingir dez milhões de dormidas de turistas estrangeiros”;
  • “Alcançar receitas globais da hotelaria de oitocentos milhões de euros”;
  • “Melhorar o índice de satisfação dos visitantes em dois pontos percentuais”;
  • “Aumentar de modo significativo a notoriedade do destino junto dos mercados emissores que lhe são prioritários”.
Hoje, dia de São Martinho,  António Costa desafia Portas a esclarecer quanto cobra o Governo por passageiro e por dormidas em Lisboa. A este propósito, cito o dono da LPM na página de Facebook, “Engraçado: a Comunicação da CML acordou agora”. Parece que já veio tarde e não dará para remediar a realidade. A infografia do Jornal de Negócios será capaz, por si só, de responder às dúvidas da comunicação e do sinuoso candidato socialista a Primeiro-Ministro.

O muro a que temos direito!, um quarto de século depois

A pretexto da passagem de 25 anos sobre a chamada «queda do muro de Berlim» está a ser levada a cabo uma campanha anticomunista de intoxicação da opinião pública.

De regresso à normalidade lunática

FatahHamasparty

Hamas e a Fatah que fazem parte de um governo de unidade nacional continuam a percorrer o caminho da História da Palestina, atacando-se. É suposto que seja com estas partes esquizofrénicas que Israel deve fazer a paz.

Em Junho, Fatah e Hamas, pela enésima vez, esqueceram as inimizades que os unem e acordam em formar um novo governo de unidade nacional, num prazo de cinco semanas. O anúncio não foi conjunto e esteve a cargo do responável pelo grupo terrorista do Hamas, Halil al Haya, segundo o qual, ambas as partes decidiram formar um governo palestiniano unificado. O encontro das cúpulas dirigentes, teve lugar na residência do Primeiro-Ministro do Hamas, Ismail Haniyeh que qualificou como positivo o acordo que coloca em prática os acordos de reconciliação alcançados na cidade do Cairo em 2011 e no Qatar, um ano depois. O novo executivo teve a duração de seis semanas e ficou encarregado de preparar as eleições gerais, previstas para Janeiro de 2015. Recorde-se que a maior fractura entre Fatah e Hamas, aconteceu quando o Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza, após três meses de guerra com as forças leais ao Presidente palestiniano Mahmoud Abbas.
Parece evidente que para alcançarem a paz vitoriosa, as partes não terão apenas que aperfeiçoar a política de acção comum e de comunicação. Em inglês e destinada ao mundo ocidental sempre foi um – mais politico, quase apaziguador -, para os palestinianos e a rua árabe em geral, a mensagem será aquela que sempre foi: o que interessa é destruir Israel, através das armas e do terrorismo suicida, que não conhece limites que não seja o alcance do paraíso.

Como se sabe a justiça quer-se cega, rápida e eficaz. Em Agosto, o grupo terrorista do Hamas tornou eficaz a sua aplicação no território que domina. A organização que governa Gaza afirma ter executado 18 pessoas, suspeitas de colaborarem com Israel. As execuções aconteceram 48 horas após um ataque aéreo israelita ter resultado na morte de três líderes operacionais do Hamas. Os três homens eram altos dirigentes das brigadas Azedim al Kasam, o braço armado do movimento islamista Hamas. Sabe-se que algumas ds execuções foram públicas e que pelo menos 11 das vitimas foram baleadas numa esquadra no centro de Gaza, após terem sido julgadas em tribunais revolucionários. Os outros supostos colaborocionistas foram mortos em público por homens encapuçados e que envergavam o uniforme das brigadas Azedim al Kasam, em frente da mesquita de  Al Omari, também localizada em Gaza. A “resistência” reforçou uma vez mais a luta no terreno contra quem colabora com Israel.

O delito está contemplado na lei palestiniana com a pena de morte. No entanto, a aprovação final da sentença pertence ao Presidente Mahmud Abas, cuja autoridade política e instituicional não é reconhecida pelos terroristas do Hamas. O episódio de hoje é apenas mais um capítulo e uma amostra do que será a salutar disputa das eleições  palestinianas.

O ISIS e a escravatura

English translation of clip showing ISIS fighters discussing “buying and selling Yezidi slaves

(via Helena Matos: Aos adeptos do multiculturalismo e da teoria da igualdade entre culturas)

Isis fighters barter over Yazidi girls on ‘slave market day’ – the shocking video
Shocking video shows ISIS fighters bartering for young women at ‘slave girl market’
Isis justify capture and sexual enslavement of thousands of Yazidi women and girls

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Tanto rasgar de vestes

GB

Não se aguenta.

A Syrian army helicopter dropped two barrel bombs on a displaced persons camp in the northern province of Idlib, camp residents said on Wednesday, and video footage appeared to show charred and dismembered bodies.

Footage posted on YouTube showed corpses of women, children and burning tents while people scrambled to save the wounded. “It’s a massacre of refugees,” a voice off camera said.

“Let the whole world see this, they are displaced people. Look at them, they are civilians, displaced civilians. They fled the bombardment,” the man’s voice said.

A man in another video of the Abedin camp, which houses people who had escaped fighting in neighboring Hama province, said as many as 75 people had died.

 

Mesmo.

Egyptian authorities on Tuesday ordered residents living along the country’s eastern border with the Gaza Strip to evacuate so they can demolish their homes and set up a buffer zone to stop weapons and militant trafficking between Egypt and the Palestinian territory, officials said.

The measure comes four days after Islamist fighters attacked an army post, killing at least 31 soldiers in the restive area in the northeastern corner of the Sinai Peninsula. After the attack, Egypt declared a state of emergency and dawn-to-dusk curfew there. Authorities also indefinitely closed the Gaza crossing, the only non-Israeli passage for the crowded strip with the world.

The buffer zone, which will include water-filled trenches to thwart tunnel diggers, will be 500 meters (yards) wide and extended along the 13 kilometer (9 mile) border.