Uma “Greve Geral” esvaziada pela Fenprof

A “Greve Geral” encenada pela CGTP foi o que foi mas curiosamente a iniciativa já estava esvaziada desde que a Fenprof mostrou quem realmente manda no Ministério da Educação e, por arrastamento, que a Fenprof por si só consegue fazer recuar o Governo.

Mesmo sem ter (ainda) atingido um estatuto que lhe permita ser, como Carvalho da Silva, simultaneamente investigador no CES do Prof. Boaventura na Universidade de Coimbra e professor catedrático na Universidade Lusófona, Mário Nogueira chega e sobra para encostar o Governo às cordas.

Estamos bem entregues.

Adeus, Margaret Thatcher!

Foi-se a Margaret Thatcher. Foram pessoas como ela que construíram o mundo no qual vivemos hoje. Não consigo deixar de observar que, ano após ano, a Guerra Fria fica cada vez mais distante… e não consigo compreender por que há tantas regiões do mundo que vão na direção contrária e ainda aferram-se a ideologias que não têm mais razão de ser.

Obrigado, Margaret Thatcher.

O possível fim do sonho chileno…

Bem dizem por aqui que “alegria de pobre dura pouco”. O Chile enfrenta a forte possibilidade de que a Bachelet volte à presidência.

Se isso se concretizar, o que o Chile tem conquistado em termos de liberalização nos últimos anos poderá dar lugar a uma política mais voltada para o resto do “continente”.

Mas essa é apenas a velha história da América Latina…

 

Argentina…

A Argentina já tem cinco prêmios Nobel, tem o Messi e agora tem o papa. Só não tem as Falkland Islands…

Ainda não descobri quantas divisões tem o papa. Mas ao menos parece que, além de ser jesuíta, também é católico.

Diz-me com quem andas…

O Sérgio Lavos manifestou uma imensa alegria eleitoral a propósito dos resultados que se verificaram em França e na Grécia (ai, as saudades dos festejos a que o definhamento do Bloco de Esquerda o condenou!). Diz ele, certamente no pico do arrebatamento, que “na Grécia a troika leva um belíssimo pontapé no cu! Hoje, todos os democratas podem dizer: eu sou ateniense!”

Fico sem saber, no entanto, se na equação que tem como resultado a sua imensa felicidade entram os quase 7% de votos que estes senhores conseguiram e os 21 deputados que elegeram. E digo-o porque muito do pensamento deste partido foi resumido nas palavras do seu líder: “a resistência contra a ‘troika’ continua, tanto dentro como fora do Parlamento”. Tendo em conta a semelhança na linguagem, pergunto-me se é destes “democratas” que o Sérgio Lavos fala  e se, também a eles, lhes dá o direito de dizer “eu sou ateninense!”, depois de os reconhecer como um legítimo lutador nessa batalha tão digna como a do pontapé no cu da troika.

É também por estas e por outras que o Ricardo tem muita razão

Nick Clegg

Nick Clegg to win the General Election? Has someone put something in the water supply? Por Boris Johnson.

What has happened to us all, when serious papers can start raving about “Prime Minister Clegg”? Has someone put something in the water supply? Has some sulphur yellow cloud descended imperceptibly from Iceland and addled our brains? These are Lib Dems we are talking about! They say anything to anyone. They are not so much two-faced as positively polycephalous. They go around every university campus promising to abolish “Labour’s unfair tuition fees” – while dear Cleggie tells his party conference that this policy, this cardinal Lib Dem policy, would cost £12 billion and that the country can’t afford it. In the north of England you will find plenty of Lib Dem literature extolling their “mansion tax”, a proposal on which they remain deafeningly silent in places like Richmond and Kingston, where it would mean a vast new tax on people who happen to live in overvalued houses.

Everybody treats Vince Cable as a semi-holy Mahatma Gandhi of British politics, because he is supposed in some way to have anticipated the financial crisis. Actually his most notable recommendation before the crisis was that Britain should join the euro – a move that would gravely have worsened our current position by leaving us in a Greek-style straitjacket.

What crouton of substance did Clegg offer last Thursday, in the opaque minestrone of waffle? He wants to get rid of Trident. Great! So Lib Dem foreign policy means voluntarily resigning from the UN Security Council, abandoning all pretensions to world influence, and sub-contracting our nuclear deterrent to France! They are a bunch of euro-loving road-hump fetishists who are attempting like some defective vacuum cleaner to suck and blow at the same time; and the worst of it is that if you do vote Lib Dem in the demented belief that there could ever be such a thing as a Lib Dem government, you won’t get Prime Minister Clegg. You’ll get Prime Minister Gordon Brown, for five more holepunch-hurling years, because the Lib Dems almost always vote with Labour, and in my years in Parliament I can’t remember a single moment when they opposed a Labour measure to expand state spending or state control.

Estes romanos são doidos!

Enquanto cá no burgo o pessoal se entretém em congressos de candidatos a candidatos, lá pela Gália os bravos gauleses continuam a resistir ao invasor.

Afinal, a grande ofensiva, sob o nome de código “voto de protesto” falhou. O grande partido, que representa (ainda que silenciosamente) mais de metade dos eleitores franceses, chama-se abstenção.

Esperava-se uma grande vitória do PS. Se calhar eu fui o único que não a vi, porque a imprensa continua a afirmá-la. Mas eu nunca fui grande espingarda nas contas. Desculpem-me, mas não consigo perceber. Já pedi aos senhores jornalistas para me explicarem isto devagarinho, mas não a consigo ver. É que, de 29% para 27% não vai assim uma distância tão grande. Mas, se calhar o problema é mesmo meu.

Ainda por cima a meio do mandato Sarkozy/Fillon e a meio de uma crise financeira que continua a ameaçar colocar a economia francesa em muito maus lençóis.

Vá-se lá perceber…